Erro faz vinho sair pelas torneiras em cidade italiana
Moradores da cidade italiana de Marino, na região central do país, foram surpreendidos com o que parecia ser um milagre: das torneiras de suas casas começou a jorrar vinho branco, em vez de água.

Fonte dei Quattro Mori, em Marino
O inusitado incidente ocorreu no último domingo, durante a abertura da 84ª edição da Festa da Uva de Marino - a mais famosa festividade do estilo no país.
Tradicionalmente, para marcar o início da Festa, milhares de moradores fazem uma contagem regressiva ao redor da Fonte dei Quattro Mori, no centro da cidade, para ver a "transformação da água em vinho", quando a fonte passa a jorrar, ao invés de água, uma boa qualidade de vinho branco.
Todos os anos, a Fonte é abastecida com barris de três mil litros de vinho para garantir o sucesso das celebrações. No entanto, os responsáveis pelo abastecimento das fontes de água espalhadas pelas ruas da cidade giraram a alavanca errada no momento da abertura da Festa e, em vez de enviarem vinho para a Fonte, mandaram a bebida para casas da cidade.
'Milagre'
Algumas donas de casa de Marino - que possui cerca de 40 mil habitantes - estranharam o odor familiar que saía das torneiras e foram as primeiras a notar que não se tratava de água.
Uma moradora estranhou o cheiro quando limpava o chão de sua casa. Mas não reclamou, porque considerou o odor agradável. O mesmo ocorreu em outros condomínios.
Muitos acreditaram se tratar de um milagre da Virgem do Rosário, a padroeira da Festa da Uva mais famosa da Itália.
Sem saber o que se passava nas casas, milhares de moradores, que aguardavam ansiosos a abertura das festividades com copos de plástico nas mãos, se decepcionaram ao ver jorrar da Fonte nada mais do que água.
As autoridades avisaram que o problema seria solucionado o mais rápido possível e, depois de dez minutos, o vinho começou a jorrar da Fonte normalmente.
Segundo o prefeito de Marino, Adriano Palozzi, ainda não se sabe a quantidade exata de vinho que foi desperdiçada.
De acordo com ele, o incidente ocorreu devido a uma falha humana, que deve ser minimizada.
"Foi um erro técnico não previsto, que acabou se transformando numa coisa simpática para as pessoas", disse o prefeito à BBC Brasil.
"É uma coisa que pode acontecer, porque o trabalho é todo feito manualmente", afirmou.
"Resolvemos tudo em poucos instantes sem ocasionar qualquer problema para quem estava na festa e para quem ficou em casa naquele momento", disse Palozzi.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h06
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EL PAÍS DEL FUTURO...
Lula colhe os frutos das políticas
de Estado aplicadas pelo Brasil
Do El País
O presidente do Brasil gosta de dizer que "Deus é brasileiro". E os que o escutaram nos últimos dias durante a campanha para as eleições municipais, realizadas no domingo, começam a se perguntar até que ponto Luiz Inácio Lula da Silva fala brincando ou a sério.
Porque a verdade é que o gigante sul-americano, eternamente a ponto de decolar, parece ter alçado vôo definitivamente. E não só em termos econômicos ou de estabilidade política. O Brasil assumiu a responsabilidade de exercer ativamente a liderança regional, pondo em prática uma doutrina empunhada por todos os governos do país, segundo a qual a América do Sul é a área de influência estratégica desse país.
Vendo a trajetória do Brasil nos últimos anos, poucos lembram que apenas em 2002, quando Lula estava prestes a chegar à presidência do país na liderança do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-sindicalista passou as últimas semanas de sua campanha eleitoral tranqüilizando os mercados financeiros e garantindo que o Brasil mudaria, mas as regras do jogo seriam respeitadas. Lula demonstrou que no Brasil existe uma realidade rara na América Latina: políticas de Estado.
E o presidente mais popular do continente - em 13 de outubro receberá em Toledo (Espanha) o Prêmio Dom Quixote -, que lidera uma idéia de esquerda distante do populismo, está colhendo os frutos semeados por ele mesmo. Mas também assistiu à concretização de grandes projetos iniciados por seus antecessores.
O Brasil se sente forte e seus vizinhos confiam nele. Um exemplo: a imagem registrada há duas semanas do presidente boliviano, Evo Morales, sentado à mesa de negociação junto com dirigentes regionais que negam sua autoridade e lideram um conflito que ameaça se transformar em guerra civil, só é explicável pela intervenção direta do presidente brasileiro e seu Ministério das Relações Exteriores.
Outro dado: na semana passada, Lula transformou a cidade de Manaus no epicentro da futura rede de comunicações transamericana. No mapa, Manaus encontra-se literalmente sepultada pela selva amazônica, mas o projeto brasileiro não foi recebido com a menor sombra de ceticismo por seus vizinhos, como teria ocorrido há alguns anos. As propostas brasileiras já não provocam um levantar de sobrancelhas irônico entre os diplomatas vizinhos, especialmente os do sul.
Mas a excelente imagem internacional do presidente - muito melhor que no interior de seu país, como costuma acontecer - não basta para justificar esse doce momento brasileiro. Com uma economia que atua como um grande aspirador, o Brasil capta US$ 90 de cada US$ 100 que chegam à América do Sul em forma de investimento estrangeiro. Seus 180 milhões de habitantes e uma segurança jurídica só igualada pelo Chile na região (?!?) transformam o país em um dos mercados mais atraentes do mundo.
Há décadas começou a pesquisar os biocombustíveis. Hoje é o maior produtor de etanol do mundo e praticamente todo o seu parque automobilístico funciona em maior ou menor grau com combustíveis não derivados do petróleo. Os EUA não duvidaram - ou não tiveram outro remédio - em procurar Lula como aliado para lançar os biocombustíveis em escala mundial e o brasileiro aceitou o convite, consciente de que a energia lhe permitirá aumentar de maneira decisiva a influência de seu país no continente.
Apesar de vir de uma esquerda combativa como é o sindicalismo brasileiro, Lula - ao contrário do que fazem muitos presidentes sul-americanos - não faz distinções a priori entre amigos e inimigos. Esse presidente que só fala português tem uma boa relação com mandatários de todo o espectro político, de George W. Bush a Hugo Chávez. E ao mesmo tempo o Brasil se expressa com toda a dureza quando considera necessário.
Da mesma forma lança advertências à Venezuela sobre seu papel na Bolívia ou aplica medidas de estrita reciprocidade no tratamento de cidadãos de países como Espanha, Canadá e EUA. Nas fronteiras brasileiras todos os cidadãos americanos devem ser submetidos ao mesmo processo - perguntas, impressões digitais eletrônicas, fotos e pagamento de taxas - por que passam os brasileiros quando chegam aos EUA.
Lula continuou e deu novos argumentos a uma tarefa iniciada por seus antecessores e que é fundamental para conquistar a liderança regional. O Brasil chefia a alternativa mais séria e viável ao projeto americano que prevê uma área de livre comércio do Alasca à Terra do Fogo. Evitando a tentação de recorrer só à ideologia, o presidente brasileiro pôs sobre a mesa números, dados e resultados para defender que essa fusão ocorra em blocos: um dos maiores, o Mercosul, é liderado pelo Brasil. E quando é necessário adota boas idéias alheias que acabarão aparecendo como suas. Assim, na semana passada Lula aprovou a criação do Banco do Sul, uma idéia de Hugo Chávez, da qual o brasileiro retirou toda a carga antiamericana.
A diferença fundamental entre o Brasil e seus vizinhos é que o primeiro vê a jogada de longe. Lula encarou um novo movimento americano que, embora não cause preocupação do ponto de vista prático, o faz enquanto símbolo. Washington decidiu reativar sua IV Frota baseada na Flórida, mas será destinada a patrulhar as águas do Atlântico Sul.
Exatamente águas nas quais o Brasil descobriu reservas de petróleo que estariam entre as maiores do mundo. "Estamos preocupados", reconheceu o presidente brasileiro à imprensa local. Para o Brasil, o Atlântico Sul se transformou em uma área de interesse estratégico e só está disposto a dividi-la com a África do Sul, país com que estreitou relações político-econômicas de forma exponencial nos últimos anos, e se resigna à crescente presença britânica em uma extensa área ao redor das ilhas Falkland/ Malvinas.
O Brasil tem boa imagem e Lula sabe aproveitá-la. Tarimbado em décadas de discussões políticas e em seu segundo e último mandato, o inquilino do Palácio do Planalto aprendeu a tourear com as questões espinhosas. "Crise? Pergunte ao Bush. A crise não é minha", responde quando interrogado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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TROCANDO EM MIÚDOS
(Chico Buarque)
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h00
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Tire suas dúvidas sobre a paralisação nos bancos
do A TARDE On Line

A greve dos bancários completa dez dias nesta sexta-feira, dia 10, com mais de 200 agências paradas na Bahia. De acordo com o Sindicato dos Bancários, pelo menos 100 bancos de Salvador aderiram ao movimento nacional que inclui, principalmente, os bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Segundo o presidente do sindicato, Euclides Fagundes, nesta sexta a categoria resolveu fechar as agências dos bancos privados na Graça e no Campo da Pólvora. Estima-se que até o final da próxima semana a categoria retome as negociações com o setor patronal.
Desde o início da paralisação os bancários exigem reajuste salarial de 13,23%, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece acréscimo de 7,5%. Apesar da população estar limitada aos serviços de caixa eletrônico e casas lotéricas, Fagundes acredita que os transtornos fazem parte de qualquer movimento grevista.
“Greves sempre trazem impacto para a cidade. É o modo que temos para pressionar os bancos e exigir que se movimentem nas negociações”, comenta Fagundes.
Para esclarecer algumas dúvidas, preparamos uma lista com algumas perguntas sobre a greve.
1 – O que eu faço se minha conta venceu e agora só posso pagar em um banco que está em greve?
R – Até a data de vencimento as contas podem ser pagas em qualquer agência bancária. Após o vencimento somente na agência que opera o boleto. Então, o melhor é evitar os atrasos de pagamento nesse período de greve. Caso contrário, o consumidor terá de esperar a mobilização acabar para quitar seu débito.
2 – O que faço se recebi um cheque que tem de ser compensado no banco em greve?
R – Cheques podem ser depositados na conta e serão debitados normalmente. Só não será possível sacar o valor no caixa. 3 – Como faço se quiser fazer alguma movimentação nos meus investimentos?
R – Todos os investimentos bancários podem ser verificados pela internet 4 – O que acontece se recebo meu salário direto na conta? R – O dinheiro será depositado, mas o único modo de utilizá-lo é por meio dos caixas eletrônicos.
5 – E se eu quiser pegar um empréstimo pessoal em um desses bancos?
R – Todos os clientes têm uma linha de crédito pré-aprovado pelo banco. Esses empréstimos podem ser feitos no caixa eletrônico.
6 – Meu talão de cheques está acabando. E agora?
R – Há caixas eletrônicos que oferecem cheques. A diferença é que o cliente pode escolher a quantidade de folhas que deseja
FONTE: Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h07
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Índice Dow Jones tem a pior semana em 112 anos
As Bolsas de Nova York fecharam esta sexta-feira com o índice Dow Jones registrando a pior semana de seus 112 anos de história, segundo informação do "Wall Street Journal".
No total, a queda acumulada pelo índice durante a semana foi de 18%.
O índice chegou a cair mais de 600 pontos durante o dia, mas acabou a sessão com perda de 128 pontos. Ao final da sessão de hoje, o Dow Jones fechou em queda de 1,49%, graças aos saltos positivos de ações do Citigroup (9,1%) e do J.P. Morgan Chase (13,5%).
O índice já perdeu quase 2.400 pontos nas últimas oito sessões, segundo o site do jornal "The New York Times".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h04
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Petróleo despenca 10% com temores de recessão
Os futuros do petróleo perderam mais de 10 por cento nesta sexta-feira, registrando o menor valor de fechamento desde setembro 2007, com Wall Street tombando devido aos crescente temores de que a crise de crédito pode levar a uma recessão global.
Na Nymex, o contrato novembro fechou em queda de 8,89 dólares, ou 10,27 por cento, a 77,70 dólares por barril, o menor fechamento desde os 77,49 dólares de 10 de setembro de 2007.
Investidores do mercado petrolífero não se tranquilizaram nem com o presidente norte-americano, George W. Bush, afirmando que o governo está atuando agressivamente para combater a crise financeira.
"Os temores estão produzindo uma conclusão de que o mundo está, ou estará em breve, em uma severa e prolongada recessão", disse Mike Fitzpatrick, vice-presidente da MF Global.
Em Londres, o petróleo tipo Brent fechou em queda de 8,57 dólares, ou 10,37 por cento, a 74,09 dólares por barril, sendo negociado entre 73,14 dólares, menor patamar desde 11 de setembro de 2007, e 80,55 dólares.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h00
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por passar mais de duas horas em fila
do UOLUma decisão do Juizado Especial Federal em Goiás abre um precedente importante para clientes de bancos em todo o país. A Caixa Econômica Federal teve que pagar uma indenização de R$ 3,1 mil a uma estudante de Goiânia que ficou mais de duas horas na fila para ser atendida. Ela entrou com uma ação na Justiça e conseguiu ser indenizada por danos morais com base na lei específica que protege clientes de bancos. O prazo estipulado é de 20 minutos para o atendimento. A estudante Danielle, que pediu para não ter o restante do seu nome divulgado, relatou que o inconveniente aconteceu em setembro de 2005, quando procurou uma agência da Caixa Econômica Federal, localizada na região central de Goiânia, para entrar com pedido de saque de FGTS. Chegou pouco antes das 14h e só deixou a agência após o fechamento, às 17h. " Fiquei mais de três horas na agência. Havia três caixas disponíveis, mas apenas um atendia. Havia mais de 40 pessoas na fila e uma única pessoa para conferir toda a documentação e fazer o procedimento", conta Danielle. Segundo ela, outras pessoas que estavam na fila acabaram desistindo e indo embora. " Eu decidi ficar e tive que reclamar bastante antes de ser atendida", diz. Revoltada, ela reuniu toda a documentação comprovando o horário de saída e procurou a Justiça Federal para saber se teria direitos. " Eu fiquei indignada; três dias depois, procurei a Justiça. Fui orientada e entrei com a ação. Mas não esperava que fosse receber alguma coisa", confessou. Segundo ela, algumas pessoas chegaram a desencorajá-la, dizendo que seria difícil um sucesso na ação, já que se tratava de uma instituição pública federal. Após duas audiências, a ação foi julgada, mas foi definido o valor a ser pago em R$ 100. " Achei a quantia irrisória. E decidi levar a ação adiante. Procurei novamente a Justiça, disse que não tinha como pagar advogado, mas queria entrar com um recurso. Funcionou", afirmou. Danielli disse ainda que os R$ 3,1 mil que recebeu não é nada para o patrimônio da CEF, mas representa um avanço grande para incentivar as pessoas a lutarem por seus direitos. " Sei da importância dessa vitória. Que sirva de alerta e de incentivo para todos aqueles que sofrem diariamente esses tipos de abuso", avalia.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h58
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MONDO CANE
Estado indenizará namorado
de vítima estuprada por PMs
O estado do Ceará terá de pagar indenização por danos morais a um homem que foi obrigado a assistir ao estupro da namorada por dois policiais militares. O estado pretendia reverter o valor da condenação. Não conseguiu. A reparação de R$ 160 mil foi mantida pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
O crime ocorreu em junho de 1992. Um tenente e um soldado PM assaltaram o carro no qual o casal saía do trabalho, ameaçando-os com um revólver e uma faca. Eles foram conduzidos a umas dunas. De acordo com os autos, a vítima foi obrigada a testemunhar o duplo estupro de sua namorada.
A Justiça cearense reconheceu a obrigação de o estado indenizar a vítima “pela prática de atos delituosos por parte de seus agentes”, principalmente por ter ficado comprovado que “agiram em plena escala de serviço”. Para o Tribunal de Justiça, “é assustador que um policial pago pelo Estado para dar segurança, seja ele próprio o promotor da insegurança, abusando da função com a arma que o Estado lhe fornece”.
No STJ, a Fazenda Pública tentava reduzir o valor da indenização por danos morais R$ 160 mil – e materiais – cinco salários mínimos mensais. O relator do Recurso Especial, ministro Castro Meira entendeu que, “diante da torpeza e brutalidade” do ato, as instâncias ordinárias foram até parcimoniosas na fixação do valor, de modo que não se pode falar em desproporcionalidade da quantia arbitrada ou em enriquecimento ilícito da vítima que permitisse a redução.
Para o ministro, embora a indenização fixada pelo Judiciário cearense seja superior ao valor de trezentos salários mínimos adotado pela jurisprudência do STJ como teto para as reparações por dano moral, esse limite não pode ser absoluto. Ele deve ser afastado em situações especialíssimas, como a desse caso. O entendimento da 2ª Turma foi unânime.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h57
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Wagner Moura volta a viver capitão Nascimento
em continuação do filme-evento "Tropa de Elite"

O filme "Tropa de Elite", vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano e que estreou no último dia 19 em Nova York, ganhará segunda versão para o cinema.
O ator Wagner Moura aceitou interpretar outra vez o capitão Nascimento. A informação é da coluna Mônica Bergamo desta quarta-feira.
"Já está tudo certo", diz o produtor Marcos Prado, sócio do diretor José Padilha, que dirigiu a primeira versão do longa. No novo, o policial terá 40 anos e se envolverá em política. "Ele vai trabalhar na Secretaria de Segurança do Rio", diz Prado.
O roteiro será de Rodrigo Pimentel, o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e um dos autores do livro "Elite Da Tropa", que deu origem ao longa.
Em junho, quando a coluna Mônica Bergamo revelou que Rodrigo Pimentel e José Padilha já trabalhavam no roteiro de "Tropa de Elite 2", a empresa de Padilha lançou nota irada desmentindo a informação.
Mais cinema
Wagner Moura também foi convidado pelo cineasta Tonico Mello, sócio de Fernando Meirelles na O2, para interpretar o falso "filho do dono da Gol", Marcelo Nascimento da Rocha, que se passava por herdeiro da companhia aérea e chegou a conceder entrevista para programas de celebridades, além de ter acesso às melhores festas do país.
Moura gostou da idéia. O problema é a agenda do ator: ele pretende ficar mais um ano em cartaz com a peça "Hamlet".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h22
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DEBATE AMERICANO
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h20
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ABALO SÍSMICO
Depois dos terremotos ocorridos na Ásia, o Governo Brasileiro resolveu instalar um sistema de medição e controle de abalos sísmicos, que cobre todo o país.
O então recém-criado Centro Sísmico Nacional, poucos dias após de entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste do país.
Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Icó, uma cidadezinha no interior do Estado do Ceará.
Dizia a mensagem:
"Urgente. Possível movimento sísmico na zona. Muito Perigoso. Richter 7.
Epicentro a 3Km da cidade. Tomem medidas e informem resultados com urgência."
Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama de volta que dizia o seguinte:
-"Aqui é da Polícia de Icó/CE.
Movimento Sísmico totalmente desarticulado.
Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros.
Desativamos as zonas.
Todas as putas estão presas.
Epicentro, Epifanio, Epiclesion e os outros quatro irmãos estão detidos.
Não respondemos antes porque houve um terremoto da porra por aqui."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h19
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MALDITOS BANCOS...STJ estuda imediata aplicação de Lei dos Recursos Repetitivos a contratos bancários
Seis temas envolvendo contratos bancários serão discutidos na Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (8). O julgamento se refere à aplicação da Lei n. 11.672/2008 ao segundo caso de recursos repetitivos submetidos à Segunda Seção, responsável pela uniformização das questões atinentes a Direito Privado.
Juros remuneratórios, capitalização de juros (juros sobre juros), mora, comissão de permanência, inscrição do nome do devedor em cadastros de proteção ao crédito e reconhecimento de ofício sem que tenha havido o pedido para o Tribunal são os temas discutidos no recurso especial apresentado pelo Unibanco.
A instituição bancária contesta a decisão da Justiça gaúcha que considerou abusiva a taxa mensal de 2,5654% ao mês, determinando sua redução para 1% ao mês. Também afastou a cobrança de comissão de permanência, definindo o IGPM para substituí-la. Por fim, concluiu ser ilegal a aplicação de juros sobre juros mensalmente, decidindo pela capitalização anual de juros.
O caso foi destacado como repetitivo pelo ministro Ari Pargendler e, desde então, todos os casos semelhantes que correm no Judiciário nacional estão suspensos. Com a posse do ministro no cargo de vice-presidente do STJ, a ministra Nancy Andrighi assumiu a relatoria do recurso.
Além da ministra Nancy Andrighi, que preside a Seção, o colegiado é composto pelos ministros Fernando Gonçalves, Aldir Passarinho Junior, João Otávio de Noronha, Massami Uyeda, Sidnei Beneti e Luis Felipe Salomão e pelo desembargador federal convocado Carlos Mathias.
A Segunda Seção do STJ deverá discutir seis pontos específicos e firmar posicionamento uniforme sobre eles.
Juros remuneratórios
Em um primeiro ponto, discute-se se é possível limitar a taxa de juros bancários e em que situações ocorreriam. A questão trata dos juros remuneratórios, aqueles chamados contratuais, pois remuneram o capital na vigência do mútuo financeiro ou contrato equivalente. A discussão se dá porque muitos tomadores de empréstimo consideram que as taxas de juros cobradas são exageradas ou abusivas. Alguns tribunais impedem a cobrança de taxas superiores a 12% ao ano, superiores à Selic ou superiores à taxa média cobrada no mercado. O STJ, atualmente, admite a livre pactuação dos juros, salvo se a abusividade for categoricamente demonstrada.
Capitalização de juros
Os ministros também terão que decidir se é possível a capitalização mensal de juros ou se ela deve ser anual. Para muitos consumidores, a legislação brasileira proíbe a cobrança de juros sobre juros (ou anatocismo) em periodicidade inferior à anual. Alguns tribunais estaduais aceitam esse argumento. O entendimento do STJ é que, nos contratos celebrados posteriormente à edição da Medida Provisória nº 1.963-17/00 (reeditada sob o nº 2.170-36/01), em 31 de março de 2000, admite-se a capitalização mensal de juros desde que expressamente pactuada.
Mora
O atraso, retardamento, impontualidade do credor ou devedor no cumprimento de uma obrigação – a mora – é outro ponto a ser discutido nesse recurso. A questão em debate está em saber, de um lado, em quais casos a mora deve ser afastada e, por outro lado, em quais está configurada. Uma vez configurada, o banco pode cobrar os “encargos moratórios”, que são a comissão de permanência, os juros moratórios e a multa. Se afastada, nenhum deles é devido.
Conforme destaca a relatora, alguns tribunais afastam a mora ao afirmar que os juros remuneratórios são limitados e proibir a capitalização mensal. O argumento é que, se tais encargos são abusivos, então o cliente ainda não é devedor, uma vez que não precisa pagar valores indevidos.
Comissão de permanência
Após a inadimplência, ou seja, quando o tomador do empréstimo deixa de pagar as parcelas devidas nos prazos ajustados, é comum que as instituições financeiras passem a cobrar um encargo chamado “comissão de permanência”. O debate está em definir se os bancos podem cobrar comissão de permanência e se, nesse caso, essa cobrança pode ser feita juntamente com outros encargos, tais como multa, correção monetária, juros de mora e juros remuneratórios. O STJ vem decidindo que a comissão de permanência pode ser cobrada, mas sem outros encargos.
Inscrição do devedor em cadastros de proteção ao crédito
Freqüentemente, a falta de pagamento das prestações devidas acarreta a “negativação” do nome dos tomadores em cadastros de proteção ao crédito, como o SPC e o Serasa. O debate na sessão está em saber se basta que o devedor ajuíze uma ação revisional para que a instituição financeira esteja proibida de incluir o nome dele em tais cadastros, ou se é necessário que o consumidor inadimplente comprove outros requisitos. A jurisprudência do STJ já se firmou no sentido de que o mero ajuizamento de ação não é suficiente para impedir a inscrição nesses cadastros.
Disposições de ofício
A questão está em saber se os juízes e os tribunais podem afastar cláusulas abusivas de ofício ou é necessário que o consumidor peça expressamente o afastamento. A discussão se dá porque, no julgamento de apelação acerca de questões não submetidas ao tribunal, é comum que se afastem cobranças que os tribunais locais consideram ilegais, mesmo sem o pedido expresso das partes interessadas, atuando “de ofício” ou “ex officio”. Atualmente, o STJ considera indevida essa prática.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h13
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Com crise, pequeno investidor deve buscar poupança até início de 2009
A poupança, pelo menos até o começo do próximo ano, deve continuar a apresentar captação líquida (diferença entre depósitos e saques) positiva. Isso porque, diante da crise financeira internacional, ela será como um "porto seguro" ao pequeno investidor.
"A poupança tem uma segurança muito maior nesse momento de crise econômica. Na dúvida, o pequeno investidor vai para a poupança", afirmou o professor de mercado financeiro da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.
"Eu acredito que, até começo de 2009, a tendência vai ser essa", explicou Leite, que ainda completou dizendo que a tendência é impulsionada pelo fato de o Brasil já ter uma cultura de investimento em poupança, o que não acontece em outros países.
Resultados da poupança
Desde maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central, a poupança registra captação líquida positiva, atingindo, no nono mês de 2008, R$ 1,461 bilhão. Em abril, por sua vez, a captação foi negativa em R$ 1,848 bilhão.
Questionado sobre o que aconteceu neste mês para a captação ter sido negativa, o que significa que mais pessoas tiraram o dinheiro da poupança do que colocaram, Leite afirmou que, no período, o Banco Central começou a aumentar a taxa de juros, devido a um temor de inflação descontrolada, o que assustou o pequeno investidor.
"Além disso, começaram os boatos da crise norte-americana". Enfim, era um momento de incertezas.
Passado o temor da inflação e consolidada a crise, que mexeu com as Bolsas de todo o mundo, a poupança passou a ser atrativa. "Ela tem tradição de ser segura, e a taxa de rendimento real está alta".
Abaixo, é possível analisar a captação líquida da poupança no decorrer de 2008:
| Mês |
Depósitos |
Retiradas |
Captação líquida |
| Janeiro |
R$ 103,1 bi |
R$ 101,8 bi |
R$ 1,184 bi |
| Fevereiro |
R$ 91,837 bi |
R$ 90,449 bi |
R$ 1,388 bi |
| Março |
R$ 97,890 bi |
R$ 96,805 bi |
R$ 1,084 bi |
| Abril |
R$ 103,8 bi |
R$ 105,7 bi |
- R$ 1,848 bi |
| Maio |
R$ 96,755 bi |
R$ 95,659 bi |
R$ 1,096 bi |
| Junho |
R$ 100,6 bi |
R$ 99,082 bi |
R$ 1,529 bi |
| Julho |
R$ 101,5 bi |
R$ 99,313 bi |
R$ 2,258 bi |
| Agosto |
R$ 90,708 bi |
R$ 88,844 bi |
R$ 1,863 bi |
| Setembro |
R$ 95,742 bi |
R$ 94,281 bi |
R$ 1,460 bi |
Melhora da renda
O bom resultado da poupança ao longo de 2008 ainda pode ser justificado por uma melhora de renda da população em geral. "Há uma sobra maior de dinheiro nas classes de menor poder aquisitivo", disse Leite. Como, no Brasil, a poupança é tradicional, estas pessoas vão investir na modalidade.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h04
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ADVOGADOS!
Amit era um alto funcionário da corte do Rei Akbar.
Há muito tempo, nutria um desejo incontrolável de chupar os voluptuosos seios da rainha até se fartar. Todas as vezes que tentou, porém, deu-se mal.
Um dia, ele revelou seu desejo a Birbal, principal conselheiro e Advogado do Rei, e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo.
Birbal, depois de muito pensar, concordou, sob a condição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro, que aceitou o acordo.
No dia seguinte, Birbal preparou um líquido que causava comichões e derramou no sutiã da rainha, que o deixara fora enquanto tomava banho.
Logo a coceira começou e aumentou de intensidade, deixando o rei preocupado.
Médicos de todo o reiro foram chamados, mas nada resolveu. Birbal então disse ao Rei que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria aquela espécie de coceira. Birbal também disse que essa saliva só poderia ser encontrada na boca de Amit.
O Rei Akbar ficou muito feliz e então chamou Amit que, pelas quatro horas seguintes, fartou-se em chupar à vontade os suculentos e deliciosos peitões da rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez o que sempre desejou. Satisfeito, ele se encontrou com o advogado Birbal que queria receber o combinado.
Com seu desejo plenamente realizado e sua libido satisfeita, Amit se recusou a pagar ao advogado e, ainda por cima, o escorraçou e zombou de sua cara, pois sabia que, Birbal nunca poderia contar o fato ao rei.
Mas Amit havia subestimado o Advogado Birbal. No dia seguinte, por vingança, Birbal colocou o mesmo líquido na cueca do rei.
Moral da História: Você pode ficar devendo pro mundo inteiro. Mas nunca, nunca mesmo, pense em dever para um Advogado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h03
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1 Dólar = R$ 2,30
1 Euro = R$ 3,14
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h03
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A ascensão do resto do mundo:
Os desafios da Nova Ordem Mundial
do Der Spiegel
Os Estados Unidos não são mais capazes de suportar a crise mundial. Mas quem assumiria o seu lugar? A Rússia, o Brasil, a China e a Índia estão em ascensão, mas eles estão competindo também com a Europa e os Estados Unidos por recursos naturais finitos
"Os norte-americanos... só são capazes de nadar em um único mar. Eles jamais desenvolveram a capacidade de ingressar no universo dos outros povos" - Fareed Zakaria.
Estamos vivendo uma era na qual não há uma única potência dominante. O globo está acossado por crises - mudança climática, escassez de recursos, crises de alimento e financeira, proliferação nuclear e Estados fracassados. Nenhum país é capaz de elaborar soluções para problemas desse tipo. Nem mesmo as Nações Unidas estão a altura dessa tarefa.
De fato, conforme admitiu o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, na Conferência de Governança Progressista, em abril último, em Londres, as organizações internacionais criadas logo após a Segunda Guerra Mundial não atendem mais às necessidades atuais.
Faz apenas 17 anos que o jornalista norte-americano Charles Krauthammer falou a respeito do alvorecer de uma nova era na qual, nas décadas vindouras, os Estados Unidos funcionariam como o epicentro da ordem mundial. Apenas cinco anos se passaram desde que o então secretário de Estado, Colin Powell, disse a uma audiência em Davos que os Estados Unidos reservavam o direito de iniciar ações militares unilaterais.
Mas a Guerra do Iraque esfacelou o sonho de uma era de "imperialismo liberal", na qual os Estados Unidos disseminariam os seus valores ideais utilizando meios coercivos. A crise financeira dos últimos dois anos acelerou ainda mais o deslocamento de poder - dos Estados Unidos e Europa para a Índia, a China e a Rússia, bem como para os Estados árabes do Golfo Pérsico.
Vários livros recentemente publicados nos Estados Unidos descrevem essas mudanças no cenário político. O novo governo que chegar em Washington em 2009 deve cogitar a leitura atenta dos livros "The Post American World" ("O Mundo Pós-Americano"), de Fareed Zakaria, "The Second World" ("O Segundo Mundo"), de Parag Khanna, "The Great Experiment" ("A Grande Experiência"), de Strobe Talbott, "Rivals" ("Rivais"), de Bill Emmott e "The War for Wealth" ("A Guerra pela Riqueza"), de Gabor Steingart.
Todos estes autores aceitam a premissa de um mundo multipolar, embora as suas análises e prescrições políticas sejam muito diversas. Bill Emmott, Fareed Zakaria e Gabor Steingart visualizam a continuação da liderança norte-americana ou transatlântica, enquanto Parag Khanna enxerga uma competição cada vez maior entre a Europa, a China e os Estados Unidos pelo apoio de Estados como a Rússia e a Índia, que ele descreve como pertencendo ao "segundo mundo".
Porém, quaisquer que sejam as diferenças entre eles, cada um dos autores analisa com clareza as realidades atuais - ao contrário dos neoconservadores que foram os principais responsáveis pela condução da política externa norte-americana nos últimos oito anos.
O ex-presidente George Bush teria afirmado: "Não podemos cometer os erros errados". Um governante que queira evitar "os erros errados" encontrará o seu lugar na nova ordem multipolar.
Quais são as potências decisivas nesta nova ordem mundial? Os Estados Unidos, a Rússia, a Índia, a China, o Brasil e a União Européia estão sem dúvida entre elas. É interessante que estes países estejam se aproximando cada vez mais. A atual crise financeira demonstrou como as relações entre eles se aprofundaram. Outras similaridades são também reveladoras.
Com a exceção dos europeus, cada um desses países contém aspectos do primeiro, do segundo e do terceiro mundo. Na megalópole Mumbai, por exemplo, a maior favela da Ásia fica ao lado de uma próspera área econômica. Uma pessoa que faça uma viagem pela Rússia encontrará tanto uma riqueza impressionante quanto uma pobreza absoluta. Até mesmo nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, parte da população luta para ter um padrão decente de vida.
Esses países não são nem inimigos nem amigos uns dos outros; eles são "frenemies", competidores na busca por escassos recursos mundiais. Eles asseguram aos seus povos que são capazes de modelar a próxima ordem global e de garantir o futuro bem-estar da população, mas as respectivas idéias de futuro podem variar bastante. Um potencial "choque de futuros" paira na linha do horizonte do mundo multipolar.
Nem todos os "frenemies" são democracias no sentido ocidental. Os sucessos de Cingapura e da China, bem como dos Estados do Golfo Pérsico, provam que os países não precisam ser democráticos para garantir um alto padrão de vida aos seus povos. Mas isto não precisa ser motivo para pessimismo. Nas novas potências mundiais não democráticas, elites produtivas estão substituindo as elites parasitas.
Onde as elites produtivas adquirem a supremacia, elas criam um sistema mais livre e justo do que aquele que herdaram. O objetivo delas é desenvolver a economia e corrigir as desigualdades sociais. Elas sabem que onde houver favelas haverá "cidades fracassadas" e "Estados fracassados".
A Sociedade Alfred Herrhausen, o fórum internacional do Deutsche Bank, está organizando um novo projeto chamado Foresight (Previsão) para analisar e comparar as visões de futuro das potências mundiais existentes e emergentes. Por meio da discussão e do debate, espera-se que o projeto encontre os elementos para um futuro comum.
O evento inaugural, ocorrido em Moscou, reuniu participantes do Brasil, da China, da Europa, do Japão, da Índia, da Rússia, dos Estados Unidos e de outras partes do mundo para a discussão do papel da Rússia em um mundo multipolar.
Mais simpósios estão previstos nos Estados Unidos, após as eleições presidenciais, na Europa, no Japão, na Índia, na China e na América Latina. Esses eventos também incluirão participantes de alto nível da África, do mundo árabe e dos países asiáticos banhados pelo Oceano Pacífico.
Um dos principais objetivos desta série de eventos é ver o mundo segundo a visão dos outros, e não apenas através da ótica oriental e ocidental.
Novas alianças que jogam os países uns contra os outros não serão capazes de resolver os desafios do século 21. Novas formas de cooperação internacional, consulta e compromisso precisarão desempenhar um papel central em um mundo multipolar. É um absurdo que a Itália pertença ao G8, mas a China e o Brasil não.
E que espécie de significado pode ter um conselho de segurança global quando a Índia, o Brasil e a União Européia são deixados de fora, enquanto a França e o Reino Unido são membros permanentes?
São necessárias novas formas de governança: em um mundo com cada vez menos recursos e no qual há uma mudança climática acelerada, os Estados podem sentir-se tentados a atender aos seus próprios interesses a fim de obter vantagens de curto prazo. O desafio será elaborar uma nova estrutura internacional e um equilíbrio organizado de interesses. Somente um futuro comum - "mudança através do bom relacionamento" e não "um choque de futuros" - poderá nos impulsionar para adiante.
Não há dúvida de que os últimos dez anos forneceram muitos motivos para pessimismo. Para que os próximos dez anos sejam um sucesso, nós precisaremos nos fortificar com um otimismo crível, ainda que cético.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h00
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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO
Envolvidos no escândalo de Abu Ghraib são ouvidos em filme de cineasta premiado
Vencedor do Oscar de documentário em 2003, com "Sob a Névoa da Guerra", o cineasta norte-americano Errol Morris investe em outro trabalho polêmico em "Procedimento Operacional Padrão", que começa a ser exibido nesta sexta (3) no Festival do Rio.
Vencedor do Urso de Prata (prêmio especial do Júri) no último Festival de Berlim, o filme investiga os bastidores do escândalo de Abu Ghraib, o presídio do Iraque em que soldados e oficiais norte-americanos submeteram a torturas e humilhações diversos prisioneiros iraquianos, em 2004.
Além disso, os mesmos militares fotografaram os abusos. Essas fotos acabaram sendo divulgadas na imprensa dos EUA, pela revista "The New Yorker", o que levou ao fechamento da prisão e à punição de alguns dos envolvidos.
Cena do polêmico "Procedimento Operacional Padrão", novo documentário do cineasta norte-americano Errol Morris |
O documentário entrevista justamente diversos destes soldados e oficiais que protagonizaram o episódio, que teve repercussão imensamente negativa tanto nos EUA como no resto do mundo.
A oficial de mais alta patente é a ex-general Janis Karpinski, a responsável, na época, pelas prisões no Iraque e que foi rebaixada a coronel como punição.
Outra das entrevistadas é a soldado Lynddie England - muitos recordarão das imagens em que ela aparece puxando um prisioneiro por uma coleira de cachorro.
Nas entrevistas, Lynddie e outros colegas, como Sabrina Harman e Roman Krol, dão detalhes de como e o porquê destas fotos terem sido feitas, em depoimentos que, mesmo sem desculpar seus atos, dão uma medida do ambiente e das orientações recebidas pelos militares de patentes mais baixas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h57
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h55
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h54
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A maçã é também conhecida como rainha das frutas ou vassourinha do corpo. É uma fruta que deve ser consumida todos os dias, porque só traz benefícios para o organismo.
Apesar do conteúdo natural de açúcar, é excelente para os diabéticos porque não eleva muito a glicose no sangue. Se for consumida com canela, melhor ainda, porque a canela age de modo semelhante a insulina, diminuindo a glicose no sangue.
Um estudo que envolveu 1300 estudantes, verificou que o grupo que consumiu uma maçã todos os dias desenvolveu menos infecções respiratórias. Ela tem vitaminas, minerais, muita fibra e fitoquímicos que previnem várias doenças.
O responsável por aquela casca vermelhinha e brilhante é a quercetina, um bioflavonóide muito estudado em pesquisas anti câncer. As fibras da maçã se ligam ao colesterol no intestino, e ajudam a eliminá-lo pelas fezes, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares e fazendo uma limpeza no intestino.
É também um superalimento para quem tem prisão de ventre e problemas de acidez no estômago. Pode ser consumida na salada de fruta, enriquece qualquer salada de alface e combina com qualquer fruta.
Um suco de laranja com maçã com algumas amendoas ou castanha do pará é um santo remédio para quase todas as doenças e não precisa adoçar porque a maçã é docinha.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h52
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GIBI BOM E "DE GRÁTIS" NA INTERNET
Capítulo inteiro de 'Local #3' de Brian Wood e Ryan Kelly
Uma edição completa de Local, série em 12 capítulos de Brian Wood e Ryan Kelly, está disponível completa online, por iniciativa de seus próprios criadores. É o número 3, "Theories and Defenses", considerado pela crítica o melhor de toda a série.
Basta acessar aqui.
O lançamento online é uma das formas que os criadores encontraram para promover a coletânea em capa dura da série, recentemente lançada nos EUA.
Local é a história de Megan McKeenan, uma jovem que passa a série viajando pela América do Norte – cada edição representa um momento de sua vida, em um ano diferente, e sempre morando em uma cidade distinta. Em "Theories and Defenses", nós acompanhamos seu envolvimento com uma banda em Richmond, Virginia.
A HQ é notável pela estrutura utilizada para contar a história, baseada em uma longa entrevista telefônica com intervalos para pequenas cenas que expandem a história da banda local Theories and Defenses. McKeenan, a personagem principal da série, mal aparece.
A história já foi publicada em português na primeira coletânea (de duas) de Local, publicada pela editora Devir.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h51
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