Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h45
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CHAMEM O VICTOR MERLING!
Polícia prende bruxos que 'roubam' pênis na África
Treze pessoas foram presas na República Democrática do Congo acusadas de bruxaria. Supostas vítimas disseram que, após serem tocadas, seu pênis diminuiu. A polícia da República Democrática do Congo (antigo Zaire) prendeu 13 supostos bruxos acusados de usar magia negra para diminuir e "roubar" pênis de homens da região, após uma onda de pânico e tentativas de linchamento.
Notícias da famosa bruxaria da diminuição do pênis são famosas no oeste da África, onde crenças tradicionais se mantém vivas e rituais como o de matanças para obter sangue ainda são praticados. Os rumores dos "ladrões de pênis" começaram a circular na semana passada em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. Programas de rádio começaram a alertar os ouvintes sobre os riscos de se viajar de táxi com pessoas que usam muitos anéis de ouro.
Supostas vítimas, 14 delas também foram presas pela polícia, disseram que os bruxos simplesmente tocaram em seus órgãos sexuais para fazer o pênis diminuir ou "desaparecer", numa tentativa de extorquir dinheiro com a promessa de cura. A polícia prendeu uos supostos bruxos e suas vítimas numa tentativa de evitar o que aconteceu em Ghana há dez anos, quando 12 suspeitos de praticar magia negra foram linchados pela população.
O chefe da polícia de Kinshasa, Jean-Dieudonne Oleko, disse que os acusados apanham da população. "Fico tentado a dizer que é uma brincadeira. Mas quando você diz para as pessoas que seus pênis ainda estão lá eles dizem que ficou menor ou que eles ficaram impotentes."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h41
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THE ART OF LOSING
(Elizabeth Bishop)
The art of losing isn't hard to master; so many things seem filled with the intent to be lost that their loss is no disaster. Lose something every day. Accept the fluster of lost door keys, the hour badly spent. The art of losing isn't hard to master. Then practice losing farther, losing faster: places, and names, and where it was you meant to travel. None of these will bring disaster. I lost my mother's watch. And look! my last, or next-to-last, of three loved houses went. The art of losing isn't hard to master. I lost two cities, lovely ones. And, vaster, some realms I owned, two rivers, a continent. I miss them, but it wasn't a disaster. Even losing you (the joking voice, a gesture I love) I shan't have lied. It's evident the art of losing's not too hard to master though it may look like (Write it!) like disaster.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h37
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PQ A INGLATERRA É UMA ILHA
Aeroportos britânicos terão 'scan facial' de passageiros
Os passageiros com passaportes europeus que desembarcarem nos aeroportos britânicos a partir da metade do ano começarão a ser submetidos a uma checagem por um sistema automático de reconhecimento facial. O sistema de 'scan facial', que deve substituir a checagem de identidade feita pelos funcionários do serviço de imigração, tem como objetivo aumentar a segurança e reduzir o tempo que os passageiros esperam na fila.
Inicialmente, o sistema estará disponível apenas para os portadores de passaportes recentes emitidos pelos países da União Européia e que têm chips com informações biométricas. O sistema terá a capacidade de identificar as características da face do passageiro e comparar os dados com as informações armazenadas no chip do passaporte para confirmar a identidade do portador. Porém a confiabilidade e a precisão do sistema são colocadas em dúvida por alguns especialistas e por ONGs.
Críticas
Em uma reportagem publicada pouco antes de os novos passaportes com dados biométricos começarem a ser emitidos pelo Reino Unido, em 2005, especialistas ouvidos pela BBC afirmavam que a tecnologia falhava em 10% dos casos. "Será um grande problema se o sistema de biometria facial não conseguir identificar sempre corretamente os portadores genuínos de passaportes", disse à BBC na época a professora Angela Sasse, da University College London, que estudou o assunto.
Para Phil Booth, da organização No2Id, que combate o projeto de criação de uma carteira de identidade com dados biométricas para todos os britânicos, "alguém está sendo extremamente otimista, porque a tecnologia simplesmente não está ainda disponível". "Estou pasmado de que eles estejam considerando isso em um momento em que já há tantas medidas dificultando as coisas para os passageiros", disse ele em uma conferência sobre biometria nesta semana, em declarações reproduzidas pelo diário The Guardian.
Alguns aeroportos britânicos já oferecem um serviço de reconhecimento automático da íris para viajantes freqüentes, mas os usuários precisam se cadastrar antecipadamente. O novo sistema de 'scan facial' será a primeira aplicação em larga escala da identificação e checagem de dados biométricos por computador nos aeroportos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h36
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She's a Mystery to Me (Roy Orbison)
Darkness falls and she will take me by the hand Take me to some twilight land Where all but love is grey Where I can't find my way Without her as my guide
Night falls I'm cast beneath here spell Daylight comes our heaven torn to hell Am I left to burn And burn eternally She's a mystery to me She's a mystery girl She's a mystery girl
In the night of love words tangled in her hair Words soon to disappear A love so sharp it cut like a switchblade to my heart Words tearing me apart She tears again my bleeding heart I want to run she's pulling me apart Fallen angel cries Then I just melt away She's a mystery to me She's a mystery girl She's a mystery girl She's a mystery girl
Haunted by her side is the darkness in her eyes That so enslaves me But if my love is blind then I don't want to see She's a mystery to me
Night falls I'm cast beneath her spell Daylight comes our heaven torn to hell Am I left to burn And burn eternally She's a mystery to me She's a mystery girl She's a mystery girl She's a mystery girl
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h13
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RETRATO DO NOVO CONSUMIDOR BRASILEIRO
O Brasil passa por uma transformação sem precedentes no perfil de seus consumidores - são eles que ditarão as regras de um mercado próximo de chegar a 1 trilhão de dólares
Da Revista Exame
Com 190 milhões de habitantes espalhados no quinto maior território do planeta, o Brasil é saudado em seu hino como um "gigante pela própria natureza". Depois de uma longa e tenebrosa hibernação, parece que o gigante começou a se mexer - e, quando um país desse tamanho resolve sair do lugar, a repercussão costuma ser mundial. É o que se vê atualmente.
Crescimento econômico acima de 4% ao ano, multiplicação de empregos, acesso ao crédito e elevação da renda estão reproduzindo no país um fenômeno típico de sociedades avançadas: a criação de um mercado consumidor de massa, forte e cada vez mais complexo. Milhões de brasileiros têm aproveitado o bom momento da economia para experimentar, pela primeira vez, as delícias do consumo - e legiões de outros esperam, ansiosos, a sua vez chegar.
De acordo com um estudo feito com exclusividade para EXAME pelas consultorias Bain & Company, de estratégia empresarial, e Euromonitor, de pesquisa e inteligência de mercado, o consumo anual no Brasil deve crescer de 780 bilhões de dólares em 2007 para 1 trilhão em 2012. Com esse aumento -- de 220 bilhões de dólares -, o mercado brasileiro será o terceiro entre os que mais contribuirão para o crescimento do consumo no mundo nos próximos cinco anos, um adicional calculado em 3,5 trilhões de dólares.
Segundo os especialistas da Bain e da Euromonitor, apenas Estados Unidos e China darão contribuições maiores. "O Brasil passa por um momento raro, com forte crescimento da classe média, e esse movimento deve se intensificar nos próximos anos", diz o americano John Naisbitt, pesquisador de tendências de consumo e autor do livro Megatrends. "É natural que uma população mais madura e com mais renda passe a ter acesso a mais e melhores bens e serviços."
O lado mais visível da transformação em curso é a recente escalada de uma massa de pessoas para classes superiores de consumo. A maior variação deu-se na faixa intermediária, a chamada classe C, com renda mensal entre 1 062 e 2 017 reais. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Ipsos para a financeira Cetelem, em apenas dois anos, de 2005 a 2007, um contingente de 23,5 milhões de pessoas passou a fazer parte desse estrato. Com esse deslocamento, a classe C tornou-se a maior em número absoluto de pessoas na pirâmide social brasileira, superando os 86 milhões do ano passado.
Somada aos 28 milhões que formam as classes A e B, isso significa que já são 114 milhões os brasileiros que podem ser considerados consumidores. Outro estudo, da consultoria Value Partners, estima que, numa hipótese conservadora, o número de consumidores no país aumentará pelo menos 7,5 milhões até 2010. A ascensão de milhões de pessoas à classe C não é um fenômeno que se esgota em si mesmo. Mais pessoas consumindo na base significa que quem produz e vende - normalmente aqueles que estão no topo da pirâmide social - também tem mais chance de enriquecer.
Essa progressão da renda é o único lado bom de eventos que viraram notícia nos últimos tempos - como o caos nos aeroportos ou o virtual estrangulamento no trânsito de metrópoles como São Paulo. A frota de veículos no país aumenta 2,5 milhões por ano. E as viagens aéreas deixaram de ser artigo de luxo, premissa que anos atrás levou à criação da Gol e que hoje atrai novos nomes para o país, como a americana JetBlue. "Nos próximos cinco a sete anos o mercado brasileiro vai dobrar de tamanho", afirma David Barioni, presidente da TAM.
Se Barioni estiver certo, o número de passageiros nesse período passará de 50 milhões para 100 milhões por ano. Segundo projeções da operadora de telefonia Vivo, até 2012 o número de celulares no país superará 200 milhões. Até lá, em média, cada brasileiro terá seu telefone móvel. Cifras de crescimento dessa magnitude são inimagináveis em mercados maduros, mas fazem parte do dia-a-dia dos negócios em países emergentes mais pujantes, como a China.
A estabilidade econômica mantida até agora é um dos pilares do atual vigor do mercado brasileiro. Preservá-la é condição para que as coisas continuem assim. O outro pilar, menos perceptível, é a transformação benigna da demografia do país. O Brasil vive hoje uma transição que a grande maioria dos países desenvolvidos já atravessou, resultado de mudanças que começaram a ocorrer seis décadas atrás.
Nos anos 50, a população brasileira apresentava elevadas taxas de crescimento, fruto da combinação de uma natalidade alta com a redução da mortalidade infantil. A população crescia à média de 3% ao ano - taxa que, nas décadas seguintes, caiu até o 1,4% atual. Se o ritmo de crescimento populacional daqueles anos fosse mantido por todo o período, em vez de 190 milhões de habitantes o Brasil contaria hoje com quase 270 milhões - adicional equivalente a uma Alemanha ou duas Argentinas. Com a tendência de queda da fecundidade, o Brasil deverá alcançar o máximo de 264 milhões de habitantes em 2062 e daí em diante a população entrará em declínio.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h11
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REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E HQs
Pinçado do UHQ
Nos últimos tempos, boa parte da indústria do entretenimento foi abalada pelo avanço da digitalização. As gravadoras foram as primeiras vítimas da mudança por conta do MP3 e da pirataria de CDs.
O mercado editorial como um todo, porém, ficou à margem das mudanças. É fácil de entender o porquê: o livro de papel (e também a revista) tem vantagens que os computadores têm dificuldades de igualar. Perto das máquinas eletrônicas, são baratos. Além disso, na era da mobilidade, revelam-se pioneiros: são portáteis há séculos. A experiência proporcionada pelo papel é ímpar: ele pode ser colorido, moldado, tocado, cheirado. No fim do processo de edição, cada livro é diferente do outro, e isso faz parte do prazer da leitura. A comparação com a tela de computador é cruel. Só que isso está mudando.
Depois de inúmeras experiências fracassadas, começaram a surgir no ano passado sinais de livros eletrônicos, ou e-books, capazes de vingar. Eles incluem uma tela leve e maleável, com superfície opaca, como o papel. Com vantagens, entre elas: letras que aumentam de tamanho, dicionário embutido e capacidade de reproduzir multimídia.
Da gigante Amazon.com chegou, sob a desconfiança dos céticos, o Kindle. É um e-book que recebe não só livros, mas também jornais, revistas e e-mails em tempo real, graças a uma conexão constante (e gratuita) com a rede de dados de uma empresa de telefonia celular.
A empresa não divulga números, mas, apesar dos US$ 399,00, o produto está esgotado há meses, sendo vendido apenas para quem se dispõe a entrar na fila de espera. Até o quadrinhista e escritor Neil Gaiman deu seu aval. Jodi Picoult, romancista que escreve Mulher-Maravilha, está na lista dos e-best-sellers.
Por enquanto, o Kindle ainda tem tela em preto-e-branco, enquanto outros e-books menos afamados têm problemas ao reproduzir cores. Para os multicoloridos quadrinhos de super-heróis, parece um limite, mas é só questão de tempo. Afinal, toda uma geração de leitores de quadrinhos está sendo forjada via scans, ou seja, as reproduções pirateadas facilmente encontráveis na internet até mesmo em português, graças a equipes de tradutores e editores ilegais.
Não há registro do impacto dos scans na indústria dos quadrinhos. Mas é um indício de que a leitura de arquivos digitais, mesmo na tela de um computador comum, é uma barreira que muitos leitores já ultrapassaram.
Desde 18 de abril de 1938, o modelo de publicação dos super-heróis norte-americanos é baseado em séries mensais de vinte e poucas páginas. A obsolescência dessas histórias é incrivelmente veloz para uma obra de ficção. Atualizá-las num formato digital pode ser mais rápido e barato do que derrubar árvores, imprimir e distribuir os títulos para um país inteiro.
Embora seja difícil prever o que vai acontecer, é altamente improvável que a chegada maciça dos e-books não afetem todo o mercado de super-heróis. Talvez - e isso é uma especulação -, apenas os títulos continuados sejam transportados para o formato eletrônico. Só isso seria suficiente para alterar uma lógica de publicação que surgiu há exatas sete décadas, levando toda a indústria de comics a se transformar.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h10
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86% pretendem poupar para comprar imóvel
Pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios), mostrou que 86% dos entrevistados interessados em comprar imóvel pretendem adquiri-lo mediante poupança.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (23), ainda mostraram que 42% dos que planejam realizar o sonho da casa própria querem comprar à vista. O restante quer fazê-lo por meio de um financiamento, como 31% dos entrevistados que já possuem a casa própria.
Ainda de acordo com o levantamento, 75% dos entrevistados preferem e valorizam guardar e investir dinheiro com o intuito de adquirir bens e serviços. Porém, na prática, apenas 50% realmente poupam, porque se desviam do objetivo ao longo do tempo.
Aquisição de imóvel
Metade das 1.278 pessoas ouvidas disseram que vão adquirir um imóvel até 2010. Deste total, 60% possuem de 18 a 34 anos. A pesquisa foi realizada de 12 a 13 de julho de 2007, em todas as classes sociais, em 11 localidades, entre cidades do interior e regiões metropolitanas.
Segundo a pesquisa, a demanda por imóveis se distribui entre 49% e 60% dos entrevistados pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, estando menos aquecida, mas ainda assim expressiva, no Sul (38%).
A maior parte dos entrevistados que pretende comprar um imóvel até 2010 (29%) está nas classes AB e já possui uma casa. Outros 21% estão em busca da primeira casa ou apartamento.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h09
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JOGUE 21
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h27
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Quem precisa comprar dólares para uma viagem não estará fazendo nada de ilegal, conforme ainda pensam muitos. A burocracia diminuiu consideravelmente e não é preciso apresentar passagem para adquirir a moeda estrangeira.
Mas as casas de câmbio só irão vender os dólares se o objetivo for uma viagem internacional e, nesse caso, será necessário informar ao menos a previsão da data da viagem.
As vendas estão limitadas a R$ 10 mil (cerca de US$ 6 mil, pela cotação de quarta-feira dia 16). Ao deixar o Brasil, a pessoa deverá informar se leva dólares acima do equivalente a R$ 10 mil, caso em que deverá informar a Receita Federal no próprio aeroporto.
É possível adquirir a moeda em espécie ou em traveller check. Os travellers levam vantagem sobre o papel moeda pelo fato de terem seguro e prazo indeterminado. Se você for roubado, tem a quem recorrer.
A venda é feita pelo câmbio turismo. Na segunda-feira (14), o câmbio turismo para venda estava a R$ 1,76 para travellers checks e R$ 1,78 para a moeda em espécie.
A casa de câmbio pode recomprar os dólares, mas pagará menos por eles. O câmbio turismo para compra estava em R$ 1,62.
Segundo o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, ao entrar nos Estados Unidos o turista deverá declarar se leva valores acima de dez mil dólares. Se disser que não e for constatado que leva, poderá ser preso imediatamente.
Os advogados tributaristas Cesar Moreno e Régis Braga, da Braga & Marafon Advogados, informam que, ao comprar os dólares, a pessoa se compromete a utilizá-los no prazo de um ano. Se não o fizer, pode incorrer em crime cambial. A venda de dólares é informada ao Banco Central.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h25
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ÓTIMAS RESPOSTASPor que o assassinato de crianças nos toca mais do que homicídios envolvendo adultos? Por que a simples possibilidade de o pai ser um dos suspeitos transforma uma ocorrência policial em comoção nacional?
Parte da resposta está na biologia. Bebês e crianças comovem e mobilizam nossos instintos de cuidadores. Estes serezinhos foram "desenhados" com características que exploram os vieses sensórios de seus pais e de adultos em geral. Tais traços, especialmente os faciais, são há décadas conhecidos de artistas como Walt Disney.
O que torna Mickey Mouse fofinho e não repulsivo como a maioria dos murídeos?
Como observa Marc Hauser em "Moral Minds", "a cabeça muito maior do que o corpo e os olhos grandes em relação ao rosto (...) são como doces visuais, irresistíveis para nossos olhos".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h25
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SOCIEDADE DE CONSUMO X VIOLÊNCIA
O Ministro Ciro Gomes assumiu durante a sabatina ao jornal Folha de São Paulo a sua intenção de candidatar-se à presidência da República em 2010. Também afirmou que "não é favorável nem a um Estado 'máximo' nem ao Estado 'mínimo', e defendeu o que chamou de 'Estado necessário' ".
"O Estado brasileiro já se apropria de quase 40% da produção nacional", afirmou. Ele disse ainda que o fato de as crianças de classe baixa estarem informadas sobre qual é o padrão de consumo disponível, "o iPod e o tênis Nike", gera pirataria e violência.
"A pobreza sozinha não gera violência", disse o deputado, citando o caso de uma cidadezinha no interior do Ceará onde, segundo ele, a renda per capita equivale a uma pequena fração da média do país, mas que passou dois anos sem registro de homicídio.
Ele afirmou que parte da violência urbana é causada pela frustração das expectativas de consumo, e que a felicidade é hoje definida por "quanto da minha expectativa de consumo é possível realizar".
Sobre a produção industrial e a defasagem tecnológica do país, o deputado afirmou que "o Brasil não superará o hiato tecnológico por espontaneísmo". Ele disse, contudo, que isso não significa estatização, e apontou a alternativa da substituição de importações.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h24
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NEVER COMPROMISE
In the end, Rorschach was the only true hero. Rorschach was the only one with principles and he did the right thing in choosing to die than to sell out his principles and cover up the murder of millions of innocent people who's only crime was to not bow to the will a self absorbed rich kid.
The same Rorschach who hero worshipped Harry S Truman, the man who dropped the bombs on Hiroshima and Nagasaki? The same Rorschach who is more than happy to kill and torture based on his moral code? He may have kept to his principles, but he's hardly any more of a poster boy for mental health than Adrian, and in the end Rorschach accomplished nothing, whereas Adrian saved the planet.
Whilst you can argue that deliberate killing of people is not heroic, especially those who are innocent, there are many "superheroes" that kill, some like the Punisher or Deadpool who kill quite indescriminately. Adrian does not kill anyone without a very specific purpose, and he sees those people as a necessary sacrifice, 3 million to save 5 billion.
In the end Adrian saves the world. His motives are heroic, the result is heroic, his means are not. Do the means justify the ends, when the end is saving the world? Or would you prefer to see the world as a ball of radioactive dust to salve your conscience? Rorschach is totally about the ends justifying the means, and yet you accept Rorschach and not Veidt? One of the points that Moore is making is that Rorschach and Veidt are much more alike than dissimilar.
Rorschach's failure to accept Adrian's plan contradicts his own hero worship of Truman....
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h44
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FRASE DO DIA:
"É uma polêmica que vai acontecer porque o Brasil não é mais coadjuvante, ou seja, o Brasil é o maior exportador de café, o maior exportador de soja, o maior exportador de suco de laranja, o maior exportador de açúcar, o maior exportador de carne e agora o Brasil é um dos maiores exportadores de minério e agora o Brasil está exportando etanol".
Presidente Lula, explicando que a polêmica sobre a pressão recém surgida sobre o etanol tem origem na competição internacional pelo mercado de produtos agrícolas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h36
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Sangue em carro determinou indiciamento do pai e madrasta
da Folha de S.Paulo
Marcas de sangue deixadas por um corte na testa da menina Isabella Nardoni, 5, dentro do Ford Ka de seu pai, Alexandre Alves Nardoni, 29, e também nos sapatos de Anna Carolina Jatobá, 24, madrasta da menina, somadas aos depoimentos de várias testemunhas que ouviram uma intensa briga entre o casal, foram primordiais para que a polícia os indiciasse pela morte da menina.
Nos últimos dias, vários trechos de laudos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico Legal) vazaram com informações incorretas e, ontem, com a entrega à polícia dos documentos oficiais, muitas foram corrigidas.
Havia sangue de Isabella no encosto traseiro do banco do motorista, na face da lateral esquerda da cadeirinha do irmão mais novo da menina e no assoalho. Isso comprova, segundo os peritos, que as agressões contra Isabella começaram ainda dentro do veículo --e desmonta a versão de Nardoni e da mulher de que não sabiam como o corte constatado na testa da menina foi causado.
A polícia acredita na possibilidade de a madrasta ter dado um tapa na menina e que a agressão a fez bater a cabeça no braço esquerda da cadeirinha.
A menina sangrou muito e uma fralda do irmão mais novo foi usada para estancar o sangue. Já no apartamento, onde foi apreendido um bilhete com "frases de descontentamento desconexas" e com a letra de Anna, Nardoni e a mulher teriam usado uma toalha para limpar o rosto da menina.
Na versão construída pela polícia, o casal teria brigado por ciúmes e Anna Jatobá tentou asfixiar a menina, que desfaleceu. As marcas no pescoço de Isabella correspondem com as das mãos da madrasta.
Para encobrir a violência e por achar que Isabella estava morta, o pai a lançou, com a cabeça para baixo, já que foram achadas marcas das mãos dela entre o 6º e o 5º andares do prédio que indicam essa posição,
Outro indício que leva a polícia a acreditar que Nardoni estava com a filha em seu apartamento no momento em que ela foi lançada pela janela foram as marcas de sangue achadas no hall do apartamento, na sala, no corredor, perto do banheiro, no dormitório dos meninos e no lençol do quarto de Isabella. As manchas de sangue caíram no chão de uma altura de 1,25m e são compatíveis com a altura de Nardoni, segundo os peritos do IC, a carregando no colo.
As marcas de sangue correspondem às mesmas de um adulto caminhando. À distância, as marcas equivalem aos passos de um adulto com o porte físico de Nardoni.
A fratura encontrada no pulso direito de Isabella, segundo os peritos, foi causada por uma atitude de defesa, muito provavelmente quando a menina era agredida pela madrasta.
Foram encontradas duas marcas correspondentes às dos chinelos que Nardoni usava na noite do crime. Para a perícia, elas foram deixadas quando ele acessou a janela por onde arremessou a filha. No quarto havia duas camas de solteiro, uma encostada à outra.
Quando Nardoni subiu nas camas, muito provavelmente com a filha no colo, ele se desequilibrou e as camas se separaram, fazendo com que o lençol que as envolvia caísse. A tela da janela havia sido cortada com uma faca e com um tesoura.
Uma das pegadas estava em um lençol na cama posicionada perto da janela. Essa marca é do chinelo do pé direito de Nardoni. A segunda marca é de um escorregão e corresponde ao pé esquerdo dele. O espaço entre as duas pegadas é compatível com o de um adulto e com as características de Nardoni. As pegadas o colocam, tecnicamente, na cena do crime.
Os peritos também acharam marcas de sangue de Isabella em um par de calçados que Anna usava na noite do crime. Como testemunhas afirmam que ela não chegou perto de Isabella quando a menina foi encontrada caída, essa evidência também a coloca na cena do crime, dentro do apartamento em que vivia com a família.
Reconstituição
A polícia deve fazer na próxima semana uma reconstituição do que ocorreu na noite em que Isabella morreu.
Um ponto que os policiais querem provar é que houve muito pouco tempo entre o corpo ter caído no jardim e a reação de Nardoni e de Anna -menos de dois minutos, segundo testemunhas.
Ele, por exemplo, apareceu poucos após o porteiro acionar um morador --logo depois de Isabella cair. Este ainda falava com a polícia para comunicar o crime quando percebeu Nardoni ao lado do corpo.
Para a polícia, isso pode demonstrar que não haveria tempo hábil para que Alexandre entrasse no apartamento, desse pela falta da filha, vasculhasse o imóvel --como ele disse ter feito-- e tão rapidamente aparecesse junto ao corpo.
A polícia sustenta ainda que, se Nardoni entrou no apartamento imediatamente após a filha cair, seria muito difícil que uma eventual terceira pessoa tivesse tempo de limpar os vestígios de sua passagem e conseguisse se esconder ou fugir, sem que o pai notasse.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h35
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PERÍCIA
Perícia conclui que pai jogou Isabella do 6º andar
Para a perícia, Alexandre Nardoni, pai de Isabella, jogou a filha do 6º andar do Edifício Residencial London. Essa foi a principal conclusão do laudo final feito pelo Instituto de Criminalística (IC). A prova que "pôs o pai na cena do crime" era considerada um trunfo para a polícia e foi mantida em segredo pelos peritos até sexta-feira, quando o casal Alexandre e Anna Carolina Jatobá voltou a prestar depoimento.
Um exame mostrou a presença de micropartículas de náilon e de poeira na camisa do pai, as mesmas da tela de proteção da janela de onde a menina foi arremessada em 29 de março. Essas micropartículas ficaram impressas na roupa como uma tatuagem invisível a olho nu. A prova é considerada definitiva pelos peritos, pois mostra que Alexandre é o autor do crime. A prova se soma a outras que demonstram a presença do pai no quarto de onde Isabella foi arremessada.
Os peritos chegaram à seguinte conclusão: Alexandre entrou no quarto com Isabella no colo. Pôs a menina sobre a cama enquanto cortava a tela de proteção com uma faca e uma tesoura - ele tinha pressa, daí a troca de instrumento, pois o primeiro não cortou direito a tela. Feito o buraco, o acusado apanhou de novo a criança e se dirigiu até a janela. Começou a subir na cama, desequilibrou-se e o pé esquerdo entrou no vão entre as camas, fazendo o assassino deixar uma pegada no lençol.
Depois, o criminoso se apruma, ajoelha-se na cama e encosta o peito na tela. Passa as pernas enquanto segura a criança pelas mãos, a 20 metros de altura. Primeiro solta a mão esquerda e, em seguida, a direita. Os dedos da menina deslizam pelo parapeito, deixando um rastro de sangue. Isabella ainda vivia. Só o impacto da queda é que determinaria a morte.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h35
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