STIFFLER'S MOTHER Você já deve saber o que é MILF. Não? É como são chamadas nos Estados Unidos as mulheres maduras, que não deixaram de ser gostosas. É uma sigla, que significa Mom I´d Like to Fuck (Mãe que eu gostaria de…). Uma matéria no site da Marie Claire americana conta que as MILFs têm sido o alvo preferido dos filmes e sites pornôs. Segundo a locadora Netflix, os filmes com as MILFs já estão em segundo lugar na procura, atrás apenas das relações interraciais. Já há uma série de produções especializadas: Mommy Thing 3, Mommy Thing 4, Cookies and Milf…e por aí vai. Ainda segundo a matéria, o YouPorn, o YouTube pornô, diz que as MILFs, esposas e mulheres maduras em geral estão no TOP 10 dos videos. Demi Delia, 41, estrela deste tipo de filme, diz que recebe centenas de cartas de rapazes de vinte anos. O diretor de um desses milf-pornô-movies diz que a mocinha safada a la Paris Hilton é um estilo saturado e que a indústria pornográfica segue a tendência hollywoodiana. “Demi Moore está melhor aos 40 do que aos 25. E existe a ideia crescente de que mulheres mais velhas sabem melhor o que fazer na cama”, afirma. Verdade ou jogada de marketing?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h19
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No Brasil a caderneta de poupança é a mais tradicional forma utilizada por pessoas físicas para “investir” pequenas economias.
Seu sucesso deve-se à sua simplicidade, facilidade de uso, liberdade de movimentação e pelo grande interesse que as instituições financeiras tem sobre ela, principalmente em virtude do baixo custo de captação de recursos destinados ao financiamento de atividades mais lucrativas. Principais vantagens Isenção de imposto de renda; Isenção de imposto sobre operações financeiras – IOF; Inexistência de limites de valores para depósitos e retiradas; Isenção de IPMF (Imposto sobre Movimentação Financeira). Caso o poupador retire dinheiro da conta corrente para depósito em caderneta de poupança ou faça uma transferência direta da conta corrente para a poupança haverá a incidência do IPMF sobre o valor deduzido da conta corrente. Alguns bancos devolvem o IPMF cobrado sobre transferências para poupança desde que o valor permaneça na caderneta de poupança por um determinado período; O saldo da caderneta de poupança é garantido pelo governo federal até o limite de R$ 20.000,00. Caso a instituição financeira responsável pela caderneta de poupança seja liquidada, o governo garante a devolução do saldo ao poupador.
Rendimentos Os rendimentos da caderneta de poupança são calculados mensalmente sobre o menor saldo existente nos últimos 30 dias. Por exemplo: uma poupança que tenha um saldo inicial de R$ 1.000,00 e sofra uma retirada posterior de R$ 200,00 e logo em seguida um depósito de R$ 500,00 terá os rendimentos no mês calculados sobre o menor saldo apresentado no mês R$ 800,00 (R$ 1.000,00 menos R$ 200,00) e não sobre o saldo final de R$ 1.300,00. Os rendimentos mensais são constituídos pela soma do resultado da aplicação da TR mais 0,5% (meio por cento) sobre o menor saldo do mês. Dando continuidade ao exemplo acima vamos supor uma TR de 0,2% no mês. Então o rendimento do mês seria de R$ 5,60, ou seja a aplicação da taxa de 0,7% (0,5% + 0,2%) sobre o menor saldo do mês: R$ 800,00. Cada caderneta de poupança tem um dia de aniversário, geralmente o dia em que a mesma foi aberta. Em todos os meses, nesse mesmo dia são creditados os rendimentos. Só não são estabelecidos aniversários para os dias 29, 30 e 31. Cadernetas de poupança abertas nesses dias têm como aniversário o primeiro dia do mês. Restrições da caderneta de poupança Aceita somente depósito em dinheiro, nem mesmo cheque da própria pessoa é aceito; Caderneta de poupança sem movimentação a mais de seis meses e cujo saldo seja inferior a R$ 20,00 pode passar à situação de inativa; As cadernetas de poupança inativas podem sofrer uma taxação de 20% sobre o valor limite de R$ 20,00, ou seja de R$ 4,00 por mês à título de manutenção da conta. Quando o saldo atingir um limite inferior a R$ 4,00 a conta pode ser encerrada pela instituição financeira.
Além da caderneta de poupança tradicional, conforme acima descrito, existem outras duas variações: caderneta de poupança rural e poupança vinculada. A caderneta de poupança rural só existe no Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste e sua captação se destina ao crédito rural, inclusive para projetos agroindustriais. Essas instituições podem destinar até 40% das captações deste tipo de poupança ao crédito rural. A restrição mais significativa é que para ter direito aos rendimentos normais da caderneta de poupança um depósito não pode ser resgatado antes de 180 dias. A poupança vinculada se destina ao pagamento da parte não financiável de uma solicitação de crédito junto ao sistema financeiro da habitação para aquisição, reforma, ampliação ou construção de imóvel residencial. O valor depositado somente poderá ser retirado pela instituição financeira para pagamento ao credor ou pelo depositante caso o negócio não se realize. |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h17
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Nossa avaliação | A caderneta de poupança não deve ser vista como uma forma de investimento, mas sim como poupança. Ela é a única opção existente para quem faz pequenas economias. Não existe qualquer tipo de investimento que aceite ou que seja viável a aplicação de valores pequenos de até R$ 100,00. O recomendável para quem consegue poupar pequenos valores é ir juntando esses valores em uma caderneta de poupança até que acumule um montante razoável para, então investi-lo de outra forma. O procedimento mais natural seria investir em um fundo de renda fixa que é mais rentável que a poupança e aceita valores ligeiramente superiores ao limite acima sugerido. O que não se deve fazer é deixar o dinheiro embaixo do colchão ou numa conta corrente. A poupança pode no momento não apresentar um bom rendimento, mas pelo menos protege o capital de ser corroído pela inflação. Se fosse real a crença popular de que a caderneta de poupança é corrigida monetariamente e ainda obtém um rendimento de mais 0,5% ao mês, ela certamente seria considerada um bom investimento. Um rendimento dessa magnitude atualmente pode ser considerado satisfatório. Porém o que atrapalha é a correção pela TR. Geralmente a soma da TR mais 0,5% fica pouco acima e às vezes abaixo dos índices de inflação. Isso é que atribui à poupança a reputação de mal investimento. Veja o quadro comparativo abaixo. Ano | IGP-M (FGV) | INPC (IBGE) | IPC (FIPE) | IGP-DI (FGV) | IPCA (IBGE) | IND (Nereu) | Poupança TR + 0,5% | 2004 | 12,42 | 6,13 | 6,57 | 12,13 | 7,60 | 8,95 | 7,82 | 2005 | 1,20 | 5,05 | 4,53 | 1,23 | 5,69 | 3,54 | 8,84 | 2006> | 3,85 | 2,81 | 2,54 | 3,81 | 3,14 | 3,23 | 8,07 |
Apesar dessa situação pouco atraente ela poderá se inverter nos meses em que houver deflação ou a inflação estiver bem perto de zero. A obtenção de um rendimento líquido mensal em torno de 0,5% é bem interessante. Os rendimentos da caderneta de poupança são iguais em todas as instituições financeiras. Mas existem algumas que oferecem outras vantagens por conta própria visando a atração de clientes. Por isso pesquise antes de optar por uma instituição financeira, pois uma pequena vantagem pode representar uma grande diferença. Se você costuma fazer saques durante o mês convém manter várias cadernetas de poupança com dias de aniversário diferentes. Isso evita o saque em uma poupança cujo dia de aniversário esteja próximo e conseqüentemente a perda de rendimentos. Como já vimos anteriormente o rendimento é calculado sobre o menor saldo apresentado pela poupança durante o mês. Não manter um saldo superior a R$ 20.000,00 em poupança em uma instituição financeira. Se tiver mais do que isso distribua o valor em mais de uma instituição financeira. A abertura e manutenção de poupança nada custa. Além disso, diversifica o dia de aniversário e fica dentro do limite de garantia dado pelo governo federal. |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h17
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Detento britânico fica bêbado com álcool gel para prevenção de gripe suína
Um detento de uma prisão de Dorset, na Grã-Bretanha, teria ficado embriagado depois de beber o álcool gel disponibilizado nos corredores da prisão para evitar o contágio pela gripe suína.
O gel foi colocado à disposição dos detentos na prisão The Verne, em Portland, na segunda-feira e, segundo a Associação Britânica de Carcereiros (POA, na sigla em inglês) o incidente com o detento intoxicado ocorreu horas depois.
"Fomos informados de um incidente horas depois da disponibilização do gel. Em uma das alas acredita-se que um detento estava usando (o gel) de forma imprópria", afirmou Andy Fear, da Associação de Carcereiros da prisão de The Verne.
"Quando você tem algo chamado álcool gel, pode ver que algo vai acontecer. Temíamos isto quando ficamos sabendo que seria oferecido aos detentos. Você não quer prisioneiros bêbados correndo pela prisão", acrescentou.
Prevenção
O Departamento de Prisões da Grã-Bretanha afirmou que os frascos com o álcool gel foram retirados como "uma medida preventiva" e já iniciou uma investigação.
"No dia 21 de setembro um prisioneiro na prisão The Verne mostrou sinais de intoxicação, cuja causa está sendo investigada", informou um porta-voz do departamento.
"Os frascos com gel bactericida foram removidos da prisão como medida preventiva", acrescentou.
Acredita-se que o gel tenha sido misturado com algum tipo de bebida antes de ser consumido.
Em março, o hospital britânico Royal Bournemouth afirmou que foi um dos muitos hospitais que retirou de sua recepção frascos com gel à base de álcool para a limpeza das mãos, para evitar que os visitantes bebessem o produto.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h38
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SEINFELD: 15 ANOS DEPOIS 
Os atores de "Seinfeld", uma das séries mais populares da história da TV americana, falaram à revista "Entertainment Weekly" sobre a reunião do grupo em outra série, "Segura a Onda" (no original, "Curb Your Enthusiasm"), escrita e protagonizada por Larry David. Cocriador de "Seinfeld", Larry David reuniu os atores Jerry Seinfeld, Julia Louis-Dreyfus, Jason Alexander e Michael Richards em cinco episódios da sétima temporada da série exibida pela HBO. "A ideia de trabalhar com Larry era irresistivelmente atraente para mim, e ["Segura a Onda"] é um tremendo programa", disse Jerry Seinfeld à publicação. "Havia uma pequena parte de mim que dizia 'você realmente quer se intrometer com isso?'". Jason Alaxander, que interpretou George Costanza nas nove temporadas de "Seinfeld", revelou temores em reviver o personagem. "Logo antes de nós filmarmos a cena, eu disse a Jerry e Julia, 'não sei se posso ser o George. Eu não faço isso há tempos'" lembrou. "E foi realmente estranho como aquilo aconteceu naturalmente". "Eu sempre estarei na pele do Kramer", disse Michael Richards, famoso pelo papel de Kramer, o vizinho de Seinfeld. "E, uma vez que eu estava na pele dele, postado logo atrás da porta do apartamento de Jerry, eu estava pronto." Já David, estrela do novo filme do diretor Woody Allen, "Tudo Pode Dar Certo", ainda inédito no Brasil, não se mostrou inclinado a repetir o encontro em um futuro breve. "Superou minhas expectativas [a reunião], então não há chance de revisitar isso agora."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h08
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Vem aí a cobrança sem papel O Débito Direto Autorizado vai substituir os boletos de papel por comandos eletrônicos. Opção estará disponível daqui a dois meses quando uma nova forma de pagar as contas de pessoas físicas e jurídicas estará disponível no mercado: o sistema da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) começará oficialmente a emitir Débito Direto Autorizado, ou simplesmente DDA. Esse está sendo considerado um primeiro passo no caminho para eliminar o boleto bancário da forma que se conhece hoje – e que, nos anos 90, representou a primeira “revolução” no sistema de pagamentos.
Apesar da proximidade do nome, o novo sistema não tem nada a ver com o serviço de débito automático de faturas. O DDA prevê que, em vez de receber as cobranças na porta de casa, o cliente bancário as tenha disponíveis no sistema eletrônico da CIP, diretamente vinculado ao seu CPF ou CNPJ, e poderá acessá-las pelos meios bancários normais – internet banking, auto-atendimento físico, telefone ou diretamente nas agências. Com isso, em três anos, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) espera automatizar e eliminar a geração em papel de até 50% das mensalidades de planos de saúde, prestações, faturas de cartão de crédito, financiamentos de casas e veículos, entre os vários outros tipos que fazem parte do sistema de pagamento cotidiano. Em 2008, essas cobranças geraram cerca de 2 bilhões de boletos de papel, número que pode ser traduzido em 1 bilhão de litros de água, 46 milhões de KW/hora e milhões de quilogramas de dióxido de carbono. Primeiro, as empresas Apesar de ter também as pessoas físicas como público-alvo, existe a avaliação de que, em curto prazo, o novo sistema vá beneficiar diretamente as empresas – até porque relação de serviços bancários entre pessoas jurídicas é muito grande em comparação à pessoa física. A diretora de Produtos Empresariais do Itaú Unibanco, Sandra Boteguim, diz que no primeiro momento o DDA será um produto voltado principalmente para grandes empresas pagadoras (consumidoras de serviço), mas também afeta diretamente a indústria e o comércio de modo geral pela afinidade que os setores de contabilidade já detêm com os sistemas bancários eletrônicos. “Estimamos que praticamente 9 em cada 10 empresas resolvem suas transações bancárias direto por meio eletrônico. Elas devem sentir primeiro a infinidade de vantagens do DDA. Nas apresentações que temos feito, quase todos os empresários aderem logo em seguida – o sistema não tem muito segredo, é apenas a evolução natural dos serviços bancários. O sistema financeiro ficará melhor em qualidade e em velocidade”, diz. Segundo Boteguim, que integra o comitê gestor de infraestrutura do sistema, hoje o fluxo de cobrança desde a emissão dos boletos pelo cedente até a chegada ao sacado dura de 5 a 8 dias, incluindo o período de postagem. A partir do DDA, esse ciclo comercial pode ser reduzido para dois dias. Para o DDA chegar à pessoa física, o professor de Gestão em Tecnologia da Informação da Veris IBTA, faculdade do Grupo Ibmec Educacional, Ricardo Castro diz que o gargalo é parecido com o que se tem hoje no acesso ao serviço bancário via celular (mobile banking). “Desde 2003 esse serviço está disponível, hoje há como operar na Bolsa de Valores de Nova Iorque diretamente do telefone. Mas na verdade poucas pessoas usam esse serviço, ao mesmo tempo que são poucos (e caros) os aparelhos que permitem a instalação de aplicativos para isso”, diz. Por isso, ele enxerga a tendência de que o novo sistema alcance primeiro as classes A e B, que têm mais acesso à tecnologia e maior educação para lidar com ela. Ele admite que é preciso um tempo para a adaptação, no entanto ressalta que a tal educação tecnológica está evoluindo bem na sociedade. “O próprio cartão de crédito sofreu preconceito durante muito tempo”, diz, lembrando que hoje o dinheiro de plástico já está mais concentrado nas mãos da classe C. Mesmo entre as pessoas mais maduras há quem já se desprendeu da necessidade de um boleto impresso no papel e das filas de banco. “Hoje a geração que está com 40 anos já têm desenvoltura para usar internet banking e aceitar as demais facilidades tecnológicas”, diz. Exceções Nem todos os tipos de boleto ganharão sua versão eletrônica nesta primeira etapa de implantação do DDA. As cobranças de concessionárias de serviços públicos e de tributos demandam uma integração de mais entidades no sistema. “Organizar informações de prefeituras e governos é complicado. Partimos do princípio de que ‘o bom é inimigo do ótimo’ para lançar o sistema sem as concessionárias e os tributos, porque senão corríamos o risco de inaugurá-lo só em 2012. No futuro, o leque pode ser ampliado”, diz a diretora do Itaú Unibanco, Sandra Boteguim. Também ficarão de fora neste momento os chamados documentos de “cobrança sem registro”, que no jargão bancário representa aqueles boletos feitos pela própria empresa, sem ser encaminhados aos bancos e distribuídos pelos correios. É o caso de escolas ou condomínios, por exemplo, que elaboram o próprio boleto e o distribuem diretamente ao condômino ou ao estudante. “Esses pequenos clientes devem demorar mais para perceber as funcionalidades e migrar para o DDA”, avalia.
Fonte: Gazeta do Povo
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h07
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Cobrança por lanches em voo revolta passageiros da Gol da Folha Online Passageiros do voo 1667 da Gol no trajeto Recife-São Paulo se revoltaram com a cobrança por lanches, no último fim de semana, e decidiram coletar assinaturas contra a medida da companhia, segundo informações do jornalista Vinícius Queiroz Galvão, em reportagem publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). De acordo com o texto, durante o protesto, o comandante mandou avisar, por meio de uma comissária, que pousaria o avião no primeiro aeroporto para expulsar a médica ginecologista Renê Patriota, que liderava o protesto, mas não o fez. Depois, a tripulação informou que a Polícia Federal a esperava em Cumbica.
Outra reclamação era a manipulação simultânea de dinheiro e de alimento e bebida por comissários. "Eles pegam em dinheiro, não lavam as mãos e servem comida. Nós também não temos como sair para ir ao lavabo antes de comer porque os carrinhos do serviço de bordo estão bloqueando a passagem", disse a passageira Lígia Mafra.
Em nota, a Gol diz que vai apurar o incidente e, se "confirmados erros de procedimento, tomará medidas corretivas para que não voltem a acontecer". Afirma ainda que "o serviço de venda a bordo foi adotado recentemente, após realização de estudos aprofundados e pesquisas com clientes" e que "a iniciativa é inédita no Brasil".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h06
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Novas regras para o petróleo são 'virada nacionalista' do Brasil do NYT
O novo marco regulatório para a exploração do petróleo no Brasil, anunciado na segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa "uma virada nacionalista" para o Brasil, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário americano "The New York Times".
"O governo brasileiro propôs mudanças às leis existentes na segunda-feira para dar o papel principal no desenvolvimento das reservas-chave de petróleo em águas profundas para a gigante estatal da energia, a Petrobras, em detrimento das rivais estrangeiras", observa o diário.
"O novo marco regulatório do país representa uma virada nacionalista para o Brasil", diz a reportagem, que comenta que os campos descobertos nos últimos dois anos podem transformar o Brasil em uma grande potência mundial de energia.
A reportagem comenta que as novas regras, que ainda dependem de aprovação do Congresso, "confinariam as empresas estrangeiras a papéis mais subservientes à Petrobras e a uma nova estatal do petróleo ainda a ser criada".
Divisão social Já o diário econômico americano "The Wall Street Journal" destaca que, para cumprir sua promessa de financiar o desenvolvimento do país com os recursos provenientes do petróleo, Lula "terá que ter sucesso onde gerações de governos latino-americanos, do México à Bolívia, falharam: transformar a riqueza de vastos recursos naturais no motor do desenvolvimento".
"O Brasil, com alguns dos maiores estoques do mundo de minério de ferro e prata, tem uma das maiores diferenças entre os ricos e os pobres", diz a reportagem.
O jornal comenta que para superar os desafios tecnológicos para explorar os novos campos, a quilômetros de profundidade sob uma camada de rocha e sal, o país precisará de ajuda, mas "poderá não atrair a colaboração de que necessita a menos que ofereça aos parceiros termos mais lucrativos".
A reportagem do "Wall Street Journal" observa ainda que as ações da Petrobras "caíram na segunda-feira, em parte por causa da preocupação de que o governo terá uma participação maior na companhia".
O jornal lembra ainda que "alguns observadores questionam a suposição básica de que a extração do petróleo é certa", já que a britânica BG Group e a americana Exxon anunciaram no mês passado não terem encontrado petróleo em suas áreas de concessão, apesar de a Petrobras ter dito que a maioria de suas perfurações de teste encontraram petróleo.
Eleições
O diário espanhol "El País" relata que o presidente Lula anunciou "um novo dia da independência" com as novas regras para a exploração do petróleo, "com o olhar voltado para as eleições presidenciais que acontecerão em outubro do ano que vem".
O jornal observa que o projeto anunciado pelo governo foi enviado em regime de urgência ao Congresso, que terá agora 90 dias para discuti-lo e votá-lo.
"A pressa para aprovar um novo marco regulatório tem uma leitura dupla: por um lado, Lula não quer deixar muita margem de manobra para que a oposição faça uma sangria num projeto que já vem sendo criticado por vários grupos políticos", diz o texto.
"Em segundo lugar, também não convém ao líder brasileiro que estas discussões acabem se misturando com a campanha eleitoral prevista para o próximo ano", afirma o jornal.
A reportagem observa que Lula terá o reconhecimento político de que o Brasil está se convertendo em uma potência petrolífera de primeira ordem, mas que não gostaria de enfrentar o desgaste político diante de um eventual enfrentamento com o Congresso em plena corrida presidencial.
"Para o presidente brasileiro, a prioridade é que sua candidata, a superministra Dilma Rousseff, ganhe as eleições de 2010 para o Partido dos Trabalhadores (PT)", diz o jornal.
Combate à pobreza O jornal britânico "The Guardian" relata em sua reportagem que Lula "prometeu injetar bilhões de petrodólares na guerra contra a pobreza após as maiores descobertas de petróleo da década".
"Ele afirmou que a nova legislação que está propondo permitirá que os lucros sejam usados para 'cuidar' da educação e da pobreza de uma vez por todas", diz a reportagem.
O "Guardian" comenta que a descoberta dos novos campos de petróleo a partir de novembro de 2007 levaram o Brasil a suspender os leilões de concessão de novos blocos para a exploração de petróleo "para dar ao governo uma parcela maior dos lucros".
"Lula deve criar um 'fundo social' com o objetivo de canalizar os lucros com o petróleo para iniciativas de redução da pobreza e poderia dar um controle maior dos campos de petróleo 'estratégicos' ao governo", diz a reportagem.
Segundo o jornal, "companhias estrangeiras de petróleo reagiram com nervosismo à especulação sobre a nova legislação, preocupadas de que terão um papel menor na futura exploração na região".
O diário econômico "Financial Times" observa que as incertezas sobre o novo regime, aliadas à queda no preço do petróleo, provocaram uma queda de mais de 8% nas ações da Petrobras na última semana.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h05
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AMANHÃ EU FAÇO  Adiar tarefas, planos e sonhos é muito mais comum do que se pensa. Mas pode ser muito mais custoso também. Quer saber por quê? Então não deixe para depois e leia esta reportagem agora!
Faz uns 40 minutos que eu liguei o computador e abri um novo documento no Word na tentativa de começar a escrever este texto. Mas, antes de sentar aqui, na minha mesa, enfrentar a temida página em branco e começar a digitar estas letras, fui à cozinha preparar um café para ficar mais concentrado. Aproveitei para roubar uma bolacha do pote de vidro de cima da pia e puxei um assunto qualquer com a Cris, a moça que trabalha em casa. Na volta para o meu quarto, já com a xícara de café na mão, passei pela sala e espiei as manchetes do jornal que estava em cima da mesa. Não hesitei: puxei a cadeira e fiquei ali, lendo as notícias do dia. Quando voltei ao computador, abri logo meu correio eletrônico, dei um “enviar e receber” nos meus e-mails e acabei me distraindo ao responder às mensagens que chegaram. Depois que eu terminei, fui lembrar do arquivo à espera do meu texto... “Chega de protelar”, pensei. “É hora de trabalhar.”
Aposto que você, quando pegou a revista para ler, também deixou algumas tarefas para segundo plano: lavar a louça acumulada na pia (sempre ela), dar um telefonema, guardar no armário a roupa passada (ou colocar para lavar a roupa suja)... Enfim, algo deve ter ficado para mais tarde – ou para amanhã, dependendo da intensidade da sua falta de vontade de realizar determinadas coisas. Toda hora, temos que decidir o que fazer. E, para cada coisa que fazemos, há uma relação de coisas não feitas. E isso é bem comum, principalmente nos dias atuais, em que as tarefas parecem se multiplicar nas nossas agendas. Tão comum, aliás, que existe até um termo criado para explicar esse comportamento demasiado humano: procrastinação, que, do latim, significa “postergar, atrasar, demorar, adiar, delongar”.
A psicologia moderna já descobriu que 80% das pessoas procrastinam com certa frequência (se computarmos as que procrastinam de vez em quando, o número certamente sobe para 99,9%). O que nos leva a concluir que o nível de popularidade dessa tendência comportamental está mais em alta que a de muitos políticos por aí. Isso porque a procrastinação está presente em todas as áreas da nossa vida, do trabalho às questões pessoais. Procrastinamos a dieta, a arrumação dos armários, o check-up médico, o envio daquela cotação a um cliente, a entrega da declaração do Imposto de Renda. (Esse último item, aliás, vale um parêntese: este ano, a Receita Federal deu dois meses para receber as declarações dos contribuintes. A dez dias do prazo final, nem metade dos brasileiros que precisam declarar seus bens tinha enviado o documento ao governo. Sim, nós deixamos mesmo as coisas para a última hora.)
Estamos nessa Ou seja, postergar nossos afazeres é bem mais normal do que poderíamos supor. Quem garante é o psicólogo Joseph Ferrari, da Universidade De Paul, do estado americano de Illinois, e um especialista no assunto. Ele estudou esse comportamento em países tão distintos como Austrália, Estados Unidos e Venezuela para comprovar que não se trata de algo cultural, mas de conduta intrínseca ao ser humano. “É um comportamento que é considerado tão natural na nossa sociedade que a maioria de nós começa o dia procrastinando, ao apertar aquele botão do despertador que permite que fiquemos na cama por mais cinco minutinhos”, diz. “Procrastinamos o tempo todo sem nem mesmo perceber que o fazemos.”
Em pequena escala, empurrar com a barriga pode ser plausível. Afinal, há mais coisas a serem feitas do que qualquer um poderia dar conta em um único dia. Lembrar-se disso já é uma boa forma de ver a procrastinação com bons olhos, sem nos culparmos por não conseguirmos resolver todas as tarefas que a vida nos impõe. Não há mal nenhum em deixar para amanhã a renovação da carteira de motorista, o banho do cachorro ou a ida à costureira para pegar as roupas que ficaram prontas. O problema é quando se preterem muitas das tarefas. Ou então quando se adiam algumas delas por tempo demais.
O publicitário Sérgio Katz só se deu conta de que precisava parar de postergar os seus compromissos quando isso passou a lhe causar uma série de prejuízos – inclusive financeiros. Num curto intervalo de tempo, ele perdeu voos e a revisão gratuita do carro, pagou a academia de ginástica por meses sem nem ir sequer uma única vez e adiou incontáveis consultas e exames médicos. “Mas, de todas, a penalidade mais significativa era a tensão gerada e a energia que eu desperdiçava ao conviver permanentemente com uma preocupação sem resolvê-la de fato”, diz. Quem procrastina sempre tem a ilusão de que adiar o problema é uma forma de solucioná- lo por enquanto. É como se o escondesse debaixo do tapete para, na próxima faxina, lidar novamente com ele. Mas a questão é que os problemas não deixam de existir na mente de quem os adia. E, o que é pior, alguns deles tomam proporções maiores com o passar do tempo. Se você deixar para cortar a grama no mês que vem, pode ter um esforço maior do que teria se a aparasse hoje. Esta é a percepção que o procrastinador não consegue enxergar: deixar para depois é quase sempre mais custoso.
O adiamento de algumas tarefas acaba virando uma bola de neve. Sem conseguir controlar o próprio tempo e as próprias ações, a pessoa percebe que os dias passam sem que ela tenha conseguido lidar de fato com as situações, causando uma angústia enorme. Sérgio diz que sempre foi de deixar as coisas para depois, como estudar de última hora nas vésperas das provas, quando ainda era um aluno do Ensino Médio. Mas, com a chegada da vida adulta e o acúmulo de responsabilidades que ela trouxe, ele tem que aprender a se refrear a cada dia. “Hoje, cada vez mais, concordo com uma música da Legião Urbana que fala que ‘disciplina é liberdade’”, conta.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h07
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A tal prioridade Mas, se a procrastinação pode causar tantos danos, por quê, afinal, nós deixamos para amanhã o que devemos ou podemos fazer hoje? Segundo Ferrari, temos a tendência de postergar tudo o que parece ser tedioso, demanda muito trabalho, não é para hoje. Ou o que não nos dê prazer imediato. A procrastinação é um embate entre o tempo psicológico, estabelecido pelos nossos desejos, e o tempo social, que é o marcado pelo do tique-taque constante do relógio. E ela pode estar relacionada a diferentes razões. Uma é a falta de autocontrole, que faz com que as pessoas acabem adiando atividades para as quais deveriam dar prioridade, justamente por agir de forma impulsiva e perder o senso crítico e racional da situação.
São pessoas que dizem gostar de trabalhar sob pressão ou resolver as coisas no limite do tempo. E afirmam ter um desempenho melhor dessa forma. Está certo que, enquanto o jogo está valendo, é possível fazer um gol até os 45 minutos do segundo tempo. Mas a chance de vencer uma partida com um gol de última hora é muito mais uma questão de sorte do que de bom desempenho. Nesse minuto final tão decisivo para o placar, é possível perder o passe, ter a bola roubada, errar o chute. Aí não há mais tempo hábil para reverter o jogo. “Essas pessoas nem sempre gostam de trabalhar assim, mas por ter dificuldade de estimar o próprio tempo e, por isso, deixar as coisas para a última hora, têm que entregar tudo sob pressão e fingem gostar disso”, diz Ferrari. Na maioria das vezes, elas não conseguem calcular racionalmente o período necessário para a realização de uma tarefa, deixando-a, então, para os momentos finais.
No ambiente de trabalho, é comum agirmos pautados pelas prioridades. Ainda mais hoje, em que tudo parece ser ainda mais urgente. “O senso de urgência teve sua referência alterada. Tudo é muito rápido, tudo é para ontem, tudo tem que ser agora. Do contrário, podemos perder clientes, dinheiro, posição ou até status”, diz o consultor de recursos humanos Marcos Nascimento. Mas essa mudança no parâmetro de urgência afetou todos nós de forma negativa. Tanto que não podemos conviver com a ideia de deixar para amanhã a resposta a um email que não é tão importante assim. Na ânsia de fazer tudo e mostrar para o chefe que dão conta de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, as pessoas acabam postergando as tarefas que deveriam ser fundamentais. “A tendência que temos em glamourizar o estresse influencia muito nossas decisões. Daí, como temos muitas coisas consideradas urgentes, é bem provável que coisas cruciais, realmente importantes, fiquem negligenciadas”, afirma.
Ou seja, esse novo senso de urgência está fazendo com que nos tornemos mais procrastinadores ao adotarmos a ideia de que tudo é impreterível. Não é: há coisas mais urgentes do que outras. E estabelecer essa hierarquia de prioridades, apesar de difícil, é primordial para que as tarefas importantes sejam feitas com a dedicação que elas exigem. Estudos indicam que, quanto mais detalhada e objetiva for uma tarefa, mais chances temos de realizá-la. Se, ao contrário, percebemos uma atividade como distante do aqui e agora, tendemos a deixá-la para ser resolvida em um futuro vago, para quando sobrar um tempo – se é que vai sobrar. Por isso, é mais fácil procrastinarmos uma intenção (como começar a estudar italiano) do que uma tarefa (entregar um orçamento). Criar prazos e termos concretos é uma forma de nos impulsionarmos a pôr a mão no batente e seguir em frente – seja no que for. Se os editores desta revista não me dessem um prazo, dificilmente eu estaria contando o que eu apurei nesta reportagem para você neste momento. Provavelmente, ia continuar a me distrair com o jornal ou até com outros afazeres acumulados. Porque os prazos nos ajudam a vislumbrar o que tem que ser feito. E fazer!
Tomar decisões Mas nem todo mundo consegue ter essa visão prática da vida. Tenho uma amiga que vive uma grande dificuldade nesse sentido. Não que ela não saiba o que é preciso fazer. Ela sabe – e faz muitas delas, principalmente no trabalho, onde todos nós costumamos ser mais responsáveis. Mas muitas vezes ela procrastina por não conseguir tomar uma decisão acertada das coisas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h07
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Desde que eu conheço a Carla (como ela pediu para chamá-la aqui), ela sempre foi assim: atrasada para todos os encontros e compromissos, ela tem um verdadeiro guarda-roupa no carro justamente por nunca conseguir ir para casa se trocar. Em aniversários e comemorações, ela não compra o presente de última hora: compra no outro dia, quando o aniversário já passou. Há duas semanas, a vi online no MSN e perguntei se ela permitia que eu contasse a história dela aqui, já que não conhecia uma pessoa mais procrastinadora. Ela gostou da ideia, mas precisaríamos conversar outra hora porque ela tinha que pagar uma conta pela internet ainda naquele dia. Detalhe: eram 23h40 da noite. “Sou enrolada mesmo,. Fico adiando e quando vejo passou da hora. Se eu sei que tenho 15 minutos para fazer alguma coisa, eu uso os 15 minutos cheios e ainda aproveito mais uns dez minutos que usaria para outra coisa”, admite.
Não pense que a Carla se vangloria por ser assim, não. Se pudesse, ela seria bem mais organizada e decidida. “Quando consigo me organizar e antecipar as coisas, sinto uma satisfação muito grande. Mas quase nunca consigo”, diz. E essa impossibilidade não está ligada somente aos afazeres e compromissos, mas à vida pessoal. Em um relacionamento há cerca de oito anos, ela já não se sente tão envolvida, mas não consegue dar um ponto final à relação. “Nos últimos dois anos, o problema só se agravou. Eu continuo adiando, adiando e adiando. Mas eu simplesmente não enxergo o dia em que essa decisão terá que ser tomada. Fico buscando caminhos, saídas, soluções. Tudo para evitar cada vez mais algo que é inevitável”, conta.
Carla faz parte de um grupo de pessoas que procrastinam por não conseguir tomar decisões porque não decidir, na cabeça delas, as absolve das responsabilidades que viriam com tais decisões. E, para não sofrer as consequências, preferem ficar estacionadas. A maioria de nós também é assim: temos a necessidade imperiosa de evitar ou desprazer a qualquer custo. Preferimos, muitas vezes, a agonia da espera, em lugar de fazer de uma vez o que precisamos, principalmente se for para nos causar qualquer tipo de sofrimento. Não conseguimos ter o distanciamento necessário para estabelecer uma relação entre esforços e resultados e perceber que o sofrimento, muitas vezes, vem em decorrência de uma mudança mais positiva. E que causaria muito mais prazer para nós mesmos.
Sem medo de arriscar Segundo Ferrari, essa questão está ligada a nossa baixa autoestima e nossa insegurança. E, por causa delas, acabamos protelando por evitar o medo de não termos o sucesso esperado em algumas tarefas. “As pessoas com essas características são muito preocupadas com o que os outros pensam delas. Dessa forma, preferem que pensem que ela é displicente e tem problemas em se esforçar para agir do que percebam que, no fundo, elas não têm habilidade para isso”, explica. Quem se lembra da história de Joe Gould sabe bem o que isso significa. Gould era um boêmio culto que vivia como um mendigo pelas ruas de Nova York entre as décadas de 1940 e 50 sem dinheiro no bolso e com uma ideia fixa na cabeça: escrever uma obra monumental que ele tinha intitulado de História Oral do Nosso Tempo. O livro seria o maior já escrito no mundo e reuniria ensaios e conversas ouvidas por ele em suas andanças pela metrópole americana.
Gould tinha certeza de que a obra faria dele um grande escritor e historiador dos tempos modernos, um nome para ser lembrado pela posteridade. Sua vida foi contada pelo repórter Joseph Mitchell, um dos maiores nomes do jornalismo literário, em dois perfis publicados na revista New Yorker – e depois reimpressos no livro O Segredo de Joe Gould. Sem querer ser um estraga- prazeres, revelando o segredo de Gould aqui, é imperativo: a História Oral não existia, era uma mentira forjada por Gould. Ele nunca chegou a escrever um rascunho do livro, apesar de propagar em conversas a grande obra-prima em que estava trabalhando. “A História Oral era seu salva-vidas, o único meio de se manter à tona”, escreveu Mitchell sobre seu personagem. “Se ele a tivesse escrito, provavelmente não haveria de ser o grande livro que andara apregoando para cima e para baixo”, acredita seu biógrafo.
Por achar que o livro propriamente dito fosse ser inferior à ideia que ele tinha (e fazia os outros terem), Gould recuou e preferiu viver por trás da máscara de um grande escritor sem nunca tê-lo sido. “É normal as pessoas se sentirem paralisadas quando algo parece ser maior do que elas. Acabam procrastinando porque exigem tanto de si próprias numa tarefa que acabam com medo de enfrentá-la”, afirma o psicoterapeuta e filósofo Ari Rehfeld.
O perfeccionismo exacerbado tem a capacidade de nos fazer desistir ou postergar por um tempo ilimitado nossos afazeres, desejos e intenções. “Dê-se a chance de realizar algo bom e não necessariamente ótimo. Experimente começar a fazer para só depois avaliar. Permitir começar já é um grande passo”, aconselha Rehfeld. Claro que é preciso ter consciência das limitações e habilidades para o que se está disposto, mas se vencermos o que nos paralisa e nos desviarmos das distrações que nós mesmos colocamos todo dia em nossa vida, já teremos meio caminho andado para enfrentar qualquer situação. Nem que seja, como no meu caso ou no de Gould, uma temida página em branco.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h06
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Xô, procrastinação CRIE PRAZOS Eles são importantes para nos organizarmos mentalmente e termos claro que não podemos enrolar para sempre para fazer as coisas e cumprir os compromissos.
DÊ-SE RECOMPENSAS Permita ficar meia hora batendo papo para algumas horas seguidas trabalhadas ou prometa-se um presente quando estiver na metade do projeto. Isso ajuda a se esforçar mais.
CONCENTRE-SE A forma mais fácil de procrastinar é se distraindo. Dê atenção às tarefas. E evite telefones, e-mails e tentações da internet.
FAÇA LISTAS Coloque tudo o que você tem ou deseja fazer no papel. Mas seja sincero mesmo: elimine as tarefas que você não planeja realizar nunca, mas vai acumulando.
NÃO MISTURE Faça listas diferentes para prioridades do trabalho e dos afazeres domésticos, por exemplo. Senão as urgências do trabalho vão sempre ficar em primeiro lugar.
ABRA O JOGO Se você acha que não vai dar conta de uma tarefa, seja honesto: fale das suas dificuldades. Mas, se possível, tente fazê-la. Você pode se surpreender.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h06
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Hipermercado é condenado a pagar R$ 3 mil de indenização a idosa que teve bolsa furtada
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a rede de hipermercados Carrefour a indenizar por danos morais e materiais uma cliente idosa que teve a bolsa cortada e seu dinheiro e documentos furtados no interior de uma loja no Rio de Janeiro. A empresa deverá pagar R$ 3 mil como danos morais, R$ 50 por danos materiais à bolsa e R$30 pelo que havia em seu interior.
Na ação, movida por intermédio da Defensoria Pública estadual, a ministra Nancy Andrighi decidiu aplicar o artigo 6º, VIII, do Código de Defesa do Consumidor, que permite a inversão do ônus da prova em favor do consumidor. Ou seja, cabia ao Carrefour, e não à vítima, a obrigação de comprovar a não ocorrência do furto.
Para a relatora, cabe ao supermercado, que para atrair clientes propagandeia segurança, estacionamento e bem estar aos consumidores, provar que não houve o furto.
A ministra entendeu que a ação do assaltante poderia ser confirmada pelo sistema de monitoramento de câmeras de vigilância, presente nesse tipo de estabelecimento comercial.
De acordo com a lei, esse benefício deve ser concedido sempre que o consumidor apresentar alegações verossímeis e ficar constatada a sua hipossuficiência (suficiência financeira). JURISPRUDÊNCIA: FURTO. SUPERMERCADO. INVERSÃO. PROVA. A questão em causa cinge-se em determinar se há possibilidade de inverter o ônus da prova em hipótese de alegação de ocorrência de furto de bolsa da consumidora, ora recorrente, em interior de supermercado e se há responsabilidade pelos danos materiais e morais. Ela sustenta ser cabível tal inversão, com espeque no art. 6º, VIII, do CDC, razão pela qual incumbiria ao supermercado recorrido demonstrar que não houve o corte de sua bolsa e o consequente furto no interior do estabelecimento comercial. O Tribunal a quo deixou de inverter o ônus da prova sob o fundamento de que o juiz não deve impor à parte o ônus de produção de prova negativa ou impossível. Contudo, para a Min. Relatora, tal fundamento não prospera, visto que, atualmente, a máxima de que as negativas são isentas de prova não é verdadeira, porquanto dizem respeito tão-somente às negativas indefinidas, ou seja, não abarcam aquelas relativas, suscetíveis de prova. Ressaltou ainda que, caso se considere a prova negativa como impossível de ser produzida, o art. 14, § 3º, I, do CDC, por prever uma hipótese de prova negativa, não teria razão de existir, já que dispõe que o fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste. Assim, contatada a ausência de prova por parte do recorrido de que a recorrente não foi furtada e em razão de seu estado de choque, bem como do descaso dos funcionários daquele estabelecimento diante da comunicação do ocorrido, a única conclusão plausível é a procedência do pedido de indenização pelos danos materiais e morais tal como formulado. Aplica-se, portanto, a responsabilização do fornecedor pelo fato do serviço (art. 14 do CDC), em razão dos defeitos na prestação desse, ao não fornecer ao consumidor a segurança que ele legitimamente esperava, fato que causou danos à recorrente. É de salientar também que o ônus da prova das excludentes da responsabilidade do fornecedor de serviços, previstas no § 3º do art. 14 do CDC, é do fornecedor por força do art. 12, § 3º, do mesmo código. Isso posto, a Turma deu provimento ao recurso para condenar o recorrido ao pagamento da quantia de R$ 50,00 a título de indenização por danos materiais e de R$ 3.000,00 a título de compensação por danos morais, em favor da recorrente. Precedentes citados: REsp 422.778-SP, DJ 27/8/2007, e REsp 685.662-RJ, DJ 5/12/2005. REsp 1.050.554-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 25/8/2009.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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MORTE AO POLITICAMENTE CORRETO! Em Brüno, Sacha Baron Cohen, o Borat, atira para todos os lados — e, a seu modo demolidor, entra para a galeria dos grandes comediantes do cinema
Em 2006, o mundo conheceu o ator inglês Sacha Baron Cohen, criador da comédia mais comentada daquele ano, Borat. O protagonista do filme, Borat Sagdiyev, era um repórter fictício do Cazaquistão que viajava pelos Estados Unidos fazendo um documentário sobre hábitos e instituições do país. O personagem, no entanto, se apresentava como se fosse real e se comprazia em constranger os entrevistados — elevando um procedimento comum da televisão, a pegadinha, ao estado da arte. O mesmo método é utilizado no novo filme de Cohen, Brüno. Só que, comparando-se as duas obras, o demolidor Borat parece cândido, ingênuo até. Brüno é o filme mais politicamente incorreto dos últimos tempos. Nada nem ninguém fica de pé. Brüno, seu protagonista, é um homossexual austríaco que apresenta um programa de moda na televisão de seu país, chamado Funkyzeit. Seu namorado é uma espécie de pigmeu filipino cujo nome é Diesel (isso mesmo, homônimo da famosa marca de roupas) e com quem protagoniza cenas de sexo absolutamente indescritíveis. Ao invadir (na realidade) os bastidores de um desfile de moda em Milão e se envolver numa série de sucessivas trapalhadas, Brüno perde o programa, é abandonado por Diesel e resolve ir para a América com um objetivo: tornar-se, em suas palavras, a celebridade austríaca mais conhecida depois de Hitler. O único a acompanhá-lo é Lutz, um auxiliar que ele despreza. Numa série alucinante de sketches, o comediante Sacha Baron Cohen, no papel de Brüno, demole com seu humor tudo o que encontra pelo caminho, de Barack Obama a Osama bin Laden, das celebridades às causas humanitárias, judeus e árabes. Impossível descrever todas as cenas impagáveis do filme, mas fiquemos com um exemplo. Na perseguição da fama, Brüno viaja a um campo de refugiados no Líbano para convencer um chefe das Brigadas Al-Aqsa — um dos mais ferozes grupos terroristas do mundo árabe — a tomá-lo como refém. A conversa beira o surrealismo quando Coen diz, afetadamente, que Osama bin Laden parece um fei-ti-cei-ro su-jo, uma espécie de Papai Noel sem-teto, e ainda afirma que a Al-Qaeda está fo-ra de mo-da. Durante as filmagens, Sacha Baron Cohen correu sérios riscos de se ferir ou até mesmo morrer — para conter a ira das vítimas de suas pegadinhas, ele se cercou de um sistema de segurança. Além disso, como aconteceu em Borat, já chovem processos contra ele na Justiça. Mas o resultado valeu a pena. Brüno é uma das comédias mais engraçadas e inventivas da história do cinema. Não serve para distrair as crianças no domingo à tarde, mas é imperdível.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h01
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NOVÍSSIMA ORDEM MUNDIAL Brasil alvoroça ordem mundial, diz 'El País'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Nova York para participar da abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em situação "que não poderia estar melhor", segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário espanhol "El País".
Lula deve pedir reformas nas instituições financeiras internacionais, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e deve defender a intervenção do Estado na economia para evitar excessos financeiros, diz o jornal.
Lula "falará com a autoridade de quem chega com os deveres de casa muito bem feitos", afirma a reportagem, destacando que a crise financeira "não passa de uma lembrança no Brasil".
"O Brasil se recuperou com rapidez e dinamismo e provavelmente vai fechar o ano com crescimento bastante superior ao do resto dos países membros do G20."
O presidente também deve pedir aos 192 países participantes da Assembleia Geral que não baixem a guarda diante da recente recuperação econômica e coloquem em prática as medidas anticrise que vêm sendo discutidas desde a cúpula do G20 em Washington, em novembro passado.
"Quando a crise mundial alcançou seu ápice, o Brasil anunciou um empréstimo ao FMI no valor de US$ 10 bilhões e, desta maneira, passou a formar parte do seleto grupo de sócios doadores da instituição", diz o jornal.
O jornal diz que Brasília considera a estrutura de órgãos como o Banco Mundial e o FMI está hoje totalmente obsoleta e não é representativa dos países emergentes.
"Desta maneira, o Brasil enfrenta uma semana de ofensiva diplomática para consolidar sua condição de líder regional sul-americano e novo ator de transcendência no panorama internacional."
O Brasil, "que há anos assume o papel de porta-voz oficioso dos países em vias de desenvolvimento", também deverá reclamar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, "orgão onde se tomam as verdadeiras decisões", diz o jornal.
Para o Brasil, o assento seria uma forma de fazer com que os interesses do Terceiro Mundo sejam levados em conta "verdadeiramente".
Como argumento, o país conta com a indiscutível liderança na América do Sul, "esta supremacia se assenta em uma sólida economia que, segundo os analistas, já representa 57% do capital sul-americano".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h00
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FOME... A receita da chef Andrea Kaufmann leva apenas tomate, azeitonas pretas e queijo feta
Esta massa leve e saborosa é uma das escolhas da chef Andrea Kaufmann para os almoços de seu restaurante, o AK Delicatessen. A chef paulistana, de 32 anos, já foi muito elogiada por suas releituras da culinária judaica. Nesta receita, o espaguete al dente é envolvido em tomate picado, pedacinhos de azeitona e lascas de feta, queijo de leite de cabra ou ovelha. Mas atenção: o prato é especial para a 5ª edição da Restaurant Week, que está acontecendo na capital paulista. Se preferir recriá-lo no aconchego do seu lar, ensinamos abaixo a receita, fácil e rápida de fazer. E uma dica: encerre bem a refeição com uma sobremesa molhadinha, como o pastel de três leches.
Restaurant Week AK Delicatessen: rua Mato Grosso, 450 – Higienópolis – São Paulo/SP Quando: de 31 de agosto até 13 de setembro, de terça a sábado Preço: R$ 27,50 (almoço) ou R$ 39 (jantar) + R$ 1 para doação à Fundação Ação Criança
Espaguete com molho de tomate, azeitonas pretas e queijo feta Rendimento: 1 pessoa Preparo: 15 minutos
Ingredientes 70 g de espaguete 50 g de tomates em cubos 20 g de azeitonas pretas (sem caroço) picadas 120 ml de molho de tomate ao sugo 20 g de queijo feta Azeite de oliva extravirgem
Modo de preparo Em água fervente e salgada, cozinhe o espaguete durante o tempo indicado na embalagem e, depois, escorra a massa. Salteie, em azeite, os cubos de tomate e as azeitonas. Adicione o molho de tomate. Quando a mistura ferver, junte a massa cozida e mexa delicadamente. Despeje o preparo em um prato fundo e rale o queijo por cima.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h42
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Buenos Aires investe pesado em turismo e opções para todos os gostos não faltam.
O designer gráfico e DJ Pedro Lattari, 28 anos, esteve na cidade em julho por cinco dias e garante que, ao contrário do que muitos pensam, os argentinos são bacanas e adoram os brasileiros. “É um povo muito hospitaleiro, educado, culto (eu vi até mendigo lendo livro! A leitura é super incentivada desde criança). Só no futebol mesmo existe essa rivalidade de argentinos contra brasileiros", diz Lattari.
A cidade é ótima para ser explorada a pé e o metrô dá acesso praticamente a todos os lugares importantes, apesar de ser muito antigo - o mais antigo da América Latina, inaugurado em 1913 - e sujo. "O de São Paulo dá de 10 x 0. E não peguei ônibus pelo fato do táxi ser a preço de banana”, completa o designer.
Veja mais dicas de Buenos Aires por Pedro Lattari:
Pra comer Um restaurante que eu gostei muito e acabei indo duas vezes foi o Los Porteños, na esquina da Avenida Gral. Las Heras com a Rua José Evaristo Uriburu, no famoso bairro Recoleta. Os pratos são super servidos a um preço extremamente justo. Para ter uma ideia, o meu mega-prato + entrada + uma garrafa de Pomelo (refrigerante muito popular lá, adquirido recentemente pela Coca-Cola) saiu por volta de 40 pesos (mais ou menos R$ 20).
E, claro, fui comer em um McDonald's... Os sanduíches são mais montros, o Big Mac, por exemplo, chama-se "Triple Mac" (o nome já diz tudo, ao invés de duas carnes, lá vem três). Já o Quarteirão com Queijo tem uma versão chamada "Doble Cuarto de Libra con Queso), ou seja, um Quarteirão com duas carnes... Uma dádiva, para quem aprecia "carne".
Pra beber Fui ao bar que ficava dentro de um dos hotéis onde eu fiquei hospedado, o Circus, que fica em San Telmo. Em Buenos Aires, a famosa cerveja Quilmes é vendida em garrafa grande, de 1 litro. Nesse bar tinha até programação, com DJs e nesse dia estava rolando sons bem distintos entre si, de Carrapicho, Kaoma, passando por rock inglês, pop... Aliás, Kaoma e Carrapicho fazem muito sucesso por lá.
Pra comprar Com o peso argentino desvalorizado, comprar qualquer coisa na Argentina parece possível. E é. Um paraíso para os gastões! Suas famosas outlets, em Palermo, oferecem ótimos produtos (roupas, cosméticos e até eletrônicos) a preços muito acessíveis para nós brasileiros. Para se ter uma ideia, eu comprei uma mochila da Nike oficial do Boca Júniors com apenas R$ 50. Esse preço chegaria a uns R$ 200 aqui no Brasil.
Pra passear Em Buenos Aires há um parque de diversões chamado Parque de la Costa, situado um pouco longe do centro, mas dá para ir de trem (super europeu) que sai da estação Retiro. Uma ótima sugestão também é pegar o Buenos Aires Bus, o bilhete vale por 24h e custa $ 25 (cerca de R$ 12,50). Esse ônibus percorre muitos pontos turísticos e a pessoa tem a opção de descer e pegar de novo, pois o ônibus sai a cada 15 minutos. Há um guia eletrônico que vai explicando fatos e detalhes de cada lugar, com a opção de 10 idiomas diferentes.
Obelisco - Avenida 9 de Julio: É obrigatório ir à Buenos Aires e passar pelo obelisco, que é um pouco maior que o de São Paulo.
Plaza de Mayo - É onde localiza-se a Casa Rosada (sede da presidência), o Banco de la Nación Argentina, a Estátua de Manoe Belgrano, etc.
Puerto Madero - Lugar super romântico e inspirador. Há vários restaurantes à beira do mar; um navio ancorado que é um dos símbolos do lugar; a ponte da mulher que é uma homenagem à mulher e ao tango... Tudo isso contrasta com os arranha-céus ao fundo, dando um ar muito futurista ao Puerto Madero.
Veja também dicas da publicitária Karla Harume, que passou o Reveillón 2009 por lá:
Pra passear Jardín Japonês - localizado no bairro de Palermo, o Jardim Japonês foi construído em 1967 e foi um presente da comunidade japonesa a Buenos Aires, que possui uma comunidade japonesa bastante significativa. Também há um museu e um restaurante japonês lá dentro. Preço: 5 pesos (R$ 2,40).
Bairro La Boca - lá está o famoso estádio do Boca Juniors, La Bombonera, que você pode visitar por 15 pesos. A rua mais famosa é a Caminito, onde as casinhas são todas como se fossem em cortiço, tudo bem colorido. Nas ruas há vários bailarinos e dançarinos de tango, uma feirinha de artesanato ao ar livre e a maioria dos restaurantes têm mesa nas ruas.
Pra ver um tango Se você for a Buenos Aires não pode deixar de curtir um tango no Café Tortoni ou na Confitería Ideal.
Pra visitar Cemitério da Recoleta - É onde está o túmulo de Eva Perón.
Plaza Naciones Unidas – Possui uma flor de alumínio gigante, de 20 metros de altura com o peso de 18 toneladas. Ela tem seis pétalas. Ela fica aberta de dia e fechada de noite.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h36
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HITLER INÉDITO E EM CORESNazistas nos Sudetos, na Tchecoslováquia, em 1938. Essa e outras 49 imagens inéditas sobre a vida do ditador já podem ser vistas na rede
De 1936 a 1945, Hugo Jaeger clicou Adolf Hitler constantemente. Fotógrafo pessoal do ditador, ele registrou cenas de sua vida particular e pública, muitas inéditas. Parte delas chega agora à internet, pela revista Life.
No fim da guerra, com medo de ser incriminado por sua relação com Hitler, Jaeger guardou todos os seus negativos em uma mala. Por pouco não foi pego, já que a mala chegou a ser aberta por soldados americanos em 1945. O que salvou Jaeger foi uma garrafa de conhaque, que estava junto com o material e atraiu os soldados – eles ficaram com a bebida e desistiram de aprofundar a revista.
Depois do susto, Jaeger embalou os negativos e os colocou dentro de jarras de vidro, enterradas em um terreno próximo a sua casa. No fim dos anos 60, ele as recuperou e vendeu parte do acervo à Life.
Das cerca de 2 mil fotos da coleção, a revista colocou em seu site 50. Detalhe: são coloridas, uma raridade nos arquivos da Segunda Guerra Mundial.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h35
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Morte e vida
"Vida só vida, vida sem sombra é visão utópica projetada para além do mundo de contradições, trabalho e guerra. Nessa utopia não haveria mudanças nem fluxo, nem trabalho. No extremo oposto teríamos o trabalho que não se renova, a impiedosa tarefa de Sísifo, vida sem lógica, sem Discurso. O Discurso revela-se no transcurso. Negados ambos os extremos, resta a vida-morte, vida que se refaz, transcorre." (Schüler)
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| "... não devemos temer a morte, porque enquanto estamos vivos ela não está presente, e quando ela está, nós é que não estamos" | Retomando as referências ao artigo anterior (clique aqui), que tratava do idiota, do ensimesmado, surgem muitas questões, ainda referentes à idiotia. A primeira delas diz respeito à morte. |
Nosso limite, nosso fim. De Heráclito - que afirmava que constantemente damos diferentes formas a nossas vidas, mas que a última forma nos é dada pelos vermes - a Heidegger - que nos apresenta como um "ser para a morte": nossa única certeza, nossa limitação e, paradoxalmente, nossa possibilidade de ser-no-mundo - a morte aparece em suas diferentes faces e leituras, como possibilidades de vida.
Se estamos vivos, caminhamos para a morte, morremos a cada instante, mas também cultivamos a vida, com substituições de nossas células, com renovações de nosso ser. O mesmo fruto, diz Heráclito, é sadio e podre, também não seríamos nós, ao mesmo tempo, sadios e podres? Nossas organizações sociais nascem e morrem a cada dia, refazem-se, desfazem-se em novas formas, em colisão de ideias. Não há pleno sem a contradição, a divergência já anunciada por Heráclito é verificada diariamente. Se repetimos o mesmo, não há fluxo, não há vida. "Quando morremos? Na verdade, morremos todos os dias. Morte são também nossas decepções, nossos projetos falidos, nossas ideias abortadas. Morte é tudo o que nega a vida. A morte definitiva, a que encerra todos os atos, a que nos apresenta a vida concluída, dessa não podemos tratar porque ela nos excede. Restam-nos os insucessos que a anunciam, neles acenam os signos do que não nos é dado alcançar. Esperamos e conjeturamos. Como poderíamos, de outro modo, elevar-nos acima da solidez dos corpos que nos cercam, assinalando-lhes a precariedade?" (SCHÜLER, 2001: 196). |
Quantas vezes morremos em vida? Quantos projetos abortados? Quantas decepções? Num primeiro momento a morte nos atinge, congela, impede. Mas assim que vivemos nosso luto, que choramos nossos sonhos mortos, nova vida surge: novos planos, novas possibilidades, às vezes melhores que as anteriores. Quantas vezes se faz necessário que abortemos um projeto falido para darmos lugar a uma proposta mais condizente com as possibilidades reais? Quantas outras vezes necessitamos negar uma ideia para que outras possam surgir? Quantas vezes aquele que nos contradiz e nos provoca ao abandono de um posicionamento fechado nos impulsiona, ao mesmo tempo, ao renascimento, através de novas posições?
O problema é que tememos a morte, nos apavoramos diante dela, ao invés de vê-la como possibilidade de vida. Queremos somente a vida, o que é, como afirma Schüler, utopia. Não há vida sem morte, nem morte sem vida. Poderíamos ficar com Epicuro que nos garante que não devemos temer a morte, porque enquanto estamos vivos ela não está presente, e quando ela está, nós é que não estamos. "Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida." (EPICURO, 2002: 29). |
Apesar de inevitável, lutamos constantemente contra a limitação que nos é imposta. Buscamos todos os meios possíveis para preservar a vida. O desenvolvimento tecnológico, o investimento em medicamentos, as pesquisas sobre formas de ampliar os limites da vida são frequentes e buscados em larga escala na sociedade atual. Há quem aposte na construção dos ciborgues, considerando a mistura de silício com material genético como um ponto de partida para a imortalidade. Há quem defenda a possibilidade de um download de nossa consciência para uma máquina, permitindo assim a manutenção da vida em outro formato, em outro hardware, como, por exemplo, Kurzweil, em A era das máquinas espirituais.
Mas nos preocupamos com outras formas de morte? Claude Levi-Strauss, em Antropologia Estrutural, descreve algumas situações em sociedades primitivas, onde os condenados à morte simbólica - ou seja, aqueles que por algum motivo foram condenados por suas sociedades a serem tratados como se não existissem, como se tivessem morrido - em pouco tempo morriam de fato.
Quanta morte há, então, na indiferença? Afirma Buber, em Eu e Tu, que o contrário do amor não é o ódio, e sim a indiferença. A indiferença não provoca, exclui; não discorda, anula; impede a vida, mata. Diz Schüler: "Há espaço comum quando a diferença não provoca indiferença." (2001: 145). No espaço comum construímos, ampliamos as margens do rio que é e não é o mesmo. O espaço comum propicia a morte do mesmo para o surgimento do novo, do eu que se constitui junto-com-o-outro, daquele que sai do idiotismo e, em seu movimento, cria a vida.
Se buscamos a vida e tememos a morte, porque nos tornamos a cada dia mais ensimesmados? Por que constituímos uma sociedade cada vez mais individualista? Por que tratamos o outro com indiferença? Por que nos permitimos tratar com indiferença? Qual a diferença que fazemos no mundo onde vivemos? Se morte e vida são complementares, se morremos a cada dia e isso nos permite renovação, qual a nossa renovação diária?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h33
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do A TARDE Especialistas recomendam que o comprador não gaste mais de 30% de sua renda com despesas de moradia Nunca foi tão fácil comprar um imóvel. O volume de financiamentos imobiliários bateu recorde em 2009. De janeiro a agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal financiou mais de 500 mil imóveis no Brasil. São R$ 26 bilhões em crédito concedido ao consumidor. Mas quando é a melhor hora para comprar? O aluguel pode ser uma boa alternativa para quem não tem uma grande entrada? Especialistas têm opiniões divergentes. Seja qual for a escolha, para não perder dinheiro, a melhor saída ainda é o planejamento financeiro.
A recomendação dos especialistas é não comprometer mais de 30% de sua renda com despesas de moradia. Seja ela a mensalidade do aluguel ou a prestação de um financiamento. Como as prestações de financiamento no início costumam ser maiores que os aluguéis, podem custar até o dobro, se considerado o mesmo padrão de imóvel, em alguns casos, é melhor optar pelo aluguel para a manutenção da saúde financeira. Esta foi a avaliação do vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA), José Alberto Vasconcelos. “Nada substitui a segurança de pagar pelo seu próprio imóvel, mas é preciso avaliar se o comprador tem capital disponível para isso”, alerta. O consultor em finanças pessoais e professor da Universidade Santo Amaro (Unisa) Osvaldo da Silva é defensor do investimento na casa própria. “O melhor a fazer é tentar fugir do aluguel, mesmo que seja para um imóvel de padrão menor”. Ele aconselha, porém, que seja feita a poupança para a entrada na hora da compra. “De quanto será esta poupança, depende de quanto o comprador pretende financiar”, disse. Opções diferentes – Amigas de infância, a veterinária Rebeca Lima e a administradora Nívea Garcia fizeram opções diferentes. Enquanto a primeira vendeu o carro, usou o Fundo de Garantia e deu como entrada 20% do valor do apartamento de um quarto no Itaigara, a outra decidiu pelo aluguel para poupar um valor maior. “Financiei 80% do valor do imóvel em 72 meses e troquei o aluguel pela prestação”, conta Rebeca. Ela conta que passou a pagar a mais por mês porque decidiu quitar a dívida antes do prazo previsto. Para isso, passou a pagar duas prestações mensais , reduzindo o tempo de financiamento pela metade. A administradora, porém, disse que em dois anos conseguiu fazer uma boa poupança. “Mesmo pagando aluguel consegui juntar um bom dinheiro. Pretendo usá-lo na entrada de um imóvel no ano que vem”, disse. Para o professor de finanças pessoais da Invest Educar Márcio Rodrigues, agora é a hora de entrar em um financiamento imobiliário. Isso porque, apesar da tendência ser a manutenção dos juros baixos, os imóveis tendem a continuar valorizando nos próximos anos. “Fazer uma poupança agora pode significar pagar mais pelo imóvel no futuro devido à valorização natural com o aquecimento do setor”, avalia. Segundo o professor, a estabilidade econômica e os juros baixos são um fenômeno recente no Brasil, daí a corrida pela compra dos imóveis e consequente aquecimento do mercado imobiliário. “Tudo indica que esta situação não é passageira; investimentos, principalmente os de renda fixa, não rendem mais tão bem como antes. Daí a necessidade de investir em um bem que lhe trará outra forma de rendimento”, disse. Mesmo que o compromisso seja por 30 anos, como a tendência da economia é manter a estabilidade, o professor diz que vale a pena. “Se o financiamento a longo prazo for o meio de garantir a casa própria, é válido que seja assim”, disse. O professor e consultor de finanças pessoais Angelo Guerreiro Costa defende que o aluguel se constituiu em um bom negócio. “Mesmo com a baixa dos juros, os financiamentos ainda têm muito altos e os prazos, no Brasil, muito longos. O imóvel deixa de ser da construtora para ser do banco, já que os financiamentos são de até 30 anos”. Para ele, a compra do imóvel só é recomendada se houver uma entrada em torno de 50% e o prazo de financiamento não for muito longo. “O brasileiro precisa amadurecer financeiramente antes de assumir compromissos como estes”.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h26
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Mutatis mutandis é uma expressão latina que significa mudando o que tem de ser mudado. Pode ser, grosso modo, entendida como: "tendo substituído ou levado em conta certos termos". Tal expressão é geralmente empregada a respeito de uma sentença ou idéia anteriormente citada e compreendida pelo leitor. Ela indica, assim, que posteriormente algo fora alterado ou que se pode fazer uma analogia de tal fato, porém tomando as devidas proporções e alterações necessárias. É um termo geralmente utilizado em Economia e Direito, para dar parâmetros a uma sentença que possui um novo termo, ou trazer à tona a aplicação de uma série de mudanças já depreendidas e assimiladas. Pode, entretanto, ser aplicado a qualquer outro caso que tenha como termos os significados sobre-explicados. Em outro sentido, pode significar também "com as mudanças necessárias" ou "no que couber".
"O mesmo raciocínio se aplica, mutatis mutandis, a qualquer outra disciplina." "O contrato foi finalmente assinado, mutatis mutandis."
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h25
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DOR NO OMBRO
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h24
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Oito anos depois do 11 de setembro, o legado sangrento dos erros de CheneyDepois dos atentados de 11 de setembro, Cheney reinou sobre os Estados Unidos. A "guerra contra o terror" foi ideia dele, e isso levou a guerras reais no Afeganistão e no Iraque - e à tortura que ele aprovou e defende. Enquanto Cheney está escrevendo suas memórias para influenciar a forma como as pessoas veem o seu papel, o resto do mundo preferiria simplesmente continuar limpando a bagunça que ele deixou - com o ex-vice-presidente americano fora de cena.
Dick Cheney comprou uma casa em McLean, uma comunidade de classe alta na Virgínia, Estado em grande parte rural. Apesar de estar convenientemente localizada perto de Washington, DC, parece de certa forma isolada da movimentada capital dos EUA. Oito presidentes norte-americanos nasceram nesse Estado, e pode ser, simplesmente, que Cheney veja a si mesmo como um igual, uma vez que, afinal de contas, ele também serviu como presidente - por três anos e meio. Ou talvez seja mais acurado dizer que George W. Bush serviu como presidente no governo de Cheney, cuidando de assuntos menores enquanto Cheney tomava conta do mais importante. Dick foi responsável pela estratégia dos EUA no século 21.
Cheney está ocupado escrevendo suas memórias. Levando em conta que ele é um homem reservado, conhecido por manter as coisas em segredo, a notícia deixou muitas pessoas espantadas nos EUA. Ele é alguém que costumava fazer perguntas ou apenas ouvir em silêncio e fazer anotações para uso pessoal depois de muitas reuniões na Casa Branca, no Pentágono e nos escritórios da CIA. Ele é o informante máximo - e alguém que não dá muito valor ao reconhecimento por parte do público em geral.
Ao escrever suas memórias, um homem como este é motivado por mais do que uma boa opinião sobre si mesmo. O pouco que sabemos sobre as memórias vêm de alguns de seus seguidores fieis que receberam o sinal verde para deixar vazar que Cheney está usando a oportunidade para esclarecer várias coisas que ele acha que foram deturpadas. Ele atribui a culpa pela infeliz mudança de rumo dos últimos anos ao governo de George W. Bush, o homem que o desapontou enormemente durante seu segundo mandato ao ignorar seus conselhos. Na visão de Cheney, Bush mostrou fraqueza moral e não percebeu que o foco de todas as considerações precisava continuar na "guerra contra o terror". Isso foi um erro imperdoável de proporções históricas, que - como Cheney vem dizendo publicamente há meses - Barack Obama está prolongado por ignorância.
Explicando porque você não precisa explicar A guerra contra o terror foi ideia de Cheney. Desde 11 de setembro, ela guiou as relações dos EUA com o resto do mundo, e ela se tornou uma guerra real, no mundo real, duas vezes. Começar a guerra no Afeganistão foi algo politicamente óbvio; visto como uma guerra boa e justa que infelizmente não levou aos resultados desejados, conforme os EUA estão lentamente começando a perceber. Cheney pressionou incansavelmente pela guerra no Iraque e manipulou as justificativas para a intervenção militar. Desde o início, esta tem sido uma guerra ruim - e uma guerra errada. E, apesar de ele ter feito muita pressão para que ela acontecesse, a guerra contra os alvos nucleares do Irã nunca se materializou.
Agora ele está ocupado defendendo sua criação. Desde o 11 de setembro, ele também foi um homem particularmente entusiasmado. Em sua própria imaginação, ele foi escolhido para educar seu país, para assegurar que os EUA de fato compreendam o perigo mortal que virá à tona se os terroristas colocarem as mãos sobre as armas nucleares. Desde os ataques assassinos nos Estados Unidos há oito anos, ele desenvolveu uma teoria de "1%", que diz o seguinte: se houver apenas uma possibilidade remota de que países ou grupos possam representar perigo, os EUA precisam agir como se essa ameaça já estivesse firmemente estabelecida.
Hoje, agora que o mundo sabe tudo isso sobre ele, Cheney é um leproso político. Eles sabem de sua vontade de expandir os poderes presidenciais, da alegria que ele tem em manipular as agências de inteligência e de seu apoio a métodos de tortura como a tábua de água.
Eles sabem que Cheney está convencido de que pessoas como ele nunca devem admitir erros ou falhas e acredita que não seria inteligente para esse tipo de gente dar explicações sobre suas ações. "Nunca peça desculpas", diz ele. "Nunca explique". Então parece muito estranho que Cheney esteja escrevendo suas memórias.
"Você nunca sabe onde vai parar" Ainda assim, é compreensível que a doutrina de Cheney tenha ganho um amplo apoio e parecido cada vez mais plausível, pelo menos por um tempo. Os responsáveis pelos ataques de 11 de setembro haviam se preparado para sequestrar quatro aviões e colidir com as Torres Gêmeas, o Pentágono e o Capitólio - ou seja, bem no coração dos Estados Unidos. Três dos aviões encontraram seus alvos; o quarto caiu na zona rural da Pennsylvania depois que passageiros heroicos invadiram a cabine e derrotaram os sequestradores.
Cerca de 3.000 pessoas morreram em Nova York, Pennsylvania e Washington. Mas os ataques também serviram como um toque de despertar repentino e horrível para o mundo e, acima de tudo, para os Estados Unidos. Não haveria nenhum "fim da história", como o escritor Francis Fukuyama havia previsto depois do colapso comunista. Agora, a solitária superpotência do mundo estava vulnerável e forçada a lidar com mais confusão e diferentes ameaças do que tinha durante a Guerra Fria.
Quando a Casa Branca se recuperou do estado de choque pós-11 de setembro, o presidente e seu vice convocaram os conselheiros para incontáveis reuniões com o objetivo de produzir uma estratégia contra o terrorismo. Mesmo que fosse apenas para acalmar o público, eles precisavam urgentemente transmitir a mensagem de que estavam agindo com prudência e determinação. Em momentos históricos como este, respostas formuladas às pressas são tão arriscadas quanto inevitáveis.
A situação talvez tenha sido mais bem expressa num discurso lacônico atribuído a George Kennan, um diplomata norte-americano, cientista político e historiador, que surgiu com a estratégia de contenção durante uma era de intensa rivalidade entre os EUA e a União Soviética. "Você sabe onde você começa", teria dito Kennan. "Mas você nunca sabe onde vai terminar."
Descobrindo o "Delta do Terrorismo" Hoje, o mundo sabe que muito mais poderia ter começado depois do 11 de setembro.
A maioria das reuniões de estratégia depois do 11 de setembro foram assunto para oficiais de alto escalão, mas algumas não. Só depois de alguns anos vazou a informação sobre um grupo de intelectuais e professores que tinham o nome otimista de "Bletcheley II". Esse apelido foi cunhado em referência a Bletchley Park, uma propriedade rural na Inglaterra que ficou famosa durante a Segunda Guerra Mundial porque abrigava uma equipe de matemáticos e criptógrafos responsável por decifrar o código da máquina de guerra alemã.
Christopher DeMuth tinha algo semelhante em mente quando reuniu o grupo depois do 11 de setembro. Na época, DeMuth era presidente do American Enterprise Institute, um centro de estudos conservador que abriga a elite do Partido Republicano. Foi lá que Cheney fez (e continua fazendo) seus raros discursos que estabelecem o tom da reunião, que atraiam muita atenção. No que diz respeito à política, DeMuth e Cheney estão definitivamente do mesmo lado.
Bletchley II tinha o objetivo de descobrir o código dos terroristas aliados a Osama bin Laden. Os resultados foram resumidos num documento intitulado "Delta do Terrorismo". A palavra delta se refere a uma tríade que inclui a Arábia Saudita e o Egito, os dois países de onde vieram a maioria dos 19 sequestradores; o terceiro é o Irã.
O grupo pensou muito sobre as perspectivas para uma mudança de regime nesses países-chave, dois dos quais - a Arábia Saudita e o Egito - estavam entre os principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio há vários anos. De acordo com a conclusão final do grupo, um objetivo como este seria desejável, mas impraticável, e o mesmo valia para o Irã. Cheney, entretanto, sentiu que decidir contra a intervenção era um erro. Da mesma forma, na época, ninguém sabia com que ambição os mulás perseguiam as armas nucleares.
Mas o grupo pensava diferente no que dizia respeito ao Iraque. Conforme DeMuth disse ao historiador Bob Woodward em seu livro "State of Denial", de 2006: "Concluímos que um confronto com Saddam era inevitável. Ele era uma grande ameaça - a mais perigosa, ativa e inevitável ameaça." Uma conclusão como esta deve ter soado como música para os ouvidos da Casa Branca.
E então os Estados Unidos entraram na "guerra contra o terror". Zbigniew Brzezinski, que serviu como conselheiro de segurança nacional sob o governo do presidente Jimmy Carter, comentou ironicamente que isso era equivalente aos Aliados declararem guerra contra a blitzkrieg - a forma revolucionária de guerra motorizada dos nazistas - e não contra a Alemanha nazista propriamente dita. Na sua visão, o terror era uma tática - e não um indivíduo que podia ser combatido.
Mas Saddam Hussein era um indivíduo, um ditador que o mundo acreditava ser capaz de fazer praticamente tudo, incluindo produzir armas de destruição de massa e passá-las a grupos terroristas. E Osama bin Laden era um indivíduo, também, que poderia ser caçado no Afeganistão.
As lições do fracasso Hoje, os Estados Unidos estão reduzindo seu envolvimento no Iraque, um movimento que é visto como um passo adiante. Ainda assim, uma nova onda de ataques está varrendo o país, apesar de ser difícil dizer se é o início de uma guerra civil entre sunitas e xiitas ou se a Al Qaeda se tornou mais ativa novamente. O passo adiante - pelo menos no que diz respeito a Washington - é que raramente há soldados norte-americanos entre as vítimas dos ataques.
As coisas também mudaram para pior no Afeganistão. Enquanto o país promoveu eleições que foram destruídas pela corrupção e compra de votos, um grande número de soldados da Otan morreu - e a aliança sofreu mais de 300 baixas apenas este ano. O Taleban está mostrando sua força ao lançar ataques no coração de Cabul. Depois de quase oito anos de guerra, há poucos sinais de estabilidade e reconstrução.
Se a missão toda continuar a estagnar durante os próximos meses, o governo Obama pode ter de considerar retirar as tropas do país. O que se provaria pelo menos tão difícil quanto foi no Iraque, pois a guerra e o terrorismo já se tornaram parte da vida diária nessa parte da Ásia e deixaram a região muito menos segura do que antes.
Na análise final, o fracasso na guerra serve como um ótimo aprendizado para as democracias. O fracasso foi a principal razão pela qual Bush virou as costas para o conselho de Cheney - e por que os Estados Unidos viraram as costas para os dois.
Quando o ex-secretário de Estado Henry Kissinger - o mestre da política exterior realista e de sangue frio - foi questionado certa vez sobre o motivo por que apoiava a guerra contra Saddam Hussein, ele deu esta resposta elucidativa: "Porque o Afeganistão não foi suficiente."
"O Afeganistão não foi suficiente" O Afeganistão não foi suficiente porque a primeira parte da guerra contra o Taleban foi fácil de ganhar. Talvez o Afeganistão fosse suficiente se Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri tivessem sido capturados. Mas, em vez disso, a ferida continua aberta. Para os Estados Unidos, a tragédia é que os dois líderes da Al Qaeda escaparam.
Mas o que teria acontecido se o rico saudita e seu assistente, o cirurgião egípcio, tivessem sido mortos ou capturados? Essas perguntas de "e se" são populares nos Estados Unidos; são voos de imaginação que têm a vantagem de facilmente transcender a lógica da realidade. E a história sempre poderia ter sido diferente. Mas como?
Ninguém argumenta que isso teria evitado a guerra no Iraque. Mas, ao mesmo tempo, não há dúvida de que a habilidade desses dois altos comandantes da Al Qaeda para fugir de seus perseguidores acelerou as preparações para a guerra em Bagdá.
No final, uma vez que a boa guerra no Afeganistão não era suficiente, os Estados Unidos entraram numa guerra ruim contra Saddam Hussein. Visto sob essa perspectiva, toda essa conversa sobre armas de destruição em massa não é nada mais do que uma grande ilusão, apoiada pela manipulação do governo sobre informações de inteligência da CIA para justificar a guerra. A retórica ideológica do "fim da tirania" e "extinguir o mal no mundo" é vista sob uma nova luz, como uma simples lábia neoconservadora. Os Estados Unidos foram humilhados; agora outros têm de sê-lo, também.
O legado de Cheney A humilhação pode ser um impulso irresistível quando 3.000 pessoas morrem. A humilhação pede vingança, retaliação. Mas, então, um país como os Estados Unidos se permitiu ter ilhas totalitárias dentro de seu sistema legal, como a base naval norte-americana na baía de Guantánamo, onde a tortura era praticada. Isso não pode ser simplesmente varrido para debaixo do tapete. Essa ferida, também, está sangrando.
Obama presumivelmente não será capaz de evitar que acusações criminais sejam feitas contra alguns dos responsáveis. E, com frequência, a rede de comando terminava em Dick Cheney.
A guerra contra o terrorismo foi consequência do 11 de setembro; ela moldou a política externa dos Estados Unidos a partir daquele ponto. Ela foi baseada no medo de que a história se repetisse. Mas embora as ditaduras possam ser permanentemente governadas pelo medo, as democracias não podem. As democracias se baseiam no otimismo, na esperança de que - apesar de todas as crises - as coisas ficarão melhores. E elas também se baseiam na expectativa de que medidas para combater ameaças como o terrorismo possam ser tomadas, mesmo que um alto risco persista.
Verdadeiras democracias só podem ser governadas pelo medo e a humilhação temporariamente. E elas aprendem com seus erros. Mas é precisamente aí que Cheney errou. Sua teoria é baseada numa pergunta , "e se?", voltada para o futuro. E se, ele pergunta, os terroristas atacarem com a bomba?
Mas o fato é que qualquer governo em qualquer país precisa tomar medidas de precaução, e daí é papel das instituições - como a polícia, fiscais de alfândega, guardas de fronteira, guarda costeira e, acima de tudo, agências de inteligência - colocar essas medidas em prática. Depois do estado geral de ignorância que imperava no país antes do 11 de setembro, teria feito sentido chacoalhar essas agências do governo, reorganizá-las e prepará-las para qualquer contingência.
As estruturas burocráticas de poder estão no lugar certo para tomar as medidas que os ataques de oito anos atrás fizeram necessárias. É aí que o medo de que a história se repita deve levar a uma melhora na eficiência - dentro do espectro da lei.
Em suas memórias, Cheney defende sua criação. Mas, no mundo real, ela ruiu. Nós sabemos o que começou depois de 11 de setembro. Mas a pergunta real é: onde isso vai acabar - para os Estados Unidos, para o mundo e para Dick Cheney?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h23
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ABAIXO A FUMAÇA
Trinta dias depois da entrada em vigor da lei antifumo (7.651/2009) em Salvador, ainda há muita dúvida da população sobre o teor da legislação que proíbe o uso de cigarro e outros produtos à base de tabaco em ambientes fechados. Para se ter uma ideia, enquete realizada pelo portal A TARDE On Line durante dois dias levantou que cerca de 71% dos votantes desconhecem o conteúdo da nova norma. A lei que completa um mês de vigência, neste sábado, 29, quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo, é considerada confusa pelo presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA), Luiz Henrique do Amaral. “Há dúvidas de como o empresário deve abordar o cliente, o que fazer em caso de recusa (de respeitar a lei), como será a penalização, qual a obrigação do empresário e outros entendimentos da parte operacional da lei”, critica. Apesar de estar em vigor, a lei ainda não resulta em penalização porque foi delimitado um período de 120 dias para que a prefeitura realize uma campanha educativa e de conscientização da população. Em obediência ao previsto, a Prefeitura pretende divulgar o conteúdo do instrumento legal através de um evento com gerentes e administradores de shoppings, além de notas e entrevistas em veículos de comunicação e orientação para proprietários de bares e restaurantes, de acordo com Augusto Bastos, subcoordenador da Vigilância Sanitária do Município (VISA), uma das responsáveis pela fiscalização juntamente com a Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon). Ele afirma que a campanha educativa também prevê distribuição de folhetos, mas não soube informar a quantidade de ambientes que será atingida pela ação. O presidente da Abrasel, Luiz Henrique do Amaral, considera deficiente a campanha educativa da Prefeitura. “Não se vê nenhum tipo de publicidade sobre a legislação. Isso afeta, e muito, o cumprimento da lei. A ação educativa seria mais ampla e não apenas com donos de bares e restaurantes. Naturalmente, a convivência com a legislação seria mais tranquila e serena do que está sendo, o que acaba criando situações constrangedoras”, critica, relatando que há casos de clientes que não aceitam apagar o cigarro ou sair do ambiente fechado. “O empresário fica sem saber como agir”. Amaral observa que a Abrasel teve dificuldades para marcar um encontro com a Prefeitura a fim de esclarecer pontos da legislação. “Tivemos que fazer pressão para agendar o evento”, que aconteceu nesta quarta-feira, 26, argumenta. O dirigente também considera que a divulgação deveria ser voltada para a população. “Como está, os clientes acham que é o empresário que quer proibir o consumo do cigarro”, argumenta Amaral. Ao saber das críticas, Bastos diz que a sugestão deve ser formalizada e encaminhada para os órgãos competentes, mas concordou que se a campanha fosse ampliada seria mais eficiente. “Quanto mais a gente divulgar, melhor. É importante para que a população tenha consciência do assunto”, pondera. Fiscalização - O período educativo previsto pela lei antifumo termina no dia 29 de novembro e, partir desta data, a lei torna-se passível de punição. Augusto Bastos, subcoordenador da Vigilância Sanitária do Município, diz que agentes da Visa e Codecon farão fiscalizações em conjunto e separadamente. As ações acontecerão durante abordagens corriqueiras dos órgãos e nos três turnos do dia. Ele não soube informar, no entanto, quantos fiscais vão trabalhar com foco na lei antifumo. No total, a Visa conta com 110 fiscais, que trabalham de segunda a sexta, mas Bastos observou que poderão ser realizadas operações especiais no final de semana. Os prédios comerciais e condomínios só serão fiscalizados se houver denúncia, diz Bastos, afirmando que bares, restaurantes e shoppings serão os focos principais. É importante ressaltar que a punição da lei é voltada para os responsáveis pelos estabelecimentos. “A lei não prevê multa para o cliente”, explica Bastos. Por isso, os proprietários de restaurantes, bares, casas de show, instituições de ensino, supermercados, shoppings, estádios e outros ambientes fechados de uso coletivo devem colocar adesivos alertando para a proibição do fumo e com os telefones da Codecon e Visa, além de desativar os fumódromos e eliminar os cinzeiros. Também é obrigação do empresário fiscalizar se algum cliente está descumprindo a legislação. Se isso acontecer, é necessário solicitar que o fumante apague o cigarro ou fume em um ambiente aberto. Multa - O estabelecimento que desrespeitar a lei pode receber multa de R$380 a R$10 mil, além de correr o risco de ter a licença de funcionamento suspensa. Bastos diz que a penalização depende de cada caso e será avaliada conforme julgamento do fiscal, mas o empresário tem direito de defesa. Este aspecto da lei, que prevê punição dos empresários e não do fumante é fonte de controvérsias. “Punir o empresário é muito delicado, porque bares e restaurantes são ambientes de lazer e a gente terá que causar o estresse de pedir para o cliente não fumar”, levanta Amaral. Ele também aponta o que considera “exageros” da legislação, como a proibição do fumo em locais como varandas. “Como vamos dizer ao cliente que não pode fumar neste local?”. Augusto Bastos explica que o fumo está proibido em qualquer ambiente de uso coletivo parcialmente fechado, mesmo que seja apenas com um toldo ou paredes na lateral, como é o caso de varandas e estádios. “Este é o nosso entendimento da lei. Sei que vai ser discutido na justiça, mas é assim que vamos fiscalizar por enquanto. Também vamos aproveitar o período educativo para consultar nosso setor jurídico sobre esses aspectos”, alertou. Outro questionamento se volta para o uso do fumódromo. “Deveria existir um espaço para o fumante. Se a criação do fumódromo dentro de todas as normas técnicas for dispendiosa, é decisão do empresário se vai investir nisso, mas hoje está completamente proibido. Tem que garantir os direitos do fumante e do não fumante”, defende Amaral. O internauta Henrique, que deixou sua opinião no portal A TARDE On Line, concorda com Amaral: “"Não aprovo (a lei), cada estabelecimento tem que ter o setor fumante e setor não-fumante bem organizados". Mas a opinião não é unânime. Entre os mais de 150 comentários postados no A TARDE On line, a maioria dos internautas aprova a nova legislação e condena o fumódromo. "Demorou! Quem fuma em ambientes fechados está desrepeitando o direito que os não fumantes possuem de respirar um ar puro. E nada adianta colocar uma área para fumantes, pois a mesma não impede que a fumaça do cigarro chegue à área dos não fumantes", comentou o internauta João Paulo.
| SERVIÇO |
Qualquer cidadão pode denunciar os estabelecimentos irregulares à VISA ou CODECON, através dos telefones 3186-1100 ou 2203-3417
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h28
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GRANDES IDÉIAS, PEQUENOS IMÓVEIS Adorei:
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h26
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Refletindo os novos tempos, nesta semana, a loja anunciou que 960 unidades, das 4,400 que existem nos Estados Unidos, podem fechar as suas portas até o final do próximo ano. Nos anos 90, a Blockbuster reinava como uma das maiores redes de locadoras do mundo. Entretanto, o cenário mudou e, com a proliferação dos downloads, vídeos em streaming e a pirataria, a franquia se deu mal.
Refletindo os novos tempos, nesta semana, a loja anunciou que 960 unidades, das 4,400 que existem nos Estados Unidos, podem fechar as suas portas até o final do próximo ano.
Através de um comunicado, a companhia disse que pretende fechar 685 unidades neste ano e mais 275 durante 2010. O encerramento das atividades destas lojas vai poupar US$ 30 milhões ao ano para a Blockbuster, que já tem planos para se reposicionar no mercado.
Nos Estados Unidos, as grandes concorrentes da empresa são a Netflix, uma grande locadora online, e a Redbox, rede composta por quiosques espalhados em cidades norte-americanos que disponibilizam filmes para locação por apenas US$ 1,00.
"Podemos ter um número menor de lojas físicas e investir nos pontos de locação", disse James Keyes, chefe executivo da companhia, nesta semana. Assim, a empresa vai investir nos quiosques e, até agosto do ano que vem, a Blockbuster pretende ter cerca de 10 mil unidades espalhadas pelo país.
No início de 2007, as Lojas Americanas anunciou a compra da rede Blockbuster por R$ 186,2 milhões. Desde então, o número de vídeos para locação encolheu e a empresa não é mais unanimidade no ramo das videolocadoras brasileiras.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h25
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Saiba o que mudou no Brasil em um ano de criseNem uma marolinha, como chegou a prever o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem um tsunami, como esperavam muitos empresários. É assim que analistas descrevem o resultado da crise no Brasil, pelo menos até o momento. Um ano depois da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, alguns indicadores econômicos, entre eles o crédito e o desemprego, já voltaram aos níveis pré-turbulência.
Mas nem tudo são flores: as exportações estão 30% menores, e a dívida pública não para de subir.
Ainda é cedo para análises conclusivas sobre o impacto da crise no país, já que alguns indicadores podem levar mais tempo para mostrar os sinais da turbulência. No entanto, já é possível ter uma ideia de como o país vem se comportando.
Afinal, houve recuperação? Onde? Por quê? A BBC Brasil selecionou alguns indicadores - sociais, econômicos e políticos - para ilustrar como estava o país antes da crise e como se encontra agora, um ano depois. Clique nos links abaixo para saber mais sobre cada tópico: Emprego Antes: O ano de 2008 foi um dos melhores da história do país em termos de geração de empregos, seja com carteira assinada ou no setor informal. A geração de empregos com carteira assinada bateu recorde no 1º trimestre do ano passado, com 554 mil contratações.
Com a economia brasileira aquecida, praticamente todos os setores foram beneficiados, com destaque para a indústria de transformação e de construção civil.
O resultado foi um ano de contratações e, como consequência, de redução do desemprego. O índice de desocupados, que ficou em 9,3% na média em 2007, caiu ainda mais em 2008: para 7,9% - o menor índice da série histórica do IBGE.
Depois: Em dezembro de 2008, o mercado de trabalho começou a mostrar os sinais da crise. Somente naquele mês, 655 mil pessoas foram demitidas do mercado formal, o pior resultado desde 1999. A situação se agravou nos quatro meses seguintes. De janeiro a abril, o desemprego no país subiu de 8,2% para 8,91%.
O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, diz que a crise atingiu principalmente os trabalhadores com maiores salários. "A crise certamente foi pior para os ricos", diz.
Neri avalia que os setores mais afetados - financeiro e indústria de exportação - costumam pagar salários maiores do que outros setores, como o de serviços. "Os que ganham menos acabaram sendo poupados, pelo menos até o momento", afirma.
Mas os especialistas já veem sinais de retomada. Ainda que lentamente, o desemprego vem caindo e chegou a 8% em julho - o melhor resultado deste ano.
Desigualdade e renda Antes: O ganho real do brasileiro apresentava uma trajetória de crescimento expressivo desde 2003, em função principalmente da queda da inflação no período e de aumentos significativos do salário mínimo.
Um estudo do Ipea indicava que os ganhos foram ainda maiores para os trabalhadores de menor renda. De 2003 a 2007, esse grupo recebeu quatro vezes mais do que os ocupados de maior renda, o que ajudou a reduzir a desigualdade no país.
Em 2008, não foi diferente. O brasileiro chegou ao mês de dezembro do ano passado recebendo, em média, R$ 1.284,90 - com ganho de 3,4% no ano, já descontada a inflação.
Segundo o Ipea, todas as categorias tiveram ganho acima da inflação em 2008. Os servidores públicos foram os mais beneficiados, com aumento real de 4,8%. No setor privado, o ganho foi de 2,4%.
Depois: A partir de janeiro, no entanto, o país registrou uma forte inversão dos números. A crise se agravou no país, o desemprego aumentou e, como consequência, a renda do trabalhador passou a ficar negativa. A renda caiu de forma contínua de janeiro a junho, com uma perda acumulada de 2,5% no semestre.
Uma das hipóteses para a queda do rendimento nos primeiros meses do ano foi a troca de empregos em meio à crise. Segundo economistas, a situação fez com que as empresas não só demitissem, como também contratassem novos funcionários por um salário menor.
Um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a pobreza e a desigualdade - que vinham caindo de forma constante de 2003 a 2008 - voltaram a subir nos primeiros quatro meses de 2009.
A partir de maio, porém, o cenário volta a melhorar. De acordo com Marcelo Neri, pesquisador da FGV, os indicadores de pobreza já voltaram ao patamar de 12 meses atrás. "Empatamos o jogo, pelo menos", diz o economista.
Contas do governo Antes: O ano de 2008 foi de recorde para o caixa do governo federal, que arrecadou R$ 685,6 bilhões, volume 7,6% maior que o de 2007, já descontada a inflação.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo bom desempenho das empresas, que lucraram mais e, portanto, pagaram mais impostos.
Em 2008, o resultado primário (economia feita pelo governo para pagamento de juros) ficou em 4,07% do PIB - ou seja, um superávit de US$ 118 bilhões. A conta inclui as três esferas de governo e as empresas estatais. O resultado foi maior do que a meta definida pelo governo, de 3,8% do PIB.
A dívida líquida em relação ao PIB, outro importante indicador da solvência de um país, também caiu ao longo de 2008. De janeiro a dezembro, a dívida caiu 4,3 pontos para 38,8%.
Depois: A crise, no entanto, acertou em cheio as contas públicas. Para manter a economia aquecida, o governo federal lançou mão de medidas fiscais, como a redução do IPI sobre os carros, que diminuíram o dinheiro em caixa.
Além disso, houve uma abrupta redução dos impostos arrecadados das empresas, que sofreram com lucros menores.
Já são nove meses de quedas seguidas na arrecadação. Somente neste ano (de janeiro a julho), a receita está 7,3% menor do que a do mesmo período de 2008.
O resultado prejudicou a economia do setor público. De janeiro a julho, o superávit primário foi de 2,25% do PIB - menos da metade do valor economizado no mesmo período do ano passado.
A dívida líquida vem crescendo mês a mês. De acordo com o Banco Central, a dívida do país chegou a 44,1% do PIB em julho, o que representa uma alta de 4,5 pontos percentuais desde janeiro.
Crescimento econômico Antes: Até o agravamento da crise financeira, em setembro, o desempenho da economia brasileira vinha de um período de pelo menos cinco anos de crescimento e estabilidade, com a inflação sob controle.
No primeiro semestre de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6% em relação ao mesmo período de 2007. Com juros mais baixos e renda maior, as famílias brasileiras tiveram mais acesso ao crédito, impulsionando o consumo interno.
A indústria e a agropecuária também acumularam bons resultados nos últimos anos, graças à valorização de algumas commodities no mercado internacional. De janeiro a setembro de 2008, o PIB do setor industrial cresceu 6,4%, e o da agropecuária, 4,2%.
Depois: Em setembro, porém, a crise financeira prejudicou o acesso das empresas ao crédito e desestabilizou as exportações brasileiras.
Além da falta de crédito, as empresas exportadoras enfrentaram a redução da demanda no mercado internacional. De setembro a dezembro, o PIB da indústria brasileira encolheu 7,4% em relação ao mesmo período de 2008.
As famílias também sentiram o baque da crise. Com crédito escasso e mais caro, o consumo interno registrou uma queda de 2% no último trimestre de 2008, a primeira queda em seis anos.
Com todos esses efeitos negativos, o PIB do 4º trimestre caiu 3,6% em relação ao trimestre anterior, a maior queda desde 1996. No primeiro trimestre de 2009, a economia voltou a cair, dessa vez em 0,8%, confirmando a recessão técnica no país.
Estimulada principalmente pelo consumo interno, a economia brasileira saiu da recessão no 2º trimestre deste ano, com crescimento de 1,9% - e o governo já estima expansão de 1% em 2009.
Aprovação ao governo Lula Antes: A aprovação ao governo Lula, assim como à figura do presidente, crescia mês a mês desde novembro de 2005, de acordo com levantamento do Instituto Sensus, a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Em novembro de 2005, a avaliação positiva do governo era de 31,1%. Em setembro de 2008, a poucos dias da quebra do banco Lehman Brothers, esse número chegou a 68,8%. No mesmo período, a aprovação (ou popularidade) ao presidente saiu de 46,7% para 77,7%, o maior nível até então registrado pelo instituto.
Pela pesquisa Datafolha, mais antiga que a Sensus, a aprovação máxima atingida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso durante seu governo foi de 47%. Cientistas políticos creditavam o bom desempenho do presidente Lula nas pesquisas ao crescimento econômico do período.
Depois: Tanto a aprovação ao governo como ao presidente Lula continuaram crescendo nos meses imediatamente após o agravamento da crise financeira. A popularidade do presidente, por exemplo, chegou a 84% em janeiro.
Na pesquisa seguinte, no entanto, o número caiu. O brasileiro tomou maior conhecimento da crise e, em março, a aprovação do presidente perdeu quase oito pontos percentuais, para 76,2%. Ainda assim, um número considerável, especialmente para um presidente em 2º mandato.
A queda, no entanto, mostrou-se passageira. As medidas adotadas pelo governo, como a redução de impostos sobre carros e eletrodomésticos, foram bem recebidas pelo brasileiro: em maio, a aprovação do governo subiu sete pontos, para 69,8%, e a do presidente ganhou cinco pontos, para 81,5%.
Na pesquisa mais recente realizada pelo Sensus/CNT, a aprovação ao governo e ao presidente voltaram a oscilar para baixo - mas, desta vez, o motivo apontado não foi mais a crise financeira, e sim a crise política. Em setembro, a aprovação ao governo foi de 65,4%, e a do presidente ficou em 76,8%.
Papel do Estado na economia Antes: A história recente dos mercados vinha sendo marcada pelo liberalismo econômico, corrente que nasceu nos Estados Unidos, na década de 1980, e que foi sendo gradualmente aceita e adotada, sobretudo nas democracias ocidentais.
Uma de suas principais bandeiras é a auto-suficiência dos mercados. Ou seja, agentes econômicos seriam capazes, por conta própria, de prevenir o surgimento de novas crises financeiras.
Um dos maiores defensores dessa linha foi o então presidente do Banco Central americano, Alan Greenspan. Sob sua tutela, o governo dos Estados Unidos adotou um modelo que permitiu maior liberdade à atuação de instituições financeiras.
O discurso defendido pela maior economia do mundo acabou influenciando o mercado internacional. Ainda que com ênfases diferentes, os principais países também passaram a defender a política econômica de não-intervenção do Estado na economia.
Depois: O surgimento de uma crise no centro financeiro dos Estados Unidos colocou em xeque o pensamento liberal até então vigente. O próprio Greenspan admitiu, durante uma audiência no Congresso americano em novembro passado, ter errado "parcialmente" na condução da política monetária e financeira.
Com o agravamento da crise, os principais países do mundo passaram a defender abertamente uma maior participação do Estado na economia. Essa tem sido, por exemplo, uma das principais bandeiras nas reuniões do G20 (grupo dos principais países ricos e emergentes).
O discurso também vem sendo adotado no Brasil. Nas palavras do presidente Lula, o Estado passou a ter um papel "extraordinário".
Em entrevista à BBC Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo deve ser "indutor" de alguns setores. "Não é o velho estatismo, mas é uma maior participação do Estado do que os liberais pregam", disse.
Juros Antes: Antes de a crise financeira aportar no Brasil, a equipe econômica do governo tinha outra preocupação: a volta da inflação. Ao longo de 2008, o consumo do país vinha crescendo a uma taxa anual de 9%, o que - para o Banco Central - demonstrava um aquecimento excessivo.
Com juros em queda desde 2003, o brasileiro pegou mais empréstimos. O crédito para pessoa física, que - no início de 2005 - correspondia a 7% do PIB, subiu para 12% em janeiro de 2008.
Desde o início de 2008, o Banco Central passou a alertar sobre um provável desequilíbrio: o consumo andava mais rápido do que a produção, pressionando os preços para cima.
Por esse motivo, em abril de 2008, o Banco Central decidiu aumentar a Selic para 11,75%, a primeira alta desde 2005. O fantasma da inflação justificou ainda mais três elevações dos juros ao longo do ano, chegando a 13,75% em dezembro de 2008.
Depois: Com o agravamento da crise financeira, a partir de setembro, o Banco Central enfretou um dilema: era preciso decidir o que preocupava mais, se a inflação ou uma possível recessão. A decisão foi aguardar: nas reuniões de setembro e dezembro de 2008, a Selic foi mantida em 13,75%.
O setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria, e até parte dos analistas de mercado, criticaram a elevação dos juros em meio à crise econômica - em movimento contrário ao adotado nas principais economias do mundo.
A partir de janeiro, a política monetária passou a ser usada para diminuir o impacto da crise no Brasil. Desde então, a taxa caiu de 13,75% para 8,75%. O consumo interno, que havia caído no 1º trimestre do ano, voltou a impulsionar a economia no 2º trimestre, com alta de 2,1%.
Em agosto, os juros para pessoas físicas cobrados pelos bancos no país chega a 7,57% ao mês, o menor nível desde 1995.
Comércio Exterior Antes: A valorização de commodities no mercado internacional, aliada a uma política de diversificação de mercados, contribuiu para a expansão das exportações brasileiras nos últimos anos.
De 2003 a 2008, as vendas de produtos brasileiros no exterior cresceram 174%, ajudando a impulsionar a indústria no país.
Com o consumo no país em alta, as importações tiveram um desempenho ainda mais significativo, com alta de 258% no mesmo período.
No acumulado de janeiro a setembro de 2008, ou seja, até o agravamento da crise financeira, as exportações bateram recorde, com vendas de US$ 150,8 bilhões.
Depois: A quebra do banco Lehman Brothers acertou em cheio a oferta de crédito internacional. Com isso, as empresas exportadoras brasileiras enfrentaram sérias dificuldades para encontrar financiamento no exterior.
O setor teve de lidar ainda com a redução do consumo mundial, diante da possibilidade de uma recessão generalizada. O comércio internacional foi fortemente afetado pela crise.
O resultado tem sido a queda nas exportações brasileiras. De janeiro a agosto, houve retração de 24% sobre o mesmo período de 2008.
A crise não só diminuiu o volume das vendas, mas também mudou o perfil dos produtos exportados: os industrializados vêm perdendo espaço para os produtos básicos (commodities) - o que alguns economistas descrevem como um "empobrecimento" das exportações brasileiras.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h24
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Steve Jobs volta à Apple e mostra iPod Nano com câmeraOs boatos foram confirmados: Steve Jobs está de volta à Apple, depois de um transplante de fígado e traz novas funções para a linha de produtos da empresa.
Bastante debilitado e com voz baixa, o "todo poderoso" da Apple foi aplaudido ao relembrar que, cinco meses atrás, passou por um transplante de fígado e agradeceu ao doador pela generosidade. Jobs também confirmou o que todo macmaníaco gostaria de ouvir: "Estou de volta à Apple e amando cada minuto disso. É maravilhoso".
A principal novidade apresentada no evento foi o novo iPod Nano com câmera para fotos e vídeos (640x480 pixels, em 30 frames por segundo). O pequeno player com capacidade de 8 GB custará US$ 149 e o de 16 GB, por US$ 179.
O Nano também traz alto falante e rádio FM embutidos, app para gravação de voz, como a do iPhone e iPod Touch e virá em novas cores: laranja, preto, prata, vermelho, verde, azul, roxo, rosa e amarelo. De acordo com a Apple, o tocador já vendeu mais de 100 milhões de unidades.
Upgrade em outros modelos
Embora o modelo Nano do iPod foi o que ganhou melhorias mais significativas, é o Touch que se destaca nas vendas, com mais de 20 milhões de unidades comercializadas —segundo a Apple, a empresa tem 73,8% do mercado de tocadores musicais dos EUA.
Os novos iPod Touch ganham capacidades 32 e 64 GB e serão vendidos por US$ 299 e US$ 399, respectivamente.
A Apple apresentou o Touch como alternativa aos videogames portáteis. No evento, fabricantes de game fizeram algumas demostrações. É o caso da Eletronic Arts, que mostrou o jogo de futebol americando Madden NFL 2010 e a Ubisoft com o Assassin's Creed II Discovery. Além desses foram anunciados os jogos Command and Conquer e NBA Live.
O argumento usado para a utilização do iPod Touch é o número de jogos em comparação aos concorrentes no segmento de games. São mais de 20000 títulos, enquanto os concorrentes Sony PsP e Nintendo DS apresentam números menores, 607 e 3680 respectivamente. Os jogos também estarão disponíveis para o iPhone.
O "parrudo" iPod Classic agora é capaz de armazenar até 40 mil músicas com os seus 160 GB de capacidade. Será vendido por US$ 249.
Já o Shuffle ganhou uma versão de aço inoxidável, por US$ 99 e novas cores: prata, rosa, verde e azul e preto (US$ 59)
iTunes
O player multimídia da Apple também ganha novas funções. O novo iTunes 9.0 vem com uma série de mudanças, entre elas um design mais "limpo" comparado a versão anterior e melhorias na função Genius, que cria playlists de música conforme as preferências do usuário.
A função, segundo o CEO da Apple, terá melhor desempenho na sincronização de músicas, fotos e aplicativos. O iTunes 9.0 também permitirá a cópia de conteúdo entre outros cinco computadores.
Outra novidade é o iTunes LP que disponibilizará os clássicos da música de vinil em formato digital para download, incluindo vídeos sobre os artistas. Além disso, há um outro recurso chamado iTunes Extra que será uma espécie de buscador de conteúdos extras de filmes baixados pelo iTunes.
Em um ano a loja virtual da Apple de aplicativos, a App Store, já disponibilizou 75 mil aplicativos.E a loja contabiliza 1,8 bilhão de downloads. Esses números tornaram o iTunes o maior varejista de música do mundo.O programa já está disponível gratuitamente para download.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 20h22
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