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Em causa própria
 


WATCHMEN TRAILER RELEASED
 
'nuff said...
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h14
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QUESTÃO DE ORDEM:

Se há bens: "Habeas corpus".

Senão: "Teje preso!"


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h10
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JERRY SEINFELD E A MORTE

"Morrer é difícil. Fazer comédia é ainda mais"

A verdade honesta é que, para um comediante, até a morte é apenas um assunto para se fazer piada. Sei disso porque estava ao telefone com George Carlin há nove dias, e estávamos fazendo algumas piadas sobre a morte.
 
Estávamos falando de Tim Russert e Bo Diddley, e George disse: "Me sinto seguro por um tempo. Provavelmente haverá uma pausa antes de virem pegar o próximo. Eu sempre gosto de voar em uma empresa logo depois dela sofrer um acidente. Diminui sua chance estatística."

Eu havia ligado para ele para cumprimentá-lo em seu mais recente especial na HBO. Com 70 anos, ele ainda conseguia produzir uma hora de coisas novas e maravilhosas. Ele estava em um hotel em Las Vegas, preparando-se para seu espetáculo. Era um monstro.

Certamente pode-se dizer que George, de muitas formas, inventou a stand-up comedy (comédia em pé) americana. Todo comediante faz um pouco de George. Não consigo nem contar quantas vezes, entre comediantes, alguém levanta alguma idéia para uma piada e o outro diz: "Carlin faz isso". Ouvi isso durante toda minha carreira: "Carlin faz isso", "Carlin já vez", "Carlin fez isso oito anos atrás".

E ele não apenas fazia. Trabalhava a idéia como se estivesse dilapidando um diamante e facetas e ângulos e refrações da luz. Ele fazia você ficar infeliz de ter um dia pensado que queria ser um comediante. Era como um mendigo com um osso de galinha - quando terminava, não havia nada para ninguém.

Seu brilhantismo, contudo, gerou dezenas de grandes comediantes. Eu pessoalmente nunca liguei para "Seven Words You Can Never Say on Television" ou "FM & AM". Para mim, tudo o que ele fez tinha essa precisão e originalidade maravilhosas.

Fiquei obcecado com ele nos anos 60. Quando era criança, parecia que todo o mundo era engraçado por causa de George Carlin. Sua voz, mesmo misturada com profundidades, sempre soava como se estivesse tentando divertir uma criança. Era como o adulto mais divertido e malandro que você conhecesse lendo para você uma história antes de dormir.

Eu sei que George não acreditava no céu ou no inferno. Como a morte, eram apenas assuntos para o humor. E fico ainda mais triste de pensar que, quando eu chegar ao meu próprio fim, independentemente da espiral cataclísmica existencial que eu estiver passando, naquele momento ainda vou ter que pensar: "Carlin fez isso".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h08
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MALDITOS BANCOS
 
Entenda por que os bancos adoram cobrar tarifas
 
 
Para entender por que os bancos cobram tarifas com tanta volúpia, conversamos com o engenheiro financeiro Carlos Daniel Coradi, presidente da consultoria EFC (Engenheiros Financeiros e Consultores), autor de diversos estudos sobre bancos.

Ele nos conta que, até a década de 90, quando a inflação era muito alta e podia bater facilmente nos 80% ao mês, a grande receita dos bancos no Brasil se chamada float. Float é dinheiro parado em conta corrente sem remuneração que o banco aplicava. Nesta época, os bancos ainda não cobravam tarifas.

Em 1986, veio o Plano Cruzado que, durante um pequeno lapso de tempo manteve a inflação a zero. Com essa experiência, os grandes bancos de varejo perceberam o que ia acontecer com sua receita se um plano de combate à inflação funcionasse em definitivo.

Depois de 1986, o Brasil ainda teve os planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Finalmente, em julho de 1994, com o Plano Real, ficou claro que a inflação ia cair abaixo de dois dígitos ao ano. "Neste momento, os bancos tiveram de encontrar uma outra forma de manter a receita, e acharam a tarifa", lembra Coradi.

Hoje, para constatar a importância da tarifa para o resultado financeiro dos bancos, basta olhar a demonstração de resultado destas instituições. No plano contábil, há o item Receita de Prestação de Serviços.

TARIFAS BANCAM FUNCIONÁRIOS

Porcentagem da folha salarial de bancos coberta com tarifas/2006:
 
Itaú 188,6%
Unibanco 162,8%
Santander 152,2%
Bradesco 150%
HSBC 141,9%
Citibank 131,7%
Real 127,6%
Banco do Brasil 112,9%
Safra 95,4%
Caixa Econômica Federal 89,6%
Nossa Caixa
53,9%
 
Fonte: consultoria EFC
Ele não compõe o bloco de Receita de Intermediação Financeira, que, traduzido, é o bloco da receita de juros, ou seja, quando o banco empresta dinheiro.

A Receita de Prestação de Serviços, explica Coradi, vai aparecer num bloco híbrido que tem despesas e outras receitas. Quando se divide o valor da Receita de Prestação de Serviços pela Despesa de Pessoal, verifica-se que o valor é superior a 100% em quase todos os casos.

Traduzindo, as tarifas pagam todas as despesas dos bancos com seus funcionários. Em alguns casos, o dinheiro recebido com as tarifas daria para pagar quase duas folhas de pagamento (veja tabela).
 
"Com isso, fica claro que os bancos trocaram a receita de float por tarifas. Daí a tentativa do Banco Central de reduzir o número de possibilidades de cobrança de serviços de tarifas."
 
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h05
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JURISPRUDÊNCIA ÚTIL

Indenização trabalhista é isenta de Imposto de Renda

Não há incidência de Imposto de Renda sobre indenização trabalhista, de acordo com a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Os ministros rejeitaram recurso da Fazenda que desejava cobrar o imposto sobre a verba recebida por Ricardo Gioavani Andretta. Este havia sido indenizado por quebra de acordo coletivo durante a vigência da estabilidade temporária no trabalho.

Na concepção do relator, o ministro Teori Albino Zavascki, embora a indenização trabalhista represente acréscimo patrimonial, o pagamento de indenização por rompimento de vínculo funcional ou trabalhista é isento nas situações previstas no artigo 6º, V, da Lei 7.713/88 e no artigo da Lei 9.468/97, que institui o programa de demissão voluntária, informou a Revista Consultor Jurídico.

Justificativa do relator

Lembrando de precedentes da Turma, o relator ressaltou que as fontes normativas do Direito do Trabalho não são apenas as leis em sentido estrito, mas também as convenções e os acordos coletivos, cuja força impositiva está prevista na própria Constituição (artigo 7º, inciso XXVI).

"Conseqüentemente, pode-se afirmar que estão isentas de imposto de renda, por força do artigo 6º, V, da Lei 7.713/88, as indenizações por rescisão do contrato pagas pelos empregadores a seus empregados, quando previstas em dissídio coletivo ou convenção trabalhista, inclusive as decorrentes de programa de demissão voluntária instituídos em cumprimento das referidas normas coletivas", explicou.

Zavascki conclui que a indenização paga por conta do rompimento imotivado do contrato de trabalho e em valor correspondente ao dos salários do período de estabilidade acarreta acréscimo ao patrimônio material, constituindo, desta maneira, fator gerador do Imposto de Renda. Todavia, como o pagamento não se dá por liberalidade do empregador, mas por imposição da Justiça, a indenização não está sujeita à tributação do Imposto de Renda.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h03
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DIREITO DE ESCOLHA
 
CCJ rejeita projeto de lei que descriminaliza o aborto
 
 
Ricardo Marques/Folha Imagem
Mulheres com lenços na boca protestam a
favor
do aborto durante reunião da CCJ na Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara rejeitou o projeto de lei que descriminaliza o aborto (projeto de lei 1135, de 1991). Como indicavam as sessões anteriores que discutiram a matéria, os parlamentares contrários à descriminalização conseguiram maioria para aprovar o relatório do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da CCJ. Ele declarou o projeto inconstitucional, tendo como argumento o artigo 5 da Constituição Federal, que garante o direito da inviolabilidade da vida.

O projeto, que descriminaliza o aborto, já havia sido rejeitado anteriormente pela Comissão de Seguridade Social por 33 votos a 0, em uma sessão tumultuada que terminou com os deputados favoráveis ao aborto (que eram minoria) abandonando a votação nominal em protesto. Desta forma, a matéria vai agora ao Plenário da Câmara já tendo recebido previamente duas avaliações contrárias.

A matéria será arquivada se não houver recurso, em cinco sessões, para ser votada pelo plenário da Câmara. O PL1135/91 suprime o artigo 124 do Código Penal, que estabelece pena de 1 a 3 anos de prisão para quem comete aborto.

No inicio da sessão desta quarta, o deputado José Genoíno (PT-SP), tentou adiar a discussão por dez sessões, mas seu requerimento foi rejeitado pelos parlamentares (30 votos a 4). Genoíno é o autor de um projeto que tramita em conjunto com o 1135, que prevê a autonomia na decisão da questão do aborto e também determina que os hospitais públicos realizem o procedimento.
 
Genoíno alegou que o assunto não poderia ser decidido próximo ao recesso parlamentar e ao período eleitoral. No entanto, os demais parlamentares argumentaram que a questão já havia sido discutida exaustivamente ao longo de 17 anos, desde que o projeto foi apresentado.

Os votos contrários foram dos deputados José Eduardo Cardozo (PT-SP), José Genuíno (PT-SP), Régis de Oliveira (PSC-SP) e Eduardo Valverde (PT-RO). Ao se manifestar contra o relatório, o deputado Régis de Oliveira já previu que estaria com a minoria favorável à descriminalização do aborto na CCJ. "Não posso permitir que o Estado tome uma decisão pela mãe.
 
Também não consigo acreditar que, em caso de uma eventual descriminalização - eventual, porque não vai passar aqui -, as mulheres vão começar a fazer aborto indiscriminadamente. Minha consciência é contra o aborto, mas, como legislador, não posso substituir a decisão soberana da mulher."

O deputado Carlos Willian (PTC-MG) ilustrou sua fala contra a descriminalização e, portanto, a favor do relatório, com alguns acessórios. Durante a exposição, ele usou dois bonecos, simbolizando crianças, e um caixão branco pequeno. Atrás dele, outros dois deputados, Miguel Martini e Luiz Carlos Bassuma, auxiliavam a argumentação servindo como homens-sanduíche de cartazes com fotos de fetos abortados.

"Vocês querem matar essas crianças, querem acabar com essas criaturas que são felicidade no futuro do mundo, preferem colocar essas crianças em um caixão?", disse Willian. "O projeto de lei, esse sim, vai para o caixão", acrescentou, jogando uma cópia do projeto dentro do caixão que trouxera.

A manifestação do deputado arrancou risos da platéia favorável ao projeto que acompanhava a sessão e que, em seguida, protestou usando faixas roxas como mordaça.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h41
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A MORTE DO SENADOR:

Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre.

A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

- 'Bem-vindo ao Paraíso!'; diz São Pedro

- 'Antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você',

- 'Não vejo problema, é só me deixar entrar', diz o antigo senador.

- 'Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores.. Vamos fazer o seguinte: Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

- 'Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o senador. '

- 'Desculpe, mas temos as nossas regras.'

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até  o  Inferno.

A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.

Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado.

Todos muito felizes em traje social.

Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.

Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.

Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.

Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.

Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele.

Agora é a vez de visitar o Paraíso.

Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em  nuvem, tocando harpas e cantando.

Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedroretorna.

- 'E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna'.
 
Ele pensa um minuto e responde:

- 'Olha, eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.'

Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.

A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.

Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

-' Não estou entendendo', - gagueja o senador - 'Ontem mesmo eu estive aqui  e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados !!!'

Diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

'Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto...'


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h40
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CUMA?
 
Casal tem gêmeos negro e branco na Alemanha

Um casal alemão teve gêmeos de cor de pele diferente, um branco e outro negro, anunciou nesta quarta-feira um porta-voz da clínica de Lichtenberg, em Berlim.

O pai de Leo e Ryan, como as crianças serão batizadas, é um alemão da localidade de Potsdam, vizinha a Berlim, enquanto a mãe é originária de Gana, na África Ocidental.

"Em alguns casos, pode acontecer que gêmeos tenham diferentes cor de pele", disseram fontes da clínica de Lichtenberg, que disseram que é a primeira vez que isso ocorre em Berlim.

Segundo as fontes, tais casos são comuns quando a mulher tem dupla ovulação na gravidez.

Um exame comprovou que o pai é o progenitor das duas crianças. A porta-voz do hospital disse que o parto ocorreu em 11 de julho, e que a mãe e os bebês passam bem.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h34
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OU SE CORROMPE, OU SE OMITE OU...
 
Sociedade empurra policiais para guerra

Melhorar a formação do policial é importante, mas, na opinião de analistas, não é só a falta de treinamento que resulta em ações desastrosas com a morte de inocentes. Para eles, a pressão que parte da sociedade faz com que a polícia parta cada vez mais para o enfrentamento direto, o que acaba resultando em episódios como os registrados no Rio e no Paraná.

Além da morte do administrador Luiz Carlos da Costa ontem, uma ação da polícia militar do Rio na semana passada já havia resultado na morte de João Roberto, 3. No Paraná, a PM também matou por engano a estudante Rafaeli Lima, 21, após ter confundindo seu carro com o de criminosos no último fim de semana.

Para Jorge da Silva, ex-secretário estadual de Direitos Humanos e ex-presidente do Instituto de Segurança Pública do Rio, "ficam de todos os lados da sociedade empurrando os policiais para uma guerra". Nesse clima de tensão e com os nervos à flor da pele, diz ele, aumenta o estresse dos policiais.

"A formação policial é importante, mas você ouve as pessoas dizendo que bandido bom é bandido morto. Se é legítimo matar bandido, eles vão atirar." A antropóloga Ana Paula Miranda, que também presidiu o Instituto de Segurança Pública do Rio, concorda que a discussão sobre a abordagem policial não deve ficar apenas na questão do treinamento.

"Enquanto a lógica for a de dar prioridade ao enfrentamento, você pode ter experiências maravilhosas em capacitação, mas, quando esse policial começar a trabalhar na rua, vão dizer para ele esquecer tudo o que aprendeu porque o código lá é outro, e o que vale é ser corajoso e pegar o bandido a qualquer custo", afirma ela.

"Não existe formação policial capaz de mudar a personalidade de uma pessoa. Os candidatos à PM no Rio passam por exame intelectual, físico, psicológico e social, mas o perfil de quem procura a carreira policial é de uma pessoa mais agressiva, por estar disposta a correr mais riscos", diz o ex-comandante-geral da PM do Rio, coronel Ubiratan Ângelo.

Ele afirma também que as ações da polícia na área de segurança pública no Rio estão sempre pautadas pelo clamor da sociedade e da mídia.

Ângelo lembra que, no ano passado, logo após uma megaoperação da polícia no Complexo do Alemão que resultou em 19 mortes, o secretário José Mariano Beltrame foi aplaudido, quando, num evento público, teve seu nome anunciado. "Tempos depois, a mesma sociedade passa a criticar quando a violência bate à sua porta."

Ele afirma ainda que nunca houve uma política clara no setor. "Não estou dizendo que não existe política de segurança pública neste ou naquele governo. Digo que nunca existiu".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h32
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Ex-morador de rua toma posse
de cargo no Banco do Brasil
 
Ao meio-dia de ontem, Ubirajara Gomes da Silva, 27, assumiu o posto de escriturário do Banco do Brasil em Recife (PE) com o salário de R$ 954. Ele foi aprovado em concurso do Banco em 2007, em 136º lugar, entre 171 classificados.

SUPERAÇÃO
Arquivo pessoal 
Ex-morador de rua, Ubirajara Gomes da Silva, 27, assume cargo de escriturário no Banco do Brasil hoje
O que chama a atenção na história de Silva é o fato de, até pouco tempo atrás, ele morar nas ruas da capital pernambucana. Depois de passar neste concurso público, o rapaz virou celebridade.
 
Agora, tem até um telefone celular dado por um amigo, que também o abrigou em casa, para poder atender os pedidos de entrevista da imprensa. E, sem timidez, aparenta já estar se acostumando aos holofotes.

Ele parece preferir falar mais do presente que do passado. Conta, sempre com jeito calmo, que conheceu os pais, mas foi criado pela avó. As brigas que tinha com ela o fizeram sair de casa, aos 15, e passar a viver das ruas de Recife.
 
Vivia de trocados que "o pessoal dava", usava banheiros públicos e, às vezes, vestia a roupa molhada, que tinha acabado de lavar, por falta de outra.

Na rua, agressões poderiam surgir de outro mendigo ou de "algum filhinho de papai, que podia tentar algo", mas, sem se estender, ele diz que não passou por nada sério. "Estou aqui, inteiro."

Açúcar e prova anterior para se preparar

A merenda foi um dos atrativos para voltar a estudar, na sexta série, aos 20 anos. Chegou até o fim do segundo grau, com supletivo, em 2006. Um amigo que conheceu em uma biblioteca pública, onde lia jornais com voracidade, sugeriu que ele fizesse concursos. E foram quatro, antes da seleção no Banco do Brasil.

Para enfrentar a rua e os estudos, Silva enganava a fome com açúcar: "De manhã, eu comia bolo-de-rolo com um copo de Coca. Durante o dia tomava muito café, com dez quilos de açúcar em cada xícara e, à noite, comia a merenda da escola".

Diz que nunca estudou muito: "Eu sou mesmo um camicase", em referência aos pilotos suicidas japoneses. Usava apenas algum material, que achava na Internet, acessada em locais públicos.

Na seleção do Lapefe (Laboratório Farmacêutico de Pernambuco), afirma que ficou na 176ª posição, das 150 vagas abertas, mas reclama que, se a entidade chamasse mais aprovados, ele já teria entrado, com as desistências.
 
E aproveita a entrevista para fazer a mesma reclamação em relação à seleção da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), em nome dos amigos aprovados.

Para o concurso do BB, diz que sua única preparação foi imprimir uma prova anterior do banco, três dias antes do exame, e resolver as questões. E nada mais.
 
"Já tinha feito quatro concursos.Você faz muita prova e acaba tirando alguma coisa disso." A leitura habitual de jornais também ajudou, conta.

Faculdade

Como gosta muito de números, Silva pensa em fazer faculdade, "algo na área de ciências contábeis, economia, administração ou marketing". Mas não demonstra muita confiança na aprovação em uma faculdade pública federal.
 
Ele já fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) duas vezes, para tentar o Prouni, mas conta que tem problemas com a redação.

"O aluno que vem de escola pública não tem condição de passar. Quem faz escola particular vai para a universidade pública. E quem faz escola pública vai para a universidade privada", diz. Mas diz que vai prestar o vestibular mesmo assim. Afinal, ele gosta de ser camicase.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h18
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FRASE DO DIA:
 
"Claro que o Brasil é mesmo o país da piada pronta. Onde mais alguém como o banqueiro Daniel Dantas seria solto em pleno 'Dia da Pizza' ?"
 
José Simão, em seu Monkey News.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h16
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Bancos lançam recompensa em dinheiro e
ações para clientes de cartão de crédito
 
Para aproveitar o bom momento do mercado de cartões de crédito e aumentar a base de clientes, os bancos brasileiros têm apostado em recompensas a quem usar o plástico da instituição. Dentre elas, estão ações, planos de previdência e dinheiro.

O Santander lançouum modelo de cartão de crédito que transforma 2% do valor de cada compra, à vista ou parcelada, em créditos em dinheiro que podem ser usados da maneira que o cliente quiser: como desconto na fatura ou para saque em caixas eletrônicos.

Nos primeiros 12 meses contados a partir da primeira compra, a conversão será de 2% e, a cada 12 meses, 0,1 ponto percentual será adicionado para conversão, até o limite de 2,5%, independente do gasto. Os créditos não expiram e podem ser acumulados até R$ 500 a cada mês.

"Os clientes não querem programas de recompensa pré-formatados que não oferecem liberdade de escolha, com pontos que são difíceis de juntar e ainda por cima expiram", explicou Nuno Matos, vice-presidente de Meios de Pagamento do Santander.

Renovando nas recompensas aos clientes, o banco Itaú lançou a promoção Seja Sócio Itaú. Depois de realizar cadastro no site do banco (www.itau.com.br
), agências, caixas eletrônicos e outros, o cliente que gastar R$ 50 em compras ganhará um cupom.

Serão válidas compras realizadas entre 1º de maio e 31 de julho. O cupom contemplado em sorteio dará direito, como prêmio, a um plano de previdência PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), denominado FlexPrev PGBL.

Os contemplados ganharão R$ 500 mil para serem aplicados no plano. O prêmio somente poderá ser trocado por ações do Banco Itaú Holding S.A. Será disponibilizado um assessor da mesa de operações do banco para auxiliar na compra de papéis. 

Segundo relatório da Link Investimentos, divulgado nesta segunda-feira (14), as medidas são tomadas pelos bancos para aproveitar o momento positivo do mercado de cartões, que movimenta R$ 20 bilhões por mês e deve crescer acima de 20% neste ano.

"Conforme temos afirmado, o cartão de crédito pode ser considerado um dos mais importantes instrumentos de crédito da atualidade, representando cerca de 6% das operações de crédito para pessoa física no Brasil (considerando apenas linhas livres)", diz o documento.

O cartão é usado, principalmente, pela baixa renda, que o vê como um canal mais fácil de acesso ao crédito, descontos e promoções. A Link prevê ainda mais crescimento deste mercado, devido ao aumento da renda e queda na economia informal. "Continuamos otimistas com o crescimento do crédito no País e com o setor de bancos".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h13
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DEMASIADO BUENO PARA SER VERDAD
 
Espanha seria "plano B" para Copa-10

No começo do mês, as especulações sobre a alteração da sede da Copa do Mundo em 2010 aumentaram com a declaração de Joseph Blatter, presidente da Fifa, de que a entidade teria um "plano B" para o Mundial. A primeira da lista para substituir a África do Sul seria a Espanha.

Quem garante é Alejandro Blanco, presidente do Comitê Olímpico Espanhol (COE). Para o dirigente, é um orgulho que a Fifa tenha escolhido o país como uma rota alternativa caso a África do Sul não consiga cumprir as metas estipuladas pela entidade.

"É uma honra que a Fifa conte com nosso país no momento em que a África apresenta problemas na organização para a próxima Copa", afirmou Blanco.

A intenção da Espanha, porém, é acolher o Mundial apenas em 2018. As principais atenções espanholas estão voltadas à candidatura de Madri para sede dos Jogos Olímpicos em 2016.

Blanco garantiu que o país está capacitado para receber os dois eventos. Na disputa para organizar as Olimpíadas, a cidade européia compete contra o Rio de Janeiro, Tóquio (Japão) e Chicago (Estados Unidos).

Os principais problemas enfrentados pela África do Sul para sediar o Mundial são questões de infra-estrutura. Outro empecilho são os vários casos de violência por xenofobia no país.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h04
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ENTREVISTA DO DIA: NEIL GAIMAN NA FLIP

"Me sinto como um jogador de futebol no Brasil"

 
O premiado autor de "Sandman", Neil Gaiman, disse em entrevista coletiva na Flip 2008 que às vezes se sente "como um jogador de futebol" no Brasil, tamanha a afeição demonstrada pelos fãs de seu trabalho no país. Como exemplos, ele citou a vez em que autografou para 1.250 pessoas na Fnac de São Paulo, em 2002, e uma palestra em 1996 na qual teve que ser retirado por seguranças após fãs invadirem o palco ("a única vez que isso aconteceu na minha vida", disse Gaiman).

Segundo o autor, que além da série de quadrinhos "Sandman" é conhecido por roteiros de cinema ("Beowulf", "Stardust"), livros adultos ("Deuses Americanos", "Os Filhos de Anansi") e infantis ("The Wolves in the Walls"), sua admiração pelos brasileiros é recíproca: "O Brasil foi o primeiro país depois dos Estados Unidos a publicar edições de 'Sandman', em 1989, e eram edições maravilhosas, eu tenho os pôsteres delas até hoje no meu banheiro. Foi um ótimo começo de relação", afirmou.

Neil Gaiman participou da mesa "A Mão e a Luva" sábado passado ao lado do escritor norte-americano Richard Price.

'Faça você mesmo'

Gaiman afirmou estar muito empolgado com o momento atual, em que as tecnologias estão mais acessíveis para a produção de arte. "Quando eu tinha 15 anos, em 1976, o punk me fez ver que você não precisava de milhões de dólares em sintetizadores e um porco inflável gigante para ter uma banda, era só ter as guitarras, uma bateria emprestada e um microfone", disse. "Se você quer fazer uma coisa, simplesmente faça, e aprenda com seus erros. Foi isso que o punk me ensinou, e é isso que guia o meu trabalho até hoje. Normalmente, os primeiros esboços que eu faço não são nada bons, eu vou melhorando e fazendo do meu jeito."

O autor também se disse otimista com a Internet, tanto com a cultura dos blogs quanto com a livre circulação de arquivos. "É claro que no meu mundo ideal eu preferiria que as pessoas estivessem comprando [a história em quadrinhos atualmente esgotada] 'Miracleman' e ajudando a pagar o meu jantar, mas como ela não está disponível em nenhum formato legítimo, fico feliz que estejam baixando", disse.

"Ontem mesmo eu conversei com a [autora e também convidada da Flip] Zöe Heller sobre isso, ela não sabia o que pensar sobre essa coisa de 'book swapping', de pessoas deixando livros nas praças para que outras leiam", afirmou. "O que eu acho é que você raramente descobre seu autor favorito comprando um livro, é sempre algo que alguém te empresta ou você encontra sem querer. Para mim o grande inimigo não são as pessoas que lêem de graça, e sim as pessoas que não lêem."

Hollywood

Um dos projetos atuais de Neil Gaiman é a adaptação para o cinema de "Morte: O Alto Preço da Vida", uma das histórias do universo "Sandman", que ele próprio deve dirigir. "O Guillermo Del Toro é o produtor executivo do projeto, e ele foi gentil o bastante para me deixar visitar o seu set no ano passado e aprender com ele, foi fantástico", disse o autor. Gaiman também está trabalhando em uma adaptação de seu livro "Os Filhos de Anansi" para a Warner.

O autor evita, porém, falar sobre datas para seus novos projetos. "Se há uma coisa que eu aprendi fazendo filmes é que eles saem quando eles saem, e sempre que saem te deixam surpreso", afirmou. "Veja o caso de 'Beowulf': era para ser um projeto pequeno, de baixo orçamento, uma coisa bem como 'Em Busca do Cálice Sagrado' do Monty Python, e nove anos depois de escrevermos o roteiro estamos em uma premiere com Angelina Jolie, Anthony Hopkins e John Malkovich."

Sobre a onda de adaptações de quadrinhos para o cinema, Gaiman diz que sua única preocupação é que os estúdios ficarão logo sem opções: "Daqui a pouco vão fazer adaptações até do Punho de Ferro", brincou. "Não sei se dá para apontar algum período em que Hollywood foi especialmente criativa, eles estão sempre com um modelo, já foram as comédias românticas, agora são os heróis de quadrinhos, muito por conta dos efeitos especiais", avalia.
 
Para Gaiman, porém, o que importa é que o resultado seja um bom filme. "Guillermo Del Toro está fazendo 'Hellboy 2', um filme que vai ser classificado como mais uma dessas adaptações de HQ, mas eu já vi e posso dizer que é um trabalho muito pessoal, bem diferente de qualquer coisa."

Quadrinhos e livros

Gaiman diz que uma das coisas que acha curiosas no Brasil é que ainda persiste a questão se quadrinhos seriam uma forma menor de literatura (que foi perguntada na coletiva, inclusive). "Na Inglaterra e nos EUA, essa discussão já foi resolvida quando o Art Spiegelman ganhou um prêmio Pullitzer por 'Maus', e depois quando 'Watchmen' foi eleita uma das cem maiores obras da literatura pela Time Magazine", afirmou. "Os quadrinhos obviamente têm qualidades diferentes da prosa, mas pra mim é como discutir se o teatro é menor do que a prosa porque tem atores falando o que você deveria imaginar."

Sobre as diferenças que vê entre os dois meios, Gaiman acha que "a prosa tem essa coisa mágica de você juntar palavras e o leitor criar um mundo na cabeça dele, mas nos quadrinhos eu tenho mais controle, principalmente sobre o olhar de quem lê. Se eu quero que ele admire a construção de um castelo, mando o artista fazer um castelo de página inteira. Se eu descrever em um parágrafo, o leitor pode simplesmente pular até a próxima linha de diálogo". Outra coisa que Gaiman diz sentir falta quando escreve livros são "os quadrinhos em branco, que permitem que o leitor imagine o que os personagens estão pensando".

Perguntado sobre o que o teria levado para o horror e os quadrinhos, Gaiman brincou que "infelizmente as pessoas não são personagens, não têm boas histórias de origem. Adoraria dizer que fui picado por uma aranha radioativa e comecei a querer fazer quadrinhos de horror, mas não, foi simplesmente uma coisa com a qual eu senti afinidade".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h44
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ACHMED, THE DEAD TERRORIST
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h37
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Capitalista sofre, camaradas
 
by João Pereira Coutinho

Sempre que vejo alguém marchar contra o "capitalismo", pergunto honestamente se os manifestantes conhecem um "capitalista" de verdade.

A pergunta pode parecer ingênua. Não é, leitores. Marx escreveu abundantemente sobre a situação do proletariado no século 19 e, no entanto, o conhecimento real de Marx sobre as classes trabalhadoras era mínimo, para não dizer nulo.

O mesmo no século 21. Os manifestantes marcham contra o "capitalismo" e acreditam na imagem caricatural do capitalista, sentado sobre as costas do trabalhador e bebendo o suor deste com maléfico prazer. Eis o clichê das passeatas primitivas: as massas trabalham; o capitalista vive do trabalho alheio, de preferência brandindo o chicote.

Nada mais longe da verdade. Conheço vários capitalistas com certo grau de intimidade. E em nenhum momento invejo ou critico a vida dessa gente. Acordam a horas impróprias. Deitam-se a horas obscenas. São os primeiros a chegar à empresa e, normalmente, os últimos a partir.

Envelhecem prematuramente. E, envelhecidos, lamentam o tempo que perderam em reuniões inúteis, viagens inúteis e contatos com inúteis. O coração começa a ceder a partir dos 40. O primeiro infarto vem aos 45. A vida familiar é uma piada (de mau gosto).

E a competição própria do "métier" arruina o que existe de mais precioso na vida de um ser humano: a possibilidade de nos entregarmos ao ócio, à criação e ao prazer.

Como diria Albert Cossery, o último dândi, que morreu na semana passada em Paris e que construiu uma obra sublime ao ritmo de uma frase por dia, não existe nada mais triste do que a presença da beleza no mundo e a ausência de olhos para desfrutá-la.

Isso é vida que se inveje? Não creio. Mas é vida que se agradece. Por cada ruga, cabelo branco ou miocárdio pronto a explodir, existe o contributo objetivo do capitalista para a vida anônima de cada um. Não falo da criação de emprego e de riqueza. Falo dos nossos gestos mais ridículos do dia-a-dia: quando ligamos o carro, dispensando o cavalo; quando ligamos a luz, dispensando a vela lamparina; quando ligamos a internet, dispensando o pombo-correio, há sempre a marca de um capitalista por trás, que esteve disposto a bancar uma idéia e a aumentar os nossos confortos.

Por isso, levanto o meu copo no momento da despedida: três décadas depois, Bill Gates abandona a chefia da Microsoft para se dedicar a obras de caridade e à luta contra a malária. O gesto é nobre, sim: quem, em juízo perfeito, trocaria o egoísmo da riqueza pelo altruísmo de partilhá-la?

Mas Gates não precisava doar parte da fortuna aos desvalidos da Terra para saldar a sua dívida com a humanidade. A dívida foi saldada quando Bill Gates fez o que melhor soube: democratizar o computador, transformando irreconhecivelmente a vida de cada um.

Como? Primeiro, ao colocar computadores baratos nas casas do mundo. E, depois, ao fornecer um software simples e de lingua - gem praticamente universal, que transformou os nossos hábitos de trabalho.

No próximo século, quando se escrever a história deste, Bill Gates será relembrado como um visionário. Alguns críticos não toleram essa visão generosa e acusam Gates de práticas desonestas: o homem era um inimigo da concorrência; o homem não respeitava a propriedade intelectual alheia; o homem roubava idéias dos adversários que depois apresentava como suas.

Entendo os críticos. Mas é difí- cil acreditar neles. Existe na informática uma fluidez autoral que não é comparável com outras áreas do conhecimento e da criatividade humanas. Quem inventou o "mouse"? Quem inventou a "interface gráfica"?

Existem dezenas de candidatos ao lugar, e é provável que outras centenas, ou milhares, tenham dado o seu contributo numa cadeia interminável. Mas só um ocupa o topo do pódio na capacidade para juntar idéias dispersas e oferecer um sistema operativo comum.

O ódio a Bill Gates se explica com uma palavra bem arcaica e bem humana: inveja. A exata inveja que não tolera a história bem real do Tesouro norte-americano, que uns anos atrás se viu obrigado a alterar os impressos de declaração do imposto de renda porque não havia espaço para os dígitos da fortuna de Gates.

Mas não há que ter inveja, camaradas. Gates é um capitalista. E, como qualquer capitalista, ele merece a nossa pena e a nossa gratidão.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h36
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Espanha não é mais terra prometida para imigrantes
 
O ministro do Trabalho e Imigração, Celestino Corbacho, disse nesta quinta-feira que a Espanha não é mais uma terra prometida.

Em entrevista à BBC Mundo, o ministro explica como o governo da Espanha está tentando conter a onda de imigrantes que tentam chegar ao país.

A Espanha é um dos países europeus que mais têm recebido pessoas de fora do continente.

Entre as medidas propostas pelo governo estão incentivos para que imigrantes retornem voluntariamente para seus países e aumento na restrição de imigrantes.

As medidas espanholas estão em consonância com a preocupação de diversos países europeus com o problema da imigração.

Nesta quinta-feira, o presidente da França, Nicolas Sarkozy - que está assumindo também a presidência da União Européia - disse que a Europa precisa controlar a entrada de trabalhadores de fora do continente.

A Espanha é um bom país para se emigrar? A Espanha precisa de imigração?

Precisa-se de imigrantes na Espanha, mas não universalmente. A Espanha pode precisar de médicos, pode precisar de enfermeiras, pode precisar de determinadas especialidades.

O que é complicado hoje é que uma pessoa venha à Espanha e possa encontrar uma ampla oferta de trabalho aqui.

Se fala em "fluxos migratórios" e em "avalanches", termos que soam mais como fenômenos climáticos do que de pessoas. Não lhe parece que a imigração está desumanizada?

Eu acredito que a imigração tem uma origem fundamentalmente econômica, porque senão estaríamos falando de mobilidade. Ou seja, as pessoas migram porque não conseguem ver um futuro imediato, e isso que leva uma pessoa a tomar uma decisão às vezes contra a própria vontade.

A política de retorno é um pouco para aplacar as cifras de desemprego, que estão aumentando na Espanha. No entanto, surpreende a quantidade de ofícios e profissões que precisam ser preenchidas com estrangeiros.

O direito de retorno precisa ser visto como uma oportunidade a mais, e não como uma obrigação. Um imigrante que se encontra sem emprego tem de início as mesmas condições que um espanhol.

Mas, se todas as opções se esgotam, o que ele faz? Fica aqui sem nenhuma outra opção? Pois veja você, nós dizemos que existe uma opção que os espanhóis não têm. Você pode acumular e cobrar de uma só vez o seu seguro-desemprego (e voltar para seu país de origem).

No entanto, tanto o informe sobre finanças públicas da União como o Banco de Espanha falam da importância da imigração para reanimar a economia. Não seria melhor combater a imigração ilegal derrubando as barreiras burocráticas para regularização dos estrangeiros?

Se o informe do Banco da Espanha diz isso, taxativamente já digo ao presidente do Banco da Espanha que não estou de acordo com ele. Não podemos menosprezar 90% dos espanhóis. Nós também construímos este país.

O que ocorre é que em uma situação como a atual, o imigrante se move mais rápido, porque sua necessidade é maior. Pode ser que nesta situação, muitos imigrantes sejam os primeiros que acabem se colocando nos poucos ou muitos postos de trabalho que se abrem.

Com as atuais políticas de retorno voluntário e involuntário, a Espanha quer passar a mensagem de que não é a terra prometida?

A Espanha não é o paraíso. A Espanha enfrenta hoje uma situação de dificuldades econômicas importantes. Atualmente, muita gente está perdendo seus empregos e os primeiros a serem afetados são os imigrantes.

O índice de desemprego entre os imigrantes está em 15%, enquanto a taxa global de desemprego está em 9,8%. Mas isso não quer dizer que esta situação perdurará indefinidamente.

O que eu diria a uma pessoa de outro país é que este não é o melhor momento para emigrar para a Espanha, mas que não descarte ir para a Espanha.

A América Latina qualificou de "xenófobas" estas políticas de retorno involuntário e lembra a ajuda que deram a milhões de europeus que no passado fugiram da Europa para buscar uma melhor qualidade de vida. Cabe a comparação?

Eu acredito que evidentemente na Europa tenham sido criadas algumas políticas que por deferência não vou citar, que acarretaram em discursos muito alarmistas e com o tom de criminalizar o diferente por ser diferente.

Eu entendo perfeitamente que um governo latino-americano e que um latino-americano, ao escutar isso de um europeu, se sentirá ofendido. Mas nem na Espanha nem na Europa, há a intenção de criminalizar a imigração. A Espanha muito menos. Nós não seguiremos as políticas de dureza que às vezes se desprendem de outros discursos europeus.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h31
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DIÁLOGO IMORTAL DA GIBIOTAS:
 
From: *Smartt e Fernando Lopes*
 
> > > > Acho que vou no Gibicontro Sampa com
> > > > minha Taurus na cintura só pra deixar o
> > > > Fernando Lopes nervoso.
> > > >
> > > > E boto ela na mesa pra comer a pizza.
> > >
> > > Sua Taurus come pizza ?
> > >
> > > Faça outra piada que vc volta pro
> > > Rio com ela enfiada no seu rabo.
> >
> > A Taurus, a pizza, a piada ou a mesa?
>
> Vai depender da tua fome...


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h21
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