A revista alemã Der Spiegel aponta que a China perdeu o controle sobre os Jogos Olímpicos - vistos até então como uma oportunidade para se mostrar como um país moderno e tolerante. Há quatro meses da abertura de um dos maiores eventos esportivos do mundo, o governo chinês tem aumentado a repressão política e se fechado a críticas internas.
Expressar o descontentamento em relação aos rumos da nação é motivo para a prisão de milhares de ativistas de direitos humanos sob alegações de "incitação à rebelião" ou "incitação à subversão".
A revista relata casos como o de Hu Jia, 34 anos, um especialista em informática da Grande Pequim, que foi condenado a três anos e meio de prisão por subversão, depois de postar mensagens na Internet que falavam sobre o "lado sombrio" das Olimpíadas. Ou do desempregado Yang Chun Lin, que passará cinco anos na cadeia por exigir "direitos humanos em vez de Jogos Olímpicos".
Para ajudar a conter eventuais manifestações, diz a revista, "a polícia chinesa compilou listas de organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras e ativistas conhecidos".
Segundo a reportagem, alguns usuários do constantemente vigiado ciberespaço chinês vêem, desde o ano passado, símbolos da polícia surgirem em seus monitores a cada 30 segundos - o que seria "um alerta claro dos ciberpoliciais da China aos riscos de oposição imprudente". Isso, em um universo de 210 milhões de internautas.
A repressão é ainda mais violenta no Tibete e em regiões do oeste da China, onde o governo central acusa os rebeldes de serem incitados pelo "grupo do Dalai Lama". A legislação chinesa enquadra os movimentos separatistas como "ameaça à unidade nacional", o que justificaria as intervenções brutais e julgamentos em massa. Pequim anunciou que vai levar mais de 1.000 tibetanos a julgamento este mês, com o objetivo de "pacificar as províncias rebeldes".
Nos Estados Unidos, na Índia e em outros países, atletas e celebridades se negaram a carregar a tocha olimpíca na passagem por suas cidades. O jogador de futebol indiano Bhaichung Bhutia, que é budista, disse à Der Spiegel que se recusou a participar da "jornada da harmonia" em Nova Déli porque "o que está acontecendo no Tibete não é certo". "Eu não carregarei a tocha", completou o atleta.
Mas enquanto protestos pró-Tibete se espalham pelo mundo, parte dos rebeldes chineses são enviados para campos de reeducação controlados pela polícia, onde, conta a reportagem, "os prisioneiros ficam à mercê do humor de seus supervisores. Testemunhas freqüentemente relatam que policiais bêbados se divertem à noite" às custas dos presos. Há ainda queixas sobre falta de atendimento médico e comida.
Defensores internacionais do Jogos de Pequim acreditavam que uma majestosa festa esportiva seria capaz de mostrar a China como um país aberto, tolerante e cosmopolita, cuja "'ascenção pacífica' seria testemunhada por 30 mil jornalistas e meio milhão de turistas estrangeiros". O próprio Partido Comunista encarava o evento como uma forma de "marcar pontos junto a muitos cidadãos céticos".
O raciocínio seria de que "qualquer um que se entusiasmasse pelos Jogos não poderia deixar de amar o partido". As pressões de ativistas de direitos humanos, ambientalistas e pela independência do Tibete de todo o mundo, entretanto, mostram que as expectativas foram um tanto ingênuas.
Frente à incapacidade de calar todos os protestos que a cercam, a cúpula governista de Pequim opta por tentar fechar os olhos dos cidadãos chineses, assim como dos visitantes estrangeiros.
A censura chegou até à cobertura jornalística sobre o revezamento da tocha olímpica. "Quando a rede japonesa 'NHK', que também pode ser assistida nos hotéis chineses, exibiu reportagens dos protestos contra a passagem da tocha, os censores imediatamente interromperam o programa. E a tela da TV ficou às escuras", relata a Der Spiegel.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h35
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FRASE DO DIA:
"Estou limpa há dez anos, mas com várias recaídas".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h28
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É NO BUSÃO DE SALVADOR...
Para reduzir assaltos, empresas de Salvador
instalam câmeras nos terminais pela cidade
O aumento da violência na Bahia, que já provocou a queda do secretário da Segurança Pública, Paulo Bezerra, atingiu em cheio as empresas de ônibus. Até o final de março, 612 ônibus que circulam na capital baiana foram assaltados (média de 6,8 por dia), segundo informações do Gerrc (Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos). Nos cinco primeiros dias de abril, a média cresceu para oito - foram registrados 41 assaltos.
Em 2007, no primeiro ano da administração do governador Jaques Wagner (PT), a média foi de seis ônibus assaltados por dia.
Preocupados com os prejuízos, os empresários fecharam um acordo com a Prefeitura de Salvador para instalar câmeras nos principais terminais de ônibus e ampliar o monitoramento nos veículos -atualmente, da frota que roda na cidade, 2.537 ônibus, apenas 930 contam com câmaras. Pelo acordo, as obras começam imediatamente e os empresários se comprometeram a instalar 40 câmaras por mês.
O crescimento no número de assaltos também provocou a reação da população. Desde o começo do ano, quatro supostos assaltantes foram mortos por passageiros dentro de ônibus. "Isso significa que alguns passageiros, que podem ser policiais à paisana, estão andando armados", afirmou o delegado Antonio Cláudio Pereira Oliveira, do Gerrc. No entanto, segundo registros da própria delegacia, apenas um policial matou um suposto assaltante. "Os outros três eram civis, o que é um dado preocupante", disse o delegado.
A estratégia dos assaltantes mudou nos últimos meses, depois que todas as empresas instalaram cofres com temporizadores nos ônibus (os equipamentos só abrem nas garagens). Como circula pouco dinheiro nos coletivos -a maioria dos passageiros tem vale-transporte, os assaltantes passaram a saquear passageiros, levando, principalmente, os seus objetos mais valiosos -relógios, telefones celulares, bolsas, carteiras e pastas.
"Tivemos de mudar a nossa forma de agir depois dessa constatação. Agora, não interditamos mais o trânsito para fazer as blitze normais. Então, passamos a realizar ações-relâmpago e carros que não são padronizados", disse o delegado Oliveira.
As empresas também começaram a descontar dos cobradores parte do prejuízo. Em geral, as empresas fixam um valor máximo para o cobrador trabalhar (em média, R$ 80). "Se o valor assaltado for maior, o cobrador paga, porque ele deveria colocar a diferença no cofre. Se for menor, não acontece nada", acrescentou Antonio Cláudio Oliveira.
A Polícia Militar também adotou uma outra estratégia para tentar reduzir o número de assaltos -a abordagem aos passageiros que estão nos terminais. A fórmula trouxe resultados imediatos. Entre 2005 e 2006, 173 suspeitos foram presos. Somente nos três primeiros meses desse ano, os policiais prenderam 92 pessoas. "Não adianta fazermos grandes operações porque os assaltantes se comunicam rapidamente. Então, partimos para ações mais rápidas e inesperadas", disse Antonio Oliveira.
De forma geral, os assaltos são realizados de duas maneiras. Na primeira, a mais comum, um ou dois assaltantes entram no ônibus, não pagam as passagens -permanecem em pé, entre a catraca e a porta traseira do veículo-, anunciam o assaltam, rendem o cobrador e saqueiam todos os passageiros.
Na segunda, dois ou três assaltantes entram no ônibus, pagam as passagens, mas ficam separados. Quando anunciam a ação, um assaltante domina o cobrador, o outro, o motorista, e o terceiro faz os saques. Nesses casos, de acordo com a PM, os assaltantes costumam alterar a rota dos coletivos.
"O incrível é que eles (os assaltantes) se arriscam por muito pouco, porque, em média, levam entre R$ 50 e R$ 80 das empresas, dinheiro que é empregado na compra de drogas. E, quando saqueiam os passageiros, correm o risco de serem mortos", disse o delegado da Gerrc.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h28
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COMPETÊNCIA. FURTO SIMPLES. BIJUTERIAS.
O crime de furto simples tentado com pena máxima cominada em 4 anos (art. 155, caput, do CP), mesmo considerando a diminuição de pena referente à tentativa em sua fração mínima (um terço), resultaria em 3 anos e 8 meses, quantum superior a 2 anos, pena estipulada para determinar a competência do Juizado Especial (parágrafo único do art. 2º da Lei n. 10.259/2001). Assim deve ser julgado no juízo comum. Quanto à falta de justa causa ante a necessária aplicação do princípio da insignificância, afirma a Min. Relatora estar, aparentemente, demonstrado que não se ajusta a aplicação desse princípio, pois não se conseguiu demonstrar, de plano, a irrelevância do resultado e a desvalia do comportamento do agente frente ao Direito Penal. Observa que, não obstante o prejuízo sofrido pelo ofendido não ultrapasse o valor de um salário mínimo, a conduta da paciente é penalmente protegida, dada sua inequívoca relevância. Não se poderia permitir a prática de uma conduta ardilosa que fere o interesse social na manutenção da confiança mútua entre o comprador e o vendedor. Dessa forma, considerou que não há constrangimento ilegal a ser sanado e reconheceu que a denúncia preenche os requisitos do art. 41 do CPP, razão pela qual não deve ser trancada a ação penal. Com esse entendimento, a Turma denegou a ordem. Precedente citado: REsp 827.960-PR, DJ 18/12/2006. HC 94.927-SP, Rel. Min. Jane Silva (Desembargadora convocada do TJ-MG), julgado em 1º/4/2008.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h27
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Soluço é uma contração espasmódica e involuntária do diafragma, um fino músculo em forma de cúpula e principal responsável pela respiração humana. O diafragma é auxiliado pelo nervo frênico, que está situado logo acima do estômago. Esse nervo está diretamente relacionado com o soluço, uma vez que essas contrações ocorrem devido a uma irritação do mesmo.
Existem diversas recomendações caseiras indicadas para acabar com essas contrações; uma delas afirma que o soluço é cessado quando a pessoa leva um grande susto. Essa afirmação é verdadeira: quando uma pessoa se assusta, seu organismo libera a substância adrenalina, que restabelece o funcionamento normal do nervo frênico e cessa o soluço.
No entanto, como não é possível se assustar propositalmente, a medida mais indicada para acabar com o problema é prender a respiração por alguns segundos, já que o gás carbônico em um nível mais elevado faz o nervo frênico voltar ao normal.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h08
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