ISSO AINDA VAI VIRAR FILME Aconteceu em Haditha Como foi cometido (e acobertado...) o massacre que pode mudar o destino da guerra no Iraque. O que ele revela sobre a ocupação, os EUA, a democracia e o controle do imaginário Nem a história da guerra do Iraque, nem a imagem que o mundo tem dos EUA (e eles, de si próprios) serão as mesmas, depois de Haditha. Na manhã de 19 de novembro de 2005, praticou-se um massacre, nesta pequena cidade cercada de palmeiras e debruçada às margens do Rio Eufrates. Depois de sofrerem uma baixa [1], causada por explosão de uma bomba, os soldados da Companhia Kilo, do US Marine Corps [2] decidiram vingar-se contra a população civil. Vinte e quatro pessoas foram assassinadas a sangue-frio. Nenhuma delas esboçou qualquer gesto que pudesse representar ameaça aos marines. Entre as vítimas estão sete mulheres, três crianças, um bebê de um ano e um ancião cego e aleijado, em sua cadeira de rodas. A vingança prolongou-se por cinco horas, o que exclui a hipótese (igualmente brutal) de um acesso de cólera, provocado pela morte do colega de armas. Ao invés de punirem a selvageria, os oficiais que comandavam os soldados a acobertaram. Dois relatórios militares criaram versões fantasiosas para os fatos. O primeiro, de autoria dos próprios autores do massacre, atribui as 24 mortes à explosão que matou o soldado (supostas 16 vítimas) e a fictícia “troca de tiros” com “insurgentes” (outras 8). O segundo é mais grave e perturbador. Foi produzido em fevereiro, após surgirem sinais de que os fatos haviam vazado. Um coronel de infantaria deslocou-se a Haditha e fez, durante uma semana, dezenas de entrevistas – inclusive com testemunhas oculares dos crimes. Embora desconstrua a primeira mentira, seu relatório esconde o essencial – os assassinatos. Trata as mortes como... “danos colaterais” da guerra. Ao invés de esclarecer, o documento lança uma terrível pergunta: quantos episódios semelhantes terão sido abafados, no Iraque, ao serem classificados com tal rótulo, cada vez mais freqüente no jargão das guerras “modernas”? Quando o acobertamento é vazado Duas tendências também contemporâneas – a câmera digital barata e as redes de ONGs – permitiram que, em Haditha, a história fosse diferente. Um dia depois da chacina, o estudante de jornalismo Taher Thabet filmou alguns dos corpos e as quatro casas onde foram mortas 19 das vítimas. Thabet mostrou paredes internas, tetos e pisos estourados por rombos de balas e salpicados por jatos de sangue. Teve o cuidado de filmar, também, as fachadas – intactas – das construções. Demonstrou que não houvera combate: os soldados entraram sem resistência e atiraram. As circunstâncias em que as vítimas foram mortas são tenebrosas. [3] . O estudante de jornalismo enviou o vídeo ao Grupo Hamurabi de Direitos Humanos, que tem sede no Iraque e se articula com o Human Righs Watch, dos EUA. O documento chegou à revista Time. Os repórteres Tim McGirk e Aparisim Ghosh foram ao local dos fatos e investigaram durante oito semanas. Em 27 de março, a revista publicou One morning in Haditha, um texto que, embora em tom ainda inconclusivo, revela todos os fatos essenciais do massacre. Tem início então uma sucessão de fatos contraditória e complexa, muito reveladora sobre a natureza do sistema político e o controle do imaginário, nos Estados Unidos. As instituições da política se movem. O departamento de Defesa abre dois novos inquéritos. O Congresso instala comissões que as acompanham. Os militares exasperam-se tentando responder aos questionamentos feitos por estas. A própria publicação da reportagem revela, aliás, que a liberdade de expressão ainda encontra brechas, no mundo das comunicações oligopolizadas. Mas este jogo democrático não abala o controle que os grupos hegemônicos exercem sobre os símbolos que movem a sociedade. Não há uma comoção nacional comparável, por exemplo, à que se produz no Brasil, com o massacre de Eldorado de Carajás – para não falar nos shows midiáticos em que se transformam as CPIs. Durante nove semanas, tudo se desenrola a frio, em gabinetes. Os fatos não chegam às TVs, não repercutem em outras publicações, não são retomados sequer por Time. Na internet, chama atenção a ausência do filme de Thabet. O momento em que a tensão se rompe Num caso chocante como este, em algum momento a tensão entre democracia e controle sobre o imaginário terá de se resolver. O momento de desenlace foi aberto no final de maio. Aparentemente, a Casa Branca e as correntes que apóiam a guerra prepararam-se para reduzir ao máximo seus possíveis efeitos. Devido à gravidade dos fatos, não é, contudo, algo cujo desfecho esteja definido. A sorte começou a ser jogada no final de maio e ainda não está definida em 6 de junho, momento em que este texto foi revisado. Em 26/5, o New York Times revelou que um dos novos inquéritos abertos pelo Pentágono após a reportagem de Time estava próximo ao fim. O coronel Gregory Watt, seu condutor, havia apurado que muitos dos mortos em Haditha morreram com tiros na cabeça e no peito, típicos de chacina. Também havia apontado o sargento Frank Wuterich como um dos protagonistas dos crimes. Em 31/5 – exatos 64 dias depois de os fatos se tornarem públicos... – o presidente George Bush foi inquirido pela primeira vez sobre o tema, numa entrevista coletiva. “Se as leis foram violadas, haverá punição”, limitou-se a responder. Em 1/6, numa medida típica de relações públicas (mas que teve enorme repercussão, em todo o mundo), o general George Casey, comandante-geral das tropas dos EUA no Iraque, anunciou (sem oferecer qualquer dado complementar) que os soldados norte-americanos seriam agora submetidos a “treinamento” sobre “valores essenciais". Três anos depois de mergulhados numa guerra sangrenta, eles teriam finalmente a oportunidade de “refletir sobre os valores que nos separam de nossos inimigos”... A operação não foi suficiente para neutralizar o potencial explosivo dos fatos. Ao contrário: em 2/6, surgiram duas novas denúncias. Um outro massacre teria ocorrido, em Ishaqui (80 quilômetros a norte de Bagdá), em março – e, neste caso, parece haver imagens. Num terceiro episódio, sete marines e um oficial estariam sendo acusados de assassinato, seqüestro e conspiração, cometidos em abril. “Parece que o assassinato de civis iraquianos está se transformando num fenômeno diário", afirmou o presidente da Associação de Direitos Humanos do Iraque, Muayed al-Anbaki, após assistir ao novo vídeo. Dois dias mais tarde, um texto do Washington Post sustentava que Bush sabia dos fatos desde o início de março; e sugeria que uma das questões cruciais era investigar até onde tinha se estendido a rede de autoridades envolvidas no acobertamento do massacre, antes da publicação da reportagem do Time. Dois pontos muito vulneráveis No caso Haditha, além deste, há dois pontos vulneráveis ao extremo. O primeiro são duas séries de fotos feitas após os assassinatos. Com exceção de algumas (uma é a que ilustra esta matéria), as imagens permanecem sob censura, acessíveis apenas às comissões de inquérito do Pentágono. A primeira série retrata os corpos dos iraquianos já ensacados. A segunda teria sido feita pelos próprios soldados, momentos após cometerem a chacina. Mostraria, por exemplo, um pai de família atingido enquanto rezava, diante do Corão. O segundo ponto vulnerável é a punição – e, pior, o julgamento – dos assassinos. Eles foram identificados, a crer no New York Times. Segundo as leis norte-americanas, pode-se aplicar, no caso de assassinato cometido em tempo de guerra, a própria pena de morte. Qual seria a repercussão midiática (e política) de um júri militar, no qual cidadãos norte-americanos podem ser executados por atos cometidos em uma guerra que o Estado quer levar adiante, mas a maioria já rejeita? E no exterior: como prosseguir com o julgamento de Saddam Hussein, que pode ser condenado à morte precisamente porque seus soldados teriam promovido a execução de civis inocentes? Nosso dossiê: No Le Monde Diplomatique: O que estamos fazendo no Iraque, Howard Zinn, agosto de 2005 Bush II, Ignacio Ramonet, dezembro de 2004 Imagens e carrascos, Ignacio Ramonet, junho de 2004 Do sonho imperial ao lamaçal iraquiano, Philip S.Goloub, junho de 2004 Vitória certa, paz impossível, Pierre Consea, janeiro de 2004 [1] O soldado Miguel Terrazas, um texano de El Paso, morreu aos 20 anos, quando a bomba deflagrada por controle remoto explodiu ao lado do jipe militar humvee que dirigia. Dois outros soldados feriram-se levemente. O jipe era o último carro de um comboio de quatro, que participava de ofensiva norte-americana na província de Anbar, durante a qual contaram-se 90 vítimas civis. [2] O United States Marine Corps é uma das cinco forças militares dos Estados Unidos (além de Exército, Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira). Foi fundada em 1775 (antes da independência). Seus 180 mil membros (os marines) são vistos como um grupo de elite. [3] Os primeiros a morrer foram quatro passageiros e o motorista de um táxi que passava em frente ao comboio de jipes norte-americanos atingido pela bomba. Atendendo a uma ordem dos soldados, o condutor parou o veículo e os cinco desembarcaram. Foram metralhados na hora. Tinham entre 21 e 25 anos. Em seguida, os marines dirigiram-se para um grupo de três casas, distantes cerca de 150 metros do local do primeiro crime. Lá, cometeram 19 novos assassinatos. Uma das testemunhas, a menina Iman Walid, perdeu seis parentes – alguns mortos a bala (como o pai, que rezava diante do Corão), outros devido à explosão de granadas, atiradas na cozinha e banheiro. No corpo do avô de Iman, o ancião em cadeira de rodas, foram encontrados nove projéteis. Sobreviveram apenas a menina e um irmão, de 8 anos. Na casa ao lado, a porta foi aberta pelo chefe de família, Yunis Salim Khafif, que balbuciou, em inglês, aos soldados: “I am a friend. I am good” [“Sou amigo. Sou bom”]. Foi morto a tiros, assim como a esposa, cinco filhos (entre um e 14 anos) e uma oitava pessoa. Na terceira casa, os homens foram separados das mulheres, obrigados a entrar dentro de um armário e metralhados em seguida. Relatos mais detalhados (em inglês) podem ser lidos na Time ou no jornal britânico The Sunday Times, que também enviou repórteres ao Iraque.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 15h01
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Suspensão da carteira de motorista O que ocorre quanto o motorista tem 20 pontos na carteira? Quando o motorista atingir 20 pontos ou mais, ele será submetido a um processo administrativo, que decidirá sobre a suspensão do seu direito de dirigir. O condutor é notificado do excesso de pontos e tem prazo de 60 dias - a partir da data do recebimento da notificação - para apresentar sua defesa prévia. Se não o fizer dentro do prazo, seu processo será julgado com base nos dados disponíveis no sistema do Detran de seu estado. Qual é o período de suspensão do direito de dirigir? O período de suspensão pode variar de um mês a um ano. Para os reincidentes no excesso de pontos, a penalidade a ser aplicada irá variar de seis meses a dois anos de suspensão. O que fazer para regularizar a CNH? O condutor deverá cumprir o prazo de suspensão e concluir, com êxito, o Curso de Reciclagem para Motorista Infrator. O curso é de 20 horas/aula. No caso de o aluno ser reprovado, terá de refazer o curso. Só a aprovação no curso garantirá ao motorista o restabelecimento do seu direito de dirigir. Após o aprovamento do aluno no curso do Detran, o cadastro de pontuação do condutor é zerado - e passam a integrar a notificação da autuação do excesso de pontos negativos. A partir daí, o Detran começa a contar uma nova série de pontuação negativa. O que ocorre com quem tem 20 pontos na carteira provisória? Quem tirou a CNH há menos de um ano não pode ter cometido uma infração gravíssima ou uma infração grave, ou ainda duas ou mais infrações médias. Se isso ocorrer, ele não terá o direito de trocar sua carteira provisória pela definitiva, e será obrigado a reiniciar todo o processo de primeira habilitação. O que acontece com o motorista que dirige com a carteira suspensa? Se continuar a dirigir durante o período de suspensão, o motorista punido estará cometendo infração de trânsito gravíssima, na esfera administrativa, com penalidade de multa de 900 UFIR e apreensão do veículo. Na área criminal, o motorista estará cometendo crime de trânsito. Esse crime prevê pena de detenção de 6 meses a um 1 ano de detenção e nova multa, além da suspensão ou proibição de obter a habilitação. Quais são as possibilidades de defesa um motorista? O motorista poderá se defender frente às seguintes situações:
O motorista, na data da infração, não era mais o proprietário do veículo multado. A pontuação referente à infração foi lançada ilegalmente no cadastro do motorista. O motorista entrou com recurso junto à autoridade que o multou, e a autoridade julgadora considerou procedente as explicações, cancelando a penalidade, mas não providenciou a atualização do sistema Detran. O motorista nomeou real infrator para a infração de trânsito (outro motorista foi responsável pela infração). O veículo multado não pertence ou nunca pertenceu ao motorista, que jamais assumiu qualquer responsabilidade sobre as infrações cometidas naquele carro, quer por real infrator, quer por transferência de responsabilidade. O veículo multado teve perda total em acidente ou foi roubado ou furtado antes da data da infração, e o motorista foi indenizado pela seguradora. O veículo foi roubado ou furtado em data/hora anterior à data da infração (caso de veículos sem seguro)
Prazo: Recebida a notificação, o motorista terá 60 dias, contados a partir da data de expedição, para apresentar suas razões de defesa. Quando apenas uma multa pode acarretar a suspensão da carteira? Quando o motorista comete uma infração gravíssima ele pode ter a sua carteira de motorista suspensa, independentemente do volume de pontos no prontuário. Confira abaixo quais infrações podem suspender ou reter a sua CNH: Penalidade é o procedimento feito no momento da infração. Medida administrativa não é uma medida instantânea. Será expedida mais tarde pelo órgão de trânsito responsável. Dirigir com a CNH de categoria diferente do veículo que esteja conduzindo Tipo de infração: gravíssima Penalidade: multa e apreensão do veículo. Medida administrativa: recolhimento da carteira de motorista. Dirigir com a CNH vencida há mais de trinta dias Tipo de infração: gravíssima Penalidade: multa Medida administrativa: recolhimento da carteira de motorista e retenção do veículo até a apresentação do condutor habilitado. Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou qualquer substância entorpecente. Tipo de infração: gravíssima Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir. Medida administrativa: retenção do veículo até a apresentação do condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação Dirigir ameaçando pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos. Infração: gravíssima Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir Medida administrativa: retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação Disputar corridas com espírito de emulação (competição) Infração: gravíssima Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo. Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação de remoção do veículo Promover, na via, competição esportiva, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via. Infração: gravíssima Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo Neste caso, as penalidades são aplicáveis aos promotores e aos condutores participantes. Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus. Infração: gravíssima Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo. Em caso de acidentes, deixar de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo. Infração: gravíssima Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação. Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial. Infração: gravíssima Penalidade: multa, apreensão do veículo e suspensão do direito de dirigir Medida administrativa: remoção do veículo e recolhimento do documento de habilitação. Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local, medida por instrumento ou equipamento hábil.
Em rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais:
Quando a velocidade for superior à máxima em até 20%: Infração: grave Penalidade: multa Quando a velocidade for superior à máxima em mais de 20%: Infração: gravíssima Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir
Demais vias: Quando a velocidade for superior à máxima em até 50% Infração: grave Penalidade: multa Quando a velocidade for superior à máxima em mais de 50% Infração: gravíssima Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor ... ...sem usar os equipamentos de segurança necessários, transportando passageiro sem os equipamentos de segurança necessário, fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda; com os faróis apagados; transportando criança menor de sete anos. Infração: gravíssima Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir Medida administrativa: Recolhimento do documento de habilitação
Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h59
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ANTIGA E ETERNA PIADA INTERNA:
JONES E HELDA Nomes na rifa: Hervírio e Lindinalva. (pais de Helda)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h57
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ter relação sexual com mulher
Um policial de Connecticut, EUA, se fez passar por seu irmão gêmeo para ter relação sexual com uma mulher, mas foi identificado pela ausência de uma tatuagem e acusado de violação, disse a imprensa local.
Segundo o jornal "The Advocate", Connecticut, o agente Jared Rohring, 25 anos, foi destituido no mês passado e será processado pela mulher.
A suposta vítima assegura que ela pensava ter um encontro com Joe Rohring, irmão gêmeo idêntico a Jared, com quem tinha relações há vários meses.
O homem a recebeu na banheira de casa e ela aceitou subir ao quarto, mas enquanto tinham relação sexual, a mulher notou que faltava algo: o caubói tatuado na nádega esquerda de Joe havia desaparecido.
Após a denúncia da mulher, Jared Rohring se entregou à polícia, que segue investigando o caso.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 14h56
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Mercado erótico consolida o filão do "celebrity-pornô", com filmes estrelados por "celebridades" que atraem público e impulsionam vendas Carol Miranda: a produtora a levou ao médico para conferir se era virgem mesmo
Uma virgem que faz filme pornô e continua virgem! Uma fita erótica que tem de ser dividida em três porque não pode ter os diálogos cortados. Um craque que processa a ex-namorada porque ela "atua" com um sósia dele. A paquita que nunca foi paquita. E a sobrinha da rainha do bumbum que, na verdade, não é sobrinha. Mas que mundo gozado esse, o das celebridades pornôs. Lá se vão quase cinco anos desde que Alexandre Frota estrelou "Obsessão", o primeiro celebrity-pornô da história brasileira. E, se 2004 ficou marcado pela inauguração desse novo gênero da indústria cinematográfica nacional, foi em 2008 que assistimos à sua consolidação real. Afinal, faz apenas seis meses que uma atriz global, Leila Lopes, migrou para as prateleiras adultas das locadoras com o filme "Pecados e Tentações", da Brasileirinhas -e estreia seu segundo título neste mês (leia mais no texto à esquerda). Foi também em 2008 que uma segunda produtora, a Sexxxy World, com 19 anos de mercado, se rendeu aos novos tempos e lançou no Brasil um selo exclusivo para o gênero: o Sexxxy Celebridades. E, finalmente, foi em 2008 que ficou clara a força desses nomes. A Sexxxy Celebridades, por exemplo, já responde por 60% das vendas da Sexxxy World. Segundo o diretor comercial da empresa, Leandro Moran, não se trata apenas de roubar o mercado já existente, transferindo o público dos pornôs comuns para os celebrity-pornôs. "Claro que isso acontece um pouco. Mas o selo também trouxe um público novo que não consumia filmes eróticos", afirma Moran. Tanto a Sexxxy World quanto a Brasileirinhas afirmam que a maior vantagem dos c-pornôs é a divulgação da marca. "Com a onda de celebridades, fica muito mais fácil a exposição da imagem. Temos o apoio total da mídia", comemora Kim Mello, produtor e também assessor de imprensa da Brasileirinhas.
Tudo pelo dinheiro Mas elas cobram por isso. E cobram bem, como explica Cacau Oliver, o responsável por levar Leila Lopes para a Brasileirinhas. "É difícil alguém dizer que não quer ganhar R$ 300 mil", diz ele. E todos estão nessa pela grana. No começo, falava-se em cachês superiores a R$ 500 mil por um contrato. Mas a pirataria derrubou os cachês pela metade. Hoje, Oliver faz o casting das celebridades da Sexxxy: "Ligo para a pessoa ou para o assessor e falo do filme pornô. De primeira, você já sabe se a pessoa vai fazer ou não. Se a pessoa diz: "Deus me livre" ou coisa assim, você sabe que não é por dinheiro nenhum. Mas, se a pessoa fala: "Nossa, mas quanto é?", é porque vai fazer". A verdade é que é preciso muita boa vontade para admitir que os atores e atrizes são realmente celebridades. Veja o caso de Marcelo Mathias, um lutador de jiu-jítsu que participou da "Casa dos Artistas 3" sob a condição de fã. Naquela edição do programa, em 2002, cada "artista" carregava um fã para a casa, e Mathias era fã da "condessa" e "princesa" Carola de Oliveira (ela, por sua vez, famosa por ter tido um casamento-relâmpago com Chiquinho Scarpa). Eliminaram Mathias no início do programa, mas foi o suficiente para que ele posasse para a "G Magazine" e fizesse filme erótico como celebridade. Os casos femininos são igualmente curiosos. Júlia Paes, por exemplo, é o atual orgulho da Sexxxy Celebridades. Apelidada de Sexxxy Girl, ela foi indicada ao AVN, importante prêmio da indústria norte-americana. Por que ela é celebridade? "Eu era assistente de palco de um programa na Bandeirantes. Depois, posei para a "Sexy" e fui convidada a fazer pornô. Na época, namorava a Tammy, filha de Gretchen. Então fizemos um filme juntos. Ela já tinha um visual menos feminino", conta a ex de Tammy Gretchen.
Ex de Ronaldo Vivi Brunieri também ficou famosa por namorar celebridades. No caso dela, foi o Ronaldo Fenômeno. Junto com uma rival, chegou a participar da dupla As Ronaldinhas, em que cantava e dançava em programas dominicais de TV. Até aí tudo bem, o Ronaldo devia ficar até lisonjeado... Mas aí a Sexxxy contratou a Vivi Ronaldinha. "Sem dúvida nenhuma a maior contratação do pornô nacional de todos os tempos, não só por causa da fama, mas principalmente pela beleza", exagerou a empresa, na ocasião. Mas o Fenômeno não aprovou, especialmente quando um sósia seu foi visto se engraçando com a Ronalda. Fechou a cara. Processou. Embargou o filme. A Sexxxy lançou outro, "Praia, Sol e Sexo", sem o enredo maria-chuteira. E foi o segundo título mais vendido pela empresa em 2008.
Certificado de virgindade As maiores vendagens da Sexxxy no ano, com cerca de 20 mil cópias oficiais, cabem à Carol Miranda, sobrinha da Gretchen, cuja família parece ser onipresente neste mercado. Foi para ela que Gretchen passou seu cobiçado título de "Rainha do Bumbum" (pelo título houve até briga pública recente, em que recados eram passados por meio de programas de TV: a Mulher Melancia reclamou que não bastava receber o título da tia, que o povo é que tinha que escolher). Mas, olha só, Mulher Melancia, você ainda tem chances: a Carol Miranda nem sobrinha da Gretchen é. "Na verdade, sou sobrinha do atual marido dela, o Denis", revela Carol. OK, isto é incrível, já diria Silvio Santos, mas não é nada perto de sua história cinematográfica. O primeiro filme de Carol Miranda foi lançado neste ano e se chama: "Fiz Pornô, Mas Continuo Virgem". Sim, porque ela garante que era virgem. "Antes de assinar o contrato, a empresa me levou a um ginecologista para comprovar", diz a moça de 20 anos. Mas como assim "continua"? "Ah, é que fiz apenas cenas de sexo anal." O resto foi deixado para o segundo filme, "Perdendo o Selinho". Adivinhe se foi uma boa experiência... "Foi horrível. O segundo foi menos horroroso, doeu menos. Me arrependi, sabe? Eu não tinha namorado e agora tenho. Minha família ficou bem chateada. São evangélicos, sabe?" "Esse trabalho não é para mim", continua Carol, que, depois da lipo e dos 350 ml de silicone nos seios, estava se recuperando de mais uma cirurgia neste Natal. "Tirei as duas costelas mais baixas, para ficar com a cintura fininha. Mas não vou fazer mais filmes. Foram só esses dois. Vou seguir minha carreira de cantora de funk." Ah, sim, cantora. Carol Miranda era cantora quando foi chamada para estrelar filmes eróticos como celebridade. Ela já cantava funk com o MC Lip havia... dois meses. Leila Lopes estrela segundo filme pornô e programa na TV paga Ela abalou o mundo do cinema erótico -e também o das novelas globais- quando aceitou fazer um filme de sexo explícito pela Brasileirinhas. Um filme que virou três, porque tinha diálogo demais, coisa rara nesse gênero. E Leila Lopes, 39, a eterna professorinha Lu da novela "Renascer" (1993), sabe que abalou. "Pecados e Tentações", o primeiro, lançado há seis meses, vendeu mais de 20 mil cópias. A segunda parte, "O Pecado sem Perdão", sai agora no início do ano. Além disso, estreia no dia 7 o programa "Calcinha Justa" no canal Sexy Privê Brasileirinhas, na TVA. Confira na entrevista abaixo. FOLHA - Você foi um divisor de águas do mercado pornô? LEILA LOPES - Mexi com esse mercado. Fui bem atrevida e uma das ideias era essa, mexer com a cabeça das pessoas. Perdemos muito dos EUA e da Europa, onde as pessoas têm a cabeça mais aberta e outra visão do sexo. Lá, os atores são tratados com respeito. Aqui existe uma hipocrisia imensa, e queria mexer com essa hipocrisia. FOLHA - Seu filme foi o primeiro a ter um roteirista. Esse que sai neste mês é uma continuação? LEILA - Minha condição de aceitar é que fosse feito um filme mesmo, com história, diálogos etc. Mas, por causa disso, ficou tão grande que teve de ser dividido em três partes. Esse que sai agora é a segunda parte. FOLHA - Então fez um filme só? LEILA - Nesse mercado, você assina contratos por cenas de sexo. No meu caso, fiz seis cenas. A produtora escolhe como utilizar. Escolheram colocar duas cenas minhas em cada filme. FOLHA - Você só atuou ou se envolveu na produção? LEILA - Palpitei em tudo. Contratamos um elenco de verdade para atuar como minha família no filme. E havia o elenco da Brasileirinha. Esses tiveram que aprender a atuar e ficaram nervosos! Eu dizia: "Contenha-se, não fala nada agora, não urra, não diz palavrão" [risos]. FOLHA - Como a família viu isso? LEILA - Tive três casamentos, mas não tenho mãe, pai, marido nem filho. Meus irmãos e sobrinhos têm na cabeça que sou a mesma Leila, com o mesmo caráter. E não seria esse filme que tiraria isso de mim. FOLHA - Sentiu preconceito de colegas da TV? LEILA - Zero de preconceito. Quando encontro, me abraçam, me mandam mensagens, tudo normal. Minhas amizades continuam iguais, Bruno Gagliasso, Deborah Secco, Solange Frazão, ninguém toca no assunto, ninguém deixa de me convidar para aniversário. Nem mesmo a revista "Caras" deixou de falar comigo [risos].
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h20
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PRA COMPLETAR A COLEÇÃO: Lembra que estavam faltando alguns episódios do seriado ANOS INCRÍVEIS, mais especificamente do #89 pra frente? Pues:http://downloadscobra.blogspot.com/2009/07/anos-incriveis-reupado-pedidos.html
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h01
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RAPIDSEARCHER:
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h59
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| | A partir da segunda quinzena de fevereiro, o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (DETRAN-BA) vai instaurar cerca de mil processos relativos aos motoristas que foram flagrados em blitze de alcoolemia. A medida foi anunciada, durante a posse do novo diretor geral do DETRAN-BA, o advogado Adriano Romariz “O objetivo é pôr fim à impunidade dos condutores pegos em fiscalização sob efeito de álcool”, destacou. A relação com os nomes dos condutores infratores penalizados será publicada, no Diário Oficial do Estado. Para ter a situação regularizada, os condutores penalizados terão duas opções: 1- Entregar a CNH imediatamente no DETRAN-BA e fazer o curso de reciclagem, como prevê o Art. 20 da Resolução nº. 182, estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran “A CNH ficará apreendida, e acostada aos autos e será devolvida ao infrator depois de cumprido o prazo de suspensão do direito de dirigir, e comprovada a realização do curso e prova de reciclagem” . 2- A outra opção é o condutor apresentar recurso a Junta Administrativa de Recurso (JARI), no prazo de 30 dias, contados da data de recebimento da notificação de penalização no processo de suspensão. Em caso de não acolhimento do recurso ou do seu não exercício no prazo legal, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade de suspensão do direito de dirigir, por um período de um ano. Caso seja mantido a penalidade pela JARI, ainda será possível, no período de 30 dias ao infrator, interpor o recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN). A defesa, que deve conter, - o nome do órgão de registro da habilitação a que se dirige; a qualificação do infrator; a exposição dos fatos, fundamentação legal do pedido, documentos que comprovem a alegação; a data e assinatura do requerente ou de seu requerente legal, - podendo ser entregue no Protocolo Geral do DETRAN-BA, nos postos do SAC ou nas CIRETRANS do Estado. |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h59
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Só vai preso quem resolver colaborar com a políciaNo Brasil, só vai preso quem quer. Isso só ocorre no país, pelo menos no que se refere ao sujeito que resolver dirigir veículo automotor sob a influência de álcool. Todo o problema iniciou com a tão propagada reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ela havia sido levada a efeito para tornar mais severa a punição do delito de embriaguez ao volante, mas o tiro saiu, literalmente, pela culatra. Verdadeiramente, é inacreditável que o novo texto do artigo 306 do CTB haja sido elaborado e revisado pelo nosso Congresso Nacional, por homens públicos que, além de serem, em tese, bem preparados, são muito bem pagos para elaborarem as leis que regem o nosso país. Depois da alarmada reforma, a situação ficou a seguinte: “se você for flagrado conduzindo veículo em estado de embriaguez alcoólica e aceitar soprar o bafômetro, ou seja, se você aceitar colaborar com a polícia, você deverá ser preso. Agora, se você não aceitar colaborar com a polícia, não poderá ser preso, pois ninguém poderá obrigá-lo a soprar o bafômetro, já que o nosso sistema constitucional não lhe obriga a produzir provas contra si mesmo”. A situação é, simplesmente, essa, sem mais, nem menos. A “questio iuris”, gênese de todo o problema, é que o Legislador, certamente por desatenção, inseriu no novo texto do artigo 306 do CTB, que tipifica o delito de embriaguez ao volante, a expressão “estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 decigramas”, ou seja, para a perfeita tipificação do delito, é necessário comprovar que o condutor estava dirigindo com a mencionada concentração alcoólica. Assim, ainda que o condutor embriagado esteja cambaleando, com forte hálito alcoólico, vestes desalinhadas, falar pastoso, etc., se ele disser não ao convite que lhe for feito para submeter-se ao exame de dosagem alcoólica, impossível será a sua prisão em flagrante. Com a reforma do CTB, a prova testemunhal, antes válida, não surte mais qualquer efeito na ordem penal. Agora, só vai preso que quer, ou seja, quem resolver colaborar com a polícia, submetendo-se ao teste de dosagem. Assim, o Delegado de Polícia é obrigado a prender quem colabora e a liberar quem não colabora. Absurdo. Foi desta forma que o nosso legislador, frente aos trágicos números de acidentes com mortes no trânsito brasileiro resolveu contribuir com a sociedade, ao lado, é claro, de outras contribuições tais como os atos secretos, o nepotismo e os altíssimos salários dos parlamentares. É, com um Congresso desses, realmente ninguém precisa de inimigo. Roger Spode Brutti é delegado de Polícia Civil da Delegacia de Delitos de Trânsito de Santa Maria/RS, mestre em Integração Latino-Americana (UFSM), especialista em Direito Penal e Processual Penal (ULBRA), em Direito Constitucional Aplicado (UNIFRA), em Segurança Pública e Direitos Humanos (FADISMA), professor designado de Direito Constitucional, Direito Processual Penal e Direito Penal (ACADEPOL/RS) e membro do Conselho Editorial da Revista IOB de Direito Penal e Processual Penal
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h57
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Fundos DI vivem o melhor mês do ano Além de não sacarem recursos, investidores elevam aplicações nesses fundos sob a expectativa de que juros voltem a subir em 2010
Com o objetivo de pagar menos Imposto de Renda, investidores optam por não fazer resgates e mantêm as aplicações onde estão Apesar de a taxa básica Selic estar em seu piso, a 8,75% anuais, os fundos DI atravessam seu melhor mês no ano. O máximo que os analistas esperavam é que os investidores mantivessem suas economias nessas aplicações -e não que aportassem novos recursos. O resultado do mês passado, quando houve saques líquidos de R$ 56 milhões nos fundos DI, parecia muito mais ajustado ao cenário atual. Neste mês, até o dia 17, a captação estava positiva em R$ 1,55 bilhão. E, de acordo com operadores de corretoras, no dia 18 esse saldo continuou crescendo, superando R$ 2 bilhões. "Para o brasileiro mudar de aplicação ou migrar para a poupança, como se temia, tem de haver diferenças mais gritantes entre as rentabilidades oferecidas. Com a diferença pequena que há hoje entre as aplicações, não é de surpreender que a principal opção tenha sido a de permanecer nos fundos e mesmo colocar mais recursos", diz Luiz Antonio Vaz das Neves, analista da KNA Consultores. O investidor mais informado também pode estar considerando a possibilidade de os juros começarem a subir gradativamente em 2010. O mercado futuro de juros projeta que a taxa Selic esteja em seu piso e que há grandes chances de ser elevada no próximo ano. Como a cobrança do IR que incide sobre os fundos varia de acordo com o tempo em que a pessoa mantém a aplicação, muita gente deve ter preferido deixar suas economias paradas para pagar menos imposto no futuro. Quem resgata aplicações em fundos em até seis meses paga a alíquota máxima do IR, que é de 22,5%; já quem conserva os investimentos por mais de dois anos paga 15% de imposto. "O governo saiu com aquele projeto estranho de taxar a poupança antes mesmo de haver migração de recursos e deve ter achado bom não ter sido obrigado a colocá-lo em prática. Como não vejo nenhuma alteração radical no mercado nos próximos meses, é provável que acabe não havendo mudança nas regras da poupança", afirma Carlos Daniel Coradi, da consultoria EFC.
Equilibrar disputa O projeto anunciado pelo governo era passar a cobrar Imposto de Renda, a partir de 2010, das cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil. Dessa forma, tentaria equilibrar a disputa, favorecendo os fundos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h54
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Do chique ao cafona, Feira de Santana tem 56 bordéis Alcoice, bordel, prostíbulo, lupanar, castelo, curro, casa de tolerância, da luz vermelha ou de massagem, serralho, zona, inferninho, baixo meretrício, covil, pinga-plus, harém. Ou simplesmente brega. Em Feira de Santana, o nome é o que menos importa. Já a quantidade e variedade impressionam. Do chique ao cafona, são 56 deles. Devidamente catalogados e espalhados pela cidade onde de tudo há.  M., 21 anos, numa das salas vips do Mariscão: 'Gosto de andar pelos bregas da vida'
O CORREIO mapeou recantos no qual o prazer pode custar de R$ 30 a R$ 300, em um mercado totalmente absorvido pelas entranhas do mais pulsante município do interior baiano. Afrouxem os cintos e relaxem. Negócio de família Em 1999, o empresário Flávio Sacramento, 30, herdou um negócio bastante diferente dos bens geralmente deixados em testamento. Pelo nome desenhado em néon vermelho na fachada interna da casa de número 819, na Rua Doutor Elpídio Nova, O Mariscão aparenta ser mais um desses restaurantes especializados em frutos do mar e comida típica baiana. Mas, ao atravessar a entrada, vê-se que há outros tipos de frutas à venda. São o suprassumo, o baby beef de um empreendimento que tornou Sacramento o dono da principal “cafetania hereditária” de Feira. A história que transformou O Mariscão em um dos mais frequentados bordéis de Feira de Santana começa em 1971. A ideia original da comerciante Darcy Sacramento Tavares era montar um restaurante para a elite da cidade. Daí o nome pouco usual para estabelecimentos do ramo. Mas a nata feirense estava interessada em prazeres bem distantes da gastronomia baseada no binômio dendê-leite de coco. “Foi quando amigos da minha mãe, a maioria políticos eempresários, sugeriram que ela criasse um ‘ponto de encontro’”, conta Sacramento.  Elenco se prepara para mais uma noitada no salão de uma das mais conhecidas casas de Feira de Santana
A sugestão foi concretizada e, durante quase três décadas à frente do negócio, Darcy imprimiu o que viria a ser a marca registrada da casa: ambiente requintado, qualidade no serviço e, óbvio, mulheres novas, bonitas e chegadas à ação de alcova. Depois da morte da mãe, Flávio assumiu o comando definitivo do bordel, mas assimilou os ensinamentos da fundadora. “Mantive o mesmo padrão de antes. Não gostamos de vulgaridade. As meninas têm que se vestir de maneira sensual, mas sem apelação. Também têm que saber bater um bom papo com o cliente”, diz. Elenco O vaivém de carros trazendo ou levando mulheres é a única pista do tipo de serviço oferecido naquela casa de fachada em cor salmão. Fora isso, o cliente de primeira viagem confundiria o lugar com uma das residências espalhadas nos arredores do Shopping Boulervard, o maior da cidade. Logo após a entrada, a temperatura vai subindo. Na área externa, parte das 25 profissionais bem esculpidas que compõem o elenco do Mariscão engata conversas e amassos pra lá de animados com frequentadores cheios de disposição. O clima esquenta ainda mais no salão principal, onde a coreografia do acasalamento encenada pelas garotas de programa serve como vitrine viva para contatos comerciais. Nem Wando nem Odair José, clássicos dos antigos cabarés constam na lista da jukebox do Mariscão. “Prefiro Britney Spears e Shakira para dançar”, diz M., morena alta, de corpo esguio e curvilíneo. Aos 21, é uma das novatas da casa. Como quase todas as suas colegas, veio de fora para ganhar dinheiro no movimentado mercado do sexo de Feira. Bem-humorada, conta que gosta mesmo é de rodar “pelos bregas da vida”. Tem prazer e rentabilidade? “Lógico. Se não, cairia fora”. A mesma desenvoltura tem S., loiraça belzebu, que veio de Petrolina (PE) para mostrar em Feira sua arte em unir o côncavo e o convexo. Para saber qual nível de testosterona pode-se atingir em uma noitada com a Regininha Poltergeist do agreste, é preciso pagar a taxa da casa - R$50 -, mais o programa. “Dos gentis e bonitos, cobro R$100”. A noite? “Não. A hora”. Preços Para Sacramento, é nos valores cobrados que ele consegue selecionar a clientela. “Há garotas que são universitárias, custam o que valem e não são para qualquer um. Veja aquela ali”, mostra, apontando para uma de suas “estrelas”, morena de cabelos lisos, 20 anos aparentes, rosto e corpo de fazer inveja a muita patricinha. “Viu só? Fatura até R$ 6 mil em 15 dias”, orgulha-se. Para beber, também é preciso ter mãos abertas e cheias. A cerveja Long Neck custa R$ 6. A dose de Martini, número um na preferência das garotas, R$ 10. Para acelerar os motores em uma das três bem decoradas salas vips, R$ 50. “Mas é no bom nível que nos diferenciamos da concorrência”, garante. Sacramento se refere àcasa de Alaíde, no Santo Antônio dos Prazeres, e à Chácara Do Valle, em Santa Bárbara II, ambas visitadas pelo CORREIO. Em comum, apenas o cardápio feminino variado e a certeza de que, diferente de muitos estabelecimentos de Salvador, não vão aderir à moda do night club e suas strippers. Preferem representar a versão modernizada dos autênticos bregas. Beco da Energia resiste ao tempo e à decadência Há quem torça o nariz para o lugar. Mas existe também quem o considere um bem tombado pelo patrimônio do sexo pago de Feira de Santana. Gosto à parte, o Beco da Energia se mantém há mais de 60 anos como o cadinho de salvação para clientes sem grana suficiente para os bordéis de primeira linha da cidade.  Profissional do Beco bebe uma cerveja à espera de clientes na porta da casa de Clélia, um dos sete bregas do lugar
Encravado no centro de Feira, entre as ruas Marechal Deodoro e Conselheiro Franco, o lugar é uma versão ainda de pé da Ladeira da Montanha de Salvador, apesar do perfume de decadência exalado das sete casas que compõem o mix da libertinagem no Beco da Energia. As casas não têm nome específico. Levam a marca das donas. Na de Clélia - ou da “Créa”, como dizem alguns -, o CORREIO encontrou P., 32 anos, metade deles no trabalho de corpo a corpo com a clientela, cada vez mais escassa. Suas curvas já se foram, alimentadas pelos litros de cerveja e noites perdidas que embalam o serviço. “Mas muita gente ainda vai aqui, papai”, gargalha, enquanto corre as mãos pelo dorso abaulado. A filha de Clélia,Tatiane Sacramento, 41 anos, herdou da mãe o talento para ser dona de brega. Mas foi além: virou a principal ativista pelos direitos das prostitutas de Feira. Ao entrar em sua casa, dois homens de meia-idade, chapéus pretos na cabeça, conversam com garotas e bebericam cerveja. Na sala, a parede repleta de fotos mostra Tati grudada a dezenas de celebridades, de Dan Stulbach a Henry Castelli, de Jacaré a Tony Ramos. Enquanto os casais acertam o preço - ouve-se R$30, misturado ao Odair José que pipoca da radiola -, Tati mostra as diferenças entre o beco e os lupanares de Santo Antônio dos Prazeres, bairro de nome apropriado para o tipo de negócio. “Aqui, as meninas são livres. Não são obrigadas a morar e a ficar empenhadas por causa de roupa e comida. Ou empurradas para beber. Sem falar que ainda temos a magia dos antigos bregas”. Há, nas “garotas da Energia”, a curiosidade sobre como anda o mercado das “primas- ricas”. “A cerveja em Alaíde é quanto? Aqui é só R$ 4. Elas são mesmo bonitas?”, pergunta C., 26. Já é noite e cai o movimento no Beco.“Depois, vou para a Praça da Matriz, ver se rola serviço”, diz L., 29, sobre outro ponto de prostituição do centro. Sob os olhares de desaprovação do conservador bispo dom Itamar Vian. Mas, quem sabe, com a bênção de Nossa Senhora Santana. Tati, a defensora da categoria Se alguém levanta a mão contra uma prostituta de Feira, ela corre atrás. Se a garota está mantida à força em alguma casa, vai ter que encará-la. Foi no combate aos abusos da cafetinagem que Tati virou porta-bandeira da classe. Fundadora e presidente da Associação das Profissionais do Sexo de Feira de Santana (Aprofs) - entidade com 700 filiadas -, ela sabe onde está cada um dos 56 prostíbulos da cidade.  Tati, a defensora da categoria
Mesmo com a cara feia dos donos, entra nos bordéis para falar sobre direitos e prevenção contra Aids. Tem apoio de advogados e políticos e movimentos sociais. E fala com a propriedade de quem entrou no ramo aos 15. “Foi por curiosidade, apenas isso”. Sente vergonha em ser fotografada? “Meu bem, tem maior sujeira do que circular nesse Beco?” As meninas do La Toya “O programa é R$ 65, com o quarto”, avisa o balconista do La Toya, inferninho que funciona há sete anos na Praça da Matriz. Na frente, aparenta ser mais um boteco do centro de Feira. Nos fundos, o couro come, o bicho pega, a gata mia, como diz a pernambucana T., 36, uma das 20 “meninas” que fazem ponto no lugar de dia, e na pista da Matriz, à noite.  T., 36 anos, já fez 20 programas em um só dia
“Já passei por tudo aqui. Apanhei de um cara que saiu no Linha direta (antigo policialesco da Globo), mas também ‘casei’ nesse brega”. Para ela, o La Toya é “o lugar”. Uma vez, conta, fez 20 programas em um só dia. “Ficou uma fila na porta do quarto. Embolou. Entrava de dois em dois. Mas dei conta', revela. (Notícia publicada na edição impressa do dia 21/08/2009 do CORREIO)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h58
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Anvisa determina normas de funcionamento para as farmácias A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje uma resolução contendo novas regras de funcionamento para as farmácias. Segundo o documento, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance dos clientes, incluindo os produtos isentos de prescrição médica (que podem ser comprados sem apresentação da receita do médico).
A resolução também define quais alimentos poderão ser vendidos nas farmácias, quais serviços poderão ser prestados e orienta sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet).
"O estabelecimento farmacêutico no país tem um desvio sério" afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello. "Já encontrei, no Rio Grande do Norte uma farmácia que vendia bebida alcoólica."
Os únicos medicamentos que poderão ser comprados diretamente pelos consumidores nas prateleiras são os fitoterápicos, preparações de uso dermatológico e medicamentos oficinais (como água boricada, glicerina, hidróxido de magnésio). O uso de medicamentos isentos de prescrição tem aumentado o número de intoxicações, além de mascarar doenças graves, de acordo com Raposo.
Em 2007, 30% das intoxicações no país foram causadas por medicamentos . Na cidade de São Paulo, no mesmo ano, de 600 casos de intoxicação por medicamentos, 150 foram causadas por remédios isentos de prescrição, segundo a Anvisa.
A venda de alimentos nas farmácias "banaliza o ambiente da farmácia atraindo o paciente para dentro dela", disse Raposo. "Ao entrar na farmácia (para comprar alimentos), muitas vezes, o consumidor é seduzido para levar um medicamento, uma vitamina", afirmou.
Ainda segundo a resolução, será permitida a venda de alimentos para fins especiais (para dietas com restrições de sódio ou de nutrientes, por exemplo), alimentos para grupos populacionais específicos (como idosos e gestantes), suplementos vitamínicos e/ ou minerais, mel, própolis, geléia real e alguns tipos de alimentos comercializados sob a forma de tabletes, saches ou similares.
Entre os serviços que poderão ser prestados pelas farmácias, o farmacêutico poderá monitorar a pressão arterial e a temperatura corporal, administrar medicamentos injetáveis e inalatórios e realizar o atendimento domiciliar. As farmácias poderão oferecer o serviço de perfuração de orelha, desde que realizado em condições adequadas. Para oferecer medicamentos por meio remoto (telefone e internet), elas devem existir fisicamente e estar abertas ao público.
De acordo com o texto, continua permitida a venda de plantas medicinais, drogas vegetais, essências florais empregadas em floralterapia, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico, mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, lixas de unha, cortadores de unhas e similares.
A resolução prevê 180 dias (a partir de hoje) para as farmácias se adequarem às normas. As multas para quem descumpri-las variam entre R$ 2 mil até R$ 1,5 milhão.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h57
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Afinal, vale a pena investir em fundos? Por Cláudio Gradilone Nada como uma boa polêmica para melhorar o dia do blogueiro. Foi o caso do post referente aos fundos multimercados. Afinal, vale a pena investir em fundos, ou não? A rigor, fundos não são o melhor negócio. Eles rendem menos pelo simples motivo de cobrarem taxas de administração e, eventualmente, de performance. Como esse dinheiro sai do bolso do investidor, os fundos são, automaticamente, menos rentáveis do que investir dinheiro diretamente. Vale a pena? Uma velha piada das faculdades de economia americanas diz que um economista não é competente se corta a própria grama. Jardineiros tendem a ganhar menos que economistas (exceto o que podou as azaléias daqui de casa, claro). Por isso, é mais negócio trabalhar uma hora como economista e pagar uma fração do valor ganho pela hora de trabalho do jardineiro. Se o economista está cortando a própria grama, ou ele ganha muito pouco (o que é mau) ou ele não sabe fazer essa conta (o que é pior ainda). No caso dos fundos é a mesma coisa. Investir em um fundo é como optar por contratar um jardineiro em vez de cortar a própria grama. Vale a pena se você não tiver tempo ou não se sentir confortável em administrar o próprio dinheiro em aplicações mais sofisticadas. No caso das aplicações mais simples, como os fundos DI e de renda fixa, eles perdem cada vez mais competitividade em relação a aplicações alternativas como cadernetas de poupança ou Certificados de Depósito Bancário. Não por acaso, a migração de recursos dos fundos para a poupança tem sido intensa.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h56
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ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE Comprovante de quitação acaba com pilha de recibos Conta de água de maio de 2004. Fatura do cartão de crédito de setembro de 2006. Recibo da mensalidade do condomínio de janeiro de 2008. A partir do próximo ano, guardar em casa estes papéis se tornará desnecessário. A Lei 12.007, sancionada no início deste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê a obrigatoriedade de empresas públicas e prestadoras de serviços privadas de enviar para o consumidor um comprovante anual de pagamento. Com a mudança, em vez de guardar todos os recibos mensais, o consumidor poderá arquivar somente um documento que constata a quitação com a empresa durante determinado ano. O prazo para guardar o comprovante anual é o mesmo que era para os recibos: cinco anos. A diferença é que em vez ter de guardar 60 recibos de cada prestadora, referente ao pagamento dos últimos cinco anos, bastarão cinco comprovantes anuais: um para cada ano. A lei vale para contas de empresas públicas e privadas como água, luz, telefone, cartão de crédito, escola, condomínio, TV a cabo, dentre outras. Quem tem o costume de guardar esta pilha de documentos em casa, comemora a decisão: “É um transtorno ter de guardar todas estas contas. Às vezes guardo até por mais de cinco anos, para garantir que não vou ter problemas. Mas, com tanto papel, não tem arquivo que aguente”, comenta a funcionária pública Rosa Martins. Já a assistente administrativa Maísa Amorim acredita que a medida trará mais facilidade no controle das contas e ressalta o ganho ecológico. “Além disso, também é um ato de responsabilidade socioambiental. Guardar os boletos faz a gente acumular papel em casa, que poderiam ser reaproveitados”. Legislação – O Código de Defesa do Consumidor estabelece um prazo de cinco anos para que uma conta prescreva, ou seja, ela perca o valor de cobrança. “Durante este período, o consumidor pode ser cobrado diretamente numa dívida e inclusive ter o nome incluído no cadastro de serviços de proteção ao crédito. Daí a importância de se guardar o comprovante anual de pagamento por cinco anos”, explica o advogado Jaime Caramelo, membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil. O assessor jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Diegues, reconhece o avanço, mas ressalta que a medida poderia ter sido adotada pelas empresas anteriormente, sem a necessidade de uma lei específica sobre o assunto. “O comprovante anual é importante para o consumidor, mas também para a empresa, que deixa de ter 12 registros de quitação e os unifica em um só”. Segundo Diegues, esta centralização diminui os riscos de cobranças indevidas aos clientes. O advogado Jaime Caramelo tem uma visão semelhante. E ressalta que a nova lei não representa nenhum direito que o consumidor já não tivesse. As companhias privadas e prestadoras de serviço têm até maio do ano que vem para se adequar à nova lei. O envio do comprovante anual não representará um aumento de custos de postagem para esta companhia, já que o documento poderá ser enviado ao cliente junto com o boleto do mês. Prestadora de serviços de energia elétrica na Bahia, a Coelba considera uma lei saudável do ponto de vista empresarial. “A empresa vai estar mais organizada em relação ao cliente”, garante o gerente de gestão comercial da Coelba, Luiz Henrique da Ribeiro. Ele ressalta que há pelo menos cinco anos, a empresa já dispõe de um certificado semelhante. “A diferença é que hoje este documento só é gerado se o cliente solicitar. Mas vamos nos adequar à nova lei”, diz Ribeiro. A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) entende a medida como positiva e diz que até o final do ano cerca de 2,6 milhões de imóveis baianos vão receber a “Declaração Anual de Pagamento de Contas”. Projeto – Outro projeto de lei sobre o tema já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados e está sob avaliação do Senado. De autoria do deputado Walter Pinheiro (PT-BA), atualmente licenciado, e que tem como relator do projeto o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), a proposta diminui de cinco para dois anos o prazo de validade da cobrança de contas das prestadoras de serviços essenciais, como água, luz, telefone, esgoto, gás. Prazo para guardar cada documento Fatura - Os comprovantes anuais de pagamento de água, energia elétrica e telefone, além de condomínio, plano de saúde, dentre outros, devem ser guardados por pelo menos cinco anos. Tributo - Os recibos e comprovantes de pagamento de tributos como IPTU, IPVA, Declaração de Imposto de Renda, dentre outros, também devem ser mantidos por um período de cinco anos. Aluguel - Para se resguardar de possíveis pendências no futuro, o inquilino de imóvel alugado deverá guardar os comprovantes de pagamento das mensalidades por pelo menos três anos. Consórcio - Os recibos de pagamento de consórcio também devem ser guardados até que a administradora oficialize a quitação da carta de crédito e o bem seja liberado para o consumidor. Previdência - O carnê do INSS para profissionais autônomos deve ser guardado até o pedido de aposentadoria. Para garantir direitos trabalhistas, os trabalhadores devem guardar o contracheque. Nota fiscal - Como possíveis problemas de fabricação podem ser detectados, a nota fiscal de produtos duráveis como eletrodomésticos, eletrônicos, automóveis, deve ser guardada por toda a vida útil do produto.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h55
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AVATAR Veja o trailer de Avatar, de James Cameron James Cameron, diretor de Exterminador do Futuro 2, Aliens, Segredo do Abismo e Titanic, está de volta em Avatar. Veja o trailer (quicktime) do filme AQUI.
Avatar foi filmado em 3D e é uma animação hiperrealista gerada por computador com ajuda da tecnologia de captura de movimentos. Esse é um projeto que Cameron começou a desenvolver em 2005 (embora as primeiras versões do roteiro sejam de 1995), paralelamente a Battle Angel (que se baseia na série Battle Angel Alita).
No elenco, Sam Worthington (Jake Sully), Zoe Saldana (Neytiri), Sigourney Weaver (Dr. Grace Augustine), Michelle Rodriguez (Trudy Chacon), Giovanni Ribisi (Parker Selfridge), Joel David Moore (Norm Spellman), CCH Pounder (Moha), Stephen Lang (Coronel Quaritch, Dileep Rao (Dr. Max Patel) e Matt Gerald (Lyle Wainfleet).
Jake Sully, o personagem principal, é um ex-marine paraplégico que recebe uma segunda chance: é escolhido para participar do programa Avatar, que lhe dará um corpo saudável. A história ocorre em Pandora, uma lua florestal extraterrena cheia de criaturas alienígenas, incluindo a raça humanoide dos Na'vi.
O enredo faz paralelos com o extermínio das populações indígenas, diante do avanço dos colonizadores brancos.
Avatar tem um orçamento estimado em 200 milhões de dólares e fará sua estreia nos Estados Unidos no dia 18 de dezembro deste ano.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h43
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Idade é o único fator para decidir onde investir seu dinheiro?Quem já se dedicou a ler algum manual de finanças pessoais já ouviu que a idade certa para correr mais riscos é quando se é jovem. Certamente a juventude é um aliado de quem quer se arriscar, pois se a pessoa tomar um tombo na Bolsa e perder o dinheiro, ainda terá tempo para juntar novamente outro capital. Mas será que essa premissa é sempre verdadeira? A resposta é não.
Basear-se unicamente no fator idade para escolher onde investir não é a maneira correta de aplicar seu dinheiro, alertam dois especialistas ouvidos nesta reportagem: Luiz Gustavo Medina, da M2 Investimentos, e o professor de Finanças das faculdades FGV e PUC Fábio Gallo.
Dois fatores Para Gallo, quando as pessoas tomam suas decisões de investimento baseadas na própria idade, elas estão levando em conta apenas um dos fatores importantes a se considerar: o tempo que se tem para investir. Mas se esquecem do outro fator fundamental de decisão: qual é a importância que aquele dinheiro tem para o investidor.
Para deixar bem claro. Se uma pessoa está juntando dinheiro para se casar ou comprar um apartamento, não importa se ela tem 20, 30 ou 40 anos, ela simplesmente não pode correr nenhum risco com esse dinheiro. O fator idade é irrelevante, porque não é possível arriscar.
Jovem x idoso "É equivocado pensar que um jovem pode arriscar muito na Bolsa e alguém na terceira idade não deve comprar ações", diz Medina. "Se o jovem só tem R$ 10 mil e é sua única poupança para fazer a faculdade, ele não pode arriscar. Se um homem de 60 anos tem R$ 5 milhões na conta, ele pode investir R$ 1 milhão em ações", exemplifica o consultor.
Outro exemplo. Se uma pessoa ganha R$ 500 e gasta R$ 450, ela não pode correr risco com os R$ 50 que tem para aplicar, pois não há sobra suficiente para que ela se recupere de um revés financeiro que ocorra num mês. Agora se uma pessoa ganha R$ 20 mil e gasta R$ 2.000, não tem sentido ela guardar os R$ 18 mil na poupança, afirma Medina. Isso também independe da idade.
Outro furo na teoria da idade, explica o professor Fábio Gallo, é que, na vida real, o que mais acontece é que as pessoas mais jovens, que em tese teriam mais potencial para arriscar seu patrimônio por conta do tempo disponível para se recuperar de revezes, não costumam dispor, em sua maioria, de um capital que permita arriscar.
Já os mais velhos tiveram tempo de construir sua poupança e podem diversificar por conta do tamanho do bolo. Para decidir onde investir, a pessoa tem que avaliar o tempo, a importância do dinheiro, seu objetivo, seu apetite para o risco. "Tudo isso deve ser levado em conta", diz.
Levando em conta esses parâmetros de tempo e objetivo do investimento, pedimos aos especialistas para sugerirem algumas composições de carteira.
Pouco risco O tempo para investir é curto; a importância do dinheiro é fundamental. Exemplo: única reserva para comprar apartamento, para fazer faculdade, para sobreviver ao desemprego.
Sugestão de Luiz Gustavo Medina: Aplicar 80% em renda fixa: fundos DI, renda fixa, CDBs e 20% em fundos multimercados.
Sugestão de Fábio Gallo: Aplicar 100% em renda fixa: poupança, CDB, fundos DI, fundos de renda fixa
Alto risco O prazo para investir é grande; o dinheiro a ser aplicado tem pouca ou nenhuma importância para a sobrevivência do investidor.
Sugestão de Luiz Gustavo Medina 30% em renda fixa 50% em fundos multimercados 20% em ações
Sugestão de Fábio Gallo 20% em renda fixa 40% em aplicações de médio risco (multimercados, imóveis) 40% em alto risco (ações, derivativos)
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h42
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Prevenção de Cálculo Renal A eliminação de cálculos pelas vias urinárias provoca uma das dores mais intensas que o corpo humano pode suportar. Embora em alguns casos as dores fiquem limitadas a uma sensação desagradável de pressão que se irradia da região lombar para as partes inferiores do abdome, muitos chegam a vomitar e a rolar no chão de tanta dor. O quadro é freqüente: cerca de 10% das pessoas terão uma ou mais crises em suas vidas. Quem já teve e eliminou uma pedra, tem 50% de possibilidade de apresentar novo episódio nos cinco a sete anos seguintes. Os cálculos eliminados pelas vias urinárias podem ser microscópicos ou tão grandes que precisam ser retirados cirurgicamente. Os livros de medicina costumam trazer fotos de pedras com cores e formas variadas, que podem atingir o tamanho de um abacate. Mais de 200 componentes foram descritos em cálculos renais, mas a maioria deles é constituída por oxalato de cálcio. A maior parte dos portadores da doença apresenta absorção exagerada de cálcio através do intestino e, como conseqüência, excreção urinária mais elevada. As cirurgias para a retirada de cálculos, populares no passado, são hoje pouco indicadas. Aparelhos endoscópicos podem atingir pedras localizadas mesmo nas partes mais altas do trato urinário, e retirá-las ou destruí-las com laser. A litotripsia, método não invasivo que permite fragmentar cálculos por meio do ultra-som, fez reduzir as indicações cirúrgicas. A prevenção é crucial no caso dos cálculos renais, porque em sua formação eles precisam de tempo para acumular-se e de um local propício do trato urinário. Para evitar esse acúmulo, recomendam-se medidas que aumentem o fluxo urinário: tomar muito líquido, evitar infecções e esvaziar a bexiga antes de senti-la cheia. Uma vez que a formação de cálculos está relacionada com a absorção de cálcio, a modificação de hábitos alimentares é um procedimento atraente na prevenção. Uma dieta pobre em cálcio pode parecer lógica, mas como esse elemento é fundamental para a formação do esqueleto, ela está associada à diminuição da densidade óssea e à osteoporose. Estudos sugerem que dietas com conteúdo normal de cálcio, mas pobres em proteína animal e em sal, podem ser úteis na prevenção de cálculos. Até hoje, no entanto, não havia sido publicado um único ensaio que as comparasse com as dietas pobres em cálcio. Esse estudo acaba de ser realizado por um grupo da Universidade de Parma, na Itália. Foram separados 120 homens com história de mais de um episódio de eliminação de cálculos de oxalato de cálcio e que apresentavam aumento da excreção urinária de cálcio (hipercalciúria). Metade deles foi colocada numa dieta com conteúdo normal ou até mais elevado de cálcio e pobre em proteína animal (carne vermelha, frango, peixe e ovos). A outra metade foi aconselhada a evitar leite, iogurte e queijos para reduzir drasticamente a quantidade de cálcio ingerida. Ambos os grupos receberam a recomendação de ingerir 2 litros de água por dia no inverno e 3 litros no verão. Foi permitida a ingestão de vinho, cerveja, café e refrigerantes em quantidades moderadas. O grupo foi acompanhado durante cinco anos. Dos 60 homens que receberam dietas pobres em proteína e sal, mas ricas em cálcio, 12 apresentaram novos episódios de calculose. Dos outros 60, que ingeriram dieta pobre em cálcio (e com conteúdo normal de proteína e sal), 23 tiveram recidiva do quadro - quase o dobro de risco. Os níveis urinários de cálcio nas duas dietas caíram significativamente, mas a excreção de oxalato de cálcio na urina (o principal componente dos cálculos) aumentou no grupo que ingeriu pouco cálcio e foi reduzida no grupo mantido com dieta de conteúdo normal de cálcio e pobre em proteína e sal. Essa diferença pode ser explicada pelo aumento da absorção intestinal de oxalato de cálcio provocada pelos baixos níveis de cálcio ingerido. Já nas dietas com conteúdo normal de cálcio, esse elemento está mais disponível para formar complexos com oxalato na luz intestinal, dificultando sua absorção. Discutindo esse estudo em editorial publicado na revista The New England Journal of Medicine, David Bushinsky, da Universidade de Rochester, escreve: “Hoje podemos afirmar que uma dieta contendo quantidades adequadas de cálcio (1.200mg por dia) em conjunto com a diminuição da quantidade de proteína animal e de sal é superior às dietas pobres em cálcio na prevenção da formação de cálculos de oxalato de cálcio”. E enfatiza: “Os médicos não devem mais prescrever dietas pobres em cálcio para prevenir recorrências de calculose”.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h41
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MUDANÇA CONCLUÍDA Sky ok. Telefone ok. Internet ok. Agora só falta terminar de arrumar os gibis no armário...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 12h30
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