Lula decidiu congelar, pela segunda vez, a proposta que prevê a taxação das cadernetas de poupança acima de R$ 50 mil.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciara que o projeto seria desengavetado e enviado ao Congresso. Já lá se vão duas semanas. E nada.
Na noite passada, o presidente informou a auxiliares que optou por devolver a encrenca ao freezer.
Adiou a remessa do projeto ao Legisaltivo “por tempo indeterminado”. Com isso, fica comprometida a estratégia da Fazenda.
Pretendia-se impor o Imposto de Renda aos poupadores a partir de 2010. Para que isso pudesse acontecer, o projeto teria de ser aprovado até o final de 2009.
Pela lei, o governo só pode impor tributos novos ao contribuinte se eles forem referendados pelo Congresso no ano anterior ao do início da cobrança.
Deve-se o recuo a um entrave político: nem os congressistas alinhados com o governo se dispõem a aprovar a mordida nos rendimentos da poupança.
Informou-se a Lula que a maioria do PMDB, um pedaço do PT e parcelas expressivas de legendas como PTB, PR, PP e PDT ameaçavam aliar-se à oposição.
E o presidente concluiu que, às portas de uma eleição, não seria prudente testar os humores do consórcio partidário que lhe dá suporte congressual.
Informado, Mantega conformou-se. Ouvido pelo blog, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), soltou rojões.
Jungmann leva o rosto à TV, desde a semana passada, em inserções publicitárias de seu partido. Nas peças, compara a taxação da poupança ao confisco da era Collor.
“Pela segunda vez, nós conseguimos conter o furor arrecadatória do governo”, exagerou Jungmann.
58% dos clientes têm até R$ 100 Milionários representam 0,005%
A maioria dos clientes de poupança tem saldo até R$ 100. Eles representam 58,78% do total, sendo que a participação aumentou desde dezembro do ano passado, quando era de 56,20%.
Quando analisado o valor aplicado por estes investidores, o montante é de apenas R$ 714,8 milhões, ou 0,25% do total. Em dezembro do ano passado, o volume era de R$ 687,8 milhões e a representatividade se manteve igual.
Os poupadores com recursos entre R$ 100 e R$ 500, por sua vez, representam 13,1% do total, o que remete a uma queda frente a dezembro, quando eles tinham uma participação de 13,8%. Em relação ao volume destes investidores, ele passou de R$ 3,155 bilhões para R$ 3,033 bilhões.
Por outro lado, os milionários na poupança representam 0,005% do total de clientes, já que são 4.410 em um universo de 91,835 milhões. Em dezembro do ano passado, eles representavam 0,0042% do total de 89,980 milhões de clientes, sendo 3.822 de pessoas.
Em relação ao volume movimentado pelos milionários na poupança, ele é de R$ 17,080 bilhões, o que representa 6% do total, enquanto em dezembro do ano passado o volume era de R$ 14,988 bilhões (5,53% do total).
Os depósitos na poupança totalizam R$ 282,7 bilhões e representam 27,77% dos créditos existentes em produtos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Internet banking se populariza e cresce no Brasil e EUA
Fazer transações bancárias por meio da internet está se tornando cada vez mais comum, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.
Para se ter uma ideia, pela primeira vez o internet banking é o canal preferido entre os clientes bancários dos Estados Unidos, segundo revela pesquisa da Associação Americana de Bancos.
Por aqui, apesar do canal de autoatendimento continuar a ser o mais importante para o consumidor brasileiro, entre os anos de 2007 e 2008 o uso do internet banking apresentou alta de 15,8%, respondendo por 18% do total de operações, de acordo com a pesquisa "O Setor Bancário em Números", realizada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
EUA
Voltando aos Estados Unidos, conforme o levantamento norte-americano, fazer as transações bancárias pela internet foi a preferência de 25% da população bancarizada daquele país, seguido pela agência física (21%), autoatendimento (17%) e mobile banking (1%).
O estudo aponta ainda que, ao contrário do que se poderia imaginar, não são apenas os mais jovens que preferem este canal de atendimento, o internet banking atinge a maioria dos clientes abaixo dos 55 anos.
Candidatura do Rio 'é a que mais faz sentido economicamente
A candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 é a que, provavelmente, faz "mais sentido economicamente", segundo reportagem do jornal americano "The New York Times" publicada nesta sexta-feira.
O Comitê Olímpico Internacional vai decidir nesta sexta-feira, em Copenhague, a cidade-sede dos Jogos de 2016. Além do Rio, concorrem Chicago, Madri e Tóquio.
Segundo o jornal, a maioria dos candidatos manteve os custos em um nível razoável, com Chicago prometendo financiar os Jogos com o setor privado, Madri afirmando que 80% das instalações já estão construídas, ou estão em construção, e Tóquio prometendo que seu investimento em tecnologia verde vai trazer dividendos.
"Enquanto isso, a proposta do Rio de US$ 14,4 bilhões está acima das outras em termos de custo. Estranhamente, no entanto, é provavelmente a que faz mais sentido econômico, mesmo com o investimento público necessário para os transportes e segurança aumentando significativamente as despesas."
"O Brasil tem uma economia em desenvolvimento impulsionada pelas commodities, que tem se saído bem apesar da desaceleração global. Sua dívida recentemente recebeu grau de investimento. E é um lugar populoso: o custo das Olimpíadas representa apenas 1% do PIB", diz o jornal.
"O Rio em si é uma cidade que está crescendo rapidamente, cuja infra-estrutura poderia passar por uma melhoria olímpica. Ele precisa do evento mais do que os outros. E o Brasil também seria melhor em absorver os custos", conclui.
"Os benefícios de sediar o evento incluem criação de empregos, investimento, um aumento no turismo e uma 'plástica' para a cidade e o país. Ainda assim, os investimentos raramente valem a pena", afirma o jornal.
O "NYT" lembra o caso das Olimpíadas de Atenas, em 2004, em que a Grécia gastou 9 bilhões de euros para financiar o evento.
"Isso é cerca de 4% do PIB, dinheiro que poderia ter sido gasto de forma melhor, mais tarde. Políticos agora estão discutindo como o país pode pagar um pacote de estímulo econômico de tamanho semelhante".
"Segundo o jornal, apesar de os Jogos trazerem benefícios de infra-estrutura para a cidade sede, essa infra-estrutura, raramente, é a que a cidade precisa.
Consumidor não terá combustível mais barato com exploração do pré-sal
Diferente do que acontece em países do Oriente Médio e com a Venezuela, por exemplo, o consumidor brasileiro não deve esperar queda nos preços dos combustíveis com a exploração da camada pré-sal.
A informação é do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e foi dada nesta quarta-feira (30) durante audiência da comissão especial sobre exploração e produção do pré-sal na Câmara dos Deputados.
"Em países com grande população, como o Brasil, provavelmente não será possível conceder esse tipo de vantagem", disse o ministro, conforme publicado pela Agência Câmara.
Fundo Social
Na ocasião, respondendo às críticas contra a criação de um Fundo Social do pré-sal para receber e distribuir recursos do petróleo na camada, o ministro também declarou ser este uma garantia dos brasileiros e não um ônus.
Isso porque, segundo Lobão, "ele que vai garantir para a população os benefícios com a exploração do pré-sal. Caso contrário, apenas dois ou três estados encontrariam desenvolvimento".
Bancos americanos aconselham que baixa renda evite uso do cartão de crédito
A associação americana profissional de bancos publicou, na última semana, conselhos aos seus clientes de menor renda, com o objetivo de ensiná-los a fazer mais com menos. Entre as dicas, está a de não utilizar o cartão de crédito, dando preferência aos pagamentos em dinheiro ou com a função débito do plástico.
A dica é válida, já que estimula a compra à vista e evita a formação de dívidas para o pagamento futuro. No entanto, é possível mudar essa visão de que o cartão de crédito é um vilão e torná-lo um aliado do planejamento financeiro. Basta utilizá-lo de forma consciente.
Programação de gastos
Um dos importantes benefícios do plástico é a programação de gastos, já que é possível comprar hoje, com status de à vista, e pagar no mês seguinte, por exemplo, de acordo com o vencimento da fatura.
Essa é uma grande facilidade, que permite ao usuário programar contas e vencimentos de acordo com a entrada dos rendimentos.
As compras parceladas pelo cartão de crédito, muitas vezes sem juros, também ajudam na formação de um plano para o pagamento, já que auxiliam o consumidor a organizar suas contas.
Outra função importante do cartão de crédito é o auxílio à educação financeira, principalmente de adolescentes e jovens que estão começando a lidar com o dinheiro, já que o plástico pode ser um ótimo substituto da mesada.
Com cartões chamados de pré-pagos, os pais deixam à disposição dos filhos uma quantia que eles considerem necessária para os gastos semanais, ou mensais, deles. Assim, cabe aos filhos saber utilizar, de forma consciente, o meio de pagamento, para que o dinheiro não acabe no fim de mês. É uma ótima maneira de inserir os conceitos de planejamento financeiro na vida dos adolescentes.
Cuidados são necessários
Apesar dos benefícios citados, alguns cuidados devem ser tomados na utilização do plástico. A taxa de juros do cartão de crédito está entre as mais altas atualmente; assim, para que o meio de pagamento não se transforme em um pesadelo e as dívidas em uma bola de neve, evite o atraso no pagamento da fatura e fuja do pagamento mínimo, que pode tornar sua dívida impagável num piscar de olhos.
Novas regras do setor de cartões devem acabar com exclusividade das bandeiras
O governo deve anunciar, ainda nesta quarta-feira (30), oito novas regras para o setor de cartões. Dentre estas, cinco poderão entrar em vigor imediatamente, como o fim da exclusividade das bandeiras.
A medida, segundo relatório da Link Investimentos, resultará em uma guerra de preços na busca pelo credenciamento de estabelecimentos que, por sua vez, irão preferir um contrato com apenas uma credenciadora que aceite as duas principais bandeiras presentes no mercado.
O presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pelizzaro Junior, concorda e chama atenção para o fato de que a livre concorrência beneficiará a economia do País, os lojistas e principalmente os consumidores.
"O lojista não será mais obrigado a se submeter às regras impostas pelo duopólio dominado por Redecard e Visanet. E com a determinação de reunir todas as bandeiras em uma só máquina, o valor pago de aluguel cairá no mínimo 50%", afirma Pellizzaro.
Medidas
Além do fim da exclusividade das bandeiras, estão previstas as seguintes medidas para estimular a competição no mercado de cartões de crédito: compartilhamento de POS, fortalecimento dos sistemas nacionais de cartões de débito, separação das atividades de compensação e liquidação das operações com cartões de crédito e transparência na definição das tarifas de intercâmbio cobradas entre as credenciadoras de cartões e suas respectivas bandeiras, sendo que estas medidas serão formalizadas por meio de resoluções do CMN (Conselho Monetário Nacional).
As outras três restantes serão debatidas no Congresso Nacional, por meio de projetos de lei sobre o assunto que já tramitam tanto no Senado como na Câmara dos Deputados. Elas dispõem da regulação do setor, da diferenciação para pagamento em dinheiro e em cartão de crédito e do fim da verticalização na captura e processamento de transações e aluguel das máquinas utilizadas no comércio.
Estados Unidos
O Brasil não é o único que pretende tornar mais rígidas as regras para o mercado de cartões. Na última terça-feira (29), o Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) anunciou novas regras para as empresas de cartões de crédito que atuam nos Estados Unidos.
As medidas anunciadas pelo Fed passam a vigorar no dia 22 de fevereiro de 2010 e, dentre as práticas, as propostas visam proibir o aumento das taxas de juros no primeiro ano da abertura da conta e acabar com as elevações sobre os balanços pendentes de clientes que estejam atrasados por menos de 60 dias.
O Banco Central dos Estados Unidos também propôs restrição de realização de empréstimos a menores de 21 anos e consumidores classificados como de alto risco.
Propostas para regular setor de cartões esquecem consumidor
A Pro Teste enviou ofício ao Banco Central para que não seja incluída na regulação do setor de cartões de crédito a cobrança de preços mais altos nas compras feitas com o plástico do que com dinheiro ou cheque.
O Ministério da Fazenda estuda revogar uma portaria de 1994 que impede a diferenciação entre o pagamento com dinheiro e com cartão de crédito. A questão havia sido aprovada pelo Senado em julho, mas em agosto a Câmara a derrubou.
De acordo com a associação de consumidores, existem outras formas de estimular a redução das tarifas cobradas pelas administradoras de cartão de crédito, tanto para o lojista quanto para o consumidor, sem penalizar a parte mais frágil da relação, que é o cliente.
Escolha do consumidor
Segundo a coordenadora institucional da Pro Teste, é de interesse do setor motivar as compras via cartão de crédito e, por isso, cabe aos demais agentes envolvidos - lojistas, operadoras e emissoras - arcar com os custos do negócio e não ao consumidor.
Pagamentos com dinheiro, cartão de crédito e cheque são considerados à vista e o consumidor deve escolher a loja com as melhores condições de pagamento e preço, na avaliação da Pro Teste.
A regulação
O governo havia anunciado que, até o final de setembro, divulgaria novas regras para o setor de cartões de crédito. O prazo, então, termina nesta quarta-feira (30). De acordo com a Pro Teste, a regulação é necessária para diminuir abusos no setor, como juros do rotativo altos.
Mas, para que a regulamentação seja benéfica, é necessário respeitar os direitos consagrados pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor). "É lamentável que a proposta de regulamentação do setor tenha deixado o consumidor em segundo plano", avalia Maria Inês.
Ela fala com base nas três medidas a serem discutidas no Congresso: a regulação do setor, hoje em aberto, o sobrepreço nas compras com cartão e o fim da verticalização, que é a presença da Visanet e Redecard em todas as fases da cadeia produtiva.
Neste último caso, além do credenciamento exclusivo dos lojistas, as empresas controlam a prestação de serviços de rede (captura e processamento de transações e aluguel de terminais, as máquinas usadas no comércio) e a compensação e liquidação das transações.
Se você é fã da série de TV Friends, já pode começar a pular. De acordo com o jornal Daily Mail, os seis atores principais - Jennifer Aniston (Marley & Eu), Courteney Cox (Um Faz de Conta que Acontece), Lisa Kudrow (High School Band), Matt LeBlanc (As Panteras - Detonando), Matthew Perry (17 Outra Vez) e David Schwimmer - entraram em um acordo e a história dos amigos será contada nas telonas.
"O filme definitivamente vai sair. Mantenho contato com a maioria dos atores e eles me disseram que realmente estão interessados na produção", contou James Michael Tyler à publicação. No serido, o ator interpretava Gunther, dono do famoso café Central Perk.
Friends durou dez anos, terminou em 2004 e no último episódio atraiu uma audiência de mais de 85 milhões de telespectadores no mundo.
David Crane e Marta Kauffman, criadores da séries, serão os responsáveis pelo roteiro da adaptação. O longa está previsto para chegar às telonas no segundo semestre de 2011.
O hit Rehab, de Amy Winehouse, foi eleito como a música mais influente da década. A eleição, feita pelo The Telegraph, reúne 100 músicas de vários estilos consideradas essenciais para a compreensão da cultura e da música nos anos 2000.
Logo após Rehab, o jornal elegeu I Bet You Look Good On The Dancefloor, do Arctic Monkeys, Crazy In Love, de Beyoncé, Yellow, do Coldplay e Paper Planes, de M.I.A.
Confira abaixo a lista completa:
Rehab - Amy Winehouse I Bet You Look Good On The Dancefloor - Arctic Monkeys Crazy In Love - Beyoncé Yellow - Coldplay Paper Planes - M.I.A. Bleeding Love - Leona Lewis Hurt - Johnny Cash Seven Nation Army - The White Stripes Can't Get You Out of My Head - Kylie Minogue Hey Ya - Outkast
A partir da segunda quinzena de fevereiro, o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (DETRAN-BA) vai instaurar cerca de mil processos relativos aos motoristas que foram flagrados em blitze de alcoolemia.
A medida foi anunciada, durante a posse do novo diretor geral do DETRAN-BA, o advogado Adriano Romariz “O objetivo é pôr fim à impunidade dos condutores pegos em fiscalização sob efeito de álcool”, destacou. A relação com os nomes dos condutores infratores penalizados será publicada, no Diário Oficial do Estado.
Para ter a situação regularizada, os condutores penalizados terão duas opções: entregar a CNH imediatamente no DETRAN-BA e fazer o curso de reciclagem, como prevê o Art. 20 da Resolução nº. 182, estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A CNH ficará apreendida, e acostada aos autos e será devolvida ao infrator depois de cumprido o prazo de suspensão do direito de dirigir, e comprovada a realização do curso e prova de reciclagem.
A outra opção é o condutor apresentar recurso a Junta Administrativa de Recurso (JARI), no prazo de 30 dias, contados da data de recebimento da notificação de penalização no processo de suspensão.
Em caso de não acolhimento do recurso ou do seu não exercício no prazo legal, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade de suspensão do direito de dirigir, por um período de um ano. Caso seja mantido a penalidade pela JARI, ainda será possível, no período de 30 dias ao infrator, interpor o recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN).
A defesa, que deve conter, - o nome do órgão de registro da habilitação a que se dirige; a qualificação do infrator; a exposição dos fatos, fundamentação legal do pedido, documentos que comprovem a alegação; a data e assinatura do requerente ou de seu requerente legal, - podendo ser entregue no Protocolo Geral do DETRAN-BA, nos postos do SAC ou nas CIRETRANS do Estado.
Oportunidade para trocar hábito de poupar pelo de investir
Ainda sem definição, a possível tributação da poupança pode deixar diversos investidores órfãos de um investimento sem risco com boa rentabilidade.
Porém, quem tem mais de R$ 50 mil na poupança (valor que deverá sofrer impacto do novo imposto) pode encontrar outras boas opções no mercado. A afirmação é do professor de Finanças da Brazilian Business School, Ricardo Torres.
"Tesouro Direto e CDB bancário devem ser os investimentos mais procurados, caso o governo consiga mesmo aprovar a cobrança do imposto. Essas opções irão suprir bem a falta da poupança para os grandes investidores, pois são modalidades com rendimento bastante interessante e pouco risco", afirma.
Poupar x investir
Porém, Torres afirma que, caso a taxação venha mesmo a ocorrer, essa pode ser uma boa oportunidade para que o brasileiro troque o hábito de poupar pelo hábito de investir.
"A poupança está enraizada no brasileiro. Mas essa é uma boa oportunidade para mudarmos esse hábito. Poupar é algo muito passivo, pois nada mais é que a abstenção de gastar. Agora, investir é trabalhar ativamente com parte do seus recursos para obter um rendimento melhor. E seria muito bom que o brasileiro criasse o hábito de investir", explica.
Para os que querem sair da poupança e alocar seu patrimônio em um bom investimento, o professor recomenda a Bolsa de Valores. "Bolsa é sempre um bom investimento. Mas é preciso escolher um bom momento de entrada e, a meu ver, agora, os papéis estão muito caros. Porém, assim que as coisas assentarem, acho que vai valer a pena escolher boas empresas e investir em seus papéis. Aliás, a dica é investir constantemente nessa modalidade".
Sobre os fundos, o conselho de Torres é fugir deles no momento. "Com as taxas de juros atuais, eles [os fundos] vão investir nas mesmas coisas que nós, Tesouro Direto e CDB bancário. Então, para que pagar comissão para alguém fazer o que nós mesmos podemos fazer? Acho mais sensato que os investidores estudem bem essas modalidades e invistam sozinhos", afirma o professor.
Marcelo Nova faz show no dia 10 de outubro no Groove Bar
O cantor e compositor baiano de rock Marcelo Nova volta a se apresentar em Salvador. Ele estará no Groove Bar no dia 10 de outubro acompanhado da banda Os Anjos Exterminadores. O DJ Pinguim, residente da casa, e o DJ Bigbross também animam a noite, a partir das 22 horas. O show começa à meia-noite. O ingresso começa a ser vendido a R$ 30 (1º lote), à venda nas lojas Levi’s dos shoppings Salvador, Iguatemi e Barra.
Perto dos 30 anos de carreira, o criador da banda de rock Camisa de Vênus permanece fiel ao seu estilo. No repertório do show 'O Galope do Tempo', Marcelo Nova apresenta músicas da carreira-solo, os clássicos que fizeram a fama do Camisa de Vênus e composições em parceria com Raul Seixas: 'Só o Fim', 'Sílvia', 'Eu Não Matei Joana D’Arc', 'O Ponteiro Tá Subindo', 'Carpinteiro do Universo', 'Pastor João e a Igreja Invisível', 'Simca Chambord' e 'Noite'.
Os Anjos Exterminadores é formada por Candido Amarelo (guitarra), Eric Assmar (guitarra), Pedro Bó (baixo) e Maurício Pedrão (bateria).
| Serviço |
Evento: Marcelo Nova e Os Anjos Exterminadores + DJ Pinguim + DJ Bigbross Dia/hora: Dia 10 de outubro (sábado) - a casa abre às 22 horas e o show começa à meia-noite Local: Groove Bar - Rua Marques de Leão, 351A, Barra Ingresso: 1º lote: R$ 30; 2º lote: R$ 40, 3º lote: R$ 50 Vendas: Lojas Levi’s dos shoppings Salvador, Iguatemi e Barra Censura: 18 anos Informações: (71) 3267-5124
Liminar obriga Sul América Saúde a liberar contratação de planos individuais
A TARDE On Line
A empresa de planos de saúde Sul América foi obrigada - através de liminar pedida pelo Ministério Público da Bahia - a disponibilizar seguros de saúde individual ou familiar para os usuários de planos de saúde coletivos. A seguradora disponibilizava apenas planos de saúde coletivos para empresas que contratavam seus serviços. A liminar foi emitida nesta segunda-feira, 28, pelo juíz Márcio Reinaldo Miranda Braga e ainda cabe apelação.
O cumprimento de carências por quem já usava os serviços da seguradora e querem migar para planos individuais também não poderá ser cobrado, de acordo com a liminar. Ainda conforme determinação da Justiça, a seguradora deverá orientar os funcionários e corretores que, na venda de produtos e serviços, informem a todos os consumidores interessados que há a disponibilidade de seguro de saúde individual e familiar.
Segundo a promotora Joseane Suzart, a Lei nº 9.656/98, que regulamenta a atividade, não autoriza as operadoras e seguradoras a operacionalizarem apenas contratos coletivos.
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que existe relação de consumo e serviço entre a doação de sangue de uma voluntária e a comercialização deste feita pelo Serviço de Hemoterapia Dom Bosco Ltda. Assim, a 4ª Turma restabeleceu a competência da Comarca de Engenheiro Beltrão (PR) para discutir ação indenizatória por danos morais movida por uma doadora contra o hemocentro.
Na primeira instância, o juiz da Comarca de Engenheiro Beltrão entendeu não existir uma relação de consumo e desviou a competência para a Comarca de Maringá aplicar as disposições do Código de Processo Civil. Desta decisão, a doadora entrou com Agravo de Instrumento, mas o pedido foi novamente negado pela Justiça paranaense.
Por isso, a doadora recorreu ao STJ. Argumentou que a ação tem de ser discutida em seu domicílio, na qualidade de consumidora, aplicando os conceitos do artigo 101, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Em seu voto, o relator, ministro Aldir Passarinho Junior, destacou que são dois os serviços prestados e relações de consumo, sendo a captação de sangue pelo banco uma relação em si mesma que faz parte de uma outra, o fornecimento de sangue pelo banco ao recebedor. “A primeira tem um custeio sim, mas indireto, visto que pela segunda o banco é remunerado de uma forma ou de outra”, justificou.
O ministro ressaltou que o comércio praticado pelo hemocentro com a venda do sangue a hospitais e terceiros gerou recursos e remunerou a coleta de sangue da doadora, ainda que indiretamente, sendo aplicável o conceito do artigo 2º do CDC e da competência do foro do domicílio da consumidora (artigo 101, inciso I, da Lei 8.078/1990). Assim, entendeu que o pedido de indenização deve ser julgado na Comarca de Engenheiro Beltrão. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
O dólar comercial fechou com queda de 0,47 por cento nesta segunda-feira, na BM&FBovespa. No ano, a moeda norte-americana acumula uma depreciação de mais de 23 por cento em relação ao real. O dólar está tentadoramente barato, vale a pena investir nele?
A pesquisa Focus com as expectativas do mercado financeiro para o dólar divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central indica que os prognósticos para o fim de 2009 são de um dólar cotado a 1,80 real. Na ponta do lápis, isso quer dizer que, para o mercado, o dólar ainda terá uma valorização de pouco mais de meio por cento este ano.
Um dólar em queda constante traz à memória a situação em meados de 2007, antes de a crise econômica desabar sobre o mercado. A moeda norte-americana chegou a ser cotada a um mínimo de 1,5593 real no início de agosto de 2008, pressionada pelo aparentemente irresistível fluxo de divisas para a economia brasileira. Quando a crise mostrou toda a sua força, o dólar chegou a um máximo de 2,50 reais no início de dezembro passado, uma apreciação de 60 por cento em menos de quatro meses. Qual o risco de isso voltar a ocorrer? O dólar está barato demais e pode voltar a surpreender os investidores? Ou, indo direto ao ponto, vale a pena investir no dólar?
TRÊS RAZÕES
Para os especialistas, a resposta é não. A moeda norte-americana deverá apresentar alguns momentos de turbulência até o fim do ano, mas a causa antecedente dos solavancos de 2008 está afastada. O mercado sempre poderá apresentar alguns trancos, mas, estruturalmente, há menos motivos para o dólar voltar a surpreender. A maior previsibilidade do dólar pode ser explicada por três grandes motivos. O primeiro é que o grau de alavancagem do mercado financeiro hoje é várias ordens de grandeza menor do que o em 2007 e no primeiro semestre de 2008.
Um bom exemplo foi o comportamento das cotações do petróleo no mercado internacional. Antes da crise, as cotações do barril chegaram a 140 dólares, nível mais alto da história. Uma parte dessa sobrevalorização era a expectativa com o aumento da demanda. Outra parte, porém, era especulação, especialmente dos fundos de hedge. Com a ruptura dos diques do sistema financeiro, o petróleo retrocedeu a um mínimo de 40 dólares por barril, e só agora estabilizou-se numa faixa entre 65 e 70 dólares por barril. Tanto os 40 quanto os 140 dólares representavam uma distorção, provocada pela especulação financeira.
O mercado internacional do petróleo continua tão imprevisível quanto sempre foi. A diferença é que há menos dinheiro, menos profissionais gerindo fundos de hedge e menos apetite por risco dos gestores sobreviventes. O que ocorre com o petróleo vale para todos os ativos, especialmente o dólar.
O segundo motivo é que a economia brasileira vai continuar a ser um contraponto para a crise mundial. Mais uma vez, o acompanhamento sistemático das pesquisas Focus mostra uma lenta porém segura melhoria das expectativas com relação ao comportamento do Produto Interno Bruto (PIB).
Os prognósticos para 2009 deverão mostrar uma projeção de crescimento, ainda que de centésimos de ponto percentual, a partir das primeiras pesquisas de outubro. Para 2010, as projeções voltaram a subir e agora são de 4,5 por cento, ante os 4,2 por cento da semana passada.
Até o Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais otimista e elevou sua projeção do crescimento médio mundial em 2010 para 3 por cento, em vez dos 2,5 por cento anteriores. Tudo isso reflete-se em um fluxo maior de dólares para o Brasil, especialmente no caso de investimentos diretos.
Finalmente, apesar de todos os cenários positivos, os juros brasileiros continuarão a ser bastante superiores à média mundial, drenando uma fração, ainda que pequena, da elevada liquidez internacional.
Com tudo isso, há poucas razões para acreditar em uma alta estruturada e persistente do dólar. A moeda norte-americana deverá manter sua trajetória de depreciação em relação ao real brasileiro, exceto em movimentos pontuais de alta provocados pelo noticiário - que deverão ser esporádicos, limitados e de curta duração. * O jornalista Cláudio Gradilone assina a coluna Portfólio para a Reuters; as opiniões expressas são de sua responsabilidade.