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Em causa própria
 


ENTREVISTA: WAGNER MOURA:
 
Elite do cinema
   
 
Não adiantaram as críticas e as acusações de fascismo da imprensa estrangeira, ecoando as que o filme já tinha ouvido pelas bandas de cá. Tropa de Elite convenceu quem precisava e premiou o Brasil pela segunda vez com o Urso de Ouro do Festival de Berlin. José Padilha recebeu no último sábado das mãos do cineasta e presidente do júri, Constantin Costa-Gravas, ícone do cinema político. Wagner Moura, o Capitão Nascimento, personagem principal da película, falou sobre a premiação.
  
O que significa o Tropa de Elite ser premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim?
É um prêmio que é importante para todo mundo que faz cinema no Brasil, que faz cinema na América Latina. A gente tem tido cada vez mais filmes nos festivais grandes do mundo. Tanto o cinema brasileiro, quanto o mexicano, e o argentino, principalmente. E ganhar o Urso de Ouro é maravilhoso! Acho que é o segundo ou terceiro prêmio mais importante do cinema no mundo. E para mim e para o Zé [Padilha], além de ser incrível foi uma recompensa muito grande. A gente brigou muito, tanto aqui, quanto lá fora para defender o filme de interpretações tortas.
  
Por chamarem o filme de fascista?
É. A gente defendeu muito o filme, acho que o prêmio foi um entendimento e uma reposta: "Pô! O filme que a gente fez é o filme que está sendo premiado lá fora". Não acredito que alguém no mundo, ainda mais um cineasta político e um humanista de esquerda como o Costa-Gravas iria premiar um filme fascista.
  
O que aconteceu na hora da exibição do filme?
Foi uma confusão, acho, do próprio festival. As sessões para a imprensa, geralmente, são passadas com cópias legendadas em inglês. E a nossa cópia sumiu. Então foi um filme em português com a legenda em alemão. A crítica pior que a gente teve foi da Variety, que, quando eu li, vi que era claramente uma crítica de alguém que não tinha entendido o filme.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h09
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ORGANIZE SUA VIDA ONLINE

É cada vez maior a capacidade de armazenamento dos computadores. Atualmente, modelos básicos têm saído das lojas com discos rígidos de 320GB ou até 500GB. Ter todo esse espaço à disposição tem um lado bom e outro ruim. O primeiro é que a preocupação em guardar poucas músicas, vídeos ou documentos praticamente não existe. O segundo é que se perder no meio de tanta coisa não é muito difícil.

Fora o grande espaço, também existem muitos tipos de arquivos para organizar. São documentos (textos, planilhas, apresentações), mídia (fotos, músicas, vídeos), e-mails, contatos e calendários.

Um bom começo, que vale para qualquer tipo de organização (online ou offline, digital ou "analógica"), é não deixar tarefas acumuladas. Um bom exemplo é a Área de Trabalho do computador. Boa parte dos usuários de computador costumam deixar coisas urgentes salvas nesse local. Retirar itens dali significa não deixar tarefas para depois.

O programador Marco Gomes, por exemplo, gosta de deixar a Caixa de Entrada de seu e-mail sempre vazia, o que significa que ele não vai se perder em seus afazeres.

Na parte de documentos e mídia, também existem coisas que só existem em formatos analógicos: fotos antigas impressas, vídeos familiares em VHS (ou outras mídias magnéticas), a velha estante de CDs, documentos em papel. Como explica a fotógrafa americana Aimeé Baldrigde, autora do livro Organize Your Digital Life (Organize Sua Vida Digital, ainda não lançado no Brasil), priorizar o que será organizado é o primeiro e mais importante passo.

O UOL Tecnologia preparou um pequeno guia com dicas de como organizar melhor seu computador, encontrar seus arquivos quando precisar e até mesmo acessar todas essas coisas mesmo quando estiver fora de casa.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h06
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15 ANOS DE PLANO REAL

Leia AQUI.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h04
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Leia AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h45
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DECISÃO SALOMÔNICA

Justiça manda dividir prêmio da Mega-Sena disputado em SC

A 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu que um prêmio da Mega-Sena disputado por dois possíveis ganhadores, patrão e funcionário, deverá ser dividido. Ainda cabe recurso contra a decisão.

Ambos alegaram serem os vencedores do prêmio do sorteio 898 da Mega-Sena, de 1º de setembro de 2007, no valor de R$ 27 milhões. Desde então, disputam o prêmio na Justiça.

TJ-SC manteve decisão de primeira instância no caso

O juiz Edemar Gruber, titular da 2ª Vara Cível de Joaçaba, já havia julgado parcialmente procedente ação proposta por Biassi para determinar a divisão

O serralheiro Altamir José da Igreja, que mora em Joaçaba, região do meio-oeste de SC, apareceu com o bilhete e resgatou sua parte. Em seguida, Flávio Júnior de Biassi, marceneiro funcionário do até então ganhador, também reclamou o prêmio.

O marceneiro afirmou que os números apostados foram fornecidos por ele (03, 04, 08, 30, 45 e 54) e são uma combinação de um número de celular. Já o serralheiro alegou que usou as datas de nascimento dele (30/09/54) e da filha (03/04/88) na aposta.

O TJ-SC julgou hoje recurso de Biassi, em sessão que havia sido iniciada na semana passada. Nela, o relator do processo, desembargador Antônio Monteiro Rocha, votou para conceder o prêmio a Altamir da Igreja, com base no Código de Processo Civil.

"Não há provas nos autos de que o vencedor tenha sido o Flávio. Segundo a lei, o vencedor da Mega-Sena ou qualquer outro tipo de loteria, é aquele que porta o bilhete premiado", afirmou em seu voto.

O julgamento ficou suspenso por pedido de vista do desembargador substituto Ronaldo Moritz Martins da Silva. Hoje, ele decidiu manter a decisão do juiz Edemar Gruber, titular da 2ª Vara Cível de Joaçaba, que julgou parcialmente procedente a ação proposta por Flávio, para determinar que a aposta vencedora do sorteio fosse dividida entre ele e o patrão.

"Ficou claro e notório nos autos que os números sorteados sejam do celular do rapaz e da mãe dele. Acrescento que não é só por portar o bilhete premiado que Igreja tem direito ao prêmio", afirmou o desembargador substituto Ronaldo Moritz Martins da Silva.

O voto foi acompanhado pelo desembargador Eládio Torret Rocha. "A portabilidade do bilhete não é fundamental neste caso, já que esta versão tenta esconder os fatos que aconteceram anteriormente. Restou claro que os números sorteados saíram do número do celular do Flávio e de sua mãe. No caso de Igreja, sua versão está longe de ser a verdade. Como ele poderia lembrar de um filho que ele não reconheceu, exatamente no momento de fazer as apostas? Nos autos, as provas trazidas pelo rapaz estão claras e concretas", concluiu.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h43
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DESCULPAS PARA TERMINAR A RELAÇÃO

(e o que elas realmente significam...)



- “Nós estamos em diferentes pontos da nossa vida”
O que ele quis dizer: “Você quer A, eu quero B. Você quer estudar, eu quero jogar bola, você quer casar, eu quero curtir a vida de solteiro ainda, você quer comer pipoca, eu quero comer cachorro-quente e por aí vai, sabe...A gente não tem nada a ver”.

- “Nós precisamos crescer pessoalmente primeiro”
O que ele quis dizer: “Eu ainda tenho muito o que curtir com os meus amigos entre festas, bebedeiras, viagens e pegação – você pensa que é vida de adolescente, mas eu gosto. Me deixa amadurecer no meu tempo, porque você não vai conseguir me fazer mudar tão cedo”.

- “Eu me sinto preso e preciso de um espaço para respirar”
O que ele quis dizer: “Acho que você está pensando em casar e ter filhos, mas socorro! Ainda é cedo demais”.

- “Não é você, sou eu”
O que ele quis dizer: Nada. É a típica frase clichê que só é dita para a garota não ficar imaginando sobre os seus vários defeitos, já que ele simplesmente quer terminar sem motivo. Só sabe que quer terminar. E assim ele ainda sai com uma imagem de rapaz misterioso e consciente de seus próprios problemas.

- “Você boa demais para mim, você merece um cara melhor”

O que ele quis dizer: Muito provavelmente ele disse simplesmente a verdade... por mais que ele pense o contrário.

 

- “Não quero te prender, você precisa viver, curtir a sua própria vida”.
O que ele quis dizer: “Você está me prendendo e eu quero viver a minha própria vida sem você, podendo ficar com várias sem acabar com peso na consciência”.

- “No momento preciso me concentrar na minha carreira”
O que ele quis dizer: “Quero sair para encher a cara no happy hour da empresa com os meus amigos, e não ficar discutindo a relação com você até altas horas da madrugada”.

- “Já fui muito magoado antes, eu ainda não consigo me envolver sério com alguém novamente”
O que ele quis dizer: “Minha ex me chifrou horrores e no momento eu acho que todas as mulheres são tão falsas quanto ela”.

- “Tenho medo de compromisso”.
O que ele quis dizer: “Eu gostava mais quando a gente saía só por sair. E a gente só saía quando eu tinha vontade e eu não precisava te ligar no dia seguinte”.

- “Não quero arriscar perder a sua amizade”
O que ele quis dizer: “Se a gente começar a ficar sério eu posso arruinar as minhas chances de pegar aquela sua amiga bonitona. Ou qualquer outra amiga sua…” .


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h51
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Clique AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h49
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A SALSICHA

Beto e Zé, dois amigos inseparáveis, queriam tomar uma cerveja ou duas mas não tinham dinheiro algum. 
Fuçando os bolsos, a única coisa que encontraram foi a impressionante quantia de um real.

Beto disse 'Peraí, tenho uma idéia.'

Foi até o açougue ao lado e saiu com uma enorme salsicha nas mãos.

Ze então lhe disse 'Ce tá louco, cara?
Agora é que ficamos sem um tostão furado mesmo!'

Beto replicou, 'Não se preocupe, cara, venha comigo.'

Ele entrou num bar e imediatamente pediu uma cerveja e dois copos e mais duas doses de uísque.

Espantando, o Zé alertou 'Agora você pirou de vez. Você já parou prá pensar na confusão em que você nos meteu?
Estamos mais lisos do que sabão!!'

Beto, calmamente, retrucou com um sorriso:

'Não se preocupe, eu tenho um plano... Saúde!'

Mandaram seus drinques goela abaixo.
O Beto então disse, 'OK, vou colocar a salsicha para fora pelo meu zíper e você se ajoelha e a coloca na sua boca.'

O barman viu o que estavam fazendo, fulo da vida e os botou para fora.

Mas eles continuaram fazendo a mesmo coisa, bar após bar, ficando cada vez mais bêbados, tudo de graça.

Quando já estavam no décimo bar, Zé resmungou 'Beto, acho que não consigo mais te acompanhar.
Estou bêbado e meus joelhos estão me matando!'

Beto então respondeu, 'E como você acha que eu tô? Eu nem consigo me lembrar em qual bar eu perdi a salsicha...'


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h48
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FRASE DO DIA: 

"Os talentos artísticos extraordinários frequentemente coincidem com vidas torturadas e enigmáticas. Ele a representava em sua totalidade, fulgurantemente, tragicamente, divinamente".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h37
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PERSEPÓLIS
 
Europa estuda retirar todos os embaixadores no Irã

As iniciativas para isolar o Irã ganharam novo impulso nesta quarta-feira, quando autoridades da União Europeia anunciaram que podem retirar todos os seus embaixadores no país asiático, segundo informou o jornal norte-americano The New York Times.

Diplomatas disseram que por enquanto não existe ordem formal para que os representantes diplomáticos retornem a seus países, mas está opção está sendo considerada pela União Europeia - principal parceiro comercial do Irã.

Esta possibilidade surge em resposta à detenção no último domingo de nove funcionários da embaixada britânica em Teerã, que foram acusados pelo Irã de colaborar com as manifestações que tomaram a capital contra os resultados oficiais das eleições que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Desde então, a UE discute alternativas para proteger seus representantes no país.

A retirada de todos os 27 embaixadores representaria uma rara demonstração de desagrado da Europa com a postura do Irã, e diplomatas disseram ao NYT que a Europa preferiria evitar essa opção, além das dificuldades de colocá-la em prática em conjunto com todos os países do bloco.

A situação entre o bloco e o Irã é tensa desde que começou a onda de protestos. Países europeus se levantaram contra a repressão cometida pelo governo iraniano, que acusou o ocidente de se intrometer em assuntos internos. A situação compromete as negociações a respeito da questão nuclear iraniana, já que Teerã disse que não reconhecerá a legitimidade dos negociadores europeus até que o bloco se desculpe pelas acusações.

Dos nove empregados da embaixada britânica detidos no domingo, cinco teriam sido liberados na segunda-feira e outros três hoje, enquanto um deles é mantido em prisão por "desempenhar importante papel durante as recentes revoltas", segundo informou a imprensa oficial iraniana.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h22
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SE NÃO FOSSE PELAS TURBULÊNCIAS...
 
Companhia aérea chinesa estuda possibilidade de passageiros viajarem em pé

A companhia aérea chinesa Spring Airlines considera a possibilidade de fabricar aviões que permitam que os passageiros viajem em pé, informou a emissora "CFTV".

"A companhia está ventilando esta possibilidade há um ano, mas o processo de fabricação de um avião destas características é muito longo", declarou Zhang Wuan, porta-voz da Spring Airlines.

Segundo Zhang, tanto os assentos como a distância que há entre eles serão reduzidos para que o avião tenha maior capacidade.

Se for construído, o aparelho permitirá uma acomodação 40% maior de passageiros do que em um avião tradicional, o que representará 20% de economia nos custos operacionais da linha e a redução do valor das passagens.

A ideia é que os passageiros se sentem em tamboretes que lhes permitam permanecer em pé ou sentados, mas sempre com o cinto de segurança.

A companhia aérea apresentará seu plano às autoridades da aviação chinesa no final deste ano.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h18
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U2 360 EM BARCELONA

O grupo de rock irlandês U2 inicia nesta terça-feira sua primeira turnê em três anos, apresentando-se para 90 mil fãs em Barcelona em cima de um dos maiores palcos já construídos para concertos.

Nos próximos quatro meses, a banda vai tocar para estimados 3 milhões de fãs em 31 cidades da Europa e América do Norte, onde mais shows devem ser anunciados no próximo ano.

A "U2 360 Tour" vai cumprir o que promete com um palco redondo que será cercado pelos fãs dentro do estádio Nou Camp, do FC Barcelona.

A imprensa local informou que cerca de 500 fãs com ingressos dormiram diante da entrada do estádio na segunda-feira, na esperança de conseguirem um lugar ao lado do palco quando os portões forem abertos.

Os organizadores dizem que isso será mais fácil agora, já que o palco de novo conceito propiciará uma visão clara a mais fãs, além de permitir a presença de mais pessoas, o que possibilita reduzir os preços dos ingressos nestes tempos de recessão.

Consta que a U2 360 Tour será a turnê mais cara já feita pela banda, custando estimados 100 milhões de dólares, mas especialistas sugerem que é um dinheiro bem gasto.

As apresentações ao vivo vêm se tornando uma fonte de renda cada vez mais importante para grandes grupos como o U2, devido à queda expressiva nas vendas de CDs físicos e à pirataria que corre solta na Internet.

A conceituada publicação da indústria musical Billboard estima que a U2 360 Tour pode ser uma das turnês de maior arrecadação da história, possivelmente superando a turnê Vertigo, que a banda fez em 2005-06 e que lhe rendeu 389 milhões de dólares.

EVENTO GRANDIOSO

O palco, que requer 120 caminhões para ser transportado, é outro elemento grandioso dos quatro roqueiros que já receberam mais prêmios Grammy que qualquer outra banda.

Na turnê Zoo TV, enormes telões sobrecarregaram os fãs com imagens da cultura pop. Na turnê PopMart, o vocalista Bono apareceu dentro de uma bola luminosa de 12 metros no formato de um limão.

A memória visual que deve ficar gravada nesta turnê provavelmente será a "Garra", um "monstro" de quatro patas que se ergue 50 metros acima da cabeça dos músicos e sobre o qual é montado o sistema de som.

Bono, o guitarrista The Edge, o baixista Adam Clayton e o baterista Larry Mullen Jr. vão divulgar seu 12o álbum gravado em estúdio, "No Line on the Horizon".

As resenhas do álbum foram em sua maioria positivas, e o disco, que mistura guitarras com sons ecléticos do Marrocos, onde foi parcialmente gravado, foi diretamente para o primeiro lugar das paradas em 30 países, incluindo os EUA e a Grã-Bretanha.

Mas as vendas iniciais nos EUA foram nitidamente menores que as do álbum anterior da banda, "How to Dismantle an Atomic Bomb", lançado em 2004.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h19
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Renda fixa traz melhores opções de investimentos em junho

Ainda não dá para dizer se junho foi o fim ou apenas uma pausa do rali das bolsas globais. O que se pode notar é que a retomada da economia parece nem tão próxima e nem tão vigorosa como fora precificada nos ativos de risco nos últimos meses. Foi neste ambiente de contenção de otimismo e preservação de capital que a renda fixa, mesmo em meio à queda dos juros, angariou as primeiras posições entre as melhores alternativas de investimento em junho.

No topo aparece o CDI, que rendeu 0,76% no sexto mês de 2009 em termos nominais, ou 0,86% quando se pondera a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) no período. Logo em seguida vêm os CDBs pré-fixados de 30 dias, com ganho bruto médio de 0,72% no mês, o que corresponde a uma rentabilidade de 0,82% em termos reais.

A tão comentada caderneta de poupança, que pode ter seus rendimentos tributados em determinadas carteiras superiores a R$ 50 mil a partir do próximo ano, apresentou retorno nominal de 0,57%.

Já o investimento em renda variável, representado aqui pelo Ibovespa, teve desvalorização nominal de 3,26% em junho, a pior escolha do período, depois de três meses seguidos como melhor alternativa de investimento . Por pouco não perdeu para a aplicação em ouro, que no mesmo período apresentou retorno negativo de 3,23%.

Sell in June

Encontrar fatores específicos que justifiquem a correção nos preços dos ativos de risco e a fuga para opções tidas como mais seguras é tarefa delicada. Afinal de contas, não há marcos em junho que fizessem valer tal comportamento dos investidores. Pode-se sim relembrar todos os questionamentos em torno do rali recente e então pensar até que ponto os mercados estão corretos em antecipar uma retomada econômica iminente.

Os indicadores econômicos ao redor do globo e por aqui também continuaram a mostrar números combalidos, a despeito de alguns setores ensaiarem uma recuperação ou, que seja, redução no ritmo de queda. No caso brasileiro, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, divulgado neste mês, trouxe queda do produto de 0,8% frente ao último quarto de 2009, e mesmo assim veio melhor do que se esperava. A maior economia do mundo, os EUA, também trouxe um PIB melhor do que as projeções apontavam, mas não deixa de ser preocupante: 5,5% de retração na medida anualizada do primeiro trimestre.

O Banco Mundial reduziu suas projeções para o PIB global em 2009 e preocupou. A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) elevou as suas e agradou. De concreto até o momento, só os números divulgados, que mostram contração do produto das principais economias globais.

Mas não foi só a economia que preocupou os mercados. Antevendo pressões inflacionárias por conta do forte intervencionismo do governo, os Treasuries tiveram expressiva alta em seus rendimentos, precificando assim que já no curto prazo o Fed iniciaria um processo de alta de juros, dividindo suas atenções com medida mais igualitária entre crescimento econômico e estabilidade dos preços. Não foi isso o que o banco central norte-americano sinalizou na ata de seu encontro que manteve a Fed Funds Rate, pela quarta vez seguida, no patamar entre zero e 0,25% ao ano.

Ainda por lá, dois setores que protagonizaram a crise nos últimos meses tomaram os noticiários; o automotivo, pelo pedido de recuperação judicial da General Motors, e o financeiro, pelo anúncio da maior reforma regulatória desde a Grande Depressão.

Voltando a falar de política monetária, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu com o corte na Selic de 100 pontos-base, considerado por analistas como agressivo. Nosso juro básico chegou à sua mínima história, 9,25% ao ano. Porém, o comunicado que acompanhou a decisão da autoridade monetária sinalizou que o ciclo de afrouxo pode estar com os dias contados.

Na tentativa de estimular a economia, o governo brasileiro anunciou nova rodada de medidas de estímulo, dentre elas a extensão do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido em setores como o automotivo, linha branca e materiais de construção civil.

E não se pode falar do mercado brasileiro em junho sem dar o merecido destaque ao conturbado IPO (Initial Public Offer) da VisaNet, o maior da história da BM&F Bovespa em termos de captação.

Embraer e aéreas nos extremos do Ibovespa

Com alta respectiva de 27,37% e 20,24%, as ações de GOL (GOLL4) e (TAMM4) escaparam da correção da bolsa e apareceram como maiores altas entre os ativos que compõem o principal índice da BM&F Bovespa. O mercado enxerga a alta do petróleo e a valorização do real frente ao dólar como fatores que podem colaborar nos balanços trimestrais destas companhias, na medida em que reduzem perdas com hedge - no caso da commodity - e diminuem o endividamento - dentre as empresas do setor, tipicamente exposto ao dólar.

Na outra ponta aparece a Embraer (EMBR3), cujas ações tiveram baixa de 10,98% em junho, a pior performance entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa. As perspectivas para o setor de aviação sentiram peso adicional da piora do surto global da gripe suína.

Mercados em junho

Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos no mês de junho:

InvestimentoJunhoReal*MaioReal**
Ibovespa -3,26%-3,16%+12,49%+12,57%
CDI***+0,76%+0,86%+0,77%+0,84%
CDB ****+0,72%+0,82%+0,77%+0,84%
Poupança+0,57%+0,67%+0,55%+0,62%
Ouro-3,23%-3,13%-0,56%-0,49%
Dólar Ptax-1,08%-0,98%-9,42%-9,36%
IGP-M -0,10%-0,07%
 
* Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,10% em junho de 2009 ** Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,07% em maio de 2009 *** Taxa Efetiva Andima **** Taxa pré 30 dias


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h09
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PRESUNÇÃO DE IMPUNIDADE

Ministro critica liberdade de réus condenados em primeira instância; advogados discordam

Toda pessoa é inocente até que se prove o contrário. Na avaliação do ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage Sobrinho, essa máxima do Direito tem sido mal interpretada no Brasil, e seu uso inadequado reforça a sensação de impunidade nos casos de corrupção no país. A afirmação foi feita na semana passada em um seminário sobre crimes financeiros promovido pela Associação Nacional dos Peritos Federais Criminais.

A presunção da inocência é definida no inciso 57 do artigo 5º da Constituição Federal brasileira, e determina que o acusado de um crime só pode ser preso após o fim do julgamento. Para Hage, o problema da lentidão no combate à corrupção está na interpretação que os tribunais superiores dão a este inciso.

Um relatório divulgado na segunda-feira (29) pelo Banco Mundial revela que o combate à corrupção no Brasil não teve avanço significativo nos últimos dez anos.

Hage propõe que o acusado possa ser preso logo após a condenação em primeira instância, ou a sua confirmação em segunda instância. Hoje, o réu permanece em liberdade enquanto couber recurso , a menos que seja expedido mandado de prisão cautelar. Nesses casos, o acusado é encaminhado para um centro de detenção provisória e não para a penitenciária.

"Num país como o Brasil, a quantidade de brechas [no Código de Processo Penal] permite uma infinidade de recursos protelatórios e incidentes processuais capazes de prolongar o processo por 15 ou 20 anos, principalmente se o acusado se cerca de bons advogados. E os corruptos são os que podem pagar os melhores escritórios de advocacia do país", afirmou Hage à reportagem do UOL .

"A conclusão óbvia é que se o princípio da presunção da inocência for interpretado como significando que o condenado não pode ir para a prisão antes do trânsito em julgado do último recurso, isso equivale a aceitar que ninguém seja preso com menos de anos de iniciado o processo", disse. "Se você consegue que os réus vão para a prisão, isso diminui a impunidade".

Advogados discordam

Para Luiz Flávio Gomes, ex-juiz e advogado criminalista, a proposta de Hage é uma interpretação incorreta, que não atende ao que dizem a Constituição brasileira, a Corte Interamericana e os tratados internacionais de direitos humanos.

"Prender uma pessoa antes da condenação definitiva cria um Estado de polícia exatamente como era o Estado nazista de Hitler", afirmou Gomes.

Juliana Belloque, defensora pública do Estado de São Paulo e doutora pela USP (Universidade de São Paulo), acredita que colocar a culpa da lentidão da Justiça brasileira no princípio da presunção da inocência e no número de recursos que os advogados de defesa podem utilizar é simplificar o problema.

"A gente não pode negar que a agilidade da Justiça é um valor a perseguir, mas isso não necessariamente passa pela impossibilidade de recursos do acusado e muito menos pode apagar os efeitos da presunção de inocência", disse a defensora. " O problema é que tem tribunais que demoram cinco anos para julgar o caso de um réu solto em apelação".

Para ela, a sensação de impunidade da qual fala o ministro da CGU está mais relacionada à aplicação ou não de uma punição no final do processo do que com o número de recursos aos quais o réu tem direito.

"As pessoas têm uma visão equivocada de que a prisão rápida acaba com a impunidade. Não é a prisão durante o processo que faz diferença, é o resultado final, que pode ser prisão ou não. Há outros tipos de pena tão eficazes quanto a prisão ou até mais", diz Belloque.

"A reforma dos recursos é urgente e muito benvinda, mas não se pode colocar a culpa neles pela impunidade", conclui.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), que participou do mesmo seminário que o ministro Jorge Hage na semana passada, também não concorda que o problema da impunidade no Brasil seja a presunção da inocência, mas defende mudanças no Código de Processo Penal. Casagrande é relator de um projeto de reforma à legislação processual penal.

"O princípio da presunção de inocência é consolidado no direito e faz parte da proteção e garantia aos direitos individuais. Mas o Código de Processo Penal realmente é frágil nas medidas cautelares, a pessoa só pode responder em liberdade ou presa, não há outras alternativas", disse o senador, que defende que sejam criados novos dispositivos legais, como o monitoramento eletrônico, a perda de cargo público, a prisão domiciliar, a suspensão de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a restrição à circulação em alguns locais para pessoas que estejam sendo julgadas.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h05
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O FUTURO DO IRAQUE EM JOGO

Ali Al-Saadi/AFP
 
Na próxima terça-feira o Iraque estará colocando em jogo seu futuro. Mas não só o Iraque. Também está em jogo, em grande medida, a credibilidade dos EUA e de seu presidente no Oriente Médio. Tudo dependerá de como se desenrolarão os acontecimentos na velha Mesopotâmia a partir de 30 de junho.
 
Nessa data, e de acordo com as cláusulas do acordo de segurança e cooperação assinado no final do ano passado entre os governos de Bagdá e Washington, com George Bush ainda no poder, as tropas de combate americanas se retirarão de todas as cidades iraquianas e cederão o controle da ordem pública e a luta contra os restos da organização terrorista Al Qaeda na Mesopotâmia às forças militares e de segurança do Iraque.
 
A retirada foi confirmada por Barack Obama durante sua única visita a Bagdá até agora, em abril, e reiterada em diversas ocasiões pelo primeiro-ministro iraquiano, Nuri el Maliki. Maliki, que incorporou a seu título de primeiro-ministro o de comandante-em-chefe - algo não previsto na Constituição em vigor -, referiu-se na semana passada ao 30 de junho como "uma data de união nacional e ao mesmo tempo um grande desafio nacional".

Evidentemente, um grande desafio porque, pouco depois que o dirigente iraquiano pronunciou estas palavras, um ataque suicida ao sul de Kirkuk causou a morte de 72 civis. A posição do governo de Bagdá sobre a retirada das forças americanas dos centros populacionais iraquianos e seu recuo para as bases parece imutável. O próprio Maliki manifestou depois do atentado que os ataques "não vão parar nem retardar" a retirada.

Os iraquianos, segundo se depreende das entrevistas publicadas na mídia nacional e estrangeira, consideram que a data marca a recuperação da plena soberania nacional. Estão convencidos de que suas forças de segurança, com cerca de 500 mil efetivos, serão capazes de controlar a situação, apesar do aumento dos atentados nos últimos meses, não só nas áreas conflituosas de Mosul e Kirkuk, onde curdos e turcomenos reivindicam de Bagdá uma maior participação na distribuição da riqueza do petróleo, mas também em cidades da província sunita de Anbar, como Faluja, consideradas até agora oásis de paz.
 
A incógnita é saber se realmente as forças iraquianas serão capazes de enfrentar sozinhas, sem o apoio das unidades americanas, um aumento da violência.

Além do terrorismo da franquia nacional da Al Qaeda, o Iraque enfrenta problemas gigantescos em todas as frentes, desde a reconciliação nacional depois da ditadura sunita de Saddam Hussein à reconstrução dos serviços básicos do país, passando pela corrupção, que, como um polvo, se estende por todos os órgãos da administração. O próprio ministro do Interior, Jauad El Bolani, reconheceu em um recente artigo no "New York Times" que em seu ministério haviam sido expulsos por corrupção 62 mil funcionários nos últimos dois anos.

Mas nem tudo é negativo no Iraque. O país conseguiu uma estabilidade política e um índice de segurança impensáveis há pouco mais de um ano e meio. O Iraque tem um governo constitucional eleito pelo povo em eleições livres certificadas pela ONU e a UE, algo singular na região. Seus serviços e empresas públicas começam a funcionar, graças ao retorno gradual dos refugiados, em sua maioria sunitas de classe média, e à normalização das exportações de petróleo. E a liberdade de expressão de seus meios de comunicação é superior à de todos os países da região. (Lembrem-se das sapatadas em Bush durante uma entrevista coletiva com Maliki.)

Os EUA e especialmente seu presidente também apostam muito nessa nova jornada. Que o Iraque se transforme em um país medianamente estável e quase democrático é vital para a credibilidade dos EUA na região, onde inclusive seus aliados sunitas consideram a invasão um fracasso.
 
Obama não pode resolver sem o concurso das partes interessadas conflitos como o palestino-israelense ou a corrida nuclear iraniana. Sim, pode contribuir decisivamente para a estabilidade do Iraque com ajuda econômica e assessoria de toda ordem para a reconstrução do país.

Como escreve em "Newsweek" seu diretor Fareed Zakaria, duro crítico da invasão, "Como chegamos [ao Iraque] já é uma questão para a história. Mas o ideal democrático ainda é alcançável". Se a precária situação no Afeganistão e Paquistão e o desenrolar dos acontecimentos no Irã não desviarem sua atenção do Iraque, talvez Obama possa dizer ao final de seu primeiro mandato, desta vez com toda justiça, aquela frase que Bush proclamou em maio de 2003 a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln: "Missão cumprida".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h29
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h26
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h25
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Com a taxa básica de juros (Selic) em queda, surgem dúvidas sobre aplicações com remuneração atrelada a esse indicador. Como escolher entre fundos de renda fixa ou fundos DI? Qual a melhor opção?

Ao compararmos a rentabilidade destas categorias nos últimos 12 meses, pelos dados da Anbid, não é possível ter uma ideia clara de por qual fundo optar. Entre maio de 2008 e abril de 2009, a renda fixa levou uma pequena vantagem: rendeu 12,96% ao ano ante 12,53% dos fundos referenciados DI e 12,39% dos fundos de renda fixa com médio e alto risco.

Mas a rentabilidade média não é apenas o único fator que se deve observar na escolha da aplicação. A diferença começa a ficar mais clara quando se observa a variação da rentabilidade mínima e máxima obtida em cada uma das categorias, fruto essencialmente da gestão e do nível de risco de cada uma.

Por isso, a resposta sobre onde aplicar sempre varia de acordo com o perfil de risco do cliente. Como lembra o professor da Faculdade de Engenharia e Administração da USP, Luiz Jurandir, o investidor tem que entender que investimento é igual remédio: pode ser bom ou ruim, vai depender da doença e do paciente. Antes de optar pelo fundo DI ou fundo de Renda fixa, portanto, o melhor é conhecer a diferença entre cada produto.

Fundos Referenciados DI


Os fundos referenciados DI são investimentos considerados conservadores e costumam ser usados para proteger o patrimônio do investidor, pois são atrelados à taxa de juros interbancária, o chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que por sua vez acompanha a variação da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

Quando a Selic aumenta, o rendimento do fundo DI sobe; quando a Selic cai, o mesmo ocorre com o fundo DI. Como estamos em um processo de queda da taxa de juros, a rentabilidade dos fundos DI tende a cair também.

As regras da CVM (Câmara de Valores Mobiliários), que regulamenta o setor de fundos, são bem rígidas quando se trata de fundos referenciados. Estes devem conter na sua denominação o seu indicador de desempenho (no caso, o CDI), e devem atender todas as seguintes condições: ter no mínimo 80% de seu patrimônio líquido em títulos emitidos pelo Tesouro Nacional ou Banco Central ou títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de crédito, com certificação por agência de classificação de risco localizada no País (por exemplo, CDB de grandes bancos).

Além disso, 95% da carteira destes fundos deve ser composta por ativos que visem acompanhar a variação desse indicador de desempenho. A atuação no mercado de derivativos também deve ficar restrita a operações que tenham objetivo de proteger as posições.

Com todas estas regras, o que faz a diferença de rentabilidade para estes fundos é a chamada taxa de administração, que varia bastante entre os gestores. Essa diferença fica clara quando se observa o quadro das rentabilidades mensais divulgado pela Anbid. Em abril de 2009, a rentabilidade mínima destes fundos foi de 0,20% e a máxima alcançou 1,20%. Uma diferença de 500%.

Com o atual nível de taxa de juros, uma taxa superior a 1,5% ao ano já faz com que a rentabilidade do fundo DI perca da caderneta de poupança, lembra o professor Luiz Jurandir, pois sobre esta não incide cobrança de Imposto de Renda nem taxas de administração. (Vale lembrar que tramita no Congresso Nacional uma
proposta de lei para tributar aplicações acima de R$ 50 mil na caderneta de poupança).

Fundos de renda fixa

Pelas regras da CVM, os chamados fundos de renda fixa devem possuir 80% da carteira em ativos relacionados diretamente aos principais fatores de risco da carteira que podem ser a variação da taxa de juros do país ou um índice de inflação, ou ambas.

Como estes fundos buscam uma rentabilidade mais elevada do que a dos fundos DI, trabalham com um nível de risco também maior. De que maneira? Os gestores compram
ativos prefixados ou pós-fixados, que podem ser títulos do Tesouro e do Banco Central, além de CDBs, RDBs e debêntures, dependendo da expectativa de queda ou elevação da taxa de juros do país.

Mas, diferentemente dos fundos referenciados DI, em que 80% dos títulos têm de ser obrigatoriamente de baixo risco, nos fundos de renda fixa não existe essa obrigatoriedade. Daí o risco maior.

Dentro desta categoria de fundos encontram-se os renda fixa tradicionais e os que embutem médio e alto risco, inserindo em suas carteiras ativos que oferecem uma maior probabilidade de ganho, mas que também podem representar perdas expressivas no patrimônio de seus clientes. Também pelas regras da CVM, todos os fundos que operem com
derivativos capazes resultar em perdas patrimoniais ou, em especial, levar à ocorrência de patrimônio líquido negativo, deverão conter esta advertência ao investidor logo na capa do prospecto e também em todo o material de divulgação.

Por tudo isso, é necessário que, antes de alocar recursos em um fundo, o investidor tome alguns
cuidados básicos como ler o prospecto, verificar taxa de administração e outras possíveis taxas cobradas, como taxa de performance, acompanhar e comparar a rentabilidade do fundo e também a condição do gestor.

Para se ter uma ideia da possibilidade de variação da rentabilidade desse tipo de fundo, observemos os dados da Anbid relativamente ao mês de abril de 2009.

Nesse período, a rentabilidade mínima dos fundos de renda fixa foi de -1,73% e a máxima chegou a 2,63%. A rentabilidade média desse segmento ficou em 0,70%.

No mesmo período, os fundos de renda fixa com médio e alto risco alcançaram rentabilidade mínima de -0,93% e máxima de 1,67%. Na média, a rentabilidade dessa categoria foi de 0,80%. Mas entre a média e o rendimento máximo nota-se uma diferença de 275,71% no primeiro caso e de 108,75% no segundo. Pode-se creditar a variação às escolhas feitas pelos gestores de cada fundo. Daí a importância de se avaliar bem onde colocar o seu dinheiro.

 
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h24
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PAGUE MAIS, LEVE MENOS

Promoções do tipo "pague 2 leve 3" nem sempre são vantajosas

Comuns em supermercados, drogarias, entre outros estabelecimentos, as promoções do tipo "leve 3 e pague 2" nem sempre são realmente vantajosas para o consumidor. O alerta é do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Em uma pesquisa realizada pela entidade, o Instituto constatou, por exemplo, o caso de um papel higiênico que oferecia ao consumidor 200 metros pelo preço de 180 metros, sendo que o valor do metro era de R$ 0,036.

Contudo, o mesmo produto (quatro rolos de 50 metros cada) que não possuía o desconto tinha o metro vendido a R$ 0,037. Ou seja, na realidade, no produto em promoção, o consumidor estava pagando por 196,8 metros e não por 180 metros, como o que fora anunciado. Se a promoção fosse respeitada, diz o Idec, o valor do pacote promocional deveria ser 10% menor que o do comum, saindo a R$ 0,034 por metro.

O que fazer?

Em situações como estas, segundo o Idec, o vice-presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Martinho Paiva Moreira, orienta ao cliente que procure pela gerência para que o preço do produto seja corrigido.

"Se o consumidor encontrar uma promoção desse tipo sendo desrespeitada, deve avisar na hora o gerente do supermercado, para que o preço seja mudado."

Outra maneira de coibir propagandas enganosas como estas, na opinião do Idec, é a adoção, por parte dos estabelecimentos comerciais, da informação do preço por unidade de medida (quilograma, litro ou metro).

Além de proteger e facilitar a comparação de preços para o consumidor, avalia a entidade, a medida deve evitar a maquiagem de produtos, que ocorre, por exemplo, quando uma mercadoria diminui de tamanho sem aviso prévio e sem ter o prazo reduzido proporcionalmente.

"Muitas vezes o consumidor nem percebe a maquiagem. Um iogurte que passa de 200g para 180g, por exemplo, mal é percebido. O consumidor acha que está mais barato, mas não é isso, é porque vem menos quantidade de produto", disse o promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Júlio Machado.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h22
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HEY, CHICA, DEIXE O GATO EM PAZ! 



Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h04
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A empresa aérea British Airways pediu aos funcionários que trabalhem de graça, por até um mês, para ajudar a companhia a sobreviver.

O diretor executivo da BA, Willie Walsh, já concordou em abrir mão de seu salário mensal de 61 mil libras (cerca de R$ 193 mil) no mês de julho.

O apelo foi enviado por e-mail a mais de 30 mil funcionários no Reino Unido, pedindo a eles que sejam voluntários para trabalhar de graça ou tirar licença sem vencimento num período que pode variar de uma semana a um mês.

O desconto no salário será feito em parcelas, de três a seis meses.

No mês passado, a BA teve prejuízo anual recorde de 401 milhões de libras (cerca de R$ 1,273 bilhões), em parte por conta do alto preço do combustível e outros custos.

Walsh explicou que a iniciativa para cortar gastos é uma "luta pela sobrevivência".

"Estou tentando que todas os setores da empresa tomem parte, de alguma maneira, nesta forma de economizar dinheiro para ajudar o plano de sobrevivência da companhia", disse ele.

Nas últimas semanas, a BA realizou reuniões de emergência com sindicatos trabalhistas na empresa, buscando maneiras de economizar dinheiro.

Os detalhes de um amplo acordo de pagamento e produtividade devem ser anunciados na quarta-feira.

Esquema flexível Um porta-voz da empresa disse que eles não têm uma meta de economia exata com este plano.

"O máximo que pudermos, mas não temos um número", disse ele.

A ideia foi lançada pela primeira vez no mês passado, quando a empresa pediu aos funcionários que se candidatem a um mês de licença não remunerada, ou trabalhem de graça durante o período.

Este pedido atraiu mais de mil candidatos.

Mas a versão mais recente do esquema, lançado na semana passada por e-mail e em um artigo no jornal interno da companhia, é mais flexível e aceita voluntários para até uma semana.

A BA pede que os funcionários se apresentem até o fim do mês.

A empresa disse que outras companhias, como a Cathay Pacific, lançaram iniciativas semelhantes, e a maioria dos funcionários participaram.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h01
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BOXES DOS SONHOS
 
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h59
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Queda da Selic já afeta decisões de investimentos em fundos de renda fixa e DI

Os sucessivos cortes do Copom (Comitê de Política Monetária) no juro básico brasileiro parecem ter afetado as decisões de investimentos em fundos de renda fixa e DI, que acompanham a recente inversão na tendência de captação do mercado doméstico de fundos de investimento como um todo.

Pelos números da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), nos últimos 30 dias até 8 de junho, a captação líquida da categoria de fundos de renda fixa estava deficitária em R$ 943,5 milhões.

Na mesma base comparativa, a diferença entre resgates e aplicações na categoria de fundos DI era de R$ 4,127 bilhões, enquanto o resultado geral da indústria doméstica de fundos de investimento apontava para captação negativa de R$ 8,103 bilhões.

Entre as onze categorias de fundos listadas pela Anbid, outras seis apresentavam captação deficitária no período em questão: curto prazo (R$ 958,6 milhões), cambial (R$ 15,2 milhões) dívida externa (R$ 222 mil), ações (R$ 449,8 milhões), FIDC (R$ 3,668 bilhões) e exclusivos fechados (R$ 7,5 milhões).

Participação diminui

Em linha com o fraco desempenho na captação, os fundos de renda fixa e DI tiveram perda considerável de participação de mercado (em termos de patrimônio líquido) nesta primeira metade do ano.

Em comparação ao final de 2008, a relação entre o PL dos fundos de renda fixa e o patrimônio total da indústria de fundos de investimento do País recuou 1,51 ponto percentual, para 28,11%, enquanto os fundos DI perderam 1,44 ponto percentual de market share, que era de 14,96% em 8 de junho.

Em sentido oposto, neste mesmo intervalo, o patrimônio líquido total dos fundos brasileiros acompanhados pela Anbid - excluindo os fundos off shore - cresceu 1,11%, atingindo a cifra de R$ 1,216 trilhão.
 

Veja os cuidados antes de escolher um fundo de investimento

Antes de escolher onde investir seus recursos em um fundo, é aconselhável seguir os seguintes cuidados elencados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM):

a) Onde e como posso obter o regulamento do fundo?

b) Que tipo de informações tenho direito de receber sobre o fundo?

c) Qual a periodicidade com que devo receber informações?

d) Qual o prazo para resgate?

e) Qual foi o desempenho desse fundo até o momento? Onde posso obter informações imparciais sobre seu desempenho?

f) Que posição ocupa em comparação com outros fundos semelhantes, ou ainda em relação a um índice de mercado?

g) Que papéis compõem a carteira desse fundo? Com que freqüência esses papéis são trocados?

h) Há na composição da carteira desse fundo algum valor mobiliário com alto grau de risco, como, por exemplo, derivativos?

i) Quais são os riscos específicos de investimento nesse Fundo?

Fonte: CVM


Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h59
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SÓ SE VÊ NA BAHIA

Deputados da Bahia aprovam manutenção de seus salários após mandato aos que voltarem a cargo público

Em meio à crise de ética e ao desgaste da imagem dos políticos que tomam conta do Senado e de diversas Assembleias Legislativas de todo o país envolvendo gastos excessivos e mordomias, os deputados estaduais da Bahia aprovaram na calada da noite desta terça-feira (16) uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que garante aos parlamentares com mais de dez anos de mandato o mesmo salário de um deputado (R$ 12.500), caso percam as eleições, ou decidam deixar a vida parlamentar, retornando ao antigo emprego, no caso de ser um cargo público.

A medida é válida para parlamentares que antes de eleitos trabalhavam no governo do Estado, em prefeituras ou em outros órgãos públicos da Bahia.

A PEC da estabilidade, de autoria do deputado Luciano Simões (PMDB), foi aprovada por unanimidade e em comum acordo entre todas as bancadas da Casa. Dos 63 parlamentares que compõem a Assembleia Legislativa da Bahia, 25 são servidores públicos, entre os quais o autor do projeto, o líder do governo, Waldenor Pereira (PT), o presidente da Casa, Marcelo Nilo (sem partido), e o relator da matéria, Gilberto Brito (PR).

"Sou deputado há 24 anos. Imagine eu ter de voltar para o Estado e receber R$ 1.200? É bom ressaltar que, durante o tempo de mandato, não tive direito a reajustes, já que estava licenciado", alegou Luciano Simões, que é procurador autárquico do Estado.

Na opinião do deputado, o projeto aprovado não pode ser classificado como um "trem da alegria". "Durante o governo César Borges (1998/2002), um projeto semelhante foi aprovado, garantindo o benefício aos governadores, vice-governadores e secretários", disse.

Relator da matéria, o deputado Gilberto Brito (PMDB) concorda com o seu colega e não vê qualquer relação entre a PEC aprovada e as medidas antiéticas que vem sendo condenadas no Congresso Nacional, em Brasília.

"A atividade de deputado é uma atividade pública, cumprimos um serviço público. Para mim, é absolutamente normal a aprovação deste projeto", disse o deputado, que é delegado licenciado da Polícia Civil. Gilberto Brito cumpre o seu segundo mandato e, na hipótese de ser reeleito no próximo ano, precisaria de apenas 24 meses _a partir de 1º de janeiro de 2011 _ para ter o seu salário equiparado ao de um deputado, mesmo que nunca mais dispute uma eleição.

O deputado Waldenor Pereira acrescentou que a PEC é constitucional. "Fizemos uma consulta à Procuradoria da Assembleia antes de o projeto ser colocado na pauta para discussão". Ex-reitor da Uesb (Universidade do Sudoeste da Bahia) por dois mandatos, o deputado afirmou que há 30 anos trabalha como servidor público. "No meu caso, o projeto não influi em quase nada, porque tenho a estabilidade financeira como ex-reitor e não existe muita diferença em relação aos subsídios pagos aos deputados", afirmou.

O deputado Heraldo Rocha (DEM), líder da oposição, disse que o projeto é de "interesse geral". "Todos nós assinamos para beneficiar o servidor público. Não é justo que um funcionário público licenciado, depois de muitos anos dedicado à atividade parlamentar, possa voltar para a sua atividade de origem ganhando bem menos, sabendo que durante todo o período ele não teve direito a nenhum reajuste."

Fim da estabilidade financeira

A medida vai de encontro a um Projeto de Lei do Executivo, encaminhado à Assembléia no início do ano, que prevê o fim da estabilidade financeira para os novos servidores que ingressarem no Estado por meio de concurso público, a partir da publicação da Lei.

Atualmente, um servidor com 10 anos em cargo comissionado tem direito à incorporação da gratificação. A partir da nova lei, isso acabará, ou seja, o servidor voltará a terá excluída da remuneração real, o valor relativo à gratificação.

Hoje, o maior salário pago pelo Estado é o do governador, de R$ 12.001, ou seja, inferior ao soldo do parlamentares.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 19h58
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