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Em causa própria
 


FILHINHOS DA MAMMA 
 
Trintões italianos têm dificuldade de deixar a casa dos pais
 
Do Le Monde

A Via Manzoni, em Nápoles, tem o dom de provocar piscadelas zombeteiras dos moradores. O lugar ganhou até mesmo um apelido: "Il parco dell'amore" (o parque do amor). Dia e noite, nesta ampla estrada cavada no paredão rochoso que paira acima da orla, incontáveis carros estacionam entre os pinheiros, dos dois lados da calçada. Os vidros estão encobertos com papel jornal.
 
Vendedores ambulantes oferecem por algumas dezenas de centavos jornais velhos àqueles que teriam se esquecido de trazer estes instrumentos indispensáveis para a preservação da sua intimidade. Isso porque, na Via Manzoni só estacionam os casais apaixonados que não dispõem de nenhum "ninho" aconchegante para ocultarem a sua intimidade. E principalmente aqueles menos endinheirados dentre os "bamboccioni", esses bebês atrasados que, aos 30, 40 anos ou mais, ainda moram na casa dos seus pais. A palavra vem de "bamboccione", que significa "nenezão", "molecão", "bobalhão".

Na França, eles são conhecidos sob o nome de "Tanguy", desde o filme de Etienne Chatiliez (2001) cujo herói é um homem jovem chamado Tanguy, dono de uma cultura literária sofisticada. Ele é o filho único de pais abastados de gostos tradicionais e conservadores e que revelam ser pessoas extremamente irritantes. Ainda assim, Tanguy prefere o conforto do domicílio dos pais aos inconvenientes práticos da vida adulta. Tanto na Itália como na Espanha, onde o apego tradicional à família acaba sendo reforçado por uma conjuntura econômica difícil, essas crianças "atrasadas" passaram a ser representativas de um fenômeno de sociedade. "Vocês estão querendo dizer: um flagelo", acrescenta com ar brincalhão a demógrafa Rossella Palomba, do Instituto Italiano de Pesquisas sobre a População (IRPPS).

O sentimento de exasperação em relação a esses bamboccioni, que vêm ocupando cada vez mais espaço, se tornou uma questão de Estado. Em outubro de 2007, o ministro da economia, Tommaso Padoa-Schioppa, atreveu-se a se referir a eles com um desdenho oficial. Ele se referia a um projeto de redução de encargos fiscais em favor dos jovens inquilinos de um apartamento: uma medida destinada a ajudar esses trintões que "permanecem com os seus pais, não se casam e nunca se tornam autônomos. "Vamos expulsar os bamboccioni da casa dos seus pais!", declarou o ministro perante o Parlamento.

Mamma mia! O comentário desencadeou uma tempestade. Há muito tempo, os italianos haviam se acostumado a tratar na brincadeira os seus "mammoni" (filhinhos da mamãe), puros produtos de uma sociedade dominada pela autoridade da mamma. Para encarná-los, eles tinham até mesmo um ator cômico fetiche, Alberto Sordi, cuja célebre réplica em "Os Boas Vidas ("I Vitelloni"), de Federico Fellini, "A'ma, não chore, eu nunca a abandonarei".

Até o dia em que um ministro, de repente, começou a falar de maneira arrogante desses bamboccioni, um diminutivo pejorativo. Nas telas de televisão, na primeira página dos jornais, um sem número de pessoas arriscou-se a dar a sua opinião. Para acusar esses adultos imaturos ou, pelo contrário, para desculpá-los. As vaias eram dirigidas contra os pais ou contra um Estado em crise, onde as crianças não mais dispõem dos meios econômicos para se emancipar! Fabrizio Sinopoli, 33 anos, que segue morando na casa dos seus pais por necessidade, se manifestou com indignação em seu blog disparando para todos os lados.
 
Diante dos fatos, alguns publicitários farejaram uma nova tendência da sociedade: hoje, os muros de Roma estão cobertos por cartazes gigantes com um foto na qual posa um trintão, deitado displicentemente num sofá Confalone.

Em seu apartamento moderno com terraço e uma vista espetacular da baía de Nápoles, os Demarco comentam o fenômeno com um ar interessado. Estão ali Marco, o pai, Ornella, a mãe. E Daniele, o filho, 29 anos. É uma família da classe média alta. Marco dirige o jornal diário regional "Corriere del Mezzogiorno"; Ornella trabalha no centro administrativo da universidade. Eles ganham mais de 10.000 euros mensais (cerca de R$ 27.000) com os seus dois salários. E nada de Daniele deixar o lar familiar.
 
Ele prefere "assumir estar morando na casa dos seus pais a fazer com que eles lhe paguem um flat, o que seria uma atitude imatura". Beneficiário de uma bolsa de estudos em filosofia (800 euros - em torno de R$ 2.150 - por mês), ele está concluindo o seu doutorado e preparando um mestrado de jornalismo. Ou seja, ele vem acumulando os diplomas com a esperança de descolar um bom emprego... Só que este nunca aparece. "Quase todos os meus amigos moram na casa dos seus pais", constata Daniele, muito calmamente. "Enquanto você não encontra um verdadeiro emprego, não há como fazer de outra forma".

Marco e Ornella estão preocupados com a situação. Esses ex-estudantes da geração de Maio de 68, uma categoria na qual se inclui uma boa parte dos pais de bamboccioni, acabaram culpabilizando a si mesmos. "Nós havíamos sido vítimas do autoritarismo 'à antiga' dos nossos pais", analisa Ornella. "Agora, nós passamos a ser vítimas do autoritarismo dos nossos filhos, que esperam tudo de nós".
 
"Durante os anos 1970", prossegue Marco, "o fato de ser um bamboccione teria sido percebido como uma condição de pequeno-burguês; em caso algum esta pessoa seria vista como um aventureiro, um revolucionário ou alguém revoltado. Os bamboccioni de hoje não são nem de esquerda nem de direita: a rebelião contra a família deixou de existir. Por que eles iriam querer ir embora, enquanto eles têm tudo aquilo de que precisam na casa dos seus pais, as compras de supermercado, alguém para limpar a casa para eles, lavar e passar a sua roupa, uma namorada, além de uma mesada para o lazer?"

Educadamente, Daniele manifesta sinais de impaciência enquanto aguarda a sua vez para falar. "Eu tento explicar para o meu pai que aos 18 anos, ele já estava integrado numa estrutura de trabalho. No meu caso, para trabalhar, eu preciso ter 30 anos, além de diplomas".

Marco: "É fato também que você mantém até hoje a exigência de manter o nível de vida elevado que lhe foi dado pelo meio no qual você vive. Nunca passou pela sua mente a idéia de viver de modo não tão confortável. Quanto mais você estuda, quanto menos você aceita pequenos trabalhos provisórios. No mundo moderno, globalizado, a força protetora da tradição familiar torna-se um obstáculo a ser superado". Daniele suspira de maneira afetuosa.

Marisa e Angelo não enfrentam os mesmos problemas. Ela tem 42 anos, e ele, "mais de 35", conforme diz, aparentando um constrangimento repentino. Ela é professora de curso primário, ele dirige filmes que vende com dificuldades. Eles formam um casal já faz seis anos, mas vivem separadamente por falta de condições para constituírem o seu lar, cada um vivendo na casa dos seus pais aposentados. O pai de Angelo era um operário numa fábrica de tecidos, enquanto o de Marisa era agente hospitalar, ao passo que as mães não trabalhavam.

Marisa e Angelo conhecem bem a Via Manzoni e a situação dos vidros do carro cobertos com jornal. Lá onde eles moram, na periferia de Pompéia, há uma rua equivalente. "É muito difícil chegar até lá, de tanto que a área fica engarrafada", comenta Marisa com tristeza. Ela sonha em casar-se com Angelo e deixar a casa da família. Mas Angelo não tem como se sustentar sozinho financeiramente, enquanto ela, com os 1.100 euros (cerca de R$ 3.000) que ganha por mês, passa o seu tempo fazendo contas. Angelo a apresentou aos seus pais, e ela aos dela. "Para os meus pais, está fora de cogitação que ele durma na minha casa, ou eu na dele". De vez em quando, eles dão uma escapulida no fim de semana.

Os bamboccioni estão por todo lugar e em todos os meios, nas cidades e nas aldeias. Tanto no Mezzogiorno (região sul) empobrecido quanto nas ricas províncias do norte. Inicialmente, a demógrafa Rossella Palomba havia se mostrado espantada diante da seguinte constatação estatística: em 1987, 46,8% dos italianos entre 20 e 34 anos viviam na casa dos seus pais. Em 1995, a proporção era de 52,3%. Atualmente, ela é de 69,7%. "Trata-se de um crescimento fenomenal", comenta. Em 1999, ao concluir um ano de pesquisa junto a 1.000 pais e 4.500 filhos de 24 a 34 anos, ela redigiu um relatório.

A explicação mais evidente para esta tendência é econômica. Segundo o Instituto Italiano de Estatísticas (Istat), dois terços das pessoas ativas de menos de 30 anos que vivem na casa dos seus pais ganham menos de 1.000 euros (cerca de R$ 2.700) por mês. Em primeiro lugar, os bamboccioni são as vítimas do "declínio" italiano, da precariedade do emprego e do custo dos aluguéis. Mais do que nunca, a família constitui um amortecedor social.

Contudo, a novidade do fenômeno está no fato de ele estar se produzindo nos meios abastados. Segundo Rossella Palomba, o surgimento de um número cada vez maior de "bebezões", curiosamente pouco tem a ver com a crise econômica. Dos 4.500 filhos que foram recenseados na sua pesquisa, 80% têm um emprego de duração determinada e são corretamente remunerados. Mas eles consideram ainda assim que os seus ganhos são insuficientes: "As suas exigências estão vinculadas ao nível de vida dos seus pais", comenta a pesquisadora.
 
"Eles não suportam o fato de terem de rever para baixo o seu modo de vida". A isso, deve ser acrescentada uma tradição bem italiana: "O único motivo verdadeiro e legítimo para deixar o domicílio dos pais é o fato de casar-se. Ora, a idade média do casamento foi postergada de maneira considerável na Itália: de 28 anos no final dos anos 1990, ela passou para 30 anos atualmente. Trata-se de um círculo vicioso: quanto mais eles ficam na casa da mamma, mais tarde eles se casam. E por mais tempo eles ficam".

É assim que Renata Giordano está definhando, num desses apartamentos da grande burguesia napolitana de esplendor decaído, onde as paredes decoradas com quadros de mestres estão amarelando. Aos 36 anos, ela mora na casa da sua mãe idosa, que anda de cadeira de rodas. Quando o seu pai ainda era vivo, ela já era uma bambocciona em tempo integral, uma estudante a perpetuidade, sustentada com casa, comida e roupa lavada pela sua rica família.

O sistema universitário italiano não ajuda os bamboccioni a se emanciparem. Os diplomas não podem ser obtidos com um número limitado de anos de estudos, mas sim, apenas passando cerca de trinta exames, cujos créditos podem ser acumulados sem limite de tempo nem de idade. Só faltam dois a Renata para que ela consiga obter o seu mestrado de biologia molecular.

De repente, quatro anos atrás, Renata acordou para a sua situação. Ela estava sofrendo de uma overdose de convivência com os seus pais no domicílio. Ela começou a trabalhar duro, a acumular os exames. Mas era tarde demais. A sua mãe, deficiente física, vem lançando mão de todas as artimanhas afetivas para não mais deixá-la ir embora. Ela não consegue imaginar o que fazer para conseguir ganhar 3.000 euros (mais de R$ 8.000) para viver "mais ou menos do que jeito que estou acostumada" e conseguir bancar o aluguel de um apartamento de 50 m2 (800 euros - R$ 2.150).
 
"Eu sou prisioneira", diz Renata, com uma voz falsamente alegre. "A prisão é criada por esta maldita mentalidade italiana. Principalmente aqui, em Nápoles, no Mezzogiorno. Os pais sempre dão um jeito para manter você por perto, na sua casa. Você nem sabe ao certo como isso veio a acontecer, e acaba se encontrando ali, na casa deles, aos 36 anos".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h27
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OUVINTE CRIATIVO

Aconteceu realmente na semana passada na rádio TUPI FM 104,1 em São Paulo:

Locutor: - Quem fala?

Ouvinte: - É o Vicente.

Locutor: - De onde, Vicente?

Ouvinte: - Lapa!

Locutor: - Olha aí, Vicente da Lapa! Valendo o kit com camiseta e CD do Edson e Hudson. Presta atenção! Qual é o país que tem duas sílabas e se pode comer uma delas? Prestou bem atenção? Há um país com 2 sílabas e 1 delas é muito boa para se comer.

Dez segundos para responder.

Ouvinte: - CUba!

Locutor: mudo por alguns segundos e algumas risadas ao fundo)

- Ta certo, senhor Vicente! Vai levar o prêmio pela criatividade. Mas aqui na minha ficha estava escrito JaPÃO.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h23
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BRASIL, A SUPERPOTÊNCIA

Brasil é superpotência, agora com petróleo

da BBC Brasil

A revista semanal britânica "The Economist" afirma em artigo publicado nesta quinta-feira que o Brasil é uma "superpotência econômica" e que possivelmente o país pode virar uma potência de petróleo.

No editorial intitulado "Uma superpotência econômica, e agora com petróleo também", a revista afirma que "há motivos para se acreditar que a potência econômica da América do Sul de 190 milhões de habitantes está começando a fazer a diferença no mundo".

A revista diz que a comparação do crescimento do Brasil com a forte expansão chinesa é "enganosa", já que a China é um país mais pobre. "É muito mais difícil para um país de média renda, como o Brasil, crescer neste ritmo", diz a revista.

Além do editorial, o Brasil também é destaque em outros dois artigos da edição desta semana da revista. No texto "Os prazeres do tédio", a revista diz que o Brasil cuidou dos três maiores problemas que causaram a crise dos anos 1980: inflação, dívida e democracia.

Já no artigo intitulado "Mais recompensa", a revista diz que as informações de que o Brasil teria descoberto mais petróleo devem gerar grande alegria no governo.

No entanto, a revista alerta que a possível "receita extra [do petróleo] pode acentuar ainda mais as fraquezas da economia brasileira --que inclui um real forte e um setor público superestimado".

Na segunda-feira, no Rio, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, afirmou que o bloco Carioca (BM-S-9), localizado na Bacia de Santos, seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Isso tornaria o Carioca o terceiro maior campo de petróleo do mundo.

Em janeiro, a Petrobras comunicou a descoberta do campo de Júpiter, próximo à área de Tupi, na Bacia de Santos. À época, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, sinalizou que ele poderia tornar o Brasil auto-suficiente na produção de gás natural. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria da Graça Foster, afirmou que o Brasil poderia até mesmo se tornar um exportador.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h10
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U2 & PEARL JAM ROCKIN' THE FREE WORLD



Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h59
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FRASE DO DIA:
 
"Uma mulher horrível é aquela que de longe é feia, e de perto parece estar mais longe ainda..."
 
Anônimo


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h55
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DÓLAR LADEIRA ABAIXO
 
Dólar cai 0,36% e fecha cotado a R$ 1,658

A alta do juro e o ingresso de divisas fizeram o dólar cair nesta quinta-feira pelo quarto dia seguido, mas a queda foi limitada pela fraqueza dos mercados internacionais e por ajustes após a longa sequência de desvalorização. A moeda norte-americana caiu 0,36%, para R$ 1,658. É a menor cotação de fechamento desde 14 de maio de 1999, poucos meses após a adoção do câmbio flutuante.

Na quarta-feira, o Banco Central elevou o juro básico para 11,75% ao ano e tornou mais atraentes as aplicações no Brasil - favorecendo a valorização da moeda local. "O mercado já tinha quase certeza que a alta do juro ia existir. Vindo o teto dessa perspectiva (0,5 ponto percentual de elevação), o dólar confirmou o movimento e (o mercado) se animou na venda", disse Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora.

Mas a própria perspectiva de aumento do juro já vinha surtindo efeito sobre o dólar desde o começo do mês. Nas 13 sessões de abril, o dólar subiu em apenas uma. Por isso, a queda foi relativamente pequena. "Houve um pouco de realização (de lucros) de quem já vem vendendo (dólares)", acrescentou. Analistas consultados pela Reuters durante a sessão avaliaram que a alta da Selic, esperada pelo mercado, teve seu efeito diluído nas últimas semanas.

Schoemberger citou também a apatia das Bolsas norte-americanas como um freio para a queda do dólar. "Se lá fora melhorasse, (o dólar) poderia cair mais." Na metade da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares, com taxa de corte a R$ 1,6597 e ao menos quatro propostas aceitas, segundo operadores.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h53
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Morte de dono do Bargaço está cercada de mistério
 
O empresário Leonel Evaristo da Rocha, 62 anos, proprietário da rede de restaurantes Bargaço, foi assassinado com três tiros no rosto, na noite de anteontem, em Brasília. O crime aconteceu na BR-450, próximo ao Núcleo Bandeirante, uma das cidades-satélites da capital federal. A chegada do corpo a Salvador está prevista para as 6h de hoje, e o sepultamento para as 14h30, no cemitério Jardim da Saudade. Leonel Rocha deixa nove filhos e, apesar de jamais ter sido casado, estava com a quarta companheira.

Nenhum parente quis falar sobre o crime. De acordo com o jornalista Luiz Brito, amigo da família e que faz o papel de assessor de imprensa no episódio, todos estão surpresos depois do que foi noticiado durante o dia em sites e nos telejornais. “Parece um crime de mando e eles estão assustados”, explica.

Ainda na manhã de ontem, foi emitida nota oficial pela família informando que as atividades de toda a rede _ com matriz em Salvador e filiais em São Paulo, Brasília, Recife, João Pessoa e Fortaleza _ serão mantidas, “por desejo em vida do próprio Leonel”. “Ontem (anteontem) à noite, nós nem acreditávamos. Só pode ter sido uma fatalidade provocada pela violência das cidades. Não tínhamos conhecimento de nenhum inimigo dele”, afirmou consternado Geraldo Francisco da Silva, gerente do Bargaço de Salvador, situado na Boca do Rio, e funcionário da rede há 20 anos.

***
PERFIL DA REDE

Fundação 1971

Restaurantes 6 com o nome Bargaço 7 com o nome Costa Marina

Faturamento anual R$13 milhões

Estados São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza, João Pessoa e Brasília
***

Restaurantes abrem as portas

Cumprindo um pedido de Leonel Rocha, os 300 funcionários da rede Bargaço mantiveram ontem abertas as portas de todas as lojas, apesar de lamentarem muito a perda do patrão. Segundo os empregados, foi um sinal de respeito ao empresário, considerado por todos como um trabalhador incansável. Foi graças a este perfil que ele conseguiu sair de uma infância pobre no sertão pernambucano para criar uma marca reconhecida internacionalmente.

Ele não tinha ‘besteira’ e almoçava junto com a gente, arroz, feijão ou o que tivesse na hora. Trabalhava sábado, domingo e feriado”, afirmou a cozinheira Maura Rosário Bonfim, uma das primeiras funcionárias do empresário. Ela chegou para trabalhar em 1978, quando o restaurante na Boca do Rio, construído sete anos antes, ainda nem tinha fogão industrial e contava apenas com poucas mesas. “Ele tratava todo mundo com carinho e me ensinou tudo de comida”, revelou a cozinheira.

O primeiro restaurante foi construído e inaugurado em 1971 graças a equipamentos doados pelo antigo patrão, Camafeu de Oxóssi, dono do estabelecimento homônimo, localizado no Mercado Modelo. Lá, Leonel era garçom, recebia muitos elogios pelo tempero especial da comida baiana e decidiu abrir o próprio negócio. O nome seria Bar do Garçom, mas por descuido do pintor, a placa saiu Bargaço e o nome pegou.

A qualidade dos pratos, com a casquinha de siri e a moqueca de camarão sendo os carros-chefes da casa, ele começou a atrair mais clientes e ganhou fama na cidade. Hoje, 37 anos depois, sob o nome Club Bahia, a grife Bargaço também está presente no navio Costa Tropicale, da empresa de cruzeiros marítimos Sun & Sea.

O homem que aprendeu a ler na cozinha de um restaurante aos 17 anos, sempre foi destaque nas páginas da imprensa especializada em gastronomia. Tanto que ele estava em Brasília para participar da premiação dos melhores restaurantes da cidade, escolhidos pela revista Veja. A publicação já havia premiado Leonel diversas vezes pela qualidade dos seus pratos servidos em Salvador e Recife.

A visão empresarial o motivou a manter quatro barcos em Ilhéus, responsáveis pela pesca dos seus famosos camarões, peixes e mariscos.

Mas nem o crescimento da rede e o sucesso financeiro mudaram sua maneira simples de lidar com os empregados e clientes. Para os funcionários, Leonel sempre repetia a frase: “Os restaurantes não são meus, são dos meus clientes”. Já para os clientes, não cansava de dizer: “Um dos poucos prazeres que ainda restam na vida é comer bem”.
 
Entre anônimos, famosos e políticos, eram assíduos freqüentadores os cantores Durval Lélys e Daniela Mercury, o ex-prefeito Antonio Imbasahy e o deputado federal ACM Neto. “Ele era uma pessoa muito querida e ajudou a projetar o nome da Bahia no país inteiro e no exterior com a qualidade da sua comida. Já conversamos com as autoridades locais e eles nos garantiram que vão investigar a fundo este crime brutal”, afirmou, de Brasília, ACM Neto.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h49
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BRASIL NADA EM PETRÓLEO ?
 
Bloco Carioca seria até 5 vezes maior que Tupi
 

O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, disse nesta segunda-feira que o bloco BM-S-9, conhecido como Carioca, seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente).

Lima ressaltou que as informações são "oficiosas", mas oriundas de canais da Petrobras. O BM-S-9 é operado pelo consórcio Petrobras, que tem 45% do campo, a British Gas, com 30%, e Repsol, com 25%.

"Seria a maior descoberta feita no mundo nos últimos 30 anos e seria também o terceiro maior campo do mundo na atualidade. É algo do Oriente Médio, mas nada está confirmado", afirmou Lima, referindo-se à região do planeta que tem as maiores reservas do mundo.

O diretor da ANP, que participou do 4º Seminário de Petróleo e Gás Natural promovido pela FGV, no Rio, explicou que o BM-S-9 fica a oeste de Tupi (BM-S-11), na Bacia de Santos. Outra grande descoberta da Petrobras, o campo de Júpiter também fica na zona de influência do Carioca (BM-S-24). Eles ficam sob uma extensa camada de sal localizada até a 5.000 metros de profundidade.

Anunciado em novembro do ano passado, o megacampo de Tupi, na Bacia de Santos, tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas de petróleo do mundo dos últimos sete anos.

Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões boe (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP. O Brasil ocupa hoje o 17º lugar no ranking de países com maiores reservas de petróleo.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h34
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"Acesso à música tem de ser livre, gratuito e de qualidade"
 
O músico e cantor brasileiro Gilberto Gil se apresentou no último fim de semana em Barcelona e ofereceu na noite de sábado suas "canções de sempre" em um insuspeitado concerto na tenda Movistar, sem outro acompanhamento que sua voz e sua guitarra, com seu filho na percussão. O espetáculo, definido como "Gil Luminoso", foi uma das raras oportunidades para se contemplar em estado quase puro o consolidado ministro da Cultura do Brasil. Leia a entrevista:

La Vanguardia - O senhor continuou no ministério no segundo governo do presidente Lula. O que exigiu dele para continuar no gabinete?
Gilberto Gil -
Que íamos superar a papelada burocrática.

LV - Parte dos músicos mais importantes, como Caetano Veloso, criticou sua política de panos quentes, de não ter feito quase nada no campo musical.
Gil -
Você me conhece e sabe que as decisões de peso devem ser tomadas com uma margem de tempo. A crítica é saudável, mas também é verdade que a população brasileira nos deu confiança para continuarmos mais alguns anos. E agora tenho certeza de que poderemos começar a fazer coisas visíveis.

LV - O senhor não duvidou em revolucionar a dialética do acesso livre à rede.
Gil -
Toda a minha obra musical é de acesso livre na rede. É fundamental aplicar a democracia de raiz.

LV - Mas que o diga o senhor, como ministro da Cultura de uma das grandes potências musicais, é...
Gil -
O presidente Lula foi paciente comigo. Me deu maior confiança. Queremos levar a cultura a todos os cantos do país.

LV - De longe, isto parece campanha eleitoral.
Gil -
Lógico, atrás do samba e da bossa nova há muitas coisas por fazer. O Brasil é o perpétuo país da incoerência, quero dizer que não é suficiente que vivamos da fama de nosso grande patrimônio musical.

LV - Como vê isso de ser juiz e parte quando falamos de música?
Gil -
Da forma mais natural. Agora estou acabando meu novo disco solo, que sairá depois do verão, e enquanto isso estamos tentando mudar toda a legislação cultural, que está com mais de meio século de defasagem. Tudo um pouco complicado.

LV - Sua nova obra, seu novo disco, não pode surgir prostituída pelo fato de o senhor ser o ministro do ramo?
Gil -
Poderia ser, sem dúvida. Mas existem técnicas de relaxamento e de abstração de caráter oriental que me são profundamente úteis.

LV - O senhor não pode avaliar as novas apostas da música brasileira.
Gil -
É claro. Ninguém me perdoaria, me matariam. Mas a cena brasileira é tão rica que não é preciso fazer nenhum tipo de prognóstico.

LV - Na verdade pretendia lhe dizer que depois de sua geração, depois dos nordestinos ou dos sambistas ou bossanovistas, o panorama pode chegar a ser inquietante?
Gil -
Não é preciso que se inquiete, o Brasil tem um excesso de oferta, há muitas músicas e músicos. Mas uma árvore tem de morrer para que apareça a nova raiz.

LV - Fale sobre o concerto de hoje.
Gil -
Eu, meu filho Bem, minha voz e minha guitarra. Explico as necessidades de minha vida. Esta turnê é uma das condições que pedi ao presidente. Tenho de buscar e encontrar válvulas de escape, arejar-me e oxigenar-me. São cerca de 20 canções tiradas de 40 anos de profissão.

LV - Mas tem outras coisas entre...
Gil -
Claro. Com meu grupo amplo continuamos viajando o espetáculo Banda Larga, e enquanto isso estou gravando meu novo disco, Banda Larga Cordel, um disco declaradamente pop.

LV - Volto ao princípio. O senhor defende o acesso livre à música.
Gil -
Para mim, as prioridades culturais são que as pessoas leiam mais, vão aos museus e valorizem seu patrimônio. É preciso mudar as leis de consumo cultural. O acesso à música tem de ser livre, gratuito e de qualidade. O autor deve ser compensado, é claro, mas aquilo vem primeiro.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h34
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AÇÕES JUDICIAIS ABSURDAS

Um chinês colocou à venda sua alma e foi chamado na Justiça para decidir entre dois reclamantes qual deles teria o direito de ficar com sua parte espiritual.  

 A conciliação não resolveu a demanda e o processo foi arquivado.  

Um ateu italiano, Luigi Cascioli, sob alegação de que a Igreja está enganando as pessoas e deve ser responsabilizada, abriu processo contra seu amigo Enrico Righi, padre e articulista católico. Diz o autor da ação que Righi ao escrever sobre o homem Jesus viola a lei italiana, abuso di credulitá popolare (abuso da fé pública), porque não se prova a existência histórica de Cristo.

Cascioli exibiu aos jornalistas, no dia da audiência, seu livro A Fábula de Cristo, em que mostra que Cristo não existiu e que a Igreja construiu o personagem Jesus a partir da personalidade de João de Gamala, um judeu do século I.

Uma mulher de Jundiaí/SP ingressou no fórum local com ação contra o ex-parceiro, sob a motivação de que ele nunca a fizera chegar a um orgasmo, porque interrompia a relação com a ejaculação precoce. Houve audiência de conciliação e o juiz mostrou a possibilidade de solução através de separação consensual.

O processo foi extinto sem julgamento do mérito.   

O americano Timothy Dumouchel iniciou, no ano de 2004, processo contra uma emissora de TV, porque, segundo alega, o canal de televisão era responsável pela obesidade de sua mulher e pelo seu vício como fumante. Afirmou Timothy: Bebo e fumo demais e minha mulher é uma obesa porque há cerca de quatro anos assistimos a TV todos os dias.

A inicial foi indeferida e o processo arquivado. 

O advogado alemão Juergen Graefe defendeu um aposentado de Bonn, que respondia, equivocadamente, à dívida de impostos no valor de 287 milhões de euros, relativo à multa. O defensor mostrou facilmente o erro cometido pelo Estado, provando que seu cliente recebia aposentadoria na importância de 17 mil euros e, portanto, não tinha cabimento aquela cobrança. O susto aconteceu quando o advogado cobrou do cliente honorários no valor de 440 mil euros, em função da economia de quase meio milhão de euros conquistados, na demanda, para o aposentado.

Uma astróloga russa pediu indenização de 200 milhões de euros à NASA, porque culpada pela destruição do equilíbrio do universo.

O processo foi extinto.

No ano de 2003, o Instituto Ponto de Equilíbrio Elo Social Brasil, de São Paulo, ingressou com interpelação judicial, pedindo explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a impossibilidade que estava tendo para agendar audiência com o chefe do governo.

O paranormal Juscelino Nóbrega da Luz, através de seus advogados, requereu típica ação judicial contra o governo americano.

Diz na inicial:

Pela presente, vem o autor exigir o cumprimento por parte do réu da promessa de pagamento de uma recompensa no importe de US$ 25,000,000.00 (vinte e cinco milhões de dólares norte-americanos), por ele prometida a quem informasse ou indicasse o paradeiro do ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein. Assegura, na peça inicial, que a promessa é fato público e notório, já que foi publicada por toda a imprensa mundial em 2003.

E o aqui autor faz jus a tal recompensa porque, desde o mês de setembro de 2001, vem indicando ao réu o local onde Saddam Hussein se esconderia.

Esclarece a peça inicial ter condições de provar sobre a comunicação feita ao governo americano e diz que o autor é pessoa dotada de um dom incomum: tem visões de acontecimentos futuros. É uma pessoa comumente denominada de paranormal. Através de sonhos, ele vê situações, fatos que acontecerão no futuro.

A inicial foi extinta sem julgamento do mérito, porque a Justiça Federal deu-se por incompetente para resolver a demanda. Houve recurso para o STJ.

Um prisioneiro romeno, Pavel Mircea, condenado a 20 anos de cadeia por homicídio, ingressou, através de um agente ministerial, com processo judicial contra Deus, sob alegação de que quando fui batizado assinei um contrato com Deus e ele não cumpriu sua parte. Ele deveria me proteger do mal, mas me entregou a Satanás, que me encorajou a cometer um assassinato.

O romeno queria indenização pelos gastos com velas, em suas orações, e serviços prestados à Igreja. No despacho de indeferimento da inicial, fundamentando a inexistência de endereço do réu e a impossibilidade jurídica do pedido, o juiz determinou fosse oficiado à Promotoria Judicial para os fins cabíveis.

Já nos Estados Unidos, no Condado de Douglas, o senador Ernie Chambers, de Nebrasca, ingressou também com ação contra Deus, sob alegação de que Ele semeia a morte e a destruição de milhões de seres humanos, responsável por inundações, furacões horríveis e terríveis tornados.

A Justiça dos Estados Unidos não conseguiu citar o demandado, apesar de o senador esclarecer que o Todo-Poderoso pode ser citado no Nebrasca, pois está em todo o lado e é conhecido por vários títulos, nomes e designações.

O político quis mostrar que qualquer um pode processar quem queira nos Estados Unidos, além de demonstrar a futilidade de muitas reclamações no Judiciário.

Salvador, novembro/2007.


Des. Antonio Pessoa Cardoso

pessoacardoso@uol.com.br


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h31
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Responsabilidade no consumo do crédito
 
Os consumidores brasileiros estão acostumados com linhas de crédito vigorosas, prazos cada vez mais longos na hora das compras. Mas, será que eles entendem até que ponto a facilidade de crédito traz benefícios? Geralmente não. O resultado disso pode ser comprovado pela alta inadimplência, reflexo do consumo inconsciente.

Essa realidade não é apenas prejudicial para os consumidores, mas também para todas as instituições envolvidas nesse processo. Até o crescimento econômico do País é comprometido. Muitas empresas já perceberam essa dinâmica e, por isso, adotaram iniciativas para orientar seus clientes quanto ao consumo de crédito e a cultura do planejamento.

Justamente para debater sobre esse assunto, estarão reunidos executivos e especialistas no Congresso Consumidor Moderno de Crédito e Cobrança (CCMCC), nos dias 23 e 24 de abril, em São Paulo. O painel “A educação do consumidor brasileiro para a conscientização da gestão financeira de seus ativos para consumo responsável do crédito” acontecerá no primeiro dia do evento, às 17h.

Irão compor a mesa debatedora: Miguel Cui, diretor de relacionamento da Claro; Sandra Turcchi, superintendente de marketing da Associação Comercial de São Paulo; Guilherme Molitor, diretor financeiro da Avon. E, ainda, Maria Helena Castro, secretária de educação da Prefeitura de São Paulo; e José Luiz Rossi, economista do IBMEC. Para mediar o debate, haverá a participação especial de Marco Antônio Rocha, jornalista econômico do Estadão.

Organizado pelo Grupo Padrão, por meio da Revista Consumidor Moderno, o CCMCC é o primeiro evento brasileiro de Crédito e Cobrança pensado sob uma ótica 360º, pois contempla toda a cadeia de valor. Além disso, analisa o impacto da crescente oferta de crédito e a sofisticação dos mecanismos de cobrança na economia brasileira no ponto de vista do consumidor. Bancos, financeiras, escritórios de cobrança, varejo e, inclusive, o consumidor estão inseridos nesse contexto.

Para o especialista internacional em relações de consumo e publisher da Consumidor Moderno, Roberto Meir, a consciência educacional para o uso do crédito deve ser amplamente discutida. “O Brasil vive um momento de aceleração do crescimento econômico devido à expansão do crédito. Isso deve ser acompanhado também pela educação nas relações de consumo. O objetivo dessa plenária do congresso é mostrar que é possível adotar a cultura do planejamento”, explica Meir.

Mais informações sobre o Congresso podem ser obtidas pelo site www.consumidormoderno.com.br/ccmcc
 ou pelo telefone: (11) 3125-2297.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h30
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BJORK: IT'S, OH, SO QUIET
 
 
Its, oh, so quiet
Its, oh, so still
You're all alone
And so peaceful until...

You fall in love
Zing boom
The sky up above
Zing boom
Is caving in
Wow bam
Youve never been so nuts about a guy
You wanna laugh you wanna cry
You cross your heart and hope to die

'till its over and then
Its nice and quiet
But soon again
Starts another big riot

You blow a fuse
Zing boom
The devil cuts loose
Zing boom
So whats the use
Wow bam
Of falling in love

Its, oh, so quiet
Its, oh, so still
Youre all alone
And so peaceful until...

You ring the bell
Bim bam
You shout and you yell
Hi ho ho
You broke the spell
Gee, this is swell you almost have a fit
This guy is gorge and I got hit
There's no mistake this is it

'till its over and then
Its nice and quiet
But soon again
Starts another big riot

You blow a fuse
Zing boom
The devil cuts loose
Zing boom
Whats the use
Wow bam
Of falling in love

The sky caves in
The devil cuts loose
You blow blow blow blow your fuse
When you've fallen in love


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h40
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DÓLAR LADEIRA ABAIXO

Dólar cai para menor valor em 9 anos, e fecha em R$ 1,664

O dólar fechou em seu menor nível desde maio de 1999 nesta quarta-feira, acompanhando o otimismo dos mercados acionários e com a expectativa de alta na taxa básica de juro brasileira. A moeda norte-americana caiu 1,19%, a R$ 1,664. Com desvalorização acumulada em mais de 5% em abril, e teve seu menor fechamento desde 18 de maio de 1999.

"Hoje as coisas estão boas", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, acrescentando que o Brasil ainda leva vantagem por sua recente estabilidade, "sendo olhado pelo investidor como uma grande fonte de lucro".

"Os efeitos da crise externa estão sendo muito pequenos aqui, chamando a atenção do investidor", afirmou o gerente. O risco-país caía 20 pontos, a 225 pontos básicos, no fechamento do mercado cambial. Segundo Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, o movimento que se observa nesta sessão é fruto também das expectativas com a reunião desta quarta-feira do Copom.

"(A queda de hoje) é um movimento que se iniciou nos últimos dias por conta de uma possível majoração dos juros internos", afirmou Postigo ressaltando que o possível aumento da taxa Selic favorece as operações de arbitragem, que aproveitam para lucrar com o diferencial dos juros praticados interna e externamente.
 
Os recentes dados sobre a inflação brasileira têm levado o mercado a esperar por um aumento de pelo menos 0,25 ponto percentual na taxa de juro. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga nesta quarta-feira após o fechamento dos negócios sua decisão sobre a taxa Selic.

Galhardo também ressaltou que os dados divulgados nos Estados Unidos pressionaram a moeda norte-americana à medida que deram mais espaço para o Federal Reserve abaixar ainda mais os juros norte-americanos, incentivando o fluxo de entrada de recursos no Brasil. O governo norte-americano divulgou nesta quarta-feira que os preços ao consumidor aceleraram menos do que o esperado pelo mercado, o que impulsionou a cotação de diversas moedas frente ao dólar.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h40
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STJ define: Princípio da insignificância não
se aplica a furto de bens de pequeno valor

A aplicação do princípio da insignificância em processo por crime de furto pode ser efetuada no caso de o delito referir-se a bem de valor insignificante (bagatela). Se o bem furtado apresentar “pequeno valor”, a ação penal deve prosseguir e não se aplica o referido princípio. Com essa conclusão, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu o recurso interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP/RS) contra G.B.M. O processo foi relatado pela ministra Laurita Vaz. A decisão da Turma foi unânime. Com o resultado do julgamento, a ação penal movida contra G.B.M. vai prosseguir.

G.B.M. foi denunciado pelo furto de uma carteira com um talão de cheques e R$ 60,00 em dinheiro. Para a ministra Laurita Vaz, “a conduta perpetrada pelo agente não pode ser considerada irrelevante para o Direito Penal. O delito em tela – furto consumado de uma carteira com um talão de cheques e R$ 60,00 em dinheiro, no ano de 2001, muito embora não expresse intensa agressão ao patrimônio da vítima, não se insere na concepção doutrinária e jurisprudencial de crime de bagatela (de valor insignificante)”, salientou a relatora.

Além disso, segundo a ministra, não se pode aplicar o princípio da insignificância no caso de furto de bem de pequeno valor porque isso pode incentivar a prática de pequenos delitos. “A subtração de bens cujo valor não pode ser considerado ínfimo não pode ser tido como um indiferente penal, na medida em que a falta de repressão de tais condutas representaria verdadeiro incentivo a pequenos delitos que, no conjunto, trariam desordem social”.

Em seu voto, a ministra ressaltou que, “no caso do furto, não se pode confundir bem de pequeno valor com de valor insignificante”. O de valor insignificante “exclui o crime em face da ausência de ofensa ao bem jurídico tutelado, aplicando-se-lhe o princípio da insignificância”. Já o furto de bem de pequeno valor – explicou a relatora – “eventualmente, pode caracterizar o privilégio insculpido no parágrafo 2º do artigo 155 do Código Penal, já prevendo a Lei Penal a possibilidade de pena mais branda, compatível com a pequena gravidade da conduta”, mas não extingue a ação penal.

O recurso especial do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS) chegou ao STJ após a decisão do Tribunal de Justiça daquele Estado que aplicou o princípio da insignificância ao caso. G.B.M. foi denunciado pelo furto de uma carteira que continha um talão de cheques e R$ 60,00 em dinheiro.

O Ministério Público recorreu ao STJ afirmando que a decisão do TJ contrariou o artigo 155, parágrafo 4º, inciso IV, do Código Penal. Segundo o MP, não se pode confundir pequeno valor com bagatela. Ao analisar o recurso, a ministra Laurita Vaz acolheu as alegações do MP/RS. A relatora modificou a decisão do TJ/RS e determinou o prosseguimento da ação penal contra G.B.M.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h38
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ENTREVISTA DO DIA: GAROTA-MELANCIA
 
Clique AQUI


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h33
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Se, na década de 1990, o cheque foi o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros, a partir de 2000, a adesão ao cartão passou a ser maior, podendo chegar a patamares de uso dos Estados Unidos em dez anos. Em 1997, as compras com cheques representavam 23% do total e, no ano passado, passaram para 8%. Por outro lado, as aquisições com cartões, que eram de 6% há 11 anos, chegaram a 20% em 2007.
 
Houve uma inversão dos papéis e, hoje, o consumidor já usa mais o plástico nas compras.  "A imersão brasileira de cartões cresce a uma velocidade espantosa, porque o brasileiro se adaptou à tecnologia. O cartão é um meio de financiamento que estimula o consumo e traz vantagens ao consumidor e ao lojista", disse Marcelo Noronha, diretor de comunicação da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), responsável pelos dados.

Perspectivas

Ao final de 2008, os cartões serão responsáveis por 21% das compras. Se continuar no mesmo ritmo de crescimento, em 2017, eles chegarão a ter 38% de representatividade, dentre os meios de pagamento usados pelos brasileiros. No ano passado, a proporção nos Estados Unidos era de 45%. "Estaremos bem perto deles em aproximadamente dez anos", afirmou Noronha.

Segundo a Abecs, o crescimento dos cartões começou a se acentuar com a estabilidade econômica conquistada pelo país em meados dos anos 1990 e teve novo impulso com a reforma do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) no início da década atual. Para o estudo, a Abecs usou apenas os cheques com valor abaixo de R$ 299, referentes às compras de consumo.

Dinheiro é preferido

Dentre as formas de pagamento, os cheques e cartões somente disputam a segunda posição, porque o dinheiro lidera na preferência dos brasileiros, de acordo com a tabela abaixo:

Modalidade 1997 2007 2017
Dinheiro 60% 60% 51%
Cartões 6% 20% 38%
Cheques 23% 8% 4%
Outros 11% 12% 7%
 
Fonte: Abecs

Com a adesão ao cartão de crédito, o mercado tem crescido muito acima do PIB (Produto Interno Bruto) - soma de todas as riquezas produzidas pelo país. "Nos últimos anos, o setor tem crescido 20% ao ano, sendo que, no primeiro trimestre deste ano, foram 25%", disse o presidente da Abecs, Felix Cardamone.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h33
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da Folha de S.Paulo

Jogue no lixo. Recibos do cartão de débito servem para comprovar a transação e conferir gastos. Mas guardá-los é útil só para os comerciantes, já que eles podem reclamar com o banco se um pagamento não foi completado. "Já o consumidor, em caso de cobrança indevida, não tem como mostrar um recibo que não tem", diz Guilherme Blumenthal, 47, diretor de operações e risco da Visanet.

Os comprovantes não têm informações que permitam a um estranho fazer uma compra às custas do dono do cartão, mesmo que o número do cartão fique escrito em alguns casos. Para usá-lo, é preciso de senha que, é claro, não aparece no papel.

Além disso, não tem nada que identifique o portador do cartão, como nome e endereço. "No cheque tem muito mais informações que no recibo. Não tem risco nenhum [em descartar o recibo]", diz Blumenthal, da Visanet. Já a MasterCard recomenda que não se jogue o recibo em lugares públicos, por precaução. Mas uma hora ele terá que ir para o lixo.

Quando esse momento chegar, o melhor é optar pela reciclagem. O papel de que é feito o recibo recebe um tratamento químico especial. Mas, apesar disso, trata-se apenas de papel, e é reciclável.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h32
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ENTREVISTA DO DIA: DELFIM NETTO
 
 
Delfim Netto, ex ministro da economia e ex-deputado federal


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h49
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Consumidor reclama no Juizado

O número de queixas contra a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), por parte de consumidores, vem se multiplicando nos últimos meses. A Coordenação dos Juizados Especiais já contabiliza, em todo Estado, 4.540 processos em curso.
 
Uma das acusações mais freqüentes é a mudança arbitrária do medidor de energia e a posterior cobrança indevida de valores referentes ao período ao qual a empresa afirma ter havido furto de energia, o chamado "gato". A fornecedora assegura ter detectado 93,1 mil irregularidades desta natureza, no ano passado e obtido um prejuízo de R$ 123,85 milhões.

Morador do bairro de Pernambués, o aposentado, Florentino do Nascimento, 68 anos, recebeu, no ano de 2002, a visita de um inspetor de medição da Coelba.
 
"Faltou luz na minha casa e em outras da comunidade, perdemos alguns aparelhos eletrônicos por conta disso, no dia seguinte um técnico (devidamente fardado) esteve aqui para resolver o problema, foi quando mexeu no meu relógio, trocou uns fios e a caixa, materiais que eu mesmo comprei para ele fazer o serviço, em nenhum momento ele disse se tratar de algo irregular, confiei por ser funcionário da empresa", contou, ressaltando que na época pagava cerca de R$ 40 de energia.

Em fevereiro deste ano, o aposentado foi surpreendido por uma notificação, informando que "detectamos irregularidades no medidor". Em contato com a distribuidora, "recebeu a bomba": um débito de R$ 3.024,77. O valor seria correspondente à energia desviada, num período de 12 meses. O cálculo, de acordo com a Coelba, é feito com base no histórico de consumo (num período de cinco anos) e os aparelhos (tipos e quantidade) existentes na unidade consumidora.

 "Me foi apresentado um parcelamento, mas eu teria que pagar R$ 150 de entrada, não tenho esse valor". Com uma renda mensal de R$ 316, 10, fruto da aposentadoria, Florentino buscou orientação junto à Organização de Defesa do Consumidor (Odecom). O caso ainda não foi levado à justiça. "Primeiro tentamos um acordo entre as partes", explica o advogado Abílio Freire, coordenador da Ong.
 
Freire ressalta ainda que a concessionária é ré em muitos outros processos conduzidos por ele. "Em 2007 acentuou muito o número de vítimas, a maioria reclama da cobrança de valores altos após a troca ou inspeção do relógio", diz. A importância chega a até R$20 mil.

"Ele entrou na minha casa e já foi logo olhando o relógio, me pediu que estivesse presente, mas não entendi nada do que ele fez, depois pediu que assinasse um papel, eu assinei, mas nem sei o que estava escrito, pois não sei ler", narra Nelsi Andrade da Cruz, 46.
 
Ela utiliza apenas uma geladeira e um televisor em casa e sua média de consumo era de R$30, até fevereiro deste ano, quando subiu para R$206,74. "Foi depois do rapaz da Coelba mexer no medidor", afirma a dona-de-casa. Ela terá que pagar ainda a importância de R$204,89, referente a 6 meses de suposta clandestinidade.

Segundo relatos, em algumas das "visitas" o técnico nem mesmo informa a verificação, substitui o relógio e já se apresenta com um papel para o consumidor assinar. "Ele já aparece com o relógio antigo em uma mão e um papel na outra, informa que foi um procedimento de rotina, uma troca de padrão analógico para digital e a assinatura serve como confissão do suposto desvio", explica Freire.

 "Este não é o procedimento padrão da empresa", afirma Josildo Silva Alves, gestor da unidade de inspeção de energia. De acordo com ele, a orientação é: "toda averiguação deve ser realizada na presença do consumidor, que também precisa identificar o técnico e, caso o funcionário apresente alguma atitude que o desagrade, a empresa deve ser comunicada imediatamente".
 
O representante lembra que não há nenhum incentivo em encontrar "gatos". "Não é motivador para nossos técnicos implantar irregularidades, eles não ganham nada com isso".

Incentivo de combate às perdas

Porém, no Contrato de Concessão Pública da empresa com a Aneel diz que "a concessionária tem forte incentivo ao combate das perdas não técnicas (os "gatos"), uma vez que a regularização de um consumidor traz benefícios econômicos à concessionária.
 
Primeiro, a legislação permite que a concessionária proceda a revisão do faturamento no período em que for comprovada a ocorrência de fraude; segundo, a partir do momento da regularização há um incremento da energia faturada, uma vez que o consumidor passa a ser faturado pelo valor real medido, superior ao valor faturado diante a existência da fraude e; finalmente, quando da regularização de uma ligação clandestina, cessa-se o incentivo ao consumo irresponsável de energia elétrica e, portanto, há um decréscimo na necessidade de compra de energia elétrica pela concessionária"

No mesmo documento consta que houve uma perda de energia, nos últimos cinco anos, de 15,95%, sendo 6,19% de perdas não técnicas ("gatos") e 9,76% de perdas técnicas, ou seja, o maior desvio de energia ocorre na transmissão até às residências e não unidades consumidoras através dos furtos.
 
Casos como o de uma idosa que pagava R$60 de energia e recebeu uma fatura com vencimento em março deste ano, no valor de R$10.284,79 - após mesma metodologia - é emblemático para demonstrar como o "procedimento padrão" não vem sendo respeitado. "Uma pessoa com idade avançada sem energia em casa pode correr sérios riscos, inclusive o de cair e se machucar em meio à escuridão, por exemplo, entramos com recurso na justiça e nos foi concedida uma liminar exigindo que a Coelba retornasse o fornecimento e não cobrasse o valor nas faturas conseguintes", relatou Freire, que advoga a causa e ainda aguarda julgamento.

Ou ainda o empresário que foi obrigado a "engolir" um débito de R$ 5.613,71, por temer risco à vida de um recém-nascido e de uma idosa de 94 anos, que residiam em sua casa quando lhe foi interrompido o fornecimento de energia. "Aceitei o parcelamento para não ficar sem luz em casa", justificou. A cobrança também veio após uma mudança de medidor que ele não acompanhou. "O técnico já apareceu com o medidor antigo nas mãos informando a troca em razão de um desvio de energia, mas quem garante isso?", questionou ele, que assim como a do caso anterior, teve sua identidade preservada.

Nos arquivos dos cinco juizados especiais da capital baiana circulam outras centenas de casos como estes. "A Coelba só perde para a Telemar e agências bancárias, que são as campeãs na lista de reclamações, mas ela vem disputando um terceiro lugar com a Embasa", conta Lucila Borges Cruz, atendente judiciária do 1º Juizado Especial Civil de Defesa do Consumidor, anexo à Faculdade Universo, na Avenida ACM. Ressaltando ainda que os casos de mudança do medidor representam cerca de 90% das queixas.

A comunicação ao consumidor é assegurada por lei, por meio do Código de Defesa do Consumidor (Princípio da Informação). "Esta comunicação deve acontecer com antecipação, pois se ele não for especialista em eletricidade de nada valerá sua presença durante a investigação, o ideal é que ele esteja acompanhado por um eletricista", destaca Freire. Caso não queira, o mesmo tem direito de recusar a inspeção naquele momento. "Mas iremos retornar num prazo de 72 horas, aí não poderá mais ser impedida", informa Josildo Alves


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h47
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‘Almanaque anos 90’ resume época
de novas tecnologias e diversidade

HB

A primeira década da era 2000 começa a preparar a sua despedida e a anterior já é um quadro pregado na memória da cultura pop. Você lembra dos primeiros celulares, da popularização do computador, do CD, de Kurt Cobain, do tetra do Brasil, de Titanic, da explosão do axé, do mangue beat, dos Simpsons, da MTV Brasil, do aparecimento de Gisele Bündchen, da chegada das raves, do impacto de Tarantino no cinema?

Escrito pelo jornalista carioca Silvio Essinger (Batidão: Uma história do funk), o livro Almanaque anos 90 (Ed. Agir, R$49,90/304 págs.) faz um resumo espirituoso e cheio de imagens de um tempo que foi marcado pela diversidade de estilos e pela evolução tecnológica. Um adolescente hoje, por exemplo, não tem idéia do que era a vida sem internet, uma das ferramentas mais sensacionais dos anos 90 e de todos os tempos.

“Entramos em janeiro de 1990 sem celulares ou internet, batendo textos em máquinas de escrever, ouvindo vinis e vendo apenas tevê aberta. Saímos em dezembro de 1999 num mundo completamente diferente – bem mais estranho, embora sem Jetsons nem Blade Runner. Muita coisa nos assustou e traumatizou, mas certamente nos divertimos bastante nesse meio tempo”, afirma Silvio Essinger, 38 (atualmente, trabalhando como produtor de jornalismo e roteirista da TV Globo), por e-mail.

O salto tecnológico dos anos 90 também tornou obsoleto o aparelho de fax, fitas cassete e VHS, mimeógrafos e papel de cartas, entre outros objetos. O celular também provocou uma revolução, e não só na telefonia: na década atual ele ganharia implicações musicais e se transformaria numa das mais lucrativas ferramentas da indústria de entretenimento (e uma alternativa para as gravadoras diante da falência do CD).

O celular chegou ao Brasil em 1990 com aparelhos pesando quase um quilo e custando aproximadamente US$22 mil (acredite!). A novidade fez sua estréia como personagem da tevê nacional na novela Pedra sobre pedra, em 1992: a perua Rosemary Pontes (Elizângela) não desgrudava do seu tijolão. No final dos 90, os modelos pesavam 170 gramas e já tinham se popularizado com mais de 15 milhões de unidades vendidas. 

O livro, que levou cerca de dois anos para ser feito, segue o modelo dos bem-sucedidos Almanaque anos 80, de Luiz André Alzer e Mariana Claudino, e Almanaque anos 70, de Ana Maria Bahiana. “O que deu mais trabalho foi tentar seguir a tal fórmula dos outros almanaques. Achar um equilíbrio entre o meu recorte afetivo dos 90 (com todas as obsessões) e um respeito ao leitor foi a parte mais árdua de tudo”, diz Silvio.

***

FICHA
Livro: Almanaque anos 90
Autor: Silvio Essinger
Editora: Agir
Preço: R$ 49,90 (304 páginas)


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h43
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BAIANOS VIAJAM MAIS PARA A EUROPA

Somente a TAP teve crescimento de 20%


 Os baianos têm viajado cada vez mais para a Europa, sendo Portugal o principal portão de entrada para o continente. Somente a TAP Linhas Aéreas, principal companhia daquele país, registrou um incremento em torno de 20% no volume de passageiros transportados de Salvador para as terras lusitanas em 2007, com oferta total de 58,6 mil assentos.

Diante da demanda, a companhia colocou em operação na semana passada mais um vôo diário, saindo da capital baiana para a cidade do Porto, e substituiu todas as suas aeronaves em atuação na Bahia por modelos com maior capacidade. Com isso, para este ano, a expectativa da empresa é de um crescimento de 27%, totalizando mais de 75 mil lugares ofertados.

Com uma taxa de 75%, Salvador tem a maior média de ocupação entre as cidades nordestinas onde a TAP atua. Atualmente, a companhia está ofertando sete vôos diários saindo da capital baiana, sendo seis com destino a Lisboa e um a Porto. “Gosto muito do mercado baiano. A Bahia tem potencialidades muito grandes e um setor turístico bastante atuante”, declarou o vice-presidente da TAP, Luiz Mór, durante coletiva para a imprensa, ontem, no Centro de Convenções.

Durante a apresentação dos novos números sobre a TAP, Mór destacou também a importância do mercado nordestino para a empresa. Em sete anos (de 2000 a 2007), o volume de passageiros transportados na região triplicou. “Com a substituição, até junho, de todas as nossas aeronaves A310 por A330, que são mais novas e eficientes, projetamos uma expansão em torno de 27% na oferta de assentos na região este ano”, declarou o executivo.

Em todo o país a TAP opera em oito cidades: Recife, Fortaleza, Natal, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além da capital baiana, totalizando 67 freqüências (vôos semanais) e uma média de 700 mil passageiros por mês. “O Brasil responde por 32% dos passageiros da TAP”, frisou o vice-presidente. Mais uma mostra de que Salvador está no centro das atenções da companhia, a cidade soteropolitana é o tema da reportagem de capa da edição de abril da revista da TAP, já disponível nas aeronaves.
 
Em 2007, a companhia portuguesa contabilizou uma expansão de 17% no volume de passageiros transportados do território brasileiro para a Europa, em relação a 2006. Somente nos dois primeiros meses deste ano, o incremento chegou a 30%, frente ao mesmo período do ano passado. Para reforçar a frota, a empresa adquiriu sete novas aeronaves, cinco do modelo A330 e duas A320, somando 68 aviões. No ano passado, a TAP registrou um crescimento de nada menos que 350% no lucro líquido, alcançando o volume de 32,8 milhões de euros.

***
Varig corta vôos internacionais

A Varig anunciou ontem a interrupção dos vôos para México, Madri e Paris, a partir de 11 de maio, 12 de maio e 9 de junho, respectivamente. Com o fim dessas rotas, a empresa se despede do mercado internacional de longo curso, concentrando suas operações no mercado doméstico e na América do Sul. Pelas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa mantém o direito de retomar as rotas em um prazo de seis meses, a partir da interrupção.

No final de janeiro, a Varig já havia surpreendido o mercado com o anúncio do fim dos vôos para Londres, Frankfurt e Roma. Com o fim dos vôos para Europa, a TAM reinará praticamente sozinha no mercado internacional de longo curso.

Em comunicado , o grupo Gol, controlador da Varig, explica que as recentes altas do preço do petróleo elevaram os custos da operação. Segundo a empresa, o combustível, que representa 40% de seu custo operacional, subiu mais de 60% no último ano. A empresa garante, contudo, que a medida não implicará em demissões e que os tripulantes serão absorvidos em outras rotas do grupo.

O fim das linhas altera as projeções de crescimento de oferta para o ano. Pela última projeção, o grupo planejava um crescimento de 37% na oferta de assentos de Gol e Varig nos mercados doméstico e internacional. Uma nova projeção de indicadores operacionais deve ser divulgada até o início da semana.

A Varig planejava incorporar sete Boeings 767, usados nas operações de longo curso, terminando o ano com uma frota de 14 jatos do modelo. Dos sete, cinco já haviam sido incorporados este ano. Todos serão devolvidos aos arrendadores.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h43
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A JUSTIÇA É CEGA, MAS O JUIZ NÃO

A justiça é cega, mas o juiz não precisa sê-lo.
 
Num inquérito pela contravenção de vadiagem, que ocorreu na 5a. Vara Criminal de Porto Alegre, o Juiz Moacir Danilo Rodrigues proferiu a sentença que transcrevo a seguir:

'Marco Antônio Dornelles de Araújo, com 29 anos, brasileiro, solteiro, operário, foi indiciado por inquérito policial pela contravenção de vadiagem, prevista no artigo 59 da Lei das Contravenções Penais. Requer o Ministério Público a expedição de Portaria contravencional.  O que é vadiagem? A resposta é dada pelo artigo supramencionado:'entregar-se habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho...'

Trata-se de uma norma legal draconiana, injusta e parcial. Destina-se apenas ao pobre, ao miserável, ao farrapo humano, curtido vencido pela vida. O pau-de-arara do Nordeste, o bóia-fria do Sul. O filho do pobre que pobre é, sujeito está à penalização. O filho do rico, que rico é, não precisa trabalhar, porque tem renda paterna para lhe assegurar os meios de subsistência.

Depois se diz que a lei é igual para todos! Máxima sonora na boca de um orador, frase mística para apaixonados e sonhadores acadêmicos de Direito. Realidade dura e crua para quem enfrenta, diariamente, filas e mais filas na busca de um emprego. Constatação cruel para quem, diplomado, incursiona pelos caminhos da justiça e sente que os pratos da balança não têm o mesmo peso.

Marco Antônio mora na Ilha das Flores (?), no estuário do Guaíba. Carrega sacos. Trabalha 'em nome' de um irmão. Seu mal foi estar em um bar na Voluntários da Pátria, às 22 horas. Mas se haveria de querer que estivesse numa uisqueria ou choperia do centro, ou num restaurante de Petrópolis, ou ainda numa boate de Ipanema?

Na escala de valores utilizada para valorar as pessoas, quem toma um trago de cana, num bolicho da Volunta, às 22 horas e não tem documento, nem um cartão de crédito, é vadio. Quem se encharca de uísque escocês numa boate da Zona Sul e ao sair, na madrugada, dirige (?) um belo carro, com a carteira recheada de 'cheques especiais', é um burguês. Este, se é pego ao cometer uma infração de trânsito, constatada a embriaguez, paga a fiança e se livra solto. Aquele, se não tem emprego é preso por vadiagem. Não tem fiança ( e mesmo que houvesse, não teria dinheiro para pagá-la) e fica preso.

De outro lado, na luta para encontrar um lugar ao sol, ficará sempre de fora o mais fraco. É sabido que existe desemprego flagrante. O zé-ninguém (já está dito), não tem amigos influentes. Não há apresentação, não há padrinho. Não tem referências, não tem nome, nem tradição. É sempre preterido. É o  Nico Bondade, já imortalizado no humorismo (mais tragédia que humor) do Chico Anísio.

As mãos que produzem força, que carregam sacos, que  produzem argamassa, que se agarram na picareta, nos andaimes, que trazem calos, unhas arrancadas, não podem se dar bem com a caneta (veja-se a assinatura do indiciado à fls. 5v.) nem com a vida. E hoje, para qualquer emprego, exige-se no mínimo o primeiro grau. Aliás, grau acena para graúdo. E deles é o reino da terra.

Marco Antônio, apesar da imponência do nome, é miúdo. E sempre será. Sua esperança? Talvez o Reino do Céu. A lei é injusta. Claro que é.  Mas a Justiça não é cega? Sim, mas o Juiz não é. Por isso: Determino o arquivamento do processo deste inquérito.

Porto Alegre, 27 de setembro de 1999.

Moacir Danilo Rodrigues
Juiz de Direito - 5a Vara Criminal
.'


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h41
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Uma volta à velha forma

R.E.M. - Accelerate

Deve ser uma sensação terrível sentir o fantasma da insignificância rondar a sua carreira. O R.E.M., uma das maiores bandas dos anos 90, vinha sendo visitado noite após noite pelo espectro da irrelevância e as coisas só pioraram depois daquele disco insosso de 2004, Around the Sun.

Mas aí alguma coisa aconteceu. E o trio Michael Stipe, Peter Buck e Mike Mills, que vinha pescando no volante, prestes a capotar na curva, despertou com tudo e pôs a máquina para roncar no rumo certo. Não é à toa que o disco novo, seu 14º, se chama Accelerate.

É um discão, exalando vigor, entusiasmo e boas idéias, fruto de uma interação entre o trio que não rolava há anos, segundo já disse o próprio Stipe. É rock'n'roll com guitarras altas em primeiro plano, bastante sujeira e nada do lustra-móveis pop que vinha deixando seu trabalho bonitinho e ordinário.

Faixas como "Supernatural Superserious", "Living Well Is The Best Revenge" e "I'm Gonna DJ" ("eu vou tocar como DJ no fim do mundo"; não, não é um flerte com música eletrônica, ainda bem) pegam na veia e fazem a gente entender porque o R.E.M. era tão empolgante, tanto nos seus tempos indie, de discos como Murmur e Life's Rich Pageant, quanto no seu auge de vendas, época de Automatic For The People e Out Of Time.

 
Pela roupagem básica e o clima despojado, Accelerate, como um todo, tem mais a ver com o remoto passado indie da banda do que com seus discos cheios de hits dos anos 90. Quando reduz a marcha, em números como "Sing for the Submarine" e "Until the Day Is Done", o que ouvimos não é a tristeza bonita, embora melosa, de um "Everybody Hurts", mas climas tensos e dramas discretos.

IN NATURA

Certamente a produção de Jacknife Lee (com Kasabian, U2, Snow Patrol e Dloc Party na ficha) tem muita responsabilidade nessa guinada estética. Mas Jacknife Lee não inventou nem arrumou nada aqui. Ele fez o que qualquer produtor de rock de bom senso faria com talentos desse quilate no estúdio: pegou e disse "sejam vocês mesmos, aquilo que as pessoas tanto gostavam em vocês e que se perdeu."

Não é um disco que vai mudar o rock (algum disco hoje consegue "mudar o rock"?) ou apresentar inovação e talvez nem seja dos melhores do ano. Mas é o melhor disco que uma banda que saiu do indie dos anos 80 para ocupar estádios nos 90, uma banda que foi da rádio alternativa ao comercial de desodorante, cheia de opiniões políticas e amigos em altas rodas, podia lançar nos tempos de hoje. Ouviu, U2?


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h52
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TANTO FAZ, SE É ALCOOL OU GASOLINA
TANTO FAZ, É VOCÊ QUEM DETERMINA!
 

O preço do álcool atingiu o menor nível absoluto desde 2004 nas usinas paulistas para a primeira semana de abril. O litro do hidratado caiu 3,14% e o do anidro recuou 1,55% nas unidades produtoras, de acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). O preço do hidratado foi de R$ 0,74479 para R$ 0,72138 o litro, em média, e o do anidro recuou de R$ 0,82037 o litro para R$ 0,80765. Os valores divulgados dos dois combustíveis são sem impostos.

Os valores da semana, de acordo com o Cepea/Esalq, são os menores nos últimos quatro anos. À época, o preço do litro do hidratado era de R$ 0,4250 e o do anidro R$ 0,4589.

No mesmo período do ano passado, por exemplo, o litro do hidratado era negociado a R$ 0,94971 o litro e o anidro a R$ 1,0714. Em 2006, com a crise de abastecimento, os preços eram de, respectivamente, R$ 1,1586 e R$ 1,2158. Já em 2005, os valores cobrados nas usinas de São Paulo eram semelhantes ao desta primeira semana de abril: o hidratado valia R$ 0,77461 e o anidro era negociado a R$ 0,88668.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h39
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Dor muscular do dia seguinte

É muito normal no período de festas ou durante as férias, uma diminuição em nosso ritmo diário isso inclui a prática regular de exercícios físicos. Muito bem, passada essa fase que muitas vezes vem acompanhada de um aumento de peso, tradução de “comi mais do que gastei” além da perda de massa muscular e força. Sentimos que a volta à vida mais ativa é sempre sofrida e literalmente dolorosa, este artigo tentará esclarecer alguns pontos sobre a dor muscular que sentimos nas primeiras 24-48h após uma nova atividade ou aquela que não estamos acostumados.

Sempre assim! Ficamos algumas semanas sem a prática tradicional e religiosa dos exercícios físicos, e quando voltamos com a corda toda, parece que recebemos uma punição por termos parado, uma delas é aquela incômoda dor muscular, que tem seu pico entre o primeiro e segundo dia após a sessão de treino, essa sensação de dor no músculo exercitado é denominada de dor muscular de início tardio (DMIT).
 
Todos nós já ouvimos muitas explicações sobre essa, e a mais comum é a teoria do ácido láctico, ou seja, quanto mais ácido láctico produzido durante o exercício mais dor teríamos no dia seguinte, o que não é verdade! A sensação de dor durante a atividade pode até estar relacionada com a alta produção desse produto, mas em poucas horas tudo volta ao normal neste aspecto, sendo assim o que poderia ser o gatilho para a DMIT? Hoje em dia, o que é aceito melhor dentro da comunidade científica são as lesões das células musculares e dos tecidos que revestem essas, por exemplo, causada pela sobrecarga do exercício.
 
A lesão leva a um processo inflamatório mediados por células do sistema imunológico, resultando assim naquela dorzinha do dia seguinte. Se prestarmos atenção, o músculo está sensível ao toque e ao alongamento, e até mesmo inchado, lembro quando alguns praticantes depois de dois dias de exercício me diziam: “professor o treino é bom mesmo, meu braço já está até maior” e realmente estava, mas devido à inflamação.
 
Essa dor é algo natural e passageiro, que perdura em torno de cinco dias, porém o tempo de reparação dos tecidos atingidos pode demorar mais, aproximadamente duas semanas. Mas não se apavore você pode treinar! Claro nos primeiros dias diminua um pouco a quantidade ou peso, pois não precisa sofrer, afinal devemos ter como princípio que o efeito do treinamento é crônico, semanas, meses e anos. A reparação do tecido muscular gera um quadro de adaptação, tornando as fibras musculares mais fortes e resistentes ao estresse do treino, por isso não ficamos doloridos a todo o momento.

A dor muscular de início tardio é algo normal nesta época de volta as atividades e de promessas para um 2008 mais ativo, porém essa dor não pode estar presente sempre e após todos os treinos, isso pode indicar que esse está muito intenso, ou que a sua freqüência semanal é pouca, com muito espaço (dias ou semanas) entre as sessões de treinamento. Se a dor for muito intensa e persistente procure um médico, para cuidados especiais, afinal a prática de exercícios físicos deve ter uma filosofia, “Sentir Bem”.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h38
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SANGUE DE CROCODILO TEM PODER

Sangue de crocodilo pode criar superantibiótico

 
Proteínas encontradas no sangue de crocodilos podem ajudar na criação de antibióticos para combater bactérias que se tornaram resistentes aos remédios disponíveis, segundo pesquisadores americanos. "Há uma possibilidade real de que um dia nós venhamos a ser tratados com um remédio feito com sangue de crocodilo", disse o bioquímico Mark Merchant, da McNeese State University na Louisiana, Estados Unidos, durante uma conferência da Sociedade Americana de Química.

Os seres humanos criam imunidade contra determinados organismos depois de entrar em contato com eles. Já os crocodilos, segundo os cientistas, têm um sistema imunológico forte que combate microorganismos mesmo sem ter tido um contato prévio com eles. Por isso, mesmo ferimentos graves sofridos pelos animais cicatrizam rapidamente, apesar do provável contato com bactérias, vírus e fungos.

A equipe de pesquisadores da Louisiana coletou amostras de sangue de crocodilos americanos depois de injetar uma substância para estimular o sistema imunológico dos animais. Depois, eles isolaram as células brancas do sangue que combatiam infecção e retiraram as proteínas.

Em testes de laboratórios, pequenas quantidades da proteína extraída dos animais mataram uma grande variedade de bactérias, incluindo a MRSA, uma superbactéria altamente resistente a medicamentos e comum em infecções hospitalares. Os pesquisadores agora querem descobrir qual a exata estrutura química das proteínas do sangue do crocodilo.

A esperança é que essas proteínas possam ser usadas para criar novos antibióticos. Os cientistas também estudam a possibilidade de usar as proteínas para desenvolver tratamentos contra o HIV, depois que células brancas dos crocodilos conseguiram destruir o vírus em amostras de laboratório. Merchant, que vem estudando o assunto há quatro anos, também prevê a criação de pomadas para tratar úlceras ou queimaduras. Outros cientistas vêem a descoberta com cautela.

Paul Williams, especialista em microbiologia da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, disse que os antibióticos usados atualmente foram criados há muito tempo e, por isso, existe a necessidade de se criar novos tipos. Ele afirma que existem vários trabalhos que buscam por alternativas em peles de sapos e crocodilos, mas que, até agora, nenhum resultou em novos remédios.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h37
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