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Em causa própria
 


SOU GROSSO SIM, E DAÍ ?
 
Aprenda mais sobre esse prazeiroso way of life:
 
  • Seu carro é sempre mais importante que a sua mulher;

  • Coce o nariz em público. Se nao tiver ninguém por perto, espere alguém chegar;

  • Procure saber o nome de todos que trabalham no boteco, isso dá moral;

  • Tenha certeza de que o começo de sua bunda esteja visível ao alcance de todos;

  • Se você vir outro de sua espécie, arrote para delimitar seu território;

  • Tenha sempre a unha do dedinho mínimo grande para poder limpar a orelha e o nariz na hora em que voce achar que estam sujos ou tiver alguém vendo. O que acontecer primeiro

  • Machão

    • Sim, nós homens nascemos com uma natural habilidade para: peidar, jurar em falso, consumir quantidades enormes de bebidas alcoólicas, jogar futebol e coçar o saco em público, portanto não "encha o saco".

    • Mulheres necessitam do homem pra procriar e não nos preocupamos com cromossomos X ou Y contanto que o pacote seja entregue.

    • Raspar sua "perseguida" é uma tara, assim também como o é, passar cremes quando estiver coçando depois.

    • Peidar na cama e segurar sua cabeça debaixo do cobertor é muito divertido e deve ser interpretados como um esporte nacional.

    • Gravidez é da mesma maneira difícil para nós. No primeiro trimestre nada precisa mudar, então nada de frescuras pra liberar. No 2º trimestre pode ser menos freqüente e no estilo cachorrinho. Já no último trimestre nós temos que praticar o amor de Lobo - sentamos na frente do buraco e uivamos...

    • Já que você se incomoda tanto, aprenda a usar o assento do banheiro. Se estiver acima, ponha-o para baixo e vice-e-versa.

    • Em hipótese alguma corte ou pinte seu cabelo com cores exóticas. Cabelos longos sempre são mais atraentes que os curtos e todo homem sabe que mulher casada ou comprometida que muda de penteado é como homem na mesma situação comprando cueca nova, ou seja, traição em andamento.

    • Aniversários ou dia dos Namorados não são motivos para uma nova busca se nós ainda podemos achar novamente o presente perfeito!

    • Se você fizer uma pergunta da qual não quer saber a resposta, espere uma resposta que você não quer ouvir.

    • Não pergunte no que estamos pensando, a menos que esteja preparada pra discutir assuntos como futebol, a mecânica do carro ou ainda sobre a vizinha ou/e sua amiga gostosa.

    • Domingo = futebol com os amigos. É como a lua cheia ou a mudança das marés. Nem pense em mudar isso.

    • Fazer compras no Shopping não é um esporte, e não, nós nunca vamos pensar deste modo.

    • Quando temos que sair, ir a algum lugar, absolutamente qualquer coisa que você venha a usar estará bem. Realmente.

    • Você tem bastante roupas. Você tem muitos sapatos. Chorar é chantagem.

    • Seu ex-namorado é um idiota. (Sem abertura a discussões)

    • Se você está se achando gorda, provavelmente você está. Não pergunte, recusamos responder.

    • Quando for pedir alguma coisa, diga o que quer sem rodeios. Sugestões sutis ou muito óbvias não levam a nada, Apenas diga.

    • Não, nós não sabemos que dia é. Marque as datas em um calendário que esteja a vista, de preferência.

    • Não estamos sempre mijando pra cima, então entenda que às vezes podemos falhar.

    • A maioria de nós possui no máximo três pares de sapato e não nos preocupamos se um deles combina com aquele seu novo vestido.

    • Sim e Não são respostas perfeitamente aceitáveis a quase todas perguntas.

    • Só traga um problema se você quiser ajuda para resolvê-lo.  

    • Uma dor de cabeça que dura durante 17 meses é um problema. Procure um médico.

    • Filme com muita história é uma merd*.

    • Finja. Nós não nos preocupamos; contanto que nós esvaziemos nossa carga.

    • Qualquer coisa que dissemos há seis meses é inadmissível como argumento. Todos os comentários se tornam sem validade, efeito ou valor após sete dias.

    • Não use sutiã e calcinha de cores diferentes. Já é bastante difícil concentrar-se e fingir não perceber estes buraquinhos na sua barriga e as estrias na coxa.

    • Se algo que dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma destas formas te deixa triste ou chateada, quisemos dizer a outra forma.

    • Não atrapalhe quando estamos olhando uma bela anca que não a sua. Deixe-nos cobiçar, é genético. 

    • Não esfregue a lâmpada se não quer que o gênio apareça.

    • Sempre que possível, por favor, diga tudo que você tem que dizer durante os intervalos comerciais.

    • Mulheres com decotes generosos não têm o direito de se queixar em ter seus seios descaradamente olhados, principalmente se forem bonitos.

    • A relação nunca vai estar como foi nos primeiros dois meses.  

    • Todos os homens vêem somente 16 cores. Pêssego e Abóbora são fruta, não cores.

    • Cerveja é tão excitante para nós como bolsas são para você.  

    • Se for nossa casa, eu não entendo o por que do meu material estar no armário / sótão / porão.  

    • Se perguntarmos o que está errado e você diz: "nada". Agiremos como se nada tivesse acontecido. Em geral sabemos que você está mentindo, mas se insistirmos você vai começar com aquelas frescuras existenciais.  

    • Quando vemos uma ex-namorada, fantasiaremos brevemente sobre fazer sexo com ela novamente. Mas não se preocupe; a fantasia inclui você. 

    • Sim, às vezes não estamos pensando em você. Acredite e tente viver com isto.

  • Puxar o catarro da alma, a qualquer momento. O catarro de um macho de verdade deve ter consistência, ser espesso e verde;

  • Coçar-se no meio das pernas periodicamente, e ter certeza que os outros sabem que você coçou;

  • Usar palavrão sempre que for desnecessário;

  • Jamais use plural em substantivos. Ex: um real, dez real.

  • Não deixe que ninguém veja você bebendo leite (ou Fanta, principalmente Fanta Uva). Caso isso aconteça, você pensou que fosse caninha.

  • Sente de pernas abertas. Tenha orgulho do que Deus lhe deu;

  • O sentido da vida está em provar a própria virilidade para terceiros;

  • Pense duas vezes antes de fazer qualquer coisa. Uma com cada cabeça;

  • Use sempre camisa regata ao voltar da academia de ônibus;

  • Leia apenas o caderno de esportes e queime o resto do jornal. Se você tocar no suplemento feminino, mesmo que acidentalmente, será amaldiçoado;

  • Se você estiver no shopping e passar em frente a uma TV que transmite futebol, pare tudo, cruze os braços, incline a cabeça para trás. Comente os lances importantes com quem estiver ao seu lado " Puta, que bolão!!!". Xingue o Luxemburgo, fale da mãe do juiz, faça comentários maldosos sobre as irmãs dos jogadores e vá embora.

    Traduzido e adaptado de um texto do Site Funny Stuff



  • Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h32
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    MORAR SÓ
     
    Morar só tem seus prós e contras. Antes de dar o grande passo, é muito importante se planejar. A primeira coisa é saber o quanto você pode gastar mensalmente. Suponha que o seu salário seja de mil reais e que você more com os seus pais hoje.

    Quanto desse valor já está comprometido com suas despesas com faculdade ou prestação do carro, por exemplo? Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (2002-2003), mais de 50% da renda é para fazer frente às despesas com habitação, alimentação e transporte.  Se você mora com seus pais e hoje não tem essas despesas ou apenas dá uma contribuição é bom pensar melhor.

    É muito importante colocar na ponta do lápis quais serão as novas despesas que passarão a fazer parte do seu orçamento, tais como aluguel, condomínio, água, luz, telefone e supermercado. É essencial que, ao agregar esses novos itens à sua lista de despesas, seus gastos não passem a ser maiores do que sua receita. Para ser mais clara, está fora de questão fechar o mês no vermelho. Essa decisão pode determinar o futuro da sua vida financeira.

    Quem quer um cantinho só seu deve levar em conta também que vai precisar de dinheiro extra para algumas pequenas manutenções, uma pintura ou reforma. Além disso, tem os móveis e eletrodomésticos. E então, vale a pena?  Sua renda é suficiente para bancar essa forma de viver.

    Para uma vida nova, não comece de maneira errada e não faça dívidas contando que as coisas vão se acertar lá na frente. Para levar uma vida independente, é preciso ter os pés no chão.

    Cada pessoa tem um estilo de vida e desejos próprios, por isso, cada uma vai ter que fazer seu dever de casa levantando os valores das novas despesas e pesquisando muito antes de tomar qualquer decisão.

    Antes de decidir alçar vôo solo, o ideal seria ter uma reserva para as emergências e despesas sazonais que você vai passar a ter como quando quebrar a geladeira ou o IPTU que vence em janeiro.

    Importante também ainda aplicar 10% do seu salário mensal para destinar para esse fundo de reservas, para realizar seus sonhos e desejos e começar a pensar na aposentadoria


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h59
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    FRASE DO DIA:
     
    "Nem Senna ganharia com a Renault em 2008"

    Juan Pablo Montoya, ex piloto colombiano de F1 que saiu da escuderia McLaren duas temporadas atrás para correr na NASCAR, comementando a notícia de que a escuderia Renault anunciou a volta de Fernando Alonso e a chegada de Nelsinho Piquet para o ano que vem.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h59
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    A CASA NOVA E O IMPOSTO

    Ano novo, casa nova. Se os seus planos para 2008 incluem a mudança de endereço, saiba que a troca do CEP pode significar também uma despesa extra com impostos. Quem vende um imóvel com lucro tem que pagar o imposto sobre ganho de capital, cuja alíquota é de 15% sobre o lucro, que é a diferença positiva entre o valor da venda e o custo de aquisição do imóvel.

    Além de desconhecer a existência do imposto, a maioria das pessoas não sabe que ele deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte ao da realização do negócio. Se esse prazo não for respeitado, o vendedor estará sujeito ao pagamento de multa e juros diários, limitados a 20% do imposto devido. Vale uma bela dor de cabeça.

    Isenção do imposto
    Mas há exceções a esta regra. A Receita Federal libera o contribuinte do pagamento desse imposto se o imóvel for:

    Bem de pequeno valor
    Os negócios que envolvam imóveis no valor de até R$ 35 mil, chamados bens de pequeno valor, não precisam recolher o imposto, mesmo que o negócio tenha dado lucro;

    Único imóvel
    Quem vender o único imóvel no valor de até R$ 440 mil também está isento do pagamento do imposto, desde que não tenha havido outra negociação nos últimos cinco anos;

    Imóvel adquirido até 1969
    Todos os imóveis comprados até 1969 estão isentos de pagar o imposto sobre ganho de capital, independentemente do lucro obtido com a venda.

    Utilizado para a compra de outro imóvel
    Pela mais nova regra das isenções, a Receita isenta do pagamento do imposto o proprietário que utilizar o valor obtido com a venda do imóvel residencial na compra de outro imóvel residencial no prazo de até 180 dias.

    Redução no imposto
    Há ainda redução no cálculo do imposto a pagar, se o imóvel tiver sido adquirido no período entre 1970 e 1988. Neste caso, a redução é de 5% ao ano, chegando a 95% de desconto se a casa tiver sido adquirida em 1970, 90% em 1971, e assim sucessivamente até chegar a 5% se o imóvel tiver sido comprado em 1988.

    Outro índice de redução são os fatores conhecidos como FR1 e FR2, que envolvem cálculos complexos segundo as datas de aquisição dos imóveis. Segundo a advogada tributarista Elisabeth Libertucci, esses fatores são aplicados como uma forma de diminuir o prejuízo dos proprietários, que desde 1996 estão proibidos de atualizar na declaração do Imposto de Renda o custo de aquisição dos bens, inclusive imóveis.

    Como pagar
    Para saber quanto pagar de imposto, é necessário preencher o programa
    Ganho de Capital, que está disponível na página da Receita Federal. Além de calcular o valor, o programa também emite a guia de recolhimento. Se você ficou com alguma dúvida sobre este assunto, não deixe de nos enviar sua pergunta.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h58
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    EU ADORO ESSES TESTES DA PROTESTE

    Vinho bom é caro?

    Teste com especialistas aponta boas opções de até R$ 36

    Na ceia de Natal, ele é fundamental para acompanhar os pratos típicos da data comemorativa. No Réveillon, pode ser usado para o brinde da virada. Para que os bons vinhos façam parte das festas de 2007, sem prejudicar o seu bolso, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste analisou 24 marcas do tipo branco fino seco, que custam entre R$ 10 e R$ 36.

    O resultado comprova que não há motivos para crer que vinho bom necessariamente precisa ser caro. O teste foi feito com oito produtoras brasileiras, oito argentinas e oito chilenas. Todos eles foram muito bem nas análises laboratoriais, com exceção do Casillero del Diablo, que apresentou mais açúcar do que deveria.

    A pesquisa contou com a degustação de especialistas no assunto, os quais apontaram como o melhor do teste o chileno Santa Alicia, com valor entre R$ 13,90 e R$ 19,19 a garrafa. A escolha certa, de acordo com a Pro Teste, foi o argentino Angaro, com preços que variam de R$ 12,60 a R$ 18,89.

    Resultados

    A pesquisa avaliou a rotulagem das garrafas e, segundo a Pro Teste, a legislação deveria exigir informações, como modo de conservação e data de engarrafamento. Além disso, o teste avaliou o nível de açúcar dos vinhos, que, para serem considerados secos, deveriam ter 5 gramas por litro, no máximo. Apenas o Casirello del Diabo não passou na avaliação, com taxa de 6,3 g/l.

    A Pro Teste não encontrou problemas na acidez e quantidade de conservantes em nenhum dos vinhos analisados. A nota final foi dada pelos especialistas em degustação e consumidores leigos. Dentre as marcas que agradaram os sommeliers, estão a Angaro, Alfredo Roca, Latitud 33º, da Argentina, e Santa Alicia, Santa Helena e Sunrise, do Chile.

    Por outro lado, Forestier, Duetto e Casa Perini, todos brasileiros, foram os únicos que os desagradaram. A maior diferença de avaliação entre os consumidores leigos e os especialistas foi em relação ao Fortaleza do Seival, avaliado como um dos melhores pelos primeiros e nem aceitável pelos sommeliers. O Forestier, por sua vez, foi tido como bom pelos leigos e um produto comum, ao invés de fino, pelos especialistas.

    Onde comprar?

    A pesquisa da Pro Teste foi realizada em 246 estabelecimentos. Dentre os 726 valores pesquisados, os brasileiros foram os mais baratos e os chilenos, mais caros. Se for realizar uma grande festa, pesquise antes de ir às compras: a diferença entre o maior e o menor preço de um mesmo produto chegou a 67% (Aurora e Gato Negro) e 62% (Santa Carolina). Veja na tabela onde comprar pelo melhor valor:

    Local
     
    Vinhos (em negrito aqueles que já experimentei)
     
    Adegas e importadoras Santa Alicia, Alfredo Roca, Angaro, Graffigna, Leon de Tarapacá, Fortaleza de Seival, Gato Negro
    Hipermercados Sunrise, Norton, Santa Julia, Finca Flichman, Viñas de Barrancas, Aurora, Salton Volpi
    Supermercados Latitud 33º, Santa Helena, Lovara
     
    Fonte: Pro Teste

    Impostos

    A carga tributária nos vinhos é a maior dentre os produtos que compõem a ceia de Natal. De acordo com pesquisa realizada pela VerbaNet, empresa que presta serviços na área de legislação, os finos importados, por exemplo, possuem 51,84% de impostos no preço final, taxa que diminui para 50,92%, no caso de champanhes e espumantes.

    Dentre os vinhos finos nacionais e aqueles produzidos nos países do Mercosul, o peso dos impostos cai para 41,34%. Já no vinho de mesa comum, por sua vez, 39,94% do preço final são impostos e tributos pagos ao governo.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h55
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    Juro mensal de cartão de crédito será menor que 10%
     
    Os juros máximos cobrados pelo não-pagamento do cartão de crédito devem cair dos cerca de 15% mensais registrados atualmente para menos de 10%, no ano que vem. A projeção é da Cartões Itaú, que atribuiu esse comportamento não somente à retração da taxa básica de juros da economia, a Selic, que está atualmente em 11,25% ao ano, mas também à queda da inadimplência dos consumidores com essa modalidade de pagamento.

    "A Selic compreende um peso baixo na composição dos juros, nesse caso, fica inferior a 1% do total. Já o spread* corresponde de 7% a 8%", justificou o diretor de marketing da empresa, Fernando Chacon. De acordo com o Banco Central, metade de todo o spread é formada pelos débitos pendentes.

    Pelo fato de as empresas de cartão de crédito terem capital aberto, informações sobre inadimplência não são divulgadas à imprensa. De qualquer maneira, Chacon garantiu que enquanto o índice de não-pagamento médio geral do consumidor cai, o referente apenas à modalidade de pagamento tem retração ainda mais acelerada.

    "As pessoas estão aprendendo a ajustar o pagamento à sua capacidade. Ou parcelam a compra ou pagam o rotativo ou, então, negociam a dívida com a operadora do cartão. Então, existem muitas possibilidades para a regularização da situação", afirmou o diretor de Marketing.

    De qualquer maneira, vale citar que pesquisa do Ibope Inteligência - feita diretamente com usuários do plástico - mostrou que 5% deles disseram estar com pelo menos três faturas atrasadas. Chacon preferiu não comentar se esse resultado se assemelha ao computado pela indústria.
     
    Neste ano, a movimentação com o cartão de crédito deve ser recorde: mais de R$ 180 bilhões durante todos os 12 meses, o que representará avanço de 20% sobre 2006.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h30
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    O CONTRATO DE CASAMENTO

    by Stephen Kanitz

    "Casamento é o compromisso de aprender a resolver todas as
    brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, algo que
    muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender"
     
    Na semana passada comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, alguns com o seguinte adendo assustador: "Coisa rara hoje em dia". De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou. Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre.

    Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato. Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo "vou sempre amar você", como se fosse um prêmio de consolação. Banalizamos a frase mais importante do casamento.

    Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. "Eu amarei você para sempre" deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro. Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível.

    Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado.

    Estatisticamente, o homem ou a mulher "ideal" para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes. Isso significa que provavelmente seu "verdadeiro amor" estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par. E aí, o que fazer? Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar?

    O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema. Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação.

    Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte:

    "Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que fatalmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro. Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento. Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante. Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia".

    Homens e mulheres que conheceram alguém "melhor" e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual cônjuge esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento.

    O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre. Um dia vocês terão filhos e ao colocá-los na cama dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre.

    Não conheço pais que pensam em trocar os próprios filhos pelos filhos mais comportados do vizinho. Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família. Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros "melhores". Eles aprendem a conviver com os pais que têm.

    Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender. Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda, e num próximo artigo falarei sobre esse assunto.

    Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. Aí, você terá certeza de tudo.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h12
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    VENDA DE CADASTROS DE CONSUMIDORES
     
    Defesa do Consumidor aprova restrição a sorteios
     
    A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou na última quarta-feira (12) o Projeto de Lei 815/07, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que proíbe os estabelecimentos comerciais de promover sorteios nos quais a participação do consumidor esteja condicionada à informação de seus dados pessoais.

    A proposta foi aprovada na forma do substitutivo da relatora, deputada Luciana Costa (PR-SP), que faz apenas ajustes de redação, aproveitando termos do PL 1451/07, do deputado Fernando de Fabinho (DEM-BA), de teor semelhante, que tramita apensado.

    Pela proposta, esses sorteios promocionais deverão ser realizados por cupons numerados, processos eletrônicos, ou quaisquer outros meios, desde que os participantes não sejam identificados antecipadamente.

    O intenção é evitar que as informações pessoais do consumidor sejam indevidamente comercializadas com empresas operadoras de bancos de dados, ou usados para outros fins indevidos. "Não é justo usar o apelo de um sorteio para induzir o consumidor a dar informações pessoais sem saber como elas serão utilizadas", afirma a relatora.

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado a seguir pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h08
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    RECESSO JUDICIÁRIO
     
    Requião quer descontar recesso das férias dos servidores do Paraná
     
    da Folha

    Um decreto do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), abriu polêmica com o funcionalismo público do Estado. A norma obriga o desconto de 12 dias de férias dos servidores que estiverem de folga nas festas de final de ano. O recesso começa no próximo dia 24 e termina em 4 de janeiro.

    "É um presente de Natal que nenhum trabalhador gostaria de ganhar", afirmou José Lemos, presidente da APP-Sindicato, que representa professores e funcionários de escolas. A APP e mais três sindicatos de servidores da saúde, agricultura e educação querem derrubar o decreto na Justiça.

    Os sindicatos entraram com mandado de segurança no Tribunal de Justiça. Pedem o fim do dispositivo que altera a forma como os servidores podem tirar férias. "As normas internacionais de saúde e do trabalho determinam os 30 dias de férias corridos. É questão de saúde, para 'desestressar' o trabalhador", afirmou Lemos.

    Em nota, a Secretaria da Administração do Paraná informou que os servidores terão vantagem com o novo sistema. Isso porque embora sejam 16 dias de folga, o desconto será feito sobre 12 dias. Serão excluídos os sábados e domingos anteriores ao recesso e os dois últimos dias.

    "Logo, os servidores terão descontados 12 dias das suas férias normais, porém no período de final de ano terão efetivamente não trabalhado 16 [dias]. Sendo assim, elimina-se eventual prejuízo ao servidor público por, no período de férias coletivas estabelecidas, estarem incluídos dois dias de feriado [25 de dezembro e 1º de janeiro]", diz a nota do governo.

    Os sindicatos tentaram ainda negociar o pagamento do abono de férias para este final de ano, mas o benefício só será concedido, segundo o governo, no momento em que o funcionário cumprir seus 18 dias de férias restantes.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h06
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    Juiz reduz valor de indenização à família de morto no vôo 1907

    O desembargador Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz, da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, atendeu a uma apelação da empresa aérea Gol e reduziu o valor da indenização devida a parentes de uma das vítimas.

    Cada familiar de Quézia Gonçalves Moreira, uma das 154 vítimas do acidente, deverá receber 200 salários mínimos --o equivalente a R$ 76 mil.

    A decisão desta terça-feira reformou uma decisão de primeira instância de agosto deste ano, que estabelecia em em R$ 2,1 milhões a indenização à família de Moreira.

    O avião da Gol seguia de Manaus (AM) para o Rio, com escala em Brasília (DF), quando bateu em um Legacy da empresa de taxi aéreo dos Estados Unidos ExcelAire. Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).

    O advogado da família, João Tancredo, afirma que deverá recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou até mesmo ajuizar a ação na Justiça americana. "Em todos os momentos, quisemos ter a chance de mostrar o valor da nossa Justiça conseguindo uma indenização justa aqui, mas avaliaremos a partir deste momento se esta continua sendo a melhor estratégia a seguir", afirmou.

    Em seu despacho, Cruz afirmou que o valor foi concedido tendo como base o valor concedido em casos similares analisados pelos desembargadores. A decisão foi unânime, segundo o Tribunal de Justiça do Rio.

    O valor inicial, de agosto, estabelecia a título de danos morais a quantia de R$ 1,14 milhão, além de pensão no valor de R$ 999,4 mil. Os autores do processo são os pais da vítima, João Batista Moreira e Martha Lopes Gonçalves Moreira, e ao irmão dela, Ralph Gonçalves Moreira.

    Os pais de Moreira afirmaram durante o processo que ela colaborava no sustento da família, pagava parte dos estudos do irmão e que havia sido aprovada recentemente em um concurso da Petrobras.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h02
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    (FESTA DE) ARROMBA COM O CONSUMIDOR
     
     

    Funcionários da Telefônica e do Procon em festa de confraternização

    A Telefônica, empresa líder no ranking de reclamações do Procon, principal órgão de defesa do consumidor, patrocinou no início do mês um encontro de "intercâmbio" com mais de cem funcionários da entidade, em São Paulo, com direito a almoço, vinho e distribuição de presentes (aparelhos de DVD, telefones sem fio, pendrives, relógios de mesa etc.).

    O objetivo do evento, segundo a Telefônica, era o intercâmbio de informações para a melhora do atendimento.

    Na cidade de São Paulo, de acordo com o último levantamento disponível (2006), a empresa liderou o ranking do Procon com 11% das queixas (2.262), seguida da Vivo (1.076) e da Embratel (916).

    As principais reclamações foram sobre cobrança indevida e serviços não solicitados, como verificador de chamadas.

    O encontro ocorreu no hotel Mercure (quatro estrelas), em Santana, na zona norte, e reuniu funcionários dos Procons de várias cidades, entre as quais Itu, Osasco, Santo André, Cotia, Diadema, Itapecerica da Serra e Mogi das Cruzes, além do da capital paulista.

    Antes do almoço, ocorreram palestras nas quais diretores disseram como a Telefônica pretende melhorar o atendimento e deixar o posto de primeira do ranking. "Se a empresa não focar mais no consumidor, poderemos ter o mesmo caminho do Corinthians, perdendo clientes para as outras empresas", afirmou um deles.

    Após as discussões, foi servido o almoço (pratos como medalhão de lagarto ao molho madeira) e a sobremesa -um sorteio de presentes para os funcionários do Procon.

    "Sou eu!", gritou Carlos - do Procon de Santo André-, quando o número de seu crachá foi anunciado como o vencedor de um aparelho de DVD. Para eternizar o momento, chamou uma companheira de trabalho que já havia ganho um pendrive para saírem juntos na foto.

    Úrsula Bastos Franco, do Procon de Itapecerica da Serra, ganhou um telefone e disse que gostou do prêmio. "Estava confiante desde o início. Vou usá-lo em casa."Aline Cristina da Silva, coordenadora do Procon de Itapecerica, disse que o fato de receber muitas queixas da Telefônica faz com que os funcionários tenham contato diário com os funcionários da empresa e que o encontro ajuda a melhorar o atendimento ao consumidor.

    Procon diz que devolverá presentes

    A Fundação Procon diz que irá devolver os presentes por meio de ofício.

    Segundo Carlos Coscarelli, assessor-chefe da diretoria executiva, eles foram aceitos para evitar um constrangimento e porque o objetivo era melhorar o relacionamento, e não piorá-lo. Ele diz que os funcionários acabaram participando do almoço porque o evento acabou mais tarde que em outros anos. Coscarelli não garante que os Procons municipais irão devolver os presentes, porque têm autonomia.

    Miriam Nassif, diretora de atendimento, afirmou que o objetivo do Procon no evento era discutir questões visando a melhora do atendimento.

    Reunião é um intercâmbio, diz Telefônica

    A Telefônica informou, por meio de uma nota, que realiza reuniões periódicas com Procons de todo o Estado para intercâmbio de informações "que permitam o aprimoramento constante do atendimento e dos serviços prestados pela operadora".

    Segundo a Telefônica, nesses encontros, além de informar sobre melhorias e projetos em andamento, a empresa também recebe sugestões e críticas dos Procons. "O intercâmbio de informações cumpre um importante papel para que a Telefônica possa identificar problemas e encontrar a melhor maneira de corrigi-los e assim aumentar o nível de satisfação de seus clientes".



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h03
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    FRASE DO DIA
     
    Para o triunfo do mal basta que os bons fiquem de braços cruzados
     
    (Edmund Burke)


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h02
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    RECEITA FEDERAL E OS CARTÕES DE CRÉDITO

    A Receita Federal está de olho nas transações financeiras com cartões de crédito de 325 mil contribuintes que juntos — entre valores pagos e recebidos — movimentaram no ano passado R$ 50,8 bilhões. O Fisco, numa operação inédita, selecionou todas as pessoas que gastaram acima de R$ 5 mil por mês em 2003 e os estabelecimentos comerciais que receberam pagamentos acima de R$ 10 mil mensais. Com base nessas informações, recebidas de bancos e administradoras, a Receita já encontrou casos de escandalizar qualquer auditor. Há desde contribuintes sem CPF com faturas na casa do meio milhão de reais a empresas que se dizem de pequeno porte com recebimentos milionários.

    — Esses dados são mais um elemento para saber se as pessoas estão utilizando mais ferramentas para não pagar impostos —- afirma o coordenador de Fiscalização da Receita, Marcelo Fisch.

    Estão sendo analisados os pagamentos feitos com cartões de crédito por 244 mil pessoas físicas no valor de R$ 6,2 bilhões e os recursos recebidos de administradoras por 81 mil estabelecimentos comerciais no valor de R$ 44,6 bilhões. Os técnicos da Receita fizeram o cruzamento dessas informações com as declarações de renda dos contribuintes para checar se há discrepâncias.

    Suspeitas incluem pessoas jurídicas

    Uma análise preliminar — a primeira feita com base na movimentação de cartões de crédito — já mostra vários candidatos a procedimentos de fiscalização. Um contribuinte que se declarou isento, ou seja, uma pessoa que supostamente teve rendimentos tributáveis de no máximo R$ 12.696 num ano, pagou R$ 740 mil com cartão de crédito em 2003. Já outro que estava com o Cadastro da Pessoa Física (CPF) cancelado — o que ocorre quando o contribuinte não entrega sua declaração de renda à Receita durante dois anos — pagou R$ 490 mil no cartão durante o ano passado.

    Um caso que também chamou a atenção dos técnicos da Receita foi o de um contribuinte que não teve movimentação financeira declarada por bancos, mas gastou R$ 630 mil ao longo do ano com cartões. Isso significa que nenhum centavo desta pessoa passou por bancos antes de ser utilizado para o pagamento da fatura média de R$ 52,5 mil por mês.

    No caso das pessoas jurídicas, a Receita também encontrou movimentações suspeitas. Uma empresa que declarou Imposto de Renda pelo regime do Simples — um benefício tributário utilizado por micro e pequenas empresas com faturamento bruto anual de até R$ 1,2 milhão — recebeu só das administradoras de cartão um volume de R$ 6,7 milhões em 2003. Esse também foi o caso de uma empresa que recebeu R$ 4,7 milhões no ano passado.

    Já outra pessoa jurídica não entregou sua declaração de renda ao Fisco, embora tenha recebido das administradoras R$ 2,8 milhões por vendas feitas por cartões de crédito em 2003.
    A análise da movimentação de cartões de crédito mostra ainda que 30 pessoas físicas fizeram pagamentos acima de R$ 1 milhão no ano passado. Outras 180 pagaram entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão no mesmo período. Na faixa de gastos de R$ 10 mil a R$ 50 mil estão mais 110 mil contribuintes.

    A Receita também descobriu que entre as 244 mil pessoas físicas investigadas, quatro mil não apresentaram declaração de renda em 2003, enquanto outras cinco mil se declararam isentas do pagamento de impostos. O grupo com o CPF cancelado na base de dados do Fisco chega a 1.100 pessoas.

    No caso das 81 mil pessoas jurídicas investigadas, 40 mil declararam renda pelo regime do Simples. O problema é que, nesse grupo, 470 estabelecimentos receberam das administradoras de cartão de crédito mais de R$ 1 milhão em 2003. Os dados também mostram 125 pessoas jurídicas na situação de inaptas. Essa classificação é dada a empresas que não declaram renda durante anos, são inexistentes ou não foram localizadas.

    Também chama a atenção o número de pessoas jurídicas que não entregaram declaração à Receita Federal no ano passado: 1.774.

    Investigação começa este ano

    Segundo o coordenador de Fiscalização da Receita, o Fisco vai agora adotar procedimentos de fiscalização nas movimentações financeiras suspeitas. Ele explicou que as delegacias regionais da Receita já estão recebendo as informações e os casos mais discrepantes vão ser os primeiros da lista.

    — Os procedimentos de fiscalização vão começar agora no segundo semestre de 2004 para aqueles casos que mais chamam a atenção — disse Fisch.

    Os demais casos vão ser analisados ao longo de 2005. O coordenador explicou que a entrega de informações sobre a movimentação financeira dos contribuintes com cartões de crédito foi determinada por um decreto de julho de 2003. A idéia era saber se os gastos dos consumidores são compatíveis com seus rendimentos e ajudar a Receita a fechar ainda mais o cerco aos sonegadores.

    Outro instrumento usado pela Receita é o cruzamento dos dados da movimentação financeira da CPMF com as declarações de Imposto de Renda. Só no primeiro semestre de 2004, as autuações chegaram a R$ 16,36 bilhões em mais de 25 mil ações de fiscalização. Foram autuadas 4.487 empresas em R$ 14,995 bilhões. Já o número de pessoas físicas chegou a 21.509, com autuações de R$ 1,364 bilhão.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h01
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    LEÃO E O CARTÃO

    Receita Federal já autuou 1,6 mil com base no cartão de crédito

    Secretário-adjunto da Receita diz que órgão não tem como saber onde gastos foram feitos.

    Fiscalização de cartões de crédito teve início em 2004 e, inclusive, já autuou 1,6 mil pessoas físicas e empresas tendo por base essas informações. Segundo o secretário-adjunto do órgão, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, os dados repassados pelas administradoras de cartões de crédito são importantes, uma vez que contribuem para identificar os consumidores com gasto acima de sua renda declarada.

    "Isso [movimentação de cartão de crédito] é um elemento indiciário forte para os contribuintes serem fiscalizados e também identificam estabelecimentos comerciais, ou empresas, que faturam com cartão de crédito e que [cujos rendimentos] não estão conforme sua renda declarada", afirmou Paulo Ricardo de Souza.

    O secretário explicou, porém, que a Receita Federal tem acesso somente ao volume de pagamentos, e não em quais produtos ou serviços os contribuintes gastam.

    "Desde a regulamentação, a Receita Federal sempre deixou muito claro que não tem a identificação de quem são os consumidores quando a informação vem das empresas e, também, não sabemos quem são os estabelecimentos quando a informação vem do consumidor. Pegamos o faturamento de um motel, por exemplo, mas não sabemos quem são seus clientes. Pegamos o [volume de] gastos de um cliente, mas também não sabemos onde ele gasta", disse ele.

     Multas e juros

    Entre 2004 e 2007, os 1,6 mil autos de infração lavrados pela Receita Federal culminaram no lançamento de R$ 428 milhões em créditos tributários (principal, multas e juros). Paulo Ricardo explicou, porém, que a fiscalização de cartões de crédito também gera um chamado "efeito indireto".

    "O contribuinte sabe que a Receita acompanha a movimentação de cartão de crédito, então ele vai procurar não se esquecer de declarar a sua renda", explicou.
    A fiscalização do cartão de crédito começou em 2004. Daquele ano em diante, as administradoras de cartão têm de apresentar, duas vezes por ano, a Declaração de Operações com Cartão de Crédito (Decred) para a Receita Federal.

    São enviadas informações sobre pessoas físicas, com gastos mensais superiores a R$ 5 mil, e com relação a empresas com movimentações acima de R$ 10 mil por mês. Esses limites são estabelecidos com base nos titulares dos cartões (identificados pelo CPF e CNPJ), e não por número de cartões ativos.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h01
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    GASTOS COM CARTÃO INDICAM SONEGAÇÃO

    Há contribuintes que se declararam isentos mas gastaram mais de R$ 500 mil num ano

    Receita vai intimar contribuintes que pagaram mais de R$ 5 mil mensais
     
    A Receita Federal vai começar em setembro a intimar contribuintes suspeitos de sonegação fiscal, que foram descobertos em uma investigação sobre movimentação de cartão de crédito com valor acima de R$ 5 mil mensais e em empresas que receberam acima de R$ 10 mil das administradoras. Esses contribuintes - empresas e pessoas físicas - terão de explicar a origem do dinheiro que usaram para pagar o cartão. O Fisco analisou as informações fornecidas pelas administradoras sobre as operações realizadas por seus clientes ao longo de 2003 e descobriu vários indícios de fraude fiscal.

    A partir do cruzamento dessas informações com a declaração de Imposto de Renda, os fiscais identificaram, por exemplo, contribuintes que se declaram isentos e mesmo assim fizeram, no ano passado, pagamentos de faturas de cartão de crédito acima de R$ 500 mil. Há casos também de estabelecimentos comerciais que estão com o número de inscrição do CNPJ cancelado, mas receberam das administradoras de cartão pagamentos superiores a R$ 1 milhão.

    Encontramos indícios fortíssimos de sonegação tributária. Queremos saber de onde essas pessoas tiraram o dinheiro para pagar o cartão de crédito, disse ao Estado o coordenador de Fiscalização da Receita, Marcelo Fisch. O Fisco suspeita que é possível encontrar laranjas (empresas de fachada) entre esses estabelecimentos. Segundo Fisch, as informações obtidas pela Receita vão ajudar a inibir a sonegação, pois permitem saber se os gastos dos consumidores são compatíveis com seus rendimentos declarados no IR.

    Comprovada a sonegação, os contribuintes serão autuados e multados em 75% do imposto devido.

    Na análise das informações sobre a movimentação com cartão de crédito em 2003, a Receita verificou que 244 mil pessoas físicas fizeram pagamentos mensais acima de R$ 5 mil, no valor de R$ 6,2 bilhões, e 81 mil estabelecimentos comerciais receberam das administradoras valores acima de R$ 10 mil por mês. O valor recebido por essas lojas chegou a R$ 44,6 bilhões.

    As informações também vão ajudar o Fisco a identificar as empresas que optaram pelo Simples, mas não poderiam estar enquadradas nas regras desse regime tributário voltado para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 1,2 milhão.
    A Receita encontrou 2,5 mil estabelecimentos que optam pelo Simples e receberam das administradoras de crédito pagamentos acima de R$ 500 mil.

    Outras três empresas optantes do Simples receberam das administradoras valores superiores a R$ 5 milhões.
    Nessa situação, estão 5 mil pessoas que se declararam isentas do Imposto de Renda e outras 5,2 mil omissas da entrega da declaração, que pagaram faturas de cartão acima de R$ 5 mil por mês em 2003.

    Na investigação da Receita, os casos que mais surpreenderam os fiscais foram cinco pessoas que se declararam isentas e fizeram pagamentos acima de R$ 500 mil em 2003 e 98 pessoas que pagaram faturas entre R$ 100 mil e R$ 500 mil.
    Outras 155 pessoas omissas de entrega de declaração do IR fizeram também pagamentos nessa mesma faixa de valores.
     
    Dos 81 mil estabelecimentos comerciais que tiveram informações repassadas pelas administradoras de crédito, 838 receberam pagamentos acima de R$ 5 milhões e 4,5 mil entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. De acordo com Fisch, 1.460 desses 81 mil estabelecimentos tiveram o número de inscrição do CNPJ cancelado. Desse grupo, 103 empresas receberam repasses acima de R$ 1 milhão.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h00
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    FARMÁCIA NÃO É HOSPITAL PÚBLICO
     
    Farmácia se recusa a vender remédio e
    estudante asmática morre em Salvador

    da Folha

    A família da estudante universitária e recepcionista Viviane Barbosa, 29, morta na semana passada após sofrer uma crise de asma, diz que uma farmácia de Salvador se recusou a vender um produto que seria levado a ela porque faltavam R$ 10 para a compra - uma "bombinha" usada por quem sofre de asma brônquica.

    Sem o produto, afirma a família, a estudante teve de ser levada ao hospital e morreu em seguida.

    O Ministério Público da Bahia está investigando o caso e marcou para terça-feira (18) uma audiência com familiares para apurar o que aconteceu.

    Soraia Brito Barbosa, 46, mãe de Viviane, conta que a filha, que tinha asma brônquica, passou mal na noite da última quarta-feira (12) e foi levada pelo padrasto, Renê Borges Moreira, até a farmácia mais próxima.

    "Na correria, ele saiu sem muito dinheiro na carteira. A minha filha ficou no carro, estava quase desmaiada, e ele pediu para a atendente vender para ele, mostrou documentos, disse que era urgente. Ela disse que não queria documentos e que, se ele quisesse levar o remédio, tinha que pagar", diz Soraia.

    Ainda segundo ela, Viviane morreu, já no hospital, meia hora após o padrasto chegar à farmácia. Ela era estudante de pedagogia e mãe de dois filhos - de nove e cinco anos.

    A mãe de Viviane diz não ter intenção de fazer queixa-crime na polícia. "A justiça é só Deus quem faz", afirma. Já as irmãs de Viviane querem processar o estabelecimento por omissão.

    Um boletim de ocorrência foi registrado no 4º DP de Salvador antes de o corpo ser encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).

    De acordo com o promotor Valdemir Leão, do Nacres (Núcleo de Apuração de Crimes Relativos a Erros na Área de Saúde) do Ministério Público da Bahia, ainda é necessário aguardar o resultado da necropsia para saber se houve relação entre a morte da estudante e a ausência do atendimento.

    Segundo ele, a Promotoria poderá instaurar uma ação por omissão de socorro contra a atendente, mas ainda será necessário provar que houve dolo (intenção) em não prestar socorro mesmo sabendo que poderia prejudicar a estudante.

    "Agora tem gente querendo até apedrejar a farmácia, mas é preciso manter a cautela" diz.A reportagem tentou ouvir o gerente da farmácia, mas um funcionário disse que ninguém poderia comentar o caso.

    De acordo com Clóvis Reis, do Conselho Regional de Farmácias da Bahia, o caso é lamentável, mas o erro, se houve, foi da atendente, não do farmacêutico do estabelecimento - que, segundo ele, não estava no local quando o fato ocorreu.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h59
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    ARIEL DORFMAN ESTAVA CERTO!

    Pato Donald pirateia CDs em HQ holandesa

    Do UHQ

    Donald Duck # 49 Entre tantas profissões que o Pato Donald já exerceu em sua vida, a mais nova parece ser a de "pirata virtual".

    No gibi Donald Duck # 49, lançado nesta semana na Holanda, o pato ranzinza e seus três sobrinhos baixam músicas da internet e, por essa razão, viram alvo da ira do Tio Patinhas, dono de uma gravadora.

    Huguinho, Zezinho e Luisinho afirmam ter feito o download de um álbum musical porque não tinham condições financeiras de pagar por ele naquele momento, mas que comprariam o CD quando estivessem com dinheiro.

    Donald, por sua vez, resolve lucrar vendendo cópias de CDs com as músicas baixadas. É o que basta para o Tio Patinhas exigir do sobrinho o pagamento de uma vultosa multa, sob a ameaça de acioná-lo judicialmente.

    Donald Duck # 49A imagem ao lado mostra o seguinte diálogo entre as partes envolvidas: "Mais uma multa por pirataria! Dez mil euros, seu ladrão dissimulado!", diz Tio Patinhas. "Piedade! Estou muito arrependido! Eu também comprei o CD original!", defende-se Donald.

    Como tem apenas duas páginas e é carregada de mensagens sobre direitos autorais, a história parece ser uma disfarçada orientação patrocinada pela Brein (a combativa entidade que atua contra a pirataria na Holanda), segundo especulam alguns sites daquele país.

    Se isso for confirmado, poderá abrir um precedente nada recomendável nos quadrinhos Disney, seja na Holanda ou em outros países.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h14
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    FRASE DO DIA
     
    "Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento.
    Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem
    "
     
    (Bertolt Brecht)


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h11
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    VACINAS
     

    da Folha de S.Paulo

    A boa, velha - e amarelada - caderneta de vacinação pode até estar completa, com todas as lacunas preenchidas. Mas, se a vacina contra tétano e difteria tiver sido tomada há mais de dez anos, não há como escapar: para estar imunizado novamente, é preciso tomar outra dose da dT - -também chamada de vacina dupla tipo adulto - a cada dez anos, para o resto da vida.

    Para quem acha bobagem voltar a encarar a seringa, Helena Sato, coordenadora da divisão de imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, lembra que o tétano, uma das doenças mais perigosas com vacina disponível na rede pública, é fatal em 40% dos pacientes contaminados.

    Outro caso de vacina com "prazo de validade" é a que age contra a febre amarela. Quem mora ou vai para locais de risco de contágio dessa doença também precisa reforçar a medicação a cada dez anos. Agora, se a caderneta estiver incompleta - ou, pior, se ela tiver sido perdida e houver dúvidas sobre ter tomado ou não determinadas vacinas --, é melhor ir a um posto de saúde para garantir a imunização. Para ficar protegido contra sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, é preciso checar se foram tomadas as duas doses da tríplice-viral.

    Se não foram, ou se a pessoa não tem certeza de que foi vacinada, ainda dá para se imunizar na vida adulta. O cuidado vale principalmente para mulheres que pretendem engravidar e que ainda não foram vacinadas contra rubéola ou nunca tiveram a doença.

    Só com essa providência o bebê ficará protegido da síndrome da rubéola congênita, que pode afetar o seu desenvolvimento. A boa notícia é que, a seguir, é possível conferir quais vacinas estão previstas no calendário de vacinação do adulto e do idoso elaborado pelo Ministério da Saúde. A má é que é melhor preparar o braço para receber a picada: não há vacina em gotinhas para gente grande.

    Veja quais vacinas os adultos devem tomar

    Para receber qualquer uma delas, basta levar documento de identidade:

    Dupla tipo adulto (dT)
    (difteria e tétano)
    Difteria Causada por uma bactéria, afeta o sistema respiratório e causa febres e dores de cabeça. Em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração. É contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas
    Tétano A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas. Ferir o pé com prego enferrujado é uma das formas mais conhecidas de contágio
    Quem deve tomar
    Todos, a cada dez anos
    Quando tomar
    A primeira parte da vacinação da dT é feita em três doses, com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda e entre a segunda e a terceira. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Certifique-se olhando a carteira de vacinação. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos

    Tríplice-viral
    (sarampo, caxumba e rubéola)
    Sarampo Doença caracterizada por manchas vermelhas no corpo e transmitida por via respiratória
    Caxumba Conhecida por deixar o pescoço inchado, também tem transmissão por via respiratória. Nos adultos, costuma ser mais grave do que em crianças
    Rubéola Caracterizada por aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento
    Quem deve tomar
    Todos os nascidos a partir de 1960. O Ministério da Saúde considera que quem nasceu antes disso já foi vacinado ou já teve a doença
    Quando tomar
    O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa. Mulheres que pretendem ter filhos, não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar

    Vacina contra a hepatite B
    Hepatite B Transmitida pelo sangue, em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose
    Quem deve tomar
    Todos os que não tomaram as três doses da vacina
    Quando tomar
    Gratuitamente, até os 19 anos ou em qualquer fase da vida caso o adulto faça parte de um grupo de risco (pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença). Fora isso, qualquer adulto em clínicas particulares

    Pneumo 23
    (doenças pneumocócicas)
    Pneumonia Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro
    Quem deve tomar
    Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo. É a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp. Endereços no site www.cve.saude.sp.gov.br
    Quando tomar
    Quando o adulto for portador de doença crônica
    Vacina contra a febre amarela
    Febre amarela Transmitida por mosquito, tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias
    Quem deve tomar
    Pessoas que estiverem em áreas de risco ou com viagem marcada para essas regiões. São elas: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Mais de 120 países exigem o certificado dessa vacinação
    Quando tomar
    Pessoas que morarem em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem

    Vacina contra o influenza (gripe)
    Gripe Transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana
    Quem deve tomar
    Maiores de 60 anos nos postos de saúde ou qualquer adulto em clínicas particulares
    Quando tomar
    É possível se vacinar em qualquer época. Quem preferir, pode esperar os meses de campanha de vacinação dos idosos


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h10
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    EFEITOS DO FIM DA CPMF

    A renda do trabalhador brasileiro deve ter um incremento de 2% a partir do ano que vem. O motivo, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) é o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O Senado vetou a prorrogação do tributo na madrugada desta terça-feira.

    Segundo o presidente da entidade, Gilberto Amaral, isso ocorre não somente pelo pagamento direto da alíquota de 0,38% sobre movimentações financeiras, mas também pelo indireto. "A CPMF é cobrada em cascata, abrangendo produção, comercialização, entre outros. Então paga-se um preço por isso", explicou.

    Baixa renda

    Os mais beneficiados serão aqueles que recebem até R$ 500 mensais. Como a baixa renda consome praticamente todo seu orçamento, tem uma parcela significativa do dinheiro direcionada a tributos e impostos cobrados sobre o consumo. A CPMF para essa fatia da população, por exemplo, é de 2,4% "No caso de quem ganha R$ 100 mil, por exemplo, o peso cai pela metade", adicionou.

    A contribuição representa 1,7 ponto percentual da carga tributária, que supera os 35% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). Dessa forma, segundo o IBPT, mercadorias têm um incremento médio de 1,7% em seu preço, apenas por conta da alíquota.

    Arrecadação das empresas

    De acordo com o Ministério da Fazenda, 72% de toda a arrecadação da CPMF vêm de empresas. Outros 22% são recolhidos pelas maiores faixas de renda - sendo que, na composição desse total, 17% daqueles com ganho mensal acima de R$ 100 mil.

    A população com renda intermediária responde por 5% do total, enquanto que os mais pobres ficam com 2%. Neste ano, o governo deve arrecadar R$ 36 bilhões com o tributo. "A CPMF incide universalmente sobre a economia informal e tem outras vantagens como o combate à lavagem de dinheiro, o baixo impacto nos preços dos produtos, a facilidade no recolhimento para o contribuinte e para a fiscalização", informou o estudo do ministério.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h08
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    NEGUINHO TEM MAIS É DE...
     
    Negado agravo contra sistema de cotas

       Em processo relatado pelo desembargador Sinésio Cabral, presidente do TJ, a 3ª Câmara Cível negou provimento a agravo de instrumento contra o sistema de cotas racial e social na Universidade Estadual de Feira de Santana, invocando, entre outros, o art. 207 da Constituição Federal, que garante autonomia didático-científica e administrativa às universidades.

       Não havendo lei específica sobre o assunto, a decisão afirma que as universidades podem estabelecer as normas do seu funcionamento, desde que em consonância com os princípios constitucionais. Ademais - continua o relator - se o objetivo da Constituição é buscar igualdade sem qualquer distinção, não se pode considerar inconstitucional uma medida que tem por objetivo oportunizar aos negros, pardos, índios e, por que não dizer, à parcela pobre de nossa população, o acesso à educação, único meio que possibilita o crescimento da pessoa e do País.

       O agravo foi interposto contra decisão do primeiro grau negando liminar em mandado de segurança. Neste aspecto, o relator ressalta o sentido da dignidade da pessoa humana incorporado pela Uefs, obedecendo à Constituição Federal, e o art. 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que institui o princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Por último, o relator destacou o posicionamento da procuradora Rita Maria Silva Rodrigues, que também mencionou a autonomia da universidade para criar critério diferenciado de admissão de alunos.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h08
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    *NEGUINHO* VAI CAIR MATANDO...

    Juiz catarinense diz que cota para negro é ilegal e
    concede igualdade a branco em vestibular da UFSC

    A Justiça Federal de Santa Catarina garantiu a um candidato branco ao curso de geografia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) o direito de concorrer a todas as vagas no próximo vestibular, incluídas aquelas destinadas aos candidatos negros.

    O juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, em decisão desta quinta-feira (29/11), considerou que a reserva de vagas prevista em resolução do conselho universitário da instituição e no edital do vestibular viola o princípio constitucional da igualdade.

    A sentença tem efeitos apenas em relação ao autor da ação e a UFSC pode recorrer. Procurada, a universidade não tinha conhecimento da decisão até o momento, mas deve se manifestar ainda nesta sexta (30).

    O estudante entrou com um mandado de segurança contra a UFSC alegando que a reserva de vagas estabelecida em normas da universidade é ilegal e abusiva.

    Na UFSC, 30% das vagas do próximo vestibular terão destinação previamente definida — 20% para candidatos que tenham cursado o ensino fundamental e médio integralmente em escolas públicas e 10% para candidatos auto declarados negros, que também não tenham cursado escolas privadas.

    Para o magistrado, a distinção é contrária à Constituição. “A supressão de vagas ao ‘não-negro’ viola o princípio constitucional da igualdade, sem que haja real fator para privilegiar o denominado ‘negro’, em detrimento do denominado ‘não-negro’”, afirmou.

    Segundo ele, não é possível identificar com precisão quem é negro no Brasil. “Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos da América, a miscigenação entre os denominados ‘brancos’ e ‘negros’ torna a identificação por fenótipo absolutamente inconsistente”, argumenta.

    Além disso, “o processo seletivo americano não é baseado constitucionalmente no princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, havendo seleção de candidatos com aptidão para determinados esportes, por exemplo. “Se há dívida social — como de fato há — não é exclusivamente com o negro, mas com toda a universalidade dos que estejam socialmente em desvantagem”, diz o juiz.

    Ainda segundo o magistrado, o maior obstáculo ao acesso do negro ao ensino superior não seria a condição de negro, “mas o fato de o ensino público anterior ao vestibular ser de má-qualidade e a sua condição social, eventualmente, não possibilitar dedicação maior aos estudos, ou outros fatores que devem ser melhor estudados e debatidos”.

    Na sentença, ele entende que é possível eleger um grupo de pessoas a fim de diminuir desigualdades sociais, como é o caso do percentual de vagas para portadores de deficiência em concursos públicos. Isso porque, o fator “deve ser pertinente, guardar relação de causa e efeito, ser determinante, explicar o motivo por que se considera aquele grupo ou categoria inferior”.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h07
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    PODIVM EMPATA-PHODA

    Motel proíbe estacionamento em via pública

    Cones tomam toda a extensão da calçada em frente ao motel

     do A TARDE On Line

    O Motel Del Rey proibiu por conta própria o estacionamento em frente ao estabelecimento, situado no Jardim Armação. A denúncia partiu de um leitor, que não quis se identificar. Segundo o leitor, seguranças contratados pelo motel ficam de prontidão para evitar que alguém estacione.

    A reportagem foi ao local e constatou que os dois lados da rua Catarina Fogaça foram obstruídos com cones margeando a calçada.

    Eu asfaltei essa rua, eu pago R$ 180 mil de IPTU, e já que esta é uma cidade sem dono, eu coloquei os cones, sim”, afirmou, com veemência, o proprietário do motel, Jorge Cirne. Segundo ele, os pais de alunos de um colégio nas proximidades costumavam estacionar os carros dos dois lados da rua, atrapalhando a entrada e a saída de seu estabelecimento.

    Questionado sobre a ilegalidade da obstrução da via, Cirne não hesitou em desafiar o poder público. “Coloquei sim, e não tiro, pode vir a SET, pode vir juiz, pode vir o Jornal A Tarde e quem quiser, não vou tirar”, disparou.  

    Segundo a chefe do setor de estabelecimento da SET, Leonira Santana, a prática é ilegal, mas ainda não existe punição regulamentada. A obstrução apenas seria permitida se fosse feita sobre a calçada, de forma a permitir a passagem de pedestres. Mesmo assim, nada pode ser feito contra quem utiliza o espaço público para uso privado. “A primeira ação é educativa, em seguida o material que obstrui a rua é recolhido”.

    Segundo a funcionária, a regulamentação da multa para a infração tramita no setor jurídico da SET.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h57
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    Britânica é presa no Sudão por 'insulto' a Maomé com ursinho

    Uma professora primária britânica que trabalhava no Sudão foi presa na capital do país, Cartum, e está sujeita a uma pena de 40 chibatadas pela acusação de blasfemia, por ter permitido aos seus alunos batizarem um ursinho de pelúcia de Mohammed (Maomé).

    Se considerada culpada pelo suposto insulto ao profeta Maomé, Gillian Gibbons, de 54 anos, pode ser condenada às 40 chibatadas ou passar seis meses na cadeia ou ainda pagar uma multa. Autoridades britânicas estão tentando conseguir a libertação da professora, nascida em Liverpool.

    Gibbons permitiu que seus alunos, de seis e sete anos de idade, escolhessem o nome do ursinho de pelúcia em setembro como parte de um trabalho em classe a respeito dos animais e seus habitats. Vários pais de alunos fizeram reclamações às autoridades e ao Ministério da Educação, o que levou à prisão da professora.

    O advogado da escola Unity High School, onde Gibbons trabalhava, também está trabalhando com as autoridades sudanesas para resolver a questão o mais rápido possível. Robert Boulos, diretor da escola, afirmou que tudo não passou de um "erro inocente".

    "Este foi um erro completamente inocente. A sra. Gibbons nunca quis insultar o Islã", afirmou. A escola deve ficar fechada até janeiro, temendo retaliação.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h56
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    ENQUANTO ISSO AS FILAS AUMENTAM...

    Justiça nega indenização a cliente que ficou 57 minutos na fila do banco


    A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Mato Grosso livrou o Banco Bradesco de pagar indenização por danos morais a um homem que aguardou 57 minutos na fila para ser atendido em uma das agências da instituição.

    A Turma entendeu que a demora na fila do banco, apesar do incômodo causado ao cliente, não é capaz de atingir a dignidade da pessoa humana, tendo em vista que não produz —a não ser que se trate de período de tempo muito grande— uma dor íntima capaz de justificar uma condenação por danos morais.

    De acordo com a relatora do recurso, juíza Maria Aparecida Ribeiro, o descumprimento da Lei Municipal 4.069/01, que dispõe sobre o limite de tempo para atendimento ao cliente nas instituições financeiras não implica, necessariamente, na ocorrência de dano com indenização em benefício do consumidor.

    O artigo 5º da Lei Municipal diz que, em caso de descumprimento, os bancos estão sujeitos às seguintes sanções: advertência; multa de 5 mil Ufirs na primeira reincidência; e duplicação do valor da multa, em caso de nova reincidência. No caso sob análise, o cliente havia obtido, no Juizado Especial, o direito de receber R$ 5.000 devido ao dano moral que alegou ter sofrido.

    Inconformado com a decisão de primeira instância, o Bradesco interpôs recurso junto às Turmas Recursais. No mérito, alegou inexistência de dano moral visto que o cliente não comprovou a repercussão do prejuízo moral alegado.

    Afirmou ainda que a instituição financeira disponibiliza outros tipos de canais de atendimento, além dos caixas, que permitem ao cliente agir com total autonomia na consulta de saldo, emissão de extratos, realização de transferências, pagamentos de tributos, entre outros.

    Para a juíza Maria Aparecida Ribeiro, o fato de o cliente ter permanecido por 57 minutos de espera na fila da instituição financeira não caracteriza o dano moral buscado. A magistrada explicou que a espera na fila, por mais incômodo que seja, não pode ser considerada como lesão aos direitos personalíssimos do ser humano, até porque para que se caracterizasse a existência do dano moral seria necessário, pelo menos, a prova da intensidade dos prejuízos sofridos em decorrência do tempo de espera na fila.

    Não há nos autos qualquer prova no sentido de confortar essa pretensão, até porque não foi juntado nenhum documento nesse sentido e nem tampouco houve produção de prova testemunhal nessa direção”, acrescentou.

    A relatora do recurso disse ainda que os julgadores precisam ter bom senso e razoabilidade na apreciação dos pedidos de dano moral, “visto que é perceptível a indústria do dano moral estabelecido no meio jurídico. Em 100 ações propostas nos juizados especiais, 99 referem-se a danos morais”.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h14
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    Para tentar fugir do rodízio municipal de veículos e conseguir trafegar livremente pelas faixas exclusivas de ônibus de São Paulo, um advogado tributarista de 56 anos, que pede para não ser identificado, resolveu comprar o seu próprio táxi.

    Os engarrafamentos constantes, as restrições de estacionamento e os apertados horários de rodízio -das 7h às 10h e das 17h às 20h, uma vez por semana-, não impedem agora o Vectra branco (adquirido com todos os incentivos fiscais), chapa vermelha e taxímetro ligado "só para enganar os fiscais", de rodar toda a cidade, escapando das multas que levam os outros dois carros da família.

    "Quando fui verificar, descobri que era necessário ter apenas uma carteira de habilitação e o Condutax, que nada mais é que um cadastro na prefeitura. Com esse registro pronto, eu só precisei de um alvará para ter um táxi", lembra o advogado.

    Os cursos de direção defensiva e de primeiros-socorros obrigatórios (R$ 127 nos centros de educação autorizados) não precisaram nem sequer ser freqüentados. Graças ao "jeitinho" dado, diz, sem mais detalhes revelados. Com o certificado na mão, bastou o desembolso de R$ 61 pelo Condutax, que é emitido no mesmo dia pelo Departamento de Transportes Públicos, órgão ligado à Secretaria Municipal dos Transportes, com validade por cinco anos.

    Para finalmente conseguir o alvará de motorista de táxi (que não é concedido há mais de 15 anos em São Paulo), o jeito foi recorrer ao mercado ilegal. "Todo mundo sabe que existe um comércio clandestino destes alvarás. A prefeitura não precisa criar licenças, devido à grande quantidade de táxis na cidade. O correto seria transferir para o nome de outra pessoa, mas todo mundo quer lucrar com isso hoje", afirma.

    A Folha entrou em contato com um Centro de Educação de Trânsito autorizado, na Barra Funda (zona oeste), e recebeu da própria atendente o telefone de um suposto vendedor, que ofereceu um alvará de 2005 (válido para carros fabricados de 2006 em diante) por R$ 60 mil, podendo ser pago em até duas vezes.

    "Consegui um alvará por R$ 20 mil na época. Devo dizer que foi um belíssimo investimento", conta o advogado, que se aproveitou de uma lei que permite que um alvará seja compartilhado por dois condutores licenciados -no caso, seu próprio motorista particular.

    "A verdade é uma só: o trânsito ficou caótico. Ficava absolutamente parado no trânsito e via os carrinhos [táxis levando passageiros] passando na faixa de ônibus. A gente sempre precisou de motorista no escritório porque estamos quase sempre atrasados para os compromissos, não tem como ficar procurando vaga na rua. Ou você tem táxi, ou você tem motorista, ou você anda de táxi", afirma ele, dizendo-se um "especialista em corredores".

    "Persigo corredores. Rebouças, Nove de Julho, Santo Amaro. Dou voltas e chego ao corredor porque é a única maneira de andar em São Paulo [a faixa exclusiva de ônibus só é liberada para carros de passeio diariamente das 23h às 4h e das 15h de sábado às 4h de segunda]", diz. "Existe uma falta de interesse da prefeitura em tentar resolver a questão. É um acinte o que está sendo feito com o trânsito nesta cidade."



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h14
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    FORREST GUMP DA ECONOMIA NACIONAL

    Guido Mantega é uma espécie de Forrest Gump da economia nacional. Assessor econômico de Lula no tempo das vacas magras, foi ofuscado por Antonio Palocci. Virou ministro do Planejamento na undécima hora da formação do governo em 2002 só porque quatro convidados haviam recusado a nomeação. Depois, Mantega virou presidente do BNDES quando Carlos Lessa jogou o cargo para o alto. E em 2006, Mantega acabou se tornando ministro da Fazenda quando Antonio Palocci perdeu o rumo no caso Francenildo e Aloizio Mercadante preferiu apostar suas fichas numa derrota certa para o governo de São Paulo.
     
    Sem que tivesse voz preponderante em nenhuma diretriz econômica importante do governo Lula, Mantega virou o ministro na crista da onda do maior crescimento econômico do país dos últimos anos. Para ficar no coroamento desse boom: no domingo, a Folha revelo u que durante o governo Lula cerca de 20 milhões de brasileiros saíram da classe D e E para a classe C. A maior parte dessa ascensão social (14 milhões de pessoas) ocorreu quando Mantega já era o ministro da Fazenda.

    Mas não é apenas a sorte que caracteriza o ministro. Ele tem ainda uma sinceridade incomum para uma personalidade pública. Em 2001, quando o mercado morria de medo de Lula, Mantega disse ao grupo de investidores que a esquerda petista “só fazia barulho, não mandava nada”. Teve que recuar, mas o tempo mostrou que ele dizia a verdade.

    Em entrevista a
    Folha, Mantega teve novo ataque de sinceridade. Disse que o governo estudava criar, por medida provisória, um novo imposto para substituir a CPMF. Disse ainda que, sem o dinheiro do imposto do cheque, o governo terá, sim, que cortar verbas da saúde, do PAC, das emendas dos parlamentares e dos gastos do Judiciário. Hoje, todos os jornais trazem a repreensão pública de Lula ao ministro. “Não existe razão para ninguém ficar nervoso, nenhuma razão para que ninguém faça uma loucura de aumentar a carga tributária”, disse o presidente, segundo O Globo.
     
    Há sim. A cada dia fica mais nítido que o governo Lula não havia se preparado para o fim da CPMF e que há várias alternativas na mesa, entre elas a volta do imposto. Ao dizer isso publicamente, Mantega fez um favor ao país, permitindo u ma discussão clara e aberta. Pela quantidade de críticas que a idéia já recebeu, é provável que o imposto não volte. Melhor assim. Mas a sociedade precisa participar da discussão da lista de cortes dos gastos públicos. É melhor cortar onde? Quanto mais Mantega falar, mais saberemos o que o governo pensa e maior será a influência sobre a decisão final. Fala mais, ministro, fala mais.

    Do site: 
    www.ofiltro.com.br


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h13
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    QUEREMOS MAIS SOMBRAS!

    Para a maioria das pessoas, a chegada do verão significa menos roupa, atividades ao ar livre e pele bronzeada. Para outras, porém, é a temporada de chapéus, mangas compridas, luvas para dirigir, locais fechados e muito protetor solar.

    A estilista Bianca Marques, 25, faz parte desse grupo. Usa diariamente filtro solar de FPS 50, só sai de casa com óculos escuros, tem uma coleção de chapéus de palha e prefere ir ao clube ("porque tem mais sombra") do que à praia. Isso tudo apesar de morar perto da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. As janelas do apartamento, aliás, escondem parte da cidade atrás de uma película escura. "Não adianta ter uma vista maravilhosa e não poder ficar na sala devido ao excesso de luz." Para ela, os locais públicos também deveriam ser protegidos.

    Se no Brasil comentários como esse ainda são individuais, nos EUA e na Austrália já há ONGs dedicadas à luta por mais sombras em locais públicos, à inclusão de programas de proteção solar nas escolas e à defesa de profissionais em trabalhos expostos ao sol. "Nos EUA, alguns dos médicos que conheci não deixavam os filhos irem a um camping se não houvesse funcionários atentos à questão da proteção solar", comenta o dermatologista Davi de Lacerda, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Já Marcus Maia, coordenador da campanha de prevenção ao câncer da pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia, cita o exemplo da Colômbia: lá, os garis usam uniformes de mangas compridas e chapéu. O que impede muitos de se cuidar, diz, é o preço do protetor. Já o que motiva os consumidores, afirma Lacerda, é o medo do câncer e do envelhecimento da pele.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h10
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    OMBUDSMAN DA FOLHA:
     
    Folha diz que FHC errou; o erro foi do jornal

    Fernando Henrique Cardoso pretendeu cutucar o sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizer que quer "brasileiros melhor educados, e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria".

    A Folha observou na edição de 24 de novembro: "o ex-presidente cometeu um erro de português" ao falar "melhor educados" em vez de "mais bem educados". É o que eu também pensava.

    Nos dias seguintes, conheceu-se a opinião de professores. A maioria afirmou preferir "mais bem" a "melhor". "FHC teria feito melhor se tivesse optado por "mais bem educados'", escreveu Pasquale Cipro Neto.

    Para um gramático, "as duas formas coexistem na língua culta formal". Ninguém bancou que o antecessor de Lula errou.

    A Redação não reconheceu o engano. Ficou estranho: o jornal apontou o erro; depois, consultou especialistas, para os quais inexistiu erro de FHC; errada, pois, está a Folha, que erra de novo ao não se corrigir.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h04
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    FRASE DO DIA:

    "A regularidade é uma virtude dos medíocres."
     
    Tostão, referindo-se ao jogador brasileiro Alex do Fernarbahce da Turquia, que mesmo brilhando e ganhando títulos em quase todas as equipes em que já atuou, continua sendo ignorado pelos últimos técnicos da seleção brasileira acham que Alex não é um jogador regular e moderno.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h04
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    A CPMF ACABOU, E AGORA ?
     
    Morrer na praia


    O fim da CPMF poderá fazer
    o país mostrar que amadureceu e entendeu a importância da responsabilidade fiscal

    A NÃO-APROVAÇÃO da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) retira do Orçamento 5% do PIB das receitas da União (R$ 40 bilhões). O efeito disso para a economia vai depender de como o governo irá reagir ao fato consumado.

    A redução da receita ocorre em um momento particularmente bom para o país. O PIB irá crescer a taxas próximas a 5% ao ano em 2007 e 2008, e o grau de formalização da economia está aumentando. Com isso, a receita tributária como proporção do PIB tem apresentado forte crescimento. Portanto, uma parte da receita da CPMF será reposta pelo próprio desempenho da economia brasileira.

    Porém isso não será suficiente e o governo precisará decidir como enfrentar a redução de receitas. Existem dois caminhos a serem trilhados. O primeiro parte do pressuposto de que é necessário preservar o ajuste fiscal e manter a trajetória da relação dívida/PIB em queda como condição para o crescimento de longo prazo. O ajuste teria que ser feito via redução de despesas e aumento de receitas. O segundo caminho parte do pressuposto de que o crescimento da economia se baseia no aumento dos gastos governamentais.

    A preservação do crescimento exigiria a redução do superávit primário, o aumento dos impostos e a manutenção das despesas. A primeira estratégia exigiria uma mudança drástica na proposta de Orçamento para 2008, que prevê contratação de servidores públicos, aumentos reais de salários dos funcionários públicos e do salário mínimo, com efeitos importantes sobre o orçamento da seguridade social e aumento de gastos com saúde, investimentos e do Ministério Público, do Legislativo e do Judiciário.

    Reajustar os salários do funcionalismo e o salário mínimo pela inflação passada, congelar a contratação de novos servidores e os aumentos dos gastos dos outros Poderes significaria uma importante redução dos gastos planejados para 2008. Uma redução nos investimentos públicos e uma maior agressividade nos processos de concessão preservariam a taxa de crescimento, com redução de gastos.

    Por outro lado, cancelar desonerações tributárias realizadas e as planejadas para 2008 geraria ganhos importantes de receitas, além de aumentar a eficiência do sistema tributário. Finalmente, alguns tributos, como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), poderiam ser elevados.

    Uma reação nessa direção reduziria a carga tributária, preservaria o superávit primário, manteria a trajetória da relação dívida/PIB em queda e, muito provavelmente, apressaria a obtenção de "grau de investimento" pela economia brasileira. Como resultado, facilitaria a redução da taxa de juros pelo Banco Central e aumentaria a taxa de crescimento do PIB.

    Se a opção for pela segunda estratégia, a proposta orçamentária seria mantida e o problema seria resolvido via aumento da arrecadação decorrente do aumento do PIB e da formalização, aumento de impostos e redução do superávit primário. Nesse caso, o aumento de demanda provavelmente forçaria o Banco Central a aumentar a taxa de juros, a queda na relação dívida/PIB seria interrompida ou revertida e o país perderia a chance de se tornar "grau de investimento" em 2008.

    Em suma, o fim da CPMF poderá ser uma oportunidade para o país mostrar que efetivamente amadureceu e entendeu a importância da responsabilidade fiscal ou que ainda continua imaturo e não-confiável. O que seria uma pena, pois, depois de tanto nadar, morreria na praia.


    JOSÉ MÁRCIO CAMARGO é professor do Departamento de Economia da PUC-RJ e sócio da Tendências Consultoria Integrada.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h58
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    ALÉM DA CPMF

    RUIM PARA a economia, bom para as instituições políticas?
    Seria demasiado simplista resumir assim o saldo da rejeição, pelo Senado Federal, da emenda que prorrogava a CPMF. São muitas as variáveis em jogo, e incertos, ainda, os desdobramentos concretos da decisão.

    Do ponto de vista econômico, o fim do chamado imposto do cheque tende a produzir efeitos em larga medida ilusórios sobre a vida do contribuinte. Não há como supor que o governo possa compensar no curto prazo a perda de R$ 40 bilhões por meio de uma redução de gastos equivalente.

    Ainda que se intensifiquem as pressões para a diminuição da máquina estatal, o que é positivo, os ajustes emergenciais virão pelo caminho costumeiro. A saber, novos aumentos de impostos, com efeitos talvez mais perversos do que os ocasionados pela própria CPMF.

    Fortalece-se, entretanto, o peso institucional do Legislativo. Quem acompanhou, pela TV Senado, os vivos e circunstanciados debates da noite de quarta-feira passada terá, sem dúvida, nuançado aquela permanente impressão de despreparo, parasitismo e desfaçatez que, com motivos de sobra, associa-se ao comportamento parlamentar.

    Numa questão polêmica e relevante, o Executivo teve de confrontar-se com limites reais à sua capacidade de dobrar as vontades do Congresso. O recurso a apadrinhamentos e liberações de verbas, de resto fartamente utilizado, bem ou mal se revelou insuficiente para resolver um impasse que, nestes dias, atraiu crescente vigilância do eleitor.

    Um padrão alternativo de negociação, distante da fisiologia de sempre, foi ao mesmo tempo esboçado. Propuseram-se -é certo que em meio a sinais patentes de inabilidade e arrogância por parte do Planalto- modificações substantivas na emenda, na tentativa de aprová-la. Um diálogo às claras, ainda que truncado, disputou espaço com as gestões menos confessáveis de que usualmente se ocupam os políticos nesse tipo de ocasião.

    Talvez a partir daí se possa superar a cisão entre o que houve de progresso institucional e de leviandade econômica no desfecho do episódio. O fim da CPMF surgiu como oportunidade "in extremis" para a oposição demonstrar alguma força política, bem como para adotar a bandeira da redução da carga tributária como ponto fundamental de seu discurso. Para além das trêfegas conveniências de identidade partidária de uns, e do paquidérmico apetite arrecadatório de outros, o debate de todo modo avançou.

    Vitoriosos e vencidos agora disputam que versão dos fatos haverá de prevalecer na opinião pública: se foi feita justiça ao contribuinte ou se foi punido o cidadão de baixa renda.

    Colocado nesses termos, o dilema é apenas retórico. Uma real reforma tributária pode ao mesmo tempo reduzir a carga fiscal e corrigir sua iniqüidade do ponto de vista distributivo. Encerrada a refrega da CPMF, o país parece emergir um pouco mais maduro para essa discussão.


    Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h58
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