Durante o Global Media Forum em Bonn, entrei em contato com vários iranianos e iranianas que me explicaram, sob o ponto de vista de quem é daquele país, como "funciona" a democracia de mentira de Ahmadinejad.
Existem outros partidos além da situação que podem concorrer às eleições. Mas todos os que concorrem são os que Ahmadinejad aprova.
Os iranianos podem votar. Mas o governo pode não conceder permissão de voto para o cidadão comum, digamos, os que publicamente são opositores de seu governo. Quando um partido vai veicular uma campanha de mídia que não é do seu agrado, ele, democraticamente, aceita. Mas na hora da veiculação na mídia eletrônica, "coincidentemente" falta energia em todo o país.
A democracia do atual governo do Irã é "demo" no sentido de demonstração, apenas um pequeno trailer e "demo" no sentido demoníaco. Tudo, menos no sentido grego. Lá, se tem uma coisa que não vale, é a voz do povo.
Pelo menos não do povo que se opões a este senhor de opiniões radicais e assustadoras que, entre outras coisas, diz que no Irã não existem homossexuais porque "este fenômeno simplesmente não acontece por lá".
Discurso de Obama ganha versão em português na Casa Branca
O histórico discurso que Barack Obama fez na Universidade do Cairo, na semana passada, em que ele "estende a mão" ao mundo islâmico, ganhou tradução para várias línguas da região, como o árabe, o árabe, o pashto, o farsi, o hebreu, e para línguas dos maiores países de população muçulmana, como a Indonésia.
Chama a atenção, no entanto, a versão em português, a primeira de um discurso de Barack Obama no site oficial da Casa Branca. Pode ser um reconhecimento de Washington para a grande comunidade de descendentes de árabes que vivem no Brasil.
Pode ser a constatação de que é preciso também estender a mão conciliadora para radicais que viveriam no país e começariam a dar as caras. A segunda hipótese é reforçada pela ausência de uma versão em espanhol do discurso, uma língua falada por mais pessoas no mundo que o português.
Com a crise, o lucro dos bancos que atuam no Brasil caiu 39% no primeiro trimestre deste ano quando comparado com os primeiros três meses de 2008, segundo levantamento feito pelo Banco Central a partir dos balanços entregues pelas instituições financeiras. No período, os ganhos acumulados pelo setor passaram de R$ 12,3 bilhões para R$ 7,5 bilhões.
Os números consideram apenas os chamados bancos comerciais, ou seja, aqueles que oferecem contas correntes a seus clientes. Se considerados apenas as chamadas financeiras independentes -que operam apenas com a concessão de empréstimos e não estão ligadas a grandes conglomerados financeiros-, a queda foi maior: no mesmo período, o lucro recuou de R$ 70 milhões para R$ 14 milhões.
Ainda assim, o BC tenta dizer que a situação não preocupa. Ontem à noite, divulgou, simultaneamente ao levantamento que mostra a queda na rentabilidade do setor, um estudo com algumas simulações que procuram mostrar que, mesmo que as turbulências enfrentadas pelo mercado se agravem num futuro próximo, o sistema financeiro como um todo tem capacidade de se manter de pé.
A análise se baseou numa simulação que mostra como os bancos reagiriam no caso de oscilações muito bruscas no câmbio, nos juros e na inadimplência. A conclusão, segundo o documento, é que as instituições "são resistentes" e que "apenas em situações extremas, superiores às variações historicamente observadas", algumas instituições ficaram "desenquadradas".
O estudo, porém, é limitado por não falar na situação individual de cada banco, mesmo que sem citar nomes, como aconteceu recentemente nos EUA. Os resultados se referem apenas à média do setor e não garantem que uma instituição isolada não possa ter problemas caso a crise se agrave.
Além disso, nem todos os parâmetros considerados pelo BC estão próximos da realidade. O estudo considera, por exemplo, que a cotação do dólar não cairia para menos de R$ 2,06, sendo que hoje a moeda dos EUA já é negociada abaixo de R$ 2.
O que os balanços dos bancos mostram é que, no primeiro trimestre do ano, as instituições sofreram muito com o aumento nos juros praticados no mercado financeiro, que levou a uma forte elevação nos seus custos de captação.
Entre janeiro e março, os bancos gastaram R$ 44,5 bilhões para captar recursos com empréstimos de curto prazo, 44% mais que no mesmo período de 2008. Como o setor não conseguiu repassar todo esse aumento de custos aos clientes, o resultado foi uma queda de 15% no lucro com operações de intermediação financeira.
Na quarta-feira passada, terminou o suspense a respeito de uma mudança aguardada com apreensão pelos brasileiros. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reuniram-se para anunciar que a poupança terá novas regras. Historicamente isenta de tributos, ela agora será alvo do imposto de renda.
A partir de janeiro de 2010, poderão ser tributados os rendimentos da parcela que exceder 50.000 reais numa aplicação. Dito de outra forma, quem tiver até 50.000 reais depositados não verá sua rentabilidade mordida pelo Leão. Só precisa fazer cálculos quem tem mais dinheiro que isso.
Cerca de 1% das cadernetas se enquadra nessa situação – cujos depósitos, no entanto, representam 40% do total de recursos da poupança. Se o rendimento da poupança for a única fonte de sobrevivência do cidadão, a isenção continuará valendo para cadernetas de valores altos, como 1 milhão de reais. Ao fim e ao cabo, um contingente de investidores de classe média pagará mais imposto em 2011 (veja o quadro).
Estima-se que o aumento da arrecadação seja de 335 milhões de reais – valor relativamente pequeno para os apetites do Planalto. Na verdade, toda a ginástica com números foi feita para atender a uma única necessidade: impedir que a poupança se tornasse um ímã para recursos de outros tipos de aplicação financeira.
Essa atração já existia. Desde que a taxa básica de juros começou a cair no Brasil, em janeiro deste ano, o brilho da indústria de fundos de investimento foi ficando empanado. Os rendimentos dos investidores começaram a minguar – e sobre eles ainda pesavam a carga fiscal e as altas taxas de administração cobradas pelos bancos. Enquanto isso, a poupança, com sua remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR), além da isenção fiscal, permanecia um porto seguro de rentabilidade.
Assim, os milionários que meses atrás achariam a ideia risível passaram a considerar a hipótese de migrar dos fundos para a mesma poupança em que o pequeno assalariado guarda aquilo que lhe sobra, quando sobra. A questão é que os fundos são os grandes compradores de títulos públicos – os papéis com que o governo se financia e rola sua dívida.
Quanto à poupança, seus recursos são vinculados por lei à utilização no crédito imobiliário. Os depósitos em fundos perfazem hoje mais de 1 trilhão de reais, enquanto os da poupança somam 270 bilhões de reais. Invertidas as proporções, haveria uma fartura de dinheiro para construir casas, ao passo que o governo – e o sistema bancário — se afogaria.
"A medida foi a mais pragmática possível nas atuais circunstâncias", diz Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio.
Caso as novas regras da poupança não surtam o efeito desejado, o governo poderá lançar mão de outro artifício: reduzir as alíquotas de IR cobradas do rendimento dos fundos. Na semana passada, o ministro Guido Mantega chegou a dizer que uma medida provisória com essa finalidade já estava no forno. Depois, voltou atrás.
"Vamos primeiro avaliar o impacto do que já foi feito", disse ele a VEJA. "Se detectarmos algum movimento indesejável, editaremos a MP." O governo ainda tem de enfrentar a oposição no Congresso. A maioria dos parlamentares resiste à idéia de taxar a poupança.
Mexer nos rendimentos da poupança era algo impensável anos atrás. A proposta atual pode ser lida como um indício das adaptações que o Brasil terá de fazer se a trajetória de queda na taxa de juros continuar. Trata-se de um passo essencial para completar o processo de estabilização em curso há quinze anos. Rendimentos tabelados por lei (os da poupança não são os únicos), que em outros períodos protegiam o poupador da inflação e seus males correlatos, terão de ser descartados.
É o preço que se paga para entrar no clube das economias livres e sadias.
Veja Perguntas e Respostas sobre o tema clicando AQUI.
Grande parte dos americanos e britânicos preferem perder a carteira ao celular. Segundo uma pesquisa feita pela empresa de gerenciamento de dispositivos móveis Mformation, 40% afirmam que perder o telefone móvel é pior do que perder a carteira.
Além disso, 91% dos 4.000 entrevistados afirmaram que perder o celular seria devastador. Para a empresa que fez a pesquisa, isso acontece porque, atualmente, as pessoas têm acesso à internet pelo aparelho e armazenam uma quantidade considerável de informações pessoais no telefone.
Ainda segundo o levantamento, 94% das pessoas têm gravado em seus celulares números de telefones, enquanto 65% também armazenam endereços e outras informações de contato. Também há 83% das pessoas que possuem fotos digitais e 51% que têm vídeos, além de 48% com informações no calendário e 40% com músicas.
A Mformation também destaca que, com o contínuo surgimento de novas tecnologias para celulares, o uso do aparelho para o armazenamento de informações tende a crescer ainda mais.
Diante dessa situação, cada vez mais pessoas temem que, em caso de perda ou roubo do celular, essas informações armazenadas sejam usadas por outra pessoa de forma indevida. Para 82% dos entrevistados, a preocupação é de que essa informação seja usada para fins fraudulentos, além de 90% que se preocupam com a perda da informação, já que 72% admitem que seria difícil recuperá-las.
Brasil leva cozinheiro campeão, feijão e goiabada à África do Sul
A seleção brasileira terá alguns reforços especiais durante sua passagem pela África do Sul. E todos na cozinha. Como a equipe ficará de dez a 20 dias no país africano para a disputa da Copa das Confederações, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) convocou um cozinheiro próprio e reservou alguns itens culinários para a viagem.
Para o comando das panelas, a entidade recorreu a um velho conhecido. Jaime Maciel é gaúcho, chef de cozinha há mais de 30 anos e já prestou serviços às seleções (de base e principal) há mais de dez anos. Recentemente, deu sorte à equipe.
Afinal, foi ele o responsável pela alimentação dos brasileiros na Copa América de 2007, vencida pelo Brasil. Foi o primeiro título da seleção sob o comando de Dunga, também gaúcho.
Mas além do cozinheiro, a delegação verde e amarela também terá novidades em sua bagagem. Alguns itens raramente encontrados no exterior serão levados do Brasil para a estadia na África do Sul.
"Levaremos feijão, carne para usar como tempero, farinha e também goiabada. São as mesmas coisas que geralmente levamos para torneios mais longos fora do Brasil", explicou Américo Faria, supervisor da seleção.
A delegação desembarcou em Bloemfontein no início da noite desta quinta-feira, no horário local (tarde no Brasil). O primeiro treino no país está previsto para sexta à tarde, no estádio Seisa Ramabodu.
É melhor adiar compra de imóvel para o 2º semestre
O consumidor interessado em comprar um imóvel financiado deve esperar por pelo menos mais dois meses, na opinião do vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Segundo ele, as taxas de juros, que já estão sendo reduzidas pelos bancos, devem cair ainda mais, com a percepção de melhora na economia e com as reduções da taxa básica de juros, a Selic.
Na última semana, o Banco do Brasil e a Caixa anunciaram redução de juros, com condições diferenciadas de acordo com a forma de pagamento das prestações, ou se o interessado é correntista, por exemplo. Bancos privados, como o Bradesco, também estão de olho no mercado. Em maio, a instituição anunciou a ampliação do prazo de financiamento da casa própria de 25 para 30 anos em todas as modalidades previstas no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e anunciou redução de taxas. Confira dicas do especialista sobre a compra de imóveis financiados.
Agência Brasil - As condições para a compra de imóveis estão melhorando?
Miguel José Ribeiro de Oliveira - Depois que a crise financeira internacional se agravou, principalmente no período de setembro de 2008 até fevereiro deste ano, os bancos subiram as taxas de juros, encurtaram o prazo de financiamento e passaram a ser mais seletivos. Estavam preocupados com a possibilidade de que a crise pudesse se agravar e levar à inadimplência de seus clientes.
Os bancos públicos, pressionados pelo governo, passaram a emprestar mais para compensar a queda na oferta de crédito dos bancos privados. Passado esse momento, os bancos perceberam que tinha boas oportunidades pela frente e que os públicos pegaram o espaço deles e voltaram a emprestar. Atualmente, há uma competição maior nesse segmento, o que possibilita aos consumidores melhores condições.
Os bancos vêm alongando prazos. Atualmente é possível encontrar prazo de até 30 anos. Tem os bancos anunciando redução das taxas de juros e em algumas situações financiando 100% do valor do imóvel. Entretanto, essas condições tenderão a ficar ainda melhores. Mas aquele consumidor que não pode esperar, é importante ficar atento para não comprometer demais a renda, preferencialmente escolher o sistema Sacre [Sistema de Amortização Crescente] que possibilita pagar a um custo menor.
Claro que tem uma desvantagem porque as parcelas inicialmente são maiores. Mas a dívida é amortizada de forma mais rápida. O consumidor deve prestar atenção também que quando vai comprar o imóvel, além dos juros, tem seguros e a Taxa Referencial (TR).
ABr - Quanto tempo mais aqueles que querem financiar um imóvel devem esperar?
Oliveira - As condições de crédito no segundo semestre vão estar melhores. Daqui a dois ou três meses, haverá uma quantidade maior de bancos oferecendo condições melhores, o que possibilita uma competição maior e beneficia os consumidores. Taxas menores, prazos maiores, menor burocracia no sentido de que deve haver uma liberação maior.
ABr - Os efeitos da crise no financiamento imobiliário estão passando?
Oliveira - Tenho a convicção de que o pior da crise já passou, o que se reflete na própria atitude dos bancos. Se os bancos acreditassem que a situação estaria complicada, não fariam o que estão fazendo agora. Agregado a isso, temos a Selic sendo reduzida, o que possibilita aos bancos continuar reduzindo as taxas de juros.
ABr - Qual é o feito da Selic nas taxas de juros de financiamento de imóveis?
Oliveira - A Selic é uma taxa de juros que referencia todas as demais. Quando a Selic sobe, todas as taxas de juros sobem. Por se tratar de financiamento de longo prazo e de alto valor, qualquer um ponto percentual de redução da Selic traz uma enorme efeito no custo do financiamento de imóveis.
ABr - Os bancos estão realmente baixando os juros ou só estão retomando ao patamar anterior à crise?
Oliveira - Aconteceram as duas coisas. Alguns bancos subiram as taxas de juros no momento de crise e agora, passado aquele momento, estão levando as taxas aos patamares que cobravam anteriormente. Mas também tivemos bancos que mantiveram a taxa e agora, acreditando que a economia vai ficar melhor, baixaram os juros. Tanto aquele banco retornou à taxa anterior como o que reduziu vai continuar reduzindo. A competição está se iniciando nesse segmento e vai levar a queda mais fortes nas taxas de juros.
ABr - Qual a diferença entre os sistemas de amortização Price (Sistema Francês de Amortização), Sacre e SAC (Sistema de Amortização Constante)?
Oliveira - Quando você faz um financiamento, paga sempre os juros sobre o saldo devedor. Entretanto, tem alguns tipos de sistema que definem como vai ser amortizada a dívida. Tem o sistema Price, que é o mais conhecido pelos brasileiros, em que você paga parcelas iguais durante o financiamento. Tem o sistema Sacre, que é crescente, adotado pela Caixa, em que as prestações iniciais são maiores e vão sendo reduzidas a cada 12 meses. O SAC, usado tanto pela caixa quanto por bancos privados, é muito parecido com o Sacre. Como com esses dois sistemas, você começa igualmente a amortizar mais no início do financiamento. Para se ter uma idéia, no caso de um financiamento de dez anos, o consumidor que optar pelo sistema Price vai pagar 10% a mais do que pagaria nos outros dois sistemas.
ABr - Para quem não tem disciplina para juntar dinheiro, o financiamento pode ser uma boa opção, já que a pessoa terá que reservar os recursos para pagar as prestações?
Oliveira - Em qualquer hipótese é melhor juntar dinheiro para comprar à vista ou para financiar uma parcela menor do valor do imóvel. Assim, o consumidor economiza com juros. Mas para aquele consumidor que não é muito regrado, a melhor indicação é o sistema de consórcio, porque vai ter a obrigatoriedade de pagar todo o mês.
ABr - E o financiamento é melhor opção do que pagar aluguel?
Oliveira - Hoje em dia, eu diria que sim. As condições de crédito melhoraram, o que possibilita pagar o mesmo valor de um aluguel. Atualmente, os juros de financiamento estão, em média, entre 0,90% e 1% ao mês. O aluguel corresponde em geral de 0,80% a 1% do preço do imóvel.
ABr - Quais são as dicas na hora de pesquisar nos bancos?
Oliveira - Estamos falando que as taxas de juros estão caindo. Mas isso não quer dizer que todas as taxas estejam iguais e que todos os bancos reduziram. Nem sempre que os bancos dizem que reduziram os juros, a redução foi para todas as categorias. Às vezes, caíram para financiamento de dez anos, por exemplo, ou em uma situação em que o consumidor ofereça uma boa entrada. A melhor alternativa é pesquisar muito. O consumidor deve procurar o seu banco e os demais para saber quais são a taxa de juros e os demais encargos. Ele só vai saber onde é mais barato, se fizer uma comparação de custos. (Agência Brasil)
16 novos casos de Aids confirmados em indústria pornô dos EUA
As autoridades sanitárias do condado de Los Angeles informaram hoje pelo menos 16 novos casos de Aids entre atores da indústria pornográfica do sul da Califórnia, de acordo com a imprensa local.
Estes novos casos, somados ao de uma atriz que foi diagnosticada esta semana com a doença e que renovou as dúvidas sobre os métodos de prevenção à doença no setor, elevam para 22 o número de atores infectados nos últimos cinco anos.
Um relatório das autoridades locais reacendeu a polêmica sobre a histórica oposição da indústria pornográfica contra uma maior regulação e o uso de preservativos nesse tipo de filme, pois apontava diretamente contra a Fundação de Saúde Médica para a Indústria de Adultos (AIM, na sigla em inglês), clínica que faz testes do vírus HIV.
A AIM informou, nesta semana, sobre o contágio de uma atriz pornô, o primeiro registrado na indústria desde 2004, mas não publicou o nome da paciente, nem o de seu empregador.
As produções pornográficas foram paralisadas em 2004, durante quatro semanas, por medo de um contágio em massa. "A AIM nunca cooperou conosco", disse o porta-voz da divisão de Segurança e Saúde Ocupacional do condado de Los Angeles, Dean Frye, ao jornal "Los Angeles Times".
A atriz foi confirmada como HIV positivo, no dia 4 de junho, segundo o diretor médico da AIM, o doutor Colin Hamblin. A intérprete trabalhou no dia seguinte, por razões que Hamblin disse ainda estar sob investigação, e que, no dia 6, um segundo teste na atriz voltou a dar positivo.
Segundo a AIM, a intérprete esteve com dois parceiros sexuais, desde que foi diagnosticada com a doença. Um é um ator pornô com o qual trabalhou no dia 5 e o outro é seu namorado. Os dois homens tiveram relações sexuais com outras seis pessoas, que foram notificadas da situação e que também foram testadas. Até agora, nenhum deles foi confirmado como HIV positivo.
Os dados do relatório preocupam as autoridades do condado de Los Angeles, já que a atividade pornográfica desenvolvida no sul da Califórnia é uma das principais do mundo, com 200 companhias que empregam cerca de cinco mil pessoas, incluindo 1.200 atores.
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira a quarta redução consecutiva na taxa básica de juros. O corte foi novamente de 1 ponto percentual, o mesmo realizada na reunião anterior, o que levou a taxa Selic de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano, abaixo das previsões do mercado. O placar foi de seis votos pela queda de 1 ponto e dois pela queda de 0,75.
Desde o final de 2003, no início do governo Lula, o BC não promovia uma sequência de cortes dessa magnitude. E pela primeira vez, desde a criação do Copom (1996), os juros no Brasil caem abaixo dos dois dígitos. Com isso, o juro real (taxa nominal menos a inflação) fica abaixo de 5%.
"Levando em conta que mudanças da taxa básica de juros têm efeito sobre a atividade econômica e sobre a dinâmica inflacionária que se acumulam ao longo do tempo, o Comitê concorda que qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa. O Copom acompanhará atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação até a sua próxima reunião, para então definir os próximos passos da estratégia de política monetária", informou o comitê em nota.
Além de manter a trajetória de queda, o Copom continuou o ritmo dos cortes. Em janeiro, a Selic foi de 13,75% para 12,75% (1 ponto). Em março, o BC acelerou a redução, e a taxa caiu para 11,25% (1,5 ponto). No final de abril, porém, o corte foi menor, para 10,25% ao ano (1 ponto) --o menor nível na série histórica, iniciada em 1996.
No mercado financeiro, a aposta era de um corte de 0,75 ponto percentual. Desde a última reunião, o BC vem indicando que iria dar continuidade ao processo de redução da taxa Selic, devido ao agravamento da crise econômica. Com leve sinais de melhora, porém, a expectativa era de que as reduções desacelerariam.
Agora, os diretores do BC só voltam a se reunir nos dias 21 e 22 de julho, quando deve haver um novo corte. De acordo com a pesquisa Focus, realizada pelo BC com o mercado financeiro, os economistas esperam queda para 9% - mesma previsão para o encerramento da Selic de 2009.
Ranking dos juros
Apesar do corte de hoje, o Brasil continua com uma das maiores taxas de juros do mundo. Em relação aos juros reais (descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses), o Brasil ocupa terceira posição em uma lista de 40 países: a atual taxa de 4,9% é menor apenas que a da China (6,9%) e da Hungria (5,9%), segundo cálculos da consultoria Uptrend.
Em termos nominais, o Brasil fica atrás da Venezuela (21,4%), Rússia (11,5%), Argentina (10,5%), Hungria (9,5%) e Turquia (9,3%).
Crise e inflação
A decisão de baixar a Selic vem na esteira da crise econômica mundial, que atingiu o Brasil no último trimestre de 2008. Isso porque uma taxa de juros menor incentiva o consumo, o que leva a uma reativação da economia.
O ritmo da redução, entretanto, é calculado considerando vários dados, como inflação e PIB (Produto Interno Bruto), já que quanto menores os juros, maior a demanda de consumo, o que pode pressionar os preços para cima e gerar inflação.
Segundo divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial usada pelo governo, desacelerou para 0,47% em maio, ante alta de 0,48% registrada em abril. No ano, a elevação é de 2,20%. A meta de inflação estabelecida pelo governo é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.
O corte dos juros menor que o feito hoje também era previsto pelo mercado por causa do resultado melhor que o esperado do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre. A economia brasileira teve retração de 1,8% no período, ante igual trimestre do ano passado, e de 0,8% na comparação com o quarto trimestre.
Apesar de tratar-se da segunda taxa negativa consecutiva do PIB - houve queda de 3,6% no quarto trimestre -, o que configura um quadro de recessão técnica (a primeira desde 2003), a queda foi bem menor que a esperada pelo mercado, que previa retração da ordem de 2%.
Juros bancários
O principal reflexo da queda da taxa básica para o consumidor é nos juros bancários. Diversos bancos (Nossa Caixa, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco, Banco do Brasil) têm anunciado corte no juros em empréstimos pessoas e financiamentos imobiliários desde que o BC começou a baixar a Selic.
A taxa média geral, incluindo pessoa física e jurídica em todas as modalidades pesquisadas pelo BC, caiu de 38,6% ao ano em abril para 38,3% ao ano em maio. É a menor taxa desde junho de 2008, quando estava em 38% ao ano.
Parte da queda nos juros bancários se deve também à redução do "spread", a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos para os clientes. O "spread" - que inclui os custos administrativos, o risco de inadimplência e o lucro dos bancos - encarece hoje os juros em 28,1 pontos percentuais.
O mais significativo é que esse aporte esteja sendo feito em meio à mais séria crise desde a Grande Depressão
O MINISTÉRIO da Fazenda anunciou ontem, por meio de nota oficial, que o Brasil pretende contribuir com até US$ 10 bilhões para o financiamento do FMI (ver www.fazenda.gov.br). Veja bem, leitor, US$ 10 bilhões! A minha vaidade nacional deu "arrancos triunfais de cachorro atropelado" (expressão de Nelson Rodrigues que eu já citei umas 500 vezes, no mínimo).
Confesso que, quando cheguei aqui, ao FMI, há pouco mais de dois anos, nunca poderia imaginar, nem nos meus sonhos mais delirantes, que o Brasil passaria a emprestar dinheiro ao Fundo. Brasileiro é um pobre e humilde ser, que tem recaídas recorrentes no "complexo de vira-lata" (Nelson Rodrigues, outra vez). Não tem e nunca teve os modos, hábitos e cacoetes típicos do credor. Durante quase toda a sua história, o Brasil foi um devedor -nato, hereditário e, não raro, inadimplente, às vezes escandalosamente inadimplente.
Parece que estamos começando uma nova fase. O significativo não é apenas que o Brasil empreste dinheiro ao Fundo, mas especialmente que isso esteja sendo feito em meio à mais séria crise econômica internacional desde a Grande Depressão da década de 1930. O que se poderia esperar nessas circunstâncias? Ora, que o Brasil recorresse ao Fundo. Até o ano passado, havia essa expectativa aqui mesmo no FMI. Esperava-se que o Brasil viesse a se candidatar à nova Linha de Crédito Flexível, uma modalidade de financiamento sem as condicionalidades tradicionais, que foi criada recentemente pela Diretoria do Fundo.
Nada disso. Em vez de o Brasil ir ao Fundo, o Fundo foi ao Brasil. O Brasil não apenas não precisou pedir dinheiro ao FMI como tem condições de emprestar um montante considerável de recursos à instituição. Evidentemente, isso não seria viável se o país não tivesse uma posição econômica razoavelmente sólida e, em especial, se não tivesse acumulado, no período que antecedeu a eclosão da crise mundial, mais de US$ 200 bilhões em reservas internacionais.
A ideia do Brasil, em princípio, é contribuir mediante a compra de bônus ou notas emitidos pelo FMI. A decisão final de efetuar o aporte de até US$ 10 bilhões ainda depende da definição pela Diretoria Executiva do Fundo das características desses bônus ou notas, assim como de outros mecanismos de financiamento. A nossa cadeira no FMI está participando dessa definição.
Estamos buscando dois objetivos. Primeiro, garantir que os mecanismos de financiamento (bônus e outros) tenham um caráter temporário, servindo de ponte para a próxima revisão geral de cotas, que deve ocorrer até janeiro de 2011, como ficou acertado pelo G20 na cúpula de Londres. A próxima revisão de cotas permitirá não só aumentar a base de recursos da instituição de forma permanente como também democratizar o FMI.
Segundo, os bônus e outros instrumentos de financiamento devem ser desenhados de forma a permitir que a contribuição constitua parte das reservas internacionais do país. Em outras palavras, os ativos emitidos pelo FMI devem ter liquidez, podendo ser imediatamente convertidos em moedas fortes, se necessário.
Acredita-se que essa discussão possa ser concluída em poucas semanas, permitindo a concretização do empréstimo brasileiro. Como disse o presidente Lula, na condição de credor, o Brasil terá mais autoridade e legitimidade para continuar pressionando pelas reformas que o FMI requer.
Com nova Selic, só aplicações em DI que cobram no varejo taxa de administração inferior a 1,25% têm rendimento maior que caderneta
Consumidor deve negociar com o gerente do banco adesão a fundos de investimento com taxas menores
Com a nova redução nos juros, os tradicionais fundos DI com taxas de administração de mais 1,25% já rendem menos do que a poupança, em qualquer dos cenários de tributação hoje em vigor, segundo simulação da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).
Nas simulações feitas a pedido da Folha, os fundos DI com taxa de administração de 1,25% tinham rendimento líquido de 6,8% no ano, considerando uma alíquota de IR de 15% para saques acima de dois anos. No caso de retiradas de menos de seis meses, que têm IR de 22,5%, esse retorno cai para 6,2% ao ano. No último dia 8, a poupança rendeu 6,95%.
O problema é que quase nenhum dos grandes bancos trabalham no varejo tradicional com taxas de administração de menos de 1,5% para fundos DI, segundo consultores de finanças pessoais. Taxas compatíveis são oferecidas para clientes de alta renda, para aplicações acima de R$ 50 mil.
"O varejo não tem essas taxas. Para o investidor com menos de R$ 50 mil, a poupança ficou imbatível. A única ressalva em favor dos fundos é que a poupança não tem liquidez diária. Se o poupador retira um dia antes do aniversário, perde o rendimento inteiro de um mês. Para o aplicador que não precisa de liquidez diária, a poupança é a melhor opção", disse a consultora de investimentos Marcia Dessen, da BankRisk.
Para Liao Yu Chieh, professor de finanças do Insper, o investidor que tem taxa acima de 1,25% não deve sacar o dinheiro do fundo e levá-lo para a poupança sem verificar o efeito da tributação. Ele lembra que o governo prometeu reduzir a tributação dos fundos e que a questão ficou ainda mais urgente com a redução dos juros para 9,25%.
"Não vejo uma grande migração dos fundos para a poupança. Vejo as novas aplicações irem para a poupança. Dependendo da faixa de tributação, pode não justificar. E o governo ainda pode diminuir a tributação dos fundos", disse. Para 2010, o governo pretende tributar aplicações de mais de R$ 50 mil na poupança.
Segundo Marcia Dessen, o investidor com taxa alta deve procurar o gerente do banco e negociar a adesão em fundos com custos menores, oferecidos para clientes de maior renda, ou levar o dinheiro para gestores independentes, que tenham taxas menores.
"Opção tem, mas dá trabalho. Tem de pesquisar e tomar decisão. O consumidor faz isso quando compra carro, roupa e celular. Por que não faz quando contrata um serviço financeiro? Não faz porque o custo está embutido, não é explícito e é pouco transparente. O gerente não fala, o cliente não pergunta. O consumidor precisa fazer mais perguntas e dizer: "Esse valor eu não pago". Enquanto os bancos puderem, não vão ceder nas taxas de administração", disse Marcia Dessen.
Com a concorrência da poupança, bancos como Bradesco diminuíram o valor inicial de aplicação para fundos com taxas de administração mais competitivas, que só eram oferecidos a grandes aplicadores.
Segundo Eduardo Paiva, professor da Fipecafi, os investidores terão de assumir mais risco e diversificar as aplicações para elevarem seus rendimentos. Paiva vê o governo pressionando os gestores de fundos para reduzir as taxas de administração. "As pessoas estão muito acostumadas a ganhar bastante dinheiro com o governo. Isso tende a acabar. Algum risco você terá de correr. Senão, fica na poupança. E os fundos terão de reduzir um pouco essas taxas [de administração]", disse.
Analistas do setor financeiro acreditam que o Banco Central ainda deixou uma porta aberta para mais um corte da taxa de juros neste ano, que deve ser entre 0,50 e 0,25 ponto percentual. Hoje, o colegiado de diretores do Banco Central surpreendeu boa parte do mercado financeiro ao promover uma redução taxa Selic de 10,25% ao ano 9,25%, quando a maioria absoluta apostava em um corte menos drástico, para 9,50%.
A decisão não foi unânime, e parte dos integrantes do Comitê defendeu um ajuste igual ao esperado pelo mercado.
José Goés, economista da corretora WinTrade, acha possível mais um corte de 0,50 ponto percentual na próxima reunião, quando o Comitê deve encerrar o ciclo de corte dos juros neste ano. "Eu estou trabalhando com um cenário em que a taxa de juros fica em 8,75% neste ano, com os dados que eu tenho neste momento. Tudo vai depender, porém, do que o Banco Central vai colocar na ata, e como devem vir os números da economia americana", ressalva.
"O Banco Central mostrou que há espaço para haver mais cortes dos juros e acredito que vai mostrar isso na ata que vai ser divulgada na semana que vem ", comenta Ronaldo Zanin, gestor da Advisor Asset Management, que preferiu não apostar no tamanho dos próximos ajustes: "vai depender dos dados correntes não somente da economia do Brasil, mas também da economia internacional", ressalva.
Para Zanin, contribuiu para a decisão do Copom "a inflação sob controle, a atividade econômica em recuperação mas em ritmo lento, e a apreciação do câmbio, que é favorável para a dinâmica dos preços".
A equipe de analistas da Advisor, como o restante do mercado, também estimava que o Comitê faria um ajuste mais "moderado", na casa dos 0,75 ponto percentual. O gestor ressaltou que havia espaço para um corte maior. "Essa taxa de juros [9,25%] realmente surpreendeu a maioria do mercado. A questão foi o PIB [o Produto Interno Bruto] que muita gente interpretou de maneira um pouco eufórica. Alguns setores vieram melhores, outros piores, mas o que os números mostraram foi uma atividade econômica ainda em nível baixo", avalia.
Ator famoso por 'Kung Fu' tinha uma corda 'atada ao redor de seus genitais e de seu pescoço'
O cadáver do ator norte-americano David Carradine, astro da série de televisão Kung Fu, foi encontrado dentro do guarda-roupa do quarto de seu hotel com cordas amarradas em seu pescoço e genitais. Primeiramente a polícia tailandesa suspeitou de suicídio, mas as pessoas próximas de Carradine duvidaram desta hipótese. Agora, acredita que ele tenha morrido por uma asfixia acidental.
David Carradine em foto recente e no papel que o celebrizou na série de TV 'Kung Fu'
O corpo do ator de 72 anos foi encontrado na quinta-feira, 4, em uma suíte de luxo do hotel Swissotel Nai Lert Park de Bangcoc. O tenente da polícia Worapong Chewprecha disse aos jornalistas que o corpo de Carradine tinha uma corda "atada ao redor de seu pênis e outra corda ao redor de seu pescoço". Ainda segundo Chewprecha, "as duas cordas estavam atadas uma à outra".
"Não está claro se ele se suicidou ou se morreu asfixiado por um problema cardíaco devido a um orgasmo". A polícia concluiu uma autópsia nesta sexta-feira, mas ainda não divulgou nenhum resultado oficial.
Nanthana Sirisap, diretor do Centro de Autópsias do Hospital Chulalongkorn, disse que a análise do cadáver foi feita devido às "circunstâncias inusitadas da morte de Carradine", mas não deu mais detalhes.
O tenente da polícia Teerapop Luanseng disse na quinta, que o corpo de Carradine estava "nu, dependurado no guarda-roupa" e que a polícia trabalhava com a hipótese de suicídio.
Uma das agentes de Carradine, Tiffany Smith da companhia Binder & Associates, descartou essa possibilidade.
"Tudo o que podemos dizer é que sabemos que David não se suicidaria", disse Tiffany. "Estamos esperando que terminam a investigação e averiguem o que ocorreu realmente. Ele apreciava muito tudo o que a vida tem a oferecer... E isso não é algo que David faria consigo mesmo".
Carradine chegou à Tailândia na semana passada e começou a gravar um filme chamado Stretch dois dias antes de morrer, disse Tiffany. Tinha vários projetos preparados para depois desse filme de ação dirigido por Charles De Meaux.
O ator estava de "bom humor" quando deixou os Estados Unidos e em 29 de maio, disse a agente.
O gerente geral do hotel, Aurelio Giraudo, disse que Carradine ingressou em 31 de maio e foi visto pela última vez em 3 de junho. Carradine conversava com os empregados e até tocou piano e flauta no lobby do hotel algumas noites, disse.
"Eu era seu fã. Tivemos uma conversa muito linda quando ele se registrou no hotel", disse Giraudo à Associated Press. "Era uma pessoa muito cheia de vida. Contei a ele que havia visto o filme Crank com minha família e ele sorriu para mim".
Giraudo disse que uma arrumadeira encontrou o corpo de Carradine após bater na porta sem ouvir resposta. A polícia chegou em seguida.
Carradine, praticante de artes marciais, ficou conhecido pela série de TV Kung Fu, transmitida entre 1972 e 1975. Interpretava a Kwai Chang Caine, um monge Shaolin que viajava pelo oeste dos EUA a fim de matar o sobrinho de um imperador que teria assassinado seu mestre de Kung Fu.
No total, trabalhou em mais de 100 longas com diretores como Martin Scorsese, Ingmar Bergman e Hal Ashby. Recentemente voltou às telas como Bill, na série Kill Bill, de Quentin Tarantino.
A presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Sílvia Zarif, assina ainda nesta semana convênio com o Banco do Brasil para financiamento de imóveis aos servidores do TJ, com juros de 8,9% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), o que representa taxas mensais de 0,7%, com prazo de 20 anos para pagamento.
O acordo estabelece que o pagamento do empréstimo será feito via desconto em folha e o financiamento poderá ser de até R$ 500 mil. A presidente Sílvia Zarif lembrou hoje em Vitória da Conquista, onde participou do Seminário do IV Centenário, cuja programação foi encerrada às 15 horas, que um programa com juros especiais para a compra da casa própria é uma antiga aspiração dos servidores do Judiciário.
Menor taxa
O convênio traz uma série de vantagens para os servidores. Além da isenção da tarifa de análise jurídica, o Banco do Brasil garante a menor taxa de juros praticada para o produto BB Crédito Imobiliário, em operações enquadradas no âmbito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e Carteira Hipotecária (CH).
De acordo com o convênio, cada processo de financiamento será tratado de forma individual, ou seja, o servidor que utilizar a linha de crédito será responsável diretamente pelo financiamento e responderá por todas as questões inerentes a ele.
Os processos serão encaminhados diretamente à agência de relacionamento de cada servidor, a qual será responsável pela condução operacional caso a caso. O Banco do Brasil se responsabiliza em disponibilizar, para download, no endereço www.bb.com.br, os formulários a serem preenchidos pelo interessado, bem como a lista dos documentos exigidos. O banco prestará ao servidor as informações necessárias à liquidação antecipada do financiamento, quando for o caso.
O superintendente do Ipraj, Pedro Vieira, informa que o convênio não envolve qualquer transferência de recursos financeiros entre o Tribunal e o Banco do Brasil e terá validade pelo prazo de 60 meses.
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira a consulta ao 1º lote da restituição do Imposto de Renda 2009, cujo pagamento será feito no próximo dia 15. Para quem tem dinheiro a receber, a dúvida que surge é o que fazer com o dinheiro extra.
Segundo o consultor financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro "Terapia Financeira" (editora Gente), o contribuinte precisa em primeiro lugar identificar o seu perfil entre endividado, equilibrado ou investidor.
No primeiro caso, a regra quase sempre é usar o dinheiro da restituição para quitar a dívida.
"Isso só não é válido se a pessoa paga juros inferiores a 2%, porque aí ela está pagando uma taxa considerada não-abusiva e ela pode usar este dinheiro para a compra de algum bem ou investi-lo, e não estará fazendo um mau negócio", diz.
Mas quando o caso é o uso do cheque especial, atraso no pagamento da fatura do cartão de crédito ou empréstimos com taxas superiores a 2%, como os praticados por financeiras, a orientação é tentar pelo menos reduzir o saldo devedor com o dinheiro do Leão.
Se o contribuinte estiver com sua vida financeira equilibrada, ou seja, não tem contas a pagar, mas também não tem dinheiro guardado, Domingos avalia que é hora de começar a pensar no futuro e poupar uma quantia para emergências ou realizar algum sonho.
"Aí é hora de aplicar. Se o objetivo for resgatar esse dinheiro em até um ano, o ideal é buscar a poupança, mas, se puder esperar até três anos, a pessoa já pode pensar em títulos do governo, CDB e fundos de investimento que neste período já terão um bom retorno a oferecer", diz.
Todos esses investimentos citados acima são considerados seguros e, portanto, o risco de perder dinheiro aplicando neles é praticamente zero.
Mas, para quem já é investidor, procura uma rentabilidade superior à da renda fixa e está disposto a correr alguns riscos, Domingos diz que é o caso de investir pelo menos 30% do dinheiro da restituição na Bolsa de Valores. "Em ações de primeira linha, cujas empresas costumam ter melhores fundamentos", afirma.
Além disso, o recomendado por analistas é que nunca se invista em apenas uma ação ou um único setor para evitar a desvalorização do dinheiro por causa de algum problema que possa acontecer com a empresa ou com o segmento a que ela pertence.
No caso de investimento em ações, o investidor deve pensar em reaver o dinheiro aplicado no mínimo após cinco anos e tem de estar ciente que qualquer movimento na economia pode fazer com que aquela quantia investida seja reduzida a nada. Ou seja, o dinheiro que será aplicado em ações tem que ser aquele que o investidor não precisa.
Fenômeno dos sites de vídeos pornôs se prolifera e clipes são vistos por iniciantes como "aulas'
O.k., a gente sabe, você conhece bem o YouPorn, o RedTube e os modernos sites de vídeos pornôs (se você é menina, no mínimo já ouviu falar deles, não?). O que a gente quer saber é: está sendo bom para você?
Com a facilidade de acesso aos clipes pornôs hoje em dia, eles estão virando uma espécie de "aula de educação sexual para iniciantes". Só que esses "professores" não são exatamente os melhores...
"Quando eu tinha 12 anos, via filmes de sexo de madrugada no [canal] Multishow, com o volume no mudo, para os meus pais não ouvirem. Agora, é bem mais fácil, é só entrar na internet. Vejo RedTube e YouPorn todos os dias. É grátis, tranquilo e rápido", diz André*, 17.
"Antes, a gente não tinha muito acesso a pornô. Agora, todos os dias eu vejo vídeos no RedTube, a maioria das vezes sozinho. Falam que esses sites são só para maiores de 18 anos, mas a segurança na internet é incrível", ironiza Fábio*, 15.
O surgimento dos "YouTubes pornográficos" -e gratuitos- tornaram o acesso a filmes "proibidos para menores" mais fácil do que nunca.
Não é mais preciso ir a uma locadora, comprar um DVD pirata ou assistir a um canal específico na TV paga. Não é necessário nem mesmo baixar um arquivo: basta entrar no site e clicar no vídeo a que se quer assistir, como no YouTube normal. É possível, ainda, fazer buscas pelo tipo de vídeo.
"Os jovens têm muita liberdade na internet e, com a rede, a pornografia está cada vez mais acessível. Seu impacto hoje é diferente do que o exercido nas gerações antigas", diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan. "O pornô hoje tem influência na educação sexual de quem o assiste, está substituindo a casa de prostituição."
Imitando astros pornôs
Vídeos pornôs influenciam principalmente quem está começando a transar, de acordo com os próprios iniciantes.
"Você vê pornôs e fica pensando: "Isso deve ser legal, essas posições, esses gestos, esses gemidos". Aí, quando tem a chance, você tenta imitar mesmo", diz Vagner*, 15, que perdeu a virgindade aos 14 anos e transou com duas garotas.
"Uma vez, vi uma coisa num filme pornô e quis fazer igual: transar numa posição de gangorra. Os meus amigos todos estavam falando sobre essa gangorra no colégio. Não falei para a menina que tinha visto num site pornô, e ela acabou topando. Foi legal", conta Fábio, que, recém-saído da infância, tinha a companhia do pai para ver filmes adultos na versão antiga, ou seja, pela TV.
Não contar para a menina que está tentando imitar uma artimanha pornô é o "segredo do sucesso", segundo Eric*, 16, que não tem namorada séria e é um usuário assíduo do site pornô brasileiro Sandrinha.
"Aprendo muito, já imitei posições diferentes. Mas eu nunca falo para a menina que aprendi vendo pornô. Eu finjo que já sabia."
A incorporação da pornografia na cama faz parte da percepção dos jovens de que se aprende mais com a prática do que com a teoria.
"Quando você não sabe direito o que fazer, assiste a um pornô. Mas não se aprende só vendo, tem que fazer o que se viu", diz Maurício*, 15, que passou "muito tempo da vida" assistindo a vídeos censurados.
"Só que, quando você vai imitar uma coisa que viu num filme pornô, geralmente fica uma droga, porque a plasticidade do filme pornô é uma coisa "linda': não tem cheiro, não tem gosto e ninguém têm pelos. Desse jeito, fica fácil...", diz Maurício.
Subway apresenta nova campanha de mídia, reformula cardápio e reforça o conceito de fast food saudável.
A Subway lança a segunda campanha nacional de mídia deste ano, que vai ao ar em 6 de junho, acompanhada de ação promocional. Com o slogan “6 milhões de combinações”, a Subway aposta na customização como mensagem central da ação, além de reforçar junto ao consumidor sua posição de única rede que possui fast food saudável e saboroso ao mesmo tempo.
É o que explica o agente de marketing da Subway Brasil, Leandro Flório. “Pelo fato de que num restaurante Subway brasileiro é possível, que o cliente escolha dentre 6 milhões de combinações possíveis de sanduíches, pois existem: cinco tipos de pães, dezessete de recheios, oito de molhos e oito de temperos e três de queijo, além de poder adicionar recheio em dobro ou ingredientes adicionais”.
Além de materiais nos pontos de venda de todo o território nacional, a TV a cabo será o principal veículo de apoio da ação, que conta com a veiculação de um filme de 15 segundos, que ficará no ar por quatro semanas seguidas em canais fechados como Discovery Channel, TNT, Multishow, GNT, Warner, entre outros. Em algumas praças de atuação da rede, rádio, revistas e outdoors, também farão parte da divulgação.
Giulliano Ivankiw, gerente de operações da Subway no Brasil, a rede espera um incremento de 10 a 15% nas vendas, com a ação, “As nossas Campanhas tem surtido excelente efeito, e gerado resultados positivos. Gerar experimentação e fidelizar os clientes, são elementos fundamentais para gerar volume de vendas, sem termos que aumentar o tique médio”.
Etanol reduzirá mercado de gasolina a 17% até 2020
O mercado de gasolina para veículos leves no Brasil encolherá para 17 por cento até 2020, ante pouco menos de 50 por cento do total registrado atualmente, com o avanço do etanol decorrente do crescimento esperado da frota de carros "flex fuel" no país, previu nesta terça-feira o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
Ao mesmo tempo, o etanol utilizado nos veículos flexíveis (hidratado) atingirá 75 por cento do mercado total de combustíveis até 2020, enquanto o diesel responderá por 7 por cento das vendas e o álcool anidro, por apenas 1 por cento, de acordo com dados apresentados durante palestra no Ethanol Summit.
"O etanol no Brasil cresce por decisão do consumidor, a existência do carro flex fuel mudou o panorama... Os postos de gasolina deveriam ser chamados de postos de etanol", declarou Gabrielli.
Segundo o presidente da Petrobras, o crescimento da frota "flex fuel" --atualmente, cerca de 90 por cento dos carros novos são flexíveis-- só é e será possível porque o Brasil é um país "único" em termos de disponibilidade do biocombustível.
Em função dessa característica do mercado brasileiro de combustíveis, e também da ampla infraestrutura que o Brasil tem para distribuir o etanol, Gabrielli afirmou que "dificilmente teremos no mercado global o que teremos no Brasil".
Mesmo assim, ele avalia que o uso de etanol no mercado mundial crescerá de 5 a 15 por cento nos próximos dez anos.
"Estamos prevendo um aumento de dez vezes no fluxo de comércio mundial (de etanol). Isso vai modificar a posição do Brasil e dos países do Sudeste Asiático (como fornecedores)", acrescentou.
MENOS GASOLINA
Já o encolhimento esperado para o mercado de gasolina no país, segundo Gabrielli, levará a companhia a optar por não produzir o produto nas cinco novas refinarias que construirá na próxima década.
"Vamos construir cinco novas refinarias até 2017... as cinco novas refinarias serão otimizadas não para produzir gasolina, mas outros produtos. Mas vamos continuar produzindo gasolina nas outras refinarias", disse a jornalistas após a palestra.
Questionado se uma menor parcela de mercado para a gasolina interferiria nos planos da Petrobras para o pré-sal, ele afirmou que, com os novos campos abaixo da camada de sal, a estatal prevê aumentar a produção em 1,8 milhão de barris/dia. Mas ponderou que esse aumento no volume seria pequeno relativamente ao crescimento da demanda internacional por petróleo, indicando que o excedente será exportado.
"Além do aumento da produção de petróleo e gás, as novas refinarias aumentarão a capacidade de refino do Brasil dos atuais 1,9 milhão para 3,2 milhões de barris/dia. Isso significa que vamos processar uma quantidade maior do nosso petróleo, só que não serão refinarias que vão produzir tanta gasolina, vão produzir óleo diesel, querosene para aviação, GLP e outros produtos."
A Petrobras prevê aumentar sua produção total, até 2020, dos atuais 2,4 milhões de barris para 5,7 milhões de barris diários, em média, com a maior parte do aumento vindo do pré-sal.
Em um nível, o discurso do presidente Barack Obama teve sucesso em tocar os muçulmanos de todo o Oriente Médio, obtendo muitos elogios por sua abordagem respeitosa, suas citações do Alcorão e suas referências francas a conflitos políticos altamente carregados.
Mas os comentários calibrados do presidente também pediam aos ouvintes, em uma região repleta de ódio, que dessem dois passos que há muito são anátemas: esquecer o passado e entender o ponto de vista oposto. Para um presidente que proclamava a meta de pedir às pessoas que escutassem verdades desconfortáveis, estava claro que partes de seu discurso repercutiram profundamente junto ao seu público pretendido e outras caíram em ouvidos moucos, em Israel assim como no mundo muçulmano.
Repetidas vezes, os ouvintes muçulmanos se disseram impressionados em quão habilmente Obama se apropriou de referências religiosas, culturais e históricas de forma que outros presidentes americanos não conseguiram. Ele acrescentou no discurso quatro citações do Alcorão e empregou as saudações em árabe. Ele citou as antigas queixas históricas como a mancha do colonialismo, o apoio americano ao golpe no Irã em 1953 e o deslocamento do povo palestino. Seu discurso também foi aprovado pelo que não fez: o uso da palavra terrorismo, amplamente visto aqui como sinônimo de ataque ao Islã.
"Ele realmente falou mais como um líder esclarecido da região do que como um estrangeiro", disse Mustafa Hamarneh, o ex-diretor do Centro para Estudos Estratégicos da Universidade da Jordânia. "Foi muito diferente da abordagem neocolonial e condescendente do governo anterior."
Na prática, Obama estruturou seu discurso quase como uma oração de sexta-feira, misturando uma mensagem política, social e religiosa. Em estilo e substância, disseram alguns analistas regionais, o discurso buscou minar a mensagem de terroristas radicais como Osama Bin Laden.
"A Al Qaeda se beneficiava da retórica anterior de choque de civilizações para mobilização e recrutamento de indivíduos como parte do combate à cruzada", disse Mohammad Abu Rumman, o editor de pesquisa do jornal "Al Ghad" em Amã, Jordânia. "O discurso é positivo e nos permite mudar o tema de luta religiosa/entre civilizações para um político-realista."
Talvez inevitavelmente, ao buscar apresentar um balanço dos muitos conflitos que dividem a região, Obama enfureceu alguns em ambos os lados. Muitos árabes e israelenses rejeitaram furiosamente o que consideraram uma tentativa de apresentar seu sofrimento como moralmente equivalente. Eles esmiuçaram o conteúdo do discurso quase como um texto bíblico.
"Como Obama ousa comparar o sofrimento dos refugiados árabes aos 6 milhões de judeus assassinados no Holocausto?" perguntou Aryed Eldad, um parlamentar do Partido União Nacional de direita, em Israel.
Ahmed Youssef, o vice-ministro das Relações Exteriores do governo do Hamas, em Gaza, disse: "Ele aponta para o direito de Israel existir, mas e quanto aos refugiados e seu direito de retornar?"
E na Jordânia, Rohile Gharaibeh, vice-secretário-geral da Frente de Ação Islâmica, o partido político da Irmandade Muçulmana, rejeitou qualquer referência ao Holocausto. "O Holocausto não foi obra dos muçulmanos; foi dos europeus, e não deve ser pago pelo povo palestino, ou pelos árabes e muçulmanos", ele disse.
O discurso do presidente incluiu uma lista de assuntos que azedaram as relações com os muçulmanos. À medida que cada assunto era abordado, da tolerância religiosa e direitos das mulheres às armas nucleares e guerras no Iraque e Afeganistão, ele foi saudado com aplausos calorosos ou olhares gélidos, dependendo de quem estava ouvindo.
No Iraque, após seis anos de ocupação, oportunidades perdidas e promessas não cumpridas, havia uma alta dose de ceticismo.
Nos cafés e restaurantes por todo o país, os televisores estavam sintonizados em esportes, filmes ou videoclipes musicais. Quando um homem em um restaurante em Mosul tentou mudar o canal para o discurso, os clientes gritaram para ele: "Que discurso estúpido!"
No restaurante Al-Shorooq, na cidade sagrada xiita de Karbala, uma pequena multidão vaiou Obama enquanto ele falava de Israel. "A coisa mais importante é realizar as coisas, não apenas falar sobre elas", disse Alaa Sahib Abdullah, um advogado de 30 anos.
No Irã, alguns elogiaram a referência explícita ao golpe de 1953, que derrubou um popular primeiro-ministro iraniano.
"O golpe se tornou um símbolo do nacionalismo para os iranianos, e o fato de Obama ter reconhecido a intervenção dos Estados Unidos envia uma mensagem positiva para todos os grupos", disse Alireza Rajaee, um analista político de Teerã. "Agora, aqueles que defendem melhores laços com os Estados Unidos não temerão citá-lo publicamente, porque podem dizer que os Estados Unidos reconheceram seu erro histórico."
Apesar de muitos ouvintes concordarem de modo geral com os comentários de Obama sobre violência e extremismo, alguns disseram que não gostaram da forma como ele caracterizou as guerras no Afeganistão e no Iraque, que eles descreveram como catástrofes sangrentas.
"O que surpreende é que ele condena a violência, mas não diz uma palavra sobre o que os Estados Unidos fizeram no Iraque", disse Khalid Saghieh, o editor executivo do "Al Akhbar", um jornal libanês com inclinação pró-Hizbollah. "Se há o desejo de pedir um recomeço, é preciso no mínimo pedir desculpas pelas dezenas de milhares de vítimas no Iraque."
Os oponentes políticos dos governos autocráticos da região também expressaram decepção. "A menção de democracia e direitos humanos no discurso foi bem menor do que queríamos", disse Ayman Nour, o mais proeminente dissidente político do Egito, que foi preso após desafiar o presidente Hosni Mubarak na última eleição.
Na questão do conflito entre palestinos e israelenses, o presidente fez pouco para impressionar sua audiência muçulmana - assim como acalmar as ansiedades de alguns israelenses. Ele enfureceu os árabes ao igualar os disparos de foguetes contra Israel com violência, uma prática que muitos aqui dizem ser uma resistência legítima contra a ocupação.
Do ponto de vista árabe, ele não ofereceu nenhuma proposta nova ou sugeriu algum cronograma para o avanço na direção de um Estado palestino. Do ponto de vista israelense, ele criticou a expansão dos assentamentos e endossou à força a criação de um Estado palestino independente, que o atual governo israelense se recusa a endossar.
"Como um perito legal, ele deveria saber que as pessoas estão sob ocupação e não podem reconhecer o Estado enquanto estão sob ocupação, apenas depois", disse Youssef, do Hamas. "Por que pressionar os árabes e muçulmanos a reconhecerem Israel, apesar dele não reconhecer nossa existência."
Mas israelenses e palestinos também conseguiram recuar de suas próprias preocupações e disseram entender a importância mais ampla do discurso. Até mesmo Youssef saudou o discurso como sendo histórico.
O governo israelense disse em uma declaração que espera que o discurso "de fato leve a um novo período de reconciliação entre o mundo árabe e muçulmano e Israel".
Políticos e analistas de ambos os lados acentuaram as declarações que interpretaram como apoiando suas próprias causas.
Os israelenses ficaram satisfeitos por Obama ter mencionado o laço entre os Estados Unidos e Israel como sendo "inquebrável" e por ter definido Israel como "terra dos judeus"; eles também apreciaram sua rejeição inequívoca à resistência palestina por meio da violência e sua condenação à negação do Holocausto.
Na questão de Jerusalém, uma das mais sensíveis e intratáveis no conflito entre israelenses e palestinos, Obama evitou o confronto político, preferindo o tema da harmonia religiosa. Ele não pediu para a cidade, atualmente sob pleno controle israelense, ser dividida em duas capitais, israelense e palestina.
"Quanto muito, houve uma insinuação de unidade da cidade", disse Yehuda Ben Meir, do Instituto para Estudos de Segurança Nacional, em Tel Aviv. "O discurso deve certamente ser aceitável para os israelenses."
Apesar do anseio palpável para que o presidente mudasse as políticas e não apenas o tom, alguns pareceram entender que ele estava tentando promover o prosseguimento do debate com equilíbrio e de modo indireto.
"Se eu estivesse no lugar dele, o que eu faria?" disse Mansoor al Jamri, editor do jornal "Al Waast", em Bahrein. "Meus principais amigos são ditadores e meu melhor aliado estratégico é visto como um inimigo estratégico do mundo muçulmano. Se ele cumprir o que disse, e é um compromisso, muitas pessoas no final ficarão felizes."
Reportagem de Isabel Kershner, em Jerusalém; Robert W. Worth, em Beirute, Líbano; e Michael Slackman e Mona el-Naggar, no Cairo. Taghreed El-Khodary, em Gaza; Hwaida Saad, em Beirute; Muhammad al-Milfy, em Riad; Omar al-Mani, em Damasco, Síria; e Sharon Otterman, em Nova York, contribuíram com reportagem adicional.
Assista o discurso (traduzido) na íntegra clicando AQUI.