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Em causa própria
 


MÔNICA E CEBOLA

Turma da Mônica Jovem # 4 ultrapassa tiragem de 400 mil exemplares

Turma da Mônica Jovem # 4

O sucesso do gibi Turma da Mônica Jovem, com a versão adolescente dos principais personagens de Mauricio de Sousa, continua surpreendendo o mercado de quadrinhos no Brasil.

A quarta edição ultrapassou a tiragem de 400 mil exemplares, graças à intensa procura que resultou na venda de quase toda a primeira leva que a
Panini Comics lançou nas bancas no final do mês passado.

Turma da Mônica Jovem # 4 mostra o tão aguardado beijo entre Cebolinha (que agora prefere ser chamado de Cebola) e Mônica, fato que virou notícia em sites, jornais e revistas em todo o País

 



Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h16
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RANKING DAS MAIORES ECONOMIAS

O Brasil avançou quatro posições e passou da 15º para o 11º lugar no ranking das maiores economias do mundo em 2005.

O levantamento foi realizado pela Austin Rating a pedido da Folha Online, com base em valores preliminares e estimativas do PIB (Produto Interno Bruto) de 2005 entre 155 países convertidos em dólares.

A agência de classificação de risco utilizou como fonte primária dados do FMI (Fundo Monetário Internacional). Nessa base de comparação, o Brasil foi o latino-americano mais bem posicionado no ano passado e superou o México.

Para subir no ranking, entretanto, o Brasil se beneficiou do efeito da valorização do real frente ao dólar, já que o PIB cresceu apenas 2,3% - abaixo da média mundial (4,3%, segundo projeções do FMI) e também dos países emergentes (6,4%).

Segundo o ranking da Austin Rating, os Estados Unidos continuam a liderar com folga a listas das maiores economias do mundo, com um PIB de US$ 12,452 trilhões. O Japão ficou em segundo lugar, seguido por Alemanha, Reino Unido, França, China, Itália, Espanha, Canadá e Coréia.

A Rússia, que em 2004 alcançou o 16º posto, ficou em 12º no ano passado. Já o México que estava na 11ª posição, caiu duas posições para 13ª. A Argentina melhorou dois postos e atingiu a 33ª posição.

Entre os países com menor PIB em dólares, o cenário também apresentou poucas alterações. Belize permaneceu na última posição, com um PIB de US$ 1,1 bilhão, atrás de países como Serra Leoa, Suriname, República Centro-Africana, Lesoto, Mongólia, Mauritânia.

Veja abaixo os 30 primeiros países do ranking de 2005:

1 - Estados Unidos (US$ 12,452 trilhões)
2 - Japão (US$ 4,672 trilhões)
3- Alemanha (US$ 2,799 trilhões)
4 - Reino Unido (US$ 2,196 trilhões)
5 - França (US$ 2,113 trilhões)
6 - China (US$ 1,909 trilhão)
7 - Itália (US$ 1,718 trilhão)
8 - Espanha (US$ 1,124 trilhão)
9 - Canadá (US$ 1,106 trilhão)
10 - Coréia (US$ 799 bilhões)
11 - Brasil (US$ 795 bilhões)
12 - Rússia (US$ 772 bilhões)
13 - México (US$ 758 bilhões)
14 - Índia (US$ 746 bilhões)
15 - Austrália (US$ 683 bilhões)
16 - Holanda (US$ 622 bilhões)
17 - Bélgica (US$ 365 bilhões)
18 - Suíça (US$ 364 bilhões)
19 - Suécia (US$ 354 bilhões)
20- Turquia (US$ 353 bilhões)
21 - Taiwan (US$ 330 bilhões)
22 - Arábia Saudita (US$ 314 bilhões)
23 - Áustria (US$ 306 bilhões)
24 - Noruega (US$ 294 bilhões)
25 - Polônia (US$ 285 bilhões)
26 - Indonésia (US$ 270 bilhões)
27 - Dinamarca (US$ 252 bilhões)
28 - África do Sul (US$ 234 bilhões)
29 - Grécia (US$ 219 bilhões)
30 - Irã (US$ 203 bilhões)



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h48
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CAI O TIME, CAI O TORCEDOR...

Após rebaixamento, torcedor tenta suicídio

Uma cena chamou a atenção das pessoas que acompanharam a derrota do Vasco para o Vitória por 2 a 0, que decretou o rebaixamento do Cruzmaltino para a Série B do Campeonato Brasileiro.  

Um torcedor, inconformado com a situação de sua equipe, subiu até a marquise do estádio de São Januário e tentou se suicidar. Ele foi identificado como Luiz Fernando.

Rafael Andrade/Folha Imagem Bombeiros subiram na estrutura do estádio para impedir o salto do torcedor vascaíno  
 VASCO NÃO FAZ SUA PARTE
 FOTOS DO REBAIXAMENTO
 QUEDA ESTAVA "NA CARA"

Porém, o corpo de bombeiros conseguiu conter o cidadão. Segundo o cabo Araújo, que participou da operação, o homem alegou que, com o rebaixamento do Vasco, ele não tinha mais razão de viver.

"Ele se negou a conversar. Ainda tentei forjar situação dizendo que a mãe estava no telefone, mas ele se negou. Aí pedimos para outro policial tirar a atenção dele e evitamos. Ele já estava decidido a pular porque, de acordo com as palavras dele, a vida não tinha mais valor", disse Araújo.

Depois de conter Luiz Fernando, a Polícia Militar enviou um helicóptero, que se aproximou bastante da marquise e removeu o torcedor.   Ele foi encaminhado para o Batalhão de Choque e, em seguida, para o hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro. Antes de ir para sua residência, ele precisará prestar depoimento na delegacia.

Jogadores choram após queda para a Segunda Divisão

Ao final da partida, a torcida cantou o hino do clube por três vezes e reverenciou os serviços prestados pelo atacante Edmundo, que fez a sua última partida pelo clube de São Januário neste domingo.

O desespero do Vasco foi visível após a derrota para o Vitória neste domingo. Jogadores identificados com a torcida, como os meias Madson e Pedrinho, estavam aos prantos e se debularam em lágrimas. Detentor de inúmeros títulos pela equipe da Colina, o zagueiro Odvan também passou por tal situação.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h25
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TOTAL DE PONTOS CORRIDOS DESDE 2003:

1. São Paulo - 448 pontos

2. Santos - 406 pontos
3. Cruzeiro - 396 pontos
4. Inter - 394 pontos
5. Goiás - 364 pontos
6. Atlético/PR - 355 pontos
7. Flamengo - 352 pontos
8. Fluminense - 338 pontos
9. Figueirense - 335 pontos
10. Vasco - 317 pontos
11. Palmeiras - 316 pontos
12. Corinthians - 311 pontos
13. Grêmio - 286 pontos
14. Paraná - 281 pontos
15. Atlético/MG - 275 pontos
16. Botafogo - 269 pontos
17. Juventude - 266 pontos
18. Coritiba - 237 pontos
19. São Caetano - 215 pontos
20. Ponte Preta - 204 pontos
21. Vitória - 156 pontos
22. Paysandu - 146 pontos
23. Fortaleza - 142 pontos
24. Criciúma - 110 pontos
25. Guarani - 110 pontos
26. Sport - 103 pontos
27. Náutico - 93 pontos
28. Bahia - 46 pontos
29. Brasiliense - 41 pontos
30. Lusa - 38 pontos
31. Ipatinga - 35 pontos
32. Santa Cruz - 28 pontos
33. América - 17 pontos



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h23
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OS IDOSOS E A MEIA ENTRADA  

do UOL

Cota de 40% de ingressos será mantida
para estudantes e maiores de 60 anos

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado votou, nesta terça-feira (09/12), o projeto que regulamenta a meia-entrada. A votação foi em turno suplementar, já que no último dia 25 de novembro os senadores já tinham aprovado o relatório da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

No entanto, desde a primeira votação, foram apresentadas várias emendas com sugestões de mudanças no texto. O senador João Pedro (PT-AM) quis tirar os idosos do projeto, argumentando que a situação das pessoas com mais de 60 anos já está prevista no Estatuto do Idoso.

O artigo 23 da lei 10.741, de 2003, determina que "a participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% nos ingressos". Este benefício, segundo o projeto votado na CE nesta terça, ficará restrito a 40% do total de ingressos colocados à venda, como ocorrerá também com os estudantes.

"É muito difícil fiscalizar e separar 'aqui são idosos, aqui são estudantes'. Acho que temos que padronizar 40% para todos. E essa decisão não foi contra os idosos, não. Vão continuar indo aos espetáculos porque o preço vai ter que ser diminuído", defendeu a relatora.

Na hora da votação, o presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF) chegou a fazer uma brincadeira com os colegas, dizendo que os senadores estariam "votando em causa própria". Ao que o autor das emendas acrescentou: "Daí minha confiança na aprovação".

Contudo, o resultado da votação foi pela rejeição das mudanças: 13 a 4. Se não houver recurso para apreciação pelo Plenário do Senado, o projeto será encaminhado diretamente à Câmara dos Deputados.

"Aos domingos, a lotação do teatro é quase toda de idosos. Nós não queremos perder esse público, mas também não queremos obrigatoriedade de venda total da meia-entrada. Se for o caso, podemos até aumentar o desconto para as pessoas com mais de 60 anos", defendeu o produtor teatral Eduardo Barata.

Depois da votação, os senadores continuaram discutindo a questão dos aposentados. Papaléo Paes (PSDB-AP), ressaltou que a decisão da CE "não fere" o Estatudo do Idoso. "Não estamos ferindo o Estatuto porque o valor do ingresso não muda, continua sendo a metade, só muda o número de cadeiras para idosos e estudantes", disse.

João Pedro contestou com um exemplo. "Se entrarem 40 estudantes em um teatro com 100 lugares, sabe quanto idosos entram? Nenhum".

Papaléo respondeu classificando o argumento do colega de "preciosismo". "Se não tiver cota e 100 estudantes entrarem, também não entra nenhum idoso", disse.

Cota mantida

O senador Inácio Arruda (PcdoB-CE), insistiu no fim da cota de 40%, mas suas emendas também não foram acatadas pela relatora. Na primeira votação, ele já havia tentado acabar com a cota, mas seu destaque foi rejeitado por 14 votos a 7. Desta vez, sua emenda foi rejeitada por 12 votos a 4. "Por que a punição aos estudantes e não o combate à falsificação das carteiras estudantis?", reclamou o senador, durante a discussão do projeto.

"Houve concordância na maior parte do projeto. O governo ficou de acordo com a cota de 40%. A UNE (União Nacional dos Estudantes) em todo o momento disse que não teria como assinar embaixo disso. É bom deixar claro", afirmou Cristovam Buarque.

A diretora da UNE, Márvia Scardua, viu avanços na proposta. "Os mecanismos de controle são bons, são suficientes, o projeto avançou muito em relação ao passado. Mas continuamos contra os 40% e vamos continuar lutando na Câmara para derrubar isso", prometeu.

"O texto está bom, é de consenso. É um texto pra defender o estudante e a classe artística. É um processo normal da economia", argumentou Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um dos autores do projeto original.

Controle da venda

Outras mudanças foram feitas pela própria relatora, depois de reuniões com estudantes e produtores culturais. O substitutivo lido nesta terça não mais prevê a criação de um Conselho de Fiscalização e Controle pelo Poder Executivo, como previsto no texto original (projeto de lei 188/2007). Agora, a fiscalização da venda integral da cota de meia-entrada, uma das preocupações dos estudantes, será descentralizada.

O relatório determina que a fiscalização do cumprimento da lei ficará a cargo dos "órgãos públicos competentes, federais, estaduais e municipais", que também deverão aplicar aos produtores as "punições administrativas e penais cabíveis", em caso de descumprimento da regra.

O controle da venda da cota no caso dos cinemas, ficará a cargo da Ancine (Agência Nacional de Cinema). Para os demais eventos artísticos, esportivos e de lazer, o projeto prevê a criação de "instrumentos de controle que faculte ao público o acesso as informações atualizadas".

A carteirinha será confeccionada pela Casa da Moeda e a emissão será feita pela UNE, UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), diretórios acadêmicos das universidades e organismos estaduais estudantis. "Ficou algo bem abrangente e todos concordaram que este era o melhor caminho", argumentou a senadora Marisa Serrano.

Artistas mantêm lobby

Mais uma vez, o plenário da CE no Senado registrou a presença de vários artistas, defendendo a cota de 40% com os senadores. O grupo que esteve em Brasília nesta terça contou com nomes de peso como Irene Ravache, Arlete Salles, Julia Lemmertz, Heloísa Périssé, Marcelo Serrado e a cantora Sandra de Sá, entre outros.

Um dos pontos reivindicados pelos produtores era uma forma de ressarcimento por parte do governo da parte da meia-entrada que é bancada pela organização do evento. Inicialmente, a fonte dos recursos para garantir o subsídio seria definida pelo conselho de fiscalização. Como a criação do órgão foi suprimida do projeto, a parte do ressarcimento também ficou fora da discussão.

Para a relatora, isso só foi possível com a cota. "Se o governo quiser 100% para todo mundo, ele que arranje uma forma de pagar o extra pra que todo mundo tenha acesso à cultura no país. Não dá pra exigir que a cultura tenha uma parcela de contribuição acima de 40% e acabar com a cultura no país. Isso é inadmissível. Sei que meu relatório não atende a todos os empresários nem a todos os estudantes, mas foi o meio-termo possível de ser votado", analisou.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h17
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OS IDOSOS E A MEIA ENTRADA  

do UOL

Cota de 40% de ingressos será mantida
para estudantes e maiores de 60 anos

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado votou, nesta terça-feira (09/12), o projeto que regulamenta a meia-entrada. A votação foi em turno suplementar, já que no último dia 25 de novembro os senadores já tinham aprovado o relatório da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

No entanto, desde a primeira votação, foram apresentadas várias emendas com sugestões de mudanças no texto. O senador João Pedro (PT-AM) quis tirar os idosos do projeto, argumentando que a situação das pessoas com mais de 60 anos já está prevista no Estatuto do Idoso.

O artigo 23 da lei 10.741, de 2003, determina que "a participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% nos ingressos". Este benefício, segundo o projeto votado na CE nesta terça, ficará restrito a 40% do total de ingressos colocados à venda, como ocorrerá também com os estudantes.

"É muito difícil fiscalizar e separar 'aqui são idosos, aqui são estudantes'. Acho que temos que padronizar 40% para todos. E essa decisão não foi contra os idosos, não. Vão continuar indo aos espetáculos porque o preço vai ter que ser diminuído", defendeu a relatora.

Na hora da votação, o presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF) chegou a fazer uma brincadeira com os colegas, dizendo que os senadores estariam "votando em causa própria". Ao que o autor das emendas acrescentou: "Daí minha confiança na aprovação".

Contudo, o resultado da votação foi pela rejeição das mudanças: 13 a 4. Se não houver recurso para apreciação pelo Plenário do Senado, o projeto será encaminhado diretamente à Câmara dos Deputados.

"Aos domingos, a lotação do teatro é quase toda de idosos. Nós não queremos perder esse público, mas também não queremos obrigatoriedade de venda total da meia-entrada. Se for o caso, podemos até aumentar o desconto para as pessoas com mais de 60 anos", defendeu o produtor teatral Eduardo Barata.

Depois da votação, os senadores continuaram discutindo a questão dos aposentados. Papaléo Paes (PSDB-AP), ressaltou que a decisão da CE "não fere" o Estatudo do Idoso. "Não estamos ferindo o Estatuto porque o valor do ingresso não muda, continua sendo a metade, só muda o número de cadeiras para idosos e estudantes", disse.

João Pedro contestou com um exemplo. "Se entrarem 40 estudantes em um teatro com 100 lugares, sabe quanto idosos entram? Nenhum".

Papaléo respondeu classificando o argumento do colega de "preciosismo". "Se não tiver cota e 100 estudantes entrarem, também não entra nenhum idoso", disse.

Cota mantida

O senador Inácio Arruda (PcdoB-CE), insistiu no fim da cota de 40%, mas suas emendas também não foram acatadas pela relatora. Na primeira votação, ele já havia tentado acabar com a cota, mas seu destaque foi rejeitado por 14 votos a 7. Desta vez, sua emenda foi rejeitada por 12 votos a 4. "Por que a punição aos estudantes e não o combate à falsificação das carteiras estudantis?", reclamou o senador, durante a discussão do projeto.

"Houve concordância na maior parte do projeto. O governo ficou de acordo com a cota de 40%. A UNE (União Nacional dos Estudantes) em todo o momento disse que não teria como assinar embaixo disso. É bom deixar claro", afirmou Cristovam Buarque.

A diretora da UNE, Márvia Scardua, viu avanços na proposta. "Os mecanismos de controle são bons, são suficientes, o projeto avançou muito em relação ao passado. Mas continuamos contra os 40% e vamos continuar lutando na Câmara para derrubar isso", prometeu.

"O texto está bom, é de consenso. É um texto pra defender o estudante e a classe artística. É um processo normal da economia", argumentou Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um dos autores do projeto original.

Controle da venda

Outras mudanças foram feitas pela própria relatora, depois de reuniões com estudantes e produtores culturais. O substitutivo lido nesta terça não mais prevê a criação de um Conselho de Fiscalização e Controle pelo Poder Executivo, como previsto no texto original (projeto de lei 188/2007). Agora, a fiscalização da venda integral da cota de meia-entrada, uma das preocupações dos estudantes, será descentralizada.

O relatório determina que a fiscalização do cumprimento da lei ficará a cargo dos "órgãos públicos competentes, federais, estaduais e municipais", que também deverão aplicar aos produtores as "punições administrativas e penais cabíveis", em caso de descumprimento da regra.

O controle da venda da cota no caso dos cinemas, ficará a cargo da Ancine (Agência Nacional de Cinema). Para os demais eventos artísticos, esportivos e de lazer, o projeto prevê a criação de "instrumentos de controle que faculte ao público o acesso as informações atualizadas".

A carteirinha será confeccionada pela Casa da Moeda e a emissão será feita pela UNE, UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), diretórios acadêmicos das universidades e organismos estaduais estudantis. "Ficou algo bem abrangente e todos concordaram que este era o melhor caminho", argumentou a senadora Marisa Serrano.

Artistas mantêm lobby

Mais uma vez, o plenário da CE no Senado registrou a presença de vários artistas, defendendo a cota de 40% com os senadores. O grupo que esteve em Brasília nesta terça contou com nomes de peso como Irene Ravache, Arlete Salles, Julia Lemmertz, Heloísa Périssé, Marcelo Serrado e a cantora Sandra de Sá, entre outros.

Um dos pontos reivindicados pelos produtores era uma forma de ressarcimento por parte do governo da parte da meia-entrada que é bancada pela organização do evento. Inicialmente, a fonte dos recursos para garantir o subsídio seria definida pelo conselho de fiscalização. Como a criação do órgão foi suprimida do projeto, a parte do ressarcimento também ficou fora da discussão.

Para a relatora, isso só foi possível com a cota. "Se o governo quiser 100% para todo mundo, ele que arranje uma forma de pagar o extra pra que todo mundo tenha acesso à cultura no país. Não dá pra exigir que a cultura tenha uma parcela de contribuição acima de 40% e acabar com a cultura no país. Isso é inadmissível. Sei que meu relatório não atende a todos os empresários nem a todos os estudantes, mas foi o meio-termo possível de ser votado", analisou.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h05
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MULHER CHERNOBYL  

Desespero de uma mãe infanticida no tribunal

Desde a abertura, na última segunda-feira (8), do processo de Geneviève Lhermitte - a mãe de família que em fevereiro de 2007 degolou seus cinco filhos em Nivelles, ao sul de Bruxelas -, cada dia de audiência no tribunal do júri de Brabant é coalhado de incidentes e surpresas. Na quinta-feira o processo talvez tenha balançado. O tribunal ouvia o doutor Diederik Veldekens, psiquiatra que tratava Geneviève Lhermitte, antes dos fatos.  

E a sala ficou muda quando o médico indicou que na véspera dos assassinatos a acusada havia enviado em seu nome uma carta citando projetos de suicídio, o fato de que queria "levar seus filhos" com ela, ou mesmo seu fascínio-repulsa pelas facas. O psiquiatra também declarou que outra correspondência, enviada duas semanas antes, continha mais ou menos o mesmo teor, como a referência à morte das crianças.

A surpresa vem do fato de que o doutor Veldekens não havia até então comunicado o conteúdo dessas cartas. E, sobretudo, não tomou qualquer iniciativa ao receber a segunda. Nem consulta de urgência, nem ligação telefônica depois do que pareceu, na opinião de muitos, um último apelo de socorro.  

Ele disse que esperava a volta do marido da acusada, Bouchaïb Moqadem, que visitava sua família no Marrocos, e o próximo encontro com sua paciente, dentro de alguns dias. Depois da primeira carta ele teria pensado na hospitalização da paciente e na colocação dos filhos, mas "não lembra" se lhe falou disso. A acusada também não lembra.

As duas cartas, finalmente entregues ao presidente do tribunal, talvez coloquem a questão da eventual premeditação dos assassinatos. Elas confirmam, sobretudo, a tese da defesa: Lhermitte era uma mulher em grande sofrimento, apanhada em um ambiente sufocante e uma vida de "mãe perfeita", esposa atenta, "de empregada", como ela diz, de seu marido e de seu pai adotivo, o doutor Michel Schaar, que há muito tempo vivia na casa da família.  

Deprimida, ansiosa, irritável, frágil: essa mulher que pensava há muito tempo em suicídio se dizia "emparedada" e teria em um momento considerado que, para ela e seus filhos, "a morte era mais favorável que a vida". Era sua "única porta de saída".

Em todo caso, essa é a análise que formulou diante do tribunal um dos cinco peritos psiquiatras que examinaram sucessivamente a acusada. Como seus colegas, ele esboçou um retrato muito preciso de Lhermitte.  

Essa mulher é "Chernobyl", explicou o professor Raymond Guèbe: "Uma camada de emoção, camadas de concreto e uma carapaça exterior lisa". Quando tal "sistema" psicológico, feito de silêncios, dissimulações e frustrações, "explode", "a morte é vista como um alívio", segundo o psiquiatra.

Levando-se em conta seu estado psicológico aparentemente muito deteriorado, seria necessário julgar Lhermitte? Ela não deveria ter sido internada, mesmo decepcionando uma parte da opinião pública? Os depoimentos dos peritos relançaram essas questões. E a defesa das partes civis se apropriou delas, pedindo que um colégio de peritos reexamine a acusada na prisão. O tribunal aceitou o pedido.

Na véspera, Lhermitte desmoronou, gritando em sua baia: "Eu não matei meus filhos! A culpa é de Schaar e de meu marido! Eles são nojentos!"

A acusada não resistiu ao relato do médico legista que examinou as pequenas vítimas e descreveu o esforço feito pela mãe para matar algumas delas. O problema foi ainda maior porque na terça-feira, véspera das acusações feitas contra seu marido, a acusada havia lhe apresentado desculpas públicas.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h03
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COINCIDÊNCIA, CLAAAAAAAAAAAAAAAARO...

Coldplay nega plágio de música de Joe Satriani

 A banda de rock britânica Coldplay negou na terça-feira a acusação feita pelo guitarrista Joe Satriani de que ela teria plagiado um de seus instrumentais, dizendo que quaisquer semelhanças são "inteiramente coincidentes".

Satriani moveu em Los Angeles, na quinta-feira, uma ação por infração de direitos contra o Coldplay, dizendo que seu single "Viva La Vida" incorpora "partes originais substanciais" de sua canção de 2004 "If I Could Fly".

O guitarrista de 52 anos quer levar o caso a julgamento popular, pede indenização por danos e "quaisquer e todos os lucros" atribuíveis à alegada infração de direitos autorais.

Mas o Coldplay, cujas melodias já foram comparadas desfavoravelmente às da banda irlandesa U2, rejeitou a acusação completamente.

"Se existem semelhanças entre nossas duas músicas, são inteiramente coincidentes e nos surpreendem tanto quanto surpreenderam a ele", disse a banda em seu site na Web.

"Joe Satriani é um grande músico, mas ele não escreveu nem exerceu qualquer influência sobre a canção 'Viva La Vida' . Pedimos respeitosamente que ele aceite nossas declarações nesse sentido e lhe desejamos boa sorte em seus trabalhos futuros."

Satriani processou o Coldplay um dia depois de a banda ter recebido sete indicações para o Grammy, perdendo apenas para o rapper Lil Wayne.

As indicações incluíram as importantes categorias disco e canção do ano, por "Viva La Vida", do álbum líder nas paradas "Viva La Vida or Death and All His Friends".

Os créditos da canção são atribuídos aos quatro membros da banda: o vocalista Chris Martin, o baixista Guy Berryman, o guitarrista Johnny Buckland e o baterista Will Champion. A inspiração do título veio de uma tela da artista mexicana Frida Kahlo.

A faixa de Satriani é de seu álbum "Is There Love in Space?" Alguns fãs curiosos já criaram fusões das duas canções, sobrepondo o som da guitarra sobre a canção do Coldplay para indicar que as duas parecem conter estruturas melódicas e acordes semelhantes.

O advogado especializado em propriedade intelectual Oren J. Warshavsky, da empresa de advocacia Baker Hostetler, disse que Satriani pode ganhar a ação se comprovar "semelhança notável" entre as duas canções. A lei presumiria, então, que a única explicação das semelhanças seria plágio, e não coincidência, disse ele.

Além disso, Satriani pode observar que sua canção já é amplamente divulgada, o que "pode ser um argumento mais lógico e convincente" do que a alegação do Coldplay de que é apenas fruto de uma coincidência.

Warshavsky disse que o tribunal também pode concluir que o Coldplay copiou a canção inconscientemente. Essa questão atrapalhou o compositor de baladas Michael Bolton, que perdeu um processo movido contra os Isley Brothers em função de suas canções de nome semelhante, "Love Is a Wonderful Thing".

"My Sweet Lord", de George Harrison, também foi considerada uma cópia inconsciente de "He's So Fine", do Chiffons. Mas, numa manobra legal complicada, o ex-Beatle acabou dono da canção do Chiffons.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h43
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iPHONE DA TIM  

TIM começará a vender iPhone 3G

Operadora afirma que aparelhos já chegaram nas lojas e que lançamento nacional será no dia 12/12   A TIM, que fechou contrato com a Apple para vender o iPhone 3G na segunda-feira (08/12), lançará nacionalmente o aparelho na próxima sexta-feira (12/12), afirma fonte ligada à operadora.

Segundo a fonte, os celulares da Apple já chegaram às lojas, mas o
iPhone 3G ainda não tem preço definido. A TIM não confirma oficialmente a data de lançamento, valores ou planos disponíveis.

O logotipo da
TIM já está no site da Apple entre os pontos de venda do iPhone 3G  no Brasil, ao lado das operadoras Vivo e Claro, que lançaram o aparelho em 26 de setembro. A operadora não confirma oficialmente a data do dia 12, mas afirma que o celular será vendido ainda esta semana.

A Vivo, atualmente, vende o iPhone 3G de 8GB por 1.899 reais no plano pré-pago e a partir de 899 reais no pós-pago. A Claro está praticando preços promocionais e informou que o iPhone 3G de 8GB  está à venda por 2.299 reais no modelo pré-pago e pelo mesmo preço da Vivo no pós-pago.

O preço do iPhone 3G de 16 GB vai de 1.199 reais (pós-pago) a 2.199 reais (pré-pago) pela Vivo. Pela Claro, o valor  promocional do celular pós-pago é o mesmo praticado pela Vivo (1.199 reais) e o modelo pré-pago sai por 2.599 reais também no preço promocional.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h42
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COMO TRATAR AS PESSOAS GROSSAS    

Para todos os que têm de tratar com clientes irritantes, ou com pessoas que se acham superiores aos outros, aprenda com a funcionária da GOL.  Destrua um ignorante sendo original, como ela foi.  

Uma funcionária da GOL, no aeroporto de Congonhas, São Paulo, deveria ganhar um prêmio por ter sido esperta, divertida e ter atingido seu objetivo, quando teve que lidar com um passageiro que, provavelmente, merecia voar junto com a bagagem...   Um vôo lotado da GOL foi cancelado. Uma única funcionária atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros.    

De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão, atirou o bilhete e disse:    

- Eu tenho que estar neste vôo, e tem que ser na primeira classe!    

A funcionária respondeu:    

- O senhor desculpe, terei todo o prazer em ajudar, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, já que elas também estão aguardando pacientemente na fila. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.

O passageiro ficou irredutível e disse, bastante alto para que todos na fila ouvissem:    

- Você faz alguma idéia de quem eu sou ?    

Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou no microfone anunciando:  

- Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor? (a voz ecoou por todo o terminal).    

E continuou:    

- Nós temos aqui no balcão um passageiro que não sabe quem é, deve estar perdido... Se alguém é responsável pelo mesmo, ou é parente, ou então puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da GOL. Obrigada.    

Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:  

- Eu vou te foder!

Sem recuar, ela sorriu e disse:    

- Desculpe, meu senhor, mas mesmo para isso, o senhor vai ter que esperar na fila; porque tem muita gente querendo o mesmo...



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h40
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DECISÃO SENSACIONAL

Folha é condenada por erro
na publicação de fotografia.

A empresa Folha da Manhã Ltda. deve pagar indenização de R$ 250 mil por erro na publicação de fotografia. Numa de suas edições de domingo, em 2001, o jornal Folha de S. Paulo publicou a matéria intitulada "Bairro de São Paulo atrai vizinhança homossexual", na qual incluiu a foto de um advogado numa suposta insinuação de se tratar de público gay.

A foto foi publicada no caderno Cotidiano e fazia referência aos gays  "de armário" que agendavam encontros noturnos pela internet.  

A foto, segundo a defesa, foi tirada furtivamente, no momento em que o advogado abraçava um conhecido em frente a um café. Havia indicação de que o fotógrafo eliminou do enquadramento as respectivas esposas, que se encontravam no local. Apesar da imagem escura, era plenamente possível a identificação.

O jornal foi condenado em primeira instância a pagar RS 90 mil. Esse valor foi reduzido no Tribunal de Justiça de São Paulo para R$ 60 mil, valor considerado irrisório pelo STJ, que fixou a indenização em R$ 250 mil. 

A intervenção da Corte Superior no arbitramento do valor da indenização por danos morais só se dá por exceção, quando, por exemplo, o valor é considerado irrisório.

Para o ministro Ari Pargendler, relator do processo, a despeito de nenhum preconceito, ser identificado como homossexual pode, em determinados setores, ser extremamente negativo à imagem pública de um homem.

O advogado, que sustentou a defesa no STJ, ressaltou que até hoje responde a piadas em tom jocoso a respeito do assunto. A fotografia, aliada ao teor da reportagem, levava a crer, segundo o advogado, que ele pertencia ao público GLS.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h38
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BLACK HAWK DOWN 2  

Situação na Somália parece
prestes a piorar, se possível

O governo de transição da Somália parece ter finalmente morrido. Os etíopes que o têm mantido vivo há dois anos dizem que estão deixando o país, basicamente desligando os aparelhos.

Durante os últimos 17 anos, a Somália foi dilacerada pela anarquia, violência, fome e ganância. Parece que as coisas lá nunca podem ficar piores. Mas então elas ficam.

Os piratas da costa da Somália estão ficando mais atrevidos, astutos e de certa forma ricos, apesar de uma armada de navios ocidentais ao seu encalço.

Os carregamentos de auxílio alimentar emergencial mal conseguem evitar a fome da maior parte da população de 9 milhões de somalis.  

A ala mais fanática do movimento rebelde islâmico da Somália está ganhando território e impondo a lei islâmica com sua própria marca dura, como por exemplo, chicoteando dançarinas e apedrejando uma menina de 13 anos até a morte.

Jeffrey Gettleman/The New York Times  
Somalis carregam alimentos doados pelas Nações Unidas.

E agora, com o governo à iminência de um colapso e os islamitas prestes a tomar o controle pela segunda vez, a questão mais importante dentro e fora da Somália parece ser: E agora?

"Será sangrento", prevê Rashid Abdi, analista da Somália no Grupo de Crise Internacional, um instituto de pesquisa que acompanha conflitos em todo o mundo.

"Os etíopes decidiram deixar o governo de transição afundar. O caos se espalhará desde o sul até o norte. A época dos comandantes de guerra vai voltar".

Rashid vê a Somália se deteriorando num caldeirão de islamismo militante parecido com o Afeganistão, atraindo guerrilheiros linha-dura de Comores, Zanzibar, Quênia e outras áreas islâmicas vizinhas, num processo que parece já ter começado.

Esses homens eventualmente voltarão para casa, espalhando a ética assassina. "A Somália atingiu agora uma fase muito perigosa", disse. "A região inteira deve mergulhar em mais caos, infelizmente".

A maior parte das previsões diz algo parecido com isso: se os vários milhares de soldados etíopes se retirarem até janeiro, como afirmaram recentemente, os mais ou menos 3 mil pacificadores da União Africana que estão na Somália poderiam fazer o mesmo em breve, deixando a Somália totalmente aberta para os insurgentes islamitas que têm se aglomerado nos arredores da capital Mogadício.

O governo de transição, que na realidade controla apenas alguns quarteirões no país inteiro, entrará em colapso, assim como os 13 governos de transição anteriores. A única razão pela qual isso não aconteceu até agora são os etíopes.

O governo está uma bagunça nas últimas semanas - muitos diriam durante os últimos anos - com o presidente e o primeiro-ministro acusando-se amargamente em público pela crise do país. Mais de 100 dos 275 membros do parlamento estão no Quênia, recusando-se a voltar para casa, dizendo que serão assassinados.

Diplomatas ocidentais, oficiais da ONU e os etíopes finalmente parecem estar se voltando contra o presidente transitório, Abdullahi Yusuf Ahmed, um mal-humorado ex-comandante de guerra de seus 70 anos que se opôs a praticamente todas as propostas de paz.

"Yusuf deixou de ser visto como a solução e passou a ser visto como o problema", disse um diplomata ocidental no Quênia, falando sob condição de anonimato de acordo com o protocolo diplomático.

Mas o clã de Yusuf ainda o apóia, e os diplomatas ocidentais dizem que ele pode em breve fugir para a sua base de apoio no nordeste da Somália.

A maior parte dos analistas prevê que o povo de Mogadício, desgastado pela guerra, vai inicialmente receber bem os islamitas, por medo ou alívio.  

Em 2006, tropas islâmicas se aliaram aos anciões dos clãs e com homens de negócios para expulsar os comandantes de guerra que abusavam do povo somali desde que o governo central entrou em colapso pela primeira vez em 1991. Os seis meses em que os islamitas controlaram Mogadício foram, afinal, o período mais pacífico da história moderna da Somália.

Mas os islâmicos de hoje são um grupo mais duro e mais brutal do que os que foram expulsos pela invasão etíope, apoiada pelos Estados Unidos, no final de 2006.

A velha guarda incluía muitos moderados, mas a maioria deles que tentou trabalhar com o governo de transição falhou, deixando-os fracos e marginalizados, e retirando uma influência mitigadora sobre os rebeldes linha-dura.

Além disso, as operações sangrentas e impopulares do exército etíope durante os últimos dois anos radicalizaram muitos somalis e mandaram centenas de homens desempregados - a maioria dos quais nunca foi para a escola, nunca foi parte de uma sociedade funcional e nunca teve nenhuma chance de fazer nada além de carregar uma arma - para os braços dos grupos militantes islâmicos.

O grupo mais militante é o Shabab, uma força insurgente que reúne vários clãs e que os Estados Unidos classificam como uma organização terrorista.

Há apenas algumas semanas, o Shabab seqüestrou um homem que o grupo acusava de ser espião e lentamente serrou sua cabeça com uma faca sem fio, gravando todo o episódio em vídeo.

A Somália é quase 100% muçulmana, mas a maioria dos somalis são muçulmanos moderados.
Muitos analistas acreditam que a onda islâmica rebentará em breve porque os somalis irão inevitavelmente se irritar sob a rígida lei islâmica, especialmente quando os islamitas tentarem proibir sua querida khat, a folha levemente estimulante e onipresente que os somalis mastigam como chiclete.

Então, dizem muitos analistas, os grupos islamitas irão engolir a si mesmos, com a Etiópia e outros países vizinhos apoiando facções rivais, e com os comandantes dos clãs entrando na briga.  

Osman Mohamed Abdi, vice-presidente da Rede de Desenvolvimento para a Juventude Somali, uma organização sem fins lucrativos em Mogadício, chama essa possibilidade de "a pior catástrofe feita pelo homem".

Duas possibilidades podem evitar esse banho de sangue, mas ambas tem poucas chances de acontecer.

A Etiópia poderia postergar sua retirada até que uma força pacificadora maior chegasse. Mas com Darfur e agora o Congo precisando de pacificadores, há poucos voluntários para a Somália sem lei.

Ou então o governo de transição poderia dividir o poder com os islamitas. Há um documento chamado Acordo de Djibuti, recentemente assinado no vizinho Djibuti, que abre caminho para islamitas moderados se juntarem ao governo de transição.

Mas o problema com o Acordo de Djibuti, diz Rashid do Grupo de Crises Internacionais, é que "os interlocutores não têm poder de fato".

O colapso do governo e o desastre humano que se seguirá significariam o fracasso total dos esforços norte-americanos na Somália.

Os Estados Unidos fracassaram desastrosamente em sua missão pacificadora do início dos anos 90. (Lembram de "Black Hawk Down" - "Falcão Negro em Perigo', filme de Ridley Scott?).

Em 2005 e 2006, a CIA pagou alguns dos mais temidos comandantes de guerra da Somália para lutar contra os islamitas. O tiro saiu pela culatra.

No inverno de 2006, os Estados Unidos tentaram uma terceira abordagem, encorajando a Etiópia a invadir o país e apoiando os etíopes com ataques aéreos e inteligência norte-americana.

"O governo Bush fez um grande erro de cálculo", disse Dan Connell, que ensina política africana no Simmons College em Boston.

Ele comparou a situação com o envolvimento dos Estados Unidos no Líbano nos anos 80, "quando um aliado regional, Israel, nos levou para um Estado falido num esforço quixotesco para transformar um vizinho hostil num aliado conivente".

Isso apenas radicalizou a população, disse ele, acrescentando que na Somália, "novamente, nos tornaremos alvos".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h41
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EU TE DISSE!

Justiça determina que banco Opportunity indenize juíza em R$ 100 mil por danos morais

Do UOL Notícias

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o banco Opportunity, de Daniel Dantas, a pagar indenização de R$ 100 mil a juíza da 2ª Vara Empresarial, também do Rio, Márcia Cunha de Carvalho por danos morais. Segundo decisão tomada na última sexta-feira (5), a magistrada foi difamada após proferir sentença contrária ao banco.

Daniel Dantas é condenado

No último dia 2, o juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, condenou o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, a dez anos de prisão em regime fechado por corrupção ativa, por tentativa de suborno a um delegado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal

A juíza ofereceu queixa contra o Opportunity no final de 2005 em que alegava "a prática de difamação em notícias publicadas em jornais". A magistrada afirma que após conceder uma decisão contrária ao grupo, o que resultou na saída dele do controle da Brasil Telecom, passou a sofrer difamação "que macularam seu caráter no ambiente em que exerce as suas funções".

"É incontroverso que a referida decisão provocou da ré exceções de impedimento e suspeição da magistrada autora, bem como oferecimento de notícia de crime contra a referida, inclusive, incutindo-lhe a pecha de não ter sido de sua lavra a decisão então hostilizada", afirma na decisão o juiz Alessandro Oliveira Felix.  

"Não satisfeito, [o réu] ofereceu, ainda, queixa-crime contra a magistrada, imputando-lhe a prática de crime de difamação em notícias publicadas pelos jornais ´O Globo´ e ´ Folha de São Paulo´, bem como propôs revisão disciplinar em desfavor da mesma perante o Conselho Nacional de Justiça", continua a sentença.

Ainda segundo a decisão da Justiça, as difamações teriam também causado constrangimento aos filhos da magistrada e à saúde dela, com "conseqüências psíquicas" e necessidade de acompanhamento médico.
A juíza deve receber a indenização de R$ 100 mil, corrigidos monetariamente, desde a data da sentença e acrescidos de juros de 12% a partir da data da citação.

A assessoria de imprensa do banco Opportunity afirmou que deve entrar com um recurso contra a decisão.

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  •  Defesa afirma que processo é "nulo" e juiz é "suspeito"


  • Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h40
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    BLOOMIN' ONION

    Anel de Cebola

    Para quem não sabe a Bloomin' Onion, um dos carros-chefes do Outback, é uma cebola gigante fatiada em forma de flor, empanada e servida com molho.

    O sucesso do prato é comprovado pelo número de pedidos por mês: 40 mil.

    Outback Iguatemi Salvador

    Avenida Tancredo Neves, 148 - Loja 05 A Piso 3 - Quadra Z5 - Caminho das Árvores
    Shopping Iguatemi
    Salvador - BA
    Telefone: (71) 3450-1280
    Fax: (71) 3450-1279



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h19
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    FRASE DO DIA

    "Sex shops são como a Disneylândia. Não resolvem a vida de ninguém, mas divertem".

    Cláudia Raia, atriz, falando sobre sua criatividade sexual.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h14
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    TEM QUE MULTAR

    by Maria Inês Dolci

    Não foi novidade que empresas campeãs de queixas nas entidades de defesa do consumidor não tenham cumprido a regulamentação dos Serviços de Atendimento ao Consumidor de setores regulados, no primeiro dia em que deveria vigorar.

    Ou os Procons começam a multar as empresas que estão desrespeitando a regulamentação dos call centers quanto ao tempo de espera e melhor qualidade de atendimento ou essa será mais legislação a não "pegar".

    Enquanto as empresas que não têm uma cultura de valorização do cliente não sentirem no bolso o custo, não vão mudar sua postura. A multa pode chegar a até R$ 3 milhões.

    É assim que funciona! Por isso, é importante denunciarmos ao Procon todas as vezes que não tivermos o atendimento que merecemos!



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h12
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    EVITE CONTRARIAR O SER HUMANO, EVITE

    Homem é morto por não largar microfone em karaokê

    Um homem foi assassinado a facadas na Malásia depois de ter se recusado a largar o microfone em um karaokê na cidade de Sandakan, no leste da ilha de Bornéu, segundo informações da polícia local.

    Abdul Sani Doli, de 23 anos, aparentemente irritou os outros freqüentadores do karaokê quando se recusou a deixar o palco depois de cantar algumas canções.

    Segundo a imprensa malaia, a recusa resultou em uma discussão, que seguiu para fora do bar, se transformando na briga em que o jovem foi assassinado.

    Ele levou um soco antes de ser esfaqueado, e seu corpo foi encontrado a uma pequena distância do bar.

    O chefe de polícia de Sandakan Rosli Mohd Isa disse que duas pessoas estão sob custódia policial, ajudando nas investigações.

    A prática do karaokê, em que cantores amadores interpretam suas músicas favoritas, surgiu no Japão e se tornou extremamente popular em toda a Ásia nos anos 80, antes de se espalhar pelo resto do mundo.



    Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h09
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