PODEROSO CHEFÃO - RESTORATION 
Para a maioria dos filmes o tempo é um processo infalível de maldição. Já para poucos outros o passar dos anos funciona como progresso no sentido da graça. Um exemplo são as variações nas muito freqüentes listas de melhores de todos os tempos. Desde que a mania foi inventada nos anos 50 pela publicação britânica “Sight & Sound”, a presença de títulos com pouca idade sempre se manteve rarefeita. Na última seleção, publicada em 2002, o único “jovem” (quero dizer, título com menos de 40 anos) a obter um lugar entre os dez primeiros foi a dobradinha “O Poderoso Chefão” 1 e 2. Era simples conferir o valor do trabalho de Coppola nesses dois filmes (finalizados como trilogia pelo injustamente considerado “menor” “O Poderoso Chefão 3”). Uma coleção especial, lançada em 2004, reunira os três filmes numa caixa, completada por um quarto DVD bem nutrido de extras. E encontrava-se com facilidade em locadoras com bom acervo. Mas para quem viu ou adquiriu esta versão, vale um aviso: pelo menos os dois primeiros filmes da série acabam de deixar de ser aqueles que integravam o pacote. Explica-se: com o sucesso alcançado, os negativos dos filmes foram rodados à exaustão. Resultado: o filme que circulava, desde as versões exibidas na TV nos anos 70, passando pelas obsoletas cópias em VHS até as relativamente recentes edições em DVD, não passa de pálida imitação ou completa adulteração do original que estreou nos cinemas em 1972. Não é só para efeito de marketing que a caixa de DVDs lançada na semana passada vem acompanhada do subtítulo “The Coppola Restoration”. O trabalho de restauração, executado por técnicos da Paramount, trouxe à tona outro filme. Com a consultoria rigorosa de Gordon Willis, fotógrafo da trilogia, os escuros e as luzes que se intercalam e se confrontam ao longo dos três longas recuperaram sua intensidade. Willis inovou o modo de fotografar da época ao adotar um procedimento singular para alcançar os tons escuros que caracterizam a imagem de “O Poderoso Chefão”. Em amplas seções de cenas certas, a baixíssima luminosidade impedia que o negativo fosse exposto, alcançando um grau de tons escuros que não existia no cinema. Em contraposição, Willis concebeu uma pátina dourada nas seções com incidência de luz focalizada, sobretudo nos rostos, obtendo extraordinários efeitos dramáticos. Já em certas cenas em espaços abertos superiluminados, como na seqüência do casamento na abertura do primeiro título, arrisca-se nos limites da saturação, criando uma variação de tons e luminosidades que reiteram a saga sentimental dos Corleone. Com o excesso de copiagem, os tons escuros perderam nuances enquanto os dourados e rosados se tornaram amontoados de laranjas indistintos. Pior ainda foi o que aconteceu com a fotografia em cenas com luz difusa, que ganharam aparência de esfumaçadas, totalmente ausentes da concepção original. A mudança mais impactante pode ser verificada na cena chave em que o personagem de Al Pacino atira no capitão de polícia e no mafioso, selando seu destino no mundo do crime. Com a restauração das cores e luzes, vê-se a atuação de Pacino toda concentrada nos movimentos de músculos da face, antes apagada pelo obscurecimento da imagem. O documentário “Emulsional Rescue”, que integra o pacote dos extras da versão restaurada, explica estes e outros detalhes técnicos do processo e compara as alterações sofridas pela película em 25 anos. Depois de assisti-lo, basta apertar o “play” do DVD de “O Poderoso Chefão” 1 e 2 para logo descobrir por que o tempo faz bem para alguns poucos e lança tantos outros na fogueira do esquecimento.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h44
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Cabe indenização por danos morais quando banco envia cartão de crédito sem solicitação Cabe indenização por danos morais quando uma instituição financeira, na ausência de contratação dos serviços, envia cartão de crédito e faturas de cobrança da respectiva anuidade ao consumidor. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não atendeu ao recurso de um banco e manteve a decisão de segunda instância que condenou a instituição ao pagamento de uma indenização por danos morais a uma consumidora gaúcha.
Segundo dados do processo, a consumidora recebeu um cartão de crédito não solicitado e mais três faturas no valor de R$ 110 cada uma, referentes à anuidade. Ela tentou cancelar o cartão e as cobranças indevidas, mas o banco se negou a efetuar os cancelamentos.
A consumidora, então, ajuizou ação de indenização por danos morais cumulada com declaratória de inexistência de débito contra a instituição financeira, alegando abalo moral, já que o banco não cancelou o cartão e as cobranças, conforme ela havia requerido.
O banco, por sua vez, argumentou que o cartão foi solicitado pela consumidora, que os valores relativos à anuidade foram estornados e que dos fatos narrados não adveio qualquer prejuízo moral a ensejar a reparação pretendida.
Em primeira instância, o pedido foi julgado procedente, declarando a inexistência do débito. Além disso, o banco foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 10 mil a título de danos morais, a ser corrigida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desde a decisão, somando os juros legais moratórios de 1% ao mês, a partir da citação, ambos até a data do efetivo pagamento.
A instituição financeira apelou da sentença. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) deu parcial provimento à apelação, somente para reduzir o valor da indenização. Para o TJ, o ato de enviar o cartão de crédito sem a devida solicitação da consumidora, bem como as faturas para a cobrança da anuidade viola o Código de Defesa do Consumidor (CDC), caracterizando prática abusiva, passível de indenização a título de danos morais.
Inconformado, o banco recorreu ao STJ, argumentando que não foi comprovado o dano moral, não havendo, conseqüentemente, o dever de indenizar. Sustentou, ainda, que a situação vivenciada pela consumidora, o recebimento de um cartão de crédito e de algumas faturas que posteriormente foram canceladas, configura um mero aborrecimento, não podendo ser considerada como uma das hipóteses em que a simples prova do ato ilícito gera o dever de indenizar, sendo necessária a prova do dano efetivamente sofrido.
Ao analisar a questão, o relator, ministro Sidnei Beneti destacou que o envio de cartão de crédito não solicitado é conduta considerada pelo CDC como prática abusiva. Para ele, esse fato e os incômodos decorrentes das providências notoriamente dificultosas para o cancelamento significam sofrimento moral, já que se trata de uma pessoa de idade avançada, próxima dos cem anos de idade à época dos fatos, circunstância que agrava o sofrimento moral.
O ministro ressaltou também que, para presumir o dano moral pela simples comprovação do fato, este tem de ter a capacidade de causar dano, o que se apura por um juízo de experiência. Por essa razão, é presumido o dano moral em casos de inscrição indevida em cadastros de proteção ao crédito ou de recusa indevida de cobertura por plano de saúde.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h40
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FRASE DO DIA: "Não somos mais tão poderosos quanto costumávamos ser porque, durante as últimas três décadas, os valores asiáticos da geração de nossos pais - trabalhe duro, estude, economize, invista, viva de acordo com seus meios - deram lugar a valores 'subprime', inferiores: 'você pode ter o sonho americano - uma casa - sem dar entrada e sem pagar nada por dois anos'." Thomas Friedman, famoso economista americano, explicando a condição atual de seu país.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h54
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COMO FUNCIONAM OS BANCOS Um rapaz entrou numa agência do bancária, dirigiu-se ao caixa e disse:
- Eu quero abrir uma porra de uma conta nessa merda desse banco! A moça do caixa, totalmente atônita, respondeu: - O senhor me perdoe, mas eu acho que não entendi direito. O que o senhor disse? Poderia repetir, por favor?
- Vê se ouve dessa vez, caralho! Eu disse que quero abrir uma porra de uma conta nessa merda de banco!
Ela pediu licença e dirigiu-se ao gerente, para informá-lo da situação francamente desagradável.
Ele concordou que ela não era obrigada a ouvir palavreado tão chulo.
O gerente se dirigiu, junto com ela, ao caixa e falou:
- Senhor, o que está ocorrendo? Algum problema?
- Não tem merda de problema nenhum, porra! Eu acabei de ganhar R$ 58 milhões na mega sena e quero abrir uma porra de conta nessa merda de banco, caralho!
E o gerente:
- Sei, sei, entendo... e pelo visto, essa vadia filhadaputa está dificultando as coisas para o senhor?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h38
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DINHEIRO, USE COM PARCIMÔNIA 
Educação financeira é um dos assuntos do momento entre os adultos que participam da educação dos mais novos. Pais e escolas querem que crianças e adolescentes tenham uma visão equilibrada do dinheiro e de seu uso. Tarefa difícil, principalmente quando lembramos que vivemos na era do consumo. Para os adultos, já é difícil lidar com essa questão. Com maior regularidade do que eu gostaria, me surpreendo comprando pequenas inutilidades domésticas. Com muito custo, consegui superar o gasto com as grandes inutilidades. Pessoas conhecidas gastam mais do que deveriam e contraem dívidas desnecessárias: carros maiores do que precisam, inovações tecnológicas que pouco facilitam a vida, roupas e acessórios caríssimos, entre outras coisas. E queremos ensinar o uso parcimonioso do dinheiro! Corretíssimo que nosso anseio seja o de que eles nos superem e não repitam nossos defeitos -faz parte dos princípios de uma boa educação. Entretanto, poderíamos fazer mais do que tentar introduzir na escola -para citar um exemplo- a educação financeira. Poderíamos começar reduzindo a lista de materiais que os pais compram para os filhos iniciarem animados o ano letivo. Dei uma rápida olhada em listas enviadas pelas escolas e conversei com algumas mães a respeito. Comecemos pelos pedidos das escolas. Crianças que frequentam a educação infantil precisam levar de 100 a 500 (!) folhas de papel, fora os lápis coloridos, papéis e tintas dos mais variados tipos, colas, pastas, cadernos, agenda etc. Alunos que frequentam o ensino fundamental e médio precisam levar agenda, cadernos espirais com cem folhas, calculadora e livros, muitos livros! Ah, se a relação entre quantidade de material e aprendizagem fosse direta! Mas não é o que tem ocorrido, como indicam as avaliações internacionais. Como se não bastasse o exagero dos pedidos de muitas escolas, os pais adicionam outras coisas às listas: malas enormes, mochilas de marca, estojos com múltiplos compartimentos e lápis, canetas e borrachas suficientes para recheá-los. Para ir à escola são necessários poucos acessórios: um lápis, uma caneta, uma borracha, um apontador, um caderno e os livros. Basta isso, já que não são tais objetos os responsáveis pelo bom aproveitamento do aluno. Aliás, quanto mais material, maior a distração e menor a disposição para a concentração e o esforço para aprender. Bem, mas não é só em relação ao material escolar que os pais ensinam o mau uso do dinheiro aos filhos: é também no valor da mesada que dão, na compra de roupas, brinquedos e outras coisas que eles já têm - e em grande quantidade. Como as crianças aprendem principalmente observando os pais, seria bom que eles fizessem mais do que colocar o filho em cursos de educação financeira. Rever os próprios hábitos de consumo e usar a mesada como estratégia educativa talvez sejam os recursos mais poderosos que os pais têm para dar uma boa educação financeira aos filhos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h04
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FRASE DO DIA: "Os homens nerds dão muito valor quando encontram uma mulher com a qual se identificam, tipo que entenda as sua piadas sobre Monty Python e não torça o nariz sempre que o namorado chegar com um filme de zumbis novo ou tiver gastado uma fortuna obscena naquele encadernado do Sandman. Por isso eu acho que "agarrar" um nerd de vez mesmo, só outra nerd. Ou a Scarlett Johansson (risos). "
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h58
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TIRANDO DINHEIRO NO CAIXA ELETRÔNICO
VERSÃO MASCULINA
Chega ao caixa automático Desliga o motor do carro Tranca a porta do carro Entra no quiosque Insere o cartão Digita a quantia e a senha Pega o cartão Confere o dinheiro Retira o recibo Sai do quiosque e vai embora
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h57
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TIRANDO DINHEIRO NO CAIXA ELETRÔNICO
VERSÃO FEMININA:
Chega ao caixa automático Verifica a maquiagem no espelhinho do carro Desliga o motor Tranca a porta Põe as chaves na bolsa Vai ate o quiosque Procura o cartão na bolsa Tira as chaves e põe no bolso da calca Tira a carteira Tira o celular Fuça dentro da bolsa por três minutos (ou mais) até achar o cartão Coloca tudo de novo na bolsa Coloca o cartão também Procura o cartão na bolsa Tira a carteira Tira o celular Tira a caixa de lenços de papel Fuça dentro da bolsa por mais três minutos Acha o cartão Coloca o cartão na boca para não devolver a bolsa Põe tudo de novo dentro da bolsa prestando atenção Entra no quiosque Insere o cartão Se lembra de que não sabe a senha de cor Tira a carteira Tira o celular Tira a caixa de lenços de papel Procura na bolsa o papelzinho onde ela escreveu a senha Fuça na bolsa por mais dois minutos ate achar a senha Põe tudo de novo na bolsa Digita a senha Estuda as instruções por dois minutos Estoura o tempo limite Começa tudo de novo Digita o valor que quer retirar O caixa eletrônico informa: "saldo insuficiente" Tecla "cancela" Tecla novamente a senha Verifica o saldo Começa de novo Digita o valor permitido para retirada Retira o dinheiro Sai do quiosque Procura as chaves na bolsa Tira a carteira Tira o celular Tira a caixa de lenços de papel Fuça na bolsa por pelo menos quinze minutos Joga tudo o que existe na bolsa no capo do carro Não acha as chaves Chuta o carro de raiva Dispara o alarme Pega o celular Liga para o marido pedindo para trazer as chaves Lembra que as chaves estão no bolso Liga para o marido avisando Pega as coisas do capo do carro Põe na bolsa Entra no carro Desliga o alarme Confere a maquiagem Liga o carro Sai com o carro Anda doze quilômetros Solta o freio de mão...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h55
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THIS IS THE NOISE THAT KEEPS ME AWAKE
A ciência do sarcasmo (não que você se importe)
A percepção do sarcasmo, a insolente crítica que enterra sua observação ao afirmar o oposto, exige um truque mental que está no coração das relações sociais: adivinhar o que os outros estão pensando.
Não havia nada muito interessante no estudo da Dra. Katherine P. Rankin sobre o sarcasmo - pelo menos, nada que valesse o tempo usado no estudo. Tudo o que ela fez foi usar a ressonância magnética para encontrar o lugar no cérebro onde reside a habilidade de detectar o sarcasmo. Então, você provavelmente já sabia que era no giro hipocampal.
O que você pode não ter percebido é que a percepção do sarcasmo, a insolente crítica que enterra sua observação ao afirmar o oposto, exige um esperto truque mental localizado no coração das relações sociais: adivinhar o que os outros estão pensando.
Aqueles que perdem a habilidade, através de um ferimento na cabeça ou da demência frontotemporal que aflige os pacientes do estudo de Rankin, simplesmente não entendem quando alguém diz "que tempo lindo" durante um furacão. "Grande parte do conhecimento social que tomamos como certo e que aprendemos na infância, a habilidade de apreciar que alguém está sendo irônico ou sarcástico ou nervoso - a suposta teoria da mente que nos permite entrar na mente de outra pessoa -, é caracteristicamente perdida muito cedo no curso da demência frontotemporal," diz o Dr. Bradley F. Boeve, um neurologista comportamental da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota.
"É muito perturbador para os membros da família, mas neurologistas não tinham boas ferramentas para medir isso", diz ele. "É por isso que achei o estudo de Kate Rankin e seu grupo tão fascinante".
Rankin, uma neuropsicóloga e professora-assistente no Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia, em São Francisco, utilizou um teste inovador desenvolvido em 2002, o Teste de Reconhecimento de Inferência Social, ou Tasit.
Ele incorpora vídeos de exemplos de trocas, nos quais as palavras de uma pessoa parecem suficientemente diretas no papel, mas são faladas num estilo sarcástico tão óbvio ao cérebro capaz que ficam parecendo elevadas a uma comédia.
"Eu estava testando a habilidade das pessoas em detectar o sarcasmo apenas com base em dicas paralingüísticas, a maneira de expressão", diz Rankin.
Em uma troca de vídeo, um homem entra na sala de uma colega chamada Ruth para informá-la de que ele não poderá fazer a aula dela conforme havia prometido. "Não seja tolo; você não deve se sentir mal a respeito disso", ela responde, atingindo os altos e baixos típicos de quem fala com bebês. "Eu sei que você está ocupado - provavelmente não seria justo esperar que você encaixasse mais esse compromisso", diz ela, seus lábios curvados em zombaria.
Embora pessoas com um brando mal de Alzheimer tenham percebido o sarcasmo como qualquer um, ele passou batido em muitos dos que tinham demência semântica, uma doença cerebral progressiva pela qual as pessoas esquecem palavras e seus significados. "Achávamos que, por perderem a linguagem, eles prestariam mais atenção aos elementos paralingüísticos da comunicação," diz Rankin.
Para sua surpresa, entretanto, as leituras de ressonância magnética revelaram que a parte do cérebro perdida entre os que falharam em perceber o sarcasmo não estava no hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pela linguagem e interações sociais, mas em uma parte do hemisfério direito identificada como importante apenas para detectar cenários contextuais em testes visuais.
"O giro hipocampal direito precisa ser usado para detectar mais do que somente contexto visual - ele também percebe contextos sociais", diz Rankin.
A descoberta combina com uma visão com cada vez mais nuances do papel do hemisfério direito, diz o Dr. Anjan Chatterjee, professor associado no Centro de Neurociência Cognitiva na Universidade da Pensilvânia.
"O hemisfério esquerdo cuida da linguagem no sentido limitado, compreendendo palavras e sentenças individuais", diz Chatterjee. "Mas agora acredita-se que a avaliação do humor e da linguagem não-literal, trocadilhos e piadas, exige o hemisfério direito."
Boeve, da Clínica Mayo, diz que além do fator curiosidade em mapear as tarefas cognitivas dos sulcos e rugas do cérebro, o estudo ofereceu esperança de que um teste como o Tasit pode ajudar no diagnóstico da demência frontotemporal.
"Essas pessoas normalmente se saem muito bem em testes neuropsicológicos tradicionais, durante os estágios iniciais da doença," diz ele. A família dirá que eles mudaram dramaticamente mas, muitas vezes, mesmo neurologistas vão mandá-los para casa dizendo que se trata apenas de uma crise da meia-idade.
Não conseguindo fazer tal teste, ele diz, a melhor maneira de diagnosticar esses problemas é conversando com membros da família sobre como a pessoa tem mudado com o tempo.
Depois de apresentar suas descobertas no encontro anual da Academia Americana de Neurologia em abril, Rankin foi questionada se até mesmo aqueles com cérebros intactos podem ter diferenças em áreas do cérebro que explicam seu nível de percepção do sarcasmo.
"Todos nós temos pontos fortes e fracos em nossas habilidades cognitivas, incluindo nossa habilidade em detectar dicas sociais," diz ela. "Pode haver diferenças baseadas em volume em certas regiões que explicam variações em todos os tipos de habilidades cognitivas."
Então é possível que Jon Stewart, que empunha o sarcasmo como uma espada no programa "The Daily Show," tenha um giro hipocampal direito extraordinariamente grande?
"O dele provavelmente é apenas normal," diz Rankin. "O giro hipocampal direito é usado para detectar o sarcasmo, não em ser sarcástico." Porém, ela rapidamente acrescenta, "Eu aposto que Jon Stewart tem um enorme lóbulo frontal direito; é aí que o senso de humor é detectado na ressonância magnética."
Um porta-voz de Stewart diz que ele não tem comentários a fazer - não que uma grande estrela da televisão como Jon Stewart se preocuparia com o tamanho de sua anatomia neurológica.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h35
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Blog narra as aventuras do primeiro e único Morsa Japa natural de Mogi-Miri (Igom) na Big Apple em Dezembro/2008. My regards, captain, oh, my captain!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h24
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Atenção, viciados em compras: a sua fraqueza pode ser uma doença de fato
Primeiro foi o tapete de US$ 87 mil de John A. Thain. Depois foi o plano de um jato corporativo de US$ 50 milhões do Citigroup.
Nesta semana foi a vez do mundo da política se envolver, quando o inspetor-geral do Estado de Nova York divulgou um relatório dizendo que Antonia C. Novello, a ex-comissária de saúde do Estado, tinha uma tendência de consumo tão arraigada que fazia os funcionários de seu gabinete a acompanharem em expedições de compras na Macy's, Saks Fifth Avenue e três shoppings diferentes na área de Albany.
O consumo indevido certamente foi proeminente no noticiário recentemente, mas a questão também está na base de um debate bem mais contencioso em andamento. À medida que os consumidores continuam gastando enquanto a economia despenca, o mundo psiquiátrico está tentando decidir se o consumo compulsivo deve ser de fato considerado uma doença.
Pelo menos por ora, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais -que é conhecido pela sigla DSM (em inglês) e é uma espécie de bíblia dos males psicológicos- não lista tecnicamente a condição como uma doença. Apesar do "shopaholism" (ou compra compulsiva), como dizem os leigos, ter sido reconhecido pela comunidade psiquiátrica alemã como parte das desordens obsessivo-compulsivas, ela ainda aguarda seu dia nos Estados Unidos.
Segundo April L. Benson, autora de "I Shop, Therefore I Am: Compulsive Buying and the Search for Self", esse dia certamente chegará.
"No seu melhor aspecto, comprar é uma atividade que pode promover a definição de si mesmo, até mesmo uma cura", disse Benson em uma entrevista na tarde de terça-feira. "Mas como qualquer comportamento, ele pode sair de controle. Em casos extremos, não há dúvida de que é uma desordem. Ele pode ser perigoso como uma droga ou um vício em álcool. É de conhecimento que suicídios são cometidos por causa de dívidas."
Não há sugestão de que Novello ou Thain, que foi afastado após o Bank of America ter assumido o Merrill Lynch, o banco de investimento gigante que ele dirigia, sofram de alguma desordem.
Mas o inspetor-geral estadual escreveu que um dos subordinados de Novello disse que seu "gosto por compras era tão conhecido que os funcionários do gabinete lhe davam folhetos e cupons de vendas para encorajá-la a deixar o gabinete, para que não precisassem trabalhar até tarde."
O relatório, que também acusou Novello de uso indevido dos funcionários do Estado para outras tarefas pessoais, foi encaminhado ao procurador-geral de Albany County. O advogado de Novello, E. Stewart Jones, que não retornou um telefonema na terça-feira pedindo comentário, disse que ela não fez nada que mereça um processo criminal.
A primeira menção de compra compulsiva na literatura médica ocorreu no início dos anos 1900 por dois discípulos de Freud, Eugene Bleuler e Emil Kraepelin, que cunharam o termo oniomania -da raiz grega "onios", que significa à venda- em referência às pessoas obcecadas por fazer compras. Bleuler escreveu sobre os "maníacos por compras" para os quais até mesmo os gastos mais simples "são compulsivos e os levam a contrair dívidas de forma insensata". Ele sugeriu que a condição era semelhante à cleptomania, a descrevendo como uma forma de "insanidade impulsiva".
Um importante especialista do campo, o dr. Donald W. Black, um professor de psiquiatria da Universidade de Iowa, sugeriu que os compradores compulsivos tendiam a ser mulheres com parentes também predispostos a gastanças, que vivem em áreas com oferta abundante de bens e renda disponível para comprá-los. Ele acrescentou que os testes clínicos para tratamento da condição foram atrapalhados pela falta de verbas do governo.
Mas há pessoas que questionam se a oniomania deve, de fato, ser incluída no DSM, incluindo o dr. Jack Drescher, um psiquiatra de Manhattan e ex-presidente da divisão do Condado de Nova York da Associação Psiquiátrica Americana. Após ponderar que a condição pode não ter muito "efeito transcultural" ("Não há compradores compulsivos nos países pobres"), Drescher disse: "A questão é, há uma pressão pura de comportamento social que leva as pessoas às compras e nada mais?"
Para Ellen Mohr Catalano, uma treinadora de executivos e ex-guru de autoajuda, a questão crucial é o tratamento. Catalano, co-autora de "Consuming Passions: Help for Compulsive Shoppers", sugeriu pegar o vício de alguém em uma mão e "distanciá-lo de quem você realmente é".
"Você não diz a si mesmo que não pode fazê-lo, que não pode ter", ela alertou. "É preciso dar a si mesmo algum espaço."
Mas para a economia isso importa, disse Benson. Em tempos de vacas gordas, os consumidores compulsivos trabalham com fervor adicional para adquirir coisas por exibicionismo e status. Mas em tempos de vacas magras, sua culpa é uma mistura conflitante de vergonha (desemprego em massa) e tentação (ofertas e liquidações).
"É como dar fósforos a um piromaníaco", ela disse.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h14
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ACIDENTE DAS FREIRAS Um trem bate em um ônibus cheio de freiras, e todas morrem.
Elas estão todas em frente a São Pedro, tentando atravessar os portões do paraíso.
O santo pergunta à primeira freira:
- Irmã Teresa, você alguma vez teve contato com um pênis?
A irmã sorri, timidamente, e responde:
- Bem, uma vez eu toquei a cabeça de um, com a pontinha do meu dedo.
- OK. - diz o porteiro do Céu. Enfie a ponta do dedo nesta bacia de água benta e atravesse o portão...
São Pedro pergunta à segunda freira:
- Irmã Beatriz, você alguma vez teve contato com um pênis?
A irmã reluta um pouco, mas responde:
- Bem, uma vez segurei e acariciei um...
- Sendo assim, - determina São Pedro - enfie a mão toda na água benta e atravesse o portão.
De repente, forma-se um tumulto na fila das freiras.
Uma delas começa a empurrar as outras para passar na frente.
Quando a freirinha afoita chega ao início da fila, São Pedro pergunta: - Irmã, Irmã qual o motivo da pressa?
E a freira responde:
- É que se eu vou ter que fazer gargarejo com essa água, melhor fazer agora, antes que a Irmã Joana lave a bunda...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h12
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Segundo a tradição, consumir nhoque durante os dias 29 de cada mês traz prosperidade e sucesso. A origem da simpatia vem de uma antiga lenda romana que conta a história de um casal pobre, que recebeu um frade para o jantar num dia 29. Após a saída do frade, o casal notou que havia moedas de ouro sob os pratos e, desde então, comer a massa nesta data passou a ser sinônimo de fortuna e sorte.
Confira as receitas:
Nhoque ao molho pomodoro Ingredientes: ½kg de batatas 2gemas 100g de queijo parmesão 3 colheres de farinha Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Cozinhe a batatas. Depois as esprema e junte todos os outros ingredientes. Misture tudo até formar uma massa consistente. Faça rolinhos com a massa e corte os pedaços de cerca de 1 cm.
Aqueça 3 litros de água em uma panela e acrescente 1 colher (sopa) de óleo e 1 colher (chá) de sal. Jogue os pedaços da massa na água e espere até subam à superfície. Conforme forem subindo, vá retirando da panela.
*Ingredientes do molho pomodoro 5 tomates sem pele e sem casca picados 500ml de azeite 1 dente de alho picado Orégano, sal e açúcar a gosto Folhas de manjericão a gosto
Preparo:
Refogue o alho no azeite e acrescente os tomates. Depois, coloque o orégano, o sal, o manjericão e o açúcar a gosto. Deixe cozinhar até dar o ponto de molho.
Nhoque de batata com tomate seco
Ingredientes: ½kg de batata 200g de farinha de trigo 200g de tomate seco picado 3 gemas de ovos
Preparo:
Cozinhe a batata e espere esfriar para espremer. Adicione a farinha de trigo, as gemas e o tomate seco picado. Amasse bem para misturar todos os ingredientes e deixar a massa homogênea. Separe em pequenas porções e coloque em uma superfície lisa e untada com um pouco de farinha de
trigo. Com as duas mãos posicionadas lado a lado pressione suavemente e role cada porção de massa de um lado para o outro até formar uma tira fina e comprida. A espessura da tira será a espessura do nhoque.
Em seguida, corte em cubos de aproximadamente dois dedos de largura. Cozinhe em água fervente e abundante. Quando o nhoque subir à superfície, estará no ponto.
*Ingredientes do molho rosé: 250ml de molho ao sugo 250ml de creme de leite 3 colheres de sopa de queijo ralado fiapos de tomate seco
Preparo:
Misture o molho ao sugo, o creme de leite e o queijo ralado. Deixe ferver até apurar. Coloque os fiapos de tomate seco a gosto.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 06h43
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RANKING DA MASSA No último levantamento mundial, de 2005, o Brasil aparece em terceiro lugar na produção mundial de massas, o segundo nas Américas, com 1 milhão de toneladas por ano. A Abima afirma, no entanto, que esse número fechou em 1,270 milhão em 2007. No ranking de consumo per capita, o Brasil ocupa o 12º lugar, com 6,6 quilos por ano (veja tabela abaixo). O faturamento da indústria de massas foi de R$ 4,5 bilhões em 2007 e deve crescer 5% neste ano. Sem nenhuma surpresa, a Itália, país das nonas e tradicional consumidora de massas, lidera os dois rankings. O país europeu produz mais de 3 milhões de toneladas por ano de massas e o consumo per capita anual é de 28 quilos. O Brasil também dá seus passos para aumentar a produção de trigo. O país consome, segundo dados do setor de 2007, cerca de 10,5 milhões de toneladas de trigo por ano na indústria, mas produz apenas 3 milhões. Para a próxima safra, a estimativa é de aumento para 4 milhões de toneladas. Para atender a demanda, a indústria importa, principalmente, da Argentina. Pelo menos importava, já que o país vizinho tem evitado as exportações e as últimas remessas foram feitas quase a conta-gotas. A dependência da produção argentina não é, no entanto, o principal motivo para a alta dos preços aqui. A forte demanda mundial, causada pelo aumento do consumo na China e Índia, pressionou os preços no mercado internacional. 'É claro que o ideal é reduzir essa dependência e inverter a porcentagem, produzindo 70% do que a indústria consome e importando 30%, o que ajudaria muito a segurar a inflação dos alimentos', afirma Zanão. Pesquisa realizada pela Abima revela que 79% das massas consumidas no chamado food service, como restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, são industrializadas. A pesquisa é apresentada em feira do setor que acontece em São Paulo.
Divididos por segmento, o levantamento aponta que o índice é de 76% entre os restaurantes, 80% nas lanchonetes, 66% em fast foods, 90% em hotéis e 100% em refeições coletivas. Segundo dados da entidade, 40% dos setores com refeição fora do lar preferem as massas industrializadas pela qualidade e 20% apontam as vantagens com o preço. Ranking de produção mundial de massas |
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| Class. | País | Produção |
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1º | Itália | 3,047 milhões | 2º | EUA | 1,165 milhão | 3º | Brasil | 1 milhão | 4º | Rússia | 859 mil | 5º | Turquia | 512 mil | 6º | Egito | 400 mil | 7º | Venezuela | 325 mil | 8º | Alemanha | 259 mil | 9º | México | 258 mil | 10º | Espanha | 248 mil | 11º | França | 243 mil | 12º | Peru | 227 mil |
Fonte: Abima Consumo de massas per capita/ano |
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| Class. | País | Consumo |
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1º | Itália | 28 quilos | 2º | Venezuela | 13 quilos | 3º | Tunísia | 11,7 quilos | 4º | Suíça | 9,8 quilos | 5º | EUA | 9 quilos | 6º | Grécia | 8,7 quilos | 7º | Peru | 8,4 quilos | 8º | Chile | 8,3 quilos | 9º | Suécia | 8 quilos | 10º | França | 7,4 quilos | 11º | Portugal | 6,7 quilos | 12º | Brasil | 6,6 quilos |
Fonte: Abima
Escrito por Eduardo Lorenzo às 06h38
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Granola, aveia, castanha-do-pará e de caju, nozes, amêndoas, banana, inhame, mandioca, batata-doce, pão integral e barrinhas de cereal dão pique total. Por isso, invista neles. “Esses alimentos são do grupo dos carboidratos complexos, que fornecem energia de forma gradual ao longo do dia. Na prática, vale comer uma dessas opções uma hora antes da ginástica.”, explica a nutricionista esportiva Amélia Duarte. “Outro bom estimulante é o chá verde. Por ser rico em cafeína e ter ação antioxidante, a bebida protege o organismo contra os radicais livres”, afirma.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 06h33
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GONÇALVES, O CARA O casal estava assistindo televisão, à noite. O marido diz: - Posso saber por que você está emburrada desde que eu cheguei?
E, irada, a mulher responde:
Hoje completamos 20 anos de casados e estamos aqui,parados em frente a esta televisão... - MEU DEUS! Eu estava tão atarefado que esqueci completamente! Perdoe, minha querida. Vá pôr seu melhor vestido de noite e vamos sair! Você terá uma noite inesquecível!
- Ah, querido, eu sabia que você não era um monstro insensível....
À entrada do restaurante, o maitre, todo solícito:
- Boa noite, senhor! ... e fala em seguida para o garçom:
- Prepare a mesa do senhor Gonçalves.
A mulher:
- Parece que eles te conhecem bem por aqui, querido...
- Ah é!... Acho que eu vim aqui para almoçar com alguns clientes....
Eles acabam de jantar e o marido propõe de irem a uma boate.
Na entrada tem uma fila enorme.
O marido diz à mulher que vai arranjar tudo e se dirige ao porteiro:
- Salve Fortão!!! Como vai essa força?
E o Fortão:
- Tá muito bem, Sr. Gonçalves. Pode ir entrando!
Dentro da boate, o dono vem falar com eles:
- Boa noite, Sr. Gonçalves!
E diz, logo em seguida:
- Liberem a mesa do senhor Gonçalves!!
A mulher, desconfiada:
- Você vem sempre aqui?
- Ah, não! O dono é um cliente da firma...
Uma vez na mesa, a garçonete vem e diz:
- O de sempre, Sr. Gonçalves?
Enquanto isso, uma mulher que terminava um strip-tease em cima o palco grita:
- E A CALCINHA, VAI PRA QUEM?!!!
A boate, em peso, responde:
- GONÇALVES!!! GONÇALVES!!! GONÇALVES!!!
A esposa, furiosa, sai da boate, o marido vai atrás e eles entram juntos num táxi.
O marido tentando apaziguar as coisas:
- Querida, não vamos estragar esta noite maravilhosa, com certeza eles me confundiram com outro Gonçalves...
- Você está pensando que eu sou alguma idiota? Canalha! Não me toque mais!! Blá, blá, blá... Eu sou mesmo uma otária, blá blá blá... Seu grande filho-da-puta, blá, blá...
Nisso, o motorista de táxi se vira e diz:
- Gonça... Tá tudo bem ou quer que ponha essa puta pra fora do carro???
Escrito por Eduardo Lorenzo às 06h24
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DIZE-ME O QUE LÊS, QUE TE DIREI QUEM ÉS Juízes precisam ler mais poesia, romance e jornal “Os juízes precisam ler mais poesia, romances e jornais para entender mais a realidade da sociedade.” A declaração é do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, no Fórum Mundial de Juízes, que reúne mais de 700 juízes do Brasil e do exterior. As informações são da Agência Brasil.
O ministro fez um apelo para que os juízes atuem com sensibilidade e comprometidos com a Justiça social. Na palestra O STF e os 20 Anos da Constituição, o ministro falou sobre a atuação da Corte em temas polêmicos. “O Supremo Tribunal Federal, uma casa essencialmente conservadora, se deparou com uma Constituição avançada, antecipadora de fatos, valores e costumes, e enfrentou dificuldades para interpretá-la. Nos últimos anos, porém, o STF tem adotado posturas mais avançadas”, observou. Como exemplos, Ayres Britto citou os julgamentos da aposentadoria espontânea, da fidelidade partidária, do nepotismo e da pesquisa com células-tronco embrionárias. O ministro afirmou que há uma aproximação entre a população e o Supremo. A imprensa, afirmou, tem cumprido papel fundamental. Também citou a TV Justiça como "um mecanismo de controle externo" do STF, já que transmite ao vivo os julgamentos do plenário. “Hoje, os ministros sabem que precisam prestar contas à sociedade”, afirma. No fim de sua palestra, o ministro foi homenageado aplaudido pelos participantes devido a seu voto no julgamento da ação que questiona a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h27
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Os 150 produtos mais furtados no varejo
Protetores solares, eletroeletrônicos portáteis, CDs e DVDs, bebidas alcoólicas, pilhas, aparelhos de barbear e cigarros estão entre os 150 produtos de alto risco de furtos no varejo. É o que revela um levantamento realizado pelo Núcleo de Etiquetagem na Origem (NEO). Formado pelas principais redes de varejo do país, entre elas Wal-Mart, Pão de Açúcar e Lojas Americanas, o objetivo do grupo é reduzir as perdas provocadas pelos furtos por meio do processo de etiquetagem na origem.
Para chegar ao resultado, o NEO levantou, entre os meses de janeiro e abril desse ano, os produtos mais furtados nas lojas das empresas pertencentes ao grupo. De acordo com o presidente do NEO, Paulo Polesi, os itens mais visados pelos ladrões são os de maior valor, tamanho reduzido e facilidade de revenda no mercado paralelo, como bebidas importadas, eletroeletrônicos, protetores solares, pilhas e aparelhos de barbear. ''Estão sob risco até mesmo produtos inusitados, como azeite e bacalhau'', ressalta o presidente do NEO.
Com base nesses resultados o grupo vai reforçar a conscientização sobre os benefícios da etiquetagem na origem junto aos principais fabricantes dessas categorias. ''Se esses fornecedores se engajarem na campanha, o risco de furtos em alguns segmentos poderá cair até praticamente zero'', afirma Paulo Polesi. ''Além de ser a forma mais eficiente de proteção dos produtos na cadeia de abastecimento, o processo também contribui para o aumento nas vendas, pois acaba com a necessidade de confinamento de produtos nas lojas.''
Um exemplo é o do Wal-Mart, que atualmente promove uma campanha global pela etiquetagem na origem. No Brasil, a empresa comercializa seus principais produtos (cigarros, óculos de sol, ferramentas elétricas, aparelhos de DVD, DVDs, suprimentos de informática, protetores solares e bijuterias) protegidos pelos fabricantes. A medida já reduziu as perdas em até 40% e aumentou as vendas de algumas categorias em 25%.
Na etiquetagem na origem, as etiquetas antifurto são instaladas nas mercadorias durante o processo de produção, embalagem ou distribuição, impedindo que sejam vistas ou retiradas por clientes ou funcionários mal-intencionados. A aplicação prática tem demonstrado que, além da prevenção de perdas, essa técnica é capaz de reduzir também em 20% os custos operacionais. Relação de alguns produtos mais furtados nas lojas:
- Aparelhos de barbear - Azeites - Brinquedos - Canetas e lapiseiras - Cartuchos de impressora - Cigarros - Cremes hidrantes - CDs e DVDs - Ferramentas elétricas - Eletroeletrônicos - Maquiagem - Pilhas - Protetores solares - Salame - Tintura para cabelos - Whiskys importados
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h25
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DIÁLOGO EDIFICANTE DO DIA: Gust Avrakotos: There's a little boy and on his 14th birthday he gets a horse... and everybody in the village says, "how wonderful. the boy got a horse" And the Zen master says, "we'll see." Two years later The boy falls off the horse, breaks his leg, and everyone in the village says, "how terrible." And the Zen master says, "We'll see." Then, a war breaks out and all the young men have to go off and fight... except the boy can't cause his legs all messed up. and everybody in the village says, "How wonderful." MORAL DA HISTÓRIA: The meaning of the parable is that a story never ends. There is always a new chapter following the last chapter.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h46
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BOLSA-VASELINA
Poeta popular vê a 'Bolsa-Vaselina'
A decisão do Ministério da Saúde de adquirir gel lubrificante para "reduzir os danos" nas relações sexuais anais, revoltou muita gente, mas inspirou o poeta popular Miguezim de Princesa, que, com muita graça, compôs o cordel "Bolsa-Vaselina". O talento de Miguezim de Princesa ultrapassou fronteiras. Seu trabalho será objeto de estudo do Trinity College (EUA), por iniciativa de Eric Galm, pesquisador de música brasileira e profesor de etnomúsicologia, que escreve um livro sobre essa expressão de cultura popular no Brasil.
Leia abaixo o cordel "Bolsa-Vaselina":
I Sem ter mais o que doar, O Governo da Nação Resolveu, virando os olhos, Gastar mais de R$ 1 milhão, Doando para os viados Bolsa-lubrificação.
II Quem tem o seu pode dar Da forma como quiser Seja feio, seja bonito, Seja homem ou mulher, E tem de agüentar o tranco Da forma como vier.
III O Governo Federal, Que em tudo quer se meter, Decretou que o coito anal Tem, mas não pode doer E o Bolsa-Vaselina Surgiu para socorrer.
IV Quinze milhões de sachês: A farra está animada! Vai ter festa a noite inteira, Até mesmo na Esplanada, Sem ninguém sequer sentir A hora da estocada.
V Coitada da prega-mãe, Vai perder o seu valor, Pois é ela quem avisa Na hora que aumenta a dor E protege as outras pregas De algum violentador.
VI O governo quer tirar Do gay a satisfação, Como mulher sem prazer (Fonte de reprodução), Porque tanta vaselina Vai tirar a "sensação".
VII - É para reduzir danos - Defende logo um petista. Porque na hora do coito Dá um escuro na vista E a dor é tão profunda Que eu sinto dó do artista.
VIII - Mas tu já desse, bichim? - pergunta Zé de Orlando. O governista sai bravo, Dando coice e espumando, Pega o "rabo de cavalo" E sai no dedo enrolando.
IX O Brasil é mesmo assim: Prostituta tem prazer, Vagabundo tira férias, Se trabalha sem comer E quem dá o ás-de-copas, Dá mas não pode doer.
X O governo resolveu Dar bolsa pra todo mundo E criar um grande exército De milhões de vagabundos Só faltava esta bolsa De vaselinar os fundos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h21
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THIS IS THRILLER
Michael Jackson ajudará a levar cd "Thriller" para a Broadway...
 O popstar americano Michael Jackson vai ajudar a desenvolver seu vídeo "Thriller", inovador quando foi lançado, convertendo-o ao formato de produção teatral musical, disseram produtores na segunda-feira.
Lançado em 1982, "Thriller" é o álbum que vendeu mais cópias no mundo, e a produção teatral vai recriar a história da sátira de filme de terror de 14 minutos baseada na canção-título. No vídeo, um casal jovem está saindo quando o rapaz - representado por Jackson no videoclipe - vira lobisomem.
"Este musical será a versão exclusiva, autorizada por Michael Jackson, de 'Thriller', e Jackson vai participar de todos os aspectos do processo criativo", disse a Organização Nederland, que comprou os direitos ao musical.
"Thriller the Musical" vai incluir canções de "Thriller" e do álbum "Off the Wall", também de Michael Jackson, de 1979.
O vídeo de "Thriller", com zumbis dançantes e o astro de filmes de terror Vincent Price, foi ao ar pela primeira vez em 1983 e tornou-se um dos pratos fortes da MTV. Foi dirigido pelo cineasta John Landis, que disse que custou 500 mil dólares para ser feito, cerca de dez vezes o custo dos videoclipes padrões da época.
O porta-voz de Jackson, Tohme Tohme, disse no comunicado da Nederland Organization: "Os Nederlanders e Michael Jackson representam o teatro ao vivo e a excelência musical, então que a música comece".
Michael Jackson, 50 anos, é um dos músicos de maior sucesso de todos os tempos. Ele começou sua carreira musical no grupo Jackson 5, da gravadora Motown, antes de lançar-se em carreira solo.
Desde os anos 1990, porém, ele vem se envolvendo em escândalos e revelações sobre seu modo de vida excêntrico. Em 2005 ele foi acusado de abuso sexual infantil, julgado e absolvido.
Nos últimos anos Jackson também vem enfrentando problemas financeiros, e em maio evitou por pouco ter que vender seu rancho Neverland. Em novembro ele entregou sua escritura a uma empresa composta por ele mesmo e pela firma que é dona de um empréstimo de 24 milhões de dólares feito a Jackson tendo a propriedade como garantia.
Michael Jackson não tem residência fixa no momento.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h06
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MAC PORPETTA > > > Btw, como é q se chama um Big Mac por aí ? > > > > Um nome estranho... Big Mac. > > Quanta criatividade... > > : P > > E os outros sandubas ? > > Mc Pollo, McPorpetta ou algo assim ?
Nada... Italiano é mais paga-pau de americano que brasileiro. Tem uma porrada de coisa aqui com nome em inglês, alguns com nome diferente do que é no Brasil, tipo o MacFish que aqui é Filet-o-Fish, mas eu não sei como se chama nos EUA. Mas não tem coisa como McQuartieri con Formaggio ou McPollo, é McRoyal Cheese e McChicken mesmo.
O único com nome semi italiano é o Doppio Cheeseburger.
E tem uns sandubas diferentes tipo Chicken Mythic, McRoyal Deluxe, Crispy McBacon e Misto quente que aqui eles chamam só de Toast. Outra diferença é que não tem suco. No lugar do suco, tem Nestea.
Além disso a McCoca daqui é uma merda. Ah! Para maiores informações:
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h49
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FRASE DO DIA:
"O amor não faz o mundo rodar, mas faz com que a viagem valha a pena"
(Franklin P. Jones)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h33
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METÁFORAS DIPLOMÁTICAS Hillary Clinton apóia direito de Israel se defender A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton disse nesta terça-feira que Israel tem o direito de se defender e que os foguetes lançados por palestinos ao Estado judeu não poderiam ficar sem resposta.
"Nós apoiamos o direito de Israel de se defender. Os foguetes (palestinos) estão chegando cada vez mais perto de regiões habitadas (em Israel) e não podem ficar sem resposta", disse Hillary em sua primeira coletiva como secretária de Estado.
"É lamentável que os líderes do Hamas aparentemente acreditem que seja interessante para eles provocarem o direito de auto-defesa em vez de construir um futuro melhor para as pessoas em Gaza", acrescentou ela.
Durante a mesma entrevista, Hillary disse que está clara a oportunidade para o Irã mostrar que está pronto para mostrar um "empenho significativo".
Questionada sobre os comentários feitos pelo presidente norte-americano, Barack Obama, na segunda-feira de que os Estados Unidos estão preparados para estender sua mão ao Irã se o país "descerrar o punho primeiro", Hillary sinalizou que pode apoiar os iranianos para fazer sua primeira mudança.
"Há uma clara oportunidade para os iranianos, como o presidente expressou em sua entrevista, para demonstrar alguma disposição para um empenho significativo com a comunidade internacional", disse ela a jornalistas.
A nova secretária de Estado não poupou críticas ao ex-presidente George W. Bush, e afirmou que os Estados Unidos "têm que reparar muito dano" no mundo depois dos oito anos da última gestão. "Temos que reparar muira coisa", afirmou Hillary, e considerou que o mundo "deu um suspiro de alívio" após a posse de Barack Obama.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h30
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SEDUÇÃO DO INOCENTE
do UHQ

Título: SEDUCTION OF THE INNOCENT (Holt, Rinehart & Winston) - Livro teórico
Autor: Fredric Wertham.
Preço: só encontrado, com sorte, em sebos
Número de páginas: 400
Data de lançamento: 1954
Sinopse: Livro que enumera os malefícios causados pelas histórias em quadrinhos em crianças e adolescentes. Tem como base uma extensa e detalhada pesquisa da produção da época, com descrição de exemplos, reprodução de cenas e estudos de caso de delinqüência juvenil, área de especialidade do autor.
Além disso, aponta os quadrinhos como fatores que exerceriam uma forte influência negativa e induziriam os jovens a cometer crimes.
Dividido em 14 capítulos, cada um deles aborda aspectos explorados pelos quadrinhos como desvios de conduta sexual, violência e criminalidade. O objetivo era o de reforçar a tese do autor, que defendia um controle no tipo de leitura destinada a crianças e jovens.
Positivo/Negativo: O título sobre quadrinhos mais citado e mais comentado de todos os tempos, ironicamente, fala mal das HQs. Seduction of the Innocent, do psiquiatra alemão naturalizado norte-americano Fredric Wertham consta da referência bibliográfica ou é citado por, pelo menos, 70 livros e mereceu bons espaços e até capítulos inteiros de obras teóricas sobre os quadrinhos publicadas em diversos países, principalmente, as que abordam a história das revistas norte-americanas.
O livro, também referido simplesmente como SOTI, apesar de ser constantemente descrito como uma obra desvairada de um perigoso reacionário é, ao contrário, um trabalho que se pretendia científico, que exigiu por parte de Fredric Wertham e seus assistentes, uma dedicação de sete anos de pesquisa de conteúdo das publicações e o acompanhamento de um grande número de jovens.
Por sua formação e personalidade, o dr. Wertham tinha mais a ver com o pensamento liberal, e até de esquerda, do que com o conservadorismo dos que consideravam os quadrinhos nocivos. Em entrevista publicada na revista Comics Journal, em 1989, ele reafirma que em nenhum momento defendeu a censura, e sim um controle mais rígido do conteúdo das revistas voltadas ao público infanto-juvenil.
Profissional respeitado em seu campo, o psicanalista atuou como perito em julgamentos importantes e de repercussão nacional. Especializado no tratamento de jovens delinqüentes, foi o primeiro a oferecer atendimento a essa população, em uma clínica psiquiátrica pública, no bairro do Harlem, em Nova York.
Também não é verdade que o livro tenha provocado a onda antiquadrinhos, pois já havia um forte movimento de perseguição que beirava a histeria, a partir do final da década de 1940. SOTI trouxe uma compilação sistemática e o endosso "científico" que faltavam para agravar a situação. Foi o rastilho de pólvora que se acendeu num ambiente altamente inflamável.
Como conseqüência da sua repercussão, o senado dos Estados Unidos promoveu uma série de audiências para debater a violência nos quadrinhos. Nos diversos processos movidos para se estabelecer uma proibição oficial, os pleitos por uma censura sempre foram derrotados em defesa da primeira emenda constitucional norte-americana, que defende a liberdade de expressão.
No entanto, com a pressão da sociedade e de entidades educacionais, os empresários dos quadrinhos criaram um código de ética, uma espécie de autocensura, que baniu do mercado muitos títulos e inviabilizou a continuidade de várias editoras e mergulhou os comics numa séria crise de criatividade da qual só sairiam na década seguinte.
Durante 30 anos, Seduction of the Innocent foi a obra que todo mundo amava odiar, mesmo sem conhecer.
O livro, de fato, contém diversos pontos questionáveis, afirmações absurdas, teorias mal fundamentadas e, propositadamente, exagera no tom dramático de seus relatos. Mas, inegavelmente, era fruto de uma convicção sincera de um médico sério, preocupado em preservar as crianças e adolescentes da violência gratuita e inversão de valores freqüentes nos quadrinhos.
Nesse aspecto, basta ver os exemplos citados para constatar que, realmente, alguns gibis cometiam excessos. Um dos erros do Dr. Wertham foi partir de uma premissa equivocada ao inferir que, pelo fato de todos os delinqüentes que passavam por sua clínica terem lido quadrinhos, as revistas eram responsáveis por levá-los ao crime.
Ele preferiu ignorar que, assim como os jovens desajustados, a maioria dos que eram "normais" também lia HQs. O que o nobre doutor não entendia é que a sociedade norte- americana do pós-guerra passava por intensas mudanças e o aumento da criminalidade não era culpa dos quadrinhos.
Tanto que, mesmo após o advento do código de ética e o banimento de vários temas das páginas dos gibis, nada comprova que os índices de criminalidade juvenil tenham diminuído nos Estados Unidos, nos anos subseqüentes.
Wertham caiu no mesmo engano que ciclicamente ocorre em alguns setores: arranjar um culpado por um fenômeno social que está fora do alcance de sua compreensão. Os quadrinhos foram os perseguidos de então, mas a mesma acusação foi feita em épocas diferentes contra a TV, os videogames, os jogos de RPG e até o rock'n'roll.
Embora não nutrisse grande simpatia pelos gibis, Wertham nunca foi contra as HQs em si e apreciava as tiras de jornal, tanto que, em 1971, lançou o livro The World of Fanzines, um dos primeiros estudos dedicados às revistas feitas pelos fãs, inclusive de quadrinhos, e que o autor considerava uma forma de comunicação legítima e criativa.
Seduction of the Innocent inspirou ou serviu de referência para diversos outros livros sobre a fase de perseguição dos quadrinhos, dois deles particularmente interessantes: Fredric Wertham and the Critique of Mass Culture (2005), de Bart Beaty e Ten-Cents Plague (2008), de David Hadju (2008), ambos com o distanciamento histórico necessário para fazer uma retrospectiva mais honesta e menos passional do trabalho do dedicado psiquiatra.
Por outro lado, a fama de SOTI também propiciou o surgimento de livros radicais, que defendiam a censura aos quadrinhos. Em 1990, o arrependido ex-proprietário de comic shop John Fulce lançou Seduction of the Innocent Revisited, pela editora Huntington House, especializada em livros de doutrinação cristã.
Neoconvertido ao fundamentalismo, Fulce retoma os argumentos de Wertham, mas com um viés nitidamente religioso, e acusa os quadrinhos de fazer apologia à heresia, à pornografia e ao comportamento imoral, segundo, obviamente, suas próprias crenças.
Seduction of the Innocent foi editado apenas uma vez, nos Estados Unidos, em 1954, com uma capa extremamente sóbria para um conteúdo tão explosivo. Por pressão das editoras de quadrinhos, as duas últimas páginas foram suprimidas da maioria dos exemplares já impressos. Elas continham a lista das editoras norte-americanas em funcionamento.
Em 1955, foi lançada a edição inglesa, pela editora Museum Press, com uma capa mais chamativa e uma sutil diferença no subtítulo.
Por questões de direitos autorais, uma vez que reproduzia alguns quadrinhos sem a devida autorização, o livro nunca foi reeditado, a não ser em pequenas tiragens, voltadas, principalmente, para fins acadêmicos. Uma é de 1972, pela Kennicat Press/Amereon.
A outra, de 2006 e que serviu de base para esta resenha, é da Main Road Books e traz uma valiosa introdução de 45 páginas e inclui as tais páginas eliminadas. Essa edição, assumidamente, faz parte do esforço em recuperar a imagem e resgatar o trabalho de Fredric Wertham.
Por estar extremamente defasado e fora do contexto, Seduction of the Innocent Revisited não é nenhuma leitura obrigatória, mas para quem tem interesse em conhecer o livro mais execrado pela comunidade dos quadrinhos e que chegou a ser comparado pelo estudioso inglês Roger Sabin ao Mein Kampf, a obra-ideário de Adolf Hitler.
Aliás, aí vai uma dica: o conteúdo completo está à disposição neste endereço. Além do texto integral e das imagens da edição original, foram incluídas ilustrações adicionais que ajudam ainda mais na compreensão.
Infelizmente, tanto para este resenhista quanto para você, caro leitor, ler Seduction of the Innocent Revisited será um alerta tardio: nós, há muito tempo, já fomos seduzidos pelos quadrinhos. Ainda bem.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h50
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MAN ON WIRE

On August 7th 1974, a young Frenchman named Philippe Petit stepped out on a wire illegally rigged between New York's twin towers, then the world's tallest buildings. After nearly an hour dancing on the wire, he was arrested, taken for psychological evaluation, and brought to jail before he was finally released.
James Marsh's documentary brings Petit's extraordinary adventure to life through the testimony of Philippe himself, and some of the co-conspirators who helped him create the unique and magnificent spectacle that became known as "the artistic crime of the century."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h20
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PRECEDENTE PERIGOSO
Movimentos separatistas inpiram-se em Kosovo
Kosovo está se transformando em uma enorme fonte de conflito, tanto nos Bálcãs quanto pela Europa. Seis países membros da UE são contrários ao reconhecimento da independência de Kosovo, pois temem que poderia levar a problemas com suas próprias minorias étnicas
Mas quais são estes conflitos e por que a solução deles têm se mostrado tão difícil?
O governo central espanhol em Madri teme que os separatistas bascos possam ver a declaração de independência de Kosovo como um precedente e um novo estímulo para sua causa. Portanto, não causa surpresa a Espanha ter sido um dos primeiros países da UE a anunciar que não reconheceria a independência da pequena província sérvia.
No início de 2008, a organização terrorista basca ETA anunciou que planejaria suas futuras ações de acordo com a situação em Kosovo. A meta do ETA é libertar a região do País Basco do que chama de "ocupação" espanhola e estabelecer um país basco socialista.
Ele surgiu em 1959 como um grupo militar de resistência contra o ditador espanhol Francisco Franco, que proibiu o uso da língua basca e fez tudo o que estava a seu poder para reprimir a minoria basca.
Atualmente há 3 milhões de bascos, 2,5 milhões deles vivendo na região basca do norte da Espanha e o restante na ponta sudoeste da França. Mas o conflito transcorre principalmente em solo espanhol.
Em 1979, após o fim da ditadura de Franco, os bascos receberam uma autonomia substancial. Mas isso não bastou para o ETA, que continua lutando por independência plena usando atentados a bomba e campanhas de intimidação como suas ferramentas preferidas. A luta do grupo já custou mais de 800 vidas.
Outra minoria na Espanha, os catalães, também querem mais do que a autonomia que receberam em 1978. Cerca de 7,2 milhões de pessoas vivem na região catalã no nordeste da Espanha, que conta com a economia mais forte do país. A Catalunha conta com status autônomo desde o século 18. Não faz muito tempo que Josep-Lluís Carod-Rovira, chefe do partido Esquerda Republicana e o vice do presidente regional Jose Montilla, exigiu um referendo para a independência em 2014.
Mas a diferença entre o País Basco e a Catalunha, de um lado, e Kosovo, do outro, é que estas regiões, apesar de seus esforços contínuos para conquistar a independência, já desfrutam de direitos substanciais de autonomia.
Clique AQUI para ler mais sobre os outros conflitos separatistas na Europa (Chipre: os cipriotas turcos, Romênia: os magiares em Székely, Bulgária: os pomaks muçulmanos, Grécia: os turcos da Trácia Ocidental e Eslováquia: a minoria húngara)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h17
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SALAS ADULTAS
Salas de cinema pornô mal conseguem sobreviver na idade de ouro da indústria pornográfica mundial
Rafael Sánchez acaricia as latas de filme com uma solenidade cinematográfica.
Uma máquina de bobina que está apagada há anos domina a sala de projeções. Agora Rafael resolve tudo na base do DVD. "E não é a mesma coisa", suspira. Mesmo assim, ainda estremece ao sentir que o feixe de luz azul inunda o salão cheio de poltronas. Reflexos de 30 anos de profissão.
Ele tem um modelo: Alfredo, o projecionista de "Cinema Paradiso". Mas entre sua vida e o roteiro de seu filme favorito Rafael reconhece sutis diferenças. Todas ficam evidentes quando a cabine começa a vibrar ao ritmo de uma trilha sonora de gemidos. Na tela, duas mulheres se beijam... muito.
Em 1984 foram legalizados os cinemas pornográficos na Espanha. Três anos depois alcançaram o número recorde de 85; hoje restam só nove, e longe de seu melhor momento. Segundo dados provisórios do Ministério da Cultura, em 2007 eles receberam 300 mil espectadores, 20 mil a menos que em 2002, quando existiam 13 salas.
A decadência do setor é em certa medida um reflexo das dificuldades que atravessa a distribuição cinematográfica espanhola, que entre 1999 e 2006 perdeu 10 milhões de espectadores.
Os inimigos que atacam as salas em geral e as de filmes para adultos são idênticos: a Internet, a televisão e o DVD. Mas o caso da pornografia encerra um paradoxo único: a decadência das salas coincide com a idade de ouro do setor. Segundo o site de análises de consumo ToptenReview, os EUA, pátria do pornô, deram à luz 13.600 títulos em 2006, dez vezes mais que em 1988.
A sala Alba, na qual Rafael trabalha, é uma das três de Madri. Restam outras tantas em Valência, e uma em Andaluzia, uma nas Canárias e uma nas ilhas Baleares. O Alba projeta pornô desde 1986. Antes, como tantos, era um cinema de bairro. Quando Rafael começou a trabalhar, cortava as bobinas de filmes de caubói e de kung-fu.
As crianças se sentavam nas primeiras filas; os casais jovens, nas últimas. A platéia mudou muito. Os espectadores agora saem vestidos como espiões. Cerca de 300 passam pela bilheteria por dia. Pagam 6,50 euros pela sessão contínua: pornografia das 10 da manhã às 11 da noite.
"Alguns assistem só um pouquinho e vão embora", explica a bilheteira do cine Postas, outro clássico de Madri, "mas a maioria passa o dia aqui." O grosso dos usuários é formado por homens de mais de 50 anos, de uma fidelidade cotidiana. O Cuenca 64, em Valência, comemora inclusive nas quintas-feiras o dia do aposentado.
As visitas de mulheres ou casais não representam nem 2%, na estimativa de Adan, bilheteiro do cine de Las Palmas. Apesar de conhecer clientes felizes no casamento - "advogados que se escondem porque em casa não os deixam" -, define o espectador típico como "um homossexual de meia idade em busca de aventura".
Fora os profissionais da prostituição, fantasmas que pululam entre as poltronas buscando comprador para seus encantos, Rafael reconhece um terceiro protótipo de espectador: "Gente muito sozinha" que busca qualquer tipo de contato. "Nem todos estão aqui por causa do sexo", divaga o projecionista, embutido em um elegante terno cinza. "Isto é um pouco um clube social. No Natal inclusive damos alguns presentes com o ingresso: um reloginho ou alguma coisa."
Mas a sala do Alba dificilmente poderia ser confundida com um clube recreativo. Cerca de 20 pessoas assistem ao filme. Levantam-se, trocam de lugares... "E os que querem ficar mais cômodos sobem ao balcão, porque as poltronas são duplas", explica Rafael, iluminando com sua lanterna um homem com óculos escuros.
Figuras silenciosas sobem pela elegante escada de balaustrada. Passam pelos corredores de veludo vermelho e param diante das máquinas de chocolates e preservativos. Junto a uma garrafa de uísque vazia, a única do bar, se refugiam silhuetas que trocam sussurros.
Rafael supervisiona discretamente a decoração: tira o pó das latas de filmes arrumadas nos cantos e examina as arestas dos cartazes de clássicos de Hollywood. Nas horas mortas rotula os cartazes dos filmes em exibição. Os anúncios manuais são um empecilho da lei de 1982, que proibia as promoções com fotos. Rafael é especialista em colar algum desenho alegórico entre as letras coloridas.
Esta semana é difícil para ele não ser explícito: "Sexo com Muita Gente". É mais um dos tiques da clandestinidade dos quais o mundo pornô não soube se livrar. "Não queremos publicidade. Os clientes não gostam de ser incomodados", explica Adan.
É o que confirma com seu olhar agressivo um jovem romeno que descansa dentro do cinema da Corredera Baja de Madri. Ele coça a cabeça despenteada e mostra os dentes aos curiosos que aparecem na bilheteria.
Nem todos os aficionados do pornô são convencidos pela receita libertina. Há dez anos Mari Jose, uma empresária de Granada, apostou em reunir cabines de vídeo e produtos eróticos em um cinema com o interior renovado. Chamou-o de sala Cinema.
"Aqui vêm casais ou jovens. O ambiente é menos sórdido e você pode beber um drinque à vontade, não como em alguns lugares em que dá nojo sentar-se", declara orgulhosa. Uma nova receita para enfrentar uma concorrência invencível. Quase provoca ternura comparar o milhão de euros que faturaram as salas em 2007 com os 60 milhões em que a revista "Forbes" calcula o negócio dos audiovisuais eróticos.
Surpreendentemente, estudos da "Adult Video News", publicação de referência no setor, demonstram que não é a rede que está drenando as salas. Basta considerar que só 34% dos homens espanhóis de 45 a 64 anos, seu nicho de mercado, utilizam a Internet, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
O grande rival continua sendo o DVD: no ano passado, 23% dos títulos comercializados na Espanha eram para adultos, segundo o Ministério da Cultura. A televisão também impressiona: desde os canais pagos até as redes de bairro recorrem à atração milionária do pornô.
Os empresários crêem que a possibilidade de encontros casuais entre espectadores é sua garantia de sobrevivência. Mari Jose não acredita que as salas possam desaparecer: "Para nós a Internet causou prejuízos até certo ponto. Continuaremos, porque a emoção de conhecer alguém e compartilhar o prazer carnal não se compara ao cibersexo".
A Internet se transforma então em cúmplice, mais que em rival. A rede é o novo meio para que homens e mulheres de toda orientação marquem encontro nos cinemas. Apoiado em um cartaz de "E o Vento Levou", Rafael explica qual é o elixir da vida nos tempos do sexo 2.0: "Aqui, como em qualquer negócio tradicional, a diferença é o calor da atenção pessoal".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h04
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PRESIDENTE HIGH-TECH
Em Washington Há um vício do qual o presidente Barack Obama não precisará se livrar: seu BlackBerry.
Por mais de dois meses, Obama vem travando uma batalha vigorosa com seus assessores para manter seu BlackBerry, do qual depende há anos como milhões de outros americanos para permanecer conectado com amigos e conselheiros. (E, é claro, obter resultados do Chicago White Sox.)
Ele venceu a luta, revelaram assessores na quinta-feira, mas o privilégio de ser o primeiro presidente que envia e-mails do país vem com regras específicas.
"O presidente tem um BlackBerry graças a um acordo que lhe permite manter contato com altos funcionários e um pequeno grupo de amigos pessoais", disse Robert Gibbs, seu porta-voz, "de forma que o uso será limitado e a segurança reforçada para assegurar sua capacidade de se comunicar".
Primeiro, apenas um círculo seleto de pessoas terá seu endereço, criando uma verdadeira hierarquia para quem integrará sua lista e quem não.
Segundo, qualquer um colocado na lista A para receber seu endereço de e-mail deverá primeiro receber um comunicado do escritório de advocacia da Casa Branca.
Terceiro, as mensagens do presidente serão projetadas para que não possam ser encaminhadas.
A saga sobre se o presidente poderia manter seu BlackBerry foi alimentada em grande parte pelo próprio Obama, que a mencionou repetidas vezes. Ele não aceitaria não como resposta. Em uma entrevista no início deste mês, ele se preocupou em voz alta: "Eles vão ter que arrancar da minha mão".
Obama recebeu seu BlackBerry, mas funcionários se recusaram a especificar que tipo. Em uma conversa com repórteres na noite de quinta-feira, ele disse: "Eu não acho que já esteja funcionando plenamente".
Durante a transição, vários de seus assessores falaram abertamente sobre a obsessão de Obama em manter seu BlackBerry. E alguns deles, ao falarem privativamente, disseram que torciam para que o dispositivo fosse negado para que o caso fosse encerrado.
Quando perguntado na quinta-feira se seus conselheiros estavam tentando fazer Obama abrir mão de seu BlackBerry, que ele frequentemente carrega preso ao cinto, Gibbs reconheceu: "Ninguém pode fazer isso".
"Ele acredita que é uma forma de manter contato com as pessoas", Gibbs disse aos repórteres, "uma forma de tentar não ficar preso em uma bolha".
A presidência, apesar de todo poder concedido pelo cargo, é privada das ferramentas modernas de comunicação. George W. Bush famosamente enviou uma despedida por e-mail aos seus amigos quando assumiu o cargo há oito anos.
Apesar dos advogados e do Serviço Secreto terem negado os pedidos iniciais do presidente para que ele mantivesse seu BlackBerry, eles cederam desde que o presidente - e aqueles que se correspondem com ele - concordassem com regras rígidas. Ele teve que concordar em usar um dispositivo feito especificamente, que deve ser aprovado pelas autoridades de segurança nacional.
"É um grupo bem pequeno de pessoas", disse Gibbs, explicando quem seria autorizado a enviar e-mail ao presidente.
Todos os e-mails de Obama permanecem sujeitos à Lei dos Registros Presidenciais, que no final podem colocar suas palavras em domínio público, assim como sob ameaça de intimações. Esta foi uma advertência, disseram os assessores, que não dissuadiu o presidente.
A notícia foi divulgada por Gibbs no primeiro briefing para a imprensa da Casa Branca na tarde de quinta-feira. Várias perguntas sobre o e-mail presidencial, entretanto, não foram respondidas.
"Qual é o endereço?" perguntou Major Garrett, da Fox News, para Gibbs.
"Não-é-da-sua-conta.com", disse Mark Knoller, da CBS Radio.
Mas não será o endereço que ele vem usando há anos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h48
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