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Em causa própria
 


AGRIPINO CULATRA
 

A Ministra Dilma Rousseff ficou emocionada ao responder à pergunta do senador potiguar Agripino Maia (DEM-RN) durante depoimento prestado à Comissão de Infra-Estrutura do Senado que durou nove horas. Agripino pediu que a ministra revelasse todos os detalhes da montagem do dossiê sem usar da mesma postura adotada por ela para fugir as torturas no período da ditadura.

O senador leu trechos de uma entrevista de Dilma na qual ela afirmou que "mentia muito" naquele período, por isso insinuou que não repetisse a mesma prática. Em resposta, a ministra disse que sente orgulho de ter mentido para escapar de torturas durante a ditadura.

"Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador". Dilma afirmou que "não há possibilidade de diálogo" quando se tem pela frente o "pau de arara, o choque elétrico e a morte".

Numa referência indireta à possibilidade de Agripino ter apoiado os militares na ditadura, Dilma disse que os dois não estavam "no mesmo momento" quando ela enfrentou a luta armada para combater o regime.

O senador afirmou que não está disposto a pedir desculpas à ministra uma vez que, na sua avaliação, foi mal interpretado porque não teve o objetivo de constranger a ministra. "Cabe a mim corrigir e repor o meu pensamento.
 
Era um esclarecimento do dossiê para que não ficássemos com um assunto que envolve o uso privilegiado de informações de Estado em benefício de um governo, encostando no canto da parede pessoas como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h33
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ENTREVISTA DO DIA: ALAN MOORE
 
Clique AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h27
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DIÁLOGO ANÔNIMO:
 
Fulano diz:
Vc viu a revista UMA com a LUIZE na capa ?
 
Beltrano diz:
Só folheei...

Beltrano  diz:
Tá embarangando, né?
(tentando parecer indiferente)

Fulano  diz:
Culpa minha. Ela nunca mais conseguiu andar em linha reta depois q ela me conheceu.

Fulano  diz:
Coitada, talvez seus joelhos nunca mais se toquem...
(tentando parecer casual)

Beltrano  diz:
Claro, claro, "long dong silver"...

Fulano diz:
Dr. "very long dong silver" pra vc...


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h23
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IMDb cria marca para rede social de música

Nem precisava falar da consolidação das redes sociais na Web. Principalmente aqui no Brasil, onde elas fazem bastante sucesso. A bola da vez seria uma rede social sobre música lançada pelo Internet Movie Database (IMDb). Uma rede social, casa bem com a idéia do IMDb: principal banco de dados na Web sobre filmes.

As razões para apostar nessa iniciativa: o site é um dos primeiros das listas de busca sobre cinema e os usuários postam resenhas e comentários sobre filmes e atores. Propriedade da Amazon.com, o IMDb poderia ser uma alavanca para a venda de CDs e DVDs da proprietária.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h21
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Blogs de MP3 - até as gravadoras gostam

As gravadoras mundo afora combatem os sites de transferência de arquivos como BitTorrent e similares. Mas a postura não é a mesma em relação aos blogs de música. Por quê? Por que as gravadoras e os músicos perceberam nos blogs uma boa oportunidade de promoção gratuita do seu trabalho.

Isso os faz relevar o fato desses blogs oferecerem links para sites de download. Além disso, há a chance dos blogueiros e das gravadoras lucrarem com anúncios patrocinados. Há estimativas de que as gravadoras fiquem com 80% do dinheiro das vendas geradas por esse tipo de publicidade. Parece que as gravadoras perceberam outras formas de ganhar dinheiro que não os direitos autorais.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h21
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SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA: RESTITUIÇÃO DO IPVA

Você sabia que quem teve seu veículo furtado ou roubado pode solicitar a restituição do IPVA proporcional ao período em que não fez uso do veículo? 
 
Pois é... É o tipo de informação que o governo não divulga.
 
Por que será?

Veja Artigo 4., Lei N. 8.115 de 30 de dezembro de1985:

Par 6. - A dispensa do pagamento do imposto, na hipótese dos parágrafos 4 e 5. (veículo roubado ou furtado), no exercício em que se verificar a corrência, desonera o interessado do pagamento do tributo proporção do número de meses em que o titular do veículo não exerceu direito de propriedade e posse e, os casos de furto ou roubo, enquanto esses direitos não forem restaurados.

Par 7. -Nos casos de veículos furtados ou roubados, sempre que forem restaurados os direitos de propriedade e posse violados, o contribuinte deve comunicar o fato, imediatamente e por escrito, à Fiscalização de Tributos Estaduais (art.12 par 2.).


Então, se você conhece alguém nessa situação, repasse esse e-mail. Pelo menos a pessoa pode amenizar um pouco o prejuízo além de exercer o seu direito. A solicitação de restituição do Imposto deve ser feita na Secretaria da Fazenda, Guichê do IPVA. 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h16
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LÁGRIMAS DE CROCODILO

Coordenador do curso de medicina renuncia ao cargo

O coordenador do Colegiado de Medicina da Universidade Federal da Bahia Antônio Natalino Dantas anunciou neste domingo sua renúncia ao cargo, depois da polêmica decorrente das declarações que deu sobre a inteligência dos baianos.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Dantas havia atribuído o baixo desempenho dos alunos de Medicina na UFBA no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) ao "baixo q.i." dos baianos. O professor também creditou a nota baixa ao sistema de cotas.

Leia a íntegra da renúncia do professor:

Nota de Esclarecimento

Com referência ao noticiário veiculado nos meios de comunicação acerca das declarações por mim prestadas sobre o mau desempenho dos estudantes da Faculdade de Medicina da Bahia no ENADE (Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes), esclareço à comunidade que aquelas palavras não refletiram o meu sentimento interior e não condizem com a minha história de vida, notadamente com a minha vida acadêmica.

Pessoas que privam do meu convívio diário conhecem a minha simplicidade, o meu perfil democrático, o meu senso de justiça e o lhano trato que dispenso aos estudantes, professores, funcionários, pacientes, enfim, a todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza.

Não sou racista e não tenho restrições à inteligência da comunidade baiana ou qualquer outra, até mesmo por razões científicas. Na condição de Professor Universitário da área médica, tenho perfeito conhecimento que, haja vista a apresentação tão homogênea do genoma na espécie humana, não se permite precisar ou definir a existência real de raças entre os indivíduos. Em outras palavras: os seres humanos são biologicamente iguais. 

Instado por jornalistas para justificar o baixo desempenho dos estudantes de Medicina no ENADE, e insistentemente cobrado a me manifestar sobre um resultado que ainda não era de meu conhecimento, fui colhido de surpresa.

Por força de um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero arrastaram-me a uma manifestação inadequada, da qual expressamente me redimo. Ela não reflete o que vem do meu íntimo, não traduz o meu pensamento, o que, aliás, vem sendo reconhecido e externado pelas pessoas que me conhecem. 

Além disso, algumas das minhas declarações foram publicadas de forma descontextualizada, o que culminou num sem número de interpretações distorcidas e equivocadas, todas elas distantes do meu propósito e do seu real significado.

Se efetivamente entendesse ter o baiano QI baixo, não teria ressaltado, na mesma ocasião, o bom desempenho alcançado no ENADE pelos estudantes da Faculdade de Medicina de Ilhéus e da Faculdade de Direito da UFBA, que também são baianos. Demais disto, sou baiano, como de resto toda a minha família e os mais longínquos dos meus ancestrais.

Conforme declarei, várias podem ter sido as causas que levaram os estudantes de Medicina ao desempenho insatisfatório. Ante a insistência para que eu apontasse a causa desse resultado, limitei-me a esclarecer que isso certamente decorria da soma de múltiplos fatores. Jamais tive a intenção de apontar o sistema de cotas, tampouco a implantação intempestiva da transformação curricular, como causa direta do resultado. Num universo de possibilidades, não posicionei certezas.

Dos meus quase setenta anos de vida, quarenta e dois foram dedicados ao ensino da medicina, sempre tendo mantido com os estudantes um trato amistoso e sem incidência de problemas. Tenho respeito e admiração pelos mesmos, que são selecionados por um altamente competitivo e qualificado exame vestibular.

Embora isso nada tenha a ver com o ENADE, fui incisivamente indagado por jornalistas acerca do meu gosto musical, o que certamente foi feito para criar polêmica relativamente à cultura afro-brasileira. Esclareço ter minhas preferências musicais, que são ou não coincidentes com as de outras pessoas, e tenho toda a liberdade de expressá-las.

Aliás, como bem disse, recentemente, o Ministro Ayres Britto, do STF, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade. Respeito os gostos alheios e queiram me desculpar aqueles onde o meu desagrado recaiu. Sobre o berimbau, por exemplo, a minha falta de familiaridade com o mesmo me levou a uma noção distorcida. Diante das explicações dadas nos últimos dias pelos experts, contudo, passei a concebê-lo como um instrumento musical complexo e de difícil execução. 

Por outro lado, acrescento que esses resultados do ENADE referem-se a período anterior a minha gestão de coordenador do curso de graduação da FAMEB, cargo para o qual fui eleito há tão somente um ano, por unanimidade dos membros presentes na sessão, dentre professores e representantes estudantis. Entretanto, em razão da repercussão e o mal-estar causado pela interpretação dada às minhas declarações, comuniquei a minha renúncia ao Sr. Diretor da Faculdade no último dia 30. 

Por fim, que fique evidente: não sou racista ou preconceituoso e acredito em Deus.

Peço desculpas. Não tive a intenção de ofender a quem quer que seja.

ANTONIO NATALINO MANTA DANTAS



Escrito por Eduardo Lorenzo às 05h04
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by Gilberto Dimenstein
 
Criou-se uma imensa polêmica em torno do suposto "déficit de inteligência" do baiano para explicar por que os alunos da Faculdade de Medicina da UFBA foram tão mal nas provas nacionais. A polêmica foi tão grande que o autor da frase e então coordenador do curso, Antônio Dantas, renunciou ao cargo. Há mesmo um déficit de inteligência baiano. Mas muito longe daquele citado pelo professor.

O déficit de inteligência da Bahia é, na verdade, a avassalodora perda de cérebros que, por falta de alternativa, se mudam para outras cidades do Brasil e do exterior.

Há uma leva crescente de empresários, executivos, médicos, publicitários, engenheiros, designers ou produtores culturais. Uma série de ícones da publicidade paulistana é baiana. Nizan Guanaes é apenas a estrela mais reluzente de uma crescente constelação de migrantes.

É gente formada, em geral, nas boas escolas e, como é normal entre os imigrantes, são empreendedores e esforçados. Alguns montam seus próprios negócios e ajudam a inovar e gerar empregos. Vejo como muitos deles prosperam rapidamente, beneficiados pela criatividade baiana combinada com a disciplina paulistana.

Quando se estuda por que determinada empresa, cidade ou país prospera e se destaca sempre vamos encontrar os inovadores. Os inovadores gostam de estar com outros inovadores pela simples razão de que detestam a repetição e a mediocridade.

Quando estudamos porque uma empresa, cidade ou país entra em decadência, vamos encontrar também a fuga ou o sufocamento de seus inovadores esse é o custo do déficit de inteligência. O que é um superávit extraordinário para São Paulo é um tenebroso déficit para quem exporta essa mão-de-obra.

O que me deixa perplexo é que, na Bahia, quase ninguém parece perplexo com esse déficit de inteligência, o que acaba estimulando um círculo vicioso do baixo capital humano. Isso vai a tal ponto que um professor, baiano, chega dizer que seus conterrâneos são burros o que, além do estúpido preconceito, simboliza uma auto-depreciação.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 05h01
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QUASE QUE EU NÃO DURMO
ONTEM PENSANDO NESSA!!!
 
Duas horas da manhã, terminando de redigir uma sentença e me surge a dúvida: o correto é "exige" ou "exije" ?
 
Vi várias opiniões contrárias pela internet, mas esta me pareceu mais convincente:
 
EXIJA A TROCA

Há casos em que um verbo, quando conjugado, muda uma letra do infinitivo em outra. É o que acontece com os verbos finalizados em ger e gir. Se a vogal seguinte deixa de ser e ou i e passa a ser a ou o, opera-se a mudança. Exemplos: exigir - exijo, exija; reger - rejo, reja; dirigir - dirijo, dirija; tanger - tanjo, tanja.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 05h01
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da Folha de S.Paulo

A Apple confirmou ontem que fechou contrato para a venda do iPhone com a América Móvil, controladora da Claro. Jeniffer Bowcock, porta-voz da Apple para o iPhone, disse que a empresa de tecnologia está entusiasmada com a parceria, mas não mencionou detalhes do acordo. O iPhone será lançado em 16 países da América Latina com cobertura da América Móvil, incluindo o Brasil.

Estima-se que o aparelho iPhone pela companhia Claro ficará acima de R$ 2.000, contra a média de R$ 1.600 no mercado paralelo

Segundo Bowcock, não há data prevista para a chegada do celular da Apple que navega pela internet, mas ele estará nas lojas até o final do ano.

Em geral, a Apple fecha contratos exclusivos com as operadoras de telefonia para a venda do iPhone. Foi assim nos EUA e na Europa. Mas, aos poucos, a concorrência consegue quebrar esse protocolo. Na Itália, o iPhone já é vendido pela Vodafone e pela Telecom Italia.

Em nota oficial, a mexicana América Móvil não menciona a exclusividade, nem fala dos modelos de iPhone que virão ao Brasil, nem da faixa de preços. A Folha apurou que a Claro não terá a exclusividade. Ontem, o presidente da Claro, João Cox, estava no México para acertar detalhes da operação de lançamento do iPhone.

Outro ponto incerto do acordo é a estréia do iTunes, a loja virtual da Apple que vende conteúdos atrelados ao iPhone. É por esse canal que a Apple obtém boa parte de sua receita, a partir da venda de músicas e vídeos. Sem ela, estima-se que a Apple perderá anualmente cerca de US$ 120 por comprador do iPhone, segundo analistas estrangeiros.

Surpresa

A vitória da América Móvil, do empresário mexicano Carlos Slim, foi uma surpresa para a Telefónica. A Folha apurou que a companhia espanhola ainda está na mesa de negociação para lançar o iPhone nos países da América Latina onde ela tem subsidiárias móveis.

No Brasil, a Vivo seria a operadora a lançar o celular, mas as conversas emperraram no último mês. Isso porque a Apple pedia participação na receita da Vivo, como fez com a AT&T, nos EUA, a O2, no Reino Unido, e a Deutsche Telecom, na Alemanha.

Além disso, queria que a Telefónica subsidiasse os aparelhos para que fossem vendidos a preços baixos, incentivando sua massificação. Nos EUA, um aparelho sai por US$ 400. Aqui, custaria aproximadamente R$ 2.500.

Os espanhóis recusaram-se a fechar o acordo, alegando que a proposta não fazia sentido em uma região onde imperam as vendas não-oficiais de iPhones desbloqueados.

Uma fonte envolvida nas negociações da Telefónica e que não pode ter seu nome identificado acredita que a Claro deve ter aberto mão de parte de sua receita para fechar o acordo e virar o jogo.

O acordo com a Claro é fechado em um momento decisivo para a Apple. Embora ela tenha faturado com a venda de 1,4 milhão de iPhones em atividade no momento pelo mercado paralelo (estima-se que no Brasil sejam aproximadamente 300 mil), ela deixaria de ganhar US$ 1 bilhão por ano com a receita de serviços e conteúdos via iTunes, caso não fizesse nada para antecipar o lançamento do iPhone em países antes desconsiderados.

Na terça-feira (6), a operadora britânica Vodafone anunciou que ganhou o direito de vender o iPhone em dez países: Portugal, Itália, Turquia, República Tcheca, Egito, Grécia, Nova Zelândia, Austrália, Índia e África do Sul. O iPhone também é vendido nos Estados Unidos, na França, na Alemanha, no Reino Unido, na Irlanda e na Áustria.

Isso explica, em parte, por que Steve Jobs, em seu último comunicado ao mercado, em 23 de abril, previu a venda de 10 milhões de iPhones até o final desse ano, o dobro da marca atual. Analistas acreditam que Jobs entendeu que não pode restringir o mercado e impor regras comerciais rígidas ao iPhone, um produto que tem "vida própria".

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Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h09
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da Folha de S.Paulo

Quem comprou um iPhone desbloqueado pode ficar tranqüilo: nenhuma operadora restringirá o acesso. Até porque é operacionalmente impossível controlá-lo. É o que dizem os técnicos consultados pela Folha.

Na Santa Ifigênia, região que vende artigos de informática e telefonia em São Paulo, os lojistas que vendem o celular da Apple acreditam que o mercado paralelo --que oferece os aparelhos desbloqueados-- ainda ficará aquecido por um bom tempo.

Isso porque os impostos de importação cobrados sobre o aparelhos que serão vendidos pela Claro ou Vivo (caso a Telefónica também consiga fechar acordo com a Apple) deverão deixá-lo pouco competitivo. Estima-se que o aparelho pela Claro ficará acima de R$ 2.000, contra a média de R$ 1.600 no mercado paralelo.

Outro ponto que contará em favor do mercado paralelo é a assistência técnica. Afinal, ainda não se sabe se a Apple fará reparos ou se terceirizará esse tipo de serviço. Caso opte pela segunda opção, não haverá diferença entre a rede oficial e a paralela. Afinal, qualquer conserto nos iPhones desbloqueados já é feito por uma rede sem vínculos com a Apple.

Analistas calculam que existam cerca de 300 mil iPhones desbloqueados no Brasil. Em junho de 2007, eles não chegavam a 10 mil. Esse total cresce rapidamente. Hoje é possível encontrá-lo em lojas especializadas em informática e telefonia e até em algumas lojas de telefonia em shoppings centers das principais capitais nacionais.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h06
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Doméstica é a intermediária do consumo
 
As 7,7 milhões de empregadas domésticas do Brasil (segundo números do IBGE) são importantes influenciadoras de compras. Elas trocam dicas de produtos com as patroas, indicando aqueles que ela considera melhores e adotando alguns dos seus hábitos de consumo, e recomenda mercados com preços mais baixos, segundo estudo encomendado pela agência Avenida Brasil, especializada na base da pirâmide de renda.

Segundo o estudo, a casa da patroa serve como um “laboratório” onde as empregadas podem testar produtos que, se forem bons, ela passará a comprar para sua própria casa. Elas têm acesso ao mundo do consumo dos mais ricos e selecionam o que levam ou não para sua casa. As patroas também se beneficiam deste relacionamento. A doméstica indica produtos que ela usa em casa e até ensina algumas fórmulas caseiras, como misturar álcool, água e amaciante para ajudar a passar a roupa.

É importante notar que a doméstica não espelha o seu consumo no da patroa. Ela acha que a patroa compra um monte de coisa que não presta, mas uma coisa ou outra ela acaba adotando”, destaca Renato Meirelles, sócio-diretor da Avenida Brasil.
 
As categorias em que a patroa mais influencia a empregada são produtos de beleza e higiene. “A empregada vê o xampu ou o perfume da patroa e busca comprar igual. Mas com produtos de limpeza e alimentos básicos, é a patroa que aprende com ela”, compara Renato. Isto ocorre porque, no dia-a-dia, quem utiliza estes produtos com mais freqüência, e portanto tem mais conhecimento sobre eles, é a empregada. “
 
Nos grupos focais que fizemos, era muito comum uma doméstica dizer que a patroa comprava produtos mais baratos que eram ‘ruins’, mas que passaram a comprar os ‘bons’ depois que elas explicaram os benefícios”, observa.

A pesquisa identificou que, em muitos casos, a empregada é responsável por gerenciar um orçamento destinado à compra de produtos para a casa. É ela que vai ao mercado quando necessário, e lá ela troca informações com outras pessoas, recomendando ou desencorajando a compra de alguns produtos.

Elas também costumam juntar tablóides para mostrar à patroa os melhores locais para comprar. Neste contexto, quando a empregada compra para si mesma, a marca é valorizada, mas dentro de uma lógica de consumo planejada de acordo com seu orçamento. As líderes são as preferidas, mas consumidas com indulgência ou quando não puder errar.
 
A verdade é que elas estão sempre divididas entre o orçamento apertado, que muitas vezes não permite comprar as marcas mais caras, e o fato de que não podem errar escolhendo um produto de qualidade inferior apenas por causa do preço”, explica Meirelles.

No caso de produtos alimentícios, as visões das duas diferem muito. Para a patroa, fartura é ter uma grande variedade de produtos à disposição. Para a doméstica, a quantidade de uma mesma comida é o que importa, e a imagem de um carrinho de compras cheio ou da geladeira completa se relaciona com isso.

O desafio para os anunciantes agora é, portanto, formatar a sua comunicação de forma que tenha apelo tanto para as patroas quanto para as empregadas. “Por causa do importante papel das empregadas domésticas na economia, os anunciantes precisam prestar atenção à forma como a comunicação é feita. Ela precisa ter apelo não só para as patroas, mas também para quem de fato decide pela compra do produto”, recomenda Meirelles.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h02
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A Gerência Médica e Odontológica do Ipraj (GMO) promove na próxima semana a Campanha de Vacinação para Idosos contra a gripe, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS). A vacina será oferecida gratuitamente às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.
 
Os interessados poderão se dirigir aos postos de atendimento localizados nas sedes do Tribunal de Justiça da Bahia, Ipraj e Fórum Ruy Barbosa nos próximos dias 12, 13 e 14, respectivamente. O atendimento será feito em dois turnos: das 9 às 12 e das 14 às 18 horas.

Para a gerente da GMO, Dra. Veralúcia Cerqueira, é importante que campanhas como essa sejam feitas para aumentar o número de postos de vacinação em Salvador. “Estamos fazendo a nossa parte para ter uma meta de cobertura vacinal maior e, assim, diminuir a ocorrência de doenças pulmonares em idosos”, completou.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h01
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Diz a lenda que, quando Frederico 2º, da Prússia, estava construindo seu castelo de Sans-Souci, nas cercanias de Berlim, descobriu que a magnífica vista de uma das aléias seria prejudicada por um velho moinho.

O monarca-filósofo teria então tentado por todos os meios comprar a propriedade ao moleiro, mas este, teimosamente, se recusava a vendê-la.

Na versão do episódio imortalizada pela crônica do poeta François Andrieux, um dia, irritado, Frederico, o Grande, interpelou-o:

"Você não sabe que, se eu quisesse, poderia tomar o moinho à força e sem pagar nada?".

Ao que o moleiro retorquiu:

"Sim, poderia, se não houvesse juízes em Berlim".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h55
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ENTREVISTA DO DIA: MÔNICA MATTOS

Parte 1

Parte 2



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h18
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JEs APROXIMAM A JUSTIÇA DO POVO

A mente descomplicada de um homem público buscou meios para facilitar a vida dos pobres e de todos os cidadãos, através de uma justiça simples e mais próxima do povo.

Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais originaram-se de experiência extralegal, iniciada por juizes gaúchos, seguidos pelos magistrados paranaenses e baianos, com a criação dos Conselhos de Conciliação e Arbitramento, no ano de 1982. Os Conselhos eram compostos por pessoas idôneas da comunidade, de preferência escolhidos entre advogados, juizes e promotores aposentados, juiz de paz, professores etc.
 
Inicialmente, a reunião dessas pessoas acontecia, à noite, no curso da semana, e o objetivo era solucionar, através da conciliação, desentendimentos entre vizinhos. Eram as pequenas causas que nunca chegavam ao Judiciário: a litigiosidade contida. O grande problema residia na falta de recursos para resolver as demandas não conciliadas.

Assim mesmo foi-se em frente!

A necessidade de um papel para traçar o procedimento a ser seguido pelos conciliadores provocou a edição de um documento, denominado de Regulamento, composto de 18 artigos.

A reclamação nos Conselhos tinha a seguinte movimentação: o cidadão prestava queixa a um funcionário que anotava em uma ficha os tópicos do pedido; no mesmo instante era designada audiência com chamamento das duas partes e testemunhas, se tivessem, para serem ouvidas. O próprio reclamante ou terceiro de sua confiança, fazia chegar ao reclamado a citação; muito raramente se servia de outros meios: correio, oficial de justiça etc. Grande era o volume de causas, relativas à família, solucionadas pelos Conselhos, a exemplo de pensão alimentícia, desentendimentos entre marido e esposa etc. Aliás, mesmo depois da criação dos Juizados Especiais de Pequenas Causas a pensão alimentícia era o tipo de causa mais comum.

Obtido êxito com a conciliação, expedia-se um documento com as cláusulas do acordo celebrado entre as partes; se não houvesse acordo, o regulamento previa outra solução para a demanda; as partes indicavam um árbitro e este solucionava o desentendimento.

O STF chegou a ser solicitado para dirimir desentendimentos sobre o funcionamento destes Juizados Informais, outra denominação dos Conselhos:

O chamado Juizado Informal de Conciliação, constituído à margem da Lei 7.244/84, não tem natureza pública. Os acordos aí concluídos valem como títulos extrajudiciais, só podendo ter força executiva nos casos previstos em lei, como na hipótese de corresponderem ao disposto no artigo 585, inc. II, do CPC. Poderão adquirir natureza de título judicial, se homologados pelo juiz competente (Lei 7.244, art. 55), o que não se verificou na hipótese em julgamento. STF. 3ª. Turma. RE n. 6.019, Rel. ministro Eduardo Ribeiro.

O juiz, como no futebol o árbitro, nunca foi o personagem mais importante dos Conselhos, dos Juizados Informais ou dos Juizados Especiais de Pequenas Causas. Sua interferência dava-se em apenas dois momentos: antes da instalação da audiência, quando convocava todos os presentes para explicar sobre o funcionamento e objetivos do Juizado Informal, e num outro momento, para homologar a vontade das partes e tornar título extrajudicial o acordo celebrado.

A imprensa acompanhava a movimentação imprimida pela justiça paralela, resolvendo os desentendimentos com rapidez, sem solenidade e sem despesa alguma para as partes. O funcionamento dos Conselhos despertou a atenção do Programa Nacional de Desburocratização, através do ministro Hélio Beltrão e seu fiel secretário, João Geraldo Piquet Carneiro. As observações e estudos promovidos geraram o Projeto de Lei 1.950/83, mais tarde Lei 7.244/84. O programa buscou subsídios em Nova Iorque, onde funcionava a Small Claim Court desde o ano de 1934.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou referido projeto, e rejeitou emenda que exigia advogado para acompanhar as partes, tomando esta proposta como afronta à essência do sistema.

Juristas e importantes processualistas insurgiram-se contra a Lei 7.244/84, publicada no dia 18 de outubro de 1984: Edgard Silveira Bueno Filho taxou-a de inconstitucional; Alir Ratacheski clamou pelo procedimento sumaríssimo ao invés dos Juizados; a Associação dos Advogados de São Paulo considerou o anteprojeto dos Juizados Especiais sinal vivo de decadência do direito e da abolição da Justiça.

Em meio à discussão, o desembargador gaúcho, Luiz Melíbio Machado disse, muito apropriadamente:

A maioria das pessoas passa a vida sem ter uma grande causa, mas não passa um dia sem enfrentar mil contrariedades.

Revista Consultor Jurídico, 10 de setembro de 2007


Antonio Pessoa Cardoso

Desembargador do TJ/BA


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h15
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Ahmadinejad diz que o preço do petróleo deve aumentar 
e que os atentados de 11 de Setembro são "duvidosos"
 
da Efe, em Teerã
 
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje que o preço de US$ 115 do barril de petróleo não é justo e deve aumentar, informou a agência iraniana "Mehr".

"O preço de US$ 115 o barril do petróleo nos mercados internacionais é um número enganoso, este produto é um bem estratégico e deve alcançar seu valor verdadeiro", declarou Ahmadinejad para jornalistas durante uma visita à 13ª edição da feira de Petróleo, Gás e Petroquímica de Teerã.

Segundo o presidente iraniano, "o dólar já não é dinheiro, mas um punhado de papéis que é impresso sem que tenha o apoio do trabalho ou do material e que se divulga no mundo".

Ahmadinejad também disse que "não pode acontecer que o petróleo seja propriedade de alguns povos e que outros povos inimigos o usem como uma ferramenta política contra eles".

Por outro lado, o presidente do Irã afirmou que o setor petrolífero do Irã não precisa da ajuda de outros países.

"Nossa indústria petrolífera é muito ativa e é necessário oferecer as tecnologias desta indústria para os mercados internacionais", concluiu Ahmadinejad.

O presidente iraniano, também disse nesta quarta-feira que os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington, são um "acontecimento duvidoso", e acusou os EUA de ter utilizado o ataque como pretexto para invadir o Iraque e o Afeganistão.

Em discurso na cidade sagrada iraniana de Qom, Ahmadinejad também acusou as grandes potências --em referência, principalmente, aos EUA-- de ser "arrogantes", "injustas" e "corruptas", e as responsabilizou pela morte e pelo deslocamento de mais de 100 milhões de pessoas no século 20.

"Há quatro ou cinco anos, ocorreu um acontecimento duvidoso em Nova York. Então (os EUA) disseram que cerca de 3.000 pessoas morreram, mas não anunciaram seus nomes", disse o líder iraniano, segundo a agência Irna.

"Depois, utilizaram esse acontecimento como um pretexto para justificar seu ataque contra o Iraque e o Afeganistão (...). Suas agressões só no Iraque causaram a morte de mais de 1 milhão de pessoas, enquanto, no Afeganistão, dezenas de milhares de pessoas morreram ou foram obrigadas a se deslocar", acrescentou.

Ahmadinejad havia se referido ao 11 de Setembro duas vezes desde o último dia 8, embora esta seja a primeira vez que expressa dúvidas sobre esses ataques.

Em seu discurso em Qom, o governante iraniano, cujo país --que professa a corrente xiita do islã-- tem divergências ideológicas com a Al Qaeda, não disse, no entanto, que acredita que o grupo terrorista pudesse estar por trás dos atentados em Nova York e Washington.

Em 8 de abril, quando o Irã comemorava o dia nacional da energia atômica, Ahmadinejad acusou as grandes potências de ser "corruptas" e de utilizar o 11 de Setembro para invadir o Iraque, e previu seu "colapso".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h15
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MALDITOS BANCOS

Lucros do Bradesco e Itaú estão entre os 4 maiores das Américas, diz estudo parcial

Dois bancos brasileiros estão entre os que mais lucraram no primeiro trimestre deste ano entre as instituições financeiras da América Latina e dos Estados Unidos que já divulgaram seus resultados.

O levantamento traz o Bradesco em 3º e o Itaú em 4º lugar numa lista de 26 bancos. No período, o Bradesco ganhou US$ 1,2 bilhão e o Itaú, US$ 1,16 bilhão.

O estudo foi feito pela consultoria Economática, que acompanha cem bancos da América Latina e dos Estados Unidos com ativos acima de US$ 10 bilhões.

Desses bancos, até o momento, 26 divulgaram seus números. Por isso o ranking é provisório.

O norte-americano Morgan Stanley lidera a lista com lucro líquido de US$ 1,55 bilhão entre janeiro e março deste ano.

Em segunda posição está o Goldman Sachs, com lucro líquido de US$ 1,51 bilhão no período.

Na lista também aparece o Santander do Brasil, em 9º lugar, com ganhos de US$ 222 milhões.

O Bear Stearns, dos Estados Unidos, lucrou US$ 115 milhões de janeiro a março e ficou com o 12º lugar.

Na lanterna, por outro lado, está o Citigroup, cujo prejuízo registrado no 1º trimestre de 2008 totalizou US$ 5,1 bilhões, seguido do Downey Financial, em 25ª posição, com perdas de US$ 248 milhões.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h14
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MÃOS À OBRA

Marianne Faithfull vive uma competente
profissional do sexo da terceira idade
 
Irina Palm

Pelo visto, Marianne Faithfull jamais cessará sua auto-reinvenção. Desde a década de 1960, a cantora e compositora choca, influencia e se faz notar, seja pela música, ou pelo cinema. Seu mais novo trabalho, o filme Irina Palm (2007), produção européia que ela protagoniza, a mostra por um ângulo inusitado, o de idosa. Sim, a porra-louca agora é uma vovó.

Faithfull, aos 60 anos, está perfeita no papel de Maggie, uma senhora desesperada para ajudar o filho único a cuidar do neto doente. O menino tem uma saúde que se deteriora dia a dia e sua lenta convalença arrasou as finanças da família. O início tem toda a pinta de melodrama choroso, mas como tudo que envolve a artista, logo revela suas verdadeiras cores. Idosa, sim, mas ainda muito viva.

Depois de ter seu último pedido de empréstimo negado, Maggie decide procurar um emprego. Mas o mercado de trabalho londrino fecha suas portas aos idosos... até que ela, inadvertidamente, entra numa boate de strip-tease e outros prazeres adultos no bairro do Soho. Seu trabalho? Masturbar homens através de um buraco na parede.

A partir daí o rumo do filme se transforma. Deixa de ser a história de um menino doente para tornar-se a história da própria Maggie, uma mulher que descobre depois dos 60 anos de idade sua vocação, sua própria força e vê todos os seus sentimentos rejuvenescidos.
 
Extremamente feliz em suas escolhas, o diretor e co-roteirista Sam Garbarski não força em momento algum essa mudança. Não há cenas edificantes, música subindo, glamurização desnecessária ou metáforas de crescimento. Ele repousa a qualidade de seu filme no talento da atriz.

Bem menos interessante é a trilha sonora. Os monótonos arranjos de guitarra de Ghinzu cansam logo nos primeiros minutos - e a boate ter uma música só também não ajuda nem um pouco. Uma ou outra falha também surgem no roteiro, como o comportamento bizarro de Maggie ante suas amigas, mas são todas perdoáveis. O que interessa no equilibrado e comovente filme é o desenvolvimento da personagem e sua adaptação à nova realidade.
 
O humor sutil e o romance que surgem disso também trazem um frescor interessante ao gênero "peixes fora d´agua na indústria do sexo" de outros filmes britânicos como Garotas do Calendário e Ou Tudo ou Nada.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h34
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FRASE DO DIA:
 
Quem tem um amor, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas nunca estará só.”
 
Poeta anônimo


Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h32
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imagem transparente
 
Pacote padronizado de tarifas sai mais caro que
opções mais completas. ‘É um mico’, critica Idec
 
Fonte: O Dia Online

Um grande “mico”. É assim que o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) define o novo sistema de tarifas determinado pelo Banco Central (BC) que entra em vigor amanhã. Para o órgão, o objetivo de acabar com abusos, facilitar a comparação e aumentar a competição não foi alcançado pela resolução, já que os bancos colocaram os preços do pacote padronizado acima de outros, com mais serviços. Os bancos se defendem, mas a tabela ao lado demonstra que alguns pacotes com maiores benefícios saem mais em conta do que o padronizado pelo Banco Central.

É como se o governo determinasse que todas as montadoras vendessem carros com motor 1.0 e elas colocassem o preço desses automóveis acima dos de motor 2.0. Ninguém vai querer. Não há porque fazer isso. É um grande mico”, avalia o gerente jurídico do Idec Marcos Diegues. Para ele, as instituições financeiras perderam uma boa oportunidade de melhorar a imagem com a população e o Banco Central errou ao não incluir serviços básicos, como a entrega de talão de cheques no pacote padronizado.

Em sete de 10 instituições pesquisadas pelo Idec, a opção do BC custa mais que pacotes próprios dos bancos com mais serviços. No Itaú, a diferença é a maior: o padronizado custa R$ 15 e o próprio de preço mais próximo, a Maxiconta Econômica, tem tarifa de R$ 8,50, permitindo oito transferências a mais para contas dentro do Itaú. No Real, o valor é o mesmo, mas o próprio é bem mais completo.

O pacote padronizado inclui a confecção de cadastro para início de relacionamento, renovação de cadastro, oito saques em qualquer canal, quatro extratos com movimentação por período em qualquer canal, dois extratos com movimentação do mês anterior nos caixas eletrônicos e quatro transferências por mês entre contas da própria instituição.

Os bancos citados explicaram que os preços cobrados pelos pacotes específicos de tarifas de cada um são menores porque essas opções de serviços já eram oferecidas aos consumidores e não sofreram reajuste por causa da resolução do Banco Central. O levantamento do Idec avaliou as tarifas cobradas pelas 10 maiores instituições financeiras do País.

MAIS SERVIÇOS GRATUITOS, PADRONIZAÇÃO E PRAZO DE SEIS MESES PARA REAJUSTES

O Banco Central ampliou o número de serviços gratuitos (essenciais), limitou os prioritários à movimentação da conta em que podem ser cobrados e padronizou o nome dessas tarifas em todas as instituições financeiras. O BC definiu também um período mínimo de 180 dias para os reajustes das tarifas bancárias.

Entre os serviços essenciais relacionados à conta corrente que não podem ser cobrados, estão fornecimento de cartão com função débito, 10 folhas de cheques por mês, até quatro saques por mês (em guichê de caixa, inclusive por meio de cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de auto-atendimento), fornecimento de até dois extratos contendo a movimentação do mês por meio de terminal de auto-atendimento, consultas na Internet, duas transferências entre contas na própria instituição por mês (em guichê de caixa, em terminal de auto-atendimento e/ou pela Internet), compensação de cheques, fornecimento de extrato consolidado discriminando, mês a mês, as tarifas cobradas no ano anterior em conta corrente ou em conta poupança.

Para as cadernetas de poupança, os serviços são bem parecidos: não podem ser cobrados fornecimento de cartão com função movimentação, realização de até dois saques por mês (em guichê de caixa ou em terminal de auto-atendimento), até duas transferências para conta de depósitos de mesma titularidade, dois extratos contendo a movimentação do mês, consultas pela Internet e fornecimento de extrato consolidado discriminando, mês a mês, as tarifas cobradas no ano anterior.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h32
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William Bonner diz que fax ainda espanta

do UOL
 
Na era da internet 2.0 e da TV digital, William Bonner ainda teme e admira os quase extintos aparelhos de fax. De forma modesta, o editor-chefe do "Jornal Nacional" afirma que ainda olha "com respeito, fascínio e ignorância" para esses equipamentos.

Desde 1986 na Globo, Bonner, 44, diz que nem sequer imagina onde estará dentro de dez anos - se ainda no comando do "JN" ou à frente de um programa próprio. Fizeram-lhe a mesma pergunta 20 anos atrás, e, segundo ele, a resposta ainda é a mesma:
 
"Espero estar fazendo algo que exija de mim e me dê tanto prazer quanto minhas atribuições atuais. Se assim for, não terá importância nenhuma o programa, o veículo ou a mídia em que darei as caras. Ou não darei, sabe lá Deus."

Sobre o futuro da mídia em que convive, o jornalista acredita que, em dez anos, a crescente fusão entre TV e internet já será um item do passado. "No ritmo em que a informática e as comunicações se reinventaram, nesses últimos 20 anos, é provável que, em 2018, estejamos todos encantados com algo bem mais surpreendente do que o Google, o YouTube e o Steve Jobs",


Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h31
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O petróleo pode atingir US$ 200 o barril dentro dos próximos dois anos como parte de um "superpico" impulsionado pelo fraco crescimento na oferta do produto, avaliou o banco de investimentos Goldman Sachs em nota.

"Acreditamos que a atual crise de energia pode estar atingindo o ponto culminante, já que uma falta de crescimento adequado da oferta está se tornando aparente", informou o Goldman em nota, disponibilizada para a Reuters na terça-feira.

O petróleo nos EUA atingiu novo recorde de US$ 122 o barril na terça-feira, influenciado em parte pela nota do banco, dando continuidade ao avanço que fez os preços dobrarem nos últimos 12 meses.

"A possibilidade de US$ 150, US$ 200 o barril parece cada vez mais provável nos próximos 6 a 24 meses, apesar de uma previsão sobre o pico máximo dos preços do petróleo e a duração restante do ciclo de alta ser uma grande incerteza", disse o Goldman, um dos primeiros a falar sobre um preço de três dígitos do petróleo há mais de dois anos, afirmou que o mercado está se aproximando do ponto culminante do "superpico".

A teoria do "superpico" argumenta que uma falta de crescimento adequado da oferta junto com o crescimento da demanda sem ligação com o preço em países de fora da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) levará a um aumento forte e contínuo nos preços do petróleo, o que causará no fim uma forte correção da demanda.

Analistas do Goldman disseram que os condutores básicos do aumento dos preços do petróleo continuam fortes, destacando o fraco crescimento na oferta de fora da Opep, a baixa capacidade de reserva da Opep, a restrição a investimento estrangeiro em importantes países produtores e o saudável crescimento da demanda em economias não pertencentes à OCDE.

"Na nossa opinião, um aumento gradual dos preços deve durar mais do que um pico repentino", disse a nota.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h30
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h56
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ENTREVISTA DO DIA: FERNANDO MEIRELLES

Meirelles afirma que "barbárie está instalada"

da Folha de S.Paulo

Quando o cineasta Fernando Meirelles decidiu filmar uma versão cinematográfica do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, em setembro de 2006, imaginou o ator norte-americano Sean Penn no papel do oftalmologista. O personagem do médico é o que tenta conservar valores humanistas, num ambiente onde progride a barbárie, à medida em que uma epidemia de cegueira atinge toda a população, exceto a mulher do médico.

Penn leu o roteiro, conversou com o diretor e quis ler também a obra original. No fim, negou o papel. "[Ele] Disse que não saberia por onde começar seu trabalho. Além de não terem nomes, os personagens do filme não têm passado nem história. Para atores que usam isso como método de construção de personagem, fica meio esquisito criar uma pessoa sem saber a sua história. Entendi seu ponto de vista", diz Meirelles.

Quase dois anos depois desse diálogo, o Festival de Cannes reaproximará Penn de "Ensaio sobre a Cegueira". O filme de Meirelles, recém-concluído, com Mark Ruffalo no papel do médico, abrirá a 61ª edição do festival, no próximo dia 14 de maio, competindo pela Palma de Ouro.  Penn é o presidente do júri que decidirá o vencedor, entre os 22 concorrentes. O longa brasileiro "Linha de Passe", de Walter Salles e Daniela Thomas, também está na disputa.

Para interpretar a "mulher do médico", Meirelles quis a norte-americana Julianne Moore. Ela disse sim. Na entrevista a seguir, o diretor comenta o trabalho da atriz e diz julgar atual a trama do filme. "Diariamente, os limites do que chamamos civilização são rompidos, mas parece que não enxergamos isso. A barbárie está instalada e não vemos."

Folha - A protagonista de seu filme é a cegueira ou a mulher do médico, única imune à doença?
Fernando Meirelles -
A cegueira é a protagonista, mas não a cegueira física, e sim a cegueira psicológica, ideológica. Há uma frase do livro que diz: "Não acho que ficamos cegos, acho que somos cegos. Cegos que podem ver, mas não vêem".
Diariamente, os limites do que chamamos civilização são rompidos, mas parece que não enxergamos isso. A barbárie está instalada e não vemos.
Talvez por estar fazendo este filme, cada vez mais vejo gente meio cega ao meu redor, do padre Adelir [de Carli], que se lançou no ar preso a mil balões por não conseguir enxergar as reais condições que tinha ao redor, às multidões de pessoas com fortes convicções ideológicas que se orgulham de nunca mudarem sua visão do mundo.
Esta autocegueira parece ser mais a regra do que a exceção. Há uma boa frase sobre isso no filme, já não sei se está no livro: "Liberdade para os cegos não é um espaço aberto, é um espaço onde os dedos possam tocar as paredes, é confinamento, que significa proteção".

Folha - Você comentou no blog do filme que espectadores de sessões-teste rechaçaram com enfática indignação as cenas de estupro, numa reação que você atribuiu, em princípio, ao conservadorismo do público norte-americano. Como avalia a representação da violência e do sexo por Hollywood?
Meirelles -
Quando vi muitas mulheres saindo no meio da primeira projeção do filme em Toronto [Canadá], durante uma seqüência meio dura, como um reflexo de autodefesa, coloquei a culpa nas mulheres ou na cultura moralista norte-americana.
Após alguns minutos, recobrei certo equilíbrio e percebi que o problema não eram elas, mas o filme mesmo. Tínhamos ido mais longe do que precisávamos para expor a idéia.
Remontamos o filme, aliviando a tensão da tal seqüência. De qualquer maneira, parece-me que os norte-americanos são mais sensíveis em relação a sexo, mas, ao mesmo tempo, extremamente liberais e arrojados no que se refere à exposição de violência.

Folha - Acha legítimo um filme ter o objetivo de chocar o espectador?
Meirelles -
Meu filho falava "cocô" quando tinha dois anos e vibrava com sua ousadia. O gosto por uma atitude assim, cheia de som e fúria, me parece infantil ou, na melhor das hipóteses, adolescente. Aliás, a coisa mais fácil do mundo é chocar. Abra a internet e procure os verbetes "bestialismo", "incesto", "canibalismo", "escatologia", "pedofilia". A pesquisa está pronta, não há mérito nenhum em bancar o perverso. Acho isso meio xarope.
 
Folha - Ao fazer um filme, até que ponto abre mão de suas escolhas para não afastar o espectador?
Meirelles -
Minha escolha costuma fazer com que o espectador embarque na história que estou contando. Tenho alguma noção de quem é o espectador com quem quero dialogar. Na televisão, tento incluir mais gente, claro.
Em "Cidade de Deus" [2002], tentei fazer um filme acessível também. Acho que neste "Ensaio sobre a Cegueira" a viagem é mais acidentada e sei que muita gente não vai se interessar em embarcar.
Mesmo assim, faço o possível para incluir e manter a bordo quem vier. Alguns colegas dizem que tentam apenas agradar a si mesmos quando filmam. Quisera eu me conhecer tão bem assim para saber como agradar a mim mesmo.
 
Folha - Após fazer um filme sobre uma população vítima de uma epidemia que reflete sua própria decadência moral, como se sente diante das reações --da polícia, da imprensa, da população-- ao caso Isabella?
Meirelles -
Impressionou-me a eficiência técnica da polícia, mas toda a exposição e espetacularização do caso pela mídia e o interesse mórbido da audiência me deixa um pouco aflito. Até onde irá este fascínio por "reality shows"?
Sou daqueles dinossauros que preferem ketchup a sangue de verdade para me fazer refletir e me colocar em contato com meu lado sombrio.
Quando sabemos que o sangue tem plaquetas, linfócitos etc., fica mais difícil manter distanciamento, o que provoca certa imantação mórbida, como acontece com pornografia.
Folha - Com seu novo filme, pretende debater que aspecto concreto da vida social ou política?
Meirelles
- Saramago é bastante irônico toda vez que se refere aos políticos e ao Estado. Os políticos, como mestres do ilusionismo, focam seus esforços em criar aparências antes das soluções. Num mundo onde as imagens desapareceram, as aparências perdem a relevância. Revela-se o que está por baixo.
Dentro dessa idéia de sermos reduzidos a instintos básicos, uma possível sinopse para o filme seria: "Uma história sobre a perda e o reencontro da humanidade em cada um de nós".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h53
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10 COISAS QUE EU ODEIO EM VOCÊ

"Odeio o modo como fala comigo
E como responde ao que eu falo...
Odeio o modo como você anda
Odeio suas roupas largas
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que ate me sinto doente
Eu odeio como esta sempre certo...
E odeio quando você mente
Eu odeio quando me faz rir muito
Mas quando me faz chorar
Eu odeio quando você não esta por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por odiar...
"


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h51
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MALDITOS BANCOS - PARTE I
 
Lucro do Bradesco no 1º tri é o
2º maior da história dos bancos
 

O lucro de R$ 2,102 bilhões do Bradesco no primeiro trimestre é o segundo maior da história entre os bancos brasileiros no período, informou nesta segunda-feira a consultoria Economática. Se contados apenas os bancos privados, ássa a ser o maior.

Com os valores reajustados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o maior lucro entre os bancos brasileiros no primeiro trimestre segue sendo o do Banco do Brasil em 2006, a R$ 2,526 bilhões.

O lucro do Bradesco cresceu 23% em termos nominais (sem reajuste da inflação) sobre o mesmo período do ano passado, e 17,7% em termos reais (com reajuste).

Vale lembrar que tanto o Banco do Brasil como o Itaú, os dois maiores concorrentes do Bradesco, ainda não divulgaram seus resultados do primeiro trimestre deste ano. O Itaú anuncia no dia 5 de maio, e o Banco do Brasil no dia 15 do mesmo mês.

Confira os dez maiores resultados de bancos brasileiros no primeiro trimestre:

  1. Banco do Brasil (2006) - R$ 2,256 bilhões
  2. Bradesco (2008) - R$ 2,102 bilhões
  3. Itaú (2007) - R$ 1,992 bilhões
  4. Bradesco (2007) - R$ 1,786 bilhões
  5. Bradesco (2006) - R$ 1,65 bilhões
  6. Itaú (2006) - R$ 1,574 bilhões
  7. Banco do Brasil (2007) - R$ 1,475 bilhões
  8. Itaú (1999) - R$ 1,406 bilhões
  9. Banco do Brasil (1990) - R$ 1,39 bilhões
  10. Bradesco (2005) - R$ 1,369 bilhões


Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h51
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MALDITOS BANCOS - PARTE II

Lucro do banco Bradesco cresce 23,3%
e atinge R$ 2,1 bi no 1º trimestre do ano
 

O lucro líquido do Bradesco no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 2,102 bilhões, um crescimento de 23,3% sobre o resultado de R$ 1,705 bilhão registrado em idêntico período em 2007. Excluídos eventos extraordinários, como a venda parcial dos títulos da Bovespa e da BM&F, o lucro do banco ficou em R$ 1,907 bilhão.

Segundo levantamento feito pela consultoria Economática com dados ajustados pela inflação (divulgado em maio do ano passado), o lucro do período de janeiro a março do ano passado havia sido o maior dos 20 anos anteriores entre bancos privados brasileiros para um primeiro trimestre. O resultado divulgado hoje superou essa marca.

A carteira de crédito somou R$ 169,409 bilhões, um salto de 38,5% sobre o número registrado no primeiro trimestre do ano passado. As operações com pessoas jurídicas totalizaram R$ 107,18 bilhões e tiveram crescimento de 41%.
Já no segmento de pessoa física, a carteira de crédito atingiu R$ 62,22 bilhões, em um salto de 34,3%.

O montante de recursos administrados foi de R$ 506,808 bilhões, uma evolução de 24,5% sobre o total contabilizado nos primeiros três meses do ano passado.

O patrimônio líquido do Bradesco atingiu R$ 32,909 bilhões no período até 31 de março, um aumento de 26,4% em relação ao observado no mesmo período de 2007.

No ano passado como um todo, o lucro líquido do banco teve um crescimento de 58,5% em 2007, na comparação com 2006, e ficou em R$ 8,010 bilhões, valor recorde para um banco no país.

Os ativos totais consolidados alcançaram R$ 355,517 bilhões no trimestre passado, um aumento de 26,1% em relação ao primeiro trimestre de 2007. O lucro por ação atingiu R$ 0,62.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h47
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UMA VEZ FLAMENGO...
 
 
Vanderlei Almeida/AFP
 
Jornais destacaram o caso  na primeira página

'Ronaldo foi pego na companhia de três travestis e os fãs não parecem dispostos a esquecer a história. Para eles, a essência do "futebol arte" é profundamente masculina'. Ronaldo foi pego na companhia de três travestis e os fãs não parecem dispostos a esquecer a história. Para eles, a essência do "futebol arte" é profundamente masculina.

Numa cidade famosa por sua tolerância sexual, os homens que brilham nos campos de futebol são submetidos a uma ética diferente, mais machista.

Os fãs ficaram envergonhados na última segunda-feira quando o jogador de futebol brasileiro Ronaldo Luis Nazario de Lima -conhecido apenas como Ronaldo no mundo do futebol- foi interrogado pela polícia por ter chamado três travestis para um motel.

Ronaldo, atacante do clube italiano Milan AC, disse à polícia que tentou mandar os travestis embora, oferecendo dinheiro, depois de descobrir que eles eram homens. Mas um deles argumentou que não recebeu a quantia combinada, e a polícia interviu, tornando público este episódio privado que está revelando quão a sério os brasileiros levam a cultura masculina do futebol.

A prostituição é legalizada no Brasil, e Ronaldo não enfrenta nenhuma acusação criminal. Seu comportamento foi, "no máximo, imoral", disse Carlos Augusto Nogueira, o investigador da polícia, em declarações à televisão.

Mas nem todos os fãs de futebol brasileiros parecem estar dispostos a esquecer e perdoar. As reportagens sobre a noite selvagem de Ronaldo, que terminou por volta das 8 da manhã, ganharam as primeiras páginas dos jornais.

Sinceramente, as críticas que ele está enfrentando não são nada comparadas ao escândalo que a mídia teria feito em outros países onde a prostituição é ilegal -e a moral sexual mais rígida. Ainda assim, o fato de que a desventura de Ronaldo tenha se tornado notícia de primeira página aqui por vários dias - e de que alguns cartunistas e blogs fizeram piadas sobre o jogador - é uma evidência de que os astros de futebol estão submetidos a um padrão diferente.

Para os fãs, a essência do chamado "futebol arte" é profundamente masculina, e espera-se que os grandes nomes do esporte sejam exemplos de heterossexualidade.

"Os fãs não ficam chocados com os jogadores que saem com prostitutas", diz o antropólogo brasileiro Roberto da Matta. "Mas muitos irão questionar a masculinidade de Ronaldo."

Fernando Santos é um deles. "Acho que entre quatro paredes aconteceu muita coisa entre Ronaldo e os três travestis", disse Santos, 45, bebendo uma cerveja na quinta-feira depois jogar uma pelada. "Se ele voltar a jogar na seleção, haverá xingamentos da torcida."

Ewerton Correa, sentado ali perto, ofereceu uma previsão. "Disseram que Ronaldo está trazendo três novos jogadores para a seleção, e que está pagando seus salários", disse Correa, 36, provocando risos entre os outros homens que estavam no campo.

Ronaldo, de 31 anos, nunca teve problemas em provar sua masculinidade. Desde que se juntou à seleção brasileira com 17 anos, ele já esteve associado a uma procissão de mulheres bonitas, de modelos a celebridades.

Duas ex-namoradas que posaram para a Playboy em 1998 foram apelidadas de "Ronaldinhas" pela revista. Um ano depois, Ronaldo se casou e teve um filho, divorciando-se depois de quatro anos. Mais tarde ele teve um breve noivado com a modelo brasileira e VJ da MTV Daniela Cicarelli, e mais tarde teve um relacionamento com a modelo brasileira Raica Oliveira.

Agora, sua imagem de mulherengo notório foi encoberta por sua aparente confusão, ainda que momentânea, em distinguir se os travestis eram ou não mulheres.

"O meio do futebol aqui no Brasil de fato mantém distância de qualquer sinal de homossexualidade, apesar de ela ser aceita pela sociedade em geral", disse Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ex-jogador astro da seleção que é médico e colunista de futebol.

Ronaldo recebeu um tratamento reverente por parte da imprensa brasileira ao longo do tempo, graças a seus feitos memoráveis nos campos. Depois de crescer em Bento Ribeiro, um bairro humilde do Rio, ele jogou no exterior durante quase toda sua carreira e tornou-se um dos jogadores mais bem pagos do mundo. Com freqüência voltava para jogar para a seleção brasileira, e tornou-se o jogador que mais fez gols em Copas do Mundo, com 15 gols.

Mas um problema persistente no joelho esfriou sua carreira, e a última contusão, sofrida em fevereiro, terminou com sua temporada e alimentou os rumores de que o jogador eleito três vezes Melhor Jogador do Mundo finalmente seria forçado a se aposentar, o que ele negou. Alguns comentaristas esportivos apostam que Ronaldo talvez volte para jogar em um clube brasileiro.

"O plano dele é voltar logo para o Milan", disse Bruno, assessor de Ronaldo.

Na noite do episódio, Ronaldo saiu pela cidade depois de assistir seu amado Flamengo, time para o qual ele torcia quando menino, jogar no estádio do Maracanã. Mais tarde, por volta das 4h, ele pegou "Andréia Albertini", um travesti de 21 anos de idade cujo nome verdadeiro é André Luis Ribeiro Albertino. Já no motel, Albertino sugeriu que chamassem outros dois colegas, de acordo com as notícias publicadas e entrevistas que Albertino deu à televisão.

A polícia não respondeu às perguntas sobre o incidente da sexta-feira.

Dois dos travestis aceitaram o pagamento de cerca de R$ 1.000 para cada, disse Albertino à televisão. Mas o investigador Nogueira, em depoimentos que foram ao ar, disse que Albertino pediu um pagamento R$ 50 mil em troca de não revelar o caso à imprensa.

Nogueira disse também que Ronaldo ameaçou agredi-lo. O assessor Bruno negou que Ronaldo houvesse feito a ameaça.

Em uma declaração à imprensa, Bruno disse que "os eventos recentes envolvendo o atleta Ronaldo são de natureza pessoal." Ele negou as notícias de que o jogador iria enfrentar mais interrogatório por parte da polícia, assim como as alegações de Albertino de que Ronaldo havia usado drogas na noite em questão. "Ronaldo não usa drogas de jeito nenhum", disse.

O agente de Ronaldo, Fabiano Farah, disse numa declaração por e-mail na sexta-feira: "ele não cometeu nenhum crime, não infringiu nenhuma lei. Pelo contrário, ele foi uma vítima nesse caso."

O incidente de Ronaldo não é o primeiro em que as expectativas sobre a sexualidade de um jogador de futebol geram controvérsias. Em São Paulo, onde acontece uma das maiores paradas gays do mundo, o diretor de um famoso clube de futebol acusou um meia de ser gay. O jogador registrou queixa por calúnia.

O juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho retirou a queixa, afirmando que o futebol era um "jogo viril" e "não homossexual". Ele sugeriu que um jogador homossexual deveria sair do time ou então montar um time ou uma liga própria. Depois de receber críticas, o juiz retirou o que disse.

Já existe uma equipe de travestis, criada há alguns anos. O time Roza FC, que joga próximo de Bento Ribeiro, onde Ronaldo cresceu. A equipe, que está determinada a se encaixar na cultura fanática por futebol, é provavelmente a única do mundo composta apenas por travestis, disse Alex Bellos, autor do livro "Futebol: O Brasil em Campo".

"Eles dizem, 'também podemos jogar futebol'", conta Bellos. "Foi uma forma que eles encontraram de serem aceitos..."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h14
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ENTREVISTA COM A TRAVECA DE RONALDO:
 
Clique AQUI


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h12
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SERÁ?
 
Ronaldo precisaria ser condenado para perder contrato

A assessoria de imprensa do jogador Ronaldo desmentiu neste sábado a informação de que o atacante do Milan teria perdido seu contrato com a empresa de telefonia celular TIM. Segundo Felipe Bruno, assessor do jogador, Ronaldo teria que ser condenado para que houvesse a quebra do contrato. "O Ronaldo precisaria ser acusado, processado, julgado e condenado em última instância publicamente para perder o contrato", disse o assessor, que confirmou que Ronaldo tem essa cláusula no acordo não só com a TIM, mas com todas as outras empresas que o patrocinam.

A informação de que Ronaldo perderia seu contrato com a TIM foi veiculada neste sábado pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Segundo Gois escreveu em sua coluna, seria a primeira perda de contrato após o escândalo envolvendo o jogador e dois travestis na última semana. Gois disse que a empresa fez uso de uma cláusula contratual, que prevê a ruptura em caso de envolvimento em algum episódio que possa causar uma imagem negativa à marca.

De acordo com a publicação, o valor referente ao contrato deste ano giraria na casa dos US$ 4,8 milhões. Ronaldo já teria recebido US$ 1,8 milhão, ou seja, perderia US$ 3 milhões. Em fase de recuperação de grave lesão no joelho esquerdo, o atacante do Milan foi acusado de não ter pago um programa feito com o travesti André Luis Ribeiro, mais conhecido como Andréa Albertine.

No episódio, que ganhou as manchetes de jornais pelo mundo, Ronaldo teria pedido ao travesti para comprar drogas - ele estaria sob efeito de álcool e cocaína -, segundo André Luis Ribeiro. Em nota oficial, o atacante negou o uso de drogas e indicou para uma tentativa de extorsão.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h10
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DESABAFO DE UM BOM MARIDO
 
(Luís Fernando Veríssimo)

Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar :duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas. A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo.
 
Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. 'Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!' ela disse. Então eu sugeri a cozinha.

Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras. Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.  

Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento .Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse: 'Poeira'.

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem Mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

Em alguns minutos eu voltei com uma escova  de dentes e lhe entreguei.

- 'Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.'

Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.
 
O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...
 
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
 
A vida muda, quando você muda.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h10
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