HEY JUDE (VERY CUTE)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h43
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FRASE DO DIA:
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão"
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h42
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O contribuinte que quiser acompanhar esse processamento pode fazê-lo por meio do site oficial, pelo item IRPF - Consulta declarações entregues e restituições e escolher o link Extrato Simplificado de Processamento.
Para acessar a página, é preciso ter em mãos o número do CPF e do recibo de entrega da última declaração.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h42
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MALDITOS BANCOS
Pacote de tarifas pode não ser melhor opção
Um levantamento realizado pela Fundação Procon-SP revelou que os pacotes de tarifas bancárias podem não ser a melhor opção para o consumidor.
A pesquisa, que comparou as tarifas da tabela padronizada de serviços prioritários (que entrou em vigor no dia último dia 30) com as praticadas em 1º de fevereiro deste ano, revelou que grande parte das 10 instituições avaliadas (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco) reajustou os valores, quando a nova regulamentação foi colocada em prática.
Renovação de cadastro
Ainda de acordo com o Procon-SP, a autorização do Banco Central para a cobrança da renovação de cadastro duas vezes por ano prejudicou o consumidor em geral, já que 70% dos bancos analisados cobravam pelo serviço anualmente, e agora a cobrança passou a ser semestral.
Além disso, nove instituições financeiras aumentaram o valor dessa tarifa (que variou de 156,41% a 433,33%) e uma passou a cobrar.
Outro ponto negativo levantado pela pesquisa foi que, como a tabela de serviços prioritários juntou dois serviços em um único item, como as transferências por meio de DOC/TED, as instituições nivelaram o preço do serviço pelo valor máximo.
Comparação
A padronização da nomenclatura dos serviços prioritários facilitou que o consumidor constate as diferenças significativas nos valores cobrados pelos bancos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h40
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crédito nas instituições financeiras.
Além da estabilidade macroeconômica, a expansão do crédito tem a seu favor fatores como os avanços institucionais - que protegem o credor e beneficiam o devedor (lei de falências, alienação fiduciária e cadastro positivo, que muitos crêem que será aprovado este ano) - e o aumento da renda.
Apesar da facilidade e do crescimento da oferta de crédito - para este ano, a Febraban projeta um aumento de 24,89% -, a pessoa que toma o crédito é vista como um risco, o que faz com que as instituições financeiras tenham de tomar diversos cuidados antes de conceder o empréstimo, com o objetivo de minimizar esse risco e evitar o prejuízo.
Você sabe como funciona o processo de concessão de crédito nestas instituições?
O passo-a-passo do crédito
O processo de crédito é definido em 10 etapas, envolvendo a instituição financeira e o tomador de crédito. Entenda cada uma delas:
- Definição do mercado-alvo: nesta primeira etapa, a instituição financeira vai definir qual o público que pretende atingir, estabelecendo produtos, instrumentos, estratégia, renda mínima etc. A seleção deve ser bem-feita, com o objetivo de garantir o sucesso das demais etapas e evitar perdas.
- Origem (busca do cliente): esta é a fase da captação do cliente, de acordo com a definição estabelecida na etapa anterior. Vale ficar atento aos casos que são proibidos, por lei, de receber crédito, como é o de pessoas envolvidas com atividades ilícitas e de contravenção.
- Análise do cliente: o principal documento desta fase é a ficha cadastral. O preenchimento correto da ficha permite uma melhor análise por parte do responsável pela concessão que deve avaliar, entre outros quesitos, se o candidato a tomador de empréstimo tem condições de gerar caixa.
- Negociação/estruturação: hora de estabelecer os critérios do crédito, as condições do empréstimo, como prazo, taxas de juros etc. Este é o momento e definir o que o cliente precisa e o que a instituição pode oferecer.
- Aprovação: como o próprio nome já indica, é definir, com base nas etapas anteriores, se será possível ou não conceder o empréstimo.
- Formalização: fase importante, na qual o risco operacional está muito visível. Essa é a etapa de documentar tudo o que foi acordado antes da efetivação do empréstimo. Todo o cuidado é pouco para que detalhes importantes não fiquem para trás. Cabe às duas partes analisar com cautela o documento antes de assiná-lo.
- Desembolso: é o momento do empréstimo propriamente dito, ou seja, quando a instituição disponibiliza o valor ao cliente.
- Acompanhamento: monitoramento da transação com o objetivo de se antecipar a eventuais problemas e perdas.
- Liquidação: caso não seja detectado nenhum problema na fase anterior, este é o momento de o cliente liquidar a dívida, ou seja, fazer o pagamento de acordo com a estrutura definida.
- Renegociação: no entanto, caso algum problema tenha sido identificado na fase de acompanhamento, é hora de renegociar a dívida, visando garantir o pagamento no final.
- Liquidação ou prejuízo: após a renegociação, dá-se o pagamento da dívida ou configura-se a perda, ou seja, ou o cliente consegue honrar o empréstimo ou o banco fica no prejuízo.
Importância
O objetivo de todo esse processo é, para o banco, uma garantia de que o contratante irá honrar suas dívidas. No entanto, é importante frisar que esta é uma forma de diminuir a inadimplência do consumidor.
A análise criteriosa por parte da instituição deixa claro, inclusive ao cliente, se ele terá condições, ou não, de tomar um empréstimo. São cuidados que evitam o prejuízo da instituição, mas que também colaboram com o bolso do tomador, que diante da facilidade do crédito pode se ver tentado a contratá-lo, sem ter condições de honrar seus compromissos no futuro.
Vale lembrar, no entanto, que esse passo-a-passo é a forma correta e criteriosa de instituições financeiras analisarem a concessão do crédito. No entanto, existem outras formas, menos burocráticas, de conseguir o empréstimo, mas que, com certeza, levam muito mais consumidores ao endividamento e à inadimplência.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h38
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GALVÃO BUENO É UMA MOÇA...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h42
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FRASE DO DIA:
"A gente não vai gastar aquilo que a gente não tem. A gente não vai jogar dinheiro fora. Vamos fazer as coisas corretas, porque o Brasil precisa de pelo menos 15 ou 20 anos de crescimento sustentável para que a gente se transforme numa economia grande e definitivamente saudável".
Presidente Lula, em raro momento de lucidez.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h41
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DÓLAR LADEIRA ABAIXO
Dólar cai pelo 3º dia cotado a R$ 1,628
Este é o menor valor desde janeiro 99!
O dólar caiu pelo terceiro dia seguido nesta sexta-feira, em meio a expectativas positivas depois da concessão de mais um grau de investimento para o Brasil e da confirmação de que o governo não comprará dólares no curto prazo para o fundo soberano.
A moeda norte-americana terminou em baixa de 0,67%, a R$ 1,628 - menor valor de encerramento desde 20 de janeiro de 1999.
A queda do dólar nos últimos três dias garantiu que a divisa terminasse maio com queda acumulada de 2,10%. Em 2008, a desvalorização do dólar é de 8,38%.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h41
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NOSSO VOCABULÁRIO
Millôr Fernandes La Insignia.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h40
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TROPA DE ELITE - SAGA CONTINUA
Bope apreende cerca de 2 toneladas de
maconha em favela no Rio de Janeiro
Em operação com participação de um grupo de 40 policiais, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro) apreendeu na manhã desta sexta cerca de 2 toneladas de maconha em uma casa que servia como depósito da droga na favela Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro.
O Bope calcula que a apreensão tenha causado um "prejuízo" de R$ 10 milhões aos traficantes. Segundo o comandante do Policiamento da Capital, Marcos Jardim, um homem foi baleado depois de jogar uma granada num veículo blindado do Bope. Ele não foi identificado, e morreu no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, para onde foi levado, segundo a polícia.
A operação, que envolveu dois veículos blindados, começou às 6h e terminou por volta das 16h. o secretário da Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse já a chega 10 toneladadas o total de maconha apreendida em operações realizadas nos últimos 45 dias no Estado. "Nós entendemos que a maneira mais eficiente de combater o crime é tirando do crime sua sustentação financeira", declarou a jornalistas.
Segundo a polícia, havia indícios de que a droga teria sido descarregada há pouco tempo, e viria de dois fornecedores, já que estavam embaladas de forma diferente e com pesos distintos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h40
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COMO FALAR DOS LIVROS QUE NÃO LEMOS
O que significa de fato dizer que se leu um livro? Percorrer da primeira à última linha, sem pular trechos ou páginas? Mas será que ao chegar à frase final esse leitor exemplar será capaz de lembrar de tudo que leu?
E ainda, quem pode dizer que não conhece um livro como "Hamlet", mesmo nunca tendo aberto as páginas de um volume de Shakespeare?
Dúvidas como essas, que vão contra uma idéia totalizante do ato de leitura, são o estofo de "Como Falar dos Livros que Não Lemos?", do professor de literatura francês Pierre Bayard, que acaba de ser publicado no Brasil.

Com ironia, livro cria categorias para os livros não lidos
Sem nunca abrir mão da ironia, Bayard ― que afirma ter "nascido em um meio onde se lia pouco" e ensina literatura francesa na Universidade de Paris ― constrói o ensaio usando exemplos e trechos tirados da mais alta literatura, incluindo "O Homem sem Qualidades", de Robert Musil, "Ilusões Perdidas", de Balzac, e "Ensaios", de Montaigne, e de obras pop, como o filme "O Feitiço do Tempo" e o best-seller "O Nome da Rosa", de Umberto Eco.
Para cada livro citado, ele indica em notas de rodapé seu grau de conhecimento e sua opinião sobre a obra. E aqui está uma das estratégias mais interessantes do autor: não separar os livros entre lidos e não lidos. Em lugar disso, os categoriza como livro folheado, livro de que ouvi falar, livro esquecido e livro desconhecido.
Assim, um livro folheado é aquele que de fato o autor abriu e cujas páginas percorreu, mas sem nos dar a certeza de tê-lo lido integralmente. Já os livros esquecidos são aqueles que foram folheados, mas cujo conteúdo não está mais presente na memória do autor.
O ensaio está dividido em três partes: "Maneiras de Não Ler", em que Bayard analisa as peculiaridades da leitura; "Situações de Discurso", elencando possíveis eventos em que alguém pode ser instado a ter de falar sobre uma obra que não leu; e "Condutas a Adotar", na qual sugere estratégias para se sair bem nas situações demonstradas anteriormente.
Essas últimas são "não ter vergonha", "impôr as próprias idéias", "inventar os livros" e "falar de si". Nada mais ultrajante vindo da boca de um professor, certo?
Por essas e outras, o ensaio foi alvo de alguns ataques indignados, vários deles escritos por pessoas que não leram o livro. Tal ironia já justificaria uma das teses de Bayard: mesmo sem conhecer por completo o conteúdo de um livro, o não-leitor capaz de situá-lo em relação a outros livros poderia, a partir daí, expressar uma opinião.
Mas a proposição polêmica, que faz muita gente torcer o nariz, implica que é preciso ter lido ― ao menos trechos ou livros sobre livros ― e sobretudo que é preciso ter interesse nos livros para participar do mundo da cultura. Mas que é praticamente irrealizável a "obrigação de ler tudo" para ser julgado digno de falar sobre livros.
Mais do que um manual cheio de dicas espertas para trapacear na aula de literatura ou sair por cima numa rodinha cabeça, o ensaio de Bayard mostra que o livro não precisa ser uma esfinge ameaçadora bradando "decifra-me ou te devoro" para o leitor incauto, a quem restaria apenas fugir, negando a própria literatura, ou gabar-se aos quatro ventos de ter dominado o monstro.
Para o caso de alguém ter ficado em dúvida: eu acho que li "Como Falar dos Livros que Não Lemos", da primeira à última página.
"Como Falar dos Livros Que Não Lemos?" Autor: Pierre Bayard Editora: Objetiva Quanto: R$ 29,90
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h56
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DE 0 A 100 EM MENOS DE 5 SEGUNDOS
É muito comum casais terem problemas de comunicação,
porque as mulheres nunca dizem claramente o que querem e os homens não se esforçam para entender. A história abaixo ilustra bem isso.
A mulher, querendo um carro esporte novo, virou-se para o marido e disse:
- Meu amor, meu aniversário está chegando.
- Quero um presente-surpresa.
- Para te ajudar, vou dar uma dica: quero algo que vá de zero a cem em menos de 5 segundos.
- Pode ser de qualquer cor!!!
No dia do aniversário ela ganhou uma balança de banheiro novinha, cor-de-rosa.
O marido está desaparecido até a presente data...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h54
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Lei obriga lojas a dar desconto em compra à vista
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou no dia 14 de maio o Projeto de Lei 2556/07, do Senado, que proíbe a venda a prazo pelo mesmo valor do preço à vista. A proposta também considera abusiva a recusa da concessão de desconto sobre os juros, caso o consumidor queira antecipar uma ou mais parcelas de produtos financiados.
Pelo projeto, o consumidor que optar por pagar à vista tem direito a um desconto. Essa iniciativa impactará os estabelecimentos comerciais que não oferecem desconto para pagamento à vista, e dão a informação de que o preço à vista pode ser pago em várias parcelas.
Segundo o deputado e relator do projeto, Vital do Rego Filho (PMDB-RN), a maioria dos consumidores limita-se a verificar se o valor da prestação está adequado ao seu orçamento mensal.
“Dessa forma, o cliente adquire um bem ou serviço por um suposto preço à vista que esconde um custo de financiamento. Isso trará enormes benefícios ao consumidor brasileiro, especialmente para as camadas menos favorecidas da população, por acabar com esses abusos”, acrescentou.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo. Para virar lei, basta que asse também pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h53
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INDIANA CUCARACHA
Erros do filme de Indiana Jones irritam especialistas no Peru
A última aventura do herói Indiana Jones, que já está batendo recordes de bilheteria no mundo, gerou mal-estar no Peru, onde se passa o filme, devido a erros tão grosseiros, como na cena em que o mexicano Pancho Villa ensina o quechua, idioma dos incas.
Os espectadores de "Indiana Jones e o reino da caveira de cristal" se surpreendem quando se diz no filme que Pancho Villa, herói da Revolução Mexicana, e seus amigos falavam quechua, o idioma dos antigos peruanos.
"É uma barbaridade", disse o diretor da Biblioteca Nacional do Peru, Hugo Neyra.
Na saída das salas, os cinéfilos peruanos também expressam sua indignação com a trilha sonora. As aventuras de Indiana se passam no Peru, mas a música é, estranhamente, típica do México.
Soma-se a isso o fato de que existam guerreiros maias falando quechua, em plena selva peruana, região supostamente cercada de areia movediça, com insaciáveis formigas que devoram humanos, e enormes cataratas que, na verdade, estão no Havaí.
Para completar a seqüência de absurdos, a pirâmide de Chichen Itzá, que no mundo real fica no México, na telona aparece no meio da Amazônia peruana.
O historiador Manuel Burga, ex-reitor da Universidade de San Marcos, a mais antiga da América, comentou que, embora se trate de um filme de ficção, faltou assessoria ao criadores do personagem, Steven Spielberg e George Lucas.
"Há muitos dados incorretos, embora seja uma ficção. Isso será prejudicial para muita gente que não conhece o nosso país, pois mostra um cenário peruano que não é real. Não é possível que se confunda a Amazônia com a selva de Yucatán, no México", reclamou Burga.
Para o diretor da Biblioteca Nacional do Peru, Hugo Neyra, muitos americanos e europeus, medianamente informados, vão se dar conta de que é "uma aberração" misturar as culturas maia e inca.
"Eles sabem que Machu Picchu fica em Cuzco e Chichen Itzá, no México", afirmou.
O historiador Teodoro Hampe comentou que, no imaginário do americano comum, há um esquema, segundo o qual tudo que está além das fronteiras para o sul é a mesma coisa. "Para eles, dá no mesmo: México, Guatemala, Bolívia, ou Peru", completou.
Outra confusão é que a cidade de Nasca, na costa sul do Peru, aparece, no filme, em Cuzco, no meio dos Andes do sul peruano.
A lista de reclamações continua, já que a trama insiste em uma idéia bastante difundida no exterior e rejeitada pela comunidade científica internacional de que a civilização andina é produto da visita de extraterrestres. Quase no final do filme, um disco voador emerge das profundezas de um palácio de ouro.
A mensagem subliminar parece ser a de que as conquistas das civilizações surgidas na América Latina são fruto de forças sobrenaturais, e não da capacidade de seus próprios habitantes.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h49
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'U2 3D' mostra como podem ser os shows do futuro
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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STJ decide se incide Imposto de Renda sobre indenização por danos morais...
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai decidir se há incidência de Imposto de Renda (IR) sobre verbas recebidas a título de indenização por danos morais. O julgamento do recurso especial está previsto para esta quarta-feira (28).
O caso foi levado à Seção porque há entendimentos divergentes entre a Primeira e a Segunda Turma, que compõem a Primeira Seção. Assim, os ministros das duas Turmas vão debater juntos os processos e unificar a jurisprudência acerca da incidência de IR sobre indenização por danos morais.
A Seção vai ter que decidir o caráter da indenização por dano moral. Se for considerada como acréscimo de patrimônio, há incidência de IR. Mas, se o entendimento for que os valores recebidos a título de dano moral representam uma indenização por um direito ofendido e não uma nova riqueza fruto de trabalho ou ganho de capital, o imposto não poderá ser cobrado.
Indenização por horas trabalhadas
Também está na pauta da Primeira Seção desta quarta-feira o julgamento de embargos de divergência que tratam da incidência de IR sobre indenização por horas trabalhadas.
Nesses casos, a Primeira Seção também terá que unificar a jurisprudência da Primeira e da Segunda Turma, que têm decisões conflitantes sobre o tema.
A Primeira decidiu que o valor pago pela Petrobras a título de indenização por horas trabalhadas não está sujeito à incidência de IR por se tratar de verba indenizatória, que recompõe períodos de folga não gozados e a supressão de horas extras.
Já a Segunda Turma decidiu que a mesma verba paga pela Petrobras corresponde ao pagamento de horas extras, constituindo acréscimo patrimonial, portanto sujeita à cobrança de IR.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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Dercy Gonçalves pode integrar hall do Guiness Book
A atriz Dercy Gonçalves pode fazer parte da publicação norte-americana Guiness Book - enciclopédia anual de diferentes modalidades de recordes.
Na semana passada, ela enviou para os Estados Unidos toda a papelada necessária, como documentos e folders de seus trabalhos, para entrar na publicação como a atriz brasileira mais lúcida e ainda na ativa.
Atualmente com 102 anos de idade, Dercy tem um extenso currículo de atuações, que inclui teatro de revista, teatro, cinema e televisão. No momento, ela se apresenta em um pocket show, no qual conta trechos de sua trajetória.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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Assunto recorrente na mídia internacional, a Amazônia continua na agenda dos países mais desenvolvidos desde os tempos de Hitler. Em seu livro ("Mein Kampf"), há referências explícitas à posse da maior floresta do planeta como reserva de matérias-primas e equilíbrio ecológico.
O ponto comum da cobiça mundial é a certeza de que o Brasil e os demais países que formam a região amazônica não possuem técnica, infra-estrutura e capacidade para preservar o grande potencial econômico representado, entre outros valores, pela maior bacia hidrográfica da Terra.
Tornou-se clara a ambigüidade relativa ao problema, que não saiu formalmente da agenda do atual governo, mas sofreu uma meia-trava com a demissão da ex-ministra do Meio Ambiente. Nada contra o novo ministro, pelo contrário, tudo a favor. A questão está um furo acima, no campo conceitual, mas sem o consenso político e operacional que garanta a soberania nacional naquela vasta porção do nosso território. Um abismo entre a intenção e a ação.
Lembro um episódio do passado recente: o Rio se candidatava para sediar uma olimpíada, e aqui chegou um escalão do Comitê Olímpico para avaliar a nossa capacidade de assumir a responsabilidade. Tudo estava dando certo até que um grupo de técnicos examinou a situação da baía de Guanabara -tal como hoje, altamente poluída.
O parecer da comissão foi taxativo: se o Rio não tinha condições de preservar uma baía como a nossa, não merecia sediar um evento da importância de uma olimpíada. Foi uma lambada no orgulho carioca.
Felizmente, a cobiça mundial ainda não chegou ao ponto de pretender internacionalizar a Guanabara. Ainda bem. Mas a Amazônia tem recursos econômicos bem mais tentadores que as barcas de Niterói.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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DEEP THROAT
Britânico entra para o 'Guinness' por engolir britadeira
O britânico Thomas Bladthorne marca um novo recorde mundial ao introduzir 25 centímetros de uma britadeira em sua garganta e deixá-la ligada durante cinco segundos
A performance foi mostradasemana passada no programa da TV alemã 'Guinness World Records - The greatest world records'
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h11
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Após investment grade, dólar busca novas mínimas
O fôlego da trajetória declinante do dólar comercial parece não ter fim. A despeito das incertezas que ainda se abatem acerca do setor financeiro e da economia norte-americana, a divisa constantemente supera novas mínimas, tendo atingido na última sexta-feira (16/05) R$ 1,642, seu menor patamar desde janeiro de 1999.
À parte de ser um fenômeno global - o dólar também vem trilhando contínua desvalorização frente a outras moedas do mundo, sendo a principal delas, o euro -, a melhora nos fundamentos macroeconômicos brasileiros, com uma política monetária mais transparente, inflação controlada e contas externas em dia, vem justificando o expressivo ingresso de capitais no País.
Investment grade
Nesse sentido, a conquista do tão sonhado investment grade veio apenas consolidar tal cenário propício ao fortalecimento do real. A promoção eleva a atratividade brasileira ao capital estrangeiro - tanto para os financeiros quanto para os físicos - o que contribuiu nas últimas sessões para uma ampliação do movimento de queda da moeda norte-americana.
E na visão de Reginaldo Galhardo, analista da Treviso Corretora de Câmbio, o grau de investimento ainda não surtiu metade dos efeitos que lhe cabem. Isto porque a grande maioria dos fundos estrangeiros ainda espera pela concessão do seleto rating por parte de outra grande agência de classificação de risco para então investir no mercado brasileiro.
No que depender de especulações que tomaram o mercado nas últimas sessões, tal cenário não deverá demorar muito para se instalar, uma vez que a agência Fitch também estaria próxima de elevar o Brasil ao investment grade. "Desta forma, a moeda brasileira deverá se apreciar ainda mais no segundo semestre do ano", prevê Galhardo.
Fundo soberano
De fato, tudo indica que o dólar comercial ainda dispõe de muito espaço para maiores quedas ao longo deste ano. O início de um período de aperto monetário no Brasil pelo Copom (Comitê de Política Monetária) solidifica ainda mais as perspectivas de maior apreciação cambial, uma vez que o diferencial entre o juro básico brasileiro e o estrangeiro propicia operações de arbitragem, como explica Sidnei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio.
Quem também não acredita em um término da desvalorização do dólar é o governo. Prova disso é a criação do fundo soberano, anunciado por Guido Mantega na semana passada. Embora Mantega tenha negado que o principal objetivo do fundo seja conter a decaída da moeda norte-americana, é inegável que a questão cambial vem gerando grande desconforto entre a equipe econômica do presidente Lula.
Mas a operação não deve surtir grande efeito sobre o recuo do dólar. Além das incertezas sobre como ficarão as atribuições de interferir no câmbio, antes praticamente de incumbência do Banco Central e que agora poderão passar a ser somente do Tesouro, é fato notório que, mesmo quando a autoridade monetária agia de forma expressiva comprando dólares no mercado, a divisa dos EUA prosseguia desvalorizando-se.
Desta forma, os fundamentos que pendem para o lado da continuidade da desvalorização do dólar se sobrepõem a quaisquer intervenções do governo sobre o mercado. "O fundo soberano pode enxugar um pouco o mercado, mas nada que alivie em muito o fortalecimento da moeda brasileira", afirma Galhardo.
R$ 1,50 ao final de 2008
A divisa norte-americana deve seguir cotada em torno de R$ 1,66, segundo projeções do mercado expressas no relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. Por sua vez, Miriam Tavares, diretora da corretora de câmbio AGK, aposta em um dólar oscilante entre os patamares de R$ 1,62 e R$ 1,64, em leitura compartilhada por Galhardo.
Isto no curto prazo, uma vez que com o advento da conquista de um segundo grau de investimento, a moeda pode encerrar o ano de 2008 com uma cotação histórica de R$ 1,50, de acordo com o analista da Treviso.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h06
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O EPITÁFIO DE NOSSO AMOR
by Eduardo Lorenzo (1996) Eu estive dissecando as cartas que você me enviou, Eviscerando-as em busca do seu eu verdadeiro. Cortando através da gordura e da cartilagem de cada missiva Tentando pensar no que fazer no momento derradeiro. Eu pus os presentes que me destes no chão: Roupas, um livro com páginas faltando e uma flor. Enquanto lá fora é verão, eu estou escrevendo Um epitáfio para nosso amor. Eu estou escrevendo o epitáfio do nosso amor. Uma autópsia para descobrir o que deu errado. Eu sei que ele morreu e com dor. Eu só não sei como ou porquê. Talvez seu coração tenha parado. Há um homem caído na calçada sujando seu lindo terno Com um olho dentro de uma garrafa caminhando para o cemitério Me vejo tristemente lhe encarando dentro do necrotério. Na escuridão e no silencio analiso nossa trajetória até o inferno. Será que foi suicídio, assassinato, um acidente ou o quê? Por mais que eu corte, serre e tente, não há como ressuscitá-lo. Estou etiquetando cada órgão sobre a mesa E para minha surpresa, nada descobri. Eu estou escrevendo o epitáfio do nosso amor. Uma autópsia para descobrir o que deu errado. Eu sei que ele morreu e com dor. Eu só não sei como ou porquê. Talvez seu coração tenha parado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h06
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BC irá liberar mais 1,2 bilhão de moedas até dezembro
Mesmo com as 13,22 bilhões de moedas em circulação no Brasil, existem casos pontuais de falta de troco.
O fato obriga o Banco Central a emitir mais moedas no mercado. Dados oficiais revelam que, em março, foram colocadas 124 milhões de moedas adicionais em circulação. Em abril, mais 84 milhões e, em maio, já chegou-se à casa dos 100 milhões. Até o final do ano, a previsão é de 1,2 bilhão de moedas adicionais.
Casos pontuais
"A falta de troco é um problema crônico do País, que acaba eventualmente acontecendo, quando aquece a economia e aumenta o número de transações", disse o assessor econômico da Fecomercio-SP, Fábio Pina.
Um exemplo da falta de troco é o transporte metropolitano. Para incentivar os passageiros a usarem suas moedas, principalmente as de R$ 0,05 e R$ 0,10, o Metrô deve lançar campanha nesta semana.
De acordo com Pina, é muito complexo fazer uma distribuição logística de notas e moedas em todo o País, e pode-se acabar desequilibrando a oferta. "Não que seja um problema do Banco Central. Acontece porque ao longo do tempo a moeda vai se deslocando". Além disso, existe o efeito chamado 'entesouramento'.
Moedas em casa
O fenômeno decorre do baixo valor individual das moedas, que leva as pessoas a guardá-las em cofrinhos em casa, esquecê-las ou perdê-las, sem dar importância. "Antes do Plano Real, a moeda valia tão pouco que não se usava. Ficou este costume", afirma o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Emílio Alfieri.
O assessor econômico da Fecomercio concorda com a visão de Alfieri. "O não uso de moedas ainda é um resquício do passado, quando ela não valia quase nada", diz. Hoje, sem um risco iminente de uma forte inflação, e de a moeda perder valor, os brasileiros realmente não se preocupam em usá-las.
Para se ter uma idéia, de acordo com dados de pesquisa realizada pelo Banco Central, 25% dos entrevistados disseram que guardam as moedas em casa, tirando-as de circulação.
Mesmo assim, moedas e cédulas ainda são as formas mais requisitadas no momento de pagar as contas. A pesquisa do Banco Central mostrou que 77% das compras são feitas com dinheiro, proporção que supera, e muito, todas as demais formas de pagamento juntas: cartão de crédito, débito, cheque, débito automático e vale refeição.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h04
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ETANOL NOS OLHOS DOS OUTROS...
Práticas ambientais e trabalhistas condenáveis
ofuscam brilho da indústria de etanol brasileira
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Cortador de cana trabalha em canavial no interior de São Paulo |
Luís Oliveira e a sua equipe acordam antes do amanhecer para embarcar em um ônibus velho que os leva à Fazenda Água Doce, uma propriedade produtora de cana-de-açúcar na região central do Estado de São Paulo, onde o calor freqüentemente supera os 40ºC.
Eles cortam cana manualmente, usando o podão, uma ferramenta parecida com um facão, cuja aparência não mudou muito desde que foi inventada. Os intervalos para beber água são curtos, e a comida é exígua e nada apetitosa.
Esta situação tem gerado muitas críticas da União Européia, que alega que o Brasil, o maior exportador de etanol do mundo, é um reduto de práticas trabalhistas e ambientais condenáveis. Tais críticas e a tarifa de 0,19 euro (US$ 0,29) por litro que a União Européia impõem sobre o etanol brasileiro estão prejudicando uma indústria que o Brasil deseja promover como uma alternativa verde aos combustíveis fósseis.
Stavros Dimas, comissário ambiental da União Européia, declarou recentemente que as cotas planejadas de biocombustível da União Européia devem estar subordinadas a "preocupações de ordem ambiental e social", o que fez com que o ministro das Relações Exteriores do Brasil ameaçasse reclamar formalmente junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores brasileiro também advertiu no início deste mês que o governo cogitaria tomar uma ação no âmbito da OMC caso os Estados Unidos aprovassem uma legislação mantendo as tarifas de US$ 0,54 (0,34 euro) sobre o galão do etanol importado e preservassem os créditos fiscais reduzidos de US$ 0,45 o galão aos fabricantes norte-americanos de etanol. É praticamente certo que esta lei será aprovada nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos por ampla maioria.
Os brasileiros dizem que as críticas às práticas agrícolas do país muitas vezes não passam de tentativas mal camufladas de proteger as indústrias domésticas dos países que criticam o Brasil.
"Que padrões sociais e ambientais a União Européia impõe a atuais fornecedores de energia como Nigéria, Venezuela, Irã e Iraque?", questiona Ingo Plöger, ex-diretor do fórum regional Mercosul-União Européia.
Mas o governo indicou que está disposto a negociar com a União Européia, em parte em resposta às críticas de que o Estado de São Paulo - que responde por 80% do produto interno bruto brasileiro - está criando leis para melhorar as condições trabalhistas e eliminar o corte manual da cana dentro dos próximos quatro anos.
No entanto, a mecanização não é bem recebida pela maioria dos 300 mil trabalhadores dos canaviais, já que para eles isso significará agora a limitação do poder de negociação salarial e, em breve, desemprego.
Elio Neves, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais de São Paulo, em Araraquara, cidade próxima à Fazenda Água Doce, no coração da área de cultivo de cana, diz que os salários estagnaram-se nos últimos anos, e que os trabalhadores recebem apenas R$ 2,80 reais (US$ 1,46) por metro quadrado de cana cortado, o que significa que ganham menos de R$ 30 por dia em média neste país.
As altas metas de produção transformaram a força de trabalho. Há 20 anos, havia um equilíbrio entre homens e mulheres, e jovens e velhos. Atualmente, a maioria dos trabalhadores não tem condições físicas para trabalhar depois dos 35 anos de idade, e as mulheres praticamente desapareceram dos canaviais.
Os trabalhadores da Fazenda Água Doce - o mais velho, de 51 anos, é um caso excepcional - fizeram greve várias vezes no ano passado, apresentando reclamações que, segundo Neves, são típicas. Eles afirmam que os salários são miseráveis, e estão convencidos de que são vítimas de trapaça na hora da pesagem da cana cortada.
"Não temos permissão para ver aquilo que cortamos sendo pesado. Por quê? Porque os proprietários nos roubam", reclama Oliveira.
Mesmo assim, a maioria dos trabalhadores da Fazenda Água Doce carece de educação para trabalhar em outro setor, e alternativas como a marcenaria e trabalhos temporários são poucas. As perdas são especialmente prejudiciais para as economias de Estados mais pobres como o Maranhão e o Piauí, que dependem fortemente do envio de dinheiro dos migrantes que vão para o sul para trabalhar na temporada de corte da cana, que dura cinco meses.
A redução dos danos ambientais - uma outra fonte de críticas feitas no exterior - também é uma questão cheia de controvérsias. Marcelo Furtado, diretor do Greenpeace Brasil, afirma que a expansão das áreas plantadas com cana-de-açúcar empurrará outras culturas para regiões ecologicamente sensíveis.
O governo diz que está respondendo a tais preocupações com medidas como um decreto que proíbe o plantio em certas áreas da Amazônia e do Pantanal Matogrossense.
Uma pesquisa feita pela Conab, uma agência do governo que coleta dados do setor agrícola, revela que cerca de 653 mil hectares de terra foram transformados em canaviais no ano passado, dos quais quase 90% correspondiam a áreas anteriormente ocupadas por pastagens e plantações de milho ou soja.
Ainda há muita área para expansão: o Brasil possui cerca de sete milhões de hectares de terras plantadas com cana-de-açúcar, dos quais três milhões de hectares são usados para a produção de etanol, comparados a 200 milhões de hectares utilizados para pastagens, cerca de 21 milhões de hectares para a soja e 14 milhões de hectares para o milho.
Mas David Cleary, diretor dos programas de conservação para a América do Sul da The Nature Conservancy, um grupo ambientalista internacional, afirma que ninguém sabe ainda se as iniciativas do governo serão bem sucedidas.
Uso do biocombustível "inteligente" chegou a um ponto de virada
O antigo programa de biocombustível do Brasil, que remonta à década de 1970, é cada vez mais visto com admiração e uma dose de suspeita pelo mundo desenvolvido.
O gigante latino é o líder global da área, e os biocombustíveis são muito utilizados no país para o transporte. As vendas dos populares veículos bicombustíveis, que funcionam com gasolina ou álcool, deram um salto, e no ano passado representaram 72% do total de automóveis vendidos, comparados a meros 3% em 2002.
O etanol brasileiro, feito com cana-de-açúcar, é mais barato e mais eficiente sob o ponto de vista energético do que a versão produzida a partir do milho, que é comum nos Estados Unidos, onde o amido precisa ser convertido em açúcares antes de ser destilado.
A complexidade do processo significa que o etanol baseado no milho gera emissões de carbono que são apenas de 10% e 20% menores em relação ao petróleo. Já o etanol de cana-de-açúcar possibilita uma redução das emissões entre 87% e 96%.
Segundo o ministro da Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o programa do país reduziu a dependência brasileira do petróleo e diminui significativamente as emissões de gás carbônico.
De acordo com Amorim, o Brasil apresenta um dos melhores índices de emissões de gás carbônico per capita do mundo, com 1,76 tonelada por ano, contra uma média mundial de 4,18 toneladas.
Nathaniel Jackson, funcionário graduado do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington, afirma que o banco apóia o desenvolvimento de combustíveis "inteligentes", tais como o etanol brasileiro feito com cana-de-açúcar. "Eu não chamaria o etanol feito de milho de biocombustível 'burro', mas os relatórios revelam que a conversão do milho em etanol está afetando o preço dos alimentos", adverte Jackson.
"Ele enxerga um mar de mudanças no decorrer do último ano, e observa que corporações como a Wal-Mart estão abraçando novas iniciativas. Nós atingimos um ponto de virada".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h15
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Roubos e vandalismo nos shoppings causam insegurança
Lojistas e freqüentadores de shopping centers de Salvador reclamam da ocorrência de furtos e roubos nas dependências dos centros comerciais, antes tidos como locais a salvo da ação de ladrões. No último domingo, quatro homens armados entraram na joalheria Lorena Jóias, no Shopping Iguatemi, e levaram diversos produtos, como brincos, colares, relógios e pulseiras, avaliados em R$ 250 mil, segundo funcionários. O proprietário da loja ainda contabiliza os prejuízos totais.
Foi uma ocorrência vultosa, mas não a única do fim de semana nos shoppings da cidade. No Center Lapa, três vestidos, avaliados em R$ 300, foram roubados no sábado. As vítimas foram os vendedores de uma loja de roupas no primeiro piso. De acordo com a atendente Natali Souza, 22, a ação aconteceu por volta das 18 horas. A loja estava cheia, quando um casal entrou e foi observar vestidos. Pouco tempo depois, pessoas de lojas vizinhas alertaram que a mulher havia escondido dois vestidos dentro de uma bolsa e outro estava enrolado em uma jaqueta.
A segurança foi chamada por meio de um sistema de alarme interno, conhecido como “botão de pânico”, mas os homens só chegaram quando a mulher tinha desaparecido.
Caso grave aconteceu no Shopping Piedade, em julho do ano passado, com a funcionária pública Sílvia Lopes, 39. Depois de deixar o carro estacionado na garagem do shopping, Sílvia foi surpreendida ao voltar, encontrando o veículo com a porta aberta. Foram furtados o rádio, roupas, livros e CDs.
“Nenhum segurança viu nada”, reclamou Sílvia. Ela prestou queixa na delegacia e retornou ao shopping, mas foi informada de que o setor jurídico indeferiu seu pedido de ressarcimento. “Até hoje não consigo voltar lá. Fiquei constrangida e hoje não paro em estacionamento sem conferir as condições em que deixei meu carro”, disse ela.
E furtos e assaltos não são os únicos eventos. No Iguatemi, consumidores e comerciantes relatam que as praças de alimentação no primeiro e terceiro pisos se tornaram locais conturbados nos finais de semana, com a presença de jovens que promovem brigas e até arrastões com atos de vandalismo.
“São grupos de sete a 10 meninos, todos jovens entre 15 e 19 anos. Chegam em busca de confusão, e as pessoas ficam com medo”, disse Carla Cristina Santos, atendente de uma lanchonete no primeiro piso. Há três anos na mesma empresa, Cristina relata que só com a chegada de agentes do Juizado da Infância os ânimos se acalmam.
Lojistas – A presidente da Associação de Lojistas do Iguatemi, Graça Valadares, afirma que tem cobrado da direção do shopping mais rigor na segurança. Cerca de 120 mil pessoas passam por dia pelo Iguatemi nos dias úteis, número que sobe nos finais de semana. São 520 lojas, além de outros atrativos como bancos, correio e o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).
A assessoria de imprensa do Iguatemi informou que somente a superintendente, Marta de Vitto, poderia dar declarações, mas que, nesta segunda, ela estava em reunião e não poderia falar.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h12
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ESPERMOGRAMA
Um velhinho tinha que fazer espermograma.
Foi na farmácia e comprou um potinho.
Chegando em casa, foi ao banheiro e tentou com a mão direita, tentou com a mão esquerda e até com as duas, e nada!
Então, chamou sua mulher.
Ela tentou com a mão direita, tentou com a esquerda, com as duas e até com a boca, mas, também não conseguiu.
Não vendo outra opção, ela chamou a vizinha. Esta, querendo ajudar, mesmo bastante constrangida, tentou com a direita, com a esquerda, com as duas mãos, e muito sem graça, pediu licença e tentou com a boca, mas não o obteve sucesso!
A vizinha, não se dando por vencida, chamou a filha de 18 anos, uma menina encantadora. E mais uma vez repetiram-se as tentativas... uma mão, outra, as duas, com a boca, mas... não conseguiu...
O velhinho triste, cabeça baixa, voltou na farmácia e devolveu o potinho dizendo:
- Dá pro senhor me ver outro potinho, porque lá em casa, ninguém conseguiu abrir este?
(pensou que era outra coisa, né?)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h11
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HOTEL RUANDA
Hotel de filme faz marketing da catástrofe
da Folha Online
A face pop, por assim dizer, do genocídio ruandês é simbolizada por um hotel quatro estrelas decadente no centro de Kigali.
O Milles Collines virou cartão postal do pais desde o filme "Hotel Ruanda", de 2004, que mostrava como o então gerente, Paul Rusesabagina, escondeu e protegeu centenas de tutsis nos apartamentos sofisticados. A maior parte das filmagens não foi feita ali, e sim em locações na África do Sul, contudo.
Há muito Rusesabagina não trabalha mais no hotel, e o único vínculo do Milles Collines com os eventos de 1994 é um dos sub-gerentes, que cobra US$ 100 por entrevista (a Folha não pagou). Os demais funcionários entraram depois do genocídio.
Mas o hotel figura com destaque no roteiro turístico de Ruanda. Entre uma visita às dezenas de memoriais do genocídio do país e um safari para ver gorilas selvagens, turistas encontram um tempo para entrar, tomar um café e tirar foto da majestosa piscina, que, segundo a lenda, serviu de reservatório de água para os refugiados.
Há alguns anos o Milles Collines perdeu a condição de mais luxuoso hotel do país e entrou em decadência. A empresa belga Sabena, que o administrava, faliu, e agora o controle é de um grupo nacional.
Os quartos saem ao equivalente de cerca de R$ 250 a diária, preço salgado para o que o hotel oferece. O restaurante tem duas opções de prato. A sala de ginástica, meia dúzia de aparelhos velhos.
Autoridades estrangeiras e homens de negócios preferem outros hotéis, no distrito nobre que abriga os prédios do governo, mais afastado do centro.
Um certo "marketing do genocídio" também se expressa de outras formas em Kigali. No principal memorial da capital, a loja de suvenires vende camisetas para turistas, com os dizeres "aquele que não aprende da história (Ruanda) está condenado a repeti-la (em Darfur)". Custam US$ 20.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h11
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O MONITOR DE MEUS SONHOS:

Você acha o seu monitor pequeno? Cansado de apertar os olhos para enxergar letrinhas? Desembolsando um bom dinheiro, dá pra resolver isso.
A tela de computador da foto mostra imagens em 180 graus. O aparelho custa a ninharia de US$ 20,5 mil
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h16
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Dicas para manter a segurança do HD externo
Dispositivos de memória portátil necessitam de cuidados para mantê-los funcionando bem e para evitar possíveis problemas como perda de dados. Para garantir a segurança de um HD externo, não o deixe cair nem molhar e use criptografia para guardar os dados.
Disco rígido ou duro é a parte do computador onde são armazenadas as informações que não são perdidas quando o computador é desligado. Ao contrário do que ocorre com a memória RAM, em que o conteúdo é apagado quando o computador é desligado.
O disco rígido é um sistema lacrado que tem discos de metal recobertos por material magnético onde os dados são gravados através de cabeças, e revestido externamente por uma proteção metálica que é presa ao gabinete do computador por parafusos.
Existem dois tipos de HD, o interno, que fica dentro do computador e o externo. A memória externa é usada, geralmente, para ampliar a capacidade da máquina. Nos sistemas operacionais mais recentes, o disco rígido é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual.
Outra função amplamente empregada é a de backup. O HD externo é muito usado para duplicar informações importantes, que não podem ser perdidas, e ainda podem ser transportadas, como um pendrive. Só que a capacidade de um disco rígido é bastante superior.
Os HDs externos vão além do transporte de informações, devido à variedade de modelos e funcionalidades, como, por exemplo, o HD com leitor de impressão digital, os de rede, as versões de discos rígidos externos com wireless e alguns com recursos profissionais que funcionam como servidores entregando dados a velocidades muitas vezes mais elevadas que muitos servidores de rede.
Devido ao fato desses dispositivos terem uma parte mecânica, um dos principais fatores que pode ocasionar perda de dados de um HD portátil é a queda. Um tombo pode ser fatal, especialmente quando o produto está em operação, já que os discos trabalham numa velocidade de 5.400 ou 7.200 rotações por minuto. A capacidade de um disco rígido atualmente disponível no mercado para uso doméstico/comercial varia de 10 a 1000 GB, mas um HD para empresas pode variar até 1 TB.
Além do cuidado para não deixar o equipamento cair, um método funcional para garantir a segurança das informações em HDs externos é adquirir um produto com criptografia e/ou com leitor biométrico (de impressão digital). A criptografia codifica os arquivos e a biometria libera o acesso ao conteúdo armazenado apenas aos usuários cadastrados. Desta forma, somente as pessoas autorizadas terão acesso ao dispositivo e ao conteúdo gravado nele.
Outro importante lembrete: como todo sistema de informática, a água é um inimigo, então não deixe líquidos de nenhuma natureza cair sobre o dispositivo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h14
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A IMPORTÂNCIA DE UM ELOGIO
O marido, nu, olha-se no espelho e diz para a esposa:
- Pô, estou tão feio, gordo, careca, broxa ... tudo enorme, acabado ... Preciso de um elogio!
A esposa responde:
- Sua visão está ótima, querido !
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h14
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MALDITA BANCARIZAÇÃO
O crescimento das chamadas contas simplificadas, destinadas à população de baixa renda e que não exigem movimentações superiores a R$1 mil, foi de 12,2% no ano passado em relação a 2006. A informação integra os resultados da pesquisa “O setor bancário em números”, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O número supera a abertura de contas correntes em geral, que no período foi de 9,3%.
De acordo com a Febraban, o número de correspondentes não-bancários registrou no ano passado um incremento de 15,5% sobre o montante de 2006, alcançando 84,3 mil unidades. Os correspondentes não-bancários são unidades onde os clientes podem realizar diversos pagamentos, como de água, luz, telefone, cobrança bancária e impostos municipais, estaduais e federais, além de saques com cartão.
A pesquisa destaca ainda o crescimento no ano passado de 9,2% dos usuários de internet banking. Em 2006, os clientes do serviço somavam 27,3 milhões, número que saltou para 29,8 milhões em 2007.
Segundo a Febraban, desse total, 25,3 milhões são de pessoas físicas e os outros 4,5 milhões de pessoas jurídicas. A Febraban irá detalhar o estudo na próxima terça-feira, apresentando ainda os números de clientes com contas poupança, clientes de internet banking, transações bancárias por origem, quantidade e variedade de caixas eletrônicos, gastos e investimentos em tecnologia da informação.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h13
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