Tudo considerado, produziu-se um debate sem vencedores. Houve, em contrapartida, dois perdedores. O eleitor e, sobretudo, George Bush.
Bush e sua administração apanharam indefesos. McCain portou-se como personagem de uma fábula de Esopo. Aquela sobre os dois peregrinos que deram de cara com um urso na estrada.
Um deles, apavorado, refugiou-se no alto de uma árvore. O outro se jogou no chão, fingindo-se de morto. O urso chegou perto, soprou-lhe algo na orelha e foi embora.
O McCain da fábula desce da árvore e pergunta: "O que é que o urso cochichou no seu ouvido?"
E Bush: "Ele me aconselhou a não viajar mais com quem abandona os amigos na hora do perigo".
Moral: É na dificuldade que se prova a lealdade.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h12
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FRASE DO DIA:
"O juiz que faz de sua caneta um pé-de-cabra é o pior dos bandidos".
Ministro Carlos Ayres, atual Presidente do TSE
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h03
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MY FELLOW IRAQIS
Colunista imagina como seria se, pressionado
pela crise, George W. Bush escrevesse uma
De: Presidente George W. Bush
Para: Presidente Jalal Talabani do Iraque, primeiro-ministro Nouri Kamal al-Maliki, presidente do Parlamento Mahmoud al-Mashadani
Prezados senhores,
Escrevo por uma questão de grave importância. É difícil expressar quão profunda é a crise econômica nos EUA hoje. Estamos discutindo um plano de resgate de US$ 1 trilhão (em torno de R$ 1,8 trilhão) para nosso sistema bancário em dificuldades. É um 11 de setembro financeiro. Enquanto perdem suas casas e se afundam em dívidas, os americanos não entendem mais porque estamos gastando US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 1,8 bilhão) por dia para fazer os iraquianos se sentirem mais seguros em suas casas.
Nos últimos dois anos, houve um debate neste país se deveríamos estabelecer um limite de prazo para a retirada americana do Iraque. Parecia que a resolução do debate dependeria de quem vencesse as próximas eleições. Não é mais o caso. O prazo limite está chegando. Os contribuintes americanos que não deixaram seu dinheiro ser usado para subsidiar suas próprias empresas - Lehman Brothers, Bear Stearns e Merrill Lynch- não querem que os dólares que pagam em impostos sejam usados para subsidiar sua interminável hesitação sobre qual comunidade iraquiana dominará Kirkuk.
Não me entendam mal. Muitos americanos e eu estamos aliviados pela forma que vocês, o povo iraquiano e o exército se recuperaram da beira da autodestruição. Originalmente, iniciei essa guerra em busca de armas de destruição em massa. Eu estava errado. Mas rapidamente tornou-se aparente que a Al Qaeda e seus aliados no Iraque estavam determinados a fazer os EUA fracassarem em sua tentativa de construir um Iraque decente e encaminhar o Oriente Médio por uma via mais democrática, independentemente de quantos iraquianos tivessem que morrer no processo. Não foi a guerra pela qual viemos, mas foi aquela que encontramos.
A Al Qaeda entendeu que, se pudesse derrotar os EUA no coração do mundo árabe muçulmano, ia ter reflexos em toda a região e colocar a Al Qaeda e seus aliados em ascensão. Por outro lado, nós entendemos que se pudéssemos derrotar a Al Qaeda no Iraque, em colaboração com outros árabes e muçulmanos, isso ia ter reflexos em toda a região e pagar dividendos. Algo muito grande estava em jogo. Fomos longe para vencer essa guerra.
Ao mesmo tempo, também compreendi que, ao ajudar os iraquianos organizarem as eleições, estávamos facilitando a primeira tentativa de um povo de um Estado árabe moderno em escrever seu próprio contrato social - em vez deste ser imposto sobre eles por reis, ditadores ou poderes coloniais. Se os xiitas, sunitas e curdos iraquianos puderem criar seu próprio contrato social, então, alguma forma de governo consensual é possível no mundo árabe. Se não puderem, então existirão reis e ditadores para sempre - com todas as patologias que vêm com isso. Algo muito grande também está em jogo aqui.
Não é que o que está em jogo tenha mudado e sim o fato que agora vocês vão ter que avançar e terminar esse trabalho. Vocês presumiram que teriam uma rede de segurança americana infinita para permitir que barganhassem sem fim sobre quem levaria o quê. Fui muito, muito paciente com vocês. Isso terminou. Compramos tempo para vocês com o aumento de tropas para que alcançassem um acordo político formal, e vocês devem usar isso rapidamente, porque é um bem que está em rápido declínio.
Vocês xiitas têm de trazer para o governo e para o exército as tribos sunitas e do Despertar que combateram a guerra contra a Al Qaeda do Iraque. Vocês curdos têm de encontrar uma solução para Kirkuk e aceitar maior integração no sistema estatal iraquiano, enquanto mantêm sua autonomia. Vocês sunitas no governo têm de concordar em fazer eleições para que os novos grupos emergentes sunitas e do Despertar possam concorrer e se tornarem "institucionalizados" no sistema iraquiano.
Então aprovem suas legislações sobre eleições e petróleo, gastem parte dos lucros do petróleo para reassentar os refugiados iraquianos e institucionalizem as recentes conquistas de segurança enquanto ainda têm uma presença americana substancial. Leiam meus lábios: ela não ficará lá indefinidamente - mesmo que McCain vença.
Nosso embaixador, Ryan Crocker, me contou o problema de vocês: os xiitas ainda têm medo do passado, os sunitas ainda têm medo do futuro e os curdos ainda têm medo de ambos.
Bem, vocês querem ver medo: olhem nos olhos dos americanos que estão vendo suas poupanças serem extintas, suas empresas desaparecendo, suas residências arrestadas. Somos outro país hoje. Depois de uma década em que o mundo tinha medo do poder americano excessivo, agora terá de presente um mundo de pouco poder americano demais, enquanto nós voltamos para dentro para colocar a casa em ordem.
Ainda acredito que um resultado decente no Iraque, se vocês conseguirem, terá implicações positivas de longo prazo para vocês e para todo o mundo árabe, apesar do preço ter sido alto demais. Esperarei minha redenção pela história, mas o povo americano não. Querem que a construção da nação agora seja nos EUA. Não vão sair do Iraque da noite para o dia, mas não vão ficar em grandes números por longo tempo. Repito: não percam esse momento. Deus esteja com vocês.
George W. Bush
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h02
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IN LULA WE TRUST
Confiança do Brasil acumula problemas para o futuro
"Assim como o Brasil se beneficiou do aumento nas taxas de crescimento globais e dos mercados de crédito nos últimos anos, a recente inversão da tendência de crescimento e crédito paradoxalmente poderá se revelar benéfica", escreve o jornal Financial Times desta quinta-feira (leia a matéria na íntegra aqui).
O jornal inglês diz que, nos últimos meses, a economia brasileira corria o risco de superaquecer devido ao aumento de consumo. Com a crise financeira, a economia brasileira pode esfriar sem reduzir demais o crescimento, segundo os economistas consultados pelo FT. "Os efeitos (da crise financeira mundial) serão muito mais benignos aqui do que nos países desenvolvidos", disse o economista-chefe de um grande banco estrangeiro em São Paulo.
Esses seriam alguns dos sintomas da "sorte" brasileira. Porém, ao mesmo tempo, o país estaria acumulando problemas. "Com o aumento da inflação nos últimos meses, mantê-la sob controle ficou aos cuidados do banco central. O papel da política fiscal, que continua sendo altamente expansionista, tem sido ignorado", escreve o FT.
Segundo o economista Sérgio Vale, os gastos públicos podem abrir espaço para "coisas ruins". "O governo não vê os gastos públicos como um fator na inflação. Ele os vê como contribuição para o crescimento", disse.
"Se o Brasil perder o controle da política fiscal, ele poderá minar a política monetária. No final, as expectativas de inflação a longo prazo são determinadas pela política fiscal, não pela política monetária", disse Augusto de la Torre, economista-chefe para América Latina e Caribe do Banco Mundial
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h56
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Australiana compra celular e "ganha"
imagens pornôs de funcionários da loja
Após comprar um celular numa loja de Cairns, na Austrália, uma estudante descobriu que seu aparelho hospedava imagens pornográficas. O produto, da marca Samsung, tinha fotos explícitas de funcionários da loja.
Segundo o jornal "The Cairns Post", o telefone vendido pela loja era o único em estoque. Depois da compra, a consumidora entrou em contato com o estabelecimento para reclamar que não conseguia ouvir o que as pessoas diziam ao telefone.
Uma consumidora na Austrália recebeu
celular com fotos explícitas e ficou com nojo
Ao mexer no menu do telefone, ela descobriu 49 fotos, incluindo as de uma funcionária da loja, de outras duas pessoas e imagens aparentemente tiradas em um motel.
"É repugnante pensar que o mesmo celular que eu usei perto do meu rosto foi usado para tirar todas aquelas fotos", diz a estudante. "Eu não estou enojada pelo que ela fez. O que as pessoas fazem em suas casas é coisa deles. Mas eu estou enojada pelo fato de o aparelho ter sido deixado na prateleira para ser vendido."
A australiana ainda tentou recuperar o dinheiro gasto vendendo o aparelho no eBay, mas as regras do site de leilões proíbe a venda de material pornográfico.
Um porta-voz da Dick Smith Electronics, onde ocorreu o episódio, diz que a empresa está investigando o assunto. Ele disse que a funcionária supostamente envolvida não iria comentar o assunto enquanto as investigações estivessem em curso.
Esse tipo de acontecimento não é inédito. No último Natal, um aparelho de MP3 player vendido pelo Wal-Mart a uma família do Tennessee veio com arquivos com cenas pornográficas e músicas sobre o uso de drogas. O aparelho foi dado pelo pai a uma filha de dez anos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h38
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YESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
VÔOS
| PARTIDA (Data e Horário)
| CHEGADA (Data e Horário)
JJ 3663 Salvador 07/11/2008; Sexta-feira; 08:40 São Paulo (Guarulhos) 07/11/2008; Sexta-feira; 12:10
VÔOS
| PARTIDA (Data e Horário)
| CHEGADA (Data e Horário)
JJ 3662 São Paulo (Guarulhos)
11/11/2008; Terça-feira; 17:30 Salvador 11/11/2008; Terça-feira; 18:55
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h38
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VÍDEO AULAS SOBRE INFORMÁTICA:
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h37
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TAURINA SEM LAR
Cadê a plaquinha de aluga-se?
by Tatiane Bernardi
Resolvi morar sozinha e passei os últimos três meses procurando um apartamento para alugar. Gostei logo de cara de um no Itaim, rua tranqüila, vista para várias árvores charmosas, todo pequenininho e aconchegante.
Quando entrei nele, senti algo especial, estranho, familiar, algo muito bom. Mas não, não se pode ficar com o primeiro que aparece, não é mesmo? O Itaim tem muito trânsito, prédios antigos dão problema na fiação e no encanamento, a garagem era pequena, enfim, continuei procurando. Depois daquele apartamento vi pelo menos mais uns 30, mas o dito-cujo não saía da minha cabeça.
A varandinha azul, as vaguinhas para visitantes ao lado, o porteiro velhinho que só sorria. Eu estava apaixonada. Mas não, o mundo tem tantas opções, não é mesmo? Não se pode ir ficando com o primeiro que aparece, ainda mais um primeiro com tantos defeitos: a cozinha era muito antiga, a porta do banheiro batia no bidê (pra que bidê?) e a proprietária não abria mão do carpete (eu sou alérgica).
O tempo passou, prédios modernos, mais baratos, com vistas melhores e até mesmo com banheiros gigantes (eu amo banheiros) passaram, e eu nunca tirei o predinho da rua Jesuíno da cabeça. Eu me dizia o tempo todo “o que é do homem o bicho não come” e seguia a vida tranqüila sabendo que, quando finalmente chegasse a hora de me decidir, ele estaria lá esperando por mim.
Eu precisava experimentar o mundo, eu precisava conhecer outros cantos, cheiros e vistas, não, de maneira nenhuma eu poderia me deixar levar pelos sentimentos e assinar um contrato de fidelidade. Um dia eu estaria pronta para sair de casa e ser uma mulher, um dia eu estaria pronta para não ter mais que olhar pro lado pra poder olhar pra frente. Um dia eu poderia ser dele e, então, ele seria meu.
Ontem resolvi passar por lá, não para resolver nada ou levar minha mudança, apenas para continuar minha paquera medrosa e distante, saber se estava tudo bem com o meu amor e esquentar um pouquinho nosso relacionamento cheio de dúvidas. Quando cheguei perto, não pude acreditar:
a placa de aluga-se não estava mais lá!
Meu coração cheio de fúria não cabia dentro de mim, eu atravessei a rua correndo, apertei a campainha como um fantasma faminto inconformado com a morte, mas impotente e invisível. Depois de muito tempo, o porteiro berrou sem nem se dar ao trabalho de mostrar o rosto: já tem gente morando lá, foi alugado semana passada!
INQUILINA EM FUGA
Voltei para meu carro e chorei o choro mais profundo, antigo e verdadeiro que já chorei em toda a minha vida. Um choro daqueles contidos pela eternidade.
Recordei-me rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente. E me lembrei de vários lugares em que trabalhei e dos quais acabei saindo porque era muito nova para me enterrar numa mesa de escritório dez horas por dia, mas eram lugares com pessoas, chefes e trabalhos muito divertidos e inesquecíveis.
Recordei amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”. E se não tiver mês que vem?
Finalmente, chorei todos os meus amores que acabaram, todas as portas que eu deixei entreabertas (porque sou péssima em fechá-las) e que se fecharam pela vida: a maioria casou, juntou, sumiu, nem sei por onde anda. Alguém quis fazer desses amores perdidos moradias, e eu mais uma vez fiquei sem minha placa de “aluga-se”.
Enfim, chorei o fim de tudo, assim é a vida, uma morte a cada dia. Depois, como sempre, limpei o rosto e continuei procurando pela minha casa. Estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente e quem sabe um dia se encontrar neste mundo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h36
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Os fãs do seriado House sabem de quem se trata. Mas os não iniciados – principalmente aqueles com pendores para a fina ironia – deliciem-se:
“Olá pessoas doentes e seus familiares. Para não perdemos tempo e evitarmos conversa fiada chata, eu sou o doutor Gregory House, mas vocês podem me chamar de Greg. (…) Eu sou um entediado diagnologista, com dupla especialidade em Infectologia e Nefrologia. Eu também sou o único médico dessa clínica que é obrigado a estar aqui. Mas não se preocupem, porque a maioria de vocês poderiam ser tratados por um macaco com um analgésico. Falando nisso, se me incomodarem muito, vocês poderão me ver tomando Vicodin (tira um frasco de remédio do bolso). Isso é meu, não é para vocês. E não, eu não tenho problemas de lidar com a dor, eu tenho problemas de dor. Mas quem sabe, talvez eu esteja muito doidão para dizer. Então, quem me quer?”
“Mentiras são como as crianças: apesar de inconvenientes, o futuro depende delas”
“Ainda é ilegal fazer uma autópsia em uma pessoa viva?”
“Se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é psicótico”
“Eu já atingi a cota mensal de exames inúteis para idiotas teimosos”
“Um viciado em sexo com a língua inchada. Imagine todos os lugares que posso fazer Dr. Foreman procurar!”
Uma freira fala para House: “A Irmã fulana acredita em coisas que não são reais". House responde: “Pensei que esse fosse uma exigência para sua atividade”
“Preciso ir, o prédio está cheio de pessoas doentes. Se correr, talvez consiga evitá-las”
“Eu não preciso assistir a THE O.C., mas me deixa feliz”
“Eu sou o McCane!” (McBengala, referência aos apelidos com Mc dos médicos de Grey’s Anatomy, McDreamy, McSteamy, McVet, etc)
“Leia menos… veja mais TV”
“Como disse o filósofo Jagger uma vez: ‘Você não pode ter sempre aquilo que quer’”
“Todo mundo mente” (essa é clássica e é alma do seriado).
Dr. House é uma criativa série sobre um médico iconoclasta especializado em descobrir as causas de misteriosas doenças. Anti-social e irreverente, não confia em ninguém, muito menos nos seus pacientes.
Sua equipe escolhida a dedo e através de critérios pessoais e duvidosos atua como detetives dispostos a decifrar casos misterio e já desacreditados por médicos comuns.
Pode ser visto na Record e no Universal Channel.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h24
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"Ele [Shyamalan] foi vítima da mesma coisa que atacou Quentin [Tarantino]. Jackie Brown é um grande filme, mas não era Pulp Fiction 2. Corpo Fechado é um grande filme, mas não era 'I see fucking dead people!'".
Samuel L. Jackson opinando sobre a possibilidade de M.Night Shyamalan filmar uma possível continuação de Corpo Fechado (Unbreakable, 2000) depois de dois deslizes junto ao público, A Dama na Água e Fim dos Tempos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h21
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POR QUE OS ÁRABES SE SUICIDAM?
Aqui estão as 21 possíveis razões:
É proibido:
01º - Sexo antes do casamento;
02º - Tomar bebidas alcoólicas;
03º - Ir a bares;
04º - Ver televisão;
05º - Usar a Internet;
06º - Esportes, estádios, festas com mulheres;
07º - Tocar buzina;
08º - Comer carne de porco;
09º - Música não religiosa;
10º - Ouvir rádio;
11º - Barbear-se;
Além disso:
12º - Tem areia por todos os lados e nenhum buggy para se divertir;
13º - Farrapos em lugar de roupas;
14º - Come-se carne de burro cozida sobre bosta de camelo;
15º - As mulheres usam burka e não dá para ver nem a cor dos olhos;
16º - A esposa é escolhida pelos outros e o rosto é visto só na procriação;
17º - Sexo depois de casado só para procriar e feito no escuro com a mulher vestida com o shake;
18º - Reza-se para Alah:
- 06:00 às 09:00 - 12:00 às 15:00 - 16:00 às 18:00 - 21:00 às 00:00 - No pôr do Sol;
19º - A temperatura básica nos paises árabes é entre 45º e 58º (em alguns lugares até mais altas);
20º - Para economia de água, banho apenas uma vez por mês, nas partes mais sujas (pés).
E finalmente;
21º - Ensinam que, quando morrer, vai para o paraíso e terá tudo aquilo com que sonha!
BUDA GUEU BARIU!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h20
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by Thomas Friedman do The New York Times
Imagine por um minuto que houvesse observadores da Rússia, Irã e Venezuela na convenção republicana em St. Paul, sentados em um camarote com vista para o palco. E imagine por um minuto o que esses observadores estariam fazendo quando Rudy Giuliani gritava junto com os delegados: "Perfure, baby, perfure!"
Eu lhes direi o que eles estariam fazendo: os observadores russos, iranianos e venezuelanos estariam de pé, dando as mãos e gritando mais alto do que qualquer outro no salão -"Sim! Sim! Perfure, EUA, perfure!" Se os EUA estiverem concentrados acima de tudo em procurar petróleo, estarão mais determinados em sustentar seu vício no petróleo do que em deixá-lo.
Por que o Partido Republicano, partido das empresas, faria nosso país se concentrar em dar vida para uma tecnologia do século 19 - combustíveis fósseis - em vez de dar à luz a uma tecnologia do século 21 - energia renovável?
Como argumentei antes, me faz pensar em uma pessoa que, às vésperas da revolução de IT - dos PCs e da Internet - estivesse batendo na mesa para que os EUA produzissem mais máquinas de escrever e papel carbono. "Máquinas de escrever, baby, máquinas de escrever."
É claro que vamos precisar de petróleo por muitos anos, mas, em vez de exaltar isso - com "perfure, baby, perfure", por que não jogar toda a nossa energia em uma indústria nova de energia limpa, com o mantra: "invente, baby, invente"? É isso o que um partido comprometido com a "mudança" realmente estaria fazendo.
Como dizem no Texas:
"Se tudo o que você faz é tudo o que você já fez, então tudo o que você terá é tudo que você já teve."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h18
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ELITE SQUAD
"Tropa de Elite" estréia nos EUA
Depois de vencer o Leão de Ouro no Festival de Berlim, em fevereiro, "Tropa de Elite", de José Padilha, segue carreira internacional com a estréia no circuito comercial norte-americano desde a última sexta-feira, 19, sob o título de "Elite Squad".
Depois de ser chamado de "fascista" por publicações como a revista Variety e criticado duramente à época da première mundial na Alemanha, o hit do Capitão Nascimento segue levantando opiniões controversas. No dia da estréia americana, o jornal "The New Yok Times" classificou o filme como "cruelmente feio, desagradável e, por vezes, até uma incoerente agressão aos significados brasileiros" e de "rasa profundidade".
O trailer em inglês, divulgado pela distribuidora Weinstein Company - de Harvey Weinstein, ex-chefão da Miramax -, não traz diálogos, somente uma narração em "off". Há a inclusão de uma cena, que não consta no filme, em que aparecem os personagens André Matias (André Ramiro) e Neto (Caio Junqueira), na infância, brincando juntos.
A produtora de José Padilha, Zazen Produções, não tem controle sob o material de divulgação já que a Weinstein adquiriu os direitos do filme, mas certifica que o filme tem exatamente o mesmo corte que o lançado no Brasil e exibido em Berlim.
A campanha de divulgação de "Tropa de Elite" nos Estados Unidos será focada no personagem André Matias (André Ramiro), e não no capitão Nascimento (Wagner Moura). A decisão foi tomada pelo produtor americano Harvey Weinstein, ex-chefão da Miramax, que vai distribuir o filme no país por sua nova companhia.
Segundo Weinstein, Matias é um personagem exemplar - por ser bom caráter, por não ser tão violento, por pertencer a uma minoria (o ator André Ramiro é negro) - e também um contraponto ao capitão Nascimento. Por isso, teria mais potencial para gerar interesse junto ao público americano.
Matias é um estudante de Direito e aspirante a oficial do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia do Rio de Janeiro, treinado justamente por Nascimento.
Segundo a assessoria de "Tropa de Elite", não é correta a informação publicada por alguns veículos de que o filme teria um corte diferente nos Estados Unidos, com mais espaço para Matias.
A montagem será a mesma da apresentada no Brasil, com o ator Wagner Moura dublando em inglês sua narração. O filme estréia nos Estados Unidos no dia 25 de janeiro.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h35
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18 anos de Código e mudanças concretas
Ele está à venda em qualquer banca de revistas por apenas um real. Caiu nas graças e na boca da população e, hoje, talvez seja a lei mais invocada pelo cidadão comum. O Código de Defesa do Consumidor chegou à maioridade este mês.
Nasceu Codecon. Mais simples, tornou-se CDC. Completou 18 anos, percorrendo não só os corredores de lojas e os balcões de atendimento. Freqüentou, igualmente, os guichês e salas de sessões de tribunais. Ganhou interpretações que o modernizam a cada decisão.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, conta que o Tribunal tem prestigiado, desde o começo, o CDC e, em respeito a isso, a realidade do Brasil hoje é outra.
“As empresas, os prestadores de serviço despertaram para a necessidade de informar o consumidor, de disponibilizar todas as informações necessárias sobre o que eles vão consumir”.
Para o ministro presidente, o STJ deu a mais forte contribuição para a consolidação do CDC. Ele conta que os ministros sempre tiveram presente a idéia de que deveriam prestigiar a nova lei, uma das melhores legislações do mundo referentes à defesa dos direitos dos consumidores. O resultado foi concreto: mudanças no comportamento dos produtores, das empresas que vendem os produtos e, sobretudo, da consciência do consumidor.
Como órgão responsável por uniformizar o entendimento das leis (à exceção da Constituição Federal), sete súmulas já foram aprovadas no STJ envolvendo o CDC. A súmula é um resumo das reiteradas decisões do Tribunal sobre uma determinada matéria. Objetiva a resolução mais rápida do conflito pela aplicação de precedentes já julgados.
Consumidor inadimplente
Duas súmulas do STJ tratam da inscrição do consumidor em atraso nos serviços de proteção ao crédito (SPC e Serasa). A Súmula 359 diz que “cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição”.
Alguns recursos julgados a respeito deste assunto foram movidos por empresas ou instituições credoras, já que, por vezes, atribuía-se a elas, e não às mantenedoras dos cadastros, a responsabilidade pela notificação do consumidor.
Por quanto tempo o nome do consumidor fica “sujo” no cadastro de inadimplentes? Outra súmula tratou deste prazo. Em novembro de 2005, a Segunda Seção do STJ aprovou a Súmula 323, dizendo que “a inscrição de inadimplente pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito por, no máximo, cinco anos”.
Bancos
Logo que passou a viger o CDC, os bancos relutaram a enquadrar seus clientes como consumidores. Um dos primeiros casos foi julgado no STJ em 1995, pela Quarta Turma, e envolveu o Banco do Brasil.
O cliente gaúcho queria a revisão de contrato e a análise da nulidade de uma cláusula. Foi atendido pela Justiça estadual, mas o banco recorreu ao STJ, alegando que não poderia ser aplicado o CDC e, por isso, seria possível a substituição da taxa de juros no caso de falta de pagamento.
O voto do ministro Ruy Rosado, atualmente aposentado, afirmou que o banco “está submetido às disposições do CDC, não por ser fornecedor de um produto, mas porque presta um serviço consumido pelo cliente, que é o consumidor final desses serviços”.
Entendeu também que os direitos do cliente “devem ser igualmente protegidos como os de qualquer outro, especialmente porque nas relações bancárias há difusa utilização de contratos de massa e onde, com mais evidência, surge a desigualdade de forças e a vulnerabilidade do usuário” (Resp 57974).
Anos mais tarde, em 2004, o STJ aprovou a Súmula 297, segundo a qual “o Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras”. É daquele mesmo ano a Súmula 285, que estabelece para os contratos bancários posteriores ao CDC a incidência da “multa moratória nele prevista”.
Nos recursos julgados no STJ a este respeito, houve casos de redução de multa moratória de 10% para 2% em decorrência da aplicação do CDC.
Previdência Privada
Também relativa às relações de consumo, a Súmula 321 estabeleceu que “o Código de Defesa do Consumidor é aplicável à relação jurídica entre a entidade de previdência privada e seus participantes”.
Tal qual ocorreu anteriormente com o reconhecimento para os clientes bancários, os participantes de planos de previdência privada devem ser considerados consumidores, porque são pessoas que adquirem prestação de serviço como destinatário final.
Serviços de saúde
O que parece obvio para os consumidores hoje, nem sempre foi assim. No ano 2000, chegou ao STJ um recurso de um associado à seguradora Golden Cross. Com uma filha ainda bebê, internada na UTI de um hospital, ele precisou recorrer à Justiça para que não cessasse o tratamento. Havia uma cláusula no contrato que limitava as despesas – somente 60 dias de internação a cada 12 meses.
Em primeira instância o associado conseguiu uma liminar, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu a recurso da Golden Cross. No STJ, ficou reconhecida a abusividade da cláusula (Resp 251024). Após decisões reiteradas com o mesmo teor, foi aprovada a Súmula 302: “É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado”.
Financiamento
Querer um bem, não ter o recurso para adquiri-lo. A solução, para muitos consumidores, é um financiamento. Nestes casos, o consumidor fica com a posse do bem, mas este permanece atrelado ao contrato (alienação fiduciária) até a quitação das parcelas.
Nestas situações, quando há prestações em atraso, a Súmula 284 do STJ estabelece que só é permitida a exclusão dos juros de mora (purga da mora) quando já pagos pelo menos 40% do valor financiado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h34
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BARCELONA
Dossiê de dicas de Barcelona: restaurantes, baladas, hotéis, preços, passeios, transporte, compras e curiosidades.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h30
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Ao fazer um empréstimo, você sabe o que está pagando?
Um dos principais conselhos dos especialistas para quem pretende fazer um empréstimo é a pesquisa. O objetivo é fazer com que a pessoa pague a menor taxa de juros possível. Mas, afinal, você sabe do que é composta a taxa de juros?
De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros é composta de cinco itens.
O primeiro é o Custo de captação do banco, cuja referência é a taxa Selic. Este custo reflete o quanto o banco paga pelo dinheiro que paga a seus aplicadores.
Na composição há também a chamada Cunha Fiscal, que compreende os impostos da intermediação financeira mais o dinheiro dos depósitos que os bancos deixam no Banco Central sem poder emprestar.
Além dos itens já citados, há também as Despesas administrativas (custos dos processos do banco, como funcionários e agências), Risco (custo da inadimplência dos empréstimos) e Margem líquida da instituição (lucro do banco).
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h25
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COBRA SE METE EM CADA LUGAR...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h32
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Early adopters ficam tão malucos por certas tecnologias que esquecem momentaneamente o valor do dinheiro. Aparentemente, estamos prestes a ver um movimento coletivo de esquecimento com o iPhone 3G.
Uma matéria da jornalista Camila Fusco na revista Exame estima que o iPhone vai custar mil reais para quem assinar um plano de 600 reais mensais com a Vivo. Quem quiser pagar 65 reais por mês terá que desembolsar 2000 reais. Mais ou menos o que custa um iPhone desbloqueado no Mercado Livre.
Pelo dólar mais alto de hoje, quarta-feira, o iPhone vai custar, para os planos mais baratos, 1000 dólares. Nos Estados Unidos, o iPhone custa 199 ou 299 dólares, de acordo com a memória (8 ou 16 GB). Para os brasileiros, a conta sairá, portanto, quase cinco vezes mais cara. Não dá para imaginar que multidões possam assinar planos mensais de 600 reais, certo?
Bem, a Apple e as operadoras têm todo o direito de cobrar o que quiserem, tanto pelo iPhone quanto por seus planos. Elas têm uma jóia rara nas mãos, que os competidores não conseguem imitar à altura, e os impostos altíssimos de importação do Brasil para culpar.
E verdade seja dita: bons smartphones desbloqueados custam até mais do que isso – é o caso do Nokia N95 8GB, por exemplo, e de alguns aparelhos da HTC. Mas esses modelos custam esse dinheiro todo desbloqueados – sem compromisso algum com planos de operadoras.
Cobrar caro e manter o consumidor amarrado a um plano torna a proposta do iPhone menos atraente, quando se pensa racionalmente no assunto. Mas que haverá quem pague, haverá. Early adopters não se contêm diante do objeto desejado. E quem nunca escorregou nessa área que atire a primeira pedra.
De qualquer forma, 1000 dólares são mil dólares. Há aí uma oportunidade no ar, para operadoras que queiram ganhar mercado rapidamente. A recompensa de atuar com preços mais baixos para atrair a classe média poderá ser imensa - e imediata. Ou a Apple vai tabelar os preços dos planos das operadoras?
Nos Estados Unidos, o iPhone 3G de 8 GB custa 199 dólares. A versão anterior saía por 399 dólares. Já o de 16 GB fica em 299 dólares. Ambos os preços estão atrelados a contratos de dois anos com a AT&T. Claro, TIM, Vivo e Apple ainda não deram pistas sobre os preços no Brasil.
O QUE FICA NA MESMA
Memória interna de 8 GB ou 16 GB
Tela de 3,5 polegadas com tecnologia multitoque
Wi-Fi compatível com redes 802.11g/b
Funções de player de música e vídeo
Câmera com resolução de 2 MP
Não edita, só exibe arquivos do Office
Depende de métodos não-oficiais de desbloqueio para funcionar com chips de qualquer operadora
10 recursos que fazem falta
Ok, o ser humano é mesmo insaciável... Então não custa pedir a Steve Jobs e aos engenheiros e designers da Apple uma listinha de recursos para a próxima encarnação do iPhone:
MMS - O recurso mais popular para compartilhar fotos feitas pelo celular é ignorado pela Apple. Para usá-lo, só recorrendo aos desenvolvedores independentes
Bluetooth para troca de arquivos - Não conseguiu enviar fotos por MMS? Sorry. Também não vai conseguir via Bluetooth.
Rádio FM - Será que jamais conseguiremos sintonizar músicas e notícias num aparelho da Apple?
Segunda câmera - Para videochamadas, é um item básico até mesmo nos celulares 3G mais simples.
Discagem por voz - É um recurso prático e que ajudaria a deixar a tela do iPhone com menos marcas de dedos.
Suporte a flash - É uma das poucas deficiências do Safari, responsável pela melhor navegação da web em celulares.
Bluetooth estéreo - O iPhone não deixa o usuário se libertar dos fios para ouvir música com um fone wireless estéreo.
Copiar e colar - Por que obrigar o usuário a digitar em vez de simplesmente copiar e colar textos, Mr. Jobs?
Upgrade na câmera - Além de mais resolução, um flash de xenônio e gravação de vídeo seriam bem-vindos.
Slot para cartão - Sem MMS e com Bluetooth limitado, seria uma boa para a troca rápida de arquivos e backup de dados.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h31
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DIREITOS AUTORAIS
O livro é o último bastião dos direitos autorais?
Mercados musical e cinematográfico viram a internet diminuir a venda de CDs e as bilheterias de cinema. Apesar da mesma facilidade de reprodução existir também no âmbito editorial, o que se percebe é um desinteresse por parte dos usuários pela leitura de textos em ambientes virtuais
" Disponibilizar obras inteiras na internet ajuda a vender livros", é o que afirma Alexandre Barbosa de Souza, editor da Hedra. Há cerca de um ano a editora passou a disponibilizar pela rede textos integrais da Coleção de Bolso, série de títulos clássicos como O Príncipe, de Maquiavel, e O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, cujos direitos autorais são de domínio público, e encontrou na iniciativa um ótimo caminho para a divulgação das obras. "Percebemos um aumento significativo de vendas depois que colocamos os livros na internet", conta Alexandre. O processo é feito por meio do Google Book Search, um portal em que editores e autores podem publicar suas obras em arquivos digitais. Alexandre explica que, paradoxalmente, os livros virtuais incentivam os consumidores a adquirirem as obras de papel: "Vemos que os clientes usam a internet para pesquisar livros, mas não para lê-los. Como os nossos títulos não são muito caros (de 10 a 20 reais), muitas vezes fica mais em conta comprá-los do que imprimir em casa".
Outra aposta parecida foi feita pela Livraria Cultura que, há um mês, em parceria com o Google Search Books, passou a disponibilizar em seu site textos na íntegra de livros à venda em seu site. A idéia, se colocada no contexto dos mercados musical e cinematográfico soaria absurda, já que o uso da internet como difusora de obras, nestes casos, fez cair a venda de CDs e a bilheteria das salas de cinema. Apesar da mesma facilidade de reprodução existir também no âmbito editorial, o que se percebe é um desinteresse por parte dos usuários pela leitura de textos em ambientes virtuais. "O site dominiopublico.gov.br, do governo - que disponibiliza livros de graça pela internet - tem poucos acessos. Foi até levantada a possibilidade de retirá-lo do ar por conta disso", conta Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro. Prova de que os anos podem estar para extinguir o CD e o DVD, assim como fizeram com o vinil e fita VHS, mas nada - ainda - substitui a experiência de ler tendo em mãos um volume encadernado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h30
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A LIÇÃO DAS TULIPAS
No século XVII, tulipas deixaram
Amsterdã à beira da bancarrota.
Um arranjo de tulipas custa hoje cerca de R$ 30. Mas, na Holanda do século 17, para comprar um só bulbo da flor, era necessário dispor de 24 toneladas de trigo. A conta é assustadora, assim como foi a quebradeira que se seguiu à primeira crise especulativa de que se tem notícia.
Quase 400 anos depois, Wall Street vê algumas de suas instituições ruírem. Os tempos e as crises são outras, mas o "espírito animal" que faz as cotações alcançarem preços irreais continua o mesmo.
"Espírito animal" foi o termo usado pelo economista inglês John Keynes (1883-1946) para explicar a euforia que move os investidores em busca do lucro fácil proporcionado pelo mercado financeiro. Assim foi na crise de 1929 e assim foi na rica Amsterdã dos anos 1600. A exótica tulipa, vinda do Oriente, virou mania entre os holandeses, que passaram a colecionar e logo a disputar os bulbos.
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
Tamanha valorização fez os produtores (e logo os intermediários) fecharem contratos futuros informalmente, os chamados "windhandel" (negócio de vento). A cada ano, o preço da tulipa se inflacionava e alcançava valores exorbitantes.
"Uma isca dourada fisgou tentadoramente um a um. Todos correram para os mercados de tulipas, como abelhas num pote de mel", descreveu Charles Mackay, num relato do século 19 que celebrizou a tulipamania, como ficou conhecida.
O que foi inicialmente uma vaidade dos ricos holandeses se tornou um negócio milionário. Mackay conta que um marinheiro bêbado passou seis meses na prisão depois de comer um dos valiosos bulbos, pensando se tratar de uma cebola.
Em 1637, a bolha estourou. "Foi um efeito manada", explica o professor Renato Colistete, da FEA-USP. "Os negociantes começaram a vender os contratos e o mercado fictício desapareceu." Assim como evaporaram as propriedades e tudo o que os holandeses empenharam na tulipamania.
O relato de Mackay é controverso e muito do que conta pode ser lenda, ou seja, tão real quanto o valor de muitos títulos negociados Bolsas afora. Mas a história ilustra bem a crise que chacoalha Wall Street, tragando instituições de peso como o banco Lehman Brothers e virando a ideologia do livre mercado pelo avesso.
Assim como o governo americano já torrou US$ 1 trilhão para aliviar a crise (e deve gastar em breve outros bilhões), o governo holandês teve de intervir. Os contratos podres eram comprados por 10% de seu valor. Para Colistete, a atual intervenção "é surpreendente".
Muito diferente de 1929, quando o governo Herbert Hoover assistiu de braços cruzados à erosão do sistema financeiro. Dinheiro público seria usado só depois, para pagar as frentes de trabalho num país em que 25% da população ficou desempregada.
Um dos efeitos da tulipamania foi a sofisticação do sistema financeiro e a criação de mecanismos como o mercado de opções. Colistete acredita que a atual crise também trará mudanças: "Haverá uma pressão por mais transparência", diz, já que houve uma oferta exacerbada de crédito ao setor imobiliário e os riscos não foram perceptíveis no início.
Sobre a crise atual, o professor não se arrisca, mas parece crer no presidente do Federal Reserve: "Ele está usando o conhecimento acumulado pelos estudos", brinca Colistete. Enquanto acadêmico, Ben Bernanke foi um especialista em Grande Depressão.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h25
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