Governo não é obrigado a cumprir calendário de restituições
Uma péssima notícia para os milhares de contribuintes baianos que aguardam a restituição do Imposto de Renda para o pagamento de dívidas ou então para reforçar o orçamento neste final de ano: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta quinta que, devido à crise econômica e à queda da arrecadação, os contribuintes estão tendo que esperar um pouco mais para receber o dinheiro. “A restituição está mais demorada porque o Brasil está num ano difícil, com arrecadação mais baixa”, afirmou Mantega. A comparação do volume de recursos liberados e do total de contribuintes beneficiados nos cinco primeiros lotes do ano passado e agora em 2009 comprova a queda nos pagamentos na Bahia. Enquanto entre junho e outubro de 2008 foram liberadas 238.162 restituições, num valor total de R$ 289.351.304,15, este ano, no mesmo período, 182.788 contribuintes receberam as restituições, totalizando R$ 225.492.240,43, ou seja, R$ 63,85 milhões e menos. A avaliação dos volumes de recursos liberados e total de beneficiados mensalmente depende também do tamanho dos lotes, ou seja, do número de declarações processadas, que pode variar mês a mês, e do valor individual de cada restituição. Existem lotes muitas vezes pequenos em número de contribuintes mas que acabam tendo volume grande de recursos. Segundo Mantega, não existe uma regra rígida para a devolução dessas restituições. “O ritmo é moldado pela disponibilidade de receitas. Os contribuintes irão receber as suas restituições”, afirmou, lembrando que o governo devolve os recursos corrigidos pela variação da taxa Selic. O ministro Guido Mantega negou ainda que o governo esteja usando “artificialismos” para aumentar o número de contribuintes que ficam retidos na malha fina e, com isso, reduzir ainda mais as despesas do governo. A decisão da Fazenda é mais uma das medidas que têm sido tomadas para tentar manter um certo nível de recursos dentro do caixa federal. Para engordar os cofres, o governo já decidiu este ano exigir um pagamento maior de dividendos por parte das empresas estatais e transferiu para o Tesouro depósitos judiciais que estavam em outros bancos. Quem ainda não recebeu a restituição do Imposto de Renda e a aguardava para este mês não deve concluir que foi preterido por conta do ritmo mais lento das liberações. É possível que tenha caído na malha fina, e o ideal é buscar confirmar essa situação. “Os critérios utilizados pela Receita para pagamento das restituições continuam os mesmos. Têm preferência idosos, pessoas que fizeram a entrega pela internet e quem entregou com maior antecedência”, disse o auditor da Receita Federal na Bahia Demian Moreira Fagundes. Legislação - Se o governo federal decidir não cumprir o calendário de restituição do Imposto de Renda, que prevê a liberação de todos os lotes até dezembro deste ano, o contribuinte não terá nada a fazer a não ser esperar. Isso porque, apesar de ter sido divulgado oficialmente pela Receita através da Instrução Normativa 942/2009, não há nenhuma lei que obrigue o Fisco a cumprir o cronograma devolução. “O contribuinte pode fazer nada. Só esperar e rezar para que a restituição saia no primeiro trimestre de 2010. Esse atraso já aconteceu muito no passado. São medidas tomadas contra a classe média, que não tem quem faça lobby por ela. É reflexo de um modelo onde, ao invés de o Estado existir para servir à sociedade é a sociedade que existe para servir ao Estado”, avalia o tributarista Rubem Branco, diretor da Branco Consultores. “Esse cronograma foi criado em 2004, pelo governo Lula, mas é calendário político, não tem força de lei. O único prazo legal é o que está previsto no Código Tributário Nacional, cinco anos”, reforça Antônio Teixeira Bacalhau, coordenador de Imposto de Renda da IOB consultoria tributária. O tributarista destaca que atrasar a devolução é uma medida injusta, porque esse é um dinheiro que o trabalhador já pagou a mais ao governo no ano passado. “O assalariado já pagou a mais em 2009 e continua descontando o Imposto na fonte este ano, ou seja, o dinheiro está sendo recebido pelo governo. É injusto, mas não é ilegal”, diz o consultor da IOB. Ele pondera que os contribuintes poderiam até cogitar recorrer à Justiça contra a Receita, numa ação coletiva, mas diz que a medida não é aconselhável, porque a tendência é o processo demorar mais do que capacidade de o governo concluir os pagamentos.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h49
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COMMAND & CONQUER ZERO HOUR MAPS Delirium tremens:
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h47
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O ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu nesta quinta-feira que a Receita Federal esteja demorando mais a pagar a restituição do Imposto de Renda de 2009 aos contribuintes que têm direito devido à queda na arrecadação do governo. Segundo o ministro, o ajuste que foi feito é normal e não prejudica o contribuinte, já que o valor é corrigido pela Selic. O atraso no pagamento das restituições foi antecipado pela Folha na edição desta quinta-feira. De aproximadamente R$ 15 bilhões que seriam inicialmente devolvidos até dezembro, cerca de R$ 3 bilhões só deverão ser liberados no primeiro trimestre do ano que vem, de acordo com a reportagem. "Neste ano, existe um ajuste para que a restituição demore mais a ser feita, mas sempre o nosso critério é fazer o mais rápido possível. No ano passado, nos tínhamos uma folga orçamentária e foi feito mais rapidamente, mas este ano temos mais dificuldade", afirmou. Mantega disse que não há nenhum artificialismo neste ajuste e que, mesmo com a demora, o pagamento das restituições está sendo feito dentro da regulamentação, priorizando contribuintes que não caíram na malha fina O ministro negou também que o foco da Receita Federal tenha mudado dos grandes contribuintes para os pequenos. "Não tem nenhuma procedência achar que mudamos o foco da Receita. Os grandes contribuintes são sempre o foco, até por uma questão de lógica", completou. Leia mais: Sem caixa, governo segura restituições do IR Fisco mira fraudes da classe média no IR Receita libera consulta ao 5º lote do IR 2009
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h43
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O Peru vendeu o jogo. A Argentina comprou o Peru e por isso venceu por 6 x 0 e se classificou para a final da Copa do Mundo. Quantas vezes você já ouviu isso? Essa estória, ou história para muitos, vem desde 1978 quando o Brasil empatou com a Argentina, em Mar del Plata, e ficou na dependência do encontro dos anfitriões com os peruanos na última rodada da segunda fase. O Brasil enfrentou a Polônia horas antes e venceu por 3 x 1. A Argentina numa manobra malandra mudou o horário do seu jogo para mais tarde. Se a Argentina não vencesse o Peru de goleada era o Brasil de Cláudio Coutinho que iria à final. A classificação do Grupo B da segunda fase aponta Argentina e Brasil em primeiro com cinco pontos. Os donos da casa se classificaram porque marcaram dois gols a mais que o Brasil: 8 contra 6. Teriam que vencer o Peru pelo menos por quatro gols de diferença, venceram por seis. Resultado: O Brasil disputou o terceiro lugar e ganhou da Itália, 2 x 1, com um gol antológico com a curva de Nelinho e a Argentina venceu a Holanda na final e foi campeã do mundo pela primeira vez. Os jogadores peruanos são chamados de vendidos até hoje. Em 2004, na Copa América, do Peru, eu conversei com o goleiro daquela Seleção e um dos maiores “vendidos”, segundo os informantes brasileiros. Quiroga era o cicerone da Seleção do México e Ramon Miflin, grande jogador da Seleção Peruana de 70, atuava na mesma função com a Seleção do Brasil. Fomos a feia cidade de Piúra para o jogo México 0 x 4 Brasil, nas quartas de finais do torneio. Miflin era amigo de Quiroga, a quem dizia que era uma espécia de Barbosa peruano, um homem injustiçado por ter tido o azar de estar no lugar errado no jogo errado. A injustiça, segundo Miflin, era mais dos estrangeiros, no caso os brasileiros, do que dos peruanos que ainda tinham Quiroga em boa conta. Era um ídolo. Essa conversa foi gravada e guardada no meu arquivo pessoal e da Jovem Pan. Agora que Argentina, em péssima situação, enfrenta novamente o Peru numa Copa do Mundo, já que as Eliminatórias fazem parte da Copa, o assunto volta à tona. Dizem que os adversários diretos em busca da classificação oferecem dinheiro para os peruanos pararem desta vez os argentinos dentro da Argentina. Tarefa difícil para uma equipe que ameaça entrar em greve por falta de pagamento e sem nenhuma chance de classificação. Guardada as devidas proporções, é a mesma situação da Copa de 78 quando o Peru se despedia da competição justamente contra a Argentina. Você vai ouvir Quiroga se defender das acusações e dizer que mais incompetente que o Peru foi o Brasil que devia ter vencido a Argentina para não depender de ninguém. Vai ouvir Quiroga dizendo que isso já não o incomoda mais, que não se arrepende de ter jogado aquela partida, que por muito tempo defendeu a Seleção Peruana e que sempre o chamaram nas horas difíceis. Quiroga lembra que depois de 78 continuou jogando no Sporting Cristal e que o brasileiro Elba de Pádua Lima, o Tim, foi técnico do Peru em 82, na Espanha, e o convocou e mais do que isso, o escalou como goleiro titular. “Se eu fosse um vendido e tivesse mesmo prejudicado o Brasil, você acha que o brasileiro Tim teria me chamado de novo”, diz Quiroga. É um arquivo histórico à sua disposição. Clique AQUI.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h42
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NA DÚVIDA...Gol proíbe uso de celular em voos, Anac diz que uso é permitidoA Gol anda proibindo algumas pessoas de usarem celulares durantes voos, mesmo no modo avião -quando o sinal é cortado e o aparelho funciona como outro eletrônico qualquer e faz as vezes de player de MP3 ou vídeo, videogame portátil ou mesmo um PDA. A empresa diz estar seguindo normas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), já o órgão diz que a regulamentação apenas prevê que os aparelhos fiquem desligados durante o pouso e decolagem. Durante o voo, é recomendado que o aparelho fique desligado ou em modo avião. A Anac ressalta que a decisão cabe a cada companhia, mas que a Agência não proíbe o uso. E você, já teve que desligar o celular durante algum voo?
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h38
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BC cogita alta de juro até início de 2010 O presidente do BC, Henrique Meirelles, após encontro com Lula
Em reunião anteontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a recuperação econômica do Brasil acontece acima das expectativas do mercado e que poderá ser necessária uma elevação dos juros básicos até o início de 2010 a fim de combater alta da inflação. Segundo a Folha apurou, Lula ficou preocupado com eventual subida de juros, mas também se mostrou positivamente surpreso, pois a avaliação reservada de Meirelles foi otimista em relação ao crescimento da economia. Normalmente, Meirelles é uma voz mais conservadora no governo. Publicamente, o presidente do BC tem dito que acha razoável a estimativa do mercado de crescimento do PIB de 4,5% em 2010. Reservadamente, porém, crê que a economia poderá estar crescendo, no início do ano, a uma taxa anualizada superior a 5%. Isso exigiria uma ação preventiva de elevação dos juros, para sinalizar ao mercado austeridade monetária e evitar remarcação de preços. É o movimento do BC para interferir na chamada curva futura de juros. Ou seja, sinaliza austeridade, e o mercado reduz sua previsão futura de Selic levando em conta essa atitude. Uma elevação da Selic feita até o início de 2010 permitiria ao BC eventualmente voltar a reduzir a taxa no auge da campanha eleitoral, entre julho e setembro do ano que vem. Hoje, a Selic está em 8,75% ao ano, o menor patamar de juros básicos reais e nominais desde a estabilidade econômica pós-Plano Real (1994). A última vez em que o BC elevou os juros foi em 10 de setembro de 2008, na quarta-feira anterior à quebra do Lehman Brothers. Subiu de 13% para 13,75% ao ano. Na última pesquisa semanal feita pelo BC com analistas do mercado financeiro, a previsão é de alta dos juros no segundo semestre do próximo ano.
Filiação ao PMDB Anteontem, Meirelles se reuniu com Lula para obter o aval do presidente à sua filiação ao PMDB. O presidente aprovou, e Meirelles é cotado para disputar uma vaga de senador em 2010 por Goiás. É remota hoje a chance de ele virar candidato a vice na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que deve disputar o Palácio do Planalto pelo PT. Além da filiação partidária, Lula e Meirelles trataram do cenário econômico para o ano eleitoral. O presidente do BC tem a preocupação de que um ritmo forte de crescimento leve a uma taxa de inflação acima da meta de 4,5% ao ano. Lula e Meirelles desejam combinar as medidas necessárias para manter a economia nos eixos com o discurso político-eleitoral mais vantajoso. Elevar juros gera protesto de empresários e sindicalistas, mas não seria tema de debate popular. No entanto, o eleitorado levaria mais em conta, avaliaram os dois, a inflação, que se reflete nas compras cotidianas. Durante a campanha eleitoral, se a oposição criticar o governo por eventual alta dos juros, Lula e o PT julgam que poderiam usar o argumento de que a taxa é baixa na comparação histórica e que a medida seria necessária para evitar alta da inflação, o que preservaria o poder de compra. Uma eventual alta da Selic em ano eleitoral seria curta e pequena, de acordo com a perspectiva apresentada a Lula pelo presidente do BC. Para Lula, uma boa performance econômica em 2010 será um grande ativo eleitoral, pois ainda estaria viva na memória da população a lembrança da crise. Isso daria ao governo discurso para dizer que teve competência para evitar um desastre. A elevação dos juros, que tem sido motivo de tensão nos quase sete anos de Lula no poder, poderia ajudar o governo a resolver um problema político. A alta da Selic tornaria desnecessário o envio ao Congresso de um projeto de lei para modificar as regras da caderneta de poupança, que traz desgaste político.
DEPOIS DA ELEIÇÃO A GENTE CONVERSA Lula revê o projeto de taxar as poupanças A possível elevação dos juros básicos até o início de 2010 e a resistência de sua base de apoio congressual levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reavaliar a proposta de cobrar IR (Imposto de Renda) a partir do ano que vem das cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil. Por ora, Lula estuda se modifica ou abandona de vez a proposta de projeto de lei elaborada pela Fazenda. Em reunião com auxiliares anteontem, o presidente disse que voltaria a reexaminar o tema até o dia 20 a fim de tomar uma decisão definitiva. Tem crescido no entorno de Lula a avaliação de que talvez seja melhor do ponto de vista político-eleitoral não alterar as regras da poupança e deixar o assunto para o próximo governo. Essa avaliação ganhou corpo depois de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dizer a Lula que o BC poderia voltar a elevar os juros básicos. Isso compraria tempo, diz um auxiliar do presidente. O argumento principal para cobrar IR de poupadores acima de R$ 50 mil é evitar que o ganho da caderneta se torne mais vantajoso dos que os fundos de renda fixa que são remunerados com base na Selic. Trocando em miúdos: mantida a remuneração da poupança, que é fixa, haveria um piso para a queda dos juros. Se o BC tiver de elevar a taxa, adia-se o problema, pois ainda haveria um diferencial que favorece o aplicador em renda fixa, evitando migração para a poupança. Em reuniões anteontem, Lula foi avisado de que é forte a resistência de sua base de apoio no Congresso à ideia de taxar a poupança. Aliados do presidente, como o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), sugeriram o aumento do piso para cobrança de IR, de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Um ministro de Lula fala em manter os R$ 50 mil, mas cobrar apenas de novas poupanças. Ou seja, as que forem abertas a partir de 2010, quando valeria o imposto, e que fossem superiores aos R$ 50 mil.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h19
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Diante da greve dos bancários por reajuste salarial, a PRO TESTE orienta os consumidores a utilizar meios alternativos para quitar seus compromissos. O consumidor não pode se valer da greve para simplesmente se eximir de quitar suas obrigações. Por isso, deve ficar alerta à data de vencimento das contas, e procurar um meio alternativo para quitá-las, evitando-se, assim, problemas futuros. Quem tem conta para pagar e não dispõe de cartão para uso do caixa eletrônico, pode recorrer às agências lotéricas e até lojas de departamentos que aceitam a quitação de diversas contas. Mas o cliente que precisa sacar dinheiro na boca do caixa deve entrar em contato por telefone com o banco e solicitar uma alternativa. Quem movimenta a conta pela internet - nos sites dos bancos - ou nos caixas eletrônicos, não deve ser afetado pela paralisação, pois esses serviços devem continuar a funcionar normalmente. Para as pessoas que têm contas atrasadas de tarifas públicas como água, telefone, e energia , a PRO TESTE aconselha ligar para as empresas e negociar uma forma de pagamento. São contas que podem ser quitadas em qualquer banco, já que o cálculo de taxas de multas é acordado com a própria empresa que presta o serviço. Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS poderão retirar, como de costume, o dinheiro nos caixas eletrônicos. Entretanto, os aposentados e pensionistas que recebem pela Caixa Econômica Federal só poderão retirar o benefício nas casas lotéricas. A PRO TESTE entende que a greve é um direito social garantido aos trabalhadores pela Constituição. Entretanto, não exime as empresas (no caso, as instituições financeiras) de garantir aos consumidores a prestação dos serviços essenciais no transcorrer da greve, além dos necessários esclarecimentos. Tal é o caso do serviço de compensação bancária, que, por ser considerado atividade essencial pela legislação brasileira, não pode sofrer qualquer paralisação. Portanto, cheques e DOCs terão sua compensação nos prazos normais estipulados pelo Banco Central. Alertamos: o consumidor deve esgotar todas as possibilidades de atendimento pelos meios normais e alternativos, conforme segue: Terminais de auto atendimento/caixas eletrônicos/rede Banco 24 Horas: depósitos, pagamentos, saques, transferências, DOCs, retiradas de talonários de cheques, créditos de celulares, etc.; Bankfones e internet banking: por esses canais (telefone e internet) é possível realizar quase todos os tipos de operações bancárias, inclusive empréstimos; Serviços de Atendimento ao Cliente – SAC (dos bancos): geralmente são números de discagem gratuita (0800), que deverão informar qual a agência ou posto bancário ativo nas proximidades da localidade do consumidor e outras informações; Convênios com estabelecimentos comerciais: alguns bancos têm convênios com lotéricas (Caixa Econômica Federal), Correios (Bradesco), supermercados Extra, Compre Bem, Pão de Açúcar e Barateiro (Banco do Brasil), e algumas lojas de departamento e drogarias, onde é possível pagar contas de consumo (água, telefone, energia elétrica, gás, etc.), entre outros serviços. O consumidor pode se dirigir a esses estabelecimentos e consultar quais os serviços disponibilizados no local.
Observações: Débitos automáticos – Os débitos em conta corrente (débitos automáticos) são de responsabilidade exclusiva dos bancos, devendo ser efetuados regularmente, desde que haja saldo na conta. Conta-salário – Só recebe créditos da empresa ou fonte pagadora e não pode ser utilizada para débitos decorrentes da quitação de contas de consumo, títulos, boletos bancários, impostos e taxas. Não é movimentável por cheques, mas apenas por cartão magnético, nas agências do banco e nos equipamentos de auto-atendimento internos e externos. Portanto, as pessoas não podem ser impedidas de ter acesso ao seu salário, que tem, por lei, caráter alimentar. Pagamentos só aceitos em um único banco – A mesma indicação, ou seja, todos os bancos devem propiciar aos consumidores os meios para a utilização de todos os serviços já listados. Cobranças pré-agendadas e não efetuadas – Nesses casos, os consumidores têm direito a pedir ressarcimento por perdas e danos sofridos e comprovados. O banco tem que arcar com os prejuízos. Por fim, no caso de condomínio, aqueles que necessitarem efetuar o pagamento da cota condominial por boleto bancário e não encontrarem meios para fazê-lo devem contatar a empresa administradora do condomínio ou, na ausência desta, o próprio síndico, para que estes recebam a cota condominial devida.
Lembramos que, mesmo sendo observadas as indicações acima, se algum dano for incorrido ao consumidor (por exemplo, cobrança de multa e juros em casos em que não teve, de forma alguma, como realizar o pagamento em conseqüência da greve), o estabelecimento deverá ser responsabilizado, nos termos estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. A PRO TESTE orienta, nessa situação, que seja formalizada a reclamação, por meio de uma carta para o banco, aos cuidados do gerente e enviada com aviso de recebimento dos Correios, relatando os fatos e requerendo as providências cabíveis (veja um modelo de carta em documentos adicionais). Além disso, o consumidor poderá registrar uma queixa junto ao Banco Central do Brasil (ligue: 0800-979-2345), além de procurar os órgãos de defesa do consumidor e o promotor de Justiça da sua cidade.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h18
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HAY GOBIERNO? SOY CONTRA! Sem caixa, governo segura restituições Fazenda manda Receita adiar parte das restituições de IR para 2010 após alerta do Tesouro por causa da queda na arrecadação
Dos cerca de R$ 15 bilhões previstos para serem restituídos até dezembro, R$ 3 bilhões só deverão ser liberados no ano que vem O governo federal começou a atrasar o pagamento das restituições do Imposto de Renda das pessoas físicas, em sua grande maioria trabalhadores da classe média, para compensar parte da queda de arrecadação de tributos neste ano. A ordem foi dada à Receita Federal pelo Ministério da Fazenda. De aproximadamente R$ 15 bilhões que seriam inicialmente devolvidos até dezembro, cerca de R$ 3 bilhões só deverão ser liberados no primeiro trimestre do ano que vem. Segundo a Folha apurou, a decisão foi informada à cúpula do fisco, no final de maio, pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, depois de um pedido do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. A Folha conversou por telefone com Augustin na manhã de ontem, mas, ao ser informado do assunto, ele pediu para que a assessoria da Fazenda fosse acionada. Apesar dos reiterados pedidos de esclarecimento feitos pela reportagem, o ministério não ligou de volta até o fechamento desta edição. O artifício de retardar as devoluções do IR foi posto em prática rapidamente. De junho a outubro houve um recuo de 21,7% nas restituições em comparação com igual período do ano passado -de R$ 7 bilhões para R$ 5,48 bilhões. As maiores reduções foram em agosto e setembro, quando os valores devolvidos aos contribuintes foram diminuídos a menos da metade dos números de 2008. Ontem foi liberado mais um lote de restituição, com redução de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado. A devolução do IR se dá quando o contribuinte paga mais imposto do que devia, gerando um saldo a ser recebido do governo. As restituições são feitas de junho a dezembro, com as devoluções referentes às declarações retidas em malha fina podendo ser estendidas para os anos subsequentes. Esta é a segunda medida adotada pela Receita neste ano relacionada à restituição do IR. Conforme a Folha publicou anteontem, também para elevar a arrecadação, o fisco apertou o cerco contra fraudes praticadas pela classe média.
Contas não fecham Depois de quatro meses seguidos de queda na arrecadação de impostos, provocada principalmente pela crise global, o Tesouro percebeu que as contas do governo não fechariam neste ano se nada fosse feito. Em maio, o presidente Lula assinou um decreto de revisão de arrecadação (excluindo-se receitas previdenciárias) com R$ 49 bilhões a menos do que a estimativa enviada ao Congresso no ano passado -de R$ 522 bilhões para R$ 473 bilhões. Em junho, diante dos valores efetivamente cobrados pelo fisco até então, a projeção da arrecadação feita pela Receita para o ano ficou ainda menor -de R$ 465,78 bilhões. Segundo documento interno do fisco obtido pela Folha, em julho os auditores foram obrigados a fazer um novo cálculo do recolhimento de tributos para 2009, jogando mais para baixo ainda a previsão: R$ 446,7 bilhões. Naquele mesmo mês, o Tesouro solicitou à Receita uma arrecadação com R$ 19 bilhões a mais do que a estimativa então feita pelo órgão. Sem esse dinheiro, pela análise do Tesouro, as contas do governo não fechariam. Do contrário, a saída seria ou promover um bloqueio de despesas autorizados no Orçamento ou reduzir ainda mais o superavit primário (economia de receitas para pagamento da dívida pública). A queda na arrecadação com o Imposto de Renda foi uma das mais acentuadas. E, dentro desse item, o IR retido na fonte foi um dos mais afetados. Enquanto a Receita calculou obter ao longo do ano R$ 82,9 bilhões com o IR na fonte, o Tesouro solicitou ao fisco R$ 87,5 bilhões nessa rubrica -uma diferença de R$ 4,6 bilhões. Diante de todos esses números, a Fazenda viu a necessidade de retardar ainda mais a liberação das devoluções do IR. Segundo a Folha apurou, a Receita incumbiu o subsecretário de Arrecadação, Michiaki Hashimura, de fazer a reformulação do cronograma das restituições. Foi quando se chegou ao valor aproximado de R$ 12 bilhões para este ano, deixando R$ 3 bilhões para serem devolvidos só em R$ 2010.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h18
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Preço diferente para pagamento com cartão e dinheiro beneficia clientesEntidades de defesa do consumidor comemoraram o fato de o Banco Central não ter sugerido a cobrança de preços diferenciados nas compras com cartão e com outras formas de pagamento, mas, de acordo com o professor da Fucape e da FGV, Paulo César Coimbra, a medida seria benéfica aos clientes.
"Isso seria extremamente adequado", explicou Coimbra. De acordo com ele, o que acontece é que os lojistas são obrigados a cobrar o mesmo preço em compras com cartão e com dinheiro/cheque e, por isso, todos os consumidores acabam pagando pelos custos que os varejistas têm por oferecer a possibilidade de o cliente pagar com o plástico.
"Eles cobram um preço médio que leva em consideração os custos envolvidos no repasse que deve ser feito às operadoras. Em outras palavras, quem não utiliza cartão de crédito acaba pagando mais do que pagaria se fosse permitido aos lojistas cobrar preços diferenciados. De outra forma, isso representa uma transferência de renda daqueles que não possuem cartões ou não utilizam para aqueles que utilizam o cartão de crédito", explicou.
Coimbra disse que, quando revogada essa medida de preços iguais, de fato usarão cartão aqueles que estão "desejosos de fazer suas compras e ter a facilidade de pagar adiante ou, então, eventualmente pagar com um parcelamento".
Defesa do consumidor
Sugestões para aumentar a competitividade do mercado de cartões foram divulgadas na quinta-feira (1) pelo Banco Central e pelos Ministérios da Fazenda e da Justiça.
De acordo com o assessor jurídico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Marcos Diegues, o BC pode não ter sugerido o pagamento diferenciado com cartão de crédito e dinheiro/cheque porque existem projetos de lei que tratam do assunto e o BC e os ministérios não quiseram se comprometer com a questão.
Abertura da atividade de credenciamento - sobre a eliminação da exclusividade; Interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações) - sobre compartilhamento das redes entre as companhias; Neutralidade nas atividades de compensação e liquidação - para que haja uma única instância para compensação e liquidação das operações; Fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito - para facilitar a operação e autorização das transações; Transparência na definição da tarifa de intercâmbio - para facilitar a relação no sistema como um todo.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h10
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MALDITOS JUROS Mercado Aberto
Professores de finanças lançam manifesto a favor do juro composto Um grupo de 32 respeitados especialistas em matemática financeira e acadêmicos brasileiros está lançando um manifesto em defesa dos juros compostos, que são empregados nas operações de crédito. Eles se dizem "preocupados com a restrição legal de se capitalizar juros" e "apelam para que os representantes dos poderes Legislativo e Judiciário" reexaminem tal proibição, contida na súmula número 121 do STF (Supremo Tribunal Federal). "É contrária a tudo que se faz no mundo real e ao que se ensina nas universidades e nos livros", diz o documento. Os juros compostos são utilizados nos cálculos das parcelas de um empréstimo. Por essa modalidade, os juros de uma dívida são incorporados ao valor principal e passam a render juros também. O método mais comum é o chamado "tabela Price", que prevê valores fixos de parcelas. De acordo com estimativas de juristas, há milhões de processos na Justiça questionando esse regime quando aplicado a financiamentos habitacionais, por exemplo. Na maioria dos casos, ganham os mutuários que processaram bancos ou construtoras. Para os signatários do manifesto, entretanto, as decisões são "fundamentadas em argumentos equivocados, que contrariam a lógica e o bom-senso". "Os juízes recomendam a troca para o sistema de juros simples, mas isso é matematicamente impossível. Não existe uma maneira de corrigir uma operação de crédito usando juros simples", frisa José Dutra Vieira Sobrinho, professor do Insper. "É uma questão científica e não jurídica, portanto." Segundo ele, não existe um país que não use a "tabela Price" como regra para os cálculos dos financiamentos.
Leia a íntegra do manifesto no link: www.folha.com.br/0928012
Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h10
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FULL BALL
This may have been the best month for Brazil since about June 1494. That's when the Treaty of Tordesillas was signed granting Portugal everything in the new world east of an imaginary line that was declared to exist 370 leagues west of the Cape Verde islands. This ensured that what was to become Brazil would be Portuguese and thus develop a culture and identity very different from the rest of Spanish Latin America. This guaranteed the world would have samba, churrasco, "The Girl from Ipanema," and through some incredibly fortuitous if twisted chain of events, Gisele Bundchen. While it took Brazil sometime to live up to the backhanded maxim that it was "the country of tomorrow and always would be," there is little doubt that tomorrow has arrived for the country even if much work remains to be done to overcome its serious social challenges and tap its extraordinary economic potential. The evidence that something new and important was happening in Brazil began to build years ago, when then President Cardoso engineered a shift to economic orthodoxy that stabilized a country racked by cycles of boom and bust and mind-blowing inflation. It has gained momentum however, throughout the extraordinary term of the country's current President Luis Inacio "Lula" da Silva. Some of that momentum is due to Lula's commitment to preserving the economic foundations laid by Cardoso, a courageous political move for a lifelong labor leader from the opposition Workers Party. Some of it is due to luck, a changing global energy paradigm that helped make Brazil's 30 years of investment in biofuels start to pay off in important new ways, massive discoveries of oil off Brazil's coast and growing demand from Asia that has enabled Brazil to become a world agricultural export leader and assume the role of "breadbasket of Asia." But much of it is due to great skill on the part of Brazil's leaders in seizing a moment that many of their predecessors likely would have fumbled. Of those leaders, much of the credit goes to President Lula who has become a bit of a rock star on the international scene, harnessing energy, drive, charisma, uncanny intuition, and common sense so effectively that his lack of formal education has hardly been an impediment. Some goes to other members of his team, such as his chief of staff Dilma Rousseff, a former energy minister who has become a very tough chief of staff and a possible successor to Lula. But I believe a large amount of it ought to go to Celso Amorim, who has masterminded a transformation of Brazil's role in the world that is almost unprecedented in modern history. He has been Lula's foreign minister since 2003 (he also served in the same role in the 1990s) but I think there is a fair case to be made that he is currently the world's most successful foreign minister. It is impossible to pinpoint just one turning point in Amorim's efforts to transform Brazil from a lumbering regional power of dubious international clout into one of the most important players on the world stage, acknowledged by global consensus to play an unprecedented leading role. It may have come when he played a central role helping to engineer a pushback by emerging countries against a business-as-usual power play by the U.S. and Europe during the Cancun trade talks in 2003. It might have been the canny way the Brazilians have used issues such as their biofuels leadership to forge new dialogues and influence either with the United States or with other emerging powers. It certainly involved his embrace of the idea of transforming the BRICs from acronym to important geopolitical collaboration, working with his counterparts in Russia, India and China to institutionalize the dialogue between the countries and to coordinate their messages. (Arguably the BRIC helped most by this alliance is Brazil. Russia, China and India all earn places at the table due to military capabilities, population size, economic clout or resources. Brazil has all these things...but less than the others.) It also involved countless other things from the Brazil's deepened and tightened ties with countries like China, it's promotion of both investment flows and a reputation for being comparatively secure in the face of global economic reversals, the comfort level America's new President has with his Brazilian counterpart -- even extending to encouraging them to play a role as a conduit to, for example, the Iranians. Agree or not with their every move in places like Honduras or in the OAS on Cuba, Brazil has also continued to play an important regional role even as it is clear its focus has shifted to the global stage. Nothing illustrates how far Brazil has come or how effective the Lula-Amorim team has been than the events of the past few weeks. First, the countries of the world cashier the G8 and embrace the G20, guaranteeing Brazil a permanent place at the most important table in the world. Next, Brazil becomes the first country in Latin America to be awarded the right to host the Olympics. Yesterday's FT carried news that "Asia and Brazil lead rise in consumer confidence", a reflection on the reputation that the government has effectively sold (with the bulk of the credit going to a resurgent Brazilian private sector.) And this week's stories out of the IMF-World Bank meeting in Istanbul show a further institutionalization of Brazil's new role with agreement to change the structure of the International Monetary Fund. According to today's Washington Post: "The nations also preliminarily agreed to reshape the fund's voting structure, promising a blueprint for giving more clout to emerging giants like Brazil and China by January 2011." Not a bad few days work. And while it's Brazil's Finance Ministry you'll find at IMF-World Bank Meetings, the undisputed architect of this remarkable transformation of Brazil's role in Amorim. Much work remains to be done, of course. Part of it has to do with the new role that has been shaped. Brazil wants a permanent place on the U.N. Security Council and more of a leadership role in other international institutions. It may well earn these, but it will have to maintain its growth and stability to get there. Further, Brazil seems inclined to minimize regional threats such as those posed by Venezuela (Brazilians tend to look down their nose at their neighbors to the north almost as much as they do toward their Argentine friends to the south ... and thus they under-estimate the ability of men like Hugo Chavez to do too much damage.) And they have an election coming up that may change the cast of players and of course, that can alter the current trajectory in any number of ways -- good and bad. But it is hard to think of another foreign minister who has so effectively orchestrated such a meaningful transformation of his country's international role. And that's why if I were asked today to cast a ballot, my vote for world's best foreign minister would likely go to Santos' native son, Celso Amorim.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h12
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SITUAÇÃO DAS DECLARAÇÕES IRPF 2009 Prezado Contribuinte (CPF XXX.XXX.XXX-XX),
E M L
| Os dados da liberação de sua restituição estão descritos abaixo: | | | | Banco: | XXXX | | Agência: | XXXX | | Lote Nº: | 05 | | Disponível a partir de: | 15-10-2009 | Situação do Resgate da Restituição: Aguardando crédito no banco Caso a restituição não tenha sido creditada, ligue para a Central de Atendimento BB, 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) ou entre em contato com qualquer agência do Banco do Brasil S.A. para solicitar/reagendar o crédito. |
| Em Brasília - DF | 07/10/2009 | 09:30 |
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h11
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Gratuitos só na aparência: Cartões grátis cobram outras taxas do consumidor As propagandas de cartões de crédito que se dizem gratuitos estão confundindo o consumidor, alerta a Pro Teste - Associação de Consumidores.
Segundo pesquisa da entidade, há várias ofertas de cartões sem anuidade ou gratuitos, mas que cobram taxa de manutenção ou emissão de fatura, que varia de R$ 2,99 a R$ 3,95, resultando em uma conta de até R$ 47,40 por ano.
Direito à informação
Ainda de acordo com a Associação, há falhas graves na maneira como os cartões de crédito são anunciados, já que o consumidor tem direito à informação.
Muitas empresas não esclarecem, por exemplo, que há cobrança em função do uso do cartão, bem como outras não especificam o custo de maneira clara para o consumidor, de modo que ele não seja surpreendido quando vier a fatura.
Outro problema são os cartões que oferecem muitas facilidades, como flexibilidade no pagamento, milhas e brindes, que, segundo a Pro Teste, em alguns casos, acabam sendo cobrados do consumidor.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h10
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Por determinação do Banco Central, os bancos não podem cobrar os serviços abaixo discriminados: (...) Manutenção de contas de poupança com saldo superior a R$ 20,00;
Obs.: Nas contas de poupança inativas - sem saques ou depósitos por prazo superior a seis meses e com saldo inferior a R$ 20,00 - os bancos podem cobrar mensalmente R$ 4,00 ou 30% do saldo;
Escrito por Eduardo Lorenzo às 11h01
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Vândalos atacam 'travestis' e descobrem que eram lutadores de vale-tudoUma noite de bebedeira e violência terminou mal para dois jovens na cidade costeira de Swansea, no País de Gales.
Dean Jonathan Gardener, 19, e Jason Andrew Fender, 22, atacaram um grupo de homens que passavam na rua vestidos de mulher - para descobrir, pouco depois, que os "supostos travestis" eram lutadores de vale-tudo festejando uma despedida de solteiro.
O episódio, flagrado do início ao fim por uma câmera de circuito interno, foi para no site de vídeos YouTube. Minutos antes, os dois haviam se envolvido em outra briga de rua.
As imagens mostram o que parece ser Gardener e Fendner gabando-se de suas habilidades e relembrando momentos do enfrentamento anterior enquanto caminham pela calçada.
Eles cruzam na rua com os dois homens vestidos de mulher e Gardener resolve abordá-los. Ele peita um deles e depois desfere um soco.
A resposta vem em questão de segundos: um dos lutadores de vale-tudo, em vestido preto e peruca, tenta retribuir a pancada - mas Fendner se coloca entre seu amigo e o rival.
Mas um segundo lutador, que se acerca aos dois pelo outro lado, golpeia com dois diretos certeiros os jovens, que caem na calçada.
Depois que os lutadores partem, as imagens da câmera de circuito interno mostram os dois jovens se levantando e Gardener cambaleando e caindo logo depois. Minutos depois, a polícia prendeu os jovens.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 10h58
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AÑOS (Fagner) El tiempo pasa Nos vamos poniendo viejos El amor no nos reflejo como ayer En cada conversacion Cada beso, cada abrazo Se impone siempre um pedazo de razón
Passam os anos E como muda o que eu sinto O que ontem era amor Vai se tornando outro sentimento Porque anos atrás Tomar tua mão, roubar-te um beijo Sem forçar o momento Fazia parte de uma verdade ...
El tiempo pasa ...
Vamos viviendo Viendo las horas que van passando Las viejas discussiones Se van perdiendo entre las razones ... A todo dices que si A nada digo que no Para poder construir Essa tremenda harmonia Que pone viejo los corazones
El tiempo pasa ...
Vamos vivendo Vendo as horas que vão passando As velhas discussões Vão se perdendo entre as razões A tudo dizes que sim A nada digo que não Para poder construir ... Esa tremenda harmonia Que pone viejo los corazones
O tempo passa ...
Escrito por Eduardo Lorenzo às 03h33
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Envidia sana se puede decir. Brasil ya se había asegurado el Mundial de Fútbol en el 2014 y fue por más. Río de Janeiro se postuló para ser sede de los Juegos Olímpicos en el 2016 y ganó. Hoy, en Copenhague, Dinamarca, el Comité Olímpico Internacional eligió la ciudad carioca para albergar los Juegos. Será la primera vez que se desarrollen en Sudamérica. Sí, la Copa y la antorcha, todo verdeamarelho.
La movilización popular, el paisaje y el presupuesto estimado para las obras de infraestructura (más de 14.000 millones de dólares) fueron las cualidades que aventajaron a Río por sobre Madrid, Chicago y Tokio. Sudamérica se merecía albergar los Juegos Olímpicos. Tokio ya los había organizado en 1964. España (Barcelona 1992) y Estados Unidos (San Luis 1904, Los Angeles 1932 y 1984 y Atlanta 1996) también ya recibieron los JJ.OO. Sumado a que los del 2012 serán en Londres, Europa. Se hizo justicia. Por primera vez en la historia tendremos está cita deportiva tan cerca y en tierras de América de Sur.
La definición. A la última instancia llegaron cuatro ciudades: Madrid, Chicago, Río de Janeiro y Tokio. En el primer corte, la primera eliminada fue la city defendida por Obama. Madrid fue la que más voto sacó en esa manga, sacando dos más que la ciudad carioca. Cuando quedaron tres, la que se quedó afuera fue la capital de Japón. Ahí ya se notó un cambió a favor de Río: 46 votos contra 29 de Madrid. En la definición, cara a cara, Lula y todo Brasil celebró con el 66-32 a su favor.
Seguro que hay cosas a mejorar, para eso tendrán siete años para trabajar. El sistema de transporte y la seguridad (Río es una de las ciudades más violentas del mundo) son las principales facetas en donde poner empeño. En lo que hace a infraestructura deportiva, esta ciudad cuenta con una base de lo que dejaron los Juegos Panamericanos 2007.
"Es la candidatura de América del Sur. Los juegos pertenecen a todos los pueblos de todos los continentes. Serán inolvidables porque estarán pletóricos de pasión, energía y la creatividad del pueblo brasileño", comentó Lula da Silva, presidente de Brasil, entre sonrisas y abrazos. Eduardo Paes, el alcalde de Río, no se quedó afuera y se la jugó: "Serán los mejores Juegos de la historia". Otro que se mostró muy contento fue Pelé, que estuvo presente en Copenhague. "No puedo parar de llorar. Estoy tan feliz, feliz, feliz...", dijo, emocionado.
Brasil albergará la Copa del Mundo de Fútbol del 2014 y, sólo dos años después, a los Juegos Olímpicos. ¿Qué más se puede pedir deportivamente hablando? Además, Río de Janeiro será una de las sedes en el Mundial de Fútbol y la ciudad que albergará la antorcha Olímpica. Como nos tiene acostumbrado, Río es carnaval.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 03h31
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POESIA DO DIA: Sólo quiero cinco cosas, cinco raices preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño. No puedo ser sin que las hojas vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno, la lluvia que amé, la caricia del fuego en el frío silvestre.
En cuarto lugar el verano redondo como una sandía.
La quinta cosa son tus ojos, no quiero dormir sin tus ojos, no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera por que tú me sigas mirando.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 03h30
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Deve um homem de 77 anos pagar por um crime cometido há três décadas? Depende do crime. Se falamos de furto ligeiro ou abuso de liberdade de expressão, não existe uma única alma compassiva que não encolha os ombros e mande o sujeito em paz. A velhice, por vezes, já é castigo que baste. Mas o cenário muda radicalmente quando o homem em questão drogou e violou (vaginal e analmente) uma jovem de 13 anos. Aqui, o meu coração estremece. E as dúvidas, confesso, transformam-se em pó. Não que seja um pudico nessas matérias: posso entender que um adulto se sinta atraído por uma menor, desde que a "menor" em causa demonstre um grau de maturidade sexual e emocional que relativize a questão etária. Mas uma violação é uma violação é uma violação.
O auditório talvez concorde comigo. Mas o mesmo auditório sente dúvidas quando trocamos a expressão "homem de 77 anos" pelo nome "Roman Polanski".
Duas semanas atrás, o famoso diretor polonês foi preso na Suíça e agora corre o risco de ser extraditado para os Estados Unidos. Motivo conhecido: em 1977, na casa do amigo Jack Nicholson, em Los Angeles, Polanski, então com 44, drogou e violou Samantha Gailey, então com 13. Levado a tribunal, e após acordo entre as partes, a acusação abandonou o crime de violação e ficou-se por relações sexuais com uma menor. Polanski aceitou o negócio, confessou o crime e, depois da confissão, fugiu dos Estados Unidos. Nunca mais lá voltou. E agora?
Agora, políticos de toda a Europa e a elite cinematográfica de Hollywood clamam pela libertação de Polanski. Argumentos? Vários. Uns dizem que Polanski já cumpriu a sua pena, ao ser forçado ao "exílio na Europa" durante 30 anos. Outros evocam o passado trágico do homem: a família que pereceu no Holocausto; a sua condição de sobrevivente ao genocídio nazista; o brutal homicídio da mulher, a modelo Sharon Tate, às mãos da quadrilha Manson. E todos relembram que a própria "vítima" já perdoou a Polanski.
Não vale a pena perder tempo com nenhum destes argumentos: o "exílio na Europa" (como se a Europa fosse o Ruanda e Polanski tivesse nascido em Marte); um passado de tragédias pessoais; e até o perdão de Samantha Gailey não alteram a natureza do crime, que nenhuma sociedade civilizada pode ignorar.
Os argumentos em defesa de Polanski servem apenas para iludir, de forma hipócrita, uma verdade essencial: ninguém defenderia Roman Polanski se ele não fosse um "artista". No fundo, ninguém defenderia Polanski se não persistisse entre nós a ideia romântica (no sentido próprio do termo) de que os "artistas" não se submetem ao mesmo código ético e legal que regula a humanidade inteira. Pelo contrário: os "artistas" criam a sua própria moral e, no limite, serão julgados por ela.
Defender Roman Polanski apenas porque ele é Roman Polanski é dizer, implícita e perversamente, que a pedofilia é tolerável desde que o pedófilo dirija filmes.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 03h29
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A perseguição de Roman Polanski por um crime sexual cometido na Califórnia há 31 anos causou grande comoção tanto entre seus simpatizantes quanto entre aqueles que sentem que ele é um fugitivo da justiça que merece ser enviado de volta para a Califórnia e preso.
Os fatos não estão em questão. Polanski foi condenado em 1978 por um tribunal de Los Angeles pelo crime de fazer sexo com uma menor. Apesar de a vítima tê-lo perdoado e dito que ela não quer que ele vá para a prisão, apenas a visão dela não é suficiente para terminar com o inquérito.
Um crime é uma ofensa não somente contra uma vítima, mas também contra o Estado. É uma violação da ordem social e um distúrbio à harmonia social que o Estado se esforça para atingir. Depois de sua sentença, Polanski deixou o país em vez de enfrentar a prisão. Ele está foragido da Justiça há 31 anos.
Apesar da certeza da culpa e da gravidade do crime, a perseguição tardia por parte do promotor é ao mesmo tempo legal e moralmente problemática. Um advogado da promotoria em Los Angeles está tentando extraditá-lo da Suíça baseado num tratado entre a Suíça e os Estados Unidos.
Um tratado de extradição é simplesmente um acordo escrito entre dois países segundo o qual cada um concorda em entregar ao outro pessoas procuradas por crimes específicos. Isso vale para a maior parte dos crimes. É uma prática comum que um país não extradite seus próprios cidadãos. Por esse motivo a França não concordaria em extraditar Polanski, se fosse requisitada a fazê-lo, porque ele é um cidadão francês, mas como ele não tem cidadania suíça, e foi preso em Zurique, essa exceção não se aplica.
Nos Estados Unidos, um promotor público tem total liberdade para processar alguém ou deixar de fazê-lo. Nem o tribunal, a vítima ou qualquer outra pessoa pode forçar uma acusação.
A realidade é que mais crimes são cometidos do que é possível processá-los. O promotor precisa exercitar seu julgamento para saber como usar melhor o seu tempo, o tempo de sua equipe, avaliar a importância da ofensa, o perigo apresentado à comunidade, a suficiência de provas, a probabilidade de uma condenação, os gastos envolvidos e outras considerações. Esses são fatores sobre os quais o promotor de Los Angeles deveria ter pensado quando preparou os documentos de extradição.
Porém duas grandes falhas colocam dúvidas sobre a legitimidade do pedido de extradição de Polanski. A primeira diz respeito aos próprios objetivos da lei criminal. Estes normalmente são descritos como vingança, prevenção, punição e reabilitação. A vingança é amplamente reconhecida como algo ilegítimo. No caso de Polanski, nenhum objetivo legítimo parece aplicável.
Como ele não cometeu nenhum outro crime, pelo menos que nós saibamos, nas três décadas em que viveu na França e na Suíça, o objetivo de prevenir que ele não cometa mais nenhum crime não tem efeito.
Nem os de punição e reabilitação parecem aplicáveis. A punição, assim como a reabilitação, deve ser salutar, não vingativa. O propósito de ambos é permitir ao prisioneiro retornar à sociedade e funcionar num contexto social sem cometer mais crimes. Como Polanski tem vivido em Paris durante três décadas como um cidadão aparentemente seguidor das leis, esses objetivos não se aplicam. O que parece restar é a vingança.
A segunda falha é igualmente problemática. O pedido de extradição parece ser o primeiro feito desde 1978, quando Polanski se tornou um fugitivo. Apesar de o escritório da promotoria do distrito de Los Angeles dizer que buscou informações e monitorou suas viagens ao longo dos anos, não pediu sua extradição nenhuma vez.
Cartazes pedem a libertação de Polanski no Festival de Cinema de Zurique (Suíça). O cineasta foi preso ao chegar ao aeroporto de Zurique, devido a uma ordem de prisão emitida pelos Estados Unidos há mais de 30 anos, acusado de fazer sexo com uma garota menor de idade
Se Polanski tivesse se mantido incógnito e seu paradeiro fosse desconhecido, poderia haver um pouco de sentido para explicar o atraso de três décadas, mas ele é um dos diretores de cinema mais famosos do mundo. Ele não tem se escondido. Embora possa ter sido impossível extraditá-lo da França, ele poderia facilmente ter sido extraditado da Suíça há muito tempo.
Quando há um atraso de décadas por parte das autoridades da promotoria para prender e extraditar alguém e isso não pode ser explicado pronta e coerentemente, as ações do promotor parecem arbitrárias. A arbitrariedade é enfatizada pelo fato de que a vítima do crime não está motivando a perseguição.
O Tribunal Europeu de Direitos Humanos observou no caso Markovic versus Itália que "evitar o poder arbitrário" é o princípio fundamental por trás da maior parte da Convenção Europeia para os Direitos Humanos.
O mesmo princípio está implícito na Cláusula de Processo Justo da 5ª e da 14ª emendas da Constituição dos EUA. A ação governamental não deve ser arbitrária. Se for arbitrária, levanta uma forte suspeita de que o devido processo legal não foi respeitado. A decisão do promotor de Los Angeles de extraditar Polanski 30 anos depois do evento, sem uma explicação coerente para o atraso, deve ter parecido algo totalmente arbitrário para Polanski, assim como para observadores neutros.
É claro que há um valor social em desencorajar os criminosos de fugir da jurisdição. Há um valor também em ver que a Justiça é feita e em mostrar que ninguém está acima da lei. Mas esses valores podem erodir com o tempo se as circunstâncias que deram origem à necessidade de Justiça desapareceram.
Para alguns, a aplicação atrasada da lei parecerá arbitrária, um ritual de forma e não de substância. Quando o Estado ameaça a prisão, isso precisa ser visto como um ato justo. Se não, zomba da própria lei através de seu ato arbitrário de tentar cumpri-la.
(Ronald Sokol é advogado em Aix-en-Provence, França. Ele foi professor da Escola de Direito da Universidade de Virgínia e é autor de "Justice after Darwin.")
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h30
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OS SOBRENOMES ESPANHÓIS TERMINADOS EM 'EZ'
Um pouquinho de cultura no vasto campo da rica gramática da língua espanhola. O sufixo ' EZ ' ao final dos sobrenomes espanhóis, provém de uma raiz hebraica sefardita e tem a conotação de 'filho de...’
Desta forma:
Álvarez significa 'filho de Álvaro' Rodríguez, 'filho de Rodrigo' González, 'filho de Gonzalo' Martínez, 'filho de Martín' Hernández, 'filho de Hernan' Benitez, 'filho de Benito' Lopez, 'filho de Lope' Marquez, ´filho de Marque´
Só existem duas exceções gramaticais a esta regra:
Hugo ChávEZ e Evo MoralEZ: Estes são: "Filhos da puta mesmo".
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h26
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Loja poderá cobrar mais na venda por cartão Governo revogará veto à diferenciação de preço segundo forma de pagamento; intenção é baixar custo do uso do cartão
Medida faz parte das mudanças para o setor, que podem incluir quebra de monopólio e terminais eletrônicos compartilhados
O governo vai revogar portaria do Ministério da Fazenda que proíbe a diferenciação de preços nas compras com cartão de crédito ou em dinheiro. A medida faz parte do pacote em estudo no governo para aumentar a concorrência na indústria de cartões. Segundo a Folha apurou, a revogação deve ser adotada antes mesmo de os ministros da Fazenda e da Justiça e o Banco Central acertarem as mudanças que serão baixadas para o setor, classificado pelo governo como "terra de ninguém". A medida é polêmica e divide os órgãos de defesa do consumidor. O receio é que a revogação da portaria leve a um aumento de preços nas compras com cartão. Quem defende a revogação aposta noutro cenário. Redução nos preços à vista e consequente pressão dos lojistas para redução nas taxas cobradas pelas administradoras de cartão. Para contornar essas divergências, o governo Lula iniciará um trabalho de convencimento dos diversos órgãos regionais de defesa do consumidor para que não haja orientações opostas sobre compras com cartões. Segundo levantamento feito pelo governo, os órgãos de defesa do consumidor do Norte e do Nordeste são os mais resistentes à mudança, reivindicada pelo comércio. Em vários estabelecimentos pelo país, os lojistas já praticam preços diferenciados, com desconto para pagamento em dinheiro. A portaria a ser revogada, de número 118/1994, editada pela Fazenda, diz que "não poderá haver diferença de preços entre transações efetuadas com o uso de cartão de crédito e as que são em cheque e dinheiro". Assim que a decisão for tomada, o Ministério da Justiça revogará também nota número 103, de 2004, do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, que considera "abusiva" a cobrança de valores diferenciados para o consumidor que opta pelo pagamento em cartão de crédito. O governo mudou de posição por considerar que o contexto econômico é outro. Antes, os comerciantes costumavam cobrar mais caro no cartão para compensar os efeitos inflacionários, já que havia demora no recebimento do dinheiro aos lojistas pelas administradoras de cartão de crédito. Agora, na avaliação de técnicos, essa distorção já não existe mais, com a estabilização da economia. Além disso, o governo busca aumentar a concorrência na indústria de cartão e acredita que essa medida pode estimular a disputa pelo mercado de crédito. O governo considera que, apesar da revogação da portaria, ainda será necessário assegurar a diferenciação por lei para garantir segurança jurídica. Há interpretações de que o Código de Defesa do Consumidor impede valores diferenciados segundo forma de pagamento.
Outras mudanças Apesar da falta de consenso no governo em relação às novas regras para o setor de cartões, as áreas técnicas do Banco Central e dos ministérios da Justiça e Fazenda apresentaram cinco propostas de mudanças. Entre elas, segundo nota do BC, estão a quebra do monopólio no credenciamento dos comerciantes, a unificação de sistemas e o estímulo ao compartilhamento dos terminais eletrônicos. Em março, o governo divulgou um estudo sobre a indústria brasileira de cartões, no qual apontava para a falta de concorrência no setor. Agora, seis meses depois, foi apresentada uma lista de sugestões que serão encaminhadas aos ministros das respectivas áreas. Algumas propostas foram apresentadas de forma genérica. É o caso das sugestões de "fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito" e de "neutralidade nas atividades de compensação e liquidação". Essa última é uma das funções exclusivas das empresas credenciadoras, monopólio exercido pela Visanet e pela Redecard, segundo o estudo. Os técnicos pedem também "transparência" na definição da tarifa de intercâmbio, outro fator que influencia os custos. Segundo o BC, o compromisso dos três órgãos reguladores é com o aumento da concorrência e da transparência, além de tornar o setor mais eficiente. Mas a regulamentação da indústria de cartões ainda divide o governo. Enquanto o BC defende medidas mais brandas, Fazenda e Justiça querem regras mais específicas, que imponham limites e levem à redução de custos. A versão final do estudo, segundo o BC, deve ser publicada nos próximos dias. Ainda não há prazo para a implementação das medidas.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 23h18
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h45
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E ESSA AGORA? Supositório-bomba é nova arma da Al -Qaeda
Um documento dos serviços antiterror da França, obtido pelo jornal Le Figaro, revela que a rede Al-Qaeda estaria utilizando explosivos introduzidos como supositórios no interior do corpo para cometer atentados suicidas.
Segundo informações obtidas pela Direção Central de Informação Doméstica, o novo serviço antiterror criado na França, e pela Unidade de Coordenação da Luta Antiterror, a organização extremista já cometeu um atentado desse tipo na Arábia Saudita em agosto passado.
Por meio de um telefone celular, Abul Khair, ativista islâmico detido pelas autoridades sauditas, detonou uma explosão diante do príncipe Mohammed bin Nayef, responsável pela luta contra o extremismo no país.
O príncipe conseguiu escapar do atentado, reivindicado oficialmente pela rede Al-Qaeda. Já o suicida teve o corpo despedaçado em mais de 70 pedaços.
Risco para aviões As investigações revelaram que o ativista islâmico não usava explosivos amarrados em um cinto, como ocorre normalmente. Ele carregava a bomba no interior de seu corpo, algo até então inédito, ressaltam os especialistas franceses.
"Explosivos ingeridos, ou melhor introduzidos como um supositório, ou seja, indetectáveis", diz a nota oficial francesa enviada ao ministro do Interior, Brice Hortefeux, e revelada pelo jornal Le Figaro.
Segundo os serviços franceses, esse novo modo de operação para cometer atentados representa um desafio para as atuais estruturas de segurança, principalmente no que diz respeito nos controles de embarque em aeroportos.
O esquema de segurança nos aeroportos não dispõe de meios de controle generalizado de todos os passageiros para detectar explosivos escondidos dessa forma.
"Nossas plataformas aéreas são equipadas com detectores de metais. Mas no caso do kamikaze saudita, somente um exame de raio X teria permitido detectar o explosivo", diz um policial especializado nesse tipo de operação ao jornal.
'Raio X seria Impensável' O Le Figaro afirma que os conselheiros do ministro francês do Interior dizem ser "impensável" generalizar a utilização de raios X para permitir o embarque nos aviões.
Especialistas da polícia técnica evocam a possibilidade de controlar o sistema de detonação, ou seja, o telefone celular que envia o sinal da explosão por frequência de rádio.
O jornal questiona se passaria a ser necessário "entregar os celulares à tripulação do avião, que os devolveria após o voo".
O governo francês quer reforçar o controle de passageiros de companhias aéreas e estuda a possibilidade de obrigar as empresas a fornecer dados mais detalhados já no momento da reserva das passagens de voos com origem fora da Europa.
As companhias poderão ter de informar os modos de pagamento, endereço do passageiro e do hotel onde ele se hospedará na França.
Esse sistema já é aplicado para passageiros de países como Irã, Paquistão, Síria, Iêmen, Argélia e Mali.
Escrito por Eduardo Lorenzo às 22h33
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