O "Guia Fuja por um Ano: Mesmo que o seu Sabático Dure 3 Meses (ou 3 Anos)" traz tudo que o leitor precisa saber para viajar por muito tempo e fazer a viagem que vai mudar a sua vida. O guia orienta o leitor a organizar o roteiro, avaliar os destinos e a escolher a viagem certa. Os relatos de quem já tirou um período sabático mostram que toda viagem é possível, desde que bem planejada.
Este é o único guia do mercado brasileiro que traz viagens de longa duração com roteiros em todos os continentes do planeta. Há opções de viagens a pé, de trem, de carro, de moto, de bike, de barco e até a cavalo. Traz ainda informações fundamentais para lidar com dinheiro, transporte, hospedagem, alimentação, comunicação, saúde e segurança.
Título: Guia Fuja por um Ano Subtítulo: Mesmo que o seu Sabático dure 3 meses (ou 3 Anos) Autor: AF Guias de Viagem Edição: 1a. edição, 2006 Idioma: Português Número de páginas: 200 páginas Formato: 13 cm x 22 cm (largura x altura) Especificação: Couché fosco 80g, 4 cores, Brochura Peso: 254 gramas ISBN: 85-7402-766-9 Área: Turismo Série: Guias Fuja, Fique e Crianças
A Rússia não foi a única derrotada hoje à tarde, quando perdeu da seleção da Espanha por 3 a 0, na semifinal da Eurocopa. A transmissão da partida pela Record colocou a Globo na vice-liderança de audiência na Grande São Paulo.
Segundo dados prévios do Ibope (os dados consolidados só serão divulgados amanhã), o jogo cravou 12,5 pontos contra 11,5 do Zorro, que a Globo botou no ar para enfrentar as duas seleções.
É a primeira vez que a transmissão da Eurocopa coloca a Record à frente da Globo. No domingo, a final do torneio poderá dar nova dor de cabeça à Globo. Mas aí a disputa será de futebol contra futebol.
'Economist' defende fim da tarifa dos EUA ao etanol
A revista britânica The Economist traz na edição que chega às bancas nesta sexta-feira um artigo em que elogia o etanol brasileiro, dizendo que o combustível é alvo de críticas injustas, e defende o fim da tarifa imposta pelos Estados Unidos à importação do combustível produzido no Brasil.
Intitulado Lean, green and not mean (Enxuto, verde e bom, em tradução livre), o texto disse que os argumentos em favor do fim da tarifa de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,22 por litro) "foram fortalecidos pela alta no preço do petróleo e pelas enchentes que destruíram as lavouras de milho no Meio Oeste" dos Estados Unidos, usadas para produzir etanol no país.
"Isso fez com que os preços do milho subissem muito e tornou a idéia de subsidiar a lavoura para produzir etanol uma idéia ainda pior do que era antes, visto que, em vez disso, há um etanol mais verde e barato que os Estados Unidos poderiam comprar do Brasil."
A revista defende o etanol brasileiro das críticas mais comuns feitas a ele, como a de que a produção do biocombustível teria colaborado para o aumento mundial no preço dos alimentos e incentiva produtores a devastar trechos de floresta amazônica para aumentar sua área para plantação.
"Tais preocupações são aparentemente prematuras", diz o artigo, argumentando que a área reservada para produção extensiva de gado é muito maior que a dedicada à cana e que a lavoura pode aproveitar áreas de pasto degradadas com "pouco ou nenhum efeito sobre o preço da carne".
"Protecionistas hipócritas"
Além disso, a revista diz que a maior parte do etanol brasileiro é produzida em canaviais "a milhares de quilômetros da Amazônia, no Estado de São Paulo ou no Nordeste".
A 'Economist' reconhece que, no Brasil, os trabalhadores que atuam na colheita da cana enfrentam condições duras e que houve casos de pessoas sendo submetidas a condições de semi-escravidão - outra crítica feita à produção do etanol no Brasil.
"O corte da cana é um trabalho de quebrar as costas, e todo ano algumas pessoas morrem durante a colheita", diz o artigo, que ressalta, entretanto, que outros tipos de lavoura matam mais trabalhadores rurais no Brasil.
O texto conclui dizendo que, para os brasileiros, os estrangeiros que defendem barreiras ao etanol em nome do meio ambiente ou da alta dos alimentos são "protecionistas à antiga em um disfarce hipócrita" e que a tarifa "deve acabar".
Um quarto dos lares europeus só tem telefone móvel
Um quarto das casas da União Européia que participaram de uma pesquisa conduzida pelo bloco já virou suas costas para o telefone fixo em favor do celular, enquanto um quinto delas realiza chamadas pela Internet.
A pesquisa da Comissão Européia ouviu 27 mil residências e detectou que 24 por cento das casas só utilizam telefone móvel.
O índice é ainda maior em 10 ex-nações comunistas que ingressaram na União Européia recentemente: 39 por cento. Segundo o estudo, tais governos perceberam que era mais barato migrar para a telefonia celular que modernizar as antigas redes de telefonia fixa.
Na Finlândia, país de origem da Nokia, maior fabricante mundial de celulares, esse índice é de 61 por cento.
Quase metade das casas européias têm acesso à Internet, mas apenas 36 por cento utilizam banda larga nas conexões, algo que a Comissão quer tornar mais acessível na região.
Outro estudo da Comissão Européia apurou que os altos preços de utilizar serviços de transmissão de dados no celular fora do local de residência são provocados pelo roaming de retorno.
"Os serviços de dados móveis são o futuro e nós na Europa somos os primeiros a adotá-los", disse a comissária da área de comunicações, Viviane Reding.
As operadoras de telefonia móvel estão oferecendo preços agressivos em suas regiões, o que está elevando o tráfego. Mas os assinantes estão temerosos de usar seus celulares enquanto viajam dentro da União Européia, diante da possibilidade de ter de pagar milhares de euros na fatura.
"Pela última vez, eu conclamo as operadoras de celular a reagir ao meu pedido, feito em fevereiro, para voluntariamente reduzir as tarifas de roaming para mensagens de texto e outros serviços de dados a partir de 1o de julho", disse Reding.
Performed by The Who Available on the album Goodbye Yellow Brick Road
Saturday Night's Alright (For Fighting)
It's getting late have you seen my mates Ma tell me when the boys get here It's seven o'clock and I want to rock Want to get a belly full of beer
My old man's drunker than a barrel full of monkeys And my old lady she don't care My sister looks cute in her braces and boots A handful of grease in her hair
Don't give us none of your aggravation We had it with your discipline Saturday night's alright for fighting Get a little action in
Get about as oiled as a diesel train Gonna set this dance alight `Cause Saturday night's the night I like Saturday night's alright alright alright
Well they're packed pretty tight in here tonight I'm looking for a dolly who'll see me right I may use a little muscle to get what I need I may sink a little drink and shout out "She's with me!"
A couple of the sound that I really like Are the sounds of a switchblade and a motorbike I'm a juvenile product of the working class Whose best friend floats in the bottom of a glass
Hassle. No dicionário, a tradução é “confusão” ou "assédio", mas na linguagem da mochilagem tem outro sentido, mais para “encheção de saco”.
Hassle é o termo em inglês para o assédio insistente de rua, às vezes agressivo, de vendedores de badulaques, supostos guias turísticos e comerciantes de pacotes ou tours (por não haver uma boa tradução em português, vou usar a palavra inglesa mesmo). Todos picaretas querendo arrancar o seu dinheiro.
Numa viagem, há sempre chateações, que divido entre grandes e pequenas. Das pequenas, hassle é uma das principais, talvez competindo pelo primeiro lugar com a disenteria (que, aliás, os americanos chamam pelo fantástico eufemismo de traveller’s disease, ou a doença do viajante). Obviamente, nada se compara às grandes chateações, como ser assaltado, perder o passaporte ou pegar malária...
Numa terra miserável, vender uma peça de artesanato para um turista estrangeiro pode fazer a diferença entre pôr ou não o almoço em casa. É normal que locais tentem abordar o viajante, e até insistir ao primeiro não. Um “obrigado” simpático costuma resolver.
Mas algumas pessoas (sempre homens, engraçado) não se satisfazem com o quinto, nem o sexto não, grudam que nem carrapato, e chegam a se irritar se você ignora. Às vezes te chamam de racista, como já aconteceu comigo. São em geral trambiqueiros e aproveitadores, que não têm nada a ver com os autênticos artesãos locais.
O hassle em geral é mais forte em locais turísticos. Em Zanzibar, por exemplo, é simplesmente infernal. Mas nem sempre é uma regra clara. Qual o motivo de que seja tão presente numa cidade com tão poucos atrativos (e isso é um eufemismo) como Dacar, no Senegal? E por que você quase nunca é importunado em Livingstone, na Zâmbia, porta de entrada das cataratas de Victoria? Mistérios...
Em alguns lugares onde ele é mais presente, algumas lojas já perceberam o nicho de mercado e chegam a colocar na porta um cartaz prometendo “no hassle”.
Mas o hassle também tem a sua beleza. Se livrar de um mala tem um quê de tourada. Depois que você domina a técnica, chega a ser interessante.
Há vários tipos de abordagem: uns começam com um assobio, seguido de um “hey, hey, excuse me, excuse me”. Outros vão enfiando o objeto na sua cara, repetindo “you know how much? you know how much?”.
Há os que fingem intimidade, como se fossem antigos amigos: “My friend! Remember me?”.
E há o clássico: “Where are you from?”. Se houver silêncio, começa uma chutação: “Italian? Spanish? United States?”.
Responder que é brasileiro leva sempre a duas reações: a primeira é o cara recitar em cinco segundos uma dúzia de nomes de jogadores de futebol. A segunda é o mala dizer que o irmão dele, por uma incrível coincidência, acabou de voltar do Brasil. Tudo para construir cumplicidade com a vítima.
E como reagir? Com quilos de paciência, sorriso eterno no rosto, andar apressado para ver se o cara desgruda (parar é um grande erro) e, se você estiver de bom-humor, dá até para se divertir.
Se um dia você se vir nessa situação e te perguntarem de onde você vem, experimente responder “Finlândia” ou “Sri Lanka”. O cidadão costuma ficar desconcertado. Ou então, após ouvir o sétimo “where do you come from?”, diga “from my mother”. Funciona bem também.
Sempre sorrindo, claro. E, como diz a propaganda de uísque, continue andando.
O Brasil precisa mudar as leis que regem o setor petrolífero para lidar com o advento de seu status de grande país produtor de petróleo e captar maiores receitas para o Estado, disse Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás, o grupo petrolífero controlado pelo governo.
Os comentários de Gabrielli, feitos em uma entrevista ao "Financial Times", chegam em meio aos prolongados debates sobre as futuras condições de controle sobre as companhias petrolíferas que operam no Brasil, depois da descoberta de reservas potencialmente gigantescas de petróleo no litoral do país.
Aloizio Mercadante, senador que é consultor econômico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse recentemente ao "FT" que as avaliações iniciais sugerem que os novos campos contenham o equivalente a algo entre 50 bilhões e 70 bilhões de barris de petróleo e gás natural - um imenso avanço sobre as atuais reservas comprovadas de 14,4 bilhões de barris, o bastante para colocar o Brasil à frente da Rússia, na primeira divisão entre os países produtores de petróleo.
Gabrielli recusou-se a precisar qual o tamanho dos novos campos. Ele declarou apenas que em um campo, conhecido como Tupi, havia dois poços exploratórios sendo perfurados, o suficiente para dar uma indicação confiável de número entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e gás. Ele disse que cinco outros poços haviam sido perfurados em outros campos e dois outros estavam sendo abertos.
"No momento, estamos otimizando nossa aparelhagem para perfuração a fim de encontrar novas áreas, e não de especificar os volumes", afirmou.
Um consultor que pediu para não ser identificado disse que todos os poços até agora perfurados nos novos campos encontraram as mesmas condições: "Muito petróleo com muito mais gás que o normal, com elevada pressão e (indicando) uma produtividade bastante elevada."
Os novos campos estão sob um banco de sal de cerca de 800 quilômetros de comprimento e mais de 200 quilômetros de largura, a cerca de 250 quilômetros de distância da costa. Ficam sob dois mil metros de água do mar e outros 5.000 metros de rocha, presos sob depósitos de sal altamente voláteis e de alta pressão, tornando difícil e cara a extração.
Mas a aparente quase certeza da descoberta de petróleo nos novos campos indicam que a utilização do sistema existente de concessões do Brasil seria, como disse Gabrielli, a mesma coisa que convidar os investidores "a comprar um bilhete de loteria premiado."
Sob as regras atuais, as companhias petrolíferas compram concessões para procurar petróleo em blocos geograficamente demarcados, em geral em parceria com a Petrobras. Em contrapartida ao risco envolvido, elas recebem o controle sobre qualquer petróleo que encontrarem, pagando royalties ao Estado.
A Petrobras está explorando o campo Tupi em parceria com a BG do Reino Unido e a Galp de Portugal. Outros parceiros em campos na área pré-sal incluem a Royal Dutch Shell, Norse Energy e El Paso.
Gabrielli afirmou que nenhuma mudança seria introduzida nas concessões já feitas, mas que a futura exploração dos campos da camada pré-sal exigia novas normas. Em novembro passado, a ANP, a entidade regulatória do setor de petróleo, removeu os campos da camada pré-sal de seu leilão atual de licenças de concessão após o anúncio da descoberta de Tupi.
Representantes do setor defenderam a manutenção do sistema existente para os novos campos, dizendo que estão contentes em pagar royalties mais elevados.
Haroldo Lima, presidente da ANP, recentemente defendeu essa opinião. Mas Gabrielli e muitos no governo preferem algo semelhante ao sistema de "produção compartilhada", sob o qual as reservas continuam como propriedade do país e as companhias petrolíferas receberiam uma participação de todo petróleo que produzissem.
Analistas avaliam que o principal inconveniente desse sistema para as companhias petrolíferas é que o governo poderá determinar a taxa de produção de acordo com considerações não comerciais, tais como o impacto da produção sobre a inflação ou a taxa de câmbio.
Gabrielli afirmou que essas considerações já são importantes para a Petrobras - que é controlada pelo governo, embora cerca de 70% de seu capital esteja em mãos de investidores privados, a maior parte na forma de ações sem direito a voto.
"A Petrobras detém quase 100% da capacidade de refino no Brasil, portanto nós estabelecemos os preços," ele disse. "Precisamos ser cuidadosos com as conseqüências de nossas decisões."
Muitos analistas argumentam que para que o modelo de produção compartilhada fizesse sentido no Brasil, o governo precisaria criar uma nova empresa, de propriedade totalmente pública, para assumir o controle das reservas nos campos da camada pré-sal, uma vez que colocar a Petrobras no controle envolveria a divisão na propriedade das reservas com seus acionistas minoritários. Porém, para Gabrielli, não está claro se isso será necessário.
"Quanto mais pessoas, empresas, fundos de pensão e instituições financeiras ao redor do mundo deixarem de investir em companhias que fazem negócios com o Irã, a elite radical que controla aquele país se tornará ainda mais impopular do que é agora", discursou então o candidato.
Um dos hits do site YouTube é o senador cantando uma música com as letras alteradas para "Bombardeie o Irã". O nome da música que ganhou cover do grupo Beach Boys em 1967 é "Barbara Ann".
Num encontro com eleitores na Carolina do Sul em 18 de abril de 2007, o então pré-candidato foi indagado sobre quanto tempo os americanos teriam de esperar antes de mandar uma mensagem dura a Teerã. Ele respondeu dizendo: "Você conhece aquela velha música dos Beach Boys, "Bomb Iran'?" Então, cantou: "Bomb, bomb, bomb...".
Não é a primeira vez que os atos dos candidatos contradizem sua retórica. No mês passado, Cindy McCain teve de retirar US$ 2 milhões que mantinha investidos em dois fundos que realizam negócios com empresas com atuação no Sudão.
A decisão veio depois de revelação feita pela ONG Divestment Task Force, que milita por um boicote ao país africano que é palco de um dos maiores massacres da era contemporânea, na região de Darfur.
Segundo a mesma OpenSecrets, também Barack Obama mantinha dinheiro investido em um fundo que aplica em empresas que fazem negócios com o Irã. Depois de informado do fato, o senador se desfez do investimento. No começo da campanha, o virtual candidato democrata defendia um diálogo maior do que o atual com o regime islâmico de Teerã. Nas últimas semanas, no entanto, tem endurecido sua retórica em relação ao país.
É um retrocesso o projeto de lei em discussão no Senado para permitir que o comércio fixe preço diferenciado na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço à vista.
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é claro ao classificar a venda por cartão de crédito como venda à vista. Seria um absurdo o comércio trabalhar com dois preços - à vista e a crédito. Temos que torcer para que os projetos não avancem, pois o consumidor só perderia com tal mudança.
Símbolo de status e cada vez mais presente na carteira dos consumidores de baixa renda, o cartão de crédito traz facilidades, mas geralmente não é a melhor alternativa para ir às compras.
O chamado dinheiro de plástico sai caro para os lojistas, que, muitas vezes, cobram a mais dos clientes pelas compras no crédito ou não oferecem os descontos que dariam aos que pagam em dinheiro, cheque ou mesmo no cartão de débito. Além do custo da anuidade, o consumidor se vê diante dos juros mais altos do mercado se deixar de pagar a fatura em dia.
“As taxas cobradas pelas operadoras de cartão de crédito giram em torno de 4%, 5%. Hoje, com a inflação em alta, o lojista é ainda mais prejudicado porque recebe o dinheiro defasado, um mês depois da data da compra. Por isso, muitos estabelecimentos dão desconto em compras à vista ou estimulam o uso do cheque”, afirma o presidente do CDL Rio.
Economista do CDL, Fernando de Mello faz coro: “O cheque, geralmente, é mais vantajoso para o consumidor. Ele, quase sempre, consegue passar o pagamento para 30 dias e dividir em várias vezes. Para adiar a fatura no cartão, é preciso que a compra seja feita 30 dias antes do vencimento.
Além disso, vários estabelecimentos dão desconto para pagamentos à vista”, lembra. “Outra vantagem é que, se houver algum imprevisto, é possível falar com o lojista para não depositar o cheque no dia acertado. Se ele deixar de pagar no cartão, terá que desembolsar juros altíssimos”, alerta.
Dona de ponto no Camelódromo do Rio há 14 anos, Valdenice Silva, 40, passou a aceitar o plástico para ganhar clientes. Mas cobra mais de quem paga no crédito: “O preço das etiquetas é o valor para pagamento com cartão de débito. Se comprar no crédito, sai 5% mais caro. Se a pessoa quiser pagar em dinheiro, dou desconto. Pago R$ 79 por mês pelo aluguel da máquina da Visa e R$ 39 pela da Mastercard”.
Brasileiro foi morto em Madri por causa de sanduíche
Um sanduíche de presunto custou a vida do brasileiro Luciano Widomski, 28 anos, na madrugada da passada terça-feira em Madri.
Segundo testemunhas que prestaram depoimento à polícia, a vítima teria saído correndo depois de pegar o sanduíche numa barraquinha, sem pagar. Levou uma surra e morreu esfaqueado.
Widomski foi perseguido por cinco orientais (vietnamitas e coreanos) que estavam armados com tacos de beisebol e facões. Recebeu pauladas na cabeça e uma facada de três centímetros de diâmetro no lado esquerdo das costas.
Segundo as testemunhas, o brasileiro reclamou do preço do sanduíche e tentou barganhar.
Quando o camelô que estava numa barraca de papelão disse que não diminuía o preço, Widomski pegou o pequeno pacote de papel alumínio e saiu correndo pela Rua Fuencarral, no centro de Madri, dando início à perseguição contra ele.
O grupo de ronda noturna da polícia, conhecido como Focus, chegou ao lugar do homicídio minutos depois da agressão e conseguiu prender os cinco acusados.
Os policiais receberam o aviso às 3h44m (horário espanhol). Quando a ambulância do Samur-Proteção Civil (Serviço de Urgência e Resgate de Madri) chegou, Widomski ainda estava vivo.
"Ele foi encontrado junto ao meio fio com lesões no maxilar, nariz e cabeça, que haviam sido produzidas por um objeto contundente, provavelmente tacos de beisebol ou alguma barra de ferro", disse um porta-voz do Samur.
Durante mais de meia hora recebeu atendimento de reanimação, mas faleceu por uma forte hemorragia interna provocada pela facada nas costas, feita a uma distância muito curta e que acabou sendo bastante profunda.
Junto a Widomski estavam dois amigos dele. Um português que também foi agredido e um tcheco.
O português foi encontrado consciente com feridas no rosto e está hospitalizado sem correr risco de vida.
"O tcheco que foi atendido pelo psicólogo do serviço de proteção civil com uma crise de ansiedade, não parava de gritar: meu amigo, meu amigo, apontando para o brasileiro", comentou o porta-voz do Samur.
Até a manhã desta quarta-feira o corpo de Widomski continuava no Instituto Anatômico Forense de Madri sem ter sido reconhecido ou reclamado por familiares.
O consulado brasileiro na capital espanhola espera contatos da família para autorizar a remoção do cadáver para que ele seja enterrado no Brasil.
Os cinco suspeitos detidos (quatro vietnamitas e um sul-coreano) com idades ente os 20 e os 36 anos estão sendo investigados para saber se há envolvimento em mais crimes, já que a polícia desconfia que os passaportes apresentados possam ser falsos.
Três deles, Nguyen H.A., (20), Hon N.H., (36) ambos do Vietnã e Nguyen V.T., (21) da Coréia do Sul foram indiciados por homicídio doloso.
Um morador da cidade australiana de Darwin tomou um susto há uma semana. Ele encontrou uma píton de cabeça negra (Aspidites melanocephalus) no vaso sanitário de seu apartamento, que fica no décimo andar.
A serpente mede 1,8 metro e não é venenosa. Para tirá-la do vaso, os moradores chamaram um especialista em répteis.
A dúvida é como a cobra foi parar lá. O mais provável, segundo a imprensa local, é que ela tenha subido pelo próprio encanamento, uma vez que o banheiro não tem janelas.
A espécie é comum na Austrália, mas não na região de Darwin - exceto pelas que vivem em cativeiro.
Pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria de Massas e Biscoitos do Estado de São Paulo – Simabesp/Anib – traça o perfil do consumidor brasileiro e mostra que 70% das compras de biscoitos são uma decisão das mulheres, que escolhem tipos e variedades de acordo com o gosto e o desejo de cada pessoa da casa. “As famílias consomem biscoito em vários momentos: no café da manhã, durante o dia, nas refeições intermediárias e no período da noite”, afirma o presidente da entidade, José dos Santos dos Reis.
Segundo a pesquisa, as mulheres têm preferência pelos biscoitos doces e amanteigados, enquanto as crianças preferem os recheados. Os homens gostam mais dos salgados. Outro perfil interessante do consumidor de biscoito é o do idoso que atinge a marca de 20 milhões e tem como principal característica a fidelidade às marcas. Também é preciso atender um nicho especial: os das pessoas solteiras, descasadas ou dos que moram sós. Este é um público muito prático e que busca comodidade, avalia a entidade.
O biscoito está presente em 98% dos lares brasileiros. “Por isso, os supermercados devem privilegiar espaço nas gôndolas para as diversas variedades, já que esta categoria representa uma excelente fonte de faturamento. O biscoito é fácil de armazenar, atende os diferentes desejos, é prático para refeições rápidas e é encontrado em vários tamanhos e tipos de embalagens, como a mini dose”, orienta Reis.
A pesquisa também detectou que o consumidor do futuro está muito mais exigente, informado e consciente e decide sua compra baseado na análise dos seguintes tópicos: novos produtos, comunicação arrojada, marca com valor agregado, qualidade e serviços práticos e rápidos. “Este tipo de consumidor conhece os seus direitos e sempre está em busca de novidades, pois não é fiel às marcas”, conclui Reis.
A diversificação dos produtos, de embalagens e nichos de mercados, aliada à criatividade dos fabricantes é o caminho para que o mercado de biscoitos no Brasil possa crescer em termos de consumo e justificar plenamente sua posição como o segundo maior produtor mundial, com 1.131 milhões de toneladas fabricadas em 2007, que representam um faturamento em torno de R$ 7,42 bilhões.
O mercado é amplo: as indústrias de biscoitos são cerca de 585, sendo que as 20 maiores representam 75% do mercado. Os canais de venda também são diversos: cerca de 45% das vendas dos fabricantes são feitas via supermercados; 35% para os atacadistas; 20% para os distribuidores; e 5% direto ao varejo.
O consumo anual per capita do consumidor brasileiro tem se situado em torno dos 6 quilos nos últimos cinco anos. A expectativa é de que, com condições econômicas condizentes, novos lançamentos e adequação dos produtos ao mercado, esta marca chegue a 8 quilos nos próximos 10 anos e a produção total seja de 1,6 mil toneladas. Hoje os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar do ranking de países produtores de biscoitos, com 1,5 mil toneladas.
O etanol é uma área onde Obama discorda fortemente de seu adversário republicano, o senador John McCain. Apesar de ambos os candidatos presidenciais enfatizarem a necessidade dos Estados Unidos obterem "segurança energética", freando ao mesmo tempo as emissões de carbono que supostamente contribuem para o aquecimento global, eles oferecem visões profundamente diferentes para que papel o etanol, que pode ser feito a partir de vários materiais orgânicos, deve ter nestes esforços.
McCain, que não é de um Estado rural, defende a eliminação dos subsídios anuais multibilionários que o etanol doméstico conta há muito tempo. Como defensor do livre mercado, ele também é contrário à tarifa de 54 centavos de dólar por galão que os Estados Unidos impõem ao etanol de cana-de-açúcar importado, que contém mais energia do que o etanol a base de milho e cuja produção é mais barata.
"Nós cometemos uma série de erros ao não adotarmos uma política energética sustentável, sendo um deles os subsídios ao etanol de milho, que alertei em Iowa que iriam destruir o mercado" e contribuir para a inflação, disse McCain neste mês em uma entrevista a um jornal brasileiro, "O Estado de São Paulo". "Além disso, é errado" taxar o etanol de cana feito no Brasil, ele acrescentou, "que é muito mais eficiente do que o etanol de milho".
Obama, por sua vez, defende os subsídios, que em parte terminam nas mãos das mesmas companhias de petróleo que ele diz que deveriam ser taxadas pelo lucro imprevisto. Em nome de ajudar os Estados Unidos a construírem uma "independência em energia", ele também apóia a tarifa, que alguns economistas dizem poder ser ilegal segundo as regras da Organização Mundial do Comércio, mas que seus assessores dizem que não é.
Muitos economistas, defensores dos consumidores, especialistas em meio ambiente e grupos de defesa dos contribuintes criticam os programas de etanol de milho como algo improdutivo que mais beneficia os conglomerados do agronegócio do que os pequenos produtores rurais. Estas queixas se intensificaram recentemente, à medida que os preços do milho subiram acentuadamente juntamente com os preços do petróleo, com o milho normalmente usado para ração e alimento desviado para produção de etanol.
"Se há o interesse em remover parte da pressão deste mercado, o óbvio é reduzir a tarifa e permitir a entrada do etanol brasileiro", disse C. Ford Runge, um economista especializado em commodities e política comercial do Centro Internacional de Política Agrícola e Alimentar da Universidade de Minnesota. "Mas um dos motivos fundamentais para a política de biocombustíveis estar tão fora de sintonia com os mercados e a realidade se deve ao fato de políticas de grupos de interesse predominarem na elaboração dos subsídios que a apóiam."
O milho gera menos de duas unidades de energia para cada unidade de energia usada para produzi-lo, enquanto a proporção de energia para a cana-de-açúcar é de mais de oito para um. Com custos de produção mais baixos e preços das terras mais baratos nos países tropicais onde é cultivada, a cana-de-açúcar é uma fonte mais eficiente.
Furman disse que a campanha continua examinando a questão. "Nós queremos avaliar todos os nossos subsídios de energia para assegurar que o contribuinte esteja recebendo à altura do dinheiro gasto", disse.
Ele acrescentou que Obama "é a favor de uma série de iniciativas", que visam "diversificação de países e fontes de energia", incluindo o etanol de celulose, e que, diferente das propostas de McCain, visam especificamente "reduzir a demanda geral por meio de conservação, nova tecnologia e maior eficiência".
Na campanha, Obama não explicou sua oposição ao etanol de cana-de-açúcar importado. Mas em comentários no ano passado, feitos enquanto o presidente Bush estava prestes a assinar um acordo de cooperação em etanol com o presidente do Brasil, Obama argumentou que "o esforço de nosso país no sentido da independência energética" poderia sofrer se Bush relaxasse as restrições, como McCain agora propõe.
Obama já fez elogios ao combustível produzido no Brasil a partir da cana-de-açúcar, mas fez ressalvas sobre o impacto ambiental das lavouras para a Amazônia. Seguindo a tradição democrata de ser mais restritivo ao livre comércio, disse que não aliviará tarifas para incentivar a importação: "Substituir o petróleo importado por nosso país pelo álcool brasileiro não atende aos nossos interesses nacionais e econômicos [por manter o país dependente em termos energéticos]".
Já McCain voltou ontem a defender o oposto: "Nosso governo paga para subsidiar álcool de milho enquanto cobra tarifas que impedem os consumidores de se beneficiar de outros tipos de álcool, como o do Brasil feito de cana-de-açúcar", disse, detalhando em seguida a experiência brasileira no desenvolvimento do combustível.
Ontem, o republicano afirmou que, se eleito, lançará concurso para premiar com US$ 300 milhões o melhor projeto de bateria de automóvel que aumente o desempenho de carros para economizar energia.
Obama fala regularmente sobre desenvolver a gramínea switchgrass, que é abundante no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies, como fonte de etanol. Apesar da proporção de energia para a switchgrass e outros tipos de etanol de celulose ser muito maior do que a do milho, os economistas dizem que investimentos que consomem muito tempo em infra-estrutura seriam necessários para torná-lo viável, e que com o milho próximo de US$ 8 o bushel, os agricultores têm poucos incentivos para mudar.
Os executivos e defensores do setor de etanol não fizeram nenhuma grande doação a nenhum dos candidatos presidenciais, como mostra uma análise dos registros de doações de campanha. Mas eles notaram a diferença entre Obama, que mudou sua política a respeito de viagem em jatos corporativos após o caso de 2005, e seu rival.
Brian Jennings, um vice-presidente da Coalizão Americana pelo Etanol, disse que espera que McCain, "enquanto busca o mais alto cargo do país, adote uma visão mais ampla da segurança energética e reconheça o importante papel do etanol".
Os pontos de vista dos candidatos foram testados recentemente no Projeto de Lei Agrícola aprovado pelo Congresso, que prorrogou tanto os subsídios ao etanol de milho, apesar de tê-los reduzido ligeiramente, quanto as tarifas sobre o etanol de cana-de-açúcar importado. Como McCain e Obama estavam em campanha, nenhum dos dois votou. Mas McCain disse que se fosse presidente, ele vetaria o projeto de lei, enquanto Obama emitiu uma declaração o elogiando.
Sick Boy: Well, at one time, you've got it, and then you lose it, and it's gone forever. All walks of life: George Best, for example. Had it, lost it. Or David Bowie, or Lou Reed...
Veja – Em 2007, você repetia na corrida a mesma cueca com que foi bem no treino para dar sorte... Massa – Até hoje uso a mesma cueca nas corridas, desde aquela época que ganhei o GP do Brasil. É a mesma, coitadinha da cueca. Já perdeu até as pregas do lado. Aquela cueca é a número 1. Está até escrito nela: BR 1. Mas eu lavo.
Veja – E que outras superstições você tem? Massa – Tenho várias. Sempre entro no carro pelo lado esquerdo. A luva e a sapatilha de corrida eu coloco sempre a peça do lado direito antes. Tenho uma calça jeans da sorte e um tênis que uso sempre. Se um dia deu tudo certinho, e fiquei em primeiro, tento lembrar tudo que fiz naquele dia para fazer igual. Por exemplo, acordar e sair da cama com o pé direito. Vou para o banheiro e me pergunto por que lado eu tinha começado a escovar o dente. Comecei pelo lado direito? Então tento começar igual. Mas não me desgasta. É automático.
Veja – É verdade que você fazia bicos no autódromo de Interlagos para ficar mais próximo dos pilotos? Massa – Estreei na Fórmula 1 em 2002. Em 2001, no ano anterior, trabalhei como piloto do carro de intervenção no Grande Prêmio do Brasil. Ficava numa curva da pista com três médicos para atender as emergências. Em 1999, trabalhei como entregador de comida. O empresário que me ajudava na época, tem restaurantes em São Paulo e forneceu a comida da equipe Bennetton. Ele fazia as compras e mandava entregar para o cozinheiro da equipe. Como eu não tinha credencial para circular em Interlagos, vi naquilo a oportunidade de ter acesso ao autódromo. Com isso, terça, quarta, quinta e sexta eu fui para a pista, circulei nos boxes, vi como eram os carros, a equipe. Mas o jeito de eu entrar era carregando caixas de macarrão, bananas, batatas. Um dia, eu virei para o cozinheiro da Bennetton e disse: "Quem sabe um dia ainda não nos reencontramos?" Ele deu risada. E hoje ele é o cozinheiro da Ferrari. Quando entrei na Fórmula 1, fui até ele e perguntei se ele se lembrava de mim. Quando eu disse para ele que eu era aquele menino da comida, de Interlagos, ele quase teve um troço.
Veja – Quem são seus ídolos na Fórmula 1? O que você procura copiar deles? Massa – Ayrton Senna foi ídolo de todos nós pela sua dedicação, pelo que fazia nas pistas. Sempre enxerguei Senna e Schumacher como pilotos diferenciados. Pilotos que eram completos, que tinham tudo junto. Às vezes, você vê um piloto extremamente talentoso, mas que não tem a habilidade técnica. Há outros com menos talento, mas extremamente dedicados à parte física e técnica. É difícil encontrar um piloto que reúna tudo, como os dois. Se eu conseguir ser um Senna nas corridas de classificação, e um Schumacher no GP, não perco nunca mais.
Em 3 dias, 42 são presos no país por dirigir após beber
Prisões ocorreram no primeiro fim de semana de vigência da nova lei; 38 foram detidos em estradas e 4 na cidade de SP
Nível de álcool no sangue equivalente a dois copos de chope pode causar prisão; sindicato de bares e OAB São Paulo planejam ir à Justiça
No primeiro final de semana de vigência da lei que aumenta a punição para quem dirigir após consumir álcool, pelo menos 42 pessoas foram presas e multadas em nove Estados - AL, CE, GO, MG, SP, PR, RS, SC e BA-, segundo balanço preliminar da Polícia Rodoviária Federal e dados da Polícia Militar em São Paulo.
A lei, que entrou em vigor na sexta e prevê multa, apreensão do veículo, perda da carteira e até prisão, vale para qualquer via pública ou estrada.
Das 42 prisões, 38 ocorreram em estradas federais e quatro em blitze da PM -entre a noite de sexta e a de domingo- na capital paulista.
Os demais Estados não apresentaram dados sobre prisões ou multas. As 38 pessoas foram pegas, diz a PRF, no teste do bafômetro com concentração de álcool acima do limite fixado -igual ou superior a 0,3 mg de álcool por litro de ar expelido.
Outras 42 foram apenas autuadas, totalizando 84 pessoas multadas nos três dias apenas nas rodovias federais.
Como é um balanço preliminar, a polícia não soube fazer uma comparação do total de prisões e multas com a média normal de um fim de semana sob a legislação anterior.
A nova lei prevê que quem apresentar 2 decigramas de álcool por litro de sangue -o equivalente a um chope- será multado em R$ 955, perderá o direito de dirigir e terá o veículo retido. A partir de 6 decigramas (dois chopes), a punição será acrescida de prisão. A pena varia de seis meses a três anos e é afiançável.
O decreto que regulamenta a lei estabelece uma "margem de tolerância", a ser sugerida pelo Ministério da Saúde para pessoas que podem ter concentração de álcool no sangue alterada por medicamentos. A margem ainda não foi definida.
Por considerar "exagero" a lei que proíbe o motorista de ingerir qualquer quantidade de álcool antes de dirigir, a Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares estuda recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), por meio da Confederação Nacional do Comércio.
"Na maioria dos países, o teor está em torno de 0,8 [oito decigramas de álcool por litro de sangue]. Entendemos que deve ser por aí. Agora ninguém vai poder tomar um chope ou um cálice de vinho. Acho um exagero", disse Norton Luiz Lenhart, presidente da federação.
A ação deverá propor, ainda de acordo com Lenhart, a manutenção da dosagem de álcool no sangue permitida antes da nova lei -seis decigramas de álcool por litro de sangue- e a liberação definitiva da venda de bebidas nas estradas federais também em área rural.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo também vai recorrer ao STF, com outro argumento.
Segundo o advogado Ciro Vidal, presidente da comissão de assuntos de direitos de trânsito do órgão, é inconstitucional o artigo da nova lei que prevê que os motoristas que não aceitarem usar o bafômetro serão automaticamente punidos.
Vidal afirma que a lei viola a Convenção Americana dos Direitos Humanos, assinada em 1969 e da qual o Brasil é signatário desde 1992. O tratado, que dispõe sobre as garantias do homem, diz que a pessoa tem "o direito de não ser obrigada a depor contra si mesma".
"Isso é um absurdo. A pessoa é punida em qualquer das circunstâncias, se bebeu ou se não bebeu. A lei nos deixa sem saída. Se você bebeu álcool e faz o teste do bafômetro, é multado. Se se nega a fazer o teste, também é", afirma Vidal.
O jurista Damásio de Jesus, especialista em legislação de trânsito, diz que há "exagero na legislação". Ele defende que seja punido apenas o motorista que bebeu e que tenha cometido alguma infração.
Incredulidade
Nos bares, motoristas dizem não acreditar na eficácia do endurecimento da lei de trânsito.
Na calçada do Bar Léo, um dos mais tradicionais do centro de São Paulo, motoristas que bebiam chope diziam ontem nunca ter sido parados em blitze na capital. "Dirijo há 25 anos e nunca passei por nenhuma fiscalização de trânsito", afirma o engenheiro Paulo Saraiva, 44.
No Bar Brahma, também na região central, o advogado Henrique Silveira, 38, diz que nunca foi parado em bloqueios. "Beber dois chopes não altera o reflexo; se me exceder, peço para minha mulher dirigir", diz.
"Lei tem de ter mesmo. Agora, fazer cumprir é outra coisa. Duvido que as pessoas vão deixar de beber um ou dois copos por causa disso", afirma o bancário Luiz Paulo Sampaio, 34.
A Secretaria da Segurança Pública diz ter comprado 40 bafômetros para a cidade de São Paulo, que hoje tem 11.
Todo ano, a Suécia publica as declarações de imposto de renda de todos os seus cidadãos. Assim como a Finlândia e a Noruega. E ninguém liga muito para isso.
Em contraste, a lei dos Estados Unidos proíbe divulgar as informações tributárias de qualquer pessoa. Imagine o barulho que haveria se o IRS (Internal Revenue Service, a Receita Federal americana) colocasse os dados do imposto de renda online, de forma que colegas de trabalho, vizinhos e sogras pudessem ver quanto dinheiro alguém ganha.
Isso aconteceu na Itália no começo desse ano, quando o governo do primeiro-ministro Romano Prodi, que estava deixando o poder, publicou o imposto de renda dos contribuintes durante algum tempo na Internet, e os jornais pegaram a lista.
Magnus Graner, secretário de Estado do Ministério da Justiça da Suécia, diz que as declarações de imposto de renda ficam disponíveis para consulta todo ano em uma série de livros ou "calendários de impostos".
"Se é isso que você deseja, pode ver quanto seu cunhado ganhou, quanto seu vizinho ganhou", diz Graner. "Não é todo mundo que faz isso, apesar de fazermos piada e perguntarmos: 'você já checou quanto seus futuros sogros ganham?'. Ninguém na minha família fez isso - acho que não."
Duas semanas atrás, a Suécia publicou as declarações de renda dos assalariados comuns. Em novembro ou dezembro, os suecos poderão ver quanto que os ricaços ganharam - com seus rendimentos de dividendos e outros investimentos - e quanto pagaram de impostos em 2007.
É quando os jornais suecos tradicionalmente publicam informações sobre o patrimônio financeiro de CEOs, celebridades e outras pessoas ricas. "Não há nenhuma reclamação em relação a isso", diz Graner.
A política sueca de tornar pública a declaração de imposto de renda - como é na Finlândia e na Noruega - vem de uma tradição de abertura de informações e transparência de governo, exceto nos casos de segurança nacional e em alguns aspectos das investigações criminais.
"O direito de acesso público a documentos está estabelecido na constituição", diz Graner sobre a prática que a Suécia adota desde o século 18.
Tornar a informação pública é uma demonstração da tradição escandinava de "jantelag", que pode ser traduzida grosseiramente como "ninguém é melhor do que ninguém", diz Veera Heinonen, porta-voz da Embaixada da Finlândia em Londres.
"A Finlândia é um país muito igualitário, e uma sociedade com impostos muito altos, então fornecemos demonstrativos e balanços", diz Heinonen.
Ela diz que os rendimentos das pessoas podem ser uma boa fonte de fofoca. Se alguém fica constrangido? "Bem, talvez os presidentes das empresas", diz ela.
Ida Ragnarsson, 22, de Helsingborg, Suécia, diz que ela não se importa se outras pessoas vêem o quanto ela ganha. Ragnarsson, que trabalha orientando profissionais de vendas, diz que já verificou os ganhos de sua família. "É divertido saber quanto que eles ganham", diz.
Os italianos não acharam o mesmo em abril, quando Vincenzo Visco, ministro da economia que liderou a guerra contra a sonegação na Itália, publicou as declarações de imposto de renda no site do ministério.
O gesto, disse Visco à imprensa italiana, era para encorajar mais "transparência e democracia".
A informação foi rapidamente removida do site, mas ficou disponível por tempo suficiente para que os jornais a agarrassem e publicassem os números sobre os ricos.
Entre os rendimentos publicados estavam o de Silvio Berlusconi, político conservador e figura poderosa na mídia, que substituiu Prodi como primeiro-ministro. Seus rendimentos de 2005: US$ 43,5 milhões, sobre os quais ele pagou US$ 18,6 milhões em impostos.
Philip Lindquist, 19, estudante de Estocolmo, diz que ele não entende o motivo do rebuliço na Itália. "O modelo sobre o qual a Suécia está construída demanda isso", a informação pública, diz ele.
A Noruega teve audiências parlamentares há alguns anos para decidir se deveria manter a informação pública, mas nada mudou, diz Marietta Christopheren, na Embaixada norueguesa de Londres.
É muito popular, diz ela. Os noruegueses podem olhar nos jornais ou websites e "procurarem pelos detalhes dos impostos das celebridades, dos vizinhos ou parentes", diz.
Os americanos provavelmente se sentiriam violados, diz Marc Rotenberg do Centro de Privacidade Eletrônica de Informações em Washington.
Isso não vai acontecer, diz o porta-voz da Receita Federal. "A lei federal proíbe a publicação desse tipo de informação privada."
É quase impossível passar incólume pelos mais cantarolados refrões do momento. Os onipresentes "chupa que é de uva" e "senta que é de menta" parecem se perpetuar, ad nauseum: seja acompanhando futebol no estádio, assistindo à TV, ou sendo “agraciado” pela socialização musical promovida por donos de carros com sons possantes.
Se a convocação ao desfrute – bombardeada por grupos de forró eletrônico como Aviões do Forró e Cavaleiros do Forró – choca os ouvidos mais sensíveis, ao mesmo tempo ilustra a atração exercida pelas letras de duplo sentido, que ficam ainda mais ferventes sob o calor das fogueiras juninas.
A coisa esquenta tanto que a dualidade acaba virando fumaça e só resta um único – e explícito – sentido. O resultado pode ser saudades de Tadeu, que abusou da irmã de Clemilda, ou de Severina Xique Xique, cantada por Genival Lacerda, aquela que montou uma butique para a vida melhorar.
Febre antiga – Mas o que hoje sobe como marcador de termômetro debaixo de sovaco febril, há muito já fazia a alegria do povo brasileiro. "A cultura popular está recheada disso, principalmente nos gêneros associados aos ritmos afro-brasileiros, como o forró", esclarece logo a mestre em Música e doutora em História, Mônica Leme.
Na sua tese de mestrado, ela se debruçou sobre outro gênero "safado", o axé, e revelou que as raízes libertinas vieram das cortes portuguesas para se misturar aos requebros enlouquecedores dos africanos.
O exemplo é o lundu, gênero com letras apimentadas que faziam os cavalheiros gargalharem e as senhorinhas corarem. Pois é, no século XIX, o Lundu da Marrequinha, composto por ninguém menos que Francisco Manuel da Silva, autor de nosso Hino Nacional, já mandava as iaiás soltarem as cadeiras, com seus versinhos sobre a marreca, o lacinho que pairava sobre as nádegas das bem-vestidas e nascidas moçoilas.
E quem pensa que as metáforas frutíferas são novidade, muda de idéia diante da ode à romã, cunhada por Laurindo Rabelo, um dos mais criativos “lunduzeiros”: "Nos meus lábios sequiosos, dum néctar sinto a doçura, quando sedento lhe ponho, a boca na rachadura", suspirava o danado, mostrando que o apelo erótico da senzala imperava também na casa-grande.
Indústria – “A cultura popular perpassa as classes, não se limita ao povão”, lembra Mônica, para quem não é nenhuma novidade o escracho fazer parte da expressão popular. “Mas a indústria se apropriar e fazer disso um produto já é um sinal de nossos tempos”, remarca.
E ninguém sabe disso melhor que os Aviões do Forró e Cavaleiros do Forró, que, graças à picardia brasileira e a um intenso trabalho de marketing e de produção, hoje invadem o país de Norte a Sul com seu forró eletrônico de hortifruti.
Enquanto nos estádios as torcidas se provocam com os refrões, nas rádios, as duas músicas estão se mantendo entre as cinco mais executadas, segundo aferições feitas pelos próprios grupos.
O Ecad, órgão arrecadador de direitos autorais, confirma a grande execução, mas ainda não fechou a contagem do período junino, o que só acontecerá em setembro.
Mais de 15 milhões de clientes de bancos têm dívidas acima de
R$ 5.000, aponta cadastro do BC; dado já preocupa o governo
Universo de clientes com alguma dívida, mesmo que pequena,
é de 80 milhões; cada consumidor tem em média 3 débitos
O alongamento dos prazos de financiamento, principalmente de automóveis, não é a única preocupação do BC em torno das operações de crédito de pessoas físicas. O alerta está aceso também para o aumento do endividamento das famílias.
Junto com a expansão do crédito no país, que já chegou a R$ 1 trilhão, cresce o número de clientes de banco com dívidas altas. O Sistema de Informações de Crédito do BC, conhecido pela sigla SCR, mostra que, em fevereiro deste ano, 15,6 milhões de pessoas tinham dívidas acima de R$ 5.000.
Na comparação com dezembro de 2005, quando eram 10,6 milhões os clientes de bancos com dívida maior de R$ 5.000, houve um crescimento de 47,17%. Em relação a junho do ano passado, quando 13,5 milhões estavam nessa situação, houve uma alta de 15,6%.
Os dados do Banco Central mostram que a dívida das pessoas físicas com os bancos somava R$ 442,4 bilhões em fevereiro deste ano, dos quais R$ 146 bilhões (33%) tinham prazo de vencimento em até 180 dias e R$ 74,7 bilhões (16,8%) venciam em até 360 dias.
Além dos 15,6 milhões de pessoas com dívidas acima de R$ 5.000, o SCR registra, sem detalhamento por operação, todos os financiamentos. Hoje, o universo de clientes com alguma dívida, mesmo que pequena, é de 80 milhões.
Os bancos e financeiras têm acesso a essas informações. O sistema do BC serve não só para a autoridade monetária acompanhar o risco do sistema de crédito, mas também para os bancos avaliarem o risco da concessão de empréstimos para clientes que têm operações em outras instituições.
Na média, cada cliente tem três dívidas diferentes. Ou seja, além de financiar a casa e o carro, a maioria das pessoas com dívidas altas faz outra operação de crédito, como o consignado, um empréstimo pessoal ou o uso do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito.
Segundo o chefe do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação do Banco Central, Cornélio Pimentel, a entidade não faz cruzamento do tamanho da dívida das famílias com o rendimento familiar médio. Mas ele afirma acreditar que o orçamento familiar disponível para pagar financiamentos está próximo do limite.
Mesmo sem o cruzamento com o rendimento familiar, chama a atenção o crescimento de 30,4% nos últimos 12 meses até fevereiro do uso do rotativo do cartão de crédito, ou seja, quando o consumidor não paga o valor total da fatura no mês. Essa modalidade de dívida, que atingiu volume de R$ 15,9 bilhões entre pessoas físicas, aparece em segundo lugar na lista de financiamentos com maior taxa de crescimento no último ano.
Os juros do cartão de crédito, com os do cheque especial, são apontados como os mais altos do mercado e são usados por pessoas que não têm mais como pagar as dívidas.
As operações listadas no SCR mostram que, nos últimos 12 meses até fevereiro, houve crescimento de 24,1% no volume de financiamento de automóveis e de 25% do crédito para a compra da casa própria. O crédito consignado aparece em primeiro lugar, com 31,9%, no ranking dos empréstimos que mais crescem. O volume de financiamentos consignados atingiu R$ 67,5 bilhões.
Pimentel afirma que 95% dos clientes cadastrados no SCR são adimplentes, ou seja, pagam em dia as suas obrigações. Mas é informação confidencial no Banco Central o risco apresentado pelos clientes em cada faixa de endividamento.
fronteira da Espanha com o Marrocos
Um grupo de 70 imigrantes subsaarianos atacou na madrugada deste domingo (22) o posto fronteiriço de Beni-Enzar, principal passagem entre o território espanhol de Melilla e o Marrocos. Eles passaram tanto pela polícia marroquina como pela Polícia Nacional Espanhola e pela Guarda Civil, que custodiavam ambos os lados da fronteira, informaram fontes policiais.
Logo após o fato, as forças de segurança montaram um amplo dispositivo para deter os imigrantes, que foram encontrados escondidos sob veículos, dentro de contêineres de lixo e em árvores.
A Chefia Superior de Polícia está fazendo a identificação destas pessoas para tramitar as ordens de expulsão antes que sejam amparados no Centro de Estadia Temporária de Imigrantes.
Alguns agentes da Guarda Civil ficaram levemente feridos ao serem envolvidos pelos imigrantes, que estavam munidos de pedras e paus.