THE PIPER AT THE GATES OF DAWN... AGAIN !
by Paulo Ricardo, ex-RPM
Já se disse que o Radiohead é o Pink Floyd dos anos 90. Guardadas as devidas proporções, sou obrigado a concordar. Se não, vejamos: o Radiohead veio de uma turma de universitários de Oxford; no caso do Floyd, a cidade é Cambridge, onde Syd Barret, Dave Gilmour, Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason estudaram. As duas bandas são exemplos de um rock inteligente, alternativo e assombrosamente bem-sucedido. Mas as semelhanças não param por aí.
Com sua iniciativa pioneira de lançar seu novo trabalho, "In Rainbows", na rede, com o consumidor pagando quanto quiser, os creeps de Oxford seguem a picada aberta pelos floydianos no sentido de explorar ao máximo a tecnologia como uma forma de arte. Imagine o que isso significava em 1967.
Barret batizou a banda homenageando os bluseiros Pink Anderson e Floyd Council, e em 5 de agosto de 1967, eles lançaram seu primeiro álbum, "The Piper at the Gates of Dawn", que já explorava como ninguém as brincadeiras do então último grito, o estéreo!
A EMI relança este divisor de águas nas suas duas edições, mono e estéreo, uma instigante experiência de áudio da banda que nos traria ainda o sistema quadrifônico e praticamente inventaria o sampler na obra-prima "The Dark Side of the Moon", de 1973, que é considerado o "Sgt. Pepper's" dos anos 70. O que não é pouco...
O álbum abre com "Astronomy Domine", deixando claro qual era a viagem dos caras. "Lucifer Sam" tem um dos riffs mais bacanas desde o tema de Batman e mostra que a banda também sabia brincar de rock'n'roll. E entre títulos como "Take Up the Stethoscope and Walk", "Interstellar Overdrive" (ótimo!) e "The Gnome", o Floyd iniciava sua caminhada para se tornar uma das maiores bandas de todos os tempos.
Em fevereiro de 1968, Dave Gilmour se juntou ao grupo, e durante sete semanas ele e Barret, que já tinham tido um duo de folk, tocaram juntos no Pink Floyd, até que, encharcado em LSD, Syd deixou definitivamente a banda rumo à história.
Mas ainda podemos ouvir os ecos desse gaitista (the piper!), seja na obra instigante do Radiohead, nas raves, nas artes plásticas ou simplesmente... no seu iPod.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h19
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ENTREVISTA DO DIA:
Aos 63 anos, o ator Ney Latorraca sabe que a culpa nem sempre é do sistema. "Tive duas úlceras e uma diverticulite por ser muito exibido. Queria aparecer de qualquer jeito." A partir hoje à noite, ele será Katedref, todo-poderoso de uma grande companhia, o vilão da série "O Sistema", da Globo. "Ele vai usar fralda. Os poderosos são pessoas infantis." O intérprete de grandes personagens humorísticos falou sobre a infância pobre, o desejo de reunir os corpos do pai e da mãe e da transformação de "deslumbrado" para alguém que valoriza "rituais sagrados do cotidiano".
Folha - Como se sente como o grande vilão do sistema? Ney Latorraca - Katedref tem uma coisa infantil. Os poderosos são infantis, mimados. Havia a proposta da Fernanda [Young] e do Alexandre [Machado, autores de "O Sistema"] para eu fazer nu, e colocariam uma tarja. Mas disse que achava que ele deveria usar fralda, porque mostra bem o que ele é.A secretária passa talquinho porque está assado. É uma criança rebelde, reclama de tudo, porque mexem no brinquedo dele, que é o sistema.
Folha - O sr. é vítima do sistema? Latorraca - Estou enlouquecendo porque sou assinante da Net, e minha banda larga não entra há mais de dez dias, e no final do mês vem o boleto. Telefono e falam: "Um momentinho, aperte a tecla 2". Digo tudo e mandam apertar outra tecla. Ontem, quando fui me deitar, fiquei tenso porque liguei para o serviço despertador. "Aperte a tecla 1." E quando me ligam nuns horários estranhos e me chamam de Antônio [seu nome é Antônio Ney Latorraca]... Sei que é cilada, é telemarketing.
Folha - Como é criticar o sistema em um programa da TV Globo? Latorraca - Não é isso, mas uma proposta de humor. O exercício é tentar trazer um recado, uma gargalhada ou uma lágrima, sem pretensão. Não existe essa coisa de "viemos para mudar o sistema". E o humor é nobre. Fiz muita coisa até chegar ao Katedref.
Folha - Seus pais trabalharam em cassinos. Como foi ter uma infância pobre, ser excluído do sistema? Latorraca - Estou falando muito nisso ultimamente. Meus pais morreram, estou com 63 anos, e há momentos em que eles vão se aproximando de mim, da minha maneira de ser. Éramos pobres, morávamos numa pensão. Não tinha muita coisa, nunca soube o que era brinquedo, história em quadrinhos. Mas fazia sucesso no colégio. Mostrava aos colegas como montar uma caixa de madeira, e aí já estava representando. Estava achando um barato ser diferente dos outros.
Folha - A exclusão é, de certa forma, enriquecedora? Latorraca - Claro. Tudo para mim é lucro. Os diversos personagens, a roupa do personagem. Meus pais passaram pelo cassino, depois foram trabalhar com Grande Otelo, meu padrinho de batismo. Com aquela vida, tinham medo que não fosse dar certo para mim. Mas dizia que ia vencer e colocar o sobrenome deles nos letreiros. E consegui. Meu pai morreu em 1988, minha mãe, em 94. Tinha muita ligação com ela, mas agora me arrependo de ter falado muita coisa para meu pai...
Folha- Do que se arrepende? Latorraca - Ah, de ter dito algumas bobagens. Estou em um resgate. Antes, só tinha foto da minha mãe no porta-retratos. Agora coloquei uma dele junto. Ele está enterrado em Santos [litoral de SP, onde Ney nasceu], e ela, no Morumbi [SP]. Estou com vontade de juntar os dois. Quando morreram, já estavam separados, mas quero uni-los. Não é nada mórbido, mas um ritual que quero fazer. Fui ficando mais maduro. Estou acreditando piamente no meu cotidiano. Não acredito mais nos grandes eventos. O cotidiano é o sagrado para mim, meus rituais, pegar o meu livro, andar, tomar banho com minha toalha branca, morar bem, falar no telefone com as pessoas, tratar bem a imprensa porque aí ela me trata bem. Gosto de ser reconhecido, sou vaidoso.
Folha - A sua relação com a imprensa não era boa? Latorraca - Eu era muito "oba-oba", deslumbrado. Sabe a pessoa de SP que chega ao Rio e sai em escola de samba? E aí fica impossível, não sai só em uma escola, sai em 12, ninguém agüenta. E aí precisa ter úlcera para ficar "menos".
Folha - É uma metáfora ou teve mesmo uma úlcera? Latorraca - Tive duas úlceras e uma diverticulite por ser muito exibido. Queria aparecer de qualquer jeito. Não precisa disso, gente. Está lá o trabalho já. Ando pela Lagoa, e vão me cumprimentando. Dependendo do personagem pelo qual me chamam, sei a idade do fã. Pode ser Mederix ["Estúpido Cupido", 76], Barbosa ["TV Pirata", 88]. Outro dia me chamaram de Eduardo ["Da Cor do Pecado", 2004]. Meu Deus!
Folha - Em seu blog, você conta que, enquanto anda pela Lagoa, liga do celular e deixa recado sobre seus compromissos na sua secretária eletrônica. Não dá para se desligar nem um pouco do sistema? Latorraca - É difícil, mas tenho um momento contemplativo. Vejo passarinhos namorando, flor, essas vacas [Cow Parade].
Folha - Está gostando de ter blog? Latorraca - Estou começando. Escrevo em um bloco de papel, a lápis, daqueles com borracha na ponta, e passo para o computador. Não pode ser uma coisa pretensiosa. É péssimo virar busto, como aqueles de gesso que ficam em cima do piano. Não posso acreditar em mim e falar: "Tô arrasando, né?!" Não. Estou fazendo o meu trabalho.
Folha - Capitão Nascimento, de "Tropa de Elite", diz que "o sistema não existe para resolver problemas das pessoas, mas para resolver os problemas do sistema". Vê paralelo entre a crítica do filme e a da série? Latorraca - São dramaturgias diferentes. Mas a série também é crítica. O humor é uma arma forte, podemos dizer coisas terríveis e dar grandes recados.
Folha - "O Sistema" parece ser inovador. Mas certamente não será mais do que "TV Pirata", não acha? Latorraca - Não sei nem se tem essa preocupação. Quando era o Barbosa, nunca imaginei que seria aquele sucesso. Ninguém esperava que aquilo fosse funcionar como uma mudança.
Folha - "Pânico" é revolucionário? Latorraca - Não sei, mas gosto. Também gosto de algumas coisas do "Zorra Total", Tom Cavalcante fazendo Ana Maria Braga, da crítica que o Miguel [Falabella] faz de condomínios da Barra ["Toma Lá Dá Cá"], do "Casseta & Planeta", especialmente nas sátiras às novelas.
Folha - Prefere "Casseta", da Globo, ou "Pânico", da Rede TV!? Latorraca - Tudo bem, fui simpático até agora... Mas não, não vou responder [risos].
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h08
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TROPA DE ELITE É FICHINHA
by Diogo Mainardi
"A platéia torceu para o protagonista e, pelo que li, aplaudiu as torturas praticadas pelos meganhas do Bope. O fato gerou uma gritaria danada. Como se os espectadores não soubessem distinguir a tortura praticada nas telas da tortura praticada na realidade"
Wagner Moura reclamou de mim. Foi um tal de fascista para cá, fascista para lá. Tudo porque fiz um comentário despretensioso sobre suas poses nos cartazes promocionais de Tropa de Elite. Ele está certo em reclamar. Ninguém pode julgar o trabalho de um ator baseado em meia dúzia de fotografias. E era só isso que eu conhecia de Wagner Moura: meia dúzia de fotografias estampadas nos jornais.
Na última segunda-feira, com grande esforço, consegui me arrastar até o cinema para assistir a Tropa de Elite. Como um carro-patrulha da PM carioca, o filme demora um bocado para carburar, mas acaba engrenando depois de uma hora. Wagner Moura faz seu papel direitinho. Contrariamente ao que aparenta nas fotografias, ele é contido, sereno, economizando nas narinas arfantes e nos arqueios de sobrancelhas. Talvez fosse o caso até mesmo de me desculpar.
Um dia depois de assistir a Tropa de Elite, acompanhei as imagens bem mais assustadoras de Jean Charles de Menezes em Londres, momentos antes de ser assassinado pela polícia local com sete tiros à queima-roupa, como se o metrô de Stockwell fosse uma boca-de-fumo no Morro do Turano, no Rio de Janeiro. Jean Charles passou pela roleta, caminhou por um corredor cheio de gente e desceu pela escada rolante, sempre seguido de perto por dois policiais identificados como Ken e Ivor. Em seu depoimento no tribunal, Ivor declarou que o comportamento de Jean Charles lhe pareceu suspeito. O que ele teria a dizer a respeito do comportamento do deputado tucano Paulo Renato Souza, que foi flagrado pela Folha de S.Paulo submetendo um artigo sobre o sistema bancário ao presidente do Bradesco?
A platéia que assistiu à pré-estréia de Tropa de Elite torceu para o protagonista e, pelo que li, aplaudiu as torturas praticadas pelos meganhas do Bope. O fato gerou uma gritaria danada. Como se os espectadores não soubessem distinguir a tortura praticada nas telas da tortura praticada na realidade. É desse jeito que o bom-mocismo instaura sua censura: tratando os espectadores como imbecis, incapazes de interpretar corretamente as idéias e as obras de imaginação.
Bem pior do que aplaudir as torturas praticadas por Wagner Moura em Tropa de Elite é aplaudir as torturas praticadas em nome de Renan Calheiros no Senado. É o que está acontecendo comigo. Eu sei que é errado, mas aplaudo toda vez que, em sua desavergonhada defesa de Renan Calheiros, Ideli Salvatti aparece na TV como se estivesse com um saco plástico enfiado na cabeça, sem ar, com a jugular inflada. E aplaudo toda vez que Aloizio Mercadante esperneia como se estivesse sendo ameaçado com um cabo de vassoura.
Wagner Moura disse que o maior mérito de Tropa de Elite é ter suscitado um debate. O maior – quem sabe o único – mérito do filme é justamente o contrário: ele acaba com o debate. O país é retratado como aquilo que de fato é: uma guerra de bandido contra bandido.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h03
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FRASE DO DIA:
"O bom de ser eu é que eles não podem me comprar"
(Jerry Seinfeld)
O humorista, cujo filme "Bee Movie" estréia nos cinemas norte-americanos na sexta-feira, sorri ao fazer a piadinha improvisada, e, embora os jornalistas presentes também riam, todos sabem que ele não está brincando. No mês passado, a Forbes.com estimou a renda anual do comediante e criador do seriado "Seinfeld", enorme sucesso nos anos 1990, em 60 milhões de dólares, entre as maiores da televisão dos EUA.
Isso foi nove anos depois de o seriado sair do ar e baseou-se em grande medida no dinheiro recebido por reprises e outros produtos ligados ao programa. Os "eles" a quem Seinfeld se referiu são os executivos de Hollywood que babariam diante de qualquer indicativo de que Seinfeld e seus colegas do seriado -- Julia Louis-Dreyfus, Jason Alexander e Michael Richards -- pudessem se reencontrar para fazer um especial sobre "Seinfeld" e ganhar dinheiro com o evento, que seria sucesso certeiro na TV.
Mas, Seinfeld disse que não há necessidade de tocar no seriado outra vez. Ele se sente mais instigado trabalhando em áreas novas, e foi por isso que se aventurou na seara da animação computadorizada de "Bee Movie". Seinfeld contou que estava jantando com Steven Spielberg e mencionou que teve uma idéia engraçada: um filme sobre abelhas intitulado "Bee Movie" -- trocadilho envolvendo os filmes B de anos atrás.
Spielberg ligou para seu amigo Jeffrey Katzenberg, hoje diretor do estúdio DreamWorks Animation, e assim nasceu um contrato para fazer um filme. Seinfeld contou que queria refazer seu filme favorito, "A Primeira Noite de Um Homem", de 1967, mas ficou mordido com seu novo interesse por abelhas. Mas o que o roteirista, produtor e gênio cômico podia fazer era escrever piadas para "Bee Movie" que fizessem referências a "Primeira Noite". Os adultos vão captar o humor quando a abelha macho principal, Barry B. Benson (dublada por Seinfeld), passa o dia na piscina em lugar de pensar em sua carreira.
Os jovens talvez não entendam a referência, mas há muito mais do que rir no filme familiar da DreamWorks, estúdio que também lançou as comédias animadas "Shrek". Seinfeld diz que não está certo de qual será sua próxima investida cômica. Por enquanto, ele só quer ver "Bee Movie" estrear e acompanhar sua performance nos cinemas. Os primeiros comentários que circulam em Hollywood é que o filme provavelmente será um grande sucesso de bilheteria.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h00
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Limites da idade Banco não pode cobrar juros acima de 2,9% para idosos
O Unibanco e o Unicard Banco Múltiplo não podem aplicar taxa de juros superior a 2,9% nos saldos devedores do cartão de crédito Sênior, oferecido aos aposentados do INSS. A decisão, ainda liminar, foi tomada pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região é beneficia mais de 320 mil clientes das empresas em todo o país.
O TRF-4 ordenou que, em 20 dias, contados a partir da publicação, o Unibanco e o Unicard providenciem comunicação por escrito e adotem campanha publicitária nos mesmos moldes adotados para a captação da clientela, indicando o recálculo do saldo devedor. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal que recorreu ao tribunal após a Justiça Federal de Curitiba ter negado a solicitação.
Segundo o MPF, os contratos firmados pelas empresas são abusivos e desrespeitam a Instrução Normativa 121/05 do INSS, que estabelece procedimentos para a consignação em pagamento de empréstimos contraídos por beneficiários da Previdência Social. As taxas de juros aplicadas no cartão, conforme levantamento do MPF, variam de 8,99% a 11% ao mês.
O relator no TRF-4, juiz federal convocado Márcio Antônio Rocha, entendeu que os contratos do cartão devem se submeter às regras da Lei 10.820/03 e às normas do INSS, devendo ser respeitada a taxa de juros máxima de 2,90% ao mês. A decisão, acompanhada pelos demais componentes da 4ª Turma, destacou o caráter abusivo do modo como a clientela foi captada, uma vez que os segurados eram abordados quando se dirigiam às filas do caixa para receber o benefício, em momento em que sequer imaginavam adquirir um produto do banco.
AI 2007.04.00.023562-9/TRF
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h59
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GREVE DE HAMBRE
Terroristas condenados na Espanha iniciam greve de fome
Dez condenados pelos atentados de 11 de março de 2004 na Espanha deram início a uma greve de fome a fim de protestar contra o que consideram ser sentenças injustas, afirmou nesta sexta-feira o órgão espanhol responsável pelo setor penitenciário.
Entre os que anunciaram sua intenção de não mais comer estão os marroquinos Jamal Zougam e Toman el Gnaoui, presos em Alicante e condenados a quase 43 mil anos de prisão pelos ataques que mataram 191 pessoas e deixaram mais de 1.850 feridos.
"Eles não começaram todos de uma vez só. Alguns não tomaram café-da-manhã. Outros não almoçaram e outros não jantaram", afirmou à Reuters um porta-voz do órgão espanhol, explicando que os dez estão distribuídos por quatro prisões diferentes. Segundo as normas prisionais da Espanha, os detentos -- que continuam ingerindo líquidos -- comunicaram por escrito sua intenção de iniciar a greve de fome.
Todos foram condenados a ao menos 12 anos de prisão devido ao crime de pertencerem a um grupo terrorista, uma sentença muito menor do que os quase 39 mil anos que a promotoria pediu para alguns dos réus, como Youseff Belhadj, Hassan el Haski e Abdelmajid Bouchar. A lista dos dez presos em greve de fome inclui também Basel Ghalyoun, Fouad el Morabit, Mouhannad Almallah Dabas, Mohamed Larbi Ben Sellam e Rachif Aglif.
Esta não é a primeira vez que alguns dos acusados pelos atentados de 11 de março declaram uma greve de fome. Em maio passado, até 14 deles deixaram de comer durante alguns dias por considerar sua situação prejudicada por "pressões políticas e dos meios de comunicação".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h57
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A LUTA CONTINUA COMPANHEIRO !
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Enquanto os sindicatos dos servidores do Poder Judiciário (Sinpojud) e dos Profissionais dos Serviços Auxiliares da Justiça (Sintaj) comandam paralisações e greve como forma de garantir suas emendas na Lei de Organização do Judiciário (LOJ) – marcada para votação ontem, na Assembléia Legislativa –, o retorno dos serviços prestados na capital e no interior à normalidade permanece uma incógnita. Até o início da noite, o Sinpojud dizia não ter como prever um calendário de paralisações porque a definição de cada mobilização depende do contexto e acompanhamento das discussões sobre a LOJ, que continuavam apimentando o processo de reformulação da Justiça baiana. A única certeza é de que haverá novas mobilizações.
O documento a ser apreciado pelo relator Álvaro Gomes (PCdoB) não previa a revisão do plano de cargos e salários, o projeto sobre a aquisição da casa própria, periculosidade e insalubridade, progressão funcional por merecimento e escolaridade, pagamento das substituições, aumento do número de varas e servidores por comarca, nem a ampliação do número de cartórios no estado, reivindicações do Sinpojud.
“Já tivemos três paralisações desde o último dia 29 e provavelmente teremos várias outras até o fim do ano”, informou o diretor financeiro do sindicato, José Valdice.
Dos 10 mil servidores do Poder Judiciário (Secretaria do Tribunal, juizados de menores, juizados especiais, Ipraj e serventuários), 7.200 são associados ao Sinpojud. Além de fomentar o acúmulo de processos em julgamento na primeira instância (1,7 milhão, segundo o Tribunal de Justiça da Bahia), cada paralisação pode representar um prejuízo diário de R$250 mil, em virtude do não recolhimento de DAJ (documentos de arrecadação judiciária).
Do outro lado está o Sintaj, há uma semana em greve e à espera da aprovação de uma emenda que estipula prazo para o TJ encaminhar à assembléia a reformulação do Plano de Cargos e Vencimentos (PCV), além da implantação da progressão funcional, pauta em banho-maria desde 2004. O sindicato, que representa 3.500 funcionários, quer também garantir a reformulação do Ipraj na Lei de Organização Judiciária. “Só na capital, cada dia nosso de paralisação representa 2 mil atendimentos não realizados”, garante a diretora Elizabete Rangel. Até o fechamento desta edição, a Lei de Organização do Judiciário ainda não havia sido votada na Assembléia Legislativa. |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h15
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CINEMA A DOIS REAU!
Segunda-feira tem cinema nacional a R$ 2
do A Tarde On Line
Na próxima segunda-feira, dia 5, os amantes do cinema nacional terão uma boa oportunidade de assistir a vários filmes em um grande cinema e a preço muito abaixo dos praticados pelas grandes salas: apenas R$ 2 por sessão. A primeira segunda-feira de novembro é a data escolhida pela rede Cinemark para o Projeta Brasil na Cinemark.
Durante todo o dia, os complexos de cinemas da rede em todo o país – incluindo o de Salvador, localizado no Salvador Shopping, na Avenida Tancredo Neves – exibirão somente filmes brasileiros lançados recentemente. O Projeta Brasil está em sua 8ª edição, mas acontece pela primeira vez em Salvador, já que o complexo foi inaugurado neste ano.
Entre os títulos da mostra estão algumas das mais bem sucedidas produções brasileiras, a exemplo de "Ó Paí Ó", de Monique Gardenberg, o polêmico “Tropa de Elite", de José Padilha, e "O ano em que meus pais saíram de férias", de Cao Hamburger, escolhido para representar o Brasil entre os filmes estrangeiros que poderão concorrer ao Oscar. O filme é uma boa oportunidade de relembrar no cinema o ator Paulo Autran, morto em outubro, aos 85 anos.
Toda a renda das exibições do dia 5 será investida em projetos de incentivo ao cinema. A idéia é, além de atrair a atenção do público para o cinema nacional, fomentar prêmios e festivais voltados para produções brasileiras. Durante sete anos, o Projeta Brasil reuniu mais de um milhão de espectadores nas 358 salas que compõem os 43 complexos da rede. No ano passado, atraiu 179 mil espectadores para as sessões em um dia.
Confira aqui a programação do Projeta Brasil.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h12
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ENTREVISTA DO DIA
A cientista política Maria Teresa Sadek vê um "jogo de poder" entre o Executivo e o Legislativo que está sendo resolvido pelo Judiciário. A fidelidade partidária e a greve no serviço público são questões que contrariam fortes interesses. "Acabou sendo menos custoso que o Judiciário decidisse", afirma. Ela não vê "interferência indevida" nem risco de choque entre os poderes. "Não é adequado para a democracia que o Judiciário legisle, mas foi a alternativa que sobrou", diz.
FOLHA - A sra. concorda com a idéia de que o STF está decidindo sobre assuntos nos quais o Congresso é apontado como omisso? MARIA TERESA SADEK - O Supremo julgou um mandado de injunção, previsto na Constituição. Há um jogo de poder entre o Legislativo e o Executivo e não restou ao Supremo outra alternativa. Se me perguntarem se eu gosto dessa alternativa, eu não gosto. Não é adequado para a democracia que o Judiciário legisle. Diante do vazio, foi a alternativa que sobrou. A solução pode ser interessante para o Legislativo e para o Executivo, pois nunca tiveram força para aprovar essas decisões.
FOLHA - A sra. vê uma pressão entre os poderes? O Judiciário estaria obrigando o Legislativo a agir em temas que eram deixados de lado? SADEK - Essas questões são importantes e contrariam fortes interesses. O custo para que essas matérias fossem votadas era muito alto. Acredito que acabou sendo menos custoso para o Executivo e o Legislativo que o Judiciário decidisse. E essa atuação, nesse caso, não vai contra o Executivo.
FOLHA - Essa atuação seria uma "interferência indevida"? SADEK - Como o STF está julgando mandados de injunção, não é indevida. Contam-se nos dedos julgamentos como esse depois da Constituição de 1988.
FOLHA - O STF julga ações de entidades interessadas. O direito à defesa fica prejudicado se a regra específica é aplicada de maneira geral? SADEK - Não sei se prejudica interesses. No caso das greves no serviço público começou a haver constrangimentos que não existiam antes. Por que a lei de greve ainda não foi aprovada?
FOLHA - O Judiciário não estaria comprando uma "guerra" com outros poderes? Se amanhã o Legislativo propuser uma nova reforma para o Judiciário, isso não será entendido como revanchismo? No limite, isso pode vir a criar uma situação de instabilidade jurídica? SADEK - Não acredito. Acho que a presença mais clara do Judiciário preencheu um espaço que não estava sendo ocupado pelos outros poderes. Essa não deve ser a atividade regular do Judiciário. Mas foi a alternativa que sobrou. Não adianta ficar imaginando o modelo abstrato de democracia. Das possibilidades que estavam na mesa, essa foi a de menor custo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h11
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NO IRAQUE, É MELHOR
By Diogo Mainardi
No ano passado, o Brasil teve 44 663 assassinatos. O dado acaba de ser publicado pelo governo federal. No mesmo período, de acordo com o site do Iraq Coalition Casualty Count, a guerra no Iraque produziu 18 655 mortes. Os americanos alarmaram-se tanto com esse número que aceitaram mandar mais 30 000 soldados para lá. O resultado? As mortes diminuíram drasticamente.
A favela da Rocinha é uma "fábrica de produzir marginais". A frase é do governador Sérgio Cabral. Ele acrescentou que a Rocinha só vai parar de fabricar marginais quando o aborto for legalizado. Finalmente um político admite que o maior problema do Brasil é o brasileiro.
Na mesma reportagem, Sérgio Cabral comparou a Rocinha à Zâmbia. Até aí tudo bem. Ninguém discute que a Rocinha seja igual à Zâmbia. Espantei-me apenas quando ele comparou Copacabana à Suécia. E o Méier à Suécia.
Sérgio Cabral é nosso James Watson. James Watson, um dos descobridores da estrutura do DNA, declarou que o preto africano é menos inteligente do que o branco europeu. Anteriormente, ele já declarara que os estudos genéticos permitiriam abortar todos os fetos defeituosos. O governador do Rio de Janeiro descobriu o DNA da marginalidade entre os africanos da Rocinha e agora quer abortá-los. Segundo ele, ficaremos mais seguros. Ficaremos mais inteligentes também?
Uma semana antes de Sérgio Cabral apresentar suas teorias eugenistas, os policiais cariocas, a bordo de um helicóptero, mataram uns marginais no Morro da Coréia. A Secretaria de Segurança Pública explicou que seria difícil efetuar uma operação análoga nos morros da Zona Sul, porque "um tiro em Copacabana é diferente de um disparado na Coréia". Copacabana é a Suécia. Ali só vale o aborto em massa.
No ano passado, o Brasil teve 44 663 assassinatos. O dado acaba de ser publicado pelo governo federal. No mesmo período, de acordo com o site do Iraq Coalition Casualty Count, a guerra no Iraque produziu 18.655 mortes. Os americanos alarmaram-se tanto com esse número que aceitaram mandar mais 30 000 soldados para lá. O resultado? Em fevereiro de 2007, quando as novas tropas desembarcaram no país, registraram-se 3 014 mortes. Em agosto, elas já haviam diminuído para 1.674. Em setembro, 848. Em outubro, até a última quinta-feira, morreram 531 iraquianos.
Consulto todos os dias o site do Iraq Coalition Casualty Count. Consulto todos os dias também o site do Iraq Body Count, onde cada confronto fatal recebe um código e uma ficha de ocorrência. A ficha k7633 relata a morte de um professor da universidade religiosa de Al Sadr. A ficha k7634 assinala dois cadáveres encontrados em Al Kifl. Os americanos parecem se preocupar mais com os assassinatos de iraquianos do que os brasileiros com os assassinatos de brasileiros.
Pior do que a idéia de Sérgio Cabral de abortar os marginais zambianos da Rocinha só mesmo o Pronasci, aquela idéia de Lula de dar um dinheirinho mensal aos marginais para evitar que eles cometam crimes. O programa foi apelidado de Bolsa Bandido ou Bolsa Pivete. Prefiro chamá-lo mais simplesmente de Bolsa Júlio Lancellotti.
Cedo ou tarde, o Iraque será pacificado e a autoridade local poderá comparar Al Kifl à Suécia. A Zâmbia de Sérgio Cabral e Lula continuará com seus 44.663 assassinatos. Se tudo correr bem.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h11
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JIHAD!
Espanha condena 21 por atentados a bomba de 2004
A Justiça da Espanha condenou na quarta-feira 21 pessoas por sua participação nos atentados a bomba ocorridos em trens de Madri, em 2004, e que deixaram 191 vítimas fatais. Mas os supostos mentores dos ataques foram absolvidos. Dos 28 acusados, sete foram absolvidos das acusações de envolvimento, entre os quais Rabei Osman Sayed Ahmed, conhecido como "Mohamed, o Egípcio" e já detido na Itália depois de ter sido condenado pelo crime de integrar um grupo terrorista internacional.
O marroquino Jamal Zougam acabou condenado a um total de mais de 40 mil anos de prisão, apesar de, segundo as leis espanholas, poder ficar preso no máximo 40 anos. O espanhol Emilio Suarez Trashorras, acusado de fornecer os explosivos, também recebeu uma pena de milhares de anos de prisão.
O juiz encarregado do caso, Javier Gomez Bermudez, descartou a possibilidade de o grupo separatista basco ETA ter participado dos atentados de 11 de março de 2004, nos quais também ficaram feridas 1.800 pessoas. Naquele dia, 10 bombas colocadas em mochilas foram detonadas dentro de quatro composições de trens urbanos. A Promotoria afirmou que os acusados haviam se inspirado na rede Al Qaeda.
Os ataques determinaram os rumos da eleição geral na Espanha. À época, o governo, então dominado pelos conservadores, responsabilizou o ETA pelas bombas. Os conservadores acabaram perdendo o pleito. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu, após o veredicto, a união dos partidos políticos e da sociedade. Segundo ele, o país precisa investir conjuntamente sua energia "na luta contra a ameaça terrorista". "Esta é a melhor lição que podemos extrair da sentença que se fez pública", acrescentou.
Um total de 29 pessoas, a maior parte delas marroquinos e espanhóis, começou a ser julgado no começo deste ano devido a vários crimes, entre os quais planejar os atentados, roubar explosivos de uma mina e trocá-los por drogas. Um dos acusados já havia sido absolvido. O juiz também estipulou indenizações para as vítimas que variam de 30 mil euros (43.340 dólares) a 1,5 milhão de euros. Sobreviventes e parentes dos mortos compareceram ao julgamento.
Todos os acusados alegaram inocência, e prevê-se que os condenados apelem de suas sentenças. Os veredictos fecharam mais um capítulo da história dos atentados. No entanto, em vistas das eleições gerais previstas para ocorrer em menos de cinco meses, ainda podem dificultar a vida do Partido Popular (PP), de centro-direita e atualmente na oposição. Foi o PP que inicialmente culpou o ETA pelos atentados.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h06
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REAL X DÓLAR
Dólar tem maior desvalorização da história em 2007
da Folha Online
Até outubro, a taxa de câmbio apresenta a maior desvalorização anual na história do Brasil, segundo levantamento da consultoria Economática. O preço da moeda americana no mercado de câmbio doméstico teve desvalorização de 18,43% em 10 meses, variação superior aos 18,23% registrados em 2003. A consultoria utilizou nos cálculos a Ptax, a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central.
Nesse ano, a taxa de câmbio brasileira teve uma inédita desvalorização nominal, segundo o levantamento da Economática.
A desvalorização do dólar no Brasil acompanha um movimento global de "enfraquecimento" da moeda americana, mas as perdas acumuladas no mercado nacional são superiores às variações verificadas nas demais economias da América Latina e mesmo da Zona do Euro.
Na Colômbia, a valorização da moeda local frente ao dólar foi de 10,47%; no Chile, foi de 7,10%, e no Peru, de 5,97%. Na Argentina, o movimento foi inverso, com valorização de 2,59% do dólar frente ao peso. O euro, a moeda da União Européia, teve ganho de 8,83% sobre o dólar. Pico
O histórico da taxa de câmbio brasileira mostra que o dólar teve seu pico de valorização em 2002, quando disparou 52,27%, e saiu de R$ 2,3 para R$ 3,5. Desde 2003, no entanto, a trajetória dos preços da moeda americana têm sido, majoritariamente, de desvalorização. Do início do governo Luiz Inácio Lula da Silva até outubro deste ano, a perda acumulada foi de 50,64%.
Trata-se da maior desvalorização acumulada no período entre os países estudados pela consultoria. No Chile, a perda acumulada foi de 31,34%; na Colômbia, foi de 30,21%, e no Peru, de 15,06%. O dólar teve desvalorização de 27,41% no período.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h03
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Com bandeiras turcas, participantes da maratona 'Euroasia' protestam
contra o terrorismo ao passar pela ponte de Búsforo, em Istambul
O ministro de Assuntos Exteriores turco, Ali Babacan, explica hoje às principais autoridades iranianas a postura de Ancara na crise entre Iraque e Turquia pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), segundo fontes oficiais. Babacan chegou na noite deste sábado a Teerã para uma visita de 24 horas, e deve se reunir com seu colega iraniano, Manouchehr Mottaki, e com o presidente do Parlamento, Haddad Adel.
Sua visita ao Irã faz parte de uma viagem que o levou na semana passada a Egito, Líbano, Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, e acontece antes da reunião que os países vizinhos do Iraque realizarão nos dias 2 e 3 de novembro na Turquia.
A crise na fronteira entre Turquia e o Curdistão iraquiano centrou uma conversa telefônica que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, teve ontem à noite com seu colega turco, Abdullah Gül, na qual ambos coincidiram em que "os terroristas (em aparente alusão ao PKK) não são amigos dos povos do Iraque, Irã e Turquia", segundo a agência "Irna".
O Irã também tem população curda, e se informa freqüentemente de enfrentamentos no noroeste do país entre o Exército e milicianos curdos do rebelde Partido para Vida Livre do Curdistão (Pejak), aliado do PKK. A Turquia enviou dezenas de milhares de seus soldados à fronteira com o Curdistão iraquiano e ameaça realizar uma incursão militar nessa região para perseguir os milicianos do PKK caso fracassem os esforços diplomáticos para solucionar a crise.
A delegação iraquiana de alto nível que viajou para Ancara para tentar chegar a um acordo com o Governo turco que impeça a escalada militar na fronteira concluiu ontem sua visita nesse país sem obter qualquer resultado.
O presidente da zona autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, insistiu, enquanto isso, em que não entregará nenhum curdo a Ancara ou a "qualquer outro país da região", mas reafirmou que não permitirá que a guerrilha do PKK atue contra a Turquia desde as regiões curdas iraquianas.
Em entrevista divulgada ontem à noite pela televisão "Al Jazira", Barzani reiterou que o PKK não tem nenhuma sede nas cidades curdas iraquianas, e convidou a União Européia, a Liga Árabe e o Parlamento turco a enviar uma comissão investigadora à região para comprovar suas afirmações.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h36
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TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
TST: ilicitude do jogo do bicho afasta vínculo de emprego
O apontador de jogo do bicho, por exercer uma atividade considerada ilícita, não tem direito ao reconhecimento do vínculo de emprego. A decisão, proferida pela unanimidade dos ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho em julgamento da reclamação trabalhista interposta contra a Casa Lotérica Mundial, segue a jurisprudência dominante do TST. O relator foi o ministro Renato de Lacerda Paiva.
O trabalhador foi contratado pela “lotérica” em março de 1997 para exercer as funções de arrecadador e conferente de jogo do bicho. Disse que trabalhava de segunda a sábado, das 11h às 20h, com intervalo de 30 minutos para almoço, e recebia salário semanal de R$ 70,00. Em 19 de março de 1999, foi demitido, sem justa causa, sem receber as verbas rescisórias devidas pelo empregador.
Em fevereiro de 2000, ajuizou reclamação trabalhista pleiteando o reconhecimento da relação de emprego com a devida anotação da carteira de trabalho e o pagamento referente ao seguro-desemprego, férias, FGTS, 13º salário, horas extras e repouso semanal remunerado.
Pedro Antônio Marques de Oliveira apresentou-se em juízo para contestar a ação, dizendo-se dono da casa lotérica chamada “A Paraibana”, localizada na estrada do Barbalho, 640, Iputinga, em Recife (PE). Não negou que tenha empregado o autor da ação trabalhista, mas disse que o vínculo não poderia ser reconhecido tendo em vista ser “notório o fato de que a atividade é ilícita”. Baseou sua tese no artigo 82 do Código Civil (atual artigo 104), que estabelece como um dos requisitos de validade do negócio jurídico a existência de objeto lícito.
Disse, ainda, em sua defesa, que não demitiu o empregado, mas que este deixou o trabalho espontaneamente, porque adquiriu uma Kombi para vender água mineral de porta em porta, negócio que considerou mais lucrativo. Por fim, alegou que pagou ao trabalhador R$ 2 mil de verbas rescisórias, bem como gratificação natalina. A 7ª Vara do Trabalho de Recife julgou procedente, em parte, a reclamação. Deferiu o pedido de reconhecimento de vínculo empregatício e garantiu direitos como 13º, férias e FGTS. Considerando que foi o empregado quem pediu demissão, negou o seguro-desemprego.
Ambas as partes recorrem ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (Pernambuco). O acórdão do TRT/PE foi totalmente favorável ao empregado, mantendo o vínculo de emprego e reconhecendo a despedida sem justa causa. “A ilicitude da atividade empresarial não contamina o trabalho realizado pelo empregado que, premido pelas necessidades vitais, aceita o emprego como meio de subsistência”, destacou o acórdão.
O dono da banca do bicho recorreu ao TST. O ministro Renato Paiva, ao reformar a decisão, destacou que, "para se dar validade ao contrato de trabalho, é necessário observar a licitude do objeto, pois o não atendimento desse requisito enseja a nulidade do ato". O voto do ministro está em consonância com a Orientação Jurisprudencial n° 199 da Seção de Dissídios Individuais 1 (SDI-1) do TST, que estabelece que "não há contrato de trabalho em face da prestação de serviços em jogo do bicho, ante a ilicitude do objeto".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h34
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TICKET
Faz parte do dia-a-dia profissional almoçar com os colegas de trabalho, até para se integrar e fazer amizades. Mas e se o vale-refeição não for suficiente para sua alimentação?
Geralmente, o valor do vale-refeição é compatível com o preço cobrado pelos restaurantes instalados nos arredores da empresa, mas, às vezes, os funcionários acabam comendo mais do que o estipulado pela cifra, costumam beber sucos e comer a sobremesa. A conseqüência é que, todos os meses, depois do dia 20, as pessoas pagam o almoço com dinheiro dos próprios bolsos.
Esse é um problema, porque, no final do mês, a conta pode chegar a R$ 50,00 ou até R$ 100,00, dependendo de onde cada uma trabalha e do quanto recebe.
O caminho pode ser comer em restaurantes mais em conta (vale a pena procurar). Alguns, inclusive, oferecem sobremesa e/ou suco gratuitamente. É claro que, de vez em quando, você pode e deve ir àquele restaurante que adora, mesmo que seja caro.
Outra dica é pegar alimentos menos pesados. Fique atento: massas e frituras, em geral, são mais pesadas, enquanto saladas quase não pesam no prato. Com relação às frutas, talvez fique mais barato comprar uma salada de frutas do que colocá-las separadamente no prato, já que elas também são pesadas.
Dependendo do restaurante, as bebidas podem custar até R$ 3,00. Não pegar bebidas é uma boa maneira de economizar. No entanto, se você for daqueles que não comem sem beber, uma saída a ser avaliada é a água, que, via de regra, é mais barata.
Uma recomendação é não utilizar o vale-refeição no fim de semana. Não é proibido fazer isso, mas esteja preparado para pagar os almoços com seu próprio dinheiro no final do mês. Faça a conta e analise se vale a pena.
Para ajudar ainda mais a economizar no dia-a-dia, evite doces, lanches e cafezinhos. Para saciar a fome sem gastar muito, é uma boa idéia trazer sanduíches e frutas de casa. Aliás, é uma opção mais saudável!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h34
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CYBER PICARETAGEM
Pirata virtual tenta dar golpe de R$ 2 mi em Ronaldinho Gaúcho
da Folha Online
O programador brasileiro Ewerton C.R., 33, foi preso pela polícia espanhola, em Barcelona, acusado de tentar dar um golpe de cerca de R$ 2 milhões no jogador Ronaldinho Gaúcho por meio de sua família. O pirata virtual paulista conseguiu senhas dos e-mails da irmã do jogador, Deise Assis, e do irmão e procurador do craque, Roberto de Assis, que tinham conta no serviço Hotmail. Ewerton também se aproximou dos familiares de Ronaldinho ao freqüentar a boate Bikini, uma das preferidas do jogador na cidade espanhola.
Segundo o jornal italiano "Corriere Della Sera", foi deste modo que o suposto criminoso conseguiu acesso à senha da conta bancária de Deise. O golpe foi descoberto pelo banco da irmã de Ronaldinho, que rastreou duas tentativas de transferências de 400 mil euros (aproximadamente R$ 2 milhões) para uma conta de Portugal. O golpe não foi executado "por pouco", já que o banco descobriu a farsa ao detectar que a conta de Deise estava com saldo negativo já após a primeira transferência de 400 mil euros.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h31
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DIÁLOGO DO DIA:
Ganesha diz:
Eu queria lhe dizer 2 coisas:
Fernando Lopes diz:
sIM?
Ganesha diz:
1- Eu não lhe invejo mais.
Ganesha diz:
2- Só agora eu entendo pq sua Watchmen Absolute continua lacrada até hoje... estou a meia hora babando pro meu exemplar q acabou de chegar...
Ganesha diz:
VC TEM, MAS EU TB TENHOOOOOOOOOO !
Ganesha diz:
: )))))))))))
Fernando Lopes diz:
Tens Kingdom Come? Eu tenho. Tens Dark Knight? Eu tenho. Tens Marvels? Eu tenho.
Fernando Lopes diz:
So, burn.
Ganesha diz:
Tenho, tenho e tenho.
Ganesha diz:
Só faltava a Watchmen
Fernando Lopes diz:
Tens Crise (a original)?
Ganesha diz:
ASSINADA POR ALEX ROSS SEU NEÓFITO MALDITO !
Ganesha diz:
Ah, e consegui a Batman: Silêncio capa dura da Panini com desconto
Fernando Lopes diz:
Pfft...
Fernando Lopes diz:
O meu foi de graça....
Ganesha diz:
QUEIME !
Ganesha diz:
Mas o seu exemplar não tem a assinatura de Alex Ross...
Fernando Lopes diz:
O Absolute?
Ganesha diz:
Quase...
Fernando Lopes diz:
: P
Ganesha diz:
2 comentários breves pra encerrar:
Fernando Lopes diz:
Sim?
Ganesha diz:
1- Sempre confiei em suas indicações quadrinísticas, mas, cá entre nós: Nova Onda sucks !
Fernando Lopes diz:
Você é que não entendeu.
Ganesha diz:
nem eu nem César
Ganesha diz:
2- Continue jogando duro com os TPBs
Fernando Lopes diz:
Leia de novo até gostar.
Ganesha diz:
tou quase parando de comprar Marvel Max por causa dela
Fernando Lopes diz:
Vai ser um sinal de que você entendeu.
Fernando Lopes diz:
Os da linha MAX demoram mais. E vai sair pouca coisa.
Fernando Lopes diz:
Deixa de ser tapado.
Fernando Lopes diz:
E tem mais coisa legal vindo por aí na revista.
Ganesha diz:
Valeu.
Ganesha diz:
Abs,
Fernando Lopes diz:
Abração!
Fernando Lopes diz:
Vá ler Nova Onda até entender.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h31
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MAU COMO UM PICA-PAU
Pica-Pau derrota Globo no Ibope por mais de 1 hora
da Folha Online
O desenho animado "A Turma do Pica-Pau" deixou a Record, por mais de uma hora, em primeiro lugar no ranking do Ibope, no último domingo.
O programa liderou a audiência das 11h24 às 12h44. Nesse período, a Record ficou com nove pontos no Ibope da Grande São Paulo, à frente da Globo (8 pontos) e do SBT (6).
No embalo do sucesso do personagem na TV aberta, a Universal Pictures decidiu lançar a coleção de DVDs "Coleção Clássica Pica Pau e Seus Amigos", com as aventuras do pássaro mais excêntrico do desenho animado. Ao todo são oito DVDs --os três primeiros chegam às lojas em dezembro.
Desde o ano passado, o desenho exibido pela Record tem incomodado a emissora do Jardim Botânico nos levantamentos de audiência.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h29
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QUANTAS VACAS CABEM NUM FIAT ?
Ladrões de gado põem duas vacas e dois bodes em Fiat
da BBC Brasil
A polícia da Província de KwaZulu-Natal, no leste da África do Sul, disse ter apreendido nesta terça-feira duas vacas e dois bodes que estavam sendo roubados dentro de um Fiat Uno.
Os policiais saíram em perseguição do Fiat após receber uma denúncia anônima. O motorista abandonou o carro quando percebeu que estava sendo seguido e conseguiu fugir. Todos os assentos, com exceção do banco do motorista, tinham sido removidos para acomodar os animais.
O veículo e seus passageiros incomuns foram levados para a delegacia local e depois para um centro para animais roubados na cidade de Hluhluwe. Em outra ocasião, os ladrões conseguiram colocar duas vacas e sete bodes dentro de um Toyota Tazz (um carro pequeno), antes de ser interceptados.
"A polícia vem observando caminhonetes e caminhões que viajam à noite", disse o porta-voz da polícia local, capitão Jabulani Mdletshe. "Agora eles estão usando carros pequenos para não ser notados."
Segundo dados de uma entidade sul-africana de combate ao roubo de gado no país, o National Anti-Stock Theft Forum, mais de 62 mil vacas foram roubadas na área no ano passado. As autoridades dizem que o uso de automóveis cada vez menores começou após a polícia aumentar a fiscalização de veículos maiores.
Alguns animais são roubados por moradores dos vilarejos para repor os seus, roubados pelos ladrões. A maioria, no entanto, é roubada por gangues que os vendem a açougues na Província do Cabo Oriental, na própria África do Sul, e também em Suazilândia, Moçambique e Lesoto.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h28
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ENTREVISTA DO DIA
Veja os principais trechos da sabatina de José Padilha
da Folha de S.Paulo
O cineasta e diretor do filme "Tropa de Elite", José Padilha, participou nesta terça-feira de sabatina organizada pela Folha de S. Paulo. Durante a sabatina, Padilha respondeu a perguntas de quatro entrevistadores e da platéia no teatro sobre o sucesso e as polêmicas em torno de "Tropa de Elite", entre outros temas. Os entrevistadores foram Rogério Gentile (editor de Cotidiano da Folha) e os colunistas do jornal Marcelo Coelho, Barbara Gancia e Gilberto Dimenstein.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h24
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BEAGÁ
Belo Horizonte, uma cidade onde o mundo é um bar
Do NYT
Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, conseguiu se tornar a terceira maior cidade do Brasil e continuar quase totalmente desconhecida para o mundo exterior. Se os turistas — mais atraídos para os prazeres sensuais do Rio de Janeiro ou a agitação urbana de São Paulo — a conhecem é porque passam por ela a caminho de Ouro Preto e Diamantina, vendo-a mais como uma escala para reabastecimento na rota das pitorescas cidades mineiras da era colonial.
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| Tradicional parede com marcas de cachaça para o cliente escolher |
Seu anonimato internacional se explica pela falta de litoral, e portanto de praias, de um carnaval famoso e de grandes atrações, exceto alguns edifícios desenhados por Oscar Niemeyer que empalidecem perto de suas famosas obras de Brasília.
Mas "Beagá", o apelido da cidade, pode reivindicar fama como capital brasileira dos bares. Não bares como nos saguões elegantes de hotéis ou em mercados agitados, mas botecos —lugares informais onde diversas gerações se encontram, se sentam, bebem cerveja e aguardente e muitas vezes fazem uma refeição informal. A se acreditar na propaganda local, a cidade tem 12.000 bares, uma quantidade per capita maior que a de qualquer outra cidade do país. Por quê, ninguém tem certeza absoluta, mas uma teoria se transformou em ditado popular: "Não tem mares, tem bares".
Embora os guias turísticos raramente os mencionem, eles são uma ótima maneira de os viajantes mergulharem na vida social de uma cidade cuja área metropolitana explodiu nas últimas décadas, para mais de 5 milhões de habitantes. A melhor época de visitá-la é em abril, para a competição 'Comida di Buteco', quando cerca de 40 dos melhores bares disputam prêmios em categorias como higiene, cerveja mais gelada, serviço e, principalmente, o melhor tira-gosto. Os vencedores são decididos não apenas por juízes, mas pelo voto público, dando aos moradores uma boa desculpa para sair todas as noites durante um mês.
Se você perder o concurso, não se preocupe. Toda noite do ano parece ter uma clima de festa em Belo Horizonte. Vá até a Mercearia Lili (rua São João Evangelista, 696, Santo Antônio, 31-3296-1951), um participante habitual da competição entre bares. É um dos muitos locais em Santo Antônio, um bairro de alto nível, com ladeiras íngremes que exigem técnicas sobre-humanas de estacionamento, ou, de preferência, use os táxis da cidade.
O bar é típico de muitas maneiras, a começar pelo mobiliário: mesas e cadeiras de plástico amarelo com logotipo de cerveja, que se esparramam pela calçada (garrafas de 600ml de cerveja, a ser compartilhada em pequenos copos, são as preferidas em toda a cidade). O burburinho da conversa e o ruído das garrafas -e não um DJ- fornecem a trilha sonora; homens e mulheres grisalhos e jovens que nos EUA seriam menores de idade compartilham as mesas.
Não muito longe fica o Via Cristina (rua Cristina, 1203, Santo Antônio, 31-3296-8343). É mais elegante, com mesas cobertas de toalhas xadrez verde e brancas, garçons uniformizados e uma parede de cachaças — centenas de garrafas diferentes da aguardente de cana-de-açúcar — que os barmen alcançam usando uma escada como as de bibliotecas. Sua participação no concurso deste ano foi o Raulzito, um bolinho frito recheado de carne-seca que custa R$ 2,00.
Se houvesse um prêmio pelo "Mais Difícil de Chegar", o Freud Bar (sem endereço, Nova Lima, 31-8833-9098, mapa em freudbar.com) ganharia todos os anos. O lugar fica escondido no meio de uma mata perto da cidade, e chega-se lá por uma estrada sinuosa de terra. O bar é construído num morro, aquecido por lareira e tem algumas mesas sob as árvores. Tem música ao vivo (blues e rock) e serve um cardápio limitado, mas criativo, como vinho quente ou uma sopa de abóbora, mussarela e frango (R$ 3,50), uma boa variação da sopa de feijão com toucinho oferecida em quase todos os botecos.
Informal, com suas mesas e cadeiras 'diferenciadas', o Bar do Caixote é um dos muitos botecos de 'Beagá' |
Os botecos não são apenas assuntos noturnos, como você descobrirá se for ao Mercado Central da cidade numa tarde de fim de semana. Claro, há barracas que vendem frutas, carne, os famosos queijos de Minas, cães e aves vivos (para mascotes) e galinhas vivas (para jantar). Mas o mercado também é cheio de bares lotados e barulhentos como o Lumapa, onde as autoridades precisam cercar com correntes a calçada para que os clientes do mercado possam circular. Uma opção mais calma é o Casa Cheia (Mercado Central, loja 167, Centro, 31-3274-9585), um lugar com mesas que serve criações como o Mexidoido Chapado, uma mistura de arroz, legumes, quatro tipos de carne e ovos de codorna.
Também vale a pena ir aos bairros mais distantes para ver algumas versões mais excêntricas de bares. (Com 11.999 concorrentes, faz-se o possível para se destacar.) O ultra-informal Bar do Caixote (rua Nogueira da Gama, 189, João Pinheiro, 31-3376-3010) tem mesas e cadeiras feitas de caixotes de madeira. O vencedor geral do concurso deste ano, o Bar do Véio (rua Itaguaí, 406, Caiçara, 31-3415-8455), fica num bairro distante e o motorista de táxi pode ter dificuldade para encontrá-lo, mas qualquer pessoa na região poderá lhe indicar. Seu prato simples de pedaços de carne de porco com bolinhas douradas de batata frita, servido com molho de abacaxi e hortelã, foi o tira-gosto vencedor de 2007.
Quando você precisar de um descanso dos bares, faça um passeio à tarde ao bairro da Pampulha, onde há vários edifícios de Niemeyer, incluindo sua famosa Igreja de São Francisco de Assis. O bairro também abriga o mais famoso restaurante de Belo Horizonte, o Xapuri (rua Mandacaru, 260, Pampulha, 31-3496-6198), o melhor da cidade para experimentar a tradicional cozinha 'caipira' de Minas Gerais. E no domingo de manhã você pode encontrar presentes incomuns na 'feira hippie' (ou Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena), dois longos quarteirões da avenida Afonso Pena cheios de roupas, jóias, artigos de decoração e artesanato. Quando terminar, pare nas barracas nas duas extremidades para comer peixe frito ou doces de coco, ou entre para descansar no maravilhoso Parque Municipal, logo abaixo da feira. Em qualquer um deles você não estará longe de um vendedor ambulante pronto para lhe abrir uma lata de cerveja. Em Belo Horizonte, o mundo é um bar.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h05
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PESQUISA PREFEITO FEIRA
Colbert 21% Tarcízio 20,8% Fabinho 13,6% Neto 11,8% Carlos Geilson 7% Eliana 4,6% Sérgio Carneiro 2,8% Borges Júnior 2,2% Jairo Carneiro 1,8% Fernando Torres 1%
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h53
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DESCULPEM A GROSSERIA, MAS... "LEGAL" É O CARALHO!
Assinatura básica para telefonia fixa é legal
As empresas de telefonia fixa podem continuar a cobrar a assinatura básica mensal. Esse foi o entendimento dos ministros da 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na tarde de ontem, ao julgarem recurso que questionava a legalidade da cobrança pela Brasil Telecom. A decisão vale para apenas para o processo julgado, mas, segundo o próprio tribunal, pode influenciar nas futuras sentenças sobre o assunto.
As entidades que defendem o fim da assinatura básica criticaram a decisão. O advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Luiz Fernando Moncau considera a posição do STJ “inadequada”. Como considera a taxa inconstitucional, o advogado defende a análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Com esse entendimento, o STJ praticamente fixa sua posição e dificilmente vai mudar, mas ainda é possível que o STF se manifeste sobre o tema, observando a questão sobre uma ótica constitucional”, afirma Moncau. Para o Idec, a taxa é inconstitucional porque tem caráter tributário, função que compete apenas ao Estado (União, estados, municípios e Distrito Federal).
Moncau diz ainda que a assinatura básica compromete a meta de universalização da telefonia, que significa o acesso de todos os brasileiros a este serviço. O compromisso foi acertado com as operadoras quando a telefonia fixa foi privatizada, em 1998. “O problema é que a taxa de assinatura serve como um inibidor, porque é muito cara e não cabe no bolso da maior parte dos consumidores”, salienta o advogado.
Em nota oficial, a Associação Brasileira de Concessionárias de Telefonia Fixa (Abrafix) defende a cobrança da taxa. A assinatura básica, na avaliação da entidade, financia a ampliação dos investimentos em telecomunicações.
“Desde o momento da privatização do Sistema Telebrás, em julho de 1998, as concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) já investiram no Brasil mais de R$ 100 bilhões”, informa o comunicado. “Desse aporte, 60% foi direcionado para o cumprimento das rigorosas metas de universalização e qualidade. Com isso, a base de clientes do setor evoluiu dos 18 milhões de usuários para os atuais 40 milhões.”
Para o advogado do Idec, no entanto, essa não deveria ser a função da taxa. “A assinatura básica não deveria servir para bancar a universalização, que é uma obrigação estabelecida desde a assinatura dos contratos de concessão”, alega. Uma conseqüência da cobrança, segundo ele, é a migração de boa parte dos clientes da telefonia fixa para a móvel, principalmente para os celulares pré-pagos.
Por meio da assessoria de imprensa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que não se pronuncia sobre decisões judiciais.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h51
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A FRASE DO ANO
Do blog do Juca Kfouri
O ano nem acabou, mas já tem sua frase, imbatível, não só pela originalidade como, principalmente, pela adequação. Foi dita por Ricardo Teixeira, de Nazaré, em entrevista ao "Globo" deste domingo. Quando o repórter Maurício Fonseca perguntou se ele estava preparado para as críticas que certamente virão em relação à Copa de 2014, no Brasil, ele perpetrou a frase imorredoura:
"Até Jesus Cristo foi crucificado."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h49
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AGORA VAI!
Fifa divulga relatório sobre a Copa 2014 e elogia o Brasil
A comitiva da Fifa que visitou o Brasil dos dias 23 de agosto a 1 de setembro deste ano divulgou nesta quinta-feira no site da entidade um relatório (traduzido em quatro idiomas) sobre a candidatura do país à sede da Copa do Mundo de 2014. Amanhã, em Zurique, na Suíça, sai a decisão.
Na mensagem de abertura do relatório, o norte-americano Hugo Salcedo deu indícios de que o Brasil deve mesmo ser confirmado pela Fifa como sede do Mundial de 2014. O país sul-americano é candidato único. "Nossa visita nos deixou com a impressão, sem dúvida alguma, de que o Brasil está comprometido a cumprir com as garantias apresentadas no documento oficial da candidatura. E que tem condições de receber a Copa", diz o texto de Salcedo.
Nesse documento, o chefe da comitiva da Fifa que inspecionou cinco cidades no Brasil (Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro) ainda destaca a necessidade de melhorias na infra-estrutura do país, mas confia no desenvolvimento econômico e no investimento que uma Copa proporciona. "Vale ressaltar que nessa visita pudemos ver pessoalmente que o investimento financeiro proposto para infra-estrutura beneficiará toda a população e também deixará um legado cultural ao país", complementou a carta da Fifa.
A confirmação ou não do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 funcionará da seguinte maneira. Todos os membros do comitê executivo analisarão o relatório feito pela comitiva e darão o voto a favor ou não do país sul-americano. À exceção do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que também é membro do Comitê Executivo, todos os outros têm direito a voto. A decisão acontece na próxima terça-feira, dia 30, em Zurique, na Suíça.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h47
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COMO FUNCIONA UM MP3 ?
Do site Ciência HojePequenino e com capacidade para centenas de músicas, assim é o tocador de mp3 – ou mp3 player , em inglês. Para entendermos como ele funciona, primeiro, precisamos entrar no universo da informática.
Quando abrimos um CD de música no computador e verificamos o “tamanho” que cada canção ocupa, verificamos a grande quantidade de bytes que são necessários para guardar poucos minutos de som. Em outras palavras, notamos como as músicas costumam ocupar muito espaço na memória do computador. Um arquivo de som simples, por exemplo, ocupa, por cada minuto gravado, cerca de 10 megabytes . Assim sendo, se uma música de cinco minutos de duração ocupa 50 megabytes , um CD, que tem 650 megabytes de espaço, não poderia trazer mais do que 13 músicas. Pouco, não?
Pois é aí que entra em cena o formato mp3. O que ele faz é “espremer” – o termo correto é comprimir – bastante o arquivo de som, fazendo com que cada minuto de música ocupe apenas um único megabyte no computador. Esta mágica de conseguir arquivos 10 vezes menores – fruto de um monte de cálculos matemáticos – fez do mp3 a maneira mais conhecida hoje de se guardar músicas no computador. E quem pensa que o mp3 é algo novo está enganado: o formato foi inventado na Alemanha no início dos anos 1970. Quase trinta anos depois, surgiria o tocador de mp3, aparelho capaz de armazenar e reproduzir as músicas em formato mp3.
Diferentemente dos discmans , que apenas reproduzem músicas gravadas em CDs, o tocador de mp3 tem uma memória interna onde todas as músicas ficam armazenadas. Esta memória pode, às vezes, ser bastante grande, o que permite guardar milhares de músicas. Além disso, o tocador de mp3 também é composto por outros elementos. Ele conta, por exemplo, com um microprocessador, algo como um pequeno computador, que controla tudo o que funciona dentro do aparelho. É o microprocessador, por exemplo, que entende que a música deve tocar – assim como seu nome e duração devem aparecer na tela de cristal líquido – quando você aperta o botão “reproduzir” (em inglês, play ).
O tocador de mp3 também conta com o chamado conversor digital de sinais, o responsável por transformar o arquivo que está na memória do aparelho em sinal elétrico. Esse sinal elétrico ficará mais potente com o auxílio do amplificador – outra parte do tocador de mp3 – e, por fim, será transformado em som de verdade nos fones que você irá pôr nos ouvidos.
Em resumo, um tocador de mp3 é normalmente pequeno, não possui qualquer tipo de motor – o que torna mais difícil que ele apresente algum problema – e pode armazenar milhares de músicas. Graças a essa combinação de característica, ele se tornou um enorme sucesso!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h45
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SE ME PAGASSEM A PASSAGEM, UM BIFE DE
CHORIZO E UM BOM MALBEC EU TINHA IDO !
Eleitores argentinos rejeitaram trabalhar nas eleições
A apatia e o desinteresse dos argentinos pela eleição presidencial confirmou-se mais uma vez. Segundo a correspondente da BBC Brasil em Buenos Aires, Marcia Carmo, a Justiça Eleitoral do país teve que convocar às pressas funcionários públicos para trabalhar como presidentes de mesa durante o pleito. Isso porque 92% dos eleitores chamados para o trabalho rejeitaram pela primeira vez cumprir esse papel.
A fragilidade da legislação eleitoral argentina, segundo a correspondente, é o que permitiu essa grande "evasão". Diferentemente do que acontece no Brasil, quem não comparece para trabalhar nas eleições na Argentina não sofre punições: paga somente uma multa de 10 pesos (cerca de R$ 5,65). Já o voto é obrigatório, e como a maioria dos argentinos diz que vai às urnas votar, essa não é uma preocupação da Justiça Eleitoral.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h41
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