
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h49
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Hamid Karzai, o presidente do Afeganistão, exibe uma confiança e uma tranqüilidade totalmente insólitas para o governante de um país que é uma permanente usina de más notícias nos últimos muitos anos.
Exemplo talvez definitivo dessa autoconfiança é a sua afirmação taxativa de que "Osama bin Laden não pode estar no Afeganistão", sublinhando com força o "não pode".
Por que não pode? "Porque não pode se esconder no Afeganistão", uma frase que enfatiza a sua crença de que todo o território do Afeganistão está sob controle das autoridades, as nacionais ou as forças de ocupação estrangeiras.
Aliás, "ocupação" é uma palavra que ele rejeita. "A grande diferença entre Afeganistão e Iraque é justamente o fato de que, no Afeganistão, as tropas estrangeiras não são tidas como forças de ocupação. Tanto é assim que diz ser constantemente procurado por líderes comunitários com um pedido: "Presidente, o senhor não poderia mandar forças da coalizão [internacional] para o nosso vilarejo?".
Para esse graduado em ciência política e relações internacionais em uma universidade da Índia, há seis de seus 50 anos no poder, todos os problemas do Afeganistão estão além-fronteiras, mais exatamente "nos países vizinhos" (na verdade, refere-se ao Paquistão).
Nem os membros do Taleban são um problema feito em casa, diz o presidente. "A versão nativa dos membros do Taleban não é extremista. São estudantes de escolas religiosas."
Karzai passa por cima do fato de que as madrassas (as escolas religiosas) são tidas como centro de doutrinação extremista.
Para ele, a doutrinação é também culpa de estrangeiros. Primeiro, dos países ocidentais, que estimularam jovens afegãos (e de outros países) a combater a invasão da União Soviética, como parte do jogo de poder durante a Guerra Fria.
Depois, veio o "uso político do extremismo" por parte dos "países vizinhos", ou seja, pelo Paquistão.
Por isso mesmo, Karzai conversou ontem com seu colega paquistanês, Pervez Musharraf, e saiu relativamente otimista. "Encontrei um reconhecimento mais claro dos problemas que temos nos dois países e uma disposição para combater o crescimento do extremismo e do terrorismo no Paquistão."
O afegão acrescenta: "Se o Paquistão der um passo, o Afeganistão dará muitos mais".
A sua obsessão com o vizinho leva-o a insinuar que Osama bin Laden, que ele chama de "criminoso número 1 do mundo", pode estar escondido no Paquistão. "Ele está onde pode se esconder para sempre", diz.
Mas emenda: "Algum dia, vamos pegá-lo".
A confiança de Karzai faz com que ele descreva um país que não aparece em nenhuma mídia do planeta, um país "em que há mais alegria que tristezas, em que as pessoas se casam e festejam, saem e festejam". Um país em que há 3.000 jornais só na capital, Cabul, em que há 14 emissoras privadas de televisão, um país que "voltou a ser o lar de todos os afegãos", em alusão ao retorno dos refugiados da guerra civil e do governo do Taleban, que chegaram a ser 5 milhões, de uma população total de 30 milhões.
Karzai festeja em especial o que considera dois dos grandes feitos de seus seis anos de governo. Primeiro, uma pesquisa da universidade John Hopkins (EUA) que diz que os afegãos encontram a no máximo cinco quilômetros de casa um serviço de saúde acima do básico.
Segundo, o fato de que "as mulheres afegãs retornaram à vida pública".
Como é óbvio, o presidente não nega os "fracassos" desses seis anos de governo (e da ocupação que ele não chama de ocupação, mas de "libertação"): um é o terrorismo. Mas, de novo, culpa por ele "santuários e suporte" que não estariam no Afeganistão, mas nos países vizinhos. O outro fracasso é a "dificuldade para sustar o cultivo da papoula" (matéria-prima para o ópio).
A culpa, nesse caso, pelo menos para o surgimento do problema, foi do abandono dos cultivos tradicionais pelas pessoas que fugiam da guerra, da violência ou do Taleban. "Os que ficaram eram insuficientes para manter cultivos tradicionais" (come um figo e diz: "O Afeganistão produz figos melhores").
Karzai acha que não há a menor discussão no país sobre "a legitimidade do presente sistema". Prova, segundo ele: "Os sobreviventes de atentados não fogem para o Paquistão nem procuram o Taleban. Vêm a mim".
Conta a história de um homem que perdeu 19 membros da família em um atentado (sobreviveu só uma neta) e foi procurá-lo no palácio. Chorava quando Karzai o encontrou. "Entendo sua dor", disse o presidente. "Não estou chorando por essa dor imensa. Mas porque você não me encontrou, eu é que tive que encontrá-lo."
A história demonstra o maior problema do Afeganistão, terrorismo e papoulas à parte: "A máquina administrativa e os serviços não podem ainda chegar a todo o país, por falta de recursos humanos", diz o presidente.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h47
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Depois de submeter seu corpo durante mais de um mês a um regime de hambúrgueres e batatas fritas do McDonald's no elogiado documentário "Super Size Me: A dieta do palhaço", Morgan Spurlock agora se propõe a um desafio mais arriscado: capturar o homem mais procurado do mundo, o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.
O resultado - "Where in the World is Osama Bin Laden?" - teve estréia esta semana no Festival de Cinema Independente de Sundance, ante um público ansioso para comprovar se Spurlock conseguiria recriar a magia de sua inovadora obra-prima.
"Tive a idéia do filme em 2005", contou Spurlock em entrevista à AFP. "George W. Bush havia sido reeleito, Bin Laden havia divulgado uma nova gravação e as pessoas se perguntavam: onde diabos se meteu Osama Bin Laden?".
Depois de um treinamento para ajudá-lo a se safar de franco-atiradores e seqüestradores, o filme segue Spurlock enquanto ele viaja pelo Marrocos, Israel, Egito, Arábia Saudita, Afeganistão e, finalmente, Paquistão, para tentar encontrar o fugitivo que continua eludindo a CIA, o FBI e o exército dos Estados Unidos.
Ele entrevista parentes distantes dos terroristas do 11 de setembro e talibãs e perambula pelos centros comerciais e supermercados sauditas pedindo ajuda aos transeuntes para localizar Bin Laden.
Mas, na verdade, o filme não fala tanto do líder terrorista, mas do que leva os jovens muçulmanos a aderir a sua filosofia anti-americana.
"O que começou como 'que título bom pra um filme', virou um 'que tipo de mundo maluco cria um Osama bin Laden?' e comecei a me preocupar sobre o que é trazer uma criança para esse mundo", explicou Spurlock. Ainda mais quando soube que sua esposa, Alex, estava grávida durante a pré-produção do filme.
A lição do filme, segundo Spurlock, é que a realidade do mundo pós-11/9 não é branco ou preto.
"Aprendi que o que vemos na televisão americana, na imprensa, não é o que o resto do mundo pensa de nós, ou deles mesmos. É muito mais complicado que algo como 'bons contra os maus'. A maioria das pessoas que conheci era moderada, e acho que foi importante ouvi-las".
"Conheci muita gente que vê os Estados Unidos com tanta esperança... esperança de que os Estados Unidos vão mudar. Querem que os Estados Unidos sejam um modelo de democracia e deixe de apoiar ditadores", acrescentou.
Por fim, depois de chegar à região de Peshawar, no Paquistão, Spurlock abandona a busca para voltar para a casa, para sua esposa, que está a ponto de dar à luz.
"Se eu o tivesse encontrado, ficaria encantado de sentar com ele e perguntar: 'Como se pode acabar com tudo isso? Ou nunca vai acabar? Qual é a resposta?'".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h45
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Maior fraude da história deixa rombo de R$ 13,16 bi em banco francês


PARIS, 24 Jan 2008 (AFP) - O Société Générale, um dos três maiores bancos franceses, revelou nesta quinta-feira ter perdido € 7 bilhões (R$ 18,43 bilhões). Desse total, cerca de € 5 bilhões (R$ 13,16 bilhões) foram perdidos em operações ilícitas feitas por um só de seus corretores. É a maior fraude da história financeira mundial. Em plena tormenta nas Bolsas mundiais, o banco anunciou esta fraude interna de € 4,9 bilhões, aos quais somam-se € 2 bilhões de desvalorizações ligadas à crise dos "subprimes".
O funcionário responsável pela fraude, que operava em Paris e cuja identidade não foi revelada, foi demitido. Após terem sido suspensas a pedido do banco, as ações do Société Générale voltaram a ser negociadas e fecharam em baixa de 4,1% nesta quinta-feira para € 75,81. De acordo com as explicações do banco, a fraude foi descoberta no dia 19 de janeiro: um corretor, operando em uma subdivisão de suas atividades de mercado, se aproveitou de "seu conhecimento profundo dos procedimentos de controle para dissimular suas posições graças a uma montagem elaborada de transações fictícias".
O Société Générale liquidou depois suas posições, mas, levando-se em conta seu tamanho e "as condições do mercado particularmente desfavoráveis", essa fraude teve um impacto negativo de € 4,9 bilhões sobre seu resultado líquido. Durante uma entrevista coletiva à imprensa convocada com urgência, o presidente oa Société Générale, Daniel Bouton, tentou se explicar sobre essa fraude gigantesca e pediu desculpas aos acionistas.
"Apenas um homem construiu uma empresa de fachada no interior do grupo, utilizando os instrumentos do Société Générale e teve a inteligência de escapar de todos os procedimentos de controle", declarou. Ele indicou que o corretor agiu ao longo de todo o ano de 2007 e que uma queixa foi apresentada contra ele. O advogado de dezenas de acionistas do banco afirmou ter apresentado uma queixa por "estelionato, abuso de confiança, falsidade ideológica, cumplicidade e receptação".
O Banco de França anunciou logo em seguida que uma investigação será iniciada para examinar as condições nas quais essa fraude ocorreu. Consultado em Davos, na Suíça, onde se encontra para a reunião dos representantes das principais economias mundiais, o primeiro-ministro francês François Fillon falou em uma fraude "enorme e de um caso muito sério". Mas ressaltou que não tinha "nada a ver" com a atual tempestade atravessada pelos mercados mundiais e lembrou que o Société Générale registrava, apesar de tudo, um balanço positivo.
De fato, apesar dos € 6,9 bilhões perdidos, o banco anunciou um lucro líquido em 2007, estimado entre € 600 milhões e € 800 milhões. Mas a queda é espetacular em relação ao resultado líquido de € 5,221 bilhões em 2006. Para enfrentar a situação, o Société Générale informou que vai efetuar um aumento de capital de € 5,5 bilhões. O banco já havia sido criticado pelos analistas financeiros por seu silêncio nos últimos dias em meio à turbulência provocada pela crise dos "subprimes" (empréstimos imobiliários de risco americanos). Perdeu mais de 20% de seu valor desde o início do ano, e mais de 40% nos seis últimos meses.
Preocupado em tranqüilizar os mercados, o primeiro banco francês, o BNP Paribas, afirmou que suas contas não registram "qualquer perda" e anunciou que publicará antecipadamente seus resultados de 2007. Em setembro passado, uma iniciativa pouco afortunada, mas não fraudulenta de um corretor que trabalhava no banco francês Credit Agricole, em Nova York, custou ao banco € 230 milhões.
Nos anos 90, um funcionário do grupo japonês Sumitomo bateu um recorde e fez sua companhia perder US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 4,65 bilhões) ao realizar transações fraudulentas no mercado do cobre. Em fevereiro de 1995, um corretor britânico de 28 anos operando em Cingapura, Nick Leeson, causou uma perda de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 2,51 bilhões) ao Barings, o mais antigo banco britânico, em razão de "más posições" tomadas sobre os mercados derivados. A instituição foi à bancarrota.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h43
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URSINHO PSICOPATA

Zoólogo diz que ursinho Knut parece triste
Um zoólogo alemão afirmou que o famoso urso polar Knut tem um "comportamento psicopata", e que provavelmente nunca vai se acasalar. Segundo o zoólogo Peter Arras, o urso, que foi criado por humanos, não aprendeu com sua mãe qual é o cheiro de uma fêmea e, por isso, "não vai saber o que fazer quando for colocado com uma ursa". Arras criticou duramente os métodos do zoológico de Berlin, onde Knut foi criado a mamadeira depois de ser rejeitado pela mãe.
Segundo o zoólogo, o urso mostra um comportamento que seria classificado de "psicopata" no mundo animal. O urso de um ano de idade parece triste e balança a cabeça freqüentemente, de maneira incomum a ursos normais, de acordo com Arras. A declaração polêmica foi feita um dia antes do zoológico de Nuremberg anunciar a estratégia de transformar sua ursinha polar chamada "Flocke" (floco, em alemão) em garota-propaganda.
A ursa também foi rejeitada pela mãe e está sendo criada por funcionários do zôo da cidade no sul da Alemanha. De acordo com a prefeitura de Nuremberg, mais de 200 empresas querem usá-la como garota-propaganda para seus produtos. Um porta-voz disse que "principalmente fabricantes de brinquedos e de roupas e editoras de livros" mostraram interesse.
O zoológico registrou a marca "Flocke" e "Eisbär Flocke" (urso polar Flocke) e espera lucrar com a filhote - como no caso do famoso urso Knut, de Berlim, que ganhou até programa na televisão. Segundo o psicólogo alemão Peter Walschburger, os filhotes de urso polar são tão populares porque o público sabe que eles sobreviveram em uma situação difícil. Além disso, as feições infantis e o contraste do pêlo branco com a natureza ao seu redor atraem a atenção e a simpatia das pessoas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h54
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JEs APROXIMAM A JUSTIÇA DO POVO
A mente descomplicada de um homem público buscou meios para facilitar a vida dos pobres e de todos os cidadãos, através de uma justiça simples e mais próxima do povo.
Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais originaram-se de experiência extralegal, iniciada por juizes gaúchos, seguidos pelos magistrados paranaenses e baianos, com a criação dos Conselhos de Conciliação e Arbitramento, no ano de 1982. Os Conselhos eram compostos por pessoas idôneas da comunidade, de preferência escolhidos entre advogados, juizes e promotores aposentados, juiz de paz, professores etc. Inicialmente, a reunião dessas pessoas acontecia, à noite, no curso da semana, e o objetivo era solucionar, através da conciliação, desentendimentos entre vizinhos. Eram as pequenas causas que nunca chegavam ao Judiciário: a litigiosidade contida. O grande problema residia na falta de recursos para resolver as demandas não conciliadas.
Assim mesmo foi-se em frente!
A necessidade de um papel para traçar o procedimento a ser seguido pelos conciliadores provocou a edição de um documento, denominado de Regulamento, composto de 18 artigos.
A reclamação nos Conselhos tinha a seguinte movimentação: o cidadão prestava queixa a um funcionário que anotava em uma ficha os tópicos do pedido; no mesmo instante era designada audiência com chamamento das duas partes e testemunhas, se tivessem, para serem ouvidas. O próprio reclamante ou terceiro de sua confiança, fazia chegar ao reclamado a citação; muito raramente se servia de outros meios: correio, oficial de justiça etc. Grande era o volume de causas, relativas à família, solucionadas pelos Conselhos, a exemplo de pensão alimentícia, desentendimentos entre marido e esposa etc. Aliás, mesmo depois da criação dos Juizados Especiais de Pequenas Causas a pensão alimentícia era o tipo de causa mais comum.
Obtido êxito com a conciliação, expedia-se um documento com as cláusulas do acordo celebrado entre as partes; se não houvesse acordo, o regulamento previa outra solução para a demanda; as partes indicavam um árbitro e este solucionava o desentendimento.
O STF chegou a ser solicitado para dirimir desentendimentos sobre o funcionamento destes Juizados Informais, outra denominação dos Conselhos:
O chamado Juizado Informal de Conciliação, constituído à margem da Lei 7.244/84, não tem natureza pública. Os acordos aí concluídos valem como títulos extrajudiciais, só podendo ter força executiva nos casos previstos em lei, como na hipótese de corresponderem ao disposto no artigo 585, inc. II, do CPC. Poderão adquirir natureza de título judicial, se homologados pelo juiz competente (Lei 7.244, art. 55), o que não se verificou na hipótese em julgamento. STF. 3ª. Turma. RE n. 6.019, Rel. ministro Eduardo Ribeiro.
O juiz, como no futebol o árbitro, nunca foi o personagem mais importante dos Conselhos, dos Juizados Informais ou dos Juizados Especiais de Pequenas Causas. Sua interferência dava-se em apenas dois momentos: antes da instalação da audiência, quando convocava todos os presentes para explicar sobre o funcionamento e objetivos do Juizado Informal, e num outro momento, para homologar a vontade das partes e tornar título extrajudicial o acordo celebrado.
A imprensa acompanhava a movimentação imprimida pela justiça paralela, resolvendo os desentendimentos com rapidez, sem solenidade e sem despesa alguma para as partes. O funcionamento dos Conselhos despertou a atenção do Programa Nacional de Desburocratização, através do ministro Hélio Beltrão e seu fiel secretário, João Geraldo Piquet Carneiro. As observações e estudos promovidos geraram o Projeto de Lei 1.950/83, mais tarde Lei 7.244/84. O programa buscou subsídios em Nova Iorque, onde funcionava a Small Claim Court desde o ano de 1934.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou referido projeto, e rejeitou emenda que exigia advogado para acompanhar as partes, tomando esta proposta como afronta à essência do sistema.
Juristas e importantes processualistas insurgiram-se contra a Lei 7.244/84, publicada no dia 18 de outubro de 1984: Edgard Silveira Bueno Filho taxou-a de inconstitucional; Alir Ratacheski clamou pelo procedimento sumaríssimo ao invés dos Juizados; a Associação dos Advogados de São Paulo considerou o anteprojeto dos Juizados Especiais sinal vivo de decadência do direito e da abolição da Justiça.
Em meio à discussão, o desembargador gaúcho, Luiz Melíbio Machado disse, muito apropriadamente:
A maioria das pessoas passa a vida sem ter uma grande causa, mas não passa um dia sem enfrentar mil contrariedades.
Antonio Pessoa Cardoso
Desembargador do TJ/BA
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h53
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Juíza cancela escolha de Rei Momo
A juíza Aidê Ouais, substituta da 5ª Vara de Fazenda Pública, acaba de anular a escolha de Clarindo Silva para Rei Momo do Carnaval de Salvador e determinou a retomada do concurso com os candidatos gordos inscritos anteriormente no prazo de até 48 horas antes do Carnaval. A Ação Civil Pública nº 1827519-7 foi movida pelo Ministério Público Estadual.
Segundo a magistrada, que concedeu a tutela antecipada, com emissão de juízo de valor, os argumentos do autor da ação têm fundamento, considerando-se que a população já está acostumada com o Rei Momo gordo, e que, portanto, “a tradição popular deve ser mantida”. Além disso, para a juíza, a escolha de um Rei Momo magro só fortalece o estereótipo estético da magreza predominante na sociedade. A decisão deve ser cumprida imediatamente, mas ainda cabe recurso.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h53
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Arquitetos têm idéias para clube demolido
do A TARDE
Do Clube Português, na Pituba, só restaram os dois valiosos painéis do artista lusitano Jorge Barradas, de 1963. Foram salvos pelo presidente da Real Beneficência Portuguesa, Armindo Carvalho, que mandou retirar as obras e as guardou. Agora, as peças embelezam o Hospital Português, na Graça. Depois da demolição do clube, arquitetos e urbanistas da cidade opinam sobre o que poderia ser feito naquele espaço.
“Ainda não formulei nada sobre isso. Acho que a demolição foi precipitada”, diz a professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Ana Fernandes. “O clube tinha uma referência para toda uma comunidade. Poderia ter sido aproveitado talvez como um centro cultural de que Salvador carece terrivelmente. Poderiam ser desenvolvidas várias atividades nele”, pontua Ana, para em seguida reivindicar, tardiamente: “No edifício, poderia se instalar um Centro Cultural do Banco do Brasil, que seria uma enorme contribuição para a cidade. O banco deve isso à Bahia, sobretudo agora, que tem as contas do Estado”, destaca.
“Um horror, não foi? A gente não tem uma proposta concluída para a área demolida”, lamenta a professora Liliane Mariano, coordenadora do curso de arquitetura da Unifacs. E cita o projeto de uma aluna que propõe criar um centro cultural, uma área aberta ao público, que aproveitaria a edificação para fazer funcionar pequenas salas de cinema, livraria, café-teatro.
“O espaço do entorno seria aberto e integrado à orla. Seria bom para fortalecer uma centralidade, porque o Iguatemi (shopping) saiu invadindo o bairro. Todo bairro precisa ter uma centralidade”, sinaliza. “Não seria interessante transformar a orla em uma paisagem unificada. Já tem o Jardim dos Namorados, então por que não aproveitar o preexistente? Vai ficar um monte de caixinhas. O clube era um marco na Pituba”, lamentou.
A professora de arquitetura Anna Beatriz Ayrosa Galvão, da Ufba, diz que indicaria um espaço de lazer semelhante ao Dique do Tororó. “Espaço aberto, simples”, sugere ela. “Poderíamos comparar a cidade com uma composição musical, que tem notas, mas tem que ter pausa também”.
“Tecnicamente, achei precipitada a demolição, o que na verdade denota que haveria um outro interesse nessa ação. Agora, a área poderia ser uma extensão da Praça Nossa Senhora da Luz. E já que há uma preocupação com o turismo, em vez de um hotel, por que não fazer um oceanário? As pessoas pensam que turístico é só praia, hotel, restaurante e Pelourinho. É preciso pensar de uma maneira mais criativa. Acho que poderia ter sido feita uma discussão maior sobre o que fazer antes da demolição”, frisou.
O arquiteto Ivan Smarcevski defende a construção de um hotel como havia sido proposto anteriormente pela prefeitura. “Na minha opinião, um hotel, simplesmente um hotel. E um oceanário para visitação pública. Não vejo por que se fazer uma praça”, responde Smarcevski. Sobre a área ser situada na praia, Smarcevski questiona: “Em tantas cidades do mundo existem hotéis na beira do mar. Por que a Bahia não pode ter também?” Smarcevski, que projetou o apart-hotel Porto Trapiche, na Avenida Contorno, sobre o oceano, propõe “um empreendimento que cause um retorno para a cidade. E tem espaço suficiente para fazer isso – o hotel e o oceanário”, acredita.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h52
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MALIBU
MALIBU
(Hole)
Crash and burn All the stars explode tonight Hod you get so desperate Howd you stay alive Help me please Burn the sorrow from your eyes Oh, come on be alive again Dont lay down and die
Hey, hey You know what to do Oh, baby, drive away to malibu
Get well soon Please dont go any higher How are you so burnt when Youre barely on fire Cry to the angels Im gonna rescue you Im gonna set you free tonight, baby Pour over me
Hey, hey Were all watching you Oh, baby, fly away to malibu Cry to the angels And let them swallow you Go and part the sea, yeah, in malibu
And the sun goes down I watch you slip away And the sun goes down I walk into the waves And I knew love would tear you apart Oh and I knew the darkest secret of your heart
Im gonna follow you Oh baby, fly away, yeah To malibu Oceans of angels, oceans of stars Down by the sea is where you drown your scars
I cant be near you The light just radiates I cant be near you The light just radiates
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h41
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4a Turma Recursal bate recorde de processos julgados
Os juízes que atuam na 4ª. Turma Recursal Cível e Criminal de Salvador estão comemorando um feito histórico - o recorde no número de processos julgados, no dia 11 de novembro deste ano. Foram 156 processos resolvidos em um único dia, quando cinco juízes se reuniram para atender às causas da população. O feito é considerado um recorde porque, geralmente, são julgados e resolvidos cerca de oitenta processos por dia, tendo quatro juízes trabalhando na Turma.
Agir com eficiência e rapidez, atendendo aos anseios da população, porém, não é uma tarefa das mais fáceis, haja vista as condições de trabalho e o número reduzido de juízes. "Não é fácil julgar, diariamente, todos estes processos. Temos que, muitas vezes, sacrificar os nossos momentos com a família, trabalhar três turnos por dia e aos fins de semana, para poder atender aos prazos e manter o trabalho em dia", afirma a presidente da 4ª. Turma Recursal.
O que são as Turmas Recursais
Coordenadas pelos Juizados Especiais as Turmas Recursais são uma espécie de tribunal de segunda instância dos juizados. Elas foram implantadas em todo o país, após disposição de lei do governo federal. Quatro Turmas Recursais atendem às causas cíveis, criminais e de defesa do consumidor de todo o estado. São processos cujo valor da causa não ultrapassam 40 salários mínimos. No caso das causas criminais, são julgados apenas processos em que a pena chega a dois anos (furto, lesões leves, injúria, difamação, danos simples).
As Turmas Recursais funcionam no quinto andar do Fórum Ruy Barbosa, sendo que os dias de atendimento variam de acordo com cada Turma. Os juízes da Primeira Turma Recursal se reúnem toda segundafeira, enquanto a Segunda Turma Recursal atua na terça-feira, a Terceira Turma Recursal atende toda quarta-feira e, finalmente, às quintas-feiras, é a vez do expediente da Quarta Turma Recursal.
Ao todo, cerca de 27 pessoas trabalham nas Turmas. São quatro juízes por turma, advogados, promotores, estagiários, digitadores,secretários e supervisores. O número é considerado insuficiente pela presidente da 4ª Turma Recursal. "Considero o nosso trabalho ágil, mas poderia ser mais ainda, se tivéssemos um maior número de juízes e de serventuários por Turma, além de um melhor aparelhamento, porque a demanda é muito grande", sentencia a presidente. A reclamação faz sentido, visto que quando foram implantadas em Salvador, no ano de 2001, as Turmas Recursais somaram 14, atendendo somente aos processos da capital. Hoje em dia, são apenas quatro Turmas para julgar casos de toda a Bahia.
"Apesar de tudo, não temos processos arquivados aqui na 4ª. Turma. Vamos encerrar o ano sem pendências para 2005", afirma a presidente da 4ª Turma. Apesar de todas as dificuldades, o segredo da eficiência, ela diz, sem pestanejar: "Nós todos temos uma origem nos Juizados Especiais e essa opção foi feita por nós única e exclusivamente por amor ao que fazemos", declara emocionada.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h39
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ANÁLISE DA CRISE:
A escuridão da madrugada
A melhor definição do caos que tomou conta das bolsas está na frase de um diretor da Baker Young Wesley Legrand, na edição de hoje do The Wall Street Journal : “O mercado perdeu há tempos qualquer lembrança do que é bom senso ou análise dos fundamentos da economia. Medo, pânico e a capitulação de hoje (ontem) conspiraram a bola de neve que forçou a venda dos papéis”. E como imaginar o futuro do Brasil no meio dessa crise?
É preciso, antes, fazer uma comparação. Na crise dos atentados de 2001, o governo FHC comandava um país com um déficit nas contas externas superior a 4% do PIB, reservas cambiais de US$ 30 bilhões e um currículo irregular de disciplina fiscal. Hoje, no governo Lula, o déficit externo acabou, as reservas chegam a US$ 180 bilhões (acima da dívida externa), o crédito ao consumo é um dos grandes motores do crescimento e o controle fiscal virou dogma. Em onze de cada dez entrevistas que concede, FHC justifica os indicadores melhores do governo Lula por ele não ter enfrentado crises externas. Bem, taí um desejo que não deveria ter se realizado.
“O Brasil nunca esteve tão bem numa crise externa e as empresas listadas na Bovespa perderam R$ 400 bilhões de valor de mercado em 20 dias. Como se explica?”, pergunta a colunista Miriam Leitão, em O Globo. Ela avalia que “mudou a natureza das crises. O que o Brasil se orgulha de ter hoje (superávit comercial, volume de reservas, etc) são os remédios para uma crise cambial. Agora não temos uma crise cambial, mas, sim uma crise de crédito. Dispomos de remédios para a crise que tivemos nove anos atrás, mas não para a que está se espalhando pelo mundo”.
Celso Ming, em O Estado, tenta manter a cabeça do leitor fria. “Não adianta puxar demais pelas explicações. Os mercados desabaram ontem porque as pessoas reagiram mais com o fígado do que com a cabeça. Deixaram que o medo assumisse o comando das decisões.Desta vez, a insegurança está sendo redobrada porque quem devia passar firmeza está vacilando. E a vacilação está no andar de cima, em quem em princípio teria de enxergar melhor as coisas”, afirma. Ming, porém, exerga a aurora ao final da noite:
“é possível que, a despeito do que até agora tenham declarado as autoridades do Fed, a recessão já esteja instalada na economia americana. No entanto, no escuro e com essa alma pesada, o mercado pode estar exagerando todos esses efeitos. Por insuficiente que seja e tarde que chegue, o pacote fiscal anunciado sexta-feira pelo presidente Bush também deverá produzir algum alívio. Mas, nesta hora mais escura da madrugada, as pessoas não conseguem enxergar nada de bom”. Será uma longa madrugada.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h38
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Bobô e mais 3 são indiciados por tragédia na Fonte Nova
O superintendente da Sudesb, Raimundo Nonato Tavares, o Bobô, o diretor técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Virgílio Elísio, o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues, e o presidente do Bahia, Petrônio Barradas, foram indiciados por homicídio doloso pelo desabamento do piso da arquibancada da Fonte Nova, no dia 25 de novembro. Já o o engenheiro da Sudesb Nilo Santos Júnior foi indiciado por homícidio culposo.
O acidente matou sete torcedores, que despencartam de uma altura de 15 metros durante a partida entre Bahia e Vila Nova, válida pelo octogonal final da Série C do Campeonato Brasileiro. O inquérito que investigou as causas e os responsáveis pela tragédia foi concluído na tarde desta terça-feira, 22, pela delegada Marilda Marcela da Luz, do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).
Segundo a conclusão das investigações, Bobô, Virgílio Elísio, Ednaldo Rodrigues e Petrônio Barradas foram indiciados por homicídio doloso porque teriam como evitar a tragédia e nada fizeram. O engenheiro Nilo Santos Júnior foi indiciado por homicídio culposo, porque não tinha poderes para determinar a interdição do estádio.
Ainda segundo o inquérito, a juíza Lícia Pinto Fragoso, da 2ª Vara de Defesa do Consumidor foi considerada omissa pela delegada. Ela recebeu da promotora Joseane Suzart o pedido de interdição do estádio em janeiro de 2006, mas sequer chegou a analisar a solicitação. O inquérito será encaminhado à Justiça Federal nesta quarta-feira.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h38
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UM POUCO DE HUMILDADE E RECONHECIMENTO
Novo desembargador é empossado
Em sessão solene no gabinete da presidência, o advogado Lourival Almeida Trindade foi empossado agora há pouco no cargo de desembargador do Tribunal de Justiça, em vaga reservada à classe de advogados. Após agradecer o modo com que foi recebido no TJ, o novo desembargador afirmou que traz para o exercício da magistratura “uma modesta conduta ética e moral”, herdada dos familiares.
“Pretendo dar continuidade a esses valores e aprender com os novos colegas, os quais devem puxar minha orelha quando errar”, disse ele, comentando que encara como um desafio esta etapa da trajetória profissional. O presidente Sinésio Cabral, por sua vez, externou a alegria em receber, assim como ele, mais um desembargador oriundo da advocacia, além de aconselhá-lo a priorizar, neste primeiro momento, a escolha dos assessores. “O trabalho sério e proficiente dos assessores é tão importante quanto o saber jurídico e a competência do magistrado”, declarou.
Na oportunidade, também se pronunciaram o chefe do MP, Lidivaldo Britto, o presidente da OAB-BA, Saul Quadros, e o desembargador Antonio Pessoa Cardoso, todos reiterando os votos de boas-vindas ao novo membro da Corte. A solenidade contou ainda com a presença de amigos e familiares do empossado, além de inúmeras autoridades civis e militares.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h36
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PINTA COM MEU PINTO
Artista utiliza pênis para pintar quadros na Austrália

O artista Tim Patch, que se auto-denomina “Pricasso”, tem um método incomum para fazer suas obras. Com seu pênis, ele pinta quadros e vende por US$ 250 na Austrália. Clique aqui para assistir à proeza!Nesta quinta-feira, Patch pintou um retrato de Alan Length, à esquerda na foto ao lado, durante o dia de abertura da feira anual "Sexpo", em Sidney.
Patch começou a pintar com seu pênis quando um amigo pediu que ele fizesse um retrato seu na festa de rèveillón do ano passado. Para proteger sua pele, o artista utiliza apenas tintas baseadas em água.
A "Sexpo", que está em sua 10ª edição, é uma das maiores feiras de exibição de sexo no mundo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h58
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BANCO DO BRASIL: A DIFERENÇA
O Banco do Brasil desperta fortes emoções. É um "ame-o ou deixe-o" generalizado. Como pontos favoráveis, Flávio Lemos, diretor da Trader Brasil Escola de Investidores, cita o fato de o banco ser uma empresa sólida, que dá lucro. Para ele, a principal vantagem do Banco do Brasil é o fato de ser, atualmente, o mais barato entre os quatro grandes (Bradesco, Itaú e Unibanco).
Já o professor Rafael Paschoarelli, da FEA-USP, credita como altamente positiva a nova atitude do banco, mais aguerrida, disputando mercados e clientes. "O banco abandonou a postura de tirador de pedidos e agora está partindo para uma segmentação mais forte, o que é positivo para o investidor, pois mostra que o banco está atrás do lucro."
Os analistas concordam, porém, que o maior problema do Banco do Brasil é o fato de ele ser uma estatal. "Por este motivo, o banco tem políticos e não funcionários de carreira em algumas posições-chave", ressalta o professor Paschoarelli. Luiz Gustavo Medina, da M2 Investimentos, resume a situação: "O Banco do Brasil une o ótimo ao péssimo. A grande vantagem é que ele é um banco, o que é o melhor negócio do mundo. O pior problema é que é um banco estatal, sujeito a políticas que nada têm a ver com lucratividade".
O analista brinca que quem dorme sócio do BB, dorme sócio do governo. "Se, por pressões políticas, o governo decidir que deve perdoar toda a dívida rural, é um risco que se corre. Quando um banco perdoa dívidas é prejuízo na veia do acionista."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h56
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POUPANÇA TEM MENOR RETORNO EM 10 ANOS
O mercado acionário foi, de longe, o investimento de maior retorno em 2007. O Ibovespa teve variação de 43,65% no acumulado deste ano. Esse índice serve de referência para a maioria dos fundos de ações disponíveis no varejo bancário.
Logo abaixo no ranking de investimentos mais rentáveis, os fundos de investimentos do tipo DI/Renda fixa tiveram os melhores retornos neste ano. Os fundos do tipo DI acumularam retorno médio de 11,63% no ano, segundo cálculo da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Já os fundos do tipo Renda Fixa registraram retorno médio de 12,07% neste ano. A estimativa leva em conta dados desses fundos atualizados até o dia 24.
Uma aplicação bem menos popular, a commodity ouro, teve retorno de 11,26% em 2007, tendo como referência a cotação do metal conforme o contrato negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
Já o investimento mais acessível do país, a caderneta de poupança, teve a sua menor rentabilidade dos últimos dez anos, conforme levantamento da consultoria Economática. No acumulado deste ano, a poupança tem retorno de 7,77%.
Aplicações referenciadas ao dólar foram as piores deste ano. A taxa de câmbio desvalorizou 16,88% no acumulado de 2007.
A inflação do período foi de 7,75%, se medida pelo IGP-M, que embute preços do varejo, atacado e da construção civil. Pelo IPCA-15, a inflação de 2007 foi de 4,36%. Esse índice reflete o custo de vida para famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos.
Dezembro
O ranking mensal de investimentos mostra ainda a superioridade da Bolsa de Valores: o Ibovespa valorizou 1,40% no mês.
Os fundos do tipo DI tiveram retorno médio de 0,67%, enquanto os fundos Renda Fixa registraram rentabilidade de 0,72%, segundo cálculo da Anbid. Já a caderneta de poupança propiciou retorno de 0,56% no mês.
A taxa de câmbio recuou 0,95% no mês de dezembro, enquanto a commodity ouro (contrato BM&F) sofreu queda de 3,70% no mesmo período.
Em dezembro, a inflação medida pelo IGP-M foi de 1,76%. Pelo IPCA-15, foi de 0,70%.
Perspectivas
Corretoras projetam um patamar para o Ibovespa entre 80.000 e 85.000 pontos para o final de 2008. Hoje, o principal índice de ações marcou 63.886 pontos.
A Votorantim Asset Management, que projeta alvo de 80.000 pontos, lista as premissas: "maior crescimento dos lucros [das empresas listadas na Bolsa], melhores preços de commodities, continuidade da expansão do crédito interno, estabilidade da taxa de câmbio e queda na taxa de juros".
Os riscos do cenário continuam basicamente os mesmos do último semestre de 2007: a economia dos EUA, às voltas com os efeitos da crise dos "subprime" (hipotecas de alto risco), as dúvidas sobre o crescimento da China, e uma possível alta da inflação mundial.
"O ano de 2008 será muito difícil para a América Latina, em nossa opinião. Os principais desafios devem surgir de um ambiente externo menos favorável e da inflação constrangendo a política monetária, no quadro doméstico", avalia a equipe de especialistas em mercados emergentes do banco americano Merrill Lynch.
Os analistas ainda não vêem com bons olhos aplicações em dólar: "para os próximos meses, as pressões de alta do dólar devem seguir balanceadas pelos resultados positivos provenientes da balança comercial e dos investimentos estrangeiros", avalia a Votorantim Asset.
Há mais dúvidas sobre aplicações em juros (fundos DI/Renda Fixa). Apesar de economistas contarem com uma queda da taxa Selic em 2008, há alguma preocupação com pressões inflacionárias.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h55
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Servidores pensam ser dotados de qualidades sobre-humanas
A pompa monárquica exibida por certos servidores públicos é algo comum. Em alguns casos bem freqüentes, não há sequer o direito de conversa com os quase deuses. Revestidos pelo ego inflado, alguns membros do Poder Público pensam ser dotados de qualidades sobre-humanas. Pobres de nós, os indignos, quando precisamos dos serviços do Reino, sofremos humilhações e temos que engolir, afinal, a cultura nacional nutre a divindade a ocupantes de alguns cargos. Nessa seara, não há um só brasileiro que não tenha uma história para contar.
O poder é do povo. Para que seja possível a vida em sociedade, regras devem ser estabelecidas e cumpridas. Então, surge o Estado, representante do poder popular, fazendo valer o que foi instituído pela vontade comum. Através do poder que lhe foi conferido, o servidor público, enquanto cumpridor do dever legal, faz o papel de autoridade. Não o é, apenas está, momentaneamente. A partir da conclusão do serviço, o poder popular não mais lhe pertence. Só o terá de novo quando houver interesse social.
Cabe a nós, detentores desse poder, controlá-lo de forma plena. Rasguemos essa procuração imaginária que certos agentes públicos pensam possuir. Atos pessoais são de inteira responsabilidade daquele que os protagoniza, e não representam, de forma alguma, a vontade do povo. Independentemente de qual seja a fonte geradora, vaidade ou mau caráter, que assuma os frutos do seu ataque de autoridade quando esta não lhe é outorgada.
O autoritarismo deve ser combatido. Não há servidor público que goze de poder. Ele apenas o exerce em defesa do interesse popular. Não há espaço para imperadores em um Estado Democrático. Se ultrapassar os limites que lhe são impostos, que pague o preço por usurpar algo que não lhe compete. É hora de dar um basta na República do “você sabe quem com está falando?”.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h55
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O projeto de lei do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que pretende reduzir as férias do Judiciário, provocou artigo do desembargador Ruy Coppola, da 32ª. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça, no site “Migalhas”, cujo texto reproduzimos a seguir:
Sou migalheiro. Li, em Migalhas Quentes de hoje (10.1), notícia sobre o “projeto” de iniciativa do Senador Eduardo Suplicy, com a pretensão de reduzir as férias forenses, alterando a LOMAN para permitir que Juízes e Membros de Tribunais tenham direito a 30 dias de férias por ano, e não mais 60 dias. Fiquei espantado com a notícia, e explico a razão.
No ano passado, o eminente Senador compareceu a uma reunião na Associação Paulista de Magistrados, onde estavam presentes Juízes Estaduais, Federais, do Trabalho, membros do Ministério Público, para debater o “projeto” do ilustre Senador. Foi S.Exa. alertado, naquela oportunidade, inclusive, para a questão do vício de iniciativa, o que parece não ter sensibilizado o autor da propositura.
Debateu-se, também, a forma como o eminente Senador por São Paulo chegou à conclusão de que os Magistrados trabalham apenas 180 dias por ano, mais ou menos. Esse ponto, principalmente, causou-me espécie, uma vez que desde o grupo escolar (eu sou da época em que ele existia) aprendi que não se pode somar bananas com laranjas e chegar a um total de melancias.
Mas o douto Senador parece não ter entendido o que tantos “néscios”, presentes ao encontro, procuraram lhe transmitir.
Para se ter certeza sobre as “contas” do Senador, basta ler a justificativa que ele apresentou e Migalhas apontou. Nem todos os Juízes tem 17 dias livres e corridos entre 20 de dezembro e 6 de janeiro. No dia 2.1.2008 os Juízes Paulistas já estavam trabalhando, o mesmo ocorrendo nos dias 20,21,26,27 e 28.12.2007, bem como vários Magistrados deste País. Os dias corridos entre a quarta-feira e domingo de Páscoa não são de descanso. Nós trabalhamos na 4ª, e na 5ª feiras, assim como o Coelho da Páscoa (o trabalho dele é insano). Os cinco dias entre sexta-feira e a quarta-feira de cinzas (Carnaval) também não são privilégio de Magistrados ou membros do Ministério Público (quem trabalha muito nessa época é o Rei Momo). Dia 1º. de novembro se trabalha normalmente. No dia Finados levo minha mãe ao cemitério para rezar por meu pai falecido. Os 3 dias que o Senador chamou de próprios ele tem razão. O dia do advogado, dia do servidor público e dia da Justiça.
O senador depois somou (??) esses dias, os 60 dias de férias, com os finais de semana e feriados, dizendo restar apenas 185 dias úteis, dos quais, disse (??) que 15%, em média, são gastos em cursos, congressos, palestras, cerimônias, posses, etc... Essa última parte, onde o nobre Senador aplicou percentual, então, é de fazer morrer de rir a qualquer pessoa ligada ao Poder Judiciário. Não conheço Juízes que passem 15% de seus dias úteis indo a posses, cerimônias, congressos, palestras, e tais.
De qualquer forma, como sempre fui eleitor do Senador, e disse isso a ele na reunião em que compareci, fiz ao eminente Eduardo Suplicy, naquela oportunidade, um convite.
Deixei data em aberto para que S.Exa. passasse comigo 48 horas, oferecendo, com muita honra, minha humilde residência para recebê-lo, para que o Senador pudesse constatar quanto trabalha um Juiz. Animei-me a convidá-lo pois, o Senador Suplicy já dormiu em acampamentos do MST, em favelas, na Casa de Detenção e não recusaria o convite. Ele aceitou e disse que não poderia ausentar-se de Brasília durante a semana (eu fiz que acreditei). Combinamos, então, que S.Exa. telefonaria para a APAMAGIS para marcar a data, pois disse a ele que Juízes também trabalham nos finais de semana.
Até hoje estou esperando pelo Senador. Nada aconteceu. Continuei trabalhando sozinho aos finais de semana, assim como a grande maioria de meus colegas. Afinal, era uma chance que eu teria de aprender a cantar “Blowin'In the Wind” e também a fazer discursos em Rap para aquelas “posses” que o Senador disse que vamos constantemente.
Essa a justificativa para a surpresa que, logo ao início, disse ter tido. O Senador não apareceu, e voltou à carga com a “brilhante idéia”. Só me resta esperar que o Poder Legislativo examine com correção essa “proposta” do douto Senador. Não nos negamos a discutir qualquer proposta, desde que oferecida com um mínimo de seriedade.
Por falar nisso, que tal o Senador apresentar uma proposta para cortar o ponto dos parlamentares que faltarem às Sessões de 2ª. e 6ª. feiras e reduzir o recesso parlamentar? Afinal, tirando do ano passado o período de recesso parlamentar ( 90 dias), segundas, sextas, sábados e domingos, no mês de fevereiro o Senador trabalhou 10 dias, em março 11 dias, em abril 12 dias, em maio 11 dias, em junho 12 dias, em agosto 15 dias (um recorde), em setembro 12 dias, em outubro 14 dias, em novembro 11 dias e em dezembro 12 dias. Total dos dias de trabalho do Senador durante o ano de 2007: 120 dias.
Como sou sensato, não vou aplicar percentual algum sobre esse total para descontar os dias em que o Senador esteve em posses, congressos, solenidades, cerimônias e tampouco os dias em que se dedicou a distribuir sua obra sobre Renda Mínima.
Vamos conversar sério, “papito”?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h54
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Brasil se tornou reino do álcool a frente de seu tempo
O jornal americano "The New York Times" publica nesta quinta-feira um artigo assinado pelo colunista Roger Cohen que aponta o Brasil como um país que, nos últimos anos, mudou sua imagem radicalmente, como poucos já fizeram, graças ao álcool.
"Da terra pouco séria de samba, favelas, futebol e florestas tropicais incendiadas, [o Brasil] se tornou o reino da produção de álcool a frente de seu tempo, carros flexíveis rodando com qualquer combinação de álcool e gasolina, e uma revolução do biocombustível que poderia distribuir ao mundo, onde o barril de petróleo custa US$ 100", escreve o colunista.
Apesar dos elogios, o artigo de Cohen, que tem como título a pergunta "O álcool é para todos?", lembra que os problemas sociais causados pela produção do álcool persistem, inclusive para cortadores de cana e trabalhadores de usinas. "O álcool, renovável e relativamente limpo, é adorável", diz o texto. "A vida do trabalhador rural migrante no Brasil, finita e quente, não é."
Metas
O artigo no New York Times também cita metas já alcançadas no Brasil: 80% dos novos carros produzidos são flexíveis, toda a gasolina contém quase 25% de álcool e o álcool responde por mais de 40% do consumo de combustíveis. Roger Cohen afirma que os números revelam que as metas americanas de substituir um sexto do consumo de gasolina por álcool até 2020 são atrasadas e pequenas.
"Em outras palavras, o Brasil estava ocupado vendo o amanhã enquanto os Estados Unidos miravam o passado, um lugar muito frívolo para ser futurístico", acrescenta o artigo. "De fato, as duas imagens trazem um pouco de verdade."
"O Brasil liderou o caminho ao demonstrar o potencial do álcool, tem terra para expandir a indústria, usa o álcool a base de cana-de-açúcar cujo rendimento por hectare é oito vezes maior do que o álcool de milho americano, que está sendo produzido a um custo mais alto do que alimentos, e demonstrou a viabilidade de uma frota flexível."
"Mas um dia visitando plantações de cana da CBAA, uma usina de açúcar e álcool, mostrou a dureza com que esses resultados são arrancados", ressalva o colunista do jornal americano. O artigo defende que a produção de álcool no Brasil e nos países africanos venha acompanhada de desenvolvimento, especialmente para os trabalhadores rurais e suas famílias.
Para isso, Cohen sugere que os investidores internacionais com interesse em álcool exijam condições mínimas para os trabalhadores da indústria, a abertura do comércio global ao álcool e o desenvolvimento de um mercado global de commodities de álcool, com normas estabelecidas. "Um novo combustível não deve trazer a maldição frequente do petróleo: o enriquecimento de uma pequena elite."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h54
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Consertando o equilíbrio de gênero na comuna Smurf
A colônia dos Smurfs azuis supostamente é a concretização perfeita do comunismo que deu certo, com Papai Smurf, com barba branca e calças vermelhas, simbolizando Karl Marx. Mas onde estão todas as garotas?Do Der Spiegel
Tra-la-la-la-la-la, la-la-la-la-la. Vida livre, música e cogumelos. Para muitos, os Smurfs são a concretização perfeita da utopia de Marx e Engel.
O dinheiro não significa nada na sociedade Smurf de 100 pessoas, onde a propriedade pertence a todos e não há moeda. O trabalho comunitário é realizado junto. As divisões de trabalho são claras: Habilidoso (comerciante), Fazendeiro (planejamento agrícola), Gênio (intelligentsia), Harmonia (as artes) e assim por diante.
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Crianças assistem ao desenho animado dos Smurfs durante coletiva de imprensa em Bruxelas |
Todo mundo é igual, até mesmo na idade: ativos 100 anos (exceto, Papai, a suposta personificação de Karl Marx; ele tem 542). Apenas o maligno feiticeiro Gargamel e seu gato Cruel -considerados agentes do capitalismo global- podem perturbar a bem-aventurança socialista da sociedade.
Só há um problema neste utopia marxista -onde estão todas as mulheres? Até agora, o refúgio coberto de musgo contava com apenas uma garota proeminente: a Smurfete, com seu cabelo loiro esvoaçante, salto alto e movimentos femininos. (Apesar de ninguém se lembrar delas, havia na verdade três mulheres Smurfs, segundo a enciclopédia online Wikipedia.)
Mas agora tudo vai mudar. Um novo filme dos Smurfs, o primeiro de uma trilogia, apresentará uma população estrangeira ao reduto dos baixinhos: mulheres.
"Ocorreram grandes mudanças nos valores socioculturais nos últimos 20 a 25 anos", disse Hendrik Coysman, chefe da International Merchandising Promotion & Services, a empresa que é dona dos direitos dos Smurfs, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, na segunda-feira. "Uma delas foi a valorização das mulheres." Coysman prosseguiu: "Haverá uma maior presença feminina na vila dos Smurfs, e isto, é claro, será uma base para novas histórias. Isto provavelmente virará de cabeça para baixo certas situações tradicionais dentro da vila".
Malgorzata Tarasiewicz uma especialista em política da União Européia e gênero e diretora do Fórum Feminista Europeu, com sede em Amsterdã, acha que os Smurfs podem dar o exemplo. "Mesmo no mundo dos Smurfs é aceito o que muitos políticos e outros tomadores de decisões ainda não querem entender: que as mulheres necessitam de igualdade e representação igual", ela disse à "Spiegel Online" na sexta-feira. "Se tornou um fato difícil de ignorar, o de que as mulheres estão mais visíveis na esfera pública, na mídia e nos negócios -a ponto de até contos de fadas precisarem refletir este importante desenvolvimento da civilização."
A International Merchandising está celebrando o 50º aniversário dos Smurfs em 2008 com um "Feliz Dia Smurf", que ocorrerá durante todo o ano. Coletivas de imprensa em Berlim, Bruxelas e Paris, uma exposição, um dirigível Smurf gigante, um site e uma parceria com a Unicef -que compartilhará dos lucros- tudo faz parte da comemoração.
Detalhes de um futuro filme e outras surpresas estão sendo mantidos sob sigilo na International Merchandising. Mas se sabe que o retorno dos Smurfs às telas, em um desenho animado por computador em 3D com lançamento previsto para novembro de 2008, está sendo desenvolvido pela unidade Nickelodeon Films da Paramount Pictures, produzido por Jordan Kerner ("A Menina e o Porquinho", "Inspetor Bugiganga").
E com rumores de que o filme dos Smurfs contará com as vozes de algumas das mulheres mais talentosas de Hollywood, incluindo Sally Field, Lucy Liu, Julia Sweeney, Jessica Simpson e Marisa Tomei, as coisas estão prestes a ficar muito mais modernas na casa de cogumelo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h22
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Brasil está preparado para evitar desaceleração mundial
A revista britânica The Economist pública em sua mais recente edição um artigo em que diz que o Brasil está numa situação mais tranqüila para enfrentar um desaquecimento da economia mundial, desencadeado por uma possível recessão nos Estados Unidos.
A revista adverte, no entanto, que o país "está longe de estar imune ao que acontece no mundo" e parece estar se encaminhando para uma fase "menos benigna" em termos econômicos. O artigo, intitulado Desta vez, será tudo diferente, diz que há pelo menos três fatores que favorecem o país num cenário de desaquecimento mundial - e que estavam ausentes quando ocorreram crises econômicas em 1998, 2001 e 2005.
Segundo a Economist, desta vez, o Brasil tem uma demanda de consumo doméstica forte, está mais integrado com os mercados mundiais, e depende menos do comércio com os Estados Unidos, e tem, além de uma taxa de câmbio flutuante, "um Banco Central que age de forma independente e transparente, publicando atas de suas reuniões com agilidade em seu site na internet".
Além disso, a revista destaca o fato de o país ter acabado com sua dívida em dólares. "No passado, quando a moeda (brasileira) se desvalorizava, a dívida explodia, causando mais problemas." Hoje, "o investimento estrangeiro direto é forte, e o Brasil agora tem mais dólares do que deve, um feliz desdobramento", acrescenta a revista.
O tom otimista prossegue até a conclusão do artigo: "se o Brasil for capaz de sustentar um crescimento firme sem ser desviado de seu caminho por eventos em outros lugares, o país vai parecer bem diferente dentro de dez anos", diz a Economist.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h21
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DEGUSTADOR DE CHARUTOS
Souza Cruz condenada por obrigar degustação de cigarros
A 1ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 1ª Região (Rio de Janeiro) condenou a Souza Cruz a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A empresa é acusada de submeter seus empregados à degustação de cigarros com o intuito de avaliar o próprio produto e o dos concorrentes. Após tomar conhecimento da condenação, a companhia afirmou que vai recorrer.
A ação foi movida pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) do Rio, que alegou violação, por parte da empresa, à legislação relativa à saúde do trabalhador ao utilizá-lo como provador de substância cancerígena e causadora de dependência química.
A investigação dos procuradores teve início após a veiculação de uma reportagem produzida pelo jornal da Rede Bandeirantes, em agosto de 2002 sobre a utilização de empregados como degustadores de cigarro. Na matéria, um ex-funcionário da empresa relatou problemas de saúde após ter sido provador do produto durante muitos anos, o que o levou a recorrer à Justiça para pleitear indenização.
De acordo com informações obtidas ao longo da investigação, o MPT afirma que a Souza Cruz mantém um setor denominado “Painel de Avaliação Sensorial”, que é voltado para a experimentação e avaliação dos cigarros produzidos pela empresa e pelos concorrentes. Os empregados avaliam se o produto provoca sensações irritantes, além do gosto, acidez, aroma, impacto ao tragar, entre outros pontos.
“A Souza Cruz viola todo o arcabouço jurídico de proteção à saúde do trabalhador. A decisão judicial é exemplar, pois acolhe a fundamentação do MPT no sentido de que os direitos fundamentais devem ser interpretados e aplicados de maneira a oferecer, acima de tudo, a devida tutela àquele que se encontra no ápice do ordenamento jurídico: o homem”, disse a procuradora Valéria Sá Carvalho da Silva Corrêa, uma das autoras da ação.
De acordo com a decisão do TRT-RJ, a empresa também deverá prestar assistência por 30 anos a cada um dos trabalhadores que desempenham ou desempenharam a função de provadores de cigarros, bem como realizar exames médicos periódicos, tratamento médico e hospitalar e pagamento das despesas necessárias àqueles que submeteram à função.
O valor de R$ 1 milhão estabelecido em juízo será revertido ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Voluntários
A Souza Cruz nega a acusação do MPT e afirma que os funcionários nunca foram obrigados a participar da degustação e que, principalmente, se tratavam de pessoas já fumantes. “O MPT não apresentou nenhum caso de empregado ou ex-empregado que tivesse sido acometido por uma doença associada à participação no Painel. Não há que se falar em ofensa à saúde do trabalhador ou à sua dignidade, quando este já era fumante por decisão própria e decidiu participar voluntariamente das atividades de avaliação sensorial”, diz em nota.
Além disso, a empresa afirma que o MPT pretende que apenas a Souza Cruz (desconsiderando todas as demais empresas do setor) seja proibida de desenvolver atividade de avaliação sensorial dos seus produtos.
A empresa também alega que a atividade de avaliação sensorial de cigarros não é vedada por lei e, por analogia, poderia ser equiparada à atividade de “Degustador ou Provador de Charutos”, prevista no Código Brasileiro de Ocupações, que encerra função similar a dos provadores de cigarros e que também envolve produto derivado do tabaco.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h20
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O índice de inadimplência de financiamentos imobiliários é de 4% dos contratos, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Poupança). Para que o mutuário seja considerado como devedor que não está com as contas em dia, é preciso que estejam em aberto mais de três parcelas.
E tendo em vista que a média brasileira de vencimentos não honrados com mais de 90 dias está na casa dos 7,1%, conforme o Banco Central, é possível afirmar que o índice das modalidades de empréstimo para a compra de casas e apartamentos estão em patamares razoáveis.
De qualquer maneira, é importante que haja planejamento antes da contratação de um empréstimo nesses termos - e valores - para que não haja problemas maiores.
Amortização e entrada
Segundo José Antunes, diretor da ABMH (Associação Brasileira de Mutuários da Habitação), o primeiro passo, após a pessoa ter escolhido o imóvel, é verificar o sistema de amortização* da dívida. "É interessante que seja um que ao final do prazo não tenha saldo residual, como o Sacre [Sistema de Amortização Crescente], por exemplo. A Tabela Price deve ser evitada".
Normalmente, para conseguir o crédito, é preciso que a pessoa dê um valor correspondente a 20% do valor do imóvel como entrada. Mas é interessante que o consumidor dê o maior valor possível nesse momento, utilizando todos os recursos disponíveis.
"É bom usar dinheiro do décimo terceiro, do saldo do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e economias porque isso refletirá diretamente no gasto final", acrescentou. Conforme o especialista, vale até mesmo morar de aluguel por mais tempo e juntar o máximo de dinheiro possível.
Comprometimento da renda
"Outro cuidado a tomar é não comprometer mais do que 20% dos rendimentos com a prestação, porque pode acontecer alguma coisa com a economia e a prestação ficar muito alta - o que acarreta em inadimplência", lembrou. As parcelas variáveis são atualizadas pela TR (taxa referencial) - balizador que está diretamente atrelado à taxa básica de juros da economia, a Selic (atualmente em 11,25% ao ano).
Quando a economia fica instável e a inflação sobe, a taxa de juro precisa ser majorada, como forma de desestimular o consumo. Com a Selic em patamares maiores, a TR fica igualmente maior, fazendo com que o financiamento seja reajustado para cima.
Dessa forma, a melhor opção seriam as modalidades com parcelas fixas - que possuem juros um pouco maiores, mas que trazem um conforto ao longo dos anos. "Assim a pessoa sabe quanto vai pagar em todo período", finalizou Antunes.
Despejo
Em caso de inadimplência, o agenciador financeiro pode pedir posse do imóvel. Segundo o especialista, é difícil falar em prazos, porque demanda todo um processo judicial, mas, em menos de um ano, o despejo dificilmente ocorre.
*o que define a forma de cálculo da prestação
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h19
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Bob Dylan divulga datas de shows no Brasil
 O cantor Bob Dylan divulgou em seu site oficial as datas dos shows que fará no Brasil em março. Dylan tocará em São Paulo nos dia 5 e 6, no Via Funchal. O Rio de Janeiro o receberá na Rio Arena no dia 8. Ainda não foram divulgados os preços dos ingressos e a data de início de vendas.
A viagem faz parte da turnê "Never Ending Tour" pela América Latina, que inclui México, Argentina, Uruguai e Chile. Essa será a quarta visita de Dylan ao país. O cantor fez shows no Brasil em 1990, 1991 e 1998.
Famoso por discos clássicos como "Blonde on Blonde", de 1966, e "Blood on the Tracks", de 1975, Dylan, de 66 anos, viajou quase constantemente pelos Estados Unidos e pela Europa nos últimos anos em sua turnê.
Autor de clássicos como "Blowin' in The Wind", "Mr. Tambourine Man", "Like a Rolling Stone", "All Along The Watchtower", "Lay Lady Lay" e "Knocking on Heaven's Door", entre outras, sua influência nos rumos da música pop só é comparável à dos Beatles.
O mais recente disco de estúdio do cantor é o elogiado "Modern Times", de 2006. No ano seguinte, Dylan ganhou o Grammy de melhor performance vocal solo de rock pela música "Someday Baby", presente no álbum. Em outubro de 2007 chegou às lojas a compilação "Dylan", que reúne seus principais sucessos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h18
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O LEÃO NÃO É MANSO
A Confederação Nacional das Profissões Liberais está contestando no Supremo Tribunal Federal a instrução da Receita Federal que obriga os bancos a repassar informações dos correntistas. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade número 4006, a entidade afirma que essa quebra de sigilo desrespeita a Constituição, pois a medida só poderia ocorrer por ordem judicial em investigação criminal ou em instrução processual penal. Para a CNPL, a norma da Receita Federal transformaria a quebra de sigilo em "mecanismo de devassa generalizada da esfera de intimidade das pessoas, o que daria, ao Estado, o poder absoluto de vasculhar, sem quaisquer limitações, registros sigilosos e alheios". Ainda segundo a confederação, a norma questionada representa um pré-julgamento, por considerar que toda movimentação bancária acima dos valores estipulados esconde a possibilidade de sonegação fiscal.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h15
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