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Em causa própria
 


 TORTURA AMERICANA

Conhece o Créu?

Como sabemos já há algum tempo, dentre as diversas técnicas de tortura que os militares norte-americanos experimentam mundo afora está o uso de música (com preferência para o metal e suas variações, mas não só) para não deixar os prisioneiros dormirem, "prolongar o choque da captura", desorientar os detentos durante os interrogatórios e, é claro, abafar os gritos.

Agora o Mother Jones, usando informações vazadas na rede, reportagens sobre a tortura e relatos de soldados e presos, criou a "Torture Playlist", com os hits da tortura, e botou no site. Tem Dope, Eminem, Metallica e até Prince, Bee Gees ("Staying Alive", um caso claro de humor negro) e Bruce Springsteen ("Born in the USA").



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h59
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UM GRANDE DIA PARA O BRASIL:
 
Ayres Britto diz que pesquisa com
células-tronco embrionárias não é
desprezo pela vida

O ministro Carlos Ayres Britto fundamentou em dispositivos da Constituição Federal (CF) que garantem o direito à vida, à saúde, ao planejamento familiar e à pesquisa científica o seu voto pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3510, em que o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles questiona a autorização de pesquisas com células-tronco embrionárias prevista no artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/95). Destacou, também, o espírito de sociedade fraternal preconizado pela Constituição Federal, ao defender a utilização de células-tronco embrionárias na pesquisa para curar doenças.

Em seu voto, de quase duas horas de duração, o ministro qualificou como “perfeito” e “bem concatenado bloco normativo” o dispositivo questionado, ao lembrar que ele apresenta uma série de condicionantes para o aproveitamento das células-tronco embrionárias “in vitro”. Entre elas estão a que restringe o uso para pesquisa àquelas não aproveitadas para fins reprodutivos; àquelas que não tiverem viabilidade; àquelas que estejam congeladas por três anos ou mais; e àquelas que, congeladas, completarem três anos nesse estágio. Também mencionou a necessidade de consentimento do casal doador para realização de pesquisas científicas para tratamento de doenças; o exame de mérito pelos comitês de ética e pesquisa; e a vedação de sua comercialização.

Ayres Britto disse que a Constituição Federal, quando se refere a direitos e garantias constitucionais, fala do indivíduo pessoa, ser humano, já nascido, desconsiderando o estado de embrião e feto, mas a legislação infraconstitucional cuidou do direito do nascituro, do ser que está a caminho do nascimento.

O ministro sustentou, entretanto, a tese de que, para existir vida humana, é preciso que o embrião tenha sido implantado no útero humano. Segundo ele, tem que haver a participação ativa da futura mãe. E o embrião não sobrevive no útero sem a mãe. Segundo ele, o zigoto (embrião em estágio inicial) é a primeira fase do embrião humano, a célula-ovo ou célula-mãe, mas representa uma realidade distinta da pessoa natural, porque ainda não tem cérebro formado.

O zigoto não pode antecipar-se à metamorfose”, observou. “Seria ir além de si mesmo para ser outro ser”. Ele citou como exemplo a relação entre a chuva e a planta, a crisálida e a lagarta. “Ninguém afirma que a semente já é planta ou que a crisálida é uma borboleta”, afirmou. “Não há pessoa humana embrionária, mas um embrião de pessoa humana. Esta, sim, recebe tutela constitucional, moral, biográfica, espiritual, é parte do todo social, medida de todas as coisas”.  

Direitos constitucionais

O ministro reportou-se ao artigo 226, parágrafo 7º, da Constituição, para sustentar que o casal tem direito ao planejamento familiar e disse que a Constituição, em momento algum, determina que a geração de filhos tenha que ser pelo meio natural. Portanto, segundo ele, o casal tem direito a recorrer à fertilização “in vitro” para gerar filhos.

Entretanto, segundo ele, neste processo, o casal não é obrigado a utilizar todos os óvulos fecundados, mesmo porque em geral são vários, e a utilização de muitos iria até de encontro ao próprio planejamento familiar, à paternidade responsável preconizada pelo mencionado artigo e, também, à natureza da mulher. “A lei não permite retirar o embrião do útero”, afirmou o ministro. “Permite, sim, o uso de embriões criados artificialmente”. E, segundo ele, procura evitar o descarte como dejeto hospitalar dos embriões não usados.

O ministro disse, ainda, que a Lei de Biossegurança atende, também, ao disposto no parágrafo 4º do artigo 199, CF,  que atribui à lei ordinária dispor sobre condições e requisitos para a remoção de órgãos, tecidos ou substâncias para fins de transplante. 

Ele se reportou, também, a diversos artigos da Constituição que tratam do direito à saúde (artigos 196 a 200)  e à obrigatoriedade do Estado de garanti-la, para defender a utilização de células-tronco embrionárias para o tratamento de doenças.

Reportou-se, igualmente, ao Capítulo IV do Título VIII da Constituição, que trata do incentivo ao desenvolvimento e à pesquisa científica no País (artigos 218 e 219, CF), para defender as pesquisas científicas com as células-tronco.

O ministro Carlos Britto questionou por que – se a lei dá por finda a personalidade humana quando há morte encefálica e o corpo é mantido apenas por aparelhos e, portanto, autoriza a retirada de órgãos para fins de transplante – a Lei de Biossegurança não deveria autorizar a utilização de embriões congelados, descartáveis, para reprodução humana. Segundo ele, trata-se de um desperdício do poder de recuperar vidas humanas.

A escolha do embrião não é um desprezo pelo embrião, nem um assassinato, mas sim a firme disposição para superar o infortúnio alheio”, sustentou Carlos Britto, destacando que a Constituição Federal preconiza, acima de tudo, uma sociedade fraterna e que a cura de pessoas doentes está inserida nela.

Ao destacar a importância do aproveitamento dos embriões para pesquisas que visem à cura de doenças degenerativas “que infelicitam e degradam”, ele citou entre elas distúrbios musculares, neuropatias e outras doenças genéticas graves que, segundo o ministro, atingem, cerca de 5 milhões de brasileiros. Mencionou, também, o diabetes, citando pesquisas segundo as quais 10 milhões a 15 milhões de pessoas, no País, são acometidos pela doença.

Ao final, o relator citou alguns casos de infelicidade provocados por doenças degenerativas, para reforçar o seu voto. Citou entrevistas da atriz Isabel Fillardis, cujo filho sofre de síndrome degenerativa e chegou a ter 15 crises num mesmo dia, o que levou sua mãe à constatação de que “é impossível não questionar a vida”. Outro caso por ele citado foi o do jornalista Diogo Mainardi, que tem um filho com paralisia cerebral.

Por último, o ministro citou o caso de uma menina de 3 anos de idade, paraplégica, que questionou: "Por que não abrem um buraco nas minhas costas e põem dentro dela uma pilha, para que eu possa andar como minhas bonecas?"

Leia a íntegra do voto do ministro Carlos Ayres Britto.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h58
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MEC VAI INVESTIGAR CURSO DE DIREITO
 
Da Folhapress
 
O ministro Fernando Haddad (Educação) afirmou ontem que vai investigar o processo seletivo da Unip (Universidade Paulista) em Goiânia, depois que um menino de 8 anos foi aprovado no vestibular da instituição. Haddad classificou como “preocupante” a aprovação do garoto, segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa do ministério. “Li a notícia com muita preocupação. Vamos requisitar o material do vestibular para verificar se os critérios são compatíveis com a excelência de ensino”, disse.
 
O ministro disse ainda que pretende aumentar a fiscalização sobre cursos de direito que têm nível insatisfatório de ensino. “Já fechamos seis mil vagas de instituições em situação crítica e queremos chegar a 14 mil ou 15 mil. No passado, se entendia que o mercado regularia o setor. Nosso entendimento é que o Estado precisa avaliá-lo e re-gulá-lo”, disse.

João Victor Portellinha, 8, que passou no curso de direito da Unip, foi barrado ao tentar entrar na universidade acompanhado do pai ontem. O garoto, que cursa a 5ªsérie, foi à faculdade para assistir experimentalmente a uma aula e “conhecer as instalações”, segundo o pai, Willian Ribeiro, 42. Mas foi impedido de entrar por seguranças. A aprovação do menino no vestibular gerou críticas do Ministério da Educação e da seção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Goiás, que dizem que vão investigar o caso. A família tenta conseguir com que o garoto ingresse no curso. A Unip diz que não há como.

Segundo a universidade, o pai da criança apenas pagou o boleto de matrícula, o que não garante o ingresso do aluno na faculdade. Para formalizar a inscrição, é preciso documentação que o garoto não possui, como comprovante de conclusão do ensino médio. A faculdade diz que vai devolver os mais de R$ 500 já pagos. A direção da instituição afirma que não permitiu a entrada do garoto ontem justamente porque ele não está formalmente matriculado. A família, porém, afirma que já assinou contrato de inscrição.

O menino fez as provas na sexta-feira da semana passada. O exame havia sido agendado na sede da Unip. O resultado foi divulgado na última segunda. O garoto diz que conseguiu a aprovação apesar de não ter estudado matemática, química e física. Em nota, a Unip elogia a redação feita pelo garoto, considerado “com boa capacidade de expressão”. O pai, que é empresário no ramo de medicamentos, diz que o menino é preparado para cursar direito, apesar da pouca idade.
 
Essa meninada de hoje é evoluída. Tem promotor de justiça com 18 anos de idade”. Ele também estuda direito na Unip em Goiânia. O garoto e o pai vêm a São Paulo hoje para discutir a matrícula com a direção nacional da universidade. A família estuda entrar na Justiça para garantir o ingresso de João Victor na faculdade. Ele diz sonhar em ser juiz federal.

O presidente da seccional de Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Miguel Cansado, afirmou ontem, em nota, que a aprovação de uma criança de apenas 8 anos para um curso universitário de direito justifica uma intervenção do Ministério da Educação (MEC) na instituição de ensino que a aprovou. Na última sexta-feira, o menor João Victor Portellinha, que cursa a 5ª série do ensino fundamental, foi aprovado no vestibular da Universidade Paulista (Unip) de Goiânia e sua família informou que pretendia matriculá-lo na faculdade de direito.

Tendo em vista esse episódio, o presidente da seccional da OAB defendeu maior rigor na fiscalização das instituições de ensino superior por parte do Ministério da Educação. “O referido fato, por si só, caso seja comprovado, merece que a instituição de ensino sofra imediata intervenção do MEC”, destacou. Segundo Cansado, a aprovação do menino no vestibular comprova a baixa qualidade e a mercantilização do ensino jurídico no país. (AE)


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h57
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GAROTO-PRODÍGIO
 
Universitário de 8 anos é barrado ao tentar assistir aula
 
Do UOL

Após conseguir aprovação no vestibular para a Faculdade de Direito na Unip (Universidade Paulista), o estudante do ensino fundamental João Victor Portellinha de Oliveira, 8, encontrou sua primeira dificuldade como calouro.

Acompanhado pelo pai, William Ribeiro, ele foi barrado pela segurança do prédio da faculdade, em Goiânia, ao se apresentar para assistir às aulas pela manhã.

Arquivo pessoal
João Víctor, de oito anos, foi aprovado para direito em faculdade de Goiânia
 
OAB PEDE INTERVENÇÃO NO CASO
"Fiquei decepcionado, mas acredito que tenha sido apenas um problema de falta de comunicação. Agora, estou tentando agendar uma reunião com o responsável pela faculdade para tratar do assunto", disse William.

Ele informou que as aulas do curso de direito já começaram e que hoje seria o primeiro dia de João Victor. "Chegamos ao prédio da faculdade por volta das 7h, horário que os responsáveis ainda não estavam. Apareceram somente os seguranças que, talvez por desconhecimento da história, impediram que ele entrasse no prédio. Espero resolver o problema ainda hoje à tarde", disse.

A mãe de João Victor, a arquiteta Maristela Portelinha, informou que o filho ficou chateado com a situação. E ela também. "Acho que poderiam ter tido um pouco mais de consideração. Se não queriam deixar que ele assistisse à aula, pelo menos que tivessem a gentileza de convidá-lo para conhecer as dependências da faculdade. Poderia ser menos drástico", disse.

Na noite de ontem, a direção da Unip voltou a se pronunciar por meio de nota à imprensa e informou que o valor referente ao pagamento da matrícula (R$ 516,00) já está disponível para ser devolvido à família. "Quando soube disso, o João Victor ficou chateado. Ele me disse que não queria o dinheiro. Queria era estudar", conta Maristela.

Ela informou também que, apesar da intransigência da instituição, refletiu melhor sobre a possibilidade de recorrer à Justiça. "Inicialmente, não estamos mais cogitando radicalizar. Queremos resolver o problema por meio do diálogo. E vamos conversar muito com ele para evitar que seja ainda mais exposto e prejudicado com toda essa situação que se formou em torno do assunto".

Além da aprovação surpreendente, o currículo escolar de João Victor é motivo de orgulho para a família. Ele começou a estudar com dois anos, em Campo Grande-MS, onde a família morava. A mudança para Goiânia se deu há cinco anos.

Quando completou cinco anos, a mãe quis matriculá-lo na escola Imaculada Conceição, onde estuda até hoje. "Como ele só tinha cinco anos, não queriam matriculá-lo no primeiro ano. Só depois de muita insistência e após ter feito uma prova é que o aceitaram na escola", conta.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h54
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MAIS CONTA-SALÁRIO

Essas notícias vieram diretamente do blog da Maria Inês Dolci no ano passado, mas como eu só vi hoje...

Reação à portabilidade (06/08/2007)

A Febraban como era de se esperar, quer que o governo limite a quem tiver de abrir novas contas, o direito do correntista escolher a instituição bancária para receber os vencimentos mensais. É sempre assim, se for para cortar possíveis benefícios ao correntista, os banqueiros se apressam em obter benesses. As novas regras da portabilidade, que vigorarão em abril, modificarão o funcionamento das chamadas contas salários, além de permitir a migração de dívidas de empréstimo e financiamento de um banco para outro.
 
Essas mudanças poderão fazer com que o setor respeite mais o cliente para não perdê-lo e (Deus nos ouça) poderão até reduzir os juros.
 
A conta salário isenta o consumidor de pagar pelo fornecimento de cartão magnético, transferência de crédito da conta salário para conta corrente ou poupança de outro banco (desde que pelo valor total creditado), imprimir dois saldos mensais nos terminais de auto-atendimento ou nos guichês, fazer cinco saques parciais ou totais, por evento de crédito, dois extratos mensais contendo a movimentação dos últimos 30 dias, e fica livre da tarifa mensal de manutenção da conta-salário.
 
Sem saída (20/03/2007)
 

Estudo feito pela consultoria Austin Rating, a pedido da Folha, reforça mais uma vez que é o cliente quem tem ajudado a inflar os bilionários lucros do sistema financeiro. Chega a 19,7% a participação da cobrança de tarifas bancárias na receita total do sistema bancário se forem considerados apenas os dez principais bancos. Trocar de banco para pagar tarifa menor não é tarefa fácil para o consumidor, e os bancos costumam empurrar pacotes de tarifas que nem sempre são adequados ao perfil do cliente.

 

Geralmente a conta é aberta para receber o salário e é a empresa quem decide qual será o banco. Cada vez mais com a cobrança de serviços inflando os lucros quem tem menor poder de barganha paga mais pelas tarifas bancárias. Ou seja, quem tem aplicação, ou movimenta grande volume de recursos como as empresas, têm descontos e até isenção nas tarifas, enquanto o correntista com pouco dinheiro, paga e caro, pelos demais. Nem por isso o consumidor tem atendimento melhor, menos filas ou juros menores num setor em que a concentração tende a aumentar. E como o Banco central só faz informar as tarifas, o cliente fica sem saída.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h53
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FRASE DO DIA:
 
"O melhor negócio do mundo é um banco bem administrado.
O segundo melhor negócio é um banco mal administrado
".
 
Ditado popular americano


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h53
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VAI BEM, OBRIGADO

Economia brasileira cresceu entre 5,2% e 5,3% em 2007

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o PIB (produto interno bruto) do Brasil cresceu entre 5,2% e 5,3% no ano passado. Para 2008, a expectativa é de um avanço de 5%. A afirmação foi feita em um evento, no Rio de Janeiro, do Instituto Internacional de Finanças, que engloba representante das principais empresas do setor financeiro em todo o mundo.

A divulgação dos números oficiais sobre a expansão da economia nacional é de responsabilidade do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 12. "Temos informações de que o crescimento no ano passado ficou acima de 5%", disse o ministro.

O número antecipado por Mantega coincide com a previsão de analistas de mercado. A última pesquisa Focus do ano passado - levantamento que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras sobre os rumos da economia brasileira - mostrava que especialistas previam um crescimento em torno de 5,2% para todo o ano de 2007.

O atual momento econômico do Brasil é comparável aos chamados "anos dourados", entre 1950 e 1970, disse o ministro durante o evento. Ele afirmou que naquele período o país cresceu em média 7% ao ano, enquanto a população avançava a um ritmo anual de 3%. E atualmente, continuou Mantega, o crescimento em torno de 5% se dá ante um avanço de 1,3% da população.

O ministro fez várias brincadeiras na tentativa de demonstrar a solidez da economia brasileira. Sobre a crise do setor de crédito "subprime" nos Estados Unidos, afirmou que ela "ainda não chegou à praia de Copacabana", que fica em frente ao Copacabana Palace, hotel em que se realiza a conferência do IIF.

O ministro brincou também com William Rhodes, vice-presidente do Citigroup e participante do IIF, que integrava a mesa de debate. "O Bill Rhodes já foi chefe do comitê de credores, mas hoje deve estar mais preocupado em equacionar a dívida americana."

Mantega também mexeu com o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, que integra a diretoria do IIF. O ministro disse que em janeiro o imposto de renda sobre o lucro pago pelas instituições financeiras subiu 140% em relação a janeiro do ano passado. Ao comentar o dado, o ministro citou Setúbal e disse que esse era um indicativo que poderia ajudar a atrair bancos estrangeiros para o país, aumentando a concorrência.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h52
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BOPE X  ADVOGADO

Um advogado dirigia  distraído quando, num sinal PARE, passa sem parar, mesmo em  frente a uma viatura do BOPE.

Ao ser mandado parar, toma uma  atitude de  espertalhão.

Policial: - Boa tarde.  Documento do carro e habilitação.
 
Advogado: - Mas porquê,  policial?

Policial: - Não parou no sinal  de PARE ali atrás.

Advogado: - Eu diminuí, e como não vinha  ninguém...

Policial: - Exato. Documentos do carro e habilitação.  

Advogado: - Você sabe qual é a diferença  jurídica entre diminuir e parar?

Policial: - A  diferença é que a lei diz que num sinal de PARE, deve parar completamente. Documento habilitação.  

Advogado: - Ouça  policial, eu sou Advogado e sei de suas limitações na interpretação de texto de lei, proponho-lhe o seguinte: Se  você conseguir me explicar a diferença legal  entre diminuir e parar eu lhe dou os documentos e você  pode me multar. Senão, vou embora sem multa.  

Policial: -  Muito bem, aceito. Pode fazer o favor de sair do veículo, Sr. Advogado?

O  Advogado desce e é então que os integrantes do BOPE  baixam o cacete, é porrada pra tudo quanto é lado, tapa, botinada, cassetete,  cotovelada, etc.

O Advogado grita por socorro,  e implora para pararem pelo amor de DEUS.  

E o Policial  pergunta:

- Quer  que agente PARE ou só DIMINUA?


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h50
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Obamorpheus



Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h03
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A "guerra ao terror" americana, que a Colômbia tenta utilizar para legitimar seu ataque ao Equador, se ampara em duas premissas. A primeira é o conceito de "ataque preventivo", o suposto direito de reagir quando se considera que há intenção de agressão. A segunda é a política de "jamais negociar ou ceder" a grupos terroristas.

Essas premissas acabam, por vias diretas ou transversas, se chocando com outros conceitos e direitos, entre eles o respeito à soberania dos Estados, base das relações internacionais desde o Tratado de Westfália firmado entre as potências européias do século 17. No primeiro caso, porque a tradição doutrinária e a Carta da ONU garantem o direito de defesa, mas só em caso de agressão ou agressão iminente -sendo esta última tão difícil de provar que não faltam livros discutindo exemplos históricos que a ela se aplicariam.

No segundo caso, porque os grupos hoje classificados por EUA e União Européia como terroristas, que não são novidade histórica e também são chamados de guerrilhas, organizações paraestatais ou paramilitares, travam as ditas "guerras assimétricas", em que a desvantagem em recursos bélicos é compensada pela mistura com a população civil e o desconhecimento das fronteiras.

Guerra assimétrica

Não é à toa que esses grupos ganham mais força quando têm apoio popular (caso do Hamas ou do Hizbollah) ou quando atuam em regiões com pouca presença do Estado, como a selva colombiana (caso das Farc) ou a fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão (Taleban). Combatê-los até a derrota implica violação de fronteiras e, geralmente, muitas vítimas civis, os tais "danos colaterais".

É aí que entra na discussão outra gama de normas, relativa aos direitos humanos e à proteção de civis durante conflitos.

Há tempos a soberania estatal deixou de ser vista como absoluta. A própria Carta da ONU e tratados e convenções internacionais afirmam que é dever dos Estados proteger suas populações de perseguições por razões religiosas, políticas ou étnicas. Recentemente, com a introdução pelas potências ocidentais do tema das "intervenções humanitárias", a Assembléia Geral da ONU consagrou o "dever de proteger" civis de atos de seus governos ou de organizações paramilitares.

Mas, para atingir esse objetivo de proteção, vale o princípio de que a força utilizada deve ser proporcional à ameaça e não causar, no final, mais danos do que se pretendeu evitar. Um cálculo difícil de fazer: o certo é que se sabe como as guerras, mesmo as "limitadas", começam, mas não como terminam.

Por fim, para embolar ainda mais o jogo de conceitos esgrimidos na atual crise continental, há a questão do terrorismo.

Não há consenso, na ONU ou na academia, sobre quais seriam os grupos terroristas. Se é aparentemente fácil constatar, pelo senso comum, o que são atos terroristas -ataques que visam não-combatentes-, mais difícil é aplicar a definição a organizações, pois a maioria dos grupos paramilitares tem programas políticos, embora nem sempre viáveis.

Discutir se esses programas são legítimos -como no caso de ocupação estrangeira- é um debate que não tem fim, pois, como se sabe, o terrorista de um lado é, para o outro, um "combatente da liberdade". Por isso, optar pela classificação oficial de "grupo terrorista", como Uribe fez com as Farc, não é um gesto conceitual e sim político, que indica posição de não-negociação.

Terror e democracia

Existe a idéia de que o adjetivo "terrorista" se aplicaria a grupos que combatem governos democráticos. Mas essa tese é frágil. Primeiro porque terrorismo é terrorismo em qualquer circunstância. Segundo, porque há governos legítimos que praticam o equivalente a atos terroristas, nesse caso violando o direito que se aplica à conduta na guerra -com ataques indiscriminados a civis e maus-tratos de prisioneiros.

Para as organizações internacionais de direitos humanos, por exemplo, as Convenções de Genebra se aplicam tanto aos Estados quanto a grupos paraestatais. Nos dois casos, os acusados costumam se amparar numa suposta ausência de intencionalidade -mas como julgar intenções?- ou no direito de combate à opressão -mas ele precede o dever de poupar os não-combatentes?

No fim, o que determina a precedência de um ou outro direito é a equação do poder político. Na comoção pós-11 de Setembro, os EUA obtiveram na ONU a legitimação do ataque ao Afeganistão, até porque as outras potências do Conselho de Segurança estavam interessadas em combater seus próprios "terroristas".

Isso não significa que o direito não valha nada. Ele é a garantia última dos mais fracos. Teve razão o presidente do Equador ao perguntar, retoricamente, como a Colômbia reagiria se a situação fosse inversa. Assim como, por outros motivos, a Colômbia tem razão ao afirmar que o relacionamento mais do que "humanitário" entre Chávez e as Farc constitui ingerência indevida.

Mas, nas Américas ou no mundo, o que vale é o dito antigo de que a guerra é a continuação da política, geralmente pela aposta, de um ou dos dois lados, de que o recurso às armas pode estabelecer, pela força, a primazia dos seus argumentos.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h02
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Enquanto Renata acende um cigarro, escorada na parede do sebo Nova Floresta, na praça João Mendes, centro de São Paulo, o sino da catedral da Sé badala três vezes. São 15h, carros buzinam e camelôs vendem relógios no grito. Um deles olha e comenta: "Aquela gostosa vai cair na minha". E acena. "Se eu te pego, eu te acabo", ela responde. Eles logo vão embora.
 
Talvez voltem amanhã mais cedo e marquem com outra das quatro garotas de pouca roupa apoiadas no sebo da João Mendes -prostitutas que só trabalham durante o dia, onde enfrentam menos violência e concorrência. As "belas da tarde" (referência à jovem que se prostitui no filme "A Bela da Tarde" ) cobram de R$ 60 a R$ 100 por programas de 15 a 20 minutos em pequenos hotéis do centro -segundo elas, sem cafetão e problema com polícia.

"De dia é mais seguro. A gente ouve cada história de violência e meninas abusadas na madrugada que não dá para encarar", diz Renata, nome fictício, 23. Durante o dia, "é mais difícil um babaca com masculinidade ferida te agredir". São homens, diz, que fazem cantadas, animam-se com a receptividade e se irritam ao descobrir o metiê.

A PM, que sabe das prostitutas, diz que não há reclamações contra sua presença, tampouco registro expressivo de agressões contra elas. "Muitos nem sabem que são o que são", diz um tenente da PM.

Com calças brancas coladas às coxas, Renata chama atenção pelo "psiu" que derrama sobre os transeuntes apressados. Traz o sotaque de quem deixou Aracaju há três meses "para tentar a vida em São Paulo". Lá era caixa de supermercado, ganhava R$ 600 por mês. Hoje trabalha das 10h às 21h e faz de cinco a dez programas por dia. Custam R$ 60 ou R$ 100 -é mais caro para engravatados. O melhor horário é o almoço e às 18h, com o fim do expediente.

Descontado o dinheiro do hotel, Renata ganha de R$ 3.000 a R$ 5.000 em um mês. Pois nem sempre o cliente aceita o preço. Dinheiro que guarda ansiosa para voltar a Sergipe.

O João Mendes que batiza o lugar foi redator da lei do Ventre Livre. Sua praça abriga o fórum cível, os fundos do Tribunal de Justiça e fica perto da sede paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Não à toa, homens de terno circulam por aqui e um ou outro não resiste em falar com as meninas.

"Você é advogado?", pergunta Kelly, 23, quando a reportagem se aproxima. Encostada no ponto de ônibus em frente ao sebo Messias, a loira de coxas torneadas nem parece ter deixado dois filhos no Paraná para ganhar dinheiro como prostituta em São Paulo.

"Tenho muito cliente advogado", diz. Às 16h30, um homem pára em sua frente. Conversam por dois minutos e saem andando - ela na frente, requebrando rápida sobre os saltos; ele atrás, mantendo uma distância de três metros. Às 16h38, sobem a escada do hotel Atlantis, na rua da Liberdade, ao lado da Defensoria Pública.

Hospedado em um prédio neoclássico salmão, o hotel vive um entra e sai de mulheres de microssaia e homens de meia idade. Os guardas da Defensoria sorriem. E às 17h02, Kelly e o cliente saem do Atlantis. Ele vai na frente e some na multidão. Ela caminha devagar até o ponto na frente do sebo, após 24 minutos de programa.

Cinco dias depois e 3,5 km mais embaixo, já perto da região da Luz, outras mulheres oferecem o corpo de dia por preços semelhantes. Na rua Vitória, na Luz, seis delas se espremem na porta do hotel Meni. Uma tem menos de 30, as outras, menos de 25. O programa custa R$ 70, dos quais R$ 20 pagam o quarto do hotel.

"Aqui começa às 10h sem falta", diz a recepcionista, uma negra bem maquiada e sem nome, segundo ela, que se apressa em atender um rapaz de uns 18 anos. "Quero a Simone", diz ele. Ela grita e uma loira debruça-se sobre o balcão e segura no ombro do rapaz. "Oi, amorzinho", diz. Ele então tira R$ 20 do bolso e paga à recepcionista, que lhe dá em troca um chaveiro quadrado e vermelho com o número 15. São 16h12.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h00
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E AS TOALHAS BRANCAS ?
 
Bob Dylan exige comida orgânica e quarto ventilado
 

Cantor Bob Dylan fez exigências para realizar show da turnê internacional no Uruguai

O cantor norte-americano Bob Dylan exigiu "comida orgânica sem gordura trans" e janelas que se abram em "um mínimo de 15 centímetros" no quarto que ocupará em um hotel de Punta del Este, onde vai se apresentar em 20 de março no encerramento de sua turnê latino-americana.

A assessoria de imprensa do hotel que hospedará o artista confirmou à imprensa local os pedidos de Dylan, uma das figuras mais importantes da música folk, autor de clássicos que marcaram época, como "Blowin' in the Wind".

Bob Dylan, cujo verdadeiro nome é Robert Allen Zimmerman, fechará no Uruguai a turnê "Never Ending Tour" que inclui México, Argentina, Brasil e Chile. Em março, o cantor se apresenta em São Paulo nos dias 5 e 6 e no Rio de Janeiro, no dia 8.

Ao longo de sua carreira, o artista obteve sete prêmios Grammy e, em 2001, o Oscar de melhor música original por "Things Have Changed", do filme "Garotos Incríveis". Foi homenageado ainda com o Prêmio Príncipe de Asturias das Artes.

Bob Dylan
Quando: 5 e 6 de março, às 22h
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olímpia, São Paulo tel. 0/xx/3188-4148)
Quanto: de R$ 250 a R$ 900

Bob Dylan
Quando: 8 de março, às 21h30
Onde: Rioarena (av. Embaixador Abelardo Bueno, sem número, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro tel. 0/xx/3326-7243)
Quanto: de R$ 75 a R$ 360



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h48
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PT vai questionar conduta de Marco Aurélio Mello

da Folha Online

O PT prepara duas representações contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Nas representações, o PT acusa Marco Aurélio de desrespeitar a lei que proíbe os magistrados de se manifestarem sobre processos que tramitam na Justiça.

O alvo das representações são declarações do ministro, que disse que o lançamento do programa Territórios da Cidadania em ano eleitoral poderia ser contestado judicialmente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou indiretamente o ministro e disse que "seria tão bom se o Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele".

"O governo não se mete no Legislativo e não se mete no Judiciário. Se cada um ficar no seu galho, o Brasil tem chance de ir em frente. Se cada um der palpite [nas coisas do outro], pode conturbar tranqüilidade que sociedade espera de nós", afirmou Lula na semana passada.

As declarações de Lula foram criticadas por parlamentares. "Isso que ele [Lula] criticou é a última coisa que ele poderia fazer. Poderia ter feito outras críticas mais legítimas, essa de recorrer ao Judiciário, o Congresso tem legitimidade para recorrer sempre que se sentir atingido", afirmou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), criticou a reação de Lula atribuindo ao estilo de personalidade dele. "O presidente revelou o estilo ditatorial dele. O ministro Marco Aurélio Mello está fazendo o trabalho dele", afirmou

Porém, o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), saiu em defesa de Lula. Segundo ele, o programa não é eleitoreiro, mas necessário. "É inadmissível que alguém possa se colocar contra o programa. Não é eleitoreiro, pois os programas são decididos com antecedência e neste caso atinge áreas que precisam de política social", disse o petista.

A decisão de questionar a conduta de Marco Aurélio foi tomada durante reunião da bancada do PT na Câmara. O texto das representações será elaborado pelo departamento jurídico do partido.

Leia mais



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h47
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Construir uma boa rede de relacionamentos pode ser grande passo na conquista do emprego

Todo mundo na vida já ouviu falar que, para se ter um bom emprego, é importante ter QI, de “Quem Indicou”. No universo do Recursos Humanos, essa expressão é conhecida por uma palavrinha americana: networking, que nada mais é do que ter uma rede de contatos que permita estabelecer uma relação puramente profissional e da qual se possa obter frutos.

Com o mercado de trabalho cada vez mais acirrado, ter um bom networking é mais do que necessário. “Quanto mais saturada for a profissão, mais os contatos serão importantes. Por exemplo, nas carreiras de Direito e Jornalismo, praticamente todas as vagas são preenchidas por indicação direta, já que o número de formandos é muito maior do que o número de vagas”, explica Max Geringher, consultor e comentarista da Rádio CBN, além de colunista do programa “Fantástico”, da TV Globo.

Pode parecer injusto, mas, segundo Geringher, em uma entrevista de trabalho leva mais vantagem o candidato que conhece quem possa abrir a porta do local de trabalho para ele, do que aquele que mandou um bom currículo, mas não conhece ninguém que possa ajudá-lo. “São os contatos que garantem a possibilidade de uma boa entrevista. Mas, se os dois candidatos (um que tenha um bom contato e outro que não) chegarem à entrevista, aí o melhor currículo se transformará numa grande vantagem”, frisa.

O começo
Mas como aquela pessoa que está entrando no mercado de trabalho pode montar uma boa rede de contatos? O próprio banco da universidade, segundo Geringher, é um bom começo, ou antes disso. “Eu consegui meu primeiro emprego através da indicação de uma pessoa que conheci quando cursava o segundo grau”, lembra o consultor.

Por isso, ser bom aluno e ganhar a simpatia dos professores, “que geralmente são pessoas bem relacionadas”, fazer cursos de curta duração, “dos quais participem profissionais de Recursos Humanos, também é um caminho precioso”, aconselha.

No entanto, não é por que se tem um bom contato que se deve abandonar os estudos e deixar de incrementar o currículo, de acordo com o consultor. "Estudar e se aperfeiçoar é importante, sempre", alerta. 
 

O que não é networking
- Networking não é amizade, é uma relação puramente profissional
- Encher a caixa de e-mails de pessoas importantes que você descobriu as posições dentro de uma empresa, com as quais não existe nenhum tipo de relação, além de não ser networking, é extremamente deselegante.

O que é networking
 - É conhecimento mútuo e pode ser iniciado por colegas de escola. “Um aluno cujo pai é diretor de uma empresa pode estabelecer um contato vital", afirma Geringher.
 - Construir um networking leva tempo. Não se deve conhecer a pessoa e já ir entregando o currículo, pois isso soa inconveniente. É preciso, antes de tudo, ter paciência.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h46
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"FUMUS BONI IURIS"

Fumus boni iuris

Circula há alguns dias na internet a transcrição de julgamento de processo no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo sobre demissão por justa causa de funcionária de uma empresa, sob a alegação de que soltava gases no local de trabalho, conforme registra a Folha.

O tema recebeu várias sugestões de estudantes, advogados, procuradores, magistrados e de curiosos em geral para tratar do episódio como exemplo de desperdício de tempo e recursos de um Judiciário já excessivamente moroso e sobrecarregado, questionando-se a prioridade do julgamento.

Não devem ter vislumbrado, no caso, a fumaça do bom direito, pois a demissão foi anulada. Leia a íntegra da espirituosa decisão clicando no site do Consultor Jurídico.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h00
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"VOCÊ É O QUE VOCÊ COME"
 

da Revista da Folha

Quem ainda não viu, já ouviu falar daquela senhora que aparece na tevê mexendo no cocô alheio com um palito de sorvete. Trata-se da nutricionista holística escocesa Gillian McKeith, 40, do programa "Você É o que Você Come", transmitido no Brasil pela GNT e em mais 34 países.

Apesar de provocar ojeriza em muitos espectadores, o programa tornou-se um hit no Reino Unido e a apresentadora virou porta-voz da campanha "Don't blush, look before you flush" ("Não core, olhe antes de dar descarga"), que promove ações para prevenção do câncer de intestino. Não por acaso, o assunto ganha mais espaço. Esse é o segundo tipo de tumor maligno que mais acomete homens e mulheres nos centros urbanos do mundo.

Apesar do trabalho malcheiroso -ela mesma conta que chega a usar até três máscaras durante uma visita-, Gillian tornou-se uma celebridade. As pessoas fazem fila e mandam cartas para receber suas visitas em casa. Tanta fama gerou polêmica no "Guardian", tradicional jornal inglês. Ben Goldacre, médico que escreve semanalmente a coluna intitulada "Bad Science" (Má Ciência), travou dois rounds com a loira sobre os métodos pouco ortodoxos de Gillian ao tratar questões médicas.

A Revista teve uma instrutiva e divertida conversa com a nutricionista por telefone. Ao final, Gillian mandou um recado: "Se seu trânsito intestinal vai bem, antes de dar descarga, dê tchau ao seu cocô e um tapinha no bumbum para congratulá-lo. Isso, sim, é ter saúde!" Como diriam os ingleses: "cheers".

Por que e quando você começou a trabalhar com nutrição?
Estava sofrendo com minha saúde e fui diagnosticada erroneamente inúmeras vezes. Na época, vivia com uma enxaqueca interminável. Foi um guru espiritual que teve a habilidade de ver dentro do meu corpo. Sei que soa maluco, até eu mesma achei na época, mas ele me orientou a seguir o caminho da alimentação saudável. Foi essa iluminação que me fez perceber que queria me especializar no campo de saúde e nutrição.

Por que analisar cocô?
Em minha clínica, tenho usado cocô como parte analítica de meus clientes por 15 anos. É parte vital no método de tratamento. Preciso ver o cocô para obter uma visão geral do que acontece no organismo deles.

Por que é necessário olhar as fezes antes de dar descarga?
Para ver como está a cor, tamanho, formato, textura e cheiro. É uma análise que fala muito de sua digestão e do que se passa no seu organismo. Você deve olhar sem medo ou vergonha.

O que podemos observar sobre a saúde com tal tipo de análise?
O estado do fígado, a hidratação do corpo, o tipo de comida que se está comendo e a qualidade da digestão. Se a mastigação é apropriada, se faltam nutrientes em seu corpo, se há bactérias ruins ou deficiência em alguns tipos de gorduras vitais ao organismo. Vermes, parasitas, problemas no cólon. A lista é longa. Cocôs muito malcheirosos, que deixam marcas na privada, são problemáticos. Assim como em bolinhas, pálido, mole, fino ou despedaçado.

O que se deve analisar?
Deve-se ver se há pedaços de alimentos, se vai bem com a descarga ou se bóia. Quantas vezes você se limpa com o papel higiênico? Se passar mais de cinco vezes o papel é sinal de que precisa de mim. Olhar o cocô pode salvar a sua vida. Sangue nas fezes pode ser hemorróida ou algo mais sério. Os participantes do programa que têm o cocô mais fedido são os que comem sempre "junk food". Geralmente, tenho que usar três máscaras e, ainda assim, o cheiro é horrível.

Como deve ser o cocô perfeito?
Deve ter cor de castanha-da-índia. Preto ou amarelo não me deixa feliz. Deve ter o formato de salsicha. O ideal é que fique atado ao bumbum assim que alcança a água. Um bonito, longo e grosso cocô. Não deve ser muito fino nem ter um cheiro forte, daqueles que fazem você sair correndo do banheiro. Não deve haver pedaços de comida ou ser muito quebrado.

Qual o segredo para o intestino funcionar bem?
Os alimentos que ingere, quanto de água toma-se diariamente e exercícios. Uma boa sugestão é tomar um copo de água morna toda manhã, seguido por uma xícara de chá de urtiga e uma salada de frutas. Também ensino meus pacientes a abaixar lentamente (como se fossem ficar de cócoras), antes de se sentarem no vaso. Isso irá criar o movimento de ondas no intestino para que o cocô saia confortavelmente. Outra idéia é arrumar um banquinho de 30 cm de altura. Coloque os pés no banco quando sentado na privada, isso estimula uma posição que proporciona evacuação completa. Se não tiver o banquinho, use pilhas de jornal.

Como seus amigos e familiares reagiram quando começou a analisar cocô em rede nacional?
Minha mãe ficou horrorizada e me telefonava para dizer que eu estava acabando com os jantares dela. Uma das minhas filhas fica muito envergonhada quando vai à escola no dia seguinte ao programa, pois os amigos sempre dizem 'sua mãe estava cheirando cocô de estranhos ontem à noite!', mas ela entende que é em prol de uma boa causa.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h28
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O DIA EM QUE CALUMBI VIROU NOTÍCIA!

Menina de 5 anos morre após comer bolacha em PE
 
A menina Iasmin Bernardino Moreno da Silva, de 5 anos, foi enterrada hoje em Calumbi, no Sertão de Pernambuco, a 407 quilômetros do Recife. Iasmin passou mal depois de comer bolacha de água e sal na noite de ontem. Levada pela mãe, Maria Ivaneide Bernardino, a um hospital em Serra Talhada (PE), ela morreu poucas horas depois, na madrugada de ontem.
 
Grávida de 8 meses do nono filho, Ivaneide deparou-se, ao retornar para casa, com os outros cinco filhos e um sobrinho, que também haviam comido o alimento, com os mesmos sintomas de intoxicação apresentados por Iasmin - dores na barriga e vômito. Eles foram encaminhados para hospitais em Serra Talhada e Arcoverde (PE) e dois deles - os mais novos, de 2 e 3 anos - foram depois transferidos para o Hospital da Restauração, na capital pernambucana. Nenhum corre risco de morte.

O delegado regional Emanoel Serapião, que investiga o caso, afirmou acreditar que a morte foi causada por contaminação da bolacha com veneno. Restos do biscoito foram encaminhados para análise no Instituto de Criminalística de Salgueiro (PE), assim como uma pequena quantidade de um pó branco encontrado sobre um móvel da casa das crianças. O laudo deve ficar pronto em 15 dias.
 
O comerciante Gonçalo Teles, dono da mercearia onde a bolacha foi comprada, negou a informação de que a embalagem do produto estivesse roída. Em depoimento a Serapião, Teles disse não usar veneno para ratos e afirmou que o pacote de biscoito não estava violado.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h28
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Bope estrelará seriado com imagens reais de confronto

Depois do sucesso de "Tropa de Elite", os policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) podem estrelar um programa de televisão com cenas de ação real.O presidente de uma empresa de treinamento policial e um produtor de TV se uniram para negociar a realização de um seriado inspirado no "Dallas Swat", da rede americana A&E TV, usando os "Caveiras" como personagens.

Marcos do Val e Rodrigo Batalha querem apresentar a tropa do Bope em seu dia-a-dia. O objetivo é filmar tiroteios reais entre o Bope e traficantes em morros do Rio, com microcâmeras afixadas nas armas, roupas e capacetes dos policiais. "Queremos cenas para dar tititi mesmo, causar polêmica. A diferença para o "Dallas Swat" é que lá eles raramente trocam tiros; aqui tem muito mais ação. Quero tornar os PMs do Bope super-heróis no mundo inteiro", disse do Val. Ele admite, porém, que nem tudo poderá ser exibido. "Algumas cenas, dependendo da situação, vamos tirar do ar. Quero mostrar o combate, mas eles [PMs] vão dar uma peneirada, não vão querer que entre tudo."

"Vamos usar cenas reais, do Bope subindo a favela mesmo, com sistema tecnológico de câmera "lipstick" [batom]. Trabalhei com filmagens de esportes radicais e gosto de dinâmica nas ações, seqüências de imagens de tirar o fôlego. Teremos dois ou três cinegrafistas em câmeras de alta definição, protegidos por equipamentos de segurança", afirmou Batalha.

O comandante do Bope, tenente-coronel Pinheiro Neto, confirmou à Folha ter conversado com do Val sobre o tema, mas afirmou que foi só um "contato preliminar". "Não há nada oficial, apenas um contato preliminar, sem o desenho do programa. Não tenho posição definitiva. No filme americano, eles mostram a casa do policial, ele levando o filho ao colégio. Aqui trabalhamos com terroristas do tráfico. Não tem como fazer isso [mostrar o rosto do PM]. Antes de qualquer coisa, teria de passar pelo crivo do estado-maior da PM e da relações-públicas."

Os autores da idéia, porém, já a registraram na Biblioteca Nacional. Os policiais do Bope seriam acompanhados no dia-a-dia do treinamento e da ação. O custo estimado é de R$ 500 mil a R$ 1 milhão por programa.

Marcos do Val é presidente do Cati (Centro de Imobilização Tática Avançada, em inglês), empresa baseada no Estado americano do Texas e que promove treinamento policial com a Swat (Special Weapons and Tactics), unidade de elite da polícia de Dallas. Segundo do Val, o Bope não pode receber dinheiro pelo programa e ganharia em troca treinamento da Swat. Também poderia enviar policiais aos EUA, para conhecer novas técnicas.

A intenção dos produtores é competir com o seriado "Tropa de Elite", de ficção, com episódios baseados no filme sucesso de bilheteria e no livro "Elite da Tropa". "A diferença é que lá são atores, aqui são policiais; lá é ficção, aqui é realidade", afirma do Val.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h23
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DVD OFICIAL DE "TROPA DE ELITE"

Edição preguiçosa enfraquece DVD oficial
 

DVD - Tropa de Elite - Edição oficial

Se o Capitão Nascimento levasse para casa o disco oficial de "Tropa de Elite" com a esperança de encontrar extras à altura da importância do filme, maior bilheteria nacional de 2007 e Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano, talvez usasse um de seus bordões: "O senhor, seu DVD, é um fanfarrão".

Além da versão do longa para aparelhos de MP4, galeria de fotos e dois trailers de cinema, há uma bateria de depoimentos de profissionais do filme, como o diretor José Padilha, o produtor Marcos Prado, o roteirista Bráulio Mantovani e o elenco principal - Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira e Fernanda Machado.

Padilha, em especial, reconstitui as linhas mestras do desenvolvimento do projeto. Lembra que teve a idéia do argumento a partir da recepção ao seu filme anterior, o documentário "Ônibus 174", fala sobre o trabalho de improvisação com os atores e os detalhes de realização de certas seqüências. Elogia Mantovani como "o maior roteirista brasileiro de todos os tempos".

A montagem, preguiçosa, apenas divide em blocos temáticos o depoimento do diretor. Havia diversas oportunidades para inserir cenas do filme enquanto ele se refere a aspectos técnicos, como movimentos de câmera e efeitos especiais, mas é preciso imaginá-las ou retornar ao filme para conferi-las -frustração que se repete em todas as entrevistas.

Extras sem exemplos

Padilha fala também da versão pirata como "uma saída de Avid" - material bruto, retirado da ilha de edição, que ainda precisava ser montado em definitivo e finalizado. Seria didático, em nome do próprio combate à pirataria, se os extras trouxessem exemplos concretos das diferenças de qualidade entre cópia oficial e pirata.

Interrompido bruscamente, o curto depoimento de Prado fala de algo que poderia ter sido explorado como fio condutor, a percepção dos envolvidos de que faziam "o filme de suas vidas". Não há cenas de bastidores, seqüências cortadas ou análises de uma perspectiva que não seja a interna, material que o espectador já se habituou a encontrar nas versões especiais de filmes estrangeiros e também de nacionais, como os de Glauber Rocha.

Obviedade mercadológica: assim como ocorreu com "Cidade de Deus", a primeira versão oficial de "Tropa" em DVD, com um único disco, é a de "fanfarrão". A segunda - "especial", "do diretor" ou "de elite" - ainda está por vir.

TROPA DE ELITE
Diretor: José Padilha
Distribuidora: Universal
Quanto: R$ 30, em média
Avaliação: bom (filme), regular (DVD)

Clique AQUI para ver o vídeo com parte dos extras do dvd.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h18
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Lula rebate críticos de novo programa social, após criticar Judiciário e Legislativo

Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à região Nordeste do país, atacou os críticos do programa Territórios da Cidadania, programa de combate à pobreza rural, que prevê gastos de R$ 11,3 bilhões em 958 cidades e pretende atingir 7,8 milhões de pessoas, segundo estimativa do governo, alimentando a polêmica do novo programa.

Na quinta (28) à noite, em discurso em Aracaju, Lula criticou os poderes Legislativo e Judiciário. "Seria bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles. Nós iríamos criar a harmonia estabelecida na Constituição", afirmou.

Em entrevista ao UOL, o ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, considerou a declaração um "arroubo de retórica". Mello tem feito alertas sobre a ampliação de programas sociais em ano eleitoral.

Sem citar o nome do ministro, Lula criticou os alertas. "Tem que perguntar se ele quer ser ministro da suprema corte ou quer ser político. Se quer ser político, que renuncie e se candidate a um cargo para falar as bobagens que quiser, a hora que quiser, e não ficar se metendo na política do poder Executivo", disse Lula.

Nesta sexta, Lula voltou a reclamar dos críticos do programa. "Chega a ser trágico, que em nome de uma suposta salva-guarda eleitoral, alguns conservadores defendam a manutenção de 24 milhões de brasileiros e brasileiras na soleira da porta, do lado de fora do país", disse Lula em discurso durante encontro de governador nordestinos.

Após o lançamento do programa, DEM e PSDB ingressaram com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo a suspensão e a inconstitucionalidade do decreto de Lula que cria o programa, alegando que a legislação eleitoral veta a criação de novos programas via decreto presidencial, assim como o aumento de despesas só pode ocorrer por meio de projeto de lei.

O UOL entrevistou o ministro Marco Aurélio Mello sobre as críticas de Lula. "Eu sou um arauto da liberdade de expressão. Respeito o ponto de vista do presidente da República. Agora, os poderes são harmônicos e independentes. São os freios e contrapesos que levam a uma contenção na atividade administrativa. Eu só posso atribuir as palavras como um arroubo de retórica", disse na entrevista ao UOL.

Na entrevista, Mello reiterou que a lei eleitoral só viabiliza a continuidade de programa social e a continuidade segundo o Orçamento do ano anterior. "A lei veda, em bom português, o elastecimento de programas sociais no ano das eleições. Isso foi aprovado pelo Congresso Nacional e foi aprovado para valer", afirmou.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, minimizou a polêmica, disse que não há crise entre os poderes, mas também criticou o Judiciário. "O presidente reagiu. O caso concreto é que algum magistrado vem adiantando posições sobre a possibilidade de o Executivo fazer políticas públicas em anos que têm eleições. Isso pode ser traduzido como adiantamento de voto ou início de uma acusação. Isso permite que o poder que está sendo eventualmente acusado adiante sua defesa", disse Tarso.

Para a colunista do UOL News, Lucia Hippolito, a declaração de Lula, além de ser extrema grosseria e indelicadeza, revela um desconhecimento do que é o regime democrático. "Acho que sua excelência não se deu conta do nível de desinformação. Não sabe que em uma democracia os poderes vigiam uns aos outros", disse.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h02
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DÓLAR CHEGOU NO FUNDO DO POÇO...
MAS CONTINUA CAVANDO COM FORÇA!
 
Dólar fecha em queda pelo oitavo dia seguido, a R$1,671
 
O dólar caiu pela oitava sessão consecutiva, pressionado por operações no mercado futuro, pela entrada de recursos no país e pela queda generalizada da moeda norte-americana nos mercados internacionais. O dólar terminou o dia a R$ 1,671, com baixa de 0,77%. Na mínima, a moeda chegou a ser negociada a R$ 1,665 no pregão à vista da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Em oito dias de desvalorização, o dólar caiu quase 5% em relação ao real.

A moeda norte-americana sofreu com a sinalização dada pelo chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que haverá novos cortes dos juros nos Estados Unidos. O euro, por exemplo, bateu mais um recorde, acima de US$ 1,51. "É mais um movimento de perda do dólar ante outras moedas do que de apreciação do real... porque a perspectiva de desaceleração um pouco mais forte dos Estados Unidos vai se consolidando cada vez mais", disse Jankiel Santos, economista do banco ABN Amro.

Com juros menores nos Estados Unidos, diminui o interesse por investimentos na maior economia do mundo. Nesse cenário, o Brasil, que tem uma taxa de juros relativamente alta e uma economia com fundamentos mais sólidos do que no passado, aparece como um destino atraente, explicou. Esse movimento, porém, não tem envolvido somente o fluxo efetivo de moeda. Grande parte da responsabilidade pela série de quedas do dólar, apontam analistas, vêm do mercado futuro, onde se desenrolam as chamadas operações de arbitragem.

Nessas operações, o investidor busca lucrar com a diferença entre os juros cobrados no Brasil e no exterior. Além disso, muitos agentes vendem dólares no mercado futuro, apostando em mais desvalorização da moeda. Na terça-feira, por exemplo, os estrangeiros mantinham, em termos líquidos, US$ 6 bilhões em posições vendidas no mercado futuro. No meio de janeiro, esse montante chegou a ser de apenas US$ 200 milhões.

Com muitos investidores vendidos em dólar, aumenta a pressão para que a cotação do final do mês - usada para a liquidação de um lote de contratos - seja cada vez mais baixa. "Teve muita gente que acabou aproveitando essa furada do patamar de R$ 1,70 para pressionar ainda mais a cotação da moeda", comentou Santos, que não vê perspectiva para o fim do processo. "Não tem piso."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h02
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MARINHEIRO  BAIANO

Uma loira gostosíssima ia se jogar do elevador Lacerda, quando aparece um marinheiro:

- Moça, não faça isso!!!

- Vou me jogar, minha vida é uma droga!

- Não faça isso! Olha, meu navio está de partida para a Europa. Por que você não pensa melhor e vem comigo?

Chegando lá, se você ainda quiser se matar, pelo menos terá conhecido a Europa.

A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para um bote salva-vidas, onde viajaria escondida .

Durante duas semanas ele a visitava a noite, trazendo comida, água, e....cráu. Comida, água e ... cráu.

Até que um dia o capitão, fazendo uma inspeção nos botes, descobriu a loira viajando clandestinamente.

Ela, sem saída, lhe contou a verdade.

- Olhe, eu estou aqui, seguindo para a Europa, porque um marinheiro me salvou da morte.

Todas as noites ele me traz comida e água, e como agradecimento eu dou para ele. Combinamos desse jeito até chegarmos à Europa. Ainda falta muito, comandante?

- Moça... este Ferry-Boat só faz a travessia Salvador-Itaparica.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h59
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