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Em causa própria
 


IRÃ EM FOCO

Candidato opositor faz crítica inédita ao líder supremo do Irã

Quem é o líder supremo?

  • AP

    Ali Hosseini Khamenei

    O líder supremo não é só o chefe de Estado, acima do presidente eleito, como deve ratificar qualquer decisão política, incluindo a posse do chefe de governo. Além de ter a última palavra em assuntos de segurança nacional e política externa, é o comandante-em-chefe das Forças Armadas do Irã, incluindo a Guarda Revolucionária, um exército ideológico que depende diretamente de seu gabinete e que também controla a milícia de voluntários conhecidos como "basijis"

O candidato presidencial derrotado e líder dos protestos no Irã, Mir Hossein Moussavi, fez neste sábado em seu site uma crítica sem precedentes contra o guia supremo do país, Ali Khamenei, que na véspera validou a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad nas eleições de 12 de junho.
As declarações de Moussavi coincidiram com o oitavo dia de protestos pelos resultados eleitorais, em que a polícia reprimiu milhares de manifestantes que desafiaram a proibição de se reunir com cacetetes, jatos de água e gás lacrimogêneo.

Também em Teerã, no mausoléu do aiatolá Ruhollah Khomeini, pai da revolução islâmica de 1979, que derrubou o regime do último xá, Mohamad Reza Pahlavi, um homem-bomba detonou seus explosivos e feriu pelo menos um peregrino, segundo a polícia. A imprensa cita até três feridos.

O mausoléu é um grande complexo de vários edifícios. A agência Mehr informou que o ataque aconteceu na entrada do mausoléu, onde os devotos deixam os calçados antes de entrar no templo. A explosão danificou parte do local.

Em uma mensagem publicada no site de sua campanha, Moussavi, um conservador moderado, acusa o líder religioso, sem citar o nome do aiatolá Ali Khamenei, de ameaçar o caráter republicano da República Islâmica e de ter como objetivo a imposição de um novo sistema político.

"Todas as contagens (de irregularidades), às quais se acrescentam as demais mencionadas em minhas cartas anteriores, são suficientes para anular a eleição", afirma Moussavi em uma mensagem enviada ao Conselho dos Guardiães.

Nenhum político iraniano jamais ousou fazer uma crítica de tal importância ao aiatolá Khamenei desde que ele assumiu a função de guia supremo em 1989.
 
O guia supremo, a principal autoridade do Estado, declarou na oração de sexta-feira que a vantagem de Ahmadinejad sobre os adversários na eleição de 12 de junho não pode ser explicada por uma fraude.

Mas o Conselho dos Guardiães informou neste sábado estar disposto a realizar uma recontagem de 10% dos votos, escolhidos de modo aleatório, antes de anunciar a decisão.

Já o presidente Ahmadinejad agradeceu ao guia supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, pela "boa decisão", segundo as agências iranianas, depois que este último validou sua reeleição.

"Guia, como uma pequena criança e servidor escolhido pela grande nação iraniana considero necessário agradecê-lo cordialmente pela boa decisão na oração de sexta-feira", afirma o presidente em uma mensagem dirigida ao aiatolá.

As manifestações, sem precedentes desde a revolução islâmica de 1979 que derrubou o regime do xá Reza Pahlevi, prosseguiram neste sábado, apesar das advertências das autoridades de que as mesmas seriam reprimidas.

Na tarde deste sábado, a polícia antidistúrbios iraniana tentou impedir que os manifestantes da oposição chegassem à praça Enqelab de Teerã, agredindo alguns deles, informou à AFP uma testemunha.

"A polícia antidistúrbios proíbe as pessoas de se aproximar da praça Enqelab, na qual está prevista uma manifestação, e bloqueia a passagem das pessoas nas ruas, empurrando as pessas na calçada e com agressões", declarou a testemunha.

Outra testemunha afirmou que entre 1.000 e 2.000 manifestantes estavam diante da Universidade de Teerã, perto da praça Enqelab. Segundo ela, a polícia utiliza jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os presentes.

Uma terceira testemunha afirmou que milhares de manifestantes se reuniram na praça Azadi, a quatro quuilômetros da praça Enqelab.

Os manifestantes se reuniram em silêncio, mas esporadicamente eram ouvidos gritps como "morte ao ditador", em referência a Ahmadinejad.

Pelo menos uma pessoa foi ferida a tiro, no ombro, durante as manifestações em Teerã.

A imprensa estrangeira não está autorizada a cobrir os acontecimentos que não são autorizados pelo ministério iraniano da Cultura e Orientação Islâmica.
 
A validade da vitória de Ahmadinejad na eleição de 12 de junho é questionada pelos demais candidatos, incluindo seu principal adversário Mir Hossein Moussavi.

Alguns líderes da oposição chegaram a afirmar que as manifestações em Teerã haviam sido suspensas, em consequência da proibição oficial, mas o conservador moderado Moussavi não se pronunciou a este respeito.

O chefe de polícia Ahmadi Moghadam advertiu em uma carta enviada a Moussavi que qualquer manifestação seria reprimida.

Há uma semana, Teerã e outras cidades do Irã vivem os maiores protestos em 30 anos de República Islâmica, protagonizadas pelos seguidores dos principais rivais de Ahmadinejad, Moussavi e Mehdi Karubi, que pedem a anulação da eleição por fraude.

Moussavi e Karubi não compareceram neste sábado a uma reunião com o Conselho dos Guardiães, órgão responsável por validar as eleições e analisar as denúncias de irregularidades.

Por fim, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou pedir neste sábado ao governo do Irã que detenha todas as ações violentas e injustas contra seu próprio povo, informou a Casa Branca.

"Pedimos ao governo do Irã que acabe com todas as ações violentas e injustas contra seu povo", afirmou Obama por meio de um comunicado, no qual eleva o tom da reação de Washington ante os enfrentamentos registrados em Teerã.

"O governo do Irã deve entender que o mundo está olhando. Lamentando cada uma das vidas inocentes perdidas", concluiu.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h29
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Temor de ataque americano explica política externa de Teerã

A política externa do Irã é muitas vezes descrita em termos alarmistas. As ambições nucleares de Teerã e o fanatismo de dirigentes, vítimas da mania de perseguição, bastariam para explicar uma sucessão de agressões incoerentes contra os interesses americanos. A única saída seria derrubar seus dirigentes, impermeáveis à razão e à lógica da dissuasão.

Na realidade, a política externa de Teerã faz parte de uma certa lógica estratégica, formulada não por mulás iluminados, mas por aiatolás calculistas. Ela visa garantir a sobrevida da República Islâmica contra o que ela percebe como uma ameaça vital exercida pelos Estados Unidos. Para se opor a ela, o Irã elaborou uma estratégia regional que se apoia ao mesmo tempo sobre a dissuasão e sobre as rivalidades no Oriente Médio.

Para desencorajar qualquer intervenção militar dos EUA e de seus aliados, o Irã melhora suas capacidades defensivas ao se dar os meios de conduzir uma guerra assimétrica e de desgaste, seja sobre seu território ou fora dele; ele moderniza seus armamentos; ele fabrica seus próprios mísseis e antimísseis; por fim, busca um programa nuclear cuja utilidade ele ainda não mede muito bem. Para neutralizar os esforços americanos que visam contê-lo, o governo iraniano se empenha em minar os interesses americanos e em garantir sua influência sobre a vasta região que se estende do Leste à Ásia Central.

Ao mesmo tempo em que procura evitar uma confrontação militar com os Estados Unidos, o Irã causa intriga para impedi-los de reunirem uma coalizão hostil, e faz um uso estratégico de seus recursos de petróleo e gás. Com descontos, ele procura usar a União Europeia, mas sobretudo a Rússia e a China. Ele também soube estender sua influência ao Líbano, à Síria, ao Iraque, ao Afeganistão e junto aos palestinos, reforçando assim sua capacidade de resposta em caso de ataque. Além disso, ao levar seu apoio para o Hezbollah e ao Hamas, Teerã pressiona Israel.

É no Afeganistão e no Iraque, onde seus interesses são ao mesmo tempo convergentes e divergentes, que a complexidade das relações entre os Estados Unidos e o Irã é mais evidente. Tanto Teerã quanto Washington querem preservar a estabilidade do Afeganistão, evitar a volta dos talebãs e erradicar a Al-Qaeda (para quem o xiismo é uma heresia). Eles também defendem o controle, ou até a eliminação, do tráfico de drogas, pedra angular para os terroristas e chefes militares nesta região.
 
Por fim, ambos pretendem reconstruir o Afeganistão. O forte envolvimento do Irã na reconstrução afegã lhe permitiu estabelecer uma esfera de influência econômica na província de Herat, garantindo sua estabilidade e impedindo a Al-Qaeda e os talebãs de infiltrá-la. O Irã procura então passar à frente dos Estados Unidos para evitar que Cabul sirva de cabeça de ponte para um ataque americano.

No Iraque, a estratégia iraniana consiste, a princípio, em colocar no poder um governo amigo, de preferência xiita, poderoso o suficiente para estabelecer ordem, mas não o suficiente para ameaçar seriamente a segurança do Irã. Como Washington, Teerã se opõe à balcanização do Iraque, especialmente por medo de que tal fragmentação suscite movimentos secessionistas entre as diversas comunidades étnicas no Irã. E, como Washington, Teerã deseja eliminar a Al-Qaeda no Iraque.

Se o Irã está disposto a se envolver na reconstrução do Iraque, é primeiramente para estender até ali sua esfera de influência econômica, especialmente no sul, onde se encontra uma grande população de origem persa. Ao mesmo tempo, Teerã tem todo interesse em que os Estados Unidos permaneçam atolados no Iraque, sem poder obter ali uma vitória decisiva que lhes permitiria utilizar o território iraquiano para atacar ou desestabilizar o Irã.

Enquanto Washington recusar considerar a lógica da política externa de Teerã, ele não poderá lhe opor uma estratégia válida a longo prazo. Invadir o país não é uma opção possível. Quanto aos golpes ditos cirúrgicos contra as instalações nucleares iranianas, eles só serviriam para desencadear um contra-ataque.

O desafio que o governo americano deve enfrentar é incitar o Irã a rever sua estratégia em relação aos Estados Unidos. Washington não tem interesse em se concentrar sobre um único aspecto do problema, como as ambições nucleares do Irã. A melhor abordagem passa por uma estratégia de compromisso pleno, visando promover progressivamente o câmbio econômico, educativo e cultural entre os dois países. Isso implica trabalhar sobre a base dos objetivos compartilhados pelos dois governos e aplicar mecanismos institucionais concretos encarregados de administrar suas divergências irredutíveis.
 
Washington deve entender que o "problema iraniano" não se resolverá do dia para a noite, com um golpe de varinha de condão. Uma normalização das relações entre o Irã e os Estados Unidos só pode ser um processo longo e difícil.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h26
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Noel Gallagher critica fãs que pediram reembolso
 
O guitarrista da banda britânica de pop Oasis, Noel Gallagher, chamou de "descarados" os 20 mil fãs que pediram de volta o dinheiro do ingresso de um show do grupo que foi interrompido vários vezes por problemas técnicos.

Em um blog, Noel se referiu hoje à primeira apresentação do Oasis em quatro anos em Manchester, norte da Inglaterra e a cidade natal do grupo. A apresentação aconteceu no início de mês no Heaton Park.

O grupo foi obrigado a abandonar o palco duas vezes por problemas elétricos, para a decepção do público de 70 mil pessoas que pagaram 45 libras (51,75 euros) para ver os ídolos.

No fim do show, Noel - fundador da banda junto a seu irmão, Liam - se dirigiu à multidão: "Muito obrigado, este foi um concerto de graça (...). Quem tiver guardado a entrada receberá o dinheiro de volta".

No entanto, o guitarrista revelou em seu blog, aparentemente muito surpreso, que até 20 mil fãs pediram o reembolso.

"Parece que 20 mil de vocês pediram reembolso por aquela noite em Heaton Park. 20 mil. Vocês ficaram realmente tão decepcionados assim?", questionou.

"Não lembro de ter visto um buraco de 20 mil pessoas entre a multidão", acrescentou Noel no blog.

Se todos os presentes pedissem a devolução da entrada e a banda cumprir sua promessa, os organizadores teriam que desembolsar mais de três milhões de libras (3,7 milhões de euros).


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h19
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Uma sensação de "déjà-vu" (1979-2009)

Em Teerã, a grande manifestação que reuniu mais de um milhão de pessoas, protestando contra o anúncio pela República Islâmica da vitória de Mahmoud Ahmadinejad, lembrou o autor deste artigo das inúmeras manifestações das quais ele participou após a fuga do xá em 1979.

Réza Barahéni é escritor, autor de "Les mistères de mon pays", ["Os mistérios de meu país"], volume I. (Fayard, 2009).

Enquanto em Toronto eu assistia a reportagens sobre os acontecimentos recentes na televisão, e via os corpos e os rostos cobertos de sangue dos jovens, vítimas dos ataques da polícia, eu revivia os primeiros instantes e as primeiras semanas da revolução que culminaria na instauração do regime islâmico.

Eu havia chegado a Teerã quatro dias após a partida definitiva do xá. O avião que havia me levado de Nova York a Roma, e depois a Teerã via Atenas, tinha a bordo cerca de quarenta dissidentes em exílio, que em conjunto totalizavam 175 anos longe do Irã. Agora, voltávamos ao país para ficar, e nos juntar àqueles que marchavam nas ruas. Eu só havia passado seis anos em exílio, enquanto outros estavam fora desde 1953, após o golpe de Estado orquestrado pela CIA.

Com meu passaporte iraniano na mão, eu estava logo atrás de alguém que acabara de dar o seu ao agente da alfândega, quando reparei em meu nome na lista que o funcionário examinava. Ele era seguido da seguinte observação: "Réza Barahéni, saída e entrada proibidas!". De repente, me perguntei o que estava fazendo lá, e quando chegou minha vez, decidi pelo tudo ou nada: passei minha mão pela abertura do guichê, coloquei meu passaporte na mesa do agente, e corri na direção de um grupo de pessoas que esperavam mais adiante.
 
Foi então que alguém chamou pelo meu nome: "Sr. Barahéni, seu passaporte!". Voltei, peguei o passaporte e me afastei o mais rápido possível para me juntar àquelas pessoas com buquês de flores. Foi então que reconheci meus dois irmãos, os rostos familiares de amigos escritores e jornalistas, e ali quase me dissolvi de vez na multidão!

Os olhos vendados

Não acho que a história jamais tenha tido a ocasião de se repetir. Um escritor acredita firmemente que todo acontecimento é único, e sua repetição é impossível. Senão, por que ele se daria ao trabalho de relatar os acontecimentos que testemunha? No entanto, ninguém havia previsto que o embate entre o governo e o povo iraniano daria tal sensação de déjà-vu.

Mais uma vez, a geração de filhos se confrontava com a dos pais. É praticamente impossível prever o futuro, mas uma coisa é certa: assim como a juventude do país havia arrancado o poder das garras do xá para entregá-lo à autoridade religiosa, sua principal rival, não vai demorar para que o poder usurpado pela República Islâmica seja entregue a seus opositores.

Acontece de eventos parecerem totalmente idênticos, a tal ponto que quase sejam confundidos, ao mesmo tempo em que permanecem radicalmente diferentes. O ódio do xá era motivado. Senão ele jamais teria decidido fugir do Irã para buscar refúgio em outro lugar. Mas ele estava longe de imaginar que os Estados Unidos, que o haviam entronado em 1953, lhe recusariam até o direito de ser enterrado em solo americano.
 
A história é cruel. E agora, enquanto a juventude de hoje confronta a República Islâmica e é tão parecida com a juventude de 1979 que confrontava o xá, será que vamos assistir a uma repetição do passado? Não! Como aceitar tal visão? As soluções para problemas similares nem sempre são idênticas.

Mas a crueldade dos dois regimes é idêntica. Da mesma forma que sua incapacidade de assimilar a modernidade contida na democracia. Assim como seu medo de um futuro diferente para eles e para o país que eles dirigem, e seu apego ao passado. No entanto, a história reserva surpresas chocantes. Antes que a República Islâmica caia da mesma forma que o regime do xá, ela deve cumprir seu tempo. Muitas vezes a história progride de olhos vendados.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 21h02
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Homem fingia ser a mãe morta para ganhar pensão

Um homem foi preso nos Estados Unidos por se fazer passar pela mãe, morta em 2003, para receber cerca de US$ 115 mil (cerca de R$ 228 mil reais) em pensão e outros benefícios.

Segundo promotores de Nova York, o acusado, Thomas Prusik-Parkin, de 49 anos, fingia ser a própria mãe, Irene Prusik, desde que ela morreu, aos 73 anos.

BBC 
Thomas Prusik-Parkin (esq.) usava peruca, maquiagem e vestido em seus golpes

As autoridades afirmam que Parkin forneceu ao agente funerário um número de previdência social e data de nascimento falsos, para que a morte da mãe não aparecesse nos registros oficiais.

Parkin costumava usar uma peruca, vestido e maquiagem para enganar as autoridades. Ele também usava uma bengala e uma falsa carteira de identidade, e era acompanhado por outro homem, Mhilton Rimolo, que fingia ser sobrinho de Prusik.

De acordo com a polícia, nesse período Parkin recebeu benefícios, esteve em agências bancárias e até apareceu em um tribunal fingindo ser a própria mãe.

"Último suspiro"

Conforme as autoridades, Parkin recebia US$ 700 (cerca de R$ 1,4 mil) mensais em benefícios em nome da mãe. Além disso, ele teria entrado com pedido de falência em nome da mãe para poder receber US$ 39 mil (R$ 77 mil) em subsídios para ajudar a pagar o aluguel de sua casa.

Parkin foi indiciado nesta quarta-feira por roubo, falsificação e conspiração e poderá receber pena de até 25 anos de prisão caso seja condenado. Rimolo também foi indiciado.

"Eu segurei minha mãe quando ela estava morrendo e respirei seu último suspiro, então, eu sou minha mãe", disse Parkin ao ser preso, de acordo com a polícia local.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h15
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Depósitos na caderneta de poupança triplicam em junho

Menos de um mês após o governo propor novas regras na poupança para impedir a migração de recursos dos fundos de investimento, triplicou a captação diária média de recursos da caderneta, mostra reportagem de Toni Sciarretta publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Nos primeiros sete dias úteis de junho, a poupança somou R$ 2,018 bilhões (média diária de R$ 288,4 milhões) em novos depósitos, já descontados os saques, segundo o Banco Central. O volume é maior que toda a captação líquida de maio, que foi o melhor mês do ano para a caderneta, quando os depósitos somaram R$ 1,881 bilhão (R$ 94 milhões diários).

O boom nas aplicações na poupança ocorre no momento em que a maioria dos fundos de investimento DI (que seguem a Selic, hoje em 9,25%) já perde em rendimento para a poupança. Só os fundos que cobram taxas de administração inferiores a 1,25% conseguem ser competitivos em relação à caderneta.

O governo anunciou, em maio, a tributação de cadernetas com mais de R$ 50 mil. A cobrança, que deve valer a partir de 2010, ocorrerá quando a taxa Selic estiver abaixo de 10,50% ao ano.

Com retorno menor, os fundos DI perderam R$ 2,284 bilhões, e os de renda fixa, R$ 1,696 bilhão nos primeiros sete dias úteis do mês, segundo a Anbid (associação dos bancos de investimento). Se a poupança mantiver o mesmo ritmo de captação, poderá terminar junho com aporte de mais de R$ 6 bilhões.

Leia a notícia completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

Veja como será o cálculo para cobrança de IR na poupança
Com corte nos juros, poucos fundos superam rentabilidade da poupança
Veja as medidas já anunciadas no Brasil para combater os efeitos da crise



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h13
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DÍVIDAS X POUPANÇA

Na crise, população mundial prefere pagar dívida a poupar, revela estudo

Na atual conjuntura, a população mundial prioriza mais ter menos dívidas do que poupar, segundo mostrou estudo realizado pelo HSBC e divulgado na terça-feira (16).

De acordo com os dados, que foram coletados de 15 países, até o momento, 13% das famílias esgotaram suas economias para pagar dívidas, tendo em vista que a presença de um débito em atraso é uma das principais restrições nas finanças de curto prazo e planejamento de aposentadoria das famílias.

Dívida x aposentadoria

A pesquisa ainda questionou os entrevistados sobre o impacto da dívida na sua capacidade de poupar para a aposentadoria. Quase uma em cada cinco pessoas citou a dívida como tendo impacto, preocupação bastante presente nas populações de Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, México e Cingapura.

No Brasil, 23% das pessoas enxergam a dívida como uma barreira à poupança, conforme mostra a tabela abaixo:

Percentual de pessoas que acreditam que o endividamento é uma barreira à poupança
PaísPercentual
México31%
EUA31%
Canadá28%
Cingapura27%
Arábia Saudita27%
Brasil23%
Reino Unido23%
Turquia17%
Emirados Árabes13%
China12%
Índia11%
Hong Kong11%
França10%
Japão8%
Coreia do Sul6%
Fonte: HSBC

Menos endividamento, mais poupança

Se, no curto prazo, as famílias tendem a poupar menos para pagar as dívidas, no longo prazo, isso indica que elas terão mais condições de guardar dinheiro.

"A atual contração na disponibilidade e na demanda por crédito ao consumidor poderia sinalizar o início de uma importante mudança no comportamento da família para o planejamento de longo prazo", diz o estudo.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h10
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ENVELHECER BEM

Melhor forma de financiar o envelhecimento é o incentivo à poupança voluntária

Para cerca de 31% da população mundial, motivar a poupança voluntária por meio de incentivos fiscais é a melhor forma que os governos têm para apoiar e financiar o envelhecimento.

A informação faz parte do estudo "O Futuro da Aposentadoria", divulgado na última terça-feira (16) pelo HSBC Seguros. A segunda alternativa mais citada em todo o globo foi o aumento da idade para a aposentadoria, apontada por 23% dos entrevistados.

Diferenças culturais

Segundo a pesquisa, as diferenças culturais entre os povos do ocidente e do oriente ficam evidentes na forma como as famílias entendem que os governos deveriam agir no que diz respeito ao envelhecimento da população.

Os primeiros apresentam uma grande simpatia pela abordagem voluntária apoiada por meio do sistema fiscal, especialmente em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, México e Brasil, sendo que, por aqui, a alternativa tem a adesão de 40% da população.

Já os outros entendem que aumentar a idade da aposentadoria e apoiar as pessoas a trabalharem por mais tempo seja a melhor opção. A ideia foi bastante apreciada em Cingapura, na Coreia, no Japão e em Hong Kong, por exemplo. No Brasil, ela foi citada por apenas 9% dos entrevistados, o menor percentual entre os países estudados.

Na tabela abaixo é possível verificar o comportamento de alguns países frente às duas opções.

Diferenças regionais em relação à forma de reação do governo ao envelhecimento da população
PaísTrabalhar por mais tempoPoupar mais com incentivo fiscal
Reino Unido16%36%
França13%32%
Turquia13%44%
Estados Unidos12%55%
Canadá16%48%
Brasil9%40%
México24%43%
Emirados Árabes29%23%
Arábia Saudita18%23%
China15%12%
Hong Kong25%14%
Cingapura45%24%
Coreia do Sul52%17%
Índia23%21%
Japão28%29%
Global23%31%
Fonte: HSBC

Outras alternativas

O levantamento ainda apurou outras alternativas, como obrigar o recolhimento de contribuições compulsórias para fundo de pensões de empregados, citada por 17% da população global.

Encorajar mais poupança particular por meio de inserção automática de pessoas em planos de empresa e aumentar impostos para poder pagar melhores benefícios de previdência ou seguridade social foram citadas por 16% e 13%, respectivamente.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h09
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TOMA QUE O FILHO É TEU

 

STF decide que Juizados Especiais estaduais são competentes para julgar tarifa básica de telefonia

Por 7 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (17) que os Juizados Especiais estaduais são competentes para julgar a cobrança de tarifa básica de assinatura de serviço de telefonia fixa. Pela decisão, a matéria não é de caráter constitucional, pois envolve direito do consumidor e regras do setor de telecomunicação, também regido por normas infraconstitucionais.

O caso foi julgado por meio de um Recurso Extraordinário (RE 567454) de autoria da Telemar Norte Leste S/A contra decisão dos Juizados Especiais Cíveis da Bahia (Turma dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Estado da Bahia) que reconheceu a ilegalidade da cobrança. Nesse processo foi reconhecida a existência de repercussão geral. Isso significa que o entendimento do Supremo será aplicado a todos os recursos extraordinários existentes sobre a matéria.

Segundo o advogado da Telemar, Leonardo Greco, há cerca de 130 mil processos sobre assinatura básica nos Juizados Especiais envolvendo somente contra a Telemar, a Oi e a Brasil Telecom. No total, a empresa calcula que há quase 300 mil causas sobre a matéria nos Juizados Especiais. Greco também estimou em 800 o total de recursos extraordinários sobre a matéria envolvendo a Telemar, a Oi e a Brasil Telecom.

Infraconstitucional

A decisão desta tarde seguiu o voto do ministro Carlos Ayres Britto, relator do recurso da Telemar. Segundo ele, a matéria “foi amplamente debatida” pelo Supremo em 2008, quando o Plenário reconheceu a competência da Justiça Estadual para julgar ações sobre cobranças de pulsos. “A matéria já foi amplamente debatida no julgamento do RE 571572. Naquela oportunidade, o Plenário reconheceu a competência da Justiça Estadual para processar e julgar as ações do gênero, em face da ilegitimidade da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para compor o pólo passivo da demanda", disse o relator.

"Este Tribunal entendeu cabível o processamento da causa nos Juizados Especiais, dado que a matéria era, como permanece sendo, exclusivamente de Direito. Ainda naquele julgamento, esta Suprema Corte assentou que o tema alusivo à relação de consumo e ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, a necessidade de examinar cláusulas desse contrato, tudo se revestia de natureza infraconstitucional, não ensejando, portanto, a abertura da via extraordinária”, ressaltou Ayres Britto.

Naquela ocasião, o STF entendeu que a questão deve ser analisada a partir do Código de Defesa do Consumidor, uma lei ordinária (Lei 8.078/1990), não envolvendo questão constitucional. “Não obstante a relativa diferença entre a questão de fundo apreciada naquela oportunidade – ali se tratava da cobrança de pulsos além da franquia – e o mérito do apelo ora em exame – assinatura básica – eu tenho que os fundamentos da decisão do Plenário são inteiramente aplicáveis ao presente caso, ou seja, permanecem íntegros”, afirmou Ayres Britto.

Ele e os demais ministros que o acompanharam destacaram que a controvérsia vincula somente o consumidor e a concessionária de serviço público de telefonia. “Naquela oportunidade, tanto quanto nesta, a controvérsia não vinculava senão o consumidor e a concessionária”, explicou o ministro. “A questão não apresenta complexidade maior apta a afastar o seu processamento pelo Juizado Especial”, complementou.

Ele lembrou ainda que, como ocorreu no processo sobre cobrança de pulsos, no caso sobre assinatura básica a Anatel não manifestou interesse em atuar como parte.

Sobre isso, o ministro Cezar Peluso disse o seguinte: “Não está sendo discutido o conteúdo do contrato de concessão entre o poder concedente [o poder público] e a concessionária”. Segundo ele, se esse fosse o caso, a Anatel teria de ter sido incluída no caso. “Nós não podemos resolver uma questão constitucional entre poder concedente e concessionária quando o poder concedente não está presente e nem apresentou razões”. Isso porque a demanda não discute o contrato de concessão e por isso não versa sobre a norma constitucional que obriga a observância dos termos da proposta que serviram de base para a celebração do contrato de concessão.

Esse é um dos argumentos dos ministros Marco Aurélio e Eros Grau, únicos que divergiram. Para Eros Grau, no caso não há relação de consumo, mas uma prestação de serviço público. Marco Aurélio afirmou que a matéria diz respeito ao conteúdo econômico-financeiro do contrato estabelecido entre o poder público e as concessionárias. “Creio que aqui se faz em jogo acima de tudo o que o inciso XXI do artigo 37 quer que prevaleça: as balizas iniciais do contrato de concessão”, disse o ministro Marco Aurélio.

Ao contrário, disse Peluso, a matéria discute “simplesmente as cláusulas negociais de um contrato entre a concessionária e o cidadão” e se a cobrança está de acordo com o contrato e com o regime jurídico de telecomunicações que é regulado por normas infraconstitucionais. Ele observou ainda que a assinatura básica é um caso de “tarifa ou sobretarifa cobrada pela oferta do serviço e não pela prestação do serviço”.

Não participaram do julgamento os ministros Carlos Alberto Menezes Direito e Joaquim Barbosa.

RR/LF

Leia mais:

STF decide que cabe à Justiça estadual julgar controvérsia sobre cobrança de pulsos

 



Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h59
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A história por trás de uma de minhas séries favoritas de todos os tempos e como ela comprovou que é melhor "burn out" do que "fade away"...
 

Classic X-Men, retitled as X-Men Classic later on in its run, is the Marvel Comics comic book series within the X-Men franchise that reprints classic X-Men stories. The first issue was a reprint of Giant-Size X-Men #1 of the All-New All-Different X-Men era (originally published in 1975), and the other issues reprinted Uncanny X-Men #94-206. Classic X-Men often printed additional back-up stories further delving into and explaining the original stories. The series lasted 110 issues.

History

Created by writer Chris Claremont, the series was launched in 1986, reprinting classic stories from Claremont's run on the X-Men. Within the issues additional material was included, such as the telling of Magneto's origins in Classic X-Men #12.

The first 27 issues have various edits and new pages added to tie in with then-current continuity. The new material is easy to identify since the artwork is drawn in a more up-to-date style than the reprints from the 1970s[citation needed]. The first 44 issues have new backup stories, mostly written by Chris Claremont or Ann Nocenti and drawn by John Bolton. After Classic X-Men #44, the series was retitled X-Men Classic and from then solely reprinted material from the original Uncanny X-Men series with no additional new material.

Many different artists and writers contributed while Claremont revisited and other writers also wrote for the project.

The series also included new covers and frontispieces produced by artists such as Art Adams (issues #1-16, 18-23), Steve Lightle (#30-42, 44-52), and Mike Mignola (#57-70).

External links



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h34
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DO FUNDO DE RENDA FIXA PARA A POUPANÇA

Quando a migração se justifica?

O Copom (Comitê de Política Monetária) promoveu mais um corte na taxa Selic, para 9,25% ao ano, o que intensifica a queda nos ganhos de quem investe em fundos de renda fixa, sem considerar aqueles com taxas pré-fixadas. Por isso, deve ser verificada uma migração mais forte desses fundos para a poupança. Mas nem sempre esse movimento se justifica.

Um levantamento realizado pelo professor e economista José Dutra Sobrinho, mostrou que, após a última modificação da Selic, dependendo da tributação no fundo de investimentos e da taxa de administração cobrada, ainda vale a pena manter o dinheiro nessa modalidade, o que ocorre em poucas ocasiões.

Nos fundos de renda fixa, as alíquotas do Imposto de Renda variam de acordo com o tempo da aplicação: de 22,5% até 180 dias, de 20%, entre 181 e 360 dias, de 17,5%, entre 361 e 720 dias, e de 15%, de 720 dias em diante.

Fundos x poupança

A Selic a 9,25% ao ano faz a poupança render 0,5424% por mês (com média de 21 dias úteis). Levando em consideração uma cobrança de Imposto de Renda de 22,5%, nenhum fundo bate essa rentabilidade das cadernetas. No caso da cobrança de uma taxa de administração de 0,5%, o fundo dá ganhos na ordem de 0,5410% mensais.

Agora, quando considerado um fundo de investimento com cobrança de alíquota de Imposto de Renda de 20%, o cenário já muda. Começam a compensar aqueles com taxa de administração de 0,5%, os quais rendem 0,5431% mensais, acima da poupança.

O mesmo acontece para o fundo de investimento em que incide uma alíquota de Imposto de Renda de 17,5%. Neste caso, o rendimento com taxa de administração a 0,5% é de 0,5759%, acima da rentabilidade da poupança. Um aumento de 0,5% nesse custo da aplicação, por sua vez, já faria com que ele se tornasse desvantajoso frente à poupança.

Mas a alíquota do Imposto de Renda pode ser menor, de 15%, dependendo do tempo da aplicação. Quando isso acontece, compensa para o investidor ficar nos fundos se a taxa de administração cobrada for de até 1%. Neste caso, a rentabilidade mensal é de 0,5573% e, quando a taxa de administração é 0,5%, os ganhos sobem para 0,5934%.

Possíveis mudanças

É exatamente pelo fato de a poupança estar rendendo mais que os fundos de renda fixa que o governo lançou novas regras para as cadernetas, que devem valer para o próximo ano, se a Selic se mantiver abaixo de 10,5% ao ano. Outra condição é que as novas regras sejam aprovadas pelo Congresso.

Segundo as regras, em 2010, será cobrado Imposto de Renda de cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil. O percentual de rendimento a ser tributado irá depender da taxa básica de juro, ou seja, quanto menor a taxa, maior o percentual a ser tributado.

A preocupação maior é que esses fundos de renda fixa estão atrelados a títulos públicos federais, então, o que o governo está querendo é criar estímulos para que haja uma manutenção de investimentos em tais fundos.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h32
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Queda dos juros vai provocar mudança cultural

Cinco especialistas, incluindo Henrique Meirelles, dizem o que muda com a Selic em um dígito
 
 um dígito representam para investidores, empresários e consumidores um novo paradigma cultural. As taxas bancárias vão cair tanto na hora de buscar crédito quanto no momento de resgatar aplicações financeiras - incluindo a poupança. Dessa forma, o mercado terá de buscar novas formas de financiar o desenvolvimento brasileiro. 
 
É o que avaliam cinco especialistas consultados por EXAME, entre eles, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Veja abaixo a opinião de cada um:
 
Henrique Meirelles, presidente do Banco Central: Os juros são uma mera expressão da taxa de risco. Uma vez que essa é uma atividade de alta volatilidade, quem investe espera ter um retorno rápido, de um ano. No momento em que se estabiliza a economia, a inflação recua e fica na meta e o risco de crise cambial em curto prazo acaba, a taxa de risco cai porque aumentam a previsibilidade e o horizonte de planejamento. E é nesse cenário que se faz investimento de longo prazo, que tem retorno menor, mas que tem maior segurança.
 
Quanto ao chamado juro na ponta, aquele que é cobrado pelo bancos e pelo varejo, trata-se de uma questão de negociação com o cliente e de ordem legal. Mas com uma Selic menor, esse juro também será reduzido. Eu até que sou favorável a uma mudança na lei que ajudasse a especificar, mas é mais difícil. É mais fácil forçar o banco a reconhecer qual é a taxa de juro real. No caso do comerciante, ele argumenta que o preço é aquele e o juro é zero. Mas, esse é um problema de direito do consumidor.

Outra coisa é a taxa de juro real caindo. Esse processo vai ficar visível também. Trata-se do spread não bancário, que é a diferença de captação do mercado e a taxa de aplicação. O comerciante também aplica esse spread e isso é algo que virá em paralelo à taxa de juros real do mercado financeiro.

Diante disso, a adaptação do brasileiro a uma taxa de juros na casa de um dígito levará algum tempo. A primeira coisa que estamos enfrentando é a redução da taxa de juros real da economia, enquanto a da aplicação não cai. E aí entra aquele negócio muito interessante de que vejo algumas pessoas dizendo. Elas são combatentes ferozes dos juros altos e agora fazem discurso para não mexer na poupança.

É mais ou menos assim: eu acho ruim o juro alto na hora que eu vou pagar, mas acho ótimo o juro alto na hora em que eu vou receber. E essa é a mesma pessoa. Não há dúvida de que a poupança é um patrimônio nacional, que ela tem que ser preservada e ter um rendimento real. Mas, se a taxa de juros do Brasil cai, isso tem que ser para todo mundo.

Quanto às mudanças no rendimento da poupança, foi uma boa decisão no sentido que ela protege o investimento. Vamos supor que o povo brasileiro decida que quer continuar com uma poupança com um rendimento médio real acima de 6% e que não quer pagar Imposto de Renda. Portanto, os juros no Brasil não podem cair abaixo de um certo patamar. Isso pode vir a ser uma decisão do povo brasileiro, expressa por meio do Congresso Nacional. Nós vamos respeitar. Se a população decidir que os juros não podem cair muito, porque nós brasileiros gostamos de ter um certo patamar, muito bem, isso será uma decisão soberana da população brasileira.

Tom Donohue - presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos: Se vocês conseguirem promover uma redução substancial e sustentável de sua taxa de juros, essa política vai fortalecer a economia brasileira de uma forma completamente nova. O primeiro ganho será o maior estímulo da economia interna, encorajando o investimento privado, inclusive o norte-americano. O segundo é o aumento do comércio exterior, pois os juros mais baixos irão cortar custos ao longo de toda a cadeia produtiva e de vendas dos produtos brasileiros.

Thomas Trebat - professor de Economia e Direito e diretor-executivo do Instituto para Estudos Brasileiros da Universidade Columbia: Existe um grau de incerteza razoável sobre os rumos da política fiscal brasileira caso a crise global se torne mais aguda no próximo ano e meio. A incerteza sobre a sucessão presidencial brasileira também pode interromper a trajetória de queda dos juros. Se os juros baixos no Brasil vierem para ficar, em níveis compatíveis com o padrão internacional (taxas de zero a 3% em termos reais e de 2% a 5% para o mercado de curtíssimo prazo), ao longo de um período de dez anos o mecanismo de crédito no Brasil, tanto a procura como a oferta, vai passar por uma revolução. E isso vai significar uma mudança radical no financiamento do desenvolvimento brasileiro.

A competição entre os bancos e a oferta de produtos financeiros vai aumentar muito e os investidores - tanto os grandes quanto os indivíduos - não poderão mais fazer a aposta unidirecional de destinar a renda para os títulos do governo. Isso vai acabar. Por outro lado, o mercado financeiro brasileiro vai criar uma vasta gama de produtos financeiros destinados a preservar o patrimônio líquido dos consumidores brasileiros. E o horizonte dos investidores - tanto os brasileiros quanto os estrangeiros - também vai esticar bastante.

No comparativo a outros países emergentes que também passaram por processo de estabilização econômica e redução na taxa de juros, o caso do Chile foi diferente. A estabilização econômica trouxe um crescimento vigoroso do setor privado, graças à base de financiamento interna aliada ao forte crescimento da poupança doméstica. O Chile teve um crescimento importante de seus fundos de pensão. Tal ciclo virtuoso garantiu o grau de investimento ao país, o que por sua vez ajudou na entrada sustentável de capitais de risco. No caso desse país, a colheita dos frutos acontece agora, pois se trata do único país latino-americano com uma verdadeira capacidade anticíclica. Isso acontece graças ao equilíbrio fiscal das últimas décadas que permitiu que o Chile tenha hoje um setor privado muito dinâmico.

José Luiz Rossi Júnior - professor de macroeconomia do Ibmec-SP: Em todos os países que passaram por um processo bem sucedido de estabilização, o crédito teve um alongamento substancial porque os bancos puderam passar por algum tipo de hedge. Para que isso aconteça, eles precisam de uma capacidade de planejamento maior, uma idéia do ponto de equilíbrio da taxa de juros para poder se proteger.

Ao entrar na zona do euro, o principal ganho da Espanha foi a eliminação imediata do risco cambial. E tudo o que deve acontecer no Brasil foi mais exacerbado na Espanha porque ela passou a ter acesso a um crédito muito maior. Acho que não vai acontecer algo tão drástico no Brasil. A grande diferença entre o Brasil e a Espanha é que o processo de estabilização econômica brasileira foi muito mais lento e de certa forma, menos traumático em termos culturais para a população brasileira.

A estabilização econômica não significa o fim da história. O México passou por tudo isso, mas hoje ele está pior do que o Brasil. Só a questão monetária não é a salvação. Quem vai à Cidade do México vê que houve um período de crescimento grande, mas hoje eles estão sofrendo barbaramente com a crise norte-americana.

Já o Chile fez o ajuste lá atrás, no tempo do Pinochet, e esse processo demorou uma década, começando com o lado fiscal. Inicialmente, eles tinham o câmbio fixo e depois o deixaram flutuar. Então, adotaram o sistema de metas de inflação. Hoje, a diferença fundamental em relação ao Brasil é que o Chile é um país mais aberto.

Renato Baumann - diretor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) no Brasil: O processo de queda dos juros brasileiros é único porque tem sido muito lento em comparação aos de outros países. Além disso, a Selic tinha um nível tão alto que, mesmo com o atual processo de afrouxamento, ainda nos deixa com uma das taxas mais altas do planeta. A grande lição do processo de estabilização - e isso foi observado tanto no Chile, em Israel e também no Brasil - é que leva tempo para se perder a memória inflacionária. No Chile, isso levou entre seis e oito anos.

E a mesma coisa se aplica a um contexto de custo de capital mais baixo. Vamos levar um bom tempo para aprender a conviver nessas novas condições. Existe outra peculiaridade brasileira: é que nem o Chile ou o México tinham uma taxa de spread tão alta quanto a nossa. Eles nunca tiveram isso. Logo, na época de redução do juro básico, eles passaram por um processo de desnacionalização do sistema bancário muito intenso. E em função do spread alto, os bancos brasileiros se encontram numa posição de bastante conforto.

O caso brasileiro é único porque os bancos estrangeiros tentaram, mas não conseguiram competir com a capilaridade de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú-Unibanco. De fato, temos aqui bancos estrangeiros com uma presença importante, como o Santander e o HSBC, mas eles não dominam o mercado, como no Chile e no México.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h31
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BARQUINHO DE ABRAMOVICH
 
Milionário russo compra maior iate privado do Mundo

"Roman Abramovich é um apaixonado pelos mares e por iates, de preferência grandes. Não satisfeito com a sua frota de quatro embarcações, o milionário russo decidiu desembolsar cerca de 300 milhões de euros para comprar mais um 'brinquedo', o Eclipse.

Ainda em construção na cidade alemã de Hamburgo, pela Blohm & Voss, este é o maior iate privado do Mundo - 167 metros, o equivalente a quase dois campos de futebol - e tem dois heliportos, três lanchas rápidas, uma piscina, um mini-submarino e uma sala de cinema. Para ser manobrado, Roman terá de contratar uma tripulação de cerca de 50 elementos.

Com esta compra, Abramovich - que já tem um Boeing 767 e vários helicópteros - será o proprietário de três dos dez maiores iates privados do Mundo. Recorde-se que o dono do Chelsea tem mais quatro embarcações: Pelorus (de 115 metros), Le Grand Bleu (113), Ecstasea (86) e Sussurro (49).

A segurança também preocupa o milionário - segundo a revista norte-americana 'Forbes' tem uma fortuna avaliada em aproximadamente 18,2 bilhões de euros e é o 11.º homem mais rico do Mundo - que mandou instalar vidros à prova de bala, sensores de movimento e também um sistema especial de detecção de mísseis.

"Não podemos revelar nada sobre este projecto. É muito secreto", disse a inglesa Terence Disdale, porta-voz da empresa que desenhou o Eclipse.

Assim que o Eclipse for entregue ao patrão do treinador português José Mourinho, este passará a ter uma frota com um comprimento aproximado à da Marinha da Irlanda. E supera em número a frota do Cambodja - tem apenas quatro embarcações - e os tripulantes.

Com esta compra, Roman Abramovich, de 40 anos, bate o emir do Dubai, Mohamed Bin Rashid alMakhtoum, que é proprietário do agora segundo maior iate privado do Mundo, o Dubai.

"A vantagem de ter tantos iates é que eles podem ficar acostados em locais diferentes e Roman Abramovich poderá voar de um para outro sempre que lhe apetecer", afirmou a editora-executiva da revista 'Power & Motoryacht', Diane Byrne.

Segundo especialistas em grandes embarcações de recreio, Roman Abramovich gasta por ano cerca de 15,5 milhões de euros para manter a sua frota de iates. E em combustível para o seu agora segundo maior iate, o Pelorus, tem de desembolsar 95 mil euros.

Muitos questionam o porquê da compra de tantos iates. E Abramovich tem a resposta: cada um serve um objectivo diferente. Pelorus é o preferido para se divertir, o Le Grand Bleu para longas viagens, o Ecstasea para passeios e o Sussurro para emprestar a amigos ou empregados preferidos. "


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h28
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h53
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Buscas a ocupantes do voo 447 prosseguem;
para lei brasileira, não há morte sem corpo
 
da Folha de S.Paulo

Enquanto não for encerrada oficialmente a busca por corpos do voo 447, a situação jurídica dos parentes dos passageiros seguirá complicada.

Na legislação brasileira, a regra é que não há morte sem corpo. A exceção à regra é quando a Justiça declara a morte presumida de uma pessoa, como prevê o Código Civil Brasileiro, de 2002. O documento é equivalente ao atestado de óbito.

A morte presumida ocorre, diz o Código Civil, "se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida". É o caso dos passageiros do voo 447. Já foram localizados destroços da aeronave e, até ontem, corpos de 24 pessoas.

Porém, o mesmo código diz que a declaração de morte presumida "somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações". Isso significa que, enquanto as autoridades não declararem suspensas as buscas, ou ao menos admitirem que não há mais possibilidade de serem localizados os corpos, os familiares não poderão pedir à Justiça a declaração de morte presumida dos desaparecidos.

Sem a declaração não é possível, por exemplo, encerrar conta em banco, abrir processo de indenização, requerer seguro de vida e pensão do INSS ou cancelar o CPF.

O advogado Cleber Luiz Zanchin, especialista em direito civil e securitário, diz que há a alternativa de pedir à Justiça a declaração de ausência da pessoa. "Neste caso, o juiz nomeia um curador para conduzir certos procedimentos, como partilha de bens e inventário. Os bens ficam indisponíveis para a pessoa, mas o curador pode cuidar de algumas coisas."

Provas

A advogada Maria Helena Bragaglia diz que é preciso recolher provas de que a pessoa estava no voo.

"Podem ser documentos oficiais ou não. Comprovante de compra da passagem no cartão de crédito ou até notícia de jornal com a lista dos passageiros. Se tiver declaração oficial do governo ou da empresa aérea, melhor ainda."

Mesmo tendo caído em águas internacionais num avião de jurisdição francesa, afirma Adriano Ferriani, professor de direito civil da PUC, o pedido de morte presumida pode ser feito à Justiça brasileira.

Parentes de vítimas reclamaram ontem da falta de assistência pelo governo federal.

Nelson Farias Marinho, 66, fez um apelo ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para que o governo facilite a documentação das vítimas. "A legislação brasileira é muito complicada e morosa", disse o pai de Nelson Marinho Filho, 40.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h52
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McLANCHE INFELIZ

MP move ação contra McDonalds, Bobs e Burger King


O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo informou hoje que entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para que as redes de lanchonetes McDonalds, Bobs e Burger King suspendam as promoções que casam venda de lanches com brinquedos. As redes Burger King e Bobs informaram, por meio de nota oficial, que ainda não foram notificadas pelo Ministério Público Federal e, por isso, não comentarão o assunto.
 
O McDonalds também informou que não foi notificado, mas ressaltou que, desde parecer do MPF sobre o tema, a rede vende os brinquedos também de forma independente, "não havendo obrigatoriedade de consumir a refeição".

Para o autor da ação, procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, os brinquedos influenciam as crianças na compra dos lanches, basicamente compostos de hambúrguer, batata frita e refrigerante, alimentos associados por especialistas ao problema da obesidade infantil. Araújo ressaltou que a estratégia de marketing utilizada por McDonalds, Bobs e Burger King nas promoções McLanche Feliz, Lanche Bkids e Trikids, respectivamente, incita o consumo e torna fiel o consumidor infantil a um produto altamente calórico.
 
Ele disse ser contra o argumento das redes de que os pais são os únicos responsáveis pela compra ou não do lanche com o brinquedo. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a responsabilidade dos pais não isenta de responsabilidade o fornecedor nem faz a prática deixar de ser abusiva.

Em 2006, o McDonalds firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF para que os brinquedos que acompanham o McLanche Feliz fossem também vendidos separadamente. O objetivo do TAC era impedir a venda casada dos brinquedos com o lanche e permitir aos pais que completassem as coleções dos filhos, independentemente da compra de lanches.

A ação, contudo, independe do TAC e se baseia em outros fundamentos legais, de acordo com o MPF. A preocupação não é apenas quanto à venda casada, mas sim quanto aos efeitos sobre a infância e a saúde pública do marketing infantil das redes de fast food.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h52
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MALDITOS BANCOS

Cliente paga mais caro por pacotes de serviços

Pesquisa realizada pela Fundação Procon com os dez maiores bancos que atuam no país mostrou que, um ano depois da entrada em vigor das novas regras de tarifas bancárias, é mais vantajoso para o correntista pagar por cada serviço para manter, movimentar e acompanhar as contas bancárias, do que adotar os pacotes padronizados oferecidos pelas instituições financeiras.

A pesquisa foi feita com as seguintes intituições: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

Numa análise comparativa entre as duas modalidades, o Procon constatou uma diferença de 86,34%. Enquanto a média do serviço padronizado atingiu, em 30 de abril, R$ 20,05, a dos serviços separadamente foi de R$ 10,76. Essa economia só é possível, no entanto, se o cliente
não ultrapassar os limites dos acessos gratuitos.

Mensalmente, o cliente tem direito aos seguintes serviços gratuitos: dez folhas de cheque, quatro operações de saques, duas retiradas de extratos nos terminais de auto-atendimento; duas transferências de valores. Além disso, ele não paga nada para consultar as movimentações pela internet ou pela compensação de cheques.

Os pacotes padronizados limitam a movimentação financeira ao uso do cartão. De acordo com as normas introduzidas em abril do ano passado pelo Banco Central, a modalidade também prevê a cobrança obrigatória da renovação do cadastro duas vezes por ano. O cliente tem direito a oito saques por mês; a quatro extratos referentes ao mês e dois referentes ao mês imediatamente anterior; e a quatro operações de transferências entre contas na própria instituição.

A técnica de defesa
do consumidor do Procon, Cristina Rafael Martinussi, alerta o correntista para que avalie a modalidade mais favorável às suas necessidades. "O consumidor deve verificar que tipo de contrato ele assinou e procurar saber se o que está pagando é a melhor opção”, disse.

Para fazer a análise, a fundação Procon levantou os dados disponibilizados nos sites dos bancos, em 2 de abril deste ano e em 2 de outubro do ano passado. Além de comparar a diferença entre os serviços essenciais e o pacote padronizado, foi feita a comparação dos dois períodos. Em outubro do ano passado, o cliente dos serviços essenciais teve um gasto de R$ 11,05 e em abril deste ano, R$ 10,76.

A maior queda foi constatada no Banco Santander, que reduziu em 25,28% a tarifa média mensal pela renovação de cadastro e envio de talão de cheques, que passou de R$ 18,00 (em outubro de 2008) para R$ 13,45 (em abril de 2009). Em valores, a cobrança ainda lidera entre as dez instituições, empatando com o Banco Real, que diminuiu a tarifa em 0,37%, passando de R$ 13,50 para R$ 13,45.

A média das tarifas dos pacotes padronizados também caiu 6,13% no período pesquisado,  passando de R$ 21,36 para R$ 20,05. À exceção do Unibanco, que reduziu a cobrança em 46,62% (de R$ 28,10 para R$ 15,00), os demais bancos mantiveram as tarifas estáveis. A maior foi verificada no Banco Real (R$ 27,00) e a menor, R$ 15,00, é a mesma fixada pela CEF, pelo Itaú e pelo Unibanco. Segundo a pesquisa, a diferença entre o maior e o menor valor cobrados chegou a 80%.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h51
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Mudanças na velocidade, na pressão e na temperatura do ar fazem as aeronaves balançar no ar

Foto: AIRLINERS.NET/Divulgação
Airbus da companhia aérea Air France

Turbulência é o nome dado à movimentação do ar em grandes altitudes e que faz com que o avião balance. Basicamente, a turbulência acontece quando existe uma mudança brusca na temperatura, na velocidade ou na pressão do ar. Mudanças na pressão acontecem o tempo todo, mas quando são previsíveis, o piloto pode fazer ajustes na aeronave para se adaptar a elas – como mudar a potência das turbinas ou a posição dos flaps.

Quando a mudança é de uma hora para outra ou quando acontecem muitas variações seguidas, não há como adaptar a aeronave e a pressão faz com que ela balance. Para entender porque isso acontece, é preciso levar em consideração que o avião se mantém no ar graças à força de sustentação, criada pela passagem de ar pelas asas do avião. Quando acontece uma mudança na velocidade do ar, a sustentação também varia, fazendo com que o avião fique instável.

A causa mais comum de uma turbulência são as nuvens de chuva. "Dentro dessas nuvens há grande variação de pressão. O ar está virando em redemoinhos e variando sua velocidade em todos os sentidos, o que causa uma grande turbulência", explica Fernando Catalano, professor do curso de Engenharia Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos.

Mas também podem acontecer turbulências em áreas de céu limpo, quando acontecem as chamadas tesouras de vento. "Nesse caso, pode ter massas de ar que sobem por conta de mudanças de temperatura ou pressão. Essas massas podem atingir o avião, mudando sua sustentação", diz Fernando Catalano.

A passagem de aviões grandes também causa uma mudança na velocidade dos ventos, criando a chamada esteira de turbulência, que afeta aviões que passem pela mesma região logo na sequência. Isso normalmente acontece na hora dos pousos e decolagens e, por isso, o controle de voo precisa ficar atento para evitar acidentes.

Em geral, as turbulências são previstas pelos radares, que conseguem detectar mudanças na densidade do ar. Assim, o piloto sabe a intensidade da turbulência que terá de enfrentar e decide se tenta escapar dela ou se segue em frente. "Normalmente, o que o piloto faz em uma zona de turbulência é desengatar o piloto automático e diminuir a velocidade, já que a turbulência é pior quanto maior a velocidade da aeronave", diz Fernando Catalano.

Atualmente, o aquecimento global está modificando também a temperatura na atmosfera e, consequentemente, criando mais áreas de turbulência. Mas o engenheiro aeronáutico afirma que não há motivo para se preocupar.

"Uma turbulência pode derrubar uma aeronave, mas para isso tem que ser muito forte. Os aviões são dimensionados para resistir a mais intempéries do que estatisticamente acontecem. A única regra a seguir é não enfrentar a natureza. Ou seja, nunca entrar em uma zona proibitiva, em que já se sabe que haverá mais turbulência do que o avião aguenta", afirma Fernando Catalano.  

Infográfico do portal Supermundo



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h50
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Senhores eu não vi Pelé, o Rei do futebol, fazer mil gols, mas eu vi Romário, o Rei da pequena área, fazer mil gols. Senhores eu não vi a folha seca de Didi. Mas vi Ronaldinho encobrir Seaman.

Senhores eu não vi Diego Maradona driblar cinco e fazer o gol e também não vi o gol de mão, mas eu vi Lionel Messi fazer isso. Senhores eu não vi o carrasco do Brasil, Paolo Rossi, mas vi o gênio Zinedine Zidane acabar com nossa seleção duas vezes.

Senhores eu não vi a seleção de 70, mas eu vi a conquista do penta com a melhor campanha brasileira em uma Copa. Senhores eu não vi o profissional e motivador Oswaldo Brandão, mas vi o estrategista Vanderlei Luxemburgo.

Senhores eu não vi Garrincha ludibriar adversários sem tocar a bola, mas eu vi quatro turcos correrem atrás de Denílson. Senhores eu não vi O craque Zico perder pênalti em Copa, mas eu vi A craque Marta perder.

Senhores eu não vi Rivellino criar o elástico, mas eu vi Kerlon criar o drible da foca. Senhores e vocês ainda vêm me dizer que o futebol está perdendo sua magia?



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h49
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ENENTAS  DISCIPLINAM EXERCÍCIO DA ADVOCACIA

Leia as ementas

Ementas aprovadas pela Turma de Ética Profissional do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP em 21.05.2009 

2) ADVOGADO – PREPOSTO – ADVOGADO NÃO PODE PATROCINAR AÇÃO JUDICIAL EM QUE TENHA FIGURADO OU POSSA FIGURAR COMO PREPOSTO. É defeso ao advogado empregado representar a sua empregadora na Justiça do Trabalho e exercer a função de advogado ao mesmo tempo. Nada impede que o preposto seja advogado exercendo somente a representação processual e não atuando como advogado e preposto, ao mesmo tempo. Quer dizer, o advogado não pode a um só tempo patrocinar ações judiciais e figurar como preposto em um mesmo processo – pode abdicar de sua qualidade de advogado para representar seu empregador, na condição de preposto, em audiência. Saliente-se que por comprometimento do padrão ético dos profissionais do direito, como preposto, o advogado não terá independência, devendo responder a todas as perguntas, conforme orientação do reclamado, enquanto que, como advogado, não estará obrigado a depor, mas, ao contrário, estará impedido de fazê-lo, por dever do sigilo profissional. Proc. E-3.735/2009 – v.u., em 21/05/2009, do parecer e ementa do Rel. Dr. ARMANDO LUIZ ROVAI – Rev. Dr. FABIO KALIL VILELA LEITE – Presidente Dr. CARLOS ROBERTO FORNES MATEUCCI.

3) CONFLITO DE INTERESSES – PATROCÍNIO SIMULTÂNEO – ATUAÇÃO COMO ADVOGADO DO CLIENTE NO PROCESSO CÍVEL E COMO DEFENSOR DE OUTRO CLIENTE NO PROCESSO PENAL, DE QUEM O PRIMEIRO CLIENTE É VÍTIMA – VEDAÇÃO ÉTICA E LEGAL – PRINCÍPIOS DA CONFIANÇA RECÍPROCA E DO SIGILO PROFISSIONAL. Nos termos do disposto no artigo 18 do CED, sobrevindo conflito de interesses entre seus constituintes, deve o advogado optar por um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardado o sigilo profissional, como previsto no artigo 19. A potencial existência desse conflito já abala pressuposto fundamental da relação cliente-advogado, qual seja, a confiança recíproca, além de comprometer o resguardo dos segredos e informações reservadas ou privilegiadas que lhe tenham sido confiadas. No caso, a indignação e desconfiança do seu próprio cliente, em vê-lo atuar na defesa de seu ofensor, já repudiariam a prática preconizada pelo Consulente. Daí que, mesmo se potencial o conflito, não poderá o advogado patrocinar interesses conflitantes de seus clientes em processos civil e penal, sob pena de caracterizar-se infração ética e eventualmente penal, cabendo-lhe, tão somente, com a devida prudência e discernimento, optar por um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardado ad eternum o sigilo profissional. Precedente: E-1.201. Proc. E-3.750/2009 – v.u., em 21/05/2009, do parecer e ementa do Rel. Dr. LUIZ FRANCISCO TORQUATO AVOLIO – Rev.ª Dr.ª BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER – Presidente Dr. CARLOS ROBERTO FORNES MATEUCCI.

15) ADVOGADO – CONCILIADOR EM SETOR IMPLANTADO PELO PODER JUDICIÁRIO OU JUIZADO ESPECIAL – POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO – LIMITES – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO MUNICIPAL – IMPEDIMENTO DE ADVOGAR CONTRA O PODER PÚBLICO QUE O REMUNERA. O advogado, regularmente inscrito na OAB, pode atuar como conciliador em setor correspondente implantado pelo Poder Judiciário ou perante os Juizados Especiais. Está ele, contudo, sujeito às hipóteses de impedimento e suspeição previstas no Código de Processo Civil. Está, ainda, sujeito à cláusula de confidencialidade e sigilo, em relação à matéria conhecida em sessão de conciliação, devendo, até mesmo, divulgar que a referida cláusula de confidencialidade e sigilo é extensiva às partes e seus advogados. O advogado, que atuar como conciliador, está proibido de advogar para as partes da causa que tiver conhecimento em razão de sua atuação como conciliador, seja nesta própria causa seja em outras demandas. Deve, ainda, o advogado conciliador pugnar para que as partes estejam sempre representadas por advogados, ainda que na assim chamada fase pré-processual, atuando, ademais, para que o setor de conciliação respectivo se organize de modo a separar, claramente, as funções do conciliador e dos demais servidores do Poder Judiciário, com espaço físico próprio que garanta imparcialidade e neutralidade. Deve, ainda, o advogado apresentar-se às partes e seus patronos, desde o início, como conciliador. Tema da mediação que não é examinado por desbordar do objeto da consulta. O advogado que é servidor público, na função de assistente administrativo, está impedido de advogar contra o Poder Público que o remunera. Inteligência do art. 30, I, do EAOAB. Precedentes do TED I: Precedentes de nºs E-1.193/94, E-1.854/99, E-2.172/00, E-2.967/04, E-3.074/04, E-3.276/06, Proc. E-3.355/2006 e Proc. E-3.444/2007. Proc. E-3.760/2009 – v.u., em 21/05/2009, do parecer e ementa do Rel. Dr. FÁBIO DE SOUZA RAMACCIOTTI – Rev. Dr. ZANON DE PAULA BARROS – Presidente Dr. CARLOS ROBERTO FORNES MATEUCCI.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h48
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Banco tem nova agência no Ipraj

Começa a funcionar na quinta-feira (18), das 10 às 16 horas, a agência Bradesco Prime localizada no térreo do Ipraj, no lado direito de quem entra no loby.

De acordo com o gerente da nova unidade, Odeval Fonseca Araújo (Vavá), a Prime oferecerá todos os serviços das demais agências do Bradesco, tipo movimentação de contas, recebimento de salários e pagamentos, com a diferença de oferecer maior comodidade e menor tempo de espera para clientes especiais.

O Ipraj conta ainda com uma agência comum do Bradesco, também no térreo, inaugurada no final de março passado.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h47
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TRANSPARÊNCIA
 
TJs terão de prestar contas de gastos na internet

A partir de 1º de janeiro do ano que vem os Tribunais de Justiça (TJs) de todo o País terão de prestar contas de seus gastos em suas respectivas páginas na internet. Resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na terça-feira passada determinou que seja garantido o livre acesso dos cidadãos às informações relacionadas à gestão administrativa, financeira e orçamentária dos TJs.

Para isso, os tribunais deverão criar em seus sites um campo denominado "Transparência", onde serão obrigados a informar dados atualizados e detalhados referentes à programação e execução orçamentária dos órgãos da Justiça, como despesas com pessoal e investimentos. Eles também terão que disponibilizar os valores desembolsados mensal e anualmente, além da classificação desses gastos. Foi proibida a identificação genérica de pagamentos, como "vantagens", "outros" e "diversos".

Informações referentes a pagamentos feitos aos fornecedores também deverão constar no site, assim como o tipo de bem fornecido, o serviço prestado e o beneficiário do contrato. A resolução também determina que os órgãos judiciários deem preferência à utilização de meios eletrônicos, em detrimento dos impressos, para divulgar informações, salvo em situações especificadas por lei, ou em casos de publicações de teor científico e didático, ou em que o documento deva constar no acervo físico do órgão.

A resolução também determinou que os TJs ofereçam serviço de atendimento aos usuários da Justiça para receber sugestões, críticas e reclamações sobre suas atividades administrativas e jurisdicionais, de preferência por meio de ouvidoria.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h46
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PORNO
 

Impasse em Hollywood. Tudo porque Ewan McGregor não quer repetir o papel que o deixou famoso há treze anos, o do viciado em heroína Renton, no filme “Trainspotting”.

O diretor do longa, Danny Boyle - o mesmo de “Slumdog Millionaire”-, quer agora transformar em filme o livro “Porno”, de Irvine Welsh, que escreveu os livros que deram origem ao roteiro de “Trainspotting” e de “Porn”, sequência do primeiro.

* A justificativa de Ewan é que ele detesta a continuação da história e não a considera boa o suficiente: “Não gostei do livro. ´Trainspotting` é fantástico, lindo, tocante e até perturbador, agora a sequência não me comoveu nem um pouco”, disse o ator ao site inglês “Moviefone”.

* Além disso, para ele, a ideia de reunir o elenco quase quinze anos depois não é boa. “Não quero arruinar a reputação do primeiro filme, cuja importância para o cinema britânico é inigualável”, completou.

* Será que os outros atores do filme, como Jonny Lee Miller, ex-marido de Angelina Jolie e protagonista do seriado “Eli Stone", e Kevin McKidd, o “McArmy” de “Grey’s Anatomy”, vão topar gravar “Porn”? Aguardem as cenas dos próximos capítulos.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h16
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YESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Suspensão do expediente nos dias 22 e 23

Não haverá expediente forense nos dias 22 e 23 deste mês e nos dias 3 de julho e 7 de dezembro, segundo o disposto no Decreto Judiciário 109 da Presidência do Tribunal, publicado na edição do dia 9. O decreto também informa que o feriado do Dia do Servidor será transferido de 28 para 30 de outubro.

Para repor esses dias, o servidor deve acrescentar, antes ou depois das datas feriadas, uma hora por dia à jornada normal de trabalho, obedecendo ao que será estabelecido em instrução normativa que será publicada pela Assessoria Administrativa do TJ.

As suspensões do expediente não se aplicam ao Plantão Judiciário, Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais dos Subdistritos da Capital, Plantão de 2º Grau, Serviço de Atendimento Judiciário (SAJ), Juizado de Menores e órgãos onde as atividades são essenciais e não podem ser interrompidas.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h08
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TESTE DE APTIDÃO

Clique AQUI.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h36
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ESPANHA 5 X 0 NOVA ZERÔNDIA

España sigue batiendo récords, colectiva e individualmente. Ayer estableció en 33 el número de partidos invicta y está a sólo dos de los 35 de Brasil 1993-96 que suponen el techo de todos los tiempos. Pero también sus dos delanteros siguieron escalando puestos en el ránking histórico de goleadores.

Villa ya es el segundo de todos los tiempos, porque ayer alcanzó los 29 goles de Hierro, aunque en la mitad de partidos (45 por 89). Sólo Raúl, con 44 tantos, está por delante.

Fernando Torres, con su hat-trick, pasó de un golpe al mítico Zarra y a Michel. Comparte con Salinas el séptimo puesto de todos los tiempos, gracias a sus 22 goles, y está a sólo uno de Alfredo di Stéfano. Además, el delantero del Liverpool inglés consiguió el triplete más rápido en la historia de la selección española, al marcar los tres tantos entre los minutos 6 y 17.

Goleadores de la Selección

PosiciónNombre
1.Raúl González 10 partidos / 44 goles

 

2.Fernando Hierro 29 / 89

 

2.David Villa 29 / 45

 

4.Fernando Morientes 27 / 47

 

5.Emilio Butragueño 26 / 69

 

6.Alfredo Di Stéfano 23 / 31

 

7.Julio Salinas 22 / 56

 

7.Fernando Torres 22 / 63

 

9.Michel 21 / 66

 

10.Zarra 20 / 20


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h32
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DISCURSO DE BARACK OBAMA NO CAIRO (ÍNTEGRA):



Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h19
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Howard Davis, do La Vanguardia

Tenho 58 anos, o suficiente para ter vivido outras crises e saber que esta também será superada. Nasci em Manchester, mas essa é a minha semana de sorte, porque sou torcedor do Manchester City. Voto à americana: não para os partidos, mas para os líderes. Colaboro com o Cercle d'Economia.

Sabemos que o aumento da riqueza só aumenta nossa satisfação na mesma proporção se nossa renda for muito baixa...

De não poder comer a poder comer, a satisfação é enorme.

... Mas à medida que nos tornamos mais ricos, essa proporção de "maior riqueza-maior satisfação", fica cada vez mais difusa.

Por exemplo...

Nos países pobres que alcançam pela primeira vez a riqueza que garante alimentação para todos, logo em seguida acontece um aumento proporcional na quantidade de cidadãos que se declaram satisfeitos.

Lógico.

... Mas essa proporcionalidade desaparece quando um país já próspero aumenta um pouco sua riqueza. Os cidadãos então não se declaram mais felizes na mesma proporção que enriqueceram. O primeiro carro dá satisfação, mas quando já tem três...

Você não falava de regulamentar os bancos?

Sim, mas escute, por favor. Essa proporção se rompe, mas em troca descobrimos que uma vez alcançado certo nível de renda, aparecem outras causas de insatisfação.

A saber.

O que faz as pessoas infelizes nos países ricos é a percepção de que podem voltar a ser pobres: o risco de perder o que ganharam, mesmo quando essa perda não significa voltar à pobreza.

Agora mesmo sofremos a decepção de que nossos salários perderam valor.

Se você tinha 10 e perdeu 9, será pior - ainda que continue com um ponto de vantagem em relação a quem nunca teve nada: quem perde algo fica mais deprimido do que quem nunca teve.

E se além disso meu vizinho tem mais...

Essa é a outra parte do paradoxo! A percepção de desigualdade nos faz infelizes - sobretudo se somos nós que temos menos - e mais ainda se percebemos essa desigualdade como resultado de uma retribuição injusta ao talento e ao esforço.

Até aqui concordo.

E
o que você prefere: crescer 1,5% ao ano com estabilidade durante dez anos ou sofrer altos e baixos em sua riqueza - incluindo algumas grandes perdas -, ainda que o crescimento resultante ao final de uma década seja de 2% ao ano?

Crescer menos com menos sobressaltos.

Essa resposta não é talvez a mais objetivamente inteligente, mas é a mais humana. Se a diferença quantitativa entre um crescimento sem sobressaltos e outro com enormes altos e baixos não é grande, você preferirá a qualidade desse crescimento a sofrer com euforias e pânicos tão deprimentes.

E?

Pois bem, as objeções que se fazem à regulamentação dos mercados são que eles diminuem a criatividade e a criação de riqueza.

E não é assim?

Admitamos que talvez, em certa medida, sim, mas também que a regulação reduz esses altos e baixos que nos prejudicam e que criam estagnação e sofrimento.

Por que não deixar que os bancos respondam por seus erros sem que tenhamos que pagar por isso? Eles não eram antiintervencionistas?

Porque se os abandonarmos à pura lógica do mercado a que muitos de seus diretores se entregaram sem o mínimo de precaução, agora não restaria nenhum banco funcionando, e seria pior para todos nós.

E quem responderá pelos seus erros, então?

Se está atrás de culpados, reparta as culpas: primeiro, o excesso de liquidez permitido pelos bancos centrais durante anos com juros demasiadamente baixos; depois, os bancos privados que esqueceram toda a prudência e competiram para dar crédito sem garantias, e os bancos de investimento, que criaram um sistema bancário paralelo sem supervisão.

Concordo.

... Mas também os consumidores que pediram créditos que não podiam pagar se os juros subissem. O fato de que é permitido dirigir a 200 por hora não significa que você seja obrigado a arriscar a vida nessa velocidade. Se você arrisca e se mata, a culpa é sua. E, por certo, todos os jornais também compartilharam da euforia, à medida que continuavam vendendo publicidade.

E agora?

Mais regulamentação, e uma regulamentação melhor. E anterior à criação de instrumentos financeiros, não posterior. Não se devem aprovar novos derivados até que não se demonstre que eles não põem em risco o mercado, assim como não é possível vender um brinquedo antes que seja provado que é inofensivo.

O Banco de Espanha regulamentou.

E muito bem, mas foi insuficiente diante do furacão financeiro e agora veremos como algumas caixas espanholas saem dessa situação.

Como regular sem burocratizar?

O contribuinte colocou seu dinheiro nos bancos de forma que ficou claro que os bancos existem porque servem ao cidadão, e não o contrário. Existe um contrato social anterior à propriedade privada dos bancos que os submete a esse serviço pelo interesse geral.

Não acredito que eles gostem de saber disso.

Há alguns anos os banqueiros davam risada de uma afirmação assim: eles sabiam criar riqueza com seus bancos, mas agora está claro que seus bancos não existiriam sem nossos impostos. E, por outro lado, devem aceitar supervisão e regulação.

Quanta?

A regulação financeira deve ser como as valetas da rua: não impedem a circulação de capitais, nem tampouco são limites autênticos de velocidade, mas impedem de correr. "O banco existe para servir ao cidadão, e não o contrário."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h14
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O QUE É A RECESSÃO?

Queda no PIB é sinal de que também haverá desemprego

"Recessão é quando a crise está chegando. É um momento em que alguns setores da economia vão bem, outros vão muito mal e, na média, o resultado é negativo. Em termos gerais, é uma piora no quadro de empregos", explica Manuel Enriquez Garcia, professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração da USP.

Ou seja,  também pode ser um dos sinônimos para crise, mas está ligada mais estritamente a um fenômeno econômico. Para determinar quando um país está em recessão, os economistas convencionaram que ele deve passar por dois trimestres consecutivos de queda na produção. Essa piora pode ser medida em termos físicos - por exemplo quantos carros deixaram de ser produzidos - ou então em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que é a riqueza produzida pela nação.

"Se o PIB diminui em um trimestre em relação ao anterior e continua baixando, diz-se que a economia está em recessão técnica. É mais fácil olhar para a produção porque o emprego demora a cair, mas cai. Em um primeiro momento, o empresário reduz as horas extras. Se a demanda diminui mais ainda, ele começa a cortar o quadro de funcionários", diz Enriquez. Por causa dessa relação com o emprego é que a recessão está diretamente ligada à população em geral.

O economista também afirma que, quando uma recessão é branda, as pessoas ficam desempregadas, mas por pouco tempo. Se  é longa, pode-se ficar sem trabalho por longos períodos. "É o que aconteceu na Espanha. Em dois meses, dois milhões de pessoas perderam seus empregos. E o pessoal continua na mesma situação. Isso é uma recessão forte", afirma Enriquez.

Apesar de dados tão alarmantes, considera-se que a nação espanhola ainda está longe de se ver em uma depressão, que é caracterizada por um longo período de desemprego em massa, com baixíssimos níveis de produção e investimento.

No Brasil, a recessão técnica anunciada no começo de junho ainda é branda e as previsões não são ruins. "Vamos ter um período de crescimento baixo nos próximos meses, mas ganharemos impulso na medida em que os Estados Unidos saírem da recessão - os índices dizem que a melhora deve acontecer no último trimestre. Vamos sair da crise mais cedo que os ricos", aposta Enriquez.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h09
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MY BOOK WORLD EDITION II: AMIGÁVEL

Entre os três modelos de HD externo avaliados pelo UOL Tecnologia, o modelo MyBook World Edition II, da Western Digital, é o mais "amigável" ao usuário final. Primeiro, seu design lembra o de outros discos externos da marca, com apenas um botão na frente e anéis indicadores de estado ao seu redor.
 
Segundo, ele não permite trocar com tanta facilidade os discos como seus concorrentes — fica menos "intimidador" para quem vai usar, e já vem com a maior capacidade de armazenamento dos três equipamentos: 1 terabyte.

Apesar de ser uma solução "tudo-em-um", o MyBook World Edition II não deixa a desejar em relação aos outros modelos. Sua configuração, feita com um assistente de software, ajuda a instalar o dispositivo no PC (é compatível com arquivos de Mac também), e os arquivos podem ser copiados em uma unidade única de 1 terabyte ou espelhados nas duas de 500 GB.

O item principal do MyBook World Edition II é seu software WD Anywhere Access para acesso remoto (é uma versão customizada de outro produto, chamado MioNet).

Com ele, dá para acessar os dados — fotos, arquivos, vídeos — de qualquer computador da casa ou até mesmo de fora da sua rede local. Do mesmo modo que o ReadyNAS Duo, da Netgear, ele permite compartilhar informações com videogames (PlayStation 3, Xbox 360) e outros dispositivos como TVs e até porta-retratos digitais conectados.

O principal problema do MyBook World Edition II está diretamente ligado a um dos seus maiores benefícios: ser uma peça única. Caso seja preciso trocar um dos discos, o equipamento só aceita HDs da própria Western Digital, e não de outros fabricantes.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h04
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BACKUP E MULTIMÍDIA COM UM CLIQUE

Muita gente usa um disco externo para fazer cópias de segurança dos seus dados. Afinal, se o Windows der problema, suas fotos, vídeos e arquivos pessoais estão protegidos e salvos em outro local. Além disso, você pode levar o disco externo para outro computador, sem precisar ficar preso ao seu PC de casa. Basta ter uma porta USB livre.

Mas, e se em vez de ter um disco externo, que tal dois? E se eles estiverem ligados à sua rede local, prontos para acesso de qualquer lugar, com informação acessível de maneira rápida e fácil?

Veja fotos dos equipamentos

Essa é a ideia dos dispositivos de armazenamento em rede, que combinam a funcionalidade dos discos rígidos externos à sua rede local e fazem backups com o simples toque de um botão. Desse modo, você consegue fazer backups em um local só de todos os seus computadores, e acessar informações sem precisar desconectar o cabo USB de uma máquina pra outra.

O UOL Tecnologia analisou três opções desses discos conectados em rede: o
Linksys NAS200, o Netgear ReadyNAS Duo e o Western Digital MyBook World Edition II. Apesar da promessa de "tirar da caixa, plugar na rede e começar a fazer backups", os três produtos avaliados precisam de alguns conhecimentos básicos de conceitos de rede para funcionar de verdade —nada que o próprio manual de instruções não resolva e, claro, seguir os passos do assistente de instalação.

Duas das três soluções avaliadas usam o conceito de NAS (network attached storage) em seu nome: o da Linksys e o da Netgear. Ambos vêm com duas baias para a instalação de discos rígidos na capacidade que o comprador quiser.

Capacidade

O modelo da Netgear já vem com um disco de 500 GB (existem outras configurações com 750 GB e 1 TB) e uma baia livre, e o da Linksys deixa a escolha e a compra dos HDs de acordo com o desejo do usuário. Fique de olho na questão do disco na hora de comprar, pois a adição de mais um HD ao pacote pode aumentar o valor a ser pago.

Já o modelo da Western Digital é uma solução "fechada" com dois discos de 500 GB instalados e que não podem ser trocados com facilidade pelo consumidor: conecte-o à rede, faça a configuração e ele faz o resto sozinho.

Os três modelos também usam o conceito de espelhamento de discos em RAID (redundant array of independent disks) para deixar uma cópia do conteúdo de um disco rígido exatamente igual ao original: caso um deles dê problema, o material gravado não será perdido.

Além disso, eles oferecem algumas funções de compartilhamento de mídia pela casa, em dispositivos como videogames e a central de mídia do Windows Vista, por exemplo.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h56
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COMO SE ESCOLHE O PAÍS-SEDE DE UMA COPA DO MUNDO?

Brasil receberá o evento em 2014 e espera a visita de 600 mil turistas

A escolha da sede da Copa do Mundo é feita, em média, seis anos antes do evento acontecer. Desde a década de 90, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) instituiu que seria feito um revezamento entre as seis confederações de futebol, para acabar com a alternância entre Américas e Europa, que vigorava desde os anos 50.
 
Assim, há sempre um rodízio entre Confederação Asiática de Futebol (AFC), Confederação Africana de Futebol (CAF), Confederation of North, Central American and Caribbean Association Football (CONCACAF), Union of European Football Associations (UEFA), Oceania Football Confederation e Confederação Sulamericana de Futebol (CONMEBOL). Por isso, como a Copa de 2010 será na África do Sul e a de 2014 no Brasil, países da África e da América do Sul não poderão se candidatar como sedes para 2018.

Copa do Mundo, a FIFA exige que ele possua pelo menos 12 campos de futebol, com capacidade mínima para 40 mil pessoas. O estádio da final deve ter pelo menos 80 mil lugares (a regra passa a valer para 2018, até então, a exigência era de 60 mil assentos). Também é importante que exista capacidade de transmitir o evento para as TVs de todo o mundo, tecnologia para suportar o grande volume de troca de informações (por internet e telefone), infraestrutura de transportes e acomodação.
 
Para ter certeza de que o país atende às exigências, fiscais da FIFA visitam os candidatos. Depois, há uma eleição entre os membros da comissão da federação. Se o país conseguir mais de 50% dos votos, é escolhido para receber a Copa.
 
O processo para a escolha do Brasil como sede começou em 2003, quando ficou decidido que algum membro da CONMEBOL sediaria o evento. Colômbia, Argentina e Brasil foram indicados. Mas, em 2006, a confederação decidiu que apresentaria o nosso país como único candidato. Sem ter concorrentes, só seria necessário atender às exigências da FIFA.
 
Depois da visita dos fiscais, em 2007, foi anunciado que a Copa de 2014 acontecerá em terras brasileiras. Já em maio de 2009, foram anunciadas as 12 cidades que sediarão os jogos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá.

Ainda faltam cinco anos para o evento mas, até lá, muito tem de ser feitos. Segundo a FIFA, nenhum dos estádios brasileiros atende às condições de infraestrutura e acessibilidade. Ou seja, todos terão de ser reformados. As cidades também precisarão aumentar a capacidade de alguns aeroportos, melhorar o sistema de transporte e hotelaria. Mas a promessa é de que todo o investimento que será feito vai se transformar em benefício para a população. "A Copa é o maior evento esportivo do mundo.
 
Assim, a partir de 2011, o Brasil vai ser o centro das atenções de toda a mídia mundial. Isso nos dará a oportunidade de divulgar o potencial do país, atraindo mais investimentos. Outro aspecto é que vamos ter um legado importante. A infraestrutura que será montada para esse evento ficará para a população e garantirá um Brasil melhor, principalmente nas cidades-sede", afirma Claury Santos Alves da Silva, secretário do Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo.
 
Até 2013, o governo promete investir 33 milhões em transporte coletivo e melhoria do sistema viário. Além disso, ainda haverá mais investimentos do governo federal, que deve reformar os aeroportos. O secretário também assegura que o evento vai gerar muita renda para o país, "a previsão é de que virão para cá cerca de 600 mil turistas, gastando uma média de 300 reais por pessoa por dia durante todo o mês da Copa".



Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h39
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