O governo anunciou nesta quarta-feira as regras para tributação da caderneta de poupança acima de R$ 50 mil. Será tributado apenas o que exceder tal valor, segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Hoje, todas as aplicações na poupança estão isentas. Assim, uma aplicação de R$ 70 mil pagará imposto sobre o rendimento mensal dessa diferença, nesse caso, R$ 20 mil. De acordo com a equipe econômica, as aplicações acima de R$ 50 mil representam cerca de 1% das contas na caderneta de poupança. A cobrança do IR será feita na fonte quando o valor do rendimento for superior a R$ 7.750, considerando a Selic atual (10,25% ao ano). Caso contrário, o IR só será pago na declaração do IR do ano seguinte. VEJA O QUE MUDA: Cálculo Em primeiro lugar, o governo só vai tributar o rendimento fixo de 0,5% ao mês da poupança. O rendimento correspondente à TR (que hoje é de 0,03% ao mês - em índice arredondado) continuará isento. Sobre o valor de 0,5% será deduzido o valor de R$ 250. Com essa dedução, só há cobrança sobre os valores que ultrapassam R$ 50 mil. Após isso, será aplicado um redutor que varia de 0% a 100% de acordo com o nível da taxa Selic sobre o valor restante. Exemplo De acordo com o Ministério da Fazenda, no caso de um depósito de R$ 200 mil e uma taxa Selic de 9% ao ano, o rendimento de 0,5% equivale a R$ 1.000. Aplicado o redutor de R$ 250, chega-se a R$ 750. A Selic de 9% permite aplicar um redutor de 70%. Com isso, a tributação se dará apenas sobre o valor de R$ 225,00. O imposto cobrado será o mesmo da tabela do IR, que varia de 7,5% a 27,5% ao ano. Quando será cobrado O IR será cobrado na fonte apenas quando o valor tributável for superior a R$ 1.499.15. Esse é o valor da isenção previsto na tabela do IR de 2010. Com a Selic atual, de 10,25%, só vai pagar IR na fonte quem tiver uma poupança com mais de R$ 1,5 milhão. Para valores inferiores, o ajuste será feito na declaração do IR do ano seguinte. O banco entregará ao contribuinte um informe com o rendimento bruto da poupança para cada mês. Esses valores serão digitados na declaração, que fará o cálculo automático do IR. Para não obrigar todas as pessoas que têm poupança a fazer a declaração do IR, o governo fixou outra regra. Só declara quem tem renda anual acima de R$ 17.989,80 (valor para 2010), somando a renda da poupança com o salário e outros rendimentos. Fonte única Para quem tem na poupança sua fonte única de renda tributável, o valor também varia de acordo com o nível da Selic. Para uma taxa de 8,5% ao ano, por exemplo, só será tributado quem tem saldo na poupança superior a R$ 986 mil.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h55
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Poupança acima de R$ 50 mil vai pagar imposto em 2010As cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil vão passar a pagar Imposto de Renda em 2010. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O imposto só será cobrado se a taxa básica de juros (Selic) cair abaixo de 10,5%. Atualmente, a taxa está em 10,25% ao ano, mas o imposto só valerá a partir de 2010. Se a poupança for a única renda da pessoa, haverá isenção de imposto até R$ 850 mil. O IR só será cobrado acima desse valor. Além disso, o imposto será menor que o de outros aplicadores.
O imposto a ser pago por quem tem mais de R$ 50 mil em poupança vai variar conforme a taxa Selic. Quanto mais baixa a Selic, maior será a taxação.
O imposto será cobrado sobre um percentual do rendimento. Se a Selic ficar entre 10% e 10,5%, vai ser cobrado imposto sobre 20% do rendimento. Se a Selic cair a 7,25%, será tributado 100% do rendimento. As alíquotas de tributação serão as mesmas do IR normal (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%). Veja como fica na tabela ao lado. A incidência de imposto só começa a contar a partir do saldo de R$ 50 mil. Se alguém tem R$ 70 mil na poupança (R$ 20 mil a mais que os R$ 50 mil isentos), só os R$ 20 mil acima da faixa de isenção entram na nova regra.
Segundo o analista de investimentos Raphael Cordeiro, quem tivesse R$ 100 mil na poupança, com Selic entre 10% e 10,5%, pagaria R$ 192,50 de imposto no ano. A rentabilidade da poupança, que hoje está em torno de 7% ao ano, cairia para 6,6%.
"O rendimento de 6,6% ao ano é o mesmo de um fundo de renda fixa que cobra taxa de administração de 2% ao ano. Então, considerando a taxa Selic entre 10% e 10,5%, um fundo que tenha taxa de administração maior que 2% não vai valer mais a pena do que a poupança, porque ele renderá menos", avalia Cordeiro.
As mudanças são somente para o próximo ano. "Em 2009, não acontece nada. Todos os poupadores terão o mesmo rendimento", afirmou Mantega.
"Hoje, 99% das cadernetas de poupança no Brasil são de aplicações que vão de R$ 100 a R$ 50 mil", disse o ministro em entrevista coletiva.
"As mudanças estão sendo feitas para garantir que a poupança continue sendo o investimento mais importante e seguro para o grosso da população brasileira. Queremos impedir que grandes investidores migrem para a poupança causando uma distorção em um instrumento tradicional da economia brasileira e que a poupança se transforme em um instrumento de especulação financeira", disse Mantega.
O ministro confirmou, ainda, que para este ano, caso a taxa Selic seja menor que 10,5% ao ano, o governo reduzirá a cobrança do Imposto de Renda nos fundos de investimento.
"Neste ano de 2009, caso a Selic caia abaixo de 10,5%, para impedir que haja essa migração de grandes investidores para a poupança, estaremos reduzindo a tributação do IR para os investimentos que não são caderneta da poupança. Esses investidores perdem o rendimento da Selic, e a gente atenua com a dimunição do IR."
O governo também vai reduzir o Imposto de Renda dos fundos de investimento -que atualmente estão em 22%. Deverá ser editada uma medida provisória, antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. "Vamos ter de estudar a forma legal para essa mudança. É como se fosse um desconto, que depois se recompõe, caso haja uma nova alta da taxa Selic acima de 10,5%", disse Mantega.
"A tendência é que os administradores tenham de baixar a taxa de administração dos fundos de investimento, caso contrário, eles vão perder clientes porque não serão competitivos", disse Mantega.
Razões da mudança Os primeiros rumores de que poderiam haver alterações na caderneta de poupança ocorreram em março e diziam respeito ao cálculo do rendimento do investimento.
A principal preocupação seria por conta dos cortes promovidos na taxa Selic, que fez com que a modalidade tivesse juros mais atrativos do que os dos títulos públicos, o que poderia levar a uma migração de dinheiro dos fundos de investimento.
A ideia do governo com a cobrança de imposto sobre os ganhos das aplicações em poupança de valor mais elevado é inibir a especulação com a caderneta.
Com a tendência de queda da taxa básica de juros (Selic), a rentabilidade da poupança, formada pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 6,17% ao ano, se torna uma opção mais interessante que fundos ou CDBs. A aplicação dos fundos é importante porque é uma fonte para os programas monetários do governo, que vende títulos ao mercado para captar recursos.
Simulação feita por um banco a pedido do jornal "Valor Econômico" mostra que se o juro cair para 8,5% ao ano, e considerando que a caderneta renda apenas os juros de 6,17% ao ano, somente fundos de renda fixa ou DI com taxa de administração igual ou inferior a 1% conseguiriam empatar ou ganhar da poupança por prazos mais longos de aplicação.
Ou seja, apenas aplicações sujeitas à alíquota de 15% seriam competitivas. Mas carteiras com taxas maiores ou aplicações por prazos inferiores a dois anos já perderiam para a caderneta. Isso significaria a maior parte dos fundos de varejo, que hoje cobram mais de 1% ao ano de taxa de administração.
TR fica como está
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o governo não quis alterar a TR. "Não se mexe na TR e isso é para simplificar todo o processo. Existiriam algumas razoes técnicas para mudar, mas a conclusão que se chegou é de que, de fato, não se justifica em função de que uma mudança desta magnitude deve prevalecer e, portanto, não é necessário mexer na TR neste momento", afirmou Meirelles
Meirelles afirmou que as mudanças anunciadas eliminam um "limite institucional" para eventuais quedas na taxa básica de juros. "Não estamos aqui dizendo que a Selic vai cair. Mas estamos dizendo que não é razoável ter um limite institucional para impedir a queda da Selic caso seja necessário."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h54
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ANÁLISE: mudança na poupança não evita investidores e pode causar bolha imobiliária
As mudanças na poupança anunciadas nesta quarta-feira pelo governo brasileiro não devem brecar a migração de recursos para este tipo de investimento e, como consequência, pode gerar um caso de bolha imobiliária similar ao que ocorreu nos Estados Unidos, segundo análise do economista do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), Alexandre Chaia.
Para o economista, com a mudança na poupança, o governo não está resolvendo o problema de fuga da renda fixa, pois os fundos que estão perdendo recursos são os de varejo, que cobram taxas de administração entre 2% e 4% e estão ficando inviáveis em relação à poupança.
O grande investidor, que possui mais de R$ 1 milhão aplicado, está alocado em fundos de investimento cuja taxa de administração é muito pequena, inferior a 0,5% ao mês, por isso, não tem prejuízo em seus rendimentos e não está interessado em mudar para a poupança, o que não causaria a especulação que o governo argumenta.
"Para o investidor que tem recursos em fundos de bancos de varejo, a queda da taxa Selic e a taxa de administração alta estão fazendo com que o retorno dessa aplicação fique em torno de 6%, o que é menor que o retorno da poupança, então, claro que para ele será melhor migrar", diz.
O problema da "superpopulação" de investidores na poupança é que, por regras do governo, os bancos são obrigados a direcionar 65% dos recursos aplicados nesta modalidade para o crédito imobiliário e, para que este dinheiro não fique parado, a intenção das instituições financeiras é conseguir emprestar o máximo possível.
Supondo que a poupança tenha R$ 10 bilhões de recursos injetados, R$ 6,5 bilhões têm de ir para o financiamento habitacional. "Começa a acumular muitos recursos e, para desafogar, os bancos acabam sendo obrigados a encontrar mecanismos de se livrar desse dinheiro", afirma.
Embora no Brasil exista um déficit habitacional de quase 8 milhões de moradias e a procura por crédito imobiliário sempre tenha sido elevada, com a crise, essa demanda reduziu drasticamente, dificultando a situação dos bancos.
"É aí que começa o risco potencial. O mercado imobiliário está bastante contraído e, para conseguir emprestar todo este dinheiro que está vindo da poupança, os bancos podem começar a afrouxar seus meios de aprovação de crédito", diz.
Se optar por emprestar sem conhecer o histórico de pagamento de seu cliente e comprovação de renda, com juros bem mais baixos que o comum, o risco de crescimento da inadimplência sobe e, portanto, a chance de os bancos não conseguirem reaver o que emprestaram é grande, o que pode acarretar em prejuízos bilionários no futuro, o chamado estouro da bolha imobiliária.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h53
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Pressão política e de bancos As medidas anunciadas nesta quarta-feira pelo governo federal quanto à tributação da poupança foi precipitada e revela a fragilidade do governo ante as pressões políticas e dos bancos, na avaliação do economista Miguel Daoud. "O governo se precipitou um pouco de mandar para o Congresso agora. O Congresso vai querer pôr o dedo e a proposta vai virar um 'Frankstein'. É uma questão muito técnica. Tenho a impressão de que o governo deveria esperar um pouco mais e mudar definitivamente, na hora que caíssem os juros", diz o economista, para quem a proximidade das eleições e os temores criados em relação às mudanças na poupança precipitaram o anúncio. Já Marcos Crivelaro, professor e consultor em finanças, vê um componente histórico para que o governo anunciasse logo as alterações na poupança. "A urgência desse anúncio foi motivado pelo aumento do receio da população de sofrer mais uma vez um confisco na poupança similar ao ocorrido durante o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello ou de todo poupador ser tributado de maneira similar às demais aplicações financeiras conservadoras", avalia. Segundo ele, a decisão de tributar as cadernetas de poupança "prejudica a principal vantagem dessa tradicional aplicação, que é a mais popular do país, em relação às demais formas de investimento: a isenção de tributos". A decisão do governo tem um aspecto positivo, na avaliação de Daoud, que é a sinalização de que a taxa básica de juros continuará a cair, mas não traz uma solução definitiva, uma vez que justamente a redução da Selic vai expor outras deficiências do país. Daoud explica que a queda dos juros deve destacar uma série de problemas estruturais. "O dinheiro que vai sair do sistema financeiro com a queda dos juros, vai para o produtivo, que não tem condição de absorver os recursos. Porque a carga tributária está alta, falta infraestrutura, falta mão de obra. A queda da taxa de juros levaria para um desenvolvimento interno. Como não temos estrutura, o dinheiro vai embora, para países que têm", avalia. Segundo o economista e analista da Global Financial Advisor, o governo deveria ter um projeto mais estruturado e amplo das consequências e efeitos da crise econômica sobre o país. "É uma boa discussão [a mudança na poupança]. Mas devemos ser mais coerentes e termos um projeto estruturado. O governo poderia usar o dinheiro da poupança para rolar a dívida, por exemplo, e fazer um bom projeto para mandar para o Congresso", afirma. "Falta para o Brasil neste momento um projeto de nação, considerando onde queremos chegar e o que faremos para isso. As medidas têm caráter mais político do que técnico." "Confio que o governo não vai mexer ou tomar a poupança. Mas continuamos do mesmo jeito, tirando dos pobres e dando para os ricos", diz. Lobby dos bancos Para Daoud, o governo sucumbiu ainda ao lobby dos bancos --que têm interesse em manter investidores em fundo de renda fixa, onde cobram mais por isso-- e também à necessidade de custear a dívida pública. "Acho que o governo está querendo tornar um investimento popular, em investimento especulativo, porque ele precisa. (...) Está fazendo um acerto para acomodar o útil ao agradável: a necessidade que tem de dinheiro e para atender o desejo econômico [dos bancos]." Na semana passada, por exemplo, o presidente do Itaú-Unibanco, Roberto Setubal, disse ser "inevitável" que um dia a poupança passasse a ser um investimento tributado. Na apresentação das medidas, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que as mudanças têm o objetivo evitar uma migração de recursos dos fundos para a poupança. De acordo com o governo, isso poderia causar problemas na rolagem da dívida pública, cujos títulos servem de base para as aplicações dos fundos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h51
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Uma dica importante para todas as garotas que procuram o homem ideal! Letra:
Refrão: O nerd de hoje é o cara rico de amanhã O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã O nerd de hoje é o bom marido de amanhã Garota, escolha já seu nerd!
Enquanto o bonitão está pegando você O nerd está criando um software no PC Enquanto o sarado malha na academia O nerd está lendo as notícias do dia
Enquanto o bonitão tá na balada te chifrando O nerd com certeza está em casa estudando O curso superior do gostosão tá no início E o nerd ganha em dólar no Vale do Silício
(Refrão)
O nerd tem conserto, é só você ensinar O penteado certo e a melhor roupa pra se usar O saradão de hoje é o gordo de amanhã... Parou de tomar bomba? Vai ter que usar sutiã!
O gostosão ainda sai no carro do pai E o nerd é a atração de um workshop em Dubai O gostosão te esquece quando vê um carro esporte E o nerd está lá dentro com uma mulher de sorte
(Refrão)
Imagine o nerd sem cabelo ensebado Sem espinhas e sem colarinho abotoado Sem o cinto social junto com tênis branco Imagine o nerd com cinco milhões no banco!
(Refrão)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h48
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para agrado aos bancos e à classe média by Tatão de SouzaFolgo em ver o quanto este governo é pródigo em produzir coisa nenhuma. Hoje, altas autoridades da área econômica tomaram o tempo da imprensa para explicar as "novas regras para a caderneta de poupança". Como este é um assunto que interessa a muito mais gente do que as regras para os fundos de investimento, qualquer vírgula que se lance sobre ele vai virar manchete de jornal e ocupar maior tempo e espaço do noticiário.
Mas, ao fim e ao cabo, só ficou melhor mesmo para os bancos, que cobram escorchantes taxas de administração para aplicações em fundos de quem tem menos de R$ 1 milhão, a chamada classe média e média alta, ela também a ser beneficiada pelo corte da alíquota do imposto de renda incidente sobre os ganhos.
Por que? Explico: as "novas regras para poupança" estão no condicional e ainda dependem do Congresso. Se valerem, só valem para 2010, com impacto na declaração do Imposto de Renda de 2011. Viu só?: depois das eleições para a presidência da República.
Assim, o abacaxi cairá no colo do sucessor do presidente Lula. Qualquer que seja ele, governista ou da oposição, terá que adotar mudanças mais radicais nas regras da poupança, se quiser levar o país a um cenário de juros básicos (a Selic, que é definida pelo Banco Central a cada 45 dias) civilizados.
Por outro lado, se a inflação der um repique e os juros básicos pararem de cair, fica tudo como dantes no paraíso tropical chamado Brasil.
De qualquer forma, temos um enrosco a ser resolvido que é a rentabilidade tabelada da caderneta de poupança, uma invenção nacional, que criou um piso para a queda dos juros básicos. Faria melhor o governo se abrisse a discussão de forma séria.
Faria melhor se mandasse a classe média exigir de seus gerentes de aplicação uma refresco na taxa de administração. Comparando: quem tem menos de R$ 1 milhão chega a pagar 4% ao ano. Quem tem para lá de R$ 1 milhão sua menos, cerca de 0,5%.
Faria melhor se incentivasse o uso do Tesouro Direto, mecanismo público pelo qual é possível aplicar em títulos públicos, sem pagar penas tão salgadas pela intermediação bancária.
Mas aí arranjaria encrenca com os banqueiros, o que nunca é bom quando se está perto de entrar numa corrida eleitoral e os bancos são grandes contribuidores, independentemente das cores partidárias. Resumo da ópera: o corte no IR para aplicações em fundos de renda fixa de até 180 dias virá no galope de uma Medida Provisória. Assim, os bancos vão continuar faturando alto com suas taxas de administração sobre esse tipo de investimento (cerca de R$ 15 bilhões por ano, segundo o deputado Ronaldo Caiado, em entrevista à rádio CBN nesta quarta-feira). Já a classe média, ao pagar menos impostos sobre seus ganhos em fundos, poderá manter seu dinheirinho onde está.
A propósito: essa diferença de taxas de administração cobradas pelos bancos se reflete em todos os serviços. Se você é um grande empresário e precisa de um empréstimo, pagará taxas de juros de primeiro mundo. Se for nanico, vai ter que carregar a cangalha dos juros altos.
Pois é, o Brasil é o país da má distribuição de renda, má distribuição do crédito (BNDES adora atender aos grandalhões), e da má distribuição dos juros (os altos ficam só para os clientes pequenos).
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h46
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MUDANÇA NAS APLICAÇÕESMP do governo vai reduzir IR sobre aplicações financeiras O governo baixará uma Medida Provisória, ainda sem data marcada, criando um mecanismo que permita a redução de 22,5% para 15%, do Imposto de Renda incidente sobre aplicações financeiras de curto prazo (até 180 dias), como os fundos de investimento. A redução valerá já a partir deste ano, em caso de queda da Selic, a partir dos atuais 10,25%.
A medida poderá implicar em uma renúncia fiscal de R$ 3,5 bilhões anuais aos cofres da União. Mas, por outro lado, o governo poderá economizar cerca de R$ 11,5 bilhões com a queda do juro básico Selic sobre a dívida pública.
As informações são do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele explicou que sua equipe ainda estuda o mecanismo que será criado para reduzir a taxação sobre os fundos de investimento.
A ideia é criar "uma taxa de desconto", disse Mantega. Ou seja, o IR continuará em 22,5% para o curto prazo, com uma alternativa de desconto por prazo a ser fixado pelo governo, se os juros, realmente, continuarem em queda.
Segundo o ministro, a mudança é para impedir a migração especulativa de grandes investidores, em direção à poupança, caso a Selic continue em queda ainda em 2009.
"A queda da taxação resolve o problema da queda dos juros até o limite de 7,25% ao ano", explicou Mantega.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h45
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Poupança acima de R$ 50 mil vai pagar imposto em 2010 As cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil vão passar a pagar Imposto de Renda em 2010. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e está de acordo com o esperado pelo mercado.
O imposto só será cobrado se a taxa básica de juros (Selic) cair abaixo de 10,25% (que é o valor atual dela).
Se a poupança for a única renda da pessoa, haverá isenção de imposto até R$ 850 mil. O IR só será cobrado acima desse valor. Além disso, o imposto será menor que o de outros aplicadores.
As mudanças são somente para o próximo ano. "Em 2009, não acontece nada. Todos os poupadores terão o mesmo rendimento", afirmou Mantega.
"Hoje, 99% das cadernetas de poupança no Brasil são de aplicações que vão de R$ 100 a R$ 50 mil", disse o ministro em entrevista coletiva.
"As mudanças estão sendo feitas para garantir que a poupança continue sendo o investimento mais importante e seguro para o grosso da população brasileira. Queremos impedir que grandes investidores migrem para a poupança causando uma distorção em um instrumento tradicional da economia brasileira e que a poupança se transforme em um instrumento de especulação financeira", disse Mantega.
O ministro confirmou, ainda, que para este ano, caso a taxa Selic seja menor que 10,25% ao ano, o governo reduzirá a cobrança do Imposto de Renda nos fundos de investimento.
"Neste ano de 2009, caso a Selic caia abaixo de 10,25%, para impedir que haja essa migração de grandes investidores para a poupança, estaremos reduzindo a tributação do IR para os investimentos que não são caderneta da poupança. Esses investidores perdem o rendimento da Selic, e a gente atenua com a dimunição do IR."
O governo também vai reduzir o Imposto de Renda dos fundos de investimento -que atualmente estão em 22%. Deverá ser editada uma medida provisória, antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. "Vamos ter de estudar a forma legal para essa mudança. É como se fosse um desconto, que depois se recompõe, caso haja uma nova alta da taxa Selic acima de 10,25%", disse Mantega.
"A tendência é que os administradores tenham de baixar a taxa de administração dos fundos de investimento, caso contrário, eles vão perder clientes porque não serão competitivos", disse Mantega.
Razões da mudança Os primeiros rumores de que poderiam haver alterações na caderneta de poupança ocorreram em março e diziam respeito ao cálculo do rendimento do investimento.
A principal preocupação seria por conta dos cortes promovidos na taxa Selic, que fez com que a modalidade tivesse juros mais atrativos do que os dos títulos públicos, o que poderia levar a uma migração de dinheiro dos fundos de investimento.
A ideia do governo com a cobrança de imposto sobre os ganhos das aplicações em poupança de valor mais elevado é inibir a especulação com a caderneta.
Com a tendência de queda da taxa básica de juros (Selic), a rentabilidade da poupança, formada pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 6,17% ao ano, se torna uma opção mais interessante que fundos ou CDBs. A aplicação dos fundos é importante porque é uma fonte para os programas monetários do governo, que vende títulos ao mercado para captar recursos.
Simulação feita por um banco a pedido do jornal "Valor Econômico" mostra que se o juro cair para 8,5% ao ano, e considerando que a caderneta renda apenas os juros de 6,17% ao ano, somente fundos de renda fixa ou DI com taxa de administração igual ou inferior a 1% conseguiriam empatar ou ganhar da poupança por prazos mais longos de aplicação.
Ou seja, apenas aplicações sujeitas à alíquota de 15% seriam competitivas. Mas carteiras com taxas maiores ou aplicações por prazos inferiores a dois anos já perderiam para a caderneta. Isso significaria a maior parte dos fundos de varejo, que hoje cobram mais de 1% ao ano de taxa de administração.
TR fica como está
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o governo não quis alterar a TR. "Não se mexe na TR e isso é para simplificar todo o processo. Existiriam algumas razoes técnicas para mudar, mas a conclusão que se chegou é de que, de fato, não se justifica em função de que uma mudança desta magnitude deve prevalecer e, portanto, não é necessário mexer na TR neste momento", afirmou Meirelles
Meirelles afirmou que as mudanças anunciadas eliminam um "limite institucional" para eventuais quedas na taxa básica de juros. "Não estamos aqui dizendo que a Selic vai cair. Mas estamos dizendo que não é razoável ter um limite institucional para impedir a queda da Selic caso seja necessário."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h44
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h49
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O governo decidiu pela cobrança de IR (Imposto de Renda) nas aplicações em caderneta de poupança a partir do ano que vem, informaram Valdo Cruz, Leandra Peres e Kennedy Alencar na edição de hoje da Folha. A reportagem completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL. O Ministério da Fazenda programou para hoje a divulgação das mudanças, mas isso ainda depende de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta reunião seria decidido se serão taxadas as contas com depósitos acima de R$ 50 mil, como pretende a Fazenda, ou com outros dois valores que serão apresentados ao presidente. Lula optou pela cobrança de IR nas cadernetas, o mais popular instrumento de investimento do país, apesar de sua equipe ser favorável a uma mudança definitiva nas regras da poupança - os técnicos preferiam acabar de uma vez com os juros tabelados em 6% anuais. Se prevalecer o limite de R$ 50 mil, 99% dos aplicadores estariam isentos de tributação. Mas o governo conseguiria recolher IR sobre quase 40% dos R$ 270,7 bilhões depositados na poupança. Já a redução no IR dos fundos de investimentos não deverá ser adotada imediatamente. Para evitar críticas de que estaria beneficiando aplicadores de maior renda, que investem em fundos, o governo discutia baixar o imposto, que hoje chega a 22,5% ao ano, para 15% ao ano apenas se houver sinais de migração dos fundos de renda fixa para a caderneta de poupança.
Ontem, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse que a discussão sobre a mudança na caderneta de poupança está na reta final e uma solução deveria ser apresentada nos próximos dias. Já Lula negou ontem que esteja para definir essas mudanças. "Não tem discussão ainda. Quando esse tema estiver sendo discutido no governo, temos o maior interesse em comunicar à imprensa sobre o que vai acontecer. Por enquanto não tem discussão amanhã [hoje]", disse durante evento em Cubatão (SP).
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h44
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MUDANÇA NA POUPANÇA A gentileza de estranhos
Continuamos a colher os frutos das políticas "ortodoxas" ao mesmo tempo em que flertamos com seu abandono
HÁ CERTO consenso de que o Brasil estará entre as primeiras economias que se recuperarão do forte choque externo. Em que pese o impacto negativo da queda das exportações, a verdade é que, em contraste com episódios anteriores, a crise internacional não se traduziu em contrapartida doméstica. Não vivemos uma crise fiscal, nem uma crise financeira, nem, por fim, uma crise do balanço de pagamentos, graças às políticas responsáveis adotadas antes do colapso global. Já examinei aqui o papel central da mudança do perfil da dívida pública. Por conta da acumulação de reservas e da atuação do BC no mercado de derivativos, a dívida deixou de ser majoritariamente denominada em moeda estrangeira; ao contrário, o governo se tornou credor líquido em dólares, de modo que a depreciação da moeda reduziu a dívida pública, aliviando, ao invés de agravar, a situação fiscal. Um fenômeno semelhante -a mudança do endividamento para o investimento direto- se passou no campo do financiamento externo da economia, também colaborando para a estabilidade do país ante a crise e, portanto, para as condições de retomada à frente. Entre 2003 e 2008, o ingresso de investimento direto estrangeiro atingiu pouco mais de US$ 140 bilhões, enquanto o investimento brasileiro no exterior ficou pouco aquém de US$ 75 bilhões. Nesse mesmo período, a dívida externa, líquida de reservas, caiu US$ 145 bilhões. A contrapartida dessa mudança ficou aparente na evolução da conta corrente, em particular no que se refere ao serviço do capital estrangeiro. O pagamento de juros caiu à metade do que era, mas o pagamento de dividendos, pouco superior a US$ 5 bilhões/ano entre 2001 e 2003, chegou a quase US$ 34 bilhões no ano passado. Poderia parecer um mau negócio, pois o retorno do investimento é, pelas razões examinadas abaixo, geralmente superior ao custo da dívida. Há, porém, motivo para crer que, ao final da história, foi uma boa escolha, dadas duas diferenças cruciais entre juros e dividendos. Em primeiro lugar, o pagamento de dividendos se move em linha com o desempenho econômico: em bons anos, paga-se mais, mas, nos anos ruins, quando os lucros encolhem, os montantes caem. Em contraste, o pagamento de juros tipicamente não se altera com o estado da economia. Faça chuva ou faça sol, o pagamento é devido, o que, em épocas de vacas magras, pode se tornar um problema, como, aliás, a história revela. Além disso, o pagamento de juros é usualmente denominado em moeda estrangeira, enquanto os dividendos são calculados sobre lucros gerados em moeda doméstica. Assim, a depreciação da moeda não altera o montante de juros devidos (em dólares), embora reduza o pagamento de dividendos. Assim, no primeiro trimestre deste ano o déficit em conta corrente encolheu cerca de US$ 6 bilhões na comparação com o mesmo período em 2008. Desses, US$ 5 bilhões são devidos à menor remessa de dividendos, refletindo tanto a reversão cíclica como a desvalorização da moeda. Em outras palavras, quase 90% do ajuste externo se deu à custa do investidor estrangeiro, dentro, é bom dizer, das regras do jogo. Vale notar que essa mudança no padrão de financiamento não ocorreu por acaso, mas resulta também de decisões de política, como as medidas de liberalização na área cambial e de capitais, pois não há quem coloque recursos onde existam riscos de não poder retirá-los. Continuamos, pois, a colher os frutos das políticas "ortodoxas" ao mesmo tempo em que flertamos com seu abandono. O que restará para colher nos próximos anos? ALEXANDRE SCHWARTSMAN , 46, é economista-chefe do Grupo Santander Brasil, doutor em Economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley) e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h39
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Imposto sobre poupança começa em 2010 Governo decide cobrar IR de grande poupador para evitar fuga de fundos; Fazenda estuda tributar contas acima de R$ 50 mil
Lula não quer mexer na fórmula que estabelece a remuneração da caderneta por temer prejuízo político em ano eleitoral O governo decidiu pela cobrança de IR (Imposto de Renda) nas aplicações em caderneta de poupança, conforme a Folha já antecipou, a partir do ano que vem. O Ministério da Fazenda debatia ontem à noite taxar as contas com depósitos acima de R$ 50 mil, mas deve apresentar outros dois valores ao presidente Lula. A Fazenda programou para hoje a divulgação das mudanças, mas isso ainda dependia de reunião com Lula pela manhã para definir o valor de corte e a data do anúncio. Lula optou pela cobrança de IR nas cadernetas, o mais popular instrumento de investimento do país, apesar de sua equipe ser favorável a uma mudança definitiva nas regras da poupança -os técnicos preferiam acabar de uma vez com os juros tabelados em 6% anuais. Se prevalecer o limite de R$ 50 mil, 99% dos aplicadores estariam isentos de tributação. Mas o governo conseguiria recolher IR sobre quase 40% dos R$ 270,7 bilhões depositados na poupança. Essa solução, na avaliação do governo, daria discurso contra a oposição: Lula diria que não mudou a regra da poupança para a imensa maioria. Na semana passada, um ministro disse à Folha que Lula decidiu não mudar a regra para "mais de 95%" dos poupadores.
Fundos Já a redução no IR dos fundos de investimentos não deverá ser adotada imediatamente. Para evitar críticas de que estaria beneficiando aplicadores de maior renda, que investem em fundos, o governo discutia baixar o imposto, que hoje chega a 22,5% ao ano, para 15% ao ano apenas se houver sinais de migração dos fundos de renda fixa para a caderneta de poupança. As mudanças têm um objetivo claro: permitir que o BC siga reduzindo juros e evitar desgaste político para o governo. A Selic, taxa básica de juros, está em 10,25% ao ano. Os sinais do BC são que ela deve cair ainda mais na reunião de sua diretoria, em 9 e 10 junho. Problema: à medida que os juros caiam, haverá transferência de recursos dos fundos caso o rendimento da poupança não seja reduzido ou o dos fundos de investimentos, elevado. No limite, isso pode fazer com que o governo tenha dificuldade em refinanciar a dívida pública pois os títulos federais dos fundos de renda fixa oferecerão ganhos mais baixos do que a poupança. A caderneta tem rendimento fixado em lei de 0,5% mensal mais a variação da TR (0,1421% ontem), taxa que espelha parcialmente os juros de mercado. Se os juros do BC caírem para 9,5% ao ano, vários fundos poderão render menos do que a caderneta, prejudicados ainda pela cobrança de taxas de administração dos bancos, que não incidem sobre a poupança. A ideia que vinha sendo discutida ontem incluía a cobrança do IR na fonte sobre as aplicações em poupança, como é feito com salários, e um ajuste na declaração anual. A fórmula encontrada não resolve em definitivo o problema do governo. Só adia a decisão para o próximo presidente. A equipe econômica ainda tentava ontem emplacar uma outra proposta: os depósitos já existentes continuariam remunerados pela TR e juros de 6% ao ano. Já as novas aplicações seriam corrigidas como um percentual dos juros de mercado, cerca de 65% da Selic. Lula, no entanto, tendia a descartar a proposta. Em conversa reservada, disse que uma mudança geral na poupança seria assunto para o primeiro ano de um novo governo, que tem mais força política. Ele considerava difícil bancar a proposta no final do mandato. Ou seja, está preocupado com a repercussão nas eleições de 2010. Lula negou ontem, em Cubatão (SP), que o esteja para definir mudanças na poupança: "Não tem discussão ainda. Quando esse tema estiver sendo discutido no governo, temos o maior interesse em comunicar à imprensa sobre o que vai acontecer. Por enquanto não tem discussão amanhã [hoje]."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h36
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Fundos esperam redução nas taxas de administração Os fundos de investimento devem reduzir as taxas de administração em 2009, mas isso não ocorrerá pela pressão dos juros decrescentes, que trará mudanças na poupança, segundo a Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Para Marcelo Giufrida, presidente da associação, o maior estímulo virá do ganho de escala. Em abril, os fundos tiveram captação líquida de R$ 19,9 bilhões, a maior da história. Reportagem da Folha, com base em estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), mostrou anteontem que as taxas de administração chegaram a subir no ano passado, apesar da redução nos juros, que tornam os custos dos fundos mais evidentes. No estudo, a taxa média dos fundos de varejo ficou em 2,03% em 2008, atrás na década apenas para as cobradas em 2006, de 2,71%. Levantamento da Anbid mostra que houve uma redução de 28,3% nas taxas de 2001 para 2008 - de 3,01% para 2,16%. A associação lembra que o estudo da FGV não considera os fundos abertos a partir da metade do ano passado, que surgiram com taxas menores. "Quando caíram os juros nos EUA, as taxas de administração não caíram. Quando é que ela cai? Cai quando o patrimônio cresce. Qual é a correlação da taxa de juros com a taxa de administração? É zero", disse Giufrida. Nos EUA, as taxas de administração recuaram de 2,32% no início dos anos 80 para 0,79% em 2007, período em que o patrimônio dos fundos saltou de US$ 135 bilhões para US$ 12 trilhões. "O grande elemento que faz cair a taxa de administração é o volume. Qual é a boa notícia? A taxa de administração já está caindo e deve cair ainda mais porque está aumentando a captação." Com a redução nos juros, a Anbid prevê uma migração das aplicações da renda fixa para produtos mais sofisticados, como os fundos multimercados, que aplicam também em ações e cobram taxas maiores. "Por irônico que seja, a mudança pode aumentar a taxa de administração e não diminuir. Em 2006, a taxa subiu, mas foi um ano em que o multimercado foi muito bem."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h33
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Compre um título de capitalização e descubra por que, na verdade, ele deveria se chamar título de descapitalização
Atire a primeira moeda quem nunca foi abordado pelo gerente do banco para adquirir aquele título de capitalização “incrível”, no qual o aplicador, além de guardar dinheiro, concorre a uma bolada. O discurso normalmente é o mesmo: seu dinheiro será capitalizado e remunerado pela taxa da caderneta de poupança. Trata-se, no entanto, de uma das piores formas de empregar suas economias — e é fácil entender o porquê. A tungada ocorre logo de cara, quando nas primeiras parcelas mais da metade do dinheiro desembolsado vai direto para o cofre da seguradora — a chamada cota de carregamento. Essa reserva que fica para a instituição financeira diminui, ao longo do tempo, mas nunca zera. Eis aí a primeira lição sobre títulos de capitalização: apenas uma parte do seu dinheiro será corrigida pela poupança. Isso explica a decepção de muitos clientes que, ao fim do plano, resgatam praticamente a mesma quantia depositada durante anos. No fim das contas, seria quase o mesmo que guardar dinheiro debaixo do colchão, com a vantagem de que, fazendo isso, você poderia sacar a grana a qualquer hora, sem ser penalizado, ao passo que no título de capitalização, seu dinheiro fica “preso” devido ao prazo de carência. Isso mesmo: você é impedido de resgatar durante um período e só recebe todo o montante de volta, sem descontos, se esperar até o fim do contrato. Mas essa “poupança forçada” é apenas um dos argumentos para a venda de títulos de capitalização. O principal apelo são os sorteios. Veja o que diz Natanael de Castro, diretor comercial da Brasilcap, empresa líder de mercado: “Não vamos comparar título de capitalização com outros investimentos porque é injustiça. São coisas diferentes. Um tem como principal atrativo o aspecto lúdico e o outro, o financeiro”. Ele está certo. Título de capitalização, na prática, não é investimento. É loteria. No entanto, como observa o economista Rafael Paschoarelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, “se é jogo, deveria ser vendido em casa lotérica, não em agência bancária”. Ademais, apostando na loteria você despenderia um valor bem menor para comprar o bilhete e concorrer aos sorteios do que num título de capitalização, em que a rentabilidade do seu capital fica comprometida por anos a fio. Com o objetivo de suprir essa lacuna de rentabilidade, a Brasilcap lançou, em novembro de 2008, o primeiro título de capitalização atrelado à bolsa - o Ourocap Flex. No fim de maio, deve estar nas prateleiras do Banco do Brasil uma nova versão, direcionada aos clientes de alta renda. No Ourocap Flex, parte da cota de carregamento é destinada a um fundo de ações. Os títulos custam 100, 150 ou 200 reais por mês. São 48 parcelas para pagamento e 93 meses de vigência, com carência nos 12 primeiros meses. “É a melhor maneira de guardar, ganhar e ganhar”, diz Natanael, referindo-se, com a duplicidade, às possibilidades de ganho com os sorteios e com a bolsa. Será? Vejamos como funciona o produto a partir da seguinte tabela: | Parcelas | Cota de sorteio | Cota de carregamento | Cota de capitalização | Bônus | | 1a a 3a | 1,86% | 63,03% | 30,00% | 5,11% | | 4a a 48a | 1,86% | 19,96% | 73,68% | 4,51% |
Nas três primeiras parcelas, apenas 30% serão rentabilizados pela taxa da poupança (0,5% ao mês mais TR); 5,11% irão para o fundo de ações, 1,86% é o percentual pago para participar do sorteio e 63,03% ficarão para a seguradora cobrir despesas com a operação e, principalmente, ter muito lucro. Nos demais pagamentos, 73,68% serão rentabilizados pela poupança, 4,51% irão para o fundo de ações, 1,86% vai para o sorteio e 19,96% ficarão para o banco. O saldo da cota de capitalização e do bônus permanece por mais três anos e nove meses (correspondentes aos 93 meses de vigência) em seus respectivos segmentos - poupança e bolsa. Rafael Paschoarelli fez as contas. Considerando que o cliente tenha optado pelo pagamento mensal de 100 reais ao Ourocap Flex e que a bolsa tenha rendido, em oito anos, 16% ao ano, em média, o saldo bruto do título de capitalização seria de 5 062,78 reais. Se o dinheiro estivesse na caderneta de poupança, o montante seria de 7 108,55 reais. Confira, abaixo, como ficaria, ano a ano, o saldo do título de capitalização (cota de capitalização + bônus), comparado com o rendimento da caderneta de poupança. Repare que, ao fim de quatro anos de pagamento (48 meses), se o cliente quisesse resgatar o dinheiro aplicado, a quantia seria menor do que os 4 800 reais desembolsados: | Mês | Cota de capitalização | Bônus | Caderneta de poupança | | 1 | 30 | 5,11 | 100 | | 12 | 769,51 | 58,98 | 1 238,37 | | 24 | 1 719,36 | 123,05 | 2 564,20 | | 36 | 2 722,54 | 194,80 | 3 983,68 | | 48 | 3 782,04 | 275,17 | 5 503,42 | | 60 | 3 994,4 | 308,19 | 5 892,13 | | 72 | 4 218,68 | 345,17 | 6 308,29 | | 84 | 4 455,55 | 386,59 | 6 753,84 | | 93 | 4 641,90 | 420,88 | 7 108,55 |
Conclusão: o saldo do título de capitalização, ou seja, a soma da cota de capitalização e do bônus, é inferior à poupança. | Cota de capitalização | Bônus | Caderneta de poupança | | 4 641,90 | 420,88 | 7 108,55 |
Cota de capitalização + Bônus = 5 062,78 Caderneta de poupança = 7 108,55 As regras do sorteio são bem mais complexas. Rafael tentou decifrar o enigma e descobriu que, ainda assim, o cliente permanece em desvantagem. As chances são mínimas — uma em cada 125 000 no sorteio semanal. Moral da história: “Título de capitalização, como investimento ou jogo, é um péssimo negócio”, diz Mauro Calil, professor do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil &Calil.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h54
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PENSAMENTO DO DIA:
"Se alguém morrer de Gripe Suína vira espirito de porco?" Bip, o infame, ansioso para virar torresmo...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h54
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Apesar de o valor da causa ser um dos critérios para definir a competência do juizado especial, é admissível que o valor desta ultrapasse os 40 salários mínimos. Esse foi o entendimento da ministra Nancy Andrighi, que relatou medida cautelar com pedido de antecipação de tutela (conceder previamente pedido da ação antes do término do julgamento do processo) originária de Santa Catarina. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acompanhou, por maioria, o voto da relatora.
A medida cautelar visa suspender a execução da sentença no Juizado Especial Cível. A Sexta Turma de Recursos de Lages (SC) considerou que o Juizado Especial da comarca de Bom Retiro tinha competência para julgar ação de indenização contra J.P., cujo empregado atropelou e matou G.D. O juizado fixou a indenização em pouco mais R$ 100 mil, sendo que a competência deste foi posteriormente contestada pelo condenado.
Houve impetração de mandado de segurança, desta vez ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que indeferiu a petição inicial sob a alegação de que, apesar de o STJ entender que a autonomia dos Juizados Especiais não prevalece em relação às decisões acerca de sua própria competência para conhecer das causas que lhe são submetidas, ficando tal controle submetido aos Tribunais de Justiça, na espécie, a decisão da Turma Recursal não influiu na definição da competência do Juizado Especial.
A defesa de J.P. recorreu, então, ao STJ, insistindo que o juizado especial não era competente e que este não teria autonomia no que se refere ao controle de suas sentenças, sendo este dos Tribunais de Justiça. Afirmou também a necessidade de perícia, o que excluiria a competência do juizado. Por fim, voltou a apontar a questão do valor da indenização, que, corrigido, chegaria a quase R$ 180 mil.
Ao decidir, a ministra Nancy Andrighi reconheceu que os juizados especiais não têm autonomia para decidir sobre sua própria competência, mas apontou que a realização da perícia não tem relação com a competência, pois a Lei n. 9.099/95, que criou os juizados especiais, não exclui a possibilidade de eles realizarem perícias, ainda que de modo simplificado.
Quanto à questão do valor da causa, a ministra ressaltou que, “ao regulamentar a competência conferida aos juizados, o legislador usou dois critérios distintos – quantitativo e qualitativo – para definir o que são causas cíveis de menor complexidade. Exige-se, de regra, a presença de apenas um desses requisitos e não a sua cumulação”. A exceção fica para as ações possessórias sobre bens imóveis, em relação às quais houve expressa conjugação dos critérios de valor e matéria. Como na hipótese dos autos a competência do Juizado Especial foi determinada com base na matéria (acidente de veículo de via terrestre), a ministra considerou perfeitamente admissível que o pedido excedesse o limite de 40 salários mínimos. Diante disso, ela indeferiu o pedido liminar de antecipação de tutela.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h52
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AVESTRUZ MASTER 2 - A SAGA CONTINUA PF desmonta esquema de pirâmide financeira de R$ 2 bi da Folha Online A Polícia Federal no Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira a Operação "M", com o objetivo de desarticular uma quadrilha que montava pirâmides financeiras no Estado. Números preliminares apontam para a movimentação de até R$ 2 bilhões pelos suspeitos. A operação movimenta 40 policiais que cumprem sete mandados de busca e apreensão em Porto Alegre (5), Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul, além de quatro mandados de prisão temporária, todos em Porto Alegre. Os suspeitos responderão por formação de quadrilha, estelionato, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituição financeira sem autorização e evasão de divisas) e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem passar dos 30 anos de reclusão. Segundo a PF, quadrilha montou uma rede de captadores que, mediante o recebimento de comissão, angariavam clientes para aplicar no esquema, com a promessa de receberem juros acima dos pagos pelo mercado --o que é conhecido como pirâmide financeira ou "esquema Ponzi". "Há uma grande quantidade de pessoas lesadas na sociedade gaúcha, desde pequenos investidores que se desfizeram de bens e economias para realizar a aplicação até grandes empresas", informou a PF em comunicado. O principal problema da pirâmide financeira é que, no caso do número de clientes do esquema se estabilizar ou recuar, o esquema entra em colapso porque há mais saques do que depósitos. Neste caso, quem participa dela acaba ficando sem os recursos. Este tipo de esquema ganhou as manchetes no final do ano passado, quando o ex-presidente da Bolsa eletrônica Nasdaq Bernard Madoff, 70, foi preso por liderar um esquema de pirâmide financeira que pode ter chegado a US$ 65 bilhões. Trata-se da maior fraude financeira da história. Segundo a PF, o nome da operação é uma alusão a Madoff, que concidentemente tem a mesma inicial do nome da investigada e de suas empresas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 18h27
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"Notas musicais não pertencem a ninguém", diz Coldplay ao se defender de nova acusão de plágio
  "Há apenas oito notas musicais em uma oitava e elas não pertencem a ninguém". É assim que o baterista do Coldplay, Will Champion, está defendendo sua banda de mais uma acusação de plágio com a música "Viva La Vida". "Existem cerca de 12 mil canções com a mesma seqüência de acordes".
Depois de Joe Satriani entrar na Justiça acusando o grupo inglês de ter copiado sua música "If I Could Fly", foi a vez de Cat Stevens - hoje conhecido como Yusuf Aslam-- dizer que "Viva La Vida" foi inspirada em sua "Foreigner Suite", de 1973 - anterior inclusive à composição de Satriani.
"É duro quando as pessoas te acusam de roubar alguma coisa quando você sabe que não é verdade", disse Champion ao jornal Hampton Roads. "Estamos confiantes de que não fizemos nada de errado".
Para o baterista, a música só virou polêmica por sua alta qualidade. "Por alguma razão só as músicas que fazem sucesso são acusadas de serem roubadas", disse, referindo-se ao prêmio Grammy de melhor música entregue à "Viva La Vida".
Apesar das observações, Champion aceitou as semelhanças entre a faixa do Coldplay e as outras duas canções. "Existem elementos da nossa música que eu ouvi nas outras canções, mas é difícil de definir".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h06
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Antes de a crise chegar com força ao Brasil, os investidores com perfis moderado e conservador que temiam perder dinheiro, ou mesmo aqueles que visavam a ganhos em um horizonte de curto prazo, ficavam na dúvida se deveriam retirar seus recursos do mercado de ações para aplicá-los em renda fixa.
A turbulência na economia, entretanto, fez com que as dúvidas mais tradicionais dos investidores mudassem por completo. Para combater a queda da demanda, o governo optou por reduzir a Selic, atualmente em 10,25% ao ano. Com isso, os investidores começaram a fazer perguntas como: É hora de ficar só na caderneta de poupança e abandonar os fundos de renda fixa?
Será que está na hora de retirar os recursos aplicados em ações, aproveitando a recente melhora da Bolsa?
Posso confiar no fim da crise e permanecer na Bolsa?
Devo aplicar mais (ou menos) em renda variável?
Poupança versus renda fixa
O vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, José Dutra Vieira Sobrinho, realizou um estudo para saber o que rendia mais: a poupança ou os fundos de renda fixa, em cenários criados em torno da taxa básica de juro. Considerando meses com 21 dias úteis e a alíquota de 20% do imposto de renda, que incide sobre os fundos, ele chegou à seguinte conclusão:
| Rendimento da poupança X fundos de renda fixa (em %) | | Selic | Poupança | Fundo - tx. de adm. de 2% | Fundo - tx. de adm. de 1,5% | Fundo - tx. de adm. de 1% | Fundo - tx. de adm. de 0,5% | | 12% | 0,6145 | 0,6257 | 0,6588 | 0,6921 | 0,7255 | | 11,5% | 0,5901 | 0,5957 | 0,6288 | 0,6620 | 0,6954 | | 11,25% | 0,5778 | 0,5806 | 0,6137 | 0,6469 | 0,6803 | | 11% | 0,5739 | 0,5655 | 0,5986 | 0,6318 | 0,6652 | | 10,25% | 0,5752 | 0,5200 | 0,5531 | 0,5863 | 0,6197 | | 10% | 0,5618 | 0,5048 | 0,5378 | 0,5710 | 0,6044 | | 9,75% | 0,5705 | 0,4895 | 0,5226 | 0,5558 | 0,5891 |
Portanto, com a Selic em 11% a.a., a poupança, que hoje é corrigida a uma taxa constante de cerca de 6% a.a. somada à variação da TR (taxa referencial), já rende mais do que os fundos de renda fixa com taxa de administração de 2%. No patamar atual (10,25% a.a.), os ganhos da poupança só não superam os fundos com taxa de administração de 1% e 0,5%. Com a taxa básica em 9,75% a.a., por sua vez, apenas o fundo com taxa de administração de 0,5% não é superado.
A sócia da Practa Treinamento e Educação Financeira, Rosario Pujado, afirma que, de fato, a poupança é hoje uma das alternativas mais interessantes para quem não tolera o risco. Mas ela chama atenção para dois pontos. Não se pode esquecer que, para evitar a fuga de investidores da renda fixa, o governo está planejando mudar as regras de cálculo de rentabilidade da poupança.
Em segundo lugar, se o investidor tiver um montante alto aplicado na caderneta de poupança, em um único banco, corre o risco de crédito da instituição financeira, já que o Fundo Garantidor de Crédito garante somente até R$ 60 mil por CPF (Cadastro de Pessoas Físicas).
Eleições devem afetar decisão do governo
O vice-presidente de Finanças da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Roberto Vertamatti, explica que o governo tem falado em alterar as regras da poupança desde fevereiro, porque os fundos de renda fixa são baseados na Selic e lastreados em títulos do governo federal.
Nas entrelinhas, isso significa que o governo necessita que as pessoas invistam em seus títulos para facilitar a rolagem da dívida interna. "Com a queda da Selic a 10,25% a.a., o governo está no limite", explica.
Em meio às especulações, uma das hipóteses é de que a poupança, hoje isenta, passe a ser tributada na faixa superior a R$ 20 mil. "Mas isso pode gerar descontentamento na população, o que não é interessante em um período que antecede as eleições. Além disso, neste caso, muitos investidores poderiam recorrer à Justiça", explica o professor de Economia da PUC-SP, José Nicolau Pompeu.
Outra possibilidade é a de vincular a remuneração das cadernetas de poupança à Selic, de forma que a aplicação não concorreria com os fundos de renda fixa. "O governo deve alterar as regras antes da próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária)", opina Pompeu. Ações versus poupança
Para o sócio da Quest Investimentos, Walter Maciel, antes de tomar qualquer decisão, o investidor deve ponderar o quanto tem de recursos para aplicar; qual o horizonte de investimento; em quanto tempo espera ter retorno; seus objetivos; e o quanto de risco tolera. Ele recomenda a quem deseja investir R$ 20 mil ficar na poupança.
Já quem possui menos de R$ 100 mil pode investir em fundos ou na poupança, mas não deve apostar na renda variável, segundo ele, a não ser que tenha certeza de que não irá precisar do dinheiro nos anos seguintes.
Seja como for, ele vê uma janela de oportunidade para os investidores da Bolsa nos próximos três meses, e trabalha com um intervalo entre 43 mil e 53 mil pontos. "A Quest havia identificado, há 50 dias, a melhora do mercado que ocorreu. Ainda sairão muitas notícias positivas sobre as medidas do governo Obama", afirmou, ao acrescentar: "Mas o ambiente de fundo é muito ruim".
"A produção industrial, em todo o mundo, caiu de forma muito acelerada; o consumo também sofreu queda, mas não tanto quanto a produção, e deve acarretar a necessidade de recomposição dos estoques; a taxa de desemprego no Brasil vai chegar a 10%; e o problema dos Estados Unidos não será resolvido", diz, ao justificar a expectativa ruim para a Bolsa para o fim do ano.
Maciel opina que uma alternativa para aqueles que possuem entre R$ 20 mil e R$ 100 mil para aplicar são os fundos multimercados, nos quais os gestores decidem o melhor instrumento para cada período. "Mas é importante separar o montante entre dois gestores, para minimizar os riscos", adverte.
Para o investidor com R$ 300 mil ou mais disponíveis, ele recomenda considerar aplicar 30% em fundos de ações e 70% em fundos multimercados.
Dá para confiar na recente alta da Bolsa?
José Nicolau Pompeu, da PUC-SP, diz que a Bolsa está subindo apenas por conta da entrada de capital estrangeiro no Brasil, mas é resultado de pura especulação. "Nenhuma empresa registra aumento de 6% no lucro em um único dia", avalia. "Isso não é sustentável no momento atual, e uma hora ela vai cair". O Ibovespa fechou a última sexta-feira (8) em 51.395 pontos.
Já para Vertamatti, da Anefac, a tendência, até o final do ano, é de alta na Bolsa, se a economia mundial confirmar os sinais positivos que está dando, mas avisa: "A qualquer momento, ela pode despencar de novo. Basta um país importante, como a China, crescer menos do que o esperado".
Em sua opinião, o pequeno investidor que tem cerca de R$ 5 mil para investir e sabe que não precisará do dinheiro pelos próximos dois ou três anos deve alocar um percentual menor em renda variável. "Mas ele não pode se desesperar com a queda do rendimento". Já quem tem mais, entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, poderia aplicar metade em renda fixa e a outra metade na Bolsa.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h28
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Justiça impede que Cinemark exija boleto bancário para meias-entradas
da Folha Online
Uma medida liminar deferida pela 1ª Vara Empresarial da Capital, no Rio de Janeiro (RJ), impede que a rede de cinema Cinemark exija outros documentos - como boletos bancários, folhas de frequência e recibos de matrícula -, além da carteira estudantil, para efetuar a venda de meias-entradas. A medida é válida para todo o Brasil. A decisão garante que as entradas sejam obtidas apenas com a apresentação da carteira estudantil, que é emitida pela instituição de ensino, com data de validade - fator que já atestaria a qualidade de estudante ao seu portador.
As investigações realizadas durante o inquérito civil constataram que, com essas solicitações, a rede de cinemas dificultava o direito do estudante de pagar a meia-entrada. O pedido de liminar foi feito pela 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital.
A Cinemark ainda não havia se pronunciado em relação à decisão da Justiça até a publicação desta reportagem.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h18
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h16
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CONTROLE ABSOLUTO
Uma noite, depois quase 40 anos de casados, o casal está na cama quando a mulher sente que seu marido começa a acariciá-la como não fazia há muito tempo. Ele começou no pescoço, desceu pelo dorso até as nádegas;
voltou no pescoço, nos ombros, nos seios e parou na barriga;
colocou a mão na parte interna do braço esquerdo, passou no seio, na nádega.
Na perna esquerda até o pé, subiu na parte interna da coxa e parou bem em cima da perna.
Fez a mesma coisa na parte direita e, de repente, vira as costas e não fala uma palavra.
A esposa, já 'acesa', lhe diz carinhosamente:
- Querido, estava maravilhoso, porque parou?
E ele resmungando:
- já encontrei o controle remoto.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h11
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Filme sobre o universo de Chacrinha apela ao politicamente incorreto e divide opiniões Exibido para os cerca de 3.000 presentes no Cine Teatro Guararapes, no festival Cine-PE, em Recife, o documentário "Alô, Alô, Teresinha" foi ovacionado do início ao fim pelo público, mas dividiu a opinião da imprensa durante a entrevista coletiva com os realizadores. Foi a primeira exibição pública do filme, que deve chegar aos cinemas em outubro.
Apresentador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, tema do filme "Alô, Alô, Teresinha"
O longa do diretor Nelson Hoineff revela o universo do apresentador de TV Abelardo Barboza, o Chacrinha. O diretor fez questão de dizer antes da projeção que não se tratava de um filme sobre a vida do apresentador, e sim sobre o universo ao seu redor. Ele conversou com ex-chacretes, artistas que passaram pelo programa e até mesmo calouros que ganharam o famigerado troféu abacaxi. Tudo isso com muito humor politicamente incorreto.
Para o diretor, o filme se apropria do mesmo tom de deboche e escárnio do próprio programa de TV. "É muito fácil chamar um psicólogo ou um sociólogo para falar sobre aquilo. Mas eu entro no assunto", disse. "Chacrinha debochava de negros, nordestinos, mulheres e homossexuais. Se o filme incomoda a alguns, isso me deixa contente, porque o programa do Chacrinha também incomodava", afirmou.
Para chegar a esse resultado, não faltam piadas com deficientes físicos, ex-chacretes nuas, entrevistas com ex-calouros gagos, Baby Consuelo fazendo um exorcismo por telefone no meio da entrevista e Agnaldo Timóteo falando mal de João Gilberto.
"Isso tudo é o Chacrinha", explicou Hoineff, sem se abalar com as críticas. "Fazemos as mesmas brincadeiras, temos o mesmo olhar que ele. E foi isso que me inspirou a fazer o filme, essa forma de lidar com o patético do ser humano, com as ambiguidades que existem ali", disse. "Não vejo isso como um demérito".
As justificativas de Hoineff não devem convencer a todos e o filme ainda deve causar polêmica quando entrar no circuito comercial. Mas é importante dizer que ninguém mostrado no filme parece estar sendo enganado ou fazendo algo sob pressão. Todos estão à vontade para falar o que querem, como algumas ex-chacretes que assumem que faziam programas, ou o ex-calouro que por muito tempo carregou o trauma de ir ao programa e levar uma buzinada antes mesmo de começar a cantar. O inusitado personagem vai às lágrimas, e a platéia, à loucura, como se estivesse dentro do programa de auditório.
Entre os vários momentos que levaram o teatro lotado às gargalhadas, está a cena em que Biafra canta "Sonho de Ícaro", enquanto um parapente em quadro se aproxima cada vez mais do cantor, até se esborrachar a poucos metros dele. Ou também quando outro cantor chuta seu próprio cachorro, que não parava de latir enquanto ele se concentrava em cantar um antigo sucesso romântico.
Mas se o público ri da desgraça alheia, isso não quer dizer que não seja capaz de enxergar o lado melancólico da história. Ver uma ex-chacrete - hoje uma senhora com muitos quilos a mais - vestir com orgulho o minúsculo maiô da época do programa arranca risos da platéia, mas é difícil não se comover com o saudosismo da situação. E o filme joga o tempo todo com essa dubiedade entre o ridículo e o comovente.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h52
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UCI não indenizará por proibir entrada de menor O Superior Tribunal de Justiça livrou a rede de cinemas UCI de pagar indenização para um juiz e seu filho. Os dois alegaram que a empresa os impediu de assistir a um filme não recomendado à idade da criança. A relatora, ministra Nancy Andrighi, considerou que tal atitude é adequada ao princípio de prevenção dos interesses especiais da criança e do adolescente. O fato ocorreu em fevereiro de 2000, quando o magistrado e seu filho foram juntos ao cinema e, após entrarem na sala, foram retirados pelos funcionários, sob o argumento de que o filho não tinha idade para assistir ao filme. Na época, estava vigente a Portaria 796/00 do Ministério da Justiça, que regulamentava, de forma genérica, a classificação indicativa para filmes. Segundo os autores do processo, a retirada de pai e filho do cinema se deu de forma violenta. Em primeiro grau, o cinema foi condenado a pagar indenização de R$ 8 mil por danos morais para o pai e o mesmo valor para o filho. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu o recurso dos autores para aumentar o valor para R$ 15 mil. A empresa recorreu ao STJ alegando violação dos dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Em seu voto, a ministra Nancy Andrighi destacou que a classificação indicativa para filmes evita que pais e responsáveis em geral surpreendam-se ao assistir a determinado espetáculo público, expondo, involuntariamente, crianças e adolescentes à programação imprópria. Segundo a ministra, com a entrada em vigor da Portaria 1.100/06, o papel da classificação ficou mais claro. A portaria esclarece que os pais, mediante autorização, podem levar suas crianças a espetáculos cuja classificação indicativa seja superior à faixa etária, desde que devidamente acompanhadas. Frisa, no entanto, que a autonomia dos pais não pode ser larga a ponto de autorizar a entrada de seus filhos em estabelecimentos cuja programação seja proibida a menores de 18 anos. “Os pais, no exercício do poder familiar, têm liberdade, ressalvados os limites legais, para conduzir a educação de seus filhos, segundo os preceitos morais, religiosos, científicos e sociais que considerem adequados”, concluiu. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h47
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"Fazer a Guerra é de longe mais fácil do que fazer a Paz" " A Guerra é uma série de desastres que resultam num vencedor" "Manejar o silêncio é mais difícil do que manejar as palavras." "Assim como há uma sociedade civil fundada sobre a liberdade, há uma sociedade militar fundada sobre a obediência, o juiz da liberdade não pode ser o da obediência." Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça. "A guerra ! É uma coisa demasiada grave para ser confiada aos militares."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h46
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SE A MODA PEGA:
Queniano 'prejudicado' por greve de sexo reclama danos na Justiça Um queniano está processando um grupo de ativistas mulheres que promoveu uma semana de greve de sexo em protesto ao impasse político no país.
James Kimondo disse aos jornalistas na entrada da Alta Corte de Nairóbi que sua mulher seguiu a greve de sexo, levando-o a sofrer de ansiedade de insônia.
"Eu tenho sofrido de agonia, estresse, dores nas costas e falta de concentração", disse.
Em depoimento junto a seu advogado, Kimondo disse que sua mulher, Teresia Wanjiku, lhe havia negado seus "direitos conjugais".
De acordo com a TV local KBC, o homem está processando o grupo Organização de Mulheres pelo Desenvolvimento por "amplos danos", com base no argumento de que o grupo "interferiu na felicidade do casamento".
Ainda não foi calculado o número de mulheres participantes da greve, que terminou na quarta-feira. O movimento contou com o apoio da mulher do primeiro-ministro, Raila Odinga, que disse à BBC que os líderes políticos estão "negligenciando as necessidades das pessoas comuns".
Segundo elas, a greve foi uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.
As relações entre os parceiros da coalizão de governo do Quênia, liderada pelo presidente Mwai Kibaki e pelo primeiro-ministro Raila Odinga, vêm se tornando cada vez piores.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h45
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DINHEIRO MAL GASTO Cuidar do próprio dinheiro é tarefa árdua. Quando meu pai administrava meu dinheiro era muito mais fácil. Eu chegava para ele e dizia que queria comprar alguma coisa, ele dava um esculacho e negava. Assim eu controlava meus gastos. Agora ninguém mais me dá esculacho e eu só percebo que gastei muito quando chega a fatura do cartão. Resolvi fazer um controle vigiado do meu dinheiro até o fim do ano. Para isso elaborei uma lista de onde acho que o dinheiro é mais mal gasto : 1 - Flanelinhas – ah, esse nem é muito dinheiro, mas é onde tenho mais raiva de gastar. Estacionar o carro na rua, já deixa a gente com certa culpa e ainda ter que pagar um sujeito que te ameaça e ainda diz que não se responsabiliza por qualquer coisa que aconteça com seu carro, caso você não deixe o dinheiro adiantado. Isso é o fim do mundo. Entrego a dinheiro com tanto mal gosto que deve até fazer mal para o safado que recebe. 2 – Taxas de bancos e juros – pagar aquelas taxas surpresas que aparecem no extrato é uma das coisas que estragam meu dia, mesmo que seja uma taxa em centavos eu já fico mal humorado; principalmente porque acho que a taxa em centavos é um jeito que eles arranjaram de arrecadar um monte de dinheiro e a gente não vai ter paciência de ligar para reclamar. Agora os juros além de serem altíssimos, ainda dá aquela culpa. Claro. Se está pagando juros é porque gastou mais do que deveria.
3 – INSS – hum, isso é uma coisa que me deixa muito inseguro, mas ao mesmo tempo me dá uma certa confiança de que quando eu ficar velhinho, vou receber uma merreca de aposentadoria. Um dinheiro que considero mais como uma obrigação social do que como um investimento para o futuro. Algumas vezes fico tentado a não pagar isso, mas depois fico com medo e acabo pagando. 4 – Zona Azul – aqui em São Paulo não sobrou quase nenhuma rua que não tenha essa taxa de estacionamento, que chamamos de Zona Azul - que é um carne que você compra e coloca no painel do carro e pode ficar estacionado por 1 hora. É uma coisa que não dá para engolir muito bem. Toda vez que preencho um desses, fico com uma sensação de que estou sendo oficialmente roubado. 5 – Café – tenho que admitir que sou viciado em café e em chocolate. São meus únicos vícios, mas o do chocolate eu não quero parar. Adoro. Mas o café sempre fico achando que é muito caro. Agora já tem lugares que estão cobrando R$ 3 por um café. É um abuso. E nem é lá o melhor café do mudo. Pior é quando além do café ainda como um pedaço de bolo. Aí sim que a coisa fica cara. Uns R$ 8 em café e bolo. É gostoso, mas se você pensar que está pagando muito caro por aquilo, já deixa uma culpa atormentando. 6 – Tempo no Trânsito – na última sexta-feira, fiquei 1 hora entre o Ibirapuera e a av. Juscelino. Fiquei imaginando quanto de combustível foi queimado ali só em manter o carro ligado e sem andar. Um trânsito medonho e sem nenhum motivo aparente. O clima estava bom, não havia acidentes e nem buracos. Só trânsito parado por falta de espaço. Quando vou abastecer fico imaginando quanto foi queimado para nada. Isso é muito mal gasto. 7 – Sindicatos – é outro dinheiro que me parece um absurdo. Eu pago um sindicato das empresas prestadoras de serviço e mais o CREA – que é o conselho dos arquitetos. Nunca usei nenhum dos dois. Mas pago. O contador insistiu dizendo que tenho que pagar. Ai que dó jogar esse dinheiro fora. 8 – Academia – esse vou ficar com vergonha de confessar. Eu sempre faço matrícula, faço exames médicos, faço aquelas fichas de adaptação e depois começo a não ir. Pago e não vou. Sou daqueles que dá muito lucro para as academias. Eita dinheiro jogado fora e com a culpa atormentando a cabeça. 9 – Conta de celular – quando chega a conta do telefone e eu vejo que gastei muito com uma ligação para algum número de celular que nem sei direito de quem é, me dá uma raiva animal. Aposto que essas longas ligações não trouxeram nada de lucrativo e ainda deixaram uma conta ridícula. Como pode uma conversa custar tão caro ? É um dinheiro mal gasto que cada vez mais tento controlar. 10 – Remédios, mecânicos e encanadores – coloco todos esses na mesma categoria porque me dá uma sensação que são gastos em coisas que não deveriam acontecer. Se compro um remédio é porque me machuquei ou fiquei doente. Coisa que não deveria ter acontecido. Se levo o carro ao mecânico é porque alguma coisa quebrou e não deveria ter quebrado, mas carro velho é fogo. Se tenho que chamar um encanador é porque alguma vazamento apareceu sem avisar. São os gastos mais chatos e inevitáveis. Avaliando essa minha lista dá para perceber que o carro está envolvido em grande parte dela. Talvez andar menos de carro vá ajudar a economizar. Mas vai ser difícil, cada vez ando mais a pé e menos de carro. Os juros dos bancos, são uma das coisas que pretendo nunca mais pagar. Mas é uma fantasia que tenho há muito tempo e nunca consegui realizar.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h11
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Alemanha quer proibir paintball por causa de massacre em escolaO governo alemão anunciou um plano que prevê a proibição de jogos de paintball como parte de novas medidas para tentar evitar massacres em escolas, como o ocorrido em março na cidade de Winnenden.
As medidas visam fortalecer o controle do uso de armas no país. Nos jogos de paintball são usadas armas, inofensivas, carregadas com bolas de tinta.
No trágico incidente em Winnenden, um jovem de 17 anos invadiu uma escola na cidade do sul da Alemanha e matou 15 pessoas, antes de se suicidar. O rapaz tinha conseguido a pistola do crime no quarto de seu pai, sócio de um clube de tiro e que mantinha legalmente uma coleção de 15 armas em casa.
A oposição acusa a proposta de ser apenas um paliativo, uma forma que o governo encontrou para satisfazer o forte lobby pró-armas no país. Parentes das vítimas do massacre de Winnenden afirmaram que as mudanças são insuficientes e reivindicam a proibição das armas de grosso calibre. Armas ilegais Além de propor multa de até 5 mil euros (cerca de R$ 14,1 mil) para quem participar de jogos físicos simulando batalhas, como paintball, o projeto de lei também concede à polícia o poder de inspecionar residências em que são mantidas armas legais.
O projeto de lei, que será submetido ao Parlamento alemão ainda neste ano, oferece uma anistia para quem possuir armas ilegais e as entregar voluntariamente às autoridades. O governo estima que existam cerca de 20 milhões de armas ilegais na Alemanha.
Segundo membros da coalizão de governo, o paintball, em que são usadas armas que disparam bolas de tinta colorida, incita a violência e simula assassinatos. A decisão de proibir o jogo, entretanto, foi duramente criticada no país. "Com essa mesma argumentação, poderiam proibir também a pistola d'água e os soldadinhos de chumbo", ironiza o jornal Die Welt. "Em esportes como o esgrima e o box, os praticantes também simulam lutas e atingem seus adversários", compara Arne Petry, porta-voz da Liga Alemã de Paintball. Os praticantes do jogo acusam os políticos alemães de fazer da brincadeira um bode expiatório.
'Medida ridícula' Ulla Jelpke, representante do partido "Die Linke" (a esquerda, em português), classificou a medida de "ridícula". "Em massacres e dramas familiares não são usadas bolas coloridas, mas munição que mata", disse.
A política pediu uma proibição da manutenção de armas de fogo dentro de lares privados alemães. A chefe do Partido Verde, Claudia Roth, afirmou que o governo decepcionou, ao perder a oportunidade para proibir armas de grande calibre.
A Alemanha tem uma das maiores comunidades de praticantes de paintball na Europa, com cerca de 20 mil integrantes. No país, a regulamentação do jogo é bastante rígida, e sua prática só é permitido para maiores de 18 anos. Nos EUA, onde o esporte foi criado, menores de 14 já podem praticá-lo. A última modificação endurecendo as leis que regulamentam o porte de armas na Alemanha ocorreu em 2002, depois que Robert Steinhauser, de 19 anos, matou 16 pessoas antes de se suicidar, em uma escola na cidade de Erfurt, no leste da Alemanha.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h58
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Neither the bombings nor the wrongful imprisonment resulted in convictions. The bombings were most likely the work of the Balcombe gang, who claimed responsibility. They were already serving life, but were released under the terms of the Good Friday Agreement. Three British police officers; Thomas Style, John Donaldson and Vernon Attwell; were charged, but they were each found not guilty.[7] On 9 February 2005, Prime Minister of the United Kingdom Tony Blair issued an apology to the families of the eleven people imprisoned for the bombings in Guildford and Woolwich, and those related to them who were still alive, by saying, in part: "I am very sorry that they were subject to such an ordeal and injustice...they deserve to be completely and publicly exonerated."[8] Paul Hill married Courtney Kennedy, daughter of assassinated American senator Robert F. Kennedy, and niece of assassinated president John F. Kennedy, although they have been reported to have separated. He has had a televised meeting with the brother of Brian Shaw, who continued to accuse him[9], and has travelled to Colombia to attend the trial of the Colombia Three.[10] Gerry Conlon's autobiography Proved Innocent was adapted into the Oscar and BAFTA Award - nominated 1993 film In The Name of the Father, starring Daniel Day-Lewis, Emma Thompson and Pete Postlethwaite. He is reported to have settled with the government for a final payment of compensation in the region of £400,000 to £500,000.[11]. His mother Sarah Conlon, who had spent 16 years campaigning to have the names of her husband and son cleared and helped secure the apology died on 20 July 2008. "[12] He has been reported to have suffered from post-traumatic stress disorder and had involvement with drugs in the aftermath of his release. He has given support to Tommy Sheridan in relation to the charges brought against him.[13] Paddy Armstrong had difficulty with drinking and gambling. He later married and moved to Dublin.[14] Carole Richardson married and had a daughter soon after her release. She has kept a low profile.[15]
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h59
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INGLORIOUS BASTERDSO novo Tarantino: "um bando de caras em um filme de missão" "Este não é o filme de 2ª Guerra Mundial do seu pai", disse Quentin Tarantino sorrindo, parado em uma esquina de Paris que foi varrida da sinalização do século 21 para se transformar em set de filmagens de "Inglourious Basterds". O novo filme do diretor é sobre um bando de soldados judeu-americanos em uma vingança de escalpelar contra os nazistas.
Apesar de ser praticamente todo rodado no estúdio Babelsberg em Potsdam, Alemanha, o subtítulo do filme é "Once Upon a Time in Nazi-Occupied France" ("era uma vez na França ocupada pelos nazistas"). Então, durante uma estadia de três dias em Paris em dezembro, Tarantino e sua equipe bicontinental praticamente tomaram um bistrô de 1904 com pintura descascada, vitrais art déco e uma parede de janelas com vista para o cruzamento facilmente reconhecido das ruas parisienses no "18º arrondissement".
"Tínhamos que fazer uma cena para dizer ao público que estamos na França", disse Tarantino. "É essa."
"Inglourious Basterds", que deve estrear no Festival de Cinema de Cannes em 20 de maio, é o primeiro filme de Tarantino desde "À Prova de Morte", metade de "Grindhouse", filme duplo e fracasso de bilheteria que ele dirigiu com Robert Rodriguez e que foi seu primeiro filme solo desde "Kill Bill Vol. 2" em 2004.
Tarantino chama "Inglourious Basterds" de "um bando de caras em um filme de missão". A julgar pelo roteiro, ele deve ter os diálogos rápidos, humor irreverente e violência estilizada típicos do trabalho do diretor.
"Você tem que fazer um filme sobre alguma coisa, e eu sou um cara de cinema, então penso em termos de gêneros cinematográficos", disse. "Então você tem uma boa idéia, e a leva adiante, e normalmente no momento em que você termina, ela pode não se parecer em nada com a sua primeira inspiração. É simplesmente a faísca que começa o fogo."
A faísca que levou a "Inglourious Basterds", com Brad Pitt, Diane Kruger, Mike Myers, Eli Roth e um grande elenco internacional, surgiu na época em que Tarantino trabalhava como funcionário de uma locadora em Manhattan Beach, Califórnia. (A inspiração para "Cães de Aluguel", "Jackie Brown" e outros filmes de Tarantino também vem da mesma época.)
"Os caras da Video Archives diziam assim, 'Quentin, talvez um dia você faça o seu 'Inglourious Bastards'", disse Tarantino, referindo-se ao filme de Enzo G. Castellari ("Assalto ao Trem Blindado", em português), de 1978 (com a grafia convencional da palavra "bastards"). "Mas eles não tinham nem mesmo visto o filme. Tudo bem, era simplesmente um bom título. Eu amo o filme, não me entenda mal, mas não se trata de uma refilmagem", disse o diretor sobre sua versão.
"Ele estará na categoria original do Oscar", acrescentou com otimismo.
Lawrence Bender, que produziu todos exceto um filme de Tarantino, disse que ficou surpreso quando o diretor ligou para ele no verão passado para avisar que havia terminado a longa gestação do roteiro de "Basterds", e que queria rodar o filme a tempo para Cannes. Tarantino ganhou o principal prêmio do festival, a Palma de Ouro, em 1994 por "Pulp Fiction".
"Ele leu todo o tipo de coisa para mim ao longo dos anos", disse Bender, "mas sempre achei que era algo que ele ia escrever e nunca filmar". (Tarantino é conhecido por dar muitas voltas entre um filme e outro. Ele já dirigiu episódios de séries de televisão, incluindo "CSI", atuou e produziu filmes de outras pessoas, e já foi jurado convidado e "mentor" de "American Idol".)
Um período de seis meses de pesquisa para "Basterds", há sete anos, "paralisou minha escrita por algum tempo", disse Tarantino. Ele pensou em fazer um documentário sobre a 2ª Guerra ou dar aulas em uma faculdade, e até roteirizou uma minissérie de 12 horas. Então, em janeiro de 2008, ele decidiu "tentar mais uma vez para ver se conseguia transformar isso em filme", disse. "Eu não estava lá para ensinar história. Você pode ligar o History Channel - que bem poderia ser chamado de Hitler Channel. Eu só queria contar minha história e ter a mesma liberdade que teria ao contar qualquer história. Quero que o processo de escrever seja tão envolvente que eu precise me perguntar se preciso mesmo fazer o filme".
O roteiro não editado de Tarantino circulou pela internet poucos dias depois de ele ter terminado. "Aquilo foi muito pessoal, com erros de digitação e tudo mais", disse ele, mencionando que o datilografou com apenas um dedo na mesma máquina de escrever Smith Corona de 1987 que usou para fazer "Cães de Aluguel" e "Pulp Fiction". "Eu tinha a intenção de revisar quando o publicássemos."
Não que ele vá mudar o título. "'Basterds' deve ser escrito com 'e' mesmo", diz ele. "A palavra soa como se tivesse um 'e'". E gritou: "Basterds! Basterds!" com algo que parecia um sotaque de Boston: muito mais "BAS-tids" do que "BAS-terds". (Quanto à grafia de "Inglourious", Tarantino disse: "Não dá para explicar essas coisas. É um lance de cinema".)
Um homem com um rádio amador cutucou o braço de Tarantino. "Desculpe, tenho que gravar a prostituta do vaudeville", disse ele, e foi para dentro do bistrô para rodar uma cena em que Shosanna (a atriz francesa Melanie Laurent), uma jovem judia escondida que administra um cinema em Paris, senta-se à mesa de um astro de matinês e soldado nazista disfarçado (o ator alemão Daniel Bruehl) que tenta conquistá-la.
Tarantino observava os atores como se fosse o dono do estabelecimento espionando o casal no salão, mal olhando para o monitor ao seu lado.
"Eu olho pela câmera para estabelecer a cena", disse ele entre as tomadas, "mas depois prefiro assistir à encenação e ouvi-la. Do contrário, é o monitor que dirige o filme".
Assim como outros 70% de "Inglourious Basterds", esta cena foi feita em francês e alemão, que é apenas mais uma das razões pelas quais não se trata daquele filme de 2ª Guerra do seu pai.
"Quando você vê alemães falando inglês com sotaque alemão ou parecendo atores britânicos, parece muito estranho e antigo", disse Tarantino.
"Essa é uma coisa que não quero que aconteça nesse filme. Se Spielberg ainda não tivesse feito 'A Lista de Schindler', costumo brincar que, depois do nosso filme, ele ficaria constrangido se não fizesse o dele em alemão."
(Executivos da Weinstein Co. disseram que a grande utilização de legendas não lhes deu folga. "Tarantino é uma linguagem universal", disse Tom Ortenberg, presidente para obras cinematográficas.)
Bruehl disse que foi a abordagem dessacralizada do diretor em relação à dolorosa história alemã que o atraiu para o papel.
"Estou curioso para ver como o filme será recebido na Alemanha", disse Bruehl, 30, que coloca o filme na mesma tradição de "To Be or Not to Be" (1942), de Ernst Lubitsch, e de "O Grande Ditador" (1940), de Charlie Chaplin. "Se uma comédia é inteligente e tem profundidade, é uma forma bastante legítima de falar sobre o fascismo na Alemanha nazista, que também foi um grande espetáculo - e bem ridículo, pensando bem."
O roteiro está repleto de referências e piadas sobre cinema, e intrigas que envolvem atores e estreias de filmes. O ministro de propaganda de Hitler, Joseph Goebbles, é retratado como um típico diretor de estúdio. ("As pessoas escrevem sobre o horror dos filmes antissemitas", diz Tarantino, "mas a maioria dos 800 filmes que ele fez foi de comédias e musicais".) E pode-se dizer, sem querer estragar a penúltima cena que dá uma reviravolta na história, que o cinema salva o mundo.
O designer de produção David Wasco, que participou de todos menos um filme de Tarantino, disse que apesar de eles terem trabalhado para reproduzir o período usando fotos e documentos originais, "praticamente 90% é baseado em referências cinematográficas".
"É um mundo de época de Tarantino", acrescentou. "Foi isso que o ajudamos a fazer aqui."
Tarantino disse: "Toda essa coisa do cinema acontece mais ou menos naturalmente. Basicamente é nisso que eu me interesso."
Mais tarde naquele dia, garrafas de champanhe apareceram na calçada, e Tarantino pediu um brinde em homenagem ao 800º rolo de filme. Ele circulou, brindando com copos de plástico enquanto anoitecia na cidade, com uma palavra e um sorriso para cada um.
Os Basterds [os bastardos] - soldados judeus do filme, apelidados assim pelos nazistas - não foram à gravação em Paris, mas sua presença podia ser sentida no corte de cabelo "à la basterd", já crescido, que Tarantino exibia. "Os Basterds não podem se dar ao luxo de ser apenas soldados", diz. "Eles têm o dever de ser guerreiros, porque estão lutando contra um inimigo que tenta varrê-los da face da terra."
Tarantino, que nasceu no Tennessee, disse que suas fantasias de vingança estão mais ligadas à Ku Klux Klan. "Mas é tudo a mesma coisa", disse. "Uma vez que os Basterds passarem pela a Europa, eles poderão ir para ao sul dos EUA e fazer o mesmo com os Kluxers nos anos 50. Essa é outra história a ser contada."
Para não falar de um subroteiro engavetado sobre soldados afro-americanos presos atrás das linhas de frente inimigas. "Tenho um roteiro já pela metade sobre a história anterior a essa, pronto para ser filmado, se esse filme for um sucesso", disse Tarantino.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h09
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