S - E - N - S - A - C - I - O - N - A - LClipe contra companhia aérea por violão quebrado vira hit na internetUm músico canadense que teve seu violão danificado durante um vôo nos Estados Unidos se transformou no novo hit na internet. Quase 4 milhões de pessoas já viram no YouTube um videoclipe que ele gravou com uma reclamação musicada contra a companhia aérea.
O sucesso do vídeo fez com que a United Airlines, que inicialmente havia se recusado a indenizar o músico, revisse sua posição.
O vídeo do músico Dave Carroll, intitulado "United Breaks Guitars" (A United Quebra Violões), foi postado no começo de julho.
O incidente ao qual Carroll se referia ocorreu em março de 2008, durante uma escala em Chicago parte de um vôo de Halifax, no Canadá, a Nebraska, nos Estados Unidos, onde ele se apresentaria com sua banda de folk-rock Sons of Maxwell. Compensação Segundo o músico, o conserto de seu violão quebrado durante o transporte custou 1.400 dólares canadenses (o equivalente a R$ 2.425), mas a companhia inicialmente se recusou a pagar.
Após meses tentando, sem resultados, uma compensação da companhia, Carroll, de 41 anos, resolveu postar o videoclipe com a reclamação no YouTube.
“Vocês quebraram, deveriam consertar. Vocês são responsáveis, admitam. Eu deveria ter voado com outra companhia ou ido de carro, porque a United quebra violões”, diz ele no refrão da música.
Em uma cena do clipe, atores representando carregadores de bagagem jogam entre eles, sem cuidado, uma caixa de violão, que cai no chão, enquanto Carroll e outros passageiros veem a cena das janelas do avião.
Com o sucesso do vídeo no YouTube, Carroll foi convidado para entrevistas em várias partes do mundo, incluindo o Oprah Winfrey Show, um dos programas de maior audiência da TV americana.
iTunes O caso também trouxe benefícios para o músico. A canção "United Breaks Guitars" é atualmente a 20ª mais vendida na lista do iTunes no Canadá, e as vendas dos CDs da banda Sons of Maxwell também subiram.
Além disso, a fabricante do violão danificado ofereceu a ele um novo instrumento para ser usado em suas próximas composições.
Carroll disse à BBC que quando o seu vídeo no YouTube começou a fazer sucesso, a United escreveu uma carta a ele sugerindo compensá-lo pelo violão quebrado, mas ele diz ter negado e pedido à companhia que doasse o dinheiro a instituições de caridade.
O músico diz que em sua correspondência com a companhia ele prometeu compor três músicas sobre o incidente. Uma segunda música já estaria pronta e prestes a ser colocada na internet.
Em uma carta enviada a uma TV canadense, a United Airlines disse que está em contato com o músico e quer retificar seus erros no caso.
Um porta-voz da companhia disse ao jornal americano The Los Angeles Times que “o vídeo é excelente” e será usado em treinamentos internos sobre atendimento ao cliente.
Em entrevista à BBC, o músico disse que o sucesso do vídeo o surpreendeu. “Eu esperava ter um milhão de acessos em um ano”, disse.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h24
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CRÍTICA: "Som & Fúria" é sucesso de crítica, mas fracasso em matemática.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h22
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Procuradora-geral questiona no STF a proibição à ''Marcha da Maconha'' No seu último dia como procuradora-geral da República interina, Deborah Duprat decidiu questionar no STF (Supremo Tribunal Federal) decisões judiciais que têm proibido atos públicos pró-legalização das drogas, como a liminar que suspendeu a Marcha da Maconha em São Paulo, em abril deste ano. Para ela, as decisões estão baseadas em um argumento equivocado de que a defesa da legalização constitui apologia ao crime. Para a Duprat - que com a posse de Roberto Gurgel assume o cargo de vice-procuradora-geral - essas decisões acabam gerando indevidamente restrições ao direito fundamental da liberdade de expressão. De acordo com a procuradora, o Judiciário deve interpretar tais ações conforme previsto na Constituição e no Código Penal, cujo artigo 33 instituiu, inclusive, o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas. Ela ressalta, no entanto, que não recorreu ao Supremo contra a política nacional de combate às drogas, mas sim contra a proibição das manifestações. As decisões a que se refere são as que proíbem atos públicos em favor da legalização das drogas, sob o argumento de que tais ações induziriam o uso de drogas. Além disso, consideram que defender publicamente a legalização da maconha, cuja comercialização e uso são ilícitos penais, por exemplo, equivaleria a fazer apologia das drogas, estimulando seu consumo. A procuradora afirma que a liberdade de expressão é um dos mais importantes direitos fundamentais do sistema constitucional brasileiro, “um pressuposto para o funcionamento da democracia”. As duas ações impetradas pedem que o Supremo conceda liminar para suspender, até o julgamento final, qualquer decisão que possa levar à criminalização da defesa da legalização das drogas, inclusive através de manifestações e eventos públicos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h21
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LADRÃO SEM NOÇÃOLadrão escala delegacia de Tubarão (SC) para recuperar doces roubadosUm ladrão foi preso nesta quinta-feira (23) depois de escalar e invadir o segundo andar da Central de Polícia de Tubarão, no sul de Santa Catarina, para tentar resgatar caixas de doces que estavam com ele e haviam sido apreendidas duas horas antes. As informações são do "Diário Catarinense". A ocorrência teve início quando o suspeito, que tem passagens pela polícia por furto, foi abordado em atitude suspeita por uma viatura da Polícia Militar. Franck Gomes da Silva estava em uma bicicleta e carregava um aparelho de CD automotivo e sacolas com caixas de doces. Ele foi indiciado por furto e levado ao presídio regional do município.
Em depoimento na delegacia, ele alegou ter recebido o material de um amigo. Por falta de provas, o delegado Daniel Garcia liberou o suspeito, mas o aparelho eletrônico e as guloseimas ficaram em uma sala no segundo andar para averiguação.
Horas depois, foi confirmado que o som automotivo e os doces haviam sido furtados do interior de um veículo na garagem de um prédio. A dona planejava uma festa junina.
Após ser solto, Franck ficou escondido perto da central de polícia para tentar recuperar os objetos furtados. O suspeito conseguiu entrar no segundo andar por uma janela.
Ele encontrou o que procurava: uma caixa de doce de abóbora, um pacote de pé-de-moleque, uma caixa de marshmallow com cobertura de chocolate, uma caixa de maria-mole, flocos de arroz, paçoca, doce de coco, caramelos e puxa-puxa.
Depois de comer alguns doces, Franck foi até a cozinha da delegacia e bebeu refrigerantes que estavam na geladeira. Ao descer as escadas com as caixas, ele foi surpreendido pelo investigador que estava de plantão no térreo e suspeitou do barulho no andar de cima.
Pela resgate dos doces, o rapaz foi indiciado por furto e levado para o presídio. A proprietária das mercadorias furtadas buscou as guloseimas e o aparelho de CD no início da manhã.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h19
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A distância, mas a todo vaporSaiba como ser produtivo trabalhando em casa
Carlos Ruchaud, diretor médico da Genzyme: escritório em casa Cansado dos engarrafamentos, do estresse e da falta de segurança no Rio de Janeiro, Carlos Ruchaud mudou de cidade e de vida quando criou seu home office em Florianópolis, Santa Catarina, há cinco anos. “O home office traz benefícios a todos e melhora a produtividade”, diz o diretor médico da Genzyme do Brasil, farmacêutica cuja sede fica em São Paulo, mas que conta com funcionários trabalhando remotamente em Santa Catarina e Minas Gerais. Histórias como a de Carlos estão se tornando mais comuns. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho, o número de profissionais trabalhando de casa cresce 10% ao ano. O trabalho remoto é uma alternativa cada vez mais procurada por quem não tem a obrigatoriedade de estar no escritório, por mães de recém-nascidos e autônomos interessados em baixar seu custo fixo. Veja como ser produtivo trabalhando em casa:
1 - Família, família, negócios à parte Quem opta pelo home office tem de conscientizar a família de que não está disponível durante o expediente. No início, Carlos, da Genzyme, fez questão de que até a esposa usasse o telefone para falar com ele. A estratégia de Moacyr Queirolo Filho, gerente de relacionamento comercial da Research In Motion (RIM), fabricante do Black Berry, para educar os dois filhos foi usar um boné da empresa para indicar que estava trabalhando. “Quando eu tirava o boné eles pulavam em mim.”
2 - Delimite seu espaço de trabalho “Se a pessoa não tem um espaço para fazer o escritório, orientamos que delimite um lugar e avise à família que aquele é seu canto de trabalho”, diz Fabio Filho, gerente de desenvolvimento de negócios para a América Latina da Canonical, distribuidora do sistema operacional Ubuntu, com mais de 80% do pessoal trabalhando em casa. “Se for necessário dividir o espaço, estipule horários e evite que o escritório esteja próximo a distrações como home theater”, diz Eliana Tameirão, diretora de relações corporativas da Genzyme, que trabalha em home office há dois anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
3 – Organize seus e-mails “Quem trabalha com tecnologia pode receber até 1 000 e-mails por dia. O que eu faço é marcar as mensagens com cores diferentes (particulares, colegas, diretorias nacional e internacional). Assim fica fácil de selecionar e priorizar a leitura”, diz Fabio Filho, que afirma ser necessário ter um “espírito empreendedor” para conseguir trabalhar remotamente.
4 - Use a tecnologia a seu favor O essencial para quem trabalha em casa é dispor de serviço de internet de banda larga e de uma rede de telefonia eficiente. Ambos os serviços, internet e e-mail, mantêm em sintonia uma equipe que não divide o mesmo espaço. Impressora, scanner, celular, smartphone e até mesmo uma linha de telefone fixo exclusiva para usar durante o período de trabalho ajudam a separar a vida pessoal da profissional.
5 - Não leve o estresse do trabalho para casa Já que você não terá de se deslocar até o escritório, aproveite as horas a mais dormindo ou acordando mais cedo para fazer exercícios, ler jornal ou conversar com a família. “O profissional pode, às vezes, ‘mover’ seu escritório para o restaurante de um shopping, para arejar a cabeça ou dar umas ‘férias’ para as pessoas da casa”, diz Moacyr, gerente da ResearchIn Motion.
6 - Crie uma rotina diária A flexibilidade de horário é uma faca de dois gumes, diz Moacyr Queirolo Filho, gerente de relacionamento comercial da Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry: “A vantagem é que você pode conciliar sua atividade profissional com a vida pessoal. A desvantagem é o profissional começar a trabalhar às 7h e ir até as 22h, sem fazer pausas”. A solução é estipular uma rotina diária, com horário para começar e encerrar o expediente. Moacyr aconselha ainda que o profissional vista algo confortável, porém “não vinculado ao descanso”. Ou seja, nada de pijama.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h48
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Confira que fim levou cada um dos jogadores.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h47
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Direito do Consumidor em debate no Caderno D, da TV Justiça O "Caderno D" desta semana tem o consumidor endividado como foco central. A concessão de crédito e as vantagens e desvantagens do cadastro positivo; a informação e publicidade no crédito ao consumidor; o controle da abusividade dos contratos bancários; e a vulnerabilidade do consumidor no processo de concessão de crédito; são outros assuntos também discutidos no programa. Esses temas dominaram as discussões e palestras ocorridas durante o Congresso Direito do Consumidor e Crédito Responsável promovido pelo Brasilcon (Instituto Brasileiro de Política e Direito de Consumidor e pelo Banco Central do Brasil). O evento teve a participação de vários segmentos da sociedade envolvidos na questão do crédito ao consumidor e contou com palestras de representantes de órgãos de defesa do consumidor, da Federação dos Bancos Brasileiros, do Banco Central, além de advogados, juízes, procuradores e defensores públicos. Confira a programação: Segunda-feira (20/07) Três temas são debatidos no programa. Abrimos com o presidente da BRASILCON, Leonardo Bessa, falando sobre cadastro positivo e a proteção do consumidor. Em seguida, a advogada Karina Grou fala sobre as práticas e cláusulas abusivas na contratação de crédito ao consumidor. Encerrando o dia, a responsabilidade civil pela má concessão de credito é posta em questão pela defensora pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) Marcella Oliboni. Terça-feira (21/07) Juros sobre juros; a opinião legal do Banco Central é assunto do procurador do Banco Central, Flávio José Roman. Na sequência, o representante da Federação dos Bancos Brasileiros Máximo Hernández Gonzáles fala sobre juros bancários na concessão de crédito ao consumidor na visão da Febraban. Quarta-feira (22/07) O mestre em Direito Bruno Nubens Barbosa Miragem comparece ao Congresso "Direito do Consumidor" e faz palestra sobre o tema “Controle da abusividade dos contratos bancários”. Quinta-feira (23/07) "Os juros bancários e a competitividade" é o tema da palestra do diretor executivo do Procon de São Paulo, Roberto Augusto Pfeiffer, durante o Congresso "Direito do Consumidor". O "Caderno D" é um programa que exibe palestras inéditas, diariamente de segunda a sexta, às 9 horas, pela TV Justiça.
Fonte: TV Justiça
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h46
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O conflito entre liberdade de informação e proteção da personalidade na visão do STJ A liberdade de informação e os chamados direitos da personalidade, como a honra e a imagem, são garantias que têm o mesmo status na Constituição. São cláusulas pétreas previstas na Lei Maior e prerrogativas fundamentais dos cidadãos.
A livre circulação de informações é tida como imprescindível para a saúde das democracias. O Conselho Constitucional da França acaba de decidir, por exemplo, que o acesso à internet é um direito humano fundamental e que a publicação de opiniões na rede mundial representa uma forma de liberdade de expressão.
No entanto, embora estejam previstos nas constituições, esses direitos nem sempre têm seu pleno exercício assegurado. Cada vez mais os cidadãos buscam o Judiciário para reparar violações e garantir essas prerrogativas.
A popularização da internet e a multiplicação de veículos de comunicação especializados nos mais diversos assuntos, com o consequente aumento da circulação de informações na sociedade, têm levado os magistrados a apreciar, com frequência cada vez maior, um conflito de difícil solução: entre o direito de a sociedade ser informada e o direito de as pessoas terem sua intimidade e honra resguardadas, o que deve prevalecer?
No Superior Tribunal de Justiça (STJ), esse choque de princípios vem sendo enfrentado pelos ministros, de maneira incidental, em inúmeros processos, pois a resposta a essa pergunta passa quase sempre por uma discussão de fundo constitucional, de competência do Supremo Tribunal Federal.
Os diversos colegiados que compõem o Tribunal vêm construindo jurisprudência considerável acerca do assunto, sobretudo a partir de casos que envolvem pedidos de indenização por danos morais. São questões como uso de imagem, violação da honra, limites para divulgação pública de informações pessoais, tudo isso paralelo ao direito da sociedade de informar e ser informada pelos veículos de comunicação.
Ponderação
O STJ tem se valido da técnica de ponderação de princípios para solucionar o conflito. A decisão sobre qual lado da balança deve ter maior peso sempre ocorre de forma casuística, na análise do caso concreto, processo por processo. Ou seja, não há uma fórmula pronta: em alguns casos vencerá o direito à informação; em outros, a proteção da personalidade.
O que norteia a aplicação desses princípios e a escolha de um ou outro direito é o interesse público da informação. Se uma notícia ou reportagem sobre determinada pessoa veicula um dado que, de fato, interessa à coletividade, a balança tende para a liberdade de imprensa.
Se uma pessoa é prejudicada por uma notícia que se restringe à sua vida privada, haverá grande chance de ela obter indenização por ofensa à honra ou à intimidade. Prevalece, neste caso, o entendimento de que, embora seja relevante, o direito à informação não é uma garantia absoluta.
Nesse sentido, uma decisão da Quarta Turma proferida em dezembro de 2007 é paradigmática: “A liberdade de informação e de manifestação do pensamento não constitui direitos absolutos, sendo relativizados quando colidirem com o direito à proteção da honra e da imagem dos indivíduos, bem como ofenderem o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, escreveu o ministro Massami Uyeda, relator do recurso em questão (Resp 783.139).
Veracidade das informações derruba pedido de indenização
Algumas decisões do STJ levam em consideração que a verdade do que é publicado é condição indispensável para a configuração do interesse público da informação, o que evita a responsabilização civil de quem divulga a matéria. É o caso, por exemplo, do recurso (Resp 439.584) julgado em 2002 pela Terceira Turma.
Na ocasião, os ministros compreenderam que, no plano infraconstitucional, o abuso do direito à informação está exatamente na falta de veracidade das afirmações divulgadas. E mais: entenderam que o interesse público não poderia autorizar “ofensa ao direito à honra, à dignidade, à vida privada e à intimidade da pessoa humana”.
A questão era, até então, apreciada sob o prisma da Lei de Imprensa, cuja inconstitucionalidade foi acolhida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O STJ, agora, utiliza a legislação civil, além da própria Constituição para solucionar os conflitos.
Em maio último, a Terceira Turma julgou o primeiro recurso (Resp 984803) sobre responsabilidade de veículo de comunicação após a retirada da Lei de Imprensa do ordenamento jurídico. A decisão sobre o caso, relatado pela ministra Nancy Andrighi, criou um precedente que deverá nortear os próximos julgamentos do STJ em situações semelhantes.
O recurso foi interposto pela TV Globo com o intuito de alterar uma decisão de segunda instância que havia condenado a emissora a pagar indenização por ter veiculado reportagem no programa Fantástico na qual relacionava um jornalista à “máfia das prefeituras” no Espírito Santo.
A decisão do STJ de afastar a indenização tornou-se uma espécie de libelo a favor da liberdade de imprensa com responsabilidade. No voto, a ministra relatora debruçou-se sobre a natureza do processo de produção de notícias, reconhecendo não ser possível exigir que a mídia só divulgue fatos após ter certeza plena de sua veracidade.
“Impor tal exigência à imprensa significaria engessá-la e condená-la a morte”, afirmou. “O processo de divulgação de informações satisfaz verdadeiro interesse público, devendo ser célere e eficaz, razão pela qual não se coaduna com rigorismos próprios de um procedimento judicial”, acrescentou.
Seguindo o voto da relatora, os ministros do colegiado entenderam que a reportagem não havia feito afirmação falsa e que, como o programa não agira de maneira culposa, não deveria arcar com a indenização. “O veículo de comunicação exime-se de culpa quando busca fontes fidedignas, quando exerce atividade investigativa, ouve as diversas partes interessadas e afasta quaisquer dúvidas sérias quanto à veracidade do que divulgará. Pode-se dizer que o jornalista tem um dever de investigar os fatos que deseja publicar”, ressaltou a ministra.
Direito de personalidade é mais flexível para pessoas notórias
O conflito entre liberdade de informação e direitos da personalidade também se apresenta com regularidade em processos julgados pelo STJ cujas partes são pessoas com notoriedade, como artistas, políticos, empresários. A jurisprudência brasileira reconhece que essas pessoas têm proteção mais flexível dos direitos relativos à sua personalidade, como a imagem e a honra.
O entendimento do STJ, entretanto, é que mesmo pessoas notórias têm direito a uma esfera privada para exercer, livremente, sua personalidade. E, exatamente por terem esse direito, não podem ser vítimas de informações falsas ou levianas destinadas a aumentar a venda de determinadas publicações ou simplesmente ofensivas.
Esse posicionamento ficou claro no julgamento recente de dois recursos apreciados pela Terceira e pela Quarta Turma. O primeiro processo (Resp 984.803) teve origem com a divulgação por uma revista de fotos de um conhecido ator de tevê casado. As imagens o mostravam beijando outra mulher. O segundo (Resp 706.769) envolveu a veiculação por uma rádio de Mossoró, no Rio Grande do Norte, de informações ofensivas à prefeita da cidade.
O STJ manteve a decisão da segunda instância da Justiça fluminense, que havia condenado a editora da revista a indenizar o artista. O fundamento da decisão foi exatamente que o ator, pessoa pública conhecida por participar de várias novelas, possui direito de imagem mais restrito, “mas não afastado”. Os ministros concluíram que houve abuso no uso da imagem, publicada com “nítido propósito de incrementar as vendas” da revista.
A tese de que pessoas notórias, embora de maneira mais restrita, têm direito a prerrogativas inerentes à sua personalidade também alcança os políticos. No recurso envolvendo a rádio de Mossoró, o STJ, favorável aos argumentos apresentados pela prefeita, definiu que o limite para o exercício da liberdade de informação é a honra da pessoa que é objeto da informação divulgada.
No voto que orientou a decisão no processo, o relator, ministro Luis Felipe Salomão, explicitou esse entendimento: “Alguns aspectos da vida particular de pessoas notórias podem ser noticiados. No entanto, o limite para a informação é o da honra da pessoa”, escreveu. “Notícias que têm como objeto pessoas de notoriedade não podem refletir críticas indiscriminadas e levianas, pois existe uma esfera íntima do indivíduo, como pessoa humana, que não pode ser ultrapassada”, acrescentou.
Notícia deve considerar presunção de inocência do acusado
O mesmo raciocínio jurídico aplicado às pessoas notórias também é utilizado por alguns ministros do STJ na apreciação de ações e recursos que tratam de questões como a dos crimes contra a honra: calúnia, injúria e difamação. Nesses processos de natureza penal, também é frequente os julgadores se depararem com a colisão entre a liberdade de informação e os direitos da personalidade.
Na esfera penal, vê-se a presença de mais um elemento comum nas decisões do STJ que lidam com o assunto: o princípio da não culpabilidade. Também expresso na Constituição como garantia fundamental dos cidadãos, o princípio informa que ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado (esgotamento da possibilidade de recurso) de uma decisão judicial condenatória.
Para parte dos ministros do STJ, ao divulgar informações sobre pessoas que são acusadas em investigações criminais da polícia ou que figuram como réus em ações penais, os veículos de comunicação devem sempre levar em conta a presunção de inocência. Isso não significa limitar o livre fluxo de informações, mas sim um alerta para que as informações sejam divulgadas de forma responsável, de maneira a não violar outros direitos de investigados, por exemplo, a honra.
Esse entendimento fica claro no voto apresentado pelo ministro Hamilton Carvalhido em 2005, num julgamento de uma ação penal (Apn 388) pela Corte Especial do STJ. O ministro chamou a atenção para a imprescindibilidade do direito à livre informação, algo que considera “fundamental à democracia”, mas ressaltou que ela encontra limites na própria Constituição.
Segundo o ministro, embora livres e independentes no direito e dever de informar a sociedade, os meios de comunicação estão limitados no Estado de direito às garantias fundamentais, entre as quais “[...] a honra das pessoas que, em tema de repressão ao crime e à improbidade, há de estar permanentemente sob a perspectiva da presunção de não culpabilidade, por igual, insculpida na Constituição da República”.
Quando a privacidade sucumbe ao direito à informação
Se, por um lado, a liberdade de informar encontra barreira na proteção aos direitos da personalidade, decisões do STJ evidenciam que, em diversas ocasiões, prevaleceu a livre informação, como nas hipóteses em que as partes processuais provocam o interesse jornalístico para depois, a pretexto de terem sua honra ou imagem violadas, buscar indenizações na Justiça.
Ministros do Tribunal reconhecem que profissionais de distintas áreas, a exemplo de atores, jogadores e até mesmo pessoas sem notoriedade se beneficiam da mídia para catapultar suas carreiras. Nesses casos, é claro, as manifestações judiciais, na maioria das vezes, não reconhecem ofensa às prerrogativas da personalidade.
Num recurso julgado em 2004 (Resp 595600), o ministro Cesar Rocha, atual presidente do STJ, enfrentou a questão como relator. O caso envolvia a publicação em um jornal local da foto de uma mulher de topless numa praia em Santa Catarina. A mulher recorreu à Justiça reclamando indenização por danos morais e, após vários recursos, o caso chegou ao STJ.
O ministro Cesar Rocha não conheceu do recurso interposto pela suposta vítima, entendendo que a proteção à privacidade estaria limitada pela própria exposição pública realizada por ela de seu próprio corpo.
“Não se pode cometer o delírio de, em nome do direito de privacidade, estabelecer-se uma redoma protetora em torno de uma pessoa para torná-la imune de qualquer veiculação atinente a sua imagem”, sustentou o ministro. E completou: “Se a demandante expõe sua imagem em cenário público, não é ilícita ou indevida sua reprodução pela imprensa.”
O atual presidente do STJ manifestou-se da mesma forma em outro processo, o Resp 58.101, que se tornou paradigma em casos que discutem o direito à imagem. Tratava-se do pagamento de indenização a uma famosa atriz e modelo por uso indevido de sua imagem numa revista.
Ao se manifestar no caso, o relator deu razão à atriz, afirmando que, por se tratar de direito personalíssimo, sua imagem só poderia ser utilizada se autorizada por ela. O ministro ressaltou que a exposição pública de imagem deve condicionar-se à existência de interesse jornalístico que, segundo ele, tem como referencial o interesse público. O magistrado, entretanto, ponderou que a disciplina jurídica é diferente nos casos em que a imagem é captada em cenário público ou de maneira espontânea.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h45
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| Siena, Palio e Idea: agora com Dualogic | |
  Carsale - O lançamento dos quatro novos veículos da Fiat com câmbio automatizado Dualogic, que deve ser anunciado em agosto, já começa a aquecer o estoque das concessionárias. A nova opção de câmbio - já conhecido no Stilo e Linea - estará disponível nos seguintes modelos: Siena HLX, Palio ELX, Palio Weekend Adventure Locker e Idea Adventure Locker, todos equipados com motor 1.8 Flex. Em pesquisa realizada pelo Carsale nas concessionárias da capital, o Idea Adventure 1.8 Dualogic custará R$ 55.465. Esse preço inclui ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos (dianteiros e traseiros), além de pintura metálica. Na versão com câmbio manual, equipada com estes itens, o monovolume sai por R$ 52.179. > Outra integrante da família Adventure que receberá o câmbio Dualogic será a perua Palio Weekend. Ela parte de R$ 53.789 na versão com câmbio manual, e custará R$ 57.930 com a transmissão automatizada. Entre os principais itens de série, a Palio Weekend Adventure oferecerá ar-condicionado, travas e vidros elétricos (dianteiros e traseiros), rádio CD Player original de fábrica e rodas de liga-leve.
Já o Palio ELX 1.8 Dualogic partirá de R$ 41.500, equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos (somente os dianteiros). Vidros elétricos traseiros serão opcionais. Com este pacote de equipamentos, o Palio ELX 1.8, com câmbio manual, custa R$ 38.551.
O sedã Siena ganhará o Dualogic na versão HLX, a única com motor 1.8 l. Por R$ 49.400, o novo Siena terá ar-condicionado, rádio CD Player original, roda de liga-leve, travas e vidros elétricos. Com esse pacote de equipamentos, o Siena HLX com câmbio manual custa cerca de R$ 45 mil.
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h40
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Matteo Fulvani fala do clima, "uma eterna primavera". Dos impostos, "muito mais baixos". Da eficiência da burocracia: "Só levei uma semana para obter minha inscrição na junta comercial". Enquanto prepara um café curto, ou "ristretto", como em seu país, esse italiano de 32 anos não consegue parar de enumerar as razões que o levaram a abrir seu restaurante em Barcelona, bem longe de sua Friuli natal. Para terminar, ele confessa: "Na Itália, Barcelona está na moda".
Um refúgio para mafiosos Há um ano, seis chefes da Camorra, a máfia napolitana, e vários de seus braços direitos, foram presos na costa mediterrânea espanhola, de Barcelona a Marbella, apelidada "Costa Nostra" pelos policiais em razão da forte concentração de mafiosos italianos. Dos 249 chefes considerados "perigosos" pela justiça italiana, 70% teriam encontrado refúgio na Catalunha e nas ricas estações balneárias da Costa del Sol, segundo o procurador antimáfia de Nápoles Luigi Cannavale, citado no fim de junho pelo jornal "El País". Essa emigração teria começado nos anos 1980. Mas a Espanha não é somente uma aposentadoria dourada para as três máfias italianas. Segundo o magistrado, os napolitanos, os sicilianos da Cosa Nostra e os calabreses da 'Ndrangheta estariam administrando juntos, a partir de território espanhol, o tráfico de drogas com destino à Europa Quando ele abriu o Cuore di Mamma no bairro de Eixample, dezoito meses atrás, Matteo ainda tinha em mente um programa "cult" da MTV, "Italo Spagnolo", gravado em um apartamento da capital catalã,que louvava para os jovens italianos "o milagre espanhol". Claro, o primeiro ano foi "um trabalho infernal", como para qualquer um que vai abrir seu negócio próprio, mas Matteo Fulvani não desceu de sua nuvem: "Aqui, a atitude das pessoas é positiva, reina um espírito de abertura bastante singular".
Quais foram os motivos dos outros 22.685 italianos que se estabeleceram em Barcelona, oficialmente registrados pela prefeitura? A partir deste ano eles passam a formar a maior comunidade estrangeira da cidade, à frente dos equatorianos, paquistaneses e bolivianos. Assim como Matteo, a maioria se instalou há pouco tempo: seu número mais do que dobrou desde 2005. "Uma verdadeira explosão", confirma De Martin, o cônsul-geral da Itália em Barcelona. Na Catalunha, os inscritos passaram de 15.400 no ano 2000 para mais de 52.000 hoje.
Metade deles são "só passaportes", ironiza Maurizio Bandettini, vice-presidente da Casa degli Italiani ("Casa dos Italianos"), uma instituição criada em 1866 pelos primeiros imigrantes que chegaram da Bota. Graças à lei Tremaglia, votada em 2005 para permitir aos italianos do exterior que votassem em massa nas eleições legislativas de 2006, os filhos e netos de imigrantes italianos de todo o mundo puderam recuperar a nacionalidade italiana. Uma abertura para a Europa, que muitos argentinos, uruguaios e brasileiros aproveitaram. "Eles ficaram na Espanha por comodidade linguística, e também porque lá era mais fácil encontrar trabalho do que na Itália", explica Pietro De Martin.
Os italianos da América Latina chegaram em família, com uma experiência e um projeto profissionais: "São representantes da classe média, entre 35 e 45 anos, determinados a ficar", explica Ignasi Cardelus, diretor de relações internacionais na prefeitura de Barcelona. "Geralmente eles não têm relações com a comunidade dos italianos nascidos na Itália". Estes últimos formam o segundo fluxo de imigração italiana. Enquanto seus primos do outro lado do Atlântico se espalharam por toda a Espanha, eles escolheram em sua maioria a Catalunha, e especialmente Barcelona, onde eles representam quase 60% da presença italiana.
"O dinamismo econômico e social da última década atraiu muitos jovens italianos", conta De Martin. "A maioria tem vontade de voltar para a Itália. É a geração Europa". Esses barceloneses de adoção recente vêm de toda a Itália. Tanto do sul, gangrenado por um desemprego crônico, como das ricas regiões do norte do país. "Muitos são estudantes que encontraram no lugar seu primeiro emprego, ou jovens formados que voltaram após alguns anos de experiência ou de dificuldade na Itália", ressalta Cardelus.
No departamento de marketing encarregado de trabalhar permanentemente a "marca Barcelona", acredita-se que o fato de ter sido designada como sede da União para o Mediterrâneo (UPM) reforçará sua imagem de capital do Mediterrâneo: "É a cidade mediterrânea por excelência, onde a vida é boa", diz Ignasi Cardelus. O cônsul-geral se orgulha de uma "integração bem-sucedida", onde dominam as profissões liberais (arquitetos, fotógrafos, médicos, etc.).
Quando ele chegou a Barcelona, em 1966, para implantar a pequena empresa familiar de cerâmica, Maurizio Bandettini havia feito parte de uma comunidade italiana "menos numerosa, mas muito mais influente". Ele se lembra que na época "a grande indústria na Catalunha era italiana,com a Fiat, a Olivetti, a Pirelli..." Os dirigentes desses grandes grupos deram toda sua grandiosidade para a Casa degli Italiani, suas obras sociais, sua escola. Esta última recebe hoje 500 alunos, em sua maioria... espanhóis.
Os jovens italianos que entram pela porta do belo prédio da associação "geralmente estão à procura de um emprego", é o que garantem na secretaria. Para Bandettini, "a imprensa italiana engana a juventude, ao continuar apresentando Barcelona como um Eldorado. Como fazer com que eles entendam que a vida não é mais barata do que na Itália, e que não há mais trabalho"? No consulado, admite-se que a crise poderá "diminuir o ritmo" da imigração. No entanto, apesar das más notícias econômicas, outros 1.841 foram registrados em 2008, ou seja, um aumento de 8,8%. E são raros os que se decepcionam com a viagem: já que é para ter empregos temporários, é melhor que seja aqui, pensam eles, como Catia, a jovem garçonete do Cuore di Mamma. Arquiteta de formação, a jovem de Turim não encontrou emprego após o estouro da bolha imobiliária espanhola, mas ela "aproveita Barcelona" e tenta vender o tiramisù da casa.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h39
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O PARADOXO NORDESTINO Os homicídios e roubos disparam na região em que a economia mais cresce, os indicadores sociais evoluem com mais velocidade e o governo federal mais investe.
O Nordeste se converteu em um celeiro de boas notícias. Nos últimos dez anos, sua economia cresceu duas vezes mais rápido que a brasileira e triplicou de tamanho. A renda local disparou. Vivem na região 48% dos brasileiros que emergiram da pobreza desde 2002. Uma parte desse desenvolvimento deve ser creditada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vê a região como seu enclave eleitoral e investiu lá 24% dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Esse panorama positivo vem sendo manchado, porém, por uma escalada nos índices de criminalidade. A capital nordestina mais insegura, Maceió, tem 104 homicídios por grupo de 100 000 habitantes, índice superior ao do Iraque. Os assassinatos também dispararam em Salvador, a maior e mais rica cidade do Nordeste. Hoje, são seis por dia, 79% mais que há três anos. A incidência de homicídios na capital baiana é o dobro da do Rio de Janeiro e seis vezes a de São Paulo. Em alguns bairros da capital baiana, vigora o toque de recolher imposto pelos bandidos. Em um deles, a Boca do Rio, rojões anunciam às 21 horas o início da reclusão forçada. Os métodos da polícia, que matou 130 pessoas desde janeiro, ainda pioram as estatísticas de mortes violentas. A assimetria entre desenvolvimento econômico e social e aumento da criminalidade constitui um paradoxo, visto que mais progresso costuma resultar em maior segurança. O coordenador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, Carlos Alberto Gomes, explica, porém, que o aumento dos crimes no Nordeste não está associado diretamente à baixa renda, mas à falta de polícia, iluminação e outros serviços públicos.
Ou seja, aquela quantidade de bandidos e desajustados que sempre existe em qualquer sociedade está livre para delinquir – e, agora, eles têm sob sua mira uma população mais rica, o que os torna ainda mais ativos. Das capitais nordestinas, Recife é a que combate a criminalidade com mais eficiência. Em dois anos, os registros de todos os tipos de delito encolheram 8%. Com isso, a cidade passou a Maceió o título de a capital mais insegura não só do Nordeste, mas do país. Hoje, a cidade do Recife também é mais pacífica do que Salvador. Para obter esses resultados, as autoridades pernambucanas importaram de São Paulo um modelo de monitoramento das áreas mais perigosas. Os policiais são remanejados semanalmente para os bairros onde há mais mortes, assaltos e desovas de cadáveres. Já em Salvador, a polícia parece ter aceitado os limites impostos pelos bandidos: ela simplesmente não entra nos bairros e morros dominados pelos meliantes. Diante da fraqueza do aparato estatal, os baianos correm o risco de ver a criminalidade escapar ao controle. Essa novela, não custa lembrar, já foi vista no Rio de Janeiro.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h36
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MALDITOS BANCOSBancos facilitam entrada de investidores em fundos Quanto maior o valor aplicado, menor é a taxa de administração do fundo. Essa está entre as premissas das instituições financeiras para atrair grandes investidores a este tipo de aplicação.
No entanto, na tentativa de conquistar novos investidores, os bancos estão facilitando a entrada daqueles com menor poder de barganha quando o assunto é a relação aplicação inicial x taxa de administração.
O Bradesco, por exemplo, que já reduziu o valor mínimo da aplicação inicial de mais de 30 fundos, afirma que a medida cria condições para que investidores tenham acesso a fundos mais competitivos em termos de rentabilidade.
Para Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais e superintendente de vendas do Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, o principal objetivo da redução é recuperar a competitividade dos fundos frente à poupança.
Mais opções
No Bradesco, um investidor com R$ 5 mil para aplicar, antes das alterações realizadas pelo banco, tinha como opção um FIC Curto Prazo, com taxa de administração de 3%. Atualmente, com as mudanças, esse investidor tem acesso ao FIC Referenciado DI Brilhante e ao FIC Renda Fixa Mercúrio, com taxas de 2,5%.
No Itaú Unibanco, fundos como o Itaú Max DI e o Itaú Max RF, que cobram taxa de administração de 1,8% a.a, reduziram a aplicação inicial de R$ 30 mil para R$ 20 mil, enquanto que os fundos Itaú Mega DI e Itaú Mega RF, com taxa de 1,4% a.a., tiveram a aplicação inicial reduzida de R$ 70 mil para R$ 50 mil.
Considerando os bancos Santander e Real, houve alteração na aplicação mínima de 18 fundos. Segundo Mosca, um investidor com R$ 30 mil, antes da mudança, tinha a opção de aplicar em um fundo com taxa de 2,7% a.a. Desde o dia 1º de julho, no entanto, já é possível encontrar aplicações, com o mesmo valor, com taxa de 1,4%. "Fundos de investimentos com taxas inferiores a 1,5% a.a. ainda rendem mais do que a poupança", completou o estrategista.
Para todos os bolsos
Com as alterações, o Bradesco conta, atualmente, com 22 opções de fundos que exigem aplicação inicial de até R$ 1 mil, em todos os níveis de risco. Em alguns produtos, com R$ 100 é possível começar a investir.
No Itaú, são 21 opções para investidores de dispõem de até R$ 1 mil para começar a investir. As aplicações partem de R$ 300.
Fundos x poupança
O Copom deve anunciar, na quarta-feira (22), uma novo corte na taxa básica de juros - a Selic - atualmente em 9,25% a.a. O mercado aposta que a taxa será reduzida para 8,75% e que este será o último corte do ano.
O temor das instituições financeiras com essas reduções é de que os investidores migrem para a poupança, que tem se tornado bastante atrativa.
Também de olho neste movimento, segundo o Bradesco, com as mudanças, os investidores podem diversificar sua carteira de investimentos em um cenário de queda de juros.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h31
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NO MEIO DOS RINS TINHA UMA PEDRA TINHA UMA PEDRA NO MEIO DOS RINS Amiguinhos, Acordei ontem (domingo) pela manhã cedo com um dor fortíssima nas costas e como a danada não passava, acabei indo parar na emergência do Hospital Espanhol. Lá minha pior suspeita se confirmou: Pedra no Rim, também conhecido como Cálculo Renal. Logo eu, que sempre morri de medo disso e que bebo água compulsivamente todos os dias como forma de prevenção, principalmente porque meu pai tb sofria desse mal. Lá, fiz ultrasom e Tomografia Computadorizada, tendo sido localizado um cálculo de 0,3 cm e outro de igual tamanho no direito (!?!) mas que pelo menos continua quietinho sem causar problemas. Passei o dia inteiro no hospital com dores fortíssimas, calafrios, tremedeiras e tomando soro direto na veia enquanto o desgraçado do cálculo descia. Em dado momento o médico perguntou: "de 0 a 10, sendo 0 o estar com nenhuma dor e 10 a maior dor que vc já sentiu em sua vida, qual nota vc daria"? Eu só pude responder: "11". Sério, nunca tinha sentido nada semelhante. Eu ia fazer os exames sentado numa cadeira de rodas pois não tinha condições de andar mais do que alguns poucos passos sozinho. A cada instante uma pessoa diferente me perguntava se eu já tinha vomitado ou se sentia vontade de vomitar, pois, segundo fiquei sabendo depois isso era algo muito comuns em casos clínicos como o meu, mas não senti. Por precaução deixaram uma bacia estrategicamente posicionada ao lado do meu leito. O pior é que se a pedra não fose expelida espontaneamente, eu teria de ser submetido à temida "endoscopia peniana" para pinçar e remover o cálculo. Não tem esse que não se contorça enquanto o médico explica como é o procedimento... Tomei 3 injeções de Buscopan (bendito remédio) e apaguei nas 3. Por volta das 20:00 acordei melhor, consegui me levantar para ir ao banheiro sozinho (já havia urinado 2 vezes no "papagaio") e lá nasceu de parto natural meu filhotinho, ao qual batizei de "Thomás" em homenagem ao médico que me atendeu. Ao contrário do que imaginava, não se tratava de nenhum paralelepípedo, mas sim de um trocinho do tamanho de meio grãozinho de arroz, mas mesmo assim do danado me fez sofrer por praticamente 12h consecutivas. Como disse meu irmão: "Isso é só pra lhe lembrar que vc não é mais nenhum menino". :- /
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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ACIDENTE INFELIZ Aos 18 anos, Surtees morre após acidente na F-2 Pneu atingiu a cabeça do inglês durante a 2ª prova da etapa de Brands Hatch
Henry Surtees, filho do campeão mundial de F-1 de 1964, John Surtees, teve sua morte confirmada após o acidente sofrido na segunda corrida da rodada deste fim de semana da F-2, em Brands Hatch, na Inglaterra.
O episódio teve início quando Jack Clarke saiu da pista e bateu lateralmente contra a proteção de pneus. Sua roda traseira esquerda voltou para a pista, lentamente, enquanto outros carros passavam.
Em um lance de rara infelicidade, o pneu ganhou altura suficiente para atingir de forma certeira a cabeça de Surtees, que vinha em alta velocidade, pouco depois da curva Westfield Bend.
O piloto ficou imediatamente desacordado e virou passageiro dentro de seu carro. É possível ver a marca escura do pneu que o havia atingido na fronte de seu capacete branco.
Na sequência, o jovem piloto permaneceu desacordado, foi retirado do carro e levado para o centro médico do autódromo de Brands Hatch. A gravidade dos ferimentos obrigou uma transferência de helicóptero para o Royal London Hospital, em Londres.
Sua morte foi divulgada no início da noite londrina, pelo porta-voz do hospital.
Surtees, que havia conseguido na corrida deste sábado - a primeira da rodada dupla - seu melhor resultado na F-2, um terceiro lugar, nasceu em 18 de fevereiro de 1991 e tinha 18 anos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h35
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por José Roberto Torero
Não é à toa que o chamam de Highlander. Quando morrer, o legista fará exames extras, pois o cara parece imortal
| ACHO QUE a resposta é: porque ele encarna vários personagens dos quais gostamos.Para começar, teve uma infância pobre, o que de cara provoca uma certa empatia. Nada como o sofrimento infantil para gerar carinho pelo personagem. Mas ele não foi só o menino pobre. Foi também garoto prodígio. E todos nós adoramos garotos prodígios, como Pelé, Mickey Rooney, Robinho, Macaulay Culkin, Zico, Neymar e Robin (o do Batman). Eles unem a genialidade à singeleza infantil. E Ronaldo, campeão do mundo aos 17 anos, conseguiu ser um menino prodígio. Ele tornou-se um caçulinha pé-quente, uma espécie de mascote da seleção. Aliás, com os eternos dentões, ele consegue manter um tanto desta aura até hoje. Ronaldo também se encaixa no "adolescente-que-apronta", tipo que não exatamente admiramos, mas com o qual temos uma grande identificação. O fato de ele fumar, beber, ir a boates, ser pego com travestis etc torna-o meio trapalhão, tira-o do Olimpo e faz com que ele pareça mais humano. Ele ainda pode ser classificado no arquétipo de "comedor", de "don juan". Não só pelas várias mulheres que passaram por sua biografia, mas principalmente pelos seus dois casamentos. Primeiro, foi Milene, uma menina bonita, simpática e que jogava futebol, o sonho de vários marmanjos. E depois houve a história com Daniella Cicarelli, na época, o maior símbolo sexual do país. Ou seja, muitos homens tiveram identificação projetiva com Ronaldo. Outra faceta importante é a de "homem de sucesso". Ele jogou pelos dois maiores times da Espanha e pelos dois maiores de Milão. Ganhou três vezes o título de melhor do mundo, foi artilheiro da Copa de 2002, é o maior artilheiro da história das Copas... Ao lado disso, teve um ataque de sei-lá-o-quê na final de 1998. Ou seja, Ronaldo consegue temperar um lado gauche com um lado vitorioso. Creio que uma de suas variantes mais importantes é a do "ressuscitado". Todos adoramos personagens que parecem estar liquidados e acabam dando a volta por cima. Metaforicamente, é como se eles vencessem a morte. E Ronaldo já teve três graves contusões. Recuperar-se uma vez já seria espantoso. Duas vezes, um milagre. Mas ele está em sua terceira recuperação. Não é à toa que o apelidaram de Highlander. Quando realmente morrer, o médico-legista fará exames extras, porque o cara parece imortal. Mas o mais importante é que ele se encaixa no arquétipo de herói. Principalmente por conta da Copa-2002. Aquele foi o grande momento de sua carreira. Ele ergueu-se das cinzas e fez oito gols em sete jogos. Sem falar que marcou os dois gols na final contra a Alemanha. Simbolicamente, é como se a Copa tivesse sido vencida por ele, assim como Romário teria conquistado a de 94, Pelé a de 58 e Garrincha, a de 62. Em resumo, acho que Ronaldo consegue se encaixar em vários personagens que admiramos: menino pobre, garoto prodígio, adolescente problemático, jovem conquistador, azarado, vencedor, ressuscitado e herói, e assim une a perfeição e o fracasso, sendo ao mesmo tempo extraordinário e comum. E, além disso tudo, o cara joga muito.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h31
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AMIZADE É ISSO! Certa noite uma mulher não voltou para casa...
No dia seguinte, ela disse ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
Desconfiado, o homem telefonou para as 10 melhores amigas da mulher, e... nenhuma sabia de nada...
Moral da História: Ô RAÇA DESUNIDA...
Certa noite um homem não voltou para casa...
No dia seguinte, ele disse a esposa que tinha dormido na casa de um amigo.
Desconfiada, a mulher telefonou para os 10 melhores amigos do marido e...
Oito deles confirmaram que ele tinha passado a noite na casa deles e dois disseram que ele ainda estava lá!!!!
Moral da História: Ô RAÇA DESGRAÇADA...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h31
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Novo álbum do U2 se aproxima de 500 mil cópias vendidas nos EUA
O novo álbum do U2 está a caminho de superar as previsões da indústria, com quase meio milhão de cópias vendidas em sua primeira semana nas lojas dos Estados Unidos, disse na segunda-feira o empresário da banda. "No Line on the Horizon", o primeiro grande álbum internacional lançado neste ano, começou a ser vendido na terça-feira passada nos EUA e um dia antes no resto do mundo.
"Achamos que na primeira semana ficará bem perto de meio milhão, um pouco abaixo", disse Paul McGuinness à Reuters, após uma gravação do U2 num estúdio de Hollywood.
Os números preliminares divulgados na semana passada indicavam que o álbum poderia vender entre 400 mil e 450 mil cópias em sua primeira semana nos EUA -- muito distante das 840 mil cópias vendidas inicialmente do álbum anterior da banda, "How to Dismantle an Atomic Bomb", em novembro de 2004.
Mas McGuinness, empresário do U2 há quase 31 anos, disse que a queda nas vendas é "sinal dos tempos" em meio ao declínio de todo o setor de música gravada, que vem acontecendo há uma década.
"A indústria norte-americana está caindo muito mais rapidamente que no resto do mundo. As vendas de materiais físicos estão resistindo muito melhor na Europa."
As vendas totais de álbuns nos EUA já caíram 12 por cento este ano em relação ao mesmo período de um ano atrás.
McGuinness prevê que "No Line on the Horizon" será o número 1 das paradas em 40 países, tornando-se o sétimo álbum do U2 a liderar as paradas norte-americanas.
Apesar de ser uma das maiores bandas do mundo, o U2 não vem poupando esforços para divulgar seu álbum. No último mês o grupo se apresentou no Grammy em Los Angeles, sobre o telhado da BBC em Londres e, mais recentemente, em Nova York no "The Late Show with David Letterman", da CBS, onde compareceu por inusitadas cinco noites, além do programa "Good Morning America", na ABC.
"Cada vez que lançamos um disco temos que 'recriar' a banda", disse McGuinness. "Isso sempre foi assim e continua sendo. Encontramos um público novo com cada disco. Isso é realmente importante. É proposital. É nossa ambição."
O U2 anunciou na segunda-feira que começará uma nova turnê mundial em estádios no próximo 30 de junho, em Barcelona. Bono disse que pode haver shows esporádicos antes disso, mas o empresário falou que não haverá apresentações adicionais porque a banda estará ocupada ensaiando.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h29
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Melhore o desempenho do micro fazendo faxina geral com ferramentas de sistema e programas gratuitos

O fim do Carnaval é a deixa para começar o ano para valer. E a mudança pode ter início na organização do seu computador. Afinal, depois de instalar tantos programas, descarregar fotos e baixar músicas e, em alguns casos, ser vitimado por vírus, seu micro merece passar por uma faxina. "Os principais fatores que deixam o computador lento são a quantidade de tempo de uso e, também, a quantidade de programas instalados nele", afirma Nilson Ramalho, gerente-técnico da Impacta Tecnologia.
O excesso de dados no computador faz com que ele demore para ligar e iniciar programas, além de ocasionar travamentos frequentes. Portanto, é importante tomar alguns cuidados periodicamente.
A limpeza passa por diversas etapas, desde a desinstalação de programas que você não usa mais até a faxina física, para retirar poeira e resíduos.
Entre esses dois pontos, ferramentas do sistema operacional e programas que podem ser baixados gratuitamente da internet ajudam a organizar a bagunça. No Windows, por exemplo, a ferramenta Limpeza de disco ajuda a excluir arquivos que não têm mais relevância.
A Desfragmentação do disco rígido também ajuda a reverter a lentidão. "A ação de criar diretórios e documentos e, depois, exclui-los faz com que os dados sejam armazenados no disco. Isso gera fragmentação de disco, porque as informações não são excluídas definitivamente", diz Ramalho. "Todo disco tem uma área chamada "gap", que é usada para recuperar dados deletados. Quando essas áreas são ocupadas, acarreta lentidão."
Dia-a-dia
Depois de fazer uma faxina no micro, use a internet para organizar atividades diárias, documentos, fotos e até o planejamento das finanças.
Ferramentas como o Excel ou sites como o Remember the Milk ajudam a programar o que você tem para fazer.
Nesta edição, conheça programas que ajudam você a fazer a manutenção do computador, veja a importância de manter antivírus e antispyware atualizados e confira como a internet pode ajudar no planejamento das atividades do ano.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h16
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CORRAM PARA AS MONTANHAS! Moradores de cidade dos EUA vão às compras, de armas Paso Robles, cidade da Califórnia central, famosa por suas criações de cavalos e seus vinhedos. Nesta manhã de inverno, o "gun show" (feira de armas de fogo) abre às 9 horas, mas desde as 8h30 uma pequena multidão espera diante da porta do amplo pavilhão de exposição: US$ 9 a entrada pelos dois dias, grátis para menores de 13 anos. Do lado de dentro, cerca de cinquenta fabricantes de armas expõem em seus stands milhares de armas de fogo, desde o revólver de bolso até o fuzil semiautomático, de todos os preços: US$ 89 por um velho fuzil russo, mais de US$ 2 mil pelo fuzil de longo alcance último modelo. Steve e sua esposa Teresa, a quinquagenária esportista, estão à busca de uma pistola de grosso calibre não muito cara. Eles já têm um pequeno revólver e um fuzil, comprados em um outro "gun show", mas não é o suficiente: "Com a recessão, as falências, o desemprego, a criminalidade aumenta", afirma Teresa. "Antes, os jovens roubavam para comprar drogas, mas hoje famílias roubam para comer. Devemos nos armar para proteger nosso lar". Eles mesmos temem por seu futuro, pois Steve acaba de perder seu emprego de vendedor de carros, e a renda da família caiu pela metade. Eles calculam que a compra de uma arma extra é uma despesa justificada: "Temos duas filhas de 12 e 14 anos, já está na hora de aprenderem a manejar diferentes tipos de arma, é uma parte importante de sua educação". Steve também tem outra motivação: "Nós compramos nosso fuzil após a eleição de Obama. Temos um presidente democrata, mais um Congresso democrata, mais um governo cheio de liberais 'anti-gun'. Eles vão procurar limitar nosso direito de possuir armas. Temos de comprar logo o que pudermos, enquanto ainda é legal". Depois de muita consideração, ele também vai comprar um silenciador e uma mira telescópica. John, de 22 anos, um rapaz musculoso de risonhos olhos azuis, e sua esposa Becca, uma bela loira de 24 anos, acabam de comprar um fuzil em perfeito estado por US$ 300, após uma dura negociação. John está contente: "É para caçar javalis, e também para nossa proteção. A região não é tão tranquila quanto parece. Trabalho em construção, e a maioria dos caras de minha equipe tem algum processo na justiça..." Becca, que trabalha em um salão de beleza, não comprou nada, pois ela já possui uma escopeta e uma carabina calibre 22 LR. John votou no partido republicano em novembro de 2008, e a derrota o deixou muito rebelde: "Estou esperando que esses democratas tentem tirar minhas armas, mas não vou deixar. Peguem-me se puderem. Se as leis forem severas demais, as pessoas vão se arriscar para manter suas armas". Apesar de tudo, John, com seu fuzil na mão, faz fila diante do guichê de registros. A Califórnia possui uma legislação mais rígida que a dos Estados vizinhos: é preciso preencher um formulário detalhado, e depois apresentar um documento de identidade. Uma funcionária diante de um computador conectado a um arquivo central verifica se John não tem nenhum processo judicial e não está indicado como doente mental. Em seguida, John deve deixar seu fuzil com um armeiro local, e só poderá recuperá-lo em dez dias. A Califórnia também proibiu algumas armas automáticas e pentes com mais de dez cartuchos. De forma geral, o porte de armas em lugares públicos é muito regulamentado. Essas pressões burocráticas irritam John: "Dois anos atrás, um jovem maluco matou 32 pessoas em um campus. Se os outros estudantes estivessem armados, ele só teria feito duas ou três vítimas antes de ser abatido. Mas não se deve contar com os democratas para ajudar as pessoas a se defenderem". No pavilhão, todo mundo parece concordar com ele. Ainda lembram que, em abril de 2008, em San Francisco, em plena campanha presidencial, o candidato Obama havia se permitido fazer alguns comentários sociológicos, sem saber que estava sendo filmado: "Você vai nessas cidadezinhas (...), os empregos desapareceram há 25 anos e nada apareceu para substituí-los. Então não é surpreendente que as pessoas fiquem amargas, se apeguem às suas armas ou à religião..." Seus adversários republicanos logo lançaram uma campanha midiática descrevendo Obama como um elitista, que olha a vida do povo do alto de sua torre de mármore. Os amantes de armas de fogo se sentiram especialmente visados. Grupos conservadores criaram sites na Internet explicando que, se Obama fosse eleito, ele proibiria as armas, deixando as pessoas honestas à mercê de gangues. Alguns chegaram a prever que a polícia revistaria casa por casa, ou que o governo promoveria uma escassez de munição. Frente a essa ofensiva, a equipe de Obama havia publicado regularmente comunicados tranquilizadores: "Nós recomendamos medidas de bom senso, que respeitem os direitos dos proprietários de armas garantidos pela segunda emenda da Constituição, ao mesmo tempo em que deixem as armas fora do alcance das crianças e dos criminosos". Essas explicações não diminuíram a desconfiança dos meios conservadores. Heb Crowley, com sua barbicha, sorridente e tagarela, proprietário de uma loja de armas em uma cidade vizinha e detentor do maior stand do "gun show", é categórico: "Antes da eleição de Obama, eu vendia de cinco a dez armas por semana. Mas desde que ele foi eleito, passaram a ser cinco a dez por dia. Em seguida, o furor voltou a diminuir, mas as vendas continuam fortes". Bem em frente se encontra o stand da National Rifle Association (NRA), que defende os direitos dos proprietários de armas em todo o país. Harold Morgan, de 76 anos, militante da NRA em tempo integral, organizou uma rifa: apostando US$ 10, tem-se a chance de ganhar uma pistola Ruger MK2, um fuzil Marlin ou uma escopeta Henry. Enquanto vende seus bilhetes, Harold desenvolve seus argumentos: "Uma sociedade armada é uma sociedade policiada. Ninguém vai insultar ou ameaçar um desconhecido sabendo que o outro sem dúvida tem uma pistola no bolso". Na verdade, ele considera o porte de arma como a única garantia das liberdades públicas: "A segunda emenda protege todas as outras. Todos os ditadores da história primeiro confiscaram as armas antes de oprimir e massacrar seu povo". Ultimamente, a arma que está na moda é o fuzil semiautomático AR-15, preto, enorme, projetado para parecer o máximo possível com o M16 do exército americano. O vendedor está de mau humor: "Estou sem o AR-15 em estoque, não fizeram a entrega a tempo, os atacadistas estão sobrecarregados. Tive de colocar clientes na lista de espera". Um adolescente explica em voz baixa que ele vai comprar peças e ferramentas especiais para fazer em casa um AR-15 totalmente automático. As coronhas e as bandoleiras são rosa para as meninas, e azuis para os rapazes. Também há um modelo laranja com formas futuristas, tipo video-game. As filas de espera mais longas se estendem diante dos stands de vendedores de munição, que tem venda livre. Seu preço aumenta rapidamente, o que incentiva os clientes a fazerem provisões. Sozinho, o stand da associação Advanced Tactical Supplies terá vendido em dois dias mais de 50 mil cartuchos comuns e 5 mil modelos de luxo. O fundo do pavilhão está ocupado pelos "vendedores privados", particulares sem licença que compram e vendem todo tipo de armas, de preferência em dinheiro vivo. O mercado de segunda mão cresce, pois na Califórnia os fuzis com mais de 50 anos escapam de qualquer regulamentação. Ora, uma arma dos anos 1950, se tiver sido bem cuidada, está em perfeito estado. Ou seja, muitas armas consideradas antigas na verdade estão quase novas, pois suas peças essenciais foram substituídas. Durante todo o dia compradores entram e saem do pavilhão com fuzis de repetição, sem passar pela mesa de registros. Depois de comprar suas novas armas, os apreciadores da região vão testá-las no clube de tiro de Morro Bay, instalado em uma esplêndida colina que se eleva por sobre o oceano Pacífico. Nesta manhã de domingo, cerca de quinze homens estão lá. Todos se dizem conservadores, e mais ou menos hostis aos democratas de Washington. Há única exceção, mas de respeito: Joe Kingston, de 65 anos, uma figura local. Ex-operário metalúrgico, sindicalista e militante democrata desde sempre, Joe fez campanha para Obama desde o primeiro momento. Isso não o impede de ser apaixonado por armas de fogo, desde a infância. Ele possui diversos fuzis de primeira linha, pois participa de competições de tiro. Ele também tem, para sua proteção pessoal, uma pistola Glock de grosso calibre: "Obama não vai tomar nossas armas, ele já disse várias vezes, é um direito fundamental desde a independência dos Estados Unidos". Joe prevê que, nesse domínio, nada de muito grande acontecerá nos próximos meses: "Talvez uma restrição sobre os fuzis de assalto, nos Estados onde eles são de venda livre, mas é só". Para os conservadores, já é demais. Pouco após a chegada de Obama na Casa Branca, um incidente reavivou a polêmica. Para substituir Hillary Clinton, que deixou seu cargo de senadora, o governador do Estado de Nova York nomeou Kirsten Gilligrand, uma democrata local. Os dirigentes democratas de todo o país logo criticaram essa decisão, pois Gillibrand é membro da NRA. Para os republicanos, essa mobilização "anti-guns" contra a nova senadora é a prova de que algo está sendo tramado no Congresso, e que é preciso permanecer mobilizado.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h04
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DUPLA VIOLÊNCIA Estupro e atentado ao pudor são crimes separados A violência sexual praticada com coito anal e vaginal é considerada crime duplo de atentado violento ao pudor e estupro, segundo o Supremo Tribunal Federal. A 1ª Turma da corte negou Habeas Corpus a um réu que pedia para ter a pena reduzida com base na tese da continuidade delitiva, que prevê penas menores quando um crime é cometido em função do outro. O réu havia cumprido sete anos de prisão. O julgamento, feito nesta terça-feira (10/3), colocou Paulo Medeiros Bueno novamente na cadeia. Ele havia sido condenado, em primeiro grau, a 12 anos de prisão por atacar uma mulher enquanto ela tirava leite de vacas em um curral. Usando de violência, Paulo a despiu e a forçou a praticar coito anal, o que é considerado atentado violento ao pudor. Em seguida, a forçou novamente, dessa vez com penetração vaginal, praticando estupro, de acordo com os autos. O juízo de primeira instância classificou os crimes como distintos, aplicando a tese do concurso material — em que é aplicada a soma das penas de cada contravenção, conforme artigo 69 do Código Penal. Mas o Tribunal de Justiça de São Paulo reformou a decisão, a pedido da Defensoria Pública paulista. Os desembargadores estaduais reduziram a pena para sete anos, entendendo que os crimes aconteceram em sequência e estavam ligados. A continuidade delitiva está prevista no artigo 71 do Código Penal. Crimes da mesma espécie, cometidos em condições semelhantes — como de tempo, lugar e maneira de execução — são considerados um a continuação do outro. A pena, nesse caso, é dada em relação a apenas o crime mais grave, com aumento que varia de um sexto a dois terços. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo, no entanto, rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria. Os advogados públicos contestaram a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que reverteu o julgamento do TJ-SP. Eles alegaram que o STJ, ao julgar se houve continuidade delitiva ou concurso material, teria de fazer o reexame das provas, o que é proibido na análise de pedido de Habeas Corpus. Lewandowski, porém, afirmou que o tribunal apenas deu o correto enquadramento legal aos fatos. Para o ministro, relator do processo, o crime, praticado com extrema violência, teve dois objetivos distintos e, portanto, devem ser considerados separadamente. A turma seguiu seu entendimento por unanimidade e ordenou a prisão do condenado. HC 96.959 http://www.conjur.com.br:80/2009-mar-11/stf-nao-considera-estupro-atentado-pudor-crimes-continuados?boletim=882
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h03
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O principal – comecemos logo por ele – é manejá-lo sempre com cuidado e paciência. É que o manjericão, aparentemente vigoroso, na verdade, é bastante delicado. Para fornecer todo seu potencial aromático, deve ser tratado muito suavemente. Levá-lo ao fogo, por exemplo, equivale a queimá-lo. É quase um crime! O verde vira preto, o perfume vai embora e o que era um punhado nutritivo de cálcio e vitaminas A e B2 se transforma em mero corpo físico sem sabor, nem textura. Uma lástima.
Por isso, seja nas pizzas margherita ou em uma boa pasta, o manjericão só deve entrar no final. Ou seja: deve ser usado como se fosse uma coroa. Chega apenas no fim, no topo, ganha lugar de destaque e ainda colhe os louros da fama.
Os antigos já sabiam disso tudo. Seu nome italiano, basílico, deriva do grego basileus, que significa rei. E os hindus o batizaram de “erva rainha”.
Se não for possível usá-lo fresco, guarde na geladeira envolvido em papel umedecido, dentro de um vasilha fechada. A dica é do chef Sandoval Medeiros, que ensina a preparar o molho pesto, com a receita tradicional de Gênova.
O molho pesto combina muito bem com massas e pode ser usado em risotos. Neste caso, os queijos devem entrar apenas após o cozimento do arroz, junto com a manteiga. Medeiros ensina a preparar o risoto al basilico.
Como o manjericão é sensível ao calor, cuidados extras com o liquificador são essenciais para um pesto de primeira. É simples, basta colocar o copo do eletrodoméstico no freezer meia hora antes do preparo do molho. E, ao bater, usar a menor velocidade, pelo menor tempo possível.
RECEITA PESTO GENOVÊS (para meio quilo de pasta) 2 maços de manjericão 2 dentes de alho 50 gramas de parmesão ou grana padano 50 gramas de queijo pecorino sardo 50 gramas de pinole 200 ml de azeite extravirgem sal grosso
Preparo Uma hora antes, toste rapidamente o pinole em uma frigideira antiaderente sem óleo, para reavivar seu sabor. Deixe esfriar bem antes de usar. Meia hora antes, coloque o copo do liquificador ou processador no freezer. Na hora de fazer, bata primeiro as folhas da erva, o pinole e o sal. Use a menor velocidade, pelo menor tempo possível. Depois, coloque o azeite e os queijos, bata mais dois segundos. Junte à massa, cozida al dente, já fora do fogo. Se o pesto ficar muito denso, use um pouco da água do cozimento do macarrão.
// Leia reportagem completa sobre o manjericão na edição #54 da revista Muito Veja ainda a receita do risoto al basilico
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h54
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