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Em causa própria
 


ELESBÃO NÃO TEM AMIGOS!

Fã passa mal e alucina, mas consegue assistir a "Friends" por 83 horas seguidas

 
Essa história é tão incrível que poderia ter passado em um desses seriados enlatados norte-americanos. Como a sitcom "Friends", por exemplo.

Steve Misiura, 31 aninhos, passou 83 horas e 40 minutos seguidos, sem dormir, assistindo a todos os 236 episódios de todas as dez temporadas de "Friends".

E passou mal com isso, é claro.

  • Reuters

    Por mais que sejam lindões e até engraçadinhos, você ficaria dias inteiros olhando para eles?

Afinal, você, internauta, já tentou ficar dias sem dormir? O corpo reclama...

O amigão Misiura não dormiu e sentiu dores de estômago e náuseas.

"Eu alucinei", contou Misiura ao "The Sun". "Comecei a dizer a um amigo que estava comigo: o que está acontecendo neste quarto? Aquela parede está desaparecendo!"

Misiura fotografou-se a cada uma hora, reuniu provas e as enviou ao livro dos recordes. Quer ser homologado como a pessoa que ficou mais tempo seguido assistindo à televisão. O recorde atual é de 72 horas.

*Com informações do "The Sun"


Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h41
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Nossos hábitos desempenham um papel fundamental para promover a saúde. Confira algumas dicas que qualquer pessoa pode colocar em prática a partir de agora:

1 Acorde com o nascer do sol, de preferência sem o despertador. Esse hábito ajudará a sincronizar os ritmos biológicos com os ciclos da natureza.

2 Faça exercícios físicos pela manhã. Segundo o ayurveda, a atividade nesse horário ajuda a despertar e também a eliminar o excesso de umidade do corpo, tornando-o mais alerta e leve.

3 Programe-se para ter o tempo necessário para realizar suas atividades diárias sem afobação e sem criar o sentimento de pressa.

4 Adote uma dieta com alimentos frescos, orgânicos, da estação e integrais. Consuma diariamente cereais integrais, frutas frescas, óleos de boa qualidade (azeite de oliva, gergelim e ghee), sementes e frutas.

5 Alimente-se sempre em horários regulares, para o corpo se acostumar a eles – porém coma apenas se estiver com fome.

6 Evite alimentos processados e industrializados, estimulantes em excesso (como café), açúcar refinado, farinha branca, carnes vermelhas, queijos amarelos, sal, álcool, tabaco e frituras.

7 Fique mais tempo com seus amigos, amores e familiares. Não se esqueça de dedicar a eles um pouquinho da sua atenção todo dia.

8 Antes das refeições, tome um chá de gengibre, canela e erva-doce. Esse chá estimula o apetite e favorece bastante a digestão. Depois de comer, caminhe por uns 15 minutos e descanse um pouco – mas sem dormir.

Consultoria: Luiz Guilherme Correa Neto, médico especialista em ayurveda

1 Acorde com o nascer do sol, de preferência sem o despertador. Esse hábito ajudará a sincronizar os ritmos biológicos com os ciclos da natureza.

2 Faça exercícios físicos pela manhã. Segundo o ayurveda, a atividade nesse horário ajuda a despertar e também a eliminar o excesso de umidade do corpo, tornando-o mais alerta e leve.

3 Programe-se para ter o tempo necessário para realizar suas atividades diárias sem afobação e sem criar o sentimento de pressa.

4 Adote uma dieta com alimentos frescos, orgânicos, da estação e integrais. Consuma diariamente cereais integrais, frutas frescas, óleos de boa qualidade (azeite de oliva, gergelim e ghee), sementes e frutas.

5 Alimente-se sempre em horários regulares, para o corpo se acostumar a eles – porém coma apenas se estiver com fome.

6 Evite alimentos processados e industrializados, estimulantes em excesso (como café), açúcar refinado, farinha branca, carnes vermelhas, queijos amarelos, sal, álcool, tabaco e frituras.

7 Fique mais tempo com seus amigos, amores e familiares. Não se esqueça de dedicar a eles um pouquinho da sua atenção todo dia.

8 Antes das refeições, tome um chá de gengibre, canela e erva-doce. Esse chá estimula o apetite e favorece bastante a digestão. Depois de comer, caminhe por uns 15 minutos e descanse um pouco – mas sem dormir.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h40
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"Não há motivos para tirar dinheiro da poupança"
 
Com mais um corte na taxa Selic, que agora se encontra em 8,75% ao ano, alguns investimentos atrelados a taxa básica de juros passaram a oferecer rentabilidade menor, fazendo com que a poupança de destacasse como boa opção para quem prefere investir em renda fixa.

Porém, com a proximidade do final do ano, e a possibilidade de que a poupança passe a ser tributada a partir de janeiro de 2010 - como anunciou o governo - os investidores começam a se questionar se devem ou não manter seu patrimônio nessa modalidade de investimento.

De acordo com o professor da Fucape e da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Paulo César Coimbra, não há nenhum motivo que justifique a retirada dos investimentos em poupança. "Para quem quer estar na renda fixa, a poupança é uma ótima opção e por enquanto não há motivos para retirar o dinheiro de lá. Há sim motivos para ficar atento ao que vai acontecer", afirma.

Sem mudanças

Porém, Coimbra é categórico ao afirmar que, pelo menos por este ano, os investimentos em poupança estão garantidos. "Tenho a certeza de que, neste ano, o governo não mexerá na poupança. Obviamente eles estão de olho para que não haja uma forte saída de outros investimentos com destino a essa modalidade, mas alterações, se vierem, só no próximo ano".

O professor diz ainda que não há motivos para temor. Segundo ele, a postura do governo é a de não surpreender negativamente o investidor de poupança.

"Qualquer passo que o governo der no sentido de alterar as regras da poupança será avisado antes, como eles fizeram ao anunciar a tributação que possivelmente entrará em vigor em janeiro. Tudo isso porque, com o confisco dos recursos da poupança que aconteceu em 1992, os brasileiros têm muitos receios ligados a esse tema".

R$ 47 mil

Coimbra diz ainda que, caso as mudanças sejam aprovadas e entrem mesmo em vigor, também será uma pequena parcela dos investidores que deverá se preocupar.

"A tributação incidirá apenas no valor que exceder R$ 50 mil. Então, quem possui algo próximo de R$ 47 mil já deve ficar atento e, se as medidas forem mesmo aprovadas, tirar o excedente e colocar em outra modalidade, para evitar o pagamento de impostos. Na minha opinião, fundos de previdência ou de renda fixa e títulos pré-fixados serão boas opções nesse caso", finaliza.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h44
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Giraffas indeniza consumidora que mastigou vidro em sanduíche

A 1ª Vara Cível da Ceilandia condenou a Giraffas Administradora de Franquias e a Lanchonete Giraffas a pagar indenização, no valor de R$ 5.000 por danos morais e de imagem a uma mãe e, no valor de R$ 2.500, ao seu filho menor de idade que se feriram ao comer um sanduíche com vidro. Ainda cabe recurso dessa decisão.

De acordo com os autos, os dois consumidores pediram indenização por danos morais, depois que a mãe cortou-se ao mastigar um sanduíche com vidro misturado ao recheio. As duas rés negaram a possibilidade ter sido encontrado vidro dentro do sanduíche e tentaram se esquivar da condenação. 

A mãe adquiriu o sanduíche para o filho na lanchonete Giraffas, mas o menor recusou-se a comê-lo. A consumidora decidiu ingerir o alimento e ao mastigá-lo cortou a boca, provocando sangramento na gengiva. Ao informar a gerência da lanchonete sobre ocorrido, a mãe afirmou que não recebeu nenhuma atenção sobre o incidente. 

Ela registrou, então, um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia e em seguida submeteu-se no Instituto Médico Legal ao exame de corpo de delito. No IML os médicos constataram lesões na boca da consumidora provocada por objeto cortante e apreenderam o pedaço de vidro encontrado no sanduíche.

A Giraffas administradora contestou a ação, alegando não ser legítima a inclusão do filho da autora no pedido de indenização, já que o menor não teria sofrido lesão ou consumido o sanduíche.

Alegou ainda a sua ilegitimidade passiva na ação, por ter apenas contrato de parceria e franquia com a lanchonete, o que afastaria sua responsabilidade solidária em eventos relacionados com a franqueada.

A lachonete Giraffas, registrada como a pessoa jurídica TC Comércio de Alimentos, também contestou a participação do menor na ação e alegou a falta de provas quanto ao ocorrido. Ressaltou a qualidade dos seus produtos e a forma como são preparados e servidos aos clientes. Afirmou não ser possível que a autora tenha encontrado um pedaço de vidro no sanduíche servido pela empresa e que a lesão sofrida pela autora foi insignificante.

Na decisão, o juiz observou a responsabilidade do fornecedor pela qualidade de seus produtos e a obrigação do réu em demonstrar que o fato não ocorreu da forma narrada pela autora, mas nada foi apresentado nos autos.

A conclusão do exame de corpo de delito realizado pela mãe apontou presença de lesão na mucosa da boca, junto à gengiva, provocada por instrumento de natureza cortante.

O magistrado destacou os depoimentos das testemunhas presentes na lanchonete, que foram unânimes em afirmar que ela se lesionou dentro daquele estabelecimento enquanto estava comendo um sanduíche. Na inicial os autores pediram R$ 100 mil, metade para cada um.

O juiz julgou parcialmente procedente o pedido e a partir do princípio da razoabilidade condenou as duas rés ao pagamento de R$ 5.000 à primeira autora pelos danos experimentados e R$ 2.500 reais para o segundo autor.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h01
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MAIS CACAU NO CHOCOLATE
 
Produtores da Bahia querem mais cacau no chocolate
 
Por uma passagem secreta pelo bar Vesúvio, o coronel Ramiro Bastos despista a mulher e entra no cabaré de Maria Machadão. Terno italiano, botina de couro, relógio de ouro, ele pede o melhor vinho da casa, cerca-se das mais belas raparigas e acende o charuto com uma nota de 100 réis. Em pouco tempo, perderá tudo o que tem.

A cena, inspirada pelo livro "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado, é representada semanalmente pelo grupo teatral Mactube no palco do Bataclan Décor, uma casa de entretenimento criada no mesmo espaço que abrigou, entre os anos 1920 e 1930, o mais luxuoso dos cabarés de Ilhéus. O prédio estava em ruínas quando um grupo de arquitetos teve a ideia de restaurá-lo e transformá-lo em atração turística.

Para Eduardo Costa, advogado e administrador de uma propriedade produtora de cacau do Grupo Consolação Pirajá, essas histórias reforçam o que considera um preconceito comum sofrido pelos cacauicultores: o de que as dívidas bancárias em que estão mergulhados hoje foram consequência das extravagâncias do passado e não do quadro devastador de seca, da queda dos preços no mercado internacional e da temida vassoura-de-bruxa, praga causada por um fungo que assolou as plantações nos anos de 1980. A vassoura-de-bruxa ataca flores, brotos e frutos do cacaueiro, reduzindo radicalmente a produção.

Costa também reproduz uma crítica comum dos produtores: a de que o chocolate brasileiro tem pouco cacau - seria mais um "achocolatado" do que um chocolate, a rigor.

"Embora a Garoto e a Nestlé já estejam produzindo chocolate com 60% de cacau, tem empresa que só bota 3%", concorda o produtor Virgílio Costa de Amorim, 64. "Na Europa, o fabricante é obrigado a colocar no rótulo o porcentual de cacau no chocolate. Aqui não", reclama (a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, afirma, por sua vez, que
a média de cacau no chocolate ao leite no Brasil é de cerca de um terço. E que a principal razão para isso acontecer é o gosto; segundo a associação da indústria, o percentual introduzido na composição do produto se adequa a fatores como a temperatura média no país e o paladar do público brasileiro).

Essa história de produtor que queimava dinheiro para acender cigarro pode até ter acontecido em casos muito pontuais, mas não reflete a realidade dos produtores

  • Eduardo Costa, advogado e administrador
Virgílio Amorim produz chocolate artesanal em sua propriedade de 100 hectares, a Fazenda Primavera, e a degustação do produto, cuja textura lembra mais a de uma rapadura, é reservada ao público das sessões de visitação monitoradas pelo próprio proprietário.

Transformar a Fazenda Primavera em atração turística foi uma das alternativas para driblar a crise do setor cacaueiro. Produzir açaí e criar gado de leite, outras. Além de mostrar toda a cadeia produtiva do cacau - colheita, fermentação, secagem e ensacagem -, Amorim conduz o visitante a um passeio pelo museu que construiu em sua propriedade com mobiliário e documentos que datam do século 17. "Esta propriedade é uma sesmaria que pertence à minha família há sete gerações. Começou com meu tataravô, está comigo e ficará com meus netos", diz.

O produtor integra um seleto rol dos que não têm dívidas no banco, assim como Ronaldo Santana, 64, que também apostou na diversificação e na qualificação do produto para contornar a queda de produção de 2.500 arrobas para 400 arrobas depois que seus cacaueiros foram atacados pela vassoura-de-bruxa. Ele produz cacau orgânico, que é vendido no mercado de R$ 130 a R$ 150 a arroba, contra os R$ 95 pagos pelo produto convencional.

"Em vez de adubo químico, usamos cinzas, pós de rocha, cobertura morta, cascas, e resíduos. A vassoura-de-bruxa eu combato com um fungo, o tricoderma. Na minha lavoura nada se queima, nada se raspa do solo. O mato é o cabelo da terra", prega Santana, que resolveu transformar parte de sua propriedade, Conjunto Vivenda Colina de Ode, em reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) Mãe da Mata, uma área de 13 hectares com árvores de até 700 anos de idade. Banana e cupuaçu são as outras culturas desenvolvidas em sua fazenda.

Órgão do governo errou, dizem produtores

"Essa história de produtor que queimava dinheiro para acender cigarro pode até ter acontecido em casos muito pontuais, mas não reflete a realidade dos produtores. É lógico que o cacau era uma atividade rentável, que atraiu muita gente, mas isso já acabou e faz tempo", diz o advogado Eduardo Costa.

Segundo ele, há mais de 35 anos o cacau, principal matéria-prima do chocolate, é fruto de desgosto para a maioria dos cacauicultores. "O cacau movimenta US$ 70 bilhões anuais em todo o mundo. Menos de 5% ficam nas mãos dos produtores, que são os que correm mais riscos", desabafa.

A vassoura-de-bruxa eu combato com um fungo, o tricoderma. Na minha lavoura nada se queima, nada se raspa do solo

  • Ronaldo Santana, produtor de cacau orgânico
O advogado é autor de uma ação coletiva proposta pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Ilhéus contra a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, de nulidade dos contratos feitos no Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira, que, segundo calcula, criou um endividamento de quase R$ 1 bilhão, no total, para mais de 500 agricultores da região.

"A Ceplac, que é um órgão do governo, cometeu erros técnicos. A primeira e a segunda etapas, que consistiam na remoção da vassoura-de-bruxa, não trouxeram nenhum resultado porque a adubação excessiva estimulava a planta a produzir mais vassoura-de-bruxa. Na terceira etapa, os primeiros clones mostraram-se incompatíveis sexualmente, pois dependem de polinização cruzada de frutos que nascem em épocas diferentes [nesses casos, a árvore produz flores que não frutificam]. Mas o governo não só não reconhece a sua responsabilidade como ainda está cobrando da gente", declarou. A Ceplac
nega qualquer tipo de erro técnico.

Ele calcula que "99% dos produtores de cacau estão endividados" e que a devastação das lavouras fez a produção baiana retroceder de 420 mil toneladas para 139 mil toneladas anuais a produção de cacau, sendo responsável pelo desaparecimento de mais de 250 mil postos de trabalho. Uma das medidas da crise do setor é o fato de que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ilhéus teve o telefone de sua sede cortado por falta de pagamento.

Menos cacau, mais ovos de Páscoa

A região da Costa do Cacau, onde está situada Ilhéus, responde pela totalidade da produção baiana do fruto, mais da metade da brasileira, de 217 mil toneladas. O Brasil detém cerca de 6% da produção mundial, e é o quinto do ranking, atrás de Costa do Marfim, Gana, Indonésia e Nigéria.

No entanto, a produção nacional não atende sequer à demanda do mercado interno. Em 2008, o Brasil importou 74 mil toneladas. Na melhor fase de produção, o país chegou a exportar em torno de 157 mil toneladas.

A maior parte da indústria de beneficiamento de cacau também se concentra em Ilhéus. São as indústrias que transformam amêndoa do cacau em pó, licor ou torta, as diferentes formas que são compradas pela indústria chocolateira. A produção nacional de cacau é utilizada quase que em sua totalidade para a produção do chocolate. Uma parte muito pequena é utilizada na produção de vinagre, manteiga, aguardente e polpa, entre outros subprodutos.

A queda da produção de cacau vai na contramão da de ovos de Páscoa, que terá aumento de 4,8% em relação ao ano passado, segundo a indústria do setor. O setor estima que 113 milhões de unidades de ovos de chocolate foram confeccionados em 2009.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h27
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Mágicos não conseguem levar
ao STF ação contra Mister M
 
A Associação dos Mágicos Vítimas do Programa Fantástico não conseguiu levar ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de indenização contra a TV Globo e a Televisão Gaúcha. O vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Ari Pargendler, mateve decisão da Justiça gaúcha que isenta as emissoras de indenizar os profissionais da entidade por supostos prejuízos decorrentes da apresentação do quadro Mister M em 1999, no qual segredos mágicos eram desvendados.

De acordo com informações da assessoria do STJ, a questão teve início com a ação cominatória com pedido de tutela antecipada ajuizada pelos mágicos, em que pleiteavam a condenação das duas emissoras de se absterem de exibir o quadro Mister M no programa Fantástico. Requeria, também, a divulgação do direito de resposta.

Para os mágicos, houve intenção deliberada de menosprezar a arte mágica, mostrando-os como verdadeiros impostores, enquanto Mister M aparecia como o paladino da Justiça, o herói capaz de resgatar a verdade.

A entidade afirma, ainda, que a linguagem utilizada, na referência aos mágicos, era de escárnio, ironia e vinha acompanhada de entonação de deboche dos apresentadores. Sustenta-se que o programa gerou desinteresse pela mágica, com os consequentes prejuízos financeiros e morais.

Em primeira instância, a liminar foi concedida. Posteriormente, a ação cominatória foi julgada improcedente, o que revogou a tutela antecipada. A ação indenizatória foi julgada parcialmente procedente, tendo sido rejeitado o direito de resposta.

As emissoras de televisão foram condenadas ao pagamento de prejuízos materiais, lucros cessantes e danos emergentes, que seriam apurados em liquidação de sentença. O dano moral deveria ser calculado em montante equivalente ao apurado a título de dano material.

As duas partes apelaram. Após examinar o caso, no entanto, o TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) deu provimento ao apelo da TV Globo e TV Gaúcha e julgou prejudicados os recursos da associação, desconstituindo a sentença. Segundo os desembargadores, não houve conduta ilícita ou censurável das empresas na transmissão televisiva do quadro.

A Associação, insatisfeita, tentou fazer com que o STJ apreciasse o caso, depois que o tribunal gaúcho não havia admitido o recurso à corte superior, mas o desembargador Carlos Mathias negou provimento por falta de peça obrigatória. A decisão foi mantida pela 4ª Turma ao julgar agravo regimental.

Agora, a associação tentava levar a questão para que o Supremo apreciasse. Mas o recurso extraordinário não foi admitido pelo vice-presidente do STJ, ministro Ari Pargendler. Mantendo-se, assim, o que foi decidido pelo TJ gaúcho.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h27
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 08h24
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Suspensão da carteira de motorista

O que ocorre quanto o motorista tem 20 pontos na carteira?
Quando o motorista atingir 20 pontos ou mais, ele será submetido a um processo administrativo, que decidirá sobre a suspensão do seu direito de dirigir. O condutor é notificado do excesso de pontos e tem prazo de 60 dias - a partir da data do recebimento da notificação - para apresentar sua defesa prévia. Se não o fizer dentro do prazo, seu processo será julgado com base nos dados disponíveis no sistema do Detran de seu estado.

Qual é o período de suspensão do direito de dirigir?
O período de suspensão pode variar de um mês a um ano. Para os reincidentes no excesso de pontos, a penalidade a ser aplicada irá variar de seis meses a dois anos de suspensão.

O que fazer para regularizar a CNH?
O condutor deverá cumprir o prazo de suspensão e concluir, com êxito, o Curso de Reciclagem para Motorista Infrator. O curso é de 20 horas/aula. No caso de o aluno ser reprovado, terá de refazer o curso. Só a aprovação no curso garantirá ao motorista o restabelecimento do seu direito de dirigir.

Após o aprovamento do aluno no curso do Detran, o cadastro de pontuação do condutor é zerado - e passam a integrar a notificação da autuação do excesso de pontos negativos. A partir daí, o Detran começa a contar uma nova série de pontuação negativa.

O que ocorre com quem tem 20 pontos na carteira provisória?
Quem tirou a CNH há menos de um ano não pode ter cometido uma infração gravíssima ou uma infração grave, ou ainda duas ou mais infrações médias. Se isso ocorrer, ele não terá o direito de trocar sua carteira provisória pela definitiva, e será obrigado a reiniciar todo o processo de primeira habilitação.

O que acontece com o motorista que dirige com a carteira suspensa?
Se continuar a dirigir durante o período de suspensão, o motorista punido estará cometendo infração de trânsito gravíssima, na esfera administrativa, com penalidade de multa de 900 UFIR e apreensão do veículo. Na área criminal, o motorista estará cometendo crime de trânsito. Esse crime prevê pena de detenção de 6 meses a um 1 ano de detenção e nova multa, além da suspensão ou proibição de obter a habilitação.

Quais são as possibilidades de defesa um motorista? 
O motorista poderá se defender frente às seguintes situações:

  • O motorista, na data da infração, não era mais o proprietário do veículo multado.

  • A pontuação referente à infração foi lançada ilegalmente no cadastro do motorista.

  • O motorista entrou com recurso junto à autoridade que o multou, e a autoridade julgadora considerou procedente as explicações, cancelando a penalidade, mas não providenciou a atualização do sistema Detran.

  • O motorista nomeou real infrator para a infração de trânsito (outro motorista foi responsável pela infração).

  • O veículo multado não pertence ou nunca pertenceu ao motorista, que jamais assumiu qualquer responsabilidade sobre as infrações cometidas naquele carro, quer por real infrator, quer por transferência de responsabilidade.

  • O veículo multado teve perda total em acidente ou foi roubado ou furtado antes da data da infração, e o motorista foi indenizado pela seguradora.

  • O veículo foi roubado ou furtado em data/hora anterior à data da infração (caso de veículos sem seguro)

Prazo: Recebida a notificação, o motorista terá 60 dias, contados a partir da data de expedição, para apresentar suas razões de defesa.

Quando apenas uma multa pode acarretar a suspensão da carteira?
Quando o motorista comete uma infração gravíssima ele pode ter a sua carteira de motorista suspensa, independentemente do volume de pontos no prontuário. Confira abaixo quais infrações podem suspender ou reter a sua CNH:

Penalidade é o procedimento feito no momento da infração.
Medida administrativa não é uma medida instantânea. Será expedida mais tarde pelo órgão de trânsito responsável.

  • Dirigir com a CNH de categoria diferente do veículo que esteja conduzindo
    Tipo de infração: gravíssima
    Penalidade: multa e apreensão do veículo.
    Medida administrativa: recolhimento da carteira de motorista.

  • Dirigir com a CNH vencida há mais de trinta dias
    Tipo de infração: gravíssima
    Penalidade: multa
    Medida administrativa: recolhimento da carteira de motorista e retenção do veículo até a apresentação do condutor habilitado.

  • Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou qualquer substância entorpecente.
    Tipo de infração: gravíssima
    Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir.
    Medida administrativa: retenção do veículo até a apresentação do condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação

  • Dirigir ameaçando pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos.
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir
    Medida administrativa: retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação

  • Disputar corridas com espírito de emulação (competição)
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo.
    Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação de remoção do veículo

  • Promover, na via, competição esportiva, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via.
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo
    Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo 
    Neste caso, as penalidades são aplicáveis aos promotores e aos condutores participantes.

  • Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus.
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo
    Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

  • Em caso de acidentes, deixar de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo.
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir
    Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação.

  • Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial.
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa, apreensão do veículo e suspensão do direito de dirigir
    Medida administrativa: remoção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

  • Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local, medida por instrumento ou equipamento hábil.


Em rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais:

  • Quando a velocidade for superior à máxima em até 20%:
    Infração: grave
    Penalidade: multa

  • Quando a velocidade for superior à máxima em mais de 20%:
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir

Demais vias:

  • Quando a velocidade for superior à máxima em até 50%
    Infração: grave
    Penalidade: multa

  • Quando a velocidade for superior à máxima em mais de 50%
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir
    Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação. 

  • Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor ... ...sem usar os equipamentos de segurança necessários, transportando passageiro sem os equipamentos de segurança necessário, fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda; com os faróis apagados; transportando criança menor de sete anos.
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir
    Medida administrativa: Recolhimento do documento de habilitação



Escrito por Eduardo Lorenzo às 07h49
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ENQUANTO ISSO, NO RIO DE JANEIRO...

MP denuncia homem que aviltou imagem do Cristo

 

do Blog do Juca Kfouri

 
O  Ministério  Público do Estado do Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra Alberto  Murray  Neto pela divulgação na internet de imagens da estátua do Cristo  Redentor  trajando colete à prova de balas, segurando um fuzil e um revólver.

Para  o  Promotor  de  Justiça  Alexandre  Murilo  Graça,  da 1ª Central de Inquéritos,  ao  postar  a  imagem, o denunciado “escarneceu publicamente e vilipendiou  objeto  de  culto  religioso”,  o  que é crime de ação pública previsto no artigo 208 do Código Penal, com pena de detenção de um mês a um
ano ou multa.

De  acordo  com  a denúncia, inconformado com a campanha e a candidatura da cidade  do  Rio  de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, Alberto Murray  Neto  criou  em 2008 um blog na internet no qual apresenta diversas considerações  negativas  contra  o  Comitê  Olímpico  Brasileiro  e vários
dirigentes do esporte nacional.

Em  15  de  abril  deste  ano, o denunciado foi além ao postar, por e-mail, imagem do Cristo Redentor com colete à prova de balas e empunhando um fuzil e  um revólver. “Ocorre que entre todas as imagens que identificam a cidade do  Rio  de Janeiro, o denunciado escolheu, em clara ofensa às instituições religiosas  e  às  pessoas  que  professam  esta  fé, a do Cristo Redentor, símbolo  religioso  das  igrejas  cristãs  que  retrata o amor e o perdão”, afirmou o Promotor.   

 "Assessoria de Comunicação Social”


                                       
www.mp.rj.gov.br

Durma-se com um barulho desses, acrescenta este blog.

Até porque basta procurar no Google "Cristo com colete à prova de bala" para que se achem outras imagens semelhantes, como a abaixo.

http://albertomurray.wordpress.com/2009/04/  



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h04
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Santander indeniza cliente que recebeu cartão não solicitado

A 20ª Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou o banco Santander a pagar indenização de R$ 10 mil, por danos morais, a um consumidor por ter enviado cartão de crédito não solicitado e emitido faturas com cobranças relativas a seguro de perda e roubo.

De acordo com os autos, José Miguel Azeredo Maciel, que tem mais de 60 anos, recebe, desde março de 2007, faturas com débitos cada vez mais altos, mesmo já tendo solicitado o cancelamento do referido cartão e ajuizado ação contra o banco. Ele ficou, inclusive, impossibilitado de abrir uma conta poupança no banco réu, por causa do suposto débito.

Segundo a relatora da apelação cível, a juíza de Direito substituta de desembargador Cristina Serra Feijó, houve falha na prestação do serviço, que se mantém, até hoje, com total descaso com o autor e com a Justiça.

"As instituições financeiras podem errar, uma vez que são compostas de seres humanos, portanto, falíveis. O problema não está no erro em si, mas na demora injustificada em repará-lo. Esta desídia é que gera a sensação de frustração, de irritabilidade, de descrédito e de desalento", afirmou a magistrada.

Para ela, ainda, a indenização por danos morais deve ter a finalidade punitivo-pedagógico, e não gerar o enriquecimento. Por isto, a desembargadora reduziu o valor do pedido inicial que era de R$ 24.900, para R$ 10 mil.

O réu foi considerado revel, na sentença de primeira instância, presumindo-se então verdadeiros os fatos narrados pelo autor. Recorreu depois da decisão, em segunda instância e já consta recurso especial no TJ.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h01
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THE HOBBIT - DETONADO!

 
 


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h00
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O IPRAJ SUBIU NO TELHADO

Corregedoria determina fechamento do Ipraj, autarquia que administra TJ baiano

O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia encerre as atividades do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciário (Ipraj). Há mais de 20 anos, a autarquia é responsável pela gestão administrativa do Poder Judiciário estadual e cuida das questões gerenciais, de patrimônio, execução orçamentária, logística e desenvolvimento de recursos humanos. O Instituto também arrecada e administra diretamente os recursos provenientes da cobrança de custas judiciais.

O despacho assinado também pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça, Ministro Gilmar Mendes, dá um prazo de 30 dias para que a presidência do Tribunal de Justiça apresente um plano de trabalho capaz de garantir a administração direta do serviço judiciário no Estado. Além disso, determina “imediata e rigorosa tomada de contas relativa aos últimos cinco anos da administração daquele órgão”. O documento recomenda a restituição das atribuições, bens e recursos do Instituto para a administração direta do TJ baiano.

A decisão da corregedoria foi tomada a partir de expediente levado ao CNJ pela administração do Ipraj. O órgão repassou R$ 30 milhões para a Secretaria de Fazenda do Estado da Bahia para atender dificuldades com a folha de pagamentos, inclusive do poder judiciário. Como não recebera os recursos de volta, a autarquia não pôde emitir integralmente os empenhos de várias obras em andamento, razão pela qual pedia análise sobre a emissão de empenhos parciais.

Ao sustentar pela negativa do pedido da autarquia, a Secretaria de Controle Interno do CNJ chamou atenção para a irregularidade da descentralização dos recursos orçamentários e também para a impossibilidade de repasse para fins de pagamento de folha de pessoal. Além disso, destacou a ilegalidade de realização de licitação sem disponibilidade orçamentária.

Ao analisar detidamente o caso, a corregedoria entendeu que a própria existência do Ipraj é inconstitucional e “constitui um equívoco”, pois está em desacordo com o que a legislação define sobre o que é uma autarquia. “De fato, na dicção da Constituição as atividades de natureza administrativas somente podem ser desenvolvidas e executadas diretamente pelo próprio tribunal através de atos e decisões administrativas”, ressalta o despacho. “A criação do Ipraj está em linha de manifesto confronto com os princípios constitucionais obrigatórios”, afirma o documento.

 Leia aqui a íntegra do despacho.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h44
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O FÜHRER DO ULTRAJE

O loiro, gay e depilado Brüno é o inverso do cazaque brega Borat,
o outro personagem célebre do comediante Sacha Baron Cohen.
Em comum com ele, só a missão de escandalizar

"TODOS QUEREM BRÜNO"
O fashionista austríaco, de 19 anos declarados: ele acha o visual taxista chique do presidente iraniano uma graça e quer fazer uma balada de pôr abaixo o Muro das Lamentações

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Brüno é um sujeito afável: ao saber que daria uma entrevista para VEJA, tratou de polir seu português, que aprendeu em circunstâncias infelizmente impublicáveis. Loiro, vaidoso e adepto de roupas escandalosas, o fashionista austríaco de 19 anos declarados – a idade verdadeira é a única coisa que ele esconde – é o protagonista do novo filme do comediante inglês Sacha Baron Cohen, que três anos atrás tornou outro personagem seu, o repórter cazaque Borat, um fenômeno. Em termos de incorreção política, Brüno – o Filme, que estreia no Brasil em 14 de agosto, deixa Borat no chinelo. Brüno acha seu compatriota Adolf Hitler o máximo. Batiza o filho adotivo, um bebê africano, de O.J., como em O.J. Simpson. Expõe sua intimidade em cenas de fazer corar um profissional do cinema pornô. Visita Jerusalém vestindo uma imitação ultraexígua do traje dos judeus ortodoxos. Troca amassos intensos com seu assistente, Lutz, no ringue de um torneio de vale-tudo no estado caipira do Arkansas. E essa é só a parte que se pode descrever. Brüno (Cohen nunca sai do personagem) concordou em dar à editora Isabela Boscov uma entrevista exclusiva. A seguir, os trechos publicáveis da conversa:

 

Olá, Brüno. Como vai? (Em português) Tudo bem! Você tem lindos bumbuns!

Que surpresa. Onde você aprendeu português? Já fui íntimo de Milton Nascimento. E uma vez fiz cócegas no kugensack de Jorge Benjor enquanto ele dançava samba, em um show dele na Áustria. Foi muito difícil, porque ele não parava de pular.

Você também dança samba? Assim que começo a mexer os quadris para sambar, todos querem schtup Brüno.

Você conhece o Brasil? Não, mas sei que Copacabana é repleta de garotos fantastische. Assim como Los Angeles, onde estou agora. Este é um lugar cheio de associações sentimentais para mim: o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, foi meu namorado. No começo dos anos 80, fui entrevistá-lo durante o torneio de Mister Universo, e ele estava 50 gramas acima do peso da categoria dele. Arranquei aqueles gramas dele, mas não foi fácil. Ele é um sujeito grandalhão, e demorei um pouquinho a encontrar o que procurava.

Mas, se você tem 19 anos agora, que idade tinha quando entrevistou Schwarzenegger? Deixe-me ver: o começo dos anos 80 foi doze anos atrás. Então, se tenho 19 agora, tinha 17 na ocasião.

Você acha que Schwarzenegger vai gostar dessas revelações? Ach, Arnold é um grande homem. Ele, Mozart e, claro, Adolf são os grandes austríacos. Todos homens muito criativos. Hitler basicamente bolou sozinho o estilo da II Guerra. Aqueles uniformes – wunderbar! Só acho que, se ele tivesse ousado mais nas cores, os soldados nazistas teriam provocado mais sorrisos enquanto marchavam pela Europa.

Como foi sua infância? Fui educado de maneira um pouco diferente da habitual para as crianças austríacas: meu pai não me manteve preso num porão secreto nem me obrigou a fazer sexo com ele. A tensão, na minha casa, era de outro tipo: meu pai era muito ruim para com a minha mãe. Na verdade, ele a matou.

"LISINHO COMO A TESTA
DE NICOLE KIDMAN"

Brüno em look tirolês estilizado:
dois depiladores hispânicos
para cuidar das pernas,
e idas semanais ao salão
para – melhor nem saber

Deve ter sido um trauma horrível. Minha mãe gostava de beijar meu pai, mas produzia saliva em excesso. Meu pai odiava o barulho dos beijos, aquele schmack schmack que os lábios dela faziam. Assim, um dia ele pôs um secador de cabelos na boca dela até que ela morresse. Portanto, foi mesmo muito traumático: tenho cabelos naturalmente encaracolados, mas fiquei quase quatro anos sem fazer escova. Sou meio obcecado por cabelo e pelos, sabe? Tenho dois empregados hispânicos que depilam as minhas pernas, e faço questão de que o meu kugensack fique tão lisinho quanto a testa de Nicole Kidman. Além disso, no mínimo uma vez por semana vou ao salão retocar meu arshenhale. Uma vez, o sujeito que cuida do meu arshenhale achou ali a cabeça de um boneco do Ronaldo.

Mas como...? Ach, as coisas se perdem ali o tempo todo. E não só por isso é muito importante ir ao salão: um dia, tentei retocar sozinho meu arshenhale e acabei grudado ao lençol – hahahaha.

Adoro sua risada, Brüno. Ela soa um pouco como a de Mozart no filme Amadeus. É uma risada bem austríaca? É, mas não tenho ouvido muitas risadas austríacas ultimamente. Os austríacos não perdoam o sucesso. Voltaram-se contra Mozart, contra Schwarzenegger, e é só uma questão de tempo até que se voltem contra Adolf também. E eu mesmo tenho tão poucas oportunidades de rir hoje em dia, com tanta tristeza no mundo.

Mas você parece ser uma companhia divertida. Ouço isso o tempo todo: meu assistente, meu estilista e meus chefs pessoais todos concordam que sou a pessoa mais divertida que eles conhecem.

Você tem chefs pessoais? E você acha que um corpinho como este acontece por acaso? Meus chefs me ajudam a vomitar pelo menos três vezes por dia. E, duas vezes por dia, vou à academia, para sexo no chuveiro.

Aquele senhor mexicano que no seu filme serve de cadeira para Paula Abdul ainda trabalha para você? Ele serviu de cadeira também para La Toya Jackson, mas tivemos de cortar essa cena do filme, por consideração. Vocês provavelmente não ouviram falar disso no Brasil, mas o irmão dela morreu há algumas semanas. Os mexicanos aqui de Los Angeles são uma gente ótima: você pode estapeá-los, bater na cabeça deles, fazer o que quiser, e eles nem sequer processam.

São os melhores homens do mundo? Nein, são os iranianos. Aquele presidente deles é uma gracinha. Adoro o visual dele, uma coisa assim taxista chique. É o George Clooney islâmico. Mas imagino que ele deve ser frustrado sexualmente: já ouvi dizer que ele não admite gays no Irã.

Como você ajudaria os iranianos a se soltar um pouco? Visitei toda aquela região da Terra Média: Israel, Síria, Jordânia, Palestina. Eles são pessoas ótimas, mas o problema deles é que lá não se encontra sushi em lugar nenhum. Só carboidratos, carboidratos e mais carboidratos – homus, pão sírio, essas coisas. Não é de admirar que esse pessoal brigue tanto: eles estão inchados e mal-humorados. Sem falar na moda, que está atrasada em bem umas 3 000 temporadas. Se eu tivesse de vestir aquelas roupas, também me explodiria. Quero organizar uma rave imensa, com todos os arabisches e judens, e pôr abaixo o Muro das Lamentações.

Como está seu filho adotivo, o pequeno O.J.? Ele chora muito e suja as calças, exatamente como meu último namorado. Ao contrário do que dizem as más línguas, não comprei O.J. na África: troquei-o por um iPod. E não um iPod qualquer, mas um de edição limitada. Quero frisar também que tomei todas as providências para que o iPod continue recebendo os cuidados adequados, uma vez que a mãe biológica de O.J. mora a 3 000 quilômetros da Apple Store mais próxima.

Ouvi dizer que você leva seu bebê para a balada. Ja, ele adora. Fica numa excitação incrível. Mas estou pensando em me livrar dele. Ele ficou tão 2008! A última tendência são os bebês da Somália, aquele país cheio de piratas. Só não arrumei um ainda porque acho que me custaria pelo menos um MacBook. Mas eles são tão fofos! Pequenos schwarze piraten! O único pirata pelo qual eu tinha me apaixonado até agora era o Johnny Depp, que é über-lindo.

Achei que você gostasse de Harry Potter. Conheci Harry num clube em Ibiza, dois anos atrás, e ele schtupped um amigo meu: deu a ele uma poção mágica, com duas partes de vodca, duas partes de Red Bull e um comprimido. Harry tem uma vantagem sobre Brüno: o rosto dele é ainda mais suave do que o meu. Agora, o que eu gostaria de saber é se o arshenhale dele também é assim tão suave.

Brüno, você não tem nem 20 anos e já foi tão longe. Onde você se imagina quando estiver mais velho – aos 22 anos, digamos? Não há limites para Brüno. Posso vir a inventar a calça de quatro pernas para dois homens, ou pintar uma das grandes obras de arte da humanidade, como quando Leonardo DiCaprio pintou a Mona Lisa; ou posso vir a me tornar um dos grandes pensadores da história, como Platão, Aristóteles e Shakira.

"BORAT É UMA VERGONHA"
O repórter cazaque que fez
de Cohen um sucesso:
"Livre-se do bigode,
do cabelo – e do próprio Borat
"

Você não teme que o sucesso suba à sua cabeça?

A mulher de Seal, a modelo Heidi Klum, não vai ficar com ciúme? Nem me fale da Heidi! Essa mulher é uma über-****! Ela copia tudo o que eu faço. Eu ponho anéis para ir ao desfile, ela põe anéis para ir ao desfile. Eu me mudo para Los Angeles para ficar über-famoso, ela se muda para Los Angeles para ficar über-famosa. Eu fico de joelhos para o Seal, e ela – bom, faça você as contas.

Você não está sendo tão duro com Heidi porque ela é alemã e você, austríaco? Todas as melhores coisas da Alemanha vieram da Áustria: Mozart, chocolates e Adolf.

Você já ouviu falar de um sujeito chamado Sacha Baron Cohen? Ele se parece muito com você – exceto pelo fato de ser bem mais peludo. Ele é obviamente gay. Tenho pena da mulher dele. Até a Katie Holmes faz mais sexo do que ela. E aquele filme, dele, Borat! Ele deveria ter vergonha de estereotipar assim os estrangeiros.

Borat anda por aí em um terno azul-bebê de poliéster e acha que está abafando. Há alguma esperança para ele? Livre-se do terno, livre-se do bigode, livre-se do penteado – na verdade, livre-se de Borat.

Não. Sou um homem muito humilde e reservado, o que você já saberia se tivesse lido alguma das minhas três autobiografias. Mas, escute, logo vou ter de encerrar a entrevista: Seal, o cantor, está batendo à minha porta. Ele vai me levar em um passeio hoje à noite.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h36
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by Fábio Seixas

A F-1 VIVIA o fim de semana do GP do Canadá, em setembro de 79, quando foi surpreendida pelo anúncio da aposentadoria de Lauda. Campeão em 75 e 77, mito do esporte, o austríaco deu uma explicação prosaica para a decisão: "Cansei de ficar correndo em círculos".

Piquet foi o próximo dos grandes a parar. Após seguidos desentendimentos com a cúpula da Benetton, o tricampeão deixou a equipe e a categoria ao término do Mundial de 91. No começo de 92, foi a vez de Prost. Demitido da Ferrari no ano anterior, anunciou em 15 de março, já com o Mundial em andamento, o fracasso de suas negociações para atuar como piloto e cartola da Ligier. No fim daquela temporada, Mansell deixou a Williams e a F-1, dizendo-se "enojado" com o ambiente que frequentou por tanto tempo.

Senna não teve a oportunidade de optar -ou de executar suas escolhas. Seus planos, seus projetos, terminaram abruptamente num muro em Imola, naquele 1º de maio de 94.

E veio Schumacher, que num domingo de 2006, em Monza, anunciou sua irreversível resolução de parar. Emocionado, disse que não poderia sustentar, pelos campeonatos seguintes, "todo o esforço, a energia e a motivação necessários para ser competitivo" na categoria.

Lauda aguentou dois anos. Com sua companhia aérea em crise, voltou à F-1 em 82. Venceu logo no terceiro GP, conquistou o título em 84 e levantou uma boa grana antes de parar de vez, em 85, para novamente se dedicar à Lauda Air -que novamente foi para o buraco, mas quando o ex-piloto já estava velho demais para apelar à mesma tábua de salvação.

Piquet foi correr em Indianápolis em 92. Bateu forte, passou dias na UTI, voltou em 93, abandonou, convenceu-se a pendurar o capacete.

Prost passou um ano parado, retornou à F-1 pela porta da frente, a incrível Williams de 93. Conquistou o tetra, parou novamente, mas continuou no esporte, como dirigente, acumulando fracassos até o momento da quebra de sua equipe em meio a um oceano de picaretagens.

Mansell cansou do "american dream" após uma temporada e meia. Voltou para a F-1 em 94, fez quatro provas pela Williams. Em 95, foi contratado pela McLaren, mas conseguiu correr apenas em Imola e Barcelona. Gordo, não entrava no cockpit. Saiu como alvo de piadas. Schumacher agora deve voltar. Difícil dizer como se sairá, mas fácil prever que se esforçará como um louco por um resultado decente.

Com a decisão, percorrerá o mesmo caminho de seus antecessores.

É uma coincidência todos terem tentado continuar no esporte? Não. Provavelmente, em algum momento, todos sentiram o mesmo vazio. Possivelmente, entenderam que a vida é mesmo correr em círculos, atrás de quem (ou do que) se ama.

Dentro ou fora de um carro.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h33
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Banco dos EUA pagará US$ 33 milhões por mentir

O Bank of America concordou, nesta segunda-feira, em pagar uma multa de US$ 33 milhões (R$ 60,5 mi) ao órgão regulador do governo americano para pôr fim às acusações de que teria enganado investidores sobre o pagamento de bônus a executivos do Merrill Lynch.

O banco privado, um dos maiores dos EUA, assumiu o Merrill Lynch no ano passado para evitar sua falência. A aquisição, completada em janeiro, foi avaliada em US$ 50 bilhões.

Durante o processo de resgate do banco, o Bank of America disse aos seus acionistas que eles seriam consultados sobre o pagamento de bônus a executivos do Merrill Lynch e que nenhum pagamento seria feito sem a aprovação dos acionistas.

No entanto, de acordo com uma acusação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês), órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, o Bank of America acabou pagando mais de US$ 3,5 bilhões a altos executivos do Merrill Lynch, apesar das perdas de quase US$ 30 bilhões registradas pela empresa em 2008.

O banco não admitiu ou negou as acusações, mas concordou em pagar a multa para pôr fim ao processo.

"O banco acredita que o acordo representa uma conclusão construtiva para esse assunto", disse o porta-voz da empresa, Scott Silvestri, em comunicado.

A SEC afirmou que, apesar do pagamento, continuará a investigar a questão de bônus a executivos de Wall Street.

Legislação
O Bank of America foi um dos mais afetados pela crise financeira global.

A instituição financeira foi resgatada com o dinheiro do contribuinte americano em 2008 e recebeu US$ 25 bilhões no auge da crise de crédito no ano passado e outros US$ 20 bilhões mais tarde.

Além disso, recebeu ainda garantias de proteção contra perdas em alguns investimentos de risco.

O anúncio sobre o pagamento da multa milionária pelo Bank of America acontece apenas dois dias depois da aprovação de um projeto de lei sobre o pagamento de bônus nos EUA.

Na sexta-feira, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que pretende restringir os pagamentos de determinados tipos de bônus para executivos de bancos e outras instituições financeiras.

Caso entre em vigor, a legislação permitirá que o governo limite o pagamento de bônus que possam estimular que esses executivos assumam riscos excessivos. A nova medida ainda dará aos acionistas das empresas um papel mais importante em decisões sobre estes pagamentos.

A nova legislação, no entanto, foi criticada por representantes da oposição republicana afirmando que a lei "tira das empresas o direito que conduzir seus negócios da maneira como acharem melhor".

O projeto será agora votado pelo Senado americano, onde sua aprovação é considerada mais difícil.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h32
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FOTOFOBIA
 
Uso excessivo de computador pode provocar fotofobia

São Paulo, 03 de agosto de 2009 - A hipersensibilidade à luz é cada vez mais comum em pessoas que passam horas em frente à tela do computador. Conhecida como fotofobia, essa intolerância prejudica a qualidade de vida do indivíduo, além de provocar desconforto e, eventualmente, enxaqueca, alerta Wilmar Silvino, oftalmologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
 
De acordo com Silvino, o agente causal da fotofobia não é o computador, mas a permanência excessiva diante da tela faz com que doença se manifeste.

A fotofobia pode, também, ocorrer como resultado de alterações do sistema ocular e de outros sistemas. As alterações mais freqüentes que levam à fotofobia são dores de cabeça frequente, noites mal dormidas, uso de óculos inadequados e tarefas que exigem atenção ocular para perto como, por exemplo, a utilização de computadores.

"No caso do uso excessivo do computador é importante que a pessoa faça intervalos de alguns minutos a cada duas horas", acrescenta o especialista, que também ressalta a necessidade de a tela do equipamento ficar na altura do nariz com distância de 50 centímetros do aparelho.

Com o esforço em frente à tela do monitor, a pessoa pisca menos, o que diminui a lubrificação dos olhos. "Piscando menos, os olhos ficam secos por evaporação excessiva da lágrima", diz o médico.

Riscos da doença

Pessoas de pele ou olhos claros podem apresentar a fotofobia por falta de melanina e devem tomar mais cuidado, usando diariamente óculos de lentes escuras, principalmente em locais ensolarados.

De maneira geral a doença pode comprometer a rotina do individuo, impedindo-o de fazer atividades como dirigir, caminhar durante o dia, tomar sol, assistir TV, trabalhar em frente à tela do computador, entre outras.

O tratamento para a fotofobia é variável, pois depende da causa que a gerou. Em casos originados a partir de doenças, é importante tratá-la o quanto antes. Mas há casos em que não há nenhum tipo de doença e sim um excesso de sensibilidade.

"Quando isso acontece é fundamental que a pessoa se habitue à claridade ou utilize lentes/óculos que protejam os olhos contra a claridade", finaliza o médico.

Veja abaixo algumas dicas para se prevenir contra a fotofobia:

  •  Faça um descanso de 10 minutos a cada uma hora de trabalho.
  •  Evite colocar o monitor em uma posição em que alguma janela fique de frente para seu olhar.
  •  Use o monitor do computador abaixo da linha do horizonte de visão.
  •  Pessoas com predisposição devem usar lágrimas artificiais (colírios) ou umidificar o ambiente.
  •  Mantenha uma distância de 50cm da tela do monitor.
  •  O uso de lentes de contato pede lubrificação extra dos olhos.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h24
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EU TELO!

Philips lança abajur futurista com dock para iPhones/iPods

Acordar com um despertador não é lá uma coisa que alguém diria que “adora”. Porém, se você é dos que não pode confiar no seu relógio biológico para ir ao trabalho todos os dias, quem sabe a nova Wake-up Light, da Philips, ajude a tornar esse momento um pouco mais prazeroso. :-)

Philips Wake-up Light

O gadget inclui um dock para iPhones/iPods e traz o grande diferencial de acordá-lo aumentando a luminosidade do seu quarto de forma gradativa. De acordo com a fabricante, luz nos olhos “afeta positivamente os hormônios de energia, preparando seu corpo para acordar”. Caso seu sono seja muito pesado, a intensidade da luz chega a 300 lux.

Mas é claro que o produto também funciona como um alto-falante portátil. Ele já é acompanhado inclusive de sons naturais e criados especificamente para um despertar suave (”pássaros na floresta”, “beep relaxante” e “sons da selva africana” são algumas das opções), mas quem quiser pode escolher as músicas favoritas no iPhone/iPod (ou até mesmo uma rádio FM) e optar para que o som seja aumentado de 90 em 90 segundos, até chegar ao seu nível máximo.

E talvez o mais bacana: tudo isso pode ocorrer no sentido inverso, com o som diminuindo e a luz sendo reduzida, para quem gosta de ir dormir desta forma.

A Philips Wake-up Light chegará ao mercado no final de agosto por US$ 200.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h47
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Lei seca favorece motorista condenado em 1ª instância

Agencia Estado

No Tribunal de Justiça de São Paulo, a lei seca - que completa um ano no dia 20 - foi utilizada para extinguir a pena de motoristas que já estavam condenados por embriaguez. De dez recursos envolvendo crimes de trânsito e uso do bafômetro julgados de agosto de 2008 a 29 de maio último, 3 livraram os réus das penas impostas na primeira instância. Antes da lei seca, era crime conduzir ?sob a influência de álcool?. Agora é crime dirigir com 0,6 grama de álcool por litro de sangue ou mais.

A alteração ocorreu no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No entender da 8ª Câmara do Direito Criminal, a mudança extinguiu o crime de um motorista condenado após se envolver em acidente sob influência de álcool em Itapetininga (SP). Policiais o acusaram de ter atingido outros veículos e ser encontrado mostrando estado de embriaguez, em 6 de agosto de 2006. Condenado na primeira instância, a advogada Maria de Lourdes Marques Vieira Cesar afirma que seu cliente foi tido como embriagado apenas por constatação subjetiva feita pelos policiais.

?Com a vigência da nova lei, para que haja o crime de embriaguez ao volante é necessário que o condutor esteja com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 decigramas?, escreveu o relator do processo, desembargador Louri Bariero. Outro condutor condenado a detenção em regime semiaberto, com suspensão do direito de dirigir e multa, também foi absolvido pela 2ª Câmara Criminal do TJ.

Os testes de bafômetro também têm recebido restrições por parte da Justiça paulista. Os desembargadores argumentam que o exame não pode, por si só, condenar alguém. Nos dois casos, o relator é o desembargador Roberto Martins de Souza. A argumentação é que o artigo 306 fala em ?alcoolemia?, que significa ?estado do sangue que tem álcool?. O bafômetro, argumenta o desembargador, não mede a quantidade de álcool no sangue. O teste é considerado, assim, ?inservível? para provar o crime. Além disso, há recusa dos motoristas em se submeter ao bafômetro e ao exame de sangue clínico, já que a legislação estabelece que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h47
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Quem se recusa a fazer teste do bafômetro não pode ser punido
 

A Lei Federal 11.705, de 19 de junho de 2008, que, dentre outras disposições, instituiu a total intolerância à presença de álcool no sangue do condutor de veículo automotor, inovou desastrosamente ao penalizar administrativamente a conduta daquele que se recusar a se submeter a exames que certifiquem o seu estado etílico (art. 277, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro).

 

A enormidade é ainda maior se considerado que, mesmo havendo a recusa, pode o agente de trânsito indicar a existência de “notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor” (art. 277, § 2º, CTB) e, assim, caracterizar a infração administrativa prevista no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que diz: dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

 

Essa nova disposição legislativa retirou do CTB o equilíbrio obtido com a alteração trazida pela Lei Federal 11.275, de 7 de fevereiro de 2006, que, ante a recusa do condutor em se submeter aos exames de alcoolemia, permitia ao agente de trânsito indicar “notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor” para caracterizar a infração do artigo 165. E só.

 

Essa fora a fórmula encontrada para preservar o direito de não produzir [antecipadamente] provas contra si mesmonemo tenetur se detegere — consignado pela Constituição da República (art. 5º, LVII e LXIII), pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. 8, 2, g) e pelo Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (art. 14, 3, g), ao mesmo tempo em que permitia às autoridades de trânsito observar o princípio da legalidade (art. 5º, ii, da CR).

 

A Lei Federal 11.705 pôs fim a esse equilíbrio: agora, ao condutor não somente seria imputada a infração do artigo 165 do CTB, com base no parágrafo 2º do artigo 277 do CTB, como também o mesmo seria penalizado pela recusa a se submeter aos testes de alcoolemia.

 

O condutor teria à frente, então, os seguintes caminhos: ou se submeter aos testes e não exercer o direito de não produzir provas contra si mesmo; ou exercer o direito, não se submeter aos testes e ainda ser punido pelo exercício de um direito. Tertio non datur.

 

Mas como bem colocou Damásio de Jesus, “... se o direito à não-auto-incriminação adquiriu um status constitucional, é evidente que nenhuma outra regra, muito menos de cunho administrativo, pode servir de instrumento de persuasão para que o indivíduo viole as suas próprias convicções e, especialmente, os seus direitos fundamentais”.[1]

 

Grinover Et Al acrescentam que “a tutela constitucional da intimidade, da honra e da imagem parece justificar, mais do que nunca, a recusa do suspeito ou acusado em submeter-se a exames de partes íntimas, bem como a provas degradantes, como o ‘bafômetro’, até porque ninguém pode ser obrigado a fazer prova contra si mesmo”.[2]

 

Em obra sobre a culpa e sua prova nos delitos de trânsito, Vicente Greco Filho sustenta que, desde a Constituição de 1988, onde se acham previstas as garantias de não produção de provas contra si mesmo e de presunção de não-culpabilidade, não se podem colher conseqüências danosas àqueles que se recusam a se submeter aos testes de alcoolemia.

Convém lembrar que o direito de não produzir provas contra si mesmo (nemo tenetur se detegere) — correspondente àquilo que os americanos chamam de privilege against self-incrimination — tem estreitas relações com o Iluminismo, época marcada pela construção e reconhecimento das garantias penais e processuais penais.

 

Estabelecido então como garantia máxima contra a tortura, se faz contemporaneamente presente nos principais instrumentos de defesa dos direitos fundamentais.

 

Em razão do status de que desfruta — de direito fundamental propriamente —, não pode nenhuma outra regra, muito menos de natureza administrativa, servir de instrumento de coação para que o indivíduo viole os seus próprios direitos fundamentais.

 

Em inúmeros julgados o Supremo Tribunal Federal firmou posição de que ninguém tem o dever de colaborar na produção de provas que exijam a sua participação ativa e que possam importar em assunção de culpa, em observância às garantias constitucionais da não produção de provas contra si mesmo (art. 5º, LXIII, CR) e da presunção de não-culpabilidade (art. 5º, LVII, CR). Em 1987, o STF considerou constrangimento ilegal a decretação de prisão preventiva em razão da recusa à participação na reconstituição do crime (Pleno. Rel. Min. Sydney Sanches. RHC 64.354, j. 1.7.1987).

 

Em 1991, por maioria, salientou o STF que ninguém pode ser compelido a participar da reconstituição do crime, sob pena do coator incidir em constrangimento ilegal, em razão do direito a não produzir provas contra si mesmo (1ª T. Rel. Min. Celso de Mello. HC 69.026, j. 10.12.1991).

 

E em 1998, decidiu que ninguém pode ser coagido a fornecer padrões gráficos do próprio punho para exames periciais, por ofensa ao nemo tenetur se detegere (1ª T. Rel. Min. Ilmar Galvão. HC 77.135, j. 8.9.1998).

 

Esclareça-se, desde já, que nenhuma sanção criminal, seja penal ou processual penal, poderá advir da recusa dos condutores de veículo automotor a se submeter a exames que certifiquem o seu estado etílico.

 

Tampouco há como ser caracterizado o crime de “embriaguez ao volante”, previsto no artigo 306 do CTB, a partir das indicações do agente de trânsito de “notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor”, conforme disposto pelo parágrafo 2º do artigo 277 do CTB.

 

E isso porque a infração que a lei permite caracterizar por tais expedientes é a prevista no artigo 165 do CTB, de natureza administrativa, cujas penalidades são multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

 

Portanto, da recusa a se submeter aos testes de alcoolemia nenhuma penalidade poderá recair sobre o condutor de veículo automotor, forte no entendimento de que ninguém está obrigado a produzir, e nesse caso de forma antecipada, provas contra si mesmo; daí decorrendo, ainda, que o parágrafo 3º do artigo 277 do CTB é inconstitucional, por ofensa ao artigo 5º, LVII e LXIII, da Constituição da República, do artigo 8, 2, g, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e do artigo 14, 3, g, do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

 


 

 

[1] JESUS, Damásio E. de. Limites à prova da embriaguez ao volante: a questão da obrigatoriedade do teste do bafômetro. Jus Navigandi, Teresina, ano 8, n. 344, 16 jun. 2004. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=5338>. Acesso em: 11 jul. 2008.

 

 

[2] GRINOVER, Ada Pellegrini; FERNANDES, Antonio Scarance; GOMES FILHO, Antonio Magalhães. As nulidades no processo penal. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004, p. 158.

 

 

[3] GRECO FILHO, Vicente. A culpa e sua prova nos delitos de trânsito. São Paulo: Fadusp, 1993, p. 146.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h45
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YELLOWSTONE E OS SUPER-VULCÕES
 
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h44
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PQP!

Ferimentos em turbulência não são comuns,
mas têm aumentado - por causa da crise

Nem sempre o aviso para apertar os cintos aparece a tempo de evitar uma tragédia. No domingo, fortes turbulências durante um voo da Continental Airlines deixaram pelo menos 26 pessoas feridas, sendo quatro delas em estado grave. De acordo com o corpo de bombeiros do condado de Miami-Dade, o avião, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo, com destino a Houston, no Texas, tinha 168 pessoas a bordo.

"Esse tipo de acidente é bem incomum. As pessoas que se ferem normalmente não estão usando cinto de segurança", comenta Carlos Camacho diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Segundo a Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, a cada ano, aproximadamente 58 pessoas sofrem ferimentos devido à turbulências por não estarem com o cinto de segurança. Ainda de acordo com a FAA, de 1980 a junho de 2004 foram registrados 198 acidentes com turbulência nos EUA, causando 266 ferimentos graves e três óbitos.

Apesar de não serem comuns, acidentes como esse têm aparecido cada vez mais nos últimos tempos. O último que teve repercussão no Brasil foi com um avião da TAM, vindo de Miami, que deixou 21 pessoas feridas. Para Carlos Camacho, esses incidentes têm acontecido com mais frequência nos últimos tempos porque os aviões estão voando cada vez mais alto e enfrentando cada vez mais as condições atmosféricas.
 
"Eles estão voando mais alto porque é mais econômico. O nível de consumo de combustível é muito menor e atualmente o combustível incide um alto custo para as empresas", disse.

Em relação aos procedimentos em voo, Camacho explica que "muitos pilotos retardam o aviso de apertar os cintos porque não avaliam a intensidade da turbulência". "Às vezes você pensa que é uma muito forte e não vem nada. Ou pode ser o contrário. Os radares têm a capacidade de enganar e não existe a precisão absoluta", completa. Segundo um estudo publicado em 1998 pela Flight Safety Foundation, cerca de 10.000 pessoas no mundo todo sofrem ferimentos por conta de queda de bagagens provocadas por turbulências por ano.

Comissários – Os mais prejudicados durante uma turbulência são os comissários. De acordo com um estudo realizado pelo Turbulence Joint Safety Analysis Team (JSAT), a chance de que os comissários se machuquem em turbulências é 26 vezes maior do que as possibilidades que um passageiro tem que o mesmo ocorra.

"Conheço casos de passageiros que tiveram que usar muita força para segurar uma comissária", contou Camacho. "A lei exige que o aviso de apertar os cintos deve ser cumprido. Mas em muitas empresas existe uma tolerância em que a ordem não vale para os funcionários, que continuam de pé servindo os passageiros", afirmou Camacho. "Se houver turbulência grave, em baixas altitudes, podemos ter vítimas fatais", finalizou.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h42
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Há oito ruas no Pelourinho onde é praticamente impossível trafegar
 
 
A definição nua e crua é de um morador do Centro Histórico: “O Pelourinho é uma ilha cercada de crack por todos os lados”. Exagero? Nem tanto. O CORREIO se arriscou nas “bocadas” que circundam o Pelô e identificou os locais mais perigosos de um dos mais belos patrimônios culturais da humanidade.

Lugares em que a polícia, associações de guias, comerciantes, funcionários de prédios históricos e até moradores desaconselham que as pessoas circulem. Tudo por causa dos constantes ataques de usuários da droga. São oito ruas e uma recomendação: mantenha distância

'Vou dar pedrada'
Seres humanos decrépitos dão as “boas-vindas” em ruas como a do Bispo, Três de Maio e da Oração (ou 7 de Novembro), todas nas cercanias do Terreiro de Jesus. “Tá me olhando por que, maluco?”. “Vou dar pedrada, viu?”. “Se tirar foto minha, eu mato”. Assim - e de outras tantas formas bizarras - foi recebida a equipe de reportagem.

Turistas desavisados que descem ali costumam sair sem nada nas mãos. “Semana passada, um turista subiu a ladeira nu”, contou uma baiana de acarajé, apontando para a descida da Rua do Bispo.

Na mesma via fica instalado o 19º Centro de Saúde. Isolado de tudo, o posto médico sofre. Mês passado, contam os funcionários, até mesmo uma médica foi atacada.“Meteram a mão na bolsa da doutora e levaram o celular do farmacêutico. Isso quando eles não entram e roubam remédios para vender por aí”, relata uma enfermeira.

Perpendicular à Rua do Bispo, a Rua da Oração não fica atrás. Sem calçamento, a aparência decadente lhe confere um ar ainda mais sombrio. Reze bastante se quiser entrar. Na Três de Maio, os poucos comerciantes que resistem ficam trancados por trás de grades de proteção.“Tá ‘barril’ até para quem é daqui, meu amigo. Imagine para o turista. Tem uns que sem e tem onde não devem e acabam ‘depenados’”, conta uma comerciante da rua.

Assaltos
Entrar em ruas como a do Tijolo (ou 28 de Setembro), só quando não tem jeito. A necessidade faz com que funcionários que trabalham no prédio principal do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), instalado na rua, sejam vítimas constantes.

Nem o superintendente do órgão, Frederico Mendonça, foi poupado. Ele foi assaltado na porta do prédio às véspera do último Carnaval. Dois homens levaram sua carteira. “Quando um turista aparece por aqui, a gente aconselha voltar o mais rápido possível”, diz um segurança do Ipac.

Mas nenhuma rua é tão assustadora quanto a Guedes de Brito, onde dezenas de “zumbis humanos” circulam à procura de droga. Para fotografar o belo prédio anexo do Liceu de Artes e Ofícios, um dos vários monumentos que deixaram de ser visitados por conta da ação de viciados, a reportagem do CORREIO precisou de escolta policial.

Até mesmo ruas tradicionais metem medo. É o caso da Rua do Paço - no alto das escadarias da Igreja do Paço. Ali, três clientes do guia turístico Lázaro Encarnação foram saquedos e jogados no chão recentemente. “Se apresentaram como vendedores de souvenirs e atacaram. O Paço está muito deserto. A gente está evitando levar turistas em alguns lugares no Centro Histórico”, confirma.

Perto dali, na Rua das Flores, delinquentes que se apresentam como vendedores ficam de tocaia. A reportagem tentou entrar nessa rua, mas recuou após ser abordada.

Mudança em roteiros turísticos
A presença de pedintes, viciados e assaltantes em ruas que ficamnos arredores do Pelourinho tem mudado até mesmo os roteiros turísticos no Centro Histórico. Monumentos e prédios importantes vêm deixando de ser visitados nos últimos anos.

Como chegar ao recém- reformado prédio anexo do Liceu de Artes e Ofícios, na Rua Guedes de Brito? O batalhão de pedintes impede que qualquer um se aproxime. Fundado em 20 de outubro de 1872, o prédio tem na frente uma placa com os valores gastos na restauração, já concluída.

Quase R$ 1,5 milhão. Mas a estrutura se mantém fechada, cercada por tapumes de madeira. “Não sou louco de levar alguém ali. É roubo na certa”, diz o guia turístico Lázaro Encarnação.

E quem não gostaria de visitar a Igreja onde foi gravado o premiado filme O pagador de promessas? Pois hoje a visita é arriscada. Guias começam a desaconselhar a passagem de turistas na Rua do Paço, onde se instala a igreja de mesmo nome e sua famosa escadaria. “Agora a gente pede pra eles descerem pelo Carmo, que é mais movimentado”.

O diretor da Associação de Guias Turísticos do Centro Histórico, Valmir Castro, também admite que deixou de levar visitantes em alguns dos mais importantes monumentos da cidade, como na Ordem Terceira de São Francisco, datada do século XVII.

Segundo ele, o local fica inviável à noite.“Dedia tem até uma movimentação que garante a segurança. Mas a partir das 17h não garanto. O Pelourinho tem lugares maravilhosos, fora das ruas principais, que a gente não consegue mais chegar”.

As oito vias do medo

RUA DA ORAÇÃO - Melhor rezar mesmo. O local onde fica a Escola de Dança da Fundação Cultural é totalmente deserto. Os casarões em restauração poderiam ser visitados por turistas, mas estão vazios. 

RUA DO BISPO - Essa é uma das ruas mais degradadas do Pelô. “Só tiraram os ‘sacizeiros’ daqui no dia que o irmão de um presidente aí visitou o Pelourinho”, ironiza o segurança de uma repartição pública. 

RUA 28 DE SETEMBRO - Escura e deserta, a rua é cenário de inúmeros assaltos. Quando deixam o trabalho, no final da tarde, os funcionário do prédio central do Ipac andam em comboios de cinco ou seis pessoas. 

RUA DAS FLORES - À primeira vista, parece tranquila. Mas o perigo está na tocaia. Basta um ‘estranho’ adentrar para ser abordado por viciados em droga que usam fitinhas do Bonfim como armadilha.

RUA TRÊS DE MAIO - Não são poucos os casos em que turistas saíram daqui sem os seus pertences. “Acontece muito. Os visitantes às vezes não conhecem os riscos”, diz o guia Lázaro Encarnação. Uma comerciante usa até grade na porta do estabelecimento. 

RUA DO FERRÃO - Estreita e escura, a Rua do Ferrão liga o Pelourinho à Baixa dos Sapateiros. Não tem transversais, o que dificulta a saída. Bandidos agem enquanto o turista segue ladeira abaixo. “Disseram pra eu passar aqui correndo”, disse uma visitante. 

RUA GUEDES DE BRITO - Um dos cenários mais assustadores do Centro Histórico. Reúne dezenas de viciados. “O turista que entra aqui está frito”, disse um PM que trabalha no Pelourinho há mais de 20 anos. 

RUA DO PAÇO - Famosa pelas filmagens de O pagador de promessas, a Igreja do Paço está fechada há anos. Mas os turistas têm evitado conhecer mesmo a sua parte externa. A rua onde a construção se instala está cada vez mais perigosa.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h06
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Captação da poupança salta para R$ 4,5 bi
em julho, o dobro do registrado no 1º semestre

A caderneta de poupança acumula captação líquida positiva (aplicações menos resgates) de R$ 4,5 bilhões em julho, até o dia 21, segundo o Banco Central (BC).

Nesse mesmo intervalo de junho, o saldo estava em R$ 49 milhões. No primeiro semestre todo, a captação foi positiva em R$ 2,4 bilhões. Entre os fundos de investimento mais conservadores, os referenciados DI registravam depósitos líquidos de R$ 215 milhões em julho até dia 21.

Os de curto prazo tiveram resgates líquidos de R$ 389 milhões, segundo dados compilados pelo site financeiro Fortuna. Os fundos de renda fixa, que compram basicamente títulos de dívida prefixados, têm captação positiva de R$ 3,8 bilhões no mês.

Os DIs e os de curto prazo são os que potencialmente mais disputam com a poupança em termos de rentabilidade. Na semana passada, o BC reduziu novamente a Selic, em meio ponto porcentual, para 8,75% ao ano, menor nível da história do País.

"De maneira geral, fundos conservadores com aplicação inicial baixa estão perdendo cotistas", afirmou o diretor do site Fortuna, Marcelo D"Agosto. Os referenciados DI, por exemplo, registram saída de 6,8 mil investidores neste mês (até dia 21), segundo o site. No mesmo período, os fundos de renda fixa tiveram o ingresso de 297 cotistas e os de curto prazo, de 5,7 mil.

"Em princípio, parece que não há corrida desenfreada de aplicadores deixando os fundos para a poupança, mas a saída de cotistas dos fundos de varejo sinaliza que a poupança está mesmo competitiva", disse D"Agosto. É o que ressalta o sócio da AZ Investimentos, Ricardo Zeno.

"Fundos pós-fixados, principalmente os atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), tendem a acompanhar a Selic", disse. "Contando com taxa de administração e imposto de renda, estão remunerando menos que a poupança. É natural que o investidor observe a vantagem e migre ao menos parte do dinheiro para a caderneta." A poupança é isenta de IR e não tem taxa de administração.

"Certamente a poupança está mais atrativa que os fundos DI mais acessíveis", observou D"Agosto. Ele pondera, no entanto, que isso não é fator suficiente para desestabilizar o mercado financeiro nem indício de que ocorrerá a temida migração em massa de investidores para a poupança.

"Como chamariz para posteriores aplicações mais sofisticadas, as carteiras conservadoras acessíveis não estão cumprindo seu papel."

Em julho inteiro de 2008, os fundos DI tiveram resgates de R$ 1,3 bilhão, os de renda fixa perderam R$ 3,5 bilhões e os de curto prazo tiveram depósitos líquidos de R$ 913 milhões. No mesmo mês de 2007, os fundos DI perderam R$ 3,1 bilhões, os de curto prazo, R$ 524 milhões, e os de renda fixa, aplicações de R$ 678 milhões.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h04
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h54
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EXPRESSO DA MEIA-NOITE

Inglesas relatam 'pesadelo' vivido em prisão brasileira

Depois de passarem seis dias em carceragens do Rio de Janeiro, as inglesas Shanti Andrews e Rebecca Turner, ambas de 23 anos, relataram à imprensa britânica terem vivido um "pesadelo" na cadeia feminina da Polícia Civil, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Ela também compararam a penitenciária Bangu 7, para onde foram transferidas e onde permaneceram por um dia, ao "portão do inferno".
 
Elas foram presas no domingo passado (dia 26), depois de terem comunicado o roubo de pertences que, no entanto, foram localizados pelos policiais no albergue em que estavam hospedadas. Para a polícia, elas tentavam dar um golpe na seguradora de suas bagagens. As inglesas foram libertadas no fim da tarde de ontem e serão julgadas por estelionato, crime sujeito a pena de um a cinco anos de prisão.

Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Rebecca e Shanti contaram que a cela em Mesquita estava superlotada e elas tiveram de deitar no corredor, no chão de concreto. "Mesmo assim era tão apertado que você só podia deitar de um lado", contou Rebecca. "Dorminos duas ou três horas na semana passada, estávamos tão cansadas", disse Shanti.

As inglesas queixaram-se ainda de que havia apenas um chuveiro na cela e que chegou a faltar água num dos dias. Não havia descarga no único vaso sanitário. "O cheiro era terrível", afirmou Shanti. Elas disseram que foram bem tratadas pelas detentas em Mesquita, mas tiveram de ficar ao lado de assassinas e traficantes.

Em Bangu 7, segundo contaram, outras presas perguntaram se eram lésbicas e elas temeram sofrer algum tipo de abuso sexual. "Quando os advogados disseram que seríamos libertadas, começamos a chorar. Tudo o que queríamos era tomar um banho."

As inglesas tiveram os passaportes confiscados e vão permanecer no Brasil até o julgamento, o que deve ocorrer em um mês. A primeira audiência está marcada para quarta-feira (dia 5).



Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h53
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