Meu humor



Meu perfil
BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Viagens



Arquivos
 22/11/2009 a 28/11/2009
 15/11/2009 a 21/11/2009
 08/11/2009 a 14/11/2009
 01/11/2009 a 07/11/2009
 25/10/2009 a 31/10/2009
 18/10/2009 a 24/10/2009
 11/10/2009 a 17/10/2009
 04/10/2009 a 10/10/2009
 27/09/2009 a 03/10/2009
 20/09/2009 a 26/09/2009
 13/09/2009 a 19/09/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 23/08/2009 a 29/08/2009
 09/08/2009 a 15/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009
 26/07/2009 a 01/08/2009
 19/07/2009 a 25/07/2009
 12/07/2009 a 18/07/2009
 05/07/2009 a 11/07/2009
 28/06/2009 a 04/07/2009
 21/06/2009 a 27/06/2009
 14/06/2009 a 20/06/2009
 07/06/2009 a 13/06/2009
 31/05/2009 a 06/06/2009
 24/05/2009 a 30/05/2009
 17/05/2009 a 23/05/2009
 10/05/2009 a 16/05/2009
 03/05/2009 a 09/05/2009
 26/04/2009 a 02/05/2009
 19/04/2009 a 25/04/2009
 12/04/2009 a 18/04/2009
 05/04/2009 a 11/04/2009
 29/03/2009 a 04/04/2009
 22/03/2009 a 28/03/2009
 15/03/2009 a 21/03/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 01/03/2009 a 07/03/2009
 22/02/2009 a 28/02/2009
 15/02/2009 a 21/02/2009
 08/02/2009 a 14/02/2009
 01/02/2009 a 07/02/2009
 25/01/2009 a 31/01/2009
 18/01/2009 a 24/01/2009
 11/01/2009 a 17/01/2009
 04/01/2009 a 10/01/2009
 28/12/2008 a 03/01/2009
 21/12/2008 a 27/12/2008
 14/12/2008 a 20/12/2008
 07/12/2008 a 13/12/2008
 30/11/2008 a 06/12/2008
 23/11/2008 a 29/11/2008
 16/11/2008 a 22/11/2008
 09/11/2008 a 15/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 26/10/2008 a 01/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 12/10/2008 a 18/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 28/09/2008 a 04/10/2008
 21/09/2008 a 27/09/2008
 14/09/2008 a 20/09/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008
 31/08/2008 a 06/09/2008
 24/08/2008 a 30/08/2008
 17/08/2008 a 23/08/2008
 10/08/2008 a 16/08/2008
 03/08/2008 a 09/08/2008
 27/07/2008 a 02/08/2008
 20/07/2008 a 26/07/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 06/07/2008 a 12/07/2008
 29/06/2008 a 05/07/2008
 22/06/2008 a 28/06/2008
 15/06/2008 a 21/06/2008
 08/06/2008 a 14/06/2008
 01/06/2008 a 07/06/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 18/05/2008 a 24/05/2008
 11/05/2008 a 17/05/2008
 04/05/2008 a 10/05/2008
 27/04/2008 a 03/05/2008
 20/04/2008 a 26/04/2008
 13/04/2008 a 19/04/2008
 06/04/2008 a 12/04/2008
 30/03/2008 a 05/04/2008
 23/03/2008 a 29/03/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 09/03/2008 a 15/03/2008
 02/03/2008 a 08/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 17/02/2008 a 23/02/2008
 10/02/2008 a 16/02/2008
 27/01/2008 a 02/02/2008
 20/01/2008 a 26/01/2008
 13/01/2008 a 19/01/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 16/12/2007 a 22/12/2007
 09/12/2007 a 15/12/2007
 02/12/2007 a 08/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 18/11/2007 a 24/11/2007
 11/11/2007 a 17/11/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 28/10/2007 a 03/11/2007
 21/10/2007 a 27/10/2007
 14/10/2007 a 20/10/2007
 07/10/2007 a 13/10/2007
 30/09/2007 a 06/10/2007
 23/09/2007 a 29/09/2007
 16/09/2007 a 22/09/2007
 09/09/2007 a 15/09/2007
 02/09/2007 a 08/09/2007
 26/08/2007 a 01/09/2007
 19/08/2007 a 25/08/2007
 12/08/2007 a 18/08/2007
 05/08/2007 a 11/08/2007
 29/07/2007 a 04/08/2007
 22/07/2007 a 28/07/2007
 15/07/2007 a 21/07/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 01/07/2007 a 07/07/2007
 24/06/2007 a 30/06/2007
 17/06/2007 a 23/06/2007
 10/06/2007 a 16/06/2007
 03/06/2007 a 09/06/2007
 27/05/2007 a 02/06/2007
 20/05/2007 a 26/05/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 06/05/2007 a 12/05/2007
 29/04/2007 a 05/05/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 15/04/2007 a 21/04/2007
 08/04/2007 a 14/04/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 25/03/2007 a 31/03/2007
 18/03/2007 a 24/03/2007
 11/03/2007 a 17/03/2007
 04/03/2007 a 10/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 18/02/2007 a 24/02/2007
 11/02/2007 a 17/02/2007
 04/02/2007 a 10/02/2007
 28/01/2007 a 03/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 24/12/2006 a 30/12/2006
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 26/11/2006 a 02/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 27/08/2006 a 02/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 06/08/2006 a 12/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 23/07/2006 a 29/07/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 09/07/2006 a 15/07/2006
 02/07/2006 a 08/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006
 04/06/2006 a 10/06/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 21/05/2006 a 27/05/2006
 14/05/2006 a 20/05/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL
 Orph
 CBDB
 Noblat
 É-Blog
 EuPodo
 Kerblog
 Batistão
 Candela
 4shared
 Gibizada
 Mercurio
 Picolinos
 Philipinas
 Coexist 1
 Coexist 2
 Cynical-C
 BlogAdão
 Inutiologia
 Webvinho
 Léo Jaime
 Geek Roar
 F.A.R.R.A.
 DICTATOR
 Q.U.A.C.K.
 PROTESTE
 Podtropolis
 HQ SCANS
 Juca Kfouri
 Contrapeso
 Neil Gaiman
 Al Vaqaeda
 Pé na África
 Universo HQ
 Salada Mista
 Flog de Alice
 BAND NEWS
 Deu no jornal
 The Long Tail
 Drama Queer
 Sérgio D'avila
 MP3 - Br Midia
 MANDEIBEM 1
 Beacoupkevin
 Watchmen BR
 HD VIRTUAL 1
 HD VIRTUAL 2
 Blog do Vesgo
 Mariana Ferrão
 O mico na rede
 Mulher Honesta
 Gardenal Music
 Contexto é tudo
 Blog do Carloso
 Comic Tread Mill
 Diário da Tutuca
 Viaje na Viagem
 The Consumerist
 Invincible Comics
 Clandestine Critic
 Strategy Informer
 Bruna Surfistinha
 Four the first time
 O Homem Sincero
 Comic Movie Critic
 Pop Culture Shock
 Depósito do Calvin
 Cabide D'Askhalsa
 Cinema sem cortes
 XYZ - Comic Scans
 Alice in Wonderland
 Pérolas para Porcos
 Natalie - Word Press
 Blog dos Quadrinhos
 Um olhar em Portugal
 Uncanny X-Men Forum
 SCANS - Barker Scans
 CULT VOX - Livros grátis
 Dave's Long Comics Box
 What were they thinking?
 Assunto de Zelador - Flog
 Assunto de Zelador - Blog
 RAPADURA AÇUCARADA
 Entidade Maligna Misteriosa
 Revista Connect - CELULAR
 SEQUART - Sandman Covers
 NYC: Guia para os Mão de vaca
 Top 20 covers of the copper age
 Blog da Maria Inês Dolci - Consumidor
 



Em causa própria
 


GEORGE LUCAS IN LOVE
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h18
[] [envie esta mensagem
]





 
Concurso que exigia mínimo de 20 dentes é cancelado
 
Um decreto publicado no Diário Oficial cancelou o concurso da Guarda Municipal no Rio de Janeiro. As taxas de inscrições pagas serão devolvidas aos candidatos mediante apresentação de comprovante. O concurso público previa o preenchimento de 1.500 vagas.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) entrou com representação para investigar o conteúdo do edital do concurso. Para o procurador do Trabalho, Wilson Roberto Prudente, responsável pelo caso, algumas cláusulas eram inconstitucionais e discriminatórias tais como a exigência de no mínimo 20 dentes (apesar do uso de prótese), o impedimento de obesos e magérrimos no processo seletivo e a não reserva de vagas para portadores de deficiência física.

Em audiência realizada a sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região com representantes da Guarda Municipal, o procurador havia dado prazo até  (1/10) para que as cláusulas contestadas pelo MPT fossem revistas. Mesmo com o cancelamento do concurso, a audiência marcada está mantida.

"O cancelamento resultou da firme atuação do MPT e, sob esse aspecto, é positivo. Esperamos que seja publicado em breve novo edital de acordo com a Constituição Federal e a legislação do país para o preenchimento das vagas existentes. A administração pública, mais do que os particulares, não pode proceder qualquer forma de discriminação seja por obesidade, deficiência física ou ausência de dentes", afirmou o procurador.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h14
[] [envie esta mensagem
]





 
Da Scientific American Mind

A orquestra toca e uma mulher loira de proporções consideráveis, com tranças amarradas com fitas e vestindo um colete de metal dourado e um capacete com chifres caminha em direção ao centro do palco. Seu busto cresce à medida que toma fôlego; ela abre a boca cuidadosamente delineada com batom e, como um terremoto, emite uma poderosa nota. Taças de champanhe estouram, monóculos racham, os lustres de cristal explodem com a força da voz destruidora. A cena é comum em vários desenhos animados e comédias, mas será que essa piada tem um fundo de verdade? Será que uma cantora de ópera tem o poder de romper vidros com o som da própria voz?

A Física sugere que a voz é capaz de quebrar vidro. Cada pedaço de vidro, assim como todos os materiais, possui uma freqüência ressonante, isto é, a velocidade com que vibra quando se choca ou recebe outro estímulo, que pode ser, por exemplo uma onda sonora. Taças de vinho são especialmente ressonantes devido à sua estrutura tubular interna oca, que produz um som agradável ao tinir. Se uma pessoa conseguir cantar neste tom exato – que de acordo com a lenda é um “Si Maior” mas, na verdade, pode ser qualquer tom – sua voz fará as moléculas do ar em volta da taça vibrarem em uma freqüência, forçando-a a vibrar também. Se a nota for emitida suficiente alta, o copo irá vibrar até quebrar.

Jeffrey Kysar, engenheiro mecânico da Columbia University que estuda como esses materiais podem ser rachar e quebrar, diz que é possível estilhaçar um copo com a voz mas, além de ter uma voz poderosa, a cantora também terá que contar com um pouco de sorte. “Mesmo que você consiga excitar as moléculas do copo, não é garantido que você consiga quebrá-lo. A quebra depende do tamanho dos defeitos próprios da peça”. Por isso, se uma diva se dispuser a quebrar uma taça com a voz, ela precisa torcer para que defeitos microscópicos sejam suficientemente grandes para cederem à pressão do som.

Kysar explica que todos os materiais são cobertos de fissuras invisíveis que podem variar de posição, tamanho e espessura. As taças de vinho, mesmo parecendo idênticas a olho nu, podem ser radicalmente diferentes em sua resistência à quebra, permitindo que algumas peças resistam a volumes muito mais altos do que outras.

O volume tem um papel fundamental na brincadeira de quebrar o copo, uma vez que a altura do som está ligada diretamente à capacidade de deslocar as moléculas de ar. Em poucas palavras, o que acontece é que o som passa de molécula em molécula até chegar à taça. Como Brunhilde – a princesa viking – canta muito alto, ela está, na verdade, empurrando ar em direção à taça com mais força. O efeito é muito parecido com o ato de empurrar uma criança no balanço. Quanto mais forte é o empurrão, maior é a altura que o balanço atinge. No entanto, neste caso, apenas o tranco não é suficiente. Ë preciso que ele seja compassado de forma que se adapte à oscilação natural do balanço, ou seja, o candidato a quebrador de taças deve cantar a nota musical que combina com a freqüência de ressonância da taça.
 
A física envolvida na arte da destruição pela voz parece ser bem clara mas mesmo assim, histórias de cantores com uma voz tão poderosa que destroem taças, copos e óculos são abundantes. No entanto, a ocorrência destes casos são um tanto quanto suspeitas, uma vez que não há registros históricos. Diziam que o famoso tenor Enrico Caruso tinha essa habilidade, mas depois de sua morte sua esposa negou os rumores. Por que será?

Acontece que a maioria das peças de vidro, incluindo as taças de vinho, são o equivalente a uma “criança” de uma centena de quilos num balanço. Quer dizer, por mais trancos e empurrões que você dê nela, ela nunca vai chegar perto do topo.

Apenas o cristal mais frágil é delicado e ressonante suficiente para que se possa romper com o volume que algumas pessoas podem produzir sem nenhum tipo de amplificação, ou seja 100 decibéis. Um comercial americano da década de 70 mostrava Ella Fitzgerald estourando uma taça de vinho facilmente com a ajuda de autofalantes Memorex. O truque já foi repetido varias vezes, mas sempre com a ajuda de amplificadores. O principio de direcionar o som para um objeto sensível com o intuito de despedaçá-lo é bem conhecido. Um exemplo? Quebrar pedras no rim. A diferença é que os médicos não se preocupam em encontrar a freqüência exata para destruir a pedra apenas bombardeiam seu alvo com várias freqüências diferentes (se um cantor pudesse cantar tão alto quanto o barulho de uma explosão, também não precisaria encontrar a freqüência exata para quebrar o vidro). Ainda assim, até poucos anos atrás não existia nenhum prova documentada de alguém que tivesse conseguido quebrar uma taça com a própria voz.

Em 2005, o programa “Mythbusters” (“Os Caçadores de Mitos)”, do Discovery Channel, recrutou um cantor de rock, Jamie Vendera, e um treinador vocal, para ensiná-lo a destruir cristais. Ele tentou, sem sorte, quebrar 12 taças de vinho, até que encontrou aquela que se estilhaçou com o som. O feito foi registrado em vídeo pela primeira vez.

O som estilhaçador emitido por Vendera atingiu 105 decibéis, quase tão alto quanto uma britadeira. Não são muitas as pessoas com condições de emitir um som alto como esse. Cantores de ópera treinam por anos para alcançar potência vocal e conseguir sustentar notas musicais em volumes superiores a 100 decibéis (para se ter uma idéia, um discurso normal está por volta dos 50 decibéis). Mesmo eu, sendo treinada para cantar ópera (antes de me tornar jornalista de ciência), nunca presenciei esse fenômeno ou fui capaz de recriá-lo. Isso não quer dizer que eu não vá tentar de novo, mas talvez eu deva procurar um capacete com chifres, um colete de metal dourado e principalmente, um amplificador e um bom par de alto-falantes.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h12
[] [envie esta mensagem
]





NÃO TROCO MEU RAINHA SYSTEM POR NYKE SHOX NENHUM!

Estudo sugere que tênis baratos são melhores que caros


Corredores que compram tênis caros, apostando que serão mais confortáveis e eficientes na proteção contra o impacto sobre pés e joelhos, podem estar jogando dinheiro fora, sugere um estudo realizado na Grã-Bretanha.

Pesquisadores da Universidade de Dundeen testaram pares de tênis de três diferentes faixas de preço: entre 40 e 45 libras (cerca de R$150), 50 e 65 libras (R$220) e 60 e 75 (R$255). Os calçados foram adaptados para receber uma sola eletrônica que mediu a pressão no calcanhar, na sola do pé e no dedão, e testados em 43 voluntários enquanto corriam numa esteira.

O estudo, que foi publicado na revista "British Journal of Sports Medicine", constatou que o impacto sobre a sola do pé foi menor quando os voluntários estavam calçando os tênis de baixo e médio custo. "Apesar de a diferença ter sido pequena, pode ser significante a longo prazo. O estudo sugere que os tênis mais baratos oferecem maior proteção contra o impacto durante a corrida", afirma Rami Abboud, líder da pesquisa.

Relação custo e benefício

No quesito conforto, os voluntários apontaram que os calçados mais baratos não deixaram a desejar. Abboud, que não revelou as marcas dos calçados, disse que os tênis usados na experiência são de três grandes fábricas "que podem ser encontradas na prateleiras de qualquer as lojas".

"A percepção do consumidores é que quando se paga mais, se leva para casa um produto melhor. Nós constatamos que nem a pressão nem o conforto estão relacionados com o preço". Durante uma corrida, os pés são submetidos a uma pressão equivalente a duas vezes e meia o peso corporal.

Especialistas acreditam que o uso de um par de tênis de qualidade pode reduzir em até um terço a pressão sobre os pés e os joelhos, protegendo-os contra dores e contusões.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h10
[] [envie esta mensagem
]





Edição de Detective Comics #27 encontrada num sótão

Do UHQ

Detective Comics #27Imagine encontrar cerca de 500 mil dólares no sótão da sua casa. Foi praticamente isso que aconteceu recentemente nos Estados Unidos.

Um exemplar de Detective Comics #27 foi encontrado no sótão de uma residência, durante uma faxina. A edição está em boas condições, com minúsculos rasgos nas bordas e marcas de poeira.

Publicada em maio de 1939, Detective Comics #27 traz a primeira aparição do Batman. A revista foi adquirida pela loja
New Dimension Comics, de Todd McDevitt.

Detective Comics #27 é considerada a segunda revista mais cara, logo depois de Action Comics #1. Uma edição quase perfeita (near mint) valeria aproximadamente 500 mil dólares.

A notícia foi divulgada por McDevitt, proprietário de cinco comic shops na região de Pittsburgh, mas não dá detalhes sobre os proprietários originais. Outras questões interessantes que não foram abordadas são: quanto McDevitt pagou pela revista e qual será seu destino? Será que ele irá leiloá-la?

Ele afirma que desde 1986 vem economizando dinheiro para comprar alguma edição valiosa como essa. Só não diz se realmente usou toda ou grande parte dessa quantia, ou se foi um valor irrisório, para pagar ao antigo dono da valiosa revista.

Todd McDevitt está guardando a HQ em um cofre de banco e, ocasionalmente, exibe o tesouro a amigos e a clientes de suas gibiterias.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h09
[] [envie esta mensagem
]





ENTREVISTA/HISTÓRIA EDIFICANTE

Alcides Parizotto, fundador do Atacadão.
 
Clique AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h08
[] [envie esta mensagem
]







Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h06
[] [envie esta mensagem
]






Tropa de Elite


Capitão Nascimento:

"Pede pra sair 01!"
"Você sabe voar, estudante?"
"Quantas crianças a gente tem que perder para o tráfico só para que um playboy possa enrolar um baseado?"
"Não precisa não que eu esquento no micro quando chegar."
"Vamos descer só o dono porque meu filho nasceu."
"Nunca serão!"
"Você é um fanfarrão!"
"Bota na conta do Papa."

Baiano:

"Na cara não, pra não estragar o velório"
Capitão Nascimento:
"04 me dá a doze"

Sargento Rocha.

"Eu posso até te ajudar, aliás, eu vou te ajudar! Eu quero te ajudar! Mas agora você tem que me ajudar a te ajudar."
"Soldado, se você quer rir, tem que fazer rir."
Coronel Estevão:
"E eu lá quero saber de numerologia".

Matias:
"O Baiano tem consciência social".
"Qualé, mermão perdeu a noção do perigo?"
"Não me misturo com viciado nem com vagabundo."
 
Bônus:


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h06
[] [envie esta mensagem
]





TROPA DA ZELITE

Pega um, pega geral

by Marcelo Soares no Correio do Povo, de Porto Alegre:

O filme "Tropa de elite", cuja estréia foi antecipada em São Paulo e no Rio, ficou famoso por suas cenas de violência policial – e por ter sido sucesso nos camelódromos antes mesmo de ir para o cinema. Segundo a revista Época, ao menos 5 mil cópias ilegais eram vendidas diariamente só no Rio há duas semanas – o que dava 300 mil DVDs piratas em dois meses. O sucesso fez com que as fábricas piratas improvisassem três "continuações" para o filme. Ao preço de R$ 10,00 a cópia, as vendas tiveram a respeitável receita de R$ 3 milhões – só no Rio. Considerando que o DVD pirata não paga direitos autorais e que os únicos custos são a produção industrial e a remuneração dos envolvidos, é de se pensar para onde vai esse dinheiro.

A rede inglesa BBC fez há poucos dias uma investigação sobre como isso funciona no Reino Unido. Lá, os DVDs piratas são copiados por imigrantes ilegais chineses que trabalham em condições semelhantes às de escravidão, em lugares fechados e insalubres. É como o que ocorre em São Paulo com bolivianos trazidos para trabalhar em confecções clandestinas – que, segundo CPI da Câmara Municipal, abasteceriam grandes redes de lojas. Um dos chineses acusados de contrafação de DVDs contou à BBC ter entrado no negócio para pagar a dívida de sua viagem a uma gangue de tráfico de seres humanos. Os criminosos seriam ligados a um ex-presidente da associação chinesa de Londres, que responde a processo por lavagem de dinheiro em Hong Kong e já havia sido acusado, na Grécia, de explorar o contrabando de gente.

Moisés Naím, no livro "Ilícito", traz dados interessantes: na Espanha, produzir e distribuir >   1 kg de CDs e DVDs piratas rende cinco vezes mais do que vender 1 kg de haxixe; os suspeitos dos ataques à bomba em Madri, em 2004, financiavam sua operação com a venda de CDs piratas; a Rússia exporta CDs piratas para 26 países; máfias internacionais, como chinesas e russas, incorporaram o tráfico de pirataria cultural a seus negócios – seguindo as rotas do tráfico de drogas.

Soube que "Tropa de elite" faz uma crítica aos usuários de drogas da classe média, que inadvertidamente usam seus hábitos químicos para financiar o tráfico. As drogas são apenas a parte mais visível do iceberg da economia ilícita. É quase irônico que um filme com essa crítica tenha se popularizado em outro tipo de rede que potencialmente pode ser usada para financiar o crime organizado e o tráfico de drogas.

Quem ganha com o esquema de pirataria cultural no Brasil? Claro que o perigo não está no camelô. Como o "aviãozinho" do tráfico, essa venda mal e mal deve financiar seu orçamento doméstico. Os pontos quentes estão em quem fornece, quem produz industrialmente e quem financia tudo isso. A BBC achou o chinês. E no Brasil, quem são os peixes grandes?


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h01
[] [envie esta mensagem
]





1 - TENDÊNCIAS/DEBATES
Pensamentos quase póstumos

by LUCIANO HUCK

----------------------------------------------------------------
"Pago todos os impostos. E, como resultado,
depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo,
quase recebo balas de chumbo na testa"
-----------------------------------------------------------------

LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.

Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.

Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.

Passei um dia na cidade nesta semana - moro no Rio por motivos profissionais - e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.

Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto.

Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.

Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós?

Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.

Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa.

De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.

Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?

Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.

Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita:

"Cansei". O Lobão canta: "Peidei".

Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.

Isso não está certo.


---------------------------------------------------------------
LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa "Caldeirão do Huck", na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h00
[] [envie esta mensagem
]





2 - TENDÊNCIAS/DEBATES
Pensamentos de um "correria"

by FERRÉZ

----------------------------------------------------------
"Ele não terá homenagem póstuma se falhar.
Pensa: "Como alguém usa no braço algo que
dá pra comprar várias casas na quebrada?"
----------------------------------------------------------

ELE ME olha, cumprimenta rápido e vai pra padaria. Acordou cedo, tratou de acordar o amigo que vai ser seu garupa e foi tomar café. A mãe já está na padaria também, pedindo dinheiro pra alguém pra tomar mais uma dose de cachaça. Ele finge não vê-la, toma seu café de um gole só e sai pra missão, que é como todos chamam fazer um assalto.

Se voltar com algo, seu filho, seus irmãos, sua mãe, sua tia, seu padrasto, todos vão gastar o dinheiro com ele, sem exigir de onde veio, sem nota fiscal, sem gerar impostos.

Quando o filho chora de fome, moral não vai ajudar. A selva de pedra criou suas leis, vidro escuro pra não ver dentro do carro, cada qual com sua vida, cada qual com seus problemas, sem tempo pra sentimentalismo. O menino no farol não consegue pedir dinheiro, o vidro escuro não deixa mostrar nada.
 
O motoboy tenta se afastar, desconfia, pois ele está com outro na garupa, lembra das 36 prestações que faltam pra quitar a moto, mas tem que arriscar  e acelera, só tem 20 minutos pra entregar uma correspondência do outro lado da cidade, se atrasar a entrega, perde o serviço, se morrer no caminho,
amanhã tem outro na vaga.

Quando passa pelos dois na moto, percebe que é da sua quebrada, dá um toque no acelerador e sai da reta, sabe que os caras estão pra fazer uma fita. Enquanto isso, muitos em seus carros ouvem suas músicas, falam em seus celulares e pensam que estão vivos e num país legal.

Ele anda devagar entre os carros, o garupa está atento, se a missão falhar, não terá homenagem póstuma, deixará uma família destroçada, porque a sua já é, e não terá uma multidão triste por sua morte. Será apenas mais um coitado com capacete velho e um 38 enferrujado jogado no chão, atrapalhando o trânsito.

Teve infância, isso teve, tudo bem que sem nada demais, mas sua mãe o levava ao circo todos os anos, só parou depois que seu novo marido a proibiu de sair de casa. Ela começou a beber a mesma bebida que os programas de TV mostram nos seus comerciais, só que, neles, ninguém sofre por beber.

Teve educação, a mesma que todos da sua comunidade tiveram, quase nada que sirva pro século 21. A professora passava um monte de coisa na lousa -mas, pra que estudar se, pela nova lei do governo, todo mundo é aprovado?Ainda menino, quando assistia às propagandas, entendia que ou você tem ou você não é nada, sabia que era melhor viver pouco como alguém do que morrer velho como ninguém.

Leu em algum lugar que São Paulo está ficando indefensável, mas não sabia o que queriam dizer, defesa de quem? Parece assunto de guerra. Não acreditava em heróis, isso não! Nunca gostou do super-homem nem de nenhum desses caras americanos, preferia respeitar os malandros mais velhos que moravam no seu bairro, o exemplo é aquele ali e pronto.

Tomava tapa na cara do seu padrasto, tomava tapa na cara dos policiais, mas nunca deu tapa na cara de nenhuma das suas vítimas. Ou matava logo ou saía fora.Era da seguinte opinião: nunca iria num programa de auditório se humilhar perante milhões de brasileiros, se equilibrando numa tábua pra ganhar o suficiente pra cobrir as dívidas, isso nunca faria, um homem de verdade não pode ser medido por isso.

Ele ganhou logo cedo um kit pobreza, mas sempre pensou que, apesar de morar perto do lixo, não fazia parte dele, não era lixo.

A hora estava se aproximando, tinha um braço ali vacilando. Se perguntava como alguém pode usar no braço algo que dá pra comprar várias casas na sua quebrada. Tantas pessoas que conheceu que trabalharam a vida inteira sendo babá de meninos mimados, fazendo a comida deles, cuidando da segurança e limpeza deles e, no final, ficaram velhas, morreram e nunca puderam fazer o mesmo por seus filhos!

Estava decidido, iria vender o relógio e ficaria de boa talvez por alguns meses. O cara pra quem venderia poderia usar o relógio e se sentir como o apresentador feliz que sempre está cercado de mulheres seminuas em seu programa.Se o assalto não desse certo, talvez cadeira de rodas, prisão ou caixão, não teria como recorrer ao seguro nem teria segunda chance. O correria decidiu agir. Passou, parou, intimou, levou.

No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio. Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes.


--------------------------------------------------------------------------------
REGINALDO FERREIRA DA SILVA , 31, o Ferréz, escritor e rapper, é autor de "Capão Pecado", romance sobre o cotidiano violento do bairro do Capão Redondo, na periferia de São Paulo, onde ele vive, e de "Ninguém é Inocente em São Paulo", entre outras obras.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h00
[] [envie esta mensagem
]





 

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga um policial que teve sua carta publicada no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo, no dia 2, dizendo saber onde está o relógio Rolex roubado do apresentador Luciano Huck e que não o recuperaria pois ganha pouco para trocar tiros com criminosos.

Em sua carta, o investigador Roger Franchini, do 36º DP, no Paraíso (zona sul), diz que os policiais que combatem o crime "sabemos onde está o Rolex roubado do Luciano Huck". Ele afirma que não irá procurar o relógio pois recebe um salário-base de R$ 568,29.

Segundo o delegado-corregedor Francisco Campos, Franchini terá de se explicar.

"Se ele sabe onde está o Rolex do Huck, deveria apreender o material ou comunicar seus superiores onde ele está."

O texto de Franchini é uma crítica ao artigo "Pensamentos quase Póstumos", de Huck, que saíra um dia antes, no Tendências/Debates, da Folha.

Huck conta no artigo que poderia ter morrido no assalto.

Franchini também critica o governador José Serra (PSDB) por manter a polícia paulista na "miséria há 14 anos" e afirma que, para sustentar a família, faz "bico" -- o que é proibido. "Ele denegriu a imagem da sua instituição", disse Campos.

O policial prestou depoimento e admitiu ter escrito a carta. Se punido, pode ser advertido, suspenso ou demitido. O policial não quis se pronunciar.

Veja a íntegra da carta do policial Franchini

"Os policiais que estão na linha de frente do combate ao crime (todos os que não são delegados ou oficiais da PM), sabemos onde está o 'rolex roubado' do Luciano Huck --metáfora para o graal da segurança pública brasileira. Mas não vou trocar tiro com bandidos recebendo um salário base de R$ 568,29 ao mês (e agora sem o tícket alimentação de R$ 80,00 que nos foi retirado em agosto de 2007).

"Prefiro correr risco no bico para sustentar meus filhos. Se Huck não está feliz conosco, pode entrar para o movimento CANSEI e cobrar do governador Serra o motivo do PSDB ter tanta raiva da policia paulista e mantê-la na miséria há 14 anos. Eu queria fazer minha inscrição lá, mas será que aceitam um policial sem dinheiro?

Roger Franchini"



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h58
[] [envie esta mensagem
]





NA SEXTA passada, "Tropa de Elite", de José Padilha, estreou em São Paulo e no Rio; amanhã, entrará em cartaz no resto do país. O filme é inspirado no livro "Elite da Tropa" (Objetiva), de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel (os dois últimos são policiais).

Padilha nos apresenta um momento de crise na vida do capitão Nascimento (o ótimo Wagner Moura), do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM do Rio. Além do combate entre as forças da ordem e os bandidos do tráfico, há quatro eixos de tensão: a oposição entre o Bope (um pequeno corpo de incorruptíveis treinados para a guerra) e um sistema policial inepto e corrupto; o conflito entre a vida de família do capitão, que vai ser pai, e, do outro lado, a brutalidade de sua tarefa; a luta do capitão contra o desgaste e os efeitos traumáticos de seu dia-a-dia; o embate entre a polícia e os próprios cidadãos de quem ela deveria defender a vida, a tranqüilidade e as posses.

Para cada um desses eixos, qualquer cinéfilo poderia evocar vários filmes memoráveis, sobretudo americanos. Mas o embate entre a polícia e os cidadãos que ela defende revela, no filme de Padilha, uma especificidade nacional: nas classes privilegiadas e supostamente "ordeiras", a simpatia pelo crime e a antipatia pela polícia não são efeito, como de costume, de rebeldia e sede de aventuras. Elas nascem de um forte e difuso sentimento de culpa social ou, no mínimo, justificam-se por ele.

Mas vamos com calma. Em "Tropa de Elite", o cineasta José Padilha conseguiu, de maneira admirável, suspender o julgamento e apresentar nossa "guerra" cotidiana como um incômodo dilema moral, sem tomar partido. Para alguns, essa suspensão do julgamento valeu como uma negação da culpa social que, aparentemente, segundo eles, deveria orientar nossa compreensão do mundo. Com isso, o filme foi acusado de "idealizar" o Bope e de fazer uma apologia "fascista" do "Estado policial" e da tortura instituída.

Essas críticas são descabidas, mas resta a pergunta: será que não é perigoso calar nossa culpa social? Será que a culpa diante da injustiça não é justamente o que nos levaria a entendê-la melhor e a agir? Pois é, nada disso.

Respondo:

1) Em regra, a culpa não produz ação, mas descarrego. Funciona da seguinte maneira: somos autorizados a fazer pouco ou nada para que a situação mude porque o sofrimento de nossa consciência nos absolve.

Inversão da frase de José Simão: "nóis goza" de muitos privilégios, mas "nóis sofre" de muita culpa. Somos desculpados de nossa inércia pela culpa que sentimos.

2) Também em regra, a culpa é péssima conselheira. Ela induz a acreditar numa contabilidade estapafúrdia, pela qual há cidadãos que devem e outros aos quais é devido, sem a mediação de lei alguma. Assim, Ferréz, na Folha da segunda passada, pode achar que o relógio roubado de Luciano Huck "paga" a miséria de seus assaltantes. Ele se expressa como se a lei não fosse (não devesse ser) a referência comum para todos: o problema não é que assaltar é crime, Huck é culpado e devedor, e o "correria" cobra o devido.

Essa maneira de entender o social oferece a todos uma compensação substancial: se a lei não é a referência comum, podemos ser assaltados nos faróis, mas também podemos praticar cada tipo de mediocridade moral e de ilegalidade, sonegar, saquear o bem público, pagar salários de esmola e por aí vai.

Em agosto, uma versão inacabada de "Tropa de Elite" foi distribuída ilegalmente em DVD, de camelô em camelô, pelo país afora. Nessa ocasião, houve vozes para justificar a pirataria e racionalizar um desrespeito endêmico à lei. Havia o estilo "eu não serei o único otário", que, grosso modo, diz assim: "Se Renan Calheiros é presidente do Senado, eu posso comprar um DVD pirata". E havia o estilo "está na hora de mudar", em que um ato que nega a propriedade intelectual é justificado diretamente pela injustiça social dominante. Valia tudo, salvo o óbvio: pela lei, piratear é crime.

Pois bem, quando a culpa organiza nossa visão do mundo, tudo é permitido, assaltar de moto, a pé, de carro ou de colarinho branco. Se você quiser passar uma hora e meia com o coração na mão e se quiser pensar e viver a realidade nacional um pouco além dos limites impostos pela consciência culpada, não perca "Tropa de Elite".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h46
[] [envie esta mensagem
]





 
Preço do iPod no Brasil pode ser até 2,5 vezes maior que nos EUA

A Apple apresentou oficialmente no Brasil a nova linha do tocador de mídia digital iPod na manhã desta terça-feira. O preço que a empresa de Steve Jobs pratica para os aparelhos no país chega a ser 2,5 vezes maior que o equivalente cobrado nos EUA.

NOVA LINHA DE IPODS
Justin Sulivan/AFP
Steve Jobs mostra novo iPod Nano, com vídeo
VEJA FOTOS DOS NOVOS IPODS
CARACTERÍSTICAS DOS MODELOS

Esse é o caso do modelo inicial da linha, o iPod Shuffle de 1 GB. No Brasil, ele será vendido por R$ 369, valor 2,58 vezes mais caro que os R$ 143 que um norte-americano pagaria pelo mesmo produto em seu país —isso se for considerada apenas a conversão do preço praticado nos Estados Unidos em dólares pela cotação do câmbio oficial (US$ 1 = R$ 1,819).

Touch, só no fim do ano

O iPod Touch, maior novidade desta linha e de aparência muito semelhante ao iPhone, chega ao Brasil apenas no fim de 2007. Os preços serão de R$ 1.299 para o modelo de 8 GB e R$ 1.699 para o de 16 GB.

Já os dois aparelhos da linha Nano —que agora tem vídeo— custarão R$ 669 (4 GB) e R$ 859 (8 GB).

O iPod "normal", que não tinha nenhum nome de linha específico, recebe agora a alcunha de Classic. Seu modelo de entrada é capaz de armazenar 80 GB e custará R$ 1.099. A versão de 160 GB sairá por R$ 1.499.

Nada de iPhone no Brasil

Alexandre Szapiro, gerente-geral da Apple no Brasil, voltou a repetir a frase que os macmaníacos detestam ouvir —não há previsão para a chegada oficial do iPhone em terras brasileiras.

Mas Szapiro deu uma "boa notícia" para aqueles que trouxeram o iPhone para o país sem a chancela oficial da Apple —a representação da empresa de Steve Jobs no Brasil não tem informações sobre ações contra usuários que tenham desbloqueado o aparelho.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h27
[] [envie esta mensagem
]





FRASE  DO DIA:

"O mundo só será verdadeiramente livre no dia em que o último operador de telemarketing de empresa de telefonia for enforcado nas tripas do último gerente de banco..."

Eu, durante audiência contra o maldito banco Bradesco (perdoe o pleonasmo)


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h26
[] [envie esta mensagem
]





Brasileiro poupa para construir
 
Com o objetivo de conhecer e acompanhar a forma como o brasileiro administra suas economias, a Fecomércio-RJ, em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos, realizou o levantamento de abrangência nacional “O perfil do poupador brasileiro“, em mil domicílios, situados em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas do país.

A pesquisa revela que dentre os brasileiros que economizam, 50% guardam dinheiro para reformar a casa. Das opções citadas como destino das economias, essa foi a que mais avançou de um ano para outro: 10 pontos percentuais. A escolha foi feita tanto por homens quanto por mulheres, entre 35 e 44 anos, e é o motivo pelo qual todas as classes sociais economizam, principalmente na região Sul do país; apesar de um grande percentual de pessoas nas regiões Sudeste e Nordeste também optar por utilizar a poupança para esse fim.

Em seguida aparecem: gastar com lazer (8%), consumir em imóveis (7%), preocupação com o futuro (4%) e consumir em eletrodomésticos (2%).

O volume de brasileiros que poupam ainda é baixo em relação a outros países em desenvolvimento. De 2003 a 2006, as médias de poupança como proporção do PIB de Brasil, China, Índia e Rússia foram as seguintes: 21,6%, 50,2%, 24,3% e 34,3%, respectivamente. Ou seja, dentre esses quatro países, o Brasil registra o menor patamar de poupança relativa ao mesmo tempo em que sua economia cresce a um ritmo menor.

Uma das explicações, porém, está no consumo. “O Brasil vive uma arrancada do consumo doméstico como há muito tempo não se via, incentivada, principalmente, pelo crédito, que tem chegado às mãos do consumidor a juros mais baixos, embora ainda elevados, e prazos maiores. Essa opção do brasileiro pelo consumo imediato resulta em baixos níveis relativos de poupança no país.”, explica o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz.

Mesmo com um volume baixo de poupança, o brasileiro que está conseguindo economizar pretende continuar poupando. De 2006 para 2007, aumentou em 5 pontos percentuais a parcela de pessoas que pretende guardar mais algum dinheiro no curto prazo (60%).

O levantamento indica ainda que este ano mais poupadores não mexeram na reserva (35% contra 31%), ou seja, não guardaram, mas também não gastaram as economias. Um percentual menor de pessoas mexeu (13%) no dinheiro acumulado, em relação ao ano passado (16%); e subiram de 40% para 44% os que conseguiram economizar ainda mais.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h25
[] [envie esta mensagem
]





LOBOS FINANCEIROS

 

By Maria Inês Dolci

 

NA FÁBULA DO LOBO e do cordeiro há muito da realidade brasileira. Recordo que o lobo ameaçava o cordeiro com o nítido interesse de transformá-lo em refeição. Acusou-o de sujar a água que ele, lobo, bebia, mas o cordeiro observou que, devido à correnteza, isso seria impossível. Depois, disse ter sido desrespeitado pelo cordeiro, quando este nem havia nascido. Esgotados os subterfúgios, alegou que deveria ter sido o pai ou o avô do cordeiro - e o devorou.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) deve ter lido essa fábula. Recentemente, o governo federal, sempre tão gentil e cordato com as instituições financeiras, ousou acenar com algum tipo de freio ao festival de cobrança de tarifas bancárias.

Não ameaçou com tabelamento, não falou em sanções ao banco que cobrar tarifas estratosféricas. Longe disso. Somente falou em "discutir" o assunto, inclusive elogiando a "proposta de auto-regulamentação da Febraban".

Bastou essa tímida investida governamental, sem qualquer prazo para se realizar, para que os banqueiros mostrassem as garras e os dentes. E para que tivessem o desplante, não há outra expressão educada para o que fizeram, de afirmar que o controle de tarifas poderia "inibir a expansão do crédito e o acesso aos serviços bancários".

Claramente uma ameaça, caso o consumidor "turvasse a água que os banqueiros bebem".

Mas o cordeiro, ou melhor, o correntista, poderia argumentar que os resultados dos bancos falam por si, em termos de segurança das atividades financeiras. Bilhões de lucro são obtidos porque os juros continuam elevadíssimos, combinados a tarifas que são escorchantes.

Aliás, em alguns casos, são até ofensivas, como a que se cobra de quem antecipa o pagamento de uma dívida. Em muitos casos, essa taxa é superior ao desconto a que o tomador do empréstimo faz jus.

Se o governo quiser, de verdade, e não como marketing político-eleitoral, frear os abusos dos bancos, um bom caminho será a aprovação do projeto da Taeg (Taxa Anual Efetiva Global), que desnuda os custos que são embutidos em um financiamento bancário. E, concomitantemente, avaliar, com uma lupa, cada tarifa, cada taxa cobrada por uma instituição financeira, para concluir se ela é legítima ou não.

Na seção 4 das "Práticas Abusivas" do Código de Defesa do Consumidor, há dois artigos bem interessantes sobre o que discutimos aqui.

Segundo o parágrafo 5º do artigo 39, é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços "exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva". Já no parágrafo 10, é vedado "elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços".

Ora, majorar tarifas da forma como os bancos o fizeram, somente para lucrar bilhões de reais em cima dos correntistas, não parece ser uma causa justa. É um desequilíbrio nas relações de consumo. E tem de ser coibido, sim, pelo peso que o governo tem como árbitro das relações econômicas e financeiras no Brasil.

Ou será que a única função do governo é prorrogar, para sempre, a CPMF, enquanto o lobo devora o carneiro?



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h24
[] [envie esta mensagem
]





A MULTA E A LEALDADE PROCESSUAL

by Josiel de Oliveira dos Santos
(Juiz do Juizado Especial Universo)

Tem sido cada vez mais freqüente a utilização pelos magistrados, com o intuito de dar maior celeridade e efetividade às decisões judiciais, as disposições contidas no §4° do artigo 461 do CPC, bem assim no §4° do artigo 84 do CDC.

Contudo, temos observado que em muitas situações alguns operadores do Direito estão adotando comportamentos diferentes, objetivando fazer com que a multa arbitrada se estenda por um tempo bastante longo, aumentando consideravelmente o montante devido.

Evidentemente que circunstâncias como estas decorrem quase sempre da inércia da parte demandada, que não providencia o cumprimento do comando liminar, informando, de pronto ao Juízo.

Ocorrência bastante comum verifica-se nos processos em que a parte autora requer e o magistrado concede provimento liminar para que o seu nome seja retirado do cadastro restritivo dos órgãos de proteção ao crédito, tais como SPC, CDL e Serasa.

No primeiro momento, concedida a liminar, a parte requerida é intimada para, no prazo razoável concedido pelo juiz, cumprir a liminar deferida.

Conquanto ao efetuar a sua postulação tenha o demandante informado da sua irresignação com o lançamento restritivo, até porque às vezes jamais fez qualquer transação com o demandado, ao tomar conhecimento da concessão da liminar não retorna ao Cartório ou à Secretaria, no sentido de verificar se a liminar foi ou não cumprida.

A parte, às vezes de maneira esperta ou até mesmo orientada, comparece a qualquer loja comercial que disponha do sistema de consulta, a pretexto de realizar uma compra, porém, na verdade quer obter informação sobre a permanência ou não do seu nome no cadastro restritivo de crédito.

Obtida esta informação, vangloria-se e já começa a fazer planos com o valor que irá receber oriundo da multa pelo descumprimento da liminar. Não comparece, portanto, ao Juízo para denunciar tal desobediência ao comando decisório, preferindo deixar que tal situação permaneça por um longo período.

Entendo que, em condições tais, deveria o autor, em obediência ao disposto no inciso II do artigo 14 do CPC informar ao Juízo o descumprimento da liminar, a fim de que o magistrado, à vista do descaso demonstrado pelo demandado, determinasse a expedição de ofício solucionando a questão.

Na verdade este procedimento não é adotado pelo demandante, uma vez que assim agindo fará com que a multa seja estagnada, matando, assim, a sua galinha de ovos de ouro.

Considerando que são deveres das partes proceder com lealdade e boa-fé, acredito que cabe ao requerido, ao ser intimado, dar cumprimento à decisão judicial, informando de logo ao Juízo. Do mesmo modo, compete ao autor, tão logo tenha informação a respeito deste descumprimento, noticiar ao Juízo, haja vista que a sua intenção primeira ao propor a demanda é exatamente fazer com que o seu nome seja retirado o mais rápido possível do cadastro negativo de crédito. Não procedendo assim e aceitando que o seu nome mantenha-se indefinidamente nesses cadastros restritivos, admitir-se-á que a sua preocupação na preservação do seu nome não passou de uma falácia com vistas unicamente a obter uma indenização pela ocorrência dos danos morais.

Reflexões como estas devem permear não só as decisões judiciais, como também o comportamento dos litigantes.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h23
[] [envie esta mensagem
]





 
Na inauguração de juizado, passageira ganha indenização de R$ 760 em uma hora

A presidente do STF, ministra Ellen Gracie, inaugura o juizado do aeroporto Santos Dumont

Em uma hora, a advogada Suzana Maria Miranda Palma, 30, reclamou na Justiça do Rio de Janeiro e ganhou ontem dois salários mínimos (R$ 760) de indenização pelo atraso de seis horas em seu vôo para Brasília. A BRA tem dez dias para fazer o pagamento.

Ela foi a primeira a utilizar o Juizado Especial Cível instalado ontem no aeroporto Antônio Carlos Jobim. Foram inauguradas também unidades dos juizados nos aeroportos Santos Dumont (Rio), Juscelino Kubitschek (Brasília) e Congonhas e Cumbica (São Paulo). Esses são os primeiros juizados em aeroportos do país.

O objetivo é realizar audiências de conciliação entre os usuários e as companhias aéreas e evitar novos processos.

"O dinheiro é o que menos importa. Quero que sirva como sanção para que [o problema] não aconteça com a freqüência que acontece hoje em dia", disse Palma. O advogado da BRA, Frederico Amaral Filho, inicialmente argumentou que a empresa havia cumprido suas obrigações legais - oferecendo refeição e realocando a passageira em outro vôo - e que a empresa não devia pagar a indenização. Palma não aceitou. Ao final da audiência, foi acordado o valor de R$ 760.

"Temos a imagem [durante o caos aéreo] de mães com crianças pequenas tendo que se sentar no chão, crianças e idosos desorientados. Aqui o cidadão vai encontrar a solução que não encontrou nos balcões da companhia", afirmou no Rio a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie. A ministra também inaugurou o juizado do aeroporto de Brasília.

Em São Paulo, as salas dos juizados estão praticamente escondidas. Em Cumbica, duas placas -de cerca de 2 m de largura por 0,5 m de altura- indicam onde fica o juizado: atrás dos balcões da OceanAir, no terminal 1 do aeroporto.

Em Congonhas, a entrada para o juizado é indicada por papéis colados em uma parede e em uma placa. O atendimento é feito em uma sala em cima do balcão de check-in da Gol. A Infraero afirma que, em Congonhas, a sinalização ainda é provisória. Em Guarulhos, diz que a identificação está de acordo com o padrão.

Segundo balanço divulgado no final do dia pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, houve 17 atendimentos em Guarulhos e em Congonhas. Desse total, 16 foram em Cumbica, mas somente um caso foi solucionado. Nos outros 15 - registrados por conta de um atraso de um vôo da BRA - não houve acordo. A assessoria de imprensa da companhia não foi encontrada para comentar.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h16
[] [envie esta mensagem
]





BREVE MOMENTO NERD:
 
O fim da era de Prata: Amazing Spiderman #121 - Dezembro de 1973 
 
10 razões pelas quais "A Morte de Gwen Stacy" é a história mais importante do Homem-Aranha em todos os tempos:
 
Clique AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h06
[] [envie esta mensagem
]





 
A Apple lançou uma "atualização" para o iPhone que desabilitou muitos (talvez a maioria) dos telefones "modificados" para funcionar em qualquer operadora. Aparentemente, se você tentar devolver o seu iPhone desabilitado como defeituoso, a Apple poderá detectar a modificação, e recusará a devolução. Tudo indica que a posição da Apple será: "ei, nós avisamos você para não fazer isso".

Se eu tivesse um iPhone travado, eu ligaria a bateria de meu carro em qualquer uma de suas entradas (por exemplo, dos fones de ouvido) para queimá-lo. Depois eu levaria o aparelho para a Apple. Não tenho certeza sobre o que aconteceria, mas suponho que ele não pareceria nada "hackeado". (É claro, não recomendo que ninguém faça o que eu faria).

A Apple poderia ter lidado com os hacks de diversas maneiras, começando com avisos ao invés de uma ação unilateral. Creio que a intenção da Apple foi legitimamente maligna. A Apple sempre foi uma empresa centrada em controle. Ela não quer ver ninguém mexer com o seu hardware e software proprietário. A empresa não quer que o usuário tenha qualquer tipo de controle real.

É por isso também que não há nenhuma grande comunidade sobre case mods, como é o caso dos PCs. Não há nada errado sobre a Apple manter o controle de seus computadores, pois ela evita com eficácia o ataque de hackers e outros males. Mas com o iPhone, as coisas são um tanto diferentes. Não há qualquer razão que justifique pagar o preço pelo aparelho bloqueado, e todos sabem que o verdadeiro problema é o preço.

SIM Cards GSM

Ao redor do mundo, lojas de telefones vendem aparelhos desbloqueados que permitem trocar os SIM Cards quando necessário. Existem diversas razões para comprar um telefone desbloqueado, como a utilização de SIM Cards em outros países, ou a troca entre operadoras livremente.

Nos EUA, os telefones travados são mais comuns. O mecanismo interno é elaborado com uma série de códigos que obrigam ao telefone funcionar apenas com uma certa operadora. Consequentemente, SIM Cards que funcionam com outros sistemas de cobrança simplesmente não funcionam.

É possível destravar a maioria dos telefones através de um código, que desabilita o mecanismo de trava. É possível encontrar os códigos em diversos websites. Tipicamente, a operadora fornecerá o código ao usuário, mas somente após o prazo do serviço que permitiu a compra do aparelho por um preço módico ter expirado.

Este útlimo detalhe é crucial. Os telefones são travados, mas eles são vendidos com um desconto especial para os usuários que assinam um contrato a longo prazo, com carência de um ou dois anos. Este é um truque típico por aqui: o usuário leva para casa um telefone por um preço muito em conta, às vezes gratuitamente, e a operadora garante um cliente pelos próximos um ou dois anos.

Ninguém nunca tentou vender os telefones pelo seu preço real, mantendo o aparelho bloqueado enquanto o consumidor fica amarrado com um contrato a longo termo com um provedor porcaria. Olá, Apple. Os usuários ficaram tão encantados com o novo iPhone, que eles esqueceram de toda a sacanagem em que foram envolvidos. Ou pensaram que poderiam se safar com hacks. Agora a desabilitação por software ocorreu.

O resultado final pode não ser o que a Apple (ou a AT&T) esperavam. O consumidor poderá reclamar, e até processar a empresa. Os resultados de processos oriundos de consumidores nunca são favoráveis às empresas, especialmente nos casos em que as empresas abusam o seu direito ou poder claramente de maneira errada.

As seguintes coisas boas/ruins poderão acontecer:

1) Telefones travados podem ser considerados ilegais em todas as circunstâncias.

2) As empresas poderão ser responsabilizadas pela troca dos aparelhos que foram comprados pelo preço total, e desabilitados por modificações pós-venda. A empresa poderá ser responsabilizada também por quaisquer danos sofridos pelo usuario.

3) A licença de produto pode ser considerada um documento legal inválido (isso deverá acontecer a qualquer dia, espere e verá).

4) Todos os iPhones vendidos podem ser destravados de forma compulsória.

5) Todos os contratos com a AT&T poderão ser cancelados.

Tenho certeza de que existem outras opções viáveis, mas estas são apenas o início.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h03
[] [envie esta mensagem
]





PERIGO: BOQUETE NA ORLA

Luana Piovani sofre acidente de carro em Salvador

O Pajero em que a atriz Luana Piovani estava com o namorado Marcelo Maltez, em Salvador 

 
A atriz Luana Piovani sofreu um acidente automobilístico hoje, em Salvador, quando se dirigia para o aeroporto da capital baiana.

O carro, um Mitsubishi Pajero, dirigido pelo namorado, o estudante Marcelo Maltez, derrapou e atingiu o meio-fio do calçadão do bairro da Barra, na orla da cidade. Com o impacto, o veículo tombou sobre o passeio, que estava vazio no momento. Os dois não sofreram ferimentos graves.

A atriz e o namorado foram levados para o Hospital Aliança, atendidos e liberados em seguida. A atriz, que ia participar da gravação de um programa de auditório na capital paulista, liberou um comunicado, por meio de sua assessoria de imprensa, informando que está bem e agradecendo aos fãs pela preocupação. O veículo só foi retirado do calçadão no fim da tarde, após passar por uma perícia.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h00
[] [envie esta mensagem
]





FRASE DO DIA

eu nunca nego, eu nunca me contradigo, eu apenas algumas vezes esqueço o que disse”
 
 (Benjamin Disraeli - bem-humorado primeiro-ministro inglês)


Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h56
[] [envie esta mensagem
]





GAROTO PRODÍGIO
 
Garoto de 11 anos é suspeito de roubar veículo no Brooklin

Um menino de 11 anos foi detido pela polícia na noite de anteontem suspeito de assaltar um estudante no Brooklin (zona sul de São Paulo). A criança e um rapaz de 19 anos foram reconhecidos pela vítima como autores do roubo de um carro e de um celular. Mas o menino não tem idade para ser encaminhado a cumprir medida socioeducativa na Fundação Casa (antiga Febem) e por isso seria devolvido à família, ontem à noite. A instituição recebe adolescentes com 12 anos ou mais.

Além da dupla, foi presa uma empregada doméstica que é suspeita de ter comprado o celular roubado por R$ 30. O assalto foi às 21h50. A vítima deixava uma festa alemã promovida nas ruas do Brooklin, com um amigo. Eles dizem ter sido abordados pela dupla na rua Joaquim Nabuco. Segundo o estudante, a criança segurava a arma. "Ele entregou o revólver para o outro, quando vieram me assaltar."

O estudante diz ter sido ameaçado e obrigado a entregar o carro -um Gol ano 2001- e o celular. Ele chamou a PM e registrou a ocorrência em uma delegacia perto de casa, na Capela do Socorro (zona sul).Horas mais tarde, o policial que registrou o roubo notou que um veículo com as mesmas características do carro do estudante estava estacionado no quarteirão de uma base da PM.

Ele ficou aguardando e, às 23h45, diz ter visto Wilton Macedo, 19, e o garoto de 11 anos entrando no carro. O policial deu voz de prisão, mas a dupla tentou fugir. Macedo dirigiu por dois quarteirões e bateu contra um poste numa rua do Campo Belo. Eles não se feriram, mas acabaram detidos. Com a dupla, a polícia diz ter apreendido um chip de celular e R$ 62. Na delegacia, eles foram reconhecidos pelas duas vítimas. Depois, confessaram o crime, segundo a polícia. O menor de idade disse ter vendido o telefone por R$ 30 a uma moradora de uma favela. Ele indicou o local onde a mulher foi presa com o telefone.

Enquanto esperava pela liberação do filho de 11 anos no 27º DP (Campo Belo), sua mãe o definiu como "um bom menino". "Ele é educado, nunca tinha se envolvido com essas coisas. Fez isso por causa das más companhias", disse.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h55
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]