Vídeo de Marilyn Monroe fazendo
sexo é vendido a US$ 1,5 milhão!
da Folha Online
Para quem acha que os vídeos com cenas de sexo de famosos é algo típico da atualidade, um filme com imagens de Marilyn Monroe (1926-1962) em cenas quentes feito nos anos 50 comprova que esta cultura existe há tempos.
Segundo o jornal norte-americano "The New York Post", a cópia de um vídeo da célebre atriz loira fazendo sexo oral em um homem não-identificado foi vendido para um empresário nova-iorquino pela quantia de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões). O vídeo, com cerca de 15 minutos e filmado em câmera de 16mm, foi descoberto pelo colecionador Keya Morgan, diretor do longa-metragem "Marilyn Monroe: Murder on Fifth Helena Drive", programado para chegar aos cinemas em 2009.
O jornal informa que a filmagem, feita em meados dos anos 50, apareceu na década de 60, após a morte da atriz, durante as investigações policiais que buscavam comprovar que o ex-presidente John F. Kennedy ou seu irmão Robert eram amantes de Monroe. Nas imagens silenciosas, a atriz aparece de joelhos em frente a um homem cujo rosto nunca aparece na filmagem. Monroe, por sua vez, não olha para a câmera em nenhum momento.
Morgan disse ao "The New York Post" que descobriu o vídeo enquanto fazia pesquisa para seu documentário sobre a atriz ao conversar com um ex-membro do FBI, que lhe contou sobre uma cópia que foi feita do vídeo, antes de ser confiscado pelo governo norte-americano nos anos 60. Sobre a hipótese do vídeo ser estrelado por outra pessoa e não a atriz, Morgan é enfático na resposta negativa.
"Você consegue ver instantaneamente que é Marilyn Monroe - ela tinha aquela famosa pinta ao lado da boca", disse o colecionador.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h24
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INFOGRÁFICO DO CASO ISABELLA:
Para saber o que vai acontecer nos próximos capítulos dessa terrível novela clique AQUI.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h15
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"Vencemos os EUA porque soubemos enganá-los",
diz ex-chefe da propaganda do exército do Vietnã
Ele tem 81 anos, mas física e mentalmente aparenta muito menos. O tenente-general Nguyen Dinh Uoc afirma, 40 anos depois da ofensiva do Tet -o Ano Novo vietnamita-, que o alto comando local a deslanchou porque sabia que "para ganhar a guerra do exército mais avançado do mundo precisava confundi-lo e prendê-lo em seu engano".
Uoc, que esteve à frente da divisão de tanques durante a batalha de Dien Bien Phu -na qual o legendário general Vo Nguyen Giap arrebatou o Vietnã da França em 1954- afirma que daquelas lutas não resta rancor. "Lutávamos com coragem pela reunificação do Vietnã", diz.
Antes das eleições de 1956, previstas na Conferência de Genebra e impedidas pelos EUA, esse tenente-general foi destinado à frente da propaganda militar como diretor da revista do exército. Leia abaixo sua entrevista.
El País - O senhor participou da preparação para a ofensiva do Tet? Nguyen Dinh Uoc - Não. Exatamente o segredo foi um dos motivos de seu sucesso. Só seis pessoas a planejaram e estiveram a par de toda a operação: o general Van Tien Dung, como seu comandante; Tran Van Tra, comandante-em-chefe da Frente Nacional de Libertação do Vietnã do Sul (vietcongue, na terminologia americana); Le Duan, secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, e o general Giap, responsável militar máximo e mão-direita do líder Ho Chi Minh, que já estava doente.
EP - Os senhores consideraram perdida a batalha de Khe Sanh antes de começá-la? Uoc - Foi nossa decisão. Khe Sanh foi a armadilha. Os EUA pensaram que faríamos em Khe Sanh a mesma coisa que em Dien Bien Phu, mas nós sabíamos que eles tinham uma força destrutiva muito maior que os franceses e que não podíamos enfrentá-los diretamente. Infiltramos nossos homens pelos morros, diante da base dos EUA em Khe Sanh, e eles concentraram ali duas divisões aéreas e mais de 500 aviões e helicópteros, enquanto nós penetrávamos por todo o Vietnã do Sul. (Em menos de três meses de sítio, combates e bombardeios -entre 21 de janeiro e 6 de abril- morreram 10 mil vietnamitas e 500 fuzileiros navais americanos.)
EP - Por que foi lançada a ofensiva do Tet? Uoc - Para virar a guerra. Os EUA pensavam que a guerra estava ganha, que éramos muito fracos e só podíamos atacar na floresta. Demonstramos nossa força e nossa coragem com um ataque conjunto no coração das cidades de 41 províncias em duas noites (31 de janeiro e 1º de fevereiro).
EP - Por que escolheram a trégua do Ano Novo para atacar? Uoc - Precisávamos pegá-los de surpresa, e apesar de já estarmos preparados havia alguns meses quisemos causar o máximo impacto em um ano eleitoral americano e esperamos o início de 1968.
EP - Que conseqüência imediata teve a ofensiva? Uoc - A confusão da Casa Branca, que precisou reunir em 25 e 26 de março toda a cúpula de seus estrategistas para ver o que se faria no Vietnã. Era o que queríamos.
EP - Temeram que os EUA respondessem com armas nucleares? Uoc - Sabemos que avaliaram essa possibilidade, mas a descartaram porque pensaram que a União Soviética ou a China responderiam e não queriam se meter em um conflito nuclear. Além disso, entre 1964 e 1972 capturamos 591 militares americanos, na maioria pilotos, e não queriam arriscar-se a matá-los.
EP - Militarmente, a ofensiva do Tet é considerada uma batalha perdida, apesar de por causa dela o Vietnã ter ganhado a guerra. Uoc - Não perdemos nada porque ganhamos tudo. A reunificação era a única coisa que importava.
EP - Morreram 45 mil norte-vietnamitas, contra 6 mil americanos e sul-vietnamitas. Como se pode considerá-la uma vitória? Uoc - Foi o princípio do fim da presença dos EUA em nosso país, a saída do general Westmoreland do Vietnã; o fim do presidente Johnson, que não se candidatou à reeleição, e no início no ano seguinte a retirada parcial das tropas americanas.
EP - Depois de tanto sofrimento, agora são invadidos pelos investimentos americanos. Qual é sua opinião? Uoc - Que sejam bem-vindos! A guerra passou e hoje temos de olhar para o futuro. Nossas relações são novas, não se parecem em nada com o passado. São relações de benefício mútuo entre países livres.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h13
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FRASE DO DIA:
"Maximizar a demanda, minimizar a oferta e comprar o resto das pessoas que mais nos odeiam."
Peter Schwartz, especialista em energia da Global Business Network descrevendo a verdadeira política energética americana atualmente.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h12
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Menor valor desde maio/99
A elevação do Brasil para grau de investimento provocou mais uma queda do dólar nesta sexta-feira, em uma sessão de volume reduzido pelo feriado do Dia do Trabalho. A moeda norte-americana terminou com baixa de 0,78%, a R$ 1,650, menor valor de fechamento desde 10 de maio de 1999. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,643.
A maior parte das operações foi realizada durante a manhã, repercutindo a promoção do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, na quarta-feira. Após uma queda mais abrupta no começo da sessão, o mercado se acomodou e passou a oscilar de acordo com operações pontuais e com a volatilidade externa.
"Foi bem sossegado... É normal por ser uma sexta-feira no meio do feriado", disse Mario Battistel, gerente da Fair Corretora. Ele relatou que, até a última hora de negócios, haviam sido registrados pouco menos de US$ 1 bilhão em volume de transações.
Na próxima semana, a retomada do volume normal do mercado pode favorecer a continuidade da queda do dólar. A expectativa de alguns agentes é que o grau de investimento abra espaço para um aumento do fluxo de recursos para o país.
"Acredito que, devagarinho, essa taxa vai pegar ainda mais força na descendente", afirmou o gerente. Mesmo com o volume reduzido pelo feriado, o Banco Central realizou o rotineiro leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade monetária aceitou duas propostas, segundo operadores, e definiu taxa de corte a R$ 1,6490.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h11
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BAIXEI ONTEM E RECOMENDO!
600 mil fãs baixam novo single do Coldplay em 24 horas
Mais de 600 mil internautas baixaram o primeiro single do novo álbum do Coldplay nas primeiras 24 horas em que esteve gratuitamente disponível na rede, informou hoje (30) a revista britânica "New Musical Express", conhecida como "NME".
A canção "Violet Hill", primeiro single do novo disco do quarteto britânico, "Viva la vida or Death And All His Friends", está disponível desde às 8h30 (horário em Brasília) de terça-feira (29) no site do grupo.
Nas primeiras 12 horas, 300 mil internautas tinham baixado a música e esse número dobrou nas 12 horas seguintes, acrescenta a revista musical em sua edição digital. O primeiro single do novo álbum, que será lançado no dia 12 de junho, estará disponível durante uma semana e também começará a tocar nas rádios de todo o mundo.
O grupo, liderado pelo vocalista Chris Martin, também anunciou que fará dois shows gratuitos. O primeiro será em 16 de junho na Brixton Academy, de Londres, e o outro no dia 23 de junho no Madison Square Garden, de Nova York.
O novo disco da banda, que sairá pela Capitol, selo britânico da EMI, contém dez novas canções gravadas em Londres, Barcelona e Nova York sob a produção de Markus Dravs e de Brian Eno, músico conhecido por suas colaborações com o U2.
Na capa do disco aparece o lema "Viva la vida" ressaltado em grandes letras brancas sobre o famoso quadro "A Liberdade Guiando o Povo" de Eugène Delacroix, símbolo da Revolução Francesa.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h18
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FRASE DO DIA
"Nunca atribua à malícia o que pode ser adequadamente explicado por estupidez".
(Navalha de Hanlon)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h15
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TAXA POR EMISSÃO DE CHEQUE DE BAIXO VALOR
MPF recomenda cancelamento de tarifas bancárias
O Ministério Público Federal em Erechim, no Rio Grande do Sul, emitiu recomendação a oito bancos para não cobrarem a taxa por cheque de baixo valor. A recomendação teve origem na reclamação de um cliente de um dos bancos. Caso a recomendação não seja acatada, será proposta uma Ação Civil Pública contra as instituições financeiras.
Banco do Brasil, Bradesco, Santander, HSBC, Unibanco, Itaú, Caixa Econômica Federal e Banrisul têm 15 dias para cancelar este tipo de cobrança. Para o procurador da República, em Erechim, Mário Sérgio Barbosa a cobrança “não equivale a prestação de serviço, como a confecção de talonário ou compensação de título, mas apenas meio de a instituição financeira desestimular o exercício do direito do consumidor de emitir o título de crédito abaixo de valor por ela fixado arbitrariamente, além do evidente interesse arrecadatório”.
Foi lembrado na recomendação que os bancos já efetuam cobranças por emissão dos talões e manutenção das contas. Mário Sérgio frisou que a cobrança indevida contraria normas do Código de Defesa do Consumidor. O MPF apurou a existência de uma cobrança que varia entre R$ 0.50 a R$ 0.65 por folha de cheque com valor inferior a uma média de R$ 40.
O MPF gaúcho também recomendou ao Banco Central e ao Conselho Monetário Nacional que proíbam a prática de cobranças de taxas por cheques de baixo valor.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h14
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Banco indenizará cliente por 50 minutos de espera na fila
A demora de 50 minutos na fila de um banco levou à condenação de instituição bancária ao pagamento de indenização no valor R$ 1.500 por dano moral.
A cliente moveu ação no Juizado Especial Cível de Campo Largo (PR). Ao examinar recurso inominado contra a decisão do juiz, a Turma Recursal Única confirmou a sentença, com base em “tempo excessivo de espera, descaso, ausência de motivo justo e abusividade”.
"Ao subir as escadas, deparou-se o autor com uma fila de aproximadamente 70 pessoas em fila tipo serpentina, com apenas três caixas funcionando, o que o levou a ser atendido 50 minutos depois", afirmou o juiz. "Evidente que a espera, em pé, por período superior a trinta minutos, diante de outros caixas vazios, produz no usuário de essencial serviço bancário, o sentimento de afronta à sua dignidade".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h13
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DEZ REAU
DECISÃO
Recurso no STJ desobriga União de pagar R$ 10 a si mesma
Surrealismo e insensatez em elevadas doses. Foi o que observou o ministro Teori Albino Zavascki em um recurso especial que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no qual o Ministério Público Federal (MPF) contestava a condenação ao pagamento de R$ 10 à União referentes a honorários advocatícios de sucumbência (aqueles devidos pela parte vencida). Considerando que o MPF é órgão da própria União, a condenação a obrigava a pagar o valor a si mesma.
Como relator do recurso, o ministro Teori Zavascki concluiu que o produto da condenação, após percorrido o “tortuoso caminho” da execução contra a Fazenda Pública, sairia de um cofre para voltar ao mesmo cofre. Daí o surrealismo. Já a insensatez está, de acordo com o ministro, no tempo, trabalho e recursos públicos despendidos e em todas as instâncias judiciárias percorridas, além dos servidores públicos e autoridades de todos os níveis chamados a atuar numa controvérsia jurídica envolvendo R$ 10. O recurso especial tem um volume com 115 páginas, acompanhado de nove apensos.
A decisão do ministro é individual e afasta a condenação. Ele considerou que a apelação foi apresentada dentro do prazo legal, ao contrário do que julgou a segunda instância federal. O relator também observou que o Ministério Público só pode ser condenado ao pagamento de honorários advocatícios quando for comprovada atuação de má-fé, o que, no caso, sequer foi alegado.
A condenação
A decisão da Justiça Federal que condenou o MPF ao pagamento de R$ 10 é de maio de 2001. Na ocasião, o juiz decidiu sobre embargos (contestação) à execução do pagamento de um título judicial cujo valor discutido ficava entre R$ 1.400 e R$ 1.600. A sentença deu razão à embargante, a União, adotando os valores apresentados por ela e condenando o MPF ao pagamento de custas processuais e honorários no valor de R$10.
Contra a decisão, o MPF foi ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que considerou o apelo apresentado fora do prazo legal e acabou mantendo a sentença. Daí o novo recurso, desta vez ao STJ, que afastou a condenação.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h09
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(Essas coisas não acontecem por aqui...)
O Livro das Revelações
Jovem é mantido em cativeiro por quatro mulheres e passa a procurá-las quando se livra da situação...
Próximo da estréia de seu novo espetáculo, o dançarino Daniel sai para comprar cigarros para sua namorada e colega de palco, Bridget, mas não retorna. Insegura, ela imagina que ele fugiu por não estar disposto a se comprometer em um relacionamento amoroso mais sério. Doze dias depois, porém, ele é libertado. Com o trauma do seqüestro, Daniel já não parece mais ser a mesma pessoa.
Apesar dos esforços de Bridget e de Isabel, chefe da companhia, ele não consegue revelar aonde estava e o que aconteceu neste periodo, e ele resolve fugir das duas por não suportar o questionamento das duas. Com o tempo, aos poucos são revelados os acontecimentos do período. Daniel foi capturado por três mulheres encapuzadas que abusaram sexualmente dele. Aos poucos, ele resolve descobrir quem eram essas mulheres.
O Livro das Revelações é baseado em um romance de mesmo nome, publicado em 1999 por Rupert Thomson. Quando leu a história, a diretora Ana Kokkinos estava trabalhando em um programa infantil de televisão. Gostou tanto que releu de uma só vez e entrou em contato com o autor. Apesar de estar recebendo muitas propostas para a adaptação, Thomson achou que Kokkinos seria a melhor escolha.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h17
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Norte-americano gasta três vezes mais do que brasileiro
Os consumidores norte-americanos gastam três vezes mais que os brasileiros nas compras com cartão de crédito. Enquanto o tíquete médio dos residentes nos Estados Unidos é de US$ 102,5, o dos brasileiros é de US$ 34,6.
Apesar do gasto dos norte-americanos ser maior, o tíquete médio dos brasileiros cresce a uma proporção mais elevada, com alta de 35,6% entre 2002 e 2006, ante avanço de apenas 1,69% no caso dos consumidores dos Estados Unidos.
Os dados fazem parte da pesquisa "EUA x Brasil - Comparação do desenvolvimento do mercado de cartões de crédito", divulgada pelo Itaú nesta terça-feira (29).
Gasto médio anual por cartão
Quando analisado o gasto médio por cartão de crédito no ano, o dos norte-americanos chega a ser quase quatro vezes maior do que o dos brasileiros: US$ 3.013 e US$ 874, respectivamente. A mesma tendência de crescimento, maior no gasto dos brasileiros, também é notada neste caso.
Na comparação com 2002, quando o gasto médio anual por cartão era de US$ 599 entre os brasileiros, houve alta de 45,91%. Já entre os norte-americanos, o avanço de 2002 para 2006 foi de 29,76%.
De acordo com o diretor de marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon, a variação na intensidade do ritmo de crescimento de ambas as nações se deve ao amadurecimento do mercado norte-americano, que implantou o plástico antes do Brasil.
Transações com o plástico
Os dados do Itaú ainda mostraram que, além dos norte-americanos gastarem muito mais com o cartão, o número de transações realizadas com o plástico por eles é maior: 29,4 (americanos) ante 25,3 (brasileiros) em 2006.
Quando analisado o ano de 2002, as transações dos brasileiros por cartão eram maiores do que as dos norte-americanos: 23,5 ante 23.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h16
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Declarações de coordenador do curso de Medicina
da UFBA provocam reações pela Bahia e no Brasil
do A Tarde On Line*
“É abominável o teor dos argumentos, lamentável. Não é possível que exista hoje no mundo alguém, com uma posição importante numa instituição de ensino, que defenda posições discriminatórias, reacionárias, como essas que o professor Natalino emitiu”, foi a reação de Naomar Almeida Filho, reitor da Universidade Federal Da Bahia (Ufba), às declarações de Antônio Natalino Dantas, chefe do colegiado da Faculdade de Medicina da Ufba.
Em reunião com José Tavares Neto, diretor da faculdade de Medicina, o reitor pediu o afastamento do professor do cargo de chefe do colegiado. “Não posso demiti-lo porque ele foi eleito pelos professores, mas nesse momento eu estou requerendo ao colegiado de Medicina seu afastamento do cargo”, diz.
Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo" e à emissora de rádio "Band News FM", Dantas atribui ao “baixo QI dos baianos” a nota 2 obtida pelo curso no Enade. O professor culpou ainda o sistema de cotas para afro-descendentes pelo mau desempenho. “A prova foi feita com alunos do primeiro semestre e do último semestre. Pode estar havendo uma contaminação das cotas e influência da transformação curricular nesse resultado”, disse.
Reações às declarações do professor foram imediatas. Em nota oficial, o diretório acadêmico da Faculdade de Medicina da Ufba (Damed) declara que “as declarações feitas pelo Coordenador de curso Antônio Natalino Dantas embasam-se nas idéias de “contaminação” racial, determinismo genético e inferioridade dos povos, as quais legitimaram a escravidão e os campos de concentração nazistas. Além de racista, o professor se mostrou, mais uma vez, tecnicamente incapaz de exercer seu cargo”.
Os estudantes da faculdade planejam um ato público, às 8h da próxima segunda-feira, 5, em repúdio às declarações do professor e pedindo seu afastamento do cargo. “Não concordamos, em absoluto, com as declarações preconceituosas, que culpam os estudantes, ou pior, o baixo QI dos baianos pelo mau desempenho da faculdade“, declara o estudante do 5º semestre e membro do diretório acadêmico, Gabriel Schnitman, 20.
O diretor da faculdade acha que “foi uma declaração infeliz”, mas que o barulho em relação a ela está desviando o assunto do principal problema, “que é a situação em que a faculdade se encontra”. “O ensino é cada vez pior, e nós sabemos disso desde 2004, quando escrevemos um relatório pedindo providências à reitoria, incluindo a anulação do vestibular daquele ano. As providências foram nulas”.
Racismo - Dantas, que é baiano, citou que tal inferioridade de inteligência justificaria, entre outras coisas, o baixo desenvolvimento sócio-econômico do Estado, "apesar das grandes riquezas naturais", a popularidade do berimbau, "o típico instrumento de quem tem poucos neurônios", e a música de grupos tradicionais, como o Olodum, que ele qualificou como "barulho".
A reação às declarações do professor aconteceram também no Senado. O assunto dominou as discussões na casa na tarde desta quarta-feira. O senador César Borges (DEM - BA) pediu a aprovação de um voto de censura, assinada por senadores do PT, DEM, PMDB e PSDB, além do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB - RN). A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), ligada ao Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), declarou que vai apurar as declarações de Natalino.
A ação administrativa do MPF vai investigar a suposta discriminação "racial ou de procedência" do coordenador. O procedimento foi instaurado pelo procurador Vladimir Aras, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), ligada ao MPF. Ele também solicitou oficialmente informações da Reitoria da universidade sobre as providências que adotará em relação às declarações. "Como professor e coordenador do curso da UFBA, Dantas possui uma função pública e está sujeito à lei de improbidade administrativa na hipótese de dano moral".
Leia também:
Coordenador de Medicina atribui baixa nota ao QI dos alunos Ufba terá curso de medicina fiscalizado pelo MEC
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h16
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Para fugir da alta nos juros consumidor deve poupar
Uma alternativa para evitar o encarecimento do crédito - situação motivada, entre outros fatores, pelo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e pela majoração da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 11,75% ao ano - é a criação do hábito de poupar. A opinião, compartilhada por especialistas, é que as pessoas não recorram ao crédito sempre que precisarem comprar.
"O aumento do nível de poupança é fundamental para a estabilidade da economia brasileira, pois, à medida que isso ocorre, o poder de consumo e a confiança dos investidores no País crescem também", opinou o economista Antônio Cândido de Azambuja, professor das Faculdades Integradas Rio Branco.
Melhor desde 97
A capacidade de poupança do brasileiro foi, no primeiro trimestre, a maior para o período, desde 1997. De janeiro a março deste ano, a captação líquida (depósitos menos saques) da caderneta ficou em R$ 3,6 milhões, enquanto, no mesmo período daquele ano, foram acumulados R$ 4,6 milhões.
Azambuja, contudo, entende que a situação ainda precisa melhorar. Segundo o economista, o nível da aplicação hoje é de 13%, sendo que, em sua opinião, seria necessária a fatia de 25% para garantir mais estabilidade. "Hoje, a China vem crescendo porque consegue manter nível de poupança em 47%, o que dá tranqüilidade ao investidor para focar em novas fábricas e ampliar suas bases produtivas", contextualizou.
Procura por financiamento
"Quando o nível de poupança é bom, o consumidor não precisa buscar financiamento no crédito fácil, ou seja, ele compra com o dinheiro que possui guardado", adicionou o economista. Para se ter uma idéia, a média de juros cobrada do consumidor fica em algo em torno de 130% ao ano no Brasil. A rentabilidade da caderneta é de 6,17% ao ano, mais a variação positiva da TR (taxa referencial).
Professor da Trevisan Escola de Negócios, Pedro Vartanian compartilha da opinião de Azambuja e lembra que quanto mais as pessoas poupam, maior tende a ser o custo do capital no longo prazo. De qualquer maneira, ele não entende que a poupança seja o único meio de fazer aquisições. "A expansão do crédito é positiva. O único risco é que os consumidores ainda não têm um comportamento de planejamento financeiro", continuou.
Em sua avaliação, o problema é o comprometimento da renda com o pagamento dessas dívidas - que em alguns casos chegam a ser de longo prazo, como a compra de casa e carro. O risco de inadimplência, portanto, sobe, comprometendo, mais uma vez, o equilíbrio econômico.
Desvantagem
Por outro lado, existe uma desvantagem no alto nível de poupança. Quando há ameaça da inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) aumenta a Selic, como forma de encarecer o crédito e frear o consumo. Em uma sociedade cujas pessoas têm uma boa quantia de dinheiro guardada, essa saída pode não ser suficiente, já que elas não precisam de financiamento para continuar fazendo suas aquisições.
O mesmo acontece sob a outra ótica: em uma situação de recessão, na qual o Governo quer estimular o consumo (um caso parecido é o norte-americano, por exemplo), a autoridade monetária baixa os juros. As pessoas tomam empréstimos mais baratos e vão às compras e, como conseqüência, aquecem todas as cadeias da economia. Mas, se os consumidores preferirem poupar a ir às compras, esse estímulo fica mais difícil.
Como poupar
Segundo Vartanian, a pessoa que deseja poupar deve, em primeiro lugar, fazer um controle de seu orçamento: somar os ganhos, subtrair as despesas e cortar o que for possível. As parcelas de financiamentos, somadas, não podem comprometer mais do que 30% da renda.
Por fim, deve ser estipulada a capacidade de poupança. "Não importa se corresponde a 20%, 10% ou 5% dos ganhos. O importante é criar o hábito", explicou. Seja lá qual for a quantia, ela deve ser separada no início do mês: nada de esperar o outro pagamento para guardar o restante do anterior. "Assim, acaba gastando", continuou.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h15
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ALL I WANT IS YOU (U2)
MAKING OF DE "ALL I WANT IS YOU"
(produtor dos melhores vídeos do U2)
Let me ask about some of the short-form music videos you've done. Do you have a favorite of the videos you guys did for the band?
My favorite would have to be one of the most unseen ones, which is "All I Want Is You."
Isn't that the first one you produced?
Yes, it is, but not for that reason. As a production it was also the scariest, nightmare time of my life -- that shoot. But as a video, it's one of my all-time favorites. It's one of my all-time favorite tracks -- U2 tracks. And tracks, indeed. That video has a very special place for me.
The obvious question, then, is who dies at the end of that video?
Well, y'know...(pauses)...it's easy to work it out. She dies.
She dies?
She dies. Because all the other players are there, at the funeral.
But don't we see her, after the...
That's the dream sequence. And actually, we don't see her after that. The last time we see her is being buried. We see the strongman, the bald guy standing beside the boyfriend, with the dwarf throwing the ring in on top of the coffin.
Well, the mystery is laid to rest, no pun intended.
Yes, she dies.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h15
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E OS CONTRATOS ANTIGOS?
ANS fixa em 5,48% teto de reajuste de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 5,48% o teto de reajuste para os planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares (firmados por pessoas físicas), com ou sem odontologia, contratados a partir de janeiro de 1999 - os chamados planos novos. O reajuste incide sobre cerca de 6,2 milhões de consumidores, ou seja, 12,9% do total de 48,2 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil. O índice deverá ser publicado no Diário Oficial da União de sexta-feira.
O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, destacou o contínuo trabalho da agência em favor do equilíbrio do mercado e destacou que a manutenção da política econômica do governo federal possibilitou o estabelecimento de um índice de reajuste ainda menor que o dos últimos anos. "Esse percentual confirma a tendência de queda quem vem sendo observada e representa um resultado justo para atender aos anseios dos beneficiários e às necessidades das operadoras de planos de saúde", disse.
O reajuste autorizado pela ANS será aplicado aos planos novos (a partir de janeiro de 1999), contratados por pessoas físicas. Os planos só poderão ser reajustados de acordo com a data de aniversário de cada contrato. Só será permitida retroatividade máxima de dois meses. A relação dos reajustes autorizados está disponível na página da ANS (www.ans.gov.br) e é permanentemente atualizada.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h13
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A partir da próxima quarta-feira (30/04) passam a valer novas regras de tarifas bancárias, mas levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) comprova que as medidas não irão facilitar a relação entre o consumidor e o banco.
O Idec pesquisou diferentes pacotes de dez principais instituições financeiras e constatou que o objetivo principal do governo com relação às novas regras de tarifas bancárias - facilitar a comparação dos valores praticados entre os bancos e diminuir os gastos dos consumidores com as tarifas - não será contemplado em 80% dos casos.
Segundo analisa o instituto, as propostas apresentadas por oito bancos "driblam" o objetivo da nova resolução (n.º 3.518), divulgada em dezembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), porque os pacotes padronizados tem valores maiores e oferecem menos serviços do que outros pacotes oferecidos pelos bancos.
A pesquisa demonstra que caso o consumidor opte pelo pacote padronizado - em que será possível a comparação com outros bancos - ele irá pagar mais e terá direito a menos serviços. E se o correntista optar por outros pacotes que oferecem mais serviços e têm preços melhores ele não irá conseguir comparar nada, já que cada banco tem um pacote diferente. Veja a tabela geral aqui.
"Isso significa que os bancos arrumaram um jeito de neutralizar o objetivo da medida do Banco Central que era oferecer um pacote padronizado passível de comparação. Com pacotes mais baratos que oferecem mais serviços, o pacote padronizado não interessará ao consumidor. Como os outros pacotes de serviços são diferentes em cada banco, o correntista vai continuar de mãos atadas em relação à instituição financeira, sem conseguir comparar quem tem a menor tarifa", destaca a gerente de informação do Idec, Lisa Gunn.
Para a coordenadora executiva do Idec, Marilena Lazzarini, o certo seria o pacote padronizado ser o mais barato, já que oferece apenas alguns serviços considerados básicos. Porém, a pesquisa do Idec só constatou essa lógica em dois dos dez bancos analisados - a Nossa Caixa Nosso Banco e o Banco Safra.
O Idec vai enviar ao Banco Central e aos Ministério da Fazenda e da Justiça os resultados da pesquisa, solicitando que seja feita alguma modificação nesses pacotes padronizados oferecidos pelos bancos e que a circular n.º 3.371 seja revista, já que apresenta um outro problema tão grave quanto esse.
Cheque fora do pacote padronizado
Na circular n.º 3.371, da mesma resolução, que define quais serviços são considerados prioritários e que precisam ter a mesma nomenclatura em todos os bancos, os serviços que fazem parte do pacote padronizado também são definidos. O governo que definiu na resolução n.º 3.518 que o cheque é um serviço essencial e por isso a oferta de 10 folhas e a compensação devem ser gratuitas, não incluiu esses serviços essenciais no pacote padronizado.
"Para o Idec, o pacote padronizado oferecido pelas instituições financeiras deveria incluir esses serviços essenciais, pois isso seria fundamental para que esse pacote fosse de fato interessante para o consumidor. Ao definir o pacote padronizado sem esses serviços, o governo fez a sua parte para que o pacote padronizado não se torne um estímulo para a competição entre os bancos", diz o gerente jurídico do instituto, Marcos Diegues.
A pesquisa também verificou de que maneira os bancos estão informando os consumidores sobre a mudança nas regras de tarifas bancárias. Depois de analisar o site das dez instituições, foi constatado que 50% delas não dão explicação adicional sobre as mudanças nas tarifas, além das tabelas obrigatórias. Além disso, a comparação dos diferentes pacotes ainda é difícil em 3 dos 10 dos bancos pesquisados. O material pode ser encontrado aqui.
"As explicações adicionais são fundamentais nesse início da mudança, já que as tabelas oferecidas não são suficientes para que o consumidor consiga entender o que será alterado", acrescenta Lisa Gunn.
O Idec também enviou carta aos bancos pesquisados, exigindo que eles informem de forma eficaz e satisfatória os seus consumidores sobre as condições em que se dará a adaptação às novas regras sobre as tarifas definidas pelo Banco Central.
No início de maio, a entidade pretende lançar um site com mais informações sobre as novas regras, comparação das novas tarifas e de todos os pacotes de serviços, além de informações sobre os direitos dos consumidores em relação aos bancos, sobre as principais reclamações e como o consumidor pode se defender. |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h13
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PIGS IN THE WIND
Festival oferece recompensa pelo
"porco voador" de Roger Waters
Os organizadores de um grande festival de música da Califórnia estão oferecendo uma recompensa de US$ 10 mil e quatro ingressos vitalícios para quem entregar o porco inflável de dois andares de altura de Roger Waters, ex-vocalista do Pink Floyd, que se perdeu na noite de domingo.
O porco, marca registrada de Waters, foi visto voando para longe durante o show com que o cantor encerrou o Festival de Artes e Música Coachella Valley, realizado no deserto a leste de Los Angeles. O porco voador gigante, que integrava os shows do Pink Floyd desde o álbum de 1977 "Animals", que traz a canção "Pigs on the Wing", soltou-se das amarras e saiu voando sobre o público do festival.
Não é a primeira vez que Roger Waters perde seu porco voador.
Em 1977, o porco voou no segundo dia de uma sessão de fotos na estação elétrica de Battersea, em Londres. Mais tarde, ele foi recuperado e usado na capa de um álbum. Roger Waters integrou a banda de rock britânica entre 1965 e 1985. Ele e a banda continuaram a usar o porco como "acessório" em seus shows mesmo depois de ele deixar a banda.
Em Coachella, Waters apresentou clássicos do Pink Floyd, incluindo "Mother", "Shine On You Crazy Diamond", "Have a Cigar" e "Dark Side of the Moon". Coachella foi citado pela revista musical Billboard como um dos três maiores festivais de música dos Estados Unidos. No ano passado, o evento atraiu mais de 186 mil amantes da música e da arte e faturou US$ 16,2 milhões, segundo a revista.
O festival pede que quem tenha informações sobre o porco perdido envie um email a lostpig@coachella.com.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h10
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O PROBLEMA COM NÚMEROS
UE diz não entender aritmética do Brasil para o etanol
O presidente da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, Neil Parish, disse hoje que a União Européia tem dificuldade em entender a "aritmética" do Brasil no que diz respeito às áreas destinadas à produção de grãos para alimentos e biocombustíveis. Ele disse que a preservação da Amazônia é uma preocupação constante entre os europeus e que o incremento da produção de biocombustíveis é um termo controverso.
Parish e outros representantes do Parlamento Europeu estão em Brasília, onde participaram hoje de uma reunião com representantes da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em sua apresentação inicial, o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta, disse que o Brasil tem condições de suprir a demanda mundial por alimentos, mas que para isso é preciso haver investimentos em logística e, principalmente, em portos.
O deputado Friedrich Baringdorf, vice-presidente da comissão européia, foi contundente ao dizer que a fome é um problema não só dos países pobres mas que populações de classe média também são prejudicadas pelo aumento de preço internacional dos alimentos. "O Brasil não pode ser ambicioso e achar que pode alimentar todo mundo com produtos baratos", afirmou ele, ao pedir "consideração" do Brasil com a realidade dos outros países.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h01
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Produção de álcool e de açúcar baterá recorde em 2008
da Folha Online
Estimulado pela forte expansão do álcool no mercado e pelas perspectivas de crescimento nas exportações, o Brasil fará neste ano a maior colheita de cana-de-açúcar de sua história, de acordo com levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) feito em 361 unidades produtoras no país.
Com base em dados de unidades de produção de todos os Estados onde a atividade é desenvolvida, a Conab estima que a colheita deste ano deverá variar entre 607,8 milhões e 631,5 milhões de toneladas, número entre 8,8% e 13,1% acima da do ano passado, que foi de 558,5 milhões de toneladas.
O levantamento indica que cerca de 55% (entre 309,8 milhões e 321,9 milhões de toneladas) da cana colhida nesta safra serão usados na produção de biocombustíveis, enquanto 44% (de 248,3 a 257,9 milhões de toneladas) serão transformados em açúcar. O restante, de 49,6 milhões a 51,7 milhões de toneladas, será usado na fabricação de cachaça e rapadura e como alimento para gado, sementes e mudas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h59
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PUT A KEEP ARE YOU!!!
Ingreis é tudo!
Um chef de cozinha norte americano, morando há pouquíssimo tempo no Brasil, e falando 'BEM' o português, faz a sua lista de compras e vai ao supermercado para tentar abastecer a sua despensa e geladeira. Tendo feito a lista, a seu modo, e com o carrinho na frente, vai lembrando do que precisa:
PAY SHE MAC CARON MY ONE EASY PAUL ME TOO ALL FACE CAR NEED BOY (MAIL KILO) (esta é genial...) AS PAR GOES KEY JOE (PARM ZOOM) COW VIEW FLOOR (fantástica) PIER MEN TOM BETTER HAB LEE MOON BEER IN GEL THREE GO PAY TO THE PIER YOU (sensacional...)
Ao final, no estacionamento, já entrando no carro, ainda dá um tapa na testa, dizendo:
PUTZ GRILL LOW ! IS KEY SEE O TOO MUCH... PUT A KEEP ARE YOU!!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h57
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Para sobrevivente da indústria
do Pinball, o jogo não acabou!
O interior de uma fábrica de máquinas de pinball soa exatamente como você imaginaria. Por todo um depósito de 3.680 metros quadrados aqui, há uma cacofonia animada de batidas de flippers (batedores), sinos, bumpers e bolas clicando em um loop interminável. A ficha não acaba nunca.
Mas este lugar, a Stern Pinball Inc., é a último de sua espécie no mundo. Uma série de empresas antes produziam máquinas de pinball em massa, especialmente na área de Chicago, a ex-capital do setor. Agora há apenas a Stern. E mesmo aqui a atividade desacelerou: a Stern, que costumava produzir 27 mil máquinas de pinball a cada ano, agora produz apenas 10 mil.
Para a maioria, a história parece familiar - de uma febre que teve seu momento, dos computadores que se tornaram sofisticados, de uma cultura que começou a ficar em casa para se divertir, da substituição pelos videogames. Mas os fãs de pinball, esta é uma perda de espaço dolorosa, e uma que, alguns insistem, ainda poderá ser revertida.
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| Gary Stern, dono do Stern Pinball |
"Há muitas coisas para as quais olho e coço a cabeça", disse Tim Arnold, que tinha uma casa de diversões eletrônicas no auge do pinball nos anos 70 e recentemente abriu o Salão da Fama do Pinball, um museu sem fins lucrativos em um centro comercial em Las Vegas. "Por que as pessoas ficam jogando em seus celulares enquanto escrevem e-mail? Eu não entendo."
"O que está matando o pinball não é que as pessoas não gostem dele. É que não há mais nenhum lugar onde jogar."
Na linha de produção desta fábrica em um subúrbio a oeste de Chicago, vários trabalhadores puxam e torcem fios coloridos, abrem furos em estruturas de madeira, parafusam os flippers e lâmpadas minúsculas e outros elementos do jogo, que no final se moverão, girarão e provocarão você.
Apesar do pinball ter raízes em um jogo do século 19 chamado bagatelle, elas estão muito longe de ser máquinas simples. Cada uma contém mais de 800 metros de fios e 3.500 componentes minúsculos, sendo necessárias 32 horas para montá-la -ou como o presidente da empresa, Gary Stern, gosta de dizer, mais tempo do que um Ford Taurus.
Stern, o último magnata das máquinas de pinball, é um homem de 62 anos que fala rápido e gosta de tirar sarro, com cabelos brancos e óculos de armação branca combinando, pele bronzeada, que come jujubas em sua mesa e recentemente quebrou uma costela praticando snowboarding no Colorado.
A fábrica é um emprego dos sonhos para um fã do jogo, uma fábrica do Willy Wonka das máquinas de pinball. Alguns projetistas ficam sentados em escritórios de vidro sentados diante de suas máquinas de pinball.
Alguns funcionários são obrigados a passar 15 minutos por dia na "sala de jogos", jogando os modelos mais recentes para não incorrerem na ira de Stern. "Você trabalha em uma empresa de pinball", ele explicou, de forma rabugenta, "então você tem que jogar bastante pinball". (Em um painel aqui, os profissionais apresentam suas críticas, que, em um dia recente, incluíam "flippers com sensação leve demais" e "display idiota".)
E em um laboratório de teste dedicado à física disso tudo, bolas prateadas são rebatidas sozinhas em caixas por horas para registrar quão bem suportam certos flippers, bumpers e outros elementos.
O pai de Stern, Samuel Stern, passou sua vida no ramo de pinball, começando como um operador do jogo nos anos 30 -quando surgiu uma versão simples da máquina de pinball moderna produzida em massa. Dezenas de empresas logo passaram a produzir as máquinas, disse Roger Sharpe, amplamente considerado o principal historiador do jogo depois da publicação de seu livro, "Pinball!", em 1977.
A criação do flipper - popularizado pelo jogo Humpty Dumpty em 1947 - transformou a atividade, que passou por ondas de popularidade nos anos 50, 70 e início dos anos 90. "Todos acham que é algo retrô, como nostalgia", disse Sharpe. "Mas não é. Estes são jogos sofisticados. O pinball é atemporal."
Stern reconheceu que a demanda está em baixa. Alguns jogadores são fiéis; a Associação Internacional de Flipper Pinball mantém um ranking cuidadoso dos maiores jogadores do mundo. Mas o jogador casual se afastou.
"Todo o setor de diversões eletrônicas por ficha não é mais o mesmo", disse Stern.
As lojas, bares, centros de diversões eletrônicas e boliches pararam de estocar máquinas de pinball. Um público mais jovem se voltou para os videogames. Mas homens de certa idade, disse Arnold, 52 anos, se tornaram um público confiável. ("As garotas não entendem o jogo", ele anunciou.)
Assim, para Stern, o comprador de pinball está mudando.
Nos Estados Unidos, disse Stern, metade de suas máquinas novas, que custam cerca de US$ 5 mil e são compradas por meio de distribuidores, agora vão diretamente para as casas das pessoas do que para os centros de diversões eletrônicas. Ele disse que apenas 40% das máquinas - algumas projetadas para ter apelo a jogadores franceses, alemães, italianos e espanhóis- são exportadas, e ele acrescentou que está trabalhando para conseguir avanços na China, Índia, Oriente Médio e Rússia.
Stern disse que a noção por trás do jogo é universal, duradoura.
Pergunte a Stern sobre o futuro e ele faz uma rara pausa. Em 10 anos, ele disse, o pinball estará bem. Sua empresa ainda estará aqui, produzindo máquinas de pinball. Daqui 50 anos? É muito tempo para se pensar a respeito, ele disse. Mas pressionado a ponderar, ele disse estar certo de uma coisa: o pinball ainda existirá.
"Olha, o pinball é como tênis", disse Stern, notando que uma quadra de tênis, por exemplo, nunca será redonda e que certos elementos do campo de jogo do pinball são igualmente imutáveis e duradouros. "Este é um jogo de bola. É um jogo de bola e batedor, ok?"
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h26
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10 MOTIVOS PARA LARGAR O CIGARRO AGORA
1 - Em 20 minutos a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal
2 - Em 8 horas os níveis de monóxido de carbono retornam ao normal
3 - Em 1 dia há redução do risco de ataque cardíaco
4 - Em 3 dias há relaxamento dos brônquios e aumento da capacidade respiratória
5 - De 2 a 12 semana melhora a circulação
6 - Entre poucos dias e algumas semanas (dependendo do quanto e por quanto tempo a pessoa fumava) o paladar e o olfato se recuperam completamente
7 - De 1 a 9 meses há redução de tosse, infecções e ocorre melhora da capacidade respiratória
8 - Em 1 ano o risco de doença coronária cai pela metade
9 - De 10 a 15 anos o risco de doença coronariana se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou
10 - De 15 a 20 anos o risco de câncer se aproxima do risco de uma pessoa que nunca fumou
Fonte: PrevFumo/Unifesp
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h21
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FRASE DO DIA:
"Reason, as any husband can tell you, doesn't stand a chance in an argument with Emotion... this was the fundamental reason, I believe, that women were denied the vote for so long".
From Dave Sim's Emerged Void
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h13
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AINDA VOLTO LÁ
SHIRLEY
Shirley Rua Gustavo Sampaio, 610, loja A, Leme, 2542-1797 (56 lugares). 11h/0h30 (seg. a dom.). $$ A casa é conhecida pelo cardápio tradicional, com porções saborosas e bem servidas. O camarão Shirley, preparado à milanesa, com recheio de catupiry e servido com arroz de passas (R$ 35,00), é um dos mais pedidos, ao lado do Honolulu, servido grelhado, com abacaxi e banana frita. O acompanhamento pode ser mudado pelo cliente. A paella valenciana (R$ 32,00), que pode ser dividida, também está entre as especialidades do restaurante.
Shirley Pode-se dizer que o Shirley praticamente reina na cozinha espanhola da cidade, quase sem concorrência. Não por acaso, comemora bodas de ouro! O restaurante é pequeno, mas tem história. A fartura dos pratos, a bons preços, figura entre seus maiores atrativos. Os pescados e frutos do mar estão sempre frescos e chegam à mesa cheios de sabor. Outra delícia que merece atenção: paella valenciana, para duas pessoas.
Shirley - Rua Gustavo Sampaio, 610, loja A, Leme, 2542-1797 e 2275-1398 (38 lugares). 11h30/1h (seg. a sáb.) e 11h30/0h30 (dom.). $$ O restaurante fez fama com pratos fartos (que podem ser divididos) e saborosos. As sardinhas ao molho escabeche (R$ 6,80) são uma boa opção para começar. Depois, os pratos mais pedidos são camarões a honolulu (grelhados, com abacaxi e banana fritos, molho tártaro e arroz à grega) e camarões shirley (à milanesa, com recheio de catupiry e acompanhados de arroz de passas), ambos a R$ 48,70. O peixe à brasileira, cozido, com molho de camarão e pirão (R$ 35,80), também tem muitos fãs. Para encerrar, pudim de leite ou musse de chocolate (R$ 3,50).
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h12
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QUE FIM LEVOU O PADRE VOADOR
A repercussão do desaparecimento do padre na imprensa:
New York Times:
"Padre sobe, bolsas caem"
O Globo:
"Piloto confirma quase colisão com padre"
Diário de Bogotá:
"Padre desaparecido pode estar em poder das Farc"
Diário de Madri:
"Zapatero avisa: se padre tentar entrar na Espanha, vai ser deportado"
Corriere della Sera:
"Vaticano apóia balão, mas condena camisinha"
Beijing News:
"Governo chinês diz que padre já está inscrito para cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos"
Revista Veja:
"Oposição diz ter provas que os balões foram comprados com cartão corporativo".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h39
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Soluções que ajudam a economizar tempo e proteger seus dados
da PC World
Troque discos USB por eSATA, considere usar um drive flash no notebook e experimente um super-utilitário de restauração.
Mais dia, menos dia, ao ligar seu PC, você será surpreendido por uma mensagem que vai dizer algo como: ‘Erro de disco’. Como você certamente tem um backup (não vá dizer que esqueceu de fazer um...), basta utilizá-lo e tocar a vida adiante.
Seu backup em um drive USB externo é demorado a ponto de você desistir de fazê-lo com a regularidade que deveria? Mas isso não precisa ser assim.
Backups num piscar de olhos
Para ter certeze de que cópias de segurança de seus dados serão feitas rapidamente, sugerimos utilizar um drive eSATA externo, que é incrivelmente rápido.
Compare: a taxa de saída do eSATA é de 300 megabytes por segundo (MBps); sua porta USB 2.0 oferece irrisórios 60 MBps de taxa. Trocando em miúdos, com o drive externo você pode copiar 100GB de arquivos em cerca de 5 minutos; com um drive USB, meros 25GB.
Diversos fabricantes comercializam drives eSATA externos. Apenas certifique-se de comprar um que utilize chip da Storage Image.
O HD d2 eSATA II de 1 Terabyte (TB) da LaCie custa cerca de 900 reais. Mas há quem prefira o UltraMax Desktop 500 GB da Iomega (a partir de 1.150 reais), que contém conexões FireWire 400 e USB 2.0 juntamente com sua porta eSATA.
Essa versatilidade torna o UltraMax perfeito para fazer backups de outros sistemas que não têm uma conexão eSATA. Atente para o fato de que se o seu PC não tem uma, você vai precisar comprar uma placa eSATA (que custa cerca 350 reais) e instalá-la em um dos slots livres da motherboard do seu computador.
Notebook à prova de choque
Uma preocupação assombra que utiliza computadores portáteis: como posso reduzir as chances do HD do notebook sofrer com pacadas ou quedas que o façaM parar de funcionar.
Acreditamos que você já faça o básico, ou seja, que ao transportar seu notebook o faça em uma (cara e nada discreta) mochila acolchoada. Agora. vamos falar seriamente.
Pode-se deixar o portátil menos suscetível a problemas substituindo seu disco rígido por um adaptador Embedded IDE-CF, da Addonics (cerca de 30 dólares), que acomoda dois cartões de Compact Flash.
Os benefícios são: a memória flash é mais rápida do que o velho HD de 5400 rpm de seu notebook; e o flash é definitivamente menos frágil. Os pontos negativos são: capacidade limitada e alto custo.
Você fica engessado com 32 GB de armazenamento (cada cartão tem capacidade para no máximo 16 GB), e os cartões vão tirar 600 dólares do seu bolso, ou seja, 200 a mais do valor de um novo disco rígido.
Ressuscite um drive com defeito
Caso seu disco rígido dê problema, pense dez vezes antes de usar o CD ou DVD de restauração do sistema que veio (se é que veio) com so computador.
Tal solução parece a ideal, mas se o HD for para o brejo, a última coisa que você deve usar para tentar trazê-lo de volta são esses discos “restauração”. Isso porque os discos revertem seu computador para o estado de quando saíram de fábrica, destruindo TODOS os seus arquivos e configurações e liquidando com todos os aplicativos que instalou e para os quais nem sempre se têm cópia ou disco de instalação.
O melhor a fazer é usar um programa que vai tentar arrancar esses dados de um drive com problemas. O utilitário que recomendamos já tirou vários de nossos HDs do fundo do poço e mais de uma vez.
Exatamente por isso não se espante com o preço, apesar dele poder assustá-lo: trata-se do Partition Recovery da DiskInternals, que custa 140 dólares.
O programa restaura arquivos danificados, perdidos ou apagados, mesmo em partições formatadas. Ele suporta discos formatados em FAT ou NTFS.
Se você não estiver conseguindo reiniciar seu PC, baixe o Partition Recovery na máquina de um amigo e, então, faça o download da ferramenta grátis BartPE, grave-a em um CD, e faça o boot do computador problemático a partir deste CD, de maneira que você consiga instalar e usar o Partition Recovery.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h37
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h33
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NYComiCon
Encontrar o extraordinário no ordinário é o tema que Will Eisner adorava explorar em seus quadrinhos. Ele era fascinado pelas histórias incríveis que podiam ser encontradas na normalidade da humanidade. A criação mais famosa de Eisner, "The Spirit", era um homem sem super-poderes, um homem que pecava como todos nós, mas cujo destino era proteger sua cidade.
Coube a Frank Miller adaptar para o cinema o personagem mais importante de Eisner, com quem fez amizade curta e intensa. O filme traz Gabriel Macht no papel de Denny Colt/Spirit, Samuel Jackson como o arquiinimigo Octopus e Scarlet Johansson na pele da vilã Silken Floss, além de Eva Mendes (Sand Saref), Jaimie King (Lorelei Rox) e Paz Vega (Plaster of Paris). A entrevista a seguir foi feita durante a 3ª New York Comic Con, segunda maior convenção de quadrinhos e afins dos Estados Unidos.
A estréia de "The Spirt" no Brasil está prevista para 30 de janeiro.
Você acha que Will Eisner está observando você de algum lugar, e em caso afirmativo, o que você acha que ele diria sobre o que você está fazendo?
Não há um só dia no set de filmagens em que não sinta que, caso dê uma mancada, ele se levantaria do túmulo e me estrangularia. Eu e ele tínhamos uma longa amizade e o que espero que ele teria no gostado no filme é o fato de abordar o cinema com a mesma intenção com que ele (Eisner) abordou a página de quadrinhos nos anos 30, que é com a vanguarda da tecnologia, que, no caso dele, era um pincel de pêlo de zibelina e papel Bristol. No meu caso foram todas estas maravilhas da computação gráfica e tudo mais. Eu acredito que me mantive fiel à intenção de "The Spirit", mas eu não construí um monumento, ele é tão irreverente quanto a fonte.
A fonte de "The Spirit" é um produto de quadrinhos dos anos 40. Quão relevantes são os valores daquele período atualmente?
Eu acho que os valores não poderiam ser mais relevantes, principalmente porque são eternos, como qualquer boa ficção, "The Spirit" se baseia em elementos fundamentais. Como Will Eisner nunca tinha ouvido falar do Superman ou do Batman, ele usou o Zorro e o Sombra como suas fontes, assim como Raymond Chandler e Dashiell Hammett. E estes personagens não perdem seu apelo porque a natureza humana nunca muda e os conflitos que enfrentamos não mudam.
Como você é a adaptação do trabalho de escritor, que acredito ser isolado, para a direção, que é um esforço coletivo?
É muito diferente. É uma vida muito diferente a de um escritor e desenhista e a de um diretor. Ser um diretor é como comandar um navio de guerra, você nunca está sozinho, você precisa constantemente responder perguntas. E decidi desde cedo que não permitiria que qualquer pergunta ficasse sem resposta por mais do que alguns poucos segundos. Então tive que me transformar em um diretor muito rapidamente. É algo que trabalhei em "Sin City" e que não consegui aplicar aqui. É um relacionamento completamente diferente com a situação. Em vez de me apoiar em fontes e nos meus próprios instintos constantemente, o que faço quando dirijo um filme é me cercar de pessoas, que são melhores do que eu em tudo, e então pô-las em ação.
Qual foi o maior desafio no processo de traduzir a obra de Will para a tela grande?
Surpreendentemente, o desafio não foi o visual, porque atualmente é possível fazer qualquer coisa no cinema. O desafio foi a história, que foi a maior luta na coisa toda, a coisa mais difícil, já que Will Eisner escrevia histórias curtas, com sete páginas de duração, e eu tinha uma hora e meia de filme. Eu também sabia que queria basear a história em Sand Saref, interpretada talentosamente por Eva Mendes, mas também sabia que Octopus tinha que estar no filme, então levou tempo para reunir todos os elementos e fazer algo que acho ser fiel a Eisner. De novo, não é um monumento, não é uma reprodução perfeita da obra de Eisner, é uma atualização, uma obra nova.
Não precisa ser um monumento, já que ele nos deu algo que faz parte da cultura pública e está aberta a interpretação.
Inevitavelmente ele voltaria dos mortos e o arrebentaria. Ele não gostava de monumentos e simplesmente diria para fazer o que acredito que fiz, que é tentar fazer o melhor filme que pudesse usando seu material como fonte.
Quanto a tecnologia mudou ou melhorou desde que você fez "300", que foi um grande sucesso?
Bem, eu estou vendo uma revolução em andamento desde que Robert Rodriguez me envolveu em "Sin City". E sinto pela primeira vez que os instintos de um artista de quadrinhos podem ser aplicados no cinema, com a vantagem maravilhosa do elenco, dos atores trazerem os personagens à vida. Eu vejo no momento o entretenimento entrando em uma fase de colisão, onde é quase como assistir dois sóis se aproximando um do outro, talvez até três. E entre animação e computação gráfica, o cinema tradicional e os quadrinhos, eu acho que estamos vendo uma colisão espantosa de artes. Onde isso vai parar? Eu não sei, eu só quero fazer parte disso.
Quão importante é a sensualidade e a sexualidade nos quadrinhos?
Bem, eu acho que a melhor forma de responder é dizer que Will Eisner e eu compartilhávamos vários amores. Um deles era Nova York e o outro eram belas mulheres. E o que tornava o Spirit especial nos anos 40 e ainda hoje é o fato de ser um romance heróico, mas não feito para crianças. A motivação dos heróis é bem adulta. Os homens têm um amor da juventude, amadurecem e aprendem os deveres da idade adulta. É de onde vem suas motivações, em vez de um robô gigante prestes a destruir Metrópolis que precisa ser detido. Assim o filme é cheio de mulheres, como em "The Spirit". E acho que neste sentido estamos sendo bastante fiéis à intenção de Eisner.
O que você aprendeu com suas experiências em Hollywood?
Eu tive muito pouca experiência em Hollywood. Eu fiz um filme em Austin, Texas, e um em Albuquerque, Novo México. Eu trabalhei com Robert Rodriguez, um texano, e com Deborah Del Prete, uma nova-iorquina que por acaso trabalha em Culver City. Acho que não sou a pessoa certa para responder sobre experiência em Hollywood; eu me limito apenas a fazer filmes.
Qual você diria que é o impacto dos quadrinhos na cultura americana?
Os quadrinhos no momento estão recuperando o poder que tinham perdido em nossa cultura, assim como perdemos as tiras de quadrinhos. Quero dizer, quem ainda lê tiras de quadrinhos, desde que Bill Watterson aposentou Calvin e Haroldo? Mas os quadrinhos estão ganhando uma nova dimensão à medida que nos afastamos da autocensura dos anos 50, e basicamente é como se os loucos estivessem lentamente tomando conta do asilo, e as pessoas que cresceram lendo quadrinhos têm todas uma visão comum de poder, que nasceu de uma sensibilidade adulta. A longa dança que os quadrinhos tiveram com o cinema está realmente muito próxima de um noivado a esta altura, à medida que os quadrinhos estão passando a ser vistos não mais como coisa de criança.
Você poderia falar sobre o conceito de bem e mal nos quadrinhos?
Bem e mal para mim são a essência do drama. Eu sou um romântico, não sou um naturalista e acredito no bem e no mal, eu acredito que é o trabalho dos heróis bater nos bandidos. Também acredito profundamente no romance porque acho que é uma parte essencial da aventura, é aquilo pelo qual ingressamos na jornada na vida, e há poucas coisas na vida que colocam nossas paixões mais profundas na linha, e ambas estão combinadas no romance com os heróis que chegam pendurados em uma corda para salvar a bela donzela ou salvar o mundo.
Quem está interpretando o Spirit?
O Spirit é interpretado por Gabriel Macht. Eu insisti desde o início que o ator não fosse muito conhecido; eu não queria que o Spirit fosse um veículo para alguém. Após realizarmos tantos testes que nem consigo contar, Gabriel Macht despontou como aquele que é um tipo muito raro em Hollywood, porque Hollywood produz bons atores masculinos, mas muito poucos homens. Gabriel conseguia dar ao personagem do Spirit o charme de um ídolo de matinê e a intensidade do herói.
E Paz Vega?
Paz Vega. Paz Vega conquistou meu coração logo que apareceu no set. Ela é uma das mulheres mais extraordinariamente belas que já vi, uma atriz estupenda e uma das pessoas fisicamente mais corajosas que já conheci. A certa altura eu tive que parar de rodar uma cena na qual ela empunhava espadas enormes, porque notei que assim que ela baixava as mãos, todo seu braço tremia em conseqüência de uma séria exaustão, mas mesmo assim ela não parava. Eu tive que ordenar que parasse porque ela estava ávida em transmitir os sonhos febris de Plaster de Paris.
O que você espera da estréia do filme?
Eu não sabia o que esperar das estréias de "Sin City" e "300". Eu não sei o que esperar agora. Tudo o que posso oferecer é a promessa de que me empenhei ao máximo para fazer um bom filme, assim como uma boa representação da obra do meu mentor. Eu acho que é empolgante, que é bastante romântico. Eu acho que ele tem uma boa chance de sucesso, mas a gente nunca sabe.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h31
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