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Em causa própria
 


 
 
A geração MP3 a caminho do isolamento
Especialistas alertam para riscos físicos e psicológicos no uso excessivo

 

iPod



Lucas tem 13 anos e durante cerca de oito horas por dia não escuta nem fala com ninguém. Esse tempo não é o que dedica a dormir. São as horas que passa com os fones de seu tocador de MP3 colocados nos ouvidos. Enquanto escuta as canções de seus grupos favoritos, faz tudo o que faria se desligasse o iPod.

Navega pela Internet, fica no quarto devaneando, tenta fazer seus deveres, acompanha os pais ao supermercado ou sai para passear pelo bairro com seus amigos. Só há um detalhe atípico: em sua vida faltam as palavras e a comunicação direta. Assim como 85% dos adolescentes de menos de 15 anos, Lucas é usuário habitual de um reprodutor de MP3. O que o diferencia da maioria dos jovens de sua idade é que seu hobby se transformou em obsessão. Por esse motivo seu caso está sendo tratado.

Em menos de uma década, os tocadores de MP3 e iPod se transformaram em um dos produtos da indústria do lazer mais vendidos na história. Em 2007 a Apple atingiu os 100 milhões de iPod vendidos; a iTunes é a maior loja do mundo de música, discos e programas pré-gravados (podcasts) feitos especialmente para esses dispositivos portáteis.

Segundo um estudo da prefeitura de Madri, eles estão presentes em quase 20% dos lares espanhóis. Tanto que nos últimos meses os especialistas começaram a se perguntar se seu abuso, além dos possíveis prejuízos à audição, acarreta riscos psicológicos e pode se transformar em problema social.

Javier Abril, psicólogo que estudou casos parecidos com o de Lucas e é professor na Universidade San Vicente Mártir de Valência (UCV), tem claras idéias a respeito. "O abuso desses aparelhos provoca o isolamento dos mais jovens, tanto no entorno familiar como entre os amigos. Além disso, pode induzir o aparecimento de ansiedade, afetar a auto-estima e exacerbar alguns medos da adolescência. De todas as formas, o problema fundamental é a falta de autocontrole em uma idade em que os pais devem exercer sua função de orientadores."

Um amplo estudo sobre a relação entre novas tecnologias e comunicação, realizado por uma equipe de psicólogos da clínica universitária da UCV, deixa claro que o uso das tecnologias não costuma constituir a única causa desses problemas. Mas, acrescenta Abril, "a utilização excessiva desses aparelhos pode despertar nos menores de 15 anos não só problemas de caráter psicológico, como também implica em sedentarismo físico. Os jovens podem passar o dia todo entre o sofá e o computador, sem fazer qualquer tipo de exercício físico."

O contrário do que acontece com os que utilizam os tocadores de MP3 enquanto fazem exercícios na academia ou correm. Porque geralmente se trata de outras gerações de usuários. De toda forma, se as organizações de consumidores e algumas associações de pais recomendam antes de tudo 'bom senso', há especialistas que lembram que "qualquer atividade, incluindo a leitura, pode ser ruim se for utilizada para fugir da realidade e isolar-se". Mas quem decide? E, principalmente, é possível definir limites?

Na opinião de Abril, entre os indicadores que podem alertar para uma espécie de vício em MP3 está o uso durante mais de duas horas diárias. "Mas é importante salientar que, mais que uma questão de tempo, é uma questão de formação e de educação", diz. "Os pais têm de aprender a dizer não, e, se não conseguirem, pedir a ajuda de profissionais." Porque é muito importante que os adolescentes, que estão em uma fase crucial para o crescimento, "aprendam a se comunicar e compartilhar suas opiniões com os outros, a partir dos pais e do entorno familiar, e a defendê-las diante das pessoas."

No entanto, o MP3 não é só o símbolo de milhões de adolescentes. Desde os sinais dos anos 1990 passou a fazer parte de nossa vida cotidiana quando nos deslocamos no metrô ou praticamos algum esporte, na rua, no trabalho, mesmo num automóvel. E estudos prevêem que, agora que as empresas de telefones celulares começaram a implantar esse dispositivo nos aparelhos, sua difusão cresça cada vez mais. Tanto é assim que em fevereiro um senador democrata de Nova York, Carl Kruger, propôs por razões de segurança multar em US$ 100 as pessoas que atravessarem uma rua usando um telefone celular, um tocador de música ou console de videogames.

A iniciativa não vingou, enquanto, por exemplo, outra, imposta pela Federação Americana de Basquete (NBA), teve êxito. O resultado? Alguns astros do esporte estão proibidos de ligar seu iPod quando faltam 20 minutos para as partidas, "para não se isolar, perder a concentração e lembrar que não vão jogar sozinhos."

Para observar como pode se comportar uma parte da faixa de usuários que já viveu a adolescência, passamos a outro cenário. Estamos em uma discoteca em Málaga ou um clube em Alicante, em um fim de semana qualquer. Alguns disc-jóqueis especializados em vários estilos musicais já subiram à mesa para se apresentar.

Na pista, o público começa a dançar. Mas, em vez de mover-se todos no mesmo ritmo, o fazem ao compasso de rock clássico, hip-hop, salsa, música eletrônica, jazz, house... todos ao mesmo tempo. Porque cada um leva fones de ouvido sem fio ligados a seu canal de música preferido.

Vista de fora, a cena pode parecer uma apresentação artística. Mas não. Trata-se de uma forma de entretenimento como outra qualquer. O mercado do lazer conhece seus gostos e essa 'Festa Silenciosa', lançada em 2005 por uma produtora da Andaluzia, já é uma marca registrada. Um de seus promotores, Manuel Rincón, insiste em suas vantagens. "Escutar na solidão pode se transformar na possível solução para toda sala que não está devidamente sonorizada ou que não tem licença de música até altas horas da madrugada; assim se garantiria o descanso dos vizinhos e a diversão e a comunicação dos clientes", conta.

Comunicação? Para Tomeu García, 24 anos, que no ano passado participou dessa festa durante suas férias em Mallorca, é possível falar quando se abaixa o volume dos fones. "De todo modo, me parece um tipo de diversão que dá a idéia dos gostos da minha geração, em que cada um está na sua", admite.

Além das boas intenções dos promotores, esse formato de festas, que inclusive ganhou um prêmio de melhor idéia empresarial, combina com as atitudes de uma geração que lida muito bem com as novas tecnologias, cresceu conectada à Internet e se move à vontade entre comunidades online. Uma faixa de jovens que têm entre 18 e 36 anos chamada pela psicóloga americana Jean Twenge de "Generation Me" (Geração Eu) em seu livro homônimo.

Essa professora da Universidade de San Diego, na Califórnia, destaca em uma pesquisa que os estudantes universitários nascidos depois de 1982 costumam ser, em regra geral, mais narcisistas e individualistas que seus antecessores.

Antes de tudo, para Twenge, "é impossível fazer qualquer tipo de retrato dessa geração sem levar em conta as inovações tecnológicas". E acrescenta, "proponho um nome para a geração de jovens nascidos entre 1981 e 1999: iGeneration, ou iGen. Essa geração foi profundamente influenciada pelas novas tecnologias, incluindo a Internet e, é claro, o iPod. Esse 'i' também engloba a essência de minha descrição da 'Geração Eu', pode substituir a primeira pessoa do singular ou sugerir a primeira letra da palavra-chave: individualismo."

Em outra frente, os defensores desses aparelhos oferecem argumentos contrários e consideram que inclusive no mundo individualista em que vivemos se transformaram em uma espécie de símbolo do compartilhar, referindo-se à possibilidade de trocar arquivos de música através da rede mundial. Se escutar música pode ser um ato individual, buscar um disco ou uma canção em um site, comprá-la e compartilhar o arquivo para que outros usuários o incluam na lista de seu tocador de MP3 pode ser considerado uma espécie de ato social.

Para muitos professores de educação musical, além disso, "o conhecimento e manipulação instrumental dessas tecnologias, a forma de interpretar ou de relacionar-se com a realidade através delas e as implicações sociais que tudo isso inclui já fazem parte da cultura de nosso tempo". Esta é, pelo menos, a opinião de uma equipe de pedagogos e musicólogos, autores de um manual para um curso de formação organizado pelo Ministério de Educação e Ciência da Espanha.

Noemí López e Manuel Gertrúdix Barrio insistem nas possibilidades que oferecem os reprodutores de MP3. "Agora é preciso aproveitar as oportunidades didáticas de um mundo em que nossos alunos se movimentam entre downloads de arquivos em seu dispositivo portátil, o uso de videogames ou a troca de informação pela rede. Na hora de realizar atividades de audição poderíamos pedir que procurassem no Emule ou Limewire alguma versão do Réquiem de Mozart e que baixem o Lacrimosa..."

Segundo Javier Abril, até os pais mais familiarizados com as novas tecnologias podem aproveitar os aparelhos de MP3 para fomentar a educação musical de seus filhos, mas lembra que "o simples ato de escutar música não supõe necessariamente saber valorizá-la ou aprender algo sobre ela."

O mais importante para os psicólogos, de todo modo, é que os pais de adolescentes estejam conscientes de que "o uso prolongado dos aparelhos de MP3 pode provocar dependência". Não é por acaso que muitos médicos proíbem o uso desses aparelhos aos pacientes que ingressam em algum centro de reabilitação de dependência de drogas. Porque para se reabilitar, antes de tudo, é necessário voltar ao contato direto com a realidade e à comunicação direta com os outros.

Em relação aos riscos para a audição, a fundação da empresa de aparelhos de audição e correção auditiva GAES lançou há alguns meses a campanha "Não esqueça dos seus ouvidos", que pretende conscientizar os mais jovens sobre o uso prolongado desses aparelhos. É que a maioria deles permite escutar música em um volume que pode chegar a 112 decibéis, quase o que produz a decolagem de um avião, por exemplo.

Segundo especialistas, a exposição prolongada a ruídos de mais de 85 decibéis pode causar problemas auditivos que, em alguns casos, conseguem causar lesão no ouvido interno. Um exemplo: apenas uma hora escutando música a todo volume com fones de ouvido pode causar danos permanentes que reduzem a capacidade de ouvir.

Ainda não há estatísticas precisas sobre isso, mas nos EUA, Reino Unido e México alguns usuários processaram a Apple por anos auditivos. Uma demanda em um tribunal do condado de San José, na Califórnia, por exemplo, define assim os iPod: "são defeituosos e não trazem advertências suficientes sobre a possibilidade de dano auditivo."

Até agora nenhum queixoso conseguiu ganhar. No entanto, talvez usem com mais prudência os dispositivos da nova geração de MP4. Sobretudo porque com esses aparelhos com tela trata-se de ocupar os ouvidos e os olhos. Por enquanto dois sentidos continuam livres: o paladar e o olfato. Até quando?


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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MALDITAS TARIFAS

Bancos não poderão mais cobrar tarifa de
manutenção de contas com saldo negativo

  • Que o banco terá até 30 dias corridos para processar o pedido, podendo indicar no formulário a data em que a conta será encerrada;
  • Que o banco acatará o pedido de encerramento, mesmo existindo cheques sustados, revogados ou cancelados; caso sejam apresentados dentro do prazo de prescrição, esses cheques serão devolvidos pelos motivos respectivos;
  • Que o correntista deverá devolver ao banco as folhas de cheque em seu poder ou declarar expressamente que as inutilizou;
  • Que o banco deve fornecer ao correntista, na data do pedido de encerramento, um demonstrativo dos compromissos ainda pendentes, relativos à conta que se pretende encerrar (tributos, taxas, débitos automáticos, encargos financeiros etc). Para liquidar esses compromissos em aberto, o correntista deverá manter fundos suficientes; até essa liquidação, a conta não poderá ser encerrada.
Vale lembrar que o formulário deverá ser assinado pelo titular da conta ou seu representante. Em caso de conta conjunta, o encerramento deverá ser assinado por todos os titulares.

Pedido do banco

Caso parta do banco o interesse em rescindir o contrato, este deverá encaminhar ao correntista, por escrito, sua intenção. Dessa maneira, o cliente terá 30 dias para tomar as providências necessárias. A Febraban explicou que a instituição deverá seguir o mesmo roteiro descrito acima, que trata dos pedidos formulados pelos correntistas.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h58
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EXPLICANDO MELHOR

Ministro diz que substituto de CPMF é inconstitucional

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, classificou como inconstitucional a medida da Receita Federal criada para fiscalizar as operações financeiras depois do fim da CMPF. “O Supremo, se convocado a se pronunciar, restabelecerá a supremacia da Constituição. Não tenho a menor dúvida”, afirmou o ministro. “Conheço o Supremo como ninguém”, ressaltou em entrevista a O Estado de S.Paulo na segunda-feira (31/12).
 
Com o fim da CPMF, a Receita baixou uma instrução normativa para compensar a perda desse instrumento de fiscalização. Publicada na quinta-feira (27/12) no Diário Oficial da União, a norma obriga instituições financeiras a repassarem semestralmente ao órgão informações sobre as operações de pessoas físicas que ultrapassem, no período de seis meses, R$ 5 mil e, no caso de pessoas jurídicas, R$ 10 mil. O argumento é que com a medida o governo terá um instrumento para identificar indícios de sonegação e evasão fiscal.

As declarações do ministro do Supremo foram acompanhadas de críticas ao governo. Segundo ele, os responsáveis da Receita deveriam fazer consultas aos assessores jurídicos antes de tomarem medidas como essa, para evitar desgastes entre o Executivo e o Judiciário.

Marco Aurélio disse que há decisões anteriores do STF que formam jurisprudência, reforçando a garantia do sigilo bancário. “Vejo (a decisão do governo) como menosprezo aos pronunciamentos do Supremo e isso não é bom para o aprimoramento democrático.” A Constituição, ressaltou ele, só permite a quebra de sigilo bancário autorizado pela Justiça, para efeito de investigação criminal, depois de apresentados fundamentos para isso. “Esse automatismo transforma a exceção em regra. É jogar todos na vala comum, como se todos fossem sonegadores”, criticou. “No afã de arrecadar, não podemos agir a ferro e fogo.”

A norma da Receita entra em vigor neste primeiro de janeiro e atinge cada modalidade de operação financeira e não apenas as que eram alcançadas pela CPMF, ou seja, lançamento de débitos, como saques e pagamentos. As instituições financeiras terão de informar também sobre operações de aquisição e venda de títulos e ações em bolsas de valores, no mercado futuro, no mercado de opções, compra de moeda estrangeira e ouro e remessa de moeda estrangeira ao exterior.

Caso o limite seja ultrapassado por uma única operação, o banco está obrigado a remeter as informações à Receita Federal sobre as demais transações, mesmo que os valores estejam abaixo do limite. A partir das informações, em caso de indício de irregularidades, a Receita fica autorizada a requisitar as informações de que precisar para apuração de suspeita de sonegação.

Quando a CPMF estava em vigor, as instituições eram obrigadas a encaminhar informes trimestrais à Receita. Neles, informavam a movimentação financeira dos clientes, com base nos valores registrados com a cobrança do imposto.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h55
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MAIS TRABALHO...

Juizados Especiais vão julgar ações contra governos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (14/12), o relatório do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) ao Projeto de Lei 7.087/06, que cria os Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados e do Distrito Federal.

De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) — número original no Senado PLS 118/2005 —, o PL irá, na prática, estender a competência dos atuais Juizados Especiais Estaduais, permitindo que eles passem a julgar ações em que os governos estaduais e municipais são partes, o que atualmente é impedido pela Lei 9.099/95 (Juizados Especiais Criminais).

De acordo com Flávio Dino, a necessidade dessa mudança surgiu após a criação dos Juizados Especiais Federais, em 2001, que gerou uma situação desigual entre os cidadãos que entram em litígio contra a União e os que precisam discutir com os governos estaduais e municipais.

Ou seja, se o cidadão tiver uma ação contra o governo federal que envolva valores de até 60 salários mínimos (hoje R$ 22, 8), ele pode apelar aos Juizados Especiais Federais, que são mais rápidos e menos burocratizados (por exemplo, não há previsão de precatório para pagamento). Já se for contra o governo do estado ou do município, precisará apelar para a Justiça comum, que enfrenta sérios problemas de morosidade”, explicou.

O deputado destacou, ainda, que um bom exemplo são as multas de trânsito. “Se forem emitidas numa rodovia federal, elas podem ser questionadas e resolvidas rapidamente nos Juizados Especiais Federais. Já se ocorrerem em vias urbanas ou em rodovias estaduais, não”, compara o relator.

Outro exemplo são os servidores públicos, na medida em que os federais dispõem de um mecanismo hoje vedado aos estaduais e municipais.

O objetivo do PL 7087/06 é permitir que os benefícios proporcionados pelos Juizados Federais — celeridade, simplificação do trâmite processual, informatização e facilidade de acesso — sejam estendidos a todos os cidadãos. “Afinal, um jurisdicionado que discute com a Fazenda Pública municipal ou com a estadual não é menos cidadão que aquele em disputa com a União, e merece, em igualdade de condições, ter a faculdade de dispor de um rito mais célere”, sustentou Flávio Dino.

Juiz federal por 12 anos antes de se eleger deputado, Dino apontou a necessidade de correção de algumas impropriedades e de reparos formais na futura norma. Para tanto, apresentou o Substitutivo (Projeto de Lei 7.087/06) que foi aprovado agora pela CCJ, amparado na Lei dos Juizados Especiais Federais (10.259/2001) e em sugestões do Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje) e da Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

Nele, Flávio Dino prevê, por exemplo, a possibilidade de a instrução do processo ser conduzida por um conciliador ou juiz leigo nos Juizados Especiais da Fazenda Pública, como já ocorre atualmente nos Juizados Estaduais. Para o deputado, esses atores simbolizam a participação popular na administração da Justiça, “uma das singularidades do Estado Democrático de Direito”.

O Projeto de Lei irá agora a votação em Plenário.

Leia o projeto na íntegra clicando AQUI.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h53
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h42
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MARCELEZA ONLINE:
 
1- Blog
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h41
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Cortes podem afetar reajuste do funcionalismo público

da Folha Online

O corte que o governo federal irá promover nas despesas nesse ano poderá afetar os acordos de reajuste de salários feitos com categorias de servidores públicos federais. Segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), aqueles que ainda não viraram lei podem ser revistos. "É prudente não deflagrar aumento de despesa com servidores. Não podemos fazer redução de salário, mas não queremos fazer aumentos nesse momento", afirmou.

Segundo Bernardo, os aumentos concedidos que já viraram lei não serão alterados. No entanto, há negociações em curso e outros reajustes que estão em fase de elaboração de projeto para envio ao Congresso Nacional. Esses poderão ser revistos. Novos concursos para a substituição de terceirizados por servidores concursados também serão reavaliados, assim como contratos de serviços (limpeza e segurança, por exemplo).

Hoje, os ministros do Planejamento e da Fazenda, Guido Mantega, anunciaram medidas para compensar os R$ 40 bilhões que o governo deixará de arrecadar com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Metade do valor será conseguido por meio de cortes no Orçamento de 2008 e que irá afetar Legislativos, Judiciário e Executivo.

O governo decidiu promover essa redução na despesa tanto nos gastos de custeio - gastos necessários para o funcionamento da máquina pública, como salários - como nos investimentos. A previsão nesse ano é que os investimentos chegassem a R$ 30 bilhões. Bernardo afirmou que os R$ 18 bilhões do PAC (Programa para Aceleração do Crescimento) não serão atingidos. Também não estão previstos cortes nos programas sociais.

Para chegar aos R$ 40 bilhões, o governo aumentou ainda a alíquota de dois tributos: a do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) será acrescida em 0,38 ponto percentual e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) do setor financeiro passará de 9% para 15%.  A expectativa é que elas rendam as cofres públicos, respectivamente, R$ 8 bilhões e R$ 2 bilhões.  Outros R$ 10 bilhões virão por meio do aumento da arrecadação proveniente do crescimento da economia.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h41
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Novo instrumento para fiscalizar contas bancárias

da Folha Online

O contribuinte está livre da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) sobre as movimentações financeiras feitas a partir de janeiro. No entanto, não conseguirá ficar livre da fiscalização da Receita Federal sobre sua movimentação bancária. O órgão regulamentou uma norma que irá atingir quem movimenta acima de R$ 5 mil no semestre no caso das pessoas físicas, ou seja, pouco mais de R$ 830 por mês. Para as empresas, o limite será de R$ 10 mil - R$ 1.666,67 ao mês.

Segundo a Receita Federal, esse mecanismo irá substituir de forma eficaz a CPMF, que teve um papel importante no combate à sonegação. Para viabilizar essa nova forma de fiscalização, foram estabelecidos limites baixos para que nenhum contribuinte resolva movimentar diversas contas na tentativa de anular o efeito da medida. A expectativa é receber informações de, no mínimo, 25 milhões de pessoas físicas --número de contribuintes que declaram Imposto de Renda.

A regulamentação da Receita, publicada no "Diário Oficial" da União no último dia 28, define que as instituições financeiras terão que informar semestralmente à Receita Federal a movimentação de seus clientes que tiveram uma movimentação no semestre acima de R$ 5 mil em uma das modalidades especificadas no decreto 4.489 no caso de pessoas físicas e R$ 10 mil para pessoas jurídicas (empresas).

Entre as modalidades estão depósitos, saques, pagamentos efetuados em moeda corrente ou cheque e ordens de pagamento, entre outros. Por exemplo, se um cliente sacar acima desse limite em um semestre seu banco é obrigado a informar à Receita não só quanto foi sacado por mês no período de seis meses analisado, mas também as outras operações a que a instituição financeira tenha controle, como depósitos e investimentos.

Assim como já fazia com as informações adquiridas por meio da CPMF, a Receita irá cruzar esses dados com outras informações de sua base de dados, como a declaração anual do Imposto de Renda e as transações imobiliárias. Se houver suspeita de sonegação, a Receita irá instaurar um processo de fiscalização e convocar o contribuinte. Desde 2001, a Receita autuou 20 mil contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) por meio do cruzamento dessas informações. O crédito tributário gerado ficou em cerca de R$ 40 bilhões.

A partir de janeiro, a Receita irá informar quais os prazos e como as instituições financeiras deverão prestar essas informações. Além das movimentações bancárias, também estão no alvo da Receita operações no mercado financeiro, aplicações em fundos de investimento e compra de moeda estrangeira.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h39
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STF pode vetar nova norma para vigiar contas

da
Folha de S.Paulo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello afirmou ontem que, caso seja provocado, o tribunal deverá derrubar o mecanismo criado pelo governo que obriga instituições financeiras a repassarem semestralmente à Receita Federal dados sobre a movimentação financeira de pessoas físicas e jurídicas. A contestação ao dispositivo deverá partir do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por meio de ação de inconstitucionalidade. O vice-presidente do conselho, Vladimir Rossi Lourenço, alega que a medida caracteriza quebra de sigilo bancário.

O mecanismo foi criado pelo governo na última quinta-feira, sob a forma de instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União, e entrou em vigor ontem. A medida prevê que os bancos enviarão informes à Receita sobre todas as movimentações de pessoas físicas que atinjam R$ 5.000 no semestre --em conta corrente ou poupança. Para pessoas jurídicas, o valor é de R$ 10 mil.

"É flagrantemente inconstitucional, salta aos olhos o conflito com a Constituição. Certamente a assessoria jurídica da Receita não foi ouvida", disse Marco Aurélio. "Se o Supremo for provocado, e a OAB já sinalizou neste sentido, deverá se manifestar contrário. Se quiserem, modifiquem a Constituição, mas enquanto ela estiver em vigor será respeitada. É o preço da democracia", completou.

A Receita espera receber dados de, no mínimo, 25 milhões de pessoas físicas - universo de contribuintes que declarou Imposto de Renda no ano passado. Também avalia pedir informações nos próximos meses sobre operações no mercado financeiro, aplicações em fundos de investimento e compra de moeda estrangeira. O argumento do governo é que se trata de uma saída para conseguir fiscalizar as movimentações bancárias após o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o chamado imposto do cheque. Oficialmente, a contribuição deixou de ser cobrada ontem.

A CPMF foi extinta após uma derrota histórica do governo no Senado em dezembro. Faltaram quatro votos para que a contribuição fosse estendida até 2011. Na prática, significa uma perda de arrecadação de R$ 38 bilhões na estimativa de receita para este ano. O governo anunciou que não tentará aprovar uma nova emenda constitucional sobre o tema. Oficialmente, nenhum partido se manifestou contra o dispositivo de acesso aos dados bancários. O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, não foi localizado ontem pela reportagem.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h36
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Aumento de IOF e CSLL para compensar CPMF

da Folha Online


O ministro Guido Mantega anunciou nesta quarta-feira as medidas para compensar o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). As ações anunciadas até agora já garantem um montante de R$ 30 bilhões. O governo decidiu reduzir as despesas de custeio e investimento dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em R$ 20 bilhões. O detalhamento do corte será anunciado em fevereiro. "Todo mundo vai ter que apertar um pouco mais o cinto", afirmou o ministro.

Outra medida é o acréscimo de 0,38 ponto percentual na alíquota o IOF (Imposto sobre Operação Financeiro) nas operações de crédito. Algumas delas eram isentas e agora passarão a pagar 0,38%. Ficarão de fora apenas as operações mobiliárias. "O IOF vai aumentar em 0,38 [ponto percentual], como se fosse uma CPMF", afirmou. Outra medida compensadora é o aumento da alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) do setor financeiro de 9% para 15%.

"É o setor que está tendo uma lucratividade maior que a de outros setores. É possível ter uma contribuição maior por parte deles sem afetar o setor financeiro", justificou o ministro. As ampliações das alíquotas do IOF e da CSLL vão garantir arrecadação de R$ 10 bilhões neste ano. O aumento da alíquota do IOF será feito por meio de decreto e passará a ser cobrada a partir de publicação no "Diário Oficial" da União, provavelmente ainda nessa semana. Já a da CSLL será feita por meio de medida provisória e só poderá ser efetivamente cobrada após decorrido um prazo de 90 dias.

A expectativa do governo era que a CPMF arrecadasse nesse ano R$ 40 bilhões. Para finalizar a compensação, Mantega aposta no aumento da arrecadação devido ao crescimento da economia maior que o esperado. O governo trabalhava uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de 4,5%. Agora, o ministro espera que o país cresce 5,2% ou 5,3%.

Mantega reafirmou ainda que o compromisso do governo é manter o equilíbrio fiscal e o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gasto com juros) em 3,8% do PIB. "O governo tem um compromisso e vai mantê-lo a todo custo." Ele descartou novos recursos para a saúde e reduções de impostos para o setor industrial. A política industrial, que deverá ser anunciada em breve, contará apenas com medidas financeiras para o setor, como novas linhas de crédito.

Nova CPMF

Mantega disse que, por enquanto, não pretende criar um novo "imposto do cheque". "Nesse momento não se cogita a criação da CPMF. Se houver algo assim vai ser depois que o Congresso voltar, mas nós não cogitamos", afirmou.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h33
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Sem CPMF, Receita cria mecanismo para fiscalizar contas
da Folha Online

O contribuinte ficará livre do pagamento da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) a partir de janeiro. No entanto, não conseguirá ficar livre da fiscalização da Receita Federal sobre sua movimentação bancária. O órgão regulamentou uma norma que irá atingir quem movimenta acima de R$ 5 mil no semestre no caso das pessoas físicas, ou seja, pouco mais de R$ 830 por mês. Para as empresas, o limite será de R$ 10 mil.

"Estabelecemos limites baixos exatamente para pegar quem resolver diluir a renda em diversas contas", explicou Marcelo Fisch, coordenador-geral de Fiscalização da Receita. De acordo com Fisch, o mecanismo desenvolvido irá substituir de forma eficaz a CPMF. Durante as discussões para a prorrogação do 'imposto do cheque', o governo defendia que ele era necessário para a Receita manter o seu trabalho de fiscalização contra sonegadores.

A instrução normativa nº 802, publicada no "Diário Oficial" da União de hoje, regulamenta o decreto 4.489 de 2002. Esse decreto trata da prestação de informações por parte das instituições financeiras relativas às operações efetuadas por seus clientes, ato previsto na Lei Complementar nº 105, de 2001. Segundo o coordenador, a regulamentação não foi feita antes porque um decreto posterior, o 4.545, garantia que o monitoramento das movimentações financeiras fosse feito por meio da CPMF.

A regulamentação da Receita define que as instituições financeiras terão que informar semestralmente à Receita Federal a movimentação de seus clientes que tiveram uma movimentação acima de R$ 5 mil em uma das modalidades especificadas no decreto 4.489 no caso de pessoas físicas e R$ 10 mil para pessoas jurídicas (empresas). Entre as modalidades estão depósitos, saques, pagamentos efetuados em moeda corrente ou cheque e ordens de pagamento, entre outros.

Por exemplo, se um cliente sacar acima desse limite em um semestre seu banco é obrigado a informar à Receita não só quanto foi sacado por mês no período de seis meses analisado, mas também as outras operações a que a instituição financeira tenha controle, como depósitos e investimentos.

Assim como já fazia com as informações adquiridas por meio da CPMF, a Receita irá cruzar esses dados com outras informações de sua base de dados, como a declaração anual do Imposto de Renda e as transações imobiliárias. Se houver suspeita de sonegação, a Receita irá instaurar um processo de fiscalização e convocar o contribuinte.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h23
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Sem CPMF, Receita cria "vigilância" de contas

Para substituir fiscalização após o fim do tributo, fisco decide obrigar bancos a repassar dados sobre transações financeiras

Pessoas físicas que tenham movimentação superior a R$ 5.000 por semestre terão informações comparadas com a declaração do IR

O governo federal elaborou um novo mecanismo para flagrar sonegadores e substituir o efeito fiscalizador da CPMF, que vai deixar de ser cobrada a partir de 2008. A partir de 1º de janeiro, os bancos serão obrigados a repassar à Receita Federal os dados de todas as pessoas físicas que movimentam mais de R$ 5.000 por semestre em conta corrente ou poupança. Serão listados os contribuintes com movimentação média de R$ 833 por mês. As empresas que movimentarem mais de R$ 10 mil a cada seis meses, ou R$ 1.666 em média por mês, também serão alvo da fiscalização.

Nos próximos meses, a Receita Federal deverá pedir informações também sobre operações no mercado financeiro, aplicações em fundos de investimento e compra de moeda estrangeira. As administradoras de cartões de crédito já são obrigadas a informar gastos superiores a R$ 5.000 por mês. Com o decreto, o valor passou a ser de R$ 5.000 a cada seis meses, ou seja, caiu para R$ 833 por mês em média.

O coordenador-geral de Fiscalização da Receita Federal, Marcelo Fisch, explicou que a Receita escolheu um valor baixo de movimentação mensal para evitar que sonegadores usem contas bancárias em diversas instituições financeiras para driblar a fiscalização.

A nova estratégia de fiscalização, adotada ontem com a edição de um decreto, mostrou que o fim da CPMF não deve facilitar a sonegação do Imposto de Renda, como havia ameaçado o ministro Guido Mantega (Fazenda) durante as negociações para tentar prorrogar o imposto do cheque até 2011. Mas juristas alertam que o mecanismo de fiscalização poderá ser considerado quebra de sigilo bancário e, portanto, questionado na Justiça.

Fisch negou que a informação sobre movimentações financeiras seja quebra de sigilo bancário dos contribuintes. Ele argumentou que a Receita pedirá aos bancos o volume total movimentado no período de seis meses, e não o extrato detalhado das operações bancárias. O contribuinte só será intimado a fornecer o extrato detalhado quando houver divergência entre a movimentação em conta e a declaração do IR. Nesse caso, é aberto processo de fiscalização. É o mesmo processo usado hoje com o cruzamento de dados da CPMF.

Fisch afirmou que o novo método é tão eficiente quanto a CPMF, mas evitou comentar as ameaças da equipe econômica de que o governo perderia dinheiro ao deixar de fiscalizar os contribuintes. Ele lembrou que, com cruzamento de informações entre a CPMF e a declaração do IR, o fisco conseguiu autuar 20 mil contribuintes (pessoas físicas e jurídicas), que tinham sonegado IR nos últimos seis anos. Neste período, foram recuperados para os cofres públicos R$ 43 bilhões.

O decreto da Receita determina que os bancos passem as informações sobre movimentação em conta corrente e poupança a cada seis meses. Todas as operações de depósito, saques, pagamentos e transferências serão consideradas, inclusive o uso de cheques, cartões de débito e DOCs. A Receita espera receber, no mínimo, informações sobre 25 milhões de pessoas físicas -esse é número de contribuintes que declarou IR neste ano.

Para a OAB, método fere a Constituição

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) considerou inconstitucional o novo método de fiscalização da Receita contra sonegadores de tributos. O vice-presidente nacional da OAB e especialista em direito tributário, Vladimir Rossi Lourenço, disse que, ao pedir informações sobre a movimentação bancária dos contribuintes, a Receita promove quebra de sigilo bancário. A OAB estuda entrar com uma ação coletiva contra o decreto ou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

Segundo Ives Gandra Martins, advogado especialista em direito tributário, "hoje, a Receita usa a CPMF para inferir quanto as pessoas físicas e jurídicas movimentaram, mas com o fim do imposto, ela perde o direito a essa informação. O sigilo dos dados deve prevalecer". Martins disse que existem três Adins questionando a legalidade da lei complementar 105 no STF. Se o Supremo Tribunal Federal considerar a lei inconstitucional, o decreto deixa de valer.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) evitou comentar o aspecto jurídico do decreto e apenas informou que vai cumprir a determinação da Receita Federal. Ademiro Vian, assessor técnico da Febraban, disse que o programa usado para informar o valor pago em CPMF, que incide apenas sobre saques, pode ser adaptado às outras movimentações.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h19
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AS DEZ MELHORES FRASES DO ANO PASSADO NOS EUA

1. "I personally believe that U.S. Americans are unable to do so because some people out there in our nation don't have maps and I believe that our education like such as in South Africa and Iraq and everywhere like such as and I believe that they should our education over here in the U.S. should help the U.S. or should help South Africa and should help Iraq and the Asian countries so we will be able to build up our future for us."

Lauren Upton, concorrente da Carolina do Sul no concurso Miss Teen America, instada a comentar por que um em cada cinco americanos não consegue localizar os EUA num mapa

2."Don't tase me, bro."
Andrew Meyer, estudante da Universidade da Flórida, aos seguranças que o expulsaram de um seminário do senador John Kerry

3. "In Iran we don't have homosexuals like in your country."
Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad em seminário na Universidade Columbia

4. "That's some nappy-headed hos there."
Apresentador de rádio Don Imus, sobre o time de basquete feminino da Rutgers University, de maioria negra

5. "I don't recall."
Ex-secretário de Justiça Alberto Gonzales, repetida diversas vezes em sessão no Congresso

6. "There's only three things he (Rudolph Giuliani) mentions in a sentence: a noun and a verb and 9/11."
Senador Joseph Biden
 
7. "I'm not going to get into a name-calling match with somebody who has a 9 percent approval rating."
Senador democrata Harry Reid, sobre o vice-presidente Dick Cheney
 
8. "(I have) a wide stance when going to the bathroom."
Senador republicano Larry Craig (Idaho), acusado de conduta imoral em banheiro público
 
9. "I mean, you got the first mainstream African-American who is articulate and bright and clean and a nice-looking guy. I mean, that's a storybook, man."
Senador e candidato democrata Joseph Biden, sobre o senador e candidato democrata Barack Obama
 
10. "I think as far as the adverse impact on the nation around the world, this administration has been the worst in history."
Ex-presidente Jimmy Carter, sobre Bush


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h46
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"iBACK-UP"
 
How to use your iPod to move your music to a new computer ?
 
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h46
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Como transferir dados de um computador para outro
 
A maneira mais segura de transferir arquivos de um computador para outro é fazer um backup e copiar as informações. Para fazer backup, primeiro procure saber o tamanho dos arquivos para decidir qual dispositivo - DVD, CD ou pendrive - você usará para armazenar as informações.

Para tal, vá até a opção Meu Computador, selecione o drive C:, clique em Documentos e Settings (que é onde está o perfil do usuário) e procure a pasta que tem o seu nome. Clique com o botão direito em cima dessa pasta e selecione a opção propriedades. Na aba geral, você encontrará o tamanho dos arquivos.

Gravação em disco: O modo mais econômico e, portanto, mais popular de se armazenar dados em um lugar seguro é gravá-los em discos. As mídias mais utilizadas para isso são CDs ou DVDs. Basta inserir o DVD ou o CD na nova máquina e copiar os arquivos.

Discos externos: Essa é uma forma interessante para quem precisa de muito espaço. Há modelos de 5 GB, como o Pocket Hard Drive, da Seagate, até 250 GB, como o HDD 250GB, da Iomega, que devem agradar desde quem tem arquivos de texto até quem lida com imagens em altíssima resolução. Outra opção são os pendrives, cada vez mais populares. Tanto nos discos rígidos quanto nos chaveirinhos flash, a transferência de arquivos é simples: o usuário deve buscar quais são as pastas que pretende ter em seu novo PC e transferi-las para o drive de memória externa.

Faça um "ghost"

No entanto, para transferir tudo o que você tem de um HD para outro sem precisar reinstalar os programas, será necessário fazer um ghost. O “fantasma” é um programa que realiza uma cópia exata da configuração da máquina e transfere para outro computador. “Ele configura a imagem do HD e passa para outro HD. Mas, é preciso que a nova máquina tenha exatamente as mesmas especificações que a anterior. Caso contrário, os adaptadores de rede, de áudio e de vídeo no novo computador não reconhecerão o clone vindo da máquina anterior”, explica o analista de TI, Rafael Zanini.

O especialista de TI Rodrigo Milan explica que isso acontece porque todas as chaves do registro do Windows se adaptam às peças do computador durante a instalação do sistema operacional. “Por isso, sou a favor da reinstalação de item por item, assim, estará garantido o bom desempenho do computador”, ressalta o especialista.

O programa Ghost indicado pelos especialistas é o da Symantec, e, segundo eles, é fácil de ser usado e tem versão em português. Existem programas similares, mas são piratas.

Mais:

Como fazer Backup sem mistérios
Como fazer backup de arquivos em CDs



Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h45
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ISMÁLIA
Alphonsus de Guimaraens


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
 

Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henriques da Costa Guimaraens), nasceu em Ouro Preto (MG), em 1870 e faleceu em Mariana (MG), em 1921. Bacharelou-se em Direito, em 1894, em sua terra natal. Desde seus tempos de estudante colaborava nos jornais “Diário Mercantil”, “Comércio de São Paulo”, “Correio Paulistano”, “O Estado de S. Paulo” e “A Gazeta”.
 
Em 1895 tornou-se promotor de Justiça em Conceição do Serro (MG) e, a partir de 1906, Juiz em Mariana (MG), de onde pouco sairia. Seu primeiro livro de poesia, Dona Mística, (1892/1894), foi publicado em 1899, ano em que também saiu o “Setenário das Dores de Nossa Senhora. Câmara Ardente”. Em 1902 publicou “Kiriale”, sob o pseudônimo de Alphonsus de Vimaraens. Sua “Obra Completa” foi publicada em 1960.
 
Considerado um dos grandes nomes do Simbolismo, e por vezes o mais místico dos poetas brasileiros, Alphonsus de Guimaraens tratou em seus versos de amor, morte e religiosidade. A morte de sua noiva Constança, em 1888, marcou profundamente sua vida e sua obra, cujos versos, melancólicos e musicais, são repletos de anjos, serafins, cores roxas e virgens mortas. (fonte: Itaú Cultural)

Publicado no livro Pastoral aos crentes do amor e da morte: este poema, integrante da série "As Canções", foi incluído no livro “Os cem melhores poemas brasileiros do século”, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, pág. 45, uma seleção de Ítalo Moriconi.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h30
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PRIMEIRA ENTREVISTA DO ANO: STAN LEE

Omelete: Como vai o senhor? É uma honra conhecê-lo.

Stan Lee: Bem, é uma honra ser conhecido.
 
(...)

Clique AQUI para ler a íntegra


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h30
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BEM-VINDO ANO NOVO
 
Que seu ano seja repleto de sonhos, mágica e boa loucura.
 
Espero que vc leia alguns bons livros, ouça boa música e beije alguém que te ache sensacional.
 
Não se esqueça de criar algo novo, escrever desenhar, pintar, cantar ou viver sua vida como só vc mesmo é capaz.
 
E eu espero que, pelo menos em algum momento do próximo ano, vc se surpreenda.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h29
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ADEUS ANO VELHO

Mais um ano vem e outro vai...

Acredito haver conseguido melhorar bastante o blog esse ano, senão com posts autorais de cunho pessoal, pelo menos em formatação e frequência das atualizações.

Admito que com isso possa talvez ter um pouco da pessoalidade, mas certamente ganhei em conteúdo, além do que nunca pretendi que esse blog fosse um diário de minha vida íntima, mas apenas uma compilação das matérias e assuntos interessantes que estudava, lia ou me interessava naquele dia, geralmente seguindo a fórmula de apenas uma "fota" por dia para não poluir e carregar demais a página.

Se há alguma coerência no formato, sei q posso falhar na seletividade do conteúdo, mas é pq muita coisa me interessa.

Acho q são poucos os lugares onde se consegue conjugar tanta cultura pop (tv, cinema, música, games, quadrinhos) com a mais moderna jurisprudência consumerista, dicas de finanças pessoais, enologia, tecnologia, hipocondria, escatologia, política internacional, fotos interessantes, indicação de outros sites além de comentários (in)úteis de eventos do dia-a-dia e meu profundo ódio às instituições bancárias como um todo, pois não as discrimino, odiando a todas igualmente.

Espero estar agradando à meia-dúzia de leitores habituais e os internautas desavisados que aparecem cada vez mais frequentemente, aumentando o número de hits do blog e deixando sempre cordiais recados e comentários. Como estarei viajando hoje para Vitória da Conquista, de onde retornarei apenas no ano q vem (duh), deixo aqui registrado a todos o meu mais fraternal abraço e desejos de um feliz ano novo.

Ano q vem tem muito mais.

:-  )



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h32
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BOB DYLAN PODCAST
 
 
Os programas narrados pela cantora Patti Smith contando a história de Bob Dylan estão disponíveis gratuitamente na rede. São 20 episódios que narram a carreira de Dylan cronologicamente. Onze deles já estão disponíveis e podem ser ouvidos aqui.

Além da história de Dylan e a narração de Smith – contemporânea do cantor – os programas trazem shows e trechos de entrevistas com o próprio e outros músicos como Roger McGuinn e Garth Hudson.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h18
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2008 PROMETE!
 
Sem a CPMF, pessoa física terá mais R$ 9 bilhões

da Folha de S.Paulo

Dada a incerteza do governo sobre como agir em relação ao fim da cobrança da CPMF, a Receita Federal evitou falar ontem sobre a ausência da contribuição em 2008. Por outro lado, confirmou que as pessoas físicas representam 28% da arrecadação do extinto "imposto do cheque", uma fatia que significou R$ 9,32 bilhões a menos no bolso do contribuinte neste ano.
 
"Dos R$ 40 bilhões de arrecadação da CPMF projetados para 2008, cerca de R$ 31 bilhões correspondem à incidência que haveria sobre as empresas", estimou o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), Gilberto Luiz do Amaral.

A partir de janeiro, tanto os R$ 31 bilhões estimados por Amaral quanto os R$ 9,32 bilhões admitidos pela Receita estarão nas mãos de empresas e pessoas físicas. "Não é um valor nem um pouco desprezível. No caso das famílias, é dinheiro que vai aquecer a economia", avaliou José Cezar Castanhar, economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas) do Rio de Janeiro.

O coordenador-geral de Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Eloi de Carvalho, afirmou ontem que o governo levará em conta o dinheiro da CPMF que vai "voltar" naturalmente aos cofres públicos, por meio de impostos sobre o consumo, por exemplo, na hora de elaborar as previsões oficiais para o ano que vem.

Para descobrir esse valor, cujos cálculos a Receita não divulga, Castanhar propôs uma "matemática de padaria": se a carga tributária brasileira se situa em torno de 30% e a CPMF significaria R$ 40 bilhões em 2008, então, grosso modo, R$ 12 bilhões seriam apurados em tributos.

Para o advogado tributarista Mário Luiz de Oliveira Costa, o fim da CPMF representará prejuízo sério, mas na fiscalização de sonegadores.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h12
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RETROSPECTIVA 2007
 
Este foi o ano em que o dólar se firmou abaixo dos R$ 2,00
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h06
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ARQUITETANDO
 
Saca só que projeto interessante de armário esse AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h06
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Paquistão divulga conteúdo da ligação telefônica da Al Qaeda sobre Benazir Bhutto. Confira a tradução feita pela AFP do conteúdo integral da ligação telefônica que teria sido efetuada nesta sexta-feira por um alto dirigente da Al Qaeda, Baitullah Mehsud, e outro militante da rede terrorista, que o ministério paquistanês do Interior afirmou ter interceptado após o atentado contra Benazir Bhutto:

Maulvi Sahib (MS) - Asalam Aleikum ! (A Paz esteja com você !)

Baitullah Mehsud (BM) - Waleikum Asalam ! (E com você também !)

MS - Chefe, como você está ?

BM - Estou bem...
MS - Parabéns, acabo de voltar hoje à noite.

BM - Parabéns a você, eram nossos homens?

MS - Sim, eram nossos.

BM - Quem eram eles?

MS - Saeed, Bilal de Badar e Ikramullah.

BM - Foram esses três que fizeram aquilo?

MS - Foram Ikramullah e Bilal.

BM - Então, parabéns.

MS - Onde você está? Quero que nos encontremos.

BM - Estou em Makeen (uma cidade da região tribal do sul do Waziristão). Pode vir, estou na casa de Anwar Shah.

MS - Está bem, irei até aí.

BM - Não informe sua casa por enquanto.

MS - Está bem.

BM - Foi um formidável esforço. Os que a mataram são bons.

MS - Mashallah (Graças a Deus). Quando o vir, vou informá-lo de todos os detalhes.

BM - Estarei esperando você. Parabéns, mais uma vez parabéns.

MS - Parabéns para você.

BM - Há algo que eu possa fazer por você?

MS - Obrigado.

BM - Asalaam Aleikum.

MS - Waaleikum Asalaam.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h04
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OAB 2007 SÓ EM 2008

OAB altera prazo de cadastramento dos advogados para nova carteira

Quase 4.500 advogados da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia já trocaram suas carteiras de identidade pela nova, um documento com mais informações e dotado de um chip com os dados cadastrais do advogado. O prazo era até o fim deste ano, mas depois de uma decisão unânime do Conselho Federal da Ordem, a data foi alterada para até 30 de junho de 2008. A mudança foi proposta para que se dispense mais tempo ao debate e divulgação do novo cartão de identidade dos advogados junto às seccionais.

O atendimento estava sendo feito de forma escalonada, pelo número de inscrição na Ordem e os que quiserem ser atendidos ainda esse ano podem comparecer à OAB nas datas anteriormente publicadas. Os advogados que preferirem fazer a carteira ano que vem devem esperar a nova tabela com as datas de atendimento. A seccional baiana da OAB ainda não deu previsão de quando fornecerá essa tabela.

Para solicitar o documento, é preciso procurar a seccional baiana ou a subseção onde está inscrito portando carteira de identidade emitida por órgão estadual de segurança pública ou similar e uma fotografia 3x4 recente em cores (homens de terno e gravata e mulheres com roupa sem decote).

O advogado deve acessar a página da OAB-BA na internet (www.oab-ba.org.br) e em seguida imprimir o formulário e o boleto bancário. Após pagar a taxa de R$40 através do boleto, deve se dirigir à sede da entidade para entregar o comprovante de pagamento, o formulário preenchido e a fotografia.

No interior do estado, os advogados inscritos nas subseções da Ordem podem procurá-las. Para quem está em débito com a entidade, é necessário quitar a dívida ou negociar uma forma de parcelamento para que seja liberada a emissão do documento. Além de um esquema especial de atendimento para a solicitação do cartão, a OAB-BA também reforçou as equipes para negociar os débitos.

Fonte: OAB-BA



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h01
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1 ANO ATRÁS SADDAM ERA ENFORCADO
 
Iraque recorda a execução de Saddam,
o último capítulo da vida de um ditador

As forças de segurança iraquianas se encontram em estado de alerta para impedir a execução de atos criminosos no domingo, por ocasião do primeiro aniversário da execução do ex-presidente Saddam Hussein, anunciou neste sábado o ministério do Interior. O governo decretou um toque de recolher na cidade de Al Daur (150 km ao norte de Bagdá), perto de onde as forças americanas prenderam Saddam Hussein em dezembro de 2003, segundo as autoridades locais.

"Certamente (Saddam Hussein) ainda tem fiéis", afirmou Abdul Jalaf, porta-voz do ministério do Interior durante uma entrevista coletiva na capital do país. Ao amanhecer de 30 de dezembro de 2006, Saddam Hussein se encaminhou para a sala de execução de uma prisão de Bagdá e, alguns minutos mais tarde, seu corpo sem vida pendia de uma corda.

Sua morte rápida e brutal aos 69 anos pôs fim a uma vida marcada pelo sinal da violência e da crueldade, que o conduziu de uma pequena cidade ao norte de Bagdá, Al-Auja, até o topo do poder. O enforcamento deste homem, que a maioria dos iraquianos considera um grande tirano, encerrou de vez a Era Saddam, que já vinha se encaminhando para o fim desde o início da campanha dos soldados americanos no Iraque, em março de 2003, e sua conquista do coração de Bagdá, em 9 de abril.

No dia em que Bagdá foi ocupada por tropas americanas, Saddam teria feito sua última aparição pública no bastião sunita de Adhamiyah, antes de fugir da capital. Depois de muitos meses de busca, em 13 de dezembro de 2003, os soldados americanos enfim o encontraram em um buraco subterrâneo na cidade de Al Daur, próximo à cidade de Tikrit, reduto de seus fiéis partidários.

No dia seguinte, o homem enviado por Washington para governar o Iraque, Paul Bremer, incapaz de conter sua felicidade, lançou diante das televisões do mundo inteiro: "Nós o prendemos!". E foi um Saddam Hussein de cabelos compridos e barbudo, e com um ar perdido que apareceu em todas as televisões do mundo, imagem da decadência de um chefe que, durante toda a vida, manteve um verdadeiro culto a sua personalidade cobrindo os muros de Bagdá com seu retrato.

Depois de preso, Saddam se tornou o protagonista de algo que os americanos e o governo iraquiano tentaram apresentar como símbolo do nascimento de um novo Iraque: um processo em que o ex-ditador deveria responder aos crimes que cometeu e no qual a justiça, que ele havia recusado a seus concidadãos, tinha poder para ser feita.
 
Em 19 de outubro de 2005, aquele que havia reinado no Iraque desde sua ascensão à presidência em 1979, entrava no rol dos acusados, usando um terno cinza e uma camisa branca, sem gravata. Ele foi julgado pela morte de 148 iraquianos executados em uma emboscada em julho de 1982, na pequena cidade xiita de Duja.

Consciente da condenação à pena capital que o esperava e decidida em 5 de novembro de 2006, Saddam Hussein acusava a corte que o julgou de servir aos interesses do "ocupante". Ele fazia das audiências transmitidas pela televisão uma última oportunidade para defender seu papel de homem de Estado árabe, diante do que considerava ser a cobiça dos iraquianos e das empresas da América.

Com o veredicto pronunciado, o homem que quis fazer do Iraque a maior potência regional, não tinha muito tempo de vida. Em 30 de dezembro, enquanto o Iraque comemorava a festa muçulmana do Sacrifício, a pena foi executada.Herói para uns, torturador megalômano para os outros, Saddam Hussein, mesmo no momento de sua morte, continuou a alimentar a controvérsia.

Um vídeo amador, feito de um telefone celular, registrou seus últimos momentos. Nele, Saddam, que veste um manto negro, se recusa a usar uma venda nos olhos e anda sem ajuda até o centro da forca. Ele respondeu aos insultos e gritou pela última vez seu ódio pelos americanos e pelos irnanianos, antes de lançar um "Deus é grande" quando o cadafalso abriu sob seus pés. Saddam foi dado morto às 06H10, com o pescoço quebrado.

Os xiitas, oprimidos no regime de Saddam, comemoraram nas ruas, enquanto os sunitas, que viam nele um representante de sua comunidade, se sentiram humilhados. E sua morte, que fecha um período da história do Iraque dominado pela violência e pelo medo, se inscreve como um novo episódio do destino atormentado de um país que só conheceu trevas desde a sua independência em 1958.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h58
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