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Em causa própria
 



Americano vence mundial de 'guitarra imaginária'
 

O norte-americano Craig "Hot Lixx Hulahan" Billmeier conquistou o título mundial de "air guitar" ou guitarra imaginária na cidade de Oulu, na Finlândia.

Diante de uma platéia empolgada, os 20 maiores "virtuoses" do mundo demonstraram toda a sua habilidade nos instrumentos.

Todas as atenções estavam voltadas para o campeão mundial Ochi "Dainoji" Yosuke, do Japão, mas quem roubou o show foi o americano Hot Lixx Hulahan.

Ele acabou com o reinado do japonês e se transformou no 13º campeão mundial de guitarra de ar.

Hot Lixx Hulahan derrotou competidores da Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e de vários países europeus.

Heróis da guitarra
 
A guitarra de ar ganhou popularidade na década de 70, quando os longos solos das bandas de rock inspiraram adolescentes a se agarrarem a raquetes de tênis ou a qualquer outro objeto semelhante para imitar os heróis da guitarra.

Em 1996, aconteceu a primeira edição do evento em Oulu. Desde então, surgiram vários torneios nacionais que permitem uma apresentação de um minuto de duração.

Ninguém precisa saber tocar guitarra para participar, mas o vencedor é aquele que se apresenta da forma mais realista possível - e transcende a imitação.

Os juizes dão notas seguindo critérios como "mérito técnico" (proximidade às notas originais), "presença de palco" e "airness", que é definido pelos organizadores como a capacidade da apresentação de "transcender da imitação de uma guitarra de verdade e virar uma forma de arte em si".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h51
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JURISPRUDÊNCIAS

ÔNUS. PROVA. SAQUES. CONTA BANCÁRIA.

A questão consiste em determinar o cabimento ou a inversão do ônus da prova (art. 6º, VIII, do CDC) em ações que discutem a realização de saques indevidos de numerário depositado em conta bancária. Explica a Min. Relatora que a hipossuficiência a que faz remissão o inciso VIII do art. 6º do CDC não deve ser analisada apenas sob o prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto da produção de prova técnica. Sendo assim, a hipossuficiência técnica do consumidor, na hipótese dos autos, de saques não autorizados em conta bancária, dificilmente poderá ser afastada pelo total desconhecimento, por parte do cidadão médio, dos mecanismos de segurança utilizados pelo banco para o controle de seus procedimentos e ainda das possíveis formas de superação dessas barreiras a eventuais fraudes. Logo, no caso, impõe-se a inversão do ônus da prova ao fornecedor do serviço (o banco) a fim de ser respeitado o CDC. Isso posto, a Turma deu provimento ao recurso para remeter os autos ao juízo de primeiro grau a fim de que prossiga o julgamento na esteira do devido processo legal. Precedentes citados: AgRg no REsp 724.954-RJ, DJ 17/10/2005, e REsp 727.843-SP, DJ 1º/2/2006. REsp 915.599-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 21/8/2008.

 

DANO MORAL. CADASTRO. INADIMPLENTES. NOTIFICAÇÃO-PRÉVIA. INDENIZAÇÃO NEGADA.

É consabido que a jurisprudência do STJ admite gerar lesão indenizável a falta de comunicação da inscrição do nome do devedor em cadastro de inadimplentes, enquanto são criadas restrições além do âmbito relativo ao credor e devedor. O devedor tem o direito legal de ser cientificado para que possa esclarecer possível equívoco ou mesmo adimplir desde logo. Também é certo que a responsabilidade exclusiva da comunicação é da entidade cadastral ou banco de dados (Súm. n. 359-STJ). Contudo, o devedor sequer questionou a existência da dívida quando da inicial, reconhecido pelo acórdão recorrido que há várias outras anotações. Tampouco demonstrou ter quitado a dívida no decorrer da ação, a corroborar a suposição de que a prévia comunicação não teria qualquer efeito útil. Assim, não há que indenizá-lo por ofensa moral, basta determinar o cancelamento da inscrição até que se dê sua comunicação formal tal como determinado pelo Tribunal a quo. Precedentes citados: REsp 345.674-PR, DJ 18/3/2002; REsp 442.483-RS, DJ 12/5/2003; REsp 285.401-SP, DJ 11/6/2001; MC 5.999-SP, DJ 2/8/2004; REsp 471.091-RJ, DJ 23/6/2003, e REsp 752.135-RS, DJ 5/9/2005. REsp 1.004.833-RS, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 19/8/2008.

 

DANOS MORAIS. CARTÃO DE CRÉDITO NÃO-SOLICITADO.

Trata-se de REsp em que a instituição financeira (operadora de cartão de crédito) busca afastar a condenação por danos morais que lhe foi imposta e, se mantida, busca a redução da indenização. Consta do acórdão a quo que o ora recorrido, de forma surpreendente, foi informado de que, em razão de débitos, seu nome fora incluído nos cadastros de inadimplentes pela ora recorrente, sendo que o recorrido jamais adquiriu cartão ou realizou qualquer negócio com a referida operadora. Com isso, deveria a empresa recorrente comprovar que não teve participação no ilícito em questão, juntando provas da celebração de contrato ou do recebimento do cartão pelo recorrido. Ocorre que a recorrente deixou de provar que foi o recorrido quem solicitou o envio do cartão magnético ou quem efetivamente recebeu e o utilizou, apenas se limitou a afirmar que também foi vítima de fraude engendrada por terceiro e, visto isso, não teria responsabilidade pelo dano causado. Dessa forma, configura-se a negligência da empresa recorrente que, em vez de se certificar se realmente o recorrido solicitou, recebeu o cartão de crédito e efetuou compras com ele, preferiu inscrever seu nome no cadastro de inadimplentes do SPC e Serasa e cobrar insistentemente a dívida, razão que torna abusivo tal procedimento, surgindo, assim, o dever de indenizar. Diante disso, a Turma conheceu em parte do recurso e, nessa parte, deu-lhe parcial provimento tão-somente para reduzir o valor da indenização. Precedentes citados: REsp 850.159-SP, DJ 16/4/2007; REsp 815.339-SC, DJ 19/3/2007; REsp 706.126-SC, DJ 11/12/2006; REsp 856.755-SP, DJ 9/10/2006, e REsp 967.772-SP, DJ 23/6/2008. REsp 1.070.405-AM, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 21/8/2008.

 

DANOS MORAIS. REVISTA ÍNTIMA. EXCESSO.

A recorrente foi submetida à revista íntima numa penitenciária, ao visitar seu namorado, recluso naquele estabelecimento prisional. Consta que o procedimento para tal revista ocorreu de forma excessiva, visto que, após permanecer por mais de uma hora despida para realização de exames íntimos por agentes penitenciários, não sendo encontrado nenhum vestígio de entorpecente com a recorrente, encaminharam-na até a emergência de um hospital público, onde não foi atendida; levaram-na, então, na mesma viatura policial, até uma maternidade. Ali, mediante exame ginecológico e outros por demais constrangedores, confirmou-se a ausência de qualquer substância entorpecente no seu corpo. Diante disso, a Turma deu provimento ao recurso ao entendimento de que há obrigação de reparar o dano moral, pois se encontram presentes todos os elementos aptos a ensejar o abalo psicológico, não sendo mero dissabor o constrangimento causado à recorrente. Efetivamente, constata-se um abuso de direito, afinal não se discute a necessidade de impor-se como rotina a revista íntima nos estabelecimentos; a prática, por si só, não constitui tal abuso e não enseja reparação por danos morais. Questiona-se a forma como foi exercido o direito estatal, por métodos vexatórios, em desrespeito à dignidade da pessoa humana, princípio constitucional erigido como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Desse modo, não há que se falar em inexistência de dano moral, conforme aduz o Estado, já que o exercício regular do direito atinente à segurança não pode ser utilizado como instrumento para cometer atos que atinjam, de forma desproporcional e desarrazoada, o direito de outrem. Outrossim, esse argumento não pode sobrepor-se à dignidade da pessoa humana. REsp 856.360-AC, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 19/8/2008.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h39
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FRASE DO DIA:
 
"Faria qualquer coisa que o Fernando [Meirelles] me pedisse", diz a atriz Julianne Moore com um sorriso no rosto ao falar de Fernando Meirelles e do orgulho de protagonizar "Ensaio Sobre a Cegueira", que estréia no Brasil no dia 12 de setembro.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h36
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PROCONS DO BRASIL
 
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h28
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Folha é condenada
por erro
na publicação de fotografia

A empresa Folha da Manhã Ltda. deve pagar indenização de R$ 250 mil por erro na publicação de fotografia. Numa de suas edições de domingo, em 2001, o jornal Folha de S. Paulo publicou a matéria intitulada “Bairro de São Paulo atrai vizinhança homossexual”, na qual incluiu a foto de um advogado numa suposta insinuação de se tratar de público gay.

A foto foi publicada no caderno Cotidiano e fazia referência aos gays “de armário” que agendavam encontros noturnos pela internet. A foto, segundo a defesa, foi tirada furtivamente, no momento em que o advogado abraçava um conhecido em frente a um café. Havia indicação de que o fotógrafo eliminou do enquadramento as respectivas esposas, que se encontravam no local. Apesar da imagem escura, era plenamente possível a identificação.

O jornal foi condenado em primeira instância a pagar RS 90 mil. Esse valor foi reduzido no Tribunal de Justiça de São Paulo para R$ 60 mil, valor considerado irrisório pelo STJ, que fixou a indenização em R$ 250 mil. A intervenção da Corte Superior no arbitramento do valor da indenização por danos morais só se dá por exceção, quando, por exemplo, o valor é considerado irrisório.

Para o ministro Ari Pargendler, relator do processo, a despeito de nenhum preconceito, ser identificado como homossexual pode, em determinados setores, ser extremamente negativo à imagem pública de um homem. O advogado, que sustentou a defesa no STJ, ressaltou que até hoje responde a piadas em tom jocoso a respeito do assunto. A fotografia, aliada ao teor da reportagem, levava a crer, segundo o advogado, que ele pertencia ao público GLS.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h25
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Coloque livros no seu iPod Video.

São apenas três passos AQUI e AQUI.
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h40
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Enganou-se quem esperava um negro submisso no STF

"Enganaram-se os que pensavam que o Supremo Tribunal Federal iria ter um negro submisso, subserviente", diz o ministro Joaquim Barbosa, ao comentar os desentendimentos com alguns de seus pares - como Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Eros Grau.

Ele atribui os atritos à defesa que faz de "princípios caros à sociedade", como o combate à corrupção. Barbosa entrou em choque com ministros tidos como "liberais" em julgamentos da Operação Anaconda.

Ficou conhecido popularmente como relator do inquérito do mensalão e recentemente discutiu com Eros Grau sobre a liberação de um preso da Operação Satiagraha.

 

Joaquim Barbosa nega que seja "encrenqueiro" e diz não se sentir isolado no tribunal, onde "não costuma silenciar quando presencia algo errado".
 
Ele critica, por exemplo, os advogados de "certas elites" que monopolizam a agenda do Judiciário - inclusive no Supremo -, marcando audiências para pedir que seus processos sejam julgados com prioridade, na frente de outros que entraram na Corte há mais tempo.
 
Barbosa concedeu entrevista em pé, durante cerca de uma hora em seu gabinete. Ele sofre de dores crônicas na coluna, incômodo que se agrava quando fica sentado nas cinco sessões semanais na Corte.
 

FOLHA - A mídia o aponta como o ministro que mais se desentende com os colegas. O sr. é uma pessoa de temperamento difícil?

JOAQUIM BARBOSA - Engano pensar que sou uma pessoa que tem dificuldade de relacionamento, uma pessoa difícil. Eu sou uma pessoa altiva, independente e que diz tudo que quer. Se enganaram os que pensavam que, com a minha chegada ao Supremo Tribunal Federal, a Corte iria ter um negro submisso. Isso eu não sou e nunca fui desde a mais tenra idade. E tenho certeza de que é isso que desagrada a tanta gente. No Brasil, o que as pessoas esperam de um negro é exatamente esse comportamento subserviente, submisso. Isso eu combato com todas as armas.

FOLHA - Gilmar Mendes chegou a dizer que o sr. "tem complexo". A ministra Carmen Lúcia insinuou que haveria um "salto social", com sua evidência no caso do mensalão. Como o sr. recebe esses comentários?

BARBOSA - A imprensa se esquece de dizer quais foram as razões pelas quais eu tive certos desentendimentos. Quase sempre foram desentendimentos nos quais eu estava defendendo princípios caros à sociedade brasileira, como o combate à corrupção no próprio Poder Judiciário. Sem aquela briga com o ministro Marco Aurélio, o caso Anaconda não teria condenação e cumprimento de penas pelos réus.

FOLHA - No julgamento de uma ação da Anaconda houve o comentário de que o sr. teria "complexo"...

BARBOSA - Achei apropriado naquele momento dar uma resposta dura. Falaram que eu sou encrenqueiro. Eu tenho amigos espalhados pelo Brasil e pelo mundo inteiro. São pessoas decentes. E eu não costumo silenciar quando presencio algo de errado, ainda que no âmbito do tribunal ao qual eu pertenço.

FOLHA - O sr. se sente isolado no Supremo?

BARBOSA - Nem um pouco. Eu tenho meu leque de amizades, que são pessoas que têm afinidades comigo, com aquilo que eu gosto, que não necessariamente coincide com o gosto da maioria do tribunal. Mas tenho boa relação com ministros.

FOLHA - Uma crítica recorrente é que o Supremo favorece as elites. Como o sr. vê essa observação?

BARBOSA - Eu ainda não amadureci a minha reflexão sobre isso. Mas há uma coisa que me perturba, que me deixa desconfortável aqui no tribunal e na Justiça brasileira como um todo. É o fato de que certas elites, certas categorias monopolizam, sim, a agenda dos tribunais. Isso não quer dizer que eu esteja de acordo com a frase de que o tribunal favorece as elites. Monopolizam a agenda.

FOLHA - Como isso ocorre?

BARBOSA - Nós temos na Justiça brasileira o sistema de preferência, tido como a coisa mais natural do mundo. O advogado pede audiência, chega aqui e pede uma preferência para julgar o caso dele. O que é essa preferência? Na maioria dos casos, é passar o caso dele na frente de outros que deram entrada no tribunal há mais tempo. Se o juiz não estiver atento a isso, só julgará casos de interesse de certas elites, sim. Quem é recebido nos tribunais pelos juízes são os representantes das classes mais bem situadas. Eu não posso avalizar inteiramente essa frase [de que o Supremo favorece as elites], mas acho que um país em que a Justiça está completamente abarrotada tem que ter atenção muito grande para esse perigo de que a agenda dos tribunais seja monopolizada por certos segmentos sociais. Basta prestar a atenção, durante cada ano, no tempo que o STF gasta julgando questões de interesse corporativo. É enorme.

FOLHA - O sr. costuma receber advogados em seu gabinete?

BARBOSA - Recebo, mas nenhum advogado, por mais importante que ele seja, monopoliza o meu gabinete [o ministro informa que concedeu 244 audiências, em 2006 e 2007].

FOLHA - Sua decisão de quebrar o sigilo do inquérito do mensalão contribuiu para a abertura do Supremo à sociedade. Quais os aspectos positivos e negativos dessa exposição?

BARBOSA - Eu acho que o lado bom é o pedagógico. Aproxima o tribunal da sociedade. Quebra com uma tradição tipicamente brasileira, ainda forte, de o juiz estar distante do cidadão. O tribunal entra nos lares dos brasileiros. As questões importantes da cidadania são debatidas, são absorvidas pelo cidadão. Acho isso muito positivo. O lado negativo disso é que essa superexposição traz uma carga de pressão muito grande em cima do tribunal. Essa hiper-exposição atrai cada vez mais demandas para o Supremo. Uma tendência natural de outros poderes e de segmentos da sociedade é pensar que tudo pode ser resolvido no Supremo. Não é tão fácil assim vir até o Supremo, e é extremamente caro.

FOLHA - Diante das decisões recentes do tribunal, alguns juízes dizem que o Supremo está se distanciando da sociedade, do mundo real.

BARBOSA - Teoricamente, acho que isso possa existir. Não quero falar sobre decisões. Em tese, o juiz não pode se desgrudar da sociedade. Ele não pode desprezar os valores mais caros da sociedade na qual opera. Seria suprema arrogância -e isso eu noto em alguns juízes brasileiros- achar que não interessa o que a sociedade pensa sobre determinadas decisões. O juiz é fruto do seu meio. Seria o supra-sumo da arrogância entender que o juiz poderia ter uma escala de valores que não leve em conta o sentimento da sociedade sobre questões que lhe são trazidas para decidir. Em um sistema judiciário que não leva em consideração o sentimento da sociedade sobre determinadas questões, a tendência é ele perder credibilidade e se transformar em monstrengo inútil, do ponto de vista institucional, a médio ou longo prazo.

FOLHA - O Supremo carece de especialistas em direito penal?

BARBOSA - Eu discordo. O Supremo não precisa de especialistas em direito penal. É verdade que na atual composição não há especialistas em direito penal. Mas uma pessoa com uma boa formação em direito público, com uma boa formação humanística, uma boa visão de mundo, que não seja paroquial, é isso que se espera do membro de uma Corte Suprema e não uma especialização exacerbada nesta ou naquela matéria. O que se espera é, sobretudo, prudência. Uma clara visão da sociedade.

FOLHA - Quantos membros do Supremo já interrogaram réus?

BARBOSA - Isso é irrelevante. Eu presido quatro grandes processos criminais, jamais vistos na história do tribunal. Eu não vou interrogar ninguém. Eu delego. Eu não preciso interrogar. A lei me dá esse poder. Não é uma corte para resolver questões pontuais. É um tribunal que julga casos com profunda repercussão na sociedade. Aqui não se cuida do varejo. Já interroguei réus. Fui procurador da República por 19 anos. Minha especialização é direito público, mas isso é bobagem, não tem a menor relevância.

FOLHA - Em que medida o foro privilegiado dificulta uma avaliação mais precisa do Supremo?

BARBOSA - Eu acho o foro privilegiado nefasto. O foro privilegiado e outras medidas são processos de racionalização da impunidade. Já disse e repito.

FOLHA - O Supremo é mais rigoroso para receber denúncias de crimes de colarinho branco?

BARBOSA - O Supremo é bem mais rigoroso em matéria penal em geral. O tribunal tem a tradição de mais rigor, nesses últimos anos. Vejamos o caso do mensalão. Com a importância do STF, com o número de causas e problemas seríssimos que tem para resolver, é racional que o tribunal gaste cinco dias inteiros só para julgar o recebimento de uma denúncia? Com todas as dificuldades que o Brasil inteiro assistiu ao vivo? O recebimento de uma denúncia como aquela, no primeiro grau, seria um despacho de duas páginas.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h39
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Ministro é o 1º negro nomeado para o Supremo

Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 53, é o primeiro negro na mais alta corte do país. Foi nomeado em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes disso, publicou livros e artigos - em francês e em português- sobre dois temas que lhe são caros: a Corte Suprema e o sistema presidencialista no Brasil, e o racismo e o princípio da igualdade.

Fora do tribunal, o ministro diz que leva uma vida simples. "Eu levo uma vida normal. Vou a bares, restaurantes. Não é da tradição. Eu tenho essa pulsação do povo e acho isso extremamente importante", afirma.

Mineiro de Paracatu, Barbosa tem doutorado e mestrado em direito público pela Universidade de Paris e mestrado (especialização) em direito e Estado pela Universidade de Brasília. É professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Fala francês, alemão, inglês e italiano.

Entre outras atividades, foi compositor gráfico do Senado, oficial de chancelaria no Itamaraty, consultor jurídico do Ministério da Saúde e procurador da República. Joaquim Barbosa é solteiro e tem um filho, Felipe.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h38
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FUTEBOL OLÍMPICO

O futebol não é olímpico 
       
Para Pelé, Tostão e Romário a
medalha de ouro nunca fez falta
       
da revista CULT
     
João Havelange foi presidente da Fifa entre 1974 e 1998. O mais longevo dirigente da entidade que rege o futebol mundial foi também o homem que fez o meio-de-campo no momento em que o movimento olímpico aceitava atletas profissionais nos Jogos.
      
O movimento olímpico nunca aceitou alguém que praticasse esportes de maneira profissional. Era por essa razão que, nos anos de 1940, 50, 60, os principais atletas do planeta participavam dos Jogos. Os jogadores de futebol, não.

O profissionalismo começou em 1926, no futebol da Itália. Tempo em que o magnata da Fiat, Edoardo Agnelli, começou a pagar quantias importantes aos jogadores da Juventus, o time de futebol da Fábrica Italiana di Automobile di Torino. Pagavam-se salários altíssimos, o que forçou o profissionalismo na Itália.
      
As Olimpíadas modernas começaram em 1896 em Atenas. Quatro anos depois, o futebol foi incluído como esporte de demonstração. E assim foi até 1908, quando a Grã-Bretanha conquistou a medalha de ouro, que bisaria em 1912. Veio a Primeira Guerra Mundial, as Olimpíadas só voltariam em 1920, com a vitória da Bélgica. Foi quando o futebol pela primeira vez fez história. O atacante espanhol Beláustegui, num lance de força, pediu a bola dizendo que faria o gol e levaria a Espanha à disputa das medalhas. Marcou e deu à Seleção Espanhola o apelido de Fúria, que persistiria por todas as Copas do Mundo.
      
Amador, o futebol foi até 1924, quando já havia jogadores que recebiam salários. Era o amadorismo-marrom, formado por jogadores que recebiam salários por atividades que, de fato, não exerciam. Açougueiros que não iam ao açougue, metalúrgicos que não visitavam as fábricas, soldados que não iam ao quartel...
       
Em 1936, antes da Segunda Guerra, a Itália foi campeã olímpica usando jogadores jovens, que não haviam participado da campanha do título mundial, dois anos antes. Mas que participariam da Copa do Mundo, dois anos mais tarde: Foni e Rava, zagueiros da Juventus, por exemplo.
     
Eram os últimos anos antes da entrada em ação dos países do bloco socialista. Quando entraram, acabou-se a era dos amadores-marrons. Os soldados socialistas eram muito mais do que isso...

Eram soldados dos exércitos húngaro, soviético, iugoslavo, tcheco, alemão-oriental. Entre 1952, quando a União Soviética aceitou a inclusão nos Jogos, e em 1984, ano do boicote do bloco socialista aos Jogos de -Los Angeles e da mudança das regras para os atletas no futebol das Olimpíadas. Não era mais preciso ser amador. Até porque os jogadores não atendiam a esse requisito havia muitas décadas.
       
Depois da Segunda Guerra Mundial, apenas a Suécia conquistou a medalha de ouro, em 1948. Era a última Olimpíada, antes da entrada do bloco socialista. Em 1952, ganhou a Hungria, de Ferenc Puskas, Nandor Hidegkuti, Sandor Kocsis. O histórico time, capaz de se manter invicto por 36 partidas e de chegar até a final da Copa do Mundo de 1954 contra a Alemanha.
         
Puskas era coronel do exército húngaro, remunerado por sua patente e combatia, em campo, contra jogadores notadamente amadores. Exceções eram apenas os jogadores de outros países socialistas, também coronéis, tenentes, majores...
        
A Hungria foi campeã em 1952, a União Soviética em 1956 e, até 1980, de 24 medalhas de ouro, prata e bronze disputadas, apenas três seleções conquistaram as três primeiras posições, à exceção das satélites soviéticas.

A era dos comunistas acabou em 1980, com a conquista do ouro pela Tchecoslováquia, num torneio para o qual o Brasil não se classificou no Pré-Olímpico e em que o bloco capitalista preferiu boicotar. A União Soviética havia invadido o Afeganistão, questão política extremamente relevante no final dos anos de 1970. Como represália, os Estados Unidos anunciaram a ausência nos Jogos de Moscou e levaram consigo uma série de países do bloco capitalista.

Em Los Angeles, em 1984, a revanche do bloco socialista. União Soviética, Tchecoslováquia, Polônia, Hungria, todos países medalhistas de ouro entre 1956 e 1980, não compareceram.
      
Mas era também tempo de novas regras. Os profissionais poderiam estar presentes, desde que não tivessem jogado Copas do Mundo anteriormente. Era o início da guerra entre a Fifa e o Comitê Executivo Internacional. Pergunte a um jogador de basquete se prefere ser campeão olímpico ou mundial. Questione um jogador de vôlei a esse respeito. Todos dirão preferir a medalha de ouro olímpica.
     
Pois a Fifa tratou de impedir que essa resposta fosse idêntica no futebol. Se você prefere o ouro olímpico ou a Copa do Mundo? A Copa, claro.
       
E por quê?
           
Porque os melhores jogadores de futebol do mundo, os profissionais de verdade, estão na Copa, não na Olimpíada.

Em 1984 e 1988, a Fifa vetava- quem tivesse participação em Mun-diais, no torneio olímpico.

A partir daí, criou o limite de 23 anos. Na prática, a Olimpíada se tornou um Mundial para menores de 23 anos. Como o jogador de futebol atinge a maturidade lá pelos 28... A resposta está dada. No início dos Jogos da era moderna, a Olimpíada era para atletas amadores. O futebol era profissional. Quando a Olimpíada se profissionalizou, o futebol se auto-excluiu. O futebol é tudo na vida de quem gosta de ver a bola rolando. É tudo, menos olímpico.
       
E, no entanto, é a modalidade que mais público leva aos Jogos. Mais do que o basquete, mais do que o vôlei, menos apenas do que o atletismo, praticado em estádios tão grandes quanto os da bola no pé. Em Pequim, a guerra entre o futebol e a Olimpíada chegou ao ápice. É um tempo em que os clubes da Europa brigam para ceder jogadores até mesmo para seleções principais. Até mesmo para seleções que vão jogar Copa do Mundo ou Eurocopa, os torneios que mais chamam a atenção do futebol mundial em termos de nações.
     
A economia do futebol mundial gira em torno dos clubes. E os clubes querem mesmo disputar as competições entre si. Foi o que tornou a Liga dos Campeões da Europa o torneio mais rentável do mundo, mesmo que não seja ainda o de maior audiência. Este ainda é a Copa do Mundo.
     
A Olimpíada?
       
Bem, a Olimpíada não reúne os melhores jogadores, não inclui as principais seleções, não dá os maiores prêmios, nem chama a atenção dos grandes públicos. A Olimpíada representa uma medalha. Para alguns, vale muito. Pergunte a Michael Jordan se ele seria tão feliz se tivesse seus milhões, mas não ostentasse a medalha de ouro conquistada em Los Angeles, em 1984. Ou a craques do vôlei, como os brasileiros Tande e Giovane, o que seriam sem o ouro olímpico.
    
Agora pense em Pelé, Tostão, Romário, Ronaldo, Beckenbauer. Medalha de ouro? A eles, nunca fez falta. Aos Jogos, o futebol sempre renunciou. Olimpicamente.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h37
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Ele foi batizado, crismado e fez primeira comunhão. Queria ser padre, mas mudou de idéia e foi tocar instrumentos. Aprontou o suficiente para ficar com a imagem de "desajuizado". Aos 51 anos de idade (completa dia 11 de outubro), esse carioca da gema mudou-se para São Paulo e escolheu uma casa em um bairro tranqüilo da cidade. Casado há 18 anos com a gaúcha Regina, leva uma vida tão normal que até a vizinhança não acredita.
 
Tem gatos, livros, horta, estúdio e grandes possibilidades de manter uma carreira sólida, porque escreve músicas de sucesso e tem muito talento. Seu 13º disco, Acústico MTV, de 2007, ganhou o Grammy Latino de "melhor disco de rock". Ele desanca quem lhe cobra coerência, porque artista conduzido por lógica não produz coisas boas.
 
Lobão fala o que pensa e cutuca as feridas.
 
Não avalia o que é bom para a sua imagem, naquela estratégia marqueteira tão assimilada por alguns artistas. É visível sua sinceridade. Ícone da música brasileira, pela obra importante, também tem sorte - apesar dos pesares, mantém a resistência física e a aparência de garoto.
 
Leitor voraz, apaixonado por Nietzsche, Edgar Morin, Eça de Queirós e Marcelo Mirisola, Lobão é o pensador do paradoxo.
      
CULT - Por que mudou-se para São Paulo?
        
Lobão - O fato real de ter mudado para São Paulo vai além da praticidade, já que estou trabalhando na MTV. Costumo brincar dizendo que, se São Paulo é o túmulo do samba, o Rio é o túmulo do rock, a cidade nunca esteve tão anti- rock and roll como agora. Por isso saí do Rio. Pode até ter chorinho na Lapa, mas rock não rola.
       
CULT - Caetano Veloso entrou no palco para a gravação do CD e DVD Obra em Progresso, na noite de 19 de agosto, terça-feira, na zona Sul do Rio de Janeiro. Anunciou o nome da música "Lobão tem razão", que compôs em sua homenagem e exibiu a capa do caderno B, do Jornal do Brasil, com a manchete "Estou de saco cheio da Zona Sul do Rio" pinçada de uma entrevista sua concedida ao jornal. Não tem medo de gerar idiossincrasia com o carioca?
      
Lobão - Não. O carioca conhece meu idioma porque falamos a mesma língua. Eu sou carioca , freqüentei áreas do Rio que ninguém imagina. Não disse, como pensa Caetano, que a Lapa é suja. Um dia passei e vi um cadáver e duas cadeiras em cima de uma poça de sangue e isso me deixou arrasado. Carioca me entende .
     
CULT - O que achou do gesto do Caetano?
      
Lobão - Gosto da democracia, do exercício da liberdade de expressão. Caetano exibiu na abertura do show dele a página do jornal com minha entrevista. Falou do meu comportamento aos seus convidados. Mas Caetano é um bom homem, um bom baiano. A coisa triste foi a forma pouco ética da edição da entrevista que concedi ao Jornal do Brasil. Entre várias coisas, expliquei que, como carioca, é muito triste ver a minha cidade do jeito que está. Ora bolas, eu sou carioca e estou falando da minha cidade. Fiquei surpreso com a atitude do Caetano que nem sequer questionou o teor da entrevista, logo ele, que já foi tão editado na vida.
      
CULT - Caetano reproduziu um trecho da entrevista em que você reclama de João Gilberto ter cortado o verso "nem sempre se vê /lágrimas no escuro" de sua música "Me Chama", gravada por ele, e disse que você se enganou, porque o verso que João cortou foi "nem sempre se vê mágica no absurdo ".
      
Lobão - Caetano acha que estou caduco e que não conheço a minha própria música e suas gravações. Logo ele, que já sofreu na pele  tantas injustiças. Caetano, agora, acredita em Papai Noel? Eu fiquei muito orgulhoso quando João Gilberto gravou "Me Chama", fiquei embevecido, evidente. João Gilberto é ótimo, não tenho nada contra ele. O que sou contra é a sacralização que o Brasil faz das pessoas, esse culto que fazem à bossa nova. Quero olhar pra frente. Quando dizem que o passado foi melhor é uma violência, existem coisas excelentes no presente e temos futuro, vamos olhar pra ele. É assustador o Caetano discutir com seu público os tópicos da minha entrevista sem antes checar comigo, podia ter ligado pra mim pra esclarecer as coisas. Ele atrelou a sua estréia a esse happenning... jogou pedra na Geny. Acreditou no que leu, nem pensou na possibilidade de equívocos na matéria. Caetano já foi vítima de edições, mas agora acredita em tudo que lê. 
       
CULT - Gostou da letra de "Lobão tem razão" ?
 
Lobão - Vou convidar o Caetano para participar do meu programa na MTV. Ele sabe usar a semântica, mesmo quando é sucinto. Fiz uma música para ele em 2001 e ele responde em 2008. Amo e detesto o Caetano. Um sentimento ambíguo, mas fui influenciado por ele e não nego a minha história.
       
CULT- Está tudo bem com você?
       
Lobão - Tudo muito bem. Nada pode deter uma pessoa feliz.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h20
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TUDO QUE SE PODE QUERER MAIS DISTÂNCIA

Cerco fechado

MP denuncia 13 envolvidos no esquema da venda
de sentenças desarticulado pela Operação JanusI


Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu ontem denúncia-crime contra 13 envolvidos em um esquema de venda de sentenças, desbaratado pela Operação Janus, no último dia 8.
 
A suspeita da participação de magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia no comércio de decisões judiciais trouxe a Salvador o procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza. O Correio apurou que ele esteve hospedado no Hotel da Bahia, Campo Grande, dias depois da prisão de quatro acusados.

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPE, é o autor da ação penal junto à 2ª Vara Criminal, cuja titular é a juíza Liz Rezende de Andrade. Os promotores Paulo Gomes e Ana Rita Nascimento investigam a atuação da quadrilha desde julho de 2007.
 
A juíza já havia determinado a prisão de nove dos 13 acusados; cinco estão foragidos. Os denunciados são suspeitos dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e exploração de prestígio. Há indícios ainda de ligações com o tráfico de drogas.

A investigação descobriu que assessores de juízes, desembargadores e outros servidores públicos eram subornados por advogados para colher informações a respeito de decisões em causas de valores milionários. A partir daí, os advogados vendiam para uma das partes os resultados dos processos, como se eles tivessem corrompido os magistrados.

A suspeita do envolvimento de juízes e desembargadores teria sido a razão da visita do procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza. A autoridade máxima do Ministério Público Federal permaneceu em Salvador entre os dias 14 e 16 de agosto.

Estão sob custódia os advogados Antônio Raymundo Magalhães de Oliveira e Káttia Pinto Mello, ex-assessora de um desembargador do TJ-BA, além do estagiário de direito Olegário Sena Miranda.
 
Também está presa a funcionária da Secretaria Estadual de Infra-estrutura Glória Maria Moreira dos Santos, que atuou como secretária do chefe de gabinete do desembargador Benito Figueiredo, ex-presidente do TJ-BA.

Os foragidos são o advogado Abdon Antonio Abbade dos Reis, o sócio dele Cláudio Braga Mota, a servidora pública Eliane Ferreira Luna, o filho da juíza Maria de Fátima Carvalho, Gevaldo da Silva Pinto Júnior, e o ex-assessor de um desembargador do TJ, Alexandre José Cruz Britto.
 
Os outros quatro acusados são os dois proprietários da Viação Novo Horizonte, Edgar Abreu de Magalhães e seu sócio, que não teve o nome revelado, além de duas pessoas que também não foram identificadas.

Liminar negada - Apontado como líder do esquema de venda de sentenças, o criminalista Abdon Abbade teve o pedido do liminar do habeas-corpus negado pelo Superior de Tribunal de Justiça, em Brasília. Relator do processo, o ministro Arnaldo Esteves Lima julgou que não cabia recurso junto ao STJ já que há um pedido semelhante junto ao TJ-BA. A decisão foi publicada no STJ às 17h24.

Em paralelo, os defensores de Abbade entraram com uma reclamação constitucional junto ao Supremo Tribunal Federal, que ainda deverá ser analisada pela ministra Carmen Lúcia. Ele reclama direito a uma sala de estado maior ou prisão domiciliar. Procurado pela polícia, ele continua foragido em lugar desconhecido do interior do estado, segundo seu advogado Alano Frank.


   Fonte: CORREIO DA BAHIA - 22/8/2008


Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h20
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COMPARE CARROS
 
Cortesia do UOL.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h19
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EU QUERO É MAIS!
 
Coldplay planeja lançar sobras de
seu último disco no ano que vem
 
O grupo britânico Coldplay pretende lançar um disco novo em 2009 com material gravado durante as sessões de "Viva La Vida or Death and All His Friends", lançado neste ano, informou o diário britânico "The Sun".

Um fonte ligada ao Coldplay declarou ao jornal que as sessões com o produtor Brian Eno foram incrivelmente produtivas e o grupo registrou um repertório maior do que foi lançado em seu mais recente de estúdio.

A cantora australiana Kylie Minogue participa de uma das faixas do novo repertório do grupo. Segundo o vocalista Chris Martin, a música constará desse futuro lançamento.

"Viva La Vida or Death and All His Friends" é um dos discos mais vendidos de 2008. Desde que chegou às lojas, em junho, mais de 600 mil cópias do álbum foram vendidas. O disco também liderou o ranking de vendas de outros 35 países.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h18
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SONHOS RECORRENTES:

Temas de sonho comuns e suas interpretações

  • Ficar nú em público
    A maioria de nós já sonhou que estávamos na escola, no trabalho ou em algum evento social e, de repente, percebemos que esquecemos de colocar as roupas! Especialistas dizem o que isso significa:

    • Estamos tentando esconder algo (e sem roupas fica mais difícil fazer isso).
    • Não estamos preparados para algo, como uma apresentação ou teste (e agora todos vão saber, pois estamos expostos).

    Se estamos nus e ninguém nota, então a interpretação é que, seja lá do que temos medo, ainda não foi descoberto. Se não ligamos que estamos nus, a interpretação é que estamos bem com quem somos.

  • Caindo
    Você está caindo, caindo, caindo... e então acorda. Este é um sonho muito comum e dizem simbolizar insegurança e ansiedade. Alguma coisa na nossa vida está fora de controle e não há nada que você possa fazer para resolver isso. Uma outra interpretação é que você tem um sentimento de falha em relação a alguma coisa. Talvez não esteja indo bem na escola ou no trabalho e está com medo de ser demitido ou expulso. De novo, você sente que não pode controlar a situação.

  • Sendo perseguido
    O sonho de perseguição pode ser muito aterrorizante. O que isso, em geral, simboliza é que você está fugindo de seus problemas. E depende de quem o estiver perseguindo para descobrir qual é o problema. Pode ser um problema no trabalho, ou talvez algo com você mesmo que admite ser ruim. Por exemplo, você pode estar bebendo muito e seu sonho pode te dizer que a bebida está se tornando um problema real.

  • Ter uma prova (ou esquecer que você tem uma)
    Este é um outro sonho muito comum. Você de repente percebe que deveria fazer uma prova naquele momento. Talvez você corra pelos corredores e não entre na sala de aula. Este tipo de sonho pode ter muitas variações que têm significados similares. Talvez sua caneta não escreva e não possa finalizar suas respostas. O que os especialistas dizem é que isso pode significar que está sendo minucioso em relação a algo ou se sentindo testado, quem sabe você esteja enfrentando um desafio e não acha que está preparado. Você não se sente preparado ou capaz de realizar a prova. Isso pode também significar que há algo que você descuidou e sabe que aquilo precisa de sua atenção.

  • Voando
    Muitos sonhos em que você está voando são resultados de sonho vívido. Entretanto, não todos os sonhos de vôo. Em geral, sonhar que você está voando significa que está por cima. Você está no controle das coisas com as quais você se importa ou talvez apenas ganhou uma nova perspectiva das coisas. Também pode significar que você pensa que ninguém e nada pode derrotá-lo. Se você está tendo problemas em manter o seu vôo, alguém ou algo pode estar em seu caminho. Se você estiver com medo enquanto voa, pode ter desafios com os quais não se sente confortável.

  • Correndo, mas indo para lugar nenhum
    Este tema pode também ser parte do sonho de perseguição. Você está tentando correr, mas tanto suas pernas não podem se mover quanto você simplesmente não está indo a parte alguma, como se estivesse em uma esteira. De acordo com algumas pessoas, este sonho significa que você está fazendo algo em excesso. Você está tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo e não pode dar conta de tudo ou seguir em frente.

  • Seus dentes estão caindo
    Muitas pessoas sonham que estão perdendo todos os dentes. Neste sonho, elas podem sentir algo estranho na boca e então cuspir dentes na mão até que, por fim, perdem todos os dentes. De acordo com algumas pessoas, nossos dentes estão relacionados a nosso senso de poder e a nossa habilidade de comunicação. Perder nossos dentes não somente nos deixa envergonhados por nossa aparência, impedindo nossa comunicação, como também reduz nossa força porque não podemos falar. É também associado com sentimentos sobre nossa aparência.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h17
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OURO DE TOLO
 




Claro, é emocionante ver Cesar Cielo se tornar campeão olímpico, o homem mais rápido de Pequim nos 50 m. Um grande atleta, patrocinado por sua abnegada e honrada família de Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo.

Triste demais é ver as patéticas comemorações galvãobuênicas na TV. Como se, de um momento para outro, o Brasil através de Cielo se tornasse uma potência no esporte. A barulheira boboca tenta, mas não esconde, a tragédia que é o esporte brasileiro.
 
Cielo só conseguiu seu feito histórico porque está há três anos treinando nos Estados Unidos. É um talento que se desenvolveu justamente porque se isolou da mediocridade que é a política pública para o esporte olímpico verde-amarelo.

A dura realidade é que antes de Cielo estávamos em 38º, atrás de potências como o Vietnã, no quadro de medalhas. Depois, com esse ouro isolado, ficamos em 27º, atrás de "gigantes esportivos" como Mongólia e Romênia.
 
 Pessoal, vamos combinar: O Brasil é um vexame olímpico! Cielo, uma exceção e não produto da "pujança esportiva" brasileira, como querem os eufóricos locutores berradores e bobocas.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h43
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Reputação do Brasil no futebol sofreu
profundo abalo nos Jogos Olímpicos

Os brasileiros têm uma reputação sem rival no futebol, mas esta sofreu um profundo abalo nos Jogos Olímpicos esta semana. Primeiro o time masculino foi derrotado por 3 a 0 por seus rivais mortais da Argentina, e o time feminino do país perdeu por 1 a 0 na final contra os EUA.

O chute de esquerda de Carli Lloyd de fora da área, no quinto minuto da prorrogação, acabou com as brasileiras elegantes mas frustrantes, que eram assistidas pelo legendário Pelé.

Apesar de toda a habilidade de sua incrível atacante, Marta, o Brasil produziu menos chutes a gol do que as americanas, que conseguiram sua terceira medalha de ouro em quatro Olimpíadas. Assim, o Brasil ainda não ganhou um ouro olímpico no esporte que trata como uma religião.
 
Flávio Florido/UOL  
Ronaldinho gesticula durante partida contra a Argentina

Talvez um preço tenha de ser pago. A derrota para a Argentina deixou o treinador brasileiro Dunga preso por um fio ao seu emprego. Um jornal brasileiro anunciou uma missa fúnebre para a seleção, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria ficado furioso.

E Jorge Barcellos, o treinador da seleção feminina, se perguntou sobre o impacto de sua derrota. "O ouro realmente iria transformar o futebol feminino [no Brasil]", ele disse. "Quanto ao futuro, não sei o que vai acontecer agora."

Essas são finais que países como o Brasil simplesmente têm de vencer para deixar sua marca nos Jogos Olímpicos. Os países europeus continuam tratando o futebol olímpico com uma mistura de desprezo e interesse passageiro.

Esses países acumulam medalhas em outros lugares. Mas para o Brasil o futebol é importante em qualquer formato de competição. E uma medalha de ouro é tudo o que tem para mostrar de Pequim até agora, a três dias do fim do evento.

É nestes últimos dias que os esportes coletivos finalmente chegam ao clímax e países como Brasil e Argentina podem subir ao pódio.

Durante duas semanas, futebol, basquete, vôlei e beisebol ofereceram um ótimo entretenimento e as multidões mais animadas dos Jogos. No caso do maior esporte coletivo, o futebol, a passagem para o centro do palco é literal, assim como metafórica.

O torneio foi utilizado como veículo para disseminar a ação olímpica pelo país anfitrião para cidades como Xangai e Qinhuangdao. As finais masculina e feminina são jogadas em Pequim - no caso dos homens, no Estádio Nacional Ninho do Pássaro.

A baixa contagem de medalhas dos esportes de equipe levou-os a ser considerados por alguns como os primos pobres da família olímpica. Mas não é o caso no Brasil e na Argentina, que em jogos recentes se especializaram em esportes de equipe.

Os únicos dois ouros da Argentina nos jogos de Atenas em 2004 vieram de seus times masculinos de futebol e basquete.

Foi revelador que mesmo quando a Argentina quebrou seu padrão esta semana, com uma medalha de ouro em ciclismo, ela veio no Madison, um evento de equipe.

Eduardo Moeino, do Comitê Olímpico Argentino, acredita que não há uma explicação real para o sucesso desproporcional do país em eventos coletivos.

"Não há razão", ele diz. "No futuro vamos nos esforçar mais em esportes individuais."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h41
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FRASE DO DIA:
 
"O Galvão Bueno é um cara tão chato e pedante que hoje me peguei torcendo para a Argentina. Aliás, fica uma pergunta para vocês: existe slogan mais pé frio e infeliz que o da Globo nas Olimpíadas: 'Nosso esporte é torcer pelo Brasil' ?"


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h39
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HALTEROFILISTA SIFU
 
Por que será que a maioria das tvs do mundo omitiu essa cena bizarra de seus noticiários jornalistícos e esportivos?
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h35
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CIELO ES EL LIMITE
 
Recordista em provas longas,
Phelps agora quer ser velocista
 
César Cielo que se cuide. Depois de se tornar o maior atleta olímpico de todos os tempos, o norte-americano Michael Phelps pode virar velocista. "É algo que posso fazer. Mas não sei se o Bob vai aprovar". O Bob em questão é Bob Bowman, único técnico da carreira do fenômeno de 23 anos.

O treinador admite que o nadador pode ter sucesso nas provas mais rápidas. Em Pequim, ele nadou apenas uma prova considerada de velocidade, os 4x100 m livre. Nela, com 47s51, se tornou o terceiro homem mais rápido do planeta na distância, atrás apenas do campeão olímpico Alain Bernard e do recordista mundial Eamon Sullivan.

"Acho que teremos de ver o quanto ele está querendo realmente isso. Ele pensa que pode ser mais fácil, mas será difícil. Acho que ele pode se tornar um grande velocista e que essa mudança pode ser positiva. Mas acho também que ele tem o talento natural para as provas mais longas", completa Bowman.

Prova do que Bowman disse foi visto na vitória mais difícil de Phelps em Pequim. Nos 100 m borboleta, ele superou o sérvio Milorad Cavic por apenas um centésimo de segundo, depois de passar a virada em sétimo lugar.

A mudança serviria para o fenômeno norte-americano ganhar motivação. Em Pequim-2008, ele não só quebrou o recorde de sete medalhas de ouro de Mark Spitz, como o fez com direito a sete recordes mundiais. O único que não quebrou a melhor marca foi nos 100 m borboleta, em que superou apenas o recorde olímpico.

"Seria bom para começar tudo do zero. Fazer treinamentos diferentes, testar programas de preparação diferentes. Seria uma motivação a mais para os próximos quatro anos. Mas não quero pensar nisso agora. Só quero sair de férias e descansar".

Nadador mais rápido de Pequim-2008, o brasileiro César Cielo respondeu sobre como seria nadar contra Phelps. "Se ele vier, vai ter que nadar muito. Acho que para nadar nos 50 m, ele teria de ser muito, mas muito rápido para vencer não só eu, como os outros dois caras que foram ao pódio dos 50 m comigo", afirmou o brasileiro, lembrando dos franceses Amaury Leveaux e Alain Bernard.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h33
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COCA-COLA NAS OLIMPÍADAS



Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h30
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NINHO DO PÁSSARO 360º
 
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h28
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Menina que cantou na abertura da Olimpíada foi dublada

O diretor musical da cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim admitiu que uma menina que apareceu cantando durante o evento foi dublada por outra menina, que não foi considerada bonita o bastante para se apresentar no palco.

Em entrevista à rádio de Pequim, Chang Qigang disse que os organizadores precisavam de uma menina que tivesse boa voz e fosse bonita ao mesmo tempo.

"Depois de vários testes, nós decidimos colocar Lin Miaoke no palco e usar a voz de Yang Peiyi", disse ele.

"A razão por trás disso é que precisamos colocar os interesses do país em primeiro lugar."

Usando em um vestido vermelho, Lin Miaoke, de 9 anos, encantou a platéia ao cantar Ode à Pátria durante a abertura da Olimpíada na sexta-feira passada.

Ela vem sendo chamada de "anjo sorridente" e tem atraído a atenção da mídia desde a apresentação.

Yang Peiyi, de 7 anos, disse ao jornal chinês China Daily não ter se arrependido de ter emprestado a voz a Lin e que ficou feliz em ter participado da cerimônia.

A revelação aconteceu horas depois de o vice-presidente dos Jogos de Pequim, Wang Wei, ter admito a jornalistas que parte dos fogos de artifício exibidos na televisão durante a abertura eram imagens em terceira dimensão produzidas no computador.

"Algumas imagens foram produzidas antes da cerimônia para se obter um efeito teatral", disse Wei.

"Por causa da baixa visibilidade, algumas imagens foram gravadas antes da cerimônia de abertura".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h27
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