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Em causa própria
 


'Invasão' de cobras gigantes ameaça fauna dos EUA

O instituto geológico americano US Geological Survey (USGS) está alertando para uma "invasão" de cobras gigantes que ameaça a fauna nativa do país.

  • Lori Oberhofer, National Park Service

    Acima, a cobra gigante da espécie píton burmesa

  • Skip Snow, National Park Service

    Sucuri-amarela também é cuidada por biólogos

Um relatório do USGS divulgado esta semana afirma que algumas regiões americanas - como o sul da Flórida - estão sendo invadidas por dezenas de milhares de pítons não nativas, que são uma séria ameaça à fauna americana.

O documento de 300 páginas afirma que nove espécies de cobras são a principal ameaça à região. Segundo os cientistas, os pássaros, mamíferos e répteis dos Everglades - a região pantanosa da Flórida - nunca tiveram de enfrentar predadores tão grandes antes.

Algumas delas têm seis metros de comprimento e pesam até 90 quilos.

Estimação

As espécies píton burmesa e jibóia constritora já povoaram parte do sul da Flórida. A jibóia africana também estaria formando uma grande população na região.

Especialistas afirmam que muitas das cobras gigantes não-nativas foram jogadas na região dos Everglades pelos próprios donos dos animais, que às criavam como animais de estimação.

Algumas foram jogadas porque ficaram grandes demais para serem criadas pelos donos. Outras teriam escapado das suas jaulas durante o furacão Andrew, de 1992.

Os pântanos úmidos do Everglades são ideais para a proliferação de cobras grandes, que podem colocar até 100 ovos de uma só vez.

O instituto americano afirma que tem poucos recursos para combater a rápida proliferação dos animais.

"Estas cobras amadurecem cedo, produzem grandes quantidades de crias, viajam longas distâncias e têm dietas variadas e amplas que fazem com que elas possam comer a maior parte dos pássaros e mamíferos nativos", diz o cientista Gordon Rodda, da USGS.

O relatório diz que as cobras, além de perigosas para os demais animais, são uma ameaça também para as pessoas, apesar de ressaltar que isso é mais raro. A maior parte das vítimas das cobras são pessoas que criam os animais em casa.

Além da Flórida, outros ecossistemas em outros Estados americanos, como o Texas, também estariam sob ameaça.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h52
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Brasil é escolhido para vaga não permanente
do Conselho de Segurança das Nações Unidas

A Assembleia Geral da ONU elegeu hoje o Brasil para que ocupe durante o biênio 2010-2011 uma das duas vagas não-permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS) reservados à América Latina e ao Caribe.

O Brasil contou com o apoio do Grupo de Países da América Latina e Caribe da ONU (Grulac), o que praticamente garantiu sua eleição para substituir a Costa Rica em um dos dois postos reservados à região - o outro continua ocupado pelo México até o ano que vem.

Após sua última passagem em 2004-2005, esta é décima vez em que o Brasil fará parte do principal órgão da ONU, no qual acumula 18 anos de experiência.

O fato de não haver concorrência no grupo latino-americano e caribenho, o que já aconteceu quando da escolha do México no ano passado, é visto como um sinal do interesse da região em evitar disputas como a de 2006 entre Venezuela e Guatemala, que levou à realização de 48 votações e foi resolvida apenas com a aparição do Panamá como candidato de consenso.

A escolha do Brasil para a instância mais poderosa da ONU também é observada como um novo passo na consolidação do país como membro de destaque no cenário internacional.

Há anos, o Brasil trabalha para conquistar um lugar permanente no Conselho de Segurança, mas nem todos os países da região compartilham do empenho brasileiro.

A Assembleia Geral renova anualmente cinco dos dez postos não-permanentes do Conselho de Segurança, que são divididos por regiões entre Europa Ocidental, Europa Oriental, América Latina e Caribe, África e Ásia.

A esses dez membros se somam os cinco permanentes, que são Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e China, os quais têm direito de veto.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h51
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Fabricantes, fornecedores e vendedores respondem solidariamente por danos a consumidores
 
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que fornecedores, fabricantes e todos os participantes da cadeia produtiva devem responder solidariamente pelos possíveis danos que produtos defeituosos ou serviços causem aos consumidores.

A Macro Economia Distribuidor de Alimentos Ltda. havia sido autuada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) por duas irregularidades em uma massa de modelar: a ausência de símbolo de identificação de certificação e a diferença quantitativa nos produtos. A empresa enviou ao Inmetro cópias das notas fiscais que comprovavam a origem dos produtos.
O intuito era demonstrar que a responsabilidade seria do fabricante e não do estabelecimento comercial. O juiz de origem chegou a declarar a nulidade do processo, sob a alegação de que a empresa não poderia ter sido autuada, uma vez que o fabricante foi identificado, excluindo a responsabilidade do vendedor.

O Inmetro recorreu alegando a violação do Código de Defesa do Consumidor, que trata da responsabilidade solidária dos fornecedores nos casos de defeito qualitativo e quantitativo. O recorrente interpôs também recurso extraordinário que foi admitido na origem e não houve apresentação das contrarrazões.

O relator do recurso especial, ministro Humberto Martins, observou que o Inmetro, por ser uma autarquia reguladora, com competência fiscalizadora das relações de consumo, deve exercer o poder de polícia, de forma administrativa, na área de avaliação da conformidade, nos produtos por ele regulamentados ou por competência que lhe seja delegada.

O relator deixa claro que a responsabilidade do fornecedor é pela totalidade do produto final, não apenas pela parte que contribuiu, formando-se a solidariedade entre os fornecedores intermediários e todos os participantes da cadeia produtiva diante dos possíveis danos que o produto final possa causar aos consumidores. “Observa-se que a ausência e manipulação de informação causam dano direto ao consumidor”, completou o relator.

A Quarta Turma foi unânime ao dar provimento ao recurso especial. Todos acompanharam o entendimento do ministro Humberto Martins que entendeu não haver dúvidas que o vendedor pode ser responsabilizado solidariamente por ilícitos administrativos, civis e penais de consumo, pois a relação de consumo é una.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h51
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"ZERO GRAUS KELSEN"
 
Com -271ºC, Colisor de Hádrons fica
mais gelado que o espaço profundo
Da BBC Brasil

O gigantesco acelerador de partículas batizado de Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior e mais complexo instrumento científico já construído, se tornou novamente, nesta sexta-feira, um dos lugares mais frios do universo.

Todos os oito setores do túnel de 27 quilômetros de circunferência que abriga o LHC estão operando a uma temperatura de -271ºC (ou 1.9 kelvin) - mais frio do que o espaço profundo. 
 
A temperatura atingida pelo LHC é pouco superior ao "zero absoluto" (-273,15°C), a mais baixa possível. Em regiões remotas do espaço sideral, a temperatura é de cerca de -270°C

Para atingir essa temperatura, os cientistas usaram hélio líquido.

Big Bang

O acelerador, cujo custo é estimado em US$8 bilhões, começou a operar em setembro de 2008 na fronteira franco-suíça. Mas o aparelho apresentou um problema de vazamento e teve que ser novamente aquecido para possibilitar o conserto.

O LHC foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. A liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas simularia as condições após a explosão que deu origem ao universo

No experimento realizado em 19 de setembro de 2008, os engenheiros circularam partículas de prótons dentro de um túnel de 27 quilômetros de circunferência que abriga o LHC.

Após o sucesso dessa primeira parte, o próximo passo será projetar outras partículas na direção oposta para que possam colidir, recriando as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.

Segundo os cientistas da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), que opera o aparelho, o LHC deve voltar a funcionar em novembro, mas os choques de alta energia só devem ocorrer a partir de janeiro.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h49
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O CASO BELCHIOR

A primeira notícia de que Belchior havia desaparecido foi publicada num site. Nele, depoimentos de amigos e parentes afirmavam desconhecer o paradeiro do cantor. Daí em diante pipocaram novas matérias. Os maiores jornais do país noticiaram o sumiço, o Fantástico fez uma matéria, até a imprensa estrangeira repercutiu o assunto. Novas informações começaram a aparecer: Belchior teria dívidas com hotéis e estacionamentos. Especulações também surgiram: com a carreira em baixa, o cancionista estaria tentando criar um factoide que o levasse novamente aos holofotes.

E não faltaram, é claro, as piadas na internet: numa delas, Belchior figura entre os personagens do seriado Lost; noutra, murmura-se que seu desaparecimento faz parte de um mistério mais amplo, a envolver o sumiço de outros cantores, como Biafra, Silvinho (aquele do ursinho Blau Blau) etc. O mistério levou apenas três semanas até ser esclarecido, pelo Fantástico, que na edição do dia 30 de agosto revelou o paradeiro de Belchior e arrancou dele uma entrevista. Ao assistir à reportagem do Fantástico, fiquei ao mesmo tempo indignado e apavorado.
     
Vigiar e perseguir
        
Antes de entrar a reportagem, um solene Tadeu Schmidt anuncia o fim do mistério: Belchior foi localizado pelo Fantástico. Em seguida, Patrícia Poeta, em tom de reproche maternal, diz que o cancionista, "que se afastou da família, dos amigos e dos fãs, deu as suas razões à repórter Sônia Bridi". Pronto, começou o pesadelo.
         
O que vem a seguir é uma demonstração assustadora do funcionamento de uma sociedade de controle, onde um desvio existencial, mesmo que não diga respeito a mais ninguém, é tornado objeto de visibilidade, escrutínio, sarcasmo e julgamento públicos. É importante observar que a perseguição a Belchior não partiu da Justiça, a fim de que ele saldasse suas possíveis dívidas, mas sim da mídia; isto é, não foi movida por um legítimo interesse público (que não se confunde com uma espetacularização pública), mas por uma mistura de jornalismo de fofoca e vigilância coletiva, por meio da qual se pode ler um sintoma, a que voltarei.
                     
O Fantástico recebeu pistas de pessoas que haviam estado recentemente com Belchior. Por meio delas, reuniram-se evidências de que ele estivera nas últimas semanas no Uruguai. Sim, evidências, porque foram enviadas fotos de Belchior em situações privadas (com o acoplamento de máquinas fotográficas em celulares, todo cidadão que os possui torna-se um delator em potencial). Em seguida, os repórteres receberam um e-mail anônimo que revelava o paradeiro de Belchior: ele estaria na pequena cidade de San Gregorio de Polanco, nos pampas uruguaios. O Fantástico não demorou a achar a pousada em que Belchior estava hospedado. Ao ligar para ela, alguém disse que o (a esta altura) fugitivo estivera lá, porém já fora embora. "Mas era mentira", conta a repórter Sônia Bridi, que, desconfiada, vai até lá e chega à porta de Belchior com a câmera ligada.
                  
Já então era óbvio que Belchior não queria ser encontrado. Mas o desejo - e esse desejo não deve ser reconhecido como um direito? - de privacidade não conta para o Fantástico. A repórter bate na porta, Belchior não quer conversa, mas ela insiste, ronda a casa, sussurra com a voz mais cínica do mundo: "A gente veio de tão longe pra te encontrar, tem tanta gente te procurando lá no Brasil...".
        
Belchior deve ter resistido por horas, pois as primeiras imagens são ainda de dia, e quando ele finalmente cede já é noite. Sai de casa e quase podemos ouvir o famoso bordão futebolístico: "Taí o que você queria". O Fantástico triunfa, o que há de mais desrespeitoso nas pessoas também. E Belchior? Com uma aparência existencialmente saudável, ironiza com sutileza e bom humor o absurdo da invasão; diz ter achado estranha a primeira matéria do Fantástico (que ele viu pela internet), que aquilo nada tinha a ver com ele, e que ele não é uma celebridade.
              
Em seguida, recusa-se, com coragem firme, a responder a questões a respeito de sua vida privada. Num momento antológico, constrange a repórter - e, por extensão, espero, todos que compartilhavam ali a posição dela - ao afirmar que não tem interesse pela vida privada de niguém. Esclarece que sua presença ali se deve a um trabalho "muito especial" que está sendo desenvolvido por ele, a tradução de todo o seu cancioneiro para a língua espanhola, aproveitando para lembrar sua ligação com a América Latina, citando seu verso "Eu sou apenas um rapaz latino-americano".
                     
Da perspectiva do perseguidor, o ponto central da cena reside na seguinte pergunta da repórter: "Você não deixou de fazer contato com sua família, com seus amigos, nesse período?". Essa pergunta retoma o tom de mamãe controladora de Patrícia Poeta. Nela está implícito nada menos do que isso: ninguém tem o direito de abandonar (mesmo provisoriamente) sua família e seus amigos, e se tiver essa audácia será julgado em público por ela. Ninguém tem o direito de em algum momento querer reinventar-se, ou simplesmente querer afastar-se, sem pedir a bênção aos demais.
            
A perseguição a Belchior, então, parece assumir um caráter sintomático: é precisamente porque todo mundo tem, já teve, terá ou pode ter esse desejo de reinventar-se, e não consegue realizá-lo ou nem ao menos assumi-lo, que aquele que o levou adiante deve ser perseguido, descoberto e recolocado em seu lugar. Deve ser lembrado de que tem satisfações a dar e de que, no limite, sem o consentimento dos outros, não pode se afastar deles. Pois os outros não querem ser lembrados de suas próprias covardias ou mediocridades existenciais.
              
É tênue a fronteira entre a curiosidade, o jornalismo e o desrespeito brutal. É revoltante (e apavorante) que essa questão não seja sequer colocada pelos que estão prestes a atravessá-la. Nos anos 1970, David Locke estava trancado em sua subjetividade; o caso Belchior vem nos lembrar que, hoje, estamos trancados na realidade, ao ar livre, gradeados por milhares de olhos que nunca se fecham.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 00h39
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Espaguete com frutos do mar

Confira uma dica especial para deixar esse prato com tempero ainda mais diferenciado

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Restaurante Casuale
Rua Doutor Fonseca Brasil, 282 - Morumbi
Telefone: (11) 3744.9444 -
www.casuale.com.br

Ingredientes:

420 g de massa de espaguete
150 g de lulas frescas
150 g de vôngoles frescos
150 g de mexilhões frescos
150 g de camarões 7 barbas
100 g de camarões médios (cerca de 15 unidades)
350 g de camarões grandes (cerca de 5 unidades)
1,5 kg de tomate
60 ml de conhaque
2 cebolas médias
2 colheres de sopa de óleo de canola
1 xícara de azeite
2 xícaras de folhas de manjericão
½ xícara de castanha do Pará picada
1 xícara de queijo parmesão ralado

Modo de preparo:

Molho de tomate
• Coloque os tomates em água quente, não fervente, por cerca de 5 minutos, retire pele e sementes e corte-os em 4;
• Esquente o óleo, adicione as cebolas, alguns dentes de alho, ervas e os tomates;
• Deixe ferver e abaixe o fogo, cozinhando em chama branda.
Pesto de manjericão
• Bata no liquidificador o manjericão, a castanha do Pará, o queijo parmesão e o azeite, até obter uma consistência cremosa, ajustando os temperos.

Massa
• Cozinhe o espaguete, de acordo com as indicações do fabricante de sua preferência, deixando-o al dente.

Frutos do mar
• Em uma frigideira, refogue a cebola e o alho;
• Com o fogo ainda alto, adicione os camarões, os mexilhões, os vôngoles inteiros e as lulas, cortadas em anéis;
• À medida que eles soltarem água, retire-a (reserve) e adicione o conhaque, flambando-os;
• Tempere com o sal e a pimenta e adicione a água reservada e o molho de tomate, esperando ferver;

Montagem do prato
• Coloque o espaguete e distribua os frutos do mar e o molho de acordo com sua preferência;
• Em volta, despeje o pesto de manjericão e um pouco de queijo ralado.

Dica
A receita pode ser feita com espaguete comum, mas a sugestão do chef é utilizar a massa preparada com banana verde, da Divina Massas. Além de dar um toque especial ao prato, ainda o complementa nutricionalmente.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h27
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Presidente diz que medida "perdeu seu tempo político"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a assessores que o projeto que tributa a caderneta de poupança com a cobrança de Imposto de Renda "perdeu seu tempo político" e que não quer mais enviá-lo ao Congresso.

O governo teme dois possíveis efeitos negativos do projeto: repercussão negativa na véspera do ano eleitoral em criar um imposto de 22,5% sobre poupanças com saldo acima de R$ 50 mil e atrasos na tramitação das propostas sobre o marco regulatório do pré-sal.

Lula admite repensar sua posição apenas se o ministro Guido Mantega (Fazenda) considerar a medida essencial. A própria equipe do ministro, contudo, considera que politicamente a proposta ficou inviável, apesar de tecnicamente ainda ser defendida. A última versão do projeto, por sinal, foi devolvida pela Casa Civil para o Ministério da Fazenda.

Mesmo que a Fazenda avalie a medida como essencial, antes Lula ouvirá novamente os líderes dos partidos da base aliada sobre o assunto. Até aqui, segundo levantamento informal feito pelo governo, nenhum partido quer votar agora uma medida tão impopular -a menos de um ano da eleição.

Entre assessores diretos de Lula, vigora a impressão de que o motivo para o lançamento da ideia praticamente deixou de existir no momento. Segundo a Folha apurou, o argumento geral é que os juros devem subir no médio prazo em vez de cair, transferindo o problema para o próximo governo.

A ideia de taxar a poupança surgiu quando o Banco Central reduziu os juros abaixo de dois dígitos. A novidade tornou a caderneta mais atrativa do que boa parte dos fundos de investimentos. Para evitar uma migração forte de recursos dos fundos para a poupança, o governo decidiu reduzir a remuneração da caderneta.
O receio era que uma fuga de recursos dos fundos de investimento prejudicasse o financiamento da dívida pública. Afinal, os fundos aplicam boa parte dos recursos captados de clientes em títulos públicos federais.

Articuladores políticos do governo já avisaram Lula que são contra a medida. Mesmo sabendo que o projeto não atinge 99% dos donos de caderneta de poupança, eles alertam para o fato de que a oposição irá usá-lo para desgastar a imagem do governo na campanha eleitoral.

Além disso, só teria sentido enviar o tema por regime de urgência ou medida provisória, já que ele precisa entrar em vigor neste ano para ser aplicado no próximo. Isso levaria a um trancamento da pauta da Câmara, impedindo a aprovação do marco regulatório do pré-sal, considerado vital pela base aliada para ser usado na eleição presidencial de 2010.

Segundo recuo

Esse será o segundo recuo do governo no caso. A primeira proposta, divulgada em maio, foi abandonada por ser considerada muito complexa. A segunda, fechada em meados de setembro, previa taxar em 22,5% os rendimentos de cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil.

Até mesmo as propostas de aliados no Congresso, de subir a taxação para poupanças com saldo superior a R$ 100 mil, estão sendo consideradas inviáveis politicamente neste momento e não receberão apoio da base do governo.

Diante da desistência de enviar o projeto, a equipe econômica analisa a hipótese de encaminhar, no próximo ano, um projeto que represente a solução definitiva para o problema, que seria acabar com a remuneração fixa da poupança -6% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial).

Essa proposta seria discutida pelo Congresso no próximo ano e ficaria pronta para votação após a eleição presidencial. Assim, o novo presidente da República assumiria com a questão resolvida. Nesse caso, uma das ideias é atrelar o rendimento da poupança à taxa de juros do Banco Central. Ou seja, a caderneta renderia um determinado percentual da taxa do BC.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h26
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Poupança registra segunda maior captação do ano
 
Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques no mês de setembro, resultando em uma captação positiva de R$ 3,51 bilhões - a segunda maior do ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. É o quinto mês consecutivo em que o saldo entre os depósitos e os saques é positivo.

O resultado em setembro só é menor do que o de julho, quando o saldo foi positivo em R$ 6,7 bilhões. Em agosto, a captação foi positiva em R$ 3,1 bilhões.

No mês passado, os depósitos somaram R$ 84,86 bilhões e os saques R$ 81,35 bilhões. O mês teve 21 dias úteis.

No acumulado do ano, os depósitos já superam os saques em R$ 15,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, a captação estava positiva em R$ 10 bilhões.

Com a captação positiva registrada neste ano, o estoque de dinheiro nesse tipo de investimento já se aproximada da marca histórica dos R$ 300 bilhões - está em R$ 299,92 bilhões.

No final do ano passado, o total de recursos depositados na poupança era de R$ 270,5 bilhões. Além da captação positiva do período, a poupança recebeu ainda R$ 13,7 bilhões relativos à rentabilidade do dinheiro que já está aplicado.

Recuperação

A poupança começou o ano registrando saída de recursos. Até abril, o resultado acumulado estava negativo em R$ 1,5 bilhão. A partir de maio, no entanto, a caderneta entrou em um processo de recuperação.

A retomada dos investimentos na caderneta de poupança acompanha a recuperação do emprego e da economia brasileira nos últimos meses. Pesa também a queda na taxa básica de juros, que diminuiu a rentabilidade de vários fundos de investimento.

Por causa disso, o governo chegou a anunciar que enviaria ao Congresso Nacional, no mês passado, projeto prevendo a cobrança de Imposto de Renda sobre cadernetas com mais de R$ 50 mil. O projeto, porém, ainda não saiu do Palácio do Planalto porque, de acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, deputados e senadores governistas querem maior discussão do projeto antes de ele chegar ao Congresso.

Pela proposta do governo, será aplicada uma alíquota única de 22,5% sobre o rendimento do valor que ultrapassar R$ 50 mil --ou seja, quem tem R$ 90 mil na caderneta pagará IR sobre os R$ 40 mil que excedem o limite estabelecido.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h26
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Los gobiernos de países ricos en recursos naturales
suelen perpetuar la pobreza de sus habitantes

El petróleo empobrece. Los diamantes, el gas y el cobre también. Los países pobres que cuentan con abundantes recursos naturales suelen ser subdesarrollados. Esto ocurre no a pesar de sus riquezas naturales, sino debido a ellas. ¿Cómo puede ser que la riqueza natural de un país perpetúe la pobreza de la mayoría de sus habitantes? Debido a un fenómeno conocido como "la maldición de los recursos naturales".

Hay países que logran conjurar esta maldición. Noruega o Estados Unidos, por ejemplo, son a la vez petroleros y desarrollados. Pero son excepciones que no sólo confirman la regla, sino que también ilustran los antídotos contra esta maldición: democracia e instituciones que limitan la concentración del poder. Además, para neutralizar la maldición también es necesario mantener la estabilidad económica, controlar el gasto público, ahorrar para los años de vacas flacas, diversificar la economía, impedir la concentración del ingreso y evitar que la moneda del país sea demasiado costosa comparada con las de otras naciones. Los países exportadores de recursos naturales que no adoptan estas medidas empobrecen y maltratan a la gran mayoría de su población. La tragedia es que pocos logran evitar estos nocivos efectos. ¿Por qué?

La maldición de los recursos es como una enfermedad adictiva: le quita a la víctima la voluntad de curarse. Los grupos más poderosos de estas sociedades no tienen muchos incentivos para luchar contra los efectos perversos de la excesiva dependencia de los recursos naturales. Los efectos son perversos para el resto de la población, no para las élites. Éstas, por el contrario, se benefician de la situación.

El venezolano Juan Pablo Pérez Alfonzo, uno de los fundadores de la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), fue el primero en llamar la atención sobre esto. El petróleo, dijo, no es oro negro; es el excremento del diablo. La intuición de Pérez Alfonzo ha sido rigurosamente confirmada. Desde 1975, por ejemplo, las economías de los países ricos en recursos naturales han crecido menos que las de los países que no exportan principalmente materias primas.

Peor aún, en los países afectados por la maldición, los beneficios del crecimiento económico se concentran en pequeños grupos políticos, militares y empresariales. Además, su moneda se encarece con respecto a las de otras naciones, lo cual frena las exportaciones de todo lo que no sea el recurso natural que tienen en abundancia. Esto, a su vez, inhibe la diversificación de la economía y condena a los países a depender cada vez más de las exportaciones de su principal materia prima. En el caso del petróleo, el crecimiento que este genera no crea puestos de trabajo en proporción a su peso en la economía. Así, en los países cuya principal exportación es el petróleo, esa industria genera más del 80% de los ingresos totales, pero tan sólo el 10% del empleo. Inevitablemente, esto aumenta la desigualdad económica.

Dado que los gobiernos de los países exportadores de materias primas no dependen de los impuestos de su población para financiarse, sus líderes pueden darse el lujo de ignorar las exigencias y necesidades de sus ciudadanos. Éstos, a su vez, desarrollan relaciones tenues y parasitarias con el Estado. Además, cuando mucho dinero público es controlado por pocos individuos que no rinden cuentas al resto de la sociedad, la corrupción es inevitable. Las similitudes de países tan diferentes como Rusia, Irán o Venezuela no son una casualidad. Son el resultado de la maldición.

Es muy difícil sacar del poder a gobiernos ricos en petróleo que, además, tienen la posibilidad de usar sus vastos recursos financieros para comprar o reprimir a sus opositores. Las estadísticas demuestran que es mucho menos probable que un país petrolero autoritario se transforme en una democracia de lo que resulta para una dictadura que no cuenta con abundantes recursos naturales. Las estadísticas también confirman que, en todas partes, las autocracias petroleras gastan más en armas y ejércitos y son más propensas a tener conflictos armados.

Esto no quiere decir que los países pobres con abundantes recursos naturales estén condenados al subdesarrollo. Chile y Botsuana son extraordinarios ejemplos de países menos desarrollados que a pesar de ser exportadores de materias primas han escapado de la maldición. Sus experiencias confirman cuáles son las vacunas que protegen a un país contra sus efectos. Pero ¿por qué estos países estuvieron dispuestos a vacunarse y otros no? Nadie sabe. A quien encuentre la respuesta a esta pregunta habría que darle el premio Nobel. No el de Economía. El de la Paz.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h26
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Liquidez excessiva derruba cotação do dólar

Moeda americana, que está em 86% das transações de câmbio, vem se desvalorizando desde 2002

Será que existe alguma coisa de bom a dizer a respeito do dólar? A moeda norte-americana, a divisa de reserva do planeta, está sob ataque em todas as frentes. O poderio do dólar é tamanho que qualquer discussão sobre o comportamento de outra moeda ainda precisa envolver a divisa americana, que está em 86% das transações mundiais de câmbio.

Mesmo que um investidor tenha motivos para acreditar na fraqueza de outra moeda, ele ainda precisa considerar a situação à luz dos prováveis movimentos do dólar. No momento, o consenso é que o dólar, que perde força desde 2002, perderá ainda mais terreno.

Comparada a um índice dos grandes parceiros comerciais dos EUA, a moeda perdeu 41% de seu valor entre 2002 e abril de 2008, o mês que viu sua maior queda. Com o colapso do Lehman Brothers, em setembro do ano passado, os temores quanto à liquidez bancária produziram uma corrida ao dólar, o que resultou em alta de 24% para a moeda em cinco meses. Mas depois disso a tendência de baixa retornou.

Existem diversas razões para a queda do dólar e para as expectativas de fraqueza persistente. A mais imediata delas é a liquidez excessiva, com um excesso de dólares no mercado.

Embora outros países venham mantendo políticas monetárias tão frouxas quanto a dos EUA, em nenhum caso elas parecem estar causando efeito cambial semelhante. Os analistas acreditam que boa parte do dinheiro adicional esteja nos títulos do Tesouro dos EUA, um mercado em que os rendimentos continuam em queda.

Também é provável que o dólar seja pressionado devido ao seu papel como moeda de financiamento para o "carry trade". Transações desse tipo eram populares quando investidores tomavam empréstimos em moedas de baixo rendimento e investiam em economias de maior retorno; agora, elas parecem estar voltando.

A liquidez do dólar, negociado com quase todas as demais moedas, também ajuda a torná-lo mais atraente para financiar o "carry trade", desde que os custos de captação sejam favoráveis. Os analistas do Deutsche Bank definiram o "retorno do "carry trade" em dólar" como uma de suas 11 melhores ideias de comércio global no mês passado, apontando que sempre que a moeda americana esteve entre as três de menor rendimento no mercado, ela caiu em média anualizada de 6%.

Em prazo mais longo, o dólar também está sendo solapado pelo prolongado debate quanto à sua substituição como principal moeda mundial de reserva que pode até já estar em curso.

No momento, o FMI (Fundo Monetário Internacional) estima que, no mundo, cerca de 63% das reservas de bancos centrais sejam mantidas em dólar, 27% em euros e o restante em libras ou ienes.

Os observadores começaram a perceber sinais de que os bancos centrais querem diversificar, e reduzir o peso do dólar. Analistas do JPMorgan acreditam que, embora as reservas dos bancos centrais mundiais estejam crescendo no momento em US$ 100 bilhões mensais, apenas metade desse valor está em dólares, o que sugere que a diversificação já está em curso.

No entanto, John Norman, diretor de estratégia mundial de câmbio no JPMorgan, acautela contra compreender esse movimento como um sinal de "desastre para o dólar". "A implicação é que o dólar continuará a cair, mas sem a instabilidade de uma fuga de capital".

Será que algo pode deter a queda do dólar? A melhor chance seria uma intervenção coordenada dos grandes bancos centrais, mas isso é improvável neste momento.



Escrito por Eduardo Lorenzo às 01h25
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Aeroporto de Manchester testa máquina de raio-x que expõe passageiros nus

O aeroporto de Manchester, na Grã-Bretanha, iniciou nesta semana testes com uma máquina de raio-x que mostra os passageiros "pelados", para acelerar o processo de checagens de segurança e procurar armas ou explosivos escondidos.

  • BBC

    Raio-x mostra passageiros sem roupa, com o objetivo de acelerar o processo de segurança

Na semana passada, autoridades francesas alertaram que a rede al-Qaeda estaria desenvolvendo supositórios explosivos para cometer atentados suicidas.

O aparelho revela rapidamente se há algo escondido, mas o raio-x de corpo inteiro também mostra implantes nos seios, piercings e um claro contorno, em perto e branco, das partes íntimas do passageiro.

O aeroporto ressaltou que as imagens não são pornográficas ou eróticas, serão vistas por apenas um funcionário, em um local remoto, e serão destruídas logo após o exame. Sarah Barrett, chefe do departamento de clientes do aeroporto, afirma que elas não podem ser arquivadas, capturadas ou copiadas. O rosto dos passageiros também não aparece.

Barrett afirma que a maioria dos passageiros não gosta das revistas feitas com as mãos, e lembra que o aparelho acaba com a necessidade de o passageiro tirar o casaco, cinto ou sapatos para a checagem de segurança. Os passageiros, no entanto, podem se recusar a passar pela máquina.

Os aparelhos de raio-x custam 80 mil libras (cerca de R$ 220 mil). Eles funcionam lançando ondas eletromagnéticas nos passageiros enquanto estes aguardam em uma cabine. Uma imagem virtual tri-dimensional é criada a partir da energia refletida.

Segundo o aeroporto, os níveis de radiação são "extremamente seguros" e os passageiros não precisam se preocupar.

Dentro de um ano, o Departamento de Transportes deverá decidir se vai adotar a tecnologia permanentemente.

O aparelho, fabricado pela RapiScan Systems, já foi testado em aeroportos em Nova York, Los Angeles e Londres, em 2004.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h24
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EU VOU LÁ SABER DE UM NEGÓCIO DESSES...

O que significa frete CIF e frete FOB? 

E o qual a diferença dos dois?

Resumidamente:
 
CIF (Coast Insurance Freight) - o frete é por conta do destinatário.
FOB (Free On Board)            - o frete é por conta do remetente.
 
Com detalhes:
 
Free On Board – Livre a bordo (...porto de embarque designado)

FOB – Free on Board: o exportador deve entregar a mercadoria, desembaraçada, a bordo do navio indicado pelo importador, no porto de embarque. Esta modalidade é válida para o transporte marítimo ou hidroviário interior. Todas as despesas, até o momento em que o produto é colocado a bordo do veículo transportador, são da responsabilidade do exportador. Ao importador cabem as despesas e os riscos de perda ou dano do produto a partir do momento que este transpuser a amurada do navio.

Cost, Insurance and Freight - Custo, seguro e frete. (...porto de destino designado)

CIF – Cost, Insurance and Freight: modalidade equivalente ao CFR, com a diferença de que as despesas de seguro ficam a cargo do exportador. O exportador deve entregar a mercadoria a bordo do navio, no porto de embarque, com frete e seguro pagos. A responsabilidade do exportador cessa no momento em que o produto cruza a amurada do navio no porto de destino. Esta modalidade só pode ser utilizada para transporte marítimo ou hidroviário interior.

Fonte(s):



Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h23
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JJ OO

Significa lo que tu estás diciendo (Juegos Olímpicos) porque cuando se pone en siglas una palabra plural, se doblan las letras como en estos casos, ej
: EE.UU (Estados Unidos) si fuera estado unido sería E.U pero como es en plural se coloca como primero lo escribi.

JJ.OO (Juegos Olímpicos) si fuera juego olimpico sería J.O pero como es en plural se escribi como primero lo escribi.

SS.AA.RR (Sus Altezas Reales) si fuera su alteza real sería S.A.R pero como es en plurar se escribi como primero lo escribi.

Recuerda diferenciar entre una sigla y entre una abreviatura, debido a que las siglas siempre llevan puntos mientras que la abreviatura se escribi sin puntos, ej:
O.N.U. son siglas EUA (usado comunmente en sudamérica) es una abreviatura.

Así, en castellano, se escriben dos letras cuando es la sigla de un plural:

- Sus Majestades: SS.MM.
- Estados Unidos: EE.UU.
- Juegos Olímpicos: JJ.OO.
- Comisiones Obreras: CC.OO.
- Derechos Humanos: DDHH


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h22
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OS LIMITES DA PENHORA DE SALÁRIO
 
Clique AQUI.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h22
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Escola é multada depois que aluna perde dedos em aula de artes

Uma escola britânica foi multada em 16.500 libras (cerca de R$ 46 mil), depois que uma aluna de 16 anos perdeu oito dedos ao ficar com as mãos presas em um balde de gesso quente, durante uma aula de artes.

A menina estava fazendo um molde de suas mãos em janeiro de 2007 quando ocorreu o acidente. A professora havia instruído a menina a por as mãos em um balde de argila para fazer o molde, que em seguida seria preenchido pelo gesso de Paris.
 
Em vez disso, a menina pôs as mãos no balde de gesso, que estava sendo aquecido para endurecer dentro do molde. Dez minutos depois, as mãos da estudante ficaram presas, e nem os professores nem os responsáveis pela segurança na escola, em Lincolnshire, conseguiram soltá-las.

A aluna sofreu sérias queimaduras. A escola admitiu ter violado regras de segurança e saúde e também admitiu ter falhado ao deixar de reportar o caso para as autoridades, que só descobriram o ocorrido depois que o cirurgião da menina entrou em contato.

A escola ainda teve que pagar 2.500 libras (cerca de R$ 7 mil) como parte dos custos do processo judicial. O preparo de grandes quantidades de gesso de Paris pode gerar temperaturas de até 60 graus.

A promotora Jo Anderson, que atuou em nome das autoridades de saúde e segurança, disse que "as mãos da aluna estavam literalmente sendo queimadas enquanto o gesso endurecia em volta delas".

"De forma alguma a aluna poderia, ou deveria ter sido alertada sobre a possibilidade de vir a sofrer catastróficas consequências."
Cirurgiões plásticos fizeram o possível para ajudar a jovem, mas depois de 12 operações, ela perdeu todos os dedos da mão esquerda, e ficou com apenas dois dedos na mão direita.

Falando após o julgamento, o advogado da menina, Stephen Hill, afirmou que sua cliente é uma "jovem extraordinária", que espera entrar para a universidade e se tornar professora em uma creche ou escola primária.

Enxertos de pele

"Ela está muito bem, considerando-se os ferimentos devastadores que sofreu", disse ele.

Segundo o advogado, a menina, que ficou apenas com um dedo indicador e um dedo médio, está cansada de ser submetida a cirurgias.

Além de ter ficado com apenas dois dedos, as cirurgias deixaram várias cicatrizes pelo corpo da jovem, de onde foi retirada pele para ser usada em enxertos na mão.

A escola divulgou um comunicado afirmando que está orgulhosa pelo fato de a jovem ter retomado os estudos e assegurando que as normas de segurança foram revistas e não há riscos de outro acidente como este.


Escrito por Eduardo Lorenzo às 02h21
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AÑOS
 
(Fagner)

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
El amor no nos reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo
Se impone siempre um pedazo de razón

Passam os anos
E como muda o que eu sinto
O que ontem era amor
Vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás
Tomar tua mão, roubar-te um beijo
Sem forçar o momento
Fazia parte de uma verdade ...

El tiempo pasa ...

Vamos viviendo
Viendo las horas que van passando
Las viejas discussiones
Se van perdiendo entre las razones ...
A todo dices que si
A nada digo que no
Para poder construir
Essa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones

El tiempo pasa ...

Vamos vivendo
Vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim
A nada digo que não
Para poder construir ...
Esa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones

O tempo passa ...


Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h27
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h10
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NÃO SE PODE ELOGIAR... OU SE PODE?
 
Tesouro vai bancar obra do trem-bala

da Folha Online

O governo vai reformular o modelo de financiamento público oferecido às empresas que disputarão a concorrência para a construção do trem-bala --linha férrea de 511 quilômetros que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A informação é de Marcio Aith e Agnaldo Brito, em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O BNDES, originalmente incumbido de conceder um empréstimo no valor de R$ 20 bilhões, será, pelo novo modelo, um mero repassador de recursos. O governo, por meio do Tesouro, assumirá o financiamento.

A mudança ocorre porque o BNDES, apesar de recente aporte de verba federal, não pode fazer empréstimo único nesse valor. A operação fragilizaria o banco, de acordo com as regras globais para prevenir a insolvência.

Com a alteração, haverá um novo atraso na licitação. O objetivo inicial era lançar o edital em agosto para dar início às obras em 2010. Agora, é certo que a inauguração não virá antes da Copa do Mundo de 2014.

BNDES

Originalmente, estava previsto que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) financiaria 60% dos R$ 34,6 bilhões previstos pelo governo federal na construção do TAV (Trem de Alta Velocidade).

O resto do dinheiro deveria vir de financiamento privado e de um capital próprio inicial, dos quais R$ 3,3 bilhões seriam investidos pelo governo --cerca de R$ 2,2 bi para desapropriações e outro R$ 1,1 bi através de uma empresa pública operadora-- e os outros R$ 7 bilhões do consórcio que vencesse a licitação para construir e operar o trem.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

Leia mais:



Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h08
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Lula projeta Brasil a 'líder regional e ator global de 1ª ordem'

O jornal argentino "La Nación" afirma em seu principal editorial desta segunda-feira que, enquanto a Argentina perde espaço e importância no cenário internacional, o Brasil se consolida como "líder regional e ator global de primeira ordem".

O texto, intitulado "Brasil, nas grandes ligas", atribui o resultado ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez seguiu a "via das políticas de Estado (...) traçadas nos oito anos anteriores pelo presidente Fernando Henrique Cardoso".

Os editorialistas fazem sua análise a partir do que chamam de "dois troféus" aquinhoados por Lula em sua recente viagem à capital dinamarquesa, Copenhague: a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 e o apoio da União Europeia ao modelo brasileiro de combate ao desmatamento, que será apresentado na mais importante reunião sobre o clima do ano, que ocorre em dezembro, também em Copenhague.

Sobre a escolha do Rio como sede olímpica, o jornal avalia que a atuação brasileira na disputa, apartidária, mostrou uma "formidável imagem de como se defende o interesse nacional". O "La Nación" sugere que, se Buenos Aires tivesse sido candidata, "aversões pessoais" entre os políticos argentinos impediriam uma postura semelhante.

Para o jornal "não é novidade que o Brasil, pelo carisma e o impulso de seu presidente, jogue nas grandes ligas".

"A novidade é que, em meio a sérios problemas de desigualdade e de corrupção ainda não resolvidos, Lula tenha conseguido projetar seu país como um líder regional que não admite essa definição, ainda que saiba que esta cada vez mais perto de sê-lo." Exemplos dessa projeção são o diálogo de Lula com o presidente americano, Barack Obama, "enquanto Cristina Kirchner, ainda não consciente de que todos os seus ataques contra Bush se traduzem de forma imediata em Washington como ataques contra os Estados Unidos, não teve ocasião de dialogar senão em breves intervalos de cúpulas internacionais com Obama".

O jornal observa que "em 2011 terminará o segundo período de Lula". "Terminará também esta tendência? Não. Definitivamente não. Em 2014 o Brasil será sede do campeonato mundial de futebol; em 2016, o Rio de Janeiro receberá os atletas." Os editorialistas tentam explicar por que, apesar da crise, "o Brasil recebe investimentos diretos em maior volume que a Argentina" e tem recursos para emprestar ao FMI, e por que "em cada cúpula da Unasur (o grupo de países sul-americanos), os olhares apontam para Lula e os ouvidos esperam suas reflexões".

"Talvez porque, no plano político, os escândalos de corrupção nunca terem lançado dúvidas sobre Lula; porque ele cumpriu sua palavra empenhada sem desmerecer às instituições nem às pessoas que pensam diferente; e porque nunca teve a estranha idéia de construir um trem bala onde falta comida."


Escrito por Eduardo Lorenzo às 13h04
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Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h14
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MOLHO A PUTANESCA:

  • Ingredientes
  • Para 250 g de massa:
  • ½ de azeitonas pretas picadas
  • 3 (sopa) de manjericão picado
  • 4 (sopa) de salsinha picada
  • 1 (sopa) de alcaparras
  • 2 (sopa) de azeite
  • 3 filés de anchova em conserva lavados e picados
  • Sal e pimenta preta moída na hora a gosto
  • 1 lata de purê de tomate
  • 1 dente de alho picado
  • 1 lata de atum
  • 1 cebola picada


  • Escrito por Eduardo Lorenzo às 16h05
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