COMA COM OS OLHOS Site mostra diferenças entre alimentos e anúncios
Sabor é fundamental, mas uma boa apresentação faz toda a diferença numa refeição. E seja em lanchonetes, restaurantes ou supermercados, a cena é muito comum: sujeito vê a embalagem ou o anúncio de algum alimento, e ao comprá-lo, nota que sua versão "real" tem cores mais pálidas e visual menos atrativo do que o divulgado. O blog brasileiro Coma com os olhos mostra essas diferenças de maneira divertida e ainda serve para alguns dos leitores colocarem a boca no trombone, enviando fotos e relatando suas experiências com alimentos que, poderiam ter uma aparência melhor. Clique AQUI e acesse.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h07
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OBRIGADO, POR FUMAR Souza Cruz condenada a indenizar fumante
O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou a indústria de cigarros Souza Cruz a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil a Rélvia Braga Bittencout.
Na ação, ela afirmou que "em razão do vício adquirido, teve vários transtornos como mal estar, dor, lesões e sofrimento causando amputação da perna, além de várias outras doenças".
Rélvia, hoje com 58 anos de idade, começou a fumar aos 12 anos, incentivada pela "beleza, glamour e símbolo de hombridade que os fabricantes de cigarro tentavam associar ao uso do produto. Ela afirmou que diante dessa falsa imagem, ilegal e desumana, passou a consumir cada vez mais cigarros na ilusão de que, assim, poderia emergir em seu grupo de convívio social com uma jovem bem sucedida e moderna".
Em seu voto, o relator revisor do processo, desembargador Elpídio Donizetti Nunes, afirmou que desde os idos de 1950, a indústria tabaqueira vem desenvolvendo pesquisas que lhe forneceram a certeza de que a nicotina é geradora de dependência físico-química, assim como estudos para sua maior liberação e absorção pelo organismo e inclusive estudos genéticos objetivando desenvolver planta de tabaco hipernicotinado.
"Logo, a conclusão inafastável a que se chega é a de que as indústrias do cigarro omitiram dolosamente as informações de que dispunham, com o fito de garantir o sucesso das vendas do produto. Lamentavelmente, elas foram além. Não satisfeitas em esconder da sociedade os malefícios da nicotina, passaram a criar, por meio da publicidade, uma atmosfera socialmente positiva para o consumo da droga. Com propagandas insidiosas e sedutoras, associaram o consumo do cigarro a prestígio perante o grupo social, liberdade, modernidade e sofisticação", afirmou o relator.
"É por tal razão que não se pode admitir o argumento de que os fumantes agem com livre arbítrio. Se pudessem imaginar que o cigarro contém mais de 40 substâncias tóxicas e que causa doenças como câncer de pulmão, enfisema e impotência sexual, certamente não se habilitariam ao primeiro trago", concluiu o desembargador.
Outro lado
A fabricante de cigarros Souza Cruz informou por meio de sua assessoria de imprensa que, por se tratar de decisão por maioria de votos, a empresa irá recorrer ao próprio TJ-MG.
Além disso, a Souza Cruz afirma que já foram proferidas 296 decisões rejeitando pretensões semelhantes e 12 em sentido contrário, as quais estão pendentes de recurso. "Todas as 195 decisões definitivas já proferidas pelo Judiciário brasileiro afastaram as pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares", diz a nota.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h04
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LIVROS NO RAPIDSHARE:
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h02
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Economia da Espanha cai 1% no 4o trimestre e entra em recessão
O PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha registrou queda de 1% no quarto trimestre de 2008 em relação ao período anterior, na segunda baixa consecutiva, o que faz o país entrar oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1993, segundo estimativas do INE (Instituto Nacional de Estatísticas) divulgadas nesta quinta-feira. O PIB do quarto trimestre caiu 0,7% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo o INE.
"A queda do índice acontece em consequência de uma contribuição negativa da demanda nacional que foi compensada, em parte, pelo aporte positivo do setor externo", explicou o instituto em um comunicado.
A queda do PIB no terceiro trimestre foi de 0,2% em relação ao segundo trimestre. Dois trimestres de contração do PIB (Produto Interno Bruto) definem uma economia em recessão, segundo economistas.
Os dados do quarto trimestre deixam o crescimento econômico espanhol no conjunto de 2008 em 1,2%, contra 3,7% registrados em 2007, que foi o maior em muitos anos, acima da média da zona do euro.
No último dia 28, o Banco da Espanha (BC do país) já havia informado que a economia espanhola entrou em recessão, com uma contração de 1,1% no trimestre passado, na comparação com o terceiro --quando também houve queda, de 0,2%, em relação a um trimestre antes.
Para este ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a economia da Espanha sofrerá uma contração de ao menos 1%. Para o Fundo, a recuperação do país depende da aplicação de reformas profundas. Em novembro, Zapatero anunciou que o governo destinará 11 bilhões de euros para obras e equipamentos públicos como intuito de criar postos de trabalho e recuperar a economia.
No mês passado, o número de desempregados na Espanha subiu em 198.838 pessoas e agora está na marca recorde de 3.327.801 pessoas, segundo o Ministério do Trabalho e Imigração. Desde janeiro de 2008, o desemprego subiu 47,12%, enquanto de dezembro de 2008 até o mês passado teve alta de 6,35% no país.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 06h58
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Principais operadoras têm promoções
 Com a crise, o melhor mesmo é começar a planejar cortes no orçamento. Os gastos com o celular podem ser os primeiros na lista a sofrer reajuste. Para dar uma forcinha na economia, as principais operadoras de telefonia prepararam promoções para este verão, tanto para celulares pós, como para pré-pagos.
Muitas promoções foram iniciadas no Natal, mas algumas foram lançadas para aproveitar as férias. Entre elas, há as que oferecem tarifa zero em ligações para a mesma operadora e outras, pacotes de torpedos e bônus em minutos. Independentemente de qual for a sua operadora, ainda dá tempo de economizar com as ligações.
CLARO: minutos e torpedos
Quem fizer ligações locais de Claro para Claro, no plano pós-pago, receberá bônus em minutos correspondente a até 10 vezes o valor da franquia, durante seis meses.
Além disso, o cliente recebe pacotes de 50 torpedos, por três meses, para o envio a qualquer operadora no Brasil. Ainda no plano pós, o cliente que optar pelo plano "Claro SuperControle R$ 35" receberá bônus de 250 minutos para fazer as ligações locais para números da operadora, dentro da área de registro, durante seis meses. Nessa opção, o cliente conta com 20 torpedos gratuitos, para envio de Claro para Claro, durante seis meses.
Para os planos pré-pagos, a operadora preparou a promoção "Fale e Ganhe". Nela, a cada minuto de chamada originada, tarifada, o cliente pode ganhar até mais dez para falar com números da operadora. A oferta é válida por seis meses, mediante recarga mínima mensal de R$ 11. Nessa promoção, os clientes também receberão bônus de 10 torpedos por mês para envio de Claro para Claro durante seis meses.
Todas as promoções da Claro, no entanto, só são válidas para os clientes da operadora que trocarem de aparelho.
OI: sem multa e com bônus A Oi também oferece vantagens aos seus clientes. Quem aderir ao plano pós-pago "Oi Controle" até 1º de março ganha bônus diário de R$ 15 para falar com outro Oi, fixo ou móvel, e mais R$ 150 para usar como quiser. No entanto, só participa quem tiver cartão Visa ou Mastercard. O cliente terá o valor da franquia cobrado e o bônus de R$ 150 lançado na fatura do cartão.
O crédito é de R$ 10 por mês, totalizando os R$ 150 ao final de 15 meses, e só será lançado na fatura se o cliente estiver com o pagamento do cartão em dia. O bônus pode ser usado em até seis meses após a ativação do plano.
Os clientes de planos pós-pago também se beneficiarão com a nova estratégia da empresa. A Oi anunciou a extinção da multa por cancelamento dos serviços.
Para os clientes dos planos pré-pago da operadora não há nenhuma novidade, mas, para eles, ainda vale a oferta "Ligadores", em que a recarga pode ser feita em valores a partir de R$ 1. Se a soma das recargas atingir R$ 20 no mês, o cliente ganha bônus de R$ 300, valor que diminui para R$ 150, se a soma atingir R$ 10. O bônus é dividido pelos dias do mês. Assim, quem ganhar R$ 300 receberá bônus diário de R$ 10.
Para garantir o bônus máximo, de R$ 300, a recarga deve ser feita no primeiro dia do mês. O benefício pode ser usado em ligações locais para qualquer número da operadora, seja móvel ou fixo. A oferta é válida até o dia 1º de março, e para aderir, os clientes pagam uma taxa única de R$ 9,9.
TIM: bônus e aparelhos de graça
A TIM, por exemplo, iniciou em dezembro a promoção "Use R$ 6 e Ganhe R$ 60", para os seus clientes de pré-pago. Até o dia 15 de abril, quem aderir à promoção ganhará bônus de R$ 60 a cada R$ 6 consumidos, sendo que R$ 40 são para ligações locais e R$ 20, para chamadas DDD, utilizando código 41.
A promoção só é válida para aqueles que tiverem os planos TIM+25, Meu Jeito, Plano 1 e TIM Família Pré. A adesão pode ser feita até o dia 14 deste mês, mediante taxa única de R$ 5,90. Os clientes novos poderão aderir gratuitamente. O usuário ganha o bônus somente se fizer ligações locais ou de longa distância nacional. Os créditos bônus valem até o último dia de cada mês.
Para os clientes de planos pós-pago, a operadora oferece descontos na compra de aparelhos que, segundo a empresa, podem sair de graça. A promoção "Natal Bônus Tarifa Zero" ainda recebe adesões também até o dia 14 e é válida apenas para assinantes dos planos Conta Fixa, Meia Tarifa, Light 40, TIM Brasil e TIM Família Pós.
O cliente que aderir poderá receber até 2 mil minutos, durante três meses, dependendo do plano, para falar com tarifa zero em ligações locais para qualquer número da operadora, fixo ou móvel. Para aderir, os clientes da TIM têm de pagar uma taxa única de R$ 14,9.
Vivo: um carro e uma casa
A novidade da operadora neste mês é a promoção "Recarga Muito, Muito, Muito Premiada". Todos os clientes "Vivo Pré" e "Vivo Controle" têm até 2 de abril para aderir à vantagem. Para tanto, basta se cadastrar no site da empresa ou por meio do *9000 e colocar créditos no aparelho.
A promoção, dita pela empresa como a maior da história da operadora, sorteará um carro, uma casa e mais R$ 20 mil em títulos de previdência privada a um único vencedor. Além disso, dará 50 milhões de prêmios instantâneos, que vão desde serviços da operadora, como o Vivo Avisa, minutos em ligações de Vivo para Vivo e torpedos SMS, a 75 mil cartões-presentes, cujo valor varia entre R$ 50 e R$ 400.
Os cartões funcionam como débito e podem ser utilizados em lojas conveniadas à rede MasterCard Maestro e Redeshop. Após fazer a recarga, caso ganhe algum dos prêmios instantâneos, o cliente receberá uma mensagem de texto.
Para participar, o cliente deve se cadastrar e recarregar. A cada R$ 3 de recarga, um cupom é gerado para o grande sorteio, cujo vencedor será anunciado no dia 15 de abril.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h22
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O Ártico abriga imensas reservas inexploradas de petróleo e gás, revelam novas estimativas da Agência americana de Pesquisa Geológica.
Essa região, que envolve meia dúzia de países, como Rússia, Estados Unidos, Canadá e os países escandinavos, tem reservas de 90 bilhões de barris de petróleo, 46 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 44 milhões de barris de gás natural liquefeito. Desse total, 84% deverão ser explorados em plataformas marítimas. Dos 90 bilhões de barris de petróleo do Ártico, 30 bilhões estão na província do Alasca, enquanto o restante está dividido entre a bacia de Barents (Rússia), o oeste da Groelândia e o leste do Canadá.
Esses novos recursos, chamados de "não descobertos, mas tecnicamente exploráveis", não integram o volume mundial de reservas de hidrocarbonetos.
As reservas energéticas do Ártico representam 13% do petróleo não descoberto, 30% do gás natural não descoberto e 20% do gás natural liquefeito não descoberto no planeta.
"As extensas plataformas continentais do Ártico podem constituir a área de prospecção inexplorada mais ampla em termos geográficos e mais positiva para o petróleo que resta no planeta", afirma o relatório.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h22
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Pois é, receitas light realmente interessantes, clique AQUI.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h19
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ENTREVISTAS DE EMPREGO da Revista Exame de 29/08/04, página 114. Entrevistador - Então, você está construindo uma networking? Candidato - Veja bem, eu não sou engenheiro, sou administrador.
Entrevistador - Como você administra a pressão? Candidato - Ah, tranquilo. 11 por 7, no máximo 12 por 8 .
Entrevistador - Manter sempre o foco é muito importante. E me parece que você tem alguns lapsos de concentração. Candidato - O senhor poderia repetir a pergunta?
Entrevistador - Como você se sente trabalhando em equipe? Candidato - Bom, desde que não tenha gente dando palpite, me sinto muito bem.
Entrevistador - Como você se definiria em termos de flexibilidade? Candidato- Ah, eu faço academia. Sou capaz de encostar o cotovelo na nuca.
Entrevistador - Nós somos uma empresa que nunca pára de perseguir objetivos. Candidato - Que ótimo. E já conseguiram prender algum?
Entrevistador - Vejo que você demonstra uma tendência para discordar. Candidato - Muito pelo contrário.
Entrevistador - Em sua opinião, quais seriam os atributos de um bom líder? Candidato - Ah, são várias coisas. Mas a principal é ter liderança.
Entrevistador - Noto que você não mencionou a sua idade aqui no currículo. Candidato - É que eu uso óculos, e isso me faz parecer mais velho. Entrevistador - E qual é a sua idade? Candidato - Com óculos ou sem óculos?
Entrevistador - Quais seriam seus pontos fracos? Candidato - Ah, é o joelho. Até tive de parar de jogar futebol.
Entrevistador - Há alguma pergunta que você queria me fazer? Candidato - Eu parei meu carro lá na rua. Será que eu vou ser multado?
Entrevistador - Por que, dentre tantos candidatos, nós deveríamos contratá-lo? Candidato - Eu pensei que responder a isto fosse seu trabalho.
Entrevistador - Como você pode contribuir para melhorar nosso ambiente de trabalho? Candidato - Bem, eu começaria trocando a recepcionista, que é muito feia.
Entrevistador - Várias pessoas que se sentaram aí nessa mesma cadeira hoje são gerentes. Candidato - Puxa, o fabricante da cadeira vai ficar muito feliz em saber disso.
Entrevistador - Quando digo "Sucesso", qual a primeira palavra que lhe vem à mente? Candidato - Pode ser duas palavras? Entrevistador - Pode. Candidato - Milho. Nário. (essa matou!)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h18
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LEFT 4 DEAD  Produzido pela Turtle Rock, que tem em seu currículo títulos como "Counter-Strike: Condition Zero", "Left 4 Dead" é um game baseado em equipes que coloca humanos para lutar contra os "infectados", que são pessoas transformadas em máquinas de matar por um misterioso vírus.
Com quatro integrantes, o time precisa trabalhar junto para escapar da cidade, tomada pelos infectados, e há pouco espaço para o individualismo. A atmosfera de "survival horror" é clara e os cenários, ambientados em uma versão contemporânea dos Estados Unidos, variam entre urbanos e rurais. Ao final de cada campanha, é preciso esperar em um local por um veículo de resgate.
Os quatro sobreviventes da catástrofe que trouxe o caos ao planeta são: Bill, um veterano do Vietnã com habilidades de combate; Louis, gerente de uma cadeia de lojas de eletrônicos; Zoey, filha adolescente de uma família rica; e Francis, um rude grandalhão. Naturalmente, as habilidades de cada um dos personagens devem ser exploradas para cumprir as missões e manter-se vivo.
Do lado dos infectados, vale o mesmo princípio, mas enquanto os humanos usam armas, aqui as características distintas são determinadas pelas mutações. A classe "boomer", por exemplo, pode vomitar sangue na vítima, o que atrai hordas de infectados, enquanto a "smoker" tem uma enorme língua que puxa o adversário. Na disputa, quando um humano morre, ele volta à ação após um certo tempo; já os infectados apenas continuam vindo, em grandes quantidades.
As campanhas são conectadas e têm uma série de mapas, que também são ligados entre si, levando até um desafio final. Não há muito enredo a não ser simplesmente a busca pela sobrevivência.
É possível jogar sozinho, com humanos e infectados controlados por inteligência artificial ou, é claro, no multiplayer, contra adversários de carne e osso. O modo online funciona de forma que o tradicional "entra e sai" de jogadores não influencia a experiência como um todo.
"Left 4 Dead" é um game para PC e Xbox 360.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h16
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Acidente de avião sem perdas humanas, mas e a bagagem?
Quando o voo US Airways 1549 pousou no rio Hudson no mês passado, deu a William Wiley, engenheiro da Software Associates, um novo significado para a expressão "pane de computador".
Wiley estava indo da sede da sua empresa em Long Island para casa, em Johnson, Tennessee. Ele tinha anos de trabalho em seu laptop, cuidadosamente copiados em outro laptop -mas ambos estavam no avião com ele.
Agora, os dois laptops estão entre os 50 mil itens dos passageiros que uma empresa funerária congelou em caminhões refrigerados para preservá-los até que possam ser secos, limpos e devolvidos aos proprietários. O trabalho inclui a recuperação dos dados dos computadores de Wiley.
"É provável que recuperem tudo", disse ele com um toque de otimismo na voz, apesar de a US Airways dizer que era cedo demais para garantir. Wiley estimou o valor dos dados em US$ 30 mil (em torno de R$ 60 mil). A empresa deu US$ 5.000 (cerca de R$ 10 mil) para cada passageiro do voo.
Os outros passageiros -"sobreviventes" não seria exatamente a palavra correta, já que nenhuma das 155 pessoas a bordo morreu- estão otimistas com a recuperação de uma variedade de artigos pessoais, alguns do compartimento de bagagens e alguns da cabine de passageiros. Nick Gamache, de Raleigh, Carolina do Norte, espera rever a camisa pólo azul que sua avó lhe deu para Natal em 2002, pouco antes de morrer. "Se recebê-la de volta, pode ter certeza que vou usá-la", disse Gamache, 32, que trabalha com venda de softwares.
Brad Wentzell, de Charlotte, Carolina do Norte, desistiu de suas roupas. "Nenhuma camisa fina vai sobreviver a isso tudo", disse ele.
As roupas, entretanto, talvez sejam uma parte pequena da bagagem dos passageiros. Gamache também perdeu um laptop e as chaves de seus dois carros, uma delas eletrônica, que custa US$ 400 (aproximadamente R$ 800) para ser substituída. Ele disse que recebeu respostas conflitantes da companhia aérea e da companhia de seguros, AIG, se poderia ou não sair e substituir tudo.
"Carma, certo?", disse ele. "Eu acabo de sobreviver a um acidente aéreo. Não vou fazer nada que possa enlouquecer uma pessoa."
Wentzell perdeu uma caixa de cereais Special K, com a qual viajava para ter um café da manhã de baixo colesterol como oferecido nos hotéis.
James McDonald, de Charlotte, disse que gostaria de receber de volta alguns itens, mas não planeja usá-los, apenas enquadrá-los.
"Algo para colocar na parede com os artigos de jornal; retratos, coisas assim", disse ele. "Talvez uma foto dos meus filhos que ainda esteja intacta. O recibo de hotel da noite anterior seria bom. Coisas assim".
E as roupas que ele estava usando?
"Não vou usar mais as roupas", disse ele. "Melhor dá-las aos deuses."
Vincent Spera, 39, de Waxhaw, Carolina do Norte, também não tinha esperanças de usar as roupas em sua mala. "Estávamos no Hudson, com combustível aéreo e outras coisas", disse ele. "Não sei se tenho muita vontade de usar aquelas coisas de novo."
Entretanto, ele gostaria de receber a mala de volta, que ele e a esposa chamam de "chapéu de palhaço" porque cabe tanta coisa dentro. O modelo da Samsonite não existe mais, disse ele.
Os passageiros saíram do avião com as roupas do corpo e nada mais, em geral. Ninguém tentou levar nada pelas asas até os botes, disse Wiley, o homem que perdeu os dois laptops. "Acho que teriam apanhado, se tivessem tentado", disse ele.
Wiley disse que depois que a US Airways levou os outros passageiros de ônibus para o Crowne Plaza de La Guardia e lhes deu um jantar, ele foi para seu quarto e se deu conta que não tinha escova de dentes. O hotel lhe deu uma. Depois, queria ouvir música antes de dormir e lembrou-se que seu iPod também estava no avião.
Os investigadores estão interessados em tudo o que foi recuperado pelo seu peso, disse Peter Knudson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional de Transporte. Tudo foi pesado, disse ele, mas ainda está molhado. Será pesado novamente quando seco, disse ele, então os investigadores poderão determinar o peso do avião e seu equilíbrio no ar.
A companhia aérea contratou uma "administradora de bens pessoais", Douglass Co. A firma é mais conhecida entre as companhias aéreas como Douglass Air Disaster Funeral Coordinators. Com base em Los Angeles, a empresa já lidou com mais de duas dúzias de acidentes, muitos deles sem sobreviventes. Frequentemente era devolve os bens aos parentes das vítimas.
Um porta-voz da US Airways, James T. Olson, disse que a companhia não revelaria aonde o trabalho de restauração estava sendo feito "por razões segurança". Ele acredita que serão necessárias oito semanas para a limpeza e devolução dos itens resgatados.
Os laptops estão sendo tratados da mesma forma que o Conselho de Segurança de Transportes trata das caixas-pretas recuperadas da água. Inicialmente, são mantidos imersos porque, quando são retirados da água, começam a corroer. "A empresa com a qual estamos trabalhando teve sucesso no passado na recuperação de dados de itens submersos na água", disse Olson em mensagem eletrônica.
Olson chamou os US$ 5.000 pagos a cada passageiro de "compensação inicial" e alegou que as outras queixas seriam resolvidas mais tarde.
No evento improvável que algo desse tipo aconteça a Spera novamente, ele estará carregando menos coisas, disse.
"Agora minha mala está mais leve. Estou usando uma agenda menor. Eu tinha muito material impresso para vendas e coisas assim, das quais não preciso", disse Spera, 39, administrador de uma financeira. "Acho que poderei cortar pela metade o peso do que eu carrego comigo".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h12
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RESPEITÁVEL PÚBLICO Apresenta-se no palco um homem com um crocodilo. Depois de agradecer os aplausos, o homem pega num cassetete, dá uma leve pancada na cabeça do crocodilo e este abre a boca.
O homem abre a calça, ajoelha-se e coloca o pênis na boca do crocodilo. Começam a rufar os tambores e o público faz silêncio total.
O homem então dá segunda cacetada na cabeça do crocodilo. Este começa a fechar a boca lentamente.
- Uaaahhh!!! - Ouve-se a platéia.
O crocodilo, quando está quase a fechar a boca totalmente, pára!!! Na platéia o silêncio é geral. Apenas se ouve o rufar dos tambores.
O homem dá uma terceira paulada na cabeça do crocodilo e este abre totalmente a boca. O público explode em aplausos e a orquestra começa a tocar. O homem põe-se de pé, fecha a calça, e num tom desafiador pergunta aos espectadores:
- Alguém é capaz de fazer isto? Eu ofereço mil dólares!
Aí, responde uma LOURA da platéia:
- Eu faço, contanto que não me batam na cabeça.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h06
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SLOW FOOD
Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado Slow Food. Seu maior objetivo é levar para as pessoas a cultura de que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade. Seu conceito é totalmente oposto ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida.
O que surpreende é o fato deste movimento de Slow Food estar servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe, como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias. Na base de tudo isto está o questionamento da pressa e da loucura geradas pela globalização, pelo desejo de ter em quantidade (nível de vida) ao contrário do ter em qualidade, qualidade de vida ou qualidade do ser.
Segundo a revista Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
A denominada slow attitude está chamando atenção dos próprios americanos, escravos do "fast" (rápido) e do "do it now!" (faça já!). Portanto, esta atitude sem pressa não significa fazer menos nem ter menor produtividade. Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com mais qualidade e mais produtividade, com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades. Do aqui presente e concreto, ao contrário do mundial indefinido e anônimo. Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho com menos pressão, mais alegre, mais leve, e, portanto mais produtivo, onde os seres humanos realizam, com prazer, o que melhor sabem fazer. É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: 'Devagar se vai ao longe" e "A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?
Muitos vivem correndo atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente automobilístico por correrem para chegar a tempo. Ou outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.
O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas pordia. A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, "a vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro".
Parabéns por ter conseguido ler esta mensagem até ao fim. Certamente muitos só leram até metade, para não perder tempo tão valioso neste mundo globalizado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 17h58
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U2 lança clipe de "Get On Your Boots"
O clipe de "Get On Your Boots", primeiro single do novo disco do U2, foi lançado oficialmente. O vídeo foi dirigido por Alex Courtes, que já trabalhou com a banda no clipe de "Vertigo".
O clipe, que já havia circulado pela Internet semanas atrás, mas foi retirado do ar, está disponível no site oficial do U2. Bono canta pela 1ª vez ao vivo "Get On Your Boots" no Grammy
Domingo passado (08/02), a banda tocou "Get On Your Boots" ao vivo pela primeira vez durante a cerimônia do 51º Grammy, em Los Angeles.
"Get On Your Boots", será lançado em formato digital no dia 15 de fevereiro. A versão em CD estará disponível no dia 16.
O disco "No Line On the Horizon", com 11 faixas, chegará às lojas no dia 2 de março nos Estados Unidos. O álbum será lançado em cinco formatos: CD e um encarte com 24 páginas; CD, encarte com 32 páginas, pôster e senha para baixar o filme "Linear", que o fotógrafo e cineasta Anton Corbijn fez para acompanhar o disco; CD, revista de 64 páginas e senha de acesso para baixar o filme de Corbijn; caixa com o CD, DVD com o filme "Linear", livro de 64 páginas e pôster; disco duplo em vinil com encarte de 16 páginas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h42
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UMA VEZ FLAMENGO... FILHO: - Pai, por que o senhor sempre fala que eu tenho que ser Flamenguista?
PAI: - Porque o Flamengo é o melhor time e também aquele que tem a maior torcida do mundo, meu filho!
FILHO: - Isso é legal né pai! Mas acho que não entendi bem... A Índia e a China são os países mais populosos do planeta, cada um com mais de 1 bilhão de habitantes, eles também jogam futebol e ninguém por lá sabe o que é o Flamengo. Será que somos mesmo a maior torcida do mundo?
PAI: - Esses caras não entendem de futebol, por isso não torcem pelo Flamengo...
FILHO: - Tá, mas outros países que entendem de futebol, como a Argentina, Uruguai, Espanha e Itália têm clubes com muito mais títulos internacionais (Libertadores e Mundiais) do que o Flamengo. Será que somos mesmo os melhores do mundo?
PAI: - E daí! O futebol brasileiro é o que importa, meu filho! Porque nossa seleção é a única pentacampeã mundial!
- FILHO: Bom, nesse caso imagino então que o Flamengo seja o time que mais forneceu jogadores pras seleções brasileiras em Copas do Mundo, né!
PAI: Na verdade, o time que mais cedeu jogadores pras seleções brasileiras em Copas do Mundo é o Botafogo, seguido do São Paulo, depois do Vasco e o Corinthians ..... ah, deixa pra lá, garoto! O que importa não é a quantidade, mas a qualidade do jogadores cedidos! Nós tivemos craques do nível do Zico, Júnior e Leandro vestindo a camisa canarinho!
FILHO: - Legal! E quantas Copas eles ganharam?
PAI: - Esses jogadores?.... Nenhuma.... Mas e daí! o teu professor não ensinou que 'o importante é competir'?
FILHO: - Sim, mas eu só estava tentando entender... melhor esquecer esse negócio megalomaníaco de melhor do mundo e me diz aí: quando foi nosso último título brasileiro?
PAI: -Foi em 1992, com um timaço!
FILHO: - Pô!, mas faz tanto tempo assim? Já Tenho 13 anos, e já faz mais de 15 que o Flamengo ganhou o último título brasileiro?
PAI: - É meu filho, mas somos do time mais vezes campeão brasileiro!! Cinco!!
FILHO: - Mas para a CBF, que é o Órgão Oficial de Futebol no Brasil, o campeão brasileiro de 1987 foi o Sport Recife e não o Flamengo, não é verdade?
PAI: - Sim, pentelho, mas nós, da torcida rubro-negra, consideramos que é o Flamengo!
FILHO: - Mas quem representou o Brasil na Libertadores de 1988 foi o Sport...
PAI: - Melhor voltarmos ao assunto dos títulos brasileiros.
FILHO: - Bom então somos iguais ao Vasco, ao Corinthians e Palmeiras que também são quatro vezes campeões brasileiros! E o único penta é mesmo só o São Paulo?
PAI: - Mais ou menos, porra!
FILHO: - Calma pai, o senhor está bravo só porque o Flamengo não é bem isso que o senhor pensava?
PAI: - Pára com isso filho! Nós já fomos campeões mundiais!!!
FILHO: - Sério Pai!? Quando?
PAI: -Em 1981, no Japão.
FILHO: -Já existia televisão nessa época, pro senhor ver o jogo?
PAI: - Claro, porra!
FILHO: - Que legal, então nós também ganhamos a Libertadores em 81?
PAI: - Sim, filhão!!!!
FILHO: - É verdade que ganhamos a Libertadores sem enfrentar nenhum time argentino nem uruguaio?
PAI: - Sim, e daí?
FILHO: - E daí que esses são países de tradição no futebol sul-americano. Sem enfrentar argentinos ou uruguaios a competição ficou muito mais fácil de ser ganha...
PAI: - Tá, mas ganhamos do Cerro Portenho, Deportivo Cali, Jorge Wilstermann e Cobreloa.
FILHO: - Caramba! algum desses times já foi campeão da Libertadores, Sul Americana, Mercosul, Recopa, Supercopa, Conmebol ou alguma coisa de expressão internacional?
PAI: - Não filho.... quer dizer, sei lá! mas que merda!!!!
FILHO: - É verdade que os únicos times conhecidos contra os quais Flamengo jogou naquela Libertadores - Atlético Mineiro e o Olímpia do Paraguai-não conseguimos vencer nenhuma vezinha sequer?
PAI: - É.. foram empates...
FILHO: - E também é verdade que passamos da primeira fase após aquela confusão na qual o Atlético Mineiro teve metade do time expulso pelo juiz supostamente comprado... e o jogo terminou com a vitória magra do Flamengo por falta de jogador adversário e não teve jogo extra como mandava a regra?
PAI: - Azar do Atlético....
FILHO - Pai, também é verdade que se o crítério de gols feito fora de casa (que vale o dobro na Libertadores) fosse mantido também na final que fizemos com o Cobreloa, não teríamos sido os campeões, porque eles meteram um gol no Maracanã e nós passamos em branco lá no Chile?
PAI: - É mas, pra nossa sorte, só na final esse critério muda...
FILHO: - Sei não pai, chegamos aos trancos e barrancos na final e também não pegamos nenhum time Argentino ou uruguaio pelo caminho, assim ficou fácil demais!
PAI: - Porra, moleque. Tá de sacanagem com a minha cara?
FILHO: - Não, só estou querendo saber.. Se o fato de não termos enfrentado nenhum time de expressão não fez nenhuma diferença, como fomos, então, nas outras NOVE vezes em que participamos na Libertadores?
PAI: - Bom, nós fomos eliminados nas primeiras fases em todas as vezes, quase sempre por times argentinos ou uruguaios... Mas isso não importa! O que importa é o título!
FILHO: - Eu achava que o senhor pensava que o importante era competir....
PAI: - Que nada! Isso é baboseira de Vascaíno que só sabe ser vice!
FILHO: - Mas pai, eu li num livro que o Flamengo é o time do Rio que mais tem vice-campeonatos em sua história, são 33 vices contra 27 do Vasco! Está no livro 'Os 10 Mais', de André Alzer e Mariana Claudino, Editora Agir.
PAI: - Já falei pra você parar de ler livros! Isso não combina com ser flamenguista!
FILHO - O que é isso pai! Eu só acho errado ficar menosprezando vice campeonatos, até porque às vezes acho tudo meio injusto. Veja agora, o Fluminense jogou 4 vezes com a LDU nessa Libertadores, ganhou duas, empatou uma e perdeu somente uma vez... O senhor achou justo a LDU ter sido campeão? E se critério de gols fora de casa não mudasse na final o título seria do Fluminense...
PAI: - Eu não quero saber do Fluminense!
FILHO: - É mas eu vi o senhor sacaneando um tricolor por causa da LDU....Mas pra mim, nessa Libertadores, a vergonha do Flamengo foi muito maior, afinal perdemos em casa diante da nossa torcida pra um timeco mexicano, tomando gols de uma cara que tem a barriga maior do que a sua... O Fluminense ao menos ganhou todas em casa, ficou em primeiro lugar na fase classificatória (apesar de estar no grupo da morte), despachou times de tradição na competição (Boca, São Paulo, Arsenal, Libertad) e ainda trouxe a grande final pro Maracanã (coisa que ninguém tinha conseguido fazer na história do nosso maior estádio).
PAI: - Já falei que não quero saber do Fluminense!!!!!!!!
FILHO: - Calma paizinho. Vamos passear então, me leva ao estádio do Flamengo.
PAI (chorando): - Não temos estádio porra! Temos uma sede num terreno alugado pela prefeitura do Rio com um campo de treinamento e uma piscina muito mal conservada.
FILHO (puto da vida): - Chega pai! Assim não dá. Não temos estádio, não temos a maior torcida nem o melhor time, nosso título mais comemorado é um mundial há quase 30 anos, que conseguimos graças à falta de argentinos e uruguaios e não somos campeões brasileiros faz quase 20 anos...
PAI (um minuto de silêncio): - É.. mas no ano que vem nós passaremos o Fluminense e nos tornaremos o time com mais títulos cariocas!!
FILHO: - Mas pai, isso só é possível porque nos consideramos duas vezes campeões em um mesmo ano (1979)! E ultimamente dizem que andamos comprando juízes e ganhando dos adversários de forma vergonhosa - como foi contra o Botafogo nesse ano e ano passado. Mas apesar de tudo isso, se ganharmos no ano que vem nos tornaremos finalmente os maiores campeões cariocas, isso em mais de 100 anos que estamos disputando essa competição, não é verdade?
PAI: - Seu filho da puta!! filho dum corno!!! Tá de castigo!!!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h28
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SERVIÇO DE SOPRO
Penélope Cruz comenta gafe no salão de beleza
da Folha Online A atriz espanhola Penélope Cruz pediu, por engano, sexo oral em um salão de beleza dos EUA, na época em que ainda aprendia inglês. Penélope Cruz confundiu termo "blow dry" com "blow job" no salão
Ela contou a história em uma entrevista ao apresentador Jay Leno, no programa "The Tonight Show", exibido no canal de TV americano NBC.
Penélope Cruz explicou que, na época, ainda estava aprendendo a falar inglês. Ao ir a um salão de beleza, em vez de pedir uma secagem de cabelo - "blow dry", em inglês - se confundiu e acabou pedindo um "blow job", gíria para sexo oral.
Ela confessou que teve dificuldade para aprender a língua, já que cresceu falando espanhol e estudava francês na escola.
A atriz foi ao programa para promover o lançamento em DVD nos EUA do filme "Vicky Cristina Barcelona" (2008), dirigido por Woody Allen. A atuação rendeu a ela a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. No Brasil, o DVD chega às lojas em junho.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h06
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FRASE DO DIA: (Lula)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h03
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Deputado ganha R$ 50 mil neste início de ano
Depois de receber R$ 37,5 mil em janeiro – R$ 12,5 mil de salário e R$ 25 mil pela convocação extraordinária da Assembleia Legislativa (AL), que contabilizou 17 dias de sessões –, cada deputado estadual da Bahia receberá o salário integral de fevereiro para estar na Casa por no máximo seis dias. No total, serão R$ 50 mil, em dois meses, por 23 dias no parlamento. Acontece que, pelo regimento da AL, os deputados têm recesso parlamentar entre os dias 15 de dezembro e 15 de fevereiro, e ainda o mês de julho inteiro. Como o próximo dia 15 será um domingo e o período de Carnaval acontece, em Salvador, do dia 19 a 24, os parlamentares terão quatro dias antes (16 a 19) e três após a folia de Momo (25 a 27) para votar projetos esse mês.
Entretanto, tomando-se como base o histórico da AL, nem mesmo os seis dias devem contar com a presença dos deputados no parlamento. “Possivelmente, teremos sessões até a quarta-feira (dia 18) e só retomaremos os trabalhos em plenário na segunda-feira após o Carnaval (1º de março)”, afirmou Gildásio Penedo (DEM), líder da oposição. Confirmando-se a expectativa do democrata, os parlamentares trabalharão na AL durante apenas três dias em fevereiro.
“Temos acordo para votar, no dia 17, o projeto que reajusta em 5,9% os salários de todo o funcionalismo, e devemos chegar a um entendimento para votar alguma outra matéria no dia seguinte. Nos outros dias, por causa do Carnaval, poderemos ter dificuldades para manter o quórum para votações”, disse o líder do governo Waldenor Pereira (PT).
Férias – Ao todo, os parlamentares têm 90 dias de recesso por ano, recebendo ajuda de custo, no valor de duas vezes o salário, sempre que são convocados a trabalhar nesses períodos. Essa realidade é muito distante do cotidiano dos trabalhadores comuns do Brasil, que, pela legislação, têm 30 dias de férias anuais, com remuneração extra equivalente a um terço do salário.
Além disso, no caso de ter que reduzir o período de descanso, os trabalhadores podem “vender” até dez dias de suas férias, recebendo por isso valor referente à remuneração que lhe seria paga pelos dias correspondentes.
Mudar esse contraste entre os direitos dos parlamentares e os dos demais trabalhadores depende do próprio parlamento baiano, mas na Casa, “até o momento não existe discussão alguma a esse respeito”, como informou Waldenor, acrescentando que o tema poderá ser debatido ainda esse ano.
A mesma posição é defendida por Gildásio, que salientou ainda a possibilidade de se articular a redução dos períodos de recesso com o fim da ajuda de custo por convocações extraordinárias.
Os dois líderes fizeram questão, no entanto, de afirmar que recesso não significa férias. Segundo eles, esses períodos servem para reuniões e audiências com comunidades e lideranças que apoiam seus mandatos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h01
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OPERAÇÃO ACARAJÉ
Ex-presos denunciam tortura na Bahia
da Folha Online Ex-presos políticos da Bahia acusam o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, 76, de participação em um episódio no qual eles relatam invasão de lares, interrogatórios com espancamento e sessões de tortura com choque.
Em seu livro "Rompendo o Silêncio" (Editerra Editorial, 1987), Ustra defende que "terroristas não eram cidadãos comuns" e diz que "é necessário explicar, porém, que não se consegue combater o terrorismo amparado nas leis normais, eficientes para um cidadão comum."
A reportagem revela, no entanto, que nenhum dos presos na ação denominada Operação Acarajé era ligado à então já exterminada guerrilha - na expressão adotada por Ustra, ao terrorismo.
Todos eram simpatizantes do PCB (Partido Comunista Brasileiro), partido oposicionista, porém, avesso ao uso da violência e do uso de armas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h00
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Os pacotes de resgate que visam escorar os mercados financeiros na Europa estão ficando cada vez mais caros. Uma preocupante depreciação da moeda é inevitável e falências de Estados não podem mais ser descartadas. Poderia a zona do euro também cair vítima da crise financeira global? "Há um rumor circulando de que os Estados não podem falir", disse recentemente a chanceler alemã, Angela Merkel, em um evento de um banco privado em Frankfurt. "Este rumor não é verdadeiro."
É claro que ela está certa. Os países podem falir se permitirem que seus gastos deficitários saiam do controle e não puderem mais arcar com o serviço de suas dívidas. Os comentários de Merkel podem ser interpretados como um alerta de que os países precisam manter seus déficits sob controle. A mensagem é: se os governos forem longe demais na tentativa de resgatar as empresas e a economia, eles próprios poderão enfrentar uma insolvência.
Até o momento, os governos nacionais já foram bem longe. Sejam os Estados Unidos ou a Europa, as somas que os governos estão desembolsando para impedir o colapso do sistema financeiro são impressionantes.
A Alemanha sozinha já forneceu garantias de crédito de €42 bilhões para impedir o colapso do Hypo Real Estate de Munique, um poço sem fundo que a maioria agora acredita que terá que ser totalmente nacionalizado. O único obstáculo é uma cláusula legal que limita a participação acionária do Estado nos bancos a 33%. Enquanto isso, o segundo maior banco popular da Alemanha, o Commerzbank, foi resgatado, com o Estado assumindo um quarto das ações da empresa. E o prejuízo de € 4,8 bilhões no último quarto trimestre na principal instituição financeira da Alemanha, o Deutsche Bank, sugere que ele também poderá necessitar de assistência do Estado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h02
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De inconcebível a inevitávelA imagem é ainda mais sombria nos Estados Unidos, onde o economista Nouriel Roubini estima que os prejuízos no setor financeiro totalizarão US$ 3,6 trilhões. No Reino Unido, o governo já nacionalizou em parte o Royal Bank of Scotland e o Lloyds TSB -e muitos especialistas veem a nacionalização plena como inevitável.
Há poucos que discordam dessas medidas. Caso bancos vitais para o sistema quebrem, o sistema financeiro global poderia sofrer um colapso. Mas quanto os países podem gastar até que a bolha dos gastos deficitários estoure? Um cenário inimaginável? Há menos de um ano, a nacionalização de bancos nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido seria inconcebível. Hoje, mesmo os Estados Unidos - lar do capitalismo desenfreado - veem estas medidas como inevitáveis.
Os empréstimos tomados pelos países para financiar os resgates, programas de estímulo econômico e queda na receita tributária criarão um fardo duradouro. Pior, com a continuidade do declínio no setor bancário, não está claro se esses gastos imensos serão eficazes. Especialmente quando outros países menos estáveis economicamente ao redor da Alemanha estão mergulhando em parafuso.
Veja o exemplo do Reino Unido. O país está à beira da ruína financeira. Os imóveis estão supervalorizados, os lares estão altamente endividados e seu vasto setor financeiro foi duramente atingido pela crise. A confiança na capacidade do Reino Unido de superar a turbulência econômica está diminuindo a cada dia, como ficou evidente com a forte desvalorização da libra, que quase chegou à paridade com o euro. Há apenas 13 meses, ela valia € 1,40.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h59
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Uma segunda Islândia "Eu não investiria dinheiro nenhum no Reino Unido", diz o investidor americano Jim Rogers. E o economista Willem Buiter, um ex-consultor do Banco da Inglaterra, alerta sobre o "risco do Reino Unido se tornar uma segunda Islândia".
Também é possível olhar para o exemplo da Itália, que está caminhando para ingressar em um clube bastante exclusivo -e indesejável. Com 106% do produto interno bruto, a Itália terá o terceiro maior déficit nacional do mundo.
Em um país que há muito tinha uma taxa de poupança sólida, os gastos deficitários não provaram ser um problema muito grande no passado. O maior desafio para o governo era fazer as pessoas se interessarem por comprar títulos a uma taxa de juros estabelecida. O ministro das finanças do país descreveu esse investimento como "o mais sólido e seguro disponível". É claro, nem todo mundo compartilha essa opinião no momento -particularmente nem os próprios italianos. Um título da dívida oferecido em meados de janeiro só encontrou interessados depois que o governo aumentou acentuadamente a taxa de juros oferecida.
Neste ano, Roma teve que pagar € 220 bilhões em títulos de curto prazo. Autoridades financeiras foram citadas como tendo dito que caso um título não encontre interessados, "seria um desastre para o Estado". Em dezembro, o ministro do trabalho italiano, Maurzio Sacconi, alertou que a Itália poderia falir se o país não conseguisse mais vender títulos públicos, por causa da abundância de oferta de outros países. "Isso criaria um problema de liquidez para o pagamento de salários e aposentadorias e acabaríamos como a Argentina."
O Reino Unido como uma segunda Islândia, a Itália como uma segunda Argentina. A Islândia atualmente está praticamente falida e a Argentina se tornou insolvente em 2001. Não é de se estranhar que esses comentários de autoridades públicas estejam deixando as pessoas nervosas. Em nenhum outro momento da história, desde o final da Grande Depressão, o risco de falências nacionais foi tão grande na Europa quanto agora.
Os orçamentos nacionais na maioria dos países membros da União Europeia estão em estado miserável. Especialistas financeiros da Comissão Europeia em Bruxelas estimam que, apenas neste ano, os gastos deficitários nos 16 membros da zona do euro totalizarão 4% do PIB, com esse número aumentando para 4,4% no próximo ano. O Pacto de Estabilidade do euro, entretanto, permite apenas 3%. A Comissão estima que em 2010, 17 países da UE ultrapassarão esse total. A lista inclui países como a Alemanha (4,2%), França (5%), Espanha (5,7%) e Reino Unido (9,6%). Espera-se que a Irlanda fique no topo da lista com gastos deficitários previstos de 13%.
Essas previsões, é claro, existem apenas no papel por ora. Mas o ministro das finanças da Áustria, Josef Pröll, alerta que "algum dia chegará o dia do pagamento".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h57
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Títulos de dívida europeus? Na semana passada, Pröll e seus colegas formularam um pedido de mudança de curso, dizendo que um estímulo fiscal coordenado era necessário e deveria incluir uma "consolidação orçamentária coordenada" por toda a Europa. Mas como isso ocorreria não está claro.
Em uma audiência perante o comitê econômico do Parlamento Europeu na semana passada, Joaquín Almunia, comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, foi fuzilado de perguntas para as quais tinha poucas respostas. Como um primeiro passo, ele sugeriu que seis a oito países deveriam reduzir seus déficits. Mas ele não sugeriu como poderiam fazer isso.
Para alguns governos, consolidação orçamentária é a coisa mais distante de seu pensamento no momento. Em vez disso, esses países estão fazendo tudo o que podem para encontrar formas de assegurar o crédito, que está se tornando cada vez mais difícil. "Países menores estão sendo empurrados para fora dos mercados de crédito porque os países maiores estão tomando bilhões", membros do Parlamento disseram para Almunia. Sua resposta: é verdade, mas não é possível "pôr de lado os mercados de capital".
Visando resolver o problema, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que também é o ministro das Finanças de seu país, propôs que os 16 países da zona do euro criassem um "Eurotítulo" comum. Os países menores elogiaram a proposta, mas ela foi recebida com rejeição instantânea por Berlim.
A Alemanha, até o momento, conseguiu tomar empréstimos baratos porque ainda conta com uma excelente classificação de crédito. Se o país enchesse seus cofres oferecendo Eurotítulos da dívida, ele teria que pagar € 3 bilhões ou mais neste ano. Pröll, o ministro das finanças austríaco, também pareceu desinteressado, rejeitando os Eurotítulos como dando carta branca para a criação de mais dívidas às custas dos outros.
Muitos líderes europeus criticaram a abordagem da Alemanha diante da crise financeira - o país foi lento na implantação de um pacote de estímulo econômico e alguns zombaram da chanceler Angela Merkel como sendo a "Madame Não". Mas na Alemanha, o governo está preocupado com o risco de uma tomada excessiva de empréstimos e em sobrecarregar as futuras gerações com dívidas. O governo já abandonou seu plano de um orçamento equilibrado até 2011, e Merkel alertou sobre os limites do papel de Berlim em qualquer resgate. Merkel teme que os resgates sobrecarregarão o governo. Afinal, se a dívida do governo continuar crescendo, em algum momento ele não mais será capaz de pagar os juros. A tomada de empréstimos no valor de € 18,5 bilhões prevista para 2009 já é maior do que a do ano passado, e nesta semana o governo está em processo de aprovação de um segundo pacote de estímulo econômico que, combinado com outros empréstimos, poderia elevar o gasto deficitário de 2009 para a marca de € 50 bilhões. Nenhum outro governo alemão teve que tomar tanto dinheiro em empréstimo.
Para assegurar que futuras gerações não fiquem amarradas a uma dívida imensa, o plano contém uma cláusula que a partir de 2011 canalizará € 1 bilhão por ano das receitas do banco central da Alemanha, o Bundesbank, que antes iam para o orçamento do governo. Atualmente, o Bundesbank injeta € 3,5 bilhões por ano no orçamento. Até 2012, quaisquer lucros no banco ultrapassando € 3,5 bilhões serão destinados ao pagamento da crescente dívida pública.
A maioria dos especialistas acredita que o governo alemão ainda possui espaço para manobra, mas um maior gasto deficitário pode ser inevitável e poucos sabem quanto seria necessário. Berlim poderá em breve estabelecer um ou mais dos chamados "bancos podres", onde as instituições financeiras em dificuldades colocariam seus empréstimos podres - um programa que exigiria uma maior tomada de empréstimos pelo governo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h55
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Um verdadeiro teste para a zona do euro O governo exercitou um certo grau de cautela nos gastos deficitários nos últimos anos, o que frequentemente faltou em alguns outros países da UE. E os políticos em Berlim relutaram em promover enormes programas de estímulo econômico que poderiam encorajar outros a abandonarem qualquer senso de responsabilidade fiscal.
No passado, um punhado de países membros da UE tomou empréstimos sem pensar duas vezes. Agora, eles foram duramente atingidos pela desaceleração econômica, porque suas classificações de crédito foram rebaixadas e estão sendo forçados a tomar empréstimos a taxas de juros mais altas. Espanha, Itália, Irlanda e Grécia foram atingidas de forma particularmente dura.
Os países que têm que tomar empréstimos tão caros são ameaçados pelo aumento constante das taxas de juros, que por sua vez aumentam suas dívidas. Em resposta, a classificação de crédito cai ainda mais, elevando ainda mais os juros, o que se transforma em um círculo vicioso.
Os especuladores no mercado criam pressões adicionais. As tensões poderiam escalar ainda mais e criar um verdadeiro teste para a zona do euro.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h54
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A rede de segurança do euro Antes de sua adoção do euro, países como Itália, Grécia e Espanha simplesmente desvalorizavam suas moedas em tempos de dificuldades e reduziam suas taxas de juros para aumentar as oportunidades de exportação para suas economias. Atualmente, como membros da zona do euro, esta opção não está mais disponível por causa das regras orçamentárias rígidas que visam assegurar a estabilidade da moeda comum.
O colapso potencial da zona do euro é um assunto altamente debatido recentemente nas rodas do mercado financeiro. Um problema é que o tratado do euro não possui cláusulas que permitam que países altamente endividados abandonem voluntariamente a moeda comum. Mesmo se existissem, entretanto, qualquer país que deixasse a zona do euro apenas exacerbaria seus problemas. Suas classificações de crédito despencariam ainda mais, os empréstimos se tornariam mais caros. E as velhas dívidas teriam que ser quitadas em euro. Em caso de desvalorização da própria moeda, elas ficariam ainda mais caras. O comissário europeu da Alemanha, Günter Verheugen, considera o debate sobre uma saída do euro como "pura propaganda barata contra o euro por parte de especuladores nos mercados anglo-americanos".
Mas o que aconteceria se um país membro da zona do euro falisse? Durante os próximos 24 meses, por exemplo, a Grécia terá que levantar € 48 bilhões para o serviço de dívidas antigas, ao mesmo tempo em que precisa tapar os buracos em seu orçamento.
Se um país como a Grécia se tornar insolvente, ele seria inicialmente poupado das piores consequências da falência por ser membro da zona do euro. O euro perderia parte de seu valor, certamente, mas a economia grega não tem um papel muito grande na Europa e a desvalorização seria limitada.
As consequências para a Grécia também seriam limitadas. Como a moeda permaneceria relativamente forte, não haveria crise no setor varejista, não haveria estocagem especulativa e não haveria mercado negro - em outras palavras, não criaria uma crise econômica maior do que a já existente. Nem levaria a um aumento do desemprego.
Sob o escudo protetor da União Europeia, a vida em um Estado falido seria relativamente confortável. A pergunta mais importante, entretanto, é como a UE reagiria.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h53
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Cenário de pior caso Um cenário é que ela poderia declarar a Grécia como sendo um caso excepcional e fornecer empréstimos visando impedir a falência. Mas isso teria consequências desastrosas. Afinal, por que países fracos fariam algum esforço para equilibrar seus orçamentos se soubessem que a UE os resgataria em um cenário de pior caso.
Se a UE permanecesse firme contra a Grécia, isso certamente seria justo em relação aos países membros que praticaram uma disciplina orçamentária equilibrada no passado. Mas isso também seria politicamente insustentável, porque provocaria uma fuga dos investidores de qualquer país que exibisse o menor sinal de não ser capaz de manter o serviço de sua dívida. Eles teriam que continuar aumentando os juros sobre seus títulos, e o vírus da Grécia acabaria por se disseminar ainda mais, levando outros países à falência. Neste cenário altamente teórico, o euro, de fato, sofreria um colapso. A moeda poderia sobreviver à falência de um país membro, mas não poderia sustentar uma série delas.
Os eurocéticos há muito alertam que a tensão dentro da zona do euro poderia destruir a moeda algum dia. Eles agora sentem que suas convicções foram confirmadas -apesar desses cenários mencionados ainda estarem longe da realidade.
A própria Alemanha tem pouca dificuldade em levantar dinheiro. Mas mesmo aqui, diante dos rombos multibilionários no orçamento nacional, os investidores estão lentamente ficando nervosos em relação aos títulos da dívida alemã. Muitos investidores inseguros estão começando a perguntar "o que o futuro reserva para países com classificação AAA", diz o analista da Moody's, Alexander Kockerbeck. Especialistas da empresa de classificação americana já estão alimentando seus computadores com cenários de pior caso. Em um, eles inseriram dados de teste para 2010 e 2011 presumindo uma retração da economia de 3% a cada ano. Neste modelo, o déficit nacional subiria rapidamente dos atuais cerca de 70% para 80% do PIB.
"O fardo dos juros seria de cerca de 7% da receita do governo", disse Kockerbeck, dizendo que a Alemanha ainda conseguiria preservar sua alta classificação de crédito. Mas se esse número subir para 10%, o país poderia perder a melhor classificação, porque seus custos de financiamento subiriam.
A agência de classificação de crédito concorrente, Standard & Poors, que na semana passada rebaixou a classificação da Espanha, mantém uma posição semelhante. O analista Kair Stukenbrock confirmou na semana passada a classificação AAA da Alemanha. Ele também disse que atualmente presume "que a economia alemã e o orçamento do governo podem suportar a atual crise financeira sem perder sua classificação de crédito".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h52
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Estrangulado pelo pagamento de juros Em tempos normais, presumindo que um país tenha uma classificação de crédito sólida e uma boa economia, a tomada de empréstimo é rotineira. A Alemanha emite rotineiramente títulos de curto e longo prazo que pagam juros. Eles podem ter qualquer duração entre um dia e 30 anos. Mas alguns outros países, como a Espanha e a França, emitem até mesmo títulos de 50 anos. A maioria deles é vendida por leilões - e quanto mais alto o preço, mais barato é para os países tomarem empréstimo, mas isso também reduz os lucros para os investidores.
O pagamento da dívida é bem mais complicado. No caso mais simples, o país apenas quita a dívida. É extremamente raro, é claro, um país fazer isso. Na maioria dos casos, os países renovam suas dívidas em vez de quitá-las -e ao fazê-lo eles criam uma nova dívida. Hoje, o governo alemão tem que pagar € 43 bilhões por ano em juros. É a segunda maior despesa no orçamento federal atrás dos gastos sociais.
Mas isso poderá mudar rapidamente. Se, por exemplo, as taxas de juros subirem aos níveis de 1995, o país poderia se ver diante de € 20 bilhões adicionais em pagamentos, e isso sem levar em conta qualquer nova dívida. É claro, dada a natureza da atual crise, o fardo da dívida aumentará. Ninguém sabe quanto, nem como o país poderá eliminar essa dívida antes que ele comece a ser estrangulado pelo pagamento de juros.
Uma forma de pagar a dívida, é claro, é por meio de cortes imensos de gastos e programas austeros de poupança. Mas isso é difícil. Muito mais atraente é a rota da inflação. O Estado pode simplesmente imprimir dinheiro e pagar suas dívidas. Ou o banco central imprime dinheiro e o injeta na economia. A moeda é desvalorizada, mas o Estado não se importa porque isso facilita o pagamento de suas dívidas.
Independente de como o país escolha pagar sua dívida, serão os contribuintes que terão que arcar com a conta no final. De fato, o único momento em que é possível quitar o déficit por meio da poupança do governo é durante períodos de boom, períodos em que o governo pode elevar impostos, ou se puder reduzir seus gastos.
As pessoas também pagam o preço da inflação porque à medida que a moeda é desvalorizada, os preços aumentam.
Até agora, o processo tem sido sutil. Desde o final dos anos 90, os principais bancos centrais nos Estados Unidos e Europa triplicaram o volume de dinheiro em circulação. Nos últimos meses, o volume de dinheiro em circulação nos Estados Unidos e Europa aumentou quase 50%.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h51
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Fenômeno universal Os bancos centrais estão tentando usar a enxurrada de liquidez para prevenir um colapso do sistema financeiro global e, consequentemente, das economias. Ao mesmo tempo, eles também podem estar abrindo o caminho para a próxima crise.
O dinheiro já está insanamento barato: o Federal Reserve (Fed, o banco central) americano já reduziu sua taxa de juro chave para quase zero e o Banco Central Europeu já a reduziu a 2%. É extremamente provável que as taxas de juros sejam reduzidas ainda mais.
Mas se os pacotes de resgate surtirem efeito e a economia começar a se recuperar, então os bancos centrais aumentarão novamente as taxas de juros -caso contrário seríamos ameaçados por uma onda imensa de inflação e uma próxima crise, ainda pior, seria inevitável. Mas a ação poderia também levar muitos países altamente endividados à falência.
Em um estudo feito pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), os economistas americanos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff pesquisaram as crises financeiras dos últimos 800 anos e concluíram que falências do Estado eram um "fenômeno universal". Muitos países, na verdade, faliram mais de uma vez.
Entre 1500 e 1800, a França se tornou insolvente oito vezes. A Espanha faliu sete vezes durante o século 19. A insolvência é um fenômeno comum em cada período da história, eles concluíram, e seria errôneo pensar que falências do Estado são uma "característica distinta do mundo financeiro moderno".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h41
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Nada mais é inimaginável Na maioria dos casos, os cofres do país foram esvaziados pela guerra. Mas em cada caso, os países conseguiram se recuperar da ruína. Eles provaram ser incrivelmente cheios de recursos no uso de suas ligações com bancos, empresas e, especialmente, com a população.
A solução mais simples para os Estados era simplesmente se recusar a pagar suas dívidas. Em 1557, o rei Felipe 2º da Espanha se recusou a pagar as dívidas de seu país após suas caras batalhas militares contra a Holanda e os otomanos. Foi uma decisão que prejudicou seriamente os bancos mutuantes em Augsburgo, Alemanha, e eles nunca se recuperaram plenamente.
Mesmo após a Revolução, os novos regentes da França foram ainda mais longe. Eles expropriaram propriedades das igrejas, de grandes latifundiários e executaram alguns mutuantes.
Uma opção igualmente brutal foi ir à guerra visando saquear as áreas ocupadas. Mas esses métodos de consolidação orçamentária tendiam a acontecer apenas quando as coisas começavam a entrar em colapso. Mesmo no passado, a inflação era o método preferido de lidar com a dívida. Eles criavam mais dinheiro e o desvalorizavam. É um método que foi adotado já na Roma antiga, quando os romanos desvalorizavam suas moedas usando menos metais preciosos nelas. Isso se tornou uma prática padrão. Em Viena, o conteúdo de prata na moeda de Kreuzer foi reduzido em 60% entre 1500 e 1800, e o pfennig de Augsburgo perdeu mais de 70% de seu valor.
Assim que o papel moeda foi introduzido, o processo foi ainda mais simplificado, já que bastava imprimi-lo. O primeiro país a começar a imprimir dinheiro em grande escala foi a França, no século 18, quando precisou pagar a montanha de dívida acumulada por Luís 14. Em tempos de crise, os governos franceses sempre caíram nessa tentação.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h39
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O alerta da hiperinflação Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, o Reich alemão também começou a desatrelar sua moeda do ouro. Até então, qualquer um podia trocar o papel moeda por metais preciosos. A desvinculação da moeda fez com que a quantidade de dinheiro em circulação subisse de 13 bilhões para 60 bilhões de marcos no final da guerra, enquanto os produtos em oferta foram reduzidos em um terço. Os preços dispararam.
O desenvolvimento desastroso atingiu seu pico em 1923, com a hiperinflação. O dólar na época chegou a valer 4,2 trilhões de marcos. As notas bancárias eram impressas em 130 gráficas privadas, freqüentemente em apenas um lado do papel para economizar tinta. A única forma de deter a desvalorização em massa era a troca da moeda.
Em novembro de 1923, o governo emitiu o chamado rentenmark. A moeda anterior podia ser trocada a uma taxa de 1 trilhão de marcos para 1 rentenmark. A inflação parou rapidamente. As pessoas falavam do "milagre do rentenmark". Mas a verdade é que ele eliminou as economias e investimentos de grande parte dos alemães de classe média, enquanto os ricos foram forçados a financiar a guerra comprando títulos do governo que agora não valiam nada. Os bancos e seguradoras também perderam seu capital. O maior vencedor, além das pessoas que tinham empréstimos e hipotecas que não conseguiam mais pagar, foi o governo. Sua dívida da guerra encolheu até se tornar insignificante.
Esses eventos traumáticos permanecem como parte da memória coletiva da Alemanha e alimentam um temor latente da hiperinflação até hoje. As pessoas precisam temer?
Por ora não. Em comparação a muitos outros países, a Alemanha está bem posicionada para enfrentar a crise. A economia nos últimos anos vinha mais forte do que a de outros países membros da UE e ela não era tão dependente do setor financeiro quanto o Reino Unido. E diferente dos Estados Unidos, ela não é dependente de mutuantes estrangeiros.
A Islândia, por sua vez, já está praticamente falida. No Leste Europeu, vários países estão cambaleando -a Letônia já teve que pedir ajuda ao FMI e ao Banco de Desenvolvimento do Leste Europeu. Na capital, Riga, 40 pessoas ficaram feridas em um protesto violento que ocorreu em 13 de janeiro.
O Reino Unido também está em apuros. E se não fosse pela proteção que sua adoção da moeda comum lhes confere, alguns países da zona do euro estariam no momento lutando pela sua sobrevivência. Os Estados Unidos, por outro lado, estão explorando o fato de ainda serem considerados estáveis apesar de seus problemas enormes - e o fato dos chineses serem detentores de uma parcela imensa de suas reservas de moeda estrangeira na forma de títulos americanos.
A situação melhorará? Seria uma ilusão acreditar que os países aprenderam com seus erros do passado, alertaram os economistas americanos Reinhart e Rogoff. De fato, outro Estado poderia falir a qualquer momento e levar sua população consigo.
Nesta crise, nada mais é inimaginável.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h33
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