Anos atrás ouvi César comentar que, como todo fã de Star Wars que se preze, estava muito ansioso para assistir o Episódio I, mas que, ainda assim, tentava se manter alheio aos detalhes da história a fim de evitar "spoilers", ou melhor dizendo, descobrir antecipada ou acidentalmente os detalhes da trama e frustrar a experiência de assistir o tão esperado novo episódio da série.
Contudo, faltando cerca de uma semana para a estréia do filme, César viu à venda o cd récem-lançado com a trilha sonora do filme, não lembro se ele chegou a comprar o cd ou não, mas o que importante é que ele inadvertidamente começou a ler os títulos das faixas, uma delas era justamente a que dá nome a este post: "Qui Gon Jin noble end" (o fim nobre de Qui Gon Jin)... A reação dele foi impagável: "Porra, por mais nobre que seja eu não queria saber que Qui Gon Jin tinha um fim" e saiu revoltado das lojas Americanas... Na verdade, a cultura do spoiler virou mania. Existem revistas e sites especializados em spoilear os acontecimentos das tramas de novelas, seriados, filmes ou até mesmo das músicas em fase de produção. Estratégias de Marketing à parte, o que me parece é que os estúdios e editoras realmente aderiram ao "se não pode com o inimigo, junte-se a ele", ou seja, se não dá para eficientemente reprimir e manter o sigilo sobre a íntegra da obra, vamos sistematicamente "vazando" informações ao longo da produção para manter a atenção do público ao longo de todo o processo de criação. Ok, todo esse preâmbulo só pra postar a relação das faixas que compõe a trilha sonora original e a "não original" de Watchmen, destacando as faixas que trazem alguns pequenos spoilers sobre os destinos de alguns personagens para quem ainda não leu a história mil vezes como eu. Só senti falta de "The Comedians" de Elvis Costello, mas isso não é nada que não possa ser resolvido posteriormente no iTunes. A trilha original é de autoria de Tyler Bates, o mesmo que compôs "300" e "Dawn Of The Dead" do diretor Zack Snyder, e vem ganhando fama e se tornando o compositor favorito de uma nova geração de diretores de cinema. O cd físico e a versão digital estarão disponíveis a partir de 03.03.2009, três dias antes da estréia mundial do filme.
TRILHA SONORA ORIGINAL | 01 - Rescue Mission 02 - Don't Get Too Misty Eyed 03 - Tonight The Comedian Died 04 - Silk Spectre 05 - We'll Live Longer 06 - You Quit! 07 - Only Two Names Remain 08 - The American Dream 10 - Edward Blake - The Comedian 11 - The Last Laugh 12 - Prison Fight 13 - Just Look Around You 14 - Dan's Apocalyptic Dream 15 - Who Murdered Hollis Mason? 16 - What About Janie Slater? 17 - I'll Tell You About Rorschach 18 - Countdown 19 - It Was Me 20 - All That Is Good 21 - Requiem (Excerpted from Mozart's Requiem) 22 - I Love You Mom | TRILHA SONORA NÃO-ORIGINAL | 01 - Desolation Row - My Chemical Romance 02 - Unforgettable - Nat King Cole 03 - The Times They Are A-Changin' - Bob Dylan 04 - The Sound Of Silence - Simon & Garfunkel 05 - Me & Bobby McGee - Janis Joplin 06 - I'm Your Boogie Man - KC & The Sunshine Band 07 - You're My Thrill - Billie Holiday 08 - Pruit Igoe & Prophecies - The Philip Glass Ensemble 09 - Hallelujah - Leonard Cohen 10 - All Along The Watchtower - Jimi Hendrix 11 - Ride of the Valkyries - Budapest Symphony Orchestra 12 - Pirate Jenny - Nina Simone* (*end credits of the "Tales From The Black Freighter" DVD). |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h27
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MÚSICA NO SEGUNDO TRAILER DE WATCHMEN
First half of the music is from the film, "Koyaanisqatsi", a mixture of the tracks "Prophecies" and "Pruit Igoe"
"Prophecies" is the beginning track during the whole Comedian fight, and "Pruit Igoe" starts right after he's thrown out of the window and the logos start popping up before Rorschach's scenes, and continues on until Muse's "Take a Bow" on the second half of the trailer.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h25
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WHO LESSONS TO THE WATCHMEN?Uma das características de Watchmen, a série em quadrinhos criada por Alan Moore e Dave Gibbons em 1986, é o forte diálogo que a obra mantém com a linguagem cinematográfica na criação dos quadrinhos e também nas constantes referências musicais ao longo da trama.
Para quem não sabe, de uma forma bem resumida, Watchmen é uma complexa história sobre um grupo de heróis fantasiados que, banidos, voltam à ativa ilegalmente em 1985, no auge da Guerra Fria, numa trama que envolve uma possível Terceira Guerra Mundial e suas vidas ameaçadas.
Watchmen - O Filme, adaptação cinematográfica dos 12 volumes das HQs originais, também tem forte apoio na trilha sonora. Compilada por Tyler Bates (que trabalhou na música do longa anterior de Zack Snyder, 300), é pontuada pelas músicas que aparecem nos quadrinhos originais.
Por exemplo, os créditos iniciais - quando conhecemos uma parte da história do Minutemen, grupo de heróis fantasiados que antecedem os Watchmen no combate ao crime - são desenvolvidos ao som de The Times They Are A-Changin’, de Bob Dylan. Os tempos realmente estão mudando e é essa questão que permeia toda a trama de Watchmen - O Filme. Outra música que está tanto na HQ quanto no filme é Unforgettable, de Nat King Cole, ilustrando muito bem a cena na qual o Comediante é assassinado, ponto inicial da trama.
A única música inédita da trilha é Desolation Row, rock pesadão que encerra o longa durante os créditos finais. Assinada pelo My Chemical Romance, a versão da música homônima de Bob Dylan (sim, ele novamente) foi encomendada pelo próprio Zack Snyder, que queria algo "no estilo de Sex Pistols".
Uma canção que está no filme, mas faz falta nesta compilação é 99 Luftballons. Para quem não sabe, a música da banda alemã Nena é um protesto contra a Guerra Fria e atingiu o primeiro lugar nas paradas alemãs em 1983. Mais tarde, ela ganhou uma versão em inglês que ficou mais popular, 99 Red Baloons, mas é a original que toca em Watchmen - O Filme.
Basicamente, a compilação musical de Watchmen - O Filme é formada por músicas antigas, como as próprias citadas, além de Simon & Garfunkel, Janis Joplin, KC & the Sunshine Band e Hallelujah, belíssima canção de Leonard Cohen que ilustra de forma irônica um momento bastante particular do filme.
Aliás, uma das cenas mais belas e emblemáticas do filme, quando a história do dr. Manhattan é mostrada, é completamente ilustrada por uma inspirada composição de Philip Glass, Pruit Igoe & Prophecies.
A seleção musical reflete que Watchmen - O Filme não pretende conquistar a garotada, mas sim um público mais adulto, capaz de ser atraído não somente pela complexidade da trama e dos personagens, mas também se identificar com os clássicos que brindam o ouvido do espectador.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h23
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PESQUISA COM O PÚBLICO DE WATCHMEN: Feita com 1.000 expectadores de Watchmen durante o final de semana de estréia: * 60% leram a Graphic novel; * 85% disseram que os clips e trailers aumentaram a vontade de assistir o filme; * 57% assistiram a Watchmen com um grupo de amigos; * 71% tem programa para depois da sessão; * 85% assistiram 300, o filme anterior do diretor Zack Snyder, no cinema; * 73% são do sexo masculino; 65% tem entre 18 a 34 anos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h14
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HERÓIS OU VILÕES? "Watchmen", que estreia amanhã, questiona o papel social dos super-heróis; o visual é fiel à HQ, mas o conteúdo, não
por Pedro Cirne (da Folha)

Mais de duas décadas depois de "Watchmen" mudar o mundo dos quadrinhos de super-heróis, a história criada pelos britânicos Alan Moore (roteiro) e Dave Gibbons (arte) estreia no cinema repetindo a pergunta feita na minissérie publicada nos Estados Unidos de 1985 a 1986: quem vigia aqueles que nos vigiam -no caso, os super-heróis? A responsabilidade de transformar a icônica HQ no filme que estreia amanhã coube ao diretor Zack Snyder ("300"), que fez 43 anos no domingo. Não é difícil entender por que "Watchmen", a HQ, fez tanto sucesso. Além de ser muito bem escrita e ilustrada, trouxe uma visão original para o conceito de super-heróis, que surgiu em 1938 com a aparição do Super-Homem e se estabeleceu como grande gênero dos quadrinhos americanos. Em "Watchmen", a velha história de bem versus mal foi deixada de lado: todos os personagens têm lados bons e maus. Eram humanos -talvez até demais. Assim, os super-heróis criados por Moore & Gibbons têm uniformes, identidades secretas e codinomes "heroicos" (Comediante, Espectral, Coruja), mas são apresentados em ações pouco "super": brigando entre si, falhando durante o ato sexual ou mesmo realizando atos criminosos, como assassinar uma pessoa inocente a sangue-frio ou estuprar uma colega super-heroína. No mundo sombrio de "Watchmen", o governo norte-americano proibiu, em 1977, a atuação de encapuzados autodenominados super-heróis, que foram forçados a se aposentar. Apenas três continuaram na ativa: o Comediante e o Dr. Manhattan, que trabalham para o governo, e Rorschach, que opera fora da lei e tem de fugir da polícia. A trama começa em 1985, quando o Comediante é assassinado. Rorschach decide investigar: pode ser uma vingança contra todos os super-heróis... ou pode ser algo maior. "A cultura pop e a cultura de super-heróis já estão definitivamente interligadas, não há nada que se possa fazer a respeito", diz o diretor, Zack Snyder. "Super-heróis já são aceitos, são icônicos. Está na hora, então, de perguntarmos: "Por quê?". Se você, por exemplo, é um fã do Batman, deve se questionar: "Tudo bem sair à noite e espancar pessoas?"." "Esse é um filme diferente dos outros de super-heróis em todos os sentidos", afirma Snyder. "A minha esperança é que ele faça com os fãs dos filmes do gênero o que a HQ fez comigo: pensar a respeito do papel dos super-heróis."
"Fundamentalistas" Snyder é, assumidamente, um fã de HQs -e de "Watchmen". Para quem leu a minissérie, isso fica nítido no filme. Da maquiagem ao figurino, passando pelo enquadramento das cenas, o diretor foi zeloso em manter seu longa-metragem próximo do original. Há diferenças no roteiro, como diálogos cortados, a redução da presença de alguns personagens e uma significativa alteração no final. Os envolvidos no filme sabem que, por se tratar da adaptação de obra importante, a reação dos leitores será apaixonada, para o bem ou para o mal. "Fãs fundamentalistas nunca ficarão felizes", diz o ilustrador Dave Gibbons. Gibbons agiu como consultor de Snyder, com quem conversou durante as filmagens. "Não participei do longa. Eu fiz meu trabalho muitos e muitos anos atrás!", disse o ilustrador, em entrevista de lançamento do filme, duas semanas atrás. O trabalho de Moore e Gibbons, de fato, foi feito há décadas - e ainda hoje repercute. Agora é a vez de Snyder e companhia levarem essa visão crua do fantasioso mundo dos super-heróis a um público mais amplo, que provavelmente desconhece a obra original e o universo dos quadrinhos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h26
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BEST DEFINITION OF WATCHMEN EVER! Indisputably one of (if not the) greatest features of sequential story telling - Ever. But you of course know this already.
Wait a minute? You haven't read it yet? Truly?
In that case my friend, despite my surprise, I truly envy you. For you are about to experience one of the most exhilarating, engaging, and genuinely mind blowing literary jaunts ever put to page. I had the joy of taking that journey over 20 years ago with the initial release of this masterpiece. And in the ensuing years there has not been a single comic, novel, or film that I've read or seen - which has not been (consciously or otherwise) compared to Moore and Gibbons masterpiece. It's just that good.
The concept remains novel to this day, though it has been mimiced, lampooned, and paid homage to by dozens of lesser successors. In essence the premise is, what would super heroes be like in 'the real world?' And what would they do in this real world, when the public they strove to protect came to resent them? To forget them? When one of their own number was murdered and no one else seemed to care why?
Herein lies the foundation of a gripping mystery and character study that (arguably) only incidentally relies on its protagonists being masked crime fighters - albeit retired ones. Over the course of the story this initial question is resolved, but a dozen other questions arise. Amongst these - Is a duty to a populace that fears and reviles you, a duty worth upholding? What makes a hero? Do the failings of the individual outweigh the good they may bring about? And last, but far from least:
Who watches the Watchmen? Grab a drink and something to eat. Find yourself a comfortable seat. Turn off the phone. This is one journey that should not be interrupted.
Enjoy the ride my friend. You'll come to know soon enough the envy that those of us who have already read - no, lived this work have of you. And you'll be a better person for it.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h20
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LI A HQ E NÃO GOSTEI DO FILME
Original é infilmável, mas diretor duvidou e errou feio por Marco Aurélio Canônico (da Folha) Você leu, você sabe: "Watchmen" é "inerentemente infilmável", como bem definiu seu autor, o bruxo inglês Alan Moore. Ah, mas o cara tem birra com Hollywood, dirão alguns. É verdade. Vejamos, então, a opinião de um cineasta, Terry Gilliam, que tentou adaptar a obra: "O problema com "Watchmen" é que ela requer cinco horas para contar a história direito, e reduzi-la a um filme de duas horas e meia me parece tirar a essência do que ela é". Os fãs da HQ que forem assistir à adaptação de duas horas e 40 minutos dirigida por Zack Snyder verão como Moore e Gilliam tinham razão. Ninguém chega ao fim de "Watchmen", a HQ, sem sentir o tremendo impacto de sua labiríntica e abrangente história, sem refletir sobre os dilemas morais e filosóficos que ela propõe, sem admirar a genialidade do roteiro multifacetado de Moore, um hipertexto pré-web. Ninguém chega ao fim de "Watchmen", o filme, sentindo nada parecido. Tem cenas legais? Tem. Momentos empolgantes? Sim, poucos. Vai fazer pensar: "Uau, isso é a melhor coisa que já fizeram nesse gênero"? Nem de longe. Que uma HQ desse quilate tenha se tornado um filme meia-boca, é imperdoável. Não seja complacente, ou a próxima vítima será "Sandman". Avaliação: ruim
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h17
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NÃO LI A HQ E GOSTEI DO FILME
Adaptação atualiza velha máquina hollywoodiana por Ricardo Calil (da Folha)
Se observarmos as duas adaptações de HQs mais ambiciosas do cinema recente, veremos que elas têm conceitos quase opostos. "Batman - O Cavaleiro das Trevas" buscava um caráter realista e uma aura de respeitabilidade para os filmes de super-herói. Já "Watchmen" quer ser um representante digital da velha máquina de sonhos hollywoodiana e passear por questões sérias sem perder de vista o objetivo de impressionar os olhos com seus artifícios. Muito longe de ser um trabalho sem defeitos, o filme de Zack Snyder tem o mérito de cumprir essa proposta. Para chegar a um equivalente, talvez precisemos voltar aos épicos de Cecil B. DeMille, como "Os Dez Mandamentos" (1956): um filme de estúdio em que os elementos de produção sobressaem; uma crítica ambígua ao totalitarismo (pois se beneficia da espetacularização da violência), na qual os heróis são um grupo escolhido e perseguido; marcado por um sentimento genérico de religiosidade (e é preciso dizer que alguns fãs tratam a graphic novel com o fundamentalismo com que certos fiéis leem a Bíblia). "Watchmen" consegue representar o passado e o presente do cinema, e Snyder, após o inclassificável "300", revela-se candidato aceitável para o cargo de DeMille dos anos 2000. Avaliação: bom
Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h10
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The Absolute edition collects all 12 issues plus lots of extras Writer: Alan Moore Artists: Dave Gibbons (p&i), John Higgins (c) Publisher: DC
Watchmen is to comics what the Beatles' "White Album" is to pop music. Both are highly influential works of art which are lauded by virtually everyone that experiences them, and both still struggle to be equalled by contemporary artists even decades after their creation.
It's also arguable that both Watchmen and the White Album took a nascent art form which was regarded as juvenile, immature and crude (for the Beatles it was pop music specifically; in Watchmen's case, comic books in general - but with a particular focus on superheroes), and elevated it to a higher plane, paving the way for all who followed them, yet still overshadowing subsequent works to this day.
Simply put, Watchmen is one of the few comics which aficionados of the medium are virtually unanimous in declaring a must-read, and its much-mooted recent appearance on Time magazine's list of the twentieth century's most important novels cemented its position as the first major turning point in the long journey towards the recognition of comic books as a 'legitimate' art form. Despite the apparent simplicity of its superhero roots, the book defies easy categorisation: on a base level, it's a reasonably straightforward flights 'n' tights epic which sees a group of washed-up heroes of the past face up to their own complicated histories, attempting to recapture some of their past glory at the same time as a powerful conspiracy threatens to undermine society itself. There's also a lot of human drama in the book, and there's as much attraction in seeing the complex web of relationships between the heroes unfold as there is in seeing them struggle against the underlying threat of the series. Yet Watchmen is deceptively complex, revealing secrets, nuances and deeper levels of meaning many years after over-familiarity would have exhausted the appeal of lesser works. Having devoured the book multiple times, it's telling that each new read feels like a slightly different experience, as the elements that are most striking at first glance soon give way to the book's less obvious subtexts and layered messages. It's easy to see the story as an allegory which examines the way in which power can corrupt, and which acts as a cautionary tale for a human race that (especially at the time that the book was originally published) appeared to be paving the way for its own demise more effectively than ever before. Indeed, there's a notably greater attempt at verisimilitude to be found in Watchmen than in most superhero comics, with only one major event setting the book's universe apart from the real world: in Watchmen, it's the creation of the omnipotent, godlike Dr. Manhattan which acts as the stone which is thrown into the stream of time, setting the reality presented in the book on a different, yet parallel course to our own. Historical events of the 1970s and 1980s are even explicitly referenced, albeit with twists such as the deployment of Dr. Manhattan in support of the USA's war efforts in Vietnam, and the passing of laws to outlaw costumed vigilantes. There's a heavy undercurrent of Cold War angst running throughout the book, as well as a hypertextual commentary on the story's themes which is provided by the comic-within-a-comic that is Tales of the Black Freighter, a pulpy pirate yarn which also functions as a dark, ominous musing on humanity's capacity for self-destruction. In the original pitch for the book which can be found in this edition’s extra material, Alan Moore claims to reject the notion that a comic book universe needs to be close to our own and easy to relate to in order for readers to find it involving. However, in examining the more realistic implications that the presence of superheroes might have on society, and in exploring his characters' personalities and motivation in far greater depth than anything that had been attempted in the genre up to that point, Moore actually creates a fantasy which is far more relevant and culturally significant than the escapism that had been provided by his peers for so long. The endpapers that accompany each issue reinforce the reality of Moore's fictional universe, presenting extracts from books, magazine articles and interviews which give us additional information about the story and its characters, enriching the already detailed world that the writer has created. It's interesting to know that Moore had originally intended to use characters from Charlton comics (which had at that point been recently purchased by DC), and there are obvious elements of those characters which have been retained, but the commercial imperatives that ultimately restricted him from doing so may actually have made Watchmen even more successful: without any previous baggage, Moore is free to do as he likes with his cast of characters and their world, pushing the limits of what can be done in the genre - and the mixture of childish Gold and Silver Age hero archetypes with a darker, more realistic and more complex edge makes the book an excellent metaphor for the coming-of-age of comic books themselves.
There's no doubt that Watchmen broke new ground for the medium - but in many ways, the weight of expectation provided by the book's arrival on the scene has been an albatross for the comics industry, as whilst 1986 also saw classic and equally innovative superhero deconstructions provided by Frank Miller in Daredevil's Born Again and Batman's Dark Knight Returns, there's been little to match that period of raw innovation and creativity since. Considering that the book is celebrating its 20th Anniversary this year, it's therefore important to address a few questions: Is Watchmen still relevant? Does it retain the power that it would have had upon first publication? And has it really changed comics, or did it hold the promise of a legacy of more intelligence and sophistication in the medium which never manifested itself?
To some extent, Watchmen's success was likely due to the surprising realisation that a comic book can be constructed and executed with as much complexity and maturity as a prose novel. Many of Moore's writing techniques are not particularly innovative or inventive, but they mark one of the first times that such sophistication in storytelling was brought to the bastard medium of comic books, and their application in the field revolutionised the way people see comics. For a single work to have made such a difference ensures its place in comics history as a revered classic, but whereas other literary classics can feel dated and anachronistic in the modern world despite the quality of their execution, Watchmen still holds up surprisingly well. An excellent example of how little the nature of politics really changes, the themes explored by the book are still uncannily pertinent today: the power of the media, the manipulation of society by fear, the popularity of cynical conspiracy theory, an "ends justify the means" approach to foreign policy, and the idea that the road to hell is paved with good intentions all espouse ideas which could have been ripped from the headlines today. However, Moore mirrors his canny political insight with a more grounded exploration of human nature, and the universal themes of love, morality, social conscience and the essence of the human spirit are touchstones for the book which are just as important as its grander global concerns. It's impossible to put myself in the shoes of a reader in 1986, but Watchmen is still so accessible and relevant that it would stand up just as well if it were released today - and that should tell you everything you need to know about its staying power.
But what of Watchmen's legacy? Despite the revolutionary nature of the book, I can't help but feel that the brave new world of superhero comics that was promised by Moore and Gibbons' series failed to materialise. Whereas we might have expected new levels of sophistication in the adventures of our 'long underwear characters’, what we actually got was the creative nadir of the 1990s - a period which is now seen as the almost fatal collapse of the entire comics industry. Could it be that - instead of opening up new horizons for the genre - Watchmen actually served as the last word on superheroes? Were the hollow, sales-oriented days of the 1990s an intimidated reaction to a new standard of storytelling that could never be matched? It would be a little extreme to say so, as whilst we may struggle to point to a book which has had as much impact on the medium since Watchmen, it's impossible to deny that subsequent creators have continued to push the boundaries of comic books in their own way. However, there's been nothing to really equal the explosion that came in 1986, and it's ironic to consider that - despite the demographic of comics readership being more adult-oriented than ever - the superhero genre has remained characterised for the most part by the same shallow, simplistic and formulaic storytelling conventions that Moore's opus sought to address. We need only look at DC and Marvel's most recent event comics (a muddled throwback to the Silver Age and a high-concept yet shallow excuse to watch superheroes fight each other like action figures, respectively) to see how little things have evolved in twenty years. Yes, there are notable exceptions - and people may point to writers such as Grant Morrison or Warren Ellis as the natural heirs to Moore's throne - but whilst some creators have been able to attain similar levels of intellectual achievement in the medium of comics, I'm yet to find a writer who can combine those talents with the kind of accessible, elegant storytelling and flowing prose which makes Moore such a natural fit for the world of comics. I can't think of anybody else working in comics today who could pull off an issue like, say, Watchmen #4, which gets inside the mind of a godlike being so effectively that - despite its convoluted structure, highbrow scientific preoccupations and fantastical contrivances - it manages to make Dr. Manhattan's fractured worldview eminently relatable, comprehensible and sympathetic, and still stands as one of my favourite single issues of any comic to date.
It's surprising that this new "Absolute" edition is the first time that Watchmen has really been given the de luxe treatment - if you don't count the rare 'Graphitti' edition, which has been highly sought-after for many years due to the wealth of extras which it contained. Thankfully, those extras are all reproduced here, and in addition to the oversized, luxuriously bound and slipcased Absolute format, it really is the finest presentation that the book has ever received. The paper quality is high, although DC haven't gone for a glossy, modern finish which could detract from the elegant simplicity of Gibbons' linework. This edition also sees an overhaul in the colouring, with a remastering process which has been overseen by Gibbons and John Higgins.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h41
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PART II: When you compare the Absolute edition with the original, some of the differences are quite striking. There’s a notable attempt to keep Dr. Manhattan’s blue hue as consistent as possible (the original saw the tone vary from a light, powder blue to a much darker shade), and in some cases a very different approach has been taken in “lighting” a scene, such as this bottom-right panel featuring the comedian – a paler yellow in the original printing, replaced here with a far deeper palette: 
Other pages show more subtle changes, enriching the original tones but staying faithful to the original approach, such as this sequence on Mars:
Whilst yet other pages show a definite choice to change the original colouring, such as these pages in which blues are replaced with colder greys:

Die-hard purists may question the need to revise the colouring so extensively, but there’s no doubting that the book looks far better on the whole, and I much prefer the new look overall. In addition to the original twelve issues, there are afterwords by both Moore and Gibbons which give some insight into how the project came into being and what a mammoth achievement it was for both creators. Moore's piece is particularly interesting, shedding some light on his feelings towards superhero comics and what he wanted to achieve with the book. There's also a copy of Moore's original proposal for the book which goes into detail about the themes and tone of the series, showing a remarkable self-awareness concerning just how mould-breaking Watchmen would turn out to be.
There's an extensive gallery of character descriptions which prove to be a particular mine of information, as each one is split into two sections - one which deals with an original Charlton character (back when Moore had hoped to use them) and one which details the new character that Moore was forced to create as an analogue for his original choice. This allows you to track the creative process from Moore's original attempts to integrate the Charlton characters' histories into the story he wanted to tell, to his creation of new players who would fill similar roles – but which could be crafted to be a perfect fit for the new universe that the writer was putting together. Alongside these descriptions - each of which is loaded with significant character information, revealing much about their motivation and personalities in the story - are Dave Gibbons' concept designs. As well as being great looking images in their own right, they offer an early glance at the conception of the characters, with the same kind of emphasis on realism and logical detail that Moore applied to his character concepts. The final designs of the characters as they appear in the issues only differ from these initial impressions in fairly minor ways, and it just goes to show how well-synchronised the two creators were when planning their masterpiece.
The other extras consist of a few pages of promotional artwork, sketches and alternative covers, all of which I hadn't seen anywhere before. I always enjoy seeing how a visual idea evolves from a quick sketch to a finished piece, and there's a lot to devour here. Considering the clean-cut, smooth quality of the book's visuals, it's educating to see how much effort goes into the construction of Gibbons' figures, and this bonus material has raised my opinion of him as an artist considerably. There are plenty of page layouts to get stuck into, and they are accompanied by several pages of Moore's extensive script, with annotations and highlighted sections which show how Gibbons went about extracting the visual information he needed from Moore's long, descriptive passages. Although it's a drop in terms of quantity from collections like Absolute Batman: Hush, it's important to remember that Watchmen's age works against it in terms of the availability of extra material, and we're fortunate that they've managed to include as many high-quality added bonuses as they have.
The two decades which have passed since Watchmen's publication may have seen superhero comics stagnate to a certain extent, and as a genre it certainly hasn't overcome its simplistic, childish trappings to the extent that readers in 1986 might have hoped. However, to read Watchmen again is to reignite the spark of a suggestion that superheroics and sophistication don't have to be mutually exclusive concepts, that superhero comics might still have something profound and important to say, and that there may be yet more new ground to be broken in future by someone who can take to concept and do something genuinely fresh and innovative with it. Until that day, we'll have to be content for this book to continue to reign as the pinnacle of the genre - and the Absolute edition is a fine package which ensures that we'll still be watching the Watchmen for a long time yet.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h48
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WATCHMEN, WATCHMEN...Watchmen chega furtivamente ao cinema Quando Zack Snyder aceitou dirigir a adaptação para o cinema de "Watchmen", a HQ sobre super-heróis problemáticos numa era de decadência, ele sabia que tinha em mãos não somente uma obra de cultura popular mas também mais de 20 anos de expectativas frustradas e projetos competitivos.
A partir de seus encontros com a HQ original, escrito por Alan Moore e ilustrado por Dave Gibbons, ele conhecia bem as idéias sérias e adultas dos criadores sobre a futilidade do heroísmo e sabia que eles não tinham nenhum entusiasmo em ver "Watchmen" transformado em filme. Ele também estava ciente de que muitos diretores antes dele haviam fracassado na mesma empreitada, e imaginava que teria de lutar contra o estúdio para fazer o filme que queria. (Ele não antecipou, entretanto, que um ano antes de seu lançamento, um estúdio rival processaria para evitar que o filme chegasse aos cinemas).
Mas Snyder acreditava que seu maior desafio seria satisfazer os desejos dos fãs devotos da HQ que, assim como ele, vêem a obra como um trabalho exemplar de narrativa pós-moderna e que iriam arrancar suas tripas se ele desviasse demais dos quadrinhos originais. E ele acreditava que o único caminho para satisfazer esses espectadores começava por quebrar o vínculo como material fonte.
"Watchmen", que estréia em 6 de março, começa com uma cena mostrada apenas em fragmentos nos quadrinhos: uma luta longa entre um agressor e um vingador com idade avançada chamado o Comediante. Depois disso vem uma lenta sequência de abertura com os créditos, em grande parte invenção de Snyder, que justapõe a música "The Times They Are A-Changin' de Bob Dylan, com uma montagem dos benfeitores mascarados com nomes como Dollar Bill (Nota de Dólar) e Hooded Justice (Justiça Encapuzada) enquanto eles participam de momentos chave da história da era atômica, como o V-J Day e o assassinato de John F. Kennedy. As cenas que se seguem serão familiares para os leitores com uma semelhança quadrinho a quadrinho com a história original: o sonho surreal de um vigilante de uniforme que é amaldiçoado por problemas sexuais e temores de uma guerra nuclear; um homem-deus criado num acidente científico, andando pelas areias vermelhas de Marte; a cidade de Nova York parcialmente aniquilada pelos planos de um vilão - tudo conectado por uma história sobre heróis corrompidos pelo mal que eles não são capazes de eliminar do mundo.
As duas cenas introdutórias, diz Snyder, são concessões às audiências que não conhecem nada de "Watchmen", "para que elas engulam a pílula amarga dos próximos 20 minutos do filme e ouçam um punhado de super-heróis reclamando, antes que qualquer coisa aconteça".
Por mais de dois anos e meio esse foi o quebra-cabeça que Snyder teve de solucionar: como preservar o suficiente da HQ "Watchmen", rica em referências e com múltiplos níveis, para satisfazer os fãs, enquanto fornecia pontos de entrada suficientes para um público disposto a se sentar para assistir um filme de US$ 120 milhões, 160 minutos, proibido para menores, sobre guerreiros contra o crime contemplativos que raramente entram em brigas.
"Eu não diria que é um filme curto de forma alguma", disse Snyder. "Mas é a versão mais condensada que eu consegui fazer sem sentir que violentei um pouco a obra". Praticamente desde o momento que o primeiro número de "Watchmen" foi publicado nos Estados Unidos como uma série limitada pela DC Comics em 1986, Hollywood tentou e fracassou em transformá-la em filme. O diretor Terry Gilliam perseguiu o projeto no final dos anos 80, apenas para concluir que ele não poderia ser condensado num filme; Darren Aronofsky deixou o projeto de lado em 2004 para fazer "Fonte da Vida"; e Paul Greengrass desistiu de sua versão em 2005 por problemas de orçamento.
Os criadores de "Watchmen" podem dizer que desistiram das perspectivas de chegarem aos cinemas, "mas isso praticamente implica que nós queríamos que ele se tornasse um filme", disse Gibbons, o ilustrador. Depois que a Fox adquiriu os direitos para o cinema em 1986, Gibbons e Moore concluíram que nenhum estudo desejaria preservar o espírito de seus quadrinhos - uma crença cultivada num encontro com o produtor Joel Silver, que queria que Arnold Schwarzenegger interpretasse o super-herói estóico e onisciente Dr. Manhattan. "Imagine que tipo de filme isso teria sido", disse Gibbons.
(Moore, que ficou cada vez mais frustrado com as adaptações hollywoodianas para seus outros trabalhos, como "V de Vingança" e "A Liga Extraordinária", recusou que seu nome fosse usado em conexão com o filme "Watchmen" e deu sua porcentagem dos lucros com o filme para Gibbons.)
Quando Snyder, 42, foi cogitado para dirigir o filme em 2006, seu currículo deixou muitos fãs de "Watchmen" nervosos. Diretor de comerciais de TV, ele era conhecido por trabalhos superficiais e hiperativos. Em 2004 ele fez sucesso com sua refilmagem do filme de zumbis de George A. Romero "Madrugada dos Mortos" e estava trabalhando no filme de ação ainda não anunciado "300", uma adaptação violenta da HQ de Frank Miller sobre a batalha antiga de Thermopylae. (O escritório de Snyder na Warner Brothers é decorado com um tapete de pele de leão, um molde de crânio de tigre de dentes de sabre e uma vela em forma de crânio humano.)
Antes que "300" fosse lançado e arrecadasse US$ 456 milhões no mundo todo no ano seguinte, a Warner Brothers, que lançou "300" e desde então adquiriu os direitos de "Watchmen" queria que Snyder começasse logo a adaptação do quadrinho.
"Ele tem uma sensibilidade bastante pop, que requer um estilo visual incrível", disse Jeff Robinov, presidente da Warner Brothers Pictures Group.
Mas Snyder, que leu "Watchmen" pela primeira vez quando estava na faculdade, sabia que a história era intrincada e misteriosa, que tinha mais filosofia do que troca de socos. "Não há nenhum momento em que ela não é consciente", disse. Mesmo quando "Watchmen" adere às fórmulas de super-heróis, faz isso desconstruindo muitas tradições do meio. Snyder disse: "Está sempre jogando uma luz sobre a idéia de colocar uma roupa especial e sair tentando acertar os erros e dizendo, 'Na verdade você acha que isso é legal?'".
A Warner Brothers não hesitou em dar a Snyder os recursos que ele queria, em grande parte por causa de "300". "Eles disseram, 'OK, não entendemos "300", e ele arrecadou muito dinheiro'", disse Snyder.
Esses recursos significaram que ele pode passar mais de 100 dias filmando em Vancouver, que pode convidar atores mais por causa da habilidade de atuação do que pelo magnetismo nas bilheterias (Patrick Wilson é o impotente Coruja (Nite Owl, na versão original), Jackie Earle Haley é o instável Rorschach, Billy Crudup é Dr. Manhattan) e ter cerca de 200 cenários construídos para o filme.
Mas com esses recursos, disse Snyder, também veio uma enxurrada de pedidos do estúdio para mudar detalhes pequenos, porém fundamentais: o filme tinha que interromper sua história com longas digressões sobre as origens de Rorschach e Dr. Manhattan? Era essencial que Dr. Manhattan ficasse nu por tanto tempo no filme? E será que o filme não poderia ser um pouco mais curto?
A resposta de Snyder para cada uma dessas perguntas foi permanecer fiel à HQ e seus criadores. "As idéias deles passaram pelo teste, pelo menos é assim que eu vejo", disse.
(Robinov disse que não se lembra de disputas específicas sobre o conteúdo de "Watchmen" mas reconheceu que a classificação para maiores do filme, que poderia afastar o público mais jovem, era uma preocupação. O filme, disse ele, "tira do conforto em algumas áreas".)
Dias antes do final das filmagens em fevereiro passado, a maldição de "Watchmen" parecia ter atacado novamente. A Fox, que havia alertado a Warner Brothers de que ainda era dona de uma parte dos direitos de "Watchmen", entrou com um processo e ameaçou conseguir uma ordem para evitar o lançamento do filme. Um ano de batalhas judiciais se seguiu. Terminaram no mês passado, quando a Warner concordou em dar à Fox 8,5% das receitas do filme, ou de possíveis sequências ou distribuições de ações.
Agora, com a iminente estréia de "Watchmen", a ansiedade e a tensão entre os fãs chegou ao pico. Diferente das franquias de Batman ou do Super-Homem, por exemplo, cujos heróis-título podem ser reinventados a cada dez ou 15 anos, "Watchmen" só tem uma história para contar. Se Snyder fracassar, nenhum diretor terá uma segunda chance.
Mesmo os amigos de Snyder da indústria do entretenimento dizem que ele enfrenta um ceticismo generalizado por parte dos fãs leais do quadrinho. "Acho que os fãs assistirão "Watchmen" com uma mentalidade de 'O que ele deixou de fora?', e não de 'o que ele acrescentou?'", disse Damon Lindelof, criador e produtor executivo de "Lost" e um dos poucos a quem Snyder mostrou "Watchmen".
Os desafios de divulgar o filme para o público que não conhece a HQ parecem ser bem maiores, já que as histórias não têm um protagonista central claro e nenhum personagem reconhecido mundialmente. Mesmo assim a Warner Brothers tentou criar uma expectativa para o filme entre os leigos, usando uma campanha baseada principalmente em trailers elegantes e expressivos. A DC Comics disse que lançou 900 mil cópias adicionais da HQ desde que o primeiro trailer de "Watchmen" foi divulgado no verão passado.
E, conforme diz Snyder, os filmes sobre histórias em quadrinho se tornaram eventos tão transcendentes da cultura pop que até o público comum que não lê quadrinhos sabe que deve assistir a esses filmes. Um espectador que tenha assistido metade dos filmes de super-heróis que Snyder chama de "filmes 'Homem'" - Super-Homem, Homem-Aranha, Homem de Ferro e outros - já tem contexto suficiente para entender "Watchmen" e os clichês cinematográficos com os quais ele joga, disse.
Em particular ele disse que sua posição foi fortalecida pelo sucesso do filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas" de Christopher Nolan, a depressiva sequência de Batman que arrecadou cerca de US$ 1 bilhão em todo o mundo desde o lançamento pela Warner Brothers em julho. "É tão sério quanto, por exemplo, uma cirurgia no cérebro de um bebê", disse Snyder sobre "O Cavaleiro das Trevas", esclarecendo que isso é um elogio.
Enquanto o filme de Batman tinha aspirações por uma estética realista, Snyder disse que "Watchmen", com seus heróis que podem crescer dezenas de metros e vilões que mantém esconderijos na Antártida, tem a liberdade de ser mais fantasioso. E diferentemente da maioria dos filmes de "Homem" cujos finais - com o bem vencendo o mal - nunca são colocados em dúvida, Snyder disse: "Não queremos mesmo aderir a esse conceito".
Mas ele também deixou os fãs irritados quando revelou que havia mudado o final de "Watchmen". Apesar de o filme aderir à essência do último capítulo da história, no qual os heróis ignoram os atos assassinos de sua vingança para o bem da humanidade, Snyder alterou detalhes essenciais.
Para preserver o final original de "Watchmen", "você teria que ficar falando cerca de 30 minutos sobre outras coisas fora do filme", disse. "E nesse momento eu estou no limite da quantidade de Rorschach que tenho, e de Coruja, e de Dr. Manhattan".
Durante a realização de "Watchmen", Snyder ultrapassou os limites usuais para sinalar o quanto ele reverencia a HQ, tanto quanto os fãs. Ele encarregou Gibbons e o colorista original da HQ, John Higgins, de criarem um pôster para o filme, assim como os storyboards para o final modificado. E ele se apropriou da maior parte do visual e do diálogo dos quadrinhos, desde o muxoxo que é o bordão de Rorschach, "hurm".
Snyder acredita que o filme pode mudar o equilíbrio entre os estúdios de cinema e os criadores de HQs. Até hoje, disse ele, a Warner Brothers ainda quer que ele e Miller criem uma sequência para "300" - apesar de o filme terminar com o sacrifício do herói e seu exército.
"Na atitude em relação aos quadrinhos, eles revelam um pouco seus planos", disse Snyder. "Eles nunca diriam isso para um escritor, mas fazem isso com os quadrinhos. 'Eles fazem isso rápido, não é? Não é grande coisa'". Segundo ele, "no final tudo o que espero é que esse filme dê à cultura geek um pouco de credibilidade".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h39
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WHATMEN?! Watchmen ganha paródia em quadrinhos    
Dia 6 de março está anotado na agenda de todo fã de quadrinhos que se preza – é a estreia de Watchmen nos cinemas. Mas, para quem não aguenta esperar, a IDW Publishing acaba de lançar o especial Whatmen?!, que parodia o universo de super-heróis criado por Alan Moore e David Gibbons.
Com roteiros de Scott Lobdell – conhecido por sua passagem pelos X-Men nos anos 90 - e arte de Alejandro Figueroa, Whatmen?! satiriza a HQ considerada sagrada por nove em cada nove fãs de quadrinhos. Nem o material suplementar da história original, como dossiês e entrevistas, escapou impune.
Segundo Lobdell, uma das preocupações foi manter a sutileza. “Não queríamos que Whatmen?! ficasse excessivo”, diz ele. “Certo, há um monte de bobeiras, mas acho que os fãs acharão as piadas sutis ainda mais divertidas. A homenagem à série original ultrapassa as páginas desenhadas”.
Considerada por muitos como a história definitiva de super-heróis, Watchmen foi publicada pela DC Comics nos anos de 1986 e 1987 e mostra um mundo com vários vigilantes uniformizados, mas com somente um herói com superpoderes. Intrigas, política, metáforas e personagens complexos compõem um verdadeiro clássico, que mistura perfeitamente super-heróis e o clima da Guerra Fria.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h47
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O TIBETE NÃO É NENHUM OASIS Banda tem shows cancelados na China A banda de rock britânica Oasis disse nesta segunda-feira que ficou "desnorteada" com a decisão da China de cancelar dois shows agendados para o próximo mês. O grupo esperava tocar em Pequim no dia 3 de abril e em Xangai no dia 5 do mesmo mês. "Representantes do governo da China revogaram a permissão para as apresentações da banda e ordenaram que seus shows, tanto em Pequim como em Xangai, sejam imediatamente cancelados", disse o Oasis em um comunicado.
"O ato das autoridades chinesas de cancelar os shows marca a contradição de suas decisões em relação à banda, que deixou não só o grupo, como também seus produtores, desnorteados."
O comunicado acrescentou que, de acordo com os produtores dos shows, as apresentações foram cancelados depois que autoridades chinesas descobriram que o membro da banda Noel Gallagher participou de um show beneficente a favor do "Tibete Livre", nos Estados Unidos, em 1997.
Como resultado, o governo "julgou que a banda é imprópria para tocar para seus fãs da República Chinesa".
"O Oasis está extremamente desapontado porque agora está impedido de continuar com sua turnê pela China, e espera que o poder de dentro da China reconsidere sua decisão e permita que a banda toque no país."
A turnê do Oasis continuará normalmente pelo restante do sudeste da Ásia, incluindo uma apresentação em Hong Kong, em 7 de abril.
No ano passado, a China anunciou que iria aumentar o controle sobre músicos estrangeiros depois que a pop star islandesa Bjork gritou "Tibete! Tibete!" durante um show em Xangai.
Apesar de receber muitas personalidades nos últimos anos, incluindo os Rolling Stones, a China luta para garantir que os shows sejam politicamente corretos.
Os artistas são proibidos de tocar músicas que possam causar algum dano à "unidade nacional" ou que "incitem rancor", e os produtores são questionados a respeito dos set-lists e precisam que as letras das músicas sejam aprovadas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h43
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WIRED What's the worst misconception about comic books and their fans? It's probably just that everyone is the stereotypical overweight, middle-aged, balding, lives-in-his-mother's basement comic geek (...)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h39
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PAPAGAIO SABIDO
Uma baianinha, antes de ir para seu cursinho pré-vestibular, passava por uma rua que tinha um papagaio em cima do muro. Um dia, quando ela passava por essa rua Indo a caminho do curso, o papagaio grita:
- Baianinha tá de calcinha preta! E, por incrível que pareça, o papagaio acerta na mosca.
A menina continua e pensa que foi apenas um golpe de sorte. No outro dia, Indo de novo, o papagaio grita mais uma vez:
- Baianinha tá de calcinha branca!
Novo acerto e dessa vez a menina FICA meio assustada com a situação, mas acha que o papagaio tarado teve sorte novamente no palpite.
No terceiro dia, no mesmo trajeto, o papagaio denuncia:
- Baianinha tá de calcinha vermelha!
Ela dessa vez FICA indignada com a adivinhação do papagaio.
No outro dia, resolve sair sem calcinha, só pra testar.
O papagaio não falha:
- Baianinha tá de calcinha cabeluda!
Irritadíssima, ela toma uma decisão drástica.
No dia seguinte passa sem calcinha e depilada.
Vai passando, e o papagaio não diz nada.
Ela já IA virando a esquina, crente de que havia tapeado finalmente o penoso, quando ouviu o grito:
- Ê baianinha!
Ela se Volta, impaciente:
- O que é papagaio?
- Passou no vestibular, foi?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h36
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formatos em busca de vendas melhores
 O novo álbum do grupo irlandês U2 será lançado em cinco formatos e a preços diferentes, em uma estratégia comercial da gravadora para driblar a crise de vendas e atrair com ofertas inovadoras os consumidores.
"No Line on The Horizon" (Island/Universal) chegará às lojas na sexta-feira na Irlanda, a pátria de Bono e seus companheiros. Na próxima segunda-feira sai na maioria dos outros países do mundo e um dia depois na América do Norte.
No entanto, o álbum, um dos mais aguardados do ano, apareceu na rede e pode ser baixado há varios dias na Internet, apesar de todas as precauções da Universal.
O disco não foi enviado à imprensa, que teve que se contentar em ouvir no fim de janeiro o CD dentro de áreas da gravadora. Os jornalistas foram obrigados a entregar aos seguranças os telefones celulares, casacos e mochilas para entrar na Universal e ouvir "No Line".
Poucos dias antes do lançamento no mercado, os jornalistas finalmente receberam o CD. As gravadoras tentam de todas as maneiras evitar a pirataria de seus produtos em uma luta cada vez mais inglória.
Desta vez o vazamento, segundo a revista "Forbes", teve origem em um site australiano de propriedade da Universal, que ofereceu durante duas horas o álbum para download remunerado, 10 dias antes do lançamento. Em seguida, a empresa percebeu o erro.
Nos fóruns de discussão dos fãs do U2, os internautas acusaram abertamente a Universal de ter organizado o vazamento para provocar "barulho" a respeito do álbum, que de todas as maneiras seria pirateado minutos depois do lançamento oficial.
"No Line on The Horizon" poderá ser comprado em cinco formatos e preços diferentes: CD standard, um pack com acesso a um filme, em formato magazine com o CD e uma revista de 64 páginas, uma caixa com CD, DVD, livro e cartaz, e por fim em vinil.
A estratégia comercial é reveladora da vontade da indústria fonográfica de diversificar as ofertas aos consumidores para superar a grave crise nas vendas dos CDs.
"Atualmente, os artistas respondem muito mais à demanda dos fãs. O novo credo é: 'pague o que você quer'", afirmou em janeiro à AFP Dominique Leguern, diretora do Mercado Internacional do Disco e Edição Musical (Midem).
O último álbum do Nine Inch Nails é um exemplo da tendência.
O grupo norte-americano, que lançou o álbum de forma independente, o disponibilizou sem seu site oficial em diferentes formatos: download gratuito de nove das 36 músicas, cinco dólares para baixar as 36, US$ 10 por um CD duplo, 75 para um produto de luxo e 300 pela versão "ultraluxo" especial.
Segundo uma análise apresentada no Midem, o lucro chegou a 1,6 milhão de dólares em uma semana, e em 2008 este álbum ocupou o primeiro lugar nos downloads da Amazon, apesar da oferta de base ter sido gratuita.
A tese pode ser aplicada a "No Line on The Horizon", apesar da pirataria. "Não é porque baixei o álbum que não vou a uma loja comprar a compilação a 50 euros", afirmou um fã francês na Internet.
Mas no fim das contas o que rende mais dinheiro aos artistas é o palco. O U2, que tem contrato com a empresa de shows Live Nation, deve anunciar em breve uma turnê.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h59
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WATCHMEN, WATCHMEN...
Watchmen, à primeira vista, parece mais uma daquelas histórias em quadrinhos nas quais a velha e desgastada fórmula dos super-heróis que frustram planos de super-vilões se repete. Entretanto, quando se passa do estágio de reconhecimento dos desenhos e o texto começa a ser lido, é fácil perceber que há algo diferente nesses quadrinhos. Algo que faz com que valha a pena ler e recomendar a leitura aos amigos.
A história principal, em si mesma, serve apenas como o elemento que permite que a história de cada personagem seja revelada em cada capítulo. Densos e humanos, a identificação do leitor com as personagens torna-se quase inevitável. Nesse aspecto, os grandes destaques são Rorschach, Dr. Manhattan e o Comediante, sem dúvida. As referências explícitas e subentendidas ao mundo real são fantásticas. As alterações no cotidiano implicadas pela existência de uma criatura com o Dr. Manhattan chegam a ser chocantes, algumas vezes.
Cada detalhe em cada quadrinho pode mostrar alguma coisa que não está explícita nos textos, mas é, de alguma forma, relevante para a contextualização dos eventos que acontecem ao longo da narrativa. Watchmen são quadrinhos para serem lidos com calma, muita calma. Recomendo um único capítulo por semana, com a máxima atenção nos quadrinhos e pausas para reflexões sobre cada detalhe que possa ser notado ao longo da leitura. Os textos ao final de cada capítulo também são imprescindíveis para uma contextualização plena do texto.
Vale a pena, também, visitar sites dedicados ao estudo da série e ajudam muito na percepção de certas sutilezas do texto.
Recomendação máxima!
Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h25
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FRASE DO DIA: "O passado me atrái, o presente me assusta porque o futuro é a morte". Paulo César Pereio, um dos atores mais grossos e malditos do cinema nacional em sua autobiografia "Por que se mete, porra?"
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h20
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LOIRA CLANDESTINA A loira gostosíssima ia se jogar do elevador Lacerda, quando aparece um marinheiro.
"Moça, não faça isso!!!"
"Vou me jogar, minha vida é uma droga!"
"Não faça isso! Olha; meu navio está de partida para a Europa porquê você não vem comigo e pensa melhor? Chegando lá, se você ainda quiser se matar, pelo menos terá conhecido a Europa."
A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para um bote salva-vidas, onde viajaria clandestinamente.
Durante duas semanas ele a visitava à noite, trazendo comida, água e transava com ela. Comida, água e cráu.
Até que um dia o capitão fazendo uma inspeção nos botes, descobriu a loira. Ela, sem saída, lhe contou a verdade. "Olhe, eu estou aqui, seguindo para a Europa, porque um marinheiro me salvou da morte. Todas as noites ele me traz comida e água, e como agradecimento eu dou para ele. E combinamos desse jeito até chegarmos à Europa... Ainda falta muito?"
"Não sei, moça. Mas, pelo que me consta, este Ferry Boat faz a travessia Salvador - Itaparica..."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h10
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10 sites super legais para você criar seu avatar! Quer criar seu avatar mas está na dúvida se faz um inspirado em algum personagem ou em suas próprias características? Então se está faltando criatividade a SMK vai te dar uma forcinha e indicar 10 sites super legais para você criar seu avatar. 1- Gosta de mangá? Então você vai se divertir no site http://www.faceyourmanga.it. Lá você poderá criar seu avatar no estilo mangá. 
2- Mas se você é fã de South Park, crie seu avatar no site http://www.sp-studio.de. 
3- Para quem é fã de Harry Potter, o bruxinho mais fofo dos últimos tempos, pode criar seu avatar inspirado nele ou em outros personagens do filme. O site é http://elouai.com/chibi/harrypotter/icons.php 4- Que tal criar um avatar com as características dos personagens de Os Simpsons? Entre no site http://www.simpsonsmovie.com e divirta-se. 
5- Mas se a sua intenção é criar um avatar para usar no MSN, o site http://www.minimise-me.com disponibiliza uma galeria recheada de idéias, dentre elas alguns avatares de celebridades como Amy Winehouse. 6- No site http://www.marcio3000.net/creare_avatar.php você pode criar o seu avatar com características estilo cartoon. Dá para se divertir com as criações. 7- Outro site super legal para criar seu avatar é o http://www.wee-mee.com. Para usá-lo você precisará fazer um rápido cadastro e a partir daí se divertir com suas criações. 
8- No site http://www.meez.com você pode criar seu avatar e animar em 3D. Super legal! 9- Mas se você quer mesmo é criar um avatar com suas próprias características, o site http://www.joystiq.com é uma boa opção. 10- O site http://illustmaker.abi-station.com possui uma variedade enorme de modelos de avatares com estilo mangá.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h46
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h46
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BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
(Mário Quintana)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h43
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You know, the main reason I've been wearing more or less the same thing for about 20 years is that I don't ever have to wonder what to wear. It makes life easy.
My assistant Lorraine just asked me what I wanted to wear to the Beowulf premieres in the UK and the US and I realised with a sort of creeping horror that I didn't know. I already wore a tuxedo-and-bow-tie to the US Stardust Premiere, and I wore a leather jacket black tee shirt and and black jeans to the UK Stardust premiere. That pretty much completely exhausts my range.
I suppose I could wear a different leather jacket, or perhaps a tie instead of a bowtie with the tux, but (shakes head gloomily). I don't know. Decisions, decisions... (I asked an actress friend what she was going to wear and learned that clothes designers actually lobby to have actorish people be seen wearing their clothes on the red carpet. I had to explain that it doesn't work that way for writers. I suppose I could toss a coin.)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h36
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