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Em causa própria
 


LEI DA GORJETA

 Pasmo, leio que foi preciso um despertar da letargia corrupta de nosso Congresso Nacional para tentar reparar a injustiça que os donos de restaurantes no Brasil cometem há décadas.

É incrível que uma questão ética e distributiva em um país de salários aviltados como o Brasil tenha que se valer de lei para se fazer justiça. Vem aí a Lei da Gorjeta.

Garçonete em NY explica à clientes as opções do menu. Na cidade, gorjetas variam de 10% a 20% e são importante fonte de renda
Garçonete em NY explica a clientes as opções do menu.
Na cidade, gorjetas variam de 10% a 20% e são importante fonte de renda

Deveríamos sempre perguntar aos garçons, no Brasil, se o restaurante repassa a gorjeta a eles. Se a resposta for negativa, não acrescentar nada à conta. E dar os 10%, direto e em dinheiro, na mão do garçom.

E o Congresso que vá cuidar de coisas estruturais. Se é que ainda sabe fazer isso.

Projeto do deputado Gilmar Machado (PT-MG) aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (vai direto ao Senado, sem votação em plenário entre deputados) prevê que os donos de restaurantes só poderão ficar com um quinto da gorjeta --que hoje muitos embolsam integralmente.

Pelo projeto, a fatia de um quinto (20%) recolhida pelo dono do restaurante sobre a gratificação total dada ao garçom seria usada para despesas com encargos sociais e previdenciários. Ok.

Mas a proposta já causa rebelião digna da turma descansada do famigerado "Cansei" de 2007.

Representantes dos "sofisticados" Antiquarius, Fasano, D.O.M. ("Et tu, homo modernus?"), Vecchio Torino, Jun Sakamoto, A Bela Sintra, La Tambouille e Figueira Rubaiyat, segundo relata a Folha, planejam contratar lobistas para tentar modificar o projeto no Congresso.

Pensam em duas alternativas: ficar com quase 50% da gorjeta do garçom ou ampliar a gratificação para 15%.

Pergunta aos ilustres "restaurateurs" brasileiros? Quanto pagam de gorjeta quando vêm jantar em Nova York? Em restaurantes muitas vezes superiores e mais baratos do que os seus no Brasil, onde a concorrência é pífia e os clientes, muitas vezes jecas endinheirados, deslumbrados diante de contas estratosféricas?

Existem vários estudos nos EUA sobre a importância social e financeira das gorjetas. Mães solteiras que trabalham como garçonetes em centenas de cidades norte-americanas só "fecham o mês" por conta delas. Qualquer estudante duro que já trabalhou como garçom ou bar man sabe a diferença que elas fazem.

Nos EUA, elas vão de 10% a 20%. Coitado do cliente que tomar uma cerveja de US$ 7 e não deixar US$ 1 para a pessoa do outro lado do balcão. Nova rodada, só no bar ao lado.

Os EUA são famosos pelo "tipping" (o ato de dar gratificações). E pelo mau humor de quem não o recebe. Mas é assim. "The deal": 10% ou 20% de quem está tendo prazer... para quem está proporcionando o prazer.

Pode-se questionar essa lógica.

Mas, no Brasil, ela é perversa: os 10% são cobrados. Ponto. E os donos do negócio querem agora, no mínimo, institucionalizar em lei a apropriação de quase a metade desse dinheiro.

Senhores, 10%?! Que país...



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h36
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JURISPRUDÊNCIA DO DIA:

CINEMA. CLASSIFICAÇÃO. MENOR. COMPANHIA. PAI.

Trata a questão de definir a legalidade da conduta de sociedade empresária que explora atividade de cinema e que retirou, de dentro da sala de exibição, um menor e seu pai que pretendiam assistir a filme não indicado para a idade daquele. Para a Min. Relatora, os fatos que deram ensejo à presente controvérsia ocorreram durante a vigência da Portaria n. 796/2000 do Ministério da Justiça. A referida portaria apenas enquadrava os espetáculos em cinco faixas distintas, a saber: livres ou inadequados para menores de 12 anos, inadequados para menores de 14 anos, inadequados para menores de 16 anos e inadequados para menores de 18 anos. Ademais, regulava o procedimento de classificação, impondo normas específicas para a sua divulgação. Não se tem notícia, por outro lado, de que a autoridade judiciária local tenha exercido o poder disciplinar estabelecido no art. 149 do ECA. Por isso, deve-se reconhecer que a regulamentação estatal era genérica até então, não estabelecendo solução para a hipótese dos autos. Do texto daquela portaria, não se extrai qualquer norma que indicasse a flexibilização da classificação a pedido dos pais e/ou responsáveis. Diante desse contexto, havia motivos para crer que a classificação era impositiva, pois o art. 255 do ECA estabelecia sanções administrativas severas a quem exibisse filme, trailer, peça, amostra ou congênere classificado pelo órgão competente como inadequado às crianças ou adolescentes admitidos ao espetáculo. A sanção poderia variar de 20 a 100 salários mínimos e, na reincidência, poderia resultar na suspensão do espetáculo ou no fechamento do estabelecimento por até quinze dias. Não se afigura razoável exigir que a recorrente, à época, interpretasse o art. 255 do ECA, sopesando os princípios próprios desse microssistema jurídico, para concluir que poderia eximir-se de sanção administrativa porque crianças e adolescentes estivessem em exibições impróprias, mas acompanhados de seus pais ou responsáveis. Se a recorrente tivesse se aventurado em estabelecer conduta menos rigorosa do que aquela que parecia decorrer do art. 255 do ECA, teria corrido o risco de admitir, em suas salas, crianças acompanhadas de pais até mesmo quando a classificação indicasse restrição para menores de 18 anos. A superveniência da Portaria n. 1.100/2006 é realmente esclarecedora da hipótese. Ela revela que o recorrido estava errado na sua avaliação inicial, pois supunha que o pai teria a última palavra sobre o acesso de filhos menores a espetáculos públicos. Há limites para seu poder de flexibilizar a classificação indicativa e, mesmo que queira, não poderá acompanhar seu filho em espetáculo que exige idade mínima de 18 anos. Por tudo isso, a conduta da recorrente, diante de um cenário de lacuna regulamentar, revelou prudência e atenção ao princípio da prevenção especial, tomando as cautelas necessárias para evitar potenciais danos a crianças e adolescentes. Na pior das hipóteses, deve-se reconhecer que é absolutamente escusável o erro sobre o dever que lhe era imposto por lei e sobre a interpretação do art. 255 do ECA. Se a recorrente tinha razões para acreditar que estava sujeita a severas sanções, era justo que ela impedisse a entrada dos recorridos em suas salas de cinema. Para a Min. Relatora, não há maior relevância no fato de os recorridos terem entrado na sala de cinema, para, após, serem de lá retirados. Nada indica que a retirada tenha-se dado de forma grosseira, violenta ou abusiva. Conforme demonstrado, a conduta mostra-se justificável diante do cenário legal que à época existia. O acórdão afastou-se da interpretação que deveria ser dada, na hipótese, aos arts. 188, I, do CC/2002, 255 e 258 do ECA. Diante disso, a Turma deu provimento ao recurso especial para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. REsp 1.072.035-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 28/4/2009.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h08
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AGNES MARCHIONI
 
Quem?
 
Clique AQUI e AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h07
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Por que alguns mictórios têm rodelas de limão e gelo?

Porque ajudam a diminuir o cheiro desagradável da urina. Muitas mulheres provavelmente não sabem, mas muitos bares têm essa combinação no banheiro masculino. O limão, que apresenta grande quantidade de óleo essencial, serve para mascarar o odor da urina. O fruto tem um aroma forte, capaz de esconder outros – por isso ele também é usado em desinfetantes e detergentes. Já o gelo usa outra tática contra o fedor. A temperatura baixa reduz a volatilidade de substâncias da urina como a amônia, responsáveis pelo desagradável cheirinho.

Mas ele ainda possui outras funções: o ambiente frio dificulta a proliferação de bactérias e a presença dos cubinhos de gelo diminui o fluxo de xixi para fora do mictório, já que a maioria dos homens gosta de “mirar” no gelo durante a operação. Normalmente, a técnica do gelo e limão – que também pode ser trocado por naftalina – é mais usada em banheiros de bares e casas noturnas, que, além de terem alta freqüência de usuários, contam com uma carga considerável de álcool misturada à urina. E o álcool descartado pelo corpo aumenta a concentração de amônia, substância que deixa o odor do xixi ainda mais forte. :-]



Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h06
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GOL DE PLACA

Lula presenteia Obama com camisa da seleção

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva presenteou hoje o chefe de Estado americano, Barack Obama, com uma camisa da seleção brasileira de futebol pouco antes de uma reunião bilateral na cidade italiana de L'Aquila.
  • AFP

    Lula presenteou Obama com uma camisa da seleção brasileira de futebol autografada pelos jogadores brasileiros e com o número 5 nas costas

Obama sorriu ao receber a camisa, que tinha autógrafos dos jogadores brasileiros e o número 5 nas costas. A reunião entre os dois líderes ocorre à margem da Cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), que acontece também em L'Aquila.

"Olha isso. Maravilhoso", disse Obama enquanto mostrava a camisa aos fotógrafos.

Nenhum dos dois presidentes fez mais declarações à imprensa antes de começar a reunião, que foi marcada na noite passada.

Obama e Lula, que já se reuniram em Washington em março passado, se cumprimentaram com um efusivo aperto de mãos.

Posteriormente, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama brincou com Lula sobre a final da Copa das Confederações da África do Sul, na qual o Brasil acabou vencendo os Estados Unidos na final por 3 a 2, após virar o placar de 2 a 0 para os americanos.

Os Estados Unidos "nunca voltarão a ceder uma vantagem de dois gols", disse o presidente americano, em meio a risos de Lula, segundo Gibbs.

Lula também tinha presenteado camisas da seleção brasileira aos líderes de México, China, Índia e África do Sul, reunidos na quarta-feira no primeiro dia de sessões da Cúpula do G8.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h17
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Britânico distribui 52 mil euros em aeroporto espanhol
 
Um britânico aparentemente embriagado e sem consciência do que fazia distribuiu os 52 mil euros (US$ 72 mil) que carregava entre passageiros do aeroporto da cidade espanhola de Palma de Mallorca.

Os passageiros que estavam no aeroporto estranharam quando J.B.N., de 59 anos, que acabava de aterrissar em um voo procedente de Manchester, começou a distribuir hoje seu dinheiro, segundo fontes policiais.

Seu aspecto era de "indigente", pois ele estava sujo, cheirava "mal" e tinha a aparência de "total abandono", segundo um comunicado.

O homem, que possuía 50 mil euros (US$ 69 mil) em cheques de viagem e 2 mil euros (US$ 2,7 mil) em notas, ria enquanto distribuía seu dinheiro.

A Polícia o identificou, entrou em contato com o Consulado britânico em Palma e comprovou que o dinheiro era seu, aparentemente fruto de uma herança.

Hoje mesmo ele foi enviado outra vez ao Reino Unido.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h16
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Net usa brecha de norma da Anatel para voltar a cobrar ponto extra

Na última segunda-feira (6/7), a operadora de TV por assinatura NET voltou a cobrar mensalidade pelo ponto adicional do serviço. A cobrança que foi proibida por uma resolução da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estava autorizada graças a uma liminar da Justiça, mas a operadora só retomou a requisição de R$ 19,90 mensais de seus clientes após encontrar uma brecha na norma da agência reguladora.

De acordo com a NET, a cobrança se refere, na verdade, ao aluguel do decodificador e não fere a resolução 528 da Anatel, que veda o pagamento adicional sobre a distribuição da programação em outro ponto. Questionada pela reportagem, a agência confirmou que o regulamento não se pronuncia quanto ao provimento de equipamento.

Entretanto, para a advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) Estela Guerrini, a norma da Anatel deixa clara a proibição de qualquer cobrança adicional, mensal e contínua. “A resolução não entra em detalhes, nem diz expressamente que fica proibida a cobrança de aluguel dos equipamentos”, admite.

Porém, Estela enfatiza que se as empresas nunca cobraram pelo serviço “e agora simplesmente inverteram os nomes, na prática, a situação continua a mesma. A cobrança continua mensal e isso é apenas uma forma de maquiagem para que se mantenha a transferência de receita para a empresa e de custo para o consumidor”.
A assessoria de imprensa da Anatel, contudo, reitera que a resolução aplicada no regulamento quanto aos serviços prestados por operadoras de televisão por assinatura, a partir de abril deste ano, não possui artigo que proíba o aluguel de equipamento.

As normas da Agência determinam que serviços de instalação e reparos —por ponto extra —podem ser cobrados e, inclusive, parcelados, desde que isso seja discriminado em conta e que o valor não ultrapasse o de serviços cobrados pelo ponto principal.

Procurada por Última Instância para justificar o retorno à cobrança de ponto extra, a NET ainda não retornou o contato. A reportagem também entrou em contato com a Sky, que por meio de assessoria informou que “o porta-voz para este assunto está fora do país até a próxima semana”; a assessoria da TVA também não respondeu aos telefonemas.

Compra de decodificador

Um outro grande problema no setor de televisão por assinatura e que fere o direito do consumidor é não dar a opção de compra do decodificador. Tanto a NET, quanto a TVA e a TV Digital oferecida pela Telefônica, por exemplo, oferecem apenas os serviços de televisão por assinatura por meio do sistema de comodato, ou seja, aluguel de equipamento.

“O consumidor acaba ficando refém daquela prestadora para alugar, pegar emprestado ou comprar o decodificador, porque a prestadora não vai ativar o sinal no decodificador que o consumidor comprou de outro lugar, por exemplo”, argumenta a advogada do Idec.

Vale ressaltar que a Sky é a única operadora, entre as quatro principais, que disponibiliza a opção de compra do equipamento, apesar de tentar desestimular o consumidor a fazê-lo (a reportagem tentou efetuar a compra por telefone). A empresa cobra R$ 599 pelo plano que dá direito a compra de equipamento para cada ponto.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h15
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PONTO EXTRA DE TV PAGA

Para Idec e Pro Teste, aluguel do decodificador é abusivo

A cobrança de aluguel do decodificador para o ponto extra de TV paga, anunciado pela Net, é considerado como abusivo por entidades de defesa do consumidor, como o Idec e a Pro Teste. Para elas, o aluguel é apenas um novo nome para a cobrança de ponto extra, proibida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em abril deste ano.

As duas entidades enviaram carta e ofício à Agência, pedindo esclarecimentos sobre o aluguel. No caso da Pro Teste, foi enviado um ofício pedindo que seja regulada a cobrança, para evitar uma manobra de compensação das empresas. Já o Idec enviou uma carta demonstrando preocupação com a medida.

Incoerência da Anatel

Apesar da resolução que proíbe a cobrança do ponto extra, a Anatel informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o aluguel não está proibido, pois a determinação prevê que as operadoras não façam cobrança contínua sobre o serviço, mas não inclui aparelhos.

Para Estela Guerrini, advogada do Idec, isso demonstra uma incoerência da Agência, já que, em abril, o próprio presidente Ronaldo Sardenberg havia afirmado que a entidade iria fiscalizar a cobrança e possíveis transferências de nome. "O texto da resolução fala da proibição de cobranças contínuas, só permitindo as pontuais. A cobrança do aluguel caracteriza uma mensalidade e o consumidor continua com o ônus", afirma.

Já a Pro Teste lembra que o consumidor não tem como comprar o decodificador e também considera que a cobrança não está permitida na resolução da Anatel. "O texto permite a cobrança da manutenção, só que a gente entende que seja uma manutenção esporádica, e a empresa irá cobrar uma mensalidade", explica a advogada da entidade, Polyanna Carlos.

Para quem já tem ponto extra

Para os consumidores que já possuem ponto extra em casa, as entidades recomendam atenção aos valores cobrados na fatura. Isso porque as empresas não podem cobrar nada que não esteja especificado no contrato, como o aluguel do decodificador. Caso recebam a conta do aluguel, os consumidores devem reclamar à Anatel ou a alguma entidade de defesa do consumidor.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h14
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MORRE ROBERT McNAMARA

Secretário de Defesa questionou a guerra

 
Robert S. McNamara, o poderoso e cerebral secretário de Defesa que ajudou a conduzir os Estados Unidos ao redemoinho do Vietnã e passou o resto de sua vida lidando com as consequências morais da guerra, morreu na segunda-feira (6) em sua casa em Washington. Ele tinha 93 anos.

McNamara foi o mais influente secretário de Defesa do século 20. Tendo servido aos presidentes John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson de 1961 a 1968, ele supervisionou centenas de missões militares, milhares de armas nucleares e bilhões de dólares em gastos militares e vendas de armas para o exterior. Ele também ampliou o papel do secretário de Defesa, cuidando da diplomacia internacional e do envio de tropas para garantir o cumprimento dos direitos civis no Sul.

"Ele é como uma britadeira", disse Johnson. "Nenhum ser humano pode suportar o que ele suporta. Ele crava fundo. Ele é perfeito demais."

Meio milhão de soldados americanos foram à guerra durante o mandato de McNamara. Mais de 16 mil morreram; outros 42 mil tombariam nos sete anos posteriores.

A guerra se transformou em seu pesadelo pessoal. Nada do que fez, nenhuma das ferramentas ao seu comando - o poder das armas americanas, as forças da tecnologia e da lógica ou a força dos soldados americanos- conseguiu deter os exércitos do Vietnã do Norte e seus aliados sul-vietnamitas, os vietcongues. Ele concluiu muito antes de deixar o Pentágono que a guerra era fútil, mas ele não compartilhou esse entendimento com o público até mais tarde em sua vida.

Em 1995, ele assumiu uma posição contra sua própria condução da guerra, confessando em um livro de memórias que foi "errada, terrivelmente errada". Em resposta, ele enfrentou uma tempestade de desprezo.

Na época ele exibia a expressão de um homem assombrado. Ele podia ser visto nas ruas de Washington -inclinado, sua fralda de camisa balançando ao vento- entrando e saindo de seu escritório a poucas quadras da Casa Branca, usando tênis gastos e com um olhar distante.

Ele passou décadas pensando nas lições da guerra. A maior delas foi conhecer o inimigo - e ter "empatia com ele", como McNamara explicou no documentário de Errol Morris de 2003, "Sob a Névoa da Guerra".

"Nós temos que tentar nos colocar dentro da pele deles e nos olharmos pelos olhos deles", ele disse. O fracasso americano no Vietnã, ele disse, foi ver o inimigo pelo prisma da Guerra Fria, como um dominó que derrubaria as nações da Ásia se caísse.

A idéia dos Estados Unidos perderem a guerra parecia impossível quando McNamara chegou ao Pentágono em janeiro de 1961, como o oitavo secretário de Defesa do país. Ele tinha 44 anos e tinha sido nomeado presidente da Ford Motor Company apenas 10 semanas antes. Kennedy o chamava de o homem mais inteligente que já tinha conhecido.

Em 1962, a União Soviética começou a enviar mísseis nucleares para Cuba, estabelecendo uma ameaça direta e nivelando a balança de poder com os Estados Unidos, que tinham colocado seus próprios mísseis perto da fronteira soviética, na Turquia.

No auge da crise, em 27 de outubro de 1962, o Estado-Maior das Forças Armadas recomendou que Cuba fosse invadida em 36 horas. Enquanto o sistema de gravação em áudio da Casa Branca registrava suas palavras, McNamara estabeleceu as perspectivas para a guerra.

"O plano militar é basicamente invasão", ele disse. "Quando atacarmos Cuba, teremos que realizar um ataque total."

Ele prosseguiu: "A União Soviética pode, e eu acho que provavelmente irá, atacar os mísseis turcos". Os Estados Unidos então teriam que atacar os navios e bases soviéticos no Mar Negro, ele disse. As chances de uma escalada descontrolada eram altas.

"E eu diria que é altamente perigoso", ele disse. "Agora, eu não sei ao certo se podemos evitar algo assim se atacarmos Cuba. Mas eu acho que deveríamos fazer todos os esforços para evitar isso. E uma forma de evitarmos é desarmar os mísseis turcos antes de atacarmos Cuba."

Esta idéia - um acordo secreto no qual Kennedy ofereceu retirar os mísseis americanos da Turquia se os soviéticos removessem suas ogivas de Cuba- resolveu a crise. "No final, tivemos sorte -foi sorte que impediu a guerra nuclear", disse McNamara em "Sob a Névoa da Guerra".

Sob McNamara, o orçamento do Pentágono aumentou de US$ 48 bilhões em 1962 para US$ 74,9 bilhões no ano fiscal de 1968. O número de 1968 equivale a atuais US$ 457 bilhões. Esse foi basicamente o custo da guerra no Sudeste Asiático.

Quando Johnson se tornou presidente após o assassinato de Kennedy em 1963, McNamara descobriu que o novo presidente dependia dele para vencer a guerra, que logo se transformou em um conflito pleno para os Estados Unidos.

Em 1965, dezenas de milhares de soldados americanos chegaram ao Vietnã e aviões de guerra americanos começaram a atacar o inimigo. Mas em fevereiro de 1966, quando McNamara realizou um briefing privado para os repórteres, ele não mais possuía a confiança radiante que sempre exibia em público. Ele disse com convicção: "Nenhuma quantidade de bombardeio pode colocar um fim à guerra".

Em 26 de agosto de 1966, McNamara leu um estudo da CIA chamado "A Vontade dos Comunistas Vietnamitas de Persistir", que concluiu que nada do que os Estados Unidos estavam fazendo poderia derrotar o inimigo. Ele chamou um analista da CIA, George Allen, que passou 17 anos trabalhando na questão do Vietnã.

"Ele queria saber o que eu faria se estivesse no seu lugar", escreveu Allen em seu livro de memórias de 2001 sobre o Vietnã, "None So Blind". "Eu decidi responder francamente."

"Pare de aumentar as forças americanas", ele contou ter dito a McNamara. "Pare o bombardeio ao Norte e negocie um cessar-fogo com Hanói."

McNamara então disse aos seus assessores que começassem a compilar uma história confidencial da guerra - conhecida posteriormente como "Os Documentos do Pentágono"- e ele começou a se perguntar o que Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Muitos americanos estavam se perguntando o mesmo.

O momento da virada ocorreu em 19 de maio de 1967, quando McNamara enviou um longo e cuidadosamente argumentado documento para Johnson, pedindo que negociasse a paz em vez de promover a escalada da guerra.

Johnson anunciou em 29 de novembro de 1967 que McNamara deixaria seu posto na Defesa para dirigir o Banco Mundial. McNamara deixou o Pentágono dois meses depois, sem nunca compreender, em suas próprias palavras, "se me demiti ou fui demitido". Foi claramente o segundo.

McNamara analisou por muito tempo que os Estados Unidos não podiam vencer a guerra. Na aposentadoria, ele listou os motivos: um fracasso em entender o inimigo, um fracasso em ver os limites das armas de alta tecnologia, um fracasso em dizer a verdade ao povo americano e um fracasso em entender a natureza da ameaça do comunismo.

Robert Strange McNamara nasceu em 9 de junho de 1916, em San Francisco, filho de Robert e Clara Nell McNamara. Ele se formou com mérito em economia pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1937. Após dois anos na Escola de Administração e Negócios de Harvard, ele se tornou professor assistente de negócios lá.

Ele se casou com Margaret Craig em 1940. Ela criou o Leitura é Fundamental, um programa de alfabetização para crianças pobres, enquanto ele estava no Pentágono. Quando ela morreu em 1981, o programa já tinha atendido 3 milhões de crianças.

McNamara se casou com Diana Masieri Byfield, sua segunda esposa, em 2004.

Ele deixa sua esposa; um filho, Robert Craig McNamara, de Winters, Califórnia; duas filhas, Margaret Elizabeth Pastor e Kathleen McNamara, ambas de Washington, e seis netos.

Na Segunda Guerra Mundial, McNamara ensinou métodos estatísticos para jovens oficiais da Força Aérea, visando orquestrar a guerra aérea na Europa ao determinar quantos aviões podiam voar a cada dia em cada teatro de operações.

Após a guerra, McNamara e nove outros estatísticos de guerra foram contratados pela Ford Motor Company para reorganizar a empresa má administrada. Em novembro de 1960, um dia após a eleição de Kennedy, McNamara foi nomeado presidente da empresa. Cinco semanas depois, Kennedy o convidou para dirigir o Pentágono.

O tempo de McNamara no Pentágono quase quebrou seu espírito. Mas após essa provação, ele trabalhou por 13 anos como presidente do Banco Mundial. Ele buscou expandir o poder do banco e combater a pobreza mundial.

Como fez no Pentágono e na Ford, McNamara buscou remodelar o banco. Quando chegou em 1º de abril de 1968, o banco emprestava cerca de US$ 1 bilhão por ano. Esse número cresceu até chegar a US$ 12 bilhões quando ele o deixou em 1981. Àquela altura, o banco supervisionava cerca de 1.600 projetos no valor de US$ 100 bilhões em 100 países, incluindo hidrelétricas, autoestradas e siderúrgicas.

Em 1995, McNamara publicou sua condenação à Guerra do Vietnã e ao seu papel nela: "In Retrospect: The Tragedy and Lessons of Vietnam" (em retrospecto: a tragédia e lições do Vietnã, em tradução livre, Times Books/Random House), pelo qual foi criticado.

Diferente de qualquer outro secretário de Defesa, McNamara lutou em público com a moralidade da guerra e com o uso do poder americano.

"Nós somos atualmente a nação mais forte do mundo", ele disse em "Sob a Névoa da Guerra", lançado na época da invasão ao Iraque, em 2003. "Eu não acredito que devemos aplicar esse poder econômico, político e militar unilateralmente. Se tivéssemos seguido essa regra no Vietnã, nós não teríamos estado lá."

"A guerra é tão complexa que está além da capacidade de compreensão da mente humana", concluiu McNamara. "Nosso julgamento, nosso entendimento, não são adequados. E matamos pessoas desnecessariamente."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h31
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WATCHMEN, WATCHMEN...

Watchmen já tem data para sair em DVD e Blu-ray no Brasil

Versão em alta definição por enquanto não é o director's cut

A Paramount Home Entertainment lança no Brasil em 1º de setembro de 2009 o DVD simples para locadoras e o Blu-ray duplo para venda de Watchmen - O Filme. Confira abaixo as fichas técnicas dos discos e veja a capa ao lado.

DVD SINGLE
Duração: 162 minutos
Formato de Tela: Widescreen Anamórfico 2.40-1
Áudio: Inglês e Português (5.1 Dolby Digital)
Legenda: Inglês e Português
EXTRAS: Tecnologia de um Mundo Fantástico

BLU-RAY DUPLO
Formato de Tela: Widescreen Anamórfico 2.40-1
Áudio: Inglês (5.1 Dolby True HD), Alemão, Francês, Italiano e Espanhol (5.1 Dolby Digital)
Legenda: Espanhol, Português, Francês, Alemão, Dinamarquês, Italiano, Sueco, Norueguês, Finlandês, Holandês, Inglês e Inglês SDH
Preço Sugerido: R$ 89, 90
EXTRAS:
Mechanics: Technologies of a Fantastic World - HD
The Phenomenon: The Comic That Changed Comics – HD
Real Super Heroes, Real Vigilantes – HD
Video Journals (Webisodes) – HD
Viral Video: NBS Nightly News
Music Video - My Chemical Romance song, "Desolation Row" – HD
Easter Egg Viral Video:  The Keene Act & You

A Paramount ainda não tem qualquer previsão do lançamento da versão do diretor do filme, que sai nos Estados Unidos em 21 de julho. O DVD duplo para venda com a versão de cinema, porém, tem previsão de chegada às lojas daqui em novembro.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h25
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ABSURDO INSTITUCIONALIZADO

Senado aprova cobrança diferenciada para compras com cartão de crédito

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7) a cobrança de preços diferentes para compras realizadas com cartão de crédito e à vista. A proposta altera o Código de Defesa do Consumidor, acrescentando a determinação de que não será considerada abusiva a fixação de preço diferenciado "na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço à vista, desde que o consumidor seja inequívoca e ostensivamente informado pelo fornecedor a esse respeito".

Projeto referente ao assunto foi aprovado pela Comissão Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA), em outubro do ano passado. Contudo, encaminhado à Câmara dos Deputados, foi arquivado em março deste ano.

Um acordo entre os senadores permitiu a inclusão da emenda na MP 460, que tratava originalmente da concessão de benefícios fiscais para as construtoras no âmbito do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Por conta das emendas, a matéria voltará a ser analisada pela Câmara dos Deputados.

Em relação às construtoras, a MP estabelece que os projetos para construção imóveis residenciais no valor comercial de até R$ 60 mil pagarão alíquota unificada de tributos correspondente a 1% da receita mensal recebida. O benefício vale para projetos de obras já iniciadas ou contratadas a partir do dia 31 de março de 2009, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h15
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Net começa a cobrar aluguel de equipamento do ponto extra de TV paga
 
da Folha Online

A Net anunciou, nesta terça-feira (7), que volta a comercializar o ponto extra para a TV por assinatura, por R$ 19,90. Em abril, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu a cobrança pelo ponto adicional.

De acordo com a empresa, a cobrança agora se refere ao "aluguel" do equipamento decodificador e não mais à transmissão do sinal do ponto adicional. Não é possível assistir à programação sem o equipamento.

Em abril, a Anatel publicou no "Diário Oficial da União" resolução proibindo a cobrança pelo ponto extra. No dia 16, quando a agência tomou a decisão, o presidente Ronaldo Sardenberg disse que a liminar, que permite a cobrança pelo ponto extra pela Net desde junho de 2008, cairia automaticamente.

Roberto Pfeiffer, diretor-executivo do Procon-SP, afirmou desconhecer o teor da nova cobrança, mas afirmou que ela "parece afrontar a resolução [da Anatel] e ser indevida". Ele pondera que é necessário procurar a empresa para entender a decisão.

A decisão sobre o fim da cobrança pelo ponto extra foi tomada depois de mais de 10 meses de discussão na Anatel. A demora foi criticada principalmente por entidades de defesa do consumidor, já que o cliente continuou pagando pelo serviço.

Investigação

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), ligada ao Ministério da Justiça, informou na semana passada que vai abrir investigação sobre a possível recomendação da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) para que suas associadas continuassem a cobrar de seus clientes o serviço de ponto extra de TV por assinatura.
Segundo nota da Secretaria, a investigação teve início por meio de representação da ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).
 
A entidade utilizou como provas notícias reproduzidas na imprensa que informam que a ABTA teria orientado as empresas prestadoras de serviço de TV por assinatura a não cumprirem a norma da Anatel.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h13
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Os segredos do último ajudante vivo de Hitler

>Rochus Misch, guarda-costas e operador de telefone de Hitler, é o último membro sobrevivente de seu séquito. Ele acaba de completar 90 anos e está publicando um livro sobre seu tempo com o Führer

A coisa mais estranha foi a visão dos dois violonistas na estação de metrô Kaiserhof em Berlim. "Eu saí daquele bunker da morte, de todo aquele drama, e vejo alguém tocando música", lembra Rochus Misch. "Tocavam música havaiana!" Foi em 2 de maio de 1945, às 6 horas da manhã.
John MacDougall/AFP - 2.mai.2005
Rochus Misch com fotos suas da época em que servia o regime nazista
Perto do bunker de Hitler, tropas da SS francesa e unidades do exército alemão prolongavam o final da Segunda Guerra Mundial. Misch estava desesperado para sair vivo daquele inferno.

Uma hora antes, Misch, que tinha 27 anos na época, havia terminado seus deveres no bunker de Hitler embaixo da Chancelaria. Ele perguntou a Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda recém-nomeado chanceler do Reich, se havia mais alguma coisa a fazer. "'Herr Reich Chancellor', eu gostaria de sair com o resto dos camaradas", ele disse.

Naquela altura o Exército Vermelho estava a 200 metros de distância do que fora o local de trabalho de Misch nos últimos seis anos. Misch era guarda-costas e telefonista de Adolf Hitler - uma das últimas pessoas a deixar o bunker. Ele sobreviveu a todos. É a última testemunha.

Hoje vive em um apartamento em Berlim. Essa área da cidade parece uma aldeia, os vizinhos se conhecem e se cumprimentam. É uma parte tranqüila do mundo - exceto o apartamento de Misch. Ele se queixa de que seu telefone não pára de tocar e as cartas se acumulam novamente sobre a mesa. Recebe cartas até do Japão, Espanha e EUA. Algumas contêm dinheiro e pedidos de autógrafos. Recentemente ele teve de encomendar mais uma série de fotos, que assina e envia. As fotos mostram Misch de uniforme, na frente de dois bunkers, 65 anos atrás. A guerra não deixa Misch em paz.

Nascido em 1917 no que hoje é a cidade polonesa de Opole, Rochus Misch perdeu os dois pais quando tinha 2 anos. Cresceu com seus avós e trabalhou pintando cartazes de publicidade. Em 1937 entrou para uma unidade que mais tarde se tornou a unidade SS de proteção a Hitler. Ele foi seriamente ferido na Polônia enquanto negociava a rendição de uma posição polonesa. Depois disso começou seu "destino de soldado", como ele diz.

Durante sua convalescença, o comandante da companhia o recomendou para a equipe pessoal de Hitler. Não teve de voltar à frente porque era o único sobrevivente de uma família alemã. Foi colocado em um carro e levado ao "apartamento do Führer" na chancelaria do Reich em Berlim, ele lembra. "Eu tinha medo. Não me façam conhecer o Führer", ele lembra que pensou na época. "O Führer era o Führer para mim, como era para todos os alemães."

"Um cavalheiro perfeitamente normal"
Na primeira vez em que foi apresentado a Hitler, um calafrio percorreu sua espinha. Hitler lhe entregou uma carta para sua irmã em Viena. "Esse foi o primeiro encontro. Ele não era um monstro, não era um 'Übermensch'. Estava ali na minha frente como um cavalheiro perfeitamente normal e disse palavras gentis", diz Misch.

Misch teve muitos desses momentos e fala sobre eles há anos. Muitas vezes cita as mesmas frases, como fica evidente ao se comparar as entrevistas que deu. Fala sobre eles para turistas japoneses que aparecem em sua casa sem avisar e para jornalistas locais e internacionais. O ex-chanceler Willy Brandt certa vez o visitou, ele lembra, além de muitos cineastas. Mas Misch nunca fala sobre o último segredo que cerca os dias finais no bunker.

Cada minuto daqueles últimos dias está registrado - tudo exceto quem atirou em Hermann Fegelein, o general da SS casado com a irmã de Eva Braun. Fegelein era o oficial de ligação de Heinrich Himmler com Hitler e deixou o bunker sem permissão em 27 de abril. Preso em seu apartamento em Berlim, o general da SS foi executado em 29 de abril. Misch diz que sabe quem puxou o gatilho, mas não revela sua identidade, apesar de ele já estar morto. Diz que Hitler não mandou matar Fegelein, ao contrário da afirmação do falecido historiador Joachim Fest. Apenas o rebaixou.

Eva sentada morta no sofá


Misch prefere falar sobre Hanna Reitsch, a piloto que queria voar para fora de Berlim com os seis filhos de Goebbels. Ele diz que Goebbels queria salvar as crianças, mas sua mulher, Magda, exigiu que elas morressem em lealdade a Hitler. Depois que todas foram mortas ela jogou baralho.

Ele lembra de ver Eva Braun sentada morta no canto do sofá, com a cabeça inclinada para Hitler, "os joelhos encolhidos junto ao peito. Ela usava um vestido azul-marinho com uma renda branca na gola".

Nas primeiras horas de 2 de maio de 1945, o trabalho de Misch terminou. Goebbels o dispensou com as palavras: "Nós soubemos viver, também saberemos morrer". Misch destruiu o sistema de telefone e deixou o bunker por uma janela do porão.

Antes disso, despediu-se do técnico Johannes Hentschel, que ficou porque queria manter o fornecimento de água e eletricidade para o hospital do bunker.

Misch foi capturado no que é hoje a estação de trens Nordbahnhof em Berlim. Entre os outros prisioneiros estava o piloto pessoal de Hitler, Hans Baur, que foi seriamente ferido. Misch cuidou de Baur, mas este contou a seus interrogadores russos onde Misch havia trabalhado. Por isso Misch foi levado para Moscou, onde foi interrogado e torturado. Ficou tão ferido que mandou uma carta para Lavrentiy Beria, o chefe do serviço de segurança NKVD, pedindo para ser executado. Depois de oito anos de prisão em campos no Cazaquistão e nos Urais, ele conseguiu voltar a Berlim em 1953. Instalou-se em Berlim ocidental e assumiu a empresa de pinturas de um amigo. Trabalhou lá até se aposentar.

Misch escreveu um livro sobre suas experiências durante a era nazista, que já foi publicado na América do Sul, Japão, Espanha, Polônia e Turquia, e deverá sair na Alemanha neste outono. Intitula-se "Eu Fui o Guarda-Costas de Hitler".
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h44
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E ESSA AGORA ?
 
Homem fica 40 minutos entalado em bueiro em SP

O soldador Silomar Freitas, 26 anos, ficou 40 minutos com parte do corpo presa num bueiro, ontem, quando tentava pegar as chaves de um carro, em Fernandópolis, a 555 quilômetros de São Paulo. Freitas pretendia receber R$ 10 de uma motorista que deixara as chaves cair dentro da galeria, no centro da cidade. Mas, ao enfiar a cabeça e parte do tronco dentro do bueiro, ele ficou entalado e não conseguiu sair. O Corpo de Bombeiros foi chamado e teve de usar um equipamento de ar comprimido para quebrar o concreto e retirar a cabeça do soldador sem machucá-lo.

 

Freitas, que estava sem camisa e só de shorts, ficou o tempo todo deitado de barriga no asfalto quente (30 graus centígrados) com a cabeça dentro do bueiro. A operação interditou parte da rua Espírito Santo, chamando atenção de dezenas de pessoas que passavam pelo local.

 

Depois de 40 minutos, os bombeiros conseguiram retirar Freitas, sob aplausos do público. As chaves foram retiradas com ajuda de um gancho. O soldador foi levado ao pronto-socorro com escoriações no rosto e cabeça. A dona do carro, não identificada, saiu sem pagar os R$ 10,00 ou mesmo agradecer o soldador, que prometeu nunca mais passar perto de um bueiro.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h42
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DIREITO DO CONSUMIDOR EUROPEU
 
A defesa do consumidor na União Europeia: Dez princípios básicos
  
 A promoção dos direitos, da prosperidade e do bem-estar dos consumidores é um dos valores fundamentais da UE, o que aliás se reflecte na sua legislação. A pertença à União Europeia assegura uma protecção adicional aos consumidores. No documento anexo, enunciam-se dez princípios básicos sobre a forma como a UE defende os interesses do consumidor, independentemente do Estado-Membro em que este se encontre.

 


1. Compre o que quiser, onde quiser
2. Se não funciona. devolva
3. Elevadas normas de segurança para géneros alimentícios e outros bens de consumo
4. Saiba o que come
5. Os contratos devem ser justos para os consumidores
6. Por vezes, os consumidores podem mudar de opinião
7. Facilitar a comparação do preço
8. Os consumidores não devem ser induzidos em erro
9. Protecção durante as férias
10. Vias de reparação eficazes em caso de litígios transfonteiriços
 
Para saber mais clique AQUI e AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h40
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WATCHMEN, WATCHMEN...

Watchmen já tem data para sair em DVD e Blu-ray no Brasil

Versão em alta definição por enquanto não é o director's cut

A Paramount Home Entertainment lança no Brasil em 1º de setembro de 2009 o DVD simples para locadoras e o Blu-ray duplo para venda de Watchmen - O Filme. Confira abaixo as fichas técnicas dos discos e veja a capa ao lado.

DVD SINGLE
Duração: 162 minutos
Formato de Tela: Widescreen Anamórfico 2.40-1
Áudio: Inglês e Português (5.1 Dolby Digital)
Legenda: Inglês e Português
EXTRAS: Tecnologia de um Mundo Fantástico

BLU-RAY DUPLO
Formato de Tela: Widescreen Anamórfico 2.40-1
Áudio: Inglês (5.1 Dolby True HD), Alemão, Francês, Italiano e Espanhol (5.1 Dolby Digital)
Legenda: Espanhol, Português, Francês, Alemão, Dinamarquês, Italiano, Sueco, Norueguês, Finlandês, Holandês, Inglês e Inglês SDH
Preço Sugerido: R$ 89, 90
EXTRAS:
Mechanics: Technologies of a Fantastic World - HD
The Phenomenon: The Comic That Changed Comics – HD
Real Super Heroes, Real Vigilantes – HD
Video Journals (Webisodes) – HD
Viral Video: NBS Nightly News
Music Video - My Chemical Romance song, "Desolation Row" – HD
Easter Egg Viral Video:  The Keene Act & You

A Paramount ainda não tem qualquer previsão do lançamento da versão do diretor do filme, que sai nos Estados Unidos em 21 de julho. O DVD duplo para venda com a versão de cinema, porém, tem previsão de chegada às lojas daqui em novembro.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h37
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VIAGENS COM DESTINO AO JUDICIÁRIO
 
Está aberta a temporada das férias escolares. Época de viajar com a família e aproveitar para conhecer novos lugares e culturas. O problema é quando a tão sonhada viagem acaba tendo um destino inesperado: o Poder Judiciário. Seja por um voo atrasado ou cancelado, bagagem extraviada, problemas para entrar no país estrangeiro ou com a agência que vendeu gato por lebre... Para orientar o turista lesado, o Superior Tribunal de Justiça preparou este pequeno guia de viagem com as principais decisões da Corte Superior em litígios envolvendo turistas.

Atraso em voo e extravio de bagagem

O STJ já tem jurisprudência consolidada no sentido de que atraso de voo e extravio de bagagem, quando não provocados por caso fortuito ou motivo de força maior, geram indenização por dano material e moral. Muitas decisões já consideraram que problema técnico nas aeronaves é fato previsível e não caracteriza caso fortuito ou força maior (Resp 442.487).

Os valores das indenizações são delimitados pelo Código Brasileiro de Aeronáutica para voos domésticos e pela Convenção de Varsóvia e suas alterações para voos internacionais. Mas, com a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, a Segunda Seção do STJ, especializada em Direito Privado, estabeleceu que as indenizações não se restringem às regras da convenção, que não deixa de servir como parâmetro. Os ministros entendem que, quando a relação é de consumo, o CDC supera a Convenção de Varsóvia e o Código Brasileiro de Aeronáutica.

Seguindo essa jurisprudência, no julgamento do Resp 612.817, a Quarta Turma reformou decisão de segundo grau que isentou a Vasp – Viação Aérea São Paulo de indenizar um passageiro pelo atraso de doze horas em um voo entre São Luís (MA) e Maceió (AL). O passageiro também teve a bagagem extraviada. Os ministros restabeleceram a decisão de primeiro grau que fixou os danos morais em R$ 5 mil e os danos materiais em R$ 194 para ressarcir despesas com alimentação, transporte e hospedagem.

No julgamento do Resp 740968, a Terceira Turma fixou em R$ 8 mil por passageiro a indenização por danos morais em razão do cancelamento injustificado de voo. A companhia levou 16 horas para acomodar os passageiros em outro voo no trecho entre Sidney, na Austrália, e Porto Alegre (RS). Por causa desse atraso, os viajantes perderam a conexão para o Brasil. Sem direito a transporte e hospedagem, eles tiveram que dormir no aeroporto de Buenos Aires, na Argentina. A indenização havia sido fixada em cem salários mínimos, mas foi reduzida no STJ porque os ministros consideraram o valor exagerado.

Prazo para reclamar

Em diversos julgados, a Quarta Turma decidiu que, nas ações de indenização por atraso em voos, não se aplica o prazo decadencial de 30 dias previsto no artigo 26, inciso I, do CDC e sim a regra geral do artigo 205 do novo Código Civil: dez anos, se a lei não fixar menor prazo.

No Resp 877446, a TAP – Transportes Aéreos Portugueses S/A queria a aplicação do prazo previsto no CDC, mas não foi atendida. No caso, um casal ajuizou ação de indenização contra a companhia por conta de atraso em dois voos entre Brasil e Portugal. A indenização havia sido fixada em 4.150 Direitos Especiais de Saque (DES). Essa unidade é calculada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e passou a integrar o ordenamento internacional que trata de aviação, com entrada em vigor no Brasil em 2006.

Citando precedentes da Quarta Turma, a defesa da TAP também pediu a redução da indenização para 332 DES, valor arbitrado pelo STJ em casos análogos. Atualmente, um DES vale aproximadamente R$ 3. Na época da decisão, a indenização girava em torno de R$ 13 mil por passageiro.

A relatora, ministra Nancy Andrighi, ressaltou que, com a incidência do CDC nessas situações, a indenização não deve ser tarifada. Por um lado, ela considerou o valor fixado excessivo. De outro, avaliou que 332 DES, correspondente na época a R$ 1.076,54, não seria suficiente para ressarcir o dano moral sofrido. Seguindo as considerações da relatora, a Turma fixou a indenização em R$ 3 mil.

Agências de Viagem

As agências de viagens, de modo geral, não podem ser responsabilizadas por atrasos em voo quando ela apenas vende as passagens para o consumidor. Nesses casos, a responsabilidade é exclusiva da companhia aérea. Essa foi a tese aplicada no julgamento do Resp 797836.

Contudo, quando uma agência de viagens vende um pacote turístico com voo fretado, ela é responsável pela má prestação dos serviços vendidos, inclusive do transporte. Com esse entendimento, o STJ manteve a condenação da Agência de Viagens CVC Tur Ltda de indenizar uma consumidora (Resp 783016).

Cobrança à vista de compra parcelada

A agência de viagens pode ser responsabilizada pela cobrança integral, de uma só vez, de passagem vendida em parcelas no cartão de crédito. Foi esse o entendimento aplicado pela Quarta Turma no julgamento do Resp 684238 interposto pela STB - Student Travel Bureau Viagens e Turismo Ltda, condenada a pagar 40 salários mínimos a título de indenização. No caso, um turista comprou a passagem no valor de US$ 816,55 em cinco parcelas. Ele relatou que, no mês seguinte à compra, não houve cobrança da primeira cota e, no fim do ano, quatro prestações foram cobradas de uma única vez sem que ele tivesse recursos para arcar com a despesa inesperada.

A agência alegou que a responsabilidade era da administradora de cartão de crédito e queria que na própria condenação o ônus fosse repassado à instituição financeira. Como não existe um contrato entre a agência e administradora responsabilizando esta pelo não cumprimento do parcelamento da compra, não pode haver a chamada “denunciação da lide”. O relator, ministro João Otávio de Noronha observou que, como o negócio foi realizado no interior da agência, não pode ser afastada a responsabilidade dela pelo erro no processamento da fatura. Ele ressaltou que nada impede que a agência ingresse com ação de regresso contra a administradora para tentar o ressarcimento do que pagou de indenização.

Barrados pela imigração

Quando o turista é barrado pela imigração em algum país estrangeiro, mesmo estando com todos os documentos exigidos, é evidente o dano material e moral. Principalmente quando esse turista é maltratado pelas autoridades estrangeiras e deportado sob escolta policial, sem nenhuma justificativa.

Muitos brasileiros, em especial os que se dirigem a países da Europa, têm enfrentado esse constrangimento. Apesar de todo o sentimento de frustração, impotência e dos prejuízos financeiros, juridicamente não há muito o que ser feito. Não existe nenhuma norma internacional que obrigue os países a aceitarem em seu território todos os estrangeiros que pretendem entrar nele. Portanto é lícita a recusa de um Estado em receber qualquer viajante.

Mesmo assim, alguns turistas recorrem à Justiça brasileira. A Terceira Turma do STJ julgou, em maio de 2008, o recurso ordinário de um turista que ingressou com ação de reparação por danos morais e materiais contra o Estado da Nova Zelândia. Mesmo com visto, ele alega ter sido isolado, submetido a horas de interrogatório e depois deportado.

Os juizes de primeiro grau têm extinguido essas ações sem julgamento de mérito por entender que, ao rejeitar a entrada de um estrangeiro, o Estado pratica um ato de império, imune à jurisdição brasileira. O STJ tem reformado essas decisões para dar continuidade às ações com a citação do Estado estrangeiro. Cabe ao representante do país no Brasil manifestar a recusa em se submeter à autoridade judiciária brasileira. Se o diplomata invocar a imunidade, fim de caso. (RO 57, RO 69 e RO 70).


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h47
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h41
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REAJUSTE DOS PLANOS DE SAÚDE EM 2009

Índice será de até 6,7%, o maior desde 2006

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou que o reajuste dos convênios médicos será de até 6,76%, superior ao do ano passado, que foi de 5,48%.

A alíquota incide sobre os 6,5 milhões de consumidores dos planos individuais novos, firmados a partir de janeiro de 1999, que representam 12,4% da carteira total de clientes (52 milhões). O reajuste, que será publicado no DOU (Diário Oficial da União) da segunda-feira (27), é válido a partir de 1º de maio e será aplicado ao longo de 12 meses, devendo ser observada a data de aniversário do contrato do beneficiário.

O índice também é válido para os planos adaptados à Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde.

Maior desde 2006
O aumento de 2009 foi o maior registrado desde o ano de 2006, quando os planos de saúde tiveram reajuste de 8,89%, de acordo com a tabela abaixo:

Variação nos últimos anos
AnoÍndice de reajuste
20005,42%
20018,71%
20027,69%
20039,27%
200411,75%
200511,69%
20068,89%
20075,76%
20085,48%
20096,76%

Fonte: ANS

Critérios
O índice máximo a ser aplicado foi determinado pela diretoria colegiada da ANS. Para calculá-lo, utiliza-se metodologia adotada desde 2001, que se baseia nos reajustes dos planos coletivos. Neste ano, também foi considerada a variação relativa à maior oferta e utilização dos procedimentos e eventos de saúde a partir da vigência de um novo rol adotado.

O índice de 2009 foi obtido a partir de fórmula matemática composta pelo valor relativo aos reajustes dos planos coletivos, de 5,60%, e a variação do novo rol de procedimentos apurada no período, de 1,1%.

O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, relembrou que a agência reguladora, quando determinou o novo rol de procedimentos, esclareceu que avaliaria a influência dessas mudanças no setor de saúde suplementar. Ele ainda disse que o índice ficou abaixo daquele que era esperado pelas operadoras.

"O acréscimo referente à variação deve ser considerado na totalidade do benefício que o novo rol trouxe aos beneficiários. Procedimentos importantes como exames de genética e profissionais como fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais hoje estão incorporados à cobertura assistencial mínima. Além disso, o percentual sem esse acréscimo demonstra a estabilização do setor", afirmou.

De olho no boleto
Ao receber o boleto de pagamento, os beneficiários devem conferir se o índice está claramente identificado nele.

Os beneficiários de planos de sáude podem tirar dúvidas sobre o reajuste por meio do Disque-ANS (0800 701 9656), na página da
ANS na internet, pelo link Fale Conosco ou em um dos 12 Núcleos Regionais de Atendimento e Fiscalização (Nuraf) existentes no país.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h39
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FRASE DO DIA:
 
Quando alguém da plateia gritou "toca Michael" (o novo "toca Raul"), o uruguaio cedeu apenas para interpretar o refrão de "Billie Jean"...
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h36
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GORDINHO YEAH YEAH
 
Americano quebra recorde mundial ao comer 68 cachorros-quentes

Um jovem americano de 25 anos bateu hoje o recorde mundial ao comer 68 cachorros-quentes no concurso anual Nathan's Hot Dog Eating, realizado em Nova York dentro das celebrações do 4 de julho, Dia da Independência do país.

A façanha de Joey Chesnut, que comeu os cachorros-quentes em dez minutos, o fez revalidar seu título pelo terceiro ano seguido e, além de bater o recorde mundial, levar para casa um prêmio de US$ 20 mil.

Chesnut, natural da Califórnia, venceu o principal rival, o japonês Takeru Kobayashi, que já tinha conquistado seis edições do concurso.

Ambos disputaram o título no ano passado em um duelo final de cinco cachorros-quentes extras, ao ficarem empatados após comerem 59 sanduíches em dez minutos.

Este ano, o californiano liderou desde o princípio e só nos dois primeiros minutos engoliu 23 cachorros-quentes.

"Depois do segundo minuto sabia que meu corpo estava ajudando", disse Chesnut à imprensa após o concurso.

O Nathan's Hot Dog Eating se tornou uma tradição a mais entre as celebrações do Dia da Independência americano e é transmitido pelo canal de televisão especializado em esportes "ESPN".


Escrito por Eduardo Lorenzo às 09h33
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