NO LINE ON THE HORIZON U2 busca equilíbrio entre rock e eletrônica  A gravadora tentou evitar, mas o novo álbum do U2, "No Line On The Horizon", que será lançado no Brasil no dia 2 de março, pode ser encontrado na Internet desde quarta-feira (18/02) e já bate recordes de downloads ilegais mundo afora.
O disco - 12º na carreira da banda - é uma clara tentativa de a banda se equilibrar entre a eletrônica que passou dos limites nos anos 90 e o rock de origem para o qual o grupo retornou nos dois últimos álbuns.
"Get On Your Boots", o primeiro single do disco, lançado em janeiro, sintetiza com perfeição a busca da harmonia entre as duas partes. Dançante, a música tem um irresistível riff de guitarra turbinado com efeitos, assim como o sempre potente baixo de Adam Clayton.
A bateria vem carregada de arranjos (des)polidos em estúdio, e prova que é possível fazer um rock dos bons para dançar. Como primeiro single, a faixa perde de longe para os dois últimos ("Beautiful Day" e "Vertigo", respectivamente), mas foi sem dúvida formatada para colocar o disco na boca do povo.
A produção ficou a cargo de três amigos de longa data: Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lilywhite. Pela primeira vez na história do U2, as músicas não foram feitas somente pelos integrantes da banda, os mesmos desde que o grupo nasceu, em 1976, na Irlanda. Eno e Lanois co-assinam nada menos que oito das 11 músicas que estão no álbum.
Em uma delas, "Moment of Surrender", é clara a intervenção de efeitos de Brian Eno. A música, com mais de sete minutos de duração, é conduzida por uma linha de baixo que serve de cama para efeitos e texturas de guitarra, e resulta num clima que realça a voz de Bono.
Como em discos do U2 em geral, os vocais são gravados mais altos que outros elementos, é natural que Bono apareça mais. Na faixa-título, que abre o CD, um refrão cantarolado faz do vocalista - como se fosse preciso - o ponto principal, numa típica faixa do U2.
A mesma grandiosidade quase messiânica está em "Magnificent", que inicia com efeitos típicos de produtores para logo receber a indefectível guitarra de The Edge. Remete a várias fases do U2 em uma só música, como o início de carreira em "The Unforgettable Fire" e a ligação com as raízes da música norte-americana de "Where The Streets Have No Name" - presente no disco "The Joshua Tree", de 1987.
Além do riff de "Get On Your Boots", a guitarra de The Edge aparece feroz em outras duas oportunidades. Em "Stand Up Comedy", uma levada funk rock anos 70 garante o peso não encontrado em outros cantos no CD. O belo solo não tira da música sua principal característica: fazer par com "Get On Your Boots" como irresistíveis para as pistas. Já "Breathe" é prima de "Magnificent", com a vantagem de a canção em si ser muito mais cativante.
Com Larry Mullen Jr. implementando uma bateria fortíssima (outra característica em todo o álbum), uma boa base harmônica de guitarra e teclado, além de passagens vocais marcantes, a faixa tem vaga garantida no hall da fama das grandes canções do U2 em todos esses anos. Ambas são sérias candidatas a segundo single.
Se o grupo procura equilíbrio entre rock e eletrônica, não conseguiu o mesmo no quesito boas composições. "Fez - Being Born", uma junção de duas músicas que homenageia o local onde o disco teve sua fase embrionária, no Marrocos, destoa completamente. O mesmo acontece com "Cedars Of Lebanon", que fecha o CD com Bono falando mais do que cantando. "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" é de uma simplicidade banal, e "White As Snow" pode até dar sono. O resultado é a irregularidade de um repertório apenas razoável.
No Brasil "No Line On The Horizon" chega às lojas em quatro formatos.
O CD com um encarte de 24 páginas (R$ 34,90); digipack, com capinha de papelão e um encarte de 32 páginas, pôster e senha de acesso para o vídeo "Linear", de Anton Corbijn, na Internet (R$ 44,90); edição limitada de revista + CD, com imagens e entrevista exclusiva, em 64 páginas (R$ 160); e um box com o álbum em digipack, o DVD com "Linear", um livro capa dura com 64 páginas e um pôster (R$ 390).
Somadas a vendas antecipadas no Brasil, "No Line On The Horizon" já é disco de platina - 60 mil cópias.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h44
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MAIS MADURO? Bono aparece como cantor mais maduro
da Folha de S.Paulo Previsto para ser lançado em 27 de fevereiro, com um show fechado em Londres, e em 3 de março, no mundo todo, o 12º álbum do U2 escapou das mãos daqueles que tentavam guardá-lo até lá e vazou, anteontem à tarde, inteirinho, na internet. "No Line on the Horizon" traz os irlandeses galgando um novo patamar de sua própria história. Em 11 faixas, enveredam pelo tipo de canção etérea, épica, marcada pela guitarra autoral de Edge e que caracterizou especialmente álbuns como "The Unforgetable Fire" (1984) e "All that You Can't Leave Behind" (2000). Bono, por sua vez, prefere dispensar a aura messiânica que aborrece tanto seus críticos e apresenta-se como um cantor mais maduro e sofisticado, que veste vários disfarces. Em entrevista recente à revista britânica "Q", o cantor disse: "Estou cansado de Bono e eu sou ele". A saída para seu peculiar dilema ególatra foi inventar personagens. Isso acontece em "Cedars of Lebanon", em que encarna um correspondente de guerra, ou "White As Snow", sobre um soldado no Afeganistão - duas faixas de conotação mais política. Realizado no Marrocos, em Paris, Nova York e Londres, "No Line on the Horizon" reúne como produtores antigos parceiros de Bono, Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton. Após uma experiência frustrada com o estrelado Rick Rubin (que trabalhou com artistas pop como Justin Timberlake e Green Day), o grupo voltou a ter como parceiros Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite, responsáveis por lapidar sua sonoridade no passado. Trata-se, ainda, do disco que levou mais tempo para ser concebido, cinco anos - o último havia sido "How to Dismantle an Atomic Bomb" (2004). O vazamento desta semana não é o primeiro da mais recente obra. A história é curiosa. Em agosto do ano passado, fãs ouviram, do lado de fora da casa de férias de Bono, na costa da França, o vocalista cantando, em voz alta, músicas inéditas. Colocaram-nas imediatamente na internet, mas a gravadora conseguiu retirá-las do ar. Nova virada Ao longo de sua existência, a banda irlandesa tem se reinventado a cada disco, propondo transformações artísticas e no visual. Em dois momentos, porém, essas viradas foram mais drásticas. O primeiro, em 1987, com "The Joshua Tree", em que selou laços com os EUA e consolidou a atmosfera religiosa de seu universo, criando hits como "Where the Streets Have No Name" e "I Still Haven't Found what I'm Looking For". O segundo ocorreu em 1991, com o ambicioso "Achtung Baby". Os quatro apareceram repaginados, num look meio futurista. Musicalmente, arriscavam produzir uma ambientação sombria e eletrônica. "No Line on the Horizon" é a terceira grande guinada da carreira da banda. Aqui, tentam superar a própria grandiosidade sonora e apostam em letras que buscam encerrar de modo poético a complexidade política e midiática destes tempos. Com os integrantes beirando os 50 anos, o U2, ao contrário de muitos roqueiros veteranos, não se esforça para manter uma juventude artificial. Envelhece antenado à sua época. No Brasil O lançamento do disco no Brasil, pela Universal, será no dia 3 de março. Chegará em quatro formatos. Além da edição simples, haverá uma com minipôster e livro, e outras duas importadas, em caixas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h43
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by Rolling Stone
"I was born to sing for you/I didn't have a choice but to lift you up," Bono declares early on this album, in a song called "Magnificent". He does it in an oddly low register, a heated hush just above the shimmer of the Edge's guitar and the iron-horse roll of bassist Adam Clayton and drummer Larry Mullen Jr. Bono is soon up in thin air with those familiar rodeo yells, on his way to the chorus, which ends with him just singing the word "magnificent," repeating it with relish, stretching the syllables. But he does it not in self-congratulation, more like wonder and respect, as if in middle age, on his band's 11th studio album, he still can't believe his gift — and luck. Bono knows he was born with a good weapon for making the right kind of trouble: the clean gleam and rocket's arc of that voice. "It was one dull morning/I woke the world with bawling," he boasted in "Out of Control," written by Bono on his 18th birthday and issued on U2's Irish debut EP. He is still singing about singing, all over No Line on the Horizon, U2's first album in nearly five years and their best, in its textural exploration and tenacious melodic grip, since 1991's Achtung Baby. "Shout for joy if you get the chance," Bono commands, in a text-message cadence and drill sergeant's bark, in "Unknown Caller." He leads by example in the ham-with-wry pop of "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" — "Listen for me/I'll be shouting/Shouting to the darkness" — then demands his piece of the din in the glam-fuzz shindig "Get on Your Boots": "Let me in the sound!...Meet me in the sound!" God, guilt, love, sin, terrorism and transcendence — Bono juggles them all here, with the usual cracks at his own hubris. ("Stand up to rock stars," he warns in "Stand Up Comedy." "Be careful of small men with big ideas.") Bono also keeps coming back to the sheer power and pleasure of a long high note and the salvation you can feel in being heard. "I'm running down the road like loose electricity," he jabbers, with some of that nasal acid of the '66 Bob Dylan, through the hard-rock clatter of "Breathe," "while the band in my head plays a striptease." It is a strange thing to sing on a record that more often reveals itself in tempered gestures, at a measured pace. (The main exception, the outright frivolity of "Get on Your Boots," comes right in the middle, as if the band thought it needed some kind of zany halftime.) Most of the great — and biggest-selling — U2 albums have been confrontational successes: the dramatic entrance on 1980's Boy; the spiritual-pilgrim reach of 1987's The Joshua Tree; the electro-Weimar whirl of Achtung Baby; the return to basics on 2004's How to Dismantle an Atomic Bomb. Produced by the now-standard trio of Brian Eno, Daniel Lanois and Steve Lillywhite, No Line on the Horizon is closer to the transitional risks — the Irish-gothic spell of 1984's The Unforgettable Fire, the techno-rock jet lag of 1993's Zooropa — but with a consistent persuasion in the guitar hooks, rhythms and vocal lines. In "No Line on the Horizon," it is the combination of garage-organ drone, fat guitar distortion and Mullen's parade-ground drumming, the last so sharp and hard all the way through that it's difficult to tell how much is him and how much is looping (that is a compliment). The Edge takes one of his few extended guitar solos at the end of "Unknown Caller," a straightforward, elegiac break with a worn, notched edge to his treble tone. "White as Snow" is mostly alpine quiet — guitar, keyboard, Bono and harmonies, like the Doors' "The Crystal Ship" crossed with an Appalachian ballad. "Cedars of Lebanon" ends the album much as "The Wanderer" did on Zooropa, a triumph of bare minimums (this time it's Bono going in circles, through wreckage, instead of Johnny Cash, who sang "The Wanderer") with limpid guitar and electronics suggesting a Jimi Hendrix love song, had he lived into the digital age. "Fez — Being Born" is the least linear song on this album (no small achievement), a highway ride in flashback images dotted with Bono's wordless yelps and the descending ring of the Edge's guitar. The last lines actually tell you plenty about U2's songwriting priorities: "Head first, then foot/Then heart sets sail." The big irony: Their singer is one of the most insecure frontmen in the business. Bono knows exactly what a lot of you think of his social activism and flamboyant freelance diplomacy. But the flip side of that bravado, in "I'll Go Crazy if I don't go crazy tonight" — "The right to appear ridiculous is something I hold dear" — is a running doubt in Bono's lyrics, that he always goes too far ("Stand Up Comedy") and will never be as good as his ideals. The rising-falling effect of the harmony voices around Bono in the long space-walk "Moment of Surrender" is a perfect picture of where he really wants to be, when he gets to the line about "vision over visibility." And he's sure he'll never get there on his own. "We are people borne of sound/The songs are in our eyes/Gonna wear them like a crown," Bono crows, next to the Edge's fevered-staccato guitar, near the end of "Breathe" — a grateful description of what it's like to be in a great rock & roll band, specifically this one. Bono knows he was born with a voice. He also knows that without Mullen, Clayton and the Edge, he'd be just another big mouth.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h42
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NO LINE ON THE HORIZON U2 aponta para mudança de rota no som
da Folha de S.Paulo Se não arrisca tanto como na conversão norte-americana (realizada com o disco "The Joshua Tree", 1987) e na convergência com a eletrônica ("Achtung Baby", 1991), em uma nova guinada artística o U2 pelo menos se levanta do trono de "maior banda da Terra" e faz algum exercício físico. É o U2 de "No Line on the Horizon", o 12º álbum de estúdio da banda irlandesa.
"No Line on the Horizon", a faixa-título, é carregada da tensão que dava o tom à banda nos anos 80. Esse sentimento continua em "Magnificent", mas com uma orquestração suspeita. Na balada meio épica "Moment of Surrender", Bono não se segura e coloca sua voz em primeiro plano. Em "Unknown Caller", quem manda é The Edge, que aparece com suas características notas de guitarra: contidas, mas marcantes. O U2 é uma banda curiosa: engajada, séria, dedicada a traduzir o mundo. Mas capaz de criar bobagens nonsense como "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight". Que dá lugar a "Get On Your Boots", talvez a única faixa que pareça com o U2 mais recente: rock inofensivo, bom para ouvir na espera do dentista. Em "Stand Up Comedy", Edge toma as rédeas com uma guitarra funk. Após um misterioso e climático início, "Fez" remete ao Marrocos e ao U2 do início dos anos 80. "White As Snow", lenta, serve para Bono se lamentar; contrasta com "Breathe": quase um hino. "Cedars of Lebanon", balada pontuada por uma bateria marcante, encerra o disco.
NO LINE ON THE HORIZON Artista: U2 Lançamento: Universal Quanto: indefinido (nas lojas brasileiras em 3 de março) Avaliação: bom
Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h42
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ESSA VAI SER UMA LONGA NOITE NO INFERNOSérgio Naia é contrado morto em hotel de Ilhéus
Velho conhecido dos baixios da política brasiliense, o ex-deputado federal Sérgio (PP-MG) tornou-se figura nacional em 1998.
Sua notoriedade foi esculpida na poeira do Palace 2, edifício que sua empresa, a Sersan, erguera e que foi abaixo na Barra da Tijuca, no Rio. Sob os escombros da argamassa de fancaria de Sérgio Naia feneceram oito brasileiros. Perderam o teto 150 famílias. Naya teve o mandato passado na lâmina. Chegou a puxar 126 dias de cana –26 em 1999 e quatro meses em 2004. Porém, no vaivém da Justiça brasileira, cega e com a balança desregulada, Naya colecionou mais vitórias que derrotas. Levado ao banco de réus, foi absolvido. Inconformado, o Ministério recorreu. Condenaram-no, então, a dois anos e oito meses de prisão. Cana leve, em regime semi-aberto. Que acabou sendo substituída pela prestação de serviços comunitários e pagamento de multa. Os desabrigados do Palace 2 foram à luta pelas indenizações. Processos arrastados. Muitos obtiveram o direito a reparações –de R$ 200 mil a R$ 1,5 milhão. Naya alegou que não dispunha da grana. Confiscados, seus bens começaram a ser levados a leilão, num processo que perdura até os dias que correm. Nesta sexta, Naya foi encontrado morto numa cama de hotel de Ilhéus (BA). Suspeita-se que lhe faltou o coração, que muitos supunham não ter. Seja como for – infarto ou qualquer outra causa -, Naya vai ao plano do desconhecido na condição de devedor. Se existe Justiça divina, o ex-deputado há arrostar castigos hediondos. Neste domingo (22), o desabamento do Palace 2 faz aniversário de 11 anos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h15
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MOMENTO CARNAVALESCO
Swing da Cor
Não, não me abandone, não me desespere. Porque eu não posso ficar sem você Eu não posso ficar, ficar sem você Porque eu não posso ficar, ficar sem te ver...
Te curupaco kioiô Eu sou Muzenza larauê Te curupaco kioiô Eu sou Muzenza larauê Aia ulêlêlê lêlê aia ulêlêlê lêlê aia (FIM DO INTERLÚDIO) ... voltamos à nossa programação normal...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h51
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Reprovado em teste, clandestino ganha "colher-de-chá" do Bahia
Falta de habilidade, pouca intimidade com a bola, rigidez e inflexibilidade, nenhuma noção de posicionamento em campo. Apesar de não ter demonstrado muito futuro em sua primeira tentativa de realizar no Brasil o sonho de virar um jogador de futebol profissional, o africano Mohamed Camara, de 17 anos, ganhou mais uma chance de mostrar seu talento no Bahia, depois do teste realizado nesta quarta-feira.
Uma não, duas. O diretor das categorias de base do clube, Newton Mota, disse que o ideal é que Mohamed volte nesta quinta e na sexta-feira para completar a avaliação. "Ele não é um perna-de-pau, mas também não mostrou um futebol de destaque. Mas é preciso dar um desconto porque ele ficou cinco dias no porão de um navio sem comer nem beber nada, calçou um par de chuteiras pela primeira vez na vida e não esperava que a imprensa viesse especialmente para cobrir seu teste. Logicamente, essas coisas interferem no desempenho", justificou Mota.
Mohamed, que chegou ao porto de Salvador clandestinamente a bordo de um navio de bandeira italiana, ganhou a oportunidade de treinar junto com outros 50 garotos nascidos entre os anos de 1990 e 1993 no CT Osório Villas Boas, o Fazendão, depois de declarar que sua aventura foi motivada pela obstinação em seguir os passos de seus ídolos Robinho e Kaká. Ele vivia em Conacre, capital da Guiné, plantando batatas.
Segundo Mota, foi o próprio juiz Salomão Resedá, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Salvador, quem pediu uma oportunidade ao garoto. "Tudo começou no domingo. Ele estava meio entediado aqui no juizado e resolvi levá-lo ao jogo do Bahia contra o Feirense", declarou o magistrado, confesso torcedor tricolor.
Jogador de rua
Para o técnico da equipe de juniores do Bahia, Sérgio Moura, Mohamed não tem a menor chance de se profissionalizar. "É claro que a gente gostaria de ajudar, o brasileiro é um povo muito solidário, mas a verdade é que ele já queimou muitas etapas e não seria coerente investir nele tendo à disposição tantos garotos com mais habilidade", vaticinou.
O treinador disse que mesmo desconsiderando a falta de condicionamento físico e as dificuldades de comunicação com os outros atletas por causa da língua, o africano demonstra dificuldades técnicas e biomecânicas difíceis de serem corrigidas. "É como você querer aprender a tocar violão depois dos 30 anos ou a dirigir depois dos 50", comparou.
A falta de senso de posicionamento também mereceu críticas do treinador. "Ele ficou o tempo todo parado no meio da área. Parece um jogador de rua", disse Moura, sem saber que, de fato, a única experiência futebolística de Mohamed foi justamente nos campeonatos de futebol de rua da capital Conacri, em que ostenta, com orgulho, um título em três competições disputadas.
Contrariando todos os prognósticos, Mohamed se disse satisfeito com seu desempenho. "Eu acho que eu vou ficar aqui", declarou o adolescente, que mesmo acompanhado de um intérprete, tem dificuldades de comunicação. Em seu país, apenas as crianças que estudam falam francês. Seus pais falam o dialeto sussu.
Ilegal no País, Mohamed sabe que a chance de continuar a viver no Brasil não está em suas mãos. Mas enquanto estiver sob a tutela do juizado de menores, disse que não pretende dar por vencida a batalha para se transformar em astro do futebol, mesmo se for reprovado pelo Bahia. "Tem outro clube de futebol por aqui?", pergunta.
O Vitória, o Galícia e o Real Salvador não perdem por esperar.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h46
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NOVA EXPLICAÇÃO PARA A CRISE Há algum tempo circulou na internet um e-mail interessante com explicações de como a crise financeira começou. No e-mail a bolha imobiliária foi comparada à situação de um bar cujos fregueses pagavam pontualmente suas pingas "penduradas" para o final do mês. Determinado investidor "compra" a "carteira de crédito" do bar (ou seja, os recebíveis futuros das pingas "penduradas"), cria derivativos a partir dela e passa a comercializar este novo produto financeiro no mercado. Bancos e demais investidores adquirem estes derivativos e começam a especulá-los na comercialização dos mesmos no mercado futuro com taxas de retorno muito atrativas. Entretanto, no momento que os bêbados deixam de pagar os "penduras", toda a estrutura financeira vem abaixo em um grande efeito dominó. Esta explicação era muito boa para demonstrar como surgiu a crise de crédito. Mas atualmente a crise financeira está em uma nova etapa: há hoje uma grande crise de confiança, afinal, os governos do mundo todo despejaram rios de dinheiro no mercado, mas mesmo assim a coisa não vai para frente. A melhor analogia para esta nova etapa da crise financeira é uma casa de swing:
Em uma casa de swing lotada, todo mundo está comendo e/ou dando para todo mundo. A música tá rolando alto, whisky, cervejas, vodkas e viagras a vontade. A situação é bíblica, nem em Sodoma ou Gamorra havia tanta sacanagem como nesta casa de swing do exemplo. Até que determinada pessoa no meio da sacanagem grita bem alto: "EU TENHO AIDS!!!".
Pronto: ninguém sabe se comeu e/ou deu para esta pessoa (e pior... se comeu e/ou deu foi com ou sem camisinha). Quem estava comendo e/ou dando irá parar de comer e/ou dar porque não sabe se a pessoa que está comendo e/ou dando naquele exato momento comeu e/ou deu para a pessoa que gritou que tem AIDS. Todos avaliam o risco de sua situação e, é certo, não vão mais comer e/ou dar para ninguém mais por um bom tempo (ao menos até saberem se têm ou não AIDS). E quem tinha acabado de chegar na casa de swing e ia começar a comer e/ou dar feito coelho não vai mais comer e/ou dar.
É esta crise de confiança que abalou a casa de swing que atualmente abala o mercado financeiro: quem estava investindo não investe mais; e quem pensava em começar a investir não investirá mais.
A analogia entre a casa de swing e o mercado financeiro é mesmo a mais adequada, afinal, no frigir dos ovos, é tudo a mesma coisa: uma grande putaria.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h45
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Forte turbulência deixa 32 feridos em voo no Japão Pelo menos 32 pessoas ficaram feridas hoje, duas delas em estado grave, ao enfrentarem forte turbulência a bordo de um avião da Northwest Airlines que sobrevoava o Japão antes de aterrissar no aeroporto de Narita, que serva a Tóquio.
Segundo o departamento de bombeiros, citado pela agência de notícias local "Kyodo", 30 pessoas apresentaram ferimentos leves e outras duas, graves.
A aterrissagem do 747-400 da Northwest Airlines, procedente de Manila, aconteceu perto das 12h19 (0h19 de Brasília), segundo o Ministério de Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão.
O voo, que levava 408 passageiros e 14 tripulantes, enfrentou fortes turbulências quando esperava a autorização para aterrissar em Narita.
Segundo a companhia aérea americana, o sinal luminoso que pede que os passageiros coloquem o cinto de segurança estava aceso no momento das turbulências.
Uma passageira americana de 55 anos que viajava no avião disse à agência local de notícias que escutou gritos quando começaram as turbulências, cerca de meia hora antes da aterrissagem.
A passageira explicou que o aeronave teve uma queda brusca, seguida de uma subida que fez com que as pessoas que estavam sem cinto de segurança fossem jogadas contra o teto.
Segundo outras fontes ministeriais citadas pela "Kyodo", dez pessoas ficaram feridas com gravidade e 16 apresentaram ferimentos leves no acidente.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h24
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PERSONAL VERME MUTANTE TRAINER
Verme mutante pode ser cura da obesidade
 Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.
Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos. Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabitis elegans mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica
Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida.
"Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução", disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.
Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabitis elegans mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais.
"Isso permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy. J
á os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.
Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente.
"Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.
O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.
Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional.
O seu estudo foi publicado na revista especializada Nature.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h25
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MALDITAS, MALDITAS TARIFAS BANCÁRIAS! Quem paga o patoQuem tem menor poder de barganha paga mais pelas tarifas bancárias. Ou seja, quem tem aplicação, ou movimenta grande volume de recursos como as empresas, tem descontos e até isenção nas tarifas, enquanto o cliente com pouco dinheiro, paga pelos demais. A conclusão é de levantamento feito pelo site Vida Econômica com os 13 principais bancos de varejo do País, que representam 80% dos ativos do setor. Enquanto a maior elevação de tarifa para pessoa jurídica ficou em 4.661%, os clientes pessoa física tiveram casos extremos de aumentos de até 49.900%, nos últimos cinco anos. Há cobrança de 41 diferentes tarifas do cliente pessoa física, com beneplácito do Banco Central. O banco campeão de tarifas cobradas da pessoa física é justamente um banco oficial: a Caixa Econômica Federal. Entre os que mais aumentaram o número de tarifas para pessoa física destaca-se o Bradesco (sempre ele) com 32, sendo 13 acima da inflação pelo IPCA. Os bancos ganham cada vez mais com a cobrança de serviços inflando os lucros ano a ano.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h21
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FRASE DO DIA: "Os fãs da Apple nem são os mais felizes dentro da filial récem-inaugurada nova loja da Apple na Quinta Avenida em Nova York (aquela dcom a estrutura quadrada) toda em vidro. Perdem para os vendedores. Mais que simpáticos e atenciosos, os atendentes passam a sensação de ter o melhor emprego no mundo. Trabalhar numa loja da Apple (e ainda mais naquela badaladíssima filial) é hoje o equivalente ao que era ser vededores de CDs na Virgin, há uma década. São jovens consmopolitas, apaixonados por música que não hesitam em dar conselhos e sugestões a clientes meio perdidos que não sabem exatamente o que querem". Da VIP desse mês
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h13
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OAB POSITIVO
Um advogado estacionou seu Mercedes novo em folha na frente de seu escritório, pronto para mostrá-lo para seus colegas. Logo que ele abriu a porta para sair, um caminhão passou raspando e arrancou completamente a porta. O advogado, atordoado, usou imediatamente o seu telefone celular, discou 190 e, dentro de minutos, um policial chegou. Antes que o policial tivesse uma oportunidade de fazer qualquer pergunta, o advogado começou a gritar histericamente que a Mercedes, que ele tinha comprado no dia anterior, estava agora totalmente arruinada, e nunca mais seria a mesma.
Iria processar o motorista, Deus e o mundo, fazer e acontecer, afinal, era doutor, etc, etc...
Quando o advogado, finalmente, se acalmou, o policial agitou sua cabeça em desgosto e descrença.
- Eu não posso acreditar no quão materialistas vocês advogados são' disse ele: - Vocês são tão focados em suas posses que não notam mais nada.
- Como você pode dizer tal coisa? O Sr. tem noção do valor de uma Mercedes? - pergunta o advogado.
O policial respondeu:
- Você não percebeu que perdeu seu braço esquerdo? Está faltando do cotovelo pra baixo. Ele deve ter sido arrancado quando o caminhão bateu em você...
- MEU DEUS !!! - grita o advogado.
- Meu Rolex!!!!!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 06h55
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AINDA FAREI ISSO! Teste o trem rápido entre Madri e Barcelona  Estimada ponte aérea Madri-Barcelona, esqueça que eu existo. Depois de testar a mais nova linha de AVE, entre as duas principais cidades espanholas, só vou de avião pra Madri se o George Clooney me convidar.
Tem coisa melhor do que sair de casa às seis e meia da manhã para embarcar às 7 e ainda chegar com folga?
Ao contrário do que eu esperava, existe uma espécie de check-in para entrar no trem. O que me deixou com um início de mau-humor. Afinal de contas, uma das grandes vantagens de viajar de trem é justamente a ausência destes prolegômenos cada vez mais enfadonhos que implicam um vôo.
Por sorte, a Renfe, empresa que administras as principais ferrovias espanholas, parece saber disso. E o check-in flui que é uma beleza: basta uma rápida leitura de código de barras do bilhete. O controle de segurança também é light – e portanto inútil: as bolsas passam pelo scanner, mas os seres humanos não são inspecionados.
O trem arranca com pontualidade absoluta. Segue pianinho, a oitenta por hora, até que a cidade se dissolva. Pouco a pouco, o painel bacanudo em que se alternam letras vermelhas com as informações sobre a viagem vai marcando 180... 220...280... até chegar aos 300 quilômetros por hora. Uma senhora tenta registrar o momento com a câmera do celular. Não há solavanco, nem sensação de estar no cockpit de Fernando Alonso. Na velocidade atual, o trajeto Madri-Barcelona é feito em 2 horas e 38 minutos. Em um futuro próximo, a velocidade aumentará para 350 km/h (meda!), reduzindo o tempo de viagem para 2 horas.
Segundo dados da AENA – Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea – no primeiro mês de funcionamento do AVE, mais de 100 mil passageiros da ponte aérea Madri-Barcelona mandaram uma banana para os aeroportos de Barajas e El Prat. Os vira-casacas da ponte aérea ainda ocupam a maioria absoluta das poltronas (às sete da manhã de uma terça-feira, quando embarquei nessa missão para uma matéria para a VT, apenas um grupinho de espanhóis animados e um ou outro nórdico sonolento pareciam não ter um dia duro à vista), mas não resta a menor dúvida de que o trem deve ser o favorito dos turistas. O AVE ganha disparado em tempo e, garimpando a tarifa “web” com antecedência, praticamente empata no quesito preço com o avião (veja abaixo). O trens do modelo Siemens 103 são novíssimos, modernosos e amplos a ponto de, mesmo na classe econômica, o espaço entre as poltronas ser suficiente para que um adulto estique as pernas. O corredor é larguíssimo e ninguém bate com a bolsa na cabeça de ninguém ao passar de um lado para o outro. Alem disso, o encosto reclina bastante, TVs passam filminho e a comida da cafeteria é bastante decente a um preço justo. Um sanduíche de pão integral com salada e molho de mostarda e uma Coca saem por €5,35. O banheiro nem parece de trem: grande e limpíssimo. Fiquei tão empolgada que tirei até foto. Nas classes Preferente e Club é possível pedir mousse de foie gras de pato com figos secos elaborada pelo chef estrelado Jordi Cruz e uma máquina próxima à entrada dos vagões (essas escovas da foto) lustra os sapatos (!) dos passageiros. São 17 trens diários em cada sentido. 15 deles são diretos, e os demais param em Zaragoza (uma ótima para fazer um bate e volta para a Expo), Lérida e Camp Taragona.
Na ponta do lápis: trem rápido X avião:
TEMPO
Trem de alta velocidade Viagem: 2 horas e 38 minutos
Avião Traslados aeroporto-centro em Madri e Barcelona: 1 hora Espera nos aeroportos de Madri ou Barcelona: 1 hora Vôo: 1hora e dez minutos TOTAL: 3 horas e 10 minutos
DINHEIRO
Trem de alta velocidade Melhor tarifa (comprando com 15 dias de antecedência, em horários malucos e com restrições ): €47,80 Segunda melhor tarifa (em horários um pouco melhores, comprando com uma semana de antecedência): € 60,80
Avião Metrô centro-aeroporto, em Madri: € 2,90 Melhor tarifa, pela Vueling (incluindo taxa de bagagem): € 40 Trem aeroporto-centro, em Barcelona: € 2,60 TOTAL: € 45,50 * De táxi o valor sobe para € 89,50
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h06
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O LADRÃO DO SÉCULO Ronald Biggs, volta para a prisão depois de fim de semana no hospital da Folha Online O britânico Ronald Biggs, conhecido como o mentor do "roubo do século" no Reino Unido, voltou nesta segunda-feira para a prisão depois de passar o fim de semana internado em um hospital, com pneumonia. Depois de receber tratamento desde sexta-feira (13), Biggs, 79, foi mandado de volta para a prisão de Norwich, no leste da Inglaterra, onde cumpre uma pena de 30 anos, informou a agência britânica PA. Antes de se entregar às autoridades britânicas, em em 2001, ele passou 30 anos refugiado no Brasil. A entrada de Biggs no hospital aconteceu no mesmo dia em que os parentes esperavam que pudesse sair em liberdade, por ter cumprido um terço da pena de 30 anos de prisão e devido a seu precário estado físico, após sofrer um derrame. Em outubro, o jornal "The Guardian" informou que Biggs esperava sair às ruas nesta data após manifestar seu desejo de "poder morrer como um homem livre". Segundo o "Guardian", os amigos de Biggs querem colocá-lo em um lar de idosos no norte de Londres para que ele possa ficar perto de seu filho Michael, cujo nascimento no Brasil permitiu ao pai permanecer no país e evitar a extradição para o Reino Unido. Michael Biggs - o Mike do grupo musical infantil dos anos 80 Turma do Balão Mágico - foi para Londres quando o pai decidiu retornar ao Reino Unido e obteve a nacionalidade britânica. O assalto que deu fama a Biggs foi realizado na noite de 8 de agosto de 1963, quando ele e mais 14 criminosos interromperam um trem que seguia de Londres para Glasgow, na Escócia, e se apropriaram de 2,6 milhões de libras, uma quantia astronômica para a época. Condenado a 30 anos de prisão em 1964, Biggs escapou depois de 15 meses. Antes de chegar ao Brasil, passou por Paris - onde fez uma cirurgia plástica -, pela Espanha e pela Austrália. Segundo o jornal britânico "Dayly Telegraph", a Justiça pode decidir sobre o pedido de liberdade condicional para Biggs ainda este ano. O refúgio de Bigg no Brasil foi lembrado no mês passado pela revista "The Economist" como um exemplo do que classificou de complacência brasileira com criminosos estrangeiros, em referência ao recente asilo político concedido ao italiano Cesari Battisti, condenado a prisão perpétua na Itália por quatro assasinatos. No texto "A loucura do asilo", a revista diz que o Rio de Janeiro, "com sua gigantesca estátua de Cristo oferecendo redenção sem limites, é um lugar atraente para se viver como fugitivo da Justiça". "Claude Rains elegantemente se escondeu ali em um dos melhores filmes de Hitchcock [Interlúdio, de 1946]. Ronald Biggs, depois de roubar um trem em 1963, trocou uma prisão britânica pela praia de Copacabana - causando mais inveja do que difamação."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h04
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COMPLACÊNCIA Brasil é complacente com assassino Cesare Battisti da BBC Brasil O Brasil está sendo complacente, sem uma razão convincente, com um assassino condenado pela Justiça, diz a revista britânica "Economist" na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira. Em um artigo que leva o título "A loucura do asilo", a revista se refere ao caso do italiano Cesare Battisti, que recebeu asilo no Brasil, causando um mal-estar diplomático com a Itália, que quer sua extradição. A revista abre o texto dizendo que o Rio de Janeiro, "com sua gigantesca estátua de Cristo oferecendo redenção sem limites, é um lugar atraente para se viver como fugitivo da Justiça". "Claude Rains elegantemente se escondeu ali em um dos melhores filmes de Hitchcock [Interlúdio, de 1946]. Ronald Biggs, depois de roubar um trem em 1963, trocou uma prisão britânica pela praia de Copacabana - causando mais inveja do que difamação." Battisti "se juntou a esse grupo, depois que de receber status de refugiado político do Brasil", diz a reportagem. Para a "Economist", pouca gente na Itália tem dúvidas de que o julgamento de Battisti, ex-militante de esquerda condenado pelo assassinato de dois policiais nos anos 70 e pelo seu envolvimento na morte de um açougueiro e de um joalheiro, foi justo. Enquanto ele esteve exilado na França, diz a "Economist", os governos francês e italiano discutiram o caso, mas "o governo da Itália esperava que o Brasil fosse mais prestativo". "Mas seus protestos foram recebidos com descaso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do tipo reservado para ocasiões em que ele pensa que um país mais desenvolvido está tentando dizer ao Brasil o que fazer." Para a Economist, as razões do Brasil para proteger Battisti não são convincentes. "O ministro da Justiça, Tarso Genro, se referiu à tradição do país de receber exilados políticos, variando de Alfredo Stroesner, um ex-ditador particularmente odioso [do Paraguai], a Olivério Medina, um ex-guerrilheiro [da Colômbia]. Agora que a democracia é a norma nas Américas, esta tradição é anacrônica", diz a revista. "Genro também parece acreditar que Battisti foi condenado por crimes políticos, e não por assassinato." Segundo a "Economist", dois sentimentos parecem estar por trás da decisão de Tarso Genro. Um seria "a relutância do Brasil em examinar seu próprio passado - toda vez que surge a questão de se investigar o regime militar, ela é rapidamente posta de lado, ao contrário do que ocorreu no Chile e na Argentina". O outro seria "a solidariedade, encontrada entre alguns membros do PT que eram militantes da extrema esquerda nos anos 70". "Na Itália, que perdeu um ex-primeiro-ministro para as Brigadas Vermelhas e teve um assessor do governo assassinado em 2002 por seus imitadores, as atitudes são muito menos indulgentes", conclui a reportagem.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h02
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McFavela muda de nome em Heliópolis, mas reaparece na zona leste de SP "Esse lanche demora pra p...", reclama um serralheiro sentado no McFavela. Na mesa ao lado da lanchonete de São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), o entregador de gás Eduardo Lepschis elogia a atração da casa, o MacLarica (R$ 5): "Ele mata a fome. Pra quem tá na correria na comunidade, dá para trabalhar o dia todo." A rede tem duas unidades. Começou com um quiosque no bairro dos Pimentas (Guarulhos) e se expandiu para essa unidade paulistana encravada na favela Pantanal e à beira do córrego Jacu. "Você não quer entrar de sócio meu para a gente abrir uma filial na Avenida Paulista?", se entusiasma o dono do estabelecimento, propondo que a reportagem abra uma franquia.
O empreendedor Carlos não dá o sobrenome porque sabe que vem processo da multinacional McDonald´s por aí. Também se precaveu de qualquer mal-entendido entre o público consumidor com um grafite político na parede lateral da loja: "O McFavela é contra a burguesia que menospreza nós que somos da periferia."
"O nome é uma crítica ao McDonald´s, não à comunidade. Escrevi essa frase para o pessoal daqui não achar que eu estou tirando um sarro", se explica o empresário, que planeja mais uma ação de marketing sarcástica. "Vou fazer o dia do McLanche Infeliz, distribuindo brindes para quem comprar um lanche." Outro exemplo é o McPicanha, que custa R$ 7,80, e é apelidado de "Pode Pá que é Diretoria". "É a linguagem da molecada para mostrar que esse sanduíche é especial", fala Carlos.
Carlos confessa que buscou inspiração na iniciativa de Adelmo Siqueira, que há 12 anos possui lanchonete em Heliópolis, a maior favela paulistana, situada na zona sul da cidade. "Sou um imitador. Fui vender batata frita numa festa lá e gostei do nome. Na favela tem muito dinheiro. O favelado gasta pouco com luz, água e casa. Por isso, tem dinheiro para outras coisas."
A ironia é que o empreendimento do copiador começou quando o pioneiro viu uma notificação obrigá-lo a mudar de nome. Em meados de 2008, seu Adelmo teve de rebatizar sua loja de Minha Favela Lanches. "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" foi o ditado que o senhor de 55 anos adotou para não comprar briga com firma dos EUA. Ele sabe que, dentro e fora da favela, há sempre uma hierarquia. Sua mulher, dona Rose, acredita que a medida foi tomada depois de reportagem em revista que comparava os preços e os sabores do Mec Favela e o do McDonald´s.
"É inveja. Eles olharam que tem gente ganhando dinheiro na favela e foram para a Justiça. É palhaçada proibirem um nome da hora como esse", afirma o cliente Jefferson Sousa, com um x-calabresa na mão.
Seu Adelmo conta que o nome foi a garotada da favela que colocou. E continua se referindo à hamburgueria pelo nome criativo, apesar do "Mec" do toldo ter recebido tinta vermelha, e o da placa estar coberto por fita adesiva. Já o uniforme dos funcionários foi trocado, só ficou o slogan: "O Rey do Hambúrguer 100% Heliópolis."
Na parede da loja, uma foto do senador petista Aloizio Mercadante mostra o visitante famoso abraçado com as funcionárias com o uniforme com o nome antigo. Ao lado, um comunicado de seu Adelmo explica a mudança de nome após medida judicial do McDonald´s.
Já Carlos da favela Pantanal diz que persistirá com o nome e logo similar ao da marca que virou sinônimo da globalização norte-americana. "Continuo até eles virem prá cima", diz, afirmando que já registrou o nome. Já o McDonald´s, em nota à imprensa, afirmou considerar "inapropriado comentar temas que envolvam a esfera jurídica".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h00
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h32
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DE DUBLIN, IRLANDA
Observações do Chairman
O que Frank Sinatra me ensinou sobre arte, inocência e experiência
by Bono Era uma vez, há algumas semanas... Estou em uma noitada em um bar de Dublin, já é quase Ano Novo. Os copos brindam, tilin-tam, batem, estraçalham-se na comemoração céltica: portas de vaivém, casais apaixonados entrando e saindo do clima de bênçãos de fim de ano, disputas familiares subsumidas ou retomadas. Alegria de malte e desespero gasoso estão na fila para serem servidos nesta marca de um quarto de milênio desde que Arthur Guinness colocou o pretume aveludado num copo de chope.
Clima interessante. O dinheiro novo da Irlanda foi apostado e perdido, o Tigre Celta está com o rabo entre as pernas enquanto empreiteiros e banqueiros dão risadas desconfortáveis e fortes para o que passou e bebem desconfortáveis e fortes ao que está chegando. Uma voz no alto-falante esperta a todos daquele momento: é Frank Sinatra, cantando My Way. Sua ode à provocação faz quatro décadas neste ano e todo mundo canta junto, por uma vida inteira de razões. Chama a minha atenção a única característica que falta à voz dele: sentimentalismo.
Será que essa voz mais parecida com um punho cerrado é um dica de como vai ser o ano que vem? No meio da névoa da incerteza da sua vida profissional, da sua vida amorosa, da sua vida vida, por que a voz de Sinatra serve como sereia no nevoeiro? Como confiança em época tão nervosa. Permitindo que haja romance, mas, ao mesmo tempo, tirando da frente dos seus olhos as lentes cor-de-rosa, para o caso de você se empolgar demais. Um chamado à credibilidade.
Uma voz que diz: "Não minta para mim agora".
Que diz: "Querida, se você está saindo com mais alguém, diga agora".
Fabulosa, não fabulista. Honestidade de pendurar o chapéu. Na medida em que o ano vai se aproximando (e com muita bebedeira), a emoção no salão se alterna entre esperança e medo, expectativa e temor. Seja lá onde você esteja, a voz dele o leva pela mão.
***
Agora estou de volta à minha casa em Dublin, abrindo uma boa garrafa de vinho, preparado para o vinagre em que ele pode se transformar quando exageramos, como estou prestes a fazer. Bem do lado da entrada do porão, ergo os olhos e vejo uma cena amarela: um quadro que Frank mandou para mim depois que cantei I've Got You Under My Skin com ele, no álbum Duets, em 1993.
Uma tela amarela maluca de círculos concêntricos violentos que giram por cima de uma planície desértica. Francis Albert Sinatra, pintor, modernista. Tínhamos passado um tempo na casa dele, em Palm Springs, que foi emocionante - com vista para o deserto e as montanhas, sem nada por milhas. Muitas milhas [plenty of miles], Miles Davis. E muito papo sobre Jazz. Foi aí que ele me mostrou o quadro. Fiquei pensando que os círculos pareciam o diâmetro de uma cor-neta, um trompete e foi o que eu disse a ele. "O quadro se chama Jazz e você pode ficar com ele."
Eu disse que tinha ouvido dizer que ele tinha sido umas das maiores influências de Miles Davis. Pequenas respostas incisivas: "Não costumo andar com homens de brinco." "Miles Davis nunca desperdiçou uma nota, rapaz - nem uma palavra com um tolo."
"O jazz tem a ver com o momento em que você se encontra. Ser moderno não tem a ver com o futuro, tem a ver com o presente."
Penso nisso agora. O Big Bang da música pop me dizendo que tudo tem a ver com o momento, uma tela nova e jamais exagerar nos detalhes do quadro. Imagino o que ele pensaria do tempo que eu e meus colegas de banda demoramos para terminar álbuns, ele com sua famosa impaciência para diretores, produtores - qualquer um, para falar a verdade - que criassem muito caso.
Tenho certeza de que ele tem razão. Ocupar aquele momento naquele ponto minúsculo de tempo depois que se aperta o botão de "gravar" é o que faz com que seja eterno. Se, como Frank, você cantar como nunca mais cantará. Se, como Frank, você cantar como nunca cantou antes. Se. ****
Mas, se você quiser ouvir a voz menos sentimental da história da música pop finalmente ceder - shhhh -, encontre a versão de Frank à ode da insônia, One for My Baby (and One More for the Road), escondida em Duets. Ouça até o fim e você vai escutar o grande homem ceder quando soluça de verdade no verso: "lt's a long, long, long road" [é uma estrada longa, muito, muito, muito longa]. Não estou brincando.
Como Dylan, Nina Simone, Pavarotti, a voz de Sinatra melhorou com a idade, com anos de fermentação em barris de carvalho rachados e impregnados de uísque. Na posição de comunicador, acertar as notas é só parte da história, é claro.
Cantores, mais do que outros músicos, dependem do que conhecem - em oposição ao que eles não querem saber a respeito do mundo. Ao mesmo tempo que existe certo perigo nisso - a perda da ingenuidade, por exemplo, que traz sua própria força particular -, habilidades interpretativas geralmente se aprimoram no decurso de uma vida bem abusada. Quer um exemplo? Aqui está um. Pegue as duas versões de Sinatra cantando My Way.
A primeira foi gravada em 1969, quando o Chairman of The Board disse a Paul Anka, que escreveu a canção para ele: "Vou largar a profissão. Estou enjoado. Quero cair fora". De acordo com essa leitura, a canção é um alarde - mais uma dispensa do que uma despedida - que incorpora todo o machismo que um homem é capaz de demonstrar em relação aos erros cometidos no caminho daqui para todos os lugares. Na gravação posterior, Frank está com 78 anos. O arranjo de Nelson Riddle é o mesmo, as palavras e a melodia são exatamente as mesmas, mas dessa vez a canção se transformou em uma música de derrota, de fazer o coração parar e se despedaçar. A arrogância do cantor saiu pela porta. (Este cantor, quer dizer, eu, está em uma poça.)
A canção se transforma em pedido de desculpa. Qual é o objetivo? Dualidade, complexidade. Eu tive sorte de fazer dueto com um homem que compreendia a dualidade, que tinha o talento de ouvir duas idéias contrárias em uma única canção, e a sabedoria de sentir que lado revelar em qual momento. Este é o nosso momento. O que escutamos?
No bar, na ocasião deste ano novo, na medida em que o salão se exalta em um refrão ensurdecedor - "l did it my way" [Eu fiz do meu jeito] - eu e a casa cheia de irlandeses arruaceiros ouvimos nesse standard do cancioneiro americano ambos os lados do cantor e da música, arrogância e humildade, olhos azuis e vermelhos.
Bono, vocalista da banda U2 e um dos fundadores da Ong ONE, é colunista convidado da VIP
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h26
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Batman reestreia em sala IMAX Reestreia nesta sexta-feira (6/2) um dos maiores sucessos dos cinemas em 2008, Batman - O Cavaleiro das Trevas. O longa chega na sala IMAX do Espaço Unibanco de Cinema Pompéia, no Bourbon Shopping, em São Paulo.
Estima-se a existência de 300 salas IMAX em 40 países. Cerca de 60% estão nos Estados Unidos e a primeira da América do Sul foi inaugurada em Buenos Aires, Argentina. Trata-se de uma sala Trata-se de uma sala dotada de uma tela gigante, maior do que as convencionais - 14 metros de altura por 21 de largura. A previsão é que a próxima sala inaugurada seja em Curitiba.
Uma das maiores bilheterias de todos os tempos, Batman - O Cavaleiro das Trevas rendeu o Globo de Ouro póstumo de Melhor Ator Coadjuvante a Heath Ledger (O Segredo de Brokeback Mountain), intérprete do vilão Coringa na trama. Ledger também concorre ao Oscar de Ator Coadjuvante.
Christopher Nolan (O Grande Truque) recebeu o Globo de Ouro em nome do ator, morto em janeiro de 2008 por overdose acidental de medicamentos. Nolan ganhou o Globo de Ouro de Melhor Diretor e coleciona indicações em outras premiações.
Christian Bale (O Grande Truque) interpretou pela segunda vez o homem-morcego nas telonas - a primeira vez foi em Batman Begins (2005), também dirigido por Nolan. A trama mostra um lado mais sombrio de Batman. O Cavaleiro das Trevas também concorre às estatuetas de Melhor Fotografia, Direção de Arte, Som, Efeitos Sonoros, Montagem, Efeitos Visuais e Maquiagem.
Sala Unibanco IMAX Espaço Unibanco Pompéia Shopping Bourbon Pompéia Rua Turiassú, 2100 - 3º Piso (11) 3673-3949 Ingressos: De sexta a quarta-feira: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia); às quintas, R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h09
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BIPARTIDARISMO À BRASILEIRA Com 27 partidos, Brasil vive bipartidarismo de fato
do blog do Josias
 Os arquivos do TSE informam que há no Brasil 27 partidos políticos regularmente constituídos. À primeira vista, um espanto!
A realidade, porém, empurra o país para uma quadra política dicotômica. A despeito das quase três dezenas de legendas, vive-se um bipartidarismo de fato.
Nas últimas quatro eleições presidenciais, o que se viu foi uma disputa praticamente monopolizada por dois partidos: PSDB e PT.
O tucanato prevaleceu duas vezes com FHC. O petismo, sempre com Lula, triunfou primeiro sobre Serra e depois sobre Alckmin.
Em 2010, vai-se para uma espécie de tira-teima com cara de ‘déjà vu’. Sem Lula, o PT fabrica Dilma. O PSDB oscila entre Serra e Aécio.
Somando-se os dois mandatos de FHC e o par de gestões de Lula, chega-se a um período de 16 anos.
Com mais quatro anos de PT ou de PSDB, o bipartidarismo à brasileira fará aniversário de 20 anos em 2014.
E não há no horizonte sinais de que a coisa vá se alterar. Pelo menos nas eleições nacionais, tudo parece conspirar a favor dessa polaridade.
Chega-se, então, à pergunta fatídica: o duopólio que converteu o PSDB e o PT em provedores exclusivos de presidenciáveis é bom para o Brasil?
Ao fixar-se nas opções oferecidas pelas duas legendas, o eleitor brasileiro parece responder que sim, o bipartidarismo de fato seria bom.
PSDB e PT lograram fixar na cabeça do eleitorado a idéia de que são as únicas legendas que dispõem de projetos de país.
FHC, com o Real, domou a inflação. E foi premiado com dois mandatos. Lula adicionou à estabilidade econômica uma malha de proteção social. E também foi premiado.
Tudo leva a crer que a peleja de 2010 vai girar ao redor da plataforma da continuidade. Bom para o PT.
Ruim para o PSDB, que ainda não conseguiu responder à pergunta do samba de Noel: ‘Mas com que roupa?’
De resto, a rivalidade tucano-petista proporciona avanços e retrocessos. Avança-se porque já não parece haver espaço para um franco-atirador como Collor.
Retrocede-se porque, no poder, PT e PSDB igualam-se na perversão da baixa política. Convivem e até estimulam o fisiologismo e o clientelismo.
Sob FHC e sob Lula, petistas e tucanos chafurdaram no arcaísmo. Para sobreviver, legendas como PMDB, DEM e um imenso etc. engancharam-se aos projetos alheios.
Diz-se que a rendição dialética à imoralidade é inevitável. Sem ela, nenhum presidente obteria suficiente apoio no Congresso para governar.
É nesse tilintar de verbas e cargos que a profusão de partidos emerge como problema. Quanto mais partidos há, maior é o balcão, eis o drama do bipartidarismo à brasileira.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h23
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EXTERMINEM TODOS OS BRUTOS
A mais extensa e profunda análise sobre o conflito Israel-Palestino que eu já vi. De autoria de Noam Chomsky - professor emérito no MIT - o longo texto aborda enfaticamente as razões por trás da recente ofensiva israelense em Gaza. Clique (com vontade) AQUI.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h20
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Banco não pode cobrar taxas para emissão
de extratos determinada pela Justiça O Banco Bandeirantes de Investimentos S/A deverá disponibilizar, sem qualquer custo ou cobrança de tarifas, os extratos e contratos referentes aos negócios bancários firmados com a Distribuidora Nacional Comércio e Representação Ltda. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a cobrança das taxas porque a emissão de documentos por ordem judicial não pode ser confundida com um mero procedimento administrativo do banco.
A distribuidora ajuizou ação cautelar de exibição de documentos para que o banco apresentasse extratos e contratos porque suspeitava da ocorrência de débitos indevidos em sua conta-corrente, sem qualquer autorização. Em primeiro grau, o magistrado acolheu o pedido e determinou a expedição dos extratos, mas condicionou essa emissão ao pagamento das tarifas relativas à segunda via de documentos. A empresa apelou contra o pagamento das taxas, mas elas foram mantidas pelo extinto Tribunal de Alçada de Minas Gerais.
No recurso especial ao STJ, a distribuidora pediu a isenção das tarifas alegando que o Código de Defesa do Consumidor assegura o acesso a toda informação relativa aos contratos firmados com instituição financeira.
A Quarta Turma, por unanimidade, acatou o pedido seguindo as considerações do ministro Luis Felipe Salomão, relator do processo. Ele destacou que está caracterizada a relação de consumo entre o banco e a distribuidora e que o direito à informação é uma das bases do sistema de proteção ao consumidor e não deve ser constrangido pela cobrança de taxas, o que poderia invalidar a garantia legal. “A exibição judicial de documentos, no âmbito de ação cautelar, por sua natureza mandamental, não comporta condicionantes”, afirmou o relator no voto. De acordo com a decisão do STJ, o banco tem o prazo de cinco dias para apresentar os documentos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h18
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MÁ-FAMA Brasileiro tem fama de desonesto na Europa do Blog do DuilioQuando morei em Londres, entre 1982 e 1986, no bairro de Richmond, os brasileiros começaram a ganhar fama de ladrões de leite. Na Inglaterra era comum o leiteiro deixar as garrafinhas de leite na porta das casas. Sem nenhum tipo de preocupação. Eram deixadas na entrada das casas bem cedo e o dono, quando acordasse, pegava e preparava seu café da manhã.
Era comum ir à casa de brasileiro e encontrar um estoque enorme de leite roubado na geladeira. Depois conheci o golpe do caixa do restaurante.
Nos restaurantes, os garçons cobravam as contas, guardavam o dinheiro no bolso e no fim da noite acertavam com o caixa. Tudo na confiança. Claro que os brasileiros, inclusive eu, guardávamos mais do que deveríamos. Desculpem o crime confesso, eu era jovem e muito influenciado pelas más companhias.
O golpe do ônibus e do metrô era o mais comum. Nem preciso dizer que esse já é famoso aqui. Ninguém pagava.
Bem aqui é meio comum ouvir alguém dizer que se a polícia não está por perto, não é errado fazer algo fora da lei. Só se respeita a lei se a polícia está olhando. Mais comum ainda é escutar gente burlando o rodízio municipal de veículos com truques ou andando por ruas onde sabe que não há policiamento.
Agora vem a história da brasileira agredida na Suíça. Os brasileiros têm tanta fama de truqueiros na Europa que será difícil que a moça seja levada a sério.
Na Suíça especialmente há um tratamento diferenciado para brasileiros, já que muitos dos migrantes são conhecidos por pequenos golpes.
Uma amiga trabalhava de camareira em um hotel na Suíça e já tinha ido prestar depoimentos mais de 20 vezes na delegacia. Toda vez que sumia alguma coisa, o delegado já mandava chamar a brasileira. A maioria das vezes ela era culpada, mas nunca admitia. Chorava, fazia um teatrinho e escapava.
Li que no Japão o número de ladrões de carros é encabeçado por brasileiros que migraram para lá. Até descendente de japonês brasileiro é safado ! Deve ser o ar da Mata Atlântica.
Outro dia vi uma mulher dizendo para o filho comer pipoca escondido no teatro porque era proibido comer dentro da sala. Isso já quer dizer que essa criança vai crescer acreditando que as leis só servem para quando alguém está vigiando.
Parece que nossa fama vai continuar suja por muito tempo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h13
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