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Em causa própria
 


 
A noite é de Batman e todo o fim de semana também

"O Cavaleiro das Trevas" bateu recorde
de
vendas de ingressos em três dias nos EUA

Fãs arrebatados levaram "O Cavaleiro das Trevas", o sexto filme da série "Batman" da Warner Bros a um recorde de vendas de ingressos em três dias de US$ 155,3 milhões durante o final de semana, sustentando o que até agora foi um ano incerto nas bilheterias.

Pelos cálculos da Warner,o filme acanhadamente eclipsou as vendas de ingressos no fim de semana de lançamento do filme da Sony Pictures "O Homem-Aranha 3", que no ano passado faturou US$ 151,1 milhões e detinha o recorde anterior.

 Hiroko Masuike/The New York Times
 
Espectadores compareceram vestidos como
o perturbado coringa de Heath Ledger

Os 12 filmes mais vistos no final de semana somaram US$ 249,6 milhões, segundo a consultoria de arrecadação Media by Numbers. Isso elevou o total de arrecadação doméstica para o ano a US$ 5,36 bilhões.

O total ainda é 1% menor que no mesmo período no ano passado, e o número de freqüentadores de cinema caiu 3,7%. Mas o desempenho do final de semana permitiu que os estúdios e os proprietários de cinemas também recuperassem o ânimo, pois mostrou que mesmo uma franquia familiar como "Batman" ainda pode trazer surpresas.

"Ele simplesmente assumiu vida própria", disse Dan Fellman, presidente da Warner para distribuição cinematográfica. "Não esperávamos nada que se parecesse com isso."

O entusiasmo em torno de "O Cavaleiro das Trevas" começou a crescer acentuadamente há várias semanas, alimentado em grande parte pelo interesse em torno do desempenho, como Coringa, de Heath Ledger, que morreu em janeiro.

Os cinemas começaram a acrescentar sessões à meia-noite e depois no início da manhã, assim que os fãs do filme começaram a reservar ingressos antecipadamente online.
 
Nas sessões de pré-estréia, realizadas em todo país, o público - incluindo vários espectadores que compareceram vestidos como o perturbado coringa interpretado por Ledger - elevaram as vendas de ingressos da sexta-feira a cerca de US$ 66,4 milhões, incluindo a extraordinária soma de US$ 18,5 milhões das apresentações da meia-noite.

O fato de o lançamento do filme ter conquistado um status de acontecimento, que filmes anteriores de "Batman" jamais alcançaram, aparentemente se deve em parte à sua forte presença no formato Imax.

O filme - dirigido por Christopher Nolan e interpretado por Christian Bale - foi filmado em parte com o uso de câmeras Imax e lançado em cerca de 100 cinemas com telas Imax nos Estados Unidos. Isso representa um aumento na arrecadação porque os ingressos para Imax custam em média US$ 12,80, cerca de 80% a mais que o preço médio do ingresso, de US$ 7,08, como calculou a Media by Numbers.

As exibições em Imax contribuíram com US$ 6,2 milhões para a arrecadação de "O Cavaleiro das Trevas", superando o recorde anterior em Imax, de US$ 4,7 milhões do "Homem-Aranha 3" em mais de 30%, disse Greg Foster, presidente do setor de entretenimento filmado da Imax.

A bilheteria do verão foi excelente mas não espetacular, com os ingressos para a temporada em ligeira alta para US$ 2,76 bilhões, graças à inflação nos preços, e a freqüência de espectadores registrando queda de 2%. Filmes como "Homem de Ferro" da Paramount Pictures e Marvel Studios e "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" da Paramount e Lucasfilm superaram o marco dos US$ 300 milhões.

Mas "Hancock", o filme com um super-herói malcomportado da Sony Pictures e o astro Will Smith, não alcançou as bilheterias do ano passado de "Transformers" durante o feriado de 4 de junho e vários lançamentos não foram bem recebidos.

Outros filmes de boa bilheteria no final de semana incluem "Hancock", com US$ 14 milhões (para um total de US$ 191,5 milhões); "Jornada ao Centro da Terra" da Warner, com US$ 11,9 milhões (um total de US$ 43,1 milhões); "Hellboy II: O Exército Dourado" da Universal, com US$ 10 milhões (US$ 56,4 milhões, total) e "Wall-E" de Walt Disney com US$ 9,8 milhões (US% 182,5 milhões no total).

Com tais recordes, o desempenho do final da semana também ressalta o quanto os estúdios estão se esforçando mais pelos seus sucessos nos últimos anos. O "Batman" de 1989 com um orçamento de US$ 35 milhões, arrecadou no lançamento apenas US$ 40,5 milhões e chegou aos US$ 251 milhões no mercado doméstico.

Já "O Cavaleiro das Trevas", em contraste, como se informou, custou mais de US$ 180 milhões. Dado o padrão de grandes sucessos de bilheteria contemporâneos, parece improvável que o filme se equipare ao desempenho de "Batman", cuja arrecadação no mercado doméstico pode ser da ordem de US$ 450 milhões se ajustado para refletir a inflação sobre o preço dos ingressos.

Os filmes que são um "acontecimento" hoje em dia tendem a ter lançamentos maiores e desaparecem mais rapidamente do que aqueles do passado. Dessa forma, "Homem-Aranha 3" captou cerca de 45% de seus US$ 336,5 milhões em total de vendas no fim-de-semana de lançamento e "Piratas do Caribe - No Fim do Mundo" recebeu 37% de seus US$ 309,4 milhões no primeiro final de semana do ano passado.

"Batman", em contraste, contou na semana de lançamento com apenas 16% das vendas.

Fellman disse acreditar que "O Cavaleiro das Trevas" continuará à frente de "Homem-Aranha 3" nos próximos dias, graças às folgas escolares de verão. "Homem-Aranha 3" foi lançado no início de maio e foi preciso muito empenho pelas bilheterias do meio da semana.

Até o final da semana, disse Fellman, "O Cavaleiro das Trevas" provavelmente terá arrecadado mais que os US$ 205 milhões em vendas de ingressos no mercado doméstico que o seu predecessor, "Batman Begins", em 2005.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h02
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Comentarista político dos EUA é criticado
por comparar Obama a bolacha recheada
 
da Folha Online

O comentarista político e apresentador americano John McLaughlin enfrentou duras críticas nesta segunda-feira, depois de comparar o provável candidato democrata Barack Obama a uma bolacha Oreo.

"Jackson fica chocado que um Oreo deveria ser o beneficiário de uma longa luta de direitos civis pela qual ele passou sua vida lutando?", disse McLaughlin, em seu programa de conteúdo político "The McLaughlin Group".

O comentarista se referia a Jesse Jackson, um renomado defensor dos direitos civis dos negros que foi envolvido recentemente em uma polêmica, depois de falar, sem saber que o microfone estava ligado, que Obama não está lutando pelas verdadeiras necessidades dos negros americanos.

Oreo é a marca americana de uma bolacha de chocolate com recheio de baunilha e, segundo reportagem da rede de televisão CNN, é visto como uma palavra pejorativa para se referir a afro-americanos que não apresentam estereótipos associados aos negros. Veja a íntegra, em inglês

Referindo-se aos comentários de Jackson, McLaughlin disse que Obama "se encaixa no estereótipo de negros rotulados como um Oreo, negro por fora e branco por dentro".

Peter Beinart, membro do Conselho de Relações Externas e convidado do programa de McLaughlin, reagiu ao comentário dizendo que é uma imagem "completamente injusta" de Obama.

Michelle Bernard, outra convidada do programa citada pela CNN, disse discordar dos comentários do apresentador. "Se Barack Obama é um Oreo, então cada membro desta geração de afro-americanos é um Oreo, porque nós nos levantamos em cima dos ombros de pessoas que lutaram por nossos direitos e todos nós dizemos que você não pode culpar 'o homem' ou o racismo branco por tudo que aflige a comunidade negra".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h00
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DUBLIN
 
Para saber o que fazer em 36h em Dublin clique AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h59
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Compras com cartão de crédito somam 12,9%

Os cartões de crédito foram responsáveis por 12,9% do consumo das famílias brasileiras entre janeiro e junho, conforme divulgou divisão do Itaú para esse mercado, responsável pelo estudo “A Evolução do Cartão no Acesso ao Crédito”.  A Itaucard atribui o resultado ao aumento do número de transações e à diminuição do gasto médio por cada consumidor.

Este percentual indica que o aumento do consumo veio acompanhado de maior planejamento financeiro. A possibilidade de compra parcelada sem juros em até 12 meses permite que o brasileiro mantenha o padrão de consumo de bens de maior valor, contribuindo para manter o mercado e a produção aquecidos e mantendo as suas contas pessoais mais equilibradas”, explica Fernando Chacon, diretor de Marketing do Banco Itaú.

As compras parceladas sem juros no cartão de crédito foram responsáveis por 50,8% da receita dessa indústria, no primeiro semestre. Mas a expectativa para o ano de 2008 é atingir 51,8% dos R$ 223,5 bilhões previstos para o faturamento.

O crescimento da indústria de cartões também se deve ao fato de o meio contar com maior confiabilidade nas transações, ter mais facilidades de financiamento e maior aceitação do público. Enquanto que, no início do Plano Real, em 1994, a quantidade pagamentos efetuados com cartão equivalia a 0,5% do total feito com cheques, a previsão para 2008 é de que o meio eletrônico represente o dobro esperado para o de papel. serão 2,9 bilhões de transações com cartão contra 1,4 bilhões de cheques compensados.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h56
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CHINGLISH

Essa placa de restaurante na China mostra como o esforço dos anfitriões olímpicos para aproximar o país aos visitantes pode acabar em muita confusão.

Está na cara que o dono do estabelecimento colocou os ideogramas em algum tradutor online, mas, sem dominar os caracteres latinos, não percebeu que deu algum tilt. Então, não estranhe se aparecer um bar em Pequim com o nome de "404 Not Found".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h28
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SÍNDROME DE PETER PAN
 
Adultos não conseguem amadurecer
e querem continuar sendo crianças

Alguns adultos estancaram no caminho para a maturidade, do mesmo modo que encontramos adolescentes que demoram a assumir a independência. Com freqüência se vêem referências a essas pessoas como afetadas por uma síndrome ou um complexo de Peter Pan.
 
Segundo especialistas, não existe essa síndrome. O que acontece é que as mudanças sociais e familiares das últimas décadas aumentaram o infantilismo de alguns adultos, que cresceram sem ter o referencial dos pais.

Encontramos na vida real muitos Homer Simpson, adultos que têm dificuldade para crescer e amadurecer emocionalmente? O que acontece com alguns jovens que se instalam em uma eterna adolescência, negando-se a assumir as responsabilidades e tomar as rédeas de sua vida?

Renunciar a ser adulto e instalar-se na imaturidade como tentativa de permanecer na eterna juventude é o que caracteriza as pessoas que se regem pelo que é popularmente conhecido como complexo de Peter Pan.
 
Os especialistas, no entanto, não admitem a existência desse suposto transtorno, que de fato não aparece na lista do DSM-IV, o manual de diagnóstico de transtornos mentais da Associação Psiquiátrica Americana, que é utilizado como manual de referência em todo o mundo.

A popularização da suposta síndrome se deve em boa medida a Dan Kiley, o psicólogo americano que publicou em 1983 o livro "A Síndrome de Peter Pan" - a pessoa que nunca cresce, baseada no personagem da obra do britânico James Matthew Barrie, editada em 1904.
 
Mais tarde, Kiley complementou o tema com a publicação de "O Dilema de Wendy", no qual trata das mulheres que protegem indevidamente os homens como se fossem suas mães e assumem suas responsabilidades.
 
É um estilo de vida que continua tendo seus adeptos. Nos EUA batizaram os jovens que demoram a amadurecer de Geração Odisséia, segundo William Galston, pesquisador do Instituto Brookings.

Sabel Gabaldón Fraile, psiquiatra do Hospital de Sant Joan de Déu de Barcelona, é definitivo: "Não está tipificada como síndrome. Não é nada mais que um fenômeno social, a dificuldade de crescer". Gabaldón opina que o "peterpanismo" é apenas uma tentativa de alguns profissionais de buscar artifícios literários.

Forma de vida adolescente

Segundo explica o especialista, o conceito abrange uma série de comportamentos que podem ser muito comuns em determinados adultos de nossa cultura e nosso ambiente, e que "têm a ver exatamente com a atitude também cultural de infantilização, de extrema dependência, que muitas vezes adotamos em várias famílias, ou inclusive da própria cultura em relação às crianças e adolescentes, de poupá-los de frustrações, protegê-los excessivamente. Isso gera situações de prolongamento excessivo da adolescência e de comportamentos imaturos que ocorrem inclusive na idade adulta".

Outros autores pensam de forma diferente. Para a psiquiatra Graciela Moreschi, o eterno adolescente é alguém para quem a adolescência é uma forma de vida, e não uma etapa evolutiva: "Isso significa que a independência não é uma meta".
 
Segundo Moreschi, que publicou um livro de divulgação sobre esse fenômeno, com essas atitudes essas pessoas têm como prioridade desfrutar o momento. Se ganham dinheiro o utilizam em saídas, em roupas caras, um automóvel, uma moto ou viagens, e se não ganham continuam dependendo de seus pais.

"Muitas vezes o estudo é o passaporte que lhes permite ficar instalados na adolescência, porque não terminaram a carreira, ou porque passam de uma para outra. Eles demoram para assumir qualquer tipo de compromisso porque não podem escolher algo permanente, inclusive ter um parceiro.
 
A grande quantidade de opções que têm lhes causa dificuldade para escolher, porque ao fazê-lo renunciam às outras possibilidades", diz Moreschi. São comportamentos cristalizados em um momento da vida, continua a psiquiatra, e, portanto, em vez de evoluir essas pessoas se desgastam.
 
"Muitos dos pais desses adolescentes estão do mesmo lado, não há diferenças, e os jovens não terminam de se individualizar como indivíduos maduros; não existe um outro que lhes permita realizar esse processo."
 
A diferença entre os eternos adolescentes e os adultos ainda com atitudes imaturas é que estes cuidam de si mesmos, enquanto os eternos adolescentes não foram capazes de separar-se da família.

Javier Elzo, catedrático emérito de sociologia na Universidade de Deusto e presidente do Fórum Deusto, diz que o fato mais evidente e comprovado é que há um prolongamento do hábitat dos adolescentes e jovens no domicílio familiar até extremos incríveis.
 
A Espanha tem uma das porcentagens mais baixas de emancipação familiar. As principais razões são a carestia da habitação, que torna a emancipação complicada, e em segundo lugar o caráter precário do trabalho.

Outra característica dos adolescentes atuais é o presentismo, ou seja, querer tudo já, imediatamente. É um fato que a maturidade está se retardando, "mas também encontramos jovens menores de 20 anos extremamente maduros, que são os que diante da dificuldade de encontrar o ninho familiar vazio [pais com pouca presença], por razões fortuitas ou não, começaram a assumir seu destino muito antes do que teríamos feito em nossa geração".

As transformações sociais e familiares das últimas décadas fizeram, segundo Elzo, que os adolescentes e jovens que Eduardo Verdú batizou em um livro de "adultescentes" decidissem ficar em casa fazendo o que querem - "esses são os Peter Pan, os que saíram de casa ficando. É evidente que há um problema muito sério de referências".

Pais "desorientados"

Para Elzo está claro que existe um problema de falta de referências nos pais, embora considere que os que estão mais desorientados são os próprios pais:
 
"Qual é o modelo que pode ter uma pessoa de 40 anos? Seu pai não serve porque lhes dizem que é um antiquado, de outra época, que tem outra forma de ver as coisas; não se deve esquecer que os pais dos adolescentes de hoje são os que fizeram a transição espanhola, e neste momento muitos deles não sabem o que fazer com seus filhos".

Com a incorporação das mulheres ao trabalho, acrescenta o sociólogo, os filhos vivem em um ninho vazio, "e encontramos jovens com precariedade psicológica. Como vão sair de casa se seus pais os consideram muito crianças? Mudam, isso sim, quando chega seu primeiro filho e têm de pagar a hipoteca", afirma Elzo.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h27
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Bono Vox e The Edge vão modernizar hotel histórico
 
Os músicos Bono Vox e The Edge, do grupo irlandês U2, modernizarão o hotel The Clarence, um dos mais emblemáticos de Dublin (Irlanda), com um polêmico desenho do arquiteto Norman Foster, que inclui uma cúpula gigante, apesar da oposição de algumas organizações.

Os dois músicos, que adquiriram o edifício de 49 quartos em 1992, conseguiram hoje autorização governamental para iniciar as obras, que serão responsabilidade de Foster, prêmio Pritzker de Arquitetura em 1999, considerado o Nobel da área.

O desenho de Foster, que custara cerca de 150 milhões de euros (aproximadamente 237 milhões de reais no câmbio de hoje), envolve a derrubada de parte do edifício original, de 1852, e a construção de uma enorme cúpula de vidro no telhado.

Além de Bono e The Edge, o hotel, situado às margens do rio Liffey, conta com outros dois sócios, ambos promotores imobiliários. Todos mostraram hoje em comunicado sua satisfação em obter autorização para seus planos, que prevê também uma ampliação do número de quartos para 140 e a construção de um spa.

Várias organizações locais opõem-se às obras no hotel porque, no processo, serão derrubados vários edifícios adjacentes de valor histórico, embora, como no caso do The Clarence, terão suas fachadas conservadas.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h25
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ABORTO SELETIVO
 
do Freakonomics.com

Aborto e Crime: o outro lado da moeda

Na versão da coluna "Freakonomics" em livro, escrevemos que a decisão da Suprema Corte norte-americana no caso Roe contra Wade, de 1973, que sustentava o direito de uma mulher americana praticar o aborto, contribuiu para uma queda da criminalidade nos Estados Unidos nos anos 90. Será que a política de filhos únicos na China é responsável pelo efeito contrário hoje em dia?

Quando o governo chinês instituiu essa política em 1979, a decisão incitou uma onda de abortos seletivos, pois os casais decidiam que, como podiam ter apenas um filho, preferiam ter um homem, com o qual se beneficiariam mais. A onda de abortos seletivos ajudou a deixar a China moderna com um dos maiores desequilíbrios de gênero do mundo.
 
Hoje, há 37 milhões de homens a mais do que mulheres na China, e muitos dos garotos crescem sem a possibilidade de encontrar um emprego ou formar uma família. Então o que esse "excedente" de garotos está fazendo para preencher seu tempo?

Na revista The New Republic, a repórter Mara Hvistendahl, correspondente em Xangai - e ex- assistente de pesquisa de Dubner -, conta que à medida que a primeira geração de filhos únicos chegou à adolescência, a taxa de criminalidade juvenil na China mais do que duplicou, uma vez que os rapazes frustrados e ociosos se voltaram para o crime "sem motivos específicos, e normalmente sem pensar."

Já examinamos anteriormente o efeito negativo de ser uma criança rejeitada. Mas o que acontece quando o sentimento de rejeição atinge uma geração inteira de homens enquanto eles crescem?


Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h24
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MORRE A ÚLTIMA HIGHLANDER
 
Dercy Gonçalves morre aos 101 anos no Rio de Janeiro
 
João Sal / Folha Imagem

A atriz Dercy Gonçalves, que no último dia 23 de junho completou 101 anos (ou 103, de acordo com sua versão), morreu na tarde do último sábado (19) no Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

O enterro da atriz será enterrada amanhã em sua cidade natal, Santa Maria Madalena, a 219 km do Rio de Janeiro. O corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado do Rio.

Dercy foi internada por volta das 4h de sábado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com pneumonia grave. De acordo com a assessoria do hospital, às 11h a atriz recebeu a visita de sua filha e ainda estava lúcida. Durante a tarde, seu estado de saúde piorou para um quadro de sepse pulmonar e insuficiência respiratória, e os médicos a declararam morta às 16h45.

Leia abaixo a nota divulgada pela assessoria de imprensa do hospital:

"Faleceu nesta tarde de sábado, dia 19 de julho, às 16:45, a atriz Dercy Gonçalves, de 101 anos. A paciente estava internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana - Zona Sul do Rio de Janeiro - desde a madrugada de hoje (19). A paciente apresentava uma pneumonia comunitária grave, que evolui para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória".

Carreira

Dercy Gonçalves foi uma das pioneiras da teledramaturgia brasileira, e atuou em novelas até 1992, com "Deus Nos Acuda", da TV Globo. Sua estréia no teatro aconteceu em 1929, na cidade de Leopoldina (MG), em dueto com o ator Eugênio Pascoal. No Rio de Janeiro, faz carreira no teatro de revista na década de 30 e nos anos 40.

No ano de 1943, estréia no cinema com o filme "Samba em Berlim", e desde então participou em mais de 30 filmes. O último lançado em vida foi o curta-metragem "Célia & Rosita", de 2000. Dercy ainda participou de "Nossa Vida Não Cabe Num Opala", longa de Reinaldo Pinheiro premiado no Cine PE em maio deste ano, que ainda não foi lançado comercialmente.

Conhecida por seu humor debochado e pelos palavrões, tornou-se sinônimo de improviso e irreverência. Nascida Dolores Costa Gonçalves, em Santa Maria Madalena, no Rio de Janeiro, adotou em 1927 o nome artístico de Dercy Gonçalves para tentar a carreira de cantora.
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h57
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by Drauzio Varella


Tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos
e sair por aí pilotando uma máquina?

GOSTO DE BEBER, e confesso sem o menor sentimento de culpa. Álcool, de vez em quando, em quantidade pequena, dá prazer sem fazer mal à maioria das pessoas. Aos sábados e domingos, quando estou de folga, tomo uma cachaça antes do almoço, hábito adquirido com os carcereiros da antiga Casa de Detenção. Difícil é escolher a marca, o Brasil produz variedade incrível. Tomo uma, ocasionalmente duas, jamais a terceira. Essa é a vantagem em relação às bebidas adocicadas que você bebe feito refresco, sem se dar conta das conseqüências. Cachaça impõe respeito, o usuário sabe com quem está lidando: exagerou, é vexame na certa.

Cerveja, tomo de vez em quando. O primeiro gole é um bálsamo para o espírito; no calor, depois de um dia de trabalho e horas no trânsito, transporta o cidadão do inferno para o paraíso. O gole seguinte já não é igual, infelizmente. A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo; a terceira encharca.

Uísque e vodca, só tenho em casa para oferecer às visitas.

De vinho eu gosto, mas tomo pouco, porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho idéia do que seja uma trava sutil de tanino, nem o aroma de cassis pisado, nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim, e bebe e não enche o saco.

Feita essa premissa, quero deixar claro ser a favor da chamada lei seca no trânsito.

Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores, o equilíbrio e a percepção espacial de objetos em movimento e sair por aí pilotando uma máquina na qual uma pequena desatenção pode trazer conseqüências fúnebres?

Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.

Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.

Imagino, entretanto, que você tenha idéia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?

Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando em perigo a vida alheia?

Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O Detran colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?

Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: "A nova lei atenta contra a liberdade individual".

Aí, começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$ 0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?

Mas pode ser que você tenha preocupações sociais com a queda de movimento nos bares e com o desemprego no setor.

A julgar por essa lógica, vou mais longe. Como as estatísticas dos hospitais públicos têm demonstrado nos últimos fins de semana, poderá haver desemprego também entre motoristas de ambulâncias, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes funerários, operários que fabricam cadeiras de rodas, sondas urinárias e outros dispositivos para deficientes físicos.

No ano passado, em nosso país, perderam a vida em acidentes de trânsito 17 mil pessoas. Ainda que apenas uma dessas mortes fosse evitada pela proibição de beber e dirigir, haveria justificativa plena para a criação da lei agora posta em prática.

Não é função do Estado proteger o cidadão contra o mal que ele faz a si mesmo. Quer beber até cair na sarjeta? Pode. Quer se jogar pela janela? Quem vai impedir? Mas é dever inalienável do Estado protegê-lo contra o mal que terceiros possam causar a ele.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h56
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SPAM
 
Aprenda a se ver livre dessa praga AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h55
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O que fazer com os R$ 25 milhões da Mega-Sena?
 
 Cena relativamente comum no País: casas lotéricas lotadas. O motivo? A possibilidade de embolsar R$ 25 milhões. Acumulado, este é o prêmio distribuído pelo concurso da Mega-Sena para o sortudo acertador dos seis números. A bolada é a maior do ano até agora e quase irresistível.

Afinal, quem não gostaria de se transformar em um milionário da noite para o dia? Entretanto, em meio à tamanha euforia, muitos dos tais sortudos podem ver suas fortunas reduzidas praticamente a zero ou atolados em dívidas.

Poucos são aqueles que optam por esbanjar menos e aplicar os milhões recebidos. Mas a tarefa vale a pena, afinal, o propósito de poupar é multiplicar ainda mais seu patrimônio e, assim, poder gastar ainda mais no futuro. Mas o que fazer com tanto dinheiro?

Realize seus sonhos, mas sem extrapolar

O primeiro passo é reservar o quanto você pretende gastar a priori. Ninguém está falando em se privar de realizar alguns sonhos de consumo, como casa e carros novos. A palavra de ordem é, sim, não extrapolar. Poucos param para pensar, por exemplo, nos enormes gastos que uma mansão incorre, como contas de água e luz, empregados domésticos, impostos, entre outros.

Reservando R$ 2 milhões para tanto, restam ainda expressivos R$ 23 milhões para você investir e garantir seu novo padrão de vida por muitos anos. Apenas como exemplo, mesmo que tal montante fosse totalmente aplicado em uma poupança - um investimento altamente seguro, mas em contrapartida um dos menos rentáveis do mercado - , seu ganho mensal seria de nada menos que R$ 155 mil!

Diversificando seus milhões

Após realizar seus sonhos de curto prazo, é chegada a hora de definir as estratégias de investimento, para que objetivos ainda maiores possam ser alcançados no futuro. Para não correr riscos desmedidos e evitar prejuízos milionários, o ideal é aplicar a maior parte da bolada em investimentos menos agressivos, que embora apresentem taxas de rentabilidade um pouco menores, não trazem riscos muito grandes.

Aqui - como em toda aplicação, por sinal - a palavra de ordem é diversificação. Ao não concentrar todo o dinheiro em apenas uma categoria de investimentos, possíveis prejuízos são significativamente minimizados. Embora não exclua totalmente a ocorrência de perdas, investir em ativos que reagem de forma diferente ao mesmo evento certamente reduz os riscos inerentes ao ato de investir.

"Pé de meia" na renda fixa

E opção é o que não falta. Excluídos os R$ 2 milhões gastos, a recomendação é que você reserve algo em torno de 70% dos R$ 23 milhões - o que daria R$ 17,5 milhões - para serem alocados de forma mais conservadora no segmento de renda fixa, que possui diversas categorias para todos os gostos e perfis. Uma das mais recomendadas para um milionário da Mega-Sena seria a de fundos referenciados DI, que por ser composta de aplicações pós-fixadas, deve se beneficiar do ciclo de aperto monetário que vive o Brasil neste momento.

Além disso, tal categoria apresenta uma boa rentabilidade aliada a baixos riscos e, por isso, o ideal seria destiná-la cerca de 35% do total, o que daria R$ 8,05 milhões. Outra alternativa válida é o mercado imobiliário, que vem se mostrando aquecido no Brasil nos últimos anos e que poderia lhe prover bons rendimentos com base no pagamento de aluguéis mensais. Reservar aproximadamente 20% da bolada para tal mercado seria uma parcela razoável.

Por fim, os outros 15% do que você destinou a investimentos em renda fixa podem ser alocados de acordo com o seu perfil. Fundos tradicionais, compostos por títulos pré-fixados também são interessantes, assim como os fundos multi-índices, que, ao aplicarem nos mercados futuros de diversos índices, proporcionam retornos atrativos.

Arriscando um pouco mais

Feito seu "pé de meia" para o futuro, arriscar um pouco também é aconselhável, visto que aplicações mais agressivas podem ter retornos vultosos no longo prazo. E com tantos milhões investidos em categorias mais conservadoras, você estaria devidamente protegido quanto a eventuais prejuízos que possam vir a ocorrer e bem posicionado para multiplicar ainda mais seu patrimônio.

Para aqueles que não estão acostumados com o mercado de ações, que não costumam acompanhar de perto o andamento das bolsas ou mesmo para aqueles que não têm muito apetite pelo risco, uma opção interessante são os fundos multimercados. Mais expostos ao risco do que fundos como renda fixa e DI, tais aplicações, em contrapartida, apresentam um potencial de ganhos maior, sem incorrer no risco de uma exposição total em fundos de ações.

Reservar 20% de seu patrimônio a tal categoria é o ideal, enquanto que os fundos de ações passivos podem receber 10% do montante. Mas se você se considera uma pessoa de perfil arrojado, uma alternativa são os fundos de ações ativos, cuja performance dependerá inteiramente de suas escolhas e que, portanto, são recomendados apenas aqueles que possuem maior familiaridade com os mercados financeiros.

O câmbio é outra vertente dos mercados em que seu dinheiro também pode ser aplicado. Mas aqui, atenção à trajetória do dólar: em tempos de depreciação da divisa norte-americana - como o atual - a alternativa não é muito indicada. Em contrapartida, uma tendência de valorização da moeda estrangeira pode significar um bom momento de se aplicar em fundos cambiais.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h52
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QUEM TAM, TEM, MEDO...

199 mortos + 1 ano de investigação = punição zero

Blog do Josias


O maior acidente da história da aviação brasileira completa um ano na quinta-feira passada, dia 17. Exceto pelos 199 brasileiros levados à cova, ninguém foi punido.

 

O inquérito que apura as causas da tragédia do vôo 3054, da TAM, ainda nem foi concluído. Já acumula 12,7 mil páginas. Não pára de crescer.

 

Ouviram-se 306 pessoas. Falta inquirir outras duas. Uma delas é Milton Zuanazzi, o ex-presidente da Ana®c, a anárquica Agência Nacional de Aviação Civil.

 

Aguarda-se também pela chegada de um laudo oficial do Instituto de Criminalística. Trará conclusões sobre as condições da pista de Congonhas na hora do impensável.

 

Todo considerado, o promotor de Justiça que acompanha a encrenca, Mário Sarrubbo, de São Paulo, estima que levará às barras dos tribunais oito pessoas.

 

São dirigentes da TAM, ex-gestores da Ana®c, ex-mandachuvas da Infraero e, talvez, alguém da Airbus, a empresa que fabricou o jato que virou cinzas.

 

Serão duas as acusações. A primeira: homicídio culposo contra as vítimas que morreram na hora.

 

A outra: Lesões corporais seguidas de morte, para o caso dos que feneceram depois, no hospital.

 

Supondo-se que a denúncia vá ao Judiciário ainda neste ano, pode-se estimar, com uma dose de otimismo, que dentro de 15, 20 anos, o país conhecerá um veredicto.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h26
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Brasil é a 'menina dos olhos' da América Latina
 
O jornal espanhol El País diz em uma reportagem na sua edição desta sexta-feira que "não resta dúvida" de que o Brasil "é a menina dos olhos da América Latina" (leia o texto na íntegra, em espanhol).

"Seu crescimento econômico superou inclusive os objetivos estabelecidos pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC): 5,4% (crescimento registrado em 2007), quase dois pontos acima da média dos últimos anos", afirma o diário espanhol.

"A gestão de Lula, contra todos os prognósticos, soube conjugar a solução para os problemas sociais com uma estabilidade macroeconômica que é exemplo e que tem sido seguido por muitos outros países da região", disse ao jornal o economista José Manuel Martínez.

A reportagem, intitulada "A América Latina está vacinada contra a crise?", destaca que a região vem enfrentando o "tsunami econômico" em ótimas condições, graças ao crescimento dos últimos cinco anos.

"Saber fazer os deveres de casa foi o primeiro obstáculo superado", diz o diário espanhol.

"Ou seja, a América Latina aprendeu com os erros do passado: antes a dependência do capital estrangeiro era crucial para o sustento dos países, qualquer susto afastava os investidores. Hoje, com uma crise cujo epicentro é o mundo desenvolvido, a situação é outra."

Liderança brasileira

O jornal ainda cita que a postura firme dos bancos centrais da região também foi essencial para encarar esta época de incertezas.

"Eles não esperaram para ver o que estava acontecendo nos mercados europeus. Brasil, Chile e México são claros exemplos de países em que, apesar dos altos e baixos, prevalece uma estabilidade macroeconômica".

O texto ainda destaca que as eleições ocorridas em oito países da região em 2006 também influenciaram para a atual situação econômica privilegiada.

"Se em termos políticos podemos falar em uma guinada para a esquerda na América Latina, o que na verdade deu frutos foi uma política econômica mais própria de uma esquerda pragmática, que tem sua principal liderança no governo brasileiro de Lula".

O jornal alerta, no entanto, que a região "agüenta as investidas do tsunami econômico enquanto fica de olho inflação, perigo que já desponta no horizonte e representa o maior risco para os países".

"Nem o Brasil deve conseguir fugir da raia", afirma o "El País".

"A economia que melhor tem se comportado nos últimos anos, com a moeda mais forte, viu como a inflação se converteu em um problema central: em março bateu 4,7%, levando ao aumento dos juros e rompendo um ciclo e três anos de baixas contínuas",conclui.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h24
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Espanha culpa as petroleiras pela campanha contra o biocombustível
Madri vai adotar COTA 5% de biocombustíveis e nega que causem
carestia dos alimentos; Bruxelas estuda a redução de sua meta

A Espanha uniu-se ao Brasil e aos EUA na batalha a favor dos biocombustíveis. Contra a enxurrada de críticas que acusam o álcool fabricado de milho ou açúcar de encarecer os alimentos - discurso assumido pelas ONGs, a Agência Européia do Meio Ambiente, o FMI e o Parlamento Europeu -, o governo espanhol afirma que não são a causa principal da fome e que tudo corresponde a "uma campanha das petroleiras, que vêem seus negócios ameaçados", disse o secretário de Estado do Meio Ambiente, Josep Puxeu.

"O petróleo encarece os alimentos, já que o plantio, a colheita e o transporte estão muito ligados ao preço dos alimentos, e mata de fome. Mas, todos atacam os biocombustíveis, que representam uma porcentagem muito pequena", afirma o número 2 do ministério.

Na Espanha, os biocombustíveis representam atualmente 1,9% dos combustíveis usados no transporte. A lei obriga a chegar a 5,83% até 2010, e caso prospere a diretriz européia que está em tramitação deverá alcançar 10% em 2020. "Mantemos o objetivo legal e esperamos que Bruxelas mantenha os 10%", acrescenta Puxeu.
 
Para isso, o governo espanhol prepara uma ordem ministerial - já enviou um rascunho para a Comissão Nacional de Energia - sobre como fazer a mistura, já que não será optativa, e sim incorporada aos combustíveis tradicionais. Assim, cada condutor abastecerá biodiesel ou etanol sem saber.

Esses biocombustíveis são obtidos do milho, da beterraba, da cana-de-açúcar ou de óleos usados e reduzem as emissões de gases do efeito estufa e a dependência do petróleo. Surgiram com uma grande esperança contra a mudança climática, mas no último ano receberam uma enxurrada de críticas e são acusados de causar o aumento do preço dos alimentos e assim de matar de fome milhões de pessoas.

O número de pessoas que passam fome no mundo aumentou 133 milhões em 2007, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, que afirma que 849 milhões de pessoas já sofrem com a escassez. O preço do arroz subiu 70% em um ano (desde maio está baixando), o do trigo duplicou e o do milho subiu 25% em dois meses.

Bruxelas vive uma guerra aberta que recrudescerá no outono, quando se prevê que estará aprovada a diretriz que define que, em 2020, 20% da energia da UE serão renováveis e que incluem a porcentagem de 10%.

A Agência Européia do Meio Ambiente considera que não está claro que os biocombustíveis atenuem o efeito estufa, mas sim que destroem as florestas tropicais. O Fundo Monetário Internacional afirma que são os principais culpados pela carestia dos alimentos.
 
E com eles da fome. Diante desses dados, o Reino Unido, Holanda, França e Alemanha pediram para revisar a meta de 10% e o Parlamento Europeu, em uma votação não-obrigatória, pediu à comissão que reduza a porcentagem prevista para 2020.

Puxeu relativiza: "Os alimentos subiram principalmente devido à alta contínua do petróleo e porque nos últimos anos houve muitas colheitas ruins em grandes produtores como Austrália ou Ucrânia, e ao mesmo tempo outros países limitaram a exportação. Agora as colheitas estão se recuperando, mas com o custo energético os preços continuam altos. Por isso há gente que passa fome e diante disso é preciso aumentar a ajuda aos programas da ONU, como fez a Espanha", que na cúpula da FAO em Roma em junho anunciou uma contribuição de 500 milhões de euros a mais.

Ele acrescenta: "Embora seja verdade que nos EUA muito milho vai para a produção de etanol, a verdade é que a produção aumentou tanto quanto o que é destinado ao etanol". Quer dizer, segundo Puxeu, os biocombustíveis fazem que se cultivem áreas até agora improdutivas. Nos EUA um terço do milho já é destinado ao etanol.

A Espanha tem interesse em que a aposta dê certo. Duas das grandes empresas do setor são espanholas, Abengoa e Ebro Puleva. Além disso, o país importa 83% da energia que consome e os biocombustíveis são uma das poucas fontes autóctones. Por fim, permitem manter a agricultura e recuperar cultivos como a beterraba e o girassol e manter a população rural. A UE vai retirar as ajudas à produção de biocombustíveis.

O apoio expresso - até agora a tese era que era preciso estudar - veio depois de certa discussão interna. A ex-secretária de Estado de Cooperação Leire Pajín defendia que causam fome nos países pobres, e Jesús Caldera os citou como uma das causas da crise alimentar. Mas Miguel Sebastián, Elena Espinosa, a secretária de Estado de Mudança Climática, Teresa Ribera, e Puxeu impuseram sua tese.

Os defensores dos biocombustíveis afirmam que há alimentos, como o arroz, que encarecem, mas que não servem para fabricar biocombustíveis e que isso desmonta as críticas.

Os ecologistas, até há pouco partidários dos biocombustíveis, agora pedem que a meta seja reconsiderada. "Os apoiamos, mas se não representarem mais consumo de água e se forem produzidos perto de onde se consomem", explica Ladislao Martínez, da Ecologistas em Ação, que critica que a Espanha importe etanol dos EUA, porque assim a poupança de emissões é menor.

O que todos os especialistas crêem é que no futuro os biocombustíveis terão de proceder de algas ou de resíduos orgânicos, para não interferir na alimentação. Mas ainda estamos longe disso.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h24
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Pintor cai do 8º andar de prédio e
corta o queixo em Araraquara-SP

Um pintor sobreviveu a uma queda do oitavo andar de um prédio no centro de Araraquara (272 km de SP), por volta das 11h desta sexta-feira. William Quitério, 21, pintava sacadas quando o nó da corda que segurava sua cadeirinha se soltou. "Foi um susto bem grande. Quando levantei, estava até tremendo, mas não sentia dor nenhuma. Acho que o capacete, as luvas e o cinto de segurança me ajudaram."

Ele conta que caiu no telhado de um consultório e, por causa do impacto - a queda foi de uma altura de 25 metros -, quebrou o madeiramento, mas teve apenas o queixo cortado e arranhões nos braços.

"Quando eu fiquei sabendo, meu coração disparou, eu quase desmaiei. Essa profissão dele me preocupa demais, porque eles parecem macaco, ficam pulando de um lado para o outro e eu morro de medo de que algo possa acontecer", disse o pai, Jesuíno Quitério.

Segundo os bombeiros, testemunhas disseram que, após a queda, ele se levantou e limpou a roupa toda empoeirada. Quando a ambulância chegou, ele não queria ser atendido, pois queria continuar o serviço, mas a equipe médica não deixou. Quitério foi levado à Santa Casa e liberado hoje mesmo.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h23
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