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Em causa própria
 


 
Tirar foto de alimentos
'é melhor que diário'
para aprimorar dieta
 
 
Os pesquisadores concluíram que a fotografia tem impacto sobre o paciente antes da refeição
Os pesquisadores concluíram que a fotografia
tem impacto sobre o paciente antes da refeição
 
Fotografar os alimentos antes de realizar as refeições ajuda mais as pessoas a se tornarem conscientes sobre o que está sendo consumido e sobre as mudanças necessárias em seus hábitos alimentares do que escrever diários, indica um novo estudo realizado nos Estados Unidos.

A pesquisa, liderada por Lydia Zepeda e David Meal, da Universidade de Wisconsin-Madison, comparou os efeitos de diários escritos e de diários fotográficos feitos por um total de 43 voluntários.

Os pesquisadores pediram a eles que anotassem tudo o que comiam em um diário, ou tirassem fotografias das refeições, durante uma semana. Depois, eles responderam a perguntas sobre o que comiam.

A conclusão foi que a fotografia tem impacto sobre o paciente imediatamente antes de ele fazer a refeição.

"Mais cuidado"
 
Uma resposta típica dos voluntários analisados foi "tive que pensar com mais cuidado sobre o que estava comendo, porque tinha que tirar uma fotografia".

Em comparação, os diários, normalmente são escritos horas depois da refeição, tinham impacto menor.

"A análise qualitativa das entrevistas com os participantes revelou que os diários fotográficos podem alterar atitudes e comportamentos associados à escolha dos alimentos" com maior probabilidade do que os diários escritos, diz o estudo.

Segundo Zepeda, "os nutricionistas vêem o diário como um instrumento de registro. Eles agora deveriam explorar o papel da fotografia como ferramentas de intervenção".

A pesquisa foi divulgada em um artigo na última edição da revista "New Scientist".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h17
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Correntistas agora podem requerer devolução
de cobranças de taxas nas contas correntes
 
Ao verificar seu extrato ou saldo, uma grande surpresa, lá está o “famoso” débito não autorizado pelo cliente, indo para os “gordos” cofres das instituições financeiras. Ao procurar uma explicação, o gerente ou os funcionários do banco muitas vezes se quer conhecem o Código, ou o tipo de cobrança, ou se limitam a dizer que é uma cobrança autorizada pelo Banco Central, ou pior, com palavras bem postas dizem que são taxas administrativas, e que tem total liberdade para debitá-las de sua conta.
 
Qual cidadão que possui conta corrente em banco, seja privado ou federal, nunca passou por uma situação como esta ou não entendeu alguma das cobranças em seu extrato?

Desde muito tempo, o consumidor luta contra os abusos financeiros que sofre, na maioria das vezes, solitário e calado. Mas o que a maior parte da população não sabe, é que toda e qualquer tipo de cobrança indevida, isto é, taxas cobradas sem aviso prévio e autorização do cliente, se traduzem em ilegalidade, isto quer dizer que o problema é passível de um processo judicial contra a instituição que faz este tipo de requisição. Desta forma, o cidadão enquanto consumidor tem total liberdade para procurar um defensor e exigir seus direitos, reclamando o valor que foi debitado de sua conta, exigindo inclusive a devolução em dobro do valor.

Pensando no bem estar do cidadão e consumidor, foi que o IPDC criou o PCAF – Plano de Combate aos Abusos Financeiros Contra os Consumidores. Este plano consiste na propositura de centenas de ações civis públicas nas quais se pede nulidade destas cobranças indevidas e a devolução em dobro dos valores.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h16
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Toque pessoal faz instituição de crédito prosperar

do NYT

Quando Ewa Rachwal faz uma visita a domicílio a um dos seus 150 clientes, é recebida mais como a amiga que não se vê há muito tempo do que alguém que vem, para receber o pagamento semanal de juros de um empréstimo.

Rachwal é uma entre os mais de 28.000 agentes autônomos de uma empresa britânica, a International Personal Finance, que presta serviço como instituição de crédito para pessoas de origens modestas no Centro e no Leste da Europa, com pouco ou nenhum acesso aos bancos convencionais.

Ao contrário da maior parte das principais instituições financeiras, a empresa está prosperando em meio à turbulência global no mercado de crédito que deixou muitos credores com prejuízos imensos e baixas contábeis.

Embora o endividamento possa ser um conceito mal recebido nos Estados Unidos e no Oeste da Europa hoje em dia, parece mais atraente para as pessoas no Leste da Europa e de todas outras regiões que estão começando a se firmar na economia de consumo e anseiam por uma vida melhor.

A International Personal Finance, ou IPF, encontrou meios de explorar esse mercado de uma forma antiga, ao oferecer o crédito diretamente e depois mantendo uma atenção personalizada nos clientes.

Seus agentes visitam as pessoas em suas casas para avaliar melhor a capacidade de crédito delas, antes de oferecer pequenos empréstimos em dinheiro vivo no valor médio de US$ 500, para qualquer coisa, desde o conserto de uma máquina de lavar roupa a férias familiares.

O pagamento de juros de cerca de 20% atraiu críticas de grupos de consumidores e reguladores, mas a companhia insiste que tais taxas são necessárias para pagar pelo serviço a domicílio e cobrir o seu risco.

O lucro da IPF aumentou 40% este ano e suas ações, negociadas na Bolsa de Londres, subiram 52%, numa época em que os valores de muitos bancos americanos e do Oeste da Europa estão em declínio.

Christopher Rodrigues, o presidente executivo da companhia, chama a IPF de 'Avon do setor de serviços financeiros', referindo-se à empresa global de vendas diretas de produtos de beleza.

Rodrigues admite que a empresa não seja imune às incertezas da economia que atormentam outras instituições bancárias, mas o fato de evitar complexos modelos financeiros e o contato próximo com seus 1,94 milhão de clientes lhe permite minimizar o risco.

Embora as despesas com baixas contábeis, representando 22% da receita, sejam substanciais, ela acompanha seus empréstimos cuidadosamente e evita surpresas vindas de perdas imensas e inesperadas.

Balazs Pap, diretor da IPF na Polônia, explica que a abordagem dos negócios foi além das verificações de crédito com base em computadores da qual dependem os bancos maiores.

Se "alguém lhe diz pelo telefone que tem um filho," diz ele, "e depois você anda pela casa e vê três pares de sapatos de tamanhos diferentes," o agente já sabe que algo está errado.

Rachwal, que trabalha oferecendo empréstimos da IPF há oito anos, disse que quando visitou um cliente pela primeira vez, prestou muita atenção ao apartamento e tentou descobrir o máximo que podia, além das perguntas de rotina a respeito do nível de renda ou se a família possuía um telefone.

Cada agente é responsável por uma pequena área da cidade que não abrange mais de 2,6 quilômetros quadrados, e é geralmente bem conhecido na comunidade. "As pessoas me cumprimentam nas ruas, conheço seus filhos e famílias," disse Rachwal. "Nem mesmo os membros da família os visitam com tanta freqüência quanto eu."

O crescimento econômico no Centro e no Leste da Europa também ajudou a empresa a prosperar.

Ao contrário do Oeste da Europa, onde o crescimento começou a se desacelerar drasticamente este ano e alguns países provavelmente venham a enfrentar uma recessão, as economias do Leste europeu devem manter uma taxa de crescimento médio em torno de 4% este ano, disse Neil Shearing, economista na Capital Economics de Londres.

Essa é uma boa notícia para a IPF, que também opera na República Tcheca, Romênia, Eslováquia, Hungria e México e pretende se expandir para Rússia, Ucrânia e Índia. Com a expansão das economias, os clientes ganham mais e estão mais dispostos e em melhores condições de tomar emprestadas somas maiores.

Mas mesmo no Leste da Europa a inflação começou a subir e haverá risco para os negócios da IPF se o desemprego também aumentar. A empresa diz que está preparada, caso as economias comecem a enfrentar dificuldades.

"Isso exigirá uma reação imediata de nossa parte," diz Pap, da unidade polonesa. "Precisaremos encerrar os acordos de empréstimos mais arriscados e reforçar nossas exigências para fornecer crédito. Mas devido ao contato direto com os clientes, podemos ver muito rapidamente as mudanças na situação deles."

A empresa tem raízes que vêm de 1880, quando Joshua Waddilove, um filantropo, começou a fornecer crédito para famílias de trabalhadores britânicos. A empresa da família vendeu ações em uma oferta pública inicial em 1962 e se expandiu para outros produtos bancários, incluindo cartões de crédito.

No ano passado, a controladora, Provident Financial, criou uma subsidiária para suas operações no exterior, a IPF.

Agora, o lucro na IPF cresce de forma rápida, principalmente porque ela opera em uma região onde os mercados de crédito ainda estão relativamente pouco desenvolvidos. Na Polônia, 40% da população têm uma conta bancária, em comparação com 90% na Grã-Bretanha.

A dívida das famílias aqui é 15,6% do produto interno bruto, em comparação com 98,7% nos Estados Unidos, 111% na Grã-Bretanha e 59,7% entre os países que adotam o euro.

Para muitas das pessoas nos países que a IPF atende agora e as que espera alcançar no futuro, tomar emprestado de um banco pode ser mais barato, mas eles não têm essa opção.

Hanna Krzysiewska-Rybinska, especialista em dietética num hospital, que vive com seu marido e sua mãe de 90 anos, disse que precisava do dinheiro rapidamente para ajudar o filho, motorista de táxi, comprar um carro novo.

"Ele não pode levantar um empréstimo por conta própria porque ele e a esposa acabaram de comprar uma casa nova e já têm uma grande hipoteca," diz Krzysiewska-Rybinska.

"Com o banco, eu preciso pagar em uma data fixa. Aqui eu tenho a flexibilidade de pagar depois."

Krzysiewska-Rybinska tomou emprestados 5.000 zlotys poloneses (US$ 2.225), por dois anos. Ela agora terá que reembolsar 95 zlotys (US$ 42) por semana, o que significa que depois de dois anos ela terá reembolsado 9.880 zlotys (US$ 4.396).

A taxa de juros é excepcionalmente elevada, mas o empréstimo é bem superior à média concedida pelo IPF. Os clientes da IPF na Polônia têm uma renda mensal média de 2.500 zlotys (US$ 1.112).

Rodrigues disse que as taxas de juros da IPF não são muito mais elevadas que as comuns a vários cartões de crédito nos Estados Unidos e Europa, e ajudam a cobrir o risco de fornecer empréstimos a pessoas com um histórico de crédito limitado, ou mesmo sem qualquer um, e a pagar pela rede de agentes.

A remuneração aos seus funcionários é estruturada de forma a evitar a concessão antiética de empréstimos, ele afirma. Os funcionários recebem apenas comissões, a maior parte das quais são concedidas com a cobrança de um pagamento de empréstimo e não quando um novo cliente se inscreve.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h14
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CADA COISA A SEU TEMPO

Defensores separam debate sobre aborto
de anencéfalos da descriminalização
 
O termo aborto gerou controvérsias durante as três primeiras audiências realizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a interrupção da gravidez em caso de feto anencéfalo. Os defensores da interrupção evitaram o uso da palavra, preferindo classificar a ação como "antecipação do parto".
 
Por outro lado, os que são contrários à autorização enfatizaram o termo. Mais do que uma questão semântica, o que está em jogo é uma possível ligação da discussão do Supremo com uma iniciativa que, apesar de presente na sociedade brasileira, é ilegal.

"Nenhuma delas descreve como aborto", explica a professora da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, ao falar sobre como as mulheres que querem abreviar uma gravidez anencefálica se referem ao procedimento médico.

"O diagnóstico de anencefalia lança uma situação ética inesperada. E elas querem descrevê-la em termos acolhedores para suas próprias vidas, e não em nome de dogmas religiosos ou verdades absolutas, distantes de suas realidades", acrescentou a pós-doutora em bioética, em sua participação nos debates organizados pelo STF.

A questão da anencefalia está sendo amplamente repercutida por conta dos debates. Mas quem defende a descriminalização do aborto acha que não é uma boa estratégia aproveitar este debate para voltar à questão sobre a interrupção da gravidez em qualquer caso.

Entre os participantes dos debates realizados pelo tribunal estavam parlamentares e representantes da sociedade civil que já participaram de várias audiências públicas no Congresso sobre a descriminalização do aborto em geral. Quem é a favor da interrupção da gravidez em caso de anencefalia geralmente também defende que o aborto deixe de ser considerado crime em outras situações. No entanto, a opinião é de que os assuntos sejam discutidos separadamente.

O deputado José Aristodemo Pinotti (DEM-SP) acredita que se a discussão sobre a descriminalização do aborto for levantada agora, ela pode prejudicar o debate no Supremo. Ele espera que a corte decida pela legalidade no caso de anencefalia. "A gravidez de anencéfalo é sempre de alto risco e o diagnóstico é muito seguro", argumenta.

Para o parlamentar, o julgamento no STF amadurece o debate sobre a questão do aborto no Brasil. "É um tema que precisa voltar para a pauta. Nós que somos a favor da descriminalização somos taxados de a favor do aborto, quando na verdade somos contra, porque nos países em que a descriminalização foi aprovada, o aborto diminuiu. No Brasil, ao contrário, ainda temos 1 milhão, 1 milhão e meio de abortos ilegais por ano", diz o deputado, que defende o acesso universal a métodos de planejamento familiar.

Opinião pública

Apesar de favorável à descriminalização, o parlamentar admite que sua aprovação ainda é algo remoto. "A opinião pública do país ainda não é a favor. Em dois ou três anos eu não tenho esperança que seja aprovada."

Uma pesquisa do Datafolha realizada em abril deste ano indicou que 68% dos brasileiros defendem que o aborto continue sendo considerado crime no país.

No caso de fetos anencéfalos, contudo, Pinotti confia na aprovação e só lamenta que a questão esteja nas mãos do Supremo. "Este é um assunto do Congresso. Lamento que não possamos discutir aqui".

Lia Zanotta Machado, professora de antropologia da Universidade de Brasília e favorável a descriminalização do aborto, também não se mostra satisfeita com o atual estado das discussões sobre o tema. "No caso da anencefalia não há o que defender, porque sequer há vida. Estamos num retrocesso, não é um direito há vida. Há um direito absoluto da concepção sobre qualquer outro. Mesmo quando não há bem nenhum, há um controle jurídico sobre a mulher", diz.

Ela defende que o aborto seja descriminalizado até a décima segunda semana de gestação. Porém, não mostra ansiedade com relação a sua causa. "Vai ser preciso ver e discutir cada caso em sua particularidade", disse ela dando o exemplo dos casos de estupro, em que a mulher tem o direito a fazer o aborto.

Projetos no Legislativo
 
O artigo 124 do Código Penal prevê detenção de um a três anos para aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento. Um projeto de 1991 (número 1135) que suprimia o artigo do decreto-lei foi rejeitado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara no início de julho.

A matéria seria arquivada, mas o deputado José Genoíno (PT-SP) apresentou recurso para que seja analisada pelo plenário da Casa. O documento tinha 67 assinaturas, mas os parlamentares Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP) e Francisco Rodrigues (DEM-RR) apresentaram pedidos posteriores para que suas assinaturas fossem retiradas. A maior parte das assinaturas é de integrantes da bancada do PT.

Antes de ser rejeitado pela CCJ, o projeto 1135 também não havia sido acatado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Esta mesma comissão tem um outro projeto pronto para entrar em sua pauta de discussões. O PL 1459, de 2003, de autoria do ex-deputado Severino Cavalcanti, (logo ele!) defende a criminalização, ao incluir os casos de "aborto provocado em razão de anomalia na formação do feto" no artigo 126 do Código Penal, que estabelece pena de um a quatro anos de reclusão.

Tramita em conjunto o PL 5166/2005, do deputado Takayama (PSC-PR), que especifica as penas a serem aplicadas nos casos de "antecipação terapêutica de parto de feto anencefálico ou inviável". O parecer do relator, Talmir Rodrigues (PV-SP), é favorável à aprovação das duas matérias. Os projetos ainda precisarão ser analisados pela CCJ e pelo plenário da Câmara.

O Senado Federal tem um projeto contrário. O PLS 227, apresentado por Mozarildo Cavalcanti, em 2004, altera o artigo 128 do Código Penal "para não punir a prática do aborto realizado por médico em caso de anencefalia fetal", como descreve sua ementa. O projeto aguarda designação de relator na CCJ.

No estágio em que se encontram os projetos tanto da Câmara como do Senado, a tramitação pode demorar. O julgamento dos casos de anencefalia pelo STF, por outro lado, está previsto para ocorrer ainda este ano. Se assim for, mais uma vez o Supremo se adiantará em relação ao Legislativo na tomada de decisões.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h12
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COMO CONSERVAR GARRAFAS ABERTAS

Muitas vezes, abre-se uma garrafa de vinho
que acaba não sendo totalmente consumida
Como fazer, então, para conservar a bebida?

da revista ADEGA
 

Infelizmente, quando em contato com o ar, o vinho começa a se deteriorar rápida e irreversivelmente. Durante a fermentação e eventual estágio em tonéis de madeira, o oxigênio é benéfico à correta maturação dos vinhos, porém, uma vez engarrafados, passa a ser prejudicial.

O fenômeno da oxidação também ocorre em vinhos fechados, mais lentamente, podendo levar muitos anos; em garrafas abertas, no entanto, a deterioração é notada rapidamente. Desaconselha-se até a decantação de vinhos muito antigos, pois, por serem mais frágeis, podem estragar no mesmo instante.

Uma vez aberta a garrafa, a oxidação é apenas uma questão de tempo. Quanto tempo? O processo é gradual. A cada dia o vinho estará um pouco mais oxidado, até atingir um ponto em que se tornará impossível bebê-lo - pode demorar horas ou vários dias.

Vinhos com mais corpo e mais álcool resistem mais. Nenhum, contudo, escapa à decrepitude e jamais será a mesma coisa no dia seguinte. Podemos usar de artifícios para retardar a perda de qualidade.

A maneira mais óbvia e menos eficiente de conservar uma garrafa aberta é arrolhando- a e colocando-a na geladeira. A refrigeração retardará a oxidação.

Outra maneira, por ser pouco eficiente e nada elegante, mas muito divulgada, é utilizar um canudinho de refrigerante e os próprios pulmões. Coloca-se um pouco de algodão na ponta do canudo para que a saliva não caia no vinho, enche-se o pulmão de ar e prende-se a respiração por alguns segundos. Em seguida, sopre no interior da garrafa. Com isso, ela se encherá de gás carbônico que, por ser mais pesado que o oxigênio, ocupará todo o recipiente. Deve-se arrolhar rapidamente a garrafa e guardá-la na geladeira.

Há no mercado uma série de acessórios destinados a conservar garrafas de vinho abertas. O mais conhecido é o Vacu Vin, uma bombinha de sucção e rolhas de borracha que funcionam como válvulas. Com ele, pretende-se retirar o ar de dentro da garrafa. Além de o vácuo não ser perfeito, parte dos aromas do vinho sai junto com a operação.

Uma outra traquitana é o Wine Saver, uma evolução do Vacu Vin. Trata-se de uma espécie de torneira que, instalada no gargalo, evita a entrada de ar ao se abrir a garrafa. Nesse caso, o vácuo é um pouco melhor, mas como o aparelho deve ser usado durante todo o serviço, o aspecto visual da garrafa fica comprometido.

Outro equipamento é o Winekeeper, um cilindro portátil de nitrogênio, gás inerte que não altera o vinho. Funciona bem, mas você terá sua garrafa atrelada a um tubo, comprometendo a apresentação e o manuseio. Pode-se adquirir esses acessórios em sites na Internet ou em lojas especializadas.

O método mais profissional, usado na maioria dos restaurantes que oferecem vinho em taça, recorre ao mesmo gás. São câmaras de nitrogênio para várias garrafas; dali o vinho é servido por meio de mangueiras. É perfeito, mas conforme a capacidade pode custar alguns milhares de dólares.

O método caseiro mais barato, simples, que mais me agrada, é a utilização de meias garrafas (de 375 mililitros). Ao abrir uma grande, transfira metade do conteúdo para a menor, que deve estar bem limpa. Encha-a por completo e depois arrolhe com a própria rolha do vinho a ser bebido ou com outra qualquer bem limpa. Assim o vinho resistiirá dias ou até semanas.

Conservar espumantes abertos é tarefa ingrata e, convenhamos, abrir um champanhe e não consumi-lo todo vai contra o espírito da bebida e deveria estar no Código Penal. Caso cometa esse crime, existe um Vacu Vin para esse tipo de vinho, que bombeia ar para dentro da garrafa, mantendo a pressão.

O caso dos fortificados, como o Porto, é mais simples. Podemos dividi-los em duas categorias: os que amadureceram longo tempo em madeira, como os Tawnies (10, 20, 30 e 40 anos), e os demais, que foram logo engarrafados, como os Vintage. Os primeiros, por terem passado por um longo estágio de oxidação em sua elaboração, resistem tranqüilamente vários dias depois de abertos, embora percam gradativamente seus aromas. Os outros devem ser bebidos logo, como qualquer vinho de mesa.

Se for impossível consumir toda a garrafa, não se preocupe, afinal, o vinho não foi feito para nos causar preocupações e, sim, dar prazer. Deguste-o no dia seguinte, tendo apenas consciência de que, com o tempo, decairá até oxidar por completo. Se uma garrafa for demais para você, aproveite o pretexto e convide alguém. Com um bom vinho, não é difícil conseguir companhia.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h22
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FRASE DO DIA:

"Eu queria tomar um banho com aquele petróleo, mas eu tenho medo de piscina, (agora) imagina descer 1.400 metros de água, depois furar mais 3.000 metros de rocha, depois furar uma camada de 400 metros de sal e trazer petróleo. Eu digo em todo lugar que eu vou que o buraco é tão fundo que qualquer dia a Petrobras vai trazer um japonesinho na broca. Eu fiquei muito orgulhoso de saber que temos uma engenharia capaz de fazer isso".
 
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltando mais uma vez a importância da descoberta da camada do pré-sal para o futuro do Brasil.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h21
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Por que não conseguimos
fazer cócegas em nós mesmos?

A maior parte das pessoas tem um ponto do corpo em que sente mais cócegas. Para alguns, é na planta dos pés, para outros é atrás do pescoço e alguns tem bastante sensibilidade na região das costelas. Rir quando alguém nos faz cócegas é um reflexo natural. Cientistas descobriram que a sensação que temos quando nos fazem cócegas é de pânico e é uma espécie de defesa natural.

Essa sensação nos coloca em estado de pânico e desencadeia uma reação de riso incontrolável se uma pessoa estiver nos fazendo cócegas. O momento que você menos espera as cócegas é aquele que vai fazer você se sentir extremamente aflito e em pânico, levando a uma intensa sensação de cócegas. Mesmo que você saiba que alguém vai lhe fazer cócegas, o medo e a aflição fazem com que você ria.

Pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo na Suécia descobriram que a situação de antecipação das cócegas ativava as mesmas área que as cócegas reais. As áreas que se mostraram mais ativas foram o córtex sensorial primário e secundário, indicando que o cérebro é capaz de prever que tipo de sensação irá surgir

Então, se o toque de uma pessoa pode nos dar cócegas, por que não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos? Pesquisas mostraram que o cérebro é treinado para saber o que sentir quando a pessoa se move ou realiza uma atividade. Não nos damos conta de muitas das sensações geradas por nossos movimentos. Por exemplo, com certeza você não presta muita atenção nas suas cordas vocais quando está falando.

Também não notamos os sapatos roçando nos pés a cada passo, nem a língua mexendo dentro da boca quando falamos. Pelo mesmo motivo é que não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos. Se tivermos a intenção de nos fazermos cócegas, nosso cérebro antecipa esse contato e se prepara. Eliminando a sensação de desconforto e pânico, o corpo deixa de responder da mesma forma que responderia se uma outra pessoa ameaçasse nos fazer cócegas.

Especialistas do cérebro fizeram um estudo cujos resultados sugeriram que o cerebelo é a parte do cérebro que impede que façamos cócegas em nós mesmos. O cerebelo é a região localizada na base do cérebro e é responsável por controlar nossos movimentos. Ele é capaz de distinguir sensações previsíveis das imprevisíveis. Uma sensação previsível seria a quantidade de pressão que seus dedos aplicam no teclado ao digitar. Uma sensação imprevisível seria alguém aparecer de repente atrás de você e cutucar seu ombro. 



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h19
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Em uma cidade do Texas, armas
são permitidas na sala de aula

do NYT
em Harrold, Texas

Os estudantes desta minúscula cidade de silos de grãos e casas ao estilo de fazenda passaram os primeiros dois dias na escola nesta semana tentando adivinhar quais de seus professores estavam carregando pistolas sob suas roupas.

"Nós rimos deles", disse Eric Howard, um estudante colegial de 16 anos. "Todo mundo conhece todo mundo aqui. Nós descobriremos."

O conselho escolar deste vilarejo rural pobre no norte do Texas atraiu atenção nacional com sua decisão de permitir que alguns professores andassem com armas escondidas, uma política não adotada por nenhuma outra escola do país. A idéia é impedir um massacre como o que aconteceu no colégio Columbine no Colorado, em 1999.

"As pessoas daqui não querem que seus filhos sejam como peixes em um aquário", disse David Thweatt, o superintendente escolar e autor da política. "As pessoas do campo costumam cuidar delas mesmas. Elas não têm ilusão de que a polícia está lá para protegê-las."

Mesmo no Texas, com sua tradição de leis lenientes de armas e justiça de fronteira, a idéia de professores levando armas para a sala de aula irritou algumas pessoas e provocou um debate feroz.

Defensores do controle de armas estão furiosos enquanto grupos pró-armas estão felizes. Os líderes dos principais sindicatos de professores do Estado expressaram ultraje, enquanto o governador republicano conservador, Rick Perry, endossou a idéia.

No centro da tempestade está Thweatt, um homem que se descreve como "um planejador de contingências", que acredita que os americanos devem ter menos medo de protegerem a si mesmos e que acha que avisos nas escolas dizendo "zona livre de armas" as tornam alvos de ataques armados. "É como dizer 'pega eles' para um cão", ele disse.

Thweatt argumenta que ter professores portando armas é uma resposta racional a uma ameaça real. O escritório do xerife do condado fica a 27 quilômetros de distância e o distrito não tem recursos para contratar policiais, como fazem as escolas urbanas em Dallas e Houston.

O conselho escolar decidiu que professores com armas escondidas era uma melhor forma de segurança do que oficiais de paz armados, porque um agressor não saberia em quem atirar primeiro, disse Thweatt. Os professores receberam treinamento de um consultor de segurança privado e usarão munição especial projetada para prevenir ricochete, ele acrescentou.

Harrold, a cerca de 290 quilômetros a noroeste de Dallas, difere muito dos distritos gigantes nas grandes cidades do Texas, onde a violência de gangue é a principal preocupação e a maioria das escolas possui suas próprias forças policiais. Menos de 100 estudantes de todas as idades assistem às aulas aqui em dois prédios de tijolos construídos há mais de 60 anos. Há duas dúzias de professores, um punhado de ônibus e um campo de futebol cercado por plantações.

Mas a cidade não é isolada em paz rústica, apontam os defensores do plano. Uma estrada de quatro faixas passa pela cidade, trazendo consigo um rio de humanidade, incluindo criminosos, eles dizem. A polícia fechou recentemente um laboratório de produção de drogas em uma casa caindo aos pedaços, próxima da escola. Vagabundos às vezes dormem sob o viaduto.

"Eu não sou exatamente paranóico", disse Thweatt. "Eu gosto de me considerar preparado."

Mas alguns pais e moradores acham que Thweatt pode estar exagerando a ameaça. Muitos dizem que raramente trancam suas portas, muito menos se preocupam com vagabundos aleatórios com pistolas atacando às cegas na escola. Moradores antigos tinham dificuldade de lembrar-se de um único incidente violento lá.

Outros disseram temer que a introdução de armas na sala de aula possa criar mais problemas do que resolver. Um professor brigando com um aluno poderia perder o controle da arma, ou uma arma poderia disparar acidentalmente, eles disseram.

"Eu não acho que haja lugar para uma arma na escola a menos que haja um policial lá", disse Bobby G. Brown, um fazendeiro e ex-presidente do conselho escolar, cujos dois filhos foram educados na escola. "Eu não me importo com quanto treinamento tenham."

Sua esposa, Diane Brown, acrescentou: "Há muitas coisas que podem acontecer. Eles não são treinados para tomar decisões em situações de vida ou morte".

Thweatt se recusou a dizer quantos professores estavam armados, ou quem eles eram, seguindo a teoria de que isso daria a dica aos bandidos. Ele também se recusou a identificar o consultor privado que forneceu aos professores cerca de 40 horas de treinamento de armas.

A maioria dos críticos questiona se os professores, mesmo com treinamento adicional, estão tão qualificados quanto policiais para neutralizar um agressor armado.

"Nós somos treinados para ensinar e educar", disse Zeph Capo, o diretor legislativo da Associação dos Professores de Houston. "Nós não somos treinados para domar o Velho Oeste."

As leis de armas do Texas proíbem armas em propriedade escolar. Mas o Legislativo abriu uma exceção ao permitir que os conselhos escolares autorizem pessoas com porte para armas escondidas levem suas armas. Nenhum distrito escolar fez uso da exceção antes do conselho escolar de Harrold.

Debbie Ratcliffe, uma porta-voz da Agência de Educação do Texas, disse que as mãos do Estado estavam atadas. "Nós realmente não tentamos nos envolver nisso", disse Ratcliffe. "Francamente, é uma questão de controle local."

Mas defensores do controle de armas dizem que apesar do distrito escolar estar cumprindo a lei estadual de armas, ele parece estar violando o estatuto da educação. A lei diz que os "agentes de segurança" autorizados a portar armas nos campi devem ser "oficiais de paz contratados" que passaram por treinamento policial.

"Nos parece não apenas uma política insensata, mas também ilegal", disse Brian Siebel, um advogado em Washington da Campanha Brady para Prevenção da Violência de Armas.

O distrito escolar respondeu que os professores não são "agentes de segurança", logo não precisam se tornar oficiais de paz.

Como regra geral, os sete membros do conselho escolar - um conjunto de fazendeiros e trabalhadores do petróleo liderados por um paramédico - encaminharam todas as perguntas dos repórteres a Thweatt. Mas um membro, Coy Cato, deu uma breve entrevista.

"Na minha opinião, é a melhor forma de proteger nossas crianças", disse Cato. Ao ser perguntado se outros na comunidade compartilhavam sua opinião, ele disse que não fez uma pesquisa, mas "eu acho que sim".

Vários moradores se queixaram de que o conselho fez pouco ou nenhum esforço para saber a opinião da comunidade sobre o assunto. Alguns disseram que só souberam do plano após os repórteres começarem a fazer perguntas a respeito no início de agosto.

Thweatt disse que o conselho discutiu a proposta por quase dois anos e considerou várias opções - armas com tranqüilizantes, armas para atordoar e seguranças armados, entre outras coisas - mas cada uma deixava a desejar de alguma forma. "Nós fizemos o papel do advogado do diabo até o fim."

Essa discussão passou despercebida por muitos pais.

Traci McKay, uma funcionária de restaurante de 34 anos, tem três filhos na escola, mas ela só soube dos professores portando arma duas semanas antes do início do semestre. Ela ficou atônita.

"Eu deveria ter sido informada", disse McKay. "Se algo acontecer, nós realmente queremos todas essas pessoas atirando umas contra as outras?"

McKay disse que Thweatt ainda precisa explicar por que uma cidade com um índice de criminalidade tão baixo precisa dessas medidas. Mas ela teme que seus filhos possam sofrer represálias caso promova uma petição contra a idéia.

"Basicamente nos está sendo dito para aceitarmos isso ou nos mudarmos", disse McKay.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h48
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