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Em causa própria
 


Joaquim Barbosa anda na rua e é saudado pelo povo

O ministro Joaquim Barbosa, depois da discussão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, passou pelo teste das ruas, de acordo com o colunista da revista Veja, Lauro Jardim. “Ao final da refeição, de sua mesa até a porta teve que parar em todas mesas por que passou: os comensais levantavam-se estendiam-lhe as mãos e mandavam um “parabéns” ou um “muito bem, ministro”, de acordo com o jornalista. Ele informa que Barbosa almoçou no tradicional Bar Luiz, restaurante no centro do Rio de Janeiro, fundado em 1887.

JB, que sugeriu a Gilmar Mendes que andasse pelas ruas na quarta-feira (22/4), estava acompanhado de três amigos, tomou dois chopes e comeu filé bem passado com salada de batatas. Lauro Jardim, em seu blog, conta que ele caminhou pela Rua da Carioca, tomou um café “de pé”, e continuou a receber mais saudações.

Por volta das 14h50, quando seguiu para entrar no carro oficial na esquina da Avenida Rio Branco, formou-se um pequeno tumulto: várias pessoas o pararam. Novas saudações e sessões de fotos feitas pelos celulares dos admiradores. Por pelo menos cinco minutos, Joaquim Barbosa foi cercado e parabenizado. Agradecia a todos com um sorriso, um aperto de mãos e um “obrigado”.”

A Gazeta Mercantil, em reportagem de Luiz Orlando Carneiro, informou que na quarta-feira (22/4), após o súbito término da sessão plenário, os ministros Celso de Mello e Carlos Ayres Britto foram até o gabinete de Joaquim Barbosa para tentar convencê-lo a se retratar com o presidente da corte.

Ele teria se comprometido a fazer a retratação apenas na parte em que pediu para que Gilmar Mendes não lhe tratasse “como os capangas de Mato Grosso”, na quinta-feira (23/4). A sessão plenária, no entanto, foi suspensa por conta do episódio.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h25
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O dia em que Jô Soares esteve em Tatuí
 
O barulho da multidão que se aglomerava nas proximidades do Conservatório era imenso, todos falavam juntos, ninguém entendia ninguém. Também pudera, Jô Soares em Tatuí! É um acontecimento para entrar na história. "Ele vem entrevistar alguém aqui?" perguntou uma mulher. "Não, ele vai fazer seu show no teatro do conservatório" explicaram.

"Estou na fila desde ontem, não quero perder o Jô de forma alguma" - disse uma senhora que estava no início da fila. "E olhe aí, já tem umas 50 pessoas na minha frente", completou.

E o falatório prosseguia intenso. Afinal o Jô estaria em Tatuí e, imenso como é, provocaria mesmo tal falatório... "Ele já está no hotel" - disse alguém. "O Sexteto também veio, eu sei disso porque o Derico exigiu uma cabeleireira para lavar e pentear seu cabelo... foi a minha cunhada quem fez o tal serviço", completou.

"Não me diga!" - outro falou - "E ela viu o Jô?" "O Jô ela não viu, mas ai... nem queira saber... a coitada passou mal por lá!" - continuou falando o tal: "O Derico queria que lhe fizessem massagem capilar. Ela teve um ataque de riso... riu sem parar quase até faltar fôlego, foi preciso até tomar calmante", e continuou: “O cara não tem cabelo, mas o ”rabicho” que sobrou trata como um bibelô!”

“Artista é assim mesmo, gostam de inventar umas coisas só pra dar o que falar!”, disse um cara-de-intelectual que por ali chegava. “Por falar nisso, ouviu algo sobre a lista de exigências que o Jô mandou para o hotel?”, perguntou o mais entusiasmado daquele grupo.

“Ah, não foram poucas... água mineral francesa, arranjo de frutas, feijão gelado e azeite extra-virgem... As frutas são apenas para enfeitar, pois ele come só doces e chocolates...” “Pudera!” - comentou alguém - “...a única vez que emagreceu perdeu a graça...”

Fomos até a Praça da Matriz para ver o movimento e logo percebemos um zunzunzum danado: “O quê está acontecendo naquela aglomeração?”, perguntei. “É o Derico que está soltando o rabo!” - respondeu alguém... “UAU!”, resmunguei, nem sabia que ele era gay!!! Quem iria imaginar uma coisa dessas e ainda fazer isso em praça pública!” “Não é nada disso, ele soltou o cabelo, o rabicho...”. “Ah, bom!”

Havia em um outro lado da praça, uma aglomeração de protótipos de guitarristas junto ao Tomati, pedindo dicas sobre o instrumento.

O Bira, quando saiu do Hotel Del Fiol, parecia um lorde: vestia-se muito bem, calça social, camisa e pulôver. Mas trazia no semblante um ar preocupado. Olhava para todos os lados, como se buscasse algo muito importante. Logo desceu para os lados do Mercadão. Em pouco tempo o Bira estava enturmado num boteco atrás do Mercado Municipal. Cachaceiro dos bons, esse Bira! Ainda mais que convidava todos os pinguços de plantão a beber...

O interessante é que aquele homem, que reclamou que a toalha do hotel tinha uma pequena mancha, bebia no mesmo copo daqueles bebuns sujos e fedorentos... E estavam todos muito alegres por lá... Manézinho “meia-garrafa”, Kike, João Bituca, Bira... Abraçados cantavam a uma só voz “a marvada pinga”!

Já o maestro parecia estar no paraíso, todo feliz e tomando só Coca-Cola...

Entretanto, nem tudo corria bem... Havia um problema e não era pequeno... Não havia, na cidade toda, uma cadeira que “acomodasse” Jô Soares. As dimensões de seu traseiro exigiam uma cadeira maior que o normal. Por sorte, alguém lembrou que na faculdade tinha uma tipo "king size" que servia para ele. Foram buscar e o problema foi contornado...

E assim correu o dia todo: agitadíssimo! Até que o tempo passou e chegou a hora esperada. Todos buscavam seus lugares no teatro do Conservatório. Lotado! As pessoas que ficaram do lado de fora tinham ainda esperança de que o Jô, movido pela compaixão, fizesse um show extra para atender todo aquele povaréu. Gritavam todos pedindo que arrumassem um "DataShow" para que o pessoal do lado de fora também pudesse assistir ao Jô. Estavam dando os últimos retoques para ajeitar o telão...

O Sexteto entrou no palco e começou se arrumar para tocar. Eu fiquei analisando como o Bira conseguia ficar em pé depois de tomar tanta cachaça...

O zunzunzum não cessava! Não dava nem mesmo para atrasar a entrada de Jô Soares, tamanha a expectativa das pessoas.

E ouviu-se um sinal, era a deixa para a entrada de Jô, e... Uhhhhh! Apagaram-se todas as luzes.

Inicialmente pensou-se que era uma estratégia do artista para que, ficando tudo no escuro, fosse aceso apenas um holofote que enfocasse sua pessoa no centro palco eum jogo de luzes fizesse parecer que sua silueta fosse menor que o tamanho real.

Mas nada... passou um minuto, dois, cinco... lanternas apareceram com os funcionários do Conservatório e o ar-condicionado parou de funcionar. Mais dez minutos e nada! O calor começava a ficar preocupante. Foram abertas as portas para circular o ar.

O pessoal do lado de fora também estava no escuro. O burburinho da multidão aumentava cada vez mais.

E a luz? Nada!

Ligaram para a Elektro e a resposta foi inacreditável: havia caído todo o sistema elétrico de grande parte do Brasil e ninguém pode prever quando voltaria novamente. Esse fato ficou conhecido como o APAGÃO, cujos resultados até hoje são sentidos nas contas de energia elétrica de todos.

E o Jô?

Enquanto as pessoas esperavam que a luz voltasse e as coisas pudessem seguir em frente, o Jô, que não é bobo, sabendo da impossibilidade do retorno da energia elétrica, já estava em seu carro rumando para São Paulo.

Essa data, 11 de março de 1999, será sempre lembrada como o dia em que Jô Soares veio a Tatuí, ou a noite do apagão. Em Tatuí, conhecida como a Noite do Fiasco! Nessa ocasião, 13 estados ficaram no escuro, pois caiu o sistema elétrico no sudeste, sul, centro-oeste e até mesmo nordeste.

Este foi o maior vexame acontecido em Tatuí nos últimos anos! Estamos todos esperando o retorno do Jô, que ainda nem mesmo devolveu o dinheiro dos ingressos! Fiasco Total!


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h26
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" PIORES ANALOGIAS DO MUNDO"

1) Paul McCartney comentando a sentença contra o Pirate Bay (prisão + pagamento de milhões): "Se você pega um ônibus, tem que pagar. Acho que é justo, você tem que pagar por sua passagem." Bom, fora a comparação esdrúxula, sir Paul não tem a menor ideia de como são os ônibus em sua terra: uma galera numerosa embarca de graça, assim como no metrô (e como no Brasil, aliás)

2) Da nova mulher-comida do funk, a Mulher-Caviar, explicando sua alcunha: "[O nome é] por causa da música do Zeca Pagodinho, que fala: 'Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar...'"



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h24
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O SEGREDO DA MAÇONARIA

Alguns  moleques estão jogando bola em frente a um templo maçon. Um chute mais forte faz com que a bola entre por uma das janelas do templo e caia no meio de uma reunião de maçons. Um dos garotos pula a janela para pegar a bola.

Os maçons ficam indignados com tamanho desrespeito, agarram o garoto, comem a bunda dele e o mandam de volta pela janela.

Quando o garoto caiu do lado de fora, os amiguinhos o cercam e, cheios de curiosidade, perguntam:

- "E aí? O que tem lá dentro da maçonaria?"
 
E o garoto responde:
 
- "Agora sou maçon, não posso contar!"



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h22
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JURISPRUDÊNCIA QUASE ESCROTA:
 

TUTELA ANTECIPADA - IMPOSIÇÃO DE ASTREINTES - AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL - NULIDADE DA EXECUÇÃO

Decisão agravada que ao acolher a aludida exceção declarou nula a execução de multa diária imposta em decorrência da antecipação dos efeitos da tutela. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que deve ser pessoal a intimação do devedor, em se tratando de antecipação de tutela atrelada à imposição de astreintes. Precedentes. Manutenção da decisão agravada.
 
:: Decisão: Publ. em 3-4-2009
:: Recurso: AI 2009.002.03246
:: Relator: Rel. Des. Luiz Felipe Francisco



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h21
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ENTREVISTA NEIL GAIMAN

Filme de Sandman talvez saia apenas depois de sua morte

Por ocasião do fim de "Whatever Happened to the Caped Crusader?", sua "carta de amor" a Batman, o escritor Neil Gaiman deu entrevista esta semana ao site da revista Wired, na qual falou não só sobre o Homem-Morcego, mas também sobre sua maior obra, Sandman.

Gaiman comentou que foi convidado para a bat-história com a proposta de que seria o mesmo esquema de Alan Moore e "O que aconteceu com o homem do amanhã?": um conto final que encerraria a cronologia do personagem e todas as suas séries seriam reiniciadas do zero. A DC, porém, não foi para frente com o plano, então a história ficou apenas como transição para uma nova fase das bat-séries.

O escritor confessa admiração por Batman, dizendo que conheceu-o na famosa série de TV dos anos 60: "Se eu perdia um episódio, pedia para meus amigos dizer se ele tinha ficado bem". Depois encontrou os quadrinhos, escreveu seu primeiro texto "crítico acadêmico" após ler Cavaleiro das Trevas e quis colocar essas emoções na sua história: "Sei que, se um dia Batman ler, ele saberá que foi meu primeiro amor".

A entrevista ainda traz um preview de uma das últimas páginas da história, cuja conclusão saiu nesta quarta nos EUA em Detective Comics #853. Confira na galeria.

Sobre Sandman, Gaiman comenta que as últimas informações que tem é que "fala-se em Sandman na HBO, já que ninguém sabe direito o que fazer com ele". O autor reconta uma experiência de tentar vender a série em um estúdio de Hollywood:

"Então fui a Hollywood com belos desenhos e brinquedos e fiz uma apresentação, conversei com eles sobre a história. Conversamos sobre o que é a série, quem são os personagens, como daria para fazer em três, quatro ou sete filmes. Cheguei ao fim, muito orgulhoso de mim mesmo por condensar 2 mil páginas de quadrinhos em uma grande proposta visual, e o que me deram foi 'fulano e eu estávamos almoçando conversando sobre Harry Potter e Senhor dos Anéis, e concordamos que eles fazem sucesso porque têm um vilão bem definido. Sandman tem um vilão bem definido?'. Eu disse: 'Não, não tem'. E eles: 'Obrigado pela visita!'."

Gaiman, porém, ainda tem esperança - e não tem pressa. "Se algum dia o filme de Sandman sair, será de algum garoto que está fazendo faculdade de cinema agora e acha Sandman a coisa mais importante do mundo. Vai exigir dele o compromisso, a dedicação e a loucura que levou Peter Jackson a colocar Senhor do Anéis nas telas. Sinceramente, pode acontecer depois da minha morte."

Em material publicado esta semana no site Comic Book Resources, retirado do livro Prince of Stories: The Many Worlds of Neil Gaiman (lançado no final de 2008 nos EUA), Gaiman comenta que quase aconteceu um projeto em quadrinhos para comemorar os 20 anos de Sandman. A idéia só não foi concretizada por questões de pagamento.

Gaiman queria adiantamento condizente com o que costuma receber por seus livros (aproximadamente US$ 1 milhão), algo que provavelmente seria inédito para o mercado de quadrinhos. Sua segunda proposta foi aumentar sua participação nos lucros com a linha Sandman, o que a editora só aceitou fazer por período limitado. O projeto morreu aí. Se tivesse acontecido, seria um prelúdio em seis edições que mostraria Morpheus e seus irmãos antes do início da série.

O escritor ainda comentou que a graphic novel Sandman: Noites sem Fim, de 2004, fora realizada como um "favor" para a editora da Vertigo, Karen Berger, a valores bem abaixo do que costuma receber.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h17
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PRECISO DE UMA CADEIRA NOVA
 
Tudo começou quando minha cadeira antiga (e bota antiga nisso, mais de 05 anos...) deu um estalo fatal ontem à noite e o carinha da Caposerv confirmou a PT da falecida cadeira, mas não sem antes deixar claro que era melhor comprar uma nova, pois só o conserto iria custar pelo menos uns R$ 250,00.
 
Orçamento do conserto e de uma nova semelhante em mãos: R$ 465,00, fui fuçar na internet.
 
Meu primeiro trampolim foi este post.
 
Claro que babei na Aeron Chair (vulgo: "Poltrona do Jô") obra-prima do famoso designer americano Herman Miller:
 
Aeron Chairs
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
Deste mesmo designer existem outras opções mais em conta (pero no mucho):
 
Mirra Chairs
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A e-chair e essa genérica também são opções: mas eu fiquei fissurado mesmo na Aeron, tanto que descobri o site do representante da marca no Brasil.
 
Assim como o carinha do link acima também estou no aguardo do orçamento, mas já com a bola baixa depois que vi o preço na Amazon...
 
Vou esperar sentado, infelizmente *(ainda) não em uma Aeron...
 
 

Tradesign
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h18
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Hamas inaugura banco em Gaza que proíbe juros

GAZA, Territórios Palestinos (AFP) - O primeiro banco vinculado ao Hamas, com um capital inicial de US$ 20 milhões, abriu as portas nesta terça-feira na Faixa de Gaza, território que o grupo radical palestino controla desde junho de 2007 e que está submetido a um bloqueio israelense.

"Hoje abrimos o banco e começamos a oferecer nossos serviços ao público", declarou o presidente do conselho de administração do Banco Nacional Islâmico, Alaa al-Rafati.

Em um primeiro momento, a instituição vai administrar as contas de 6.000 funcionários administrativos do Hamas em Gaza, que poderão sacar dinheiro a partir de 1º de maio, quando o governo islamita depositar os salários de abril.

O banco funcionará segundo os preceitos das finanças islâmicas, que proíbe os juros por considerá-los uma forma de usura, e terá um capital inicial de US$ 20 milhões.

O banco ocupa um edifício de quatro andares no centro de Gaza.
 
Fica fácil adivinhar qual será o primeiro alvo a ser bombardeado por Israel em sua próxima guerrinha...


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h15
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Advogado tira roupa na janela
e termina em delegacia em SP

Um advogado foi encaminhado à delegacia na tarde de ontem por fazer atos obscenos, da janela do escritório onde trabalha, para uma empregada doméstica que estava no prédio em frente, no Itaim Bibi (zona oeste de SP).

D.R.L., 34 anos, foi abordado em flagrante por policiais militares, que o viram abaixar as calças e mostrar seu órgão genital para G.M.L., 52. Segundo a vítima, o advogado até simulou se masturbar.

As insinuações começaram por volta das 11h, segundo G., quando ela chegou ao apartamento em que trabalha - no 12º andar de um edifício na rua Japão. "Ele olhava para mim e colocava as mãos no cinto, como se fosse tirar a calça. Eu virava o rosto rápido, com medo de ver", contou a empregada doméstica.

D. fez isso várias vezes, de acordo com G. "Ele esperava ficar sozinho na sala, fechava a porta e ficava na janela, olhando para mim. Quando um outro homem entrava na sala, ele sentava na mesa e ficava mexendo no computador", relatou ela.

Como estava sozinha em casa, a doméstica ficou com medo e chamou o zelador do prédio. Ele subiu ao apartamento, viu de uma das janelas o que o advogado estava fazendo e chamou a PM.

Segundo o zelador Benedito Silvério da Cruz, 45 anos, D. realmente se insinuava para a empregada, já que olhava para ela enquanto ameaçava tirar a calça. "As janelas ficam uma de frente para a outra. Ele se aproveitou disso para desrespeitá-la", afirmou.

Para flagrar o advogado, os policiais militares se esconderam em um dos quartos da residência e pediram para que a doméstica se aproximasse da janela. "Imediatamente ele abaixou as calças e a cueca e começou a exibir seu órgão genital. Em seguida ele começou a se masturbar e só parou quando a vítima saiu da janela", descreveu o sargento Sinésio Pereira de Melo, que atendeu à ocorrência.

Momento de fraqueza

Os policiais, assim como o zelador, seguiram até o prédio em que o advogado trabalha --que fica a 20 metros de distância do edifício da doméstica - e deram voz de prisão a D. "Ele não negou que estivesse assediando a mulher nem tentou fugir. Apenas ficou muito sem graça e pediu desculpas pelo que fez", contou o tenente Melo.

À polícia o advogado confirmou os atos obscenos e disse que foi um momento de fraqueza, já que passa por problemas em seu casamento, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.

A delegada do 15º DP (Itaim Bibi) registrou um termo circunstanciado por ato obsceno. O advogado assinou o documento e foi liberado em seguida. A empregada doméstica também foi ouvida pela polícia e depois seguiu para casa.

Humilhação

Ainda trêmula de nervoso, a empregada doméstica G.M.L., dizia não se conformar com o que aconteceu. "Eu nunca mexi com ninguém por ali [no bairro onde trabalha]. Por que alguém vem fazer essas coisas com um pessoa que está quieta?", questionava.

A empregada afirma que trabalha há 13 anos no apartamento de uma família. Na manhã de ontem, ela resolveu fazer o almoço porque sabia que os patrões poderiam comer em casa. "Ele olhava bem para a minha cara e fazia que ia tirar a calça", contou, com os olhos cheios de lágrimas.

G. conta que é de origem humilde e que nunca passou por tanto constrangimento na vida. "Eu me senti humilhada. Acho que ninguém merece passar por essa situação. Tenho um filho de 23 anos e sei que ele jamais fará isso para alguém", disse a doméstica.

O zelador do condomínio acompanhou a doméstica ao DP, pois ela chorava bastante e estava muito nervosa. "Até eu fiquei assustado com o que vi. Nunca tinha ouvido reclamação de um problema como esse, e olha que trabalho no edifício há 26 anos".

Voltar ao trabalho e olhar pela janela da cozinha de novo vai ser difícil, disse G., mas ela tem certeza de que vai superar o trauma. "Já passei por coisas bem piores na minha vida. A única coisa que garanto é que vou até o fim com essa história. Se for para processar, eu processo", afirmou a doméstica.

Fraqueza

Em depoimento, o advogado declarou que o ato foi feito em um momento de fraqueza provocado por problemas no casamento. Segundo D. relatou à polícia, a crise conjugal é decorrente do nascimento de sua filha. O acusado também afirmou que jamais teve intenção de se insinuar para a doméstica.

A reportagem esteve no 15º DP na tarde de ontem, mas o advogado se recusou a dar esclarecimentos. Também foi pedida uma entrevista com seu advogado, mas a solicitação foi negada. Ao ser liberado, ele saiu em um carro pelos fundos da delegacia.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h13
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do El País

Na verdade, todas as histórias vêm de uma só história, todos os livros nascem de um livro, na verdade, de dois. Um deles relata uma grande batalha entre o Oriente e o Ocidente pelo amor de uma mulher, e o outro fala de um homem que se perde ao voltar para casa.

"Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles", começa a Ilíada. "Musa, narra-me as aventuras daquele herói tão engenhoso", inicia a Odisséia.

As duas têm um ponto em comum: o herói, a figura dotada de superpoderes que ao longo dos séculos chegou a nós com diferentes formas e cores, mas com um mesmo fundo. Como dizia a canção de David Bowie, "podemos ser heróis, só por um dia". Desde Homero até os "Watchmen", desde Ulisses até "O Cavaleiro das Trevas", quer seja em forma de quadrinhos, filmes ou séries de televisão, os super-heróis são uma fonte inesgotável de fascínio e um negócio global mais do que rentável.

No século 21, o fascínio pelos super-heróis ressurgiu com bilheterias milionárias. Cinema, televisão, bancas de jornais e livrarias vivem uma febre renovada em torno de personagens concebidos em outra época, a dos totalitarismos e da 2ª Guerra Mundial. Porque voltou a atração por estes homens extraordinários?

"É uma atração pelos indivíduos que fogem do comum porque sempre, desde a Grécia antiga até agora, buscamos personagens exemplares", explica Carlos García Gual, professor de filologia grega da Universidade Complutense e um dos grandes especialistas espanhóis sobre o mundo clássico.

"Eles também têm algo de telenovela, prendem as pessoas, assim como a série Lost prende [o espectador]. Algumas séries se prolongam há décadas", diz David López, que mora em Zaragoza e desenha super-heróis para a DC Comics e a Marvel (as duas grandes companhias do setor). "Isso tem muito a ver com os deuses gregos e romanos. A cultura ocidental está cheia de super-heróis, que funcionam com os mesmos arquétipos, com os mesmos modelos", prossegue o desenhista de 33 anos.

"Os super-heróis já existiam na Ilíada. Em vez de deuses, criamos super-heróis, que também formam uma espécie de panteão divino", diz Salvador Larroca, valenciano de 44 anos e desenhista consagrado da Marvel, principalmente do X Men e Patrulha do Destino.

Os anti-heróis dos quadrinhos, como Corto Maltés, erram, têm dúvidas e sempre se apaixonam por uma mulher que os deixa plantados. Os super-heróis, por sua vez, são irresistíveis, sempre sabem o que fazer, sempre tomam a decisão adequada, não envelhecem e vão de façanha em façanha, enfrentando vilões quase tão poderosos como eles.

São heróis épicos que, diferentemente dos heróis das comédias, não mudam, não amadurecem, não sofrem, não duvidam, são perfeitos. Bom, pelo menos no princípio, quando foram criados, porque a partir dos anos 70 eles foram se humanizando, começaram a sofrer, a duvidar, a envelhecer, embora continuassem sem cometer erros.

Em meados de março, um exemplar do primeiro gibi do Super-Homem foi leiloado em Nova York por 317 mil dólares. Quando foi lançado, em junho de 1938, custava dez centavos, e hoje só restam 100 cópias em circulação.

Com esse quadrinho escrito por Jerry Siegel e desenhado por Joe Shuster, que contava a história de Kal-El, o filho de Jor-El e Lara, que acaba salvando os habitantes da terra de todo o tipo de vilões e catástrofes, nasceu o mercado e o mundo dos super-heróis contemporâneos. Agora a Marvel e a DC Comics vendem centenas de milhares de exemplares por ano na Espanha de séries e subséries com preços que vão desde 1,95 euro por um gibi em formato brochura, com 24 páginas. Nos Estados Unidos, uma das companhias subiu o preço para 3,99 dólares, e a Marvel fará o mesmo em junho. Em todo caso, trata-se de um entretenimento popular e de massa.

"O Cavaleiro das Trevas", quarto episódio cinematográfico da série Batman, foi o filme que rendeu mais bilheteria em 2008 (só na Espanha arrecadou 11 milhões de euros), enquanto que "Watchmen", filme baseado na série de Alan Moore que mudou a história dos quadrinhos e dos super-heróis, tem sido uma das estréias mais comentadas dos últimos anos.
 
O último filme de super-heróis, "X-Men Origins: Wolverine", foi pirateado um mês antes de sua estréia e colocado na Internet no começo de abril, quando ainda não estava terminado ("É como uma Ferrari sem uma camada de pintura", disse seu protagonista, Hugh Jackman). Em poucas horas, mais de um milhão de pessoas havia baixado o filme.

Mas o conceito é muito mais antigo do que esta explosão na era do consumo de massa, mais velho do que a cultura pop. Os deuses dos gregos e dos romanos tinham superpoderes e os heróis clássicos, sem eles, venciam todo tipo de obstáculos com sua imaginação, força e engenho. "Eles são sem dúvida os antecessores", diz Francisco García Jurado, professor de filologia latina da Universidade Complutense de Madri. "Todos nós precisamos ter heróis, mesmo que sejam os gregos e os romanos que lhes deem nomes.

Os romanos tinham dois grandes heróis, Enéas e Hércules. De fato, no Museu Arqueológico Nacional há um mosaico dos trabalhos de Hércules, no qual já aparecem os quadrinhos", acrescenta o especialista em literatura comparada. "O importante desse mosaico é que demonstra que os heróis não podem existir se não houver uma representação coletiva", prossegue. "Stan Lee, um dos grandes criadores, já foi chamado de Homero dos quadrinhos", aponta Alejandro Martínez Viturbia, diretor editorial da Panini Comics, empresa espanhola que distribui os títulos da Marvel.

"No fundo, os super-heróis são a personificação dos sonhos do ser humano, de perfeição imediata, em certo sentido até os santos da tradição cristã são super-heróis", afirma o escritor Rafael Martín, novelista, roteirista de quadrinhos e autor de vários ensaios sobre esses seres extraordinários, o último deles "W de Watchmen". O especialista também considera que a origem do mito remonta aos clássicos, mas questiona se antes da aparição do Super-Homem, no começo da 2ª Guerra Mundial, quando os totalitarismos eram um perigo claro e iminente, eles já não existiam em personagens como Popeye, de 1939, ou o Fantasma, de 1936.

"Dois jovens conseguem criar um personagem que encarna tudo o que os Estados Unidos queriam ser depois da Grande Depressão. É um personagem que representa também uma esperança exógena, logo antes da 2ª Guerra Mundial", explica Álvaro Pons, crítico de quadrinhos e autor do blog "La cárcel de papel" (
www.lacarceldepapel.com), sobre o nascimento do Super-Homem, personagem com o qual se inicia a chamada Idade de Ouro dos quadrinhos, que se estende desde os anos 40 até os 50.
 
Foi nessa época que nasceram Batman e Robin, Mulher-Maravilha, The Flash, que as bancas ficaram repletas de entretenimento barato em forma de tiras, principalmente da companhia DC, enquanto a Timely Comics (precedente da Marvel) colocou em circulação personagens como o Capitão América. Também naquela época, Will Eisner, que revolucionaria as graphic novels, criou The Spirit.

Com os anos 60, chegaram novos tempos e também novos super-heróis, muito mais humanos e complexos. Personagens como o Homem-Aranha, X Men, Hulk, Patrulha do Destino, por trás dos quais estão nomes fundamentais da história dos quadrinhos como Stan Lee ou Jack Kirby, movem-se num mundo mais realista, com problemas mais terrenos (superpoderes à parte). Alguns se tornam super-heróis de forma acidental, a seu pesar, encarcerados por sua própria força.

A última volta ao realismo acontece com Watchmen, para muitos o melhor quadrinho de super-heróis (ainda que só apareça um personagem com superpoderes), que Alan Moore e Dave Gibbons começaram a publicar em 1986. "É muito importante porque reflete sobre as coisas que aceitamos no mundo dos super-heróis, mas que na vida real dariam muito medo, porque queira ou não, são pessoas que o salvam", explica o historiador dos quadrinhos Rafael Martín. O que acontece quando o exército dos EUA conta com um super-herói em suas tropas durante a guerra do Vietnã?

Ele vence a guerra e a história é diferente. Como disse Alan Moore, a idéia era começar com a morte de um super-herói para demonstrar que as coisas não são como parecem.

Há séries, como o Super-Homem, que estão há sete décadas no mercado e continuam encontrando milhões de compradores. É uma autêntica indústria, que emprega centenas de desenhistas, roteiristas, coloristas, e que mês a mês coloca seus produtos nas bancas de jornais e lojas. "Uma das coisas que melhor funciona é o aspecto de telenovela", explica o desenhista David García.
 
"Batman teve um filho há alguns anos. Elas prendem a atenção porque são histórias épicas que se prolongam por anos, mas também são familiares. Gostamos porque os personagens se relacionam uns com os outros. Em alguns casos, quando são personagens que seguimos desde crianças, eles chegam a importar de fato. Ao construir ficções, transformamos os personagens em pessoas", acrescenta. "O gênero de super-heróis é um balaio de gatos no qual cabe desde as histórias sombrias até as aventuras ou histórias de amor", afirma Alejandro Martínez Viturbia.

Para outros especialistas, a continuidade é uma das chaves do sucesso: assim como acontece com as séries de televisão, uma vez que capturam sua atenção, transformam-no num espectador ou comprador para sempre. Na realidade, a origem também é anterior: a continuidade das séries é o princípio usado na criação dos folhetins com os quais autores como Alexandre Dumas fundaram a novela contemporânea. "O grande achado foi dar uma continuidade como nas tragédias gregas", afirma Rafael Martín.

Por outro lado, a continuidade e a duração têm uma contrapartida, que para alguns explica a diminuição dos leitores na última década (além da maior presença desses personagens na tela dos cinemas). Séries muito longas, como Friends, não são tão fáceis de acompanhar quanto as médias. Mas existem quadrinhos que estão no mercado desde os anos 40, complicando-se e complicando-se, e não é fácil continuar nesse ritmo. "Cada vez acontece mais o que se chama de 'crossover', quando um quadrinho se relaciona com outros", explica Álvaro Pons. Para alguém que não bebeu dessa cultura desde pequeno, isso pode parecer uma confusão monumental ou uma série absurda.

Para um neófito no mundo dos super-heróis, navegar nas páginas da DC Comics (
www.dccomics.com) ou da Marvel (www.marvel.com) na internet é um encontro com a terceira fase dos quadrinhos. Na página de personagens da Marvel, existem centenas de nomes, cada um com seu link, com seu desenho e sua história, e o fã também pode baixar e instalar um buscador especial do Universo Marvel. O mesmo vale para a DC Comics.

O problema é que, mesmo antes dos cruzamentos entre as diferentes séries, há uma grande confusão para os que não estão acostumados a este universo infinito, que se prolonga e ramifica como um relato de Borges. Talvez o mundo inteiro não seja contado em duas histórias, e existam mais lendas do que a dos guerreiros que lutam por uma mulher e do homem que volta para casa, ainda que em todas as demais histórias apareçam personagens com capas e superpoderes.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h11
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MINISTROS DO STF BATEM BOCA
 
Barbosa diz que Mendes destroi credibilidade da Justiça
 

 
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca nesta quarta-feira no plenário do tribunal.
Barbosa acusou o presidente da Corte de estar "destruindo a credibilidade da Justiça brasileira" durante o julgamento de duas ações - referentes ao pagamento de previdência a servidores do Paraná e à prerrogativa de foro privilegiado. Veja o vídeo da discussão.

"Vossa excelência me respeite. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim. Saia à rua, ministro Gilmar. Faça o que eu faço", afirmou Barbosa.

Em resposta, Mendes disse que "está na rua". Barbosa, por sua vez, voltou a atacar o presidente do STF. "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro."

Irritado, Mendes também pediu "respeito" a Barbosa. "Vossa Excelência me respeite", afirmou. "Eu digo a mesma coisa", respondeu o ministro.

Os ministros Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello atuaram como "bombeiros" para tentar encerrar o bate boca. "A discussão está descambando para um campo que não coaduna com a disciplina do Supremo", disse Marco Aurélio ao pedir o encerramento da sessão.

Barbosa chegou a afirmar que Mendes não estava falando com os seus "capangas de Mato Grosso". O ministro disse que decidiu reagir depois que Mendes tomou decisões incorretas sobre os dois processos analisados pela Corte.

"É uma intervenção normal regular. A reação brutal, como sempre, veio de Vossa Excelência. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências dessa decisão", afirmou Barbosa.

Mas Mendes reagiu: "Não, não. Vossa Excelência disse que faltei aos fatos. Não é verdade."

Em tom irônico, o Barbosa disse que o presidente do STF agiu com a sua tradicional "gentileza" e "lhaneza". Mendes reagiu ao afirmar que Barbosa é quem deu "lição de lhaneza (lisura)" ao tribunal. "Vamos encerrar a sessão", disse Mendes para encerrar o bate-boca.

A discussão ocorreu enquanto o plenário do STF analisava dois recursos apresentados ao tribunal contra leis julgadas inconstitucionais pela Corte. Uma das ações questiona a lei que criou o Sistema de Seguridade Funcional do Paraná, em 1999.

O segundo recurso questiona lei, considerada inconstitucional pelo STF, que definiu que processos contra autoridades com foro privilegiado continuam sob análise do tribunal mesmo após o réu não estar mais na vida política.

Outros desentendimentos

Não foi a primeira vez que ministros do STF discutiram. Em agosto de 2007, Mendes e Barbosa bateram boca por uma lei que beneficiava servidores de Minas

No dia seguinte, Mendes minimizou a discussão. "Quem acompanha as sessões do STF sabe que há debates mais exacerbados, falas mais enfáticas."



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h03
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Lula está construindo um gigante regional único
 
da Newsweek

O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas.

A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana "Newsweek" (leia o original completo em inglês).

"Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da "Newsweek", com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Poderio militar

A "Newsweek" observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre".

A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas de conflito ao invés de flotilhas ou tanques".

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

"Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a "Newsweek.

Influência americana

A revista diz que "os esforços brasileiros advêm da estratégia "não-declarada" de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington", mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana".

"Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade".

"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a "Newsweek".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h48
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Anac acaba de liberar descontos nas tarifas

A diretoria da Anac, em reunião que terminou agora, decidiu liberar o preço das passagens internacionais em voos para os EUA, Europa, África, Oceania e Ásia.

Inicialmente, o desconto será de até 20% abaixo do piso estabelecido pela Anac. Em julho, os descontos passam a 50%. Três meses depois, em outubro, as companhias aéreas poderão oferecer preços até 80% mais baixos e, finalmente, a partir de janeiro de 2010, a tarifa será totalmente liberada.  

Hoje, o piso para tarifas internacionais em vôo (ida e volta) com origem no Brasil é de 708 dólares para os EUA. Para Alemanha, França, Itália ou Reino Unido, 869 dólares. Para Cuba, 848 dólares.

E os descontos devem vir mesmo: em janeiro, a Anac recebeu informações oficiais de quatro empresas aéreas estrangeiras dizendo-se dispostas a diminuir os preços, assim que a liberação viesse. A expectativa da Anac, porém, é de que as tarifas dos voos para a Europa caiam mais, por causa da maior concorrência.

Ao contrário do que estava previsto, o representante do Snea, o sindicato das empresas aéreas, não compareceu à reunião.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h20
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Anac vai liberar descontos em voos para os EUA e Europa

A Anac irá liberar hoje o preço das passagens internacionais em voos para os EUA e Europa. Inicialmente, o desconto será de até 20% abaixo do piso estabelecido pela Anac. Em julho, os descontos passam a 50%. Três meses depois, em outubro, as companhias aéreas poderão oferecer preços até 80% mais baixos e, finalmente, a partir de janeiro de 2010, a tarifa será totalmente liberada.  

Para que o leitor tenha uma ideia do que vem pela frente: hoje, o piso para tarifas internacionais em vôo (ida e volta) com origem no Brasil é de 708 dólares para os EUA. Para Alemanha, França, Itália ou Reino Unido, 869 dólares. Para Cuba, 848 dólares.

E os descontos devem vir mesmo: em janeiro, a Anac recebeu informações oficiais de quatro empresas aéreas estrangeiras dizendo-se dispostas a diminuir os preços, assim que a liberação viesse. A expectativa da Anac, porém, é de que as tarifas dos voos para a Europa caiam mais, por causa da maior concorrência.

A medida será discutida e votada na reunião de diretoria da agência, marcada para começar às 14h30. Como toda a diretoria da Anac já se declarou a favor dos descontos em outras ocasiões, não haverá surpresa e a medida começará a valer assim que for publicada no Diário Oficial, nos próximos dias. O SNEA, o sindicato das empresas aéreas, participará da parte da reunião em que será discutida a liberação. A Anac, aliás, resolveu abrir essa parte específica do encontro aos jornalistas.

Esta é uma das brigas pesadas que a diretora-geral da Anac, Solange Vieira, enfrentou nos últimos tempos. A TAM jogou todas as suas forças contra a liberação das tarifas. O SNEA chegou a entrar na Justiça em janeiro para barrar os descontos, alegando que prejudicaria as empresas nacionais que operam rotas internacionais. Conseguiu uma liminar, que já caiu, retardando o processo. Falava, sobretudo, em nome da TAM - a Gol, através de seu presidente, Constantino Junior, disse recentemente ser a favor da liberação dos preços das passagens.

Bem, agora, espera-se que as empresas aéreas cumpram a sua parte e baixem já os preços. Poderá se iniciar, então, uma justa "farra das passagens" - bem diferente daquela dos nobres parlamentares brasileiros.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h04
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Bo = B.O. = BARACK OBAMA

Do blog do Sergio D'avila

 

Num dia em que Irã, Coréia do Norte, (sutil) recuperação econômica e rescaldo de Cuba ocupam a agenda do presidente Barack Obama, as TVs todas daqui param para registrar a chegada oficial de Bo, o "primeiro-cachorro", à Casa Branca.

Presente do senador Ted Kennedy, o cão d'água português* tem como nome de "batismo" Amigo's New Hope. Viraria depois Charlie, esse dado pela primeira família que o comprou e logo desistiu da compra - o cachorro era muito animado.

Foi rebatizado de Bo pelos novos donos. Bo é igual a B.O., as iniciais do nome do presidente. Mas B.O., com pontos, é sigla em inglês para "body odor", o nosso popular cecê. Daí simplesmente Bo.

* Outra coisa: Obama não cumpriu promessa de campanha. Havia dito que o cachorro seria um "vira-lata como ele". Bo custou US$ 2 mil e tem pedigree.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h31
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Não haveria massacre se vítimas tivessem armas

Larry Pratt, diretor da Gun Owners of America (Donos de Armas da América, em inglês), organização fundada em 1975 para defender o direito dos americanos de adquirir e portar armas, diz que liberar o acesso às armas seria mais eficiente na prevenção de massacres como o da escola Columbine, ocorrido há exatos dez anos, do que restringir.

Em entrevista concedida por telefone, de Springfield, Pratt defende que nenhum dos massacres teria ocorrido se as vítimas estivessem armadas. "O massacre [de Columbine] aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar nos meninos quando eles começaram a matar pessoas."

Leia os principais trechos da entrevista:

FOLHA ONLINE - Por que um americano comum precisa de uma arma?
LARRY PRATT -
Para começar, nos EUA, nós temos a Segunda Emenda, que protege nosso direito, dado por Deus, de nos proteger com uma arma de fogo. Historicamente, a posse de arma de fogo foi exigida de todo homem livre, em todo nosso período colonial.
Por 150 anos, na América, sob a Coroa Britânica, tivemos leis segundo as quais, se você era um homem livre, tinha que possuir um rifle e ir a uma milícia praticar. Quando a Constituição foi escrita, era isso que ela dizia. Que todos os indivíduos têm direito a rifles militares ou eles seriam multados. Havia punições para quem não tivesse armas.

FOLHA ONLINE - Mas isso foi há anos. Todo americano ainda precisa de um rifle?
PRATT - Pensamos que sim. Olhando para a história, o século 20 foi o mais sangrento da humanidade. Um número de pessoas equivalente a quase toda população dos EUA [que é de 306 milhões, aproximadamente] foi assassinado pelos próprios governos. Não só em guerras, mas a sangue frio, em genocídios. Então, pensamos que armas ainda são importantes.

FOLHA ONLINE - O senhor disse que o século 20 foi o mais sangrento da história. Estatisticamente, os EUA têm mais crimes envolvendo armas que outros países...
PRATT - Não todos os países. Não como nosso vizinho México e vários outros países. O interessante é que temos mais problemas em áreas onde as pessoas decentes têm dificuldade de obter armas. É nesses lugares que os criminosos concentram a ação. Se você tirar cidades como Washington D.C. e Chicago das estatísticas, temos índices de crimes tão baixos quanto os da Europa.

FOLHA ONLINE - Quando os cidadãos têm dificuldade para obter armas, os criminosos também não a têm?
PRATT - Na Inglaterra, há uma proibição e, agora, eles têm mais crimes com armas que antes da proibição e do recolhimento de armas, em 1997. Então, criminosos não enfrentam problemas para conseguir armas. Nós é que enfrentamos.

FOLHA ONLINE - No último mês, houve cinco massacres nos EUA e, em todos, os atiradores tiveram acesso fácil a armas.
PRATT - Na verdade, o que há em comum entre esses massacres é que as vítimas não tinham armas. A maioria dos homicídios múltiplos que acontecem nesse país, como os que acontecem em escolas e centros cívicos, como o que ocorreu recentemente em Nova York [um atirador matou 13 em um centro de imigrantes, incluindo um brasileiro], eram lugares onde, por lei, armas são proibidas. Mas essas são leis que criminosos não seguem.

FOLHA ONLINE - O massacre em Columbina completa 10 anos no próximo dia 20. O senhor não acha que a falta de controle sobre armas contribuiu para aquele crime?
PRATT -
O massacre aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar naqueles dois meninos quando eles começaram a matar pessoas.
Em Colorado Springs, um tempo atrás, um cara entrou em uma igreja com uma estratégia parecida com a de Columbine, de matar muita gente, com milhares de projéteis. Mas ele foi morto logo que entrou na igreja porque, todo domingo, 25 voluntários armados participavam de um programa de segurança da igreja. Logo que o atirador entrou, ele foi morto.

FOLHA ONLINE - Então sua resposta para a violência seria um pouco mais de violência?
PRATT - Violência resolve problemas. Você pode perguntar para o capitão daquele navio. Atirar e matar os três sequestradores resolveu o problema dele. [Um capitão americano que permanecia refém de quatro piratas somalis em um bote, na costa da África, foi solto depois de agentes terem atirado e matado três dos criminosos.]

FOLHA ONLINE - E essa ideia se aplica a qualquer país? Existe uma noção de que a fraca legislação de controle de armas nos EUA está viabilizando o tráfico para o México. Na sua visão, o México está sendo beneficiado?
PRATT -
Os crimes com armas praticados no México pelos traficantes de drogas contra o governo, na guerra civil deles... essas armas não saem dos EUA. Bem, algumas saem, mas são rifles de uso militar vendidos sob a autoridade do nosso Departamento de Estado para o Exército mexicano. Só que o Exército mexicano sofreu 150 mil deserções. E quem quebra a lei de deserção também quebra a lei e rouba rifles. Os traficantes mexicanos contam ainda com armas das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], El Salvador, Nicarágua. E essas são armas que não têm nem número de série.
Se você olhar para as armas que os mexicanos receberam nos últimos anos, umas 30 mil, 15% eram dos EUA. Não eram 90%, não eram maioria [como alega o presidente mexicano, Felipe Calderón]. Dá para imaginar Pablo Escobar [chefe do cartel de Medellín, morto em 1993] esperando na fila de uma feira de armas para comprar uma automática que nem atira como uma metralhadora?

FOLHA ONLINE - Sobre os critérios usados atualmente nos EUA para venda de armas, como realizar checagem de antecedentes, qual sua opinião?
PRATT - Não achamos que checar antecedentes ajuda no controle de armas. Se os criminosos conseguem armas na Inglaterra, que é uma ilha e tem uma lei contra armas... E esse sistema, atualmente, atinge a maior parte dos vendedores, em feiras de armas. Menos de 1% das armas usadas em crimes saem dessas feiras. A checagem de antecedentes, hoje, só não atinge traficantes.

FOLHA ONLINE - No dia 16, o ataque à Universidade Virginia Tech completou dois anos. Naquele caso, o rapaz não podia comprar uma arma, segundo as leis atuais, e mesmo assim conseguiu...
PRATT - O problema, mais uma vez, foi que ninguém podia reagir. Em Virginia Tech, a polícia levou 11 minutos para chegar, e mais de 30 pessoas foram mortas enquanto naquela igreja, em Colorado Springs, a polícia levou seis minutos para chegar, mas o atirador estava morto havia cinco minutos e meio. Ele matou suas pessoas no estacionamento mas, depois de entrar na igreja, foi morto.

FOLHA ONLINE - Mas dar armas a todos os cidadãos não faz com que discussões entre marido e mulher, entre familiares, passem a ser crimes violentos, em vez de apenas discussões?
PRATT - Olha, quando um homem vai fazer algo tão baixo quanto machucar uma mulher, ele não precisa de uma arma. Na verdade, quem precisa de uma arma é essa mulher, para atirar nesse homem. Eu imagino que haja várias mulheres que estão tendo suas gargantas estranguladas e que desejam ter uma arma.

FOLHA ONLINE - Que tipo de armas o senhor possui?
PRATT - Revólveres, rifles, espingardas de caça.

FOLHA ONLINE - E o senhor tem filhos? Que tipo de medidas o senhor adota para evitar que suas armas estejam envolvidas em crimes?
PRATT - Eu criei quatro filhos com armas pela casa. Tenho 22 netos, e eles estão em casa o tempo todo. Não temos problema.

FOLHA ONLINE - Mas armas ficam expostas às crianças?
PRATT - Não diria que expostas, mas à disposição. Se as crianças têm idade suficiente, elas sabem que não podem tocar nas armas sem permissão.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h28
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Psiquiatra traça perfil dos atiradores do massacre de Columbine

Em 1999, dois estudantes assassinaram 12 colegas de escola e um professor no Colégio Columbine, em Littleton (Colorado), antes de se suicidarem. Os adolescentes Eric Harris, com 18 anos na época, e Dylan Klebold, de 17 anos, foram os autores dos crimes.

Apesar de ser cúmplices, os dois jovens se mataram após o crime por razões distintas, segundo o psiquiatra clínico Carlos Von Hübner, professor da Faculdade de Medicina da PUC (Pontifícia Universidade Católica).

De acordo com o médico, Eric tinha um comportamento semelhante ao de um psicopata, indivíduo que tem consciência do que está fazendo, mas não tem percepção do sentimento alheio. Para Hübner, Eric era o mais cruel da dupla e tirou a própria vida para livrar-se da punição por seus atos.

"Ele se mata para não sofrer. Ele sabe que aquilo que fez resultaria em prisão perpétua ou em pena de morte", explica. Já Dylan, dependente de Eric emocionalmente, sofria de um quadro crônico de depressão, que pôde ser constatado em sua página pessoal na internet. "O suicídio é uma consequência trágica natural da depressão quando ela não é tratada", explica.

O professor afirma que para desvios de personalidade, como os desses garotos, não existe medicamento inibidor nem avaliação clínica que possa evitar um trágico desfecho final, como o assassinato de pessoas inocentes e a morte dos próprios atiradores.

"Até hoje não provado nenhum trauma que seja suficientemente grave e que explique a conduta desses dois meninos. Aparentemente, existe um formação anormal de personalidade que faz com esses indivíduos 'se lixem' pelo código de convivência comum", avalia.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h24
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Descontrole sobre armas nos EUA
só aumentou desde Columbine...
 

O massacre na escola Columbine, em Littleton, no Estado americano do Colorado, completa dez anos nesta segunda-feira (20) e marca a explosão do descontrole dos americanos sobre as armas de todo calibre que circulam em seu território. O problema alcançou um dos seus pontos mais altos na última quinta-feira (16), quando o presidente Barack Obama admitiu o papel do seu país como fornecedor de armas para os narcotraficantes do México e, em vez de anunciar um novo plano antidrogas, anunciou um antiarmas.

Esse vago plano e a defesa a uma lei que proibia a venda, para civis, de alguns modelos semiautomáticos e que expirou em 2004, com a anuência do então presidente, George W. Bush (2001-2008), foram as únicas defesas de Obama frente ao colega mexicano, Felipe Calderón, segundo quem 90% das 60 mil armas semiautomáticas apreendidas no México tinham sido vendidas nos Estados Unidos.

Foi a recente escalada da violência no México que obrigou Calderón a pressionar o poderoso vizinho mais incisivamente. Em 2008, mais de 6.000 morreram na guerra entre os traficantes mexicanos. Neste ano, já foram mais de mil.

O que os mexicanos esperam é que a recém-conquistada maioria democrata no Congresso americano aliada à popularidade do novo presidente - também democrata-- consigam mudar o cenário que, em dez anos, só fez piorar.

Em 1999, os EUA estavam sob uma lei que o ex-presidente Bill Clinton (1993-2000) conseguiu aprovar --com um Congresso que tinha 315 democratas, 219 republicanos e 1 independente-- que proibia o comércio de modelos específicos de armas semiautomáticas, como fuzis AK-47. Mesmo assim, dois adolescentes da pequena Littleton adquiriram dois revólveres, uma pistola semiautomática e um rifle e disparam 188 vezes dentro da escola, matando 12 colegas e uma professora, além deles mesmos.

Em 2009, já sem a restrição, em apenas 25 dias, 48 pessoas --entre civis e policiais-- foram mortas em sete massacres realizados por atiradores.

Lobby

Larry Pratt, o diretor da Guns Owners of America (Donos de Armas da América, em inglês), uma organização com 300 mil associados que foi criada há 34 anos para defender o direito "dado por Deus [aos americanos] de se proteger com uma arma de fogo", defende que o problema da violência com armas nos EUA deve ser resolvido com mais armas e (ainda) menos regulação.

Pratt, definitivamente, não está sozinho. O lobby que ele integra, liderado pela NRA (National Rifle Association, ou Associação Nacional do Rifle), conseguiu com que, atualmente, qualquer americano maior de idade --o limite varia, de Estado para Estado-- possa comprar uma arma destinada a uso militar de vendedores autorizados desde que não esteja respondendo a ação por violência --inclusive doméstica-- e nunca tenha sido internado em instituição psiquiátrica.

Em feiras de armas e em transações entre particulares, a exigência é... nenhuma. Por isso, nem o órgão do governo responsável pelo setor, o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, possui uma estimativa do número de armas em circulação no país.

Comparativamente, um brasileiro comum, para comprar uma arma, precisa fornecer os seus dados pessoais e documentos à Polícia Federal; comprovar a necessidade devido à atividade profissional ou ameaça à integridade física; fornecer certidões de antecedentes criminais das Justiças Federal, Estadual, Militar e Eleitoral; e apresentar análises psicológica, assinada por um psicólogo credenciado, e técnica, assinada por um instrutor credenciado.

Contra o lobby, organizações como a Brady Campaign to Prevent Gun Violence (Campanha Brady de Prevenção à Violência com Armas), que defendem checagem de antecedentes em todas as vendas de armas, por exemplo, afirmam defender "medidas de senso comum" ao invés da adotar a denominação mais direta e polarizada, "antiarmas".

"Não somos contra o porte de armas. Só defendemos medidas de senso comum", explica Daniel Vice, advogado sênior da organização.

"Senso comum"

Conforme o advogado, atualmente, a principal bandeira da Brady Campaign é contra vendas feitas por pessoas não-autorizadas, ou seja, sem checagem de antecedentes. Neste aspecto, a última vitória comemorada pela organização foi a aprovação do repasse de mais verba aos Estados para que eles alimentem o sistema nacional de antecedentes. "A checagem atual já impediu 1,6 milhão de pessoas perigosas de comprar armas. se isso fosse estendido para todas as vendas, seria ainda mais difícil de criminosos terem armas."

"Hoje, não existe limite nem para o número de armas que podem ser vendidas de uma vez. Tivemos um caso de um homem que saiu de Nova York, onde as leis antiarmas são fortes, para Ohio, onde são fracas, e comprou 87 revólveres. Óbvio que ele iria distribuir, porém a venda não era ilegal, então, o vendedor corrupto ficou mais que satisfeito", diz o advogado. "Pela lei federal, atualmente, as pessoas podem ter [fuzis] AK-47; comprar 50 revólveres de uma vez; e estocar armas e munição. Nossas leis são inacreditavelmente fracas, tornando fácil, para pessoas perigosas, obter armas."

Crimes

O advogado ressalta que, para ele, os massacres ocorridos na história recente dos EUA têm em comum o fato de que os atiradores tiveram acesso fácil às armas. Para Pratt, pró-armas, o que ocorreu foi precisamente o contrário. O problema, para ele, é que as leis impediram as vítimas dos atiradores de ter armas também.

"O massacre [de Columbine] ocorreu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar naqueles meninos quando eles começaram a matar pessoas", diz Vice.

O mesmo raciocínio é aplicado por Pratt ao massacre da Universidade Virginia Tech, no qual um estudante de 23 anos abriu fogo e matou 32, antes de se matar, há dois anos. Conforme Pratt, o atirador agiu livremente até que a polícia chegasse, 11 minutos depois. Ele conta que, recentemente, em Colorado Springs, um homem planejou abrir fogo em uma igreja mas, logo que chegou, foi morto por um vigia. "Em Colorado Springs, a polícia levou seis minutos para chegar, mas o atirador estava morto havia cinco minutos e meio."

O caso de Virginia Tech é emblemático para organizações pró "senso comum" porque, se houvesse checagem de antecedentes, o atirador, que enfrentava inquérito por desequilíbrio mental, não teria comprado a arma usada no crime. "A maioria dos americanos não possui armas. Só cerca de um terço tem. Só que um terço já é muito", afirma Vice.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h21
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U2 NOS SIMPSONS

No episodio 14 da temporada 20, os Simpsons vão para a Irlanda para realizar um desejo do vovô Simpson: beber cerveja num pub irlandês que ele frequentava quando jovem:
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h52
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FRASE DO DIA:

"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas".
 
Senador Pedro Simon


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h48
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NOVAS REGRAS DIFERENCIARÃO POUPADORES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou hoje, em Trinidad e Tobago, que as novas regras para a caderneta de poupança podem vir a diferenciar os "pequenos poupadores" dos "grandes investidores". Questionado se haveria rendimentos distintos para cada grupo, Lula afirmou não saber. Insistiu que o tema é "delicado" e que está sendo estudado com "carinho" pela equipe econômica.

O presidente assinalou ainda que o governo deve anunciar a redução do preço dos combustíveis somente depois de chegar a um acordo com os Estados, que sofrerão perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Mas não deu prazo.

"Nós precisamos fazer a diferenciação entre o pequeno poupador e aquele que quer fazer da poupança um investimento", afirmou Lula, em entrevista ao final da 5ª Cúpula das Américas. "Nós não podemos permitir que a poupança sofra qualquer enfraquecimento e, ao mesmo tempo, não podemos permitir que as pessoas que mais necessitam dessa poupança criem desconfiança sobre esse instrumento financeiro tão importante."

Ao abordar o tema, Lula insistiu que a caderneta de poupança é um instrumento que evita a corrosão das economias dos mais pobres e não pode se converter em uma espécie de "fundo de investimento", gênero de aplicação destinado às pessoas de maior poder aquisitivo. Conforme lembrou, cerca de 93% dos poupadores têm, em suas contas, menos de R$ 5.000. "Vamos tomar cuidado porque, daqui a pouco, tem gente tirando R$ 50 milhões ou R$ 60 milhões e querendo aplicar na poupança. (Se isso acontecer), você mata a poupança", resumiu.

Embora façam um discurso em torno dos "pequenos poupadores", a preocupação do Ministério da Fazenda e do presidente está relacionada também com o financiamento das dívidas do governo. Com a tendência de o Banco Central fazer novos cortes na taxa básica de juros (Selic) - hoje de 11,25% -, a caderneta de poupança pode virar uma opção mais atrativa para o investidor do que os títulos públicos - base dos fundos de investimento.

A remuneração da poupança corresponde à soma da Taxa Referencial (TR) mais 6% ao ano. Em março, essa conta permitiu um retorno de 0,64%. Os fundos de renda fixa, que tiveram rendimento de 0,91%, são grandes compradores dos títulos da dívida pública brasileira.

Lula justificou ainda a demora do governo na redução do preço dos combustíveis com o temor da queda da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e consequente redução da capacidade de investimento dos Estados. Conforme explicou, o Planalto está em negociação com alguns governos estaduais e somente vai anunciar a medida depois de "compatibilizá-la" à arrecadação dessa esfera.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h44
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DIFICULDADES PARA MUDAR A POUPANÇA

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, admitiu que uma possível mudança na caderneta de poupança, por causa das constantes quedas nas taxas de juros Selic, deve ser um "problema a enfrentar". Com a continuidade do movimento de queda da taxa básica de juros, atualmente em 11,25% ao ano, a poupança, cujo rendimento é previsto em lei, pode apresentar uma rentabilidade maior e tende a se tornar mais atraente
que outras aplicações.

"Todos os credores querem que a taxa de juros seja a mais baixa possível, enquanto os investidores desejam que seja a maior, é uma situação difícil", admitiu Meirelles, durante o Fórum Empresarial de Comandatuba. "A sociedade é quem tem de tomar a decisão, por meio do Congresso."

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) garantiu, porém, que o Congresso vai ter tempo para discutir e equacionar a questão. "Será tudo feito com muita transparência, muito debate, acredito que até o fim do ano essa questão se resolve", diz. "O que tem de ficar claro é que nunca mais teremos nenhum golpe na poupança, neste governo sobretudo. Aqueles que têm dinheiro na poupança podem ficar tranquilos que nada será feito contra eles."

Outro ponto que causou mal-estar entre os representantes da administração pública no primeiro dia do seminário, que abordou o tema sustentabilidade econômica, foi a reforma tributária - uma das principais reivindicações dos 320 empresários presentes. "Do nosso ponto de vista, é importante que ela venha", fez coro Meirelles. "Quanto mais rápida melhor, desde que seja eficaz."

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), porém, tirou as esperanças dos presentes. "Não acredito na reforma tributária", disparou. "Estou no Congresso há 25 anos e temos discutido isso mandato a mandato desde que entrei. Minha proposta é a gente aguardar a eleição de 2010 e montar todas as reformas, tendo em vista 2014. Porque quanto um entra, sempre deixa a questão para o próximo". O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), por outro lado, tentou manter um pouco de esperança na plateia. "Tão logo a pauta seja destravada (em referência à fila de medidas provisórias), vamos voltar ao tema.", disse.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h41
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A VIDA SEM CARTÃO DE CRÉDITO

O primeiro surgiu em 1950 e era
aceito em apenas 27 restaurantes

Transações comerciais a crédito são antigas na história da humanidade. Vários séculos antes da atual polêmica com o mau uso dos cartões de crédito corporativos do governo brasileiro, as primeiras sociedades organizadas já conheciam formas de substituir os pagamentos à vista. Na verdade, o fiado é bem mais antigo que o próprio dinheiro.
 
Em 1500 a.C., no Egito, já se faziam compras a prazo. Isso numa época em que o comércio funcionava na base da troca de mercadorias, e cada povo usava um produto como moeda; era cacau para os astecas, manteiga para os noruegueses e arroz para os chineses. Quando surgiram as moedas de metal, em 640 a.C., ficou mais fácil controlar compras a prazo.


No século 14 da nossa era, com a disseminação do papel-moeda, a oferta de crédito começou a se estender para produtos mais caros. Em 1730, o comerciante inglês Christopher Thornton começou a vender móveis pagos em parcelas semanais. Essa prática ficou cada vez mais comum, até que, na década de 1920, hotéis e postos de gasolina começaram a oferecer cartões, de metal ou de papel, com o lema “compre agora, pague depois”. Mas cada um deles só valia para lojas de uma mesma rede.

O primeiro cartão de crédito universal, aceito em estabelecimentos de donos diferentes, surgiu em 1950. Inventado em Nova York por Frank McNamara, o criador da empresa Diners, ele era de papelão. A princípio, tinha 200 clientes, na maioria vendedores que comiam fora de casa, e era aceito em 27 restaurantes. Na década de 70, surgiram as tarjetas magnéticas, que deixavam as transações mais seguras, e o cartão ficou com o formato atual, de plástico. A partir de então, ganhou o mundo. Hoje, as maiores bandeiras de cartões são aceitas em 25 milhões de locais.
 
No Brasil, existem 94 milhões de cartões de crédito, que em 2007 movimentaram 16,2 bilhões de reais – incluindo compras pessoais feitas por funcionários públicos, pegos recentemente usando cartões pagos pelo governo para viajar a passeio, revelar fotografias, comprar material de construção...



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h35
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