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Em causa própria
 


TRON - VERSÃO SUECADA
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h34
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UM TAPINHA DÓI NO BOLSO
 
Furacão 2000 é condenada por música
que prega preconceito contra a mulher

Justiça considerou que música banaliza a violência contra a mulher e transmite uma visão preconceituosa. A empresa Furacão 2000 Produções Artística Ltda foi condenada pela Justiça Federal ao pagamento de multa no valor de 500 mil reais pelo lançamento da música "Um Tapinha Não Dói", no início desta década.
 
A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal e pela Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, em janeiro de 2003, por considerar que a música banaliza a violência contra a mulher, transmite uma visão preconceituosa contra a imagem da mesma, além de dividir as mulheres em boas ou más conforme sua conduta sexual.

Na inicial da ação civil pública, o então procurador Regional dos Direitos do Cidadão Paulo Gilberto Cogo Leivas afirmou que "esse tipo de música ofende não só a dignidade das mulheres que comportam-se de acordo com o descrito em suas letras, mas toda e qualquer mulher, por incentivar à violência, tornarem-na justificável e reproduzirem o estigma de inferioridade ou subordinação em relação ao homem".

Conforme decisão do juiz substituto Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, o valor da multa será revertido em favor do Fundo Federal de   efesa dos Direitos, conforme estabelece a Lei 7.347/85. A quantia deverá ser monetariamente atualizada, acrescida de juros. A empresa ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores.

Juarez Tosi
Assessor de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio Grande do Sul
(51) 3284.7370
ascom@prrs.mpf.gov.br


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h33
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Ao lado de todo grande homem tem sempre um grande traidor. Se você não acredita nisso,este ranking lhe dá dez bons motivos para desconfiar dos amigos, caso, claro, você tenha planos de gravar seu nome nos livros de história

10 WANG JINGWEI
CHINA
GUERRA SINO-JAPONESA, DÉCADA DE 1930


Depois de participar do Kuomintang, movimento que lutava para unificar o país, Jingwei se revoltou e mudou para o lado inimigo justo quando a guerra da China contra o Japão pegava fogo, literalmente. Ele não apenas fez vista grossa para os avanços japoneses como conquistou a província de Nanquim para os novos amigos.
Ao trocar a China pelo Japão, Wang Jingwei deixou de lado sua ideologia comunista para defender um país que fazia parte do grupo do Eixo, aquele mesmo que era comandado pela Alemanha nazista na Segunda Guerra.

9 ALDRICH AMES
EUA
DÉCADAS DE 1980 E 1990


Espião da mais famosa agência de inteligência americana, a CIA, Aldrich Ames se vendeu para a KGB, o serviço secreto da Rússia, durante a Guerra Fria. Por alguns milhões de dólares, o traíra vendia para os russos o nome daqueles que trabalhavam para os EUA. Descoberto depois de quase 15 anos de serviços prestados aos inimigos, ele foi condenado à prisão perpétua.
A Rússia contratou um traidor para ser seu dedo-duro infiltrado na CIA, mas não perdoava traições. Pessoas delatadas por Ames não tinham perdão: muitas foram executadas antes mesmo de poderem se defender.

8 TOMMASO BUSCETTA
ITÁLIA
DÉCADA DE 1980


Foi um dos membros mais importantes da Cosa Nostra, a máfia italiana. E adivinhem onde ele enriqueceu? No Brasil, traficando drogas. Preso pela Polícia Federal em 1984 e deportado para a Itália, ele fez pinta de arrependido e entregou todo o esquema da máfia. Por colaborar com a polícia, Buscetta ganhou proteção especial e um salário para o resto de sua vida, que terminou em 2000, quando morreu de câncer.
O italiano foi o primeiro traidor da máfia a ficar conhecido por quebrar o juramento de silêncio da organização. Ele se safou, mas a Cosa Nostra ‘apagou’ mais de dez pessoas de sua família

7 DOMINGOS FERNANDES CALABAR
BRASIL
BRASIL COLÔNIA, SÉCULO 17
 
O único representante brasileiro da lista é considerado por muitos um dos primeiros traidores da história do país. Calabar era um senhor de engenho na capitania de Pernambuco e se aliou aos holandeses quando eles invadiram as terras brasileiras – na época, sob o domínio de Portugal. Como conhecia o território pernambucano como a palma de sua mão, ajudou em praticamente todas as conquistas da Holanda por estas bandas.
Alguns historiadores questionam a fama de traidor de Calabar e alegam que ele lutou ao lado dos holandeses porque acreditava que, sem o domínio de Portugal, a pátria seria livre.

6 AUGUSTO PINOCHET
CHILE
DÉCADA DE 1970

No dia 25 de agosto de 1973, o presidente do Chile, Salvador Allende, escolheu um dos militares que considerava mais leais para assumir a chefia do Exército. Três semanas depois, Pinochet liderava um golpe militar para derrubá-lo e implantar uma ditadura que duraria 17 anos. Pinochet até ofereceu um avião para o presidente fugir, mas uma transmissão de rádio revelou que sua intenção era jogar Allende da aeronave em pleno vôo.
Allende confiava tanto em Pinochet que, na manhã do dia do golpe, teria dito: ‘Chamem Augusto, ele é um dos nossos’.

5 SILVÉRIO DOS REIS
PORTUGAL
BRASIL COLÔNIA, SÉCULO 18

Apesar de ser português, ele se tornou um dos traidores mais famosos do Brasil antes mesmo de o país se libertar de Portugal. Isso porque passou por cima logo do primeiro movimento de independência, a famosa Inconfidência Mineira. Para escapar das suas dívidas com a Coroa, ele entregou seu amigo Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A conclusão todo mundo já sabe: o líder dos inconfidentes acabou enforcado e esquartejado.
Além de ter suas dívidas perdoadas, o delator de Tiradentes ganhou uma pensão vitalícia do governo português e foi até mesmo recebido por dom João.

4 HEINRICH HIMMLER
ALEMANHA
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1945)

Abandonar os companheiros de luta e passar para o outro lado é considerado traição, independentemente do lado em que está lutando. Por isso, Himmler, o chefe da polícia nazista, está aqui. Afinal, quando ele percebeu que as chances de vencer a guerra eram praticamente nulas, não titubeou em abandonar Hitler e negociar uma rendição da Alemanha com os EUA e a Grã-Bretanha.
Himmler tentou entregar a Alemanha para os Aliados em troca de sua liberdade. Mas não deu certo: ele foi considerado criminoso de guerra, foi preso e se suicidou.

3 MARCUS JUNIUS BRUTUS
ROMA
44 A.C.

Brutus certamente não foi o primeiro traidor da história, mas foi o primeiro a se tornar famoso. Depois de lutar pelo Império Romano, comandado pelo seu pai adotivo, Júlio César, ele se uniu a outro traíra, o general Cássio Longinus, para tomar o poder. Não bastasse a traição, o cara aceitou colocar em prática o plano de assassinar o ‘papito’. Ao ser golpeado, César mandou a famosa frase: ‘Até tu, Brutus?’
Depois da traição, Brutus chegou a montar um exército para dominar o Império Romano, mas foi derrotado por Marco Antônio. Aí a consciência pesou e ele se suicidou.
 
2 TALLEYRAND-PÉRIGORD
FRANÇA
REVOLUÇÃO FRANCESA, SÉCULO 18

Para o ministro das relações exteriores de Napoleão Bonaparte, ‘traição é uma questão de datas’. Talvez por isso, Talleyrand não só tenha abandonado o imperador mas também mudado radicalmente de lado. Numa época em que a França espalhava pela Europa os princípios da revolução, ele organizou a deposição de Napoleão e a volta dos Bourbons para restaurar a monarquia.
Depois da crocodilagem, Talleyrand trabalhou como embaixador de Luís XVIII, que sucedeu Napoleão, e representou a França no Congresso de Viena.

1. JUDAS ISCARIOTE
GALILÉIA
33 ANOS APÓS O NASCIMENTO DE CRISTO

Ele não traiu ‘simplesmente’ uma pátria, um partido ou uma ideologia. O mais famoso traidor da história é até hoje lembrado como o sujeito que deu uma rasteira no filho único do Todo-Poderoso. E pior: segundo a Bíblia, Judas entregou Jesus Cristo aos soldados romanos em troca de míseras 30 moedas de prata. Arrependido, o apóstolo tentou devolver o dinheiro e voltar atrás, mas já era tarde. Cristo foi crucificado e Judas, culpado, suicidou-se.
Em algumas cidades do mundo, inclusive aqui no Brasil, existe o costume de ‘malhar’ o Judas no sábado de Aleluia (o que vem antes do domingo de Páscoa).


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h29
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SUPERDICAS DA SEMANA

Procure uma atividade pela qual possa se apaixonar

Prefira fazer o que gosta mesmo que seja para ganhar menos

Se você fizer o que gosta, o dinheiro virá naturalmente

Quanto mais você conhecer uma atividade, mais gostará dela

Encontre uma pessoa em quem possa se inspirar

Não desista nunca. Esteja sempre atento às oportunidades


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h27
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BBB1 - Kléber Bambam -Trabalhou na TV na Turma do Didi e na Zorra Total e agora mora em Los Angeles, tentando carreira internacional;

BBB2 - Rodrigo Lionel (Caubói) - Cria bois para engorda, apresenta shows e o programa Comando Sertanejo em Ribeirão Preto;

BBB3 - Dhomini - Virou cantor da dupla sertaneja universitária com o amigo Dhoni, em Goiânia, casado há um ano e meio;

BBB4 - Gecilda dos Santos (Cida) - Brigou judicialmente com o marido que queria metade do dinheiro dela, comprou uma casa e parou de trabalhar de babá;

BBB5 - Jean Willys - Escreveu um livro sobre confinamento e continua batalhando na área da Cultura;

BBB6 - Mara Nilza - Comprou uma escola e uma pousada em Porto Seguro;

BBB7 - Diego Alemão - Continua tentando sua carreira artística e investiu numa empresa de eventos.

BBB8 - Rafinha - Não sabe o que vai fazer com tanto dinheiro, mas estima-se que vá transfomar todo seu dinheiro em verdinhas (alfaces).


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h26
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h20
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PODER DA BURROCRACIA
 
Mais uma crônica sobre turistas brasileiros na Espanha
 
by Voltaire de Souza


Brasil. Espanha. Países amigos. Países irmãos. O ódio e o preconceito, por vezes, falam mais forte. Gianna era uma jovem de excepcional beleza. Olhos cor de mel. Pele da cor do pecado.  Cabelos desengrenhados tipo samambaia. Sofria com a falta de recursos numa cidadezinha de Goiás. Veio a oportunidade. A tentação. Uma passagem para Madri.

- Seus serviços serão bem remunerados.

Gianna desembarcou no aeroporto de Barajas com um vestido de oncinha. O funcionário da imigração se chamava Juán Belisário. E logo desconfiou.

- Más una brasileña que se vá para la prostitución. No entra acá en Barajas.

Gianna arranhava um pouco de espanhol.

- Quanto preconchecho... Soy una moza muy honesta y trabajadera.

Um sorriso sedutor. Gianna continuou, mas não sem antes errar o nome do aeroporto.

- No voy a entrar en Carajas. Sino que Carajas entrarán en mi.

Juán Belisário fechou o guichê. E abriu a braguilha da calça. O amor rolou em pleno aeroporto. Como num ritual de boas vindas. Em qualquer país, os homens têm uma mentalidade muito burocrática. Querem sempre bater o carimbo na almofadinha.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h20
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POBRES SERVIDORES MUNICIPAIS

Servidores vão receber salários pelo Bradesco

Os servidores municipais receberão o pagamento dos salários de março através do Bradesco, nos próximos dias 27 e 28.  Na quinta-feira (27) recebem os aposentados e na sexta (28) todos os demais funcionários.

O Banco Bradesco foi o vencedor do processo de licitação realizado pela Prefeitura para a administração das contas municipais pelo prazo de 60 meses. A oferta única do pregão presencial superou R$ 1 milhão, em sessão pública realizada no dia 12 de novembro, no auditório da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz).


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h14
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Recebi uma indenização trabalhista no fim do ano passado, porém, o IR só foi recolhido pela empresa a pedido da Justiça do Trabalho somente no início de 2008. Como devo informar no IR?

Informe o valor recebido em 2007. Se as verbas trabalhistas não vierem discriminadas, deve-se considerar tudo como rendimento tributável e oferecer à tributação. Se vierem discriminadas, considere como rendimentos tributáveis salário, férias e aviso prévio trabalhado. São rendimentos isentos o aviso prévio indenizado e o FGTS. O 13º salário é rendimento sujeito à tributação exclusiva/definitiva.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h14
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h13
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Ações indenizatórias iniciam uma nova fase no Direito

Enquanto degustava uma porção de batatas no McDonald’s, a consumidora Juliana Paula Zéfiro encontrou, entre os filetes, uma formiga grudada ao alimento. Como não é hábito nacional o consumo do minúsculo inseto, a questão foi parar na Justiça. Em sua decisão, o juiz Yale Sabo Mendes, integrante do Poder Judiciário de Mato Grosso, condenou a cadeia americana de fast food ao pagamento de R$ 10 mil a título de dano moral. Em outro caso repulsivo, moradores de Aimorés (MG) receberam a quantia de R$ 600 pela ingestão de água contaminada por um corpo em putrefação, localizado no tanque da companhia de abastecimento local. A chamada “água de defunto” foi descoberta após reclamações sobre a qualidade da água.

A disparidade confunde não somente a população, como toda a comunidade jurídica. As ações de indenização, cada vez mais, navegam à deriva — uma loteria, como denomina Patrick Atiyah, autor da obra The damages lottery (A loteria do Dano). Se incerto é o resultado de casos não tão comuns, como os citados acima, notório é o valor pago, por exemplo, pelas operadoras de telefonia condenadas diariamente pela inclusão indevida nos serviços de proteção ao crédito. A partir dessa padronização de valores, surgem decisões que causam imensa perplexidade à população. Em um caso ocorrido recentemente, um homem, possuidor de baixa renda, perdeu dois dedos da mão direita por falhas em um rojão. O quantum fixado — R$3 mil — alcançou pouco mais da metade do valor pago às vítimas das telecoms.

Diante dessas condenações em série, temos o intitulado tabelamento do dano moral, fonte de eternos debates acalorados, e a conseqüente indústria do dano. No atual cenário, a indenização é reles taxa de funcionamento dessas empresas. O que deveria ser extraordinário virou rotina. Muito já foi discutido sobre uma possível solução, como a majoração das quantias pagas, mas pouco foi feito. Ao que tudo indica, o abacaxi não será descascado tão cedo. Enquanto isso, a vítima de poucas posses amarga os limites impostos por sua própria renda. No caso da água putrefata, o nobre magistrado deve ter imaginado que uma quantia superior a R$ 600 caracterizasse fonte de enriquecimento para os consumidores, indo além do valor necessário para reparação.

Contudo, um novo experimento foi feito nos últimos dias em Santa Catarina. Condenada pela morte de uma criança de 10 anos, uma empresa de transportes coletivos pagará R$ 50 mil pelos danos morais sofridos pela mãe. Em recurso, a empresa alegou que a quantia deveria ser nivelada à situação financeira da indenizada, que é faxineira. Para o relator do processo, desembargador Newton Janke, é “totalmente descabido o argumento de que a verba indenizatória deve guardar proporcionalidade ou correspondência com o padrão de vida ou a condição econômica dos ofendidos”. Se a reflexão do nobre magistrado alcançar as demais cortes do país, as ações indenizatórias iniciarão uma nova fase no Direito brasileiro.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h13
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h46
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FRASE DO DIA

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido".
 
 Dalai Lama, ao responder à pergunta: "O que mais te surpreende na Humanidade?".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h45
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THE REAL PROBLEM

Over the past 50 years, arms transfers to abusive and
aggressive regimes have contributed to the incalculable suffering of millions of people caught up in the brutality of postmodern warfare, or caught under the boot of tyrants. During Indonesia’s bloody and illegitimate occupation of East Timor, arms exporters sold the Suharto regime over $4 billion worth of weapons,1 including counter insurgency aircraft and assault rifles that were used in operations that killed thousands of East Timorese.In other cases, the international community, and occasionally the arms exporter itself, has suffered ‘blowback’ from weapons sold to unstable or unpopular regimes.

When the abusive regime of former Somali dictator Maj. General Mohammed Said Barre fell in 1991, his stockpiles of foreign weapons were plundered by rival factions. These weapons were used by the Somali militias to fight a devastating civil war that tore the country apart and prompted the UN Security Council to authorize a humanitarian intervention. Many of the intervenors themselves were killed during this intervention, including 18 US Rangers who lost their lives in the (in)famous “Black Hawk Down” incident.

"If we don’t sell them weapons, somebody else will” is a common refrain among governments who transfer arms to problematic recipients. While morally bankrupt, there is some truth to this argument. In the anarchic and  ultra-competitive international arms market, governments who take the high road are often penalized for their conscientiousness, as abusive regimes simply take their lucrative weapons orders elsewhere. Deprived of the revenue from these weapon sales, arms manufacturers in countries with rigorous controls exert pressure on their governments to lower their standards, pointing out the futility – and economic cost – of their high-mindedness.

The resulting downward pressure on arms export controls not only discourages exporting countries from raising the bar further but imperils existing standards. Breaking this vicious circle requires a multilateral agreement that establishes minimum standards applicable to, and adopted by, all exporters. This is the primary goal of the campaign for an international Arms Trade Treaty (ATT).


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h44
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U2 PREPARA ÁLBUM DUPLO
 
O grupo irlandês U2 está trabalhando em Dublin em um novo disco com os mesmos produtores com os quais grava há anos, Brian Eno e Daniel Lanois, indicou o segundo na edição eletrônica de hoje da revista "Billboard". "Vamos romper clichês e oferecer uma obra-prima. Estamos trabalhando e Bono está fazendo as letras", aponta Lanois, que afirma que a banda conta com muito material, o que pode fazer com que o próximo álbum do U2 seja duplo.
 
O último lançamento do grupo saiu ao mercado em 2004 sob o nome de "How To Dismantle An Atomic Bomb", mas há algum tempo a banda liderada pelo carismático Bono e seus produtores trabalham em um novo material produzido na França e Marrocos.
 
"Há tanto material. Quando Eno e eu entramos em um quarto com estes meninos, antes de comer já temos oito canções", disse Lanois à revista americana. "Fizemos algumas introduções fascinantes através de jam sessions", ressaltou.
 
"Agora, escolheremos nossas introduções favoritas e diremos: Pronto, este é um ponto de partida excelente. Agora, o que queremos dizer com ele? As bases às vezes são melódicas e outras partem de um riff, mas posso garantir que são fascinantes", afirmou o produtor.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h44
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COMO IRRITAR UM TAURINO:

- Gaste o dinheiro dele, peça para dar uma dentada no seu sanduíche ou na sua maçã, desperdice seu material, não devolva suas coisas.

- Fale com ele bem apressado, pulando direto às conclusões.

- Se estiver na casa de um deles, mude a posição dos objetos quando eles não estiverem olhando.

- Se for possível, quebre estatuetas, bibelôs ou outros objetos de decoração da casa deles e depois pergunte: "Isto não tinha mesmo muita importância, não é?"

- Encharque-se de perfume tipo "penteadeira de viúva" antes de andar de carro com ele.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h43
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RARA DECISÃO CONTRA O CONSUMIDOR Q EU CONCORDO
Um consumidor de Porto Alegre já inscrito em cadastro de proteção ao crédito não conseguiu indenização por danos morais em decorrência de nova inscrição em lista de devedores, sem a prévia comunicação determinada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conheceu do recurso especial do consumidor contra a decisão da Justiça gaúcha que negou o pedido de indenização.

O relator do recurso, ministro Aldir Passarinho Junior, destacou que a orientação jurisprudencial do STJ é no sentido de que a falta de comunicação prevista no artigo 43, parágrafo 2º, do CDC gera lesão indenizável. Isso porque, mesmo que a inadimplência do devedor seja verdadeira, ele tem o direito legal de ser comunicado para ter a oportunidade de esclarecer possível equívoco ou pagar a dívida. A responsabilidade pela comunicação é exclusivamente do banco de dados ou entidade cadastral.

No entanto o caso julgado é singular. De início, o relator ressaltou que o consumidor não pediu o cancelamento da inscrição indevida, mas apenas a reparação financeira por danos morais. A irregularidade realmente ocorreu, uma vez que foi constatada a ausência de comunicação. Mas o autor já tinha outras duas anotações por emissão de cheque sem fundo, não questionou a existência da dívida, nem comprovou a sua quitação.

Segundo o acórdão recorrido, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o dever de indenizar não decorre apenas da simples conduta ilícita praticado pela ré. É preciso averiguar, em cada caso concreto, a existência de dano efetivo. O tribunal estadual entendeu que, no caso julgado, não se pode admitir que a inscrição do nome do consumidor pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre tenha causado dor, vexame, sofrimento ou humilhação porque ele já estava inscrito.

Para o ministro Aldir Passarinho Junior, diante dessas circunstâncias excepcionais, não há como indenizar o consumidor por ofensa moral considerando apenas a falta de notificação. Seguindo o entendimento do relator, os ministros da Quarta Turma, por unanimidade, não conheceram do recurso especial e julgaram improcedente a ação de indenização.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h38
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ENTREVISTA DO DIA: GRETCHEN NO CQC
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h49
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Defesa do Consumidor discute tarifas bancárias

A Comissão de Defesa do Consumidor realiza audiência pública na próxima quarta-feira (26/03) para discutir abusos nos reajustes de tarifas bancárias. Foram convidados para o debate o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Colletti Barbosa; o diretor da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo, Roberto Augusto Castellanos Pfeiffer; e um representante do Banco Central.

A comissão criou no ano passado um grupo de trabalho conjunto com os ministérios da Fazenda e da Justiça, o Banco Central e o Ministério Público Federal. O grupo realizou diversas reuniões e conclui seus trabalhos com a apresentação de propostas para coibir os abusos praticados pelas instituições financeiras. A grande maioria das medidas propostas foi acatada pelo Conselho Monetário Nacional.

As propostas do grupo foram transformadas na Resolução 3518/07 e na Circular 3371/07, baixadas no último mês de dezembro. As medidas modificam a forma de cobrança e padronizam a nomenclatura das tarifas. Como a resolução e a circular só entram em vigor no dia 30 de abril, a comissão tem recebido denúncias que as instituições financeiras têm promovido reajustes abusivos em suas tarifas nesse intervalo de tempo.

A audiência será realizada às 10 horas, no plenário 8.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h47
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Casamento de feio com bonita
'tem mais chance de dar certo'

Um estudo de cientistas americanos indicou que casamentos têm mais chance de dar certo quando a mulher é mais bonita que o homem. A pesquisa, conduzida por uma equipe de psicólogos da Universidade do Tennessee, analisou como a diferença entre o "nível de atratividade" dos parceiros se relaciona com a satisfação de um casal.

Através de entrevistas com cerca de 80 casais recém-casados, os cientistas perceberam que a beleza teve efeitos "robustos e universalmente positivos" no início dos relacionamentos. Mas, nos casamentos que se seguiram, "os homens mais bonitos estavam menos satisfeitos", eles escreveram, em um artigo publicado na revista científica Journal of Family Psychology.

"Os homens mais bonitos que suas parceiras demonstraram tendência a oferecer menos apoio emocional e prático às suas mulheres", avaliou o professor James McNulty, que coordenou o estudo, segundo o jornal britânico Daily Mail.

"Homens mais bonitos têm à disposição mais possibilidades de relacionamentos de curto prazo, o que os torna menos satisfeitos e comprometidos com o relacionamento." No artigo, os pesquisadores afirmam que níveis similares de beleza foram importantes no início do relacionamento - mas foram perdendo importância à medida que a relação evoluía.

Segundo eles, "ambos os parceiros se comportaram mais positivamente em relacionamentos em que as mulheres eram mais atraentes que seus maridos, e negativamente nos relacionamentos em que os homens eram mais atraentes que suas mulheres".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h46
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Para ter mais segurança e viver com tranquilidade, você resolveu ir morar em um condomínio de apartamentos. Quando menos esperava, porém, seu carro foi roubado dentro da garagem do prédio. Sem seguro, resolve cobrar do próprio condomínio o prejuízo: a atitude está correta?

De acordo com a gerente da divisão comercial da Lello Condomínio, Angélica Arbex, no caso de roubos e furtos na garagem, vale a regra jurisprudencial: o condomínio só deve arcar com o prejuízo se há um funcionário responsável pela vigilância do local, "se ele [condomínio] dispõe de manobristas ou vigias na garagem, ou dispositivos de segurança, como circuito interno de TV".

Convenção do condomínio

Nesta regra, no entanto, existe uma exceção: "podem haver cláusulas na convenção que eximam o condomínio da responsabilidade sobre furtos e roubos" e, então, ele não terá que arcar com o prejuízo, já que a convenção mostra qual é a vontade dos próprios condôminos com relação ao assunto.

Quando os condôminos são a favor do fato de o condomínio arcar com o prejuízo, existem maneiras de diminuir o impacto no bolso. "Neste caso, pode-se contratar uma cobertura de seguro para roubos e furtos", afirmou Angélica.

Para receber o prêmio do seguro, por sua vez, é preciso registrar o roubo. Por isso, a primeira atitude a tomar, depois de verificada a ocorrência, é fazer um B.O (Boletim de Ocorrência) em uma unidade da Polícia.

Serviço terceirizado

Quando o serviço de garagem é terceirizado no condomínio, a responsabilidade é da empresa contratada. Antes de escolher uma companhia para prestar o serviço, verifique se ela possui seguro para roubos e furtos.

O prejuízo deve ser do próprio condômino quando a segurança não é terceirizada, não houve negligência de funcionário e quando a convenção exime o condomínio da responsabilidade.

Algumas dicas

Para evitar esse tipo de situação no condomínio, Angélica deu algumas dicas aos síndicos, funcionários e moradores. Confira-as abaixo:

Síndicos: nas assembléias, aborde sempre assuntos relativos à segurança do condomínio; solicite antecedentes e referências dos funcionários; encaminhe os funcionários para treinamentos em segurança, através de cursos específicos; fiscalize a rotina de trabalho dos empregados; mantenha os equipamentos de segurança e comunicação em bom estado de conservação;

Funcionários: obedeça às ordens e normas relativas à segurança do prédio; permaneça sempre em seu posto de trabalho; ao deslocar-se, deixe sempre um substituto; trazer informações e sugestões para a melhoria das condições de segurança do condomínio; antes de abrir o portão da garagem, procure identificar quem está dentro do veículo; inteirar-se das diferentes artimanhas utilizadas pelos assaltantes para entrar no prédio;

Moradores: participe ativamente de reuniões relativas à segurança, integrando comissões sobre o assunto; traga sempre informações sobre assuntos relativos à segurança, ao síndico e funcionários; compreenda as ações preventivas dos funcionários, mesmo quando estas representem algum transtorno para si ou para suas visitas; ficar atento ao movimento de pessoas próximas, quando estiver entrando ou saindo do prédio.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h44
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DIREITO CONSTITUCIONAL AO PORTE DE ARMAS NOS EUA


ak47

"As far as policy, the President believes that there is a right for people to bear arms, but that all laws must be followed. And certainly bringing a gun into a school dormitory and shooting -- I don't want to say numbers because I know that they're still trying to figure out many people were wounded and possibly killed, but obviously that would be against the law and something that someone should be held accountable for."
"We have to look at what happened here, but it doesn't change my views on the Second Amendment, except to make sure that these kinds of weapons don't fall into the hands of bad people."
"More than 30,000 people die from gunshot wounds in the United States every year and there are more guns in private hands than in any other country. But a powerful gun lobby and support for gun ownership rights has largely thwarted attempts to tighten controls".
Question:
 
How many rounds of ammunition do you need to kill a deer?


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h51
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MARIA INÊS DOLCI

Os lojistas estão insatisfeitos com as taxas que têm de pagar às administradoras de cartão de crédito. Trata-se de uma disputa comercial que não deveria, sob nenhuma hipótese, envolver o consumidor.

Afinal de contas, você chega a uma loja, escolhe um produto e, na hora de pagar, descobre que, se tivesse dinheiro em espécie ou uma folha de cheque, teria direito a um "desconto". Essa prática contraria o Código de Defesa do Consumidor, que veda cobrança diferenciada por um mesmo produto ou serviço.

Não entro no mérito da discussão entre comerciantes e administradoras de cartão de crédito. Mas não é justo que essa briga envolva a parte mais fraca da relação comercial, que são os consumidores.

Já tratamos desse assunto em outra coluna, mas agora há uma novidade: em vários Estados, entidades de lojistas estudam a possibilidade de boicotar bandeiras de cartão de crédito por causa da cobrança de taxas que consideram disparatadas.

Ora, em princípio, parece-me uma atitude mais coerente. Se um prestador de serviço nos desagrada, uma das opções que temos é não utilizar mais seus préstimos. Digo isso sem tomar partido nessa queda-de-braço, mas certa de que é melhor isso do que a cobrança de preços diversos de acordo com o meio de pagamento.

Cartões de crédito são dinheiro de plástico. Não se destinam a financiar compras, e sim a facilitar o controle de gastos pessoal, familiar e empresarial. As administradoras têm que entender que, se não forem aceitos, os cartões não valerão nada para o cliente. E os comerciantes, por sua vez, devem saber que, restringindo as formas de pagamento, sentirão o impacto em suas vendas.

Seria muito interessante, já que estamos discutindo esse tema, que o crédito rotativo dos cartões fosse menos distante da realidade. Houve certa redução das taxas de juros oficiais, porém, financiar uma compra em cartão é uma boa maneira de falir em pouquíssimo tempo. As taxas são impagáveis.

Para você, leitor, leitor(a), a sugestão é: considere, como diz um amigo meu, que "não existe crédito, porque, ao fim e ao cabo, teremos de pagar cada centavo, com juros e correção".

Faça seu orçamento mensal, seja rigoroso(a) na relação entre ingressos (salários, rendimentos de aplicações financeiras etc.) e gastos. E calcule de quanto poderá dispor para uma compra à vista, ou em duas ou três parcelas sem juros. Quando pagar à vista, principalmente em dinheiro vivo, exija desconto, afinal, todo produto ou serviço traz, embutido em seu preço, o custo do pagamento parcelado.

E se o seu cartão de crédito não for mais aceito, comunique a operadora, um mês antes do vencimento do contrato, por escrito e com Aviso de Recebimento (AR), que não o renovará por falta de utilidade.

Talvez, assim, lojistas e administradora criem juízo. No mundo dos negócios, o bolso é o órgão mais sensível, e esse é um dos poderes do consumidor.

http://mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h47
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DINHEIRO: VIVO E MORTO

Ivan Lessa


É um lugar-comum, se você estiver escrevendo em inglês, citar o célebre diálogo entre F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, cuja primeira parte, aliás, acabou encontrando seu nicho num conto do primeiro.

Disse Scott para Hemingway:

- Os muito ricos são muito diferentes de mim e de você.

Hemingway baixou por uns instantes a carabina de caça e respondeu à queima-roupa de arma de mão:

- É verdade. Eles têm mais dinheiro.

A norma é dar pontos para Hemingway e deixar Fitzgerald caidão no asfalto. Nunca entendi isso. Para mim os muito ricos eram diferentes.

Nas colunas e revistas e nas poucas vezes que os via a uma certa distância. Na roupa, no andar, no lidar com os outros, como se fossem todos mais ou menos subalternos.

Os pouquíssimos com quem desfrutei da augusta companhia, por minutos que fossem, eram definitivamente diferentes. Diferentes de mim, de Scott Fitzgerald, de Ernest Hemingway. Diferentes, atrevo-me a arriscar, de você, leitor amigo. Diferentes, acrescente-se de forma não das mais lisonjeiras.

Os muito ricos podem fazer uma porção de coisas que os outros não podem. Têm uma espécie de imunidade. O que não os impede de um ocasional suicídio, tornado ainda mais misterioso que outros suicídios, por ser o "indigitado indivíduo" supostamente pertencente a uma casta que pode comprar o quê e quem bem entender.

Sim, admitamos, a felicidade pode ser comprada. Pergunte a um muito rico, se a um muito rico você tiver acesso, se não é verdade. Não juro, mas creio que ele riria e, caso tivesse senso de humor e alguma inteligência (ambas qualidades não vêm automaticamente com o acúmulo de riquezas), diria que, no que diz respeito às suas compras, ele mesmo as faz.

Deixando subentendido, claro, que se quiser comprar 1 quilo de felicidade, como eu e você compramos feijão, pode deixar por conta dele.

Pausa para retificação
Um batalhão armado de leitores escreve para a BBC reclamando do fato de eu ter dado os poloneses trabalhando aqui no Reino Unido como "imigrantes ilegais".

Claro que não são ilegais. A Polônia faz parte da União Européia. Foi erro de digitação. Eu quis escrever Bolônia. A Bolônia ainda não faz parte da EU. Estão na fila o país e seus habitantes, os desagradáveis boloneses.

McCartney x Mills
Essas pequenas e tolas considerações sobre o vil metal me vieram à mente porque, na semana que passou, quando da publicação da decisão do juiz do quanto caberia à futura ex-senhora Paul McCartney (até quinta-feira, dia 20, 19, o divórcio ainda não havia sido homologado), as assustadoras quantias envolvidas no processo não saíram das primeiras páginas, juntamente, e pau a pau, por assim dizer, com a crise financeira que assola o globo. Parece praga jogada por ambientalistas. A crise, digo.

Era impossível você não ouvir no metrô ou nos bares gente opinando sobre a questão. Não freqüento os mesmos lugares dos muito ricos, portanto não sei o que acham da crise nas fortunas de sir Paul McCartney e Heather Mills. Talvez só tenham se detido nas idas e vindas dos mercados.

Guardei apenas um mínimo de números e cifras divulgados no litígio das celebridades. A fortuna de McCartney era calculada aí por volta da casa (ou luxuoso palácio) dos US$ 1,6 bilhão. Calculada, diga-se, por muitos e, principalmente, Heather Mills.

O meritíssimo que julgou a ação judicial, avaliou-a (a fortuna e não Heather) em apenas - apenas!... -- US$ 800 milhões de dólares. Como no poema de W.H. Auden, "as criancinhas choraram pelas ruas quando souberam do fato".

Pobre (lato sensu) senhor sir Paul, de 65 anos, muito, muito rico e muito, muito diferente dos ricos dos dois escritores americanos citados no início deste espaço.

Dona Heather, pegou também seu "apenas" entre aspas: por volta dos US$ 50 milhões. Queria US$ 250 milhões. Sempre em dólares, ainda que desvalorizado. Queria mais uns trocados de alguns milhares para as verduras. Mesmo assim, a jovem senhora em questão não deu os saltos de alegria, salvo seja, que a ocasião e a tuturama mereciam. Reclamou às pampas.

Sir Paul McCartney manteve um discreto silêncio midiático. Não citou a letra de nenhuma das canções que o fizeram bilionário. Os muito, muito ricos são muito diferentes de mim e de você: sabem direitinho quando é hora de fazer boca de siri. Só se confundem um pouco na hora da cirurgia plástica e no dia de tingir de acaju os cabelos.

Conclusão
Nada tenho contra os Beatles. Deram sorte de pegar a primeira geração de uma garotada com dinheiro no bolso para gastar em disco. Conforme continua acontecendo. Os muito jovens de hoje são muito diferentes do muito jovem que fui. Dinheiro para disco? Você está brincando, menino.

Eu gostava, como ainda gosto, de jazz. Andei, como os ligeiramente remediados, fazendo minhas contas. Boto minha mão no fogo que a fortuna de McCartney, além de possivelmente ir muito além dos propalados 800 milhões de dólares (os muito ricos sabem cuidar dessas coisas, senhores Fitz e Hem), constitui muito, mas muito mais do que ganharam todos os músicos de jazz do mundo inteiro entre os anos de 1910 e 1962, para ficar no ano em que começou a louca escalada do sucesso dos quatro rapazes de Liverpool.

Repito, trocando em miúdos, quantia de que eu e os músicos de jazz melhor entendemos: mais, muito mais que todos os componentes de todas as orquestras, todos os solistas, todos os cantores, tudo e todos de todas as partes do globo que tiveram de lidar, no século que passou, com o que de melhor se fez no mundo em matéria de música popular.

Conforme Louis Armstrong disse para Duke Ellington ? Ah, deixa pra lá. Ninguém quer saber de diálogo entre os dois. Entre acordes ou biritas. Os muito, muito mortos - esses imensos mortos - estão muito, muito calados.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h40
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O PETRÓLEO É NOSSO!

Brasil está confortável, diz especialista
 
O Brasil ficará em situação confortável no curto prazo perante o comportamento do petróleo, na avaliação de Edmilson Moutinho dos Santos, professor associado do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo. Ele considera que o País se beneficiará da condição de produtor e exportador e destaca que, internamente, o preço da gasolina não tem sido reajustado na velocidade e intensidade da média internacional.

Santos entende que "o País é um grande produtor e até exportador". "Enquanto vendedor, está na vantagem. Por outro lado, o aumento (de preços) pode se refletir aqui, embora um pouco menos e não com a mesma rapidez lá de fora. No curto prazo, o Brasil estará bem". Ele participou de reunião do comitê estratégico de Energia da Câmara Americana de São Paulo (Amcham), segundo nota publicada no site www.amcham.com.br.

De acordo com o professor, em relação ao óleo combustível para navios, o Brasil segue o preço internacional. Já quanto ao diesel, a Petrobras vem controlando o preço em real para conter a inflação. "A Petrobras tem segurado a subida aqui em alguns momentos, embora na média dos últimos anos tenha seguido a tendência mundial", explica.
 
Segundo ele, no caso da gasolina, os preços em real sempre foram menores do que a média praticada fora. "A gasolina é muito populista, afeta votos. Os preços sempre estiveram abaixo da média internacional, embora ocorram reajustes graduais ao longo do tempo", explicou. Recentemente, acrescenta Santos, o etanol se tornou outro fator a segurar o preço da gasolina. Com a ampliação da produção do biocombustível e dificuldades para vendas externas, o preço do etanol ficou atrativo ao consumidor brasileiro.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h39
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